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ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER (1920)
• Contexto histórico:
• Sentimento deixado pela 1ª Guerra Mundial (1914-1918)
• Morte da filha Sophie em 1920
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• Na prática clínica Freud sustentava o modelo em que
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O PRINCÍPIO DO PRAZER e O PRINCÍPIO DE CONSTÂNCIA
Quando observamos a fome ou o
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é chamado de princípio do prazer.
A tendência à estabilidade nos
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de princípio da constância, o
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quantidade de estímulo no nível
mais baixo possível.
No entanto, Freud conclui que a experiência clínica
demonstra que os processos psíquicos do princípio do prazer
não são dominantes.
Deve-se, contudo, apontar que, estritamente falando, é incorreto falar
na dominância do princípio de prazer sobre o curso dos processos
mentais (p.4).
Algumas forças se opõem ao princípio do prazer, de modo que o
resultado final nem sempre tende à satisfação.
Que forças então impedem a satisfação das pulsões?
O princípio de realidade – retarda a satisfação e tolera,
provisoriamente, o desprazer;
O ego – pode produzir desprazer causado por pulsões
interiores ao longo do desenvolvimento. Algumas são
consideradas incompatíveis. No caso do neurótico, o
desprazer é um prazer que não pode ser experimentado,
pois provoca sensação de perigo.
Neurose traumática – angústia, sintomas, sonhos
repetitivos;
Se não quisermos que os sonhos dos neuróticos
traumáticos abalem nossa crença no teor realizador de
desejos dos sonhos, teremos ainda aberta a nós uma
saída: podemos argumentar que a função de sonhar, tal
como muitas pessoas, nessa condição está perturbada e
afastada de seus propósitos (...) P.6.
FONTES DE REPETIÇÃO
Quando os sonhos trazem de volta a lembrança de um
trauma, ele obedece mais a compulsão à repetição do
que o principio do prazer.
O jogo da criança (FORT-DA)
(...) a repetição dessa experiência aflitiva (...) harmonizava-se com o
princípio de prazer? Talvez se possa responder que a partida dela (mãe)
tinha de ser encenada como preliminar necessária a seu alegre retorno, e
que neste último residia o verdadeiro propósito do jogo. Mas contra isso
deve-se levar em conta o fato observado de o primeiro ato, o da partida,
ser encenado como um jogo em si mesmo, e com muito mais frequência
do que o episódio na íntegra, com seu final agradável (FREUD, p. 7),
O jogo da criança possibilita reproduzir de maneira repetitiva
experiências marcantes, objetivando o controle emocional da
situação.
A repetição pode ser uma tentativa de elaboração e estar
relacionada ao princípio do prazer.
COMPULSÃO À REPETIÇÃO E TRANSFERÊNCIA
Em psicanálise, a repetição acontece na transferência. Nela são
reproduzidos fragmentos reprimidos do passado infantil. O que é
repetido precisa ser elaborado.
Porém, há casos em que o processo de elaboração, em
decorrência de resistências, fracassa, fazendo da repetição uma
compulsão.
Freud, não esclarece o motivo de tal fracasso, mas apenas diz que
existe na vida psíquica uma compulsão à repetição que se coloca
acima do princípio do prazer.
O PAPEL DO ESCUDO PROTETOR CONTRA OS
ESTÍMULOS: controlar a efração traumática
A função do escudo é proteger o psiquismo de energias destrutivas
(in e out). Órgãos dos sentidos recebem estímulos externos
reduzidos. Não existe barreira para os estímulos internos, mas o
psiquismos os recebem como se fossem externos mediante
mecanismos de projeção.
Os estímulos traumáticos são aqueles que fazem efração (quebra,
fissura) no escudo e perturbam o todo o funcionamento psíquico e
físico. Por isso o princípio do prazer é posto fora de ação.
“o objetivo de toda morte é a vida”
O escudo que nos protege dos estímulos de fora não nos
protegem dos que vem de dentro e estes podem causar
neuroses traumáticas.
Estímulos internos são pulsões do interior do organismo e
a incapacidade de ligá-los psiquicamente pode causar
excesso de desconforto.
A tarefa do aparelho psíquico é ligar esses estímulos:
tarefa feita por meio da compulsão à repetição.
Na análise, a compulsão à repetição pode assumir um
caráter paralisante, fazendo com que as experiências
reprimidas na infância e manifestadas na transferência
não sejam ligadas psiquicamente, o que as torna
inaptas ao processo secundário e de difícil elaboração.
Ao constatar que a compulsão à repetição pode levar o
indivíduo ao fracasso analítico, Freud lança a hipótese de
que a verdadeira natureza das pulsões seria a de
restabelecer o estado inicial, inorgânico anterior à vida:
retorno ao ponto de partida.
Segundo Freud, o funcionamento do psiquismo é regido por uma
energia que vai além do princípio do prazer: o conflito entre pulsão de
vida e pulsão de morte.
A pulsão de morte decorre da necessidade biológica do organismo de
retornar ao estado inicial, inorgânico. O princípio do prazer mantem o
seu valor, porém é preciso que a pulsão de vida sobreponha-se à
pulsão de morte.
Em 1923, Freud apresentou a teoria de que quando a pulsão de morte
predomina, o componente destrutivo da vida psíquica se impõe, como
no sadismo-masoquismo; quando acontece o contrário, o componente
destrutivo é parcialmente neutralizado e a agressividade se coloca a
serviço da vida.
Pulsão de vida versus pulsão de morte significa a luta entre duas
forças opostas entre si:
Eros – vida, criatividade, harmonia, sexualidade, reprodução e
autopreservação;
Thanatos – agressividade, destruição compulsão à repetição e
autodestruição.
Freud busca na biologia algo que confirme a sua teoria, ou
seja, de que todo ser vivo morre de causas internas, mas
não encontra.
Encerra seus escritos confessando que não está convencido
de suas hipóteses e declara esperar os avanços na biologia
para responder a seus questionamentos.
Com a mudança na teoria, Freud
passa a valorizar mais os afetos
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as relações de objeto, os
processos de identificação, o
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patológico.
Freud, mais tarde, teve ciência
de que sua teoria dualista
(morte x vida) não se impôs
entre os psicanalistas.
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  • 1. ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER (1920) • Contexto histórico: • Sentimento deixado pela 1ª Guerra Mundial (1914-1918) • Morte da filha Sophie em 1920 • Suicídio de amigo psicanalista, Victor Tausk • Medo da morte (perseguição pelo nr.62)
  • 2. CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS • Grande virada na teoria psicanalítica: a dinâmica prazer-desprazer dá lugar ao modelo pulsão de vida vs. pulsão de morte (EROS x THANATOS); • Referência o artigo “O Estranho” (1919); • Sonhos não são somente a realização de desejos, mas a repetição de ansiedades (traumas). • A compulsão à repetição (For-Da)
  • 3. • Na prática clínica Freud sustentava o modelo em que o neurótico buscava ajuda para se livrar do seu desprazer, no entanto, isso não era sempre verdade. • Como explicar que certos pacientes não suportavam ser aliviados de seus sintomas e o fato de terem recaídas depois de apresentarem melhoras? • Como explicar o masoquismo e o sadismo?
  • 4. O PRINCÍPIO DO PRAZER e O PRINCÍPIO DE CONSTÂNCIA Quando observamos a fome ou o desejo sexual, constata-se que há uma sucessão de tensões seguidas de descargas. O crescimento da tensão é seguido de desprazer e a descarga, de prazer. Tal regulação é chamado de princípio do prazer. A tendência à estabilidade nos processo psíquicos é chamada de princípio da constância, o qual visa à manutenção da quantidade de estímulo no nível mais baixo possível.
  • 5. No entanto, Freud conclui que a experiência clínica demonstra que os processos psíquicos do princípio do prazer não são dominantes. Deve-se, contudo, apontar que, estritamente falando, é incorreto falar na dominância do princípio de prazer sobre o curso dos processos mentais (p.4). Algumas forças se opõem ao princípio do prazer, de modo que o resultado final nem sempre tende à satisfação. Que forças então impedem a satisfação das pulsões?
  • 6. O princípio de realidade – retarda a satisfação e tolera, provisoriamente, o desprazer; O ego – pode produzir desprazer causado por pulsões interiores ao longo do desenvolvimento. Algumas são consideradas incompatíveis. No caso do neurótico, o desprazer é um prazer que não pode ser experimentado, pois provoca sensação de perigo.
  • 7. Neurose traumática – angústia, sintomas, sonhos repetitivos; Se não quisermos que os sonhos dos neuróticos traumáticos abalem nossa crença no teor realizador de desejos dos sonhos, teremos ainda aberta a nós uma saída: podemos argumentar que a função de sonhar, tal como muitas pessoas, nessa condição está perturbada e afastada de seus propósitos (...) P.6. FONTES DE REPETIÇÃO Quando os sonhos trazem de volta a lembrança de um trauma, ele obedece mais a compulsão à repetição do que o principio do prazer.
  • 8. O jogo da criança (FORT-DA) (...) a repetição dessa experiência aflitiva (...) harmonizava-se com o princípio de prazer? Talvez se possa responder que a partida dela (mãe) tinha de ser encenada como preliminar necessária a seu alegre retorno, e que neste último residia o verdadeiro propósito do jogo. Mas contra isso deve-se levar em conta o fato observado de o primeiro ato, o da partida, ser encenado como um jogo em si mesmo, e com muito mais frequência do que o episódio na íntegra, com seu final agradável (FREUD, p. 7),
  • 9. O jogo da criança possibilita reproduzir de maneira repetitiva experiências marcantes, objetivando o controle emocional da situação. A repetição pode ser uma tentativa de elaboração e estar relacionada ao princípio do prazer.
  • 10. COMPULSÃO À REPETIÇÃO E TRANSFERÊNCIA Em psicanálise, a repetição acontece na transferência. Nela são reproduzidos fragmentos reprimidos do passado infantil. O que é repetido precisa ser elaborado. Porém, há casos em que o processo de elaboração, em decorrência de resistências, fracassa, fazendo da repetição uma compulsão. Freud, não esclarece o motivo de tal fracasso, mas apenas diz que existe na vida psíquica uma compulsão à repetição que se coloca acima do princípio do prazer.
  • 11.
  • 12. O PAPEL DO ESCUDO PROTETOR CONTRA OS ESTÍMULOS: controlar a efração traumática A função do escudo é proteger o psiquismo de energias destrutivas (in e out). Órgãos dos sentidos recebem estímulos externos reduzidos. Não existe barreira para os estímulos internos, mas o psiquismos os recebem como se fossem externos mediante mecanismos de projeção. Os estímulos traumáticos são aqueles que fazem efração (quebra, fissura) no escudo e perturbam o todo o funcionamento psíquico e físico. Por isso o princípio do prazer é posto fora de ação.
  • 13. “o objetivo de toda morte é a vida”
  • 14. O escudo que nos protege dos estímulos de fora não nos protegem dos que vem de dentro e estes podem causar neuroses traumáticas. Estímulos internos são pulsões do interior do organismo e a incapacidade de ligá-los psiquicamente pode causar excesso de desconforto. A tarefa do aparelho psíquico é ligar esses estímulos: tarefa feita por meio da compulsão à repetição.
  • 15. Na análise, a compulsão à repetição pode assumir um caráter paralisante, fazendo com que as experiências reprimidas na infância e manifestadas na transferência não sejam ligadas psiquicamente, o que as torna inaptas ao processo secundário e de difícil elaboração.
  • 16. Ao constatar que a compulsão à repetição pode levar o indivíduo ao fracasso analítico, Freud lança a hipótese de que a verdadeira natureza das pulsões seria a de restabelecer o estado inicial, inorgânico anterior à vida: retorno ao ponto de partida.
  • 17. Segundo Freud, o funcionamento do psiquismo é regido por uma energia que vai além do princípio do prazer: o conflito entre pulsão de vida e pulsão de morte. A pulsão de morte decorre da necessidade biológica do organismo de retornar ao estado inicial, inorgânico. O princípio do prazer mantem o seu valor, porém é preciso que a pulsão de vida sobreponha-se à pulsão de morte. Em 1923, Freud apresentou a teoria de que quando a pulsão de morte predomina, o componente destrutivo da vida psíquica se impõe, como no sadismo-masoquismo; quando acontece o contrário, o componente destrutivo é parcialmente neutralizado e a agressividade se coloca a serviço da vida.
  • 18. Pulsão de vida versus pulsão de morte significa a luta entre duas forças opostas entre si: Eros – vida, criatividade, harmonia, sexualidade, reprodução e autopreservação; Thanatos – agressividade, destruição compulsão à repetição e autodestruição.
  • 19. Freud busca na biologia algo que confirme a sua teoria, ou seja, de que todo ser vivo morre de causas internas, mas não encontra. Encerra seus escritos confessando que não está convencido de suas hipóteses e declara esperar os avanços na biologia para responder a seus questionamentos.
  • 20. Com a mudança na teoria, Freud passa a valorizar mais os afetos de amor e ódio, a ambivalência, as relações de objeto, os processos de identificação, o sentimento de culpa e o luto patológico. Freud, mais tarde, teve ciência de que sua teoria dualista (morte x vida) não se impôs entre os psicanalistas. fim