2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje




                                           MÓDULO




                         ...
COMITÉ DIRECTIVO


Fray Marino Martínez Pérez
Rector

Francisco Cardona Restrepo
Vicerrector Administrativo

José Jaime Dí...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
TEORÍAS DEL APRENDIZAJE
                Luis Beltrán Pérez Rojas
                María Ofelia Acosta Trujillo

           ...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje




INTRODUCCIÓN
La vida es un proceso de transformaciones permanentes. Desde el momento de
la concepción hasta la muerte, el hombre sabe q...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje

Conviene precisar que el proceso de aprendizaje, para que se dé en condiciones
ópt...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje




    EPISTEMOLOGÍA Y PROCESO DEL
            APRENDIZAJE
El problema fundamental del aprendizaje, como parte del conocimiento, se inicia en la
fundamentación epistemológica que so...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje

CAPÍTULO 1.

                  EPISTEMOLOGÍA DEL APRENDIZAJE




                 ...
Resulta casi imposible que una sola teoría agote la explicación de un fenómeno tan
complejo. De ahí que hayan surgido dist...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
Para Kuhn, una revolución científica corresponde al abandono de un paradigma y a la...
afirma que los paradigmas ayudan a los científicos a dar nuevos significados a los datos
o a buscar nueva información para...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
Pozo, con frecuencia habla de otra clasificación más amplia en la cual hace referen...
la ciencia”.5

La crítica de Piaget, es importante por cuanto muestra una realidad en torno a la
construcción del conocimi...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
proceso de desarrollo. Además, para Vigotsky la posibilidad de que los aprendices
i...
En la psicología cognitiva o en la versión piagetiana del sujeto como un "organismo", la
noción de zona del desarrollo pró...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
información y las ejecuciones, la preexistencia de sistemas organizados que intervi...
Tales análisis podrían contribuir a explicitar las notas del constructivismo
fuerte,avanzado, sobre la vaguedad de las car...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
                                              Cognitivo
                           ...
¿QUÉ ES EL APRENDIZAJE?




D
esde épocas muy antiguas, el hombre ha tenido la curiosidad de saber cómo se
aprende, de ent...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
     No puede hablarse de capacidad de autoaprendizaje en las primeras edades de l...
patrones de comportamiento llamados también reflejos de supervivencia debido a que
tienen un valor adaptativo muy definido...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
necesidades de los juegos colectivos, los gustos y todo tipo de intereses.

El apre...
sentido vestibular que depende de receptores situados en las partes óseas del cráneo,
en ambos oídos internos; informa del...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
El repaso es una estrategia muy simple, consiste en repetir una y otra vez algo, ha...
¿CÓMO SE DEFINE EL APRENDIZAJE?

Son muchísimas las definiciones, que en el contexto de la psicología y de la pedagogía
se...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
     Maduración, entendida como diferenciación del sistema nervioso: despliega las...
directa. También hay que inferir de esta definición que los cambios producidos en el
organismo pueden ser de naturaleza po...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje

                          Gráfica 7: El Aprendizaje según A. Bandura




Albert Ba...
Gráfica 8: El Aprendizaje según R. Gagne


Robert Gagné, psicólogo norteamericano, se dedicó a estudiar los procesos del
a...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
     Habilidades intelectuales. Este aprendizaje permite adquirir discriminaciones...
El dominio afectivo: conocido como área afectiva o de respuesta emocional Va desde
las respuestas simples hasta las más co...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
actores educativos deben mantener una cálida tonalidad afectiva que permita el
desa...
PROCESO DEL APRENDIZAJE

No es fácil decir cómo ocurre el aprendizaje. De hecho es lo que han tratado de explicar
los psic...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
Hay dos elementos fundamentales en el proceso del aprendizaje; el sujeto que
aprend...
TEORÍAS DEL APRENDIZAJE
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
Las teorías tienen como finalidad: explicar y predecir el comportamiento humano.
Se...
 El carácter elementalista y atomista: toda conducta se puede reducir a una serie
      de asociaciones entre elementos s...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje

CAPÍTULO 1.

           TEORÍA CONDUCTISTA DEL APRENDIZAJE
Teoría Conductista:
♣Pr...
P
ara el hombre de todos los tiempos ha sido motivo de preocupación explicar como
ocurre el aprendizaje. Qué es lo que suc...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje




Precisemos un poco cada una de estas corrientes


     La corriente asociacion...
conjunto de técnicas experimentales y teóricas para hacer que el paradigma se
compagine con la naturaleza. Pero no hay raz...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
capítulo se han agrupado metodológicamente siguiendo el siguiente esquema:


      ...
Se fundamenta el las teorías de la información




ESCUELA CONDUCTISTA



Para los teóricos conductistas, el aprendizaje e...
2
Módulocurso: Teorías del Aprendizaje




                      Gráfica 11: Teorías conductistas del aprendizaje


Contex...
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
M O D U L O  T E O R I A S  A P R E N D I Z A J E
Próxima SlideShare
Cargando en...5
×

M O D U L O T E O R I A S A P R E N D I Z A J E

16,449

Published on

Published in: Tecnología, Negocios
0 comentarios
3 Me gusta
Estadísticas
Notas
  • Sea el primero en comentar

Sin descargas
reproducciones
reproducciones totales
16,449
En SlideShare
0
De insertados
0
Número de insertados
1
Acciones
Compartido
0
Descargas
438
Comentarios
0
Me gusta
3
Insertados 0
No embeds

No notes for slide

M O D U L O T E O R I A S A P R E N D I Z A J E

  1. 1. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje MÓDULO LUIS BELTRÁN PÉREZ ROJAS MARIA OFELIA ACOSTA TRUJILLO FUNDACIÓN UNIVERSITARIA LUIS AMIGÓ FACULTAD DE EDUCACIÓN Medellín - Colombia 2003
  2. 2. COMITÉ DIRECTIVO Fray Marino Martínez Pérez Rector Francisco Cardona Restrepo Vicerrector Administrativo José Jaime Díaz Osorio Vicerrector Académico Francisco Javier Acosta Gómez Secretario General Hernán Ospina Atehortúa Director de Planeación
  3. 3. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje
  4. 4. TEORÍAS DEL APRENDIZAJE Luis Beltrán Pérez Rojas María Ofelia Acosta Trujillo Coordinación General: Roberto Salazar Ramos Asesoría Metodológica y Corrección de Estilo: Nélida Montoya Ramírez Asesoría Conceptual: Gloria Acosta Trujillo Diseño: Facultad de Educación Impresión: Departamento de Publicaciones FUNLAM www.funlam.edu.co www.genesis.funlam.edu.co TODOS LOS DERECHOS RESERVADOS Medellín – Colombia 2003 CONTENIDO Pág. INTRODUCCIÓN 5
  5. 5. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje INTRODUCCIÓN
  6. 6. La vida es un proceso de transformaciones permanentes. Desde el momento de la concepción hasta la muerte, el hombre sabe que parte de su destino es el cambio. Cambia su estructura física, cambia su capacidad intelectual, cambian sus afectos y sentimientos, cambia su manera de actuar. Pero, qué es lo que hace que el hombre cambie permanentemente incluso en contra de su propia voluntad? Para la ciencia éste ha sido un problema de investigación permanente, existiendo hasta el momento un tácito acuerdo entre las distintas teorías que se ocupan del tema: El cambio en el ser humano se debe a los determinantes genéticos propios de cada persona, pero comunes a la ontogénesis de la especie humana. También se debe a las condiciones medioambientales. Pero probablemente el factor más importante es el proceso delaprendizaje. En psicología, el término aprendizaje se refiere a cualquier cambio relativamente permanente de la conducta derivado de la experiencia, es decir, a partir de las interacciones con el entorno.”1 El aprendizaje es considerado como una de las acciones más significativas y más universales del hombre. Y es precisamente por su importancia y por su carácter universal que el estudio sobre el aprendizaje presenta grandes extensiones que abarcan el conocimiento relacionado con el desarrollo integral del ser humano, desde su nacimiento hasta la muerte. Los niños recién nacidos, tienen necesidad de aprender una infinidad de cosas aparentemente sencillas, como: caminar, hablar, discriminar objetos, reconocer a los progenitores, construir frases. Más adelante aprenderán a leer, escribir, efectuar operaciones matemáticas, conocer reglas algebraicas, principios físicos y químicos, para señalar sólo algunos. Poco a poco el nivel de aprendizaje va aumentando en complejidad y en extensión, comprometiendo todas las dimensiones del ser humano, e integrando la coordinación motora con la memoria, el afecto con el desarrollo del pensamiento, las sensaciones con los hábitos sociales. Y no obstante lo amplio de los horizontes de aprendizaje, éste sigue siendo una de las actividades básicas durante toda la vida. A medida que las personas van adquiriendo madurez, aumenta la necesidad de dirigir el aprendizaje por sí mismas, así como la habilidad de utilizar su experiencia personal como recurso para el aprendizaje y organizar éste en función de los problemas de su vida. El proceso de aprendizaje es una experiencia activa que todas las personas deben valorar y aprovechar. En el contexto escolar los procesos metacognitivos pueden variar sus prácticas de aprendizaje, o la manera como han elaborado o comprendido los conceptos. El criterio de la práctica está presente en casi todas las concepciones teóricas y epistemológicas del aprendizaje escolar. El aprendizaje es resultado de cierta práctica (como la observación o la experimentación) que contribuye a producir alguna forma de cambio (conductual, actitudinal, volitivo, conceptual o cognitivo, según la vertiente teórica) permanente en el alumno. Una visión lineal, secuencial y única de la interrelación entre teoría y práctica desconoce algunas de las formas que toma el conocimiento, frente a los cuales ellas adquieren modos diferentes de actuar, según el contexto de aprendizaje y la complejidad o novedad de la tarea. 1 LAHEY, Benjamín B.(1999) Introducción a laPsicología. Madrid: McGraw-Hill. Sexta edición. p.217
  7. 7. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Conviene precisar que el proceso de aprendizaje, para que se dé en condiciones óptimas, requiere de múltiples ambientes: materiales, tecnologías interactivas, tiempo, esfuerzo del estudiante; apoyo y seguimiento de maestros competentes. También es frecuente que en el medio escolar se hable de el proceso de enseñanza- aprendizaje, esta consideración ha sido más un modo operativo de referirse a las prácticas escolares que a desarrollos en la teoría y práctica de la enseñanza y el aprendizaje escolar. La enseñanza y el aprendizaje se recrean, dice Zapata (1993) en el campo de las habilidades. En la investigación científica y en la construcción de teoría, enseñanza y aprendizaje han recorrido rutas separadas, en general sin integración. Schunk (1997) dice que ello ha ocurrido porque:  Buena parte de los teóricos del aprendizaje han sido psicólogos.  La experimentación científica se centró en animales, en donde la enseñanza no se podía explorar.  La enseñanza ha sido una consideración de los educadores, usualmente más  interesados por la aplicación directa de métodos en el aula.  Ha prevalecido entre muchos la idea de que la enseñanza es un arte y la  psicología una ciencia, aunque de la misma manera se ha aceptado que la  enseñanza y el aprendizaje son inseparables. De aquí surgió la idea del mencionado proceso de enseñanza - aprendizaje, más como un esfuerzo lingüístico de mantener unidos la enseñanza y el aprendizaje que el resultado de desarrollos conceptuales que delimitaran la naturaleza de la unión de esos dos componentes en el contexto escolar. En la práctica esa unión ha producido el oscurecimiento o el predominio de uno sobre el otro (de la enseñanza o del aprendizaje). El estudio metódico de la enseñanza no ha sido desarrollado tanto como el del aprendizaje. Sigue predominando la idea de ella como arte, con la connotación frecuente de que cada acción propia de cada maestro tiene validez intrínseca para sí y de por sí. En consecuencia, se entiende que la enseñanza y el aprendizaje se rigen por principios diferentes. Aquí el estudio está centrado fundamentalmente en la noción de aprendizaje y en el acto de aprender. El presente módulo está organizado en torno a tres grandes unidades que se van construyendo tanto desde la teoría, como desde la práctica. Se han consultado múltiples fuentes teóricas actualizadas, las cuales aparecen referenciadas en la Bibliografía y se han hecho apartes desde la formación y desde la experiencia de los autores, buscando un resultado integrativo que facilite el aprendizaje del alumno. Dichas unidades permiten una reflexión académica sobre los Fundamentos, el Proceso y las Teorías del Aprendizaje; y cada una de ellas tiene subdivisiones conformando capítulos. En la primera unidad se desarrollan las bases epistemológicas y el proceso del aprendizaje. En la segunda unidad, se presentan las diferentes teorías del aprendizaje: las clásicas, las cognoscitivas y las computacionales. Y en la tercera unidad, se plantean los tipos de aprendizaje y los principales problemas que presenta éste en el campo escolar. La gráfica número 1, lo guía en la secuencia constructiva de las diferentes temas que se abordan en el texto.
  8. 8. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje EPISTEMOLOGÍA Y PROCESO DEL APRENDIZAJE
  9. 9. El problema fundamental del aprendizaje, como parte del conocimiento, se inicia en la fundamentación epistemológica que soporta las diferentes teorías. Esta visión supone una concepción de ciencia, de hombre, de sujeto y de contenidos del aprendizaje. Conocer solamente los datos teóricos que explican cómo ocurre el aprendizaje sería hacer una acción meramente instrumental, por eso es necesario conocer de dónde provienen los contenidos, cuáles fueron las causas que dieron lugar a dichos estudios y de qué manera se estructuraron los datos teóricos diferenciándose unos de otros. Esta unidad está compuesta de dos capítulos claramente diferenciados, el primero se ocupa de la epistemología del aprendizaje y el segundo, del proceso del aprendizaje. Los principales temas que se tratan en la primera unidad son los siguientes: la filosofía de la ciencia, el aprendizaje escolar, la ocurrencia del aprendizaje y el problema de la interacción entre las diferentes teorías. En el segundo capítulo se trata de responder fundamentalmente tres preguntas: ¿ Qué es el aprendizaje?, ¿Cuál es el proceso del aprendizaje? y ¿Cuál es el papel que le corresponde al docente en el aprendizaje?. Pero también se tocan algunos temas polémicos como el de la maduración, los reflejos, los dominios, los ambientes y las tendencias innatas de aprendizaje. Es por tanto, una unidad básica donde el estudiante debe quedar con una claridad meridiana con respecto a los elementos fundamentales del aprendizaje los cuales lo preparan para abordar la unidad siguiente con suficientes elementos teóricos y conceptuales que le permitan asumir una actitud analítica y crítica frente a las diferentes teorías.
  10. 10. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje CAPÍTULO 1. EPISTEMOLOGÍA DEL APRENDIZAJE Gráfica 1 : Contenidos del capítulo 1 E l hombre se ha familiarizado con el aprendizaje hasta llegar a verlo como parte de su propia naturaleza, puesto que permanentemente está aprendiendo. Cuando trata de explicarlo se encuentra con un fenómeno tan complejo que a pesar de todos los estudios realizados sobre el mismo, aún no se considera que se haya agotado. El aprendizaje es un fenómeno complejo, porque en él intervienen componentes de carácter neurológico, cognitivo, emocional, actitudinal y motivacional, entre otros. De ahí que hayan surgido teorías cuya pretensión fundamental es explicar en qué consiste y cómo ocurre el Aprendizaje.
  11. 11. Resulta casi imposible que una sola teoría agote la explicación de un fenómeno tan complejo. De ahí que hayan surgido distintas teorías, algunas de ellas antagónicas desde los principios filosóficos que las sustentan, como la teoría estructuralista y la teoría funcionalista, por ejemplo. También resulta imposible que una sola teoría agote el tema, puesto que los científicos del aprendizaje provienen de distintas disciplinas como la psicología, la pedagogía, la neurología y otras. En este sentido, han sido los psicólogos los que en gran medida han elaborado las teorías del aprendizaje desde la mirada epistemológica de las escuelas o corrientes psicológicas a las que pertenecen: conductistas, gestálticas, humanistas, psicólogos sociales, psicólogos cognitivos y psiconalistas. También aumenta el grado de complejidad el método utilizado para construir los datos teóricos, ya que mientras unos acceden por la vía de la experimentación, otros lo hacen por la vía de la observación o de la teorización. Sin embargo todos concuerdan con el mismo objetivo: Explicar el aprendizaje como realidad inherente al hombre es la actividad que más realiza durante el transcurso de su vida R LA FILOSOFÍA DE LA CIENCIA Para facilitar la comprensión del tema, se acudirá al estudio de los principios básicos de la filosofía de la ciencia desde los postulados de: Postner (1982), Novac (1987), Pozo (1987), Kuhn (1972), Piaget (1981), Lakatos (1971) Vigotsky (1982), y Losse (1987), entre otros. Pero el interés por explicar este fenómeno no es reciente, los griegos ya lo habían planteado y ya existían posiciones antagónicas como la de Platón, en el Menón, quien afirmaba que el aprendizaje se obtenía por sí mismo. Y la posición de los sofistas quienes planteaban que el aprendizaje dependía por completo del nivel de instrucción. El problema epistemológico fundamental del aprendizaje se centra en la duda de algunos teóricos de la enseñanza de las ciencias, acerca de sí el objetivo de la enseñanza debe ser el cambio conceptual o no. Al respecto, Postner propuso acudir a la filosofía de la ciencia contemporánea. La tesis principal consiste en que el cambio conceptual en los estudiantes durante el proceso del aprendizaje instruccional sigue las líneas que han fijado algunas filosofías de la ciencia. Al evocar el lenguaje de la filosofía sobre las teorías científicas se supone que hay analogías relevantes con los procesos que se podrían describir con el lenguaje de un tipo de teoría de aprendizaje de los sistemas conceptuales. Según Postner, el punto de vista asumido es que la investigación científica involucra ciertos compromisos que la organizan, sean los "paradigmas" propuestos por Kuhn o los "núcleos duros" de los programas de investigación de Lakatos. Durante el siglo XX surgieron dos corrientes del pensamiento que influyeron directamente sobre la Psicología del Aprendizaje. Según Kuhn “estos movimientos científicos constituirían dos revoluciones paradigmáticas, seguidas de su correspondiente período de ciencia normal. Dichas revoluciones estarían dadas por el Conductismo y por la Psicología Cognitiva.”2 2 KUHN, Tomas. (1972) La estructura de las revoluciones científicas. Barcelona,: Arial. p.72
  12. 12. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Para Kuhn, una revolución científica corresponde al abandono de un paradigma y a la adopción de otro nuevo, no por parte de un científico aislado sino por parte de la comunidad científica en su totalidad. Los paradigmas entrañan un determinado marco conceptual a través del cual se ve el mundo y se describe, y un determinado conjunto de técnicas experimentales y teóricas para hacer que el paradigma se compagine con la naturaleza. Por lo tanto, la ciencia debe contener dentro de sí la manera de pasar de un paradigma a otro mejor. Esta es la función que cumplen las revoluciones científicas. Para Kuhn los paradigmas desempeñan un papel importante porque tienen una influencia persuasiva sobre la ciencia haciendo que unos sean reemplazados por otros ocasionando las revoluciones científicas cuyo papel fundamental es hacer que la ciencia avance. “EL PAPEL FUNDAMENTAL DE LA REVOLUCIONES CIENTÍFICAS, ES HACER QUE LA CIENCIA AVANCE” (Kuhn) En oposición a los planteamientos de Popper, Khun, no cree que la experimentación sea la causa fundamental del progreso científico. Tampoco es la fuerza de los datos lo que hace que un paradigma sea sustituido por otro, ya que los paradigmas son en sí mismos inconmensurables; si no que influyen criterios externos de tipo generacional o social. Pero Kuhn sí coincide con Lakatos en algunos planteamientos para que el conocimiento pueda ser aceptado como conocimiento científico, como: la exigencia de concepciones filosóficas para que se resista a las críticas basadas en la historia de la ciencia solamente, También coinciden los dos en la necesidad de los paradigmas para explicar el problema de la ciencia y aunque Lakatos los denomina “programas de investigación,” los dos aceptan que son los datos los que actúan como árbitros de cambio en las teorías científicas. Pero también tienen diferencias significativas como el énfasis que hace Kuhn en los factores sociales que intervienen en el aprendizaje, mientras que Lakatos desarrolla su idea de ciencia en un intento por mejorar el falsacionismo Popperiano y por superar las objeciones hechas a éste. Para Lakatos, la característica fundamental de la construcción de una teoría científica está dada por las hipótesis centrales y por los supuestos subyacentes, las condiciones iniciales y los enunciados observacionales. Él denomina todo este conjunto, el cinturón protector. Para que un programa de investigación pueda ser valorado como científico en primer lugar debe poseer un alto grado de coherencia interna y en segundo lugar debe de conducir al descubrimiento de nuevos fenómenos. Ante la diversidad de filosofías de las ciencias, es conveniente tener una actitud crítica y cuidadosa a la hora de acogerse a una de ellas para comprender la sustentación conceptual de las ciencias. Las versiones contemporáneas de la filosofía de la ciencia son críticas ante la visión “positivista de la ciencia”, se considera como tal a la parte del conocimiento que significa un descubrimiento a través del método experimental. Sin embargo, el gran aporte de Kuhn y de Toulmin, consiste en plantear que la ciencia obedece más a conjuntos cambiantes de conceptos, (paradigmas) que guían los propios métodos de investigación. Por tanto la enseñanza de la ciencia debe estar orientada al aprendizaje de conceptos. Ausubel, interpreta exactamente esta posición cuando
  13. 13. afirma que los paradigmas ayudan a los científicos a dar nuevos significados a los datos o a buscar nueva información para resolver los problemas. El plantea la idea de los “conceptos inclusores” en la estructura cognitiva de los aprendices los cuales facilitan el aprendizaje significativo y por ello incrementa la resolución positiva de los problemas.3 Esta otra forma de entender la ciencia adquiere un sentido más dinámico y participativo. La ciencia deja de ser un misterio para convertirse en algo cercano y accesible. EL APRENDIZAJE ESCOLAR Los teóricos del aprendizaje suelen hacer una diferenciación entre el aprendizaje escolar y el aprendizaje general. El primero se circunscribe en el contexto de lo cognitivo, y se suele hacer énfasis en la adquisición de conocimientos. Los esfuerzos por explicar los procesos de adquisición de conocimientos escolares que realizan las distintas teorías se debe analizar desde la perspectiva epistemológica. Se debe interrogar a las teorías del aprendizaje acerca de la consistencia de los conceptos que articulan sobre la pertinencia metodológica de sus instrumentos de investigación, y sobre el alcance y los límites de las hipótesis que formulan cuando pretenden explicar el aprendizaje escolar. Según Castorina J. Antonio,4 Las reflexiones epistemológicas tienden a ser aclaraciones sobre el significado de los conceptos situados en el corpus de una teoría del aprendizaje, la fuerza de sus hipótesis, los criterios de comparabilidad entre teorías opuestas del aprendizaje, los obstáculos que pueden derivar de la transposición pura y simple de las teorías al campo educativo. Pero en ningún caso ellas pueden suministrar criterios normativos acerca de "cómo investigar", prescribiendo reglas metodológicas externas que deberían ser satisfechas en las indagaciones. La apelación a las filosofías de las ciencias contemporáneas ha renovado la interpretación y aun la orientación del proceso de aprendizaje. Pero debe recordarse que dicha orientación diferirá según la perspectiva filosófica que se haya asumido. Además, como la decisión acerca de la validez de alguna de las corrientes vigentes se hace abiertamente, se requieren criterios de adecuación a los datos de la historia de la ciencia. Aunque el aprendizaje no se circunscribe solamente al ámbito escolar sino que éste forma parte de la vida de todas las personas sin importar si están o no escolarizadas, los estudios e investigaciones sobre el aprendizaje han sido mucho más significativos en el campo de la escuela. Existen muchas clasificaciones de las teorías del aprendizaje dependiendo de la filosofía de la ciencia que sustente dichas clasificaciones. Así, por ejemplo: Pozo, agrupa las teorías que proponen cambios radicales en las ideas de los aprendices como las teorías de la “reconstrucción conceptual” en las cuales incluye a la Gestalt, la Psicología Genética, la teoría de Vigotsky y la teoría de Ausubel, y forma otro agrupamiento compuesto por las teorías Conductistas, las teorías del Procesamiento de la Información y las teorías que enfatizan en la reorganización de los sistemas constitutivos de los contenidos de los estudiantes. 3 AUSUBEL, En: NOVAK, J.(1988) El constructivismo humano: hacia una unidad en la elaboración de significados psicológicos y epistemológicos. Sevilla: Díada, p.17 4 CASTORINA, José Antonio. La teoría Psicogenética del aprendizaje y la práctica educativa. Propuestas psicopedagógicas para el año 2000. Buenos Aires, FADIP.
  14. 14. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Pozo, con frecuencia habla de otra clasificación más amplia en la cual hace referencia a los que él llama teorías “puras” o sea las que son formuladas fuera del ámbito de la práctica educativa y las teorías “específicas” o sea las que son aplicables al ámbito escolar. Fodor (1980) es mucho más radical cuando afirma que cualquier teoría del aprendizaje o del desarrollo de nociones nuevas se vuelve paradojal y que el aprendizaje auténtico es imposible de obtener, ya que todo acto de aprendizaje involucra un proceso de formación de hipótesis y de confirmación por vía inductiva. Para él el aprendizaje debería seguir el proceso que aparece en la gráfica 2. Gráfica 2: Proceso del aprendizaje según Fodor (1980) Sólo se puede considerar que hay aprendizaje si se ha confirmado la hipótesis y la confirmación se logra por una vía inductiva e igualmente si hay circularidad en el proceso. También Piaget propone la teoría de la equilibración para explicar la constitución de los sistemas lógicos de los sujetos del aprendizaje. Sin embargo, existe una dificultad expresada por Castorina (1992) con respecto a la forma como se han formulado las teorías del aprendizaje. Afirma él que la implantación de una teoría del aprendizaje formulada fuera del aula de clase, está estrechamente vinculada a la determinación de los mecanismos de la formación de los conocimientos y al mundo peculiar de la práctica educativa. Muchas de las teorías no han salido del aula sino que son producto de los estudios científicos de personas ajenas al medio educativo. Es la misma crítica que J. Piaget formula con respecto a la pedagogía. “¿Por qué la pedagogía es en tan escasa medida obra de los pedagogos? Este es un problema grave y siempre actual. La ausencia o carencia de investigación sobre los resultados de la enseñanza, punto en el que insistimos aquí, es sólo un caso particular de éste. El problema general es el de comprender porqué la inmensa cohorte de educadores que trabajan en todo el mundo con tanto ardor y, en general, competencia, no engendra una élite de investigadores que hagan de la pedagogía una disciplina científica y viva, de la misma manera que todas las disciplinas aplicadas participan a la vez del arte y de
  15. 15. la ciencia”.5 La crítica de Piaget, es importante por cuanto muestra una realidad en torno a la construcción del conocimiento de la pedagogía. Otro tanto podría decirse del conocimiento del aprendizaje, por eso es valioso conocer la fundamentación epistemológica de las distintas teorías. Para aplicar la teoría del aprendizaje al aula de clase han asumido un tipo de "aprendizaje por descubrimiento". Es decir, la construcción individual de las categorías del pensamiento consideradas como condición suficiente y necesaria para la adquisición de los conocimientos escolares. A partir de los instrumentos lógicos, los alumnos alcanzan una organización intelectual o logran adquirir las nociones "científicas", no explicitadas en los materiales de aprendizaje, y en virtud de su actividad de exploración y de investigación Este enfoque rechaza la instrucción de aquello que el niño podría descubrir o inventar por si mismo, ha sido cuestionado por Pozo (1989). Para él, sólo es admisible como aprendizaje "natural" de nociones lógicas o aun causales, que se produce con independencia de la instrucción. Por el contrario, hay nociones o conceptos que constituyen una buena parte del "saber enseñar" que no pueden adquirirse sólo por descubrimiento, ya que requieren de una intensa actividad instruccional. En principio, no hay dificultades insuperables en el núcleo del proceso de enseñanza- aprendizaje en el aula de clase. Las tesis constructivistas parecen aplicables para dar cuenta de la apropiación que hacen los alumnos del saber el cual es compatible con las interacciones que sostienen con los objetos de conocimiento escolar. La instrucción es una condición ineludible para la apropiación que los docentes deben hacer como mediadores del aprendizaje. LA OCURRENCIA DEL APRENDIZAJE Las teorías del aprendizaje, ya sean teorías "puras" formuladas fuera del ámbito de la práctica educativa, o ya sea como teorías específicas aplicables a dicho ámbito, enfrentan serias dificultades conceptuales. Las teorías que interpretan el proceso de aprendizaje en el aula de clase como reorganización del sistema de nociones o de auténtica producción conceptual, quedan prisioneras en un callejón sin salida, en una paradoja que hace poco creíble el acto educativo. Vigotsky ha puesto de relieve aspectos del desarrollo y del aprendizaje que no fueron considerados en la psicología genética ni en la teoría del procesamiento de la información. Su fortaleza consiste en plantear el desarrollo de las funciones psíquicas superiores en términos de apropiación e internalización de instrumentos y signos en la interacción social. De aquí se concluye que el aprendizaje es una condición previa al 5 PIAGET, Jean. (1987) Psicología y pedagogía. Barcelona : Ariel, p.17
  16. 16. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje proceso de desarrollo. Además, para Vigotsky la posibilidad de que los aprendices incorporen los instrumentos y los signos sociales, depende en cierto grado del desarrollo anterior, y sobre todo, del desarrollo potencial del aprendiz. “La zona de desarrollo próximo: No es otra cosa que la distancia entre el nivel actual de desarrollo, determinado por la capacidad de resolver independientemente un problema y el nivel de desarrollo potencial, determinado a través de la resolución de un problema bajo la guía de un adulto o en colaboración con un compañero más capaz “. Vigotsky La caracterización de la relación entre desarrollo y aprendizaje no se agota, para Vigotsky, “en la determinación de las actividades que puede hacer el sujeto por su propia cuenta , es necesario establecer lo que es capaz de hacer pero con la ayuda de otros el "nivel de desarrollo potencial". De aquí deriva la noción de zona de desarrollo próximo: No es otra cosa que la distancia entre el nivel actual de desarrollo, determinado por la capacidad de resolver independientemente un problema y el nivel de desarrollo potencial, determinado a través de la resolución de un problema bajo la guía de un adulto o en colaboración con un compañero más capaz “ 6 Esta concepción le permitió a Vigotsky presentar la visión de que el aprendizaje es un producto de la cultura y de las interacciones sociales. En síntesis, permitió tender un puente entre el desarrollo, el aprendizaje y la cultura, tal como se observa en la gráfica 3 que aparece a continuación. Cultura Aprendizaje Interacciones sociales Gráfica 3: Proceso del aprendizaje según Vigotsky Algunos críticos como Wertsch7, han señalado que en ciertos momentos Vigotsky le otorga al desarrollo una cierta dinámica interna y, en otros, lo hace depender casi exclusivamente del aprendizaje por instrucción. La relación entre aprendizaje y desarrollo no queda del todo clara en la medida en que no llegó a precisar aquella "dinámica interna". Desde el punto de vista epistemológico, la cuestión interesante es la del estatus de dicha noción. Sin duda, en razón de que el aprendizaje parece "empujar" al desarrollo, la idea de la zona de desarrollo próximo tiene buenas posibilidades para influir en la teoría del aprendizaje escolar. Sin embargo, de modo no tan diferente a lo que sucede con la interpretación de los procesos de conocimiento como procesamiento de información. 6 VIGOTSKY, L.(1979) El desarrollo de los procesos psicológicos superiores. Barcelona: Crítica. p.63 7 WERSCHT, J. (1988) Vigotsky y la formación social de la mente. Barcelona: Paidos. p.76
  17. 17. En la psicología cognitiva o en la versión piagetiana del sujeto como un "organismo", la noción de zona del desarrollo próximo no parece constituir aún una hipótesis precisa, sino un enunciado metafórico. Paris y Cross señalan otra de las dificultades de la concepción de Vigotaky: Para establecer si es mejor para un aprendiz disponer de una zona de desarrollo próximo amplia o restringida, hay que evaluar al funcionamiento intelectual del aprendiz, y ello nos puede colocar fuera de la zona misma. Es preciso aclarar que disponer de una zona restringida significa que los aprendices no pueden hacer mejor lo que se les solicita con ayuda que sin ella; en el caso de la zonaamplia el aprendiz puede ser capaz de completar, por ejemplo, un cálculo, cuando es ayudado por pares o por adultos, pero no puede controlar la resolución por sí mismo. De nuevo, ¿es más positivo poder cumplir una tarea con ayuda que sin ella? Sin embargo las críticas anteriores no invalidan la teoría del aprendizaje de Vigotsky, e incluso es bien acogida por muchos educadores y teóricos del aprendizaje. EL PROBLEMA DE LA INTEGRACIÓN DE TEORÍAS El examen cuidadoso de las múltiples teorías contemporáneas del aprendizaje pone de manifiesto variadas relaciones entre dichas teorías. En primer lugar se pueden identificar oposiciones entre las teorías del asociacionismo psicológico que subyace al modo de interpretar la formación de conceptos en el viejo conductismo, y en las teorías clásicas del procesamiento de la información. Según Pozo, también hay oposición entre los planteamientos de Vigotsky en lo referido a los conceptos espontáneos, y las teorías de la "reconstrucción". Ya que unas se refieren a los cambios cuantitativos que preparan las reestructuraciones y otras se refieren a los cambios cualitativos del proceso de aprendizaje. También surge un problema importante para los teóricos del aprendizaje y para los pedagogos, al momento de encontrar algún marco común que permita orientar los proyectos educativos. ¿Se debe optar por el constructivismo? ¿O por la teoría piagetiana del cambio por equilibración de los sistemas lógicos, en la diferenciación y coordinación de los esquemas de conocimiento, propuestos por la psicología cognitiva del procesamiento de la información?, o mejor se debe optar por ¿el interaccionismo socio-cultural de la teoría de Vigotsky?, o por ¿el aprendizaje significativo de Ausubel? No es fácil lograr un acuerdo puesto que existen diferencias epistemológicas entre las distintas teorías tal como hemos visto anteriormente. Pero también es importante reconocer que todas ella tienen elementos importantes de aplicabilidad de acuerdo a las distintas condiciones escolares donde debe mediar el aprendizaje escolar en la formación de los estudiantes. También existe una posición de riesgo asumida por algunos teóricos con respecto a las distintas teorías del aprendizaje. Este riesgo es el "eclecticismo", derivado de la pretensión de elegir los principios aparentemente compatibles de las distintas teorías. Según Castoriana8 la manera en que se han establecido las semejanzas entre las corrientes de pensamiento puede ser cuestionada. En otras palabras, parece que la convergencia ha sido formulada tomando en cuenta ideas comunes a las perspectivas asumidas: una crítica al realismo de la reproducción intelectual, una creencia en el carácter protagónico del sujeto de aprendizaje, la actividad mediadora entre la 8 CASTORIANA, J.A. op.cit. p.57
  18. 18. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje información y las ejecuciones, la preexistencia de sistemas organizados que intervienen sobre la información. Pero la cuestión es si nociones como "esquemas", "elaboración", "actividad", "reestructuración" tienen el mismo significado, si puede hacerse la operación de aislamiento de tales nociones de los cuerpos teóricos donde se han definido, rescatando una identidad de significado de los conceptos. Por ejemplo, la psicología del procesamiento de la información propone una actividad de tratamiento computacional, con reglas sintácticas de la información recibida. En cambio la teoría piagetiana no entiende el aprendizaje desde un procesador de la información, sino desde la estructuración de un objeto de conocimiento. En el primer caso es una actividad interna del dispositivo del procesador, en el otro, una actividad inseparable del objeto, donde no hay separación entre sujeto y realidad a conocer. En uno la actividad tiene que ver con los ensayos de resolución de problemas a los que los aprendices se enfrentan, en otro la actividad tiene que ver con una interrogación de la realidad, con la creación o recreación de problemas planteados por otro, y la subsecuente apropiación de propiedades. La adhesión al mismo principio de la "actividad" remite a ideas básicas y a enfoques de investigación diferentes. Por otro lado, los esquemas, tanto los originados en las versiones de la reconstrucción conceptual como en la psicología del procesamiento de la información parecen ser construidos a partir de un tratamiento constructivo de la información. Sin embargo, algunas teorías de la reconstrucción, entre ellas la psicología genética, han ofrecido interpretaciones de la interacción cognitiva y aún del cambio en términos de los mecanismos ya comentados, y solo en relación a ellos se comprende el significado del término autoestructuración de esquemas. En el caso de la psicología del procesamiento de la información se han propuesto la inducción y la analogía como mecanismos para superar las limitaciones del asociacionismo y para dar una interpretación del cambio de esquemas. Sin embargo, difícilmente puede calificarse de autoestructurante a dicho mecanismo, y es discutible que el término en cuestión adopte un significado compatible con la versión anterior. Pero según Castoriana9 hay una fuerte tendencia en los teóricos del aprendizaje de las ciencias, desde Novak hasta Driver , de promover un enfoque constructivista para el aprendizaje. Para Novak una explicación adecuada proviene del casamiento de la psicología y la filosofía de la ciencia, y en ella lo central es la reestructuración de las tramas conceptuales, que incluye la aceptación de nuevos conceptos, diferenciación de otros y su reintegración en el sistema. En esta versión, el constructivismo tiene que ver con la producción de significados que dan lugar a la adquisición de conceptos por reestructuración de los anteriores. En el caso de R. Driver se sitúa al constructivismo en la tradición "hermenéutica" de la filosofía alemana, hasta llegar a Piaget y a la psicología de los "constructos personales" de Kelly. Creo que se impone una elucidación de lo que postulan la Psicología Genética, la teoría de Ausubel o la teoría del Procesamiento de la Información, con respecto a la naturaleza del vínculo epistémico entre sujeto y objeto, de la relación entre las "construcciones" y la realidad, o del significado de la construcción y reconstrucción en los conocimientos de los objetos del mundo natural o social, así como en los conocimientos de los objetos conceptuales del "saber a enseñar". 9 Op. cit. p.69
  19. 19. Tales análisis podrían contribuir a explicitar las notas del constructivismo fuerte,avanzado, sobre la vaguedad de las caracterizaciones alcanzadas en los intentos de integración. Por supuesto estas reflexiones no son suficientes si no se estudia la potencialidad de la versión fuerte para generar hipótesis empíricas sobre el aprendizaje. Esta discusión, seguramente durará muchos años más, procurando ofrecer argumentaciones y sustentaciones sobre la fundamentación epistemológica de las distintas teorías que pretenden explicar la ocurrencia del aprendizaje. Pero sea cual sea la fundamentación más convincente, todo educador debe sustentar su propia comprensión del aprendizaje sobre unas bases epistemológicas sólidas de manera que no sólo se convierta en un aplicador de los procesos del aprendizaje sino en un investigador del mismo en el aula, de manera que le permita ser un constructor del conocimiento y aportar al avance del mismo desde la experiencia del aula escolar. El educador no debe ser un aplicador de los procesos del aprendizaje en el aula, sino en un investigador del mismo, de manera que se convierta en un constructor del conocimiento que aporten al avance del mismo desde la experiencia del aula escolar. CAPÍTULO 2. EL PROCESO DEL APRENDIZAJE Gráfica 4: Contenidos del capítulo 2 ¿Qué es el aprendizaje? Tendencias innatas y Aprendizaje Maduración y Aprendizaje Dispositivos básicos para el Aprendizaje Motivación Atención Capacidad funcional sensoperceptiva Memoria Habituación ¿Cómo se define el Aprendizaje? Jean Piaget B. F. Skinner A. Bandura R. Gagné Dominios Del Aprendizaje
  20. 20. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Cognitivo Afectivo Psicomotor Ambiente del Aprendizaje Físico y Psicosocial Proceso del Aprendizaje ¿Qué papel juega el docente en el Aprendizaje?
  21. 21. ¿QUÉ ES EL APRENDIZAJE? D esde épocas muy antiguas, el hombre ha tenido la curiosidad de saber cómo se aprende, de entender el proceso del aprendizaje, de descubrir qué sucede en nuestro interior cuando se aprende. Pero antes de intentar responder al interrogante ¿qué es el aprendizaje? consideramos importante pensar algunos supuestos para poder entender adecuadamente los contenidos:  De la misma manera que la comida que ingerimos no alimenta si no se asimila bien, tampoco el aprendizaje se da si no se incorpora al sujeto que aprende; es decir si no se experimenta, si no se asimila, si no se transfiere o se manifiesta en cambios de conducta o en modificaciones de esquemas mentales.  Hay muchas formas de aprendizaje. Se pueden clasificar según su naturaleza y su nivel de complejidad. Hay aprendizajes muy simples y elementales como jugar a la pelota, dibujar una flor, recortar una figura, saltar una cuerda; ingerir correctamente los alimentos. Pero además, existen aprendizajes complejos que involucran la solución de problemas, la creatividad, la toma de decisión, formación de actitudes, valores, prejuicios y patrones de comportamiento.  Otro supuesto se refiere a los escenarios de aprendizaje, son diferentes y cambiantes. Hay aprendizajes formales que son aquellos donde el sujeto que aprende se integra a una comunidad educativa, llámese preescolar, escuela, colegio o universidad. Aquí es donde se espera que los aprendizajes se realicen en óptimas condiciones físicas y psicológicas; estos aprendizajes son programados y originan nuevos conocimientos, habilidades, destrezas y actitudes.  También hay aprendizajes informales donde el escenario es la vida y su cotidianidad, son casuales, espontáneos, a veces ocurren al margen de la intencionalidad del sujeto, aquí pueden agruparse las habilidades sociales y las distintas formas de relacionarnos con los demás, igualmente aquello que garantiza el crecimiento y el desarrollo de los seres humanos. Ambos aprendizajes formales e informales contribuyen en la formación de la personalidad e influyen en todo lo que percibimos, pensamos, sentimos y hacemos.  Existe igualmente el autoaprendizaje: Todo buen estudiante es capaz de aprender por sí mismo, ser su propio maestro, su propio guía para ello se requiere de un alto nivel motivacional y un compromiso consigo mismo para progresar día a día. Castillo G. (1983) dice que “saber aprender es saber trabajar de forma autónoma. Esto implica capacidad para adoptar decisiones personales en la realización del propio trabajo: qué hacer, cuándo hacerlo, cómo hacerlo, cómo averiguarlo si se ha hecho bien...El estudiante debe aprender poco a poco a dirigir su trabajo “10. 10 CASTILLO9, Gerardo (1983). Los padres y los estudios de sus hijos. Pamplona: Universidad de Navarra.
  22. 22. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje  No puede hablarse de capacidad de autoaprendizaje en las primeras edades de la escolaridad, puesto que el aprendizaje infantil no pasa de ser adquisición destrezas y hábitos instrumentales mínimos pero absolutamente necesarios. APRENDER POR SÍ MISMO SUPONE: QUERER APRENDER, SABER APRENDER También es importante recordar que algunos tipos de aprendizajes los compartimos con los animales; ellos también, realizan una serie de aprendizajes; todos los que hemos asistido a un circo damos cuenta lo logros que adquieren los leones, los chimpancés, los perros o los caballos. Pero en los humanos existe la capacidad de aprendizaje lingüístico y esto permite lograr numerosas competencias imposibles de imaginar en otras especies de animales. El lenguaje abre las puertas a nuevos y variados aprendizajes. Tendencias Innatas Y Aprendizaje No se pueden confundir estos dos conceptos: Lo innato es aquella conducta no aprendida, que es inherente a la naturaleza del hombre. Ejemplos: Los reflejos: Ej.: La constricción de la pupila ante la luz. Los tropismos: Ej.: El vuelo precipitado de una polilla ante la llama. Los Instintos: Ej.: La conducta de alimentarse. Las conductas innatas son un conjunto de pautas de reacción que contribuyen a la conservación de la vida del individuo y de la especie. Ejemplo, el instinto de reproducción. Esta conducta no es aprendida, es innata. También cuando una persona cierra los ojos ante una luz brillante, está actuando de manera involuntaria, esta clase de respuestas automáticas se les conoce con el nombre de conducta refleja o innata. Los seres humanos cuentan con un conjunto de reflejos, muchos de los cuales se presentan desde el nacimiento. Los niños nacen con reflejos complejos que se van combinando a lo largo de su crecimiento. Ejemplo de ellos es el reflejo de succión, si se le mete un dedo en la boca del recién nacido, éste responderá succionando y haciendo movimientos rítmicos con la boca y la lengua. O el reflejo de Babinski, si se golpean las plantas de los pies del recién nacido desde el talón hasta los dedos de los pies, el niño extiende sus dedos pequeños y levanta el dedo gordo, este reflejo desaparece después de los seis meses. El reflejo se define como una respuesta involuntaria y automática a un estímulo. Son
  23. 23. patrones de comportamiento llamados también reflejos de supervivencia debido a que tienen un valor adaptativo muy definido. Maduración Y Aprendizaje La maduración es muy importante para poder entender el aprendizaje. Es muy difícil aislar la maduración del aprendizaje. Cuando vemos nadar un renacuajo o cuando vemos a las aves volar, estamos frente a conductas que son producto de la maduración. Pero la conducta del habla y de caminar en los humanos, requiere tanto de la maduración como del aprendizaje. Los psicólogos se refieren a la maduración, se observan sucesivas transformaciones según un plan genético. La maduración “consta de una serie de cambios previamente programados, no sólo en la forma del organismo, sino también en su complejidad, integración, organización y función. Una alimentación deficiente o una enfermedad pueden retardar el proceso de maduración”11. El aprendizaje, en cambio, proviene de la experiencia o de la práctica. Entre la maduración y el aprendizaje siempre habrá una relación casual mutuamente dependiente. Es decir: si no hay maduración adecuada no habrá aprendizaje, y si no hay aprendizaje no hay nuevas maduraciones, por ejemplo: para tener una adecuada coordinación motriz se requiere que haya suficiente maduración neuronal. Pero si no se dan las condiciones motoras gruesas entonces no se llegará a las coordinaciones motoras finas. Para que la labor de un docente sea efectiva, se requiere que éste conozca el grado de maduración en que llegan sus alumnos al aula. DISPOSITIVOS BÁSICOS DEL APRENDIZAJE Azcoaga J. E. ( 1985) plantea cinco dispositivos básicos para el aprendizaje: La motivación: Es la tendencia del organismo hacia ciertas metas, la motivación es lo que activa y suscita la conducta. Hay impulsos o motivaciones primarias que activan la conducta orientada hacia la satisfacción de las necesidades de tipo biológico (tales como: comer, dormir, respirar); en el aprendizaje se requiere de otras necesidades más complejas y más elaboradas que van apareciendo con la edad. Por ejemplo, la motivación de explorar y de manipular el medio, que suele llamarse curiosidad, se relaciona con la necesidad de estimulación sensorial. Generalmente, los niños desde la más temprana edad exploran el medio llevándose los objetos a la boca, tocando, mordiendo y curioseando todo cuanto les rodea. También es común en los adultos, ver novelas, leer la prensa, escalar montañas, emprender investigaciones, todas estas conductas obedecen a un tipo de motivación provocada por una necesidad. El ser humano es social y durante toda su vida necesita relacionarse con otros seres humanos. En el período de la escolaridad se van incorporando otras necesidades de tipo social, como sentirse aprobado, amado, estimado. También aparecen las 11 Grace J, Graig (1989). Desarrollo psicológico. México: Prentice Hall, pág. 10
  24. 24. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje necesidades de los juegos colectivos, los gustos y todo tipo de intereses. El aprendizaje requiere de altos niveles motivacionales que surgen del interior del sujeto que aprende (motivación intrínseca) e igualmente del exterior (motivación extrínseca) Abrahm Maslow llamó a las primeras motivaciones de crecimiento personal o de autorrealización, son la médula del desarrollo humano. La motivación extrínseca se refiere a todo tipo de estimulación externa: el profesor, un buen material didáctico, óptimos espacios de aprendizaje, buena iluminación. La atención: Para que el aprendizaje se produzca se requiere de la actividad normal de la atención. La atención es un recurso humano extraordinario, ya que permite la direccionalidad, selectividad y concentración sólo en ciertos estímulos ignorando los demás y seleccionando aquellos que más nos interesan. La atención se define como el grado de aplicación de nuestros órganos sensoriales a personas, objetos, lecturas, informaciones, acontencimientos y acciones. Su objeto es la percepción ó captación del entorno. La vida sería imposible si el organismo estuviera obligado a percibir todas las variaciones de color, movimiento, sonido, temperatura y demás. La atención se define como el grado de aplicación de nuestros órganos sensoriales a personas, objetos, lecturas, informaciones, acontecimientos y acciones. No sólo estamos atentos cuando tratamos de percibir algo a través de los sentidos (vista, oído, tacto, gusto, olfato), sino también cuando paladeamos en nuestro interior cosas que están presentes. Existen dos clases de atención: Atención sensorial: es la desencadenada por la presentación de una nueva señal. La presentación de estímulos novedosos que lleva a la aparición de una respuesta de orientación, la cual constituye el paradigma básico de la atención sensorial. Atención intelectual: es la atención controlada por la tarea y mediada usualmente a través del lenguaje. La capacidad funcional sensoperceptiva: Para que haya aprendizaje es indispensable que todos los canales sensoperceptivos tengan una actividad funcional normal. El cuerpo humano está equipado de sistemas especializados en la adquisición de información. Estos sistemas se denominan sentidos y permiten percibir el medio que nos rodea. Antiguamente se creía que sólo existían cinco sentidos: La vista, el oído, el gusto, el olfato y el tacto. Pero los científicos contemporáneos hablan de diez sentidos12, ya que el tacto está compuesto por cuatro sentidos de la piel, ellos son los que permiten detectar el calor, el frío, la presión y el dolor. Dos sentidos más no fueron incluidos en los tradicionales: el cinestésico que depende de los receptores de los músculos, tendones y articulaciones que informan de la posición del cuerpo y de sus partes. El 12 DAVIDOFF, Linda. (1976). Introducción a la Psicología.México : Mac Graw Hill, p., 141
  25. 25. sentido vestibular que depende de receptores situados en las partes óseas del cráneo, en ambos oídos internos; informa del movimiento y de la posición del cuerpo y de la cabeza. Memoria. La memoria es el proceso por medio del cual codificamos, almacenamos y recuperamos información. En los últimos años, los psicólogos han tomado el ordenador como modelo para explicar el procesamiento de la información de la memoria, porque en realidad existen similitudes aparentes entre el funcionamiento del cerebro y el ordenador: entrada, es decir la recopilación y representación de la información, se llama también codificación o registro inicial de información. Luego, hay que conservar dicha información, es el proceso de almacenamiento, se guarda la información para su empleo posterior. El último momento es el de recuperación, es decir la localización de la información almacenada. En cada uno de estos procesos actúan mecanismos de control. Hay varias clases de memoria y también existen diferentes clasificaciones. Veamos algunas: Memoria sensorial. Es el primer sitio donde se guarda la información. Está constituida por recuerdos correspondientes a cada uno de los sistemas sensoriales. A pesar de su brevedad, los recuerdos sensoriales son muy precisos y almacenan una réplica casi idéntica de los estímulos. Memoria a corto plazo. El almacenamiento de memoria en la cual la información tiene significado por primera vez, aunque la duración de retención es muy corta. Alrededor de siete “paquetes” (fragmento de información significativa, que puede ser de una sola letra o dígito, hasta categorizaciones de mayor complejidad) de información se puede transmitir y almacenar en la memoria a corto plazo. Memoria a largo plazo. Los recuerdos se trasfieren al almacén de largo plazo por medio del repaso: el más eficaz es el ensayo elaborativo, en el que el material que se debe recordar se organiza y se expande. Si los recuerdos se trasfieren a este tipo de memoria, se vuelven permanentes. También se habla de otros tipos de memoria, como son: Memoria episódica. Es aquella que se refiere a recuerdos almacenados de eventos que dejan alguna huella como la alegría experimentada cuando nace un familiar (hermanito, sobrino) o el regalo que se recibe en diciembre como aguinaldo o la celebración de los 15 años, etc. Memoria autobiográfica. La retención de hechos personales que van marcando el desarrollo de la personalidad y la vida misma del sujeto. Estos sucesos no requieren de ninguna estrategia para evocarlos, han sido vividos por el sujeto y siempre los recordará. Memoria estratégica. Se refiere a los procesos implicados cuando tratamos en forma consciente de retener o recuperar información como un número telefónico, o una dirección. Este tipo de memoria es auxiliada por las estrategias de memoria llamadas mnemotécnica. Estas son técnicas eficaces usadas para mejorar la memoria, incluyen el repaso, la organización y la elaboración.
  26. 26. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje El repaso es una estrategia muy simple, consiste en repetir una y otra vez algo, hasta que se considera ya aprendido. La organización, consiste en una estrategia sugerida por Vygotsky y que comprende la clasificación de objetos y sucesos muy relacionados bajo la dirección de un maestro, en la escuela. La elaboración es reconstruir la información que queremos recordar, es asociar dos o más estímulos. ¿Por qué se olvida la información? Cierta información parece ser irrecuperable como resultado del decaimiento (pérdida de información por falta de uso) o de la interferencia. Existen dos tipos: laproactiva; es cuando la información anteriormente aprendida interfiere con el recuerdo del material al cual se expuso posteriormente; la retroactiva, es cuando una información nueva interfiere con el recuerdo de información a la que se estuvo expuesto antes. La habituación, es una actividad básica y complementaria de la atención. Es el proceso mediante el cual un estímulo repetitivo se convierte en algo tan familiar que las respuestas asociadas de manera inicial con él (por ejemplo, movimiento de la cabeza o los ojos, cambios en la respiración o el ritmo cardíaco) ya no ocurre. Por lo tanto, la habituación es una forma simple de aprendizaje. Cuando un bebé deja de responder al estímulo familiar, está indicando que reconoce que es algo”trillado”, algo que ya ha experimentado antes. Cuando uno trata de estudiar o de dormir en una habitación en la que hay un reloj muy ruidoso, al comienzo molesta demasiado, pero luego se va acostumbrando al sonido del reloj hasta que deja de molestarle. Al hecho de acostumbrarse es a lo que se llama habituación. Parte de la habituación se debe a la adaptación sensorial. El aprendizaje escolar supone, entre muchas otras variables, las siguientes:  Maduración  Motivación  Estimulación del desarrollo físico  Aprendizajes previos para la adquisición de nuevos conceptos  Comprensión  Saber hacer uso de la información  Experimentación y desarrollo personal  Ejercitación de la memoria  Utilización y aplicación de los contenidos en contextos diferentes  Vinculación los aprendizajes a la propia experiencia  Desarrollo de la sensibilidad artística y creativa
  27. 27. ¿CÓMO SE DEFINE EL APRENDIZAJE? Son muchísimas las definiciones, que en el contexto de la psicología y de la pedagogía se encuentran sobre el aprendizaje. A continuación se presentan algunas de ellas teniendo cuidado de ir entendiendo los conceptos propios de distintas teorías. Se trata de que se vayan haciendo diferencias conceptuales previas a los conocimientos que brinda la unidad siguiente donde se abordará ampliamente el tema sobre las teorías. Desde los aportes que Jean Piaget dio a la Pedagogía13, el aprendizaje se concibe desde la construcción activa del sujeto, es la interacción permanente del niño con el ambiente lo que va desarrollando su pensamiento. Gráfica 5: El aprendizaje según J. Piaget Jean Piaget, (1896-1980), es un científico suizo, investigador y estudioso de temas relacionados con la génesis del pensamiento; desarrolló una teoría sobre la epistemología genética, según la cual ésta constituye la base del pensamiento científico y filosófico. Se preocupó por el aprendizaje infantil; se interesó sobre todo por el desarrollo mental del niño. Sus interrogantes giran en torno a inquietudes básicas como estas: ¿cómo adquiere el niño la noción del número?, ¿Qué procesos se requieren para lograr la noción de espacio, o de subjetividad, o de volumen? Para Piaget el desarrollo de la inteligencia requiere de la combinación de cuatro áreas, ellas son: 13 PIAGET, Jean . Psicología y Pedagogía
  28. 28. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje  Maduración, entendida como diferenciación del sistema nervioso: despliega las habilidades motoras, perceptivas, de coordinaciones de distinta índole. A mayor edad, hay más probabilidades de que el niño tenga estructuras más coordinadas.  La experiencia, como interacción del niño con el mundo físico, con su medio objetivo, natural.  Interacción social, como influencia de la crianza y de la educación. Este aspecto lo consideró fuente importante de información acerca de costumbres, hábitos, creencias.  El equilibrio, principio supremo del desarrollo mental “El desarrollo es por tanto un progresivo equilibrio, un continuo paso de un estado de menor equilibrio a un estado de mayor equilibración “.14 En conclusión, Piaget postula que el aprendizaje humano implica un conocimiento y éste se lleva a cabo por medio de las interacciones con la experiencia física y con las experiencias sociales. Además, el aprendizaje requiere de tiempo para que el alumno asimile (la pregunta, el problema, la situación) y poco a poco vaya reconstruyendo un nuevo esquema mental. El docente debe promover en los alumnos el empleo de experiencias concretas, contacto con el mundo físico y social y una reflexión a partir de la práctica. Insiste en provocar impacto en el esquema o estructura conceptual de los estudiantes y no solamente en sus conductas verbales y de ejecución. Para los psicólogos que se inscriben en las teorías conductuales (en el capítulo tercero se conocerá ampliamente esta teoría), el aprendizaje es considerado como un cambio de conducta, relativamente permanente, que se da debido a la experiencia del sujeto que aprende. Esta experiencia implica la interacción con el ambiente externo. Barón, R. (1996) define el aprendizaje como: Cualquier cambio relativamente permanente en la conducta, o en el potencial de conducta, producido por la experiencia Pone de relieve tres aspectos: el término aprendizaje no se aplica a los cambios conductuales temporales como los que pueden resultar de un estado de fatiga, o como consecuencia de una enfermedad. En segundo lugar, tampoco se refiere a los cambios producidos por efecto de la maduración. En tercer lugar, no se considera aprendizaje a las tendencias innatas del organismo. El aprendizaje puede resultar de la observación simplemente o de la experiencia 14 PIAGET, Jean (1978). Seis estudios de Psicología. Barcelona: Barral Editores, p.16
  29. 29. directa. También hay que inferir de esta definición que los cambios producidos en el organismo pueden ser de naturaleza positiva o negativa. Ejemplo: el niño puede aprender a comer usando correctamente los cubiertos (aprendizaje positivo). O puede aprender a comer con la mano, sin utilización de los cubiertos (aprendizaje negativo). Para el máximo representante de esta teoría, Skinner; el aprendizaje es “cualquier cambio relativamente permanente en la conducta que resulta de la experiencia”. Pero señala aspectos importantes tales como el reforzamiento, el moldeamiento y los reforzadores tanto positivos como negativos. Gráfica 6: El aprendizaje según B. F. Skinner Skinner, hace énfasis en el comportamiento, en lo exterior, en lo observable. El conocimiento se origina fuera del sujeto y como una copia de la realidad. El sujeto es relativamente pasivo en la adquisición de los conocimientos. Se proporciona retroalimentación inmediata a las respuestas de los alumnos a través de los reforzadores. El aprendizaje se entiende como ir moldeando la conducta de los alumnos hacia los logros y resultados previamente establecidos por el Docente. Skinner le da mucha importancia al aprendizaje programado, es uno de los pioneros de los objetivos de instrucción en términos comportamentales. Otra definición importante para resaltar, es la del psicólogo A. Bandura, él afirma que el aprendizaje de la conducta social requiere de otros postulados diferentes a los que propone Skinner. En este enfoque el alumno aprende, no sólo de sus propias acciones y de los resultados o logros alcanzados directamente con ellas, sino también a partir de la observación de los modelos sociales, en la familia, en la T. V., en los juegos, en los grupos, es el contexto escolar y en general en la sociedad.
  30. 30. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Gráfica 7: El Aprendizaje según A. Bandura Albert Bandura, un científico canadiense, que nació en 1925, dedicó gran parte de su trabajo psicológico al estudio del aprendizaje desde el punto de vista cognitivo y social. Lo concibe como un proceso por el cual la conducta de una persona, (el observador), se modifica como resultado de ser expuesto al comportamiento de otra, un modelo. A estos componentes de la conducta del modelo se les llaman claves de modelamiento. Para Bandura el aprendizaje se encuentra regido por cuatro procesos. Ellos son:  Atención: regula la exploración y la percepción de las actividades seleccionadas.  Retención: Las experiencias se convierten en conceptos simbólicos que sirven de modelos internos para la emisión de respuestas.  Reproducción: Conversión de representaciones simbólicas en acciones.  Motivación: Determinar si las competencias adquiridas por observación se ponen o no en práctica.15 Muchas de las conductas que se adquieren por influencia de modelos responden a ciertas normas de la sociedad o son muy funcionales. Sin embargo, las influencias de los modelos también pueden crear conductas innovadoras y muy creativas. Especial importancia, tienen en el campo educativo, la imitación y los logros alcanzados por dichos modelos. Otros autores enfocan el aprendizaje como un incremento en la disposición para aprender, en los intereses, actitudes y valores. 15 BANDURA, Albert (.1982.) Teoría del aprendizaje social. Madrid: Espasa-Calpe, s.a.,p179
  31. 31. Gráfica 8: El Aprendizaje según R. Gagne Robert Gagné, psicólogo norteamericano, se dedicó a estudiar los procesos del aprendizaje y su modelo es conocido como Teoría del Procesamiento de la Información Sin embargo, su inquietud principal es el desarrollo de todas las capacidades humanas. Para Gagné son supremamente importantes todos los factores que actúan sobre el aprendizaje tales como el crecimiento y las interacciones; todos los acontecimientos y las experiencias vividas en el hogar, en la escuela y en los ambientes sociales puesto que determinan lo que el sujeto aprende e igualmente determinan lo que más adelante la persona será. Razón por la cual insiste en que el aprendizaje es una modificación en las capacidades del hombre, en sus intereses, sus valores y sus actitudes. Señala cinco capacidades que pueden ser aprendidas:16  Destrezas motoras. El sujeto aprende a ejecutar movimientos mediante cierto número de actos motores organizados, por ejemplo, lanzar la pelota. Muy a menudo estos actos individuales, coherentes forman parte de actividades más globales, como jugar al tenis o conducir un automóvil. Estas capacidades son de suma importancia en ciertas áreas del aprendizaje, en las cuales se requiere uniformidad y regularidad en las respuestas.  Información verbal. Esta capacidad está presente desde que nacemos; es una conducta que se adquiere muy rápido, desde los primeros años de vida. El niño a los cuatro meses manifiesta sonidos guturales y pronto estará diciendo las primeras palabras, frases u oraciones. Más adelante aprende a enunciar o decir un hecho o conjunto de sucesos mediante el uso del discurso oral, de la escritura manuscrita, en el computador, hasta por medio de los dibujos. Obviamente esa persona debe tener ciertas habilidades intelectuales. 16 GAGNÉ, Robert (1987).Las condiciones del Aprendizaje. México:Interamericana.p. 48
  32. 32. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje  Habilidades intelectuales. Este aprendizaje permite adquirir discriminaciones y cadenas simples, hasta llegar a conceptos y reglas. Trabaja con símbolos y comienza a entender qué hacer con la información. En este aprendizaje se combinan destrezas intelectuales e información verbal previamente aprendida. La lectura o escritura, así como el manejo de los números, son tipos básicos de uso de símbolos que se aprenden desde los primeros grados de escolaridad  Actitudes. Estas son las capacidades que influyen sobre las acciones individuales de las personas. Es difícil enseñar actitudes, y la mayoría de ellas se adquieren en el hogar y en la escuela.  Estrategias cognoscitivas. Son destrezas de organización interna, que rigen el comportamiento del individuo con relación a su atención, lectura, memoria, pensamiento, etc. El Sujeto controla sus propios procesos internos, su manera particular de leer, de asociar y de recordar. Este modelo propone las siguientes fases de instrucción para un mejor aprendizaje:  Motivación: Establecer expectativas hacia lo que se va a aprender.  Aprehensión: Dirigir y orientar la atención para facilitar el aprendizaje.  Adquisición: Promover el almacenamiento de la información (memoria a largo plazo).  Retención: Ampliar la adquisición y eliminar interferencias. DOMINIOS DEL APRENDIZAJE El APRENDIZAJE se produce en diferentes esferas o rasgos de la personalidad. Benjamín S. Bloom, distingue tres áreas o dominios de la conducta: Cognoscitiva (hay muchos aprendizajes que tienen que ver con el razonamiento, con la memoria), Afectiva (adquisición de sentimientos, autocontrol) y Psicomotriz (escribir, dibujar, pintar, colorear), las cuales serán tratadas a continuación. El dominio cognoscitivo: Bloom, Engelhart, Frost, Hill y Krathwohl, (1956)17 comprende la adquisición de todas las actividades que tienen que ver con el conocimiento, la comprensión, aplicación, análisis, síntesis y evaluación.  Conocimiento: Recordar o reconocer algo sin comprenderlo, usarlo o cambiarlo necesariamente.  Comprensión: entender el material que se comunica sin relacionarlo necesariamente con nada más.  Aplicación: Usar un concepto general para solucionar un problema particular.  Análisis: Dividir en sus partes.  Síntesis: Crear algo nuevo al combinar diferentes ideas.  Evaluación: Juzgar el valor de los materiales o métodos como podrían aplicarse en una situación particular. 17 Cfr. Woolfolk, Anita E. (1996).Psicología Educativa. México: Prentice- Hall, p. 446-450
  33. 33. El dominio afectivo: conocido como área afectiva o de respuesta emocional Va desde las respuestas simples hasta las más complejas. En el nivel inferior, un estudiante sólo pondría atención a cierta idea. En el nivel superior, el estudiante adoptaría una idea o un valor y actuaría en forma consistente con esa idea. Hay cinco formas de aprendizaje distintas en esta área:  Recepción: este aprendizaje consiste en ser consciente de algo en el entorno y prestar atención. Ej: Escuchar conscientemente un concierto o una canción.  Respuesta: Manifestar una conducta nueva como resultado de una experiencia. Después de escuchar el concierto, hacer una crítica, un comentario, una comparación.  Valoración. Demostrar interés o compromiso .Como ya ha ido a conciertos ahora es capaz de elegir entre ver una película o ir a un concierto.  Organización: Integrar un valor nuevo nuestro propio conjunto general de valores, dándole alguna clasificación entre nuestras prioridades generales. Este es el nivel en que una persona empieza a hacer compromisos importantes para asistir a un concierto.  Caracterización por el valor: Actuar de manera consistente con el nuevo valor. En este nivel superior, una persona se compromete con firmeza a amar la música y lo demuestra abierta y consistentemente. El dominio psicomotriz: El aprendizaje en el dominio psicomotor implica desarrollar una capacidad de desempeño particular, debe ser de interés para una amplia variedad de educadores, de las áreas de: bellas artes, educación vocacional, deporte, recreación y técnicas de educación especial. Aunque también se puede lograr con asignaturas como química, física o biología las cuales requieren movimientos especializados y de coordinación manual y visual. Usar un equipo de laboratorio, o manejar correctamente el “ratón” de una computadora o materiales de arte, también implica aprender nuevas habilidades físicas. Este tipo de aprendizaje abarca, pues, desde las percepciones básicas y las acciones reflejas hasta la adquisición de capacidades musculares voluntarias que requieren resistencia, fuerza, flexibilidad, agilidad, rapidez o la capacidad de realizar una habilidad específica. AMBIENTES DE APRENDIZAJE Se consideran ambientes de aprendizaje aquellas influencias tanto físicas como psico - sociales que propician el aprendizaje. Ambiente físico: la adecuación de los espacios es una condición importante para la cualificación del aprendizaje , el sujeto debe sentirse cómodo, con buena luz, ventilación y comodidad física de tal suerte que resulte agradable la tarea que emprende, ya sea que se encuentre en su hogar o en una institución escolar. El lugar debe causar impacto, por la sobriedad o por la experiencia sensorial que pueda experimentar. Ambiente psicosocial: las interacciones y los roles asumidos por los diferentes
  34. 34. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje actores educativos deben mantener una cálida tonalidad afectiva que permita el desarrollo de las capacidades del niño, en un ambiente de confianza, de libertad y de seguridad personal que estimulen la capacidad de crear y de recrear. Según Freinet ( 1984) “Para el éxito de la labor educativa es fundamental una conjunción delicada de la técnica adulta y la libre expresión infantil” Uno de los pilares esenciales es el ambiente democrático que facilita la convivencia armónica, libre de inhibiciones y permisividad, que por el contrario genera participación y respeto por la norma. Los ambientes de aprendizaje tales como: el aula, la institución educativa u otros escenarios de la vida cotidiana, deben favorecer el desarrollo integral de las potencialidades humanas. Piaget (1980) encontró que los niños son en general curiosos y que interactúan fácilmente con los objetos y la gente que los rodea. Dice que “el salón de clase debería crear un ambiente que permita el desenvolvimiento de los cuatro procesos responsables de la transición a niveles superiores de desarrollo intelectual. Todo salón de clases debería, por lo menos, poder darles a los niños lo necesario para el desarrollo de una amplia gama de experiencias físicas, posibilidad de interactuarsocialmente y equilibrio... el maestro tiene la tarea de entender, organizar, adaptar y crear materiales. Sugiere que los maestros a través de encuentros, deberían entender los objetos que manejan y tener algunas expectativas sobre la comprensión de ellos por parte de los niños... subraya la importancia de que el maestro permanezca abierto a lo inesperado como una nueva avenida para la exploración...En el salón de clases de Piaget, el maestro no sólo es aquel que transmite información, sino también el que facilita la interacción.”18 “La buena pedagogía debe enfrentar al niño a situaciones en las que experimente en el más amplio sentido de la palabra: probar cosas para ver qué pasa, manejar objetos, manejar símbolos, plantear interrogantes y buscar sus propias respuestas, reconciliando lo que encuentra en una ocasión con lo que encuentra en otra comparando sus logros con los de otros niños.” (Eleonor Duckworth) 18 LABINOWICZ, Edda. (1986). Desarrollando un ambiente escolar para el aprendizaje activo. En : Introducción a Piaget. Pensamiento. Aprendizaje, Enseñanza. México: Sistemas Técnicos de Edición, S.A. de C. V.p.. 109
  35. 35. PROCESO DEL APRENDIZAJE No es fácil decir cómo ocurre el aprendizaje. De hecho es lo que han tratado de explicar los psicólogos y los pedagogos; el planteamiento sobre muchas teorías del aprendizaje que se verán en la unidad siguiente, se esfuerzan el proceso del aprendizaje. Sin embargo, de acuerdo con los planteamientos que hace Cronbach, Lee (1970) se puede advertir que el proceso del aprendizaje se da por medio de la interacción del sujeto, según la interpretación o percepción de la situación en la cual interactúa, con unas consecuencias acordes con las metas u objetivos propuestos por el sujeto al actuar. El centro del aprendizaje es el sujeto y lo demás se cataloga como elementos que contribuyen a la acción de aprender, ellos son: Los objetivos, la situación, las personas, los símbolos que están en el ambiente del estudiante. De hecho el aprendizaje se enriquece al máximo con talleres, ejercicios, consultas, elementos de trabajo y aspectos que estimulen al estudiante a interactuar, para aumentar la probabilidad de que ocurran las experiencias de aprendizaje como resultado de dichas interacciones. El profesor es un elemento importante dentro de la situación de aprendizaje pero es sólo un elemento. Los planteamientos y las experiencias a las cuales se alude, en el salón de clase, deben ser acordes con el tipo de aprendizaje u objetivo que se pretende lograr, a fin de motivar a los estudiantes. Cronbach19 insiste en que el factor desencadenante del aprendizaje es la motivación intrínseca del sujeto, la cual debe ser estimulada por la situación de aprendizaje que se le presente. En última instancia es la motivación la que explica cómo se inicia el aprendizaje. Es decir que toda conducta y por lo tanto todo aprendizaje es motivado. Las consecuencias del aprendizaje se deben mirar en dos dimensiones: una próxima, que es el logro del objetivo que se pretende, lo cual se detecta por medio de la evaluación. Y una remota que es la transferencia que a la vez que retroalimenta y evalúa, determina situaciones de aprendizaje y sirve de base para aprendizajes posteriores. La transferencia se produce cuando un aprendizaje obtenido en una situación influye en otro aprendizaje y se ejecuta en otras situaciones. Es aplicar lo aprendido en otros contextos o ambientes diferentes. La transferencia del aprendizaje es, si no la más importante, una de las finalidades más importante en la escuela formal; es decir, que el estudiante debe llevar lo aprendido, fuera del aula para tener elementos que le faciliten la solución de sus problemas en la vida futura. De no ser así no se justificaría el aprendizaje escolar en ninguno de sus niveles. ¿QUÉ PAPEL JUEGA EL DOCENTE EN EL APRENDIZAJE? 19 CRONBACH, Lee (1970). Psicología Educativa. México: Trillas. p. 79
  36. 36. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Hay dos elementos fundamentales en el proceso del aprendizaje; el sujeto que aprende y al sujeto que enseña. El profesor tiene una triple responsabilidad: frente a sí mismo, frente al estudiante y frente a la sociedad. MÁS IMPORTANTE QUE LA CIENCIA DE GOBERNAR PUEBLO, ES LA CIENCIA DE EDUCAR A LA JUVENTUD . (PLATÓN) Muchos autores hablan de la importancia del profesor y piensan que la clave del éxito subyace en las características de éstos (Medlery, 1979) subraya las siguientes:  Conocimiento de los profesores. Los profesores que saben, que tienen un dominio de su saber pueden garantizar una excelente planeación, tienen más claridad en la presentación de la asignatura, hacen transferencias y aplicaciones permanentemente y descubren con facilidad las dificultades de los estudiantes.  Aparte de conocer la teoría, los hechos, los conceptos, los procedimientos, el docente, debe saber transformar su conocimiento en programas de estudio (es decir, en lecciones fragmentadas, en asignaturas, juegos, pruebas, ejemplos, mapas conceptuales). Es decir tienen un dominio pedagógico y didáctico, por esta razón hace la materia comprensible y mantienen motivados a los alumnos.  Organización y claridad. Ser claro significa ser preciso y específico. Cuanto menos ambiguo sea el profesor, los estudiantes aprenden más.  Calidez, amabilidad y comprensión parecen ser las principales cualidades que debe tener un profesor
  37. 37. TEORÍAS DEL APRENDIZAJE
  38. 38. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Las teorías tienen como finalidad: explicar y predecir el comportamiento humano. Señalan la forma como acceden los sujetos al conocimiento, al desarrollo de habilidades o a la adquisición de destrezas. Cumplir con estas funciones no es una tarea fácil, puesto que el ser humano es un ser integral que cuenta con una estructura bio-psico-social (biológica, psicológica y social).Es en esta dimensión donde se da el proceso de aprendizaje el cual tiene como objeto adquirir nuevas capacidades modificando las pautas de conducta ya adquiridas. Las personas nacen con la capacidad de aprender y es gracias ella que logran resultados complejos durante toda la vida. Un niño recién nacido sólo cuenta con un grupo de reflejos básicos que le permiten adaptarse al medio, tales como: la succión, el reflejo pupilar, palmar y de Babinski. (Ver módulo de teorías del desarrollo y unidad anterior) pero a partir de esta base, se empiezan a dar los primeros aprendizajes a nivel motriz, cognitivo, social y afectivo. Al poco tiempo el bebé ya ha aprendido a comunicarse con los adultos, a expresar sus necesidades, a desplazarse autónomamente, a manifestar sus emociones de manera acertada. También ha tenido aprendizajes muy complejos como el lenguaje y el habla. La actividad del aprendizaje es ilimitada y acompaña a las personas durante toda la vida. Es una actividad maravillosa, gracias a ella el hombre construye su propio progreso y transforma el mundo para su propio beneficio. El aprendizaje está directamente relacionado con la didáctica, ya que el aprendizaje tiene una dirección intencionada y el individuo es capaz de aprender continuamente alcanzando objetivos que pueden ser de naturaleza informativa (datos, informaciones, conocimientos), automatizada(hábitos, habilidades, destrezas y automatismos) y formativas relacionadas con el SER del individuo. En capítulos anteriores se vio en qué consiste el aprendizaje, en qué se fundamenta epistemológicamente, y cuál es su proceso. En éste, veremos cómo se explica de acuerdo con las distintas teorías, dónde se produce y cuáles son las condiciones ideales para que sea efectivo. Por ejemplo: el Conductismo se basa en los estudios del aprendizaje mediante condicionamiento, considerando innecesario el estudio de los procesos mentales superiores para la comprensión de la conducta humana. El núcleo central del Conductismo está constituido por su concepción asociacionista del conocimiento y del aprendizaje. Algunos de los principios fundamentales del programa son: El conocimiento se alcanza mediante la asociación de ideas según los principios de semejanza, contigüidad espacial, temporal y causalidad (estos conceptos se ampliarán más adelante). Pero existen otros principios más inmediatos que también hacen referencia al aprendizaje, tales como:  El reduccionismo antimentalista, es decir, la negación de los estados y procesos mentales.  El principio de correspondencia, la mente de existir es sólo una copia de la realidad.  El anticonstructivismo, No aceptan que el conocimiento pueda ser construido por los sujetos
  39. 39.  El carácter elementalista y atomista: toda conducta se puede reducir a una serie de asociaciones entre elementos simples, como estímulo-respuesta.  El ambientalismo: el aprendizaje siempre es iniciado y controlado por el ambiente.  El equipotencialidad: las leyes del aprendizaje son aplicables a todos los ambientes, especies e individuos. A mitad del siglo pasado, surgieron factores externos como las Nuevas Tecnologías Cibernéticas, las Teorías de la Comunicación y de la Lingüística las cuales hicieron que el paradigma conductista entrara en crisis y fuera sustituido por el paradigma del procesamiento de información que apoyándose en la metáfora del ordenador, hizo posible el estudio de los procesos mentales que negaba el conductismo. De esta forma se entra en un nuevo paradigma de la ciencia, denominado la Psicología Cognitiva. Para la Psicología Cognitiva la acción del sujeto está determinada por sus representaciones. Para el procesamiento de información, esas representaciones están constituidas por algún tipo de cómputo, (asemejan el ser humano a un procesador de información donde la mente humana hace las veces de un computador). En las últimas décadas, la investigación psicológica ha mostrado mucho interés en estudiar el papel de la cognición en el aprendizaje humano, ha hecho hincapié en los procesos de la atención, la memoria, la percepción, las pautas de reconocimiento y el uso del lenguaje en la adquisición del aprendizaje. Para la corriente constructivista, el ser humano adquiere el conocimiento mediante un proceso de construcción individual y subjetiva, de manera que la percepción del mundo está determinada por las expectativas del sujeto. Anteriormente los procesos mentales superiores, como la formación de conceptos y la resolución de problemas, son difíciles de estudiar. El enfoque más conocido ha sido el delprocesamiento de la información, que utiliza la metáfora computacional, como se anotó antes, para comparar las operaciones mentales con las informáticas, indagando cómo se codifica la información, cómo se transforma, almacena, recupera y se transmite al exterior, como si el ser humano estuviera diseñado de modo semejante a un ordenador. Las corrientes del aprendizaje se componen de teorías conformando lo que Maturana O. ha llamado los árboles del conocimiento. En cada teoría se conserva el mismo fin pero varía el enfoque y la construcción teórica con que se explica esa realidad. Por ejemplo, la teoría del condicionamiento clásico de Pavlov, explica como dos estímulos simultáneos llegan a evocar respuestas semejantes, aunque tales respuestas fueran evocadas en principio sólo por uno de ellos. La teoría del condicionamiento instrumental u operante de Skinner describe como los refuerzos forman y mantienen un comportamiento determinado. El aprendizaje por modelos de Albert Bandura describe las condiciones en que se aprende a imitar modelos. La teoría psicogenética de Piaget aborda la forma en que los sujetos construyen el conocimiento teniendo en cuenta el desarrollo cognitivo. La teoría del procesamiento de la información se utiliza a su vez para comprender cómo se resuelven problemas utilizando analogías y metáforas. Éstas son, entonces, algunas de las teorías que vamos a estudiar en el presente capítulo.
  40. 40. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje CAPÍTULO 1. TEORÍA CONDUCTISTA DEL APRENDIZAJE Teoría Conductista: ♣Principales representantes ♣Fundamentos Epistemológicos ♣Paradigma del condicionamiento Clásico I. P. Pavlov Conexionismo E. Thorndike Aprendizaje por contigüidad Condicionamiento Operante Skinner Alcance de la teoría Leyes Diferencia entre conducta respondiente y conducta operante El refuerzo Aprendizaje por instrucción programada TEORIAS CONDUCTISTAS COMO SE CONSTRUYE UNA TEORÍA Gráfica 9: Contenidos del Capitulo 3 ¿CÓMO SE CONSTRUYE UNA TEORÍA?
  41. 41. P ara el hombre de todos los tiempos ha sido motivo de preocupación explicar como ocurre el aprendizaje. Qué es lo que sucede entre el estado de no saber nada y el de saber mucho. Qué ocurre entre no estar en capacidad de hacer algo y hacerlo con destreza y propiedad. Por ejemplo: aprendizaje Saber conducir un carro correctamente No saber Conducir un carro Gráfica 10: Proceso del aprendizaje En relación con la explicación del Aprendizaje, han surgido diversas Corrientes o Escuelas Psicológicas, las cuales se han explicitado a través de teorías que se han ido construyendo a lo largo de la historia de la humanidad. Antes del siglo XX estaban aquellas que buscaban explicar el aprendizaje a través de disciplinas y del adiestramiento de la mente; se destacan la mental-teísta, la humanística, el naturalismo romántico y el estructuralismo. Como estas teorías no se consideraron suficientes para dar una explicación satisfactoria del fenómeno, surgieron durante el siglo XX otras teorías (ver la figura siguiente) Figura 1. Principales corrientes (escuelas) y teorías del aprendizaje del siglo xx. Corriente asociacionista Corriente Cognitiva Conexionismo Conductismo Condicionamiento operante Gestalt Configuracionismo Psicología de Campo
  42. 42. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Precisemos un poco cada una de estas corrientes  La corriente asociacionista, hace énfasis en tres teorías que se apoyan en el modelo E-R ( estímulo- respuesta), ellas son:  Elconexionismo, que se basa en la relación E-R,  El conductismo, que basa la transferencia del aprendizaje a través de respuestas o reflejos condicionados. Y finalmente tenemos  Elcondicionamiento operante que se basa en el reforzamiento de las conductas deseables. La otra corriente está conformada por las teorías cognitivas. Estas teorías se fundamentan en la psicología de la Gestalt, el configuracionismo y la psicología de campo. Al respecto, T. Khun quien se ha ocupado del tema del aprendizaje ha llegado a afirmar que “durante el siglo XX dos corrientes del pensamiento han tenido influencia decisiva sobre la Psicología del Aprendizaje, se han conformado en los dos movimientos científicos que llegaron a constituir dos revoluciones paradigmáticas, seguidas de su correspondiente período de ciencia normal. Dichas revoluciones están dadas por el Conductismo y la Psicología Cognitiva.”20 Para Khun, “una revolución científica corresponde al abandono de un paradigma y a la adopción de otro nuevo, no por parte de un científico aislado sino por parte de la comunidad científica en su totalidad.” ¿CÓMO SE CONSTITUYE UNA TEORÍA? Es importante conocer cómo se forma una teoría. Para ello acudimos a los planteamientos de grandes epistemólogos como: Lakatos, khun , Popper y Habermas, entre otros. Veamos brevemente cuáles son sus planteamientos: Para Khun, las teorías se forman a partir de las revoluciones científicas en las cuales se abandona un paradigma para dar lugar a otro nuevo que cuente con aceptación de las comunidades científicas. Un paradigma comprende un marco conceptual a través del cual se ve el mundo y en el cual se le describe, también comprende un determinado 20 KHUN, THOMAS. El espíritu de las revoluciones científicas.
  43. 43. conjunto de técnicas experimentales y teóricas para hacer que el paradigma se compagine con la naturaleza. Pero no hay razón para esperar que un paradigma sea perfecto. Por lo tanto, la ciencia debe ser dinámica de manera que evolucione de un paradigma a otro mejor. Esta es la función que cumplen las revoluciones científicas. Cuando se desarrolla una crisis, el paso revolucionario de reemplazar todo el paradigma por otro resulta esencial para el progreso efectivo de la ciencia. Los paradigmas desempeñan un papel importante porque guían la observación y la experimentación. Para Popper no existen verdades absolutas, se construyen a través de un proceso reflexivo al cual denomina falsación. Falsear algo es permitirse el beneficio de la duda para lograr confirmarlo a través de demostraciones que no necesariamente son experimentales. En oposición al falsacionismo popperiano, Kuhn desacredita a la experimentación como la causa fundamental del progreso científico. Según su concepto, no es la fuerza de los datos lo que hace que un paradigma sea sustituido por otro, ya que los paradigmas son en sí mismos inconmensurables; si no que influyen criterios externos de tipo generacional o social. Lakatos discrepa con esta última idea, ya que su falsacionismo metodológico se encuentra en una posición intermedia entre las posiciones de Popper y de Kuhn. Lakatos coincide con Kuhn en el predominio de los paradigmas, también llamados por él: programas de investigación, sobre los datos, pero concuerda con Popper en que son finalmente los datos los que constituyen los árbitros de cambio en las teorías científicas. Los enfoques de Lakatos y Kuhn poseen en común que ambos exigen de sus concepciones filosóficas que resistan a las críticas basadas en la historia de la ciencia. Y la principal diferencia entre ambos, es el hincapié que hace Kuhn en los factores sociales. Pero, ¿ cuándo una teoría es mejor que otra?. Según LAKATOS cuando reúne tres condiciones:  “Tener un exceso de contenido empírico con respecto a la teoría anterior, es decir, predecir hechos que aquella no predecía.  Explicar el éxito de la teoría anterior, es decir, explicar todo lo que aquella explicaba.  Lograr corroborar empíricamente al menos una parte de su exceso de contenido”. Por consiguiente, lo que caracteriza una buena teoría es su capacidad para predecir e incorporar hechos nuevos, frente a aquellas otras que se limitan a explorar lo ya conocido. Lakatos considera que una nueva teoría se impondrá sobre otra vigente cuando, además de explicar todos los hechos relevantes que ésta explica, se enfrenta con éxito a algunas de las anomalías de la teoría anterior. Así se asegura una continuidad entre las teorías sucesivas, ya sea dentro de un mismo programa o familia de teorías. Estudios recientes consideran que existen tres grandes corrientes o escuelas que explican a través de teorías como ocurre el aprendizaje. Veamos pues, cuáles son las grandes teorías del aprendizaje. Para una mejor comprensión, los contenidos del
  44. 44. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje capítulo se han agrupado metodológicamente siguiendo el siguiente esquema: Tabla 1. Elementos básicos de cada teoría Fundamentación epistemológica Paradigma básico Cuerpo teórico -teorías- Alcances Contexto histórico Representantes Las siguientes son las principales corrientes o escuelas psicológicas que se han ocupado del estudio del aprendizaje. Cada escuela ha construido teorías con postulados y paradigmas diferentes las cuales trataremos a continuación siguiendo la metodología indicada en la figura anterior con el fin de tener una mejor comprensión del tema que nos ocupa. Tabla 2. Corrientes o escuelas del aprendizaje PRINCIPALES ESCUELAS PSICOLÓGICAS QUE SE OCUPAN DEL ESTUDIO DEL APRENDIZAJE ESCUELA CONDUCTISTA Teorías de condicionamiento estimulo- respuesta ESCUELA COGNITIVA Desarrollo De las facultades superiores del pensamiento ESCUELA COMPUTACIO NAL
  45. 45. Se fundamenta el las teorías de la información ESCUELA CONDUCTISTA Para los teóricos conductistas, el aprendizaje es un cambio de conducta. Este cambio se produce por medio de estímulos y respuestas que se relacionan de acuerdo con principios y leyes mecánicas. En el siguiente cuadro se visualizan las principales teorías conductistas las cuales estudiaremos siguiendo el proceso metodológico propuesto. PRINCIPALES TEORÍAS CONDUCTISTAS DEL APRENDIZAJE CONDUCTISMOCLÁSICO WATSON TEORÍAS DEL CONDUCTISMOOPERANTE DE SKINNER LA REFLEXOLOGIA IVAN PIETROVICH PAVLOV EL CONEXIONISMO EDUARDTHORNDIKE LA CONGUIDAD EDUARD R. GUTHRIE
  46. 46. 2 Módulocurso: Teorías del Aprendizaje Gráfica 11: Teorías conductistas del aprendizaje Contexto Histórico Las primeras investigaciones sobre el aprendizaje tienen como antecedentes los estudios realizados a finales del siglo XIX, sobre la conducta animal, realizadas por investigadores como : Darwin, Romanes, Morgan. Los hallazgos despertaron gran inquietud entre los científicos del comportamiento, llegando a centrarse en los estudios del aprendizaje. Los pilares en este estudio están dados por la escuela reflexológica rusa, la escuela animal norteamericana y la escuela clásica de los estudios etológicos.  La escuela Reflexológica Rusa.  La escuela animal norteamericana, tiene como principal representante a Eduard Thorndike (1874-1949) quien tuvo el mérito de iniciar los estudios experimentales con animales en laboratorios acondicionados especialmente para tal efecto. Sus experimentos los realizó con perros, gatos y monos utilizando la caja-problema. Encerraba los animales en ella y luego observaba todos los intentos que hacían para salir y buscar comida. Inicialmente movían un especie de palanca al azar la cual abría la puerta pero en los intentos posteriores se demoraban menos tiempo y aprendían a hacerlo con mayor exactitud. También observó diferencias entre el aprendizaje de los distintos animales, así, por ejemplo, se dio cuenta que los monos aprendían mas rápido que los perros y los gatos. En 1911 sistematizó sus estudios publicando una obra en la cual explica que el aprendizaje es la resultante de tres leyes que denominó: ley del efecto, ley del ejercicio y ley de la preparación. El avance no se hizo esperar y según Fernández López21, en 1910 había en Estados 21 FERNÁNDEZ LÓPEZ, Pilar. Psicología del aprendizaje. Madrid. Síntesis. 1997, p.17

×