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No divã com o Evangelho No divã com o Evangelho Document Transcript

  • NO DIVÃ DO EVANGELHO PALAVRAS DE CURA, DIREÇÃO E ESPERANÇA PARA OS CONFLITOS PSICOLÓGICOS A LUZ DO EVANGELHO Ronald Lima
  • 2 SUMÁRIOINTRODUÇÃO __________________________________________________________ 6 SOU CASADA E ESTOU TENTADA OUTRA VEZ! __________________________ 7 CASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO É CHEGADA EM SEXO... ___ 12 CASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO É CHEGADA EM SEXO... (II) 15 NÃO TENHO CERTEZA SE QUERO CASAR, MAS SINTO-ME PRESA PELA PROFECIA! __________________________________________________________ 18 MEU NOIVO ME TRAIU... NÃO VEJO O QUE FAZER_______________________ 19 MAIS UMA VÍTIMA DO “EVANGELHO PRÓSPERO”: QUE DECEPÇÃO, NÃO CONSIGO GANHAR GRANA... __________________________________________ 23 ESTOU DOENTE DE INVEJA! __________________________________________ 25 ESTOU COM PAVOR DE MULHER... O DRAMA DE UM QUARENTÃO! _______ 30 NÃO A QUERO DE VOLTA: O CONFLITO DE UM MANCEBO VELHO! _______ 32
  • 3ESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SE PODE CONFIAR ____________ 35ESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SE POSSA CONFIAR – PARTE 2 __ 40 RÉPLICA DO “ESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SE POSSA CONFIAR – PARTE 2” _______________________________________________ 46NÃO SOU EVANGÉLICO, CRISTÃO, CRENTE OU PROTESTANTE... EU SOU UMPAGÃO MESSIÂNICO _________________________________________________ 51SOU CRENTE, E PADECI ABUSOS E VIOLAÇÕES SEXUAIS NA INFÂNCIA ___ 52AMOR E ÓDIO: MEU AMOR PODE VIRAR ÓDIO? _________________________ 61FILHO ADOTIVO: AFETOS E DESAFETOS — DIFERENCIAÇÕES ____________ 72SONHEI COM VOCÊ! _________________________________________________ 75MORTE: BOM PRA QUEM A VIVE, RUIM PRA QUEM A ASSISTI... __________ 76AGRIDO FISICAMENTE MEU ESPOSO: ELE NÃO É BONITO E NÃO O AMO! __ 79AS ASSOMBRAÇÕES QUE RONDAM UMA TRAIÇÃO _____________________ 84COMO FICA A QUESTÃO DO PASTOR DIVORCIADO ______________________ 87NÃO CONSIGO ENCONTRAR A FELICIDADE ____________________________ 95O CONHEÇO APENAS PELA INTERNET, MAS PENSO NELE... É O HOMEM DOSMEUS SONHOS! _____________________________________________________ 102SOU UMA MULHER VICIADA EM PORNOGRAFIA! ______________________ 104OUVIR MÚSICA SECULAR É PECADO?_________________________________ 108PASTORES QUE SE DIVORCIAM TÊM CREDIBILIDADE PARA APREGOAR APALAVRA? _________________________________________________________ 114
  • 4PRECISO “DESAFOGAR-ME”... POIS ME ENCONTRO FARTO DERELIGIOSIDADE ____________________________________________________ 117SINTO UMA CARÊNCIA INTENSA E CRUEL! ____________________________ 118DEFICIENTE FISICAMENTE E CARENTE AFETIVAMENTE (I e II) __________ 120 DEFICIENTE FISICAMENTE, MAS BELA INTERIORMENTE _____________ 126E PRA QUEM SE DIVORCIOU? ________________________________________ 127EU ATÉ TENTO... MAS POR QUÊ ELAS SE APAIXONAM POR MIM E EU NÃO?___________________________________________________________________ 129EU PENSO QUE ATÉ DEUS ME CONSIDERA UM “PATINHO FEIO” _________ 131MEU MARIDO É VICIADO EM PORNOGRAFIA, COMO AJUDÁ-LO? ________ 134SOU DEFICIENTE E NÃO CONSIGO NAMORAR! _________________________ 138SOU VICIADO EM PORNOGRAFIA E PROTITUIÇÃO! _____________________ 142UM E-MAIL DA LÍNGUA MALDOSA ___________________________________ 144DESEJO SER UMA MULHER DIFÍCIL PARA OS HOMENS, MAS NÃO CONSIGO___________________________________________________________________ 145CONSELHOS A UM JOVEM PASTOR! __________________________________ 151ASSÉDIO MORAL E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA _________________________ 155CONTRAÍ UM NOVO CASAMENTO E TEMO QUE ESTEJA ACONTECENDOIDÊNTICO AO QUE EU TINHA ANTES... ________________________________ 158SEM MEDO NÃO ENTRA DINHEIRO ___________________________________ 162ESTOU ME SENTINDO SÓ ____________________________________________ 163FUI TRAÍDA E ESTOU COM MEDO DE PERDOÁ-LO! _____________________ 168
  • 5ANEXOS _____________________________________________________________ 171 A RESPEITO DO DIVÓRCIO ___________________________________________ 171 DIVÓRCIO _________________________________________________________ 174 VÍNCULOS ADOECIDOS _____________________________________________ 175 SOBRE O RECOMEÇO DE CASAMENTOS DESTRUÍDOS __________________ 177 ANUNCIAR O EVANGELHO X MERCANTILAGEM _______________________ 180 ACERCA DA AUSÊNCIA DE DEUS _____________________________________ 183 VÍCIO DE CULPA ____________________________________________________ 185 A FASE DA INCAPACIDADE DE AMAR ________________________________ 186
  • INTRODUÇÃO Quem disse que o cristão evangélico está livre de problemas? “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereistribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” Jesus Cristo (João 16.33). Jesus não disse que venceu as aflições, mas sim o mundo, por que? Porque o mundo élugar de aflições mesmo. Todos os seres humanos passam por problemas, lutas etribulações. Todos nós seres humanos sofremos. E a diferença entre o cristão e o não-cristãonão está “em passar ou não passar” pelos vales, mas sim “em como passar” pelos vales. Somos humanos e pecadores e todos carecemos da GRAÇA de DEUS. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23) Este livro reúne em um só volume uma série de e-mails enviados ao ReverendoRonald Lima, entre 2006 a 2011, pedindo conselhos e orientações ao pastor, acerca deproblemas conjugais, sexuais, traumas e angústias de quem procura alguém para desabafar,confessar, gritar pedindo socorro, enfim... de quem busca ajuda e palavras de consolo. Por questões de privacidade obviamente os nomes dos remetentes foram omitidos. Bem vindo ao gabinete pastoral virtual do Reverendo Ronald, uma sala pastoral quepode ajudá-lo a entender seu sofrimento. “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Coríntios15.57) Vou ficando por aqui. Beijos a todos; e com todo o meu carinho! Nele, que é amigo e intercessor de todos os que Nele confiam, Pr. Ronald Lima
  • 7SOU CASADA E ESTOU TENTADA OUTRA VEZ!-----ORIGINAL MESSAGE-----From: SOU CASADA E ESTOU TENTADA OUTRA VEZ!To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Wednesday, November 13, 2006 2:14 PMSubject: SOU CASADA E ESTOU TENTADA OUTRA VEZ! Caro Pr. Ronald, Graça e Paz! Fiquei feliz em poder escrever-te, onde posso conversar sobre coisas que0me incomoda, me aflige, e de ter uma pessoa com a sua sabedoria e sensibilida-de para nos ouvir e aconselhar. Conheci uma pessoa que foi ajudada pelo senhor e seu testemunho tem meajudado muito, porém há em mim um desejo e uma necessidade de falar-lhe so-bre a minha situação pessoal. Estou lhe escrevendo, na esperança de que me res-ponda e me ajude em algo que há muito me ocupa a mente. Tenho 45 anos de idade, sou casada há 23 e tenho 03 filhos, rapazes, já sa-indo da adolescência. Casei jovem, virgem, com um homem 09 anos mais velho que eu, e já comexperiências sexuais anteriores. Desde o início do meu casamento me senti sexualmente realizada, semqueixas nessa área. Porém sempre houve algo que não me parecia muito bem en-tre nós. Embora meu marido seja uma pessoa boa e dedicada à família, aos pou-cos comecei a enxergá-lo como emocionalmente frio e com dificuldades em rela-cionar-se mais profundamente ou intimamente. Foram muitas as vezes que ainda recém-casada chorei por falta de calor ede proximidade emocional. Ele parecia satisfeito e sem entender o porquê dasminhas queixas, não me levando a sério, e sem nenhuma preocupação em falarsobre o assunto. Assim fomos vivendo, sem grandes problemas, mas também semgrandes emoções. Por volta dos meus 13 anos de casada, época em que eu vivia a fase maisvulnerável do meu casamento – estava muito carente e não me sentia valorizadanem desejada pelo meu marido - , conheci uma pessoa, amigo de uma amiga,também casado, crente (eu não era), que parecia viver também suas carências edesencontros conjugais. Não deu outra. Relutei, vivi sérios conflitos interiores, mas já sabia ondeaquilo iria parar. Resultado, nos apaixonamos, e vivemos por 04 anos uma relação extracon-jugal, que nos marcou profundamente (a mim e a ele), a qual conseguimos por umponto final, por determinação de ambas as partes, pois queríamos ser obedientesa Deus. Paradoxalmente, durante esse processo, comecei, desesperadamente, abuscar a Deus, e me converti! Renunciamos ao romance e aquilo virou um segredo nosso.
  • 8 Hoje, tantos anos depois de tudo ter terminado, este homem, minha gran-de paixão, ainda me vem freqüentemente à lembrança. Às vezes desejo encontrá-lo. E isso não seria difícil para nós, visto que vi-vemos em cidades diferentes, mas muito próximas. Mas nós dois sabemos (pois jáconversamos algumas vezes sobre isso) do risco que corremos se voltarmos a nosver. Há 01 ano não o vejo, nem tenho notícias, mas nem por isso deixei de pen-sar nele, ainda que seja a última lembrança que tenho no dia. Ele vem à minhamente com carinho e saudade. Já tratei essas coisas em terapia, em oração e emminhas conversas com Deus. Mas nunca o fiz com um pastor. Recebi e aceitei o perdão de Deus, e vejo que foi em meio a tanta confusãoe mentira, que Ele me alcançou. Tenho sido uma boa esposa, tenho profundo respeito, amor e admiraçãopelo meu marido. Nosso casamento hoje amadureceu. Há alegria e cumplicidadeentre nós. Tenho comunhão com Deus e com os irmãos na igreja. Mas tenho comi-go essa marca, da qual não consigo me livrar. Não me atormenta, mas não medeixa. Foi uma coisa boa que vivi, apesar de errada e enganosa. Sim, foi uma ex-periência que me alimentou de afeto, de carinho e de calor humano quando eunão sabia direito quem eu era e que importância eu tinha como mulher. O que pergunto é: Quem foi esse homem na minha vida? Será que um dia tudo isso passará? Ou será o meu “espinho na carne”? Um abraço afetuoso. _____________________________________________________________ Resposta: Minha amada amiga em Cristo: Graça e Paz! “Não sabiam os pais de Sansão que aquele mau vinha da parte do Senhor” –Juízes. Os caminhos de Deus realmente não são os nossos caminhos. Você tem umarelação extra-conjugal, e se converte! Minha querida amiga, deixe eu lhe dizer algumas coisas: De fato eu não creio que este homem tenha sido a paixão de sua vida, masapenas o “escavador de sua dimensão feminina madura”. Na realidade, o que acontece toda hora é o seguinte: uma mulher se casavirgem com um cara legal, porém frio afetivamente. Ela o ama, mas gostaria dereceber um tratamento mais romântico e carinhoso. Os anos passam. Ela agora jáé mais que mulher, mas o marido pensa que ela ainda é aquela virgem que se sa-
  • 9tisfaz com um pirulito. No entanto, a menina virou mulher, e conquanto nuncatenha provado nada além do pirulito, já sabe que existe potencial para ver o piru-lito virar sorvete de cone e casquinha, e com sabores adultos e variados. Então, instala-se a curiosidade. O maridão continua apressado. Ele ama,mas se acostumou. A mulher, todavia, quer mais... e quer mais com ele... nãocom um outro. Ele, o marido, todavia, parece não percerber nada. Ora, nesse ponto, tudo pode acontecer. A mulher pode ficar na dela,frustrada e magoada, com a auto-estima lá em baixo, ou, como você, pode acabar“tomando do fruto, e comendo”. Bem, quando isto acontece, muitas podem ser as variáveis. Tanto a mulherpode se viciar, e ter vários outros amantes. “Trair e coçar é só começar”. Oupode viver o que você viveu, e depois parar. E, também, pode se apaixonar, eacabar por não aguentar mais ficar casada, e partir para o tudo ou nada. Graças aDeus você se converteu, e conseguiu parar. Sobre o que está acontecendo com você, também não é difícil entender. Você conheceu um homem, o seu marido. Ele era experiente, mas, emgeral, os maridos pensam que mulher quer apenas sexo, sem saber que mulherquem mais que sexo, quer amor, carinho, e desejo. Mas o maridão pensa que se“comparecer” com alguma frequencia a esposa estará satisfeita. E não é bemassim. Então, aparece um cara com fome e encontra uma mulher com vontade decomer! Ora, o que acontece? Eles vivem, de modo adulto, um encontro sexual novo e diferente. Ambosjá sabem o que gostam, e ambos estão ávidos não apenas por se satisfazerem,mas, também satisfazer o outro. Aliás, essa é uma das principais diferenças entre a relação de homens casa-dos e homens amantes. Os homens casados querem se satisfazer, e dar um “enga-na garoto” para a esposa. Já o amante tira seu maior prazer do prazer que ele mesmo gera na mu-lher. Assim, quanto mais a mulher sente prazer, mas o amante se satisfaz. E por que? É que ambos querem ser afirmados como gostosos e desejosos,por isso, ambos se dão ao prazer do outro. Daí os casos sexuais extra-conjugais,quase sempre, serem infinitamente superiores nas expressões de carinho e prazerque as relações conjugais formais. No entanto, a virtude não está, necessaria-mente, no homem ou na mulher, mas na circunstância do encontro, nas necessi-dades da alma, e no tesão do proibido. Geralmente é nessas horas que a mulher conhece, agora sem o peso do ca-samento ou da maternidade, a experiência da maturidade do prazer. E como istoaconteceu fora do casamento, ela fica pensando que aquele homem é a paixão davida dela. Mas nem sempre é. De fato, pode até se dizer que foi a pessoa quedestampou a chaleira, e mostrou como a angústia da pressão pode se transformarem prazer e êxtase.
  • 10 Ora, quando acontece do relacionamento acabar por uma questão de cons-ciência, e não porque tenha acabado, o que geralmente acontece é que fica a-quele amor da renúncia, aquele carinho filho da resignação, e aquele tesão proi-bido, porém divino nas memórias que trás... As piores relações são essas: saborosas, amigas, meigas, quentes, e queterminaram apenas porque a consciência venceu a natureza, o instinto e o dese-jo. Você me pergunta: o que fazer? Primeiro, entenda o fenômeno em si. Ou seja: saiba que você se sente as-sim porque esta é a única maneira normal da alma se sentir. Sua alma não é mo-ral e nem segue catecismos. Ela apenas chama de carinho o que é carinho, de de-sejo o que é desejo, de saudade o que é saudade. Sua consciência, todavia, é mo-ral, e é ela quem recrimina a alma, e a julga, fazendo com que a alma entre emconflito, e mergulhe ainda mais profundamente na afirmação de que o que elasente é verdade. E mais: tanto mais verdade será – e será verdade manifesta como angústiae conflito - , quanto mais a consciência tratar a alma com juízo e condenação. Defato, tais repressões apenas aumentam o fantasma no coração. É assim que fun-ciona. Portanto, transforme sua confissao a mim num acordo da verdade com asua alma, e tudo se pacificará. Segundo, saiba que você não ama esse cara, mas apenas sente saudade dealgo que para a sua alma foi importante. E foi importante para você em seu auto-descobrimento como mulher, e até como ser humano. Afinal, como você disse,ironicamente, foi no contexto desse caso com o crente que você também seconverteu. Sua moral cristã repudia essa história, e luta para faze-la não ter sidonada, mas sua alma é amoral, e apenas reconhece as coisas como as coisas são ouforam para ela. Assim, eu lhe digo: você ama o seu marido, embora sinta saudades dealguém que se você não tratasse com os critérios da moral, logo se tornaria, emsua alma, apenas um amigo. Terceiro, sabendo disto, não brigue com a sua alma, que é para ela não darum susto em você. E como seria esse susto? Ora, você pode reprimir as saudades echamá-las de culpa e pecado. No entanto, quanto mais você trate tudo comrepudio moral, tanto mais essa coisa crescerá na medida e na direção daindicação da reprimenda moral. Literalmente: quanto mais você chamar isso depecado hoje, tanto mais isso se tornará desejo insuportável, e que acabará porfazer vocês se engatarem outra vez. Portanto, o que você tem que fazer é acolhera sua alma com respeito. Fique sabendo que se você ao invés de brigar com ela,simplesmente dizer: “Obrigado Deus, pois teus caminhos são incompreensíveis.Obrigado porque Tu transformaste meu engano em bem. Abençoa a vida dele, e aminha também” - , então sua alma vai se aquietar, e tudo ficará na medida e notamanho que cada coisa tem. Quarto, a única maneira disso não passar disso, e até mesmo disso ficarbem menor que isso que aí está, perturbando você, é mediante um convívio
  • 11pacífico de você com sua própria alma. Ora, você mesma já confessou o que istofoi para você, e não há porque não admitir que as coisas foram como foram. Veja o que você me escreveu: “Foi uma coisa boa que vivi, apesar deerrada e enganosa. Sim, foi uma experiência que me alimentou de afeto, decarinho e de calor humano quando eu não sabia direito quem eu era e queimportância eu tinha como mulher”. Pois bem, o que aconteceu é só isto, e só se tornará mais do que isto sevocê negar que isto é isto. Entendeu? Não há orações a fazer. Orar contra isto apenas aumentará os fantasmasdos desejos. Confessar para o pastor? O quê? Por que? Em que ajudará? Garanto-lhe que em nada! Você está perdoada, e sua questão não é perdão, mas apenas verdade devocê para com você mesma. Ou seja: ao invés de você moralmente dizer “eu te repreendo”, diga:“Minha alma, eu e você sabemos o que houve, e somente eu, você e Deuspodemos entender o que aconteceu”. Ora, quando você reconhecer a sua alma, ela vai se aquietar. Mas se vocêlutar contra ela, ela vai se monstrificar, e exacerbará a saudade, que virarádesejo, e o desejo se tornará insuportável, até que você ceda, e volte daexperiência profundamente perturbada e confusa, e com o potencial de realizarmuito mal a você, aos seus, e ao próprio cara. Aquele monstro do labirinto do mito grego se chamava Asterion, ou seja:estrela. Ora, aqui está o paradoxo! Esse labirinto é a alma. O seu monstro é também uma estrela. Se você osocar para dentro, ele se monstrifica e assombra a você. Se você o chamar pelonome, e deixar que ele encontre seu caminho para a luz, para o lado de fora,mediante a seu acolhimento da verdade, então, ele se metamorfoseia e setransforma na Estrela. A alma é assim. Tratá-la de modo moral e evasivo é a receita para quefaçamos tudo o que não se quer fazer, posto que a alma revoltada é besta dolabirinto. Tem corpo humano, mas tem a cabeça de um touro. Ou seja: nesseestado o que prevalece não é a razão, mas o instinto. E o instinto se torna tantomais poderoso quanto mais se foge de encará-lo como simples instinto e desejo. Dá pra sentir que você pode ter um casamento muito legal, posto queapesar do “caso”, eu sei que você ama o seu marido. Veja o que você disse: “Tenho sido uma boa esposa, tenho profundorespeito, amor e admiração pelo meu marido. Nosso casamento hoje amadureceu.Há alegria e cumplicidade entre nós”. Assim, eu lhe digo: não trate desse assunto nunca mais como quem lutacontra o diabo. O que o diabo quer é que você trate a sua alma como algodiabólico. É assim que o diabo cresce em todas as paradas. Por isto, não fale maisnesse assunto como tema de culpa. Seus pecados estão perdoados! Portanto,desse assunto apenas trate com sua própria alma. E faça isto sem moralismo, mas
  • 12apenas com simplicidade e verdade. Na luz da verdade o amante virará apenasum amigo. E nada mais que isto. Enquanto isto, ajude seu marido a tratar a você como amante. Agora quevocê sabe como um homem e uma mulher adultos podem ser plenos em tudo,ajude seu marido a ficar livre da síndrome dos homens casados. Ora, que síndrome é essa? Homens casados, em geral, tratam a esposa como quem trata uma mulhergarantida, uma propriedade, uma rotina. Paulo disse que “os casados devem sercomo se não fossem”. Ora, conquanto no contexto de 1 Coríntios 7 isso signifiqueum chamado à prontidão para encarar a necessidade da separação forçada, emrazão das “angústias do tempo presente” – conforme o apóstolos diz, e fazendoreferência à possíveis perseguições contra a igreja – , a mensagem, todavia, temaplicativos variados. Ora, um desses aplicativos do texto é de natureza psicológico-existencial.Ou seja: o casamento deve ser tratado, no molho do carinho, da sedução e nocaldo da cama, assim como os que não são casados se tratam, posto que seudesejo é conquistar o outro para si. Ora, todos os maridos deveriam tratar as suas mulheres como se fossemamantes, e o mesmo deveriam fazer as mulheres! Ou seja: a melhor receita para a manutenção do desejo no casamento é aprática de uma psicologia de amantes! Medite no que lhe escrevi, e depois me diga se as coisas não ficaramimensamente melhores. E vai chegar a hora em que isto vai cessar. Respeite a suaalma, e ela respeitará você. Nele, em Quem todos os segredos de nosso coração não são impedimentopara a Graça, Pr. RonaldCASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO É CHEGA-DA EM SEXO...-----Original Message-----From: CASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO É CHEGADA EM SEXO...To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Wednesday, February 04, 2009 3:17 PMSubject: ESTOU VIVENDO UM MARTÍRIO...Querido pastor,Estou escrevendo porque meu problema não é mulher, mas casamento.
  • 13Sim! eu gosto mesmo é de casamento. Nasci para ser casado. Amo ser casado.Gosto de dividir a vida com uma mulher. E sou fiel por prazer.Estou no terceiro casamento...Imagine quantas dores! e o medo constante do fracasso!Mas cheguei a conclusão que no fundo todos tem os mesmos problemas...Casei a primeira vez com vinte e dois anos... ela estava grávida, e eu era louco porela!Contra tudo e todos assumi e vivi nove anos com ela!Eu não conhecia nada da vida... Ela era a mulher de muitos e maravilhososorgasmos; e eu achava que todas eram assim... Grande engano!Era o homem mais feliz do mundo... à noite! Sexo perfeito, mais que perfeito,como nunca mais experimentei!De dia eu era o pior dos homens... ela detestava a minha fé e a convivência ficouinsuportável! Então viemos a nos separar... com duas filhas maravilhosas para tersaudades!Sem me casar vivi com uma outra mulher, que era 13 anos mais velha que eu!Sem dúvida a mulher mais fantástica e fascinante que já conheci. Não era bonitade rosto e corpo, mas sua elegância e habilidade de tratar as pessoas encantavam;e encantam a todos!Sexualmente nós dávamos muito bem. Mas ela era incontrolável para gastardinheiro. Era um horror. Até que tive de me separar sob a aflição até de serameaçado de morte por agiotas, de tantos cheques sem fundos!Outro corte, já que amava e amo até hoje os três filhos dela!Hoje estou novamente casado. Depois de muita oração e “provas”, casei-meconforme a igreja, com alguém do “mesmo jugo”: uma crente!Mulher linda e atuante na Igreja. Sexualmente, porém, é completamentefrustrante. Ela aparenta não ter qualquer desejo; chega a ser uma tortura ver“aquele monumento” se despir sem vontade de fazer nada. Bem ali, na minhafrente, todinha, e nada!E ao procurá-la, ou sou recusado, ou sou “suportado”. Confesso que não sei o que émais frustrante!Já passei muitas madrugadas pedindo socorro ao Senhor por causa disso!Já pensei até numa nova separação! Mas, qual vai ser o defeito da próxima?E eu a amo!Não sei até quando!Estou me anulando sexualmente! Às vezes, tenho até tido raiva de sexo!Isso está matando!O problema é que eu tenho padrão de comparação... e sei o que é ter prazer comuma mulher que se ama...Às vezes penso que vou pirar...
  • 14Veja que situação: Tive três mulheres1ª Ótima de cama e péssima de relacionamento.2ª Ótima de relacionamento e péssima de dinheiro (gastadora contumaz) e muitoboa de cama!3ª LINDA e péssima de cama! Nos demais quesitos, muito boa! Mas meu caro pastor,devo te confessar que não estou feliz...Já disse isso ao Pai, não como murmuração, mas como quem está precisando decolo e direção.Tenho com Deus liberdade de expor os mais profundos sentimentos... Crendo nagraça de Deus, aquela que sempre nos basta!Me ajude! ______________________________________Resposta:Meu amigo: Paz e Alegria!Se eu fosse você abriria o jogo com sua esposa. Ela tem que dizer o que estáacontecendo.Não há explicação para tanto descaso para com o sexo à menos que ela não gostede você, e tenha casado apenas porque mulher crente e séria não deve ficarsolteira — tirania eclesiástica!Do contrário, não haverá muita esperança para vocês.Vocês são jovens e sadios. E a Bíblia diz que a “paga” das lutas desta vida é comero pão, beber o vinho, e gozar amores com a mulher de nossa vida.Sugiro, portanto, total franqueza.Não acredito em mulheres frígidas. Acho que há mulheres que não amam os seusmaridos, e por isso não gostam de se dar a eles; ou, quando se dão, fazem-nonaquela de total “passividade”, se tanto; ou naquela de Censura Prévia: isto aquinão... assim não gosto... desse jeito dói... nunca fiz isto antes... será que tácerto?... assim me constranjo... e assim vai...O chocante é que a mesma mulher pega um homem de quem gosta e vira um bichoinsaciável. Ser frígida, na maioria das vezes, esconde outra coisa!As mulheres sabem que estou falando a verdade!Há até aquele ditado que diz: Não há mulher fria; há apenas mulher mal“degustada”. Concordo!Se a bichinha não estiver morrendo de dor ou doente, não há mulher que não gosteloucamente de fazer amor com o homem que ama.Portanto, antes de qualquer coisa, tenha uma conversa franca com ela.Seja qual for a solução, é melhor que seja rápida. Não há razão para vocêsconstrangerem um ao outro.
  • 15Receba meu carinho e minhas orações!Nele,Pr. Ronald.CASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO É CHEGA-DA EM SEXO... (II)Algém escreveu sobre o assunto: CASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO ÉCHEGADA EM SEXO... _____________________________________-----Original Message-----From: CASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO É CHEGADA EM SEXO... (II)To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Monday, Octuber 18, 2010 7:35 PMSubject: E AS MULHERES QUE SOFREM OU SOFRERAM TRAUMAS?Pr. Ronald,Andei lendo o blog e a mensagem CASEI-ME COM UMA BELDADE, MAS ELA NÃO ÉCHEGADA EM SEXO... A mensagem me provocou uma inquietação.O irmão anônimo escreveu:“Mulher linda e atuante na Igreja. Sexualmente, porém, é completamentefrustrante. Ela aparenta não ter qualquer desejo; chega a ser uma tortura ver‘aquele monumento’ se despir sem vontade de fazer nada. Bem ali, na minhafrente, todinha, e nada!”.E o senhor respondeu:“Não há explicação para tanto descaso para com o sexo à menos que ela não gostede você, e tenha casado apenas porque mulher crente e séria não deve ficarsolteira — tirania eclesiástica!”Prossegue:“Não acredito em mulheres frígidas. Acho que há mulheres que não amam os seusmaridos, e por isso não gostam de se dar a eles; ou, quando se dão, fazem-nonaquela de total ‘passividade’, se tanto; ou naquela de Censura Prévia: isto aquinão... assim não gosto... desse jeito dói... nunca fiz isto antes... será que tácerto?... assim me constranjo... e assim vai...”.Pastor,o senhor já pensou que esta mulher pode ter uma história de abuso sexualsério? O descaso dela pode ser uma dissociação, a frigidez pode ser umadissociação... a censura previa: “isso aqui não pode...” — pode ser uma tentativade evitar as cenas em formas de flash backs que assaltam a mente dela, fazendo-alembrar do que sofreu no passado...
  • 16Desculpe a intromissão Pastor, mas como o senhor publicou a mensagem, acho quemuitas mulheres e homens vão ler. Se conheço um pouco algumas mulheresabusadas, elas vão preferir admitir que não amam seus maridos a admitir aprofunda vergonha de que sofreram abuso. As igrejas estão cheias, lotadas, destashistórias. E pior: centenas ou milhares dos abusadores estão na igreja também ...eu sei que o senhor sabe disso!Desculpe outra vez por me intrometer, mas li a postagem assim que o senhor adivulgou no blog e desde então eu fiquei alguns dias remoendo esta história e nãoapazigüei minha consciência.Talvez o caso deste irmão seja mesmo falta de amor da mulher dele... mas outros,muitos outros, talvez não sejam. E eu vejo este blog se transformando num “Centrode Terapia Intensiva”, então certamente as sobreviventes de incesto e abusosexual estão por aí... se elas se identificarem com esta “mulher beldade que nãogosta de sexo” vão se afastar, e perder uma das poucas ou únicas esperanças quetem surgido nos dias de hoje: falar com um pastor humano que entende ahumanidade!Os abusadores também estão rondando por aí, porque muitos deles também sofremcom seu pecado; por outro lado, alguns deles podem se sentir, de alguma formaperniciosamente distorcida, autorizados a continuarem “pegando o que é seu pordireito”...Com imenso amor fraternal, e imenso respeito por tudo o que o senhor tem sidopara mim e para todos os outros. ______________________________________________Resposta:Minha querida: Paz! Você tem razão!Sem dúvida há mais entre o céu e a terra que supõe qualquer de minhas respostas.Na resposta eu disse também que poderia haver a possibilidade dela estar“doente”. Lembra? De fato, por doente, eu quis dizer muita coisa.1. Trauma psicológico.2. Problemas hormonais sérios.3. Uma inapetência traumática com o sexo em razão da falsa espiritualidade.4. O trauma sexual evangélico, que é um mal que existe e precisa ser tratado comrespeito e calma. O fato é que, em geral, o evangélico é, muito comumente, umser traumatizado sexualmente — homens e mulheres!E muitas outras coisas...No entanto, o que observo, embora todas essas coisas existam, é que a maioria dasmulheres sofre de um trauma mais básico, e não tem nada a ver com abuso sexualou problema hormonal.De fato, as mulheres cristãs carregam dois graves inibidores:
  • 171. O ascetismo religioso: há muita regra no meio cristão, até para fazer amor. E aspessoas são doutrinadas desde cedo à esse respeito.2. A inaptidão dos homens: me choca perceber a falta de tato dos homens, acarência de delicadeza, de capacidade de levar a mulher a confiar e a se abrir; e,sobretudo, a falta de consciência de como o prazer está condicionado pelaconfiança e pela intimidade. A maioria pensa que é apenas uma questão de“plugagem”, de botar o aparato certo no lugar supostamente correto. E não éassim.Tudo o que eu disse naquele e-mail tem a ver com as seguintes observaçõespráticas, tiradas de alguns anos de observação, ouvindo mulheres, e também deminha própria experiência como homem — eu nunca disse a ninguém que viveinternado num mosteiro!O que vejo?1. A maioria das mulheres confunde aquela aflição pré-orgasmica com prazer.Assim como a maioria dos homens confunde ejaculação com prazer. E é uma pena.Pois quem se satisfaz com a aflição — que é boa — jamais conhecerá o êxtase.2. De fato, até onde observo, a maioria esmagadora das mulheres já teve algumprazer sexual, mas não sabe, na realidade, a riqueza do potencial que nelas habita.Parece que para muitas é uma coisa tipo: “deu sorte de naquele diz ser...” Mas nãotem que ser assim. Todo dia pode ser a regra, não a exceção. E será assim,maravilhoso, sempre, apenas se ambos se amarem, se desejarem, e se o homem,especialmente ele, souber abrir o jardim recluso, e entrar nele como o espírito deCantares. No entanto, essa é uma coisa para dois, não para um. Não basta ooposto: uma mulher apaixonada. Se o homem não souber e não desejar retribuir,em pouco tempo tudo fenece e murcha.3. Eu sei que por mais traumatizada que seja uma mulher, se o marido for gentil,meigo, carinhoso e hábil, o “trauma” pode ser curado. E mais: o que cura traumasexual é sexo bom, amoroso, pleno de confiança e intimidade.4. Naquele e-mail, como em todos os outros, sempre há muito mais coisas que eujulgo ser sábio deixar de fora do texto que vai “colado no blog”. São coisas queidentificariam as pessoas, pois, de fato, a maioria não escreve anonimamente: euas torno anônimas para os demais, bem como elimino todos os indícios deidentificação. Pela carta daquele irmão, o que me pareceu é que a esposa dele nãogosta do ato, não tanto quanto ele gostaria que ela gostasse; e como ele mesmodisse, ele tem “comparações” a fazer em relação às outras ex-esposas. Ele haviatido duas mulheres normais nessa área, e que não carregavam “os traumas dacultura evangélica com o sexo”, e com ambas tudo era muito bom. Foi apenas coma evangélica que aquela limitação se manifestou.Ora, para mim é sintomático: por que justamente a evangélica se manifestou dessaforma?O que penso é que além de todos os possíveis traumas — como abusos —, há um quenão pode ser esquecido.Sabe qual é?O trauma de ser sexualmente evangélico.Trata-se de algo muito mais sério que a gente avalia.
  • 18Eu agradeço o carinho de seu e-mail e sua preocupação, pois, se para alguém ficouqualquer “opressão” dada a rapidez de minha resposta e ante a simplicidade deminha afirmação, eu gostaria que este adendo, provocado pelo seu e-mail, fosseimediatamente incorporado ao que eu disse anteriormente.Muito obrigado pela sua genuína preocupação.Só mais uma coisa: posso estar enganado, mas creio que uma mulher sempre sabequando ama o seu marido, e não creio que um trauma sexual também impeça omarido de discernir tal coisa. O amor sempre encontra um meio de se expressar; e,além disso, sempre acha um jeito de trazer cura para as suas próprias feridas.Receba meu abraço carinhoso.Nele,Pr. RonaldNÃO TENHO CERTEZA SE QUERO CASAR, MAS SINTO-MEPRESA PELA PROFECIA!-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: Não tenho certeza se quero casar, mas sinto-me presa pela profecia!Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Domingo, 12 de abril, 2009, 22:17hAssunto: Não tenho certeza se quero casar, mas sinto-me presa pela profecia!A paz do Senhor pastor!Por favor, me esclareça uma dúvida: eu aprendi na igreja que eu congrego quenão existe profecia sobre casamento, só em casos específicos. Só que alguém dafamília do meu namorado, que sabe tudo sobre a minha vida, me entregou umaprofecia, dizendo que a nossa união era de Deus e ai de mim se eu não concordas-se!Só que hoje em dia eu já não tenho certeza se quero casar com ele, mais me sintopresa por essa profecia!Por favor, me responda o que devo fazer!Muito obrigada, e que Deus te abençoe cada vez mais! _____________________________________________________________Resposta:Querida irmã, Graça e Paz!Esses dias eu recebi um e-mail no qual a pessoa dizia: “Pastor, quando eu me ca-sei Deus me falou que ele era o homem da minha vida, como é que o meu casa-mento acabou? Como é que explica isso?”. Eu respondi: “Simples, Deus não disse.É porque você disse que Deus disse, mas Deus não disse. Porque Aquele que faz apromessa não pode mentir. Se alguém se equivocou, foi você, não foi Deus”.
  • 19Eu acredito de verdade que Deus fala por meio de profecias, porém a maior pro-fecia é a Palavra de Deus e não a palavra dos profetas de Deus! Por quê? Porqueprofetas se equivocam, profetas falam com o engano de seus corações, com seusdesejos, com suas ansiedades, com vaidades, falam no nome de Deus quando Estea eles nada falou, etc. (Jr 14.14).E por quê é que estou lhe dizendo estas coisas? Pra que você esteja atenta à Pa-lavra que venha de Jesus, pois se não for Palavra de Jesus é falsa profecia. E te-nho certeza que Jesus não quer vê-la infeliz. Não creio num Deus que nos condi-ciona à Sua vontade em detrimento à nossa felicidade...Deus não trabalha com dúvidas, e olha o que você me escreveu: “...hoje em diaeu já não tenho certeza se quero casar com ele...”, sendo assim, se você tiverdúvidas, ouça o que diz a Palavra: “Tudo aquilo que não provém de fé, é pecado”(Rm 14.23), disse Apóstolo Paulo.Portanto, quando as profecias te trouxerem dúvidas, questione-as. Afinal, foi omesmo Paulo quem disse: “Julgai as profecias e retém o que é bom” (1 Ts5.20,21), ou seja, não retenha aquilo que lhe cause dúvidas. DEUS NÃO É DEUS DECONFUSÃO! (1 Co 14.33).Sendo assim, “Seja a paz de Cristo o árbitro de seu coração” (Cl 3.15) e não asprofecias..., porque “Bem-aventurado é aquele que não se condena nas coisasque aprova” (Rm 14.22).E mais, “Foi para liberdade que Cristo nos libertou; não vos ponhais, portanto,outra vez, sob jugo de escravidão” (Gl 5.1), ainda que seja por profecia, “Pois é otestemunho de Jesus que é o “Espírito da Profecia” (Ap 19.10b).Deste modo, “Buscai as coisas lá do alto... (Cl 3.1)”, “e o Deus da paz será con-vosco” (Fp 4.9).Espero que isto lhe ajude a refletir sobre suas dúvidas. Pense nisso...No mais, estou à sua disposição no que precisar.Nele, que nos liberta de todo jugo,Pr. RonaldMEU NOIVO ME TRAIU... NÃO VEJO O QUE FAZER-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: Meu noivo me traiu... não vejo o que fazerPara: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Segunda, 4 de Outubro de 2010, 1:12Assunto: Meu noivo me traiu... não vejo o que fazerGraça e paz pastor Ronald...Estou vivendo um problema que está me destruindo aos poucos...
  • 20Conheci um rapaz há quase 3 anos atrás. Namoramos 9 meses e estamos noivos há 2anos. Até 1 ano de noivado não tivemos problemas, tudo muito tranqüilo eromântico.Ele travalhava na mesma cidade onde moro. E assim que completamos 1 ano denoivado, meu noivo recebeu um convite para ser transferido para a Capital donosso Estado. Aceitou o convite e mudou-se. Eu, porém, permaneço morando nointerior.Ele morando na Capital e eu em outra cidade, nos víamos nos finais de semana,tudo muito bom, pois a saudade aumentava dia-a-dia.Porém, nesse tempo, desde então as coisas começaram a mudar. Embora ele todofinal de semana vinha para cá (isso não tem haver só com nosso noivado, afinal,toda sua família mora aqui, é sua cidade natal), comecei a perceber meu noivomais distante, frio, insensível, nosso relacionamento começou a ruir...Foi aí que, num desses finais de semana, depois de muita discussão e uma conversaséria, ele me confessou que havia me traído com outra mulher.Isso me destruiu, até então meu mundinho era perfeito, e agora...Não cogitei a separação, pois se mostrou profundamente arrependido e em nenhummomento salientou o valor dessa sua aventura. Achei que aconteceu porque eleestava sozinho e poderia estar carente afetivamente.Deixamos tudo pra trás. O perdoei de verdade. Minha vida parecia voltar aonormal. Foi uma bênção exatamente 3 meses. Éramos um casal feliz, tudo muitoperfeito, mas só por 3 meses.Comecei novamente a perceber uma mudança radical no comportamento do meunoivo de um dia para o outro: calado, não me abraçava, não fazia qualquer tipo decarinho, não me beijava, nada...E, outra vez logo após outra discussão séria, ele me confessou que estava comvontade de se envolver com outras mulheres, de conhecer outras mulheres.Chegou a me dizer que tinha até se envolvido num relacionamento com uma moçaque ele conheceu pela internet, mas que foi somente uma experiência semsignificado para ele.Não aceitei a desculpa e rompi o noivado de 2 anos. Fiquei muito mau. Minha almaficou em pedaços. No entanto, não muito tempo depois, ele resolveu me procurarpedindo para voltar e prometendo mudanças. Ele nunca foi agressivo fisicamente,mas a traição dói mais do que tapas...Diante disso, decidi reatar o noivado. Mas desde então, não estávamos maisvivendo bem, sempre sentia-ma insegura, pois o passado sempre vinha a tona,minha vida não foi mais a mesma, lembrava-me do que aconteceu entre ele e amoça.Eu só tive ele de homem na minha vida, e não sinto a mínima vontade de conheceroutro. Mas ele hoje é marcado por outras experiências e não é mais a mesmapessoa. Fico imaginando as suas comparações... dói... e agora não me sintovalorizada.Sempre tentei ser a mulher ideal, ajudando-o no que precisava, fiel e trabalhandofora para conseguirmos comprarmos tudo que precisávamos para o nosso
  • 21casamento, mas acho que não adiantou nada. Ele parece preferir qualquer uma!Para ele, essas parecem ter valor!Já tive vontade de sair fazendo coisas erradas, me entregando ao primeiro que derepente falasse algo, isso só para dar o troco, mas nem isso acontece... E sei quenão terei coragem, pois não fui criada desse jeito. Gosto muito do meu noivo,gosto da companhia dele, e quando ele quer, é uma excelente pessoa .Mas disposta a terminar o noivado. Tenho me sentido muito mal e apesar de estarfreqüentando a Igreja, nem orar consigo mais.Quero recomeçar minha vida, mas não sei como, não estou conseguindo. Não seicomo vou tirar esse fantasma da minha vida...Foi mais um desabafo pastor, estou sem saber viver, só quero que a vida passerápido e esperar...Não sei o que fazer e preciso voltar sonhar novamente. Só não vejo como!Com muita admiração. ___________________________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça e Paz! E de coração sinto muito!O que tenho a dizer a você não julgue que estou dizendo o que você deve fazer —eu jamais faria isto —, mas apenas algo que ajudará você a decidir por si mesma, econforme a verdade.Portanto saiba:Por mais estranho que pareça o que vou lhe dizer, ouça: Dê graças a Deus quantoao fato dessa situação ter acontecido no seu noivado! Posto que, apesar de nãoacreditar em “carmas psicológicos” — a moda Gabriela Cravo e Canela: “Eu nasciassim, vou viver assim, vou morrer assim... sempre Gabriela!” —, ou seja, de queseu noivo sofra de uma natureza cármica irreversível, que não possa mudar acercade seu comportamento auto-destrutivo, todavia, de antemão entenda que você jápôde ter um vislumbre daquilo que talvez fosse o mais provável acontecimentonesse seu futuro casamento. Haja vista que, onde há amor e genuínoarrependimento de atos, não há espaço para uma segunda, depois terceira, ouquarta temporada.Sei que você o ama. Todavia, isso só é bastante de mãe para filho; não de mulherpara homem. Portanto, deixe que ele se vá se este é o caminho que ele escolheupra si — viver da vontade de se envolver com outras mulheres, de conhecer outrasmulheres. O que você não pode é ficar em casa sentada decidindo quando é queele irá mudar. Pois enquanto ele estiver preso nessa doença, que só é curada namaioria das vezes quando o cara quebra a cara, ele continuará emocionalmenteinfantil.Saiba também que não vale a pena tentar salvar nem um noivado onde um nãoama, e o outro está amargurado.Caso decida deixá-lo livre, não o oprima e nem o humilhe. Simplesmente diga queele está livre e abençoado por você.
  • 22Não havendo cura para o vínculo — e só haverá se houver amor mútuo e perdão —então, melhor é que vocês se separem como amigos, pois, pelo menos, preservarãoo respeito e a dignidade.E não se culpe por isso ter acontecido. Acontece todo dia, e com gente muito boade Deus.Sua felicidade você a encontrará se a procurar sem ansiedade e dentro de você.Jamais faça ou espere de alguém a razão da sua felicidade.Perdoe o seu noivo como homem e irmão. Mas tal perdão não implica,necessariamente, em reconstituição do noivado. Perdoe-o como irmão, conformemandou o Senhor.É do seu perdão que virá a sua felicidade!Quanto ao mais, saiba o seguinte:1. Não deixe que o que ele está fazendo contra ele próprio seja algo que faça vocêse sentir menor, pois, saiba: você não é.2. Não deixe que a imaturidade dele faça de você uma mulher deprimida, combaixa auto-estima, e sem perspectivas de sonhos...3. Também não permita que os atos dele desviem você de seu caminho, de quemvocê é. Portanto, nem de brincadeira e nem de vingança se entregue a alguém,pois, de fato, o resultado maligno, de natureza psicológica, viria com muita forçasobre você. Justamente porque você não é assim. Sim, sem amor tal coisa apenas amergulharia no desvalor e na depressão.4. Procure resolver com ele esta questão o mais rápido possível. Tipo: se ele nãocair na real e as coisas não estiverem resolvidas, você resolverá, oficializando orompimento de seu noivado. Já que, a meu ver, a separação, até por questão desaúde, deveria acontecer logo. Quanto antes, mais tempo ele terá para seenxergar. Mantê-lo ao seu lado apenas atrasa os processos.5. Saiba que existe vida com Deus pra gente que está só ou mal-amada. Evangélicosparece que só têm Deus se o seu relacionamento estiver preto no branco. Vocêexiste para Deus e tem que aprender a ter a alegria Dele em você com noivo ousem noivo. E você pode crescer na fé para atingir essa estabilidade.Sendo assim, saiba que as vezes o tempo é o melhor remédio para curar nossasdores. Ele é um aliado no qual nós podemos confiar, pois, ao seu cargo trazserenidade a um coração partido e esperança de que o amanhã nos deixe cada vezmais próximos de algo que está distante, seja um sonho ou um amor recípocro quevive longe.Salomão disse que há tempo para toda ocasião nessa vida: Há tempo de ficar tristee tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar; tempo de espalharpedras e tempo de ajuntá-las (espalhar o que não é possível juntar); tempo deabraçar e tempo de afastar-se dos abraços; e aqui digo: Quem não nos ama émelhor que se afaste...Quando compreendo essa verdade, percebo que o tempo pode se tornar numacisterna de lágrimas que rolam, cujas lágrimas, ainda que armazenadas estejam,recolhidas serão, pois são preciosas e jamais esquecidas por Deus, que astransformam em bênçãos...
  • 23Em alguns casos, o tempo é o melhor remédio para cicatrizar uma ferida, mas épreciso preencher a mente com pensamentos de paz e não de morte, poispensamentos bons trazem coisas boas — o contrário é bem verdade —, senão logovocê pode enlouquecer e sempre tocar na ferida. Desse modo, o tempo irá tearrastar com ou sem ferida.Portanto, mergulhe na leitura dos Evangelhos, no Novo Testamento e nos Salmos.Também te recomendo a leitura do artigo “Recomeçar” que postei aqui no blog. Iráajudá-la a refletir melhor sobre tudo isso.Cuide de você, de sua saúde, de seu corpo, e de sua mente. Não se enterre juntocom nada. Você é filha da Ressurreição!Receba meu carinho e orações!Nele, que é o Noivo de todas as almas,Pr. RonaldMAIS UMA VÍTIMA DO “EVANGELHO PRÓSPERO”: QUEDECEPÇÃO, NÃO CONSIGO GANHAR GRANA...-----Original Message-----From: Decepcionado: não consigo ganhar grana...Sent: sexta-feira, 14 de outubro de 2009 21:26To: ronaldpqn@yahoo.com.brSubject: Decepcionado: não consigo ganhar granaOlá Pr. RonaldO que me aflige é o fato de nada acontecer em minha vida.Digo: em quase todas as áreas.Quando cheguei aqui acreditei que conseguiria sair logo da casa de minha irmã,que conseguiria me libertar da dependência financeira de minha mãe, que pode-ria começar uma nova vida com minha esposa. Mas nada do que acreditei aconte-ceu.A Palavra diz que os que esperam no Senhor não serão envergonhados. E que te-rão suas forças restauradas, subirão como águias e tal.Mas se não é vergonha o que sinto, o que seria?Quando não consigo comprar coisas básicas para minha esposa, fico envergonha-do. Quando vejo minha mãe ir pagar minha faculdade fico com esse sentimento.Tenho esperado Nele sempre.Sempre acreditei e ainda acredito. Mas porque é que algumas vezes parece queEle não nos ouve, não responde, por mais q eu tente chegar perto Dele?
  • 24Sou músico, e estudo muito música. E para se chegar a um certo nível, precisamosde um método que nos faça chegar mais perto do nosso objetivo. E por anos euacreditei que existia um “método” pra se chegar perto de Deus.Mas nenhum deu resultado.Graças a Deus minha esposa conseguiu um emprego.Que será que eu faço?Bom... é isso.Se não tiver resposta valeu por ter desabafado.Paz... _______________________________________________Meu amigo: Paz!Tenho umas poucas coisas a lhe dizer:1. Este mundo caído é brabo mesmo. “Tereis aflições, mas tende bom animo...”Lembra?2. Este país é o Brasil. Quase ninguém vive de música no Brasil. Você já imaginouquantos amantes da música existem neste país e que estão em sua situação?3. Eu vivo do Evangelho. Por isto, tenho que decidir: se quiser ficar rico devo as-sumir aquilo que muitos fazem: perverter a Palavra; usar o nome de Deus em vão;e vender “pacotes” de falsas esperanças — isso dá dinheiro. Mas se quiser ser fielà Palavra do Evangelho, então tenho que saber: ninguém fica rico crendo no quecreio e nem pregando o que prego. Logo, optei por não ser um homem rico debens materiais, pois, não seria possível, falando em Graça e em libertação domedo, achar que isso me daria muito dinheiro. O medo é o que vende mais.Ora, por que estou dizendo isto?1. Você tem que saber que a vida não é mágica. O “método” é o não método. Evocê não pode medir sua relação com Deus pelas coisas que você obtém. Você émais uma “vítima” desse “evangelho de prosperidade” que está aí. Isso é seqüeladessa desgraça chamada Teologia da Prosperidade. É por isso que afirmo veemen-temente no púlpito da Igreja que pastoreio o meu ódio acerca desse des-evangelho da prosperidade: Por conta desses lobos-ardilosos, os quais ensinamque prosperidade é não passar por carências ou tribulações, ou que pobreza épecado, é coisa para “os sem fé”, ou “coisa do diabo”, etc. Saiba que, na Bíblia,prosperidade não é ter muito, mas é ter sempre! É paz na alma! Ninguém nos diasdo N.T. teria a sua angústia. Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas queera para termos bom ânimo porque Ele venceu o mundo. Não nos é dito que Jesusvenceu as aflições, mas sim que venceste o mundo. Por quê? Porque o mundo élugar de aflições mesmo, meu amigo. Todo mundo nos dias do N.T. sabia que“tribulação” fazia parte do método que gera perseverança, experiência e espe-rança (Rm 5:1-7).2. Você tem que saber que o que escolheu para fazer não dá dinheiro e nem segu-rança. Lembre-se: não existe mágica. Enganaram você. Se você desejar ser músi-co, seja músico. Mas não creia que se você for um músico cristão Deus assumiu o
  • 25compromisso de pagar as suas contas de um modo diferente daquela que pagamos outros músicos.3. Você tem que decidir se vivendo de música você vai sobreviver. É uma escolha.Como Jesus disse: “Que saístes a ver no deserto?” Um príncipe, um rei, etc...Não! “os que se vestem bem assistem nos palácios” (Mt 11.7b,8). A pessoa temque entender quem é. Se você é João Batista só entrará nos Palácios na bandejade Salomé. Se quer ser João Batista não dá pra ser Herodes.E saiba que a cada escolha corresponde uma expectativa.Se Deus quiser me enriquecer Ele o fará. Mas não será por causa do que faço enem do que prego, mas por uma decisão Dele.Eu, de minha parte, sei que meu negócio não é dinheiro, embora eu precise deum mínimo para viver e fazer coisas. Por isto, quando fico apertado, não possoreclamar: foi escolha minha.Portanto, ainda é tempo de redirecionar a sua vida.Pode ser que haja um “Bum” e você “aconteça”. Mas pode ser que não.Então, decida: vai correr o risco ou não?Se escolher correr o risco saiba que você está lutando contra as “probabilidades”— o mundo é difícil e o nome deste pedaço da Terra é Brasil.Se escolher não correr, procure um emprego estável; e toque e cante pra Deuspor puro prazer e alegria, na da viração do dia...Estou apenas tentando ser prático.Afinal, eu não sou Deus. Sou seu irmão de impotência e que também tem que an-dar pela fé, buscando sempre ter bom ânimo.Um grande beijo,Nele,Pr. Ronald.OBS: voar como as águias é não perder a esperança; isto é o renovar das forças.ESTOU DOENTE DE INVEJA!-----Mensagem Original-----De: ESTOU DOENTE DE INVEJA!Para: ronaldpqn@yahoo.com.brAssunto: ME AJUDE!Data: segunda-feira, 16 de novembro de 2009 21:26Oi, Pastor!
  • 26Sei que o sr. não tem nenhuma “obrigação” de responder meu e-mail. Só gostariaque ela tocasse em seu coração e o sr. dispusesse a me ajudar. É que precisomuuuuuuuuuuuuito.Vou lhe abrir minha alma principalmente porque o sr. não me conhece, eprovavelmente nunca vai me conhecer; caso contrário, morreria de vergonha delhe dizer tudo isso que vou dizer agora.Pastor, acho que estou doente: doente da alma, doente de inveja. Inveja que dóiaté os ossos, me sufoca, me faz fazer coisas das quais depois sinto envergonhada.Me tira a paz, me faz infeliz!!!Trata-se da namorada do meu cunhado. O mais curioso é que ela não é o tipo depessoa que admiro. Sempre mantive profunda e intensa admiração por pessoasinteligentes, cultas, bem articuladas, bem informadas. Se elas produziam arte, oualgum trabalho de substancial valor intelectual, esse era o tipo de gente que euqueria para ser meu amigo, para gastar meu tempo. Sempre me apaixonei porhomens assim. Aparência física nunca me disse muito.A namorada do meu cunhado é apenas uma enfermeira que nunca abre um livro,se ela puder evitar. No máximo lê uma dessas revistas que ensinam a se vestir, semaquiar e a agradar um homem. Não dá pra falar com ela sobre temasinteressante que exigem um pouco mais de leitura. O problema é que ela namorameu cunhado. O tipo exato de homem (que Deus me perdoe) que eu sempre quispra mim: culto, sofisticado intelectualmente, bem sucedido profissionalmente,viajado, fala várias línguas, além de ser muito educado.Meu marido (que é irmão caçula dele) é o oposto de tudo isso. Ele éextremamente bonito, e mesmo fazendo faculdade, é do tipo que prefere malhare gastar tempo com esporte. Ele é brincalhão, às vezes meio menino. Mas ele éum homem muito bom, ótimo pai, temente a Deus, muito responsável eapaixonado por mim. Nossa vida sexual é muito boa!Apesar de ter sido criada numa Assembléia de Deus, na cama sou do tipo que“como, limpa a boca e diz: eu não cometi iniquidade”. Casei por amor e creio quecontinuo amando-o muito. Apesar de tudo isso, meu cunhado (a quem só vim aconhecer depois de alguns meses de casada) tem ocupado minha mente mais doque deveria.Na verdade as coisas agora estão bem melhores, mas já houve tempo em que eutransava com meu marido pensando nele – que Deus me perdoe!Me sinto horrível quando lembro disso. Orei muito pedindo a Deus que meajudasse a amá-lo apenas como a um irmão e que colocasse tanto amor no meucoração pelo meu marido que eu não viesse a pensar em nenhum outro homem.Depois, conversando com alguém, achei melhor não orar para começar a amarninguém porque me disseram que o amor tem que ser algo que nasceespontaneamente, etc. Parei de orar e tentei não pensar no tema, e isso meajudou muito.Mas a antipatia por ela permanece. Há muito tempo ela percebeu isso. Eu nuncaverbalizei nenhum dos meus sentimentos por ela, mas sou o tipo que nãoconsegue esconder o que sente. Minha cara, meus gestos e meu silêncio dizemtudo. (Será que meu cunhado percebeu meus impuros sentimentos por ele?)
  • 27Por muito tempo ela continuou sendo gentil comigo e me tratando muito bem. Seique em parte ela estava tentando agradar meu cunhado, que sempre gostoumuito de mim e tem adoração pelo irmão.Eu aproveitei a primeira oportunidade que apareceu para me afastar dele. Umavez houve um mal entendido entre mim, meu marido, ele e a namorada (eles doisfizeram algo que eu interpretei como ruim, eles garantem que não foi nadadisso), e me afastei. Tenho usado isso como desculpa para deixar de falar com elee me recusar a ir visitá-los outra vez.O problema é que os dois e a minha sogra moram aqui nesta mesma cidade(Resende), e minha sogra está sempre ligando e pedindo para a gente ir visitá-la,e assim ela pode ver sua netinha – nossa filha de tres anos.Eu me sinto entre a cruz e a espada, pois gosto muito de minha sogra – ela é comouma mãe para mim – mas quero ficar longe do meu cunhado e da namorada. Oque eu faço, pastor? Quero deixar de invejar minha futura cunhada, deixar desentir o que eu não devo sentir por meu cunhado.Por favor, me ajude a entender essa situação toda. Será que eu não amo meumarido? Eu sinto que eu o amo. Por que então sinto saudades dele quando estálonge? Por que gosto tanto de sexo com ele? Por que me preocupo tanto com ele?Que Deus o ilumine em sua resposta.Beijos(Anônima) _____________________________________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça, Paz e Contentamento!Minha amiga querida, o que vou lhe dizer soará duro, mas não é. É apenas o meudesejo de ser honesto com você a fim de poder ajudá-la. Portanto, não fiquemagoada, mas grata com a verdade.Seu problema é esse culto estético-intelectual. Sua descrição do tipo de genteque você gosta, conta mais sobre isso tudo do que você pensa.Primeiro, saiba, é um horror ser do tipo de gente que confessa que só gosta deum certo tipo de gente. É um horror. Empobrece a alma. Amesquinha o espírito.Torna a pessoa um balão de vaidades, mesmo que aquilo que ela diga gostar nosoutros seja arte, beleza, sensibilidade, cultura, requintes, finezas, e outrosmonstros da etiqueta e do fetiche intelectual.Segundo, esse tipo de atitude é exatamente igual a da namorada de seu cunhado.A diferença é que ela é “banal” – de acordo com seus gostos –, e você é educadaintelectualmente. Mas, na prática, vocês são muito parecidas.Quem confessa as coisas que você confessa – não me refiro a ter tesão nocunhado, mas a dar importância esse besteirol intelectualizado –, não é em nadadiferente da mulher que só gosta de “Caras” e “Contigo”.São ambas irmãs gêmeas. Habitam a mesma região, bem perto das poeiras dochão mais tolo desta existência.
  • 28Vaidade é vaidade! E tanto faz se é a vaidade da maquiagem cosmética ou se évaidade da maquiagem intelectual. Tudo é vaidade!Essas coisas têm que nos servir. Mas o simples fato de darmos a elas essaimportância, já nos apequena, mesmo que só se viva de ler os filósofos e osclássicos da literatura da alma.Este é o primeiro aspecto. Você inveja a ela também porque ela é uma versão devocê que você nunca quis botar para fora – e talvez até negue que queira –, masque está aí, dentro de você.Seu berço na Assembléia explica sua raiva da vaidade cosmética, tanto quantoexplica seu amor pela vaidade intelectual. Lá na Bléia é pecado gostar demaquiagem cosmética, e é vaidade ser intelectual. Então, você “venceu” ambasas coisas fazendo da primeira uma bobagem, e da segunda um requinte paraalma. Ou seja: tanto seu desprezo pela maquiagem quanto seu apego pelointelectual, são fruto do mesmo chão: complexo de culpa e inferioridadeevangélicos.Toda hora eu vejo mulheres com seu berço religioso me contando os mesmossentimentos, ou mostrando os mesmos sintomas. Pensam que isso passadesapercebido, mas não passa. É muito bandeiroso.Ou seja: O estético é pobre. O intelectual é nobre. De fato, querida, purabobagem.Com isto não etou dizendo que sou contra os cuidados com a aparência e nemtampouco contra os prazeres do intelecto. O que estou dizendo é que a ênfasenessas coisas e nas suas supostas importâncias, é, de fato, igual. Isto porqueatribuir tanta importância a essas coisas ainda é algo que se assemlha àempolgação dos “emergentes”, dos novos ricos, com a chamada “alta-sociedade”.Assim, minnha querida, antes de tudo, trate dessas “falsas importâncias”, postoque é na raiz delas que está o seu problema.Digo isto porque seu interesse por seu cunhado vem, supostamente, dessespredicados intelectuais que ele tem, muito “superiores” aos do seu marido. Razãopela qual você se sente tão importunada pela namorada dele, que, a seu ver, nãodeveria estar com ele, posto que uma mulher como você, à seu próprio juízo, éque deveria ter a oportunidade de usufruir a companhia de um homem tão“nobre”.Com relação ainda ao seu cunhado, digo-lhe que provavelmente seuencantamento com ele nada tenha a ver com ele mesmo, mas sim com o “tipo dehomem” que ele é, conforme seu juízo de “valores”.Sem dúvida que esses seu “valores” é que seduzem a você mesma em relação aele, muito mais do que ele próprio, posto que, provavelmente, ele mesmo, semtais “predicados”, nada suscitaria em você.Assim, antes de tudo, saiba: você tem que se curar dessas falsas importâncias. Docontrário, todo homem com tais “predicados” lhe será sempre uma ameaça-tentadora.No que diz respeito ao seu marido, parece não haver dúvidas de que você o ama.Seu problema não é amor, mais vaidade. Você, de fato, não admira o seu marido –não que ele não tenha do que ser admirado; afinal, você mesma disse como ele é
  • 29“legal” –; e é em razão dessa falta de admiração por ele como homem “sensívelintelectualmente” é que vem essa sua predisposição quanto a projetar essa ilusãona direção do seu cunhado.Na realidade você anda tão empolgada com você mesma, e com a superioridadede seus gostos e apreciações, que, ao conhecer o seu cunhado, um pouco depoisde haver casado com o irmão dele, pensou: “Puxa, que azar! Se eu ao menostivesse esperado um pouco... teria encontrado ‘melhor partido’”.Desse modo, digo-lhe, como diria à uma filha se eu tivesse caso ela meapresentasse uma situação dessa:Pare de bobagem, aquiete-se, e aprenda do que se faz um homem; e,certamente, homens não são feitos pelas línguas que falam, pelos livros quelêem, e nem pelos refinamentos de etiqueta que possuam. Homens são feitos deconteúdos mais profundos. No entanto, enquanto você tiver “tipos”, todo aqueleque no “tipo” superar aqueles que no momento forem os seus “tipos”, esseúltimo, “superior”, haverá de provocar em você algum “balanço”.Cobiça é a palavra. E mais: cobiça nada tem a ver com amor, mas com poder.Você olha para a namorada de seu cunhado, e diz: “Essa tola não tem cacife paraser mulher dele. Eu sim”. Olha para o seu marido, e diz: “Tadinho, tão legal, tãoalegre, tão bom. Gosto tanto dele. Mas ele não tem cacife para mim. O irmãodele sim”.Assim, querida, comece a tratar da doença dessa vaidade e você vai começar a sesentir muito melhor, parará de comparar as coisas, e aprenderá a descobrir o querealmente tem valor. E eu lhe garanto: o que tem valor não passa por aí...O que fazer? Ora, esta verdade aqui, por mais dura que lhe pareça, é o caminhode sua libertação. Caia na real e você verá como o seu cunhado deixará de ser umhomem cobiçado por você, e a namorada dele passará a ser apenas a mulher queele gosta de ter.Quanto a você, aproveite seu marido, e não o compare com homem algum. Narealidade você está vivendo de deslumbramentos, e, se a eles se entregar, logodescobrirá que nada disso tem importância, e que casamento de intelectual comintelectual, em geral, nada mais é que comunhão de livros e filósofos, mas, quasesempre, não satisfaz a eles próprios, posto que nem só de livros e filosofias vive ohomem, mas também de carinho, amizade, identificações inexplicáveis, e gostosnão lógicos.Não tema o seu cunhado e nem tenha inveja da namorada dele. Seja grata peloque você tem, e trate muito bem ao seu marido; pois, minha querida, pode serque ele veja o que está acontecendo, e, assim, não venha mais a querer você.Nesse dia, então, você descobrirá quanto custa viver de ilusão.Eu teria muito mais a lhe dizer, mas hoje vou ficar por aqui. E não tema meencontrar e se apresentar. Eu já passei dessa fase – se é que algum dia estive nela– de pensar que as pessoas são monstras em razão do que sentem.Receba meu carinho, meu amor e minhas orações.
  • 30Nele, que não era um intelectual, mas era o Homem dos homens, pois era o Filhodo Homem,Pr. RonaldESTOU COM PAVOR DE MULHER... O DRAMA DE UMQUARENTÃO!-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: ESTOU COM PAVOR DE MULHER... O DRAMA DE UM QUARENTÃO!Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Segunda, 15 de fevereiro, 2010, 01:14hAssunto: ESTOU COM FOBIA DE MULHER....Pr. Ronald, tudo bem?Estou escrevendo pra dizer que depois de ter tido algumas mulheres e duasesposas, desisti delas, e vou tentar viver só.Não agüento mais tanta “insatisfação”. Elas falam até encher o saco, depois eu ficoimpaciente...Aí a culpa é minha quando perco a paciência. Cheguei a conclusão que elas sãoimpossíveis de serem atendidas... Quanto mais romântico..., mais fico devendo...Quanto mais compreensivo, mais tenho que entender tudo... E se eu agüento, porexemplo, quando atrasam para sempre..., até duas ou três horas “atrasando”qualquer coisa... e eu falo, a culpa do atraso é minha... E elas perdoam, oproblema é que nunca esquecem... E dizem que querem a gente, mas não deixam agente ficar junto...Cansei, pastor. Sempre tive mulheres que diziam me amar muito e pareciam sersinceras... Mas não agüentei o tipo de amor que elas pediam... Quanto mais eudava mais eu ficava devendo...Estou com 46 anos... e muito cansado de tanto sonhar que encontraria uma mulhersimples. Parece que está tudo complicado... É “carência” que não acaba nunca... Ea tal da TPM? Agora tudo é TPM.E o pior é que todas as minhas “exs” foram traídas... Pra elas todo homem ésacana... até eu. Isto é que é sacanagem, a gente herdar a sacanagem dos outros...e nunca fiz sacanagem com elas (espero que não leve a mau a vulgaridade daminha expresão). O que eu acho que não agüento é mulher resmungando do meulado. Fico louco, cara. Dá vontade de sair correndo...Acho que é muito difícil um relacionamento onde o casal é experiente de outroscasamentos. É muito complicado pastor. O que o senhor me diz?Eu era feliz e não sabia. E fui eu a pessoa culpada pelo fim de meu primeirocasamento. Só transferi o CEP de meus problemas...
  • 31Parece que estava vivendo num antiquário de almas... todo mundo vem cheio decacarecos... Não gosto de reciclagem...Desculpe... Precisava falar e me desabafar com alguém. Aí veio o senhor na minhacabeça. Não que sua cabeça seja lixeira. Perdão, tá?Um abração de um amigo próximo, e muito distante... e que sonha te abraçar.Aqui em São Bernardo as coisas estão indo tudo bem... Como vão as coisas por aí?Amo você cara! __________________________________Resposta:Meu irmão-amigo: Graça e Paz!Na realidade nunca foi tão difícil manter uma segunda ou terceira relação de modogenuinamente bom; e isto em razão dos muitos “defuntos” que se “herda” quandose estabelece um novo vínculo, e com alguém que tenha tido experiênciastraumáticas no passado.Mas isto não é difícil apenas para os homens, mas também para as mulheres.Afinal, baús de memórias cheios de mágoas ou traumas, todos nós, de um modo ououtro, carregamos conosco; uns mais, outros menos; porém, sempre carregando naalma alguma coisa.E, no processo de denunciar as mulheres que julgam você pelos “outros”, pode serque você também tenha julgado algumas delas por “outras” também. Tudo tempelo menos dois lados!O fato, meu amigo, é que só se tem chance de ter algo realmente “novo” comalguém, se ambos se prevenirem da possibilidade de que os defuntos façamassombração na nova conjugalidade. Do contrário, todo mundo casa com Dona Flore seus pelo menos Dois Maridos! (Isto serve tanto para os homens quanto para asmulheres).O problema é que os “traumas” transferem coisas do passado para o presente, e,além disso, mergulham os sentidos dos implicados no mundo enlouquecedor dasubjetividade, estado no qual cada um desenvolve juízos sobre o outro, sem quehaja realidades objetivas em operação.Aí, meu irmão, não há casamento que agüente!Quanto às queixas que você fez, algumas são chatas mesmo. No entanto, lembre-seque nós, homens, também carregamos muita irritação para a “relação”, muitasvezes com nossa falta de saco para ouvir. É obvio que não deve haver abusos; e,também, é fato que a TPM, embora real, tem sido o álibi mais freqüentementeusado por certas mulheres... (Não por todas!) E por alguns homens também, osquais parecem viver em estado perene de TPM injustificável.Entretanto, meu irmão, dê a si mesmo a chance de se enxergar um pouco, pois,assim, pode ser que você também veja suas próprias chatices.Mas se você está cansado, então, não se canse mais. Pelo menos, não tente nadaenquanto você estiver cansado.
  • 32Além disso, se você procura uma mulher simples, então, veja onde a busca.Aquiete a sua alma e busque em Deus esse discernimento. As complexidadespsicológicas, entretanto, têm crescido muito; e, não raramente, as pessoas acabamse encontrando com gente muito doente de alma. E, nesses dias, quem não andameio doente de alma?Ficar só por um tempo certamente será bom para você. Veja o que é melhor:viver só ou ter alguém, ainda que complicada.Só você pode decidir. No entanto, por enquanto, sossegue um pouco seu coração.Afinal, um cara tão “samaritano de esposas” como você, certamente carrega em simesmo muitas sombras a serem discernidas em si mesmo.Sinto muito se o que disse foi pouco ou mesmo insuficiente para você. Mas é quenão tenho honestamente muito mais a dizer.Mande o meu abraço a essa turma aí em SBC... Sinto muitas saudades de você e dopovo aí! Espero poder abraçá-lo pessoalmente o quanto antes.Seja feliz!E que Deus acalme sua alma, pois, tendo uma alma simples, pode ser que vocêencontre uma mulher simples, e a benção de um amor simples.Quem sabe?Nele, em Quem não é bom estar só, assim como também não é bom viver malacompanhado,Pr. RonaldNÃO A QUERO DE VOLTA: O CONFLITO DE UM MANCEBOVELHO!-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: NÃO A QUERO DE VOLTA: O CONFLITO DE UM MANCEBO VELHO!Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Terça, 15 de junho, 2010, 14:24hAssunto: NÃO A QUERO DE VOLTA: O CONFLITO DE UM MANCEBO VELHO!Pastor, saudações em Cristo.Tenho grande dúvida, dor e angústia no meu peito. Meu coração não descansa epor isso te escrevo suplicando a Deus que de alguma forma o senhor possa meajudar.Namorei 4 anos com uma garota. Tenho 24 e ela20. No início ela terminou 2 vezespor dúvida de sentimento; algo que me gerou muita dor. Ela praticamente foiminha primeira namorada. Depois, no final do namoro, começamos a querercasar, e ao mesmo tempo brigávamos muito.
  • 33Eu era um pouco seco, parece que não me soltva direito, e cobrava dela maisatitude na Igreja, porque eu era muito ativo e ela às vezes queria que saíssemos,passeássemos, etc.Eu achava isso uma tolice e insensatez! (Tenho consciência de que era muitomoralista).Por estes problemas (segundo ela), ela terminou, alegando que eu tinha cabeçade idoso e, logo (2 semanas) começou a namorar.Não quis o término, pois reconhei os meus erros, e queria mudar; mas ela nãoacreditou, pois vínhamos tentando nos acertar há mais ou menos 1 ano.Entretanto, pouco tempo depois, ela disse que não conseguiu me esquecer e meprocurou novamente. Só que eu já estava muito magoado e influenciado pela mi-nha família, amigos e igreja, que falam muito mal dela.Várias pessoas me contaram histórias de que ela mentia pra mim, saía escondido,e que até me traiu. Entretanto, ela me nega tudo de coração; e chora muito porestarem inventando estas mentiras. Diz que as pessoas, por não gostarem dela,deduzem muitas coisas. Quando ela saía com as amigas, mesmo pra lugares queeu não queria ir, ela sempre me contava.Uma amiga dela inclusive disse que antes de terminarmos ela já estava envolvidacom o garoto que depois ela veio a namorar.Estou muito indeciso. A amo muito. Encontro com ela e tenho muita vontade deficar com ela, mas logo vêm as dúvidas, as histórias, influências, medo de estarsendo enganado, ou de não conseguir confiar mais nela.Entretanto, já são 10 meses que ela está atrás de mim. Se mostra muito sofrida earrependida de ter me magoado. Já inclusive conversou com minha mãe pra ten-tar arrumar as coisas.Me ajude Pastor, por favor. Não sei em quem acreditar: no meu coração e nela;ou se no meu medo e opinião das pessoas.Sei que tem muitas coisas a fazer e que seu tempo é curto, mas isso é algo quetem me afligido muito e não consigo tomar uma decisão. Já tentei, mas nãoconsigo. Tenho sofrido muito por isso. Pode acreditar...Sou uma pessoa que dá muito ouvido aos outros...Oro a Deus para que Ele possa te usar a resolver este meu conflito...Abraços... _______________________________________________Resposta:Meu amigo querido: Paz e Segurança!A pior coisa que existe é um cara que nunca foi traído porque nunca confiouem ninguém. Esse morre só.E outra coisa, para ser traído, basta ter alguém ao seu lado!
  • 34Jesus foi traído, sabia que estava sendo traído, mas deixou que o traidor se en-tregasse!Sinceramente o que eu acho é que a menina gosta de você (talvez o ame), masficou cansada de sua caretice velha e idosa, apesar de sua pouca idade, e devetambém ter sido influenciada, assim como você, por amigos; posto que o que di-zem dela a você, também, por outras pessoas, certamente é dito de você para ela– não que a traía, como é o caso de seu círculo de influências, sua “assembléia”,mas sim que você é chato, roda-presa, idoso de alma, careta, cansativo, e candi-dato ao “pé-de-chinelo” e a fazer amor vestindo “meia preta” (crente fanático).Ela deve ter ouvido isto intensamente, e teve todas as demonstrações de que eraassim – afinal, você mesmo reconhece –; e, em razão disso, desejou tentar umcaminho mais alegre e compatível com a idade; porém, na experiência, descobriuque gosta de você, e ficou disposta a “sacrificar a alegria natural da juventude” afim de tentar ficar com você.Voce é quem tem que decidir!Gostar dela, mas não ficar com ela por causa da opinião dos outros, isso é puraidiotice. Ou outros são bons e de opinião, mas ninguém ajuda a matar a solidão.Além disso, você logo descobrirá que esses “outros” não têm compromisso com otodo da existência da gente, e que, por razões as mais diversas, em outras cir-cunstâncias, eles também deixarão você sozinho. Portanto, pense em você e nasua vida, e tome decisões que lhe digam respeito. Esta é a diferença entre ummenino e um homem.Com relação a não confiar mais nela pelo que aconteceu, sinceramente, é fazertempestade em copo d’água. E para avaliar o significado da situação apenas ainverta. Sim, se fosse você que tivesse cansado de modo justificado de todas aschatices dela, e, depois de um tempo, tivesse visto que apesar de tudo você aamava, o que você gostaria de receber: desconfiança crônica ou compreensão?Caso você julgue que se fosse você, no caso dela ainda amar você, seu desejo se-ria de ser perdoado e acolhido, acolha-a, conforme Jesus ensinou.Nós não estamos falando de uma menina leviana, cachorra, sensual, entregue àpromiscuidade, incapaz de desejar algo bom e estável. Não, não é dessa pessoaque nós estamos falando, mas de uma menina, de 20 anos, que teve uma dúvidasaudável, e que foi honesta em seu desejo de não ficar naquilo que não estavafazendo bem a ela.No caso de você decidir acolhê-la, pelo amor de Deus, aprenda a sua lição (a delaela apreendeu), e deixe de ser velho e chato.Meu amigo querido, há bons prazeres e maus prazeres. O segredo da juventude éviver os bons prazeres, que são aqueles que não acumulam desgosto para o futu-ro, e que por isso não significa ser pecado! (Ec 11 e 12).Minha opinião é que se você a ama deve ficar com ela, e não tornar a vida delaum inferno de desconfiança e ciúme; pois, se assim for, ela mesma, outra vez, ecom toda a razão também, não agüentará.Quanto ao que “dizem”, sinceramente, não me interessaria. Me ensinaram, tantoem casa quanto no Evangelho, que o caminho de um homem é dele apenas; e queninguém mais deve ter o poder de lhe interferir nas decisões do coração, mesmo
  • 35que seja para quebrar a cara; posto que nenhuma lição se torna útil até que sejanossa.Receba meu carinho!Seja jovem. Passa muito rápido!Em Cristo,Pr. RonaldESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SE PODE CON-FIAR-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: ESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SE PODE CONFIARPara: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Quarta, 30 de junho, 2010, 2:55Assunto: Alma DesiludidaQuerido irmão no Senhor,Gostaria muito que o senhor pudesse me ajudar com um conselho e direção naminha vida sentimental.Estou extremamente desiludido com as mulheres dos dias atuais. Pode ser que nãoseja algo tão generalizado. Mas vejo que a maioria das mulheres são inseguras. Nãoé a primeira e nem a segunda vez que uma mulher me dá esperanças,possibilidades, cria expectativas sobre algo, mostrando interesse, mas acaba deuma forma ou de outra adiando um possível encontro. Conheci essa moça nocomeço desse ano e nos demos muito bem. Ela é evangélica e diz que quer muitose relacionar. Falei com ela pra gente sair e se conhecer. Várias vezes chamei, emuitas foram as desculpas. Comecei a desconfiar que havia outra pessoa na jogada.Ela nunca me falou nada. Até dizia que se fosse acontecer alguma coisa entre nósque acontecesse. Falava que queria me ver também. Aí, hoje, dia 30 de junho, elame pediu ajuda porque conheceu um cara que não é evangélico e que está“ficando” com ele, já faz 2 semanas. Pô, essas 2 semanas foram as 2 semanas queela disse que iria marcar da gente se encontrar...! Nossa, eu fiquei com muita raivana hora, pelo fato dela ter me dado esperanças, e aí depois vem com uma dessas.O que eu gostaria de te perguntar é como saber quando uma mulher esta gostandoda gente? Tem algo que evidencia isso? Tem alguma atitude? O senhor com suaexperiência deu pra perceber mais ou menos como elas funcionam ? rsrsrsr.....O senhor já pregou em minha igreja, me identifiquei muito com o que foi pregado.Já li os artigos no seu blog e estou sendo abençoado por isso. No entanto, queriauma palavra mais específica que viesse de encontro à minha angústia. Estou muitotriste e com vontade de me isolar e nem gostar mais de alguém para não ter que
  • 36passar por isso. Sou alguém que entro de corpo e alma. Gosto de me doar... E vejoque isso é um grande perigo...Gostaria de um conselho seu pois me encontro muito triste e decepcionado com asmulheres de hoje. Eu cansei de mendigar o amor dos outros, mas vejo que acarência aumenta quando não mendigo o amor dos outros...Aguardo uma resposta sua com todo carinho. Um beijão pro senhor! ____________________________Resposta:Meu caro amigo: Discernimento, Esperança e Paz!Olla, acerca do que me escreveu em particualar “O senhor com sua experiênciadeu pra perceber mais ou menos como elas funcionam? Rsrsrsrs......”, assim lhedigo: Não sou uma pessoa “experiente” ou “experimentada” de váriosrelacionamentos, porém, o que posso compartilhar com você é a “experiênciaadvinda da observação” dos outros e dos fenônemos mais recentes.A cada dia que passa, mais constato, tristemente, que aquilo que um dia secircunscrevia a um grupo pequeno de mulheres, hoje, parece ir crescentemente“engolindo” a alma de boa parte das mulheres; e não apenas as mais jovens; mastambém muitas mulheres das gerações mais velhas.Não há como negar que o acontecimento acima narrado só chocou muito a vocêporque aconteceu com você, com uma menina da igreja, e a partir de um padrãode comportamento bem masculino; posto que, em se tratando de homens, pareceque tais comportamentos já são esperados.Estou querendo dizer as seguintes coisas:1º) Que isso sempre foi considerado um padrão masculino; esse “cozinhar... pra verquem pega”. Ora, mesmo que se diga que não está certo e nem honesto, todavia,em se tratando de homens, a maioria pensa que o cara é esperto, safo, sabe fazeras coisas, deixa todas as mulheres na dele, e depois escolhe a que melhor lhe“apeteça”.2º) As mulheres quebraram o jugo de subserviência que pesava a milênios sobreselas, e, foram para o pólo do pêndulo que elas mesmas abominavam quando erapraticado pelos homens contra elas. Assim, na orgia da liberdade, muitas mulherescaíram no espírito da libertinagem. Infelizmente o fenômeno é crescente.3º) As mulheres, quando se liberam para se tratarem como “matadoras”, ou comoseres com direito ao cio e ao sexo pelo sexo, ou ao “ficar” apenas por estar —,acabam por entrar numa área de profundo perigo para a alma delas. E por quê?Primeiro porque existe no coração de toda mulher o desejo intrínseco de amare ser amada por um homem só. “O teu desejo será para o teu marido”, é algoque está escrito na alma feminina, mesmo da prostituta da esquina: todas, lá nofundo, gostariam de ser de um homem só; e gostariam de que apenas umhomem se deitasse sobre elas; e que apenas um fosse o amigo e pai de seusfilhos. No entanto, dado ao acúmulo de opressão e abuso masculinos, tanto asmulheres de gerações mais antigas que casaram e foram mal sucedidas nocasamento, quanto também as mais novas de nossa geração, acabaram por entrarnum espírito de “igualdade suicida”. Digo isto porque as mulheres podem até sairagindo como os homens mais velhacos o fazem; no entanto, a casca grossa da alma
  • 37macha, mesmo que sofra e se faça mal em tais processos, parece não internalizaras conseqüências do modo auto-destrutivo como vejo acontecendo com asmulheres.4º) A cada dia mais vejo como o que eu disse acima, e que parece um exagerofrente a sua questão — que é tola se comparada com a descrição que estou fazendo—, ganha contornos cotidianos. Você vê meninas com carinhas de santinhas, dentroda igreja, às vezes até namorando um crente, para fins de consumo social ereligioso —; enquanto do lado de fora têm casos sexuais com o patrão, os colegasde trabalho, encontros pela internet através de e-mails, salas de bate-papo, sitesde relacionamentos e outros; enquanto o “crente” é o menino que anda de “mãosdadas” com a “crente” para “o bom andamento dos trabalhos”.O fato é que gente boa como você e muitos outros são os que estão pagando opreço do que não fizeram individualmente, mas que fizeram como membros dacoletividade masculina. E mais: a diferença entre o comportamento do homemmatador, e da mulher matadora, já não existe.Ou seja: tenho observado e dito à alguns que os homens estão tendo agora de voltao tipo de mulher que antes eles pegavam na surdina, como mulher fácil, enquantoeles casavam com alguma santinha para cuidar da casa. Sim, agora, os papéis setornaram equivalentes, e as mulheres que antes foram usadas, agora usam; e asque antes queriam ser santinhas para casar, agora, muitas vezes, assim procedemapenas para ter um maridão em casa, mas, muitas delas, estão cada vez maisnaturalmente tendo casos com pessoas de fora, do trabalho...; ou até com amigose amigas — as chamadas “amizades coloridas”.Está é a geração da suruba!Ora, isto que digo é uma generalização, mas está, agora, longe de ser um exagero.Digo isto porque vejo como a mulherada está com fogo e despudor quanto a atacaruma vítima do desejo.E mais: vejo como as amigas, invariavelmente, sentem-se até ofendidas quandouma mulher não se iguala a elas na questão de como tratam o sexo; no caso deserem amigas que não embarcam na orgia das relações sem significado.Para mim isso é sinal de que o amor está se esfriando, se apagando das almas, e oque prevalece é a lei da orgia, do hedonismo, do bacanal, do troca-troca, dabanalização total do sexo, e da busca desenfreada pelo orgasmo perfeito; nãoimportando nem como e nem com quem: as pessoas estão como éguas no cio:querem gozar! (me perdoe o “chulismo” de minha colocação... você pediu minhaopinião e eu estou rasgando o verbo aqui querido assim como faço em quaisquerlugares, inclusive em minha própria Igreja – e que minhas ovelhas o digam...)Hoje em dia conheço poucas mulheres que seriam capazes de se manterem fiéis asi mesmas — especialmente se foram traídas ou abandonadas —, não se entregandoa ninguém apenas porque não amam a ninguém. Nesse caso, tais mulheres sofremintensa perseguição das próprias amigas, todas querendo ver essa “sobrevivente”do espírito da orgia, ceder; e tornar-se como elas.Você perguntou como identificar interesse genuíno?
  • 381º) Não se interesse por mulheres que parecem ser movidas por fogo. Taismulheres podem até ser boas para uma temporada, mas dificilmente serão pessoaspara estarem ao lado o resto da vida.2º) Uma mulher genuinamente interessada num homem não enrola. Ela não deveser afoita, mas jamais deverá ser displicente. Quem quer de modo sério, nãoenrola.3º) Toda mulher interessada num homem não tem como esconder isso. Brilha.Brota nos olhos. Vaza como energia. Se transforma em atenção completamentediferenciada, embora sutil.O melhor critério penso ser o seguinte:1º) Jamais seja ou dê a entender que você é um bom amigo, se seu desejo é serhomem para aquela mulher. Nunca fui amigo de mulher se meu desejo era tê-lapara mim. Essa também é a razão pela qual jamais uma mulher na qual eu tenhaestado interessado teve qualquer dúvida a respeito do que eu queria; e,justamente por essa razão, jamais fui procurado por uma mulher que eu queriasendo objeto de uma suposta ignorância minha a respeito de que poderia ser“amizade” o que estivesse “rolando” entre nós.Além disso, eu não sou uma boa ajuda prática nessa hora, posto que tudo o que seisobre esses jogos, vem da observação de outros; pois que eu mesmo, jamaispaquerei, jamais fiquei de risinhos prolongados, e jamais iludi mulher nenhuma.Sempre que quis e me interessei, logo deixei isso imediatamente tão claro, que nãohavia para a mulher uma terceira alternativa; posto que ou ela queria, e logo; oujá deixava logo claro, quando acontecia de não poder ou querer, que estavacomprometida.Minha teoria é que quem quer, vai, diz, e pega; se houver vontade de ambos. Oprocesso pode até durar uns dias; mas não creio em paqueras eternas, e nem emsentimentos que crescem apenas porque os dois não tiveram outra alternativa.Sugiro que você seja claro e direto!Por outro lado, não se impressione apenas com beleza exterior se seu interesseé algo sério. Muitas vezes as mulheres mais belas, pela própria fartura com a qualsão assediadas, acabam por desenvolver uma atitude muito pouco confiável.Portanto, nesse caso, olhe muito também para a atitude, para a história, para aconsistência do comportamento, e, sobretudo, para o modo como essa pessoa setrata em relação aos homens.E MAIS: TENHA PAVOR DE MULHER CARENTE!Mulher carente é a mais fácil vítima de qualquer coisa, pois, seu auto-enganosempre chama a “aventura” de “paixão”; e, assim, de “paixão em paixão”, abichinha acaba por virar “maria batalhão”.O problema é a quantidade de relações sexuais que uma pessoa vai tendo pelavida — especialmente no caso de mulheres, dada a sua constituição psicológicaoriginal —, as quais, marcam a alma da gente, criam memórias, estabelecemreferencias, criam o ambiente propício às comparações que acabam por relativizaro que a pessoa está tendo no momento; e, sobretudo, deixam na alma tantasmarcas e memórias, que muita gente acaba por construir um composer de amantes
  • 39anteriores: as pernas do fulano, a boca do beltrano, a ginga do fulaninho, a pegadado beltraninho, o papo do outro, a família legal de um outro ainda, os confortosque um deles propiciava, etc... Ora, quando isto acontece, e alma se deixa levarpara dentro desse mundo de comparações — e que são fruto de muitas memórias eexperiências —, a tendência dessa pessoa é viver insatisfeita; e, portanto, commuita tendência a buscar fazer umas “re-atualizações”; ou, quem sabe: tentarter o marido para a casa, um amigo especial para uma transada mensal, e um exde muito tempo, inesquecível, com quem, de vez em quando, a pessoa dá umare-atualizada na saudade.Portanto, a questão não é virgindade sexual; mas sim padrão “Evangélico”, padrãocomportamental, padrão de valoração familiares e diria também “simplicidadepsicológica”. Sim, a melhor mulher é aquela a quem a gente ama, que ama agente, e que não carrega um “álbum” de casos e referencias nas costas; pois,mesmo que já tenha tido outros na intimidade, não se deixou complexificar peloseventos; e isso só acontece quando a pessoa não se apaixonou “loucamente” porninguém antes; posto que, quando isso acontece, dificilmente essa marca sairá daalma; isso se foi forte, fundo, intimo, verdadeiro e longo. Sendo assim, esta precisade libertação meu amigo!Assim, se você gostar de uma mulher que já foi loucamente apaixonada, veja bemse o que ela quer ter com você é com você mesmo, e por razões maiores à maiorpaixão anterior; e, também, veja se a tal pessoa é simples de espírito; pois,ninguém consegue ser feliz com uma mulher que quando fecha os olhos tem todasas referências possíveis de casos de amor para lembrar.Somente três coisas podem ajudar as mulheres hoje, do jeito que as coisasestão indo:1º) Um movimento masculino de valorização pessoal. Ou seja: os homens têmque dar valor aos seus “órgãos genitais”; e pararem com essa história de quemulher com “doença de machado” — que não podem ver um “tronco em pé equerem derrubar”, as que querem “ceder”, tem que ser “faturada”. Se os homensainda quiserem ter mulheres confiáveis, eles mesmos precisaram mudar o padrãopessoal. Tá chegando a hora em que o homem mais desejado será o mais sério edifícil.2º) Um exercício masculino por não privilegiar mulher sacana, embora“apetecível”. Somente quando a gostosura não tiver mais poder sobre algunshomens é que certas mulheres começarão a acordar.3º) As mulheres devem voltar-se para a Bíblia. Pois como escrevi anteriormente,está instituído na essência da alma e na natureza da mulher o desejo de amar e seramada por um único homem. “O teu desejo será para o teu marido”. Ou seja:como sempre foram as mulheres àquelas que mais foram abusadas pelos homens,pelo machismo que perdurou durante séculos em nossa cultura, elas acabaramcaindo noutro extremo: o feminismo absolutista premente hoje. Como quemdizem: “chegou nossa hora da liberação sexual feminina!”. E assim elas, agora,foram para o outro pólo. Conseqüentemente, está em vigor a banalizaçãogeneralizada do sexo, do casamento, fazendo com que a Bíblia se tornasse apenas ohóspede da “presente cultura”, mas não mais sua fonte de determinação, demudança, de critérios fundantes e de reais princípios que sempre serão essenciais
  • 40para a saúde emocional-psicológica-espiritual da alma feminina — e aqui digo: detodo ser humano.Mas não fique traumatizado. Há ainda muita menina legal e não viciada nalibertinagem. Por isso, não se impressione com a menina-macho, nem com afêmea-garanhão. Elas, infelizmente, acabarão tristes, sozinhas, e cada vez maiscarentes; e, mais entregues a paixões que dissolvem as referências do ser.Receba meu beijo e carinho!Nele, em Quem todo aquele que ama o que é bom casa para a felicidade,Pr. RonaldESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SE POSSACONFIAR – PARTE 2Alguém escreveu sobre o assunto: “ESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SEPOSSA CONFIAR... ______________________________De: Está difícil de achar mulheres que se possa confiar – parte 2Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEnviadas: Sábado, 22 de Janeiro de 2011 0:35:59Assunto: Mensagem no blogGraça e paz irmão!Tenho lido alguns artigos, perguntas e respostas postadas em seu blog e acredite,tem sido muito enriquecedor.Porém estava lendo um intitulado: "Está difícil achar mulheres que se possa confi-ar" e confesso que achei um pensamento um tanto quanto preconcebido. Sooucomo algo generalizado, como se esse tipo de comportamento, como você mesmointitulou de "suruba", fosse comum a todas as mulheres dos dias atuais.Confesso que tenho que concordar que estamos sim vivendo dias de sodomitas eque a mulher em busca da igualdade acabou perdendo valores, mas também nãoposso deixar de mencionar que muitas delas que assumem tal comportamento (amaioria tem uma carência emocional grande), não conseguem evitá-lo e muitassofrem por isso. A maioria delas tomam determinadas atitudes se tornando "figu-rinha fácil" ou ainda "colecionadora de relacionamentos", não porque querem esim porque não conseguem evitar, se esforçam, porem não conseguem evitar.Muitas têm a si mesma como seu pior algoz, mas não saem desse ciclo vicioso eisso por quê? Como não conseguem? Porque são levadas a isso, vai além de suaforça para evitar, são impulsionadas por espíritos demoníacos e acredite, existemuitos crentes, protestantes, evangélicos, cristãos... enfim, endemoninhados.
  • 41Digo isso, porque tenho acompanhado adolescentes, jovens, mulheres, senhorasque passaram e que ainda passam por isso e acredite, elas são apontadas, acusa-das, rotuladas e na maioria das vezes nem sabem ao menos porque. Faça umabusca na vida dessas mulheres, em seus descendentes, de como é a vida afetivade seus familiares e verá que a maioria de seus familiares passam ou passarampor algo parecido.Quando se deparar com uma mulher fácil, carente, não fuja dela, ajude-a... étudo que ela precisa.E que o amor de Deus que excede todo entendimento esteja sobre sua vida e emsua vida.Abraços e bom fds.S.S. __________________________________________________Resposta:Querida irmã S. S.: Paz e Discernimento!Quero agradecer sua cartinha, pois percebi sua preocupação com a perseguiçãomoral-religiosa da “igreja” contra as vítimas de suas próprias doenças psicológicas(definida por você como carência).Acrescido a isto, devo dizer que não julgo estar certo em tudo o que afirmo. To-davia, tudo o que digo é o que corresponde “a minha” verdade, fruto das minhasobservações e experiências pessoais. E jamais iria contra a verdade de minha pró-pria consciência. O que peço, é que as pessoas julguem “o erro de minhas pala-vras” pela Palavra.Você me escreveu dizendo que estava lendo um artigo intitulado “ESTÁ DIFÍCILACHAR MULHERES QUE SE POSSA CONFIAR” e disse: “e confesso que achei um pen-samento um tanto quanto preconcebido. Soou como um algo generalizado, comose esse tipo de comportamento, como vc mesmo intitulou de ‘suruba’ fosse co-mum a todas as mulheres dos dias atuais”.Permita esclarecer-lhe algumas coisas, e também informar-lhe sobre outras, poisa despeito de você acompanhar adolescentes, jovens, mulheres e senhoras quesofrem por carências afetivas e são julgadas moralmente como “pessoas fáceis”por se entregarem a tais sentimentos, você deve meditar sobre algumas coisinhas.Volto a afirmar o que escrevi no post lido por você: O fenômeno é uma generali-zação.Com isso minha amada irmã, não quis dizer e não disse que o ocorrido acontececom todas as mulheres. O que disse é que o evento é algo que tornou-se comum;difundiu-se; tornou-se comum a muitas pessoas; estendeu-se; propagou-se; uni-versalizou-se e está longe de ser um exagero.Não sei se você se recorda, mas logo no segundo parágrafo do meu artigo, deixeiisso claro quando escrevi: “A cada dia que passa, mais constato, tristemente, queaquilo que um dia se circunscrevia a um grupo pequeno de mulheres, hoje, pare-ce ir crescentemente ‘engolindo’ a alma de boa parte das mulheres; e não ape-nas as mais jovens; mas também muitas mulheres das gerações mais velhas.”.
  • 42Acredito que vivo de modo bastante identificado com o que acontece na almahumana. Com isto afirmo que tudo quanto me alcança como experiência possívelda alma humana (nesse caso, não a minha própria como sujeito da experiência),me interessa no mínimo como percepção do que pode ser um outro modo de ver esentir as coisas: o modo do outro.Digo isto ainda que sabendo que a verdade da realidade e a realidade da verdadeexistencial-individual, só pode ser discernida como tal por aquele que vive a ex-periência, posto que esta nunca foi e nem será a mesma, apenas porque aqueleque a experimenta é um ser-lugar-de-percepção-e-obervação-única-na-existência:um indivíduo.Somente Deus pode ver de onde cada indivíduo é e está. Por isso, também, só Elepode julgar — ninguém mais —; podendo nós, observadores exteriores, apenastentar entender e discernir as almas, mas não para julgá-las, posto que nós nãosabemos o que é ser o outro. Ora, muitas vezes não sabemos nem mesmo como éser a gente mesmo.Estou dizendo isto como introdução apenas porque gostaria de dar algumas im-pressões minhas ao que penso e observo nas mulheres e nos homens atualmente.As mulheres são as maiores vítimas afetivas e emocionais da terra, sem falar nasdemais áreas nas quais a mulher ainda experimenta muito tratamento sutilmentedesigual — isso nas nossas sociedades ocidentais—; ou explícito, como aconteceem muitos lugares do planeta.Nos últimos 10 anos, eu, pessoalmente, e como observador e pesquisador curioso,vi muitas mudanças acontecerem na vida das mulheres.Ganhos, progressos, conquistas, acesso, liberdade, direito, educação, cultura, ecoragem transformada em decisão — são realidades que se pode facilmente per-ceber como patrimônio conquistado pelas mulheres contra a tirania da cultura dosmachos inseguros.Há muito que me agrada muito mais conversar com mulheres do que com homensquando a assunto tem a ver com percepções da vida. Aqui e ali encontro homensque são como picos de sensibilidade, mas, no geral, os homens são muito básicose trogloditas, afetiva e emocionalmente. As mulheres, todavia, na média, sãomuito mais perceptivas para as coisas do coração, e levam mais a sério a existên-cia de suas almas.No entanto, nos últimos dois ou três anos, tenho ouvido muitos homens se quei-xando de que não há mulheres na praça... que vivem cheios de meninas dandomole, mas acham difícil encontrar uma legal para namorar mesmo.Ora, se você diz que o mundo está tomado por um enxame de mulheres, e queelas estão ávidas e disponíveis, não raramente ouve os caras dizerem que é jus-tamente esse o problema.“Elas estão dando muito moles... vão pra cama fácil... é só chegar e pegar... sótem cachorra... dá pra correr uma milha com ela, mas não dá pra tirar uma cri-a... são boas para uma noitada, mas não dá pra levar pra casa...”— e assim se-gue.Também vejo moços de 20 anos querendo namorar sem conseguir... enquanto, aomesmo tempo, não sabem onde enfiar tantas meninas que atrás deles correm...
  • 43querendo “ficar”... “ir pra cama”... “fazer qualquer coisa”... ansiosas por emo-ções e por histórias pra contar.Isso sem falar nas meninas que dizem que “pegaram o menino”, que “ficaram com9 numa noite”; ou mesmo que “comeram o carinha”; ou que “traçaram o namora-do da fulaninha”.Ora, a angústia desses machos que também são homens é patrocinada por elespróprios, como espécie; posto que o ideal dos machos é ter um monte de mulhe-res, e as têm cada vez com mais facilidade. Entretanto, paradoxalmente, quantomais as têm, menos mulheres sobram a contento masculino. Isto, é claro, quandochega a hora do cara desejar escolher alguém para tentar passar a vida junto.Assim, os homens adoram ser “matadores” até a hora de buscarem uma mulhernão para “ficar”, mas, sim, para de fato ficar.Sim, adoram a fartura até que chega a hora de quererem levar apenas “uma” pa-ra casa, em paz.Provavelmente tenha chegado a hora em que o homem mais buscado seja o maisdifícil, do mesmo modo como as mulheres mais desejáveis para um homem são asmais inacessíveis.Talvez seja um movimento de homens que “não dão mole” e nem aceitam umamulher só porque “ela quer”, aquilo que, quem sabe, restaure nas mulheres aantiga ambição de se preservarem mais, e se verem outra vez como tesouros pre-ciosos.O fato é que a situação se assemelha a um cachorro correndo atrás do própriorabo, posto que o comportamento dos homens é a Causa, o das mulheres o Efeitodo fenômeno que aqui descrevo. Mas, dado o presente volume do “efeito”, o pró-prio “efeito” está se tornando a “causa” de um efeito muito pior, e que se volta-rá, logo, sobre as próprias mulheres: a escassez de homens de verdade.Somente as palavras de Jesus nos fazem entender o que acabei de dizer, e, assim,espiritualmente, definirem para nós o significado do que seja um cachorro quecorre atrás do próprio rabo.“Aquele que tenta ganhar a sua vida, a perde; e aquele que a perde, esse a ga-nha” — este é o diagnóstico.“Aquilo que quereis que os outros vos façam, fazei vós antes a eles” — é a pro-posta para quebrar o ciclo.No entanto, sendo simples e prático, desejo dizer não só a você, mas a todas àsamigas e irmãs, mulheres, jovens, virgens ou experientes... que ainda é tempo detodas as mulheres deixarem de se espelhar na palhaçada dos homens, e, assim,deixarem de repeti-los em sua estupidez de garanhões.Mulher garanhôa acaba velha e só...Acho trágico quando sinto numa mulher o espírito “matador” de um homem.Lamento quando vejo que a beleza não é mais apenas vista, ela tem que ser toca-da, provada por muitos, a fim de que a própria bela seja, de fato, provada comobela para si mesma e para os outros.
  • 44Sinto muito quando vejo mulheres se submeterem ao conselho de que um verda-deiro amor só se cura na galinhagem.Lamento, como disse, ver que um moço de 20 anos, bonito e perseguido por me-ninas, já esteja cansado, e, não encontre nenhuma menina para quem um rela-cionamento não seja um jogo, uma trama; ou que só encontre meninas que jáchegam tão rodadas que o menino tem medo de encarar.Ou seja: lamento que as mulheres estejam fazendo o mesmo jogo feio que os ma-chos fizeram tanto tempo; aliás, o tempo todo.Digo isto porque me parece que nas mulheres o buraco existencial fica maior doque nos homens quando a variedade se instala como brincadeira. Por essa razãotambém me parece que muitas mulheres acabam por se tornar o que você me es-creveu: “grandes carentes”. Realidade essa que as leva, cada vez mais, a darem-se aos homens “da hora”, sem qualquer critério.Ora, tal fato parece esburacá-las ainda mais, psicológica e existencialmente. E,tragicamente, as deixa correndo atrás daquilo que elas mesmas estão espantandopelo ato de correr atrás: os homens!Hoje a maioria dos homens contam com o desespero das mulheres. E com a ofertaque existe... imensa..., os caras ficam tranqüilos, sabendo que se não pegaremessa, pegarão aquela... e assim vai. Desse modo, tanto as mulheres vão se dissol-vendo e ficando cada vez mais carentes, como também os homens vão ficandocada vez mais idiotados!A moçada tá querendo é “pegar” mesmo! Por isso, as mulheres não podem darmole e nem ser fáceis. As mulheres, muitas vezes, pensam que têm que aceitar aproposta — seja ela qual for — porque o “mercado está difícil”. Todavia, é essatentativa de facilitar as coisas para os homens aquilo que mais a “galinhada” doshomens querem. Paradoxalmente, mais torna a mulher inviável para o homem nahora em que ele quer uma coisa séria.Somente quando as mulheres voltarem a não “dar mole” é que os homens verãoque terão que fazer alguma forma de “up-grade” existencial e psicológico, dei-xando de lado a idiotice, a aprendendo o que é ser um homem de verdade.Sendo assim, o que está por detrás, na maioria das vezes, desse “papo de carên-cia” é a mulher que “se torna” carente justamente por extrair de sua própria fe-minilidade lançando mão de seu poder de sedução os homens sem qualquer fun-damento.Lamento ver tantas jóias sendo usadas como bijuteria descartável!Não há nada de especial e analítico nestas minhas palavras a você.Não tento aqui olhar a questão por muitos ângulos.Não há aqui qualquer interesse de tornar essa análise em algo técnico ou exausti-vo.Não há aqui qualquer julgamento. Nem tampouco qualquer defesa.O que há aqui é apenas o espasmo de um sentimento, e que é fruto de solidarie-dade para com as mulheres, e não uma crítica a elas.
  • 45Ao contrário, se aqui há uma crítica, é aos homens, que são a causa primal dessemal que hoje se tornou algo “em-si”, à menos que tanto homens quanto mulherescomecem a ser mais sóbrios em relação ao valor de si próprios.Entenda que não escrevo nada com base no que apenas penso, mas com os olhosda análise, da observação. Eu já tenho feito, como você me recomendou, uma“busca” na vida de muitos aos quais a mim se achegam pedindo ajuda. Há 10 anostrabalho com aconselhamento. E levo profundamente a sério as idiossincrasias —os meios de influências sociais, familiares, genéticos e espirituais — as quais taispessoas foram sendo desenvolvidas. Portanto, não tem a ver com preconceito,mas com saúde emocional e espiritual. O que posto no blog, na maioria das vezes— e disso tenho o testemunho daqueles que me escrevem — se transforma em sa-úde espiritual e psicológica.Procuro entender tudo e todos. Sei das carências humanas e que acidentes acon-tecem com qualquer um. Jamais recomendo as pessoas “receitinhas de felicida-des”. Tenho compromisso com a alma e a espiritualidade das pessoas.Ora, tudo o que aqui digo em nada se relaciona à “moral” e nem na ética das “e-tiquetas sociais”, mas sim em saúde humana, psicológica e espiritual, e, sobretu-do, tem a ver com uma sugestão para a vida, e que, julgo eu, tem tudo a ver como espírito do Evangelho de Jesus.Ah! Com o que mais me deparo na vida é com mulher carente — o blog é uma pro-va disso, embora não me sinto impelido em nada do que aqui digo ter a “necessi-dade de provar” — e jamais fujo delas; uma das coisas que eu mais faço na vida éajudá-las, talvez mais do que a maioria dos pastores que você conhece, acredi-te...Digo também a você que não existem muitos crentes, protestantes, evangélicos,cristãos (como você definiu) padecendo “desse espírito”, mas “a grande maioria”estão sob esse estigma de opressão dentro das igrejas evangélicas.E outra: Quando escrevi ao jovem para que ele fugisse de mulher carente, estavarespondendo a sua pergunta como critério de escolha, a fim de que ele não cor-resse riscos desnecessários e viesse a sofrer futuramente, mas não para se esqui-var das que precisam de ajuda. Tampouco quis insinuar a inviabilização da felici-dade de qualquer pessoa, sendo ela carente ou não.Todavia, assim como escrevi, afirmo: Eu tenho pavor de mulher carente! E tenhoas minhas razões pessoais para isso. Afinal, elas são a mais fácil vítima de qual-quer coisa, pois, como mencionei, seu auto-engano sempre chama a “aventura”de “paixão”; e, assim, de “paixão em paixão”, a bichinha acaba por virar “Mariabatalhão”. A tendência de tais mulheres é viverem insatisfeitas e, portanto, commuita tendência a buscar fazer umas “re-atualizações”... E tudo fruto de imatu-ridade que, em grande parte, é erradamente encarada, tradada ou chamada de“carência”.Quanto ao mais, no blog existe opiniões minhas, e muito mais bem apresentadasdo que esta, acerca do mesmo tema. Leia outros textos, leia o quanto puder, re-vire o blog de ponta a cabeça, e logo, você verá outros textos onde o assunto étratado.Um beijo carinhoso pra você!
  • 46Nele,Pr. Ronald.RÉPLICA DO “ESTÁ DIFÍCIL DE ACHAR MULHERES QUE SE POS-SA CONFIAR – PARTE 2”De: Réplica “Está difícil de achar mulheres que se possa confiar – parte 2”Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEnviadas: Sábado, 22 de Janeiro de 2011 19:03Assunto: Res: Res: mensagem no blogCaro Pastor Ronald: Paz e um olhar amplo!Vc gosta de escrever hein! Admiro pessoas inteligentes! Me senti escutando umapregação...rs, o que não é de todo ruim, porém acho que não entendeu a essên-cia do que escrevi.Se tiver oportunidade acompanhe um cristão que trabalhe com libertação de espí-ritos territorialistas, mas uma pessoa q saiba o que esta fazendo e não esses os qvemos por aí que nem sabem o que estão mandando embora. Assim terá maisconceitos agregados aos seus, fazendo parte de sua experiência, pq assim comovc, também creio que nossas experiências são nossas e não podem ser anuladasdiante de um pensamento contrário ao nosso, isso foi até algumas vezes motivosde polêmicas em alguns estudos onde pessoas mais velhas, queriam que seus pen-samentos prevalecessem sem levar em considerações as experiências pessoais.Não estou fazendo críticas ao seu modo de agir ou pensar, somente fiz uma suges-tão e volto a fazer, que acompanhe com um olhar disposto a enxergar o que estápor trás dessas carências e aqui cabe uma ressalva, essa carência não foi intitula-da por mim e sim por vc mesmo, apenas usei a mesma palavra.Não o conheço pessoalmente e também não sei se teremos a oportunidade de nosconhecermos, algo que para mim é irrelevante. Porém quero deixar registrado,que mesmo não concordando com determinadas posturas (isso digo com relação aalguns jargões mencionados e até mesmo algumas palavras) minha admiração porvc aumenta, pois posso ver que vc busca de verdade a intimidade com o Espíritopara auxiliar pessoas que necessitem de ajuda, seja ela qual for.E para finalizar, pois sou mais objetiva...rs, as indagações dos homens sobre nãoconseguirem um relacionamento sério, também são as mesmas das mulheres, masacredito que vc já tem conhecimento sobre essa questão e não posso crer que nomeio metodista esses rapazes não encontrem moças que queiram algo mais serioe isso não digo por mim, já que sou solteira e não estou a procura de ninguém,posto que prefiro ficar só do que ficar com alguém sem ter algum sentimento quejustifique o estar acompanhada, mas sim de algumas amigas que tenho e atémesmo das filhas amigas.Sem mais para o momento. Desejo que o Senhor Jesus continue a orientá-lo paraque possa continuar com os aconselhamentos, pois todo pastor metodista é pastorde ovelhas e suas ovelhas tem prazer em ouvir a voz de seu pastor.
  • 47Att,S.S. _______________________________________________Resposta:Mana querida: Graça e Paz!Mais uma vez: Obrigado pelo seu carinho e suas sugestões.Me desculpe se a fiz sentir “sermonizada” rsrs. Não foi minha intenção. Mesmoporque não gosto de “pregações” ou “sermões” — isso me reporta aos religiosos —,mas somente de Mensagem Evangélica.Bom, vou tentar ser conciso, mas não é uma promessa! rsrs.Saiba que entendi sim o que escreveu. É que não quis polemizar e, sobretudo, nãoprocuro dar ênfase àquilo que em minha opinião não é Evangelho.As pessoas (crédulas) têm muitas dificuldades para discernir entre o humano e odivino; dificuldades em separar os elementos espirituais dos elementos e meca-nismos humanos. Espiritualizam questões que não são propriamente de ordem espi-ritual.Você me falou em seu e-mail anterior que muitas mulheres assumem o papel de“mulher fácil” — cuja maioria tem uma carência emocional grande e sofrem pornão conseguirem evitar serem “figurinhas fáceis” — como possibilidade disto seralgo demoníaco. Lembra? E agora, na tentativa de explicar melhor, você vem medizer que essas atitudes, que você antes denominou-as de “colecionadora de rela-cionamentos”, podem se tratar de algo vinculado à demônios territorialistas. Bom,foi o que você me escreveu.Não nego que as carências afetivas, em alguns casos raros, podem ser de fontesespirituais. Porém, o que percebo, é que em quase todos os casos, os demônios quemais agridem a alma humana não são os “espirituais”, ou os “territorialistas”, esempre, quando há possessões ou opressões malignas existe uma ligação da posses-são com a história da pessoa.Já vi diversos estágios de possessões demoníacas em minha caminhada: sujeiçãodemoníaca — àqueles em que a pessoa está sob opressão demoníaca, porém temconsciência de tudo à sua volta; ela assisti o que está em sua volta, mas ainda temdomínio sob seus comando. Já vi estados de possessões demoníacas: que são aque-les em que a pessoa está com sua mente tomada e algo domina todos os seus co-mandos. Já me deparei com os estados híbridos de possessão, que são aqueles quegeram uma disfunção psíquica permanente (uma espécie de psiquismo de posses-so); ou quando em razão de uma disfunção psíquica acompanhada de ódio ou baixaauto-estima, a pessoa evoluiu da doença mental para um estado de possessão si-multânea. Ora, isto sem falar nos inúmeros casos de doença mental que se fazem“condicionar” pela aparência aprendida pelo doente de como seria se manifes-tar como um possesso (que em geral são os “casos” de demônio que se vê nas “i-grejas”).
  • 48Na realidade fui aprendendo as sutilezas e as filigranas que separam um estado dooutro; e, assim, pela Graça, fui discernindo como ajudar no caso de possessos, nocaso de doentes mentais sofrendo de uma obsessão demoníaca; bem como fui a-prendendo a perceber os “casos híbridos” e os casos da doença mental propriamen-te dita.Agora, a despeito dessas coisas serem sérias e reais, no caso que você me exempli-ficou, quando discorreu sobre os demônios territorialistas que poderiam estar pordetrás de algumas “carências” — lembrando que não foi eu que, como você disse,“intitulei”, antes quero lembrá-la que foi você quem me sugeriu a perceber que oque pode estar por detrás dessas coisas são demônios — lhe afirmo que a discussãoé muito mais séria. Não se trata simplesmente, minha amada, sobre demônios ter-ritorialistas; é sobre se a Cruz de Cristo é ou não é.Não dá para se seccionar a questão.Aos que pretendem fazê-lo, Paulo diz e eu com ele: “Vós vos colocastes outra vezsobre a maldição da Lei; da Graça decaístes!”O escrito de dívidas — a lei —, que dava poder de neurotização aos espíritos sobre amente humana, foi removido, cancelado, e encravado na Cruz. E, assim, as cama-das espirituais — principados e potestades — foram expostas ao desprezo, e foram“despojadas na Cruz”.Hoje, eu tenho mais razão para temer o que me pode fazer o mortal, o homem,pois eis que este não se contem nos limites de sua dimensão, e expressa seu poderdimensional, na Terra, até mesmo com a força e a intervenção de quem pode ma-tar o corpo, e muito pior: usar sua perversidade para matar seu semelhante semtirar-lhe a existência.Hoje, para nós, mais perigosos que os demônios, são os homens.O homem virou o seu pior diabo! É o diabo-humano!Talvez você esteja aí pensando: “Mas nossa luta não é contra carne ou sangue, mascontra principados e potestades que operam nas regiões celestiais”. Ora, o diabono mundo espiritual já é um inimigo vencido, diz o mesmo apóstolo. De modo que,para que ele venha a ser de fato e concretamente diabo — diabulos, aquele quedivide, rouba, destrói, mata — ele precisa se manifestar. E como é que ele se mani-festa? Sempre usando um corpo! Pra que demônios se manifestem hoje — excetu-ando as insistentes invocações —, a melhor maneira é mediante as ações dos pró-prios humanos. E isto, não em “suas almas”, no sentido espiritual propriamentedito, mas em seus atos.Paulo, escrevendo aos Filipenses disse: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dosmaus obreiros, guardai-vos da circuncisão!”, ou seja, dos diabos-humanos. Postoque o cão, para os hebreus é um animal considerado amaldiçoado, e o apóstolo usaessa forte expressão se referindo à homens! Sim, aos judaizantes cristãos da época.Em contrapartida, a serpente come o pó da Terra, vive da poeira de nosso cami-nhar, se alimenta daquilo que é a matéria de nossos movimentos e produções.Mas para quem está em Cristo, a segurança é total.Os espíritos espirituais malignos sobre a alma humana, foram vencidos, expostos àignomínia e despojados na Cruz.
  • 49Foi por isso que escrevi o que escrevi. Posto que não dá pra tratar desse assuntoacerca do qual nós estamos falando com ênfase em “moldes espirituais”. Não mi-nha amada irmã, nossos “demônios” são outros! Eles pervertem os reais sentidosdas coisas e criam algo ainda pior: o demônio nos outros... os que fazem mais avontade do diabo do que os próprios rotulados endemoniados.A questão é que os cristãos acham que são marionetes nas mãos de Deus ou do Dia-bo, e que seus conflitos interiores são frutos dessas duas manipulações: divina oudiabólica. Sendo que podem também ser humanos! De fato, as maiorias das carên-cias afetivas são sinais de uma má saúde psicológica. Ou seja: no fundo não há pa-râmetro maior que o “sentimento de propriedade”.Sim, porque à cada situação da vida deve corresponder algo que lhe seja própriocomo resposta humana.É próprio se sentir carente dependendo das circunstâncias ou das perdas e traumasimplicados!No caso de pessoas sofrerem de possessões demoníacas — sejam elas quais forem osestágios —, elas precisam ser libertas. No caso de ser uma questão de natureza psi-cológica — circunstâncias da vida, familiares, sociais, ou complexos, perdas etraumas —, elas precisam serem tratadas.Ainda ouso afirmar que no que diz respeito à carência afetiva fruto de manipula-ções espirituais, na maior parte das vezes, é o tratamento que faz mal, visto queno meio cristão para cada 10 casos de “possessão maligna”, apenas um deles o é.Ora, nesse caso, tratar uma pessoa como demônio gera a pior opressão na alma, efaz ainda pior, visto que gera uma associação no deprimido com a imagem de umamau horrível, que é a imagem do diabo. Assim instala-se um psiquismo demoníacono indivíduo, não um demônio. E lhe digo: é mais fácil livrar as pessoas de demô-nios do que de psiquismos demoníacos.A pior coisa da carência afetiva que leva a pessoa a se dar a uma paixão após outrae não conseguirem evitá-las sofrendo muito por isso, é a associação dela com o di-abo, posto que, em tais casos, a pessoa fica sem saber por onde tratar. E como namaioria das vezes nada há de espiritual como fonte do problema, a pessoa apenascontrai uma outra doença, e que se instala nela como fobia e como “psiquismo de-moníaco”, e que nada mais é que a construção de uma arquitetura psicológica queseja compatível com o “diagnóstico” feito: “o diabo possuiu você!”Quando demônios estão presentes por detrás das carências afetivas eles não preci-sam ser tratados. Aliás, a maior parte das sessões de exorcismo são tentativas de setratar o demônio. Já percebeu? Ora, o demônio não precisa ser tratado, e nemmesmo mencionado. Nesse caso, vejo a pessoa se libertar pelo poder da Palavra daGraça, e só depois de livre é que começo a ajudá-la a discernir o que houve. Maisisto é bem depois da pessoa estar estável.Dito isto, quero que saiba que respeito profundamente sua forma de crer e enten-der e não quero que se sinta conduzida em crer no que estou dizendo. Peço a vocêque examine as Escrituras, pois, julgo ser Ela quem testifica o que aqui escrevo, equem crê, não tem mais medo e trata a alma do jeito que ela deve ser tratada.Posto que, a alma é amoral, ela não segue catecismos e não tem consciência mo-ral-religiosa de nada, e não tratá-la dessa forma é uma receita para diabolizá-la em
  • 50suas pulsões e sentimentos acometidos. Ora, quando a alma é tomada por quais-quer sentimentos — sendo pecaminosos ou não — ela se sente da única forma natu-ral que ela pode sentir: ela apenas chama de carinho o que é carinho, de desejo oque é desejo, de saudade o que é saudade, de carência o que é carência. Nossaconsciência, todavia, é moral, e é ela quem recrimina nossa alma, e a julga, fazen-do com que a alma entre em conflito, e mergulhe ainda mais profundamente naafirmação de que o que ela sente é verdade.E tanto mais verdade será — e será verdade manifesta como angústia e conflito —,quanto mais a consciência tratar a alma com juízo e condenação. De fato, tais re-pressões apenas aumentam o fantasma no coração. É assim que funciona.Portanto, o que mais abre a porta para os demônios no coração é a moral-religiosa— vede Jesus: as únicas pessoas no Evangelho a quem Jesus chamou diretamente de“filhos do diabo” não estavam “vestidas de carências”, mas de fariseus (Jo 8) — ainvocação, as ambições malignas que roubam, defraudam, matam, destroem, ou,então, as ambições das conquistas — como no caso de Judas (nesse caso, apesar domedo, faz-se alguma “barganha” com eles... assim seguem os despachos e os tratoscom tais espíritos).Ora, sei que os demônios tentam tudo o que podem contra mim. O problema é quenem penso na existência deles. Ando distraído. Minha vigilância nada tem a vercom eles, mas comigo. Eu não os vigio. Eu me vigio. E não é por causa deles, masem razão do mal que eu mesmo posso me fazer.Todavia, meu sentido de confiança e proteção são totais.Estou na concha da mão do Pai, e o Sangue do Cordeiro é o invólucro que me cobreo tempo todo.Aquele que nasceu de Deus, Deus o guarda; e o maligno não lhe toca!Minha querida amiga, sem Cristo toda alma está sujeita à tudo o que é mal; e estemundo só não é o próprio inferno em sua plenitude porque a Graça de Deus reinaem misericórdia sobre toda a Terra.Portanto, tudo de ruim é possível a quem não crê!Termino dizendo como comecei: embora esteja grato por todo seu carinho e porsuas sugestões, não trato as questões da alma (como por exemplo, a carência) limi-tando à seus intricados “mundos subjetivos” no campo espiritual, antes, todavia,enfatizo com carinho e reverência no chão mais sagrado onde as “razões” acabam enos deparamos com o mistério e o inexplicável a nós-seres-existenciais-fora-da-realidade-experimentada-no-coração-alheio: a alma humana.Bom, ainda bem que minha fala no início acerca de tentar ser conciso não foi umapromessa, pois nesse caso, estaria em dívida contigo...rsEu teria muitas outras coisas para escrever a você minha querida irmã. Mas porquestão de tempo e por não desejar ser enfadonho, vou ficando por aqui.Receba todo meu carinho.Nele, em Quem todo principado e potestade dominadores da alma humana foramdespojados na Cruz de uma vez e para sempre,Pr. Ronald.
  • 51NÃO SOU EVANGÉLICO, CRISTÃO, CRENTE OU PROTES-TANTE... EU SOU UM PAGÃO MESSIÂNICO-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: Minha posição particular sobre “ser cristão”Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Quinta, 22 de julho, 2010, 18:32Assunto: Meu Posicionamento Bíblico-Cristão Evangélico, cristão, crente, protestante, etc...Caro Pr. Ronald, gostaria de descrever minha compreensão bíblico-cristã sobre oque penso “ser em Cristo”. Assim, lhe peço sua opinião sobre o assunto.Existem judeus e existem gentios. Quando um judeu se torna cristão, ele geral-mente toma o título de judeu messiânico, e continua a celebrar as festas e cos-tumes do judaísmo, só que com um novo foco para sua fé: a figura de Jesus Cristocomo filho de YHWH.Eu sou um gentio. Eu sou um pagão, filho de pagãos, numa terra pagã. Meus cos-tumes são pagãos, minha cultura é pagã, e meu modo de pensar é definitivamen-te pagão.C.S. Lewis..., ele dizia: “Eu sou um pagão convertido numa terra de puritanosapóstatas.”. Eu também o sou. Eu sou um pagão, e minha fé é pagã, e deus ne-nhum me é estranho. Minhas festas são pagãs, meus ritos são pagãos, só que comum novo foco: a figura de Jesus Cristo como filho de Deus. Eu sou um pagão, masum pagão convertido.Esse é meu posicionamento teológico, e se eu pudesse me rotular, este seria omeu título: Eu sou um pagão messiânico.Como o senhor se auto-definiria teologicamente falando? _________________________________________________________Resposta:Meu querido amigo em Cristo: Eu sou um homem!De fato, é o que sou e o que desejo ser...apenas um homem.Esta é minha confissão mais “teológica”.Sou homem, salvo por Jesus Cristo homem, meu único Mediador, e minha únicareferência para ser homem na Terra.Quem você acha que Jesus diria que Ele era se Ele não fosse Ele, mas tão somentequalquer outro “ele”, como eu?
  • 52Paulo disse que era “escravo de Jesus”.Eu me contento com algo assim...Não tenho uma auto-definição teológica que me dê cara.A cara é a minha, e ela não é filha de uma teologia, mas de um Encontro em fécom Cristo no Caminho.De fato, eu sou um homem de lábios impuros, e que vive no meio de um povo deimpuros lábios; e meus olhos viram o Santo!Ficarei muito feliz se sobrar para mim a percepção de que fui, sou e serei apenasum homem; sim, um homem de Deus, e de Deus um homem.Mas nada me fará tão bem na Terra quanto a possibilidade das pessoas poderemolhar para mim, e dizerem: Ali vai um homem... um homem gente boa de Deus.Em Cristo não há mais homem, nem mulher; nem escravo, nem liberto; nem ju-deu ou gentio...Todos, agora, somos um Nele!Caiu o muro da separação. Mas ele só cairá por completo no dia em que todos nósformos apenas humanos... para Deus... para nós mesmos... e para todo outro ser.E minha maior luta é para não carregar no corpo nada que não sejam “as marcasde Jesus”. Sinceramente eu não gostaria de ser “tatuado” por nenhuma outra“marca”.Nele, cuja bandeira sobre nós é amor,Pr. Ronald.SOU CRENTE, E PADECI ABUSOS E VIOLAÇÕES SEXUAISNA INFÂNCIA-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: SOU CRENTE, E PADECI ABUSOS E VIOLAÇÕES SEXUAIS NA INFÂNCIAPara: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Sábado, 31 de julho, 2010, 19:37hAssunto: PRECISO DE CURA PARA O MEU TRAUMA!Caro Pastor Ronald:Venho acompanhando seu blog e tenho aprendido muito, refletido e sendoedificado com o que ali leio. Agradeço a Deus por sua vida e ministério.Quero antes de mais, ressaltar o carinho imenso que tenho pelo senhor, bem comoa confiança que sinto em suas posições acerca dos assuntos tratados neste blog.Desde que comecei a ter contato com suas postagens, venho admirando teutrabalho.
  • 53Enfim, todo o trabalho que Deus colocou em tuas mãos como Pastor e que,percebo, tem sido realizado com grande eficácia.Pastor, estou com dúvidas imensas, e esta, por sua vez, está me tirando a paz.Confesso que estou imensamente constrangido em lhe expor minha situação.Mas preciso muito de um amigo. Alguém que possa me falar o que eu preciso ouvir,sem meias-verdades.Sou evangélico e tenho me envolvido com algumas atividades na Igreja ondecongrego. Não há nada que eu queira mais do que estar fazendo a obra de Deus.Tenho genuíno prazer em desenvolver várias atividades para o Senhor.Tenho 39 anos, casado há 16. Tenho três filhos.Quando eu tinha sete anos, sofri abusos sexuais. Enquanto um amigo de confiançade meu pai, que ficava comigo quando meus pais tinham que sair por qualquerrazão, ele abusava de mim.Louvo a Deus por não ter desenvolvido qualquer aptidão homossexual.Essa situação perdurou até os 12 ou 13 anos.Meu pai jamais tomou conhecimento disso. Tinha medo de sua reação.Aos 9 anos, me apaixonei pela empregada de meus pais, uma menina de 15 anos.Ela me chamava pra deitar-me com ela, e acabávamos nos acariciando enquantotodos dormiam.Aos 13 anos, uma moça de 19 anos, que era noiva, me levou a um motel. Emboraeu estivesse apaixonado por ela, não consegui consumar o ato.Por incrível que pareça, nessa época eu estava vivendo uma fase espiritual muitoboa, e isso acabou pesando na hora da transa. Ela, porém, não desistiu. Quandoestava casada, grávida de 6 meses, ela me convidou para ir à sua casa, e me tentoude todas as maneiras. Mais uma vez saí ileso.Acabei casando tecnicamente virgem.Aos 11 anos comecei a me masturbar compulsivamente. Aos doze assisti aoprimeiro filme pornográfico. Pensei que ao casar isso passaria, mas infelizmentenão passou.Hoje sou crente, desempenho atividades na Igreja, mas não consigo parar de memasturbar. Freqüento sites pornográficos.Minha alma está em frangalhos.Amo minha mulher e meus filhos. Eles são o meu maior tesouro. Mas não consigoabandonar essa prática.Devo confessar que não estou satisfeito com nossa vida sexual.Não sei se o problema está nela ou em mim. Ela é muito recatada quanto ao sexo.Embora tenha melhorado muito, em comparação ao início.Os primeiros anos de casamento foram um inferno. Durante nosso namoro, as coisasesquentavam tanto que eu imaginei que ela seria um furacão depois de casados.Mas não foi assim. Ela não consegue ficar à vontade comigo. Já até me acostumeicom as luzes apagadas.
  • 54Gosto de sexo oral. Ela faz pra me agradar, mas demonstra não gostar do que estáfazendo. Isso me tortura a alma.Quero me sentir desejado, amado. Ela diz que seria melhor se alternássemos: umdia fosse do jeito dela (papai-e-mamãe), e no outro do meu jeito.Em média, fazemos sexo 5 ou 6 vezes ao mês. Por isso, acabo me masturbandoquase que diariamente.Procuro ser romântico. Levo-a pra jantar fora. Mas nada disso adianta.Jamais pensei em traí-la. Talvez não tenha coragem de arriscar minha família numaaventura. Eu só gostaria que ela acompanhasse meu pique sexual.Uma das coisas que mais atrapalham nosso relacionamento é minha fixação porsexo anal.Ela jamais cedeu. E diz que o dia em que forçá-la, ela vai me largar. Fico tentandoseduzí-la a isso, mas meus esforços são em vão. Às vezes acho que ela tambémquer, mas tem medo, por causa das informações negativas que ela recebeu sobreisso. Ela é de uma família muito simples, e aprendeu que sexo anal provoca umasérie de problemas na saúde da mulher.Tudo bem. Dá pra viver sem isso. Mas qual o problema de fazermos sexo com ela decostas? Ela alega ter medo que eu a possua pela outra via.Talvez o fato de eu ter assistido a tantos filmes pornográficos, fez com que eucultivasse uma expectativa muito grande em cima do sexo. Estou sempre frustrado.Devo confessar que desde a adolescência, tornei-me um voyeur.Ficava sempre às espreitas, assistindo à performance sexual de meus vizinhos, e obanho das empregadas de minha mãe.Pastor, minha alma está esburacada.Minhas atividades na Igreja estão sofrendo os reflexos por causa disso. Tenho medodo que o futuro possa me reservar.Quero salvar meu casamento, pois amo minha mulher. Acho até que Deus tem meguardado, impedindo que eu seja tentado sexualmente por alguma outra mulher.Talvez eu não resistisse...Tenho perdido muitas noites de sono por causa desta situação. Será que há algumarelação entre minhas taras e os abusos que sofri? O que faço pra parar de memasturbar?Por favor, me ajude. ___________________________________________________________Resposta:Meu amado irmão no Caminho da Vida: Graça, Paz e Pacificação!Meu caro, as coisas que nos acontecem na infância têm, muitas vezes, o poder dedeixar marcas profundas. E o abuso sexual feito pelo “amigo” de seu pai nãonecessariamente teria que estimular você homossexualmente. Às vezes gera “víciohomossexual”, mas não necessariamente cria um homossexual.
  • 55No entanto, o estímulo precoce que o sexo com o “amigo” do seu pai produziu (eera algo oculto, e continuou assim), e as experiências posteriores, tanto com aempregada da casa, como com a mulher casada, geraram em você, prazer nooculto e no proibido.Você sofre do fetiche do proibido e do escuso!Se você observar sua história verá que ela é a história do tesão oculto, perverso,proibido e fetichista. O que daí decorreu, apenas de-correu... Ou seja: éconseqüência.O voyeurismo infantil virou voyeurismo adulto. Antes você olhava da janela paraver as meninas peladas ou os casais transando na vizinhança. Depois você alugoufilmes pornográficos, e, posteriormente, mergulhou de cabeça na net. No entanto,o padrão todo é voyeurista.Observe: você ficou tentado pela tentação, e desenvolveu tesão pela tentação. Otesão pela tentação é pior que a coisa em si, visto que se trata de um tesão aflito eculpado; e, em sua história, essa é a história do tesão. O amigo da família faziaescondido.Ele fazia, e você sentia de modo passivo o abuso. A empregada tambémestabeleceu um padrão voyeurista — vocês se alisavam, e, certamente, vocêadorava, como menino, ver a nudez dela, ou as intimidades sexuais da menina-moça. Mais um tesão de natureza voyeurista. A mulher que era noiva também tevesobre você um papel voyeurista. Você não a possuiu, mas se deleitou em ver amulher de um outro se mostrando para você.Daí você estar certo quando disse que casou “tecnicamente virgem”, visto que,psicologicamente, você estava todo esburacado pelos abusos, tanto os “perversos”— como o do amigo do pai —, como também os “deliciosamente angustiantes” —como do empregada e a da mulher casada.Além disso, seu casamento pudico aumenta ainda mais o desejo voyeurista. Umcara que adora “ver”, e que come com o olhar, deve se sentir torturado em ter quepossuir sem enxergar. “O quarto escuro” é um terrível estimulante para o padrãovoyeurista que se instituiu em você como ardente desejo.Na escuridão você enche a mente com as imagens que em você significamplenitude do que você deseja e não tem em casa. Assim, cada vez que você transacom sua mulher, provavelmente você encha a sua “cama-da-mente” com asfantasias que com sua mulher nunca acontecem como realidade.Assim, meu amigo, quanto mais escuro for o quarto e pudica for a sua esposa, maisvontade você terá de ver as coisas com a luz acesa.Então, vem a net e suas ofertas explícitas de sexo com todos os detalhes abertospara o observador.Bem, esse é o eu lado da questão, e, como é obvio, estou sendo resumido naabordagem do fenômeno. No entanto, sua esposa também tem problemas sérios. Àmenos que ela não ame você como homem. Do contrário, o comportamento dela éa própria receita do diabo para o casamento.Sua esposa também precisa se tratar. Isto porque há uma parte no problema que éseu, e cumpre a você dominar essa pulsão a fim de não se tornar escravo dela, o
  • 56que seria horrível para a sua alma, posto que tornará você uma eterna criança, doponto de vista da psicologia de sua sexualidade.Sua mulher, entretanto, tem problemas que precisam ser enfrentados. No nossomeio — evangélico —, normalmente as pessoas só vêem problema no cara que sedescontrola sexualmente, e quer “pegar todas”. No entanto, não querer sexoquando se é casado e se ama o cônjuge, é algo igualmente enfermiço.Ora, a coisa é tão séria que Paulo disse que na área sexual não há discussão. Oscorpos se pertencem mutuamente, e os cônjuges devem ter prazer em dar prazerum ao outro (I Co 7).A sua sexualidade precisa ser curada dos traumas que geraram não inibições, mascompulsões que até agora são de natureza abstrata em suas manifestações. Daívocê gostar de “ver”. Já a sexualidade de sua esposa precisa se abrir e se“desdemonizar”. Essa química atual de restrições (dela) e frustrações (suas), é aquímica ideal para a tragédia.Minhas sugestões são as seguintes:1) Entenda que tudo o que a compulsão quer é o rigor moral, pois, pela culpa, elacresce e se aprofunda.2) Trate a questão de sua sexualidade conjugal com o devido peso. E, para isto, suaesposa terá que se convencer que ela também tem problemas. Enquanto ela olharpara coisa com esses olhinhos pudicos da religião, sem o saber, ele estará apagandoa luz para ela, e acendendo as sombras para você. Portanto, ela tem que trabalharessa questão com terapia, e enxergar-se como alguém que está longe de sersaudável nesta área. O fato dela restringir tudo, é tão adoecedor quanto o fato devocê querer ver tudo.3) O casamento precisa ser um ambiente sexualmente completamente livre edesinibido para os cônjuges. Essas práticas pudicas são a santidade do diabo nocasamento.4) Você também precisa de terapia e acompanhamento. No entanto, eu lhe digo, asua melhor terapia será sexo livre, aberto, explícito, intenso, ardente, tátil, ecompletamente sensorial, visto que a sua sexualidade padece é de “realização”,posto que ela está cativa, desde a infância, do tesão virtual; ou seja: voyeurista.5) Com relação ao ato sexual, você terá que convencer sua esposa que esse sexo demosteiro está frustrando muito você. E isso tem que ser tratado com clareza everdade.6) Quanto às praticas — sejam elas quais forem —, o ideal é que não haja limites nocorpo de ninguém quando se trata da mais profunda intimidade conjugal. Ela podese desinibir a fim de aprender o prazer. Talvez o problema dela seja ausência deprazer, visto que quando uma mulher aprende a ter prazer, muito prazer, elamesma “ataca” o marido todas as noites, e para o total deleite deles.7) A fim de ajudá-la, não faça sexo com ela. Brinque de sexo com ela. Faça aviagem da empregada. Brinque com ela, com as zonas erógenas, e tenha o pacienteprazer de ir estimulando-a com calma, até que ela vá gostando da brincadeira.Sexo sem brincadeira logo perde a graça. A graça do sexo é a viagem de descobrircomo o corpo e a alma podem se fundir de tal modo, que todo o corpo vira algo
  • 57estimulável em todos os seus pontos. Quando a alma se abre para o prazer, até ocalcanhar vira zona de prazer.8) Um casal paciente na brincadeira de gente grande, acabará por descobrir que amaioria das pessoas não sabem nem o que é prazer. De fato, os homens pensamque ejacular é prazer, e, na realidade, não é. O grande prazer do homem deve seradiar sua ejaculação o máximo possível, e tirar todo o seu prazer do prazer que dáa ele proporcionar prazer e gozo à sua mulher. O homem tem que aprender a serum mago das delícias. Já o grande prazer da mulher deve começar por se saberdesejada, e gostar de gerar desejo ardente em seu companheiro. Quando ela relaxae se entrega à brincadeira — e tem que ser brincadeira mesmo, com todas asliberdade, e de olho aberto, olhando um na cara do outro com os lábios mordidosde desejo —, então, ela descobre, na maioria das vezes, que aquilo que até entãoela chamava de prazer ou de orgasmo, nada mais eram do que uma afliçãozinhasexual. A maioria das mulheres nunca conheceu o verdadeiro e arrebatante prazer,e não tem a menor idéia do que seja êxtase sexual.9) Quando essa intimidade leve, descontraída, e gravemente desejosa seestabelece, e a intimidade corpórea aflora como que numa primavera sexual,então, o corpo passa a ser apenas corpo, todo ele, e já não haverá zonas proibidas.O resto será sempre uma questão de relaxar para aprender a usufruir. E como podeser arrebatante!10) Quanto ao que pode ou o que não pode, saiba: tudo é lícito. Só não é lícitoabusar ou forçar – leia Cantares com acuidade e discernimento, você verá exemplosde carícias e sexo “sem pudores” proposto por Salomão junto à sua Sunamita –. Masinsensata é a mulher que despreza o tesão de seu marido. A única coisa que serecomenda é carinho, gentileza, produção de relaxamento mediante a“brincadeira” — as mãos e a língua têm importante papel nesse processo —, epropriedade nas ações. Ou seja: compre um lubrificante, e vista o que tiver quevestir no caso da tentativa ser de uma outra forma. E seja meigo e delicado.11) Quanto a posições, ou, como você disse: fazer na frente, só que deitado portrás — é algo que não tem nenhum problema. Tudo o que ela diz é desculpa, efruto dessa atitude pudica que pode vir a ser desastrosa para o casamento devocês.Agora, voltando a você, não dê descanso à sua esposa. Nada de se masturbar. Sejacarinhoso e meigo, mas vá lá e “pegue a bichinha” de jeito.Muitas mulheres evangélicas pensam que marido crente é diferente de todos osdemais homens. Essa sexualidade “evangélica” é o diabo para a alma.Sendo assim, vou escrever algumas coisas que eu espero seja útil a você nesseprocesso de “deflorar” a sua esposa. Ela precisa ser desvirginada psicologicamente,visto que o que você teve de estímulo, ela teve de desestimulo. Portanto, vocêssão um casal que vive cada um no pólo oposto ao outro; e, sexualmente, isso é umdesastre.Esse assunto acerca “do que pode?” e “do que não pode?” na relação sexualconjugal, foi resolvido por um solteirão chamado Paulo, o apóstolo. Ele disse que ocorpo do marido pertence à mulher dele; e que o corpo da mulher pertence aohomem dela.
  • 58Quando um homem encontra sua mulher e a mulher o seu homem, tudo acontecena maior normalidade.O anormal é ver casais que não se amam, não se desejam e não se gostam,transando para “cumprir as Escrituras”, e, depois, levantarem-se do leito cheios deculpa, medo e neurose.A Bíblia não conhece pudores dentro de um quarto onde dois amantes de verdadese encontram. Pecado é a objetização do sexo. É praticá-lo sem amor e semdesejo. É realizá-lo como mecânica orgânica apenas. Aí está o erro; ou melhor: opecado do desperdício!Se o problema dos casais é não pecar contra Deus, leia o que diz as Escrituras: “Oteu desejo será para o teu marido” – e vice-versa. Mas se a questão é agradar “amaioria evangélica”, então, seja controlado por eles; e não faça nada daquilo quePaulo ensina em suas cartas.Mas Deus diz outra coisa, bem diferente. Aliás, Deus deu liberdade. Ele é quem feztodas as coisas.Por isso, bebe a água da tua própria “cisterna”, e das correntes do teu “poço”.Derramar-se-iam as “tuas fontes para fora”, e pelas “ruas” os “ribeiros de águas?”Seja tua mulher só para ti mesmo, e não para os “estranhos” juntamente contigo.Seja bendito o “teu manancial”; e regozija-te na tua mulher.Ela deve ser vista como uma cabrita amorosa, e graciosa como uma égua no campo.Saciem-te os seus “seios” em todo o tempo; e pelo seu “amor” mergulha noencanto para sempre.E por que andarias atraído pela mulher fácil, e abraçarias o peito de uma outra,até casada?Os lábios da mulher fácil destilam mel, e a sua boca é mais macia do que o azeite.Ensina a tua mulher a ser assim também: molhada e doce. Ora, isso vai,juntamente com a Palavra, te guardar da mulher que só quer uma aventura, e tesalvará das cantadas da língua da mulher sedutora.Cobices no teu coração a formosura de tua própria mulher.Ensina-a a seduzir-te. Isso te livrará de ser preso como um bobo pelos “olhares” damulher que olha para todos.Pode alguém tomar fogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem?Assim, incendeiem os teus beijos a tua mulher, de tal modo que lhe queimem asvestes!Não é desprezado o ladrão, mesmo quando furta para saciar a fome?Assim, se por causa de tua “necessidade” tu te deres mal, ainda assim serásmaltratado pelos demais homens!Por que correrias este risco?Por que transferirias todos os prazeres para fora de tua casa?Por que teus sonhos e fantasias de alma não se realizariam com tua mulher,livremente, dentro de teu quarto?Por que “construirias” tu uma “mulher virtual”, se tens uma que é mais que real?
  • 59O que não possui a sua própria mulher com o “fogo” de quem possui uma“adúltera”, é burro; destrói-se a si mesmo se assim não a “trata”.Se assim não for, pode ser que ela venha a desejar uma “outra imagem”, e tutambém acabarás por cobiçar o que não é teu.Come o que é teu e bebe de tua própria cisterna. Sacia-te dos frutos de tua árvoreencantada.A mulher aprazível obtém honra — diz o provérbio. Desse modo seja a tua honra,também, mostrar à tua própria mulher o quão desejosa e aprazível ela é.A discrição de tua mulher tem que ser para “fora”. Mas para ti, que ela seja a maissedutora de todas as mulheres.A mulher virtuosa é a coroa do seu marido; porém a que procede vergonhosamenteé como apodrecimento nos seus ossos. Assim, ensina a tua mulher a “coroar a tuacabeça” com toda honra. Do contrário, tu terás tristezas.E tem marido que não sabe por que a mulher se torna mulher de rixas, uma goteiracontínua enchendo a paciência?!Ora, elas nunca foram saciadas!Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: nãopratiquei iniqüidade.Pois assim deveria ser a liberdade e a consciência de toda mulher para com seupróprio marido. Por que não usar o direito em favor do direito?Se aquilo que é torto é prazeroso, por que aquilo que é bom tem que ser culposo?Portanto, que tua mulher seja livre como aquela que come, limpa a boca, e diz:não pratiquei iniqüidade!Que tu não percas mais tempo. A Bíblia não nos ensina a perder tempo uma vezque o amor tenha sido acordado. Ao contrário.O homem apaixonado da Bíblia, diz assim:“Como és formosa, amada minha, eis que és formosa! os teus olhos me seduzem; oteu cabelo é ondulante. Os teus dentes são perfeitos e limpos. Os teus lábios sãovermelhos, formosos e gostosos; e a tua boca é linda; as tuas faces são coradas echeias de vida. O teu pescoço fica lindo com os cordões e adereços que tu usaspara me encantar.Os teus seios são gêmeos em beleza e são cheirosos como ummergulho entre os lírios... Aproveitarei as sombras da noite e ti escalarei, pois tués para mim como uma montanha de perfume...Enlevaste-me o coração, minhaamante; enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um dos colares doteu pescoço tu me seduziste... Quão doce é o teu amor, minha mulher! quantomelhor é o teu amor do que o vinho! e o aroma dos ‘teus cheiros’ é melhor do queo de toda sorte de cheiros comprados! Os teus lábios destilam o mel; mel e leiteestão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro da terramais acolhedora... Tu és somente minha, ó mulher! Jardim fechado és tu; sim,jardim fechado, fonte selada — pois só eu bebo de ti e em ti bebo tudo o quegosto... Te provo como quem sente todos os sabores e sente todos os cheiros. Tu éso Éden! És fonte do jardim, poço de águas vivas, correntes de águas de delícias!Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu ‘jardim’, espalha osseus aromas sobre mim” (Cantares de Salomão).
  • 60E que assim diga a ti a tua própria mulher: “Entra, ó meu amado no teu própriojardim, e come dos meus frutos excelentes, que são todos para ti!”Assim será se ela também puder dizer: “Conjuro-vos, ó minhas amigas, seencontrardes o meu amado, que lhe digais que estou ‘enferma de amor’... Que é oteu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Queé o teu amado mais do que outro amado, para que assim nos conjures?” — são asperguntas comuns de mulheres que conheceram machos, mas não conheceramhomens; que conheceram sexo, mas não conheceram o amor; que conheceramalgum prazer, mas que nunca foram arrebatadas.Se assim for, que ela, a tua mulher, saiba responder: “O meu amado é cândido ebelo, o primeiro entre dez mil. A sua cabeça é preciosa, os seus cabelos sãogostosos, são como penas de uma ave livre. Os seus olhos são cintilantes, lavadosem leite, são como jóias postas em engaste na sua face. O rosto dele cheira comoum canteiro das mais doces fragrâncias; e os seus lábios são como lírios quegotejam perfume. Os seus braços são firmes; e o seu corpo é lindo de apreciar;assim eu gosto de vê-lo nu. As suas pernas são fortes, parecem árvores cheias devigor. O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejáve... Assim é omeu amado, o meu amigo! Sim! assim é ele, minha amigas!”Acerca dessa mulher, fêmea e amiga, o marido pode dizer: “Há sessenta rainhas,oitenta concubinas, e virgens sem número pela terra. Mas uma só é a minhacabritinha, a minha mulher de confiança; ela não tem igual nem entre as filhas desua própria mãe; ela é especial. Minha mulher é meu harém!”Portanto, aprecie a sua mulher de cima a baixo, e não deixa nem um pedacinho defora do teu gosto, apetite e paladar!Você pode e deve prová-la toda. Dos pés à cabeça. Sem reservas e sem restrições.As palavra da Bíblia podem ser todas suas na alegria de possuir a sua mulher.“Quão formosos são os teus pés nas sandálias. Os contornos das tuas coxas sãocomo jóias, obra das mãos de artista. O teu ‘umbigo’ (no texto original: órgãogenital) é como uma taça redonda, à qual não falta bebida; a tua barriguinha écomo uma mesa onde como o meu pão perfumado. Os teus seios são perfeitos. Oteu pescoço me encanta; os teus olhos como são limpos como piscinas; o teu narizé lindo de ver. A tua cabeça sobre ti é como um monte altivo, e os cabelos da tuacabeça são charmosos; até um ‘rei’ ficaria ‘preso’ pelas tuas tranças... Quãoformosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias! Essa tua estatura é semelhanteà palmeira, e os teus seios são para mim como cachos cheios de uvas doces.Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus cachos! Pois os teus seios são como oscachos da vide, e o cheiro do teu fôlego como o das maçãs, e os teus beijos como obom vinho, que se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes”.E nunca poupe sua mulher de coisas novas. Ouça quando ela diz: “Vem, ó amadomeu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias pequenas e sem ninguém.Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se estãoabertas as suas flores, e se as figueiras e sapotizeiras já estão em flor; ali te dareio meu amor...”.Desse modo, meu amado, esqueça a cabecinha dos “evangélicos” que nãoconhecem o que Evangelho é!
  • 61Fique livre, e faça sua mulher explodir de alegria.A idade da culpa acaba quando se conhece a estação do amor que não teme sertambém desejo! Assim, não sou eu quem vai dizer o que você deve ou não devefazer na cama. Posso apenas dizer a você o que você pode estar perdendo!Assim, meu querido, estou dizendo que você tem problemas, mas que eles seagravam em razão de que sua esposa vive de modo assexuado, e se dá a você demodo completamente insatisfatório. Uma mulher que diz quantas vezes estádisposta a transar com o marido no mês, está com tantos problemas quanto omarido que se sente como você.Provavelmente, se você tivesse uma vida sexual ativa, cotidiana, livre eabundante, você nem estivesse sentindo as pulsões que hoje o atormentam.Portanto, se você dois se unirem e tratarem suas deficiências sexuais — seja aextrapolação (sua), ou a negação (dela) — logo você se sentira bem melhor, e elavai descobrir o que esteve perdendo todo esse tempo.Sei que você, provavelmente, não poderá contar tudo a ela — especialmente essacoisa dos sites da net —, mas pode contar a sua história sexual, e pode falar de seudesespero, que o leva a ações adolescentes (masturbação), sendo que sua mulherestá ali, ao lado, enquanto você transa com a imaginação.Quanto mais masturbação, mais imaginação. E quanto mais imaginação, masfantasia. E quanto mais fantasia, mais desejo voyeurista. E quanto maisvoyeurismo, mais fetiche. E quanto mais fetiche, mas frustração. Todo voyeurismogera tesão frustrado. E isso é pecado!Um beijão pra você!Nele, em Quem homem e mulher são uma só e gostosa carne,Pr. RonaldAMOR E ÓDIO: MEU AMOR PODE VIRAR ÓDIO?-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: AMOR E ÓDIO: Meu amor pode virar ódio?Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010 11:44:28Assunto: Meu amor pode virar ódio?A Paz Pastor,Venho acompanhando as postagens em seu blog e tenho sido abençoada por isso.Seus comentários em respostas a alguns e-mails me têm trago muita reflexão, a-prendizado e paz. E, como eu venho amando o senhor em Cristo. Já adotei muitosdos seus princípios! Muito obrigado pelo muito que o senhor construiu em mim emtão pouco tempo... Que Deus continue lhe dando sabedoria a cada dia.
  • 62Por essas razões, já tentei lhe escrever duas vezes, mas sabedora do quanto osenhor é ocupado com tantas situações tão mais graves do que a minha, desisti eapaguei tudo as duas vezes, e me recolhi. Mas agora, resolvi lhe escrever.Gostaria de lhe contar resumidamente uma situação pessoal que está me afligindomuito. E lhe peço sua ajuda e opinião para resolver essa questão dentro de mim.Estou num relacionamento há quase três anos. No início tudo era muito bom, talcomo tipicamente é no início dos relacionamentos amorosos. Porém, nos últimosoito meses aproximadamente, estamos vivendo sérias crises. Nossas duas últimasbrigas foram horríveis... chegamos até nos separar. Trocamos muitas palavras o-fensivas e pesadas entre nós.Após um tempo voltamos de novo. Mas os conflitos continuam. E, sinceramente,não sei o que sinto mais por ele. Sinto ódio dele em muitos momentos e em ou-tros não, sinto que ainda o amo.A minha pergunta é: é possível amor virar ódio? Ou se virou ódio é por que nuncahouve amor verdadeiro? Ou pode existir amor numa pessoa e ódio ao mesmo tem-po?Por favor Pastor, se puder me ajudar, me ajude. Estou muito confusa e isso temme afligido muito mesmo. E pretendo mostrar sua resposta a ele também e bemsei do discernimento privilegiado que Deus tem lhe dado.Desde já, lhe agradeço por ler esta mensagem e sigo na esperança que responde-rá meu e-mail. Que o Senhor lhe ilumine em sua resposta.Me despeço com um abraço.Tenha um bom dia na Paz e Graça do Senhor Jesus! _______________________________________________Resposta:Minha querida irmã: Sabedoria, Amor, e muita Paz!Li seu e-mail com carinho e posso imaginar as confusões que lhe pesam naconsciência.Afirmo isto, posto que, pela sua descrição, talvez você tenha pouca vivência,experiência ou observação de como se dá essa relação entre o amor e o ódio.Todavia, não estou a dizer-lhe que sejas uma adolescente infantil – uma vez queesta questão não é meramente uma “dúvida adolescente” –, antes, muitos adultosse confundem naufragando em suas relações por não conhecerem como processamtais sentimentos tenuamente alinhavados no chão do coração.Entenda primeiramente que amor jamais “vira” ódio, mas pode dar lugar a ele.Uma vez que, o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença. Isso porque“amor” e “ódio”, embora sentimentos divergentes, ainda são sentimentos eambos habitam o mesmo chão: o coração. O ódio, nada mais é do que o amor queenvelheceu...Somente odiamos alguém quando nutrimos algum tipo de sentimento por essealguém. Ao passo que, quando esse alguém, em nós ou para nós, nada representa,sentimentos não são despertados.
  • 63Vou tentar explicar melhor. Por exemplo: o contrário de bonito é feio, de rico épobre, de preto é branco, isso se aprende na nossa infância. E assim, do mesmomodo entendemos que também o contrário do amor é o ódio. Mas este último éum sofisma. Tem cara de verdade, argumento aparentemente verdadeiro, mas ésutilmente falso.O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença. Posto que indiferença não ésentimento.E mais: a indiferença é a pior demência-mental que se instala na alma humana. Éa essência da desumanidade!O que seria preferível? Que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou quelhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras defazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecidopor completo da sua existência?O ódio é também uma maneira de “se estar” com alguém. Para odiar alguém,precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, porpiores que sejam. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo! Jápara sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma.A pessoa em questão pode saltar de pára-quedas, se pintar de ouro, ganhar umOscar ou uma prisão perpétua... não estamos nem aí! A indiferença, se tivesseuma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada...Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criti-cada pelo que apronta. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atençãoque não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitamo mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.Uma vez dito isto, entenda que possa haver muito amor nesta sua relação “disfar-çado de ódio”.Não posso dizer a você o que fazer. Não minha é competência.Todavia, compartilho com você alguns caminhos, apenas para você pensar eorar.1º) Descubra se você o ama ou se acostumou com ele – e vice-versa. Muitoscasais não se separam porque acham que não serão capazes de entrar em outrorelacionamento. Outros porque, sem se darem conta, não querem desprender-se.Ora, quando muitos relacionamentos terminam, a pessoa em questão segue tendoque se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeiçãoe com a falta de perspectiva, já que ela ainda está tão embrulhada na dor quenão consegue ver luz no fim do túnel. Refiro-me a dor “física”, ou seja: da faltado beijo na boca quente, dos abraços, das carícias no molho do carinho, das pala-vras ao pé do ouvido, a dor de virar desimportante para o ser amado.Mas, quando esta dor passa, começa a instalar-se outro ritual de despedida: a dorde abandonar o amor que se sentia. A dor de esvaziar o coração, de remover asaudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…Na verdade, a maioria das pessoas ficam apegadas ao amor quanto à pessoa que ogerou e reclamam do “por que?” não conseguem se desprender de alguém. E co-mo escrevi acima, é que sem se aperceberem, não querem se desatar.
  • 64Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um “souvenir”, lembrança de umaépoca bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é umasensação à qual as pessoas se apegam. Faz parte da alma humana. Todos querem,logicamente, voltarem a ser alegres e estarem “disponíveis”, mas para isso é pre-ciso abrir mão de algo que lhes fora caro por muito tempo, que de certa maneiraentranhou-se nelas, e que só com muito esforço é possível alforriar.É uma dor que confunde. Parece ser aquela dor “física” das ausências, ou aquelador de abandonar o amor que se sentia. Mas já é outra. A pessoa em questão jánão te interessa mais, mas interessa o amor que você sentia por ela, aqueleamor que te justifica como ser humano, que te coloca dentro das estatísticas:“Eu amo, logo existo”.Parece que despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. Mas não se é!Perder alguém que um dia foi amado por nós, não é o fim da capacidade de amar,é apenas o recomeço de novas possibilidades.Acaba-se o relacionamento amoroso e o amor no relacionamento, mas a vida nãoacaba!Mas caso vocês descubram que de fato não há mais amor recíproco e, conseqüen-temente, venha acabar o vosso relacionamento, não se desesperem. Tenham es-perança e alegria de um recomeço. Posto que não importa o que foi arrancado devocês, o que importa é o que vocês farão com o que sobrou... Existe um milagreem cada recomeço!No entanto, sejam sinceros um para com o outro, e observem se vocês se “acos-tumaram” ou se é um amor adoecido. Pois quando o amor está doente, há cami-nhos a percorrer e atitudes a tomar que seja verdadeiro remédio. Todavia, quan-do é “filho do hábito”, do arremate de uma história que terminou consciente ouinconscientemente dentro de vocês, mesmo sem vossos consentimentos, precisatambém sair “externamente”, de vocês. Ou seja, abandonar o “afetuoso costu-me”, sutilmente disfarçado de memórias saborosas, amigas, meigas, quentes eque terminou porque a consciência foi vencida pela natureza, pelo instinto. Essassão as piores relações: quando acabam não por uma questão de consciência, postoque, o que geralmente acontece é que fica aquele amor da renúncia, aquele cari-nho filho da resignação, porém divino nas memórias que trás.Sendo assim, somente discernindo se há amor genuíno ou não entre vocês, é queentão poderão se abrirem ao amor, ou se abrirem para amarem de novo umoutro alguém.Deste modo, vocês verão que estão mais maduros e que apesar dos “começos”serem bons, todavia, os “recomeços” são maravilhosos. Afinal, vocês estarãomais adultos, criteriosos, observadores e com menores possibilidades de que-brarem a cara novamente. Isto é uma das mais contundentes oportunidades de“começar recomeçando”.Portanto, procure refletir sobre os pontos negativos e positivos desse relaciona-mento, objetivando discernir se existe por parte de ambos o desejo e a disposiçãode “avivar” este amor ou de mudança de atitude. A fim de que o relacionamentode vocês possa ser reconstruído. Se houver, não somente é possível, sobretudo,vale a pena investir nesse relacionamento trabalhando-o com acompanhamento
  • 65(terapia e/ou pastoral – adequados). Afinal, foi você mesma quem escreveu: “Sin-to ódio dele em muitos momentos e em outros não, sinto que ainda o amo”.2º) Caso realmente haja amor recíproco entre vocês, invista num bom diálogo,perdão genuíno e não abram mão de uma forte amizade. Todas essas coisas po-dem criar ponte para uma reconciliação e um recomeço. Mas se não tiver disposi-ção de mudança desista!Com relação ao diálogo, entenda o fenômeno: a palavra “conversar” é a junçãode duas palavrinhas: com + versar. “Com” significa “juntos” e “Versar” significa“fazer versos”. Então conversar é fazer verso junto. Você fala e faz um verso, elefala e faz um outro verso. Juntos vocês constroem uma poesia chamada “diálo-go”. E isso é o que basicamente é comunicação.E etimologicamente falando, a palavra “comunicar” vem do latim “comunicatio”,que significa “troca de boas coisas”. Comunicar é transformar pensamentos empalavras, em gestos e em atitudes. E é preciso que vocês saibam disso: sem umaboa comunicação não existe diálogo, tampouco haverá perdão ou amizade.A comunicação é fundamental, decisiva, imprescindível, determinante, para umbom relacionamento e para a construção e o cultivo do amor neste. Onde não háuma boa comunicação, não é gerado perdão, e quando não há perdão, não existeboa amizade, e quando não há uma amizade sincera, firme, transparente, de con-fiança, no relacionamento, o amor fica comprometido. O diálogo então é funda-mental. Quando o casal não dialoga, antes, só trocam palavras ofensivas e pesa-das, conforme você me descreveu, começam então vir as crises.Cuidado com as agressões verbais. Medite em 1 Pe 3.10 que diz: “Pois quem queramar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábiosfalem dolosamente”. Significa também dizer que a qualidade do relacionamentodepende do que ambos falam um ao outro. Assim, pondere o que vocês falam.Outro texto dirá: “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angús-tias” (Pv 21.23). Isto exprime que o estado de sua alma, da sua psique, dependedo que sai da sua boca. Veja como isso é forte! E não somente é o caso de muitosrelacionamentos, mas têm muita gente com o estado de alma amargurado, comdoenças psicossomáticas, porque guardaram tudo só não guardaram a língua.E mais: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come doseu fruto” (Pv 18.21). As palavras ditas no relacionamento, ou geram uma psico-logia de vida, ou geram uma psicologia de morte. Ou seja, a auto-estima do outrodependerá também do que você falará no cotidiano para ele/a.Com relação ao perdão, entenda que em primeira instância isso tem a ver comvocê. Existem razões pelas quais precisamos perdoar. Todavia, antes de pontuaralgumas destas razões, vou fazer uma consideração.Em Hb 12.15 está escrito: “tendo cuidado de que ninguém se prive da graça deDeus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por elamuitos se contaminem”. A amargura nos priva da Graça de Deus. A sua relaçãocom Deus, para ser frutífera, depende da sua relação com essa tal pessoa.Perdão é um termo grego que traduzido literalmente é “ser gracioso com...”.Perdoar é agir com Graça. E você deve saber o que é Graça. É fazer um favor paraalguém que não merece esse favor. É dar a alguém algo que ele não tem mérito
  • 66pára. “Pela graça sois salvos”. Paulo fala os Efésios que temos uma salvação acer-ca da qual não merecemos. Por isso que perdoar, para nós, é difícil. É dar a ou-tra face. Parece utópico isso, mas se Jesus mandou é porque é possível. Não estousugerindo que seja algo fácil, apenas indicando que se Jesus disse que podemosperdoar, é porque perdoar também não é impossível. Esse perdão é fundamentalpara àqueles que pretendem se relacionar com Deus.Passo a relacionar somente três razões, entre tantas, pelas quais “perdoar” é algoque tem relação primeiramente com nossa saúde psicológico-espiritual:A primeira razão é para que satanás não leve vantagem sobre nós. “Ora, sealguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja de-masiadamente áspero, digo que em parte a todos vós; basta-lhe a punição pelamaioria. De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para quenão seja o mesmo consumido por excessiva tristeza. Pelo que vos rogo que con-firmeis para com ele o vosso amor. E foi por isso também que vos escrevi, parater prova de que, em tudo, sois obedientes. A quem perdoais alguma coisa, tam-bém eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenhoperdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que Satanás nãoalcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”. (2 Co 2.5-11). . Lutar contra o diabo em santidade já não é fácil. Quando eu não consigoperdoar, isso é comida pra satanás, que veio pra te matar, roubar e destruir. Elemata sem tirar a existência. É como um cigarro que é tragado, que você o vê sen-do devorado lentamente até que vire cinzas. Esse é aquele diabo que vai te ma-tando aos poucos.Essa tristeza que nos devora, além de nos devorar, alimenta o nosso inimigo. En-tão perdoar não é questão de vontade ou não, passa pela inteligência. Entendaque você pode estar no prejuízo! Isso porque você pode estar alimentando sata-nás. E Satanás tem o tamanho que a gente o transforma.A segunda razão pela qual devo perdoar, é porque não fazê-lo me torna filhorebelde. Perdão é 70x7 – se a bíblia diz que eu tenho que perdoar 70x7 para queeu possa me libertar desse “mau espírito”, é porque se eu não fazê-lo eu me tor-no filho rebelde. Viver sem perdoar é viver em rebeldia, e quem vive em rebeldiacai na condenação do diabo.Tem pessoas que psicologicamente possuem comportamento auto-destrutivo. Ex:a esposa de um certo indivíduo o prejudicou numa dada ocasião; ao passo queeste, por sua vez, agasalha esse sentimento enfermiço desde então. Às vezes, ofato cronológico aconteceu a vinte e cinco anos atrás, mas o fruto desse fato estáno sujeito até hoje. O mal que a esposa lho fez, fora há vinte e cinco anos atrás;de lá pra cá já não é mais a esposa, é o próprio sujeito. Um filósofo ateu (JeanPaul Sartre) uma vez disse: “Não é o que fazem conosco, é o que a gente faz como que fizeram conosco”. Portanto, perdoar é libertar-nos do fruto do mal que fi-zeram a nós. Porque o mal já está feito, quando eu perdôo, eu não me liberto domal que me fizeram, mas dos frutos que esse mal gera em mim.Por que Jesus nos manda a perdoar até 70x7? Jesus está ensinando: “Exercite-sena dor, até que essa dor restaure a tua sensibilidade”. Porque o mal só te atingiude fato, quando ele te transforma a imagem do teu agressor.“Perdoe as nossas ofensas como eu tenho perdoado os meus devedores”. Observeo que Jesus diz: “Eu quero ensinar que o que vocês fizerem aos outros, assim eu
  • 67farei a vocês. De modo que, o que eu vou fazer com vocês será fruto do que vocêsfizerem com o próximo. Uma vez que, eu com relação a vocês, só reagirei, por-que a ação sai da parte de vocês”.E a terceira razão do “perdão” é porque quando nós não perdoamos, nós es-tamos nos transformando em cadáveres. Por que Jesus desistiu dos fariseus? Emgrande parte porque Jesus sabia que eles eram sepulcros caiados. “Eu não lidocom sepulcros caiados, porque eu sou o Deus da vida e não da morte!”. De modoque, nós precisamos perdoar para que não nos transformemos numa cova.Por fim, com relação a não abrirem mão de uma forte amizade, assim lhe afirmo:se a amizade não for o alicerce a ser construído e cultivado nas relações entrehomem e mulher, o amor pode acabar.Alguns relacionamentos adoecem porque falta a amizade. Isto porque eles nãoconseguem se conhecerem, logo, se enfermiça. É impossível conviver bem quandonão se conhecem, quando não se desenvolve amizade suficiente ao ponto de ga-nharem a confiança um do outro. Daí ambos adoecerem na alma.Não criem muros que bloqueiem os acessos aos segredos do coração, ainda que seache que correrás riscos. Acredite, é besteira ter medo de perder, de ficar vul-nerável, ou medos do tipo: “Aquilo pode ser usado contra mim...”. Tudo infanti-lidades. O relacionamento maduro não permite omissões, as quais irão impedir ocasal de constituirem os variados “nós” que reforçam os laços de amizade diaapós dia. Antes, é com diálogo sincero em amizade aberta, que grandes, fortes emaduros relacionamentos se fazem. Porque em sendo assim, a despeito dequaisquer problemas, de erros pequenos ou grandes, aos quais perpassam todosrelacionamentos, a sólida amizade entre vocês não será danificada.Nao sejam infantis ao ponto de terem medo de se exporem um ao outro.Aconselho as pessoas que querem se relacionar seriamente pelos princípiospautados pela Palavra, as que pretendem se casar, a não terem medo de seentregar completamente ao outro. Ame profundamente e apaixonadamente, vocêpode se machucar, mas é a unica maneira de viver a vida e um sólidorelacionamento em sua totalidade. Lembre-se que um grande amor, assim comoum grande sucesso, comporta um grande risco!Não se sintam receosos em se darem, se doarem um ao outro por completo semomissões; não tenham medo em arriscar. Pois como escreveu Carlos Drummond deAndrade: “...O desperdício da vida está no amor que não damos, Nas forças que não usamos, Na prudência egoísta que nada arrisca E que, esquivando-nos do sofrimento, Perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.E eu penso que o maior dos sofrimentos é esse: Pelo medo de sofrer, passar pelavida sem se entregar ao amor, passar pela vida e não viver. Posto que, o maiordos sofrimentos é nunca ter sofrido por amor...Entenda que para se relacionar maduramente, é necessário serem cúmplices, con-luiados, amigos... Portanto, se vocês descobrirem que há amor e disposição de
  • 68recomeçarem corretamente, se doem um ao outro em profunda amizade, porquevocês perceberão que irão se completarem.Vocês notarão que quando se constrói esse modelo ideal de diálogo, as controvér-sias surgirão, a alma será exposta em sua nueza, com suas desconfigurações, es-quizofrenias, esquizitices, manias, deformidades que muitas vezes nos envergo-nham, nos constrangem perante o outro. Todavia, vocês perceberão que irão con-fiar mais um no outro, haverá mais transparência, mais acesso entre o coração deum para o outro, vocês conhecerão a alma um do outro e verão no outro seu por-to seguro. Haverá mais amizade entre vocês.Para um relacionamento amoroso saudável se estruturar e se suster, não dependesó do amor romântico, das cartinhas de amor, das palavras e versinhos de amor,embora tudo isso seja importante e necessário. Não se iluda em achar que adian-ta apenas amar romanticamente. Amar, só, é pouco! É insustentável!E por que digo isto: porque nós somos “filhos da Grécia”, somos discípulos dedeuses muito antigos e não do Deus da Verdade. Somos discípulos de deuses Ro-manos, Greco-Romanos; somos discípulos dos contos das “mil e uma noites de fe-licidades” que nunca existiram na história, mas que foram absorvidos pela nossacultura capitalista Estadunidense, cujos ideais fortemente modelaram e aindamodelam nossa cultura cada vez mais esbagaçada de valores bíblico-cristãos. Essaconcepção equivocada que veio revestir o conceito de “relacionamento amoroso”no nosso modelo vigente de sociedade grego-capitalista acabou transformando oscontos “das mil e uma noite de felicidade” (que foram criando seus recontos e assuas variáveis diversas, que por sua vez acabou modelando nossos conceitos oci-dentais de “relacionamento amoroso”) numa doença tão contagiosa e alienante,que a indústria do cinema, das novelas, das propagandas, criou e inculturou noimaginário coletivo da sociedade esses novos deuses de valores nos relacionamen-tos contemporâneos: Que são os amores platônicos, novelísticos, hollywoodianosque só existem nos filmes, nos contos, nos livros e nas novelas! Mas que são ver-dadeiros destruidores do autêntico conhecimento, princípio e ideal do que vem aser relacionamento amoroso à moda e padrão bíblico. Conseqüência: os relacio-namentos sofreram a ilusão da “felicidade fantasiosa!”.E talvez, esse seja o caso de vocês. Pensem nisso.No relacionamento tem que haver muito mais do que amor romântico, e às vezesnem necessita de um amor tão arrebatador e intenso. Porque no decorrer dos a-nos, o ardor da paixão, os versinhos de amor, a atração física, o desejo sexual doscasais casados, e muitas outras coisas parecem diminuir sua força, seu ímpeto esua intensidade. Mas o que de fato prevalece e sustenta o relacionamento no de-curso dos anos é aquela amizade forte e linda que fora construída ao longo dosanos.Acredite, muitos dos impulsos da sua juventude e do vigor da idade um dia irápassar. Mas a amizade construída é o que cultivará o carinho e o amor no relacio-namento de vocês para sempre.O que sustenta um relacionamento não é a questão filosófica do amor. Tudo maisno relacionamento é transitório, até o amor romântico. Mas as relações que desa-fiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte do diálogo, do perdão e da a-mizade.
  • 69Como vocês podem cultivar essa amizade? Dando importância às pequenas coisas.Valorize sempre o detalhe. As coisas mais importantes no relacionamento não en-volvem dinheiro. Dinheiro é afeto! Isso não serve só para ele, mas para você tam-bém minha querida irmã.E só para sua reflexão, passo a relacionar aqui alguns poucos exemplos de quaisseriam esses detalhes: Um abraço; uma atitude solidária; parando para ouvir;dando um conselho; compreendendo quando ninguém o compreende; comparti-lhando sonhos e projetos; chorando junto; sorrindo com; aceitando as diferençase nunca pré-julgando, etc. E insisto: A amizade também é cultivada pela comuni-cação. Sem diálogo não há possibilidade de negociar. Quando você fecha a portada comunicação, é uma questão de tempo: a amizade se abala e os relacionamen-tos estão à caminho da morte. Destarte, se existe uma porta que vocês sempreterão que manter aberta é a porta do diálogo, da comunicação, da conversação;pois é ela que nutre e fortalece a amizade.Veja o processo: se acabar o diálogo, a amizade está fadada ao fracasso, e se aamizade acabar, mais cedo ou mais tarde acabará o amor e o relacionamento.Portanto, valorize o detalhe! Porque as coisas mais importantes no relacionamen-to não envolvem dinheiro. Tem a ver com amizade. E quanto custa isso?A amizade nos relacionamentos não é automática, precisa ser cultivada. A amiza-de é como um filho: você faz, alimenta e cuida.Não há relacionamentos afirmados que sejam carentes de amizade; onde cada umvive-se isolado em relação ao outro. Porque amigos repartem segredos, contamsonhos, houve mistérios, partilham lembranças, crises de choro, experiências,responsabilidades, segredos. Amigos emprestam não somente dinheiro ou bens,mas emprestam o verbo, o ombro, o tempo. Recomenda cautela, um conselho queàs vezes não queremos ouvir; porque não quer nos ver iludidos, tampouco te ilu-de. Amigo é capaz do choro, de sensibilizar-se, de se ocupar com seus problemas,dificuldades, tem empatia, tem comprometimento com você, se preocupa since-ramente com você, é leal, não é fingido, diz a verdade, não te abandona, ou seja,tem uma aliança com você. Isto é relacionamento saudável.Sendo assim, nunca feche a porta da comunicação, pois é ela que leva ao perdão,que por sua vez gera a amizade, que produz o “perfeito amor”, o “perfeitorelacionamento”.3º) Veja se o que você quer é uma resposta para ele ou para você. Seja sinceracom você mesma. Veja o que você me escreveu: “Por favor Pastor, se puder meajudar, me ajude. Estou muito confusa e isso tem me afligido muito mesmo. Epretendo mostrar sua resposta a ele também e bem sei do discernimento privile-giado que Deus tem lhe dado”.Minha amiga querida, o que vou lhe dizer soará duro, mas não é.É apenas o meu desejo de ser honesto com você a fim de poder ajudá-la.Portanto, não fique magoada, mas grata com a verdade.Medite você acerca do que lhe escrevi e assuma seu papel nesse relacionamentocaso ele venha continuar. E não use o que estou lhe escrevendo para se defender.Posto que, se você concluir que definitivamente não o ama e que não é mais pos-sível continuarem juntos, não se apóie em minhas palavras usando-as como álibi
  • 70contra seu par. Ou seja: não se imunize de seus erros transferindo-os para elecomo algo que somente viria a “endossar” aquilo o que você de antemão já esta-va intencionada em fazer. Seja sincera e honesta com ele e, sobretudo, com siprópria.Pode ser que você se descubra como alguém que não o ame mais, todavia, é pos-sível que haja amor dele por você nesta ligação entre vocês. E se assim o for, tra-te desta questão com a devida maturidade e aja com honestidade e justiça. Poisum coração que de fato ama (mesmo que não seja em expressões, categorias elinguagens as quais não são as suas) é um chão sagrado a ser pisado com reverên-cia.Relacionamentos dolorosos em que um dos parceiros provoca sofrimento no outro,através de grosserias, palavras pesadas e ofensivas é tão doloroso quanto ao des-prezo e a indiferença que sutilmente se afigure como “boa vontade cristã em pro-curar resolver o problema”. Mesmo porque, aquele que sofre a conseqüência disso(embora não visível) muitas vezes não consegue se livrar do relacionamento, pois,embora racionalmente veja a necessidade disso, contudo, emocionalmente nãopossui a menor idéia das diferenças “sutilmente perceptíveis” entre química (a-tração física), paixão (estado de devaneio ou surto ardoroso, porém efêmero) eamor (sentimento casto, genuíno e forte). E por isso, se submete e sofre em nomedo “amor”.Uma vez em que lhe exponho isso, não provoque dor naquele a quem diz amar outer amado. Tenha consideração ao menos pelos momentos bons em que juntosvocês tiveram. Afinal, você foi quem descreveu: “Estou num relacionamento háquase três anos. No início tudo era muito bom, tal como tipicamente é no iníciodos relacionamentos amorosos. Porém, nos últimos oito meses aproximadamente,estamos vivendo sérias crises”.Lembre-se do que dantes lhe escrevi: existem pessoas que se submetem à pessoasou relacionamentos cruéis; existem pessoas que tem dificuldades e se sentem in-seguras para se separarem das outras. Por quê?Há dois motivos psicológicos para querermos estar com alguém:Primeiramente, o amor. É bom estar com pessoas que nos fazem sentir bem, comquem sentimos prazer, alegria, felicidade. Pessoas com as quais nos sentimos“folgados” interiormente e nutridos. É bom brincar com elas.O outro motivo que nos faz apegar a alguém é o medo: medo da solidão, de nãotermos alguém, medo de perder o amor dele/a, medo do abandono, medo de nãocasarmos. É quando não toleramos a idéia da separação.E aí, quanto mais essas pessoas se atemorizam, mais elas lutam por aquelas quesão alvo de seus amores. E assim, mais se submetem e mais sofrem. Dessa forma,com sua submissão e subserviência, alimentam o jogo do desprezo. O lado sadiodessas pessoas (a razão sensata) quer terminar o relacionamento e o lado adoeci-do (por ser imaturo emocionalmente) quer permanecer em um relacionamentoque jamais as levará à felicidade.Sendo assim minha amiga, entenda que “jogar em pratos limpos” com o outro é aúnica forma de viver a justiça e bondade de Deus nessa terra. Alguns tentam jus-tificar uma generosidade que não existe com “uma atitude íntegra”, dizendo: “Eusozinho/a não posso convencê-lo/a de que está errado/a, pois ‘santo de casa não
  • 71faz milagres’”. E assim, usam os “chapéus dos outros como defensoria”. E nesseviés, vão se tornando cada vez mais dessemelhantes de Deus, logo, o que fica vi-sível aos olhos não é o diabo no homem, mas sim o homem no diabo: o “diabo-humano”. Sim, porque de fato, o/a homem/mulher que perde o afeto natural etraz à reboque um estado de desafetividade que acaba por produzir pessoas ego-ístas, amantes de si mesmas, e incapazes de aprender-apreendendo a verdade noíntimo numa quase total incapacidade de amar, acaba virando diabo! Daí, o me-lhor modo de saber como é o diabo é olhando para essa alma em crescente estadode auto-indulgência. Isto porque o diabo (diabulos) é aquele que divide, se opõe,que mente, ou seja: é o “Adversário do Amor”.E minha oração é para que você não se enverede por esse caminho me usandocomo seu álibi.Sugiro que seja logo direta, porque sofrer a perda para ressuscitar depois é me-lhor que sofrer sem fim a falta de amor do outro. Às vezes a separação é a únicaforma de amar e por conseqüência ser feliz. Namorar, casar, estar junto, masnunca a qualquer preço.Não vale a pena manter nenhum relacionamento quando o preço é o engano ou oauto-engano. Literalmente, o que se está recomendando é que você coe omosquito e viva à base de dieta de camelo.Por fim, como escrevi, não é minha alçada dizer a você o que fazer. No entanto,o que comuniquei à você (e espero que lhe ajude) é o caminho dos “bem-aventurados”, conforme disse Jesus: “Bem-aventurados os limpos de coração,porque eles verão a Deus”. E isto para que você, em oração, não caminhe nasveredas mais sujas da existência humana. Antes, caminhe pelas veredas doslimpos de coração, dos bem-aventurados, em quem existe retidão de sentimentoe verdade de propósitos; que tem prazer no que é e não no que não é; o caminhodos limpos de coração, em quem oração e ação estão alinhavados; porque essesverão a Deus.Portanto, fique sabendo que o que lhe aconteceu acontece com qualquer um. Ocoração é cheio de surpresas e não há ninguém que o conheça para si mesmo.Assim, se você decidir enfrentar a rompimento de sua relação, procure uma boaajuda e inicie sua preparação psicológica para o “corte”. Pois, pode ser, que vocênão esteja preparada e consciente das amputações que poderão lhe sobrevir.Pense e ore muito. Mas, de antemão, procure ajuda para sua questão. Se não forpor nada, faça isto por você mesmo.Receba meu amor e carinho, e minhas orações por vocês dois.Nele, em Quem a gente entra e sai e acha pastagens,Pr. Ronald.
  • 72FILHO ADOTIVO: AFETOS E DESAFETOS — DIFERENCIA-ÇÕES----- Mensagem Original -----De: FILHO ADOTIVO: AFETOS E DESAFETOS — DIFERENCIAÇÕESPara: Pr. Ronald Lima <ronaldpqn@yahoo.com.br>Enviadas: Segunda-feira, 9 de Maio de 2011 23:36:41Assunto: Me ajude por favor!Oi pastor Ronald. Como vai o senhor?Espero que esteja bem.Escrevo cheio de prazer, pois sei que quem vai ler essa mensagem possui um co-ração aberto e sincero, também sofrido e machucado, mas eu vejo que acima detudo um coração em paz.Mas escrevo com tristeza, não por mim, mas por alguém que amo e sofre. Minhaesposa.Criada em um lar evangélico desde o berço, ele passa por situações que indepen-dente do lar que ela tenha tido ou viesse a ter, eu acho que não deveria passar.Seus pais adotaram um filho, que jamais soube disso. Por terem uma mentalidadeque eu chamo de infantil, seus pais sempre tiveram preferência pelo filho adota-do, desde que minha esposa se conhece por gente.Poderiam ser idéias de uma criança, apenas simples ciúmes, mas minha esposanunca soube dessa adoção até recentemente; ou seja, não foram idéias que surgi-ram na cabeça de uma criança.Também há o fato de que essa preferência (estou usando uma palavra suave parao que eu vejo), é vista por todos, incentivada pelos tios, exagerada, desagradávelàs vezes.Minha esposa sofre demais. Principalmente, porque não entende que adoção sejamotivo para se tratar melhor ou pior um filho (concordo com ela).Eu sei pastor que meus sogros tentam compensar o “sofrimento” de ser adotadode meu cunhado. Sei também que como ainda não sou pai, talvez não consiga en-tender tudo que vai na cabeça de pais adotivos, mas como diz minha esposa, seuirmão nem sabe a verdade. Por isso, qual o sofrimento que seus pais queremcompensar?Seu pai gasta elogios e mais elogios com seu irmão, e raramente (acredite se qui-ser), lembra-se dela.Seu pai poupa seu irmão de saber de qualquer problema familiar ou parecido (ne-gócios de família), a fim de que ele viva tranqüilo, mas “descarrega” em iras eraivas suas preocupações sobre minha amada.Seu pai gastou as economias com seu irmão, e depois não pôde ajudá-la quandoela precisou.
  • 73Bens que deveriam ser partilhados entre os irmãos, foram desviados ao meu cu-nhado porque “ele merece, ele precisa”.Sabe pastor, não me entenda mal, o “material” nessa história pouco me importae a minha esposa também. Ela é muito trabalhadora. É o afetivo que dói.Ao descobrir sobre a adoção, e pedir mais informações sobre isso, só ouviu a res-posta: “cale-se” de seus pais, e morreu o assunto.Eu escrevo porque não sei como lidar sabiamente com tudo isso.Não sei o que fazer, nem sei como ajudar. Não sei se devo “berrar”, “aceitar”,“lutar”, “fugir”.Mas não suporto ver alguém sofrer desse tipo de carência, principalmente sem tera esperança de que um dia isso vá mudar.Não queria ver minha esposa “mendigar” um amor que deveria ter.Eu sei como é a vida, e sei que ela não é justa.Nem sei porque então escrevi. Talvez só para dividir esse fardo. Me perdoe.Fique sempre, cada vez mais, nessa Graça que não faz acepção de pessoas.Um beijo, ________________________________________________Resposta:Meu querido amigo: Graça e Adoção em Cristo!Certamente os pais dela ficaram tão apavorados com a idéia de que filhos adoti-vos são problemáticos que resolveram criar o menino sem essa informação, e, a-lém disso, tratá-lo como se, pelo fato de um dia ter sido adotado, ele carregasse,em si mesmo, um softer diferente, e com grande potencial de explosão.Tudo bobagem!A gente só acha que filhos adotivos são problemáticos porque sempre atribui osproblemas deles ao fato de serem adotados. No entanto, ninguém faz essa análiseem relação aos problemas que os filhos naturais apresentam — e em quantidadeinfinitamente maior, proporcionalmente falando. Sim, as pessoas dizem: “Estádando problemas porque é adotivo”; e, em si tratando de filhos naturais, não têmcoragem de dizer: “Está dando problemas porque é meu filho, e herdou muitos demeus males e vícios”.Assim, os “nossos” filhos “têm” problemas, mas os adotivos “são” o problema.Tudo bobagem!Filhos adotivos não dão mais trabalho do que filhos naturais. Filhos, em geral,trazem problemas, e é assim que a vida é.O que eles estão fazendo é duplamente mal. De um lado estão amargurando a suamulher. De outro lado estão criando, na mentira, um fraco; e que um dia vai sa-ber a verdade, e, quem sabe, então, pelo excesso de proteção e engano, venha ase revoltar.
  • 74Minha mãe é filha adotiva, e cresceu sabendo que o era. Pelo que eu sei de suahistória, ela nunca deu problemas que não fossem normais e próprios da idade eda maturidade em cada um das estações que ela viveu.A questão é que seus sogros adotaram um filho e se deixaram seqüestrar pela a-doção. Sim, eles ficaram dependentes e doentes da expectativa de problemasfantasmagóricos acerca da adoção, conforme os mitos que eles compraram.Ou seja: eles adotaram com medo, não com certeza e confiança. E nada pode serpior do que uma adoção amedrontada e neurótica, como eles fizeram.Para ajudar os seus sogros somente se sua esposa tivesse a coragem de confrontá-los, mas mesmo assim não há a garantia de que eles venham a aceitar o que elatem a dizer.De fato eles estão co-dependentes de um fantasma, que é o suposto potencialproblemático do filho que foi adotado. Portanto, os doentes são eles. Todavia,doentes só são ajudados quando querem ajuda.Espero que o “rapaz” não pire e venha a dar problemas, a fim de que a fixa delescaia, e, assim, eles possam desejar ser ajudados.O que fazer, então?1. Sua esposa terá que “deixar pai e mãe, se unir ao seu marido, e ser com eleuma só carne”. Sim, ela tem que fazer essa ruptura, e fazê-la depressa, emocio-nalmente falando. Se for o caso, que ela procure um terapeuta e trabalhe essaquestão, que é, sem dúvida, muito importante.2. Sua esposa precisa saber que honrar pai e mãe é melhorá-los em nós mesmos.Portanto, ela deve buscar viver sem as dependências relacionadas à doença dospais; do contrário, ela também viverá uma seqüestrada.3. Sua esposa precisa saber que a família dela agora é você, e, ao saber disso, eladeve se concentrar na vida que ela tem agora, ao invés de mendigar o amor e ocuidado dos pais.4. Sua esposa precisa saber que ser discípulo de Jesus significa aprender a liber-dade em relação a pai e mãe; liberdade que nos faz poder amá-los, mas jamaisficar dependente deles, muito menos de seus humores, caprichos ou doenças.5. Sua esposa deve perdoar os pais, e, fazendo isso, não mais cobrar amor ouqualquer coisa deles. Do mesmo modo, ela deve se ver livre de toda amargura,pois, de fato, o privilégio de perdoá-los e até de entender a doença deles, é dela;e, por tal compreensão ela ficará livre.Mostre a minha carta a ela, e peça a ela que medite em cada coisa aqui dita,pois, se ela puser tudo isso em prática, logo o coração dela estará liberto, leve,tranqüilo e sem cobranças a fazer.O caminho é a oração que entrega e perdoa!Quanto a você, seja paciente, porém, seja incisivo quanto a afirmar a ela queentregar-se a tais “gemidos” é a receita para a infelicidade.Receba meu carinho e meu abraço!Nele, que a todos adotou sem acepção,
  • 75Pr. RonaldSONHEI COM VOCÊ!De: Sonhei com você!Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEnviadas: Quarta-feira, 2 de Março de 2011 17:43:03Assunto: sonhoOi!Como tem passado? Espero que bem.Obrigada pelo carinho demonstrado a todos no blog. Porém o motivo que me fazescrever é outro, gostaria de compartilhar com você um sonho que tive. Na noitepassada sonhei com você! Pareceu-me muito real!No sonho eu estava em uma Igreja Metodista, muito semelhante a Igreja Metodis-ta Central em... Era uma Igreja grande, bonita, com muitos membros e tambémcom muitos visitantes.O culto teve inicio com louvores, leitura da Palavra, alguns avisos e quando che-gou o momento preparado para mensagem do Evangelho, o pastor da Igreja con-vidou a outro pastor que tomasse seu lugar ao púlpito, pois seria esse jovem pas-tor que iria trazer a mensagem à comunidade naquela noite.Para minha surpresa e desespero o jovem pastor era você! Surpresa porque nãoesperava vê-lo naquele momento, muito menos naquela igreja. Além do mais fa-zia algum tempo que eu não participava das reuniões daquela comunidade, estan-do, portanto totalmente por fora dos últimos acontecimentos (o que é verdade,pois desde que retornei do RJ tenho visitado uma Assembléia de Deus próximo acasa da minha mãe, estando um pouco afastada das reuniões na Metodista). E de-sespero porque sempre quis te conhecer pessoalmente, mas por algum motivosentia que aquele não era o momento adequado para conhecê-lo, pois não mesentia preparada naquele instante porque eu estava muito triste e não queria lhepassar uma má impressão a meu respeito.Você estava todo alinhado, com um terno escuro e vinha trazendo algo que pare-cia ser um instrumento, pois estava envolto em uma capa preta, do tamanho deum teclado, trazia ainda a Bíblia e alguns livros.Foi quando acordei com os latidos de minha cachorra.PS: sinta-se a vontade para comentar a respeito do sonho. No tempo que acharoportuno, sem pressa.Se achar ainda que não tem nada para comentar, sinta-se se a vontade para issotb, pois estou somente compartilhando com vc o sonho que tive na noite passada.Que Deus o abençoe. ______________________________________________Resposta:
  • 76Querida irmã: Graça e Paz!O sonho é seu; e você mesmo poderá se ajudar na compreensão dele.Há vários tipos de sonhos. Sonhos que são reflexos do dias. Sonhos que são retra-tos de impressões por nós não trabalhadas. Sonhos que são explosões do inconsci-ente desejando falar conosco. Sonhos que profetizam psicologicamente coisaspara nós, muitas vezes simbolicamente. E, por último, sonhos divinamente inspi-rados, conforme as narrativas bíblicas demonstram.Muitas vezes também nossos sonhos misturam elementos diversos. Por exemplo: oevento do dia se soma às impressões gravadas em nossa mente, as quais ainda nãoforam trabalhadas por nós; e, a tais elementos agregam-se explosões de nossopróprio inconsciente, como se este último surfasse nelas, tomando-as por emprés-timo a fim de se expressar.Perece-me que este é o seu caso!Ou seja, acredito que você já “programou” encontra-me ou ver-me ministrando,e, por muitas razões justificáveis, você apenas projetou o que você sente a meurespeito: um jovem pastor com expressividade para ministrar o Evangelho numaigreja imponente, que além de carregar a Bíblia no coração e nas mãos, porta“outro” material que utilizo para ministrar — me refiro ao instrumento musicalque utilizo nas ministrações.Na realidade pregar a Palavra e adorar a Deus com “meu som” é minha maior ale-gria, e, em mim, sinto que Deus sente alegria quando falo Quem Ele é. E sintoque essa é sua impressão a meu respeito.E estou ciente de onde vem a procedência do dom, e, Nele me alegro com grati-dão e quebrantamento.Mas como disse antes, somente você pode de fato discernir do que se trata. Aquivai, portanto, apenas a pretensão de um irmão que procura discernir os aconte-cimentos pela experiência da vida e pelo Evangelho, embora eu não compreendacoisa alguma.Obrigado pelo carinho.Receba o meu abraço!Nele, que nos visita em sonhos, e também à luz do Sol,Pr. Ronald.MORTE: BOM PRA QUEM A VIVE, RUIM PRA QUEM A AS-SISTI...De: Meu pai morreu... preciso de ajuda!Para: ronaldpqn@yahoo.com.brEnviadas: Quinta-feira, 5 de Maio de 2011 2:58:54Assunto: Meu pai morreu... preciso de ajuda
  • 77Graça e Paz, amado Pastor Ronald.Estou te escrevendo porque preciso muito de sua ajuda, pois estou passando porum momento muito difícil e não sei a quem posso recorrer ajuda, a não ser o se-nhor.A situação é a seguinte: meu pai estava doente já algum tempo (um câncer ma-ligno no intestino) e veio a falecer há duas semanas.Todos nós (eu, minha irmã e minha mãe) estamos sofrendo muito essa perda. Estásendo muito dolorido. Mas minha preocupação maior tem sido com minha irmã,pois ela ainda não aceitou essa morte e está num quadro muito depressivo: nãoquer viver a vida, sair de casa e ainda culpa a Deus por não ter curado meu paidizendo que a morte dele foi muito trágica e injusta. Em outras palavras, ela nãoestá conseguindo superar a dor da perda. E isto tem me preocupado muito.Por favor, me dê alguma palavra, alguma luz para que eu possa ajudar minha irmãa superar tudo isso.Obrigada.Um abraço. ___________________________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça, Paz e Consolação sobre você e os seus!Todos nós sabemos que as figuras maternas e paternas são referenciais muito im-portantes para nossa vida. Nesse sentido, que bom que você e sua irmã tiveram afelicidade de contar com a figura paterna a seu lado por todo esse tempo. Já émuito mais do que muitos têm ou tiveram.O apóstolo Paulo, depois de ir ao terceiro céu... bem, depois disso, ele sabia queo que olhos não viram, o que os ouvidos nunca haviam ouvido, e também aquiloque nunca jamais havia subido como imaginação inspirada pela mais mágica fan-tasia artística, teológica, filosófica, sinfônica, degustativa, sensorial ou extrasen-sorial — era o que Deus havia reservado para aqueles que o amam! “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito” — diz ele! É por isso que ele depois conclui que o viver éCristo; o morrer é lucro!Paulo viajou do caminho da certeza da vida eterna até chegar ao prazer pela e-ternidade! Minha suposição é que Paulo foi levado para a decapitação com a sere-nidade feliz dos premiados. Para quem chegou aí, mesmo que haja dor física na“passagem”, não é para comparar com o peso de glória que o aguarda. Até a dorse adocica nesse estado!É no mínimo como um cafuné celestial. Creio que deve fazer extasiante coceirano cocuruto da alma e no cangote do espírito!Nesse caso não se tem somente a certeza da salvação. Tem-se o êxtase dela!
  • 78A viagem de fé nesta vida deve poder nos levar ao nível de pacificação que pro-duz essa alegria calma no ser. Afinal, o próprio Paulo disse: “...a morte é vossa...e vós de Cristo, e Cristo de Deus”.Tenha certeza de que está tudo muito bem!Na realidade nós temos imensa dificuldade em lidar com a morte de entes quenos são caros e especiais, como pais. A sensação de perda é chocante. Isto porquea morte também parece fazer ressaltar a futilidade desta existência, cheia decaprichos e eivada de acidentes inexplicáveis.No entanto, quando se lê a Bíblia, não se vê essa mesma angústia presente. Issoporque os homens e mulheres da Bíblia lidavam com o fato da morte como algocompletamente possível e até natural em qualquer fase da vida.Ora, quando a morte vem por uma doença, em geral, as pessoas culpam a Deus,que não protegeu... Quando se trata de um acidente, todavia, se busca “enten-der” o que aconteceu, como que a tentar encontrar um significado para algo tãodês-significado como um “acidente”.Todavia, frente a esses acontecimentos, pessoalmente não tenho perguntas aDeus. No que me diz respeito, trato essas realidades como uma topada, comouma unha que se arranha sem que se deseje, como uma tábua que cai na cabeçade alguém que passa sob um alambrado, como um escorregão de um precipício,como um acidente...Isso é a minha parte, e é apenas até aí que eu vou. E não me sinto na obrigaçãode saber mais nada... não aqui... não na terra... não enquanto estou neste mun-do.É claro que Deus tem Seus propósitos, mas isso é com Ele, não comigo. Além dis-so, Deus não vê a vida como nós a vemos, e nem chama de catástrofe o que nóschamamos.A morte é apenas a morte. É isso que Jesus e Paulo nos ensinam.Quem vive e crê, não morre... mesmo que morra. E quem morre mesmo crendo,não morre, pois vive eternamente.Paulo disse que em Cristo a morte agora é “nossa”, juntamente com a vida. Sim,vida e morte em Cristo são a mesma coisa. Nós é que não vemos e não sentimosassim.E agora? O que fazer?Ora, não há receitas, mas há atitudes a serem prescritas.Sugiro que você ajude sua irmã a abraçar sua dor sem medo. Ajude-a sentir todasas saudades que ela sentir. Ajude-a lembrar de todas as coisas boas... e das ruinstambém. A ver o caldo de amor que ele recebeu de vocês todos. E ver as coisasdo ponto de vista dele (do seu pai), que não está se lamuriando por ter “morri-do”, posto que nem sabe disso como morte, mas apenas como vida e imersão naplenitude de Deus, do amor e do entendimento do significado de todas as coisas.Se ela pensar nela, dores crescerão. Mas se pensar nele, grandes consolações lhevisitarão!
  • 79No mais, minha querida, não há muito para dizer a você ou a ela, mas há muitono que confiar!E saiba: tais coisas não desaparecem assim... pro nada... e de repente. Elas vão evêm... Às vezes a gente está melhor... Às vezes a gente está pior. Mas é normal.Chame-a à vida. Diga a ela para não se sepultar com ele. Ele odiaria que ela fi-zesse isso.Ajude-a curtir a vida; como também sempre que ela ver algo que ele gostava ougostaria, auxilie-a a fim de que ela prove por ele, com aquele amor devocional deuma filha que o amava.Estarei orando por sua irmã, por você e por sua família.É tudo o que tenho a lhe dizer. O mais... eu sei... o Espírito Santo o fará.Minha impotência já foi longe demais no falar.Agora, apenas faço silêncio e choro com você e sua família!O Senhor que o levou cuidará de todos os que ficaram!Um grande e carinhoso beijo, para você e toda a sua casa.Nele, em Quem a morte morreu,Pr. Ronald.AGRIDO FISICAMENTE MEU ESPOSO: ELE NÃO É BONITOE NÃO O AMO!----- Original Message -----From: AGRIDO FISICAMENTE MEU ESPOSO: Ele não é bonito e não o amo!To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Thursday, January 13, 2011, 10:06:49 AMSubject: Violência CorporalQuerido pastor,Já lhe escrevi antes, mas não tive resposta. Tomara que dessa vez o senhor meresponda.Sou casada há 13 anos com um pastor. Eu também tenho mestrado em Teologia.Atualmente ele está fora do ministério. Nossa vida de casados sempre foi sofrida;alguns momentos muito bons, mas sempre muito sofrimento, brigas, ciúmes. Nosúltimos anos me dei conta que o amo apenas como amigo, mas não como homem.Antes havíamos nos engajado juntos no pastoreio da igreja; e foi um tempo ótimo:sem brigas; mas me dei conta que o amor tinha ido embora, da minha parteapenas.
  • 80Tornamo-nos grandes amigos; colegas de ministério. Deixamos o ministério paratratar do nosso casamento. Não tem dado certo e nosso estresse é tamanho, quenem queremos mais buscar ajuda.Às vezes vivemos momentos de amor e paixão; e depois vêm as brigas! Eu medesespero e me torno agressiva fisicamente, o que o ofende profundamente.Quando nos afastamos, aquela amizade volta, e vejo que não o amo! É só amizadee entro em crise por isso! Aí volta de repente, do nada, o “amor”. E ficamos lindos,românticos; e então volta o meu sentimento de amizade. Às vezes mesmo sem asbrigas eu fico assim: amiga!É uma montanha russa. Não entendo porque não nos separamos. Tenho 32 anos, ele45; e temos um filho de 13. Claro que há muito mais a falar, mas sei que minhanecessidade é imensa e o espaço não é para tudo isso.Espero que leia. Dê-me uma dica; uma luz. Gosto muito do senhor, somos muitoamigos de um grande amigo seu. Quando ele vem à nossa cidade, sempre fica coma gente e sabe da nossa luta.Um grande abraço! ___________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça e Paz!Fiquei intrigado com sua carta, e, como você mencionou que já havia escrito e nãoobtivera resposta minha, fui atrás de seu outro e anterior e-mail, e, entre dezenas,o achei. Aproveito a oportunidade para aqui transcrevê-lo em razão de que sóentendi um pouco melhor a sua segunda carta após ler a primeira (a carta semresposta minha).Assim, comigo, re-leia a sua 1ª carta; pois ela carrega muitas explicações: ___________________________________1ª carta:Querido pastor,Tenho 32 anos e sou casada há 13 anos com um pastor de 45 anos. Era umaadolescente muito carente de abraço, de elogio, e acabei engravidando e casei.Meu filho tem 13 anos.Meu problema é que meu marido é um homem feio, fisicamente falando; e sintovergonha de apresentá-lo aos meus amigos. As pessoas quando o vêem a primeiravez, olham com surpresa, e algumas até comentam que nunca esperavam que meumarido fosse assim.Não sei se se surpreendem pela diferença de idade, pois todos acham que aparentouns 23 anos; ou se por verem que ele não é um cara bonito. Não estou dizendo quesou linda, mas as pessoas mais amigas fazem gozação de nós dois, dizendo que eudevo ser louca por ter casado com um cara tão feio.Falam na brincadeira na nossa frente! Confesso que isso me fere porque concordo!
  • 81Ao mesmo tempo meu marido não é lá uma pessoa fácil de viver. É um casamentosofrido, complicado, sem respeito. Já tentamos nos separar várias vezes; massempre meu marido vem e faz planos para nós; e eu cedo, mesmo sabendo que nãopassam de planos.Tenho vergonha de dizer ao meu pastor que sinto vergonha do meu marido por eleser feio e mais velho. Sinto-me culpada, fútil, injusta...Pastor me ajude. Dê-me uma direção. Sinto-me numa armadilha armada por mimmesma. Quero que saiba que admiro seu trabalho!Um grande abraço! ___________________________________Resposta a ambas as cartas:Minha querida,Não sei nada acerca de seu marido e desconheço tal feiúra. Mas, no que concerne avocê, sinto que havendo amor ou não, por ele, seu problema é um outro: suaprofunda carência e imaturidade! E que é fruto de sua falta de amor próprio!Você se deu a ele porque precisava de um “abraço” (coisa de crente-carente). E acarência era tão grande que, mesmo sendo ele feio, à época serviu não só para oabraço, mas para transar com você. Então veio o filho do abraço!Ora, o abraço, a transa, o filho do abraço, a igreja e suas “obrigações” — somados,levaram vocês ao altar. Para complicar, tanto ele quanto você, tornaram-seministros e fizeram teologia tornando-se líderes da igreja nessa situação. Receitapara uma profunda infelicidade quando não há amor!Treze anos decorreram. E o cara feio fica mais feio aos seus olhos; e meninacarente, que não envelhece conforme a idade; e, certamente, com nova e maisprofunda carência, agora olha para o sapo que casou com a princesa carente de umabraço — e compara o que tem com o que poderia ter agora!O fato de você dar tanta importância ao que os “amigos” dizem (e que “amigos”são esses?!) — revela o quão infantil você é.Na realidade, se você olhar para dentro, para a sua alma, o que você verá será umavontade danada de ter outro homem, de se dar em paixão a alguém que sejaaceitável ao seu meio social.E mais: a alguém que você ache que faça jus à sua juventude e possibilidades comomulher, para quem, hoje, há muitas alternativas de amor e de paixão AGORA!Seu pobre marido, feio ou bonito, de fato sofre “de você”; de sua infantilidade deontem e de hoje; e da feiúra de seu olhar. Afinal, mesmo que ele não fosse tãofeio, a crise estaria instalada de qualquer modo; pois a feiúra dele cresce medianteas “comparações” que você faz. Sim, sua feiúra interior o enfeia na mesmamedida!É clichê, mas creio na frase que diz que “a quem ama o feio bonito lhe parece!”Não duvidaria nada se você me dissesse que olha os outros maridos, e sonha emque você tivesse pelo menos um marido que suas amigas e amigos achassem queera compatível esteticamente com você.
  • 82Casamento, para você, é passarela! Tudo coisa de adolescente!E mais: tenho certeza que as coisas pioram sempre que a atividade “social” devocês aumenta. Sim, porque você ainda é uma menininha impressionada; e quecasou por um abraço e agora quer se separar pela feiúra dele; a qual existe para osfeios de espírito (seus amigos); e para você, cujas fantasias demandam dele o queé perverso.Quem precisa de uma plástica urgentemente é você: plástica no olhar!Você mencionou brigas, ciúmes e agressões físicas que você pratica contra ele. Ecertamente não é porque você tenha ciúmes dele!Sim, acho difícil que o ciúme seja de você para com ele; mas sim dele para comvocê. Afinal, você tem vergonha dele; evita-o em público; e talvez até joguecharme não sensual sobre os demais homens; especialmente para os que fazemgozação acerca da feiúra dele. E como ele deve amar você, a dor dele é grande;pois, nada pode fazer para mudar a estética pessoal; nada conseguiu fazer parafazer você gostar dele por ele; nem tampouco foi capaz de melhorar o seu olhar,fazendo mais maduro.Assim, é obvio que ele, além de uma terrível insegurança, manifeste tambémciúmes, e grande implicância com seu jeito, escolhas e opiniões; as quais, para ele,soam sempre como “indiretas” contra ele. Ou não são?Desse modo, ele se enciúma e vocês brigam. E como você tem raiva de ter casadocom um homem que, hoje, do ponto de vista de seus “amigos”, não merece vocênem pela estética e nem pela idade — você o agride; mesmo que o que faça vocêfazer tal coisa seja a raiva que você tem de si mesma, por ter tornado a carênciade um abraço, num filho do abraço, e num casamento que de abraço carente, virouabraço de tamanduá para a sua alma infantil e carente; porém, sobretudo, para aalma dele!Você disse que não sabe por que ele não se separa de você. Eu, porém, pergunto:que covardia é essa? Não é você que o vê como a um sapo e quem não o ama? Não évocê quem se envergonha dele? Não é você quem desejaria ficar livre? Então,pergunto: Por que, pela 1ª vez na vida, você não toma uma decisão sua e honesta,ao invés de esperar que ele a tome por você?Será parte de sua cura assumir suas decisões como mulher adulta; e sem álibis!O problema adicional disto tudo é que se ainda não houve nada entre você e umoutro cara, será questão de tempo para que assim seja. Afinal, nenhuma mulher de32 anos, imatura, e que dá tanto valor ao que os outros pensam e dizem — nãoacabará dando a si mesma a certeza de que, se desejasse, teria um homem bonitoem sua cama e em sua vida.Portanto, você foi e continua a ser a mulher-menina carente de abraços. E oresultado disso será trágico; a menos que você olhe para dentro de você mesma eenxergue o que está em seu coração. Sim, porque ele pode ser feio, mas, muitomais que feio, ele é a projeção de seu olhar!Muito mais realista do que falar em diferença de idade, em feiúra, em ciúmes,brigas, etc. — seria dizer que você precisava dele antes, mas que, com o tempo,sua alma passou a ter outras seguranças e certezas; e que, por tal razão, hoje você
  • 83se vê com a possibilidade de dizer que não o quer porque ele é feio e você sentevergonha disso.Ele não deve ter ficado feio nesses últimos 13 anos. Se ele é feio, então, já eraantes. O que mudou foi seu olhar. Ele, todavia, não tem culpa disto. Portanto,também não adianta dizer que ele não é “fácil” de conviver. Afinal, quem seria emtais circunstâncias e carregando uma espada dessas na cabeça?Mude; inverta as coisas; ponha-se no lugar dele; ouça que você é uma aberraçãopara ele; que é bonito, conservado, atraente, e outras coisas — e, nesse contexto,imagine como você estaria se sentindo?Ele não é “fácil”? Ora, quem seria? Você seria fácil e tranqüila sob tais pressões einseguranças? Quando você diz que descobriu que não o ama, e que quando vocês“dão um tempo”, separando-se conjugalmente, tudo melhora; pois ele “vira”amigo — você não diz nada além do óbvio.Afinal, tirando-se a necessidade de você ser a “mulher” dele e para ele, fica legalser a amiga dele. E por que não ficaria? Ora, ele é o pai de seu filho; e, por maisdifícil que ele seja ou fosse, é ele quem está segurando esta barra apenas porqueama você.Minha sugestão é a verdade!E a primeira delas é que ele não merece você; ou melhor: não merece ficar sob seuolhar. Você já imaginou a dor desse homem?Deixe-o livre. Assim pode ser que ele encontre alguém que não se impressione comestéticas e veja a real beleza dele, ou de qualquer outro ser humano; a qual sóexiste, duradouramente, no coração. Sim, a beleza que com o tempo só tende acrescer!Olhe para dentro de você e chame as coisas pelo nome. Mesmo que seja contravocê. Mesmo que seja para constatar que você era nova e carente, e que, agora,mais velha e mais carente, desejaria conhecer outro cara; até para poder dizerpara seus amigos (e só depois para você) que agora você tem um homem à suaaltura estética e etária. Mas também pode ser alguém à sua altura otária!Você se sente fútil. Porém, fútil mesmo é discutir um casamento que precisa doreferendum de terceiros!Sinceramente, se eu fosse ele, gostando ou não de você, já teria me separado hámuito tempo. Afinal, nenhuma mulher que não me queira “contra o mundo”, senecessário for e fosse, poderia ser minha mulher. Assim, de minha parte, quem nãoserviria para mim, nesse caso, seria você.Sim, se eu fosse ele, seria o melhor pai do mundo para meu filho; mas deixariavocê livre na hora; fosse para ser feliz; ou fosse para deixar descobrir que háhomens lindos, mas que se tornam feios e monstruosos quando a gente leva paracasa.Entretanto, é melhor que, como mulher, carente ou não, você tome algumadecisão e que esta seja “sua”, apenas sua; pois não é justo manter o caraseqüestrado a você; e mais: sob alegações tão infantis.Não é justo fazê-lo sócio de seu desagrado. Sim, porque ele, seu marido, existe; enão existe apenas para a hora da conveniência de um abraço. Afinal, existem
  • 84conveniências temporárias de sua parte. Isto porque após dizer que não o ama; eapós afirmar que se separam de vez em quando; você falou de “paixão” — para,logo então, dizer que após esse “surto” (que é carência sua), tudo volta a ser comoantes. E você mesma admite que quem muda sempre é você.Portanto, minha querida, minha “dica” é a verdade. Seja qual for a sua decisão,tome-a já. Mesmo que seja ainda a verdade de seu engano. Mas é melhor viver oengano só e sem reféns, do que fazer um ser quase-inocente ficar seqüestrado erefém de seus caprichos, medos e carências.A diferença entre uma menina e uma mulher, é que a primeira quer álibis ejustificativas; e mantém “alguém” ao lado para as eventualidades. Já a segunda,uma mulher, prefere quebrar a cara com honestidade e viver com asconseqüências, do que fazer alguém refém de um amor não correspondido.Acredito que somente depois de você o deixar livre e provar a vida com seuspróprios lábios, é que você saberá a verdade. Porém, pode ser que depois bata umprofundo arrependimento. Mas esse será o seu preço a pagar. Afinal, em minhaexperiência, um ser humano com seus conflitos, carências, impressões e sob ascircunstâncias nas quais sua alma se desenvolveu até aqui, só conhece a verdade naExistência. Porém, saiba: as conseqüências, boas ou más, serão todas elas arcadaspor você.Assim, procure-o e diga o que você sente. Mas não o humilhe com esse papo defeiúra nem de idade. Apenas fale de sua falta de amor. Será muito maisverdadeiro.Pense no que lhe disse e me escreva outra vez!Ah! Pare com essa coisa de agredir fisicamente o homem! Isso sim, é pura feiúra!Um forte e carinhoso abraço!Nele, em Quem não havia beleza alguma que nos agradasse,Pr. RonaldAS ASSOMBRAÇÕES QUE RONDAM UMA TRAIÇÃO----- Original Message -----From: AS ASSOMBRAÇÕES QUE RONDAM UMA TRAIÇÃOTo: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Monday, February 7, 2011 1:55 PMSubject: Estou precisando de sua ajuda!Prezado Pastor Ronald,Te escrevo com muito carinho. Desde que me apresentaram seu blog, tenho lidomuito e encontrado nele alimento, força e inspiração para prosseguir na caminhadada fé. Estou em fase de assimilação. (rs). Mascomo o evangelho de fato nos consola e traz descanso!Li muitos emails respondidos e fiquei encantada com tudo isso!
  • 85Mas este não é o principal motivo pelo qual te escrevo. Quero te pedir ajudapara o meu relacionamento. Te escrevi uns meses atrás te contando uma situação.Eu havia terminado o meu noivado e estava me relacionado com um rapaz que es-tava em fase de divórcio. Na época te contei que fiquei confusa e terminei com elee tentei voltar para o meu ex-noivo. Só quehavia descoberto depois que não era o que eu queria. Queria aquele rapaz comquem iniciara um relacionamento. O senhor me encorajou a assumir o meu amorpor ele a despeito de todos os obstáculos.Graças a Deus por este conselho!Foi o que fiz e não me arrependerei em hipótese alguma!Tudo seria perfeito se não fosse o fato dele ainda se sentir muito magoado com aconfusão daquela época. Como meu relacionamento anterior tinha durado noveanos, haviam ficado laços que não foram tão fáceis de serem quebrados; tais como:relacionamento com a família, além de negócios envolvendo dinheiro com o meuex-noivo. Por isso mesmo depois que disse para o meu ex-noivo que não era ele esim o outro quem eu amava —, ele não aceitou a idéia tão facilmente e insistiamuito!Eu estava muito confusa e não fui capaz administrar aquelas emoções, não fui ra-cional o suficiente, não soube me impor e fracassei...Acabei ficando com ele (meu ex-noivo) uma vez, por pressão, desencargo de cons-ciência..., não sei..., qualquer coisa que não era amor, nem paixão. E o meu namo-rado soube, e foi embora.Fiquei quase louca naquela época. Depois disto cortei todo o contato com ele e afamília. Meu namorado e eu tentamos voltar na época. Mas só conseguíamos ficarpoucos dias juntos... E ele ia embora ainda estava muito machucado com tudo.Eu sofro muito, mas sempre tive a consciência de talvez este seja o preço que te-nha que pagar por este erro.Resolvemos reatar definitivamente no final de dezembro do ano passado e estamosjuntos até hoje. Porém, várias vezes, aconteceu dele voltar a este assunto, e fi-carmos sem nos ver por alguns dias. Nós não conseguimos ficar muito tempo longeum do outro e escolhemos tentar ficar juntos porque acreditamos no que sentimosum pelo outro.Esses dias ele entrou nesse assunto e me magoou muito; chorei o dia inteiro; fiqueiarrasada! Ele me confessou que naquela época também ficou com a ex-mulherquando descobriu que eu não o “levara a sério”. Isso me doeu muito! Pelo menosserviu para que eu me colocasse no lugar dele. Apesar de tudo resolvi perdoar, a-cho que no fundo eu sabia e não queria enxergar!Ele já se divorciou há quase um ano e meio e diz que não tem mais nada com a exe nem a menor possibilidade de envolvimento. Ele tem uma filha desse casamento,fato que o põe de vez em quando em contato com ela. Mesmo assim não tenho ago-ra evidência para achar que ele ainda tenha alguma coisa. Ele diz que me ama eque quer superar isso, parar estas confusões todas para ficarmos juntos. Eu às ve-zes me sinto insegura e ainda estou chocada com este fato! Quando toco no assuntoele me joga na cara o meu erro e eu fico sem norte. Não tenho com quem falarsobre isto e às vezes machuca muito!
  • 86Essa semana assisti a um DVD de mensagem de um pastor sobre perdão. Eu penseimuito em mim. Se precisava perdoar os outros. Afinal eu me magoei muito e mago-ei os outros. Não foi só minha dor. Pude me colocar no lugar da ex dele e do meu.Orei a Deus para que ajudasse a perdoar e curasse a mim e as pessoas envolvidas.Desde então estava sentindo muita paz em meu coração.Havia saído aquele peso, aquela angústia!Ontem, entretanto, passei um dia maravilhoso com o meu namorado, porém a noi-te acabei entrando no assunto da ex dele, e ele reagiu a altura. Me jogou na cara omeu erro e foi embora. Me disse que eu nunca havia pedido perdão a ele.Eu então pedi, mas ele não disse nada. Hoje não me ligou e desligou o celular. Nãovou insistir. Sei que um dia pode ir embora para sempre ou voltar. Eu tenho procu-rado ficar em Deus. Estou colhendo o que plantei. Tenho pedido a Deus para quecure o meu coração e perdoe os meus desatinos e que cure as pessoas que eu ma-chuquei de alguma forma. Tenho perdido a alegria de viver por causa dessa situa-ção.Eu amo essa pessoa! Mas não sei se sobreviveremos a tudo isso! Será que oamor entre homem e mulher é capaz de superar qualquer coisa mesmo? Nesta pre-gação a pessoa dizia que o tempo não cura feridas, somente o perdão. Será que nosperdoar genuinamente nos ajudará a continuar? Ou essas lembranças nos atormen-tarão para o resto da vida, caso insistamos? Conheces experiências de casais quevenceram coisas parecidas? Eu preciso muito que me ajude mais uma vez!Um abraço!Aprendendo a andar na Graça, ________________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça e Paz!O que aconteceu, já era. Perder tempo sobre o que já foi, em nada ajuda. O quevale é ver o que se tem, e, também, verificar se vale a pena.Ora, você o traiu; e ele, traído, traiu você. Como ele é homem, e como todo ho-mem sempre acha sua própria traição como tendo menos significado do que a damulher, e, além disso, como sabe que traiu porque você o traíra antes, o sentidode justiça própria dele deve ter se exacerbado ao extremo. Como, porém, ele pa-rece amar você (a menos que ele seja doente... e goste de ficar numa situação detraição... mesmo sem amor), julgo que agora ele expressa os tormentos das lem-branças e fantasias; e, mais que isto sofre em pensar que, amando-o, você ainda sedeu ao outro; e, neste ponto, entra em ação o orgulho; e também a dúvida acercade seu amor por ele, mais do que qualquer coisa.O problema é que você o traiu, e ele ainda não perdoou você de vez. E, para com-plicar, você ainda tem suas crises de ciúmes com o ocorrido entre ele e a ex-mulher, mãe de uma filha dele. Entretanto, suas crises de ciúmes, são também suadefesa contra a tão grande desvantagem que existe no encontro de contas que todahora se estabelece entre vocês.Assim, você também julga e se irrita com os encontros dele com a filha, apenasporque ele poderá ver a mãe dela. Na realidade, você sabe que ele não quer nada
  • 87com a ex-mulher, mas convém a você sentir esse mal-estar a fim de ver se cobresua própria culpa; sempre lembrada por ele. Afinal, já que você não pode negarque o traiu, tem que conseguir diminuir a sua culpa criando uma possibilidade detraição para ele. Assim, até inconscientemente, você dá o troco.A questão é que você suja a água para beber depois. Fica ciumenta, a fim de criaruma causa que tire você do centro de atenções endividadas, sem perceber que oseu ciúme apenas trás para o cenário relacional, algo muito pior para ele, para seucompanheiro, e para você: que é o seu caso de desistência de seu companheiro afim de ficar com quem você dizia já não querer estar. Desse modo você o faz lem-brar do que você não quer que ele lembre mais. É como o cão que corre atrás dopróprio rabo.Somente perdão genuíno e sem encontro de contas e sem ciúmes, é o que podetrazer vocês para um ambiente de amor construtivo. Mais que isto, vocês dois pre-cisam dar um passo de fé na direção um do outro; e fazer isto confiando em Deus;e não na impecabilidade um do outro.Sem fé e confiança nenhum relacionamento ferido pode ser curado, mesmo quandohá amor!Sem perdão e confiança nada poderá levar vocês sequer a um lugar “menos ruim”que o de hoje!Mas se vocês se perdoarem, deixarem os erros para trás, e se dedicarem à confian-ça, quebrarão o “carma dos adúlteros”, que vem do fato de que para adulteraremum com o outro, tiveram que mentir para pessoas; e, assim, agora, juntos, acabampor transferir ou projetar sobre o outro o que cada um fez ao próprio cônjuge umdia; e que agora, como perseguição neurótica e culposa, a pessoa trás de volta avida a fim de julgá-la.Desse modo, o relacionamento da maioria das pessoas que, para estarem juntas,um dia mentiram e traíram, acaba trazendo as malandragens de antes para seremos juízes que fomentam todas as desconfianças agora.Portanto, sem que tal ciclo seja quebrado, nada pode ajudar a pessoas com o histó-rico relacional de vocês!Mas se vocês se empenharem nas veredas simples que aqui indiquei, sei que vocêsterão chance de vencer os fantasmas que hoje os atormentam a alma.Nele, que é Aquele que perdoa e nos manda perdoar,Pr. Ronald.COMO FICA A QUESTÃO DO PASTOR DIVORCIADO----- Original Message -----From: PASTORES SEPARADOSTo: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Monday, Octuber 25, 2010 5:40 AMSubject: PASTORES SEPARADOSQuerido Pr. Ronald,
  • 88Estou muito inquieta com a forma com que vejo as igrejas evangélicas em gerallidando com a questão sobre a separação e divórcio de pastores. Confesso que te-nho muitas dúvidas pastor. Cada pastor diz uma coisa, cada igreja ensina algo, mi-nha igreja diz outra... e por aí vai. Não sei em que acreditar mais...Gostaria de contar com sua ajuda para apaziguar minha consciência evangélica.Afinal, li seu artigo RECOMEÇAR postado no blog e por isso acredito que o senhortalvez seja uma vítima exata, um espelho dessa intrigante polêmica nos arraiaiscristãos.Tenho a impressão - e gostaria de verificar isso com o senhor - que a igreja brasilei-ra não sabe lidar com esta realidade.Portanto, tenho algumas perguntas. Mas, antecipadamente quero lhe dizer que sin-to-me feliz por ter alguém como o senhor para conversar, mesmo sendo via NET.Saiba que ficarei honrada se o senhor puder respondê-las!1) O senhor é um pastor e em razão de sua projeção – dentro e fora do contextoevangélico – certamente o sua separação (ou divórcio) acabou se tornando algo pú-blico. Como o senhor trabalhou essa separação consigo mesmo (enquanto pastor) ecom a igreja?2) Alguns pastores têm defendido que o divórcio é permitido pela Bíblia sob doiscontextos: adultério do cônjuge e abandono. O senhor concorda com isso?3) Em sua opinião, como os líderes das igrejas evangélicas brasileiras devem trataresse tema, já que é cada vez maior o número de pastores divorciados?4) O senhor acha que o pastor divorciado fica fragilizado em relação à defesa da“infalibilidade da família” quanto ele mesmo acaba passando por este problema?5) A resistência à separação ou divórcio dentro da igreja evangélica, na sua opini-ão, é resultado de preconceito ou de defesa à manutenção do casamento?6) houve reação negativa por parte de alguém do seu meio evangélico quanto aessa situação?Pastor, essas são minhas dúvidas e perguntas. Imagino também que seja a dúvidade muitas pessoas que, assim como eu, se sentem desorientadas nessa questão daseparação ou divórcio de pastores. Se o senhor quiser e puder acrescentar outrasconsiderações, por favor, fique à vontade pastor. Não sabe o quanto gostei de lersuas postagens em seu blog e o quanto me ensinaram.Pastor Ronald, Deus abençoe sua vida.Oro pelo senhor e admiro sua coragem em mostrar a vida como ela é.Esses emails publicados são instrumentos para que muitos se aproximem de Deus.Um abraço. ________________________________________Resposta:Minha querida irmã e amiga: Graça e Paz!Suas perguntas parecem até matéria de reportagem! rsrsClaro que responderei com prazer!
  • 89Entretanto, antes de começar, desejo comentar o que me escreveu: “Tenho a im-pressão - e gostaria de verificar isso com o senhor - que a igreja brasileira não sa-be lidar com esta realidade”.Aliás, não é só com divórcio de pastores que a “igreja” não sabe lidar. De fato, pa-ra a “igreja” é tranqüilo conviver com ladrões e canalhas; com expropriadores dopovo; com pervertedores do Evangelho; com inventores de males; com difamadorese invejosos; com fariseus amantes mais do Sábado do que da vida humana, etc.;mas ela não sabe lidar com quase nada que seja humano, não conseguem tratar odivórcio de duas pessoas infelizes como algo humano, ainda que doído para os doise para os filhos (quando eles existem no casamento). E mais: a “igreja” que andaconforme o espírito dos seus Líderes Farisaicos (gente que proíbe o divórcio, embo-ra viva um casamento oprimido, de fachada, que é pra ninguém ver o caos, o qualtem que ser ocultado sob as aparências do “verniz religioso” a qualquer preço paranão perder o “posto”) — não tem como ser de outra forma em relação à infelicida-de humana; pois, assim como é o sacerdote, assim é o povo, diz Oséias.Há também aqueles que, sendo contra o divórcio, julga que a melhor solução é “e-xilar” a mulher a fim de que a “igreja” possa celebrar os seus 30 anos de separaçãoinvisível como se fosse o exemplo de um casamento duradouro, o qual até a RainhaVasti se negaria a ter para si. Porém, aos olhos cegos da “igreja”, tal fato não épara ser considerado. Afinal, não houve divórcio cartorial e nem divulgação. Para a“igreja” tudo o que não aparece, não existe. Por isto há um véu a tapar a visão da“igreja”.Ora, quantas foram as vítimas desses monstros indivorciáveis e sem compaixão, asquais já atendi em gabinete pastoral que contaram a mim tais histórias! De modoque minhas testemunhas são as vítimas deles, ou os implicados diretos.Uma “igreja” que não sabe lidar nem com masturbação de adolescentes, vai saberlidar com o divórcio de um pastor, especialmente se o pastor for sério? Afinal, ospastores-putrefatos fazem coisas mais abomináveis aos olhos de Deus do que divór-cio, mas ninguém diz nada.Sim, minha querida, tudo é apenas uma questão de interesse. Assim, eu sei que sóendemonizam àqueles que não estão e nunca estiveram sob o guarda-chuva de ne-nhum desses líderes-mandatários-reprodutores que não vêem as ovelhas do rebanhocomo quem precisa de apascento, mas as vêem como “gados pronto para o abate”.E mais: Esses pastores-monstros-institucionais, são covardes; fazem assim com osmais fracos sócio-político-eclesiasticamente do que eles. Todavia, eu não os temo.E o que digo aqui, tenho disposição para encará-los em qualquer instância e comoeles quiserem. Eles, todavia, não têm coragem de se exporem a mim diretamente –só o fazem pelas costas – não querem porque temem a verdade do Evangelho e te-mem um homem que é homem, e que não é pastor-frouxo-dissimulado como algunsdeles. Afinal, eles têm as razões deles. E é simples de explicar: eles sabem que oque eu digo é verdade! E mais: eles sabem que eu tenho como sustentar tudo o quedigo aqui (biblicamente e objetivamente).Isto posto, vamos às suas perguntas e dúvidas.1) O senhor é um pastor e em razão de sua projeção – dentro e fora do contextoevangélico – certamente o sua separação (ou divórcio) acabou se tornando algo pú-blico. Como o senhor trabalhou essa separação consigo mesmo (enquanto pastor) ecom a igreja?
  • 90Resposta:Quanto a esse “corte” no meu íntimo, fiz uma síntese no artigo que você leu intitu-lado “Recomeçar” postado no blog. Sugiro que você releia-o com sensível acuida-de. Nele, resumi como trabalhei minha separação comigo mesmo.Em relação em como trabalhei a separação com a igreja, fui simples e direto: con-tei aberta e “voluntariamente” aos líderes da igreja as razões que culminou a sepa-ração e posteriormente o divórcio.Quando me separei essa era uma questão já trabalhada ministerialmente por mimao longo do meu curto pastorado. Nunca fui contra o divórcio de quem não conse-guia mais estar junto, conjugalmente falando. Nunca defendi o casamento em de-trimento da infelicidade de ninguém, seja por quaisquer razões: casamentos semamor, traição sem arrependimento e perdão, vínculos irremediavelmente adoeci-dos, “junções injuntáveis” (leia “VÍNCULOS ADOECIDOS no blog – falo sobre uniãoque contamina), etc. Sempre defendi a Lei do Divórcio como lei de concessão, nãode obrigação! Sempre em minha vivência pastoral procedi e procedo lutandocontra todas as separações de casamentos salváveis; mas nunca cometi a desu-manidade de tentar forçar gente infeliz a viver como “cristãos” algo que de fatoacaba se tornando um carma de natureza espírita e hindú, que é a indivorciabi-lidade do casamento no meio evangélico. Sim, no meio evangélico Jesus curacâncer, só não pode curar uma relação adoecida, para a qual, muitas vezes, a solu-ção é uma amputação (que em muitos casos é Deus livrando a alma do peso de es-tar casado civilmente, mas descasado perante Ele). Nesse meio evangélico, muitosacreditam que Deus é dono de cartório! Mas pelo que me consta, Adão e Eva eramcasados perante Deus e não existia cartório...2) Alguns pastores têm defendido que o divórcio é permitido pela Bíblia sob doiscontextos: adultério do cônjuge e abandono. O senhor concorda com isso?Resposta:Eu concordo que adultério e abandono são as razões mais óbvias para o divórcio.Entretanto, honestamente, nos dias de hoje, com todas as garantias legais que amulher tem quanto a não ficar na “rua da amargura” uma vez separada, como eranos dias de Jesus — eu penso que basta que as duas pessoas não se entendam demodo algum e que não se amem, que isto é mais que razão para a separação. Oque se tem que saber é que sem amor nenhum casamento nos aproveitará!Sim, se falar em línguas de homens e anjos, se profetizar, remover montanhas coma fé, saber e entender todas as coisas, dar o próprio corpo para ser queimado, edistribuir todos os bens entre os pobres, ou qualquer outra virtude que possa sermanifesta como algo historicamente observável — não possuem nenhum valor dian-te de Deus se feitos sem amor, e se vividos sem amor; por que então aquilo quemais simboliza o amor entre os humanos, desde o princípio, que é o casamento deum homem e de uma mulher, poderia acontecer sem amor, e, ainda assim, terqualquer valor diante de Deus? O amor que sustenta casamentos sem amor entrehomem e mulher, é do mesmo tipo de amor com o qual se deve amar o inimigo;mas não o companheiro de vida e cama.Para mim está mais do que claro que se falar em línguas sem amor me torna “in-cômodo” para Deus como o bater de um latão ou como um zunido de metais estri-dentes, então, por uma razão ainda mais superior em significado, como pode o ca-
  • 91samento “aproveitar” diante de Deus se não for fruto do amor verdadeiro? Do con-trário, que se fique sabendo: um casamento sem amor é algo existencialmentepagão; é como culto de tolos; é como o nada querendo ser visto como algo.Ora, quando digo “aproveita” me refiro ao que pode ter significado para Deus. Afi-nal, mesmo que o doador não faça as coisas com amor, o faminto que recebeu adoação não tem como ser prejudicado (I Co 13). Entretanto, embora o doador te-nha doado tudo, para Deus é como se não tivesse doado nada, pois somente o amordá significado a qualquer coisa diante de Deus. Sim, até a fé, sem amor, de nadaaproveita. Isto porque a verdadeira fé é aquela que, segundo Paulo, “atua peloamor”. Se assim é com tudo, por que a “igreja” põe o casamento fora de tal reali-dade espiritual, como se para Deus valesse casar sem amar ou ficar casado semamor?Ora, o que se tem que saber é que o ambiente mais adoecido da humanidade pro-vavelmente tenha sido o do casamento. Isto porque por milênios os casamentos nãotinham quase nada a ver com amor, mas apenas com interesses econômicos, soci-ais, religiosos, morais, circunstanciais ou até políticos. Poucas foram as mulheresna antiguidade que casaram, de saída, com quem amavam. A maioria foi “dada”,“trocada”, “usada”, “vendida”, “entregue”, ou qualquer outra coisa que fossetambém barganha. Sim, mulher era dinheiro ou era prêmio. Algumas, muito emrazão da “cultura” ou dos “costumes”, acabavam “aprendendo” a amar os seus ma-ridos; embora, na maioria das vezes, o amor conjugal pouca importância tivesse;sendo que o que importava para tais casais era a “família”; a qual também tinhaseu papel de ordem econômico-financeiro-social. Entretanto, olhando o Gênesis,vê-se que o “grito” de Adão foi um “Ôba!” Isto quando Deus lhe trouxe a mulher.“Essa afinal...!” — exclamou ele. Portanto, no princípio, o encontro gerava um “U-au!”, um “essa afinal é...!”. Ora, não existia cartório, mas segundo suas “junçõesem amor” a bíblia diz que Deus a isto chamou de casamento – “uma só carne”.Sendo assim, se depois virou “negócio de cartório” ou de qualquer outro interessesem amor, tal fato tem a ver com a “dureza de nossos corações”, e não com a re-velação de Deus. Por esta razão é que Jesus é tão duro em relação ao divórcio, poisos homens escolhiam conforme a conveniência a mulher que desejavam ou que in-teressava por alguma razão, e sem nenhum amor, mas apenas baseados em interes-ses e negócios; e quando já não desejavam a esposa, apenas “repudiavam” a mu-lher. Descansando-se da mulher, sendo o homem um religioso, de preferência umfariseu, ele apenas a “repudiava” e a largava sem pai, sem mãe, com princípio dedias e com a existência já contada; especialmente naqueles dias, quando o amparoà mulher inexistia, pois o machismo era implacável. Desse modo, a “repudiada” setornava “tabu”, um ser imundo. Além disso tal fato fazia ainda com que aquele quecom a “repudiada” viesse a casar-se, fosse também visto como um ser em estadode adultério. Assim é que Jesus disse que, naqueles dias, naquele contexto, daque-le modo, cada homem que “repudiava” a sua mulher, a “expunha a tornar-se adúl-tera”. Portanto, o que Jesus diz, antes de ser uma Lei de Obrigações, conformea Lei da morte, é um grito de proteção ao desamparo ao qual a mulher era sub-metida pelo marido cheio de machismos banais e caprichosos; os quais (os mari-dos), muitas vezes, trocavam de mulher alegando que não gostavam até do pé dabichinha. E “legalmente” tal alegação era suficiente para deflagrar o divórcio domacho e abismar a mulher no mundo dos juízos e preconceitos. Ambiente esse noqual a mulher ou virava mendiga ou se casava com outra pessoa, mesmo que fosseapenas para sobreviver. Porém sempre carregando o “carma da adúltera”. Crer
  • 92que um casamento-legal, embora sem amor, seja um casamento “diante deDeus”, sendo, portanto, algo interminável pelo simples contrato que foi reali-zado pelas partes, equivale a crer numa Lei do Carma. Sim, porque sem amorqualquer casamento é carma se tiver que ser mantido a qualquer preço.3) Em sua opinião, como os líderes das igrejas evangélicas brasileiras devem trataresse tema, já que é cada vez maior o número de pastores divorciados?Resposta:Devem tratar com respeito e compaixão, não com legalismo e impiedade. Afinal,ninguém casa querendo acabar o casamento.E mais: Jesus não deu esse papel interventor à “igreja”. Ele mesmo nunca se meteuem nada do gênero. E como para mim é a partir de Jesus que se tem que ler a Bí-blia, e não o contrário; eu fico sempre, em tudo, com o modo como Jesus tratou ascoisas e os temas; e nada que não foi prioridade para Ele o será para mim. E, comcerteza, o divórcio não era uma prioridade nem do ensino e nem da prática de Je-sus. Na prática Ele apenas salvou as vítimas das pedradas. E, quanto a ênfase temá-tica, não há nenhuma mais fortes nos Evangelhos do que a questão do dinheiro.Pergunta: por que essa ênfase da “igreja” (especialmente as neo-pentecostais cujatônica é a Teologia da Prosperidade) no que Jesus não deu ênfase, enquanto se ficamudo ante aquilo que Ele disse que era o “deus-diabo” (Mamom) mais forte da Ter-ra, que é o dinheiro? Já imaginou? Seria a “igreja” honesta o suficiente para lidarcom a questão do dinheiro com a ênfase que ela lida com a questão do divórcio?Ora, jamais! A “igreja” é seletiva. E dinheiro, que é o “Deus” dessas “igrejas”, nãoé mencionado como o maior de todos os perigos, mas como o maior “sinal” da ben-ção de Deus ao homem. Afinal, quando a “igreja” tratará o dinheiro como “deus-diabo” se é precisamente a ele que ela presta culto o tempo todo?4) O senhor acha que o pastor divorciado fica fragilizado em relação à defesa da“infalibilidade da família” quanto ele mesmo acaba passando por este problema?Resposta:Não se ele for antes de tudo um homem e um discípulo de Jesus mesmo; e, sobre-tudo, se as razões da separação tiverem sido honestas e claras. Fragilizado fica opastor hipócrita, que faz de seu casamento uma performance. Esse, mesmoquando não se divorcia, passa para o povo a energia espiritual do desamor de seucasamento de cera. E é por esse “exemplo demoníaco” de casamentos de fachadaque a maioria dos crentes acaba por repetir o mesmo modelo. Daí, entre as outrasrazões, o caos atual se explica. Ao contrário, apesar de ter me divorciado, Deus emuitas pessoas (e que minhas ovelhas o digam!), sabem que mesmo enquanto di-vorciado estou salvando o casamento de muitos. E hoje, muitas pessoas dão teste-munho de que as ajudei a solucionarem seus problemas a fim de ficarem unidos, enão separados. E, ironicamente, alguns desses líderes-acusadores-hipócritas nãounem mais casais do que “o pastor divorciado”. Aliás, eles não têm nem como. Afi-nal, qual deles lida com “a alma das pessoas” no dia a dia em compromisso e amor?E mais: Infelizmente, vejo cada vez mais inúmeras doutrinas patologizadas. Entreelas é a idéia de pastores super-homens. É importante dizer que nós pastores, nãosomos super-homens. Antes de tudo somos seres humanos comuns e com humani-dade deve-se olhar também para nós. Não somos infalíveis. Também fazemos esco-lhas erradas e precipitadas. O próprio Deus deu testemunho de Davi mesmo após
  • 93seus erros dizendo que ele permanecia sendo um homem segundo o Seu coração.Por quê? Porque Deus não o via como um herói infalível, mas como ser humano pas-sivo de erros e de perdão em seu arrependimento. Que fique claro: Jamais o meucaso se assemelha ao de Davi (uma vez que nunca cometi adultério em meu extintocasamento — aliás, em relacionamento algum que tive ao longo da vida —, muitomenos matei ninguém), no entanto, usando-o como figura ilustrativa para o quequero dizer, a bíblia nos relata que Davi esteve na cama com Bate-Seba, adulterou.Mas a bíblia não diz que ele foi um adúltero. Foi um erro de percurso. E por causado arrependimento de Davi, por motivo do amor que Deus sentia por Davi, Deusainda diz que ele era um homem segundo o Seu coração; Deus inspira e aloca umversículo na bíblia que diz: “Bem aventurado é o homem a quem Deus não imputapecado”. Ou seja, Davi pecou, mas Deus não imputou o pecado. Sabe por quê? Porque o pecado foi com ele pra cama, mas nunca entrou no coração dele. Davi eraum homem segundo o coração de Deus. Ora, dito isto, saiba: todos têm o direito deerrar. E Deus conhece todas as coisas: Ele sabe quando o erro de alguém não é oque o domina em seu coração. Ele conhece aqueles cujo coração é o Seu trono e oúnico que ali se assenta é o Rei Jesus. Portanto, se Davi, “o homem segundo o co-ração do próprio Deus” fez o que fez, por que é que alguns pastores (infinitamenteinferiores espirituais e de envergadura humana muito aquém desse homem – que éo meu caso!) não podem se equivocarem em sua humanidade? A história de Daviestá na bíblia e Deus transformou a maldição em benção. Ora, esse mesmo Deusnão pode transformar o desfortúnio de um simples jovem pastor (que casou-se ima-turamente e precipitadamente) em exemplo para serem transformados em degrauspara a sua própria vida e a de seu rebanho se assim Ele o quiser? Responda-me bí-blica e honestamente e cheguemos ao fim de uma religiosidade que não gera nadana nossa vida; cuja beatice ao invés de nos transformar em seres “sobrenaturais”nos transforma em apenas seres humanos naturais. E saiba que: Quanto mais santo,conseqüentemente mais normal, mais humano, menos estrela, mais simples, por-que é assim que o Jesus-Homem o foi na terra para o nosso exemplo. Ele é o nossoprotótipo, não os super-stars gospels.Minha querida irmã, minha oração sempre foi e é: “Senhor Jesus, muitas vezes vejopessoas querendo se mover no sobrenatural, desejando serem anjos, ansiando se-rem deuses, enquanto Tu, que és Deus escolheste se tornar apenas homem! Muitosquerem ser como Tu e Tu escolheste querer ser como nós; e se Tu escolheste sercomo nós, significa que ser o que nós somos é um privilégio! Logo, meu Jesus, meensine de uma vez e para sempre a ser somente o que eu sou. Só isso... Ajuda-mea caminhar na simplicidade do Evangelho. Na simplicidade de Jesus: Daquele quenão teve pátria porque a Sua terra foi o mundo; Daquele que só viveu pra fazer avontade do Pai, pois esta era o Seu alimento; Daquele carpinteiro que não tinhaonde reclinar a cabeça e que precisou se assentar-se na casa ‘dos outros’ para co-mer. O carpinteiro que anjos tinham que levar Sua comida no deserto, porque Elenão teve a audácia, tampouco fora tentado, em transformar a pedra em pão. Ho-mem simples. Simples Homem. Aquele que fora admirado pelo que era, e nuncapelo que tinha, porque não teve nada. Ele é o protótipo da minha espiritualidade.Amém!”.Oxalá que Ele ensine a todos os Seus filhos a se libertarem não só do mundo, masda “igreja” que ensina de forma errada no mundo. Libertando-os não só da maldi-ção que vem do mundo, mas da benção que não provém do Senhor. Ajudando-os adiscernir que para sermos verdadeiramente santos é somente sermos humanos co-
  • 94mo Jesus o foi. Oxalá que Ele dê a todos a capacidade de se transformarem apenasem Sua própria imagem e semelhança... e basta!5) A resistência à separação ou divórcio dentro da igreja evangélica, na sua opini-ão, é resultado de preconceito ou de defesa à manutenção do casamento?Resposta:É fruto de legalismo e preconceito. Pois quem quer ajudar a família, ajuda as pes-soas a só ficarem juntas se houver amor, respeito e admiração mútuos. Do contrá-rio, ficar casado na aliança do ódio ou da amargura, faz mais mal aos filhos e à fa-mília do que uma separação honesta, sincera, amiga, solidária, respeitosa e res-ponsável; e, sobretudo, jamais diminui o amor e o cuidado para com os filhos (casohouverem). E digo isto porque gozo do respeito e admiração de minha ex-esposa(assim como também a respeito) mesmo depois do divórcio. Saiba: eu não trocoisso por nenhum dos casamentos mudos e infelizes que se fazem passar por exem-plo pra mim. E quem convive comigo e minha família sabe que digo a verdade. Porque será? Por que ela me abomina? Por que eu a abomino? Não! É porque, mesmonão sendo mais marido e mulher, nos respeitamos como pessoas e por tudo de bomque um pôde construir e oferecer ao outro ao longo do tempo em que estivemoscasados. E nada disso é fachada, mas verdade!E mais: A bíblia diz que Deus odeia o divórcio, mas permitiu. Mas não há nenhumversículo sequer na bíblia que Deus tenha permitido um “casamento de mentira”.Ou seja, é muito mais honesto um “divórcio de verdade” do que um “casamento dementiras”!6) houve reação negativa por parte de alguém do seu meio evangélico quanto aessa situação?Resposta:Com relação a meus amigos, minha família, meus discípulos, as igrejas que pasto-reei e a igreja que atualmente pastoreio, obtive a compreensão, a solidariedade, oauxílio, o respeito, a empatia e o amor.Agora, quanto a alguns “sepulcros caiados” (especialmente alguns líderes) não ob-tive reação negativa. Não! Houve reação homicida! Foi o inferno. Especialmentepor alguns da “cúpula dos saduceus” que capitaneiam seus soldadinhos enfileiradose manipulados uniformemente, capazes de dizer em tom piedosamente biblísticos:“Quem não governa bem a sua própria casa, não pode governar a Casa de Deus...”.Ora, isto inspirava os legalistas, pedrados, desumanos e incautos a pensarem e in-ventarem o que mais quisessem. E chamaram muito juízo de Deus sobre suas vidaspelas mentiras que disseram, divulgaram, aumentaram, babaram de satisfação etentaram “colar” em mim. Ora, na minha frente esses são mansinhos, ao ponto deaté manifestarem-se aparentemente simpáticos ante ao meu problema; alguns atédiziam: “tudo isto irá passar”... Mas como eu não quis nenhuma ajuda desses (porsaber de que “material” são feitos), quando souberam que eu estava separado, fo-ram às minhas costas dizerem as falácias, invenções e argumentarem suas apologias“bíblicas” contra mim aos seus capitaneados e amigos-diabos. Assim, eu digo: sofrimais na mão dos fariseus modernos do que em razão das dores de minha separaçãoem si!Além disso eu sabia que tudo o que esses tais queriam, à semelhança dos “amigos”de Jó — os quais se colocavam como “defensores da honra de Deus” —, era encon-
  • 95trar alguma coisa contra mim na Lei de meu Deus. E tudo por inveja e insegurança.Portanto, nunca tive ilusões sobre a possibilidade de misericórdia vinda desse“meio evangélico” citado. Afinal, pode brotar misericórdia de algo de onde só pro-cede hipocrisia e culto à imagem? O que fiz foi procurar os que têm responsabilida-des sobre mim a fim de participá-los, mesmo porque, nesse meu contexto, tambémhá pastores-meninos-frouxos que tudo o que querem é tirar uma casquinha da mi-nha vida. Deixei-os na vontade! Tentei impedir (e consegui evitar quase completa-mente) que esses seres sem misericórdia e coragem enfiassem uma faca em minhaferida já aberta.Por fim, a melhor contribuição que tenho a dar as suas sinceras indagações está nomeu blog (pois acredito assim serem, ao passo que jamais hesitaria impor silêncioante suas perguntas caso essas fossem traiçoeiras). Posto que, tudo o que eu digaaqui é pouco demais ante a fartura de coisas que eu poderia escrever pra você. Porisso, a fim de ajudar você em suas dúvidas, relaciono aqui apenas três postagens doblog:1) “CONSELHOS SOBRE O RECOMEÇO DE CASAMENTOS DESTRUÍDOS”;2) “VÍNCULOS ADOECIDOS”;3) “A RESPEITO DO DIVÓRCIO”.Nelas você verá o que penso sobre divórcio e como celebro todos os casamentosverdadeiros.Portanto, continue se alimentando no blog. Leia. Confira.Espero que você não se deixe levar pelas afirmações anti-bíblicas de pastores-caiados, os quais vivem sempre em performaticidades e não na verdade do Evange-lho perante si, seus cônjuges e Deus.Só para concluir minha resposta a você: nos últimos dois anos e meio em meu pas-torado devo ter sido procurado por uns 15 casais desejando separarem-se. Apenasum se divorciou, e porque a situação era indigna e, portanto, insustentável.Os demais estão juntos, e cada dia melhor e mais sarados.Mas tem gente que deseja me fazer o pastor do divórcio.Não! Eu sou o pastor da reconciliação.Afinal, eu amo a paz; para mim e para todos.Um abraço.Nele, que não se divorcia de nós jamais,Pr. Ronald.NÃO CONSIGO ENCONTRAR A FELICIDADE----- Original Message -----From: COMO PESSOA, JAMAIS FUI PARABENIZADA!To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Saturday, April 12, 2008 9:26 AM
  • 96Subject: Me ajude!Bom dia meu pastor!Gostaria de conversar a respeito das minhas frustrações e traumas, que meacompanham desde a gravidez da minha mãe. O sonho dela era ter uma menina,mas vieram quatro homens antes; e então eu cheguei, num momento ruim,conturbado, onde ela descobriu a traição de meu pai; e o que era pra sermaravilhoso tornou-se um problema.Sofremos muito com tantas brigas e situações em delegacias por causa dos barracosdela. Quando ele demorava um pouco a voltar pra casa... e foi assim conformetrinta longos anos.Eu entrei em parafuso!Na psicóloga não consegui me libertar do medo da vida de mentiras e inseguranças.Também fui a igreja e fiz “cura interior” na Sara Nossa Terra; e, depois nodesespero, fui até um monte de vezes na Universal. Nada mudou. Fiqueidecepcionada.Tive uma infância difícil, onde só homens podiam as coisas. Eu não! Até porque naBatista onde fui criada, o pastor nos tratava como no quartel dele; e tudo erapecado, e Deus castigava tudo.Então, com 9 anos, meu avô paterno me acordou passando as mãos em meus seios,e fiquei em estado de choque. Pior foi contar a minha mãe e vê-la não acreditarem mim durante anos. Minha avó também não cria, e só na morte dele eleconfessou o que fez ao pastor, e pediu perdão a Deus; mas comigo não deu tempodele falar.Com 11 anos um moço que morava perto da minha casa, fez o mesmo. E eu meachava cada vez mais suja e feia por isso. Com 15 anos comecei a namorar naigreja. Tudo certinho. Três anos depois ele me disse que eu era “criança”, e emseguida se casou com outra. Acho que já vinha me chifrando com ela. Fiqueipéssima. Demorei a me relacionar de novo. E aí, com 20 anos, estava apaixonadapor um moço maravilhoso, que orou pra Deus lhe mostrar sua esposa, e me viu... etivemos várias confirmações em sonhos, profecias, visão, tudo...Ele terminou comigo quando ficaríamos noivos, dizendo que saiu da igreja, e queiria “aprontar”; e que depois voltaria.Eu esperei quase 1 ano. Jejuei e orei, e fui falar com ele, que já estava namorandooutra pessoa, com quem ele casou. Quando ficaram noivos eu descobri um rapazapaixonado por mim; no meu pé há quase um ano. Disse que seria mãe dos filhosdele e que só eu casaria com ele.Então resolvi dar uma chance. Parecia tão romântico e legal! E namoramos algunsanos, noivamos..., mas houve brigas, e terminamos. Então, ficou aquilo de idas evindas. Quando vi estávamos de data marcada para casar, mas eu não estavafeliz... E temia que se ele fosse igual aos outros, só me usaria, e tchau. Mas elecomo não era cristão desde infância como eu, achava que só beijo, pra quem tavacasando, era coisa ridícula da igreja. Então tivemos algumas intimidades e fiqueigrávida sem penetração: virgem e grávida!
  • 97Desmaiei... Minha ginecologista não acreditou, pois há pouco tempo tinha meexaminado, e dizia: Você não tem sexo, por isso não se preocupe com nada. Estátudo bem!Mas o meu filho já estava pronto com 3 meses; apareceu na tela; eu não acrediteique meu sonho foi por água abaixo como da minha mãe: era um menino.Adoro bebes, e não fiquei feliz com o meu. Isso me culpou demais. Daí... contaraos meus pais... adiantar a data do casório... planos interrompidos.Ele me dizia que seríamos felizes. “Vou mostrar ao teu pai e teus irmãos, que tehumilham tanto, como você deve ser tratada, como uma princesa, que é o quevocê é para mim”.E fomos em casa trocar de roupa para irmos a um hotel. Então me deu umdesespero... Agora seria sexo de verdade. Aconteceu e não foi bom! Ele ficou muitotriste! Fomos ao pastor, e eu disse a ele que era frígida, que queria mudança emmim...Não soube ser dona de casa. Só dormia, chorava e comia sem parar... Engordeimuitos quilos; e sexo... nem pensar. Ele, mesmo assim, dizia me amar, e que issopassaria quando nosso filho nascesse. Mas não foi assim. Ele saía cedo pratrabalhar. Eu passava o dia sozinha, sem minhas amigas, e com um filho quechorava sem parar... de madrugada também... E meu marido saía pra não brigar...,porque eu “estava acabada”, como ele dizia; e “nem aí pra ele”.Então num sábado de futebol mandei arrumar sua mala e ir de vez curtir seusamigos do futebol; já que ele era dado a um barzinho até altas da madruga; e,assim, ser feliz, pois eu estava pedindo a morte.Um grupo de pesquisa veio me entrevistar, pois fui a única que tive depressão pós-parto naquela época. Me senti um monstro: nem aí pra um bebe lindo que Deus medeu.Tomei Valium, mas passava pro leite, e ele ficava meio bobo. Aí o médico trocoupor Lexotan, Gardenal e outros... Só desmamei um ano depois das drogas. Comeceia melhorar e emagrecer. Consegui um emprego e comecei a ficar com meu marido.Mas meu marido estava com uma mulher há alguns meses. Então deu escândalocom a mulher dele. Assim, tentei olhar pra ele diferente. Aí ficamos juntosalgumas vezes, mas ele queria que eu fosse batalhadora, linda como a outra, e eunão soube ser.Então vieram brigas e tribunais...; e três anos depois, numa visita dele, decididapelo juiz, ele me jogou na cama nova que eu tinha feito, King Size. Disse que tinhaque inaugurar comigo, que não seria de outro homem..., e, em dez minutos, euestava grávida da nossa filha. E lá em baixo, enquanto “isto”, a mulher delechamando. Ele foi e levou meu filho, e disse assim: “Agora você ficou grávida!” Eeu disse: “Tá amarrado!” Mas fiquei mesmo grávida. Agora que estava magra,trabalhava e estava feliz, fui apedrejada por todos: amante do ex-marido. Quevergonha!Quis morrer... Ele, pra piorar, disse a ela que o filho não era dele, que era mentiraminha. Um escândalo nas famílias, e como sempre levei a pior.Ela me ameaçava e dizia que eu e a minha filha, no meu ventre, iríamos morrer, asduas; pois ela pedia no terreiro toda sexta-feira. E como minha sogra também
  • 98sempre fez por ser contra nosso casório, porque dizia que eu não servia pro filhodela, a outra tinha apoio. Ela não gostava de mim, mas a doida sim.Então minha gravidez foi um inferno, não curti nada; e toda pessoa que ficavasabendo, eu dizia:“Coitada”. E me corrigiam. “Você é quem fez a merda”. Pra ela eles davamparabéns, coisa que não lembro de ouvir de ninguém durante minha vida.Quando fomos ao tribunal, ela pediu teste de DNA, e eu fiz questão. Daí tudo foiesclarecido, mas ela proibiu ele de ir conhecer, no hospital ou em casa, a nossafilha. Eu disse que ela ia cobrar dele mais tarde isto, e que tirasse uma foto pelomenos, mas ele se negou. O irmão mais velho dele estava morando na casa delesde favor, mas desejando a mulher dele... E armava tudo pra ela descobrir que eleregistraria a filha. Foi a gota dágua. Nos viu no cartório e mandou ele embora...Sem emprego e sem casa, pois era tudo dela. Ela, com ódio, aceitou ficar com oirmão dele; e tiveram uma filha quase junto com a minha. Ele ficou com ódio demim, da filha, e foi embora do Estado. Lá no outro lugar ele namorou muito, edisse que tava com nojo dela. Eu pedi pra voltar, mas só durou três dias... Então,tudo de novo... Foi embora... e sua mãe mandou ele levar com ele qualquermulher para fora do país, onde ela estava morando; e ele levou outra com ele.Fiquei arrasada: amando meu ex-marido, criando sozinha dois filhos; só que agorasem emprego... Assim, voltei pra casa da mamãe.Ele disse que nunca vou conseguir outro homem assim como ele; e todos dizem quenão sei viver sem mamãe. E, por isso, não paro em emprego, sempre achando quenão vou crescer nunca!Eu ouvia: “Passar no vestibular; você? Nunca conseguirá trabalho! Coitada! Vai ficarmagra, hahahah... Qual homem irá querer você assim, e com dois filhos?”Cheguei ao fundo do poço na UTI, desenganada por uma pneumonia aguda, rara nomundo. De novo fui objeto de estudo da universidade local. Aquilo me acabava.Acordava 7 da manhã com todos mexendo em mim, como uma morta; e eu mortade vergonha, porque tinha que ficar nua exposta todo tempo!Foram os piores momentos da minha vida! Que solidão! Que dor! Que falta de ar!Quantos aparelhos enfiados em mim! Aquela máscara! E uma barata subiu emmim... Nunca fui tão lixo!Um dia, depois de maus tratos que recebi da sogra dele, entrei em coma; mas dissepra Deus que iria magoada com Ele, que pensei que seria feliz aqui em baixo, quesó queria saber como é ser feliz aqui, pois, “lá em cima” seria tudo bem...E o médico disse ao meu irmão mais velho que podia avisar a família que das cincohoras da tarde eu não iria passar; e ele veio se despedir; e comprar o caixão; edisse: “Deus, ajudei a criar, a batizar, a casar.. e vou ter que fazer seu enterro?Por que ela não pode ser feliz?”Todos vieram e avisaram meu “ex”. Ele deixou a guarda dos filhos pra meu irmão,dizendo que seria pai melhor do que ele. A mulher dele não gosta de crianças e quelá ninguém tomaria conta deles, pois é muito caro babá, e atrapalharia a vidadeles.
  • 99Foi quando um milagre aconteceu. Eu voltei, sentei na cama, tirei tudo... Asenfermeiras diziam:“Corre! é a melhora da morte!” Eu disse que iria embora, que Deus tinha mecurado.Fiz me tirarem de lá. Não agüentava ver gente morrendo e gemendo, e também vio que fazem depois que morremos: é um nojo! Não vai sair da memórianunca!!!!!!!!!!!Voltei pra casa com as chapas pra testemunho de cura: uma preta e a outrabranquinha! Pulmões novos pra glória de Deus! E aí, pra decepção de todos, passeino vestibular! Consegui manter os quatorze quilos eliminados em uma semana deUTI; e fui enxergada por um homem. Isso foi demais!!!!!!!!!!!!!Fazem três anos que nasci de novo e ninguém me parabeniza; pelo contrário,dizem: “Quero ver até onde ela vai conseguir manter-se como adulta, pois estádesempregada”.O meu “ex” disse que vem e vai levar os filhos pra passear, pra eu descansar ecuidar da vida. Não saio daqui há mais de 10 anos!FICO FELIZ POR MEUS FILHOS, mas triste e humilhada. Preciso da sua ajuda, pois,não sei o que fazer. Preciso aprender a esperar mais da vida.Por favor me ajude a descobrir quem eu sou e o que fazer pra ser aceita, e amadapelos meus pelo menos. Quero crescer. Quero trabalhar. Quero voltar pra minhacasa. Quero ser amada de novo ou pela primeira vez, se for possível. E sei que emJesus posso; só não sei como.Já perdoei a “mulher” do meu pai, minha sogra, meu marido, a mulher dele, oirmão dele, que foram cruéis com minha filha... Mas ainda não fluiu minha vida.Não sei se consegui me expressar, mas é mais ou menos isso!Obrigada, e que Deus te use para comigo. ______________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça, Paz, Alegria e Esperança!O Salmo 84 nos ensina que os caminhos “de fora” são construídos “dentro” de nós.Assim, é o homem que tem “os caminhos do coração aplanados” aquele que, dolado de fora, na estrada da realidade, transforma “o vale árido em manancial”.As “ciências da alma” teriam um prato cheio em você e sua história. E,certamente, com o pai que teve, a mãe que tem, o avô e a avó que tinha, ohistórico de frustrações afetivas que tem pra contar, os acidentes que lheacometeram: engravidamentos não planejados, os traumas sexuais decorrentes dainfância e da criação, e tudo mais... — você é um prato cheio para “estudos”.Todavia, depois de algum tempo lidando com gente, e vendo várias coisasacontecerem às pessoas, tenho algumas coisas por sensatas. E, entre elas, está ofato de que sua história não é para ficar no divã do analista ou psico-terapêuta. Defato, eu creio que sua “cura” não está longe, em lugar algum fora de você. Alémdisso, também não acredito que longas sessões de analise é que irão ajudar você.
  • 100Isto porque, minha querida, só há uma coisa que lhe falta, e esta tem a ver com acapacidade de desenvolver gratidão.O que senti lendo sua carta é que a começar do fato de ser a única mulher numacasa de homens, e de ter crescido entre brigas e confusões familiares, e de ter sidomolestada pelo avô, e de ter apenas conhecido machos que não foram homens paracom você —; você acabou por se tornar uma “cidadã vitimada do universo”.Sim, você busca da vida o que a vida não tem para dar, que é felicidade efacilidade. Não há nada nesta existência com poder de fazer um ser infeliz setornar feliz, a menos que ele assim decida que será.O que acontece é que você morre de pena de você mesma. Gostaria que a vida a“parabenizasse”, a tratasse bem, e visse em você a princesa que você é. Noentanto, minha irmã, a existência não existe com tal poder. Sim, na vida, a gente éque tem que se auto-parabenizar pela via da Gratidão a Deus.Jesus disse que tudo está no nosso olhar. Um olhar bom e grato, gera um seriluminado. Um olhar escuro, negativo e ingrato, enche o ser da pessoa deescuridade. Desse modo, o que tem que mudar é seu olhar.Sim, se você não se parabenizar por ser você mesma, saiba: ninguém o fará!Além disso, pouca coisa faz alguém tão infeliz quanto esse olhar que cobrafelicidade da vida. A existência não tem compromisso com sua felicidade, masapenas com sua morte. E mais: se você não olhar a vida com a luz da gratidão, nemDeus poderá fazer você feliz.Leia as “bem-aventuranças” (Mt 5) e você verá que os felizes choram, nem sempretêm o que desejam, freqüentemente fazem renúncias, vivem trabalhando pela paze pela justiça, e, podem até ser perseguidos por serem quem são. Todavia, o olhardeles está nos céus; e, por tal olhar, eles encontram regozijo mesmo aqui, mesmoenquanto a vida, muitas vezes, os maltrata.Você tem um dos piores vícios existenciais que existem, que é esse olhar negativo,e essa falsa impressão de que a existência lhe deve algo.Ora, eu disse que isto é um vício apenas em razão de que tal coisa condiciona apessoa como um todo. Muda até os hormônios. Altera até mesmo o cérebro. Mexecom tudo em nós; e também provoca um monte de coisas ruins fora de nós.Sim, porque nós criamos o nosso próprio caminho exterior a partir de nossocaminho interior. Portanto, se você tem um coração esburacado pelo seu olharnegativo e auto-vitimado, você jamais será feliz e nem será capaz de ser feliz comninguém.Prova de tudo o que eu disse é que você se mede pelos acontecimentos exteriores.Sim, parece que a cada conquista, você se vinga; e que a cada realização, vocêapenas demonstra para os outros sua capacidade de fazer. Mas não aparece o olharda gratidão no que você diz.Até mesmo o marido que você deseja, só virá se você se deixar transformar. Docontrário, você será apenas usada e deixada sempre, pois, ninguém suporta vivercom alguém que não se ama e não se trata bem.As suas duas experiências de gravidez bem ilustram sua situação: você fica grávidasem penetração, sempre nas bordas, sempre nas beiradas, sempre por acidente!
  • 101Ou seja: você aprendeu e internalizou esse padrão de ser virgem-grávida; ou, emoutras palavras: uma mulher que do prazer só tem a dor!Chegou a hora de você deixar de ser a virgem-grávida. De fato, esta é a hora de darà luz por desígnio e vontade, e não por acidente; e, você sabe, é obvio que estouapenas usando isto como ilustração de seu estado psicológico.Assim, minha querida, aproveite que as crianças vão passar umas férias com o pai,e use esse tempo em seu favor. Aproveite para começar a viver, a sair, a conhecerpessoas, a se manifestar como um indivíduo, a andar na grama, a tomar banho desol, a dançar, a celebrar a vida que está em você; e, sobretudo, a ser propositivaem relação à existência.Gente que se faz bem não tem muitas expectativas em relação aos outros, e, poressa razão, vive esperando na Terra apenas o resultado da semeadura de amor e féque pratica como um ser existente, independentemente do que os outros façampor elas.Dessa forma, viva sabendo que tudo está nas mãos de Deus, mas que Ele deu a vocêo privilégio de andar por você mesma, e conforme sua consciência. Sim, porquesomente as obras geradas pela consciência responsável e grata, é que fazem apessoa andar e conquistar realidades interiores que se transformarão em caminhosde vida do lado de fora.O que lhe falta como mulher é o que você não teve como menina e jovem:liberdade de ser e experimentar a vida sem medo e com alegria. E mais: falta avocê a coragem de acertar e errar por conta própria, sem reclamar da falta deassistência dos outros.O melhor a fazer nesta vida é tratar-se como se a existência não tivesse nada debom para nos dar, e, assim, viver com despreocupação com os “pagamentos” daexistência, se são justos ou não. Quem assim se trata, sempre se alegra, pois tudoo que de bom e bem acontece a tal pessoa, já é para ela um bônus da vida, e não opagamento de uma dívida da existência para com você.Portanto, numa hiper-simplificação, eu digo a você que seus exercíciosexistenciais, psicológicos e espirituais, devem ser todos de natureza grata. Sim, éhora de deixar coisas para trás e celebrar o fato de que você passou por tudo isto eainda está aqui, desejosa de encontrar o amor.Talvez, se você tivesse a chance de falar com seus ex-namorados, e a elesperguntasse o que fez com que eles não tenham ficado com você, certamente aresposta seria a mesma: “Eu gostava de você. Mas você era negativa demais. Porisso eu não fiquei!”Ora, o que aqui digo é só o começo. E espero que você comece a praticar essascoisas tão simples que lhe sugeri. E, eu sei, em pouco tempo as coisas começarão a“fluir”, conforme você disse que não acontece.Mas saiba: não acontecerá enquanto você não desentupir seus canais interiores enão decidir que sua vida é sua.Nem mesmo o mais apaixonado dos homens teria o poder de fazer você feliz casovocê mesma não o seja, e por amor a si mesma e gratidão em Deus.Pense no que lhe disse e me contate outra vez!
  • 102Receba todo meu carinho e amizade no Senhor da Vida. Aguardo sua resposta!Nele, que nos ensinou que no mundo teríamos aflições, mas que olhando para Elenós venceríamos as dores desta vida,Pr. RonaldO CONHEÇO APENAS PELA INTERNET, MAS PENSO NE-LE... É O HOMEM DOS MEUS SONHOS!From: O CONHEÇO APENAS PELA INTERNET, MAS É O HOMEM DOS MEUS SONHOS!To: ronaldpqn@yahoo.com.brDate: Sunday, 30 January 2011 12:29:18Boa tarde pastor.Tenho acompanhado seu blog e gostaria de um desabafo e também de orienta-ções.Minha pergunta é simples. Eu não me acho uma pessoa carente, já fui, mas hojenão sou mais. Sei viver só sem que isso me aflija e confesso que na maioria dasvezes até curto essa solidão de “amores” pelo sexo oposto.Porém tenho me visto pensando em um rapaz, mais novo que eu, 2 anos. Mas nãoo conheço pessoalmente, sei... isso parece loucura! Também acho. Mas gosto daforma como ele se coloca, se expressa, é inteligente e sensível e por vezes mepego pensando: ah mas eu queria conhecê-lo pessoalmente, parece até o cara dosmeus sonhos, porque há algum tempo (uns anos atrás) tive um sonho em fasesdiferentes em minha vida, onde em uma fase de carência eu conhecia rapazesque não me interessava e outra numa fase mais madura, onde o rapaz vinha atemim, mas eu já sabia quem ele era, antes que ele pudesse saber quem eu sou... eesse rapaz o qual tem aparecido em meus pensamentos se parece até fisicamentecom o que estava em meu sonho, porque o do sonho eu sei como é, embora tam-bém não o conheça e o rapaz por quem tenho despertado interesse o conheço porfotos e por suas idéias.Enfim... como li em seu blog: “O livro de Cantares manda que não se busque oamor até que ele próprio se levante em nós”, eu não o busquei, simplesmente umdia tava diante de meus olhos um rapaz na net e o achei interessante e depois oconheci por palavras e trocas de e-mails e desde então me pego pensando na pos-sibilidade de nos entendermos. Mas nem sei se ele acha o mesmo, nem quero per-guntar, porque isso parece loucura até para mim, quem dirá para um homem, jáque eles são muito visuais e concretos.Bom é isso.Grande abraço e paz. _____________________________________________Reposta:
  • 103Minha querida amiga: Graça e Paz!Com relação a conhecer uma pessoa pela Internet, tenho algumas coisas a lhe di-zer:Não acho loucura.Tenho visto pessoas se encontrarem, se conhecerem e assim surgirem belos rela-cionamentos amorosos pela net.No entanto, aja com cuidado e prudentemente. Há muitos malucos na Internet, eque se escondem atrás da virtualidade para encontrar alguém.A maioria quer dar umas transadas, e depois, de vez em quando, mais outras,desde que tudo fique no virtual do ponto de vista relacional.E muitos sabem abordarem, se expressarem inteligente e sensivelmente comovocê mesma descreveu, todavia, constroem uma pessoa que existe para contato,mas não existe de verdade, ou seja, existe para “con-tato”, mas não existe comotato. Esses fazem do mundo virtual a projeção do que não existe no mundo real.São as projeções da “irrealidade do real”.Outra coisa: Se decidir conhecê-lo pessoalmente, que tal lugar seja seguro, muitofreqüentado e de preferência, não vá sozinha. Pois você estará assumindo um ris-co para sua vida.Não acho aconselhável que uma mulher viaje para conhecer um homem.Que o homem venha conhecer a mulher.Todo cuidado é necessário.Monstros podem ficar belos e mansos na virtualidade. E qualquer um pode cons-truir o ser que não é na virtualidade.Contudo, conforme apontei no início, tenho visto acontecer alguns belos encon-tros de amor via internet. Portanto, simples como as pombas e prudente como asserpentes é o melhor conselho.Quanto à questão do rapaz do seu sonho, lhe digo: Muito cuidado com sonhos!Creio que Deus pode falar conosco através de sonhos. Porém, saiba: Sonho tam-bém é virtual. Tem o poder da magia ilusionista.E embasar um relacionamento apenas por um sonho é como por a pessoa (a qualvocê sonhou) muitas vezes num lugar psicológico de “transferências” e “proje-ções” psicológicas. No seu caso, discirna primeiro o que de fato é, e cuide paranão transferir sonho para a irrealidade do real.Portanto, meu conselho é que você possa falar com ele acerca do que pensa eestá sentindo, ou até provocar isso. Pois assim, pode ser que vocês venham a seencontrar, vindo a se conhecer melhor e quem sabe, se identificarem ao ponto dese desejarem.E faça isto sem afobação, não sendo afoita, mas também não sendo displicente.Permita que ele “enxergue” você a partir de você.O mais, minha querida, nem eu e nem você sabemos!Receba o meu abraço e minhas orações.
  • 104Nele, em Quem discernimos o nosso Siló; ou seja: o nosso enviado/a pelos ventosdo mistério,Pr. Ronald.SOU UMA MULHER VICIADA EM PORNOGRAFIA!----- Original Message -----From: MULHER VICIADA EM PORNOGRAFIA!To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Friday, April 01, 2011 2:49 AMSubject: MULHER VICIADA EM PORNOGRAFIABoa noite Pr. Ronald,Eu preciso de ajuda!Já li conselhos seus aqui no blog para homens viciados em pornografia, afinal, osenhor é homem e sabe bem falar palavras direcionadas a eles.Mas, e as mulheres que são viciadas em pornografia? E as que se masturbam?Eu sou casada, tenho atração pelo meu marido, nossos momentos íntimos são ma-ravilhosos, mas eu não consigo deixa de ver sites pornográficos e de preferênciade lésbicas; ou de mulheres fazendo sexo solitário.Na minha adolescência tive experiências com meninas, mas gosto de homens semdúvida.Eu sempre sinto nojo de mim mesma depois de tudo e sempre digo a Deus que nãovou mais fazer.Aí eu me volto para ter prazer apenas na hora do sexo com meu marido, masquando estou só em casa na internet, parece mais forte que eu, parece que euestava sem sexo há meses e acabo caindo e cedendo à minha vontade.Eu tenho filhos e não desejo que isso aconteça com eles.Desde a minha adolescência que tenho acesso a revistas de mulheres nuas.Sou casada pela segunda vez e meu primeiro marido era viciado em pornografia, etambém não buscava o meu prazer na cama. Então eu me masturbava com a des-culpa de que ele era egoísta.Meu atual marido também acessava muito, escondido, e já estava se viciando.Mas um dia me contou e pediu ajuda e eu o compreendi. Porém, não tive coragemde contar que eu também sou viciada e até hoje nunca contei. Ele é muito melin-droso e tenho medo de magoá-lo profundamente.Às vezes ficamos semanas sem sexo... Então eu fico achando que pelo fato determos demorado me acho no direito de me masturbar pra aliviar.Mas a culpa que sinto depois é terrível, pois, não quero trazer maldições pra mi-nha família; e eu canto no louvor da minha igreja.Sou cristã desde a infância e não posso mais viver esse dilema.
  • 105Ajude-me a entender o porquê de não conseguir deixar isso de vez?!Isso faz mal a mim, me tira a paz, me tira até a dignidade, a auto-estima, a forçade vontade de continuar a servir a Deus... Sinto-me uma escrava desses desejosincomuns.No amor de Cristo ajude-me!Grata. _____________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça e Paz!Obrigado pela confiança. Espero ser útil a você!Deixe-me ser direto, listando as possíveis causas de tal pulsão excessiva.1. A descoberta sexual com meninas fez você ficar sexualmente marcada pela“sacanagem” de tais brincadeiras escondidas, e, com o tempo, em períodos defrustração sexual, tais memórias podem voltar. Ora, elas voltaram na estação davida na qual você se encontra agora. Assim, a frustração sexual associada à ima-turidade emocional [masturbação], pulsam como desejo ardente na pessoa, e,geralmente, o resultado é no mínimo esse que você prova agora.2. O casamento com o 1º marido egoísta e sexualmente viciado em pornografia,inculcou e introjetou em você essa possibilidade como escape; pois, foi assim quevocê fez a fim de escapar da falta de carinho, de afeto, de trato, de jeito e deamor da parte dele. A gente pode se viciar não apenas na coisa que faz, mas,também, e, antes disso, viciar-se na pulsão que nos estimula à coisa. Ou seja:o vício não é a coisa que se faz, é a causa de porque se faz aquilo. Portanto, abase do vício, nesse caso, é todo ele determinado pela pulsão psicológica, vistoque não há agentes químicos interagindo e moldando o seu desejo sexual.3. Como o 2º casamento também não é carregado de plenitude nessa área, então,fica a desculpa da necessidade sexual a fim de dourar a pílula.Provavelmente haja na situação ainda um ou dois elementos a mais, de naturezapsicológica, e, quase que certamente, são ligados à família [pai, mãe, etc.], masque não devem ser de natureza fundamental, pois, se assim fossem, você os teriarelacionados na sua carta.Você falou dos homens e perguntou pelas mulheres no tema pornografia. De fato,não tenho textos específicos a esse tema [pornografia] postados no blog atual-mente. No entanto, com relação ao assunto da pornografia masculina diferir dafeminina, e quando o vício é dessa natureza, as mudanças de contorno psicológicoentre homens e mulheres não mudam muita coisa.O que fazer?1. Entender o processo. Sem entender o que está ocorrendo psicologicamentecom a gente, ninguém luta objetivamente contra nada. Portanto, entender o pro-cesso já desmistifica a própria natureza da pulsão. Sim! A pessoa já pode dizer asi mesma: “Isto é apenas ‘isto’. Portanto, fique fria!”2. Manter muita relação sexual com o marido. Sim! Sempre. Com bastante fre-qüência. E mais: se bater vontade de masturbar-se, e o maridão estiver cansado,
  • 106masturbe-se na frente dele, para ele. Vergonha? De quê? Vocês são um; e, alémdisso, todo seu prazer deve ser dele e vice versa. É esse espírito pudico no lugarerrado, que leva a mulher a ter vergonha de se masturbar com e para o marido, eque a conduz a masturbar-se em fuga e medo; e, portanto, já não incluindo o ma-rido na fantasia do pensar, antes, escolhendo personagens estranhos à sua vidareal.3. Quando bater aquela “tremedeira” de desejo viciado, então, ao invés de ce-der, converse com você mesma sobre as razões do desejo. Você verá que tudocomeçará a ir para deu devido lugar.4. Ao entrar na Internet vá direto ao que edifica. No mais, nem use a Internet. ANet é e-mail, sites bons e pesquisa útil, e nada mais. Chats, sites malucos, etc. —não devem sequer fazer parte de nossos interesses como gente adulta.O mais importante, no entanto, é não pensar que seu problema é sexual, pois, defato, não é.A masturbação, por exemplo, não é o problema em si, mas o que a provoca é oresultado de infantilismo sexual e emocional.Qualquer um pode se masturbar desde que isso tem a ver com preliminar sexualentre o casal. É simples: a genitália é da pessoa, a mão, a fantasia, etc. Que malhá nisso? — pergunta alguém. Ora, o problema é o que gera tal desejo e o que desua prática decorre.A causa é imaturidade. Fantasia é imaturidade. Há um nível de fantasia que é in-dolor. Mas, no geral, ela leva a mente a um buraco sem fim. Por isto, alimentar afantasia é o caminho para a neurose e a paranóia. E, portanto, também é o cami-nho para o vício provado como neurose e para a culpa sentida de modo paranóico.De fato você tem que se perguntar é a respeito de duas coisas:1. Seu casamento: Você ama o seu marido ou está com ele porque é assim quegente grande faz? Sim! Pois, você e seu marido, em se amando, serão sempre asmelhores proteções um para o outro em relação às doenças da alma. Se o que háentre você e seu marido é real e verdadeiro, então, não havendo melhora em vo-cê, inevitavelmente ele tem que ser informado por você, assim como um dia elepediu a ajuda a você, e foi ajudado.2. Sua vida com Deus e seu desejo de andar no Evangelho: Uma pessoa de Deuspode se viciar em qualquer coisa, dependendo da hora e das circunstâncias. Mas éa vida com Deus o único poder que pode nos fazer largar o vício e andar pacifica-damente. O que você pensa sobre Jesus? Sobre o Evangelho? Que lugar ocupamem sua vida?Sobre a masturbação, creio que uma mulher casada que se masturba com regula-ridade, está tendo algum problema sério no casamento, ou, então, não se satisfazcom o marido.Do contrário, pode ser a manifestação de uma infantilidade sexual que se enraízano passado.Ora, creio que seja esse o seu caso, pois, você mesma mencionou os “tesões dainfância”, todos relacionados às meninas.
  • 107Assim, se em razão de irresoluções afetivas e sexuais, você recorre às memóriasde excitamento, todas relacionadas ao escondido e proibido, o tesão aumentamuito, mas, nesse caso, é apenas uma bolha, visto que você continua beijandovento.É justamente por isto que a masturbação não é solução de prazer, mas apenas umcaminho para o vício.Desse modo, pela suposta carência, você se masturba, e, depois, masturba-se ou-tra vez, até que passa a precisar se masturbar, pois, do contrário, não suporta apressão horrível de tesão no ventre, e, assim, masturba-se outra vez...Ora, a culpa após o ato de masturbar-se não é culpa provocado por Deus, mas pe-la insignificância de ser.Sim! O que a masturbação produz é insatisfação e tristeza, em razão do vazio, donada, do coisa alguma que ela oferece; embora, antes do ato, a pessoa creia quese não excitar-se até ao orgasmo, explodirá de desejo.A masturbação faz parte natural do processo de maturação sexual, até que sechegue ao tempo de ter relações sexuais.Após esse tempo, a masturbação pode acontecer como parte das preliminares docasal, ou, em algumas ocasiões, parte de que acontece mesmo entre os dois, li-vremente.Além disso, na ausência de um, em havendo saudade e desejo, pode ser que sesinta o desejo de masturbar-se de ansiedade pela presença do outro. Ora, isto énatural para algumas pessoas, desde que não seja a regra.Creio que ao invés de recorrer à masturbação, você deve procurar o seu maridosem temor e sem pudor.Paulo disse que o corpo do marido pertence à mulher e vice versa (I Corintios se-te).Depois do andar tranqüilo em razão da confiança em Deus, sexo é antídoto contraa masturbação.Em geral as pessoas se masturbam por não terem a chance da relação sexual. Masnão é sadio que alguém tendo a chance real do sexo se refugie na masturbação.Digo isto por que essa inversão não é sem custo. Sim! O preço é um terrível sen-timento de dês-significação, e que a maioria das pessoas associa a culpa.Pense no que lhe escrevi sem pensar que coisas são para homens e outras paramulheres. Jesus não teve e não tem um evangelho para homens e outro somentepara mulheres.Sim! No que tange à saúde da vida e da alma, o que serve e é para um, é para ooutro também.Receba meu carinho!Nele, que nos quer ver em crescimento,Pr. Ronald.
  • 108OUVIR MÚSICA SECULAR É PECADO?----- Original Message -----From: OUVIR MÚSICA DO MUNDO FAZ MAL À SAÚDE ESPIRITUAL?To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Sunday, January 2, 2011, 22:59:18Amado Pastor!Tenho sido freqüente no seu blog e aprendido muito com o senhor. Confio em su-as colocações, até porque são todas pautadas na Bíblia.Gostaria de sugerir um assunto que é muito discutido no meio cristão: “a músicado mundo”.Faço parte da Igreja desde 2002 e já ouvi muito a esse respeito. A grande maioriadiz que “é do diabo” e que estamos o adorando quando ouvimos. Eu, particular-mente, ainda não li nada na Bíblia que indicasse isso. Posso não ter lido com a-tenção, mas o fato é que não consigo acreditar que eu “perderia minha salvação”só porque ouço músicas de amor, ou canções inteligentes (por exemplo do ChicoBuarque, que é meu compositor preferido). É claro que temos que prestar aten-ção aquilo que escutamos, assim como temos que ter cuidado com o que falamos,vestimos, etc.Tenho uma amiga que é professora de música e tem como maioria, alunos quenão freqüentam a Igreja; como ficaria o caso dela, por exemplo? Fica desempre-gada ou “vai para o inferno”? Aguardo ansiosa um esclarecimento.Com amor em Cristo! __________________________________________________Resposta:Minha amada irmã: bons sons para você!Bom, como você mesma escreveu “o assunto é muito discutido no meio cristão”,sendo então polêmico, vou tentar expor o que penso acerca dos dois lados da mo-eda em questão.Paulo disse: “Há sem dúvida muitos tipos de vozes no mundo, nenhum deles, con-tudo, sem sentido” (1 Co 14.10). Ora, conquanto o apóstolo estivesse falando so-bre o dom de línguas, isso tem aplicativos variados. Um deles é de natureza psico-existencial.Nesse texto, Paulo declarou que existe um sentido (seja implícito ou explícito)em cada palavra que pronunciamos ou ouvimos, seja com música ou não. Ele es-tava ensinando que nós estamos expostos a muitos tipos de vozes, muitos tipos deexpressões e que mesmo que não seja de forma clara, todas têm um sentido.Sendo assim, o bom senso e a coerência define o que devemos ouvir ou não.Fui Ministro de Louvor durante muitos anos antes da minha Ordenação Pastoral.Sempre lidei com a música na igreja e consecutivamente observava e observo osefeitos da música no coração do ser humano.
  • 109Pude observar pelo menos duas coisas:1) Que a música é um veículo usado para transportar um ou mais sentimentos ouimpressões;2) E que a música é um veículo para transporte de mensagens claras. Ou seja,mensagens explícitas.A definição de música é: a arte de expressar os diversos afetos da alma atravésdos sons. Ou seja, através da combinação dos elementos musicais que são ritmo,melodia e harmonia, você consegue expressar sentimentos sem dizer uma pala-vra, sem cantar uma palavra.Sendo assim, a princípio entenda que a música é como uma faca que pode serbem usada por um açougueiro ou ser mal usada por um serial killer. Ou seja, emsi, é neutra. Significa que não há problema ouvir músicas seculares desde que ha-ja coerência e bom senso por parte daquele que ouvi.Muitas músicas mundanas são carregadas de mensagens que não se adaptam aopadrão bíblico de santidade e luta contra o pecado, ao contrário, estimula a umavida des-graçada. Assim como muitas “músicas evangélicas” são impregnadas demensagens que não edificam a alma e são profundamente noviças a saúde emo-cional e espiritual do ser.Toda música, sendo secular ou evangélica, em sua composição, “foi lançada” umamensagem. Ou seja, quando você ouve determinada melodia, esta pode te reme-ter a uma lembrança passada (às vezes negativa) e coisas do tipo. Nós não pode-mos ficar alheios quanto a isto. Pois como escrevi, a música é um veículo usadopara transportar um ou mais sentimentos ou impressões.A história nos mostra que a música foi e tem sido uma arma poderosa para a difu-são de mensagens a grandes massas. De modo que, não há nos dias de hoje umveículo tão eficaz para a manipulação de idéias e comportamentos quanto a músi-ca.O rock, por exemplo, foi sem dúvida o grande meio de catalisação, como lingua-gem única, da juventude durante um tempo; foi capaz de expor e traduzir todosos anseios e conflitos provocados pelas desigualdades sociais; pelas desigualdadesraciais; pelos problemas existenciais; pelos lares desfeitos; pelos desajustes; pe-los reflexos e seqüelas da impiedade de guerra, etc. O rock foi criado na décadade 50 sendo a fusão da música negra (blues) com a música caipira dos brancospobres (country). O rock passou a ser um estilo contestatório dos jovens de classemédia branca como forma de se rebelar contra os padrões sociais estabelecidosna época. Ou seja, o rock era para “sair fora de padrões”. Rebeldia. Tudo o quese dizia respeito a protesto e a rebelião eram encontrados nos rocks.Entenda que eu não estou falando aqui contra um estilo em si. Pessoalmente, nãotenho nada contra. Primeiro porque eu não entendo que o rock é do diabo. Eu nãocreio nisso. Muito pelo contrário, o diabo não tem o poder de criar nada. O queacontece é que a igreja está entregando tudo de mão beijada pra satanás quandoela diz: “Tal estilo é do diabo! Tal coisa é do diabo!”.Todavia, desde que não esteja ferindo princípios bíblicos, o diabo não tem nada anão ser a certeza de que está condenado!
  • 110As pessoas precisam é parar de julgar! Precisam para de julgar o seu próximo sóporque ele gosta de um funk, por exemplo. De modo que, se fulano gosta de funk,alguém vai logo estigmatizando dizendo que ele é um maconheiro. Misericórdia!Alguns, porque gostam de um rock são rotulados como rebeldes... Pelo amor deDeus!Eu conheço muitos roqueiros que são gente de Deus, de uma humanidade incom-parável, gente que prega a Palavra, gente que vai aonde a grande maioria nuncateve coragem de ir! Mas as pessoas julgam...Em contrapartida, existe gente que somente ouvi música clássica, erudita, massão perversas, mau caráter, a vida é podre, imunda, são piores que qualquer ro-queiro por aí!Tem gente que ouve “música leve” mais está com o casamento arrebentado, coma vida arrebentada, com tudo arrebentado!Precisamos parar de julgar!As pessoas precisam parar de julgar influenciadas por seus gostos pessoais. Porexemplo, tem gente que não gosta de rock e porque não gosta, não teve o costu-me, porque só ouviram música rancheira, dizem que o rock é do diabo, ou queisso ou que aquilo é do diabo!Nós também vemos outra coisa: tem muita gente que só ouve música evangélica,mas que tem um péssimo testemunho de vida fora dos portões da igreja!A “igreja” está entregando nas mãos de satanás muitos jovens porque não tementendido que o que vale pra Deus não é um estilo de uma canção e sim o estilodo adorador!Não podemos confundir nosso gosto pessoal e aquilo que nós vivemos com senti-mentos espirituais.Nos dias de hoje, por exemplo, alguém aí tem a ilusão de que é possível lideraruma mocidade fazendo com que os jovens só ouçam aquilo que nós gostamos queelas ouçam? Pois, em sendo assim, em pouco tempo ver-se-á que não terá maisjovens para liderar... Eles ficarão por aí “soltos”...Temos que contextualizar.Temos que nos aculturar com a realidade cultural em que o mundo está vivendohoje, sem, contudo, transformar o Evangelho no hóspede de uma cultura des-fragmentada pelo pecado, antes como sua fonte de determinação e mudança.“Cantei o rock para ganhar o roqueiro, o funk para ganhar o funkeiro, o sertane-jo para ganhar o rancheiro...; sim, fiz-me e cantei de tudo para todos, para portodos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do Evangelho”,diria Paulo...Portanto, eu não falo aqui contra os estilos em si, mas contra as mensagens di-fundidas pelos adeptos não só do rock ou funk, mas do blues, do jazz, do sertane-jo, da MPB, da música erudita, etc. Para que não sejamos confundidos e bombar-deados pelas fortes mensagens pregadas pelos mesmos. Mensagens como: rebeli-ão, violência, pornografia, suicídio, crimes, adoração a satanás, derrotas, infide-lidades conjugais, homossexualismo, entre outros.
  • 111Eu poderia elencar aqui variados exemplos de cantores de MPB com músicas cujasmensagens são inominavelmente malignas. Por exemplo: Gal Costa, Alceu Valen-ça, Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas, entre outros, mas, tendo em vista que fi-caria muito longo meu comentário, noutra oportunidade relaciono tais exemploscom mais clareza. Basta saber que o que nós precisamos é abrir os olhos quanto aessas mensagens que são pregadas, faladas, nas mais diversas canções — secularesou evangélicas.Só a título de informação, saiba que cerca de 70% dos cantores de MPB já compo-ram canções que fazem apologia ao candomblé, aos orixás e ocorrências que di-zem respeito a coisas diametralmente opostas aos ensinamentos da Palavra.Portanto, entenda que isso é um fato: as mensagens vão entrando com sutilezasno nosso meio, no nosso dia a dia. Coisas assim estão entrando desapercebidastodos os dias dentro de muitos lares. Satanás lança mão das sutilezas musicais pratrazer mensagens podres para dentro dos lares, para trazer mensagens de homos-sexualismo, de suicídio, de tristeza, de infidelidade conjugal e muitas outrasmensagens que destroem e corrompem a bondade e a integridade do ser.Sendo assim, quando for ouvir uma música, sendo secular ou evangélica, realizeuma análise crítica da mensagem ou mensagens das mesmas e faça-se a pergunta:Edifica? Acrescenta? Fará de mim uma pessoa melhor? Irá ajudar-me a desenvol-ver minha fé e crescimento na Graça? Me ajudará a amar mais a mim, ao meucompanheiro, minha família, meu próximo? Posso ouvi-la com tendências lúdicas,mas sem turvamento psicológico-espiritual e com paz de espírito?...Até aqui, me referi a um lado. Assim como não me referi a pessoas como no casode sua amiga, as quais trabalham e vivem da música. Antes, minha querida, estoufalando de alguém que ouve simplesmente porque quer ouvir independente “damensagem”; de alguém que está envolvido porque quer estar envolvido. Não merefiro àqueles que têm necessidades como sua amiga tem. Pode ser que numa da-da ocasião, chegue um momento em que alguém que trabalha na noite, por e-xemplo, Deus fale com ele/a de modo muito pessoal e específico: “Agora findou,sai da noite! Agora Eu vou te suprir de outra formar...” de modo que tal pessoaacolha em fé e viva na prática, literalmente, o que o salmista proferiu, quandodisse que nunca viu um justo desamparado mendigando um pão.Note: isto não é uma regra que se aplica a todos. É uma experiência pessoal comDeus concedida àqueles aos quais Ele assim quiser.Portanto minha amiga, a questão não é de você correr o risco de perder a salva-ção, no sentido de ir para o inferno conforme me escreveu, mas de sofrer no in-ferno dessa terra pelas mensagens implícitas ou explícitas que não geram vida!Agora, se eu disser a você que existem muitas músicas que “são do mundo”, masque são mais Evangélicas do que muitas “músicas evangélicas” por aí, isso ajuda-ria a responder sua pergunta?Minha querida, toda dom vem do alto; e todo talento vem do Pai das Luzes.O homem não tem nada que não tenha recebido.Eu ouço tudo que é bom, até o que “não é evangélico” — mas somente quando éboa!E tem mais: toda boa música me inspira em Deus.
  • 112Eu vejo a imagem de Deus em todas as belezas humanas.E vejo os atributos de Deus em toda a criação.O Apocalipse diz que haverá o dia quando todas as nações virão e trarão todas assuas riquezas como Glória ao Cordeiro.Haverá de tudo nesse dia!Todas as formas culturais e toda produção humana estarão consagrados ao Cordei-ro.Eu não espero esse dia chegar. Usufruo-o Hoje!Portanto, escute tudo o que for bom — mesmo que seja evangélico (rsrsrs).Todas as coisas são puras para os puros!Chega de loucura, fanatismo e opressão!Deus gosta até de barata... essa é que é a verdade... pois, pelo menos no que meconste, o diabo não criou nada ainda. Sua “arte” é perverter os usos e criar algoainda pior: os inimigos do uso... que fazem mais a vontade dele — o diabo — queos próprios usuários.Então, ouça tudo o que for verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fa-ma, virtuoso, pois em assim sendo, o Deus da paz será contigo!Isso foi o que Paulo também quis dizer aos Filipenses no cap. 4 verso 8 e 9. Postoque, o que tem que ocupar a nossa mente é o que ocupa a mente de Cristo — issotem a ver com as virtudes citadas no parágrafo acima conforme a Bíblia.O que se tem que saber é o seguinte:Cada hora pede o seu próprio som.E cada som pede a sua própria hora.A questão é ter sentido de “propriedade”, de bom senso.Sobre a música como problema para Deus, eu diria o seguinte:Deus deve sofrer barbaridades não é tanto com as músicas, mas com as prega-ções.Na música o problema é o gosto e o significado de quem canta e de quem ouve.Na pregação não se trata de gosto... ou é... ou não é... e é de Deus!Aí, minha irmã, não há escolha: tem de ser o conteúdo do Evangelho!Cada um, com bom senso e sabedoria, ouve o que gosta, porque no fim, tudo é amesma coisa.Portanto, saiba que as músicas são importantes na medida do significado vividoexistencialmente pelas pessoas.No entanto, se as pessoas forem entrar nessa paranóia de tentarem descobrir aorigem pelos quais cada compositor intentou compor sua canção, terão que sairdo mundo.Paulo disse que a gente deve ir ao mercado, comer de tudo, dar graça a Deus, ecelebrar a vida em paz.
  • 113Se nós formos nos preocupar com a origem de coisas, nomes, festas, datas, músi-cas, etc., nós teremos que sair do mundo.Não devemos tratar a música em si como coisa do diabo, pois, assim, virará coisado diabo na nossa cabeça...Não ajuda em nada.Paulo nos ensina a não ter tais conflitos, e a termos paz com uma certeza: Todasas coisas são puras para os puros; porém para os de mente impura, tudo fica im-puro.Muitos sabem que “comer carne” nada significa. Afinal, se sabe que a “comida”em si — seja carne ou quaisquer outras coisas — nada é no mundo.Sendo assim, saber... apenas saber... ensoberbece o coração e torna o indivíduonum balão de vaidades. Somente o amor edifica.Desse modo, se alguém tem a pretensão de achar que sabe alguma coisa, de fatoainda não aprendeu como convém saber.O verdadeiro conhecimento vem do amor, pois se alguém ama a Deus, esse é co-nhecido por Deus.Muito me entristece e me deixa “raivoso” essas pessoas que vieram inventar grilospara a cabeça das demais pessoas.Tais pessoas gostam que a vida seja um perigo, e vêem o diabo em tudo.A mente delas está cheia de medos, e tentam fazer discípulos de seu próprio me-do, e superstições.Não entre nessa. Se entrar, sua cabeça ficará uma confusão cada vez maior.Fuja dos inventores de demônios!Eles vivem de proibir as coisas, e quem os segue acabará preso no medo, e nãoterá mais prazer em nada na vida.Infelizmente, existe uma infinidade de coisas que a “igreja” proíbe, mas que aBíblia permite...A música é de Deus. Desejar fazer dela um demônio é GOSTAR DE SOFRER À TOA!A vida já é difícil demais. Não a compliquemos.Assumo responsabilidade espiritual pelo que estou dizendo a você!Foi para liberdade que Cristo nos libertou.Santifique todas as coisas com gratidão, e todas as coisas serão santas.Faça tudo com boa consciência e ações de Graça, pois é isto que torna tudo puro.As coisas são más para quem as vê mal.O que é mal, a gente observando já sabe o que é; não depende de um “rótulo e-vangélico doutrinário”.Leia os Evangelhos.Encha seu coração com a Palavra.
  • 114E confira tudo com uma simples questão: Como foi que Jesus tratou essas ques-tões e as pessoas envolvidas em cada coisa?Se você fizer essa pergunta, e estiver sempre lendo o Evangelho, você entenderátudo, sem dificuldade, pois está lá revelado, e o Espírito Santo iluminará você.Tenha Paz!Finalizando, a consciência mais importante que se deve ter é:Gosta de ouvir músicas seculares? Te edifica? Te torna uma pessoa melhor? Teajuda a desenvolver seu crescimento, sua fé, sua humanidade? Te inspira emDeus? Te inspira a amar mais e mais a você e aos seus? Te faz relaxar em paz? Fi-que livre!Foi para liberdade que Cristo nos libertou.Tudo é vosso — disse Paulo. Seja a vida, seja a morte, seja o mundo, ou as coisaspresentes ou do porvir...Tudo é vosso, e vós de Cristo; e Cristo de Deus!Se não for assim, então, é melhor dizer: Me converti a um presídio de segurançamáxima!Boa seleção musical para você!Nele, em que tudo o que bom recebe Dele o amém,Pr. Ronald.PASTORES QUE SE DIVORCIAM TÊM CREDIBILIDADEPARA APREGOAR A PALAVRA?-----Original Message-----From: PASTORES DIVORCIADOS Vs. CREDIBILIDADE AO ANUNCIAR A PALAVRATo: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: quarta-feira, 3 de novembro de 2010Subject: Como fica a credibilidade pastoral para ministrar quando ele divorcia-se?Mensagem:Prezado companheiro e Pastor Ronald...Descobri seu blog através de um amigo e fiquei muito feliz em ler suas postagens.Vibrei quando li as postagens sobre divórcio, em especial a: “COMO FICA A QUES-TÃO DO PASTOR DIVORCIADO”.Minha pergunta é simples, é sobre autoridade.Como pastor que enfrentou um divórcio e está preste a entrar num novo casamen-to, já ouvi que “não tenho mais autoridade ministerial”. Dizem: “Como falar so-
  • 115bre família”... “Como aconselhar casais”... “Quem não governa bem a sua casacomo cuidará da casa de Deus”... etc...Durante 8 anos pastoreei, aconselhei, lutei e preguei contra divórcio, e separaçãode casais, mas aconteceu comigo...No meu ministério muitos lares foram restaurados e muitos divórcios impedidos deacontecer.Sei que esta não é uma pergunta que você poderá responder diretamente, masvou fazer mesmo assim: “Há ainda espaço para eu pastorear?”.Fale sobre autoridade ministerial por favor...Termino dizendo que já passei a amá-lo em Cristo, e estou orando por você.Um grande e precioso abraço. _____________________________________________Resposta:Meu amado irmão e companheiro no Caminho: Paz!Se fosse por “filhos” Adão teria de suicidado logo no inicio.Noé não teria construído a Arca; ou teria ficado bêbado pra sempre, depois queCão fez o que fez.Abraão não teria autoridade também — nem em razão de Ismael, nem em razãode Hagar.E Samuel? Teria continuado a ser Samuel com os filhos que teve? A ironia é queele fora usado por Deus para falar a Eli acerca de seus filhos.E Davi?O que faria Davi?Não escreveria mais salmos?Meu Deus!A Bíblia é um livro de catástrofes familiares!Só não vê quem é cego!Jesus disse que os inimigos do homem estariam dentro de sua própria casa.O que isto significa?Tudo, qualquer coisa, seja lá o que for!Paulo não diz que o ministro de Deus tem que ser feliz e bem casado.Diz que ele deve amar a sua mulher.Mas sabe que não se pode “fabricar” amor conjugal.Aliás, nos dias de Paulo, esse não era o tema.Os pais tinham o poder de casar as filhas quando desejassem.E poderiam “conservá-las” virgens.Alguém ainda tem a ilusão de que consegue tal proeza?
  • 116A questão é mais simples:Jesus achou que Davi estava inviabilizado como referência em razão de seus fra-cassos como pai ou marido?A leitura da Bíblia após Davi não enseja essa possibilidade; e a leitura do Evange-lho, muito menos!Não dá para pensar que Paulo, por exemplo, achasse que a infelicidade humanainviabiliza a vida humana para sempre.Crer assim, é crer na lei do Carma, não na Graça!Paulo nos diz é que o ministro de Deus tem que ser coerente.Ele não pode conviver com a falta de autoridade.Mas não são os filhos, que sendo bons, lhe dão autoridade.Autoridade a gente tem ou não tem.E isso não tem nada a ver com validações de terceiros — filhos ou não —, mas como exercício de uma boa consciência para com Deus.O que dá autoridade a um ministério é a Palavra da Verdade, e a vida em Graça eAmor.Sem amor, nada aproveitará.Não fique seqüestrado pelo passado.Vida nova em Cristo, é isso também.Se não for assim, todos cremos em vão no Evangelho.E mais: estamos ainda na Lei.Assim, está desfeito o escândalo da Cruz!Ou será que a Cruz não chega a tocar com Graça o drama da infelicidade conju-gal?Meu Deus!Diga para quem perguntar que eu falei o seguinte:Irmãos, estupidez mata a alma!E faça uma pergunta:Pergunte às mulheres de pastores não divorciados se elas acham que os maridosdelas têm autoridade para pregar!Eu sei o que eu já ouvi de muitas delas!O resto é com você.Tudo depende de sua atitude diante de Deus, de si mesmo e dos homens!Um abração,Pr. Ronald.
  • 117PRECISO “DESAFOGAR-ME”... POIS ME ENCONTRO FAR-TO DE RELIGIOSIDADE-----Original Message-----From: PRECISO “DESAFOGAR-ME”... POIS ME ENCONTRO FARTO DE RELIGIOSIDADETo: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Monday, December 6, 2010 23:53Subject: PRECISO “DESAFOGAR-ME”... POIS ME ENCONTRO FARTO DERELIGIOSIDADEPastor Ronald,Tenho 27 anos e faço parte do grupo de louvor de uma certa “igreja”. Congrego láhá um ano e meio. No começo aceitei o convite de tocar no grupo por amor; gostode música e até me sentia bem no meio da moçada. Acontece que o tempo me fezenxergar muita coisa. Estou na caminhada há dois anos, e hoje me impressiono emver como no meio evangélico estão as consciências mais frágeis.Já ouvi muita coisa do tipo: “Não toque essa música” “Não ouça isso”. Tenho umgosto musical variado, mas cá entre nós, como é de baixa qualidade muitas músicasevangélica que se faz hoje. Isso também foi me cansando.Mas esse não é o maior problema. O que mais me choca é ver como as pessoas sesubmetem a um jugo de escravidão tão grande. Meu Deus! Para a liberdade Cristonos libertou.Pastor, é tanto mecanismo de barganha e auto-justificação que é de chorar. Agora,vai falar isso para eles. No mínimo vão te chamar de herege. Sem falar no pacotede jargões que a gente tem que aprender. Estou cansado de bancar o super-homemsempre feliz. Não te dão liberdade para ser apenas humano, com todas aspropriedades da alma. Eu estava quase comprando o Kit God 6.0 (rs).É pastor, estou rindo para não chorar. O caminho da religião não é fácil; é precisoser largo mesmo para caber esse circo todo. Estou cheio disso. O que desejo éapenas ser e andar no caminho do Evangelho.Obrigado, pastor, pela paciência e atenção. Hoje eu estava a fim de desafogar comalguém de Deus que compreenda o que eu digo.Receba meu abraço e minhas orações. ____________________________________________Resposta:Meu querido irmão: ...é assim mesmo...A gente é que tem fazê-los sentir que não é assim. Acabou a Era da Conformaçãocom o “mundo da igreja”. Terminou a Era da Barganha.É chegada Hora do o que é, ser.
  • 118O Tempo é de ser ou não ser. Esta é a Estação dos Frutos.Hoje eu chamo de irmão a todo aquele que carrega o selo do Cordeiro naConsciência, como Graça.Ande em conformidade com sua consciência.Quem ama a Igreja, então que não negocie com a “igreja”.Sim, todo aquele que ama a Igreja de Deus, que busque a salvação da “igreja”.Quem ama a Deus que mostre isto aceitando a perseguição da “igreja” se o motivofor a pregação da Graça de Deus, conforme o Evangelho.Não se canse...Combata o bom combate!Nele, que nos chama a ser a voz-música-luz-sal dessa terra,Pr. RonaldSINTO UMA CARÊNCIA INTENSA E CRUEL!----- Original Message -----From: SINTO UMA CARÊNCIA INTENSA E CRUEL!To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Wednesday, January 26, 2011 2:57 PMSubject: ENC: Por favor me ajude!Bom dia, Tudo bem?Pra variar... Como o senhor lembra eu “DESEJO SER UMA MULHER DIFÍCIL PARA OSHOMENS, MAS NÃO CONSIGO”.Sua resposta foi como uma dose de tranqüilizante... mas....como quem é doentesempre tá precisando de mais...estou eu aqui de novo.Pastor, eu tenho sentido com tanta intensidade... carência... Tem momentos quenão sei o que fazer pra me livrar desse sentimento... que...ora alivia... ora vemcom uma força que meu Deus do céu...!E eu tô procurando não ficar com ninguém pra evitar me machucar, mas tá che-gando a um ponto que... eu gostaria tanto que estivesse me entendendo!Sinto falta de carinho; mas não de qualquer jeito ou de qualquer um; mas o fato éque sinto falta de ter alguém; sabe? Mas não encontro...; e, daí, por vezes, nãoposso nem se quer pensar em ver um casalzinho feliz na rua que me dá uma von-tade de chorar...; e... ao mesmo tempo... não quero ninguém, que é pra não meferir; pois, eu não sei levar um relacionamento adiante...Ah... como...dói ser assim!Estou com tanta vontade de chorar... A todo tempo.... parece que não me encai-xo nesse mundo... não me encaixo em nada... não tenho força nem coragem pranada.
  • 119Amo cantar; mas só de pensar em cantar na presença de outros, parece que vouter um enfarto.Pastor, amo muito minha vida; sou muito grata a Deus por tudo o que tem me en-sinado... mas... não sei se o senhor entende: tem horas que um afago se tornatudo!Por que sou assim...? desequilibrada...? doente...?Sinto que canso as pessoas.Por mais que eu disfarce e brinque... e diga que está tudo sempre bem... não tánão... não tá mesmo... não tá de jeito nenhum... _____________________________________________Resposta:Querida irmã: Graça, Paz e Sossego!A coisa mais contraditória é que você precisa aprender a ficar só que é para a-prender a poder ter alguém.Mas como? Se seu desespero é por companhia, por amor, por encontro, por pre-sença, por afago?Ora, nesse caso, o veneno é o remédio!A cobra mordeu você. O antídoto é o veneno da própria serpente.Assim, não é bom que o ser humano esteja só — pois faz mal para a alma —, aomesmo tempo em que é péssimo não saber ficar só, pois coloca a pessoa nas mãosde todos os lobos desta vida.Se você ceder e disser: “Vou pegar um aqui outro ali só pra ter pelo menos umprazerzinho sábado a noite!”—; então, seu esburacamento apenas aumentará; e,quanto mais você usar desses paliativos afetivos (ou sexuais), mais doente e ca-rente você ficará; visto que seu valor pessoal apenas despencará; e sua auto-estima se abismará no precipício; lugar esse do qual nunca vi ninguém encontrar oamor e a felicidade.Um abismo chama outro abismo! Desse modo, minha amiga, sua única saída é sa-ber o seguinte:1. Sua carência de homens é do tamanho de sua insegurança afetiva.2. Quanto mais você decidir resolver o problema imediato com “paliativos mascu-linos”, mas vazia e sem auto-estima você ficará.3. Assim, quanto mais baixa possa ser sua auto-estima, mas carência você terá; emais entregas esburacantes você realizará contra você mesma.Por isso, a questão agora é outra.Você tem que saber que sua carência já se tornou vicio psicológico.Você hoje já não sabe ser você, sem sentir essa necessidade de se realizar tendoum homem a qualquer preço ao seu lado.
  • 120Sua mente já sabe que não é assim, mas sua alma ainda está “atrasada”; e, porisso, com a mente você sabe o que deve fazer, ao mesmo tempo em que confessaque está para não agüentar mais.Saiba uma coisa: toda forma de ser e existir que não é fruto da segurança de serque advém da consciência do amor de Deus por nós, é viciante. Mesmo o pior sen-timento pode se agasalhar em nós como se fosse resíduo de heroína.Assim, mesmo que a pessoa não saiba, boa parte do que ela diz ser ela, não é elaainda; mas apenas o seu vício de ser; vicio esse definido pelas escolhas que jul-gamos ser nossas, mas que são provocadas e alimentadas pela nossa insegurançaessencial; de tal forma que muito daquilo que escolhemos é justamente aquiloque odiamos.E por quê odiamos?Porque no fundo do ser a gente sabe que não é daquilo que a gente sente falta.Agora, nessa fase, o que você tem que fazer é encher a sua vida com a consciên-cia que vem do Evangelho; e, além disso, confiar sua existência a Deus, sabendoque Ele vai realizar o bem em sua vida, se você se mantiver quieta e em confian-ça; não andando conforme apenas os seus impulsos, mas sim de acordo com aqui-lo que você sabe que realizará o bem em sua vida.Você ainda é uma menina. Fique calma. Confie. Você não está perdendo nada.Você está apenas se preparando para o que é seu e é bom.Creia no que estou lhe dizendo, e, eu sei, ainda verei você muito feliz e pacifica-da.E mais: você vai aprender a se relacionar sem dependências e sem carências sufo-cantes; que é o que tem afastado os homens de você; ou o que tem feito com queeles queiram você apenas para uma “estada”.Receba meu carinho e minhas orações!Nele, em Quem você já é vitoriosa e ainda experimentará a vitória,Pr. RonaldDEFICIENTE FISICAMENTE E CARENTE AFETIVAMENTE (Ie II)----- Original Message -----From: DEFICIENTE FISICAMENTE E CARENTE AFETIVAMENTETo: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Tuesday, February 15, 2011 8:36:02Subject: Sou deficiente física e sofro emocionalmenteQuerido Pastor Ronald,
  • 121É... minha alma te elegeu como meu pastor e sou levada a crer que foi o EspíritoSanto quem a inspirou.Preciso encontrar algumas respostas para questões muito pessoais sobre as quaisnão tenho com quem me abrir de verdade. Por compaixão, Pastor, permita-meser abençoada mais uma vez através das respostas sábias que o Senhor puser emsua boca. Preciso contar um pouco da minha história para que o senhor possa ten-tar entender.Nasci numa família onde já haviam nascido doze filhos, no interior do Nordeste.Quando tinha nove meses, tive um problema que os médicos nunca diagnostica-ram direito, ficavam entre poliomielite e acidente vascular cerebral. O certo éque, quando comecei a andar, minha mãe percebeu que eu não punha todo o pédireito no chão, pisava com as pontas dos dedos e que, além disso, não tinha omovimento normal com o braço direito.Quando eu estava com cinco anos, minha mãe, inconformada com meu andar a-trapalhado e com medo de que piorasse com o tempo e que prejudicasse meucrescimento, procurou o ortopedista, que, após alguns exames, me operou e pas-sei a caminhar normalmente, apesar das pesadas botas ortopédicas que passei ausar. Alguns meses depois, após sofrer uma torção, o problema voltou, e, dessavez, o médico aconselhou-nos a procurar um centro maior, onde houvesse maisrecursos para um tratamento melhor. Com muito sacrifício, minha mãe deixoutodos os outros filhos em casa com meu pai (a essa altura, a família já cresceramais um pouco: éramos onze filhos), e fomos para um grande centro, onde, de-pois de alguns meses à busca de tratamento gratuito, ela conseguiu tratamentopara mim num ótimo hospital.Para encurtar a história, fiquei, dessa feita, quinze meses em tratamento longede casa. Três meses após nossa chegada, minha mãe precisou voltar, e, depoisque fui operada mais duas vezes, recebi alta, e minha tia cuidou de mim. Graçasa Deus passei a andar normalmente, e, com treze anos, fui submetida a outra ci-rurgia para corrigir o problema do braço direito.Apesar de ter melhorado muitíssimo minha condição, sofri muito durante toda aminha adolescência, por ter ficado com uma mínima seqüela: a perna e o ombrodireito um pouco atrofiados. Na minha cabecinha de adolescente, menino nenhumiria querer namorar uma garota como eu. Eu tentava disfarçar esse meu comple-xo, tentando sempre estar no meio da turminha da igreja, mas o fato é que meconsiderava, de algum modo, inferior. Para compensar estudava bastante e pro-curava estar entre os melhores da turma. Foi bom porque me deu mais auto-confiança. Porém, somava meu complexo ao sofrimento da repressão severa emcasa, e fui crescendo assim.Sempre fui muito questionadora em relação às coisas que não entendia na vida.Por exemplo, perguntei a Deus, quando estava em tratamento da perna fora decasa, por que precisava passar pelo sofrimento da falta de minha família, ao terque ser internada para uma terceira cirurgia, depois de ter passado um intervalode uma semana ou pouco mais com minha tia, num período de quatro meses deinternamento. Eu conhecia as histórias de milagres da Bíblia e não entendia porque Deus, simplesmente, não dizia uma palavra e me curava instantaneamente;Por que eu tinha que voltar para aquele hospital enorme, onde não conhecia nin-guém, nem podia receber visita todos os dias (minha tia não teria o dinheiro da
  • 122condução para me ver com tanta regularidade)? Apesar disso, queria muito ficarcurada e suportava a tristeza pensando no resultado.Pastor, recebi uma educação rígida, com um pai que era uma fera, e, por algummotivo, não me rebelei abertamente contra ele. Procurava a todo custo evitardeixá-lo zangado. Os namoricos de adolescência eram bem escondidos e duravammuito pouco tempo. O suficiente, porém, para me deixar com aquela paixoniteque custava a passar. Tinha sempre a esperança de que, com o próximo, eu mesairia melhor, e conseguiria segurar o namorado por mais tempo. Eram dois osmeus fantasmas: meu pai e meu "problema" físico.Coloco entre aspas, porque com a minha mente não consigo ver essas seqüelascomo problema, mas há algo errado com minhas emoções a respeito disso. Sem-pre procurei vencer isso, forçando um pouco a barra comigo mesma para usar sai-as, shorts, ir à praia, etc., mas secretamente, sempre tive certo receio de quealgum rapaz se interessasse por mim, mas reparando em meu corpo, percebesseesses detalhes e me rejeitasse. Acho que veio também daí a minha auto-repressão, além da repressão exercida por meu pai da qual te falei na outra vez.Depois que meus pais se separaram, há cerca de doze anos, passei a me sentirmais livre para viver. Mas, quem disse que eu vivi? Logo de cara, passei por umadesilusão horrorosa com um namorado, meu primeiro homem, de quem eu faziauma idéia totalmente errada. Terminamos e voltamos inúmeras vezes, até queresolvi enfrentar o fato de que ele estava me usando. Procurei ajuda psicológica ecaí fora de uma vez. Fiquei muito mal nessa época, achando que não era digna deque Deus respondesse minhas orações, muito menos aquela que eu fazia há tantotempo pedindo um companheiro. Era uma sensação terrível de culpa por ter idopara a cama algumas vezes com aquele namorado. Passei a não confiar nadinhano meu auto-controle e, para não pecar mais nessa área, evitei namoros. A ver-dade também é que não me interessei realmente por ninguém durante uns quatroanos. Porém continuei pedindo a Deus que fizesse alguém legal aparecer na minhavida.Há uns três anos, conheci um cara que pareceu ser a pessoa que eu esperava. Ali-ás, na ocasião, resolvi descobrir por todos os meios disponíveis se era ele a pessoaque Deus estava mandando. Orei como nunca, madrugava e vigiava em oração ecomecei a achar que Deus estava naquele negócio. Perguntava a Deus a respeitode alguma coisa e obtinha resposta tão contundente (na minha cabeça), que nãotinha dúvida: era ele! Não dei atenção a sinais bem mais objetivos e me deixeienvolver. Passei a viver em função dele, queria resolver todos os seus problemas,e olha que eram muitos, e estar ao seu lado em qualquer situação. Claro que paraele era ótimo, pelo menos eu achava. Ele sugou toda a minha energia com o meuexpresso consentimento, através de minha atitude de tentar ser resposta a todosos seus anseios.Namoramos por mais ou menos oito meses e resolvemos nos casar. Quando está-vamos para marcar a data, comecei a percebê-lo muito tenso, inquieto, deprimi-do, e forcei um papo para que ele me dissesse o que estava acontecendo. Morriade medo de que ele quisesse romper, mas resolvi enfrentar assim mesmo. Nãotinha nem idéia do sofrimento que me esperava. Ele me disse que talvez não fos-se o caso de terminar, mas que estava apaixonado por minha irmã. O susto foi tãogrande! Ela nunca demonstrou nenhum interesse, e ele disse saber disso perfei-tamente. Bem, terminamos naquela mesma hora e eu sofri o diabo, mas não pen-
  • 123sei de maneira nenhuma em levar aquilo adiante. Mais uma vez me senti usada,passada para trás, uma perfeita idiota.Para completar, quatro dias depois, minha família e eu sofremos a perda de mi-nha sobrinha de apenas vinte e um anos, num acidente de automóvel —voltandode um passeio, o carro em que estava ela com o noivo e amigos bateu num murode proteção, e caiu num rio, morrendo todos. O sofrimento foi tão grande quehoje só posso agradecer a Deus por ter protegido minha mente para eu não en-louquecer. Sabe, minha relação com Deus ficou muito esquisita nessa época. Nãodeixei de crer nEle, mas passei a não acreditar em minha capacidade de discernirSua vontade, Sua voz. Aquele questionamento da infância voltou com força total.Por que Deus não impediu que meu namorado se apaixonasse por minha irmã? porque essa perda tinha que se somar à perda de minha sobrinha, a quem eu queriacomo uma filha?Mergulhando no seu blog, descobri que muitas de nossas orações são alimentadaspor nossa ansiedade, são orações a nós mesmos e não produzem paz e descanso,mas geram uma neurose tão nociva quanto qualquer outra. Estou achando que foiexatamente isso que me aconteceu na época. Claro que depois de dois anos, su-perei um monte de coisas, e agradeço sinceramente a Deus por ter interferido atempo de evitar que eu me unisse a um cara boa gente, mas tão problemático.Porém, apesar disso, me restam algumas seqüelas na alma que precisam de cura.Seqüelas que parecem ser de ocorrências bem mais antigas e que tiram minhapaz, muitas vezes. Sou confiante em mim mesma, tenho uma auto-estima mais oumenos equilibrada, mas, por outro lado, me sinto insegura quando se trata deamor. Sempre que encontro um namorado que me agrada, passo a viver num talestado de ansiedade com medo de perdê-lo, e, assim, fico com a sensação de tero tempo todo uma espada sobre minha cabeça, e que despencará a qualquer des-cuido meu. É como se eu não merecesse, como se fosse uma bênção supérflua,como se Deus não estivesse de fato interessado nesse aspecto da minha vida. Deonde vem essa sensação? Já me acusei de falta de fé, mas não me convenci. Nãosei o que há comigo. Não sei se me fiz entender, não sei se falei demais, se omitialguma informação útil, mas estou esperançosa de que o senhor me ajude de al-guma forma.Pastor, sinto-me meio culpada por estar ocupando seu tempo com esse meu pro-blema, mas espero que o senhor possa brevemente me responder.Pode acreditar que será uma ajuda e tanto.Com carinho e esperança, ______________________________________________Resposta:Minha querida amiga: Graça e Paz!Uma deficiência física e um pai severo quanto à sexualidade e o amor na existên-cia de uma filha, pode gerar com sobra tudo o que você sente. As duas coisas, emsi mesmas, já são suficientes para explicar o que você sente.Conheço pessoas com deficiências físicas que foram bem-aventuradas, especial-mente por ter tido pais que as preparam a vida toda, com pedagogias diárias demuita sabedoria, e, ao mesmo tempo, com estímulos permanentes para que elas
  • 124vivessem com total normalidade psicológica. No entanto, sem um suporte dessetipo, é “normal” que alguma “anormalidade” gere os sentimentos que em você seinstalaram. Assim, a primeira coisa é aceitar a normalidade de seu sentir, postoque apenas entendendo e aceitando tal construção psicológica, é que você poderápassar desse estágio para um outro.O segundo estágio é de aceitação da realidade. Ora, tal aceitação é parte da so-brevivência de todos nós. Digo isto porque você tem essa história de deficiênciafísica, mas outros têm coisas imutáveis em outras áreas da vida, muitas delas nemmesmo visíveis “para fora”, mas tão fortes “dentro” quanto o que você sente co-mo isto que você experimenta como limitação ou trama. Aceitar o que não se po-de mudar é pura sabedoria, e trás grande libertação.O terceiro estágio é de gratidão. E isto talvez seja a marca mais distintiva da saú-de emocional dessas pessoas portadoras de deficiências as quais mencionei acima.Uma delas, aprendeu a ser grata mesmo antes de se converter ao Evangelho. Nocaso dela, a gratidão não era a Deus, mas aos seus pais, que, de forma extrema-mente humana e sábia, foram instrumentos de Deus em sua vida. Ela sempre foimuito grata ao sentido de vida, aos valores, e aos significados que seus pais in-fundiram em sua alma. Ora, isto mudou o eixo da percepção dela do estético parao ético, e deu a ela uma certeza de beleza quase incomparável. A gratidão fezdele um homem forte, e, também, um sedutor natural — digo sedutor no melhorsentido da palavra. De fato, ele acabou por se sentir tão bem consigo mesmo quese tornou um homem naturalmente charmoso.O quarto estágio é ação natural. Ora, quando alguém chega nesse ponto tudo éfeito com a segurança da natureza. Isto porque a gente gasta muito tempo e e-nergia tentando ser alguém que exista ao ponto de cobrir o defeito que se tem. E,estranhamente, essa tentativa desconstrói o que há de melhor em nós. Esse é oparadoxo negativo: tentando ser melhor acaba-se por piorar quem somos, pois, aúnica melhora que realmente melhora o ser vem das três coisas que lhe disse an-teriormente.O quinto estágio é alegria. Sim, a alegria encobre todas as deficiências que pos-sam existir. Ora, tal alegria não será alegria se for estereotipada. Portanto, nãobusque parecer alegre, mas sim busque ser alegre mesmo.O sexto estágio será o da confiança. Ora, auto-confiança ainda é um estado psico-lógico muito facilmente desmantelável. Somente a confiança que se projeta paraDeus é o que nos faz fortes e seguros para todos os embates e contradições destaexistência.O sétimo estágio é serenidade. A serenidade expressa a confiança, a gratidão, aalegria e o contentamento. Ora, quando se chega aí, não há mais deficiências quepossam nos prejudicar, posto que elas mesmas estarão em franco processo de dis-solvência em suas importâncias dentro de nós.Portanto, apenas cuide de seu coração e todas as demais coisas serão acrescenta-das!Se você carregar esse fardo de deficiência dentro de você o resultado será sempreesse que você obteve até aqui. Você precisa descobrir a mulher bela, alegre egenerosa que há em você, e, sabendo disso, não se entregar mais como “brinde”
  • 125aos que você julga que fazem o “favor” de namorar você ou ter algum interesseem sua vida como mulher.O segredo das relações humanas no que tange ao encontro afetivo e até sexual éa pessoa se ver conforme a sua própria beleza interior, e, ao mesmo tempo, des-cobrir e expressar com o olhar e os brilhos da alegria, a beleza que também en-xerga nos outros. Tal pessoa se torna bela de qualquer forma, e desperta interes-se onde quer que chegue. Trate-se como uma deficiente e você só atrairá homensquerendo usar você. Trate-se como a mulher bela que você é, e apenas os bensintencionados terão coragem de se aproximar de você.A alma humana “fareja” o sentir do outro. Sim, os humanos podem ter perdido oolfato animal mais profundo, mas não perderam o “faro psicológico”. Digo istoporque como você está, a maioria dos homens fareja carência, e, os oportunistasse aproveitam. E mais: eles não se aproveitam de você como “quebra-galho-sexual” porque você tem uma deficiência física, mas sim em razão de sua defici-ência psicológica. Ora, tendo as carências e inseguranças que você tem, mesmoque você fosse a mulher mais bela do Brasil, ainda assim seria tratada do mesmomodo. Portanto, o resultado nada tem a ver com a estética, mas sim com o modocomo você se vê.Com relação a Deus, lhe digo que uma visão errada de Deus pode fazer muito mala uma pessoa como você. Isto porque ao invés de lhe ajudar a viver, tal “Deus”passa a ser o responsável pelo seu “não-viver”. Saiba apenas uma coisa: Deus nãoexiste para dar explicações. Deus é. E quem o conhece pela fé e experimenta aSua paz, esse tal tanto mais crescerá em fé quanto mais, pela confiança no amorde Deus, silenciar em suas questões, e mergulhar na certeza de que em Deus tudoé melhor; e mais: tudo é para o melhor.A vontade de Deus está sendo feita em sua vida, quer você saiba ou não. Portan-to, essa coisa da “vontade de Deus” é algo “de Deus”, não nosso. Nós não somoschamados para saber a vontade de Deus, e sim para fazê-la real em nós. No en-tanto, só se fica sabendo a vontade de Deus na vida, enquanto se vai... e semmedo de não saber para onde se está indo, conforme o pai da fé, Abraão, que foisem saber para onde estava indo. O segredo é abraçar os sacramentos de amorque nos aparecem na existência como oportunidades de alegria. E fazer isto comdignidade.Você tem tudo para virar esse jogo e partir pro abraço!Pense no que lhe disse, e comece a colocar em prática. O resultado será vida epaz. Jesus nos ensinou que mãos, pés e olhos podem até precisar ser cortados pornós mesmos para o nosso próprio bem. Ora, um dia você vai saber tudo sobre obem desse “mal”, e, nesse dia, seu coração se alegrará e entenderá o amor quese ocultou naquilo que você chamou de sofrimento.Receba meu carinho verdadeiro!Nele,Pr. Ronald. __________________________________________________
  • 126DEFICIENTE FISICAMENTE, MAS BELA INTERIORMENTEQuerido Pastor Ronald,Graça, paz e misericórdia!Quando me lembro do senhor, e do amor que o levou a esse ministério, só possocair de joelhos e agradecer a Deus por sua vida, e pedir a Ele que lhe concedagraça, paz e saúde para prosseguir abençoando e sendo abençoado.Muito obrigada pelo seu cuidado em ler minhas cartas e, pacientemente, respon-der, como tem feito. Tenho sido grandemente abençoada e tenho crescido comsuas respostas. Deus o abençoe! As respostas vão fundo em minhas emoções. Hámaterial no seu blog para um aprendizado de uma vida plena, e só peço a Deusque me ajude a aprender e a mudar meus padrões de pensamento, a fim de vertransformações efetivas em minha forma de encarar a vida e a mim mesma.Ajudou-me muito entender que o que sinto é “normal”, pois, de certa forma, ex-perimentava certa culpa e desconforto com minha “construção psicológica”. Issoestá me fazendo aceitar certas emoções, e vejo que essa é uma importante con-dição para mudar.O terceiro estado, citado pelo senhor, a gratidão, sempre esteve presente, apesarde nos momentos mais críticos, ficar questionando. Primeiro pela bravura de mi-nha mãe, em deixar os outros filhos e buscar tratamento tão difícil para mim.Mais tarde, gratidão a Deus, por ter orientado os médicos e criado todas as condi-ções para que hoje eu seja quem sou. Quando penso nisso, realmente me sintoprofundamente grata pelo cuidado dEle.O quarto estado, a ação natural, é algo mais difícil, mas que estou disposta a bus-car.O quinto, a alegria, sei que tem que acontecer de dentro para fora, como frutoda gratidão, da ação natural, da aceitação plena do que não pode ser mudado.O sexto, o da confiança, confesso que a minha é muito frágil, e fica, erradamen-te, muito mais ao sabor das minhas emoções; por isso preciso descobrir Deus, sa-ber de fato, Quem Ele é, vê-Lo como meu Pai, diferente do meu pai terreno. A-cho que só assim, posso alcançar a serenidade.Pastor, essa não é uma tarefa simples. Sei que é um processo, requer tempo epaciência. Mas vou aprender. Deus já o tem usado para isso. De coração, queroagradecer por suas palavras. Elas fizeram uma diferença enorme em minha vida esei que vão render frutos eternos.Fique na paz.Com todo meu carinho e gratidão. __________________________________________________Resposta:Minha querida amiga,Viver a condição de portar uma deficiência física é certamente muito difícil paraqualquer pessoa, mas, para aquelas que não tiveram um forte suporte de amorfamiliar, torna-se, sem dúvida, muito mais difícil.
  • 127Uma questão: Você sente pena de pessoas “burras” ou com muita dificuldade decompreender as coisas, da mesma forma como você sente pena das pessoas comdeficiência física? Para mim, sinceramente, e em razão de tanto ter ouvido algu-mas pessoas deficientes físicas falarem no assunto, sempre considerei as limita-ções mentais, intelectuais e emocionais as mais sérias deficiências desta vida. Terdificuldade para correr... atravessar uma rua... jogar bola... brincar certas brin-cadeiras... etc... na realidade significa grande limitação. No entanto, para mim,nada se compara a não entender o que os outros dizem, ou não conseguir apren-der, ou não ter memória para reter, ou não possuir a capacidade de “concluir”um pensamento. Compare a sua deficiência física com sua eficiência intelectual eafetiva... e você verá que você é uma bem-aventurada!Quanto à sua limitação física gerar impedimentos relacionais ou dificultar a rela-ção com os homens, digo-lhe que pode ser verdade apenas se você se entregar àdeficiência em sua atitude humana. No entanto, se você mantiver a mulher inte-rior firme, confiante, serena, grata, alegre, e sólida... você verá que os homensnão deixarão de percebê-la e nem deixarão de desejá-la como mulher. Você nãotem idéia do que um espírito forte e confiante suscita de atração nas demais pes-soas!Mulheres apenas belas, mas destituídas de inteligência, atraem na chegada, massaem pela porta dos fundos. Como diz um amigo: “Dá pra correr uma légua, masnão dá pra tirar um cria com uma mulher dessas!” Burrice, espírito tapado, entu-pido, bloqueado emocionalmente, incapaz de somar as coisas na vida, e falta decabeça para pensar, são deficiências incomparavelmente mais profundas... e sãoincuráveis.Um grande político tinha uma grande rival política, uma mulher muito feia. O po-lítico de vez em quando bebia e perdia a noção. Um dia a rival mulher lhe disse:“O senhor é um bêbedo!” Ele respondeu: “É, minha senhora, mas amanhã estareisóbrio. E a senhora? Amanhã, estará inteligente e bonita?”.Ora, se se diz isso da feiúra, que não dizer da burrice? E a feiúra ainda tem “re-médios”, mas a burrice não tem cura. Você pergunta: Por que você está me di-zendo isso? Ora, é que vejo como a gente de fato não enxerga a nossa própria be-leza, riqueza e tesouros. Por exemplo, li sua carta... aliás, todas elas... e vi evejo sua lucidez, sua capacidade de escrever, de se comunicar com limpidez, e,sobretudo, sua capacidade de auto-percepção... todas coisas raras e lindas... e,ao mesmo tempo, vejo você se amarrar a uma deficiência que não tem importân-cia alguma quando comparada às maravilhas de seu ser.Prossiga firme, pois, o que você não tem não é para comparar com o que vocêtem!Nele, em Quem as fontes da vida não procedem do corpo, mas do interior,Pr. Ronald.E PRA QUEM SE DIVORCIOU?----- Original Message -----From: E PRA QUEM SE DIVORCIOU?
  • 128To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Friday, February 4, 2011 14:09 PMSubject: Dúvidas…Pergunta:Eu também me divorciei, mas a minha situação é deferente.Eu adulterei e depois minha ex-esposa pagou na mesma moeda, adulterando tam-bém.Hoje moro em... e estou esperando o momento de me casar, pois, tenho outramulher.Também posso dizer que não amava a minha ex-esposa.E diante de DEUS?Como eu fico já que não ouve a reconciliação entre eu e a minha ex-esposa? _____________________________________________________Amigo querido:Só há uma afirmação e uma pergunta.1. Afirmação: você crê que Deus é dono de cartório? Ou que acredite que casa-mento é a igreja quem faz?2. Pergunta: você ama a mulher com quem vive? A gente só casa com quem o co-ração casa. Do contrário, você pode até casar de novo e não estar casado outravez.O que passar disto, sinceramente, mesmo tendo muitas referencias bíblicas paralhe dar contra, a favor, no meio, cláusulas de permissão, etc... não é o que faz adiferença.Todo mundo sabe o que faz a diferença!O que passar disso é debate que não sobrevive às questões de nenhum coraçãohonesto e infeliz.Deus está olhando o que é... o homem é que vê o que a imagem e os interessesmostram... sempre foi assim... é só ler o Evangelho.Leia o blog.Nele há muitas coisas que poderão lhe ser úteis.Nele,Pr. Ronald
  • 129EU ATÉ TENTO... MAS POR QUÊ ELAS SE APAIXONAMPOR MIM E EU NÃO?-----Mensagem Original-----De: EU ATÉ TENTO... MAS POR QUÊ ELAS SE APAIXONAM POR MIM E EU NÃO?Enviada: Sexta, 21 de janeiro de 2011 08:07Para: ronladpqn@yahoo.com.brAssunto: PORQUE ELAS SE APAIXONAM POR MIM E EU NÃO?Reverendo Ronald Lima: Saúde e Paz!Que meu respeito e admiração seja um incentivo para sua caminhada.Reverendo tenho uma pequena dúvida, a qual tenho a certeza que será esclareci-da pelo senhor.É em relação a relacionamentos. Gostaria que o senhor colocasse sua opinião.Há na minha vida uma frustração em relação a relacionamento, não consigo meapaixonar por ninguém.Não sei se é um trauma familiar, devido às brigas e desavenças de meus pais quepresenciei quando criança, ou se é porque Deus não o quer no momento.Esse problema consegue me tirar a paz. Por ser eu um rapaz jovem, muito comu-nicativo e extrovertido, é normal chamar atenção das mulheres, e isso aconteceregularmente, e para o meu desespero quase sempre acontece com mulheres deboa reputação e caráter exemplar.Acabo me envolvendo e as frustrando mais tarde, por não conseguir me apegar.Com toda sinceridade do mundo me sinto muito mal quando isso acontece.No momento estou com uma pessoa muito especial...quero estar com ela, porémo sentimento não corresponde.Será que com o tempo vou aprender a gostar dela? Ou Deus não permitirá um sen-timento, supondo que ele predestinou alguém para estar ao meu lado?Em fim, devido a toda essa situação vivida, a pergunta é: Deus escolhe uma pes-soa para um casamento com alguém? Ou Deus abençoa uma escolha feita por essealguém?Essa dúvida me coroe por dentro, justamente por não conseguir me abrir para umrelacionamento. Me sinto como se Deus estivesse me sufocando, dizendo mais oumenos assim:“Essa não, nem essa, eu vou te dar uma esposa na hora certa e no momento cer-to.Por enquanto você tem que se contentar em ver elas gostarem de você, porémnão permitirei que você goste de nenhuma delas”.Reverendo, justamente por essa falta de entendimento fico tirando essas conclu-sões de Deus.Penso que Deus não permite que eu me apaixone por alguém.
  • 130Agradeço pela atenção e Deus te abençoe dia a dia na sua Graça. _________________________________________Resposta:Meu amadão: Muita Paz!Posso lhe dizer algumas coisas bem simples.1. Deus não está treinando você. Não espiritualize a questão.2. A gente não tem que escolher e crer que depois o amor vem. Isso sempre éuma “roubada”, é fria.3. A gente é escolhido pelo amor. E quando ele pega a gente, ninguém tem portade saída. Só sai se deixar uma banda inteira da alma para trás.4. Você é jovem. Esta é a estação de se enamorar. De conhecer. De se conhecer.De se abrir. Portanto, namore sem culpa e sem medo.5. Deu pra notar que você é “estiloso”, e que carrega charme. É um perigo se vo-cê ficar falando de amor com as meninas. Elas podem crer, e sofrer. Por isso, a-penas namore-light. Nada de confissões que não correspondam a realidade de seusentir.6. Não seja leviano e nem galinha. Faz mal pro caráter. Namore, mas não vire umbeija-flor bobinho.7. E não se preocupe em “inventar paixões”. Paixões podem ser “inventadas”. E oresultado é que a pessoa se casa com “uma projeção psicológica”, e depois acor-da ao lado de uma pessoa “estranha” à projeção, à idealização. FRUSTRAÇÃO to-tal é o que se segue, para ambos!Nunca se orgulhe de ser conquistador. Vicia e pode fazer mal.Há homens de vez em quando têm que “pular a cerca” para ver se ainda estão“em forma” apenas por se viciaram nesse negócio. Só que não sabem que isso vira“insegurança”.O cara tem que dar uma “pulada de cerca” apenas porque é inseguro. A pessoapode dizer o que quiser, mas este é o diagnóstico.Viva a sua idade e o tempo de hoje.Dias virão em que tudo será diferente e muito mais grave.Na Primavera a gente dança.Mas há outras estações na vida...Você terá que conhecer todas elas.E saiba: se você andar distraído o amor vai agarrar você, qualquer hora dessas!Não o procure. Ele vai achar você quando você menos esperar.Um beijão pra você.Nele, que nos ensina a viver,Pr. Ronald.
  • 131EU PENSO QUE ATÉ DEUS ME CONSIDERA UM “PATINHOFEIO”----- Original Message -----From: EU PENSO QUE ATÉ DEUS ME CONSIDERA UM “PATINHO FEIO”To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Friday, January 28, 2011 6:04 AMSubject: Não suporto mais ficar sóPastor,Alguns dias atrás eu lhe escrevi, mas não sei se você recebeu meu e-mail. Por issoestou tornando a escrever-te.Estou muito ansioso, a ponto de “explodir”.Tenho 38 anos, nasci em berço evangélico (igreja Presbiteriana) e até hoje estounesse caminho.O meu grande problema é que nunca namorei, devido a minha aparência que nãoagrada nenhuma mulher (tenho 1,60 e de pouca aparência), até hoje sou virgem enão sou homossexual!O meu desejo de amar uma moça e ser amado é muito grande.Não agüento mais orar, estou perdendo a fé e a esperança.A palavra de Deus parece não fazer mais efeito para mim.Em provérbios 19:14 diz “... a esposa prudente vem do Senhor”.Por que será que o Senhor me rejeitou essa benção?Será que fiz algo de errado?Não foi Ele que me fez feio assim?Sempre fui e vou à igreja; sou dizimista; ajudo missões; já fui diácono... Enfim,levo uma vida religiosa normal.Tenho dúvidas se realmente Deus me ama. Aliás, eu não entendo esse amor deDeus. A uns Ele dá tudo de bom. A outros, nada.Estou muito mal, mal mesmo.Já cheguei até pedir um câncer para Deus, para ir embora dessa terra. Só nãocometo suicídio porque tenho medo de ir para o inferno. Mas se a Bíblia garantis-se que o cristão que cometesse suicídio não perdesse a salvação, já teria tomadoveneno.Pastor, não sei mais o que fazer. Se depender de mim para conquistar uma mu-lher... Tô perdido!Estou revoltado e muito magoado.Pastor, tenho 38 anos e não sei o que é ser beijado por uma mulher!
  • 132Não tenho condições de pagar um psicólogo.Todos os meus amigos (da igreja) já se casaram. Quando os vejo felizes com suasesposas, fico feliz por eles, mas choro por mim.Estou quase ficando louco.Pastor Ronald, por favor, me dê uma orientação. Não sei o que fazer; e a vidapassa muito depressa. A cada dia fico mais deprimido.Apesar de “cansado”, continuo orando.Se possível responda-me.Gosto muito das suas idéias. Acho você um homem muito usado por Deus.Muito obrigado pela sua atenção. _________________________________________Resposta:Amado amigo: Graça e Paz!De fato, não conheço mulher sadia que deseje casar-se ou mesmo sair com umhomem deprimido, depressivo (“pra - baixo”) — que só não se mata por medo doinferno, que não crê que é amado nem por Deus, quanto mais pelos humanos, e,entre esses, menos ainda pelas mulheres; e que se vê como uma anomalia divina,que morre de pena de si mesmo, que tem solidária inveja da felicidade dos ami-gos; e que oferece como referência de normalidade uma vida sepultada na religi-osidade, pois já foi tudo e já fez de tudo, embora ache Deus muito estranho einjusto. Mas isso não importa para tal homem, pois, segue a Deus por medo, temraiva de ser quem é; de ser virgem, de não ser capaz de gerar interesse em mu-lher alguma; e que, mesmo assim, continua perseverante nesse caminho de amar-gura e de morte em vida, transferindo sempre a culpa para Deus; enquanto deixaque a alma fique do tamanho do corpo pequeno; e que o espírito meça 1.60 dealtura; e que a vida seja virgem de alegria e prenha de tristeza; e que o suicídioseja uma maravilhosa alternativa de livramento, mas que é também sabotado porDeus.Se você fosse mulher você sairia com você homem?Seja sincero!Não, meu irmão! Você não sairia com você mesmo!E veja que em momento algum eu mencionei o seu tamanho ou feiúra física (se-gundo você) como impedimentos para nada.Ora, não mencionei por que eles de fato não são impedimentos para nada. Umtetraplégico de bem com a vida, grato, feliz no coração, inspirador, cheio de vidapara além do corpo, e que ande em fé e esperança em relação a todas as coisas,jamais terá qualquer problema para encontrar uma mulher; e, no caso da pessoatetraplégica ser uma mulher, também não terá dificuldade para encontrar umhomem.Seu tamanho e sua feição ou forma física, nada significam. De fato, eles ou servi-ram você com a desculpa para essa horrível atitude existencial, psicológica e es-piritual que você tem hoje; ou, então, tornaram-se os álibis que você usa a fim de
  • 133continuar transferindo a culpa de tudo para Deus, ao invés de ver que o homemfeio é esse que você mesmo está modelando pela desesperança, pelo mau-humor,pela incredulidade existencial, pela amargura e pela devoção odiosa para comDeus.Sim! É mais fácil dizer que o problema é físico, pois, sendo físico, é, portanto,também fixo. Mas se você admitisse que o físico não é problema, mas sim o psico-lógico e espiritual, teria também que aceitar que nessa dimensão todo feio podeficar belo, todo amorfo pode ganhar linda expressão e forma; posto que nada éfixo, pois no coração, cada dia tem sua própria forma; e o que dá forma ao serinterior — é fé, esperança e amor.Assim, meu mano, seu problema é seu olhar; é sua mente, é sua falta de grati-dão, é sua amargura, e é esse espírito de autocomiseração e medo, os quais mo-vem sua existência para trás; ao mesmo tempo em achatam você para um tama-nho existencial mínimo.Entretanto, mudar em tais coisas, convertendo a mente ao olhar da fé e da espe-rança grata, não é algo que o Cury, o Lair e o Coelho possam realizar por você,com todas as técnicas de auto-ajuda.De fato ninguém pode. Nenhum truque psicológico pode operar tal mudança namente e na atitude existencial.De fato, somente uma entrega radical da vida a Deus, e não à religião; seguida deuma vida que se permita re-aprender a pensar e a olhar para a vida segundo oolhar de Jesus, conforme o Evangelho — mudará a vida pela mudança do nascerde novo.Você precisa de fé, não de altura; de amor, não de beleza; e de esperança, nãode uma mulher.Você precisa encontrar o amor de Deus por você, pois, do contrário, nenhumamulher jamais amará você neste mundo.Quem amará a quem nem mesmo Deus ama?Quem se amará se nem mesmo Deus o ama?Quem amará alguém se não ama a própria vida?Sugiro que você leia o blog todo; link a link; e sugiro que, além disso, você leia oNovo Testamento todo, em seqüência, como se você nunca o tivesse lido na vida.E leia rápido, com pressa, como quem tem que ler logo a fim de devolver o livro.Faça isto e me diga dentro de 3 mês se você conseguiu continuar a ser a mesmapessoa.Além disso, sugiro que você aprenda a dançar. Para você dançar será a melhorterapia. Sim. Entre numa aula de dança de salão e aprenda Tango, Merengue, Sal-sa, Samba, Forró, Bolero, Valsa, e dança livre.Ninguém que aprende a dançar fica do jeito que você está. O interesse pela dan-ça liberará muitas forças psicológicas contidas em você; e dará uma sadia dose desensualidade sensorial à sua alma, o que poderá abrir espaço para uma tambémsadia manifestação de pulsão sensual em você; e, assim, gerar em você aquelenecessário prazer em você mesmo; pois, quem não tem prazer em si mesmo, nãodá e nem provoca desejo de prazer e encontro em ninguém.
  • 134Além disso, a dança também mostrará a você as inúmeras possibilidades de umcorpo que expressa leveza e alegria em seus movimentos.Ora, tudo o que estou dizendo aqui é simplesmente que o coração alegre a-formoseia-a o rosto, conforme nos ensina o livro de Provérbios.Assim, meu irmão, encontre o que acima lhe afirmei e você se tornará um homeminteressante em qualquer lugar.Deixe a alegria tirar sua religiosidade. Deixe o bom humor tirar você para dançar.E aceite o convite da gratidão para celebrar a música de cada instante.Desse modo, eu sei que você encontrará alguém, mas apenas e tão somente seantes você se encontrar em Deus.Creia e viva!Esta é uma palavra de vida!Nele, que nos chama à dança na casa do Pai,Pr. Ronald.MEU MARIDO É VICIADO EM PORNOGRAFIA, COMO AJU-DÁ-LO?----- Original Message -----From: MEU MARIDO É VICIADO EM PORNOGRAFIA, COMO AJUDÁ-LO?To: ronaldpqn@.com.brSent: Monday, August 22, 2011 11:44 AMSubject: O vício da pornografiaCaro Pastor,Tenho 29 anos, sou casada há dez. Sou serva de Deus desde os doze, e meu esposo,desde que nasceu. Temos um casamento feliz e abençoado, principalmente agoraque nossa família aumentou com a chegada de nosso filho, de um ano. Meu esposoé crente fiel. Nós nos amamos de verdade, e somos aquele tipo de casal modelo,tudo certinho.Porém, temos um problema. Meu marido luta contra o vício maldito da pornografia.Já o vi chorar e até me pedir ajuda para livrar-se disto. Além de orar por ele, nãosei o que fazer. Nós nos casamos virgens e temos uma vida sexual satisfatória. Pro-curo ser atraente para ele; há poucos dias comprei uma lingerie especial, e um per-fume novo para só usar quando estiver com ele. Procuro não deixá-lo em falta.Então, logo percebo quando ele andou olhando sites proibidos no trabalho. Conhe-ço-o muito bem. Às vezes, coloco-o contra a parede e ele nega, mas logo confessaque olhou o que não devia e se masturbou. Isto acontece com certa freqüência;não sei se chega a ser compulsivo, porque não descubro sempre.
  • 135Fico muito magoada e desanimada. Já lhe disse que está causando um grande malem mim, pois me sinto traída, e não suporto a idéia de ele sentir prazer vendo ou-tras mulheres nuas. É nojento e inadmissível.Sinto-me tentada a ficar fria com ele e não fazer mais nada para agradá-lo. Achoque não sou aquilo que ele deseja, se não, não haveria necessidade de buscar essetipo de coisa — mas ele nega isto e diz que o satisfaço plenamente.Detesto essa coisa do homem ser atraído pelo olhar, e, se pudesse, mandava fechartodas as bancas de jornais com fotos explícitas e queimava todo outdoor com mu-lheres nuas. Detesto quando as mulheres não sabem se vestir decentemente, ou asque fazem isso de propósito para atrair o marido dos outros. Na verdade, sou bas-tante insegura...Meu marido nunca me traiu de fato, a não ser quando ainda namorávamos, o quefoi uma experiência dolorosa. Superamos o trauma e nos casamos no Senhor.Ele sabe que se andarmos no Espírito, não satisfaremos os desejos de nossa carne.Faço questão de lembrar-lhe isso.Talvez exista algo que eu deva fazer ou alguma mudança de atitude que deva as-sumir para ajudá-lo, e assim ajudar a mim mesma. Não sei o quê.Nunca partilhei com ninguém qualquer assunto íntimo meu. Esta é a primeira vezque me abro com alguém sobre isso.Confio no senhor e obrigada por me ouvir e ajudar. ___________________________________________Resposta:Minha querida irmã: Graça, Paz e Liberdade!Li sua carta com todo carinho e atenção, e percebi o seu modo de ser pela sua for-ma de escrever: objetiva, clara, limpa, direta, seqüenciada, e bem pontuada.Tudo certinho!... conforme você mesma definiu acerca de seu casamento!E me parece que esse é o problema: é certinho demais. Além disso, me parece seruma relação de total ascendência sua, tanto moral, quanto psicológica e espiritu-almente.Ora, antes de falar sobre isto, que me parece ser o âmago da situação conjugal,quero perguntar a você o seguinte: De onde você acha que vem esse vício de seumarido pela pornografia?Vejo que vocês são de igreja praticamente a vida toda; e também, pelas designa-ções que você fez tanto de você quanto de seu marido, que você são “fiéis” ao Se-nhor, e são modelo para a igreja e os amigos.Além disso, vocês casaram virgens, e de tal modo que fica até mesmo difícil paravocê avaliar o significado de ter “relações sexuais satisfatórias”.Também, como disse, me impressionou a sua ‘ascendência’ sobre seu marido, aponto de botá-lo contra a parede, exortá-lo espiritualmente com freqüência, achamá-lo para viver no Espírito e não na carne.Acima de todas essas coisas impressionaram-me algumas frases suas; a saber:
  • 136“...Somos aquele tipo de casal modelo, todo certinho.” — referindo-se ao modo devida público de vocês.“Procuro não deixá-lo em falta” — fazendo alusão ao sexo.“Vício maldito da pornografia” — expressando seu ódio pela nudez disponível.“...Sites proibidos...” — mostrando o nível de patrulha que você exerce sobre ele.“... olhou o que não devia e se masturbou...” — revelando seu tom materno con-trolador.“É nojento e inadmissível...” — denunciando o significado psicológico e moral dissopara você.“Sinto-me tentada a ficar fria com ele e não fazer mais nada para agradá-lo” —expressando seu poder de puni-lo sexualmente pelas “travessuras” do menino nainternet.“Detesto essa coisa do homem ser atraído pelo olhar, e, se pudesse, mandava fe-char todas as bancas de jornais com fotos explícitas e queimava todo outdoor commulheres nuas. Detesto quando as mulheres não sabem se vestir decentemente, ouas que fazem isso de propósito para atrair o marido dos outros.” — declaração quebem expressa seu ódio e sua ofensa pessoal ante o fato de que há nudez feita pú-blica para quem quiser olhar.“Faço questão de lembrar-lhe isso...” — revelando sua atitude superior e matronano trato com seu marido.Agora, ouça o que lhe direi. Poderá ser duro, mas é com amor. E será direto porquenão tenho tempo a perder com aquilo que não é pratico e objetivo quanto a ajudarvocê a se ajudar.Um homem de igreja, virgem, que não teve outra experiência senão com você, eque tem em você uma figura controladora, policiadora, exortativa, doutrinária,moralista, e que tem ódio da nudez pública; e que além disso, trata o sexo comoum dever, e que se dá com interesse estudado de atender a certas demandas dohomem; por mais bem intencionada que você seja; todavia, para ele, você é um‘breve contra a luxuria’; e por tal atitude existencial..., tirando da relação seu en-canto, naturalidade, brincadeira, prazer real, inovações, poesia, e aquele impres-cindível espírito de molecagem na atividade sexual.Você chegou a dizer, expressando um passo gigantesco de sua parte, que você ou-tro dia ‘até’ comprou um perfume e uma lingerie a fim de ver se o atendia.Ou seja: a vida sexual de vocês é tão certinha que não tem graça!Se você quiser ajudar o seu marido a ficar livre desse infantilismo sexual e fantasi-oso, seja você a amante, a outra, a surpreendente, a tarada, a insaciável, a mulherpelada, a desejosa de tê-lo sempre...; e isso por total desejo e interesse seu... enão por causa da conjugalidade e de seus deveres e direitos.O que está acontecendo com seu marido é simples:1. Trata-se de infantilismo emocional. Meninos e homens infantis é que se dedicama tais coisas. E, certamente, seu marido, pelo histórico de existência religiosa, e-vangélica, protegida e alienada da vida durante a adolescência, hoje, adulto, etendo em você a esposa-mãe-professora-mestre-educadora, não tem em você a
  • 137referência feminina que sexualmente lhe estimule — posto que ele mesmo não sesente desejado por você —; e, por essa razão, procura com olhos ver o que ele nãoteve na plenitude da sensorialidade da própria vida dele. Mas como ele é “fiel”, elenão trai; e como ele é insatisfeito com você e com o tipo de vida sexual herméticaque vocês têm, a alma dele fantasia; e, nesse caso, para quem está assediado dedesejos difusos, mas não quer ‘pular a cerca’, a internet acaba sendo uma “trans-gressão inocente”—coisa de menino.2. Ele certamente ama você, mas não se satisfaz com o modo como a sexualidadede vocês se manifesta. Na realidade ele não quer outra pessoa, mas sim você, todamulher, toda descomplicada, toda oferecida a ele, toda tarada nele.3. O que ele certamente não agüenta mais é estar casado com essa banda sua queestá mais para ‘gerente conjugal e pastora do lar’ do que para uma mulher delicio-sa, amiga, amante, e que tem prazer no sexo com toda espontaneidade e liberda-de. Mas como ele ama você, não quer deixá-la; porém, como é homem e infantilnesta área da vida; e também sendo tratado como um infante, o qual vê o que éproibido, ou o que não se deve ver; ele se sente tanto mais motivado inconscien-temente a procurar tais fantasias quanto mais acossado pela sua moralidade sexualele é.Se você quiser ajudar o seu marido, faça o seguinte:1. Não toque mais nesse assunto com ele. Pare de fiscalizá-lo. Trate-o como ho-mem, não como um filho mais velho.2. Busque ter prazer sexual com ele; e isso só acontecerá se você se abrir mesmo,e parar com esse papo teológico de não satisfazer a carne; pois, de fato, o que eleprecisa é satisfazer a carne e a alma; e isso com você, em total liberdade e pleni-tude.3. Enquanto você odiar tanto o mundo, as bancas, as revistas, os outdoors, etc... amensagem que você está mandando para ele é de alguém que tem ‘nojo em sexo’;e isso, saiba, não o desestimula em relação à fantasia pornográfica (ao contrário:abre-lhe o apetite), mas o desanima completamente em relação a poder ter comvocê uma conjugalidade sacana, alegre, livre, desejosa, e intensa.Assim, sinceramente, o grande problema de seu marido aparentemente é você!Uma mulher livre e sexualmente descomplicada ao lado dele, certamente não esta-ria tendo esses problemas.Portanto, o grande trabalho a ser realizado é em você, implicando numa desintoxi-cação profunda de sua mente de todo esse lixo religioso, que tem aparência de pi-edade, mas que não tem valor algum contra a sensualidade.Leia Provérbios 6 e veja como a adúltera trata os homens.Ora, você dirá: O que eu tenho a aprender com a mulher adúltera?Eu lhe digo: Tudo; menos o espírito de traição. No mais, todavia, a mulher adulterade Provérbios ensina pela anti-tese o que os homens gostam de ter. E acho umapena que as mulheres casadas se tornem tão pudicas com seus maridos, que o caraacabe por sentir a relação sexual com a esposa como um dever marital, e não comoa mais doce e livre de todas as experiências sensoriais.
  • 138Assim, minha querida amiga no Senhor, desintoxique-se de toda essa religiosidadesexual e você verá que a solução sempre esteve mais nas suas mãos do que vocêimaginava.Acredito que você me escreveu assim meio sem ler este blog. Talvez por algumarecomendação ou comentário de alguém. Mas leia-o com interesse, todos os dias, evocê crescerá para compreender o que estou lhe dizendo.Se você não se chatear comigo e me der algum crédito, eu sei que em pouco tempovocê me escreverá falando que tudo mudou.Receba meu carinho e minha oração para que seu coração entenda o que eu disse.Nele, em Quem toda cura começa em quem diz desejá-la,Pr. Ronald.SOU DEFICIENTE E NÃO CONSIGO NAMORAR!From: SOU DEFICIENTE E NÃO CONSIGO NAMORAR!To: ronaldpqn@yahoo.comDate: Thu, 3 Feb 2011 18:12:22Paz e graça querido Pastor,Estou super feliz em poder te escrever, e também ler suas postagens no blog. Es-tou lendo o blog e a cada dia me sinto mais abençoada por isso. Eu louvo a Deuspor sua vida. Bem, não devo me prolongar porque imagino a quantidade de genteque te escreve, e sou mais uma...Sou feliz com Cristo e com a vida que Ele tem me proporcionado, mas tem algoque me perturba muitíssimo...Tenho 39 anos, sou solteira e portadora de deficiências leves, mas que geram ne-cessidades especiais.Trabalho, viajo, faço tudo, pois minha deficiência não me impede de fazer quasenada.Ando normalmente. Sou um pouco torta. Só isso. A única coisa que ela me impedeé de arrumar alguém, um namorado mais precisamente...Como tenho sonhado e esperado por esse dia...Já me apaixonei, e amei muitas vezes; mas calada... Conseguia apenas a amizadeda pessoa. Essas pessoas sentiam e sabiam que gostava delas, mas eles semprepreferiam mulheres bonitas e perfeitas, fisicamente.Tinha muito medo de dizer o que sentia, mas como essas coisas a gente não con-segue esconder, eles logo sacavam e davam o fora; e sempre foi assim...Daí o meu medo crescia e minha dor também!Entrei na Igreja aos 16 anos. Nunca tive ninguém. Nem fora da Igreja. E pareceque a Igreja é o pior lugar pra se encontrar alguém, pelo menos é o que percebi
  • 139todos esses anos. Os homens podem escolher a vontade, pois há mais mulheres desobra nas igrejas em geral.Imagine como é difícil para alguém como eu!Tenho colocado isso diante de Deus, e Ele sempre me consola. Só Ele sabe quan-tas lágrimas derramei, e como sofria quando gostava de alguém. Ele conhece aminha solidão.A última vez que me apaixonei, quando o rapaz notou que não queria apenas suaamizade, me falou de um modo grosseiro que não queria nada comigo.Certa vez um casal de pastores me ofereceu literalmente um rapaz de cadeira derodas, queriam que eu namorasse com ele por ser ele também deficiente físico, etambém porque ele não arrumava ninguém. Fiquei tão assustada que não conseguidizer quase nada.Muita gente acha que por ser deficiente eu devo namorar ou casar com alguémcomo eu.Isso dói porque as pessoas não conseguem ver além. Parece que todo mundo temque formar um par perfeito. Se um é feio e outro bonito, não conseguem verharmonia. Sempre têm que falar alguma coisa; e, como sempre, é algo exteriorque conta mais.Bem, eu quero uma pessoa que realmente ame a Deus, tenha o mesmo entendi-mento sobre a salvação em Cristo, por que senão, não tem como haver sintoniaentre eu e essa pessoa. Preciso de alguém com quem eu possa conversar sobreDeus e me entender com ele também nessa área. Esta me entendendo?Tenho muitos sonhos, e eles são bonitos, sinceramente...Sempre sonhei em namorar uma única pessoa e me casar com ela. Creio que issoestá certo. Não consigo me ver namorando um, depois outro... ir tentando... atéachar alguém. Até porque no meu caso isso é bem difícil!Ainda sonho e creio que esse dia vai chegar, mas como é difícil esperar tanto.Até minha família, quando falo em me casar e ter minha própria casa, ter filhos,(posso ter filhos sem nenhum problema, isso é outra coisa que as pessoas pensamque não é possível), me olham estranho...Percebo isso neles, ainda mais quando se tem 39 anos...Sou alguém cheia de vida, em paz com ela e com meu Deus. Viajo sempre, façomuita coisa, mas não saio muito por não ter companhia.Minhas colegas de trabalho são todas casadas e meus irmãos também; e na igrejaestava mudando de uma pra outra até achar a que estou atualmente.Mas sinto muito a falta de um homem para beijar, abraçar, sentir seu amor pormim, compartilhar muitas coisas do coração, ter um amor puro e sincero.Será que isso é sonhar demais?Alguém pode dizer que nos dias de hoje sim, mas se não for assim não consigoaceitar isso. Não creio que tem que ser de qualquer jeito, sem cumplicidade, semamor...
  • 140Bem, acho que já falei demais, se puder me responda. Gostaria muitíssimo de suaopinião e conselho.Um grande abraço com todo meu carinho e admiração, _______________________________________________________Resposta:Minha querida irmã e companheira de Caminho,A coisa anda difícil para as mulheres em geral. E a prova disso é modo tão fácil ebanal como as mulheres vêm se comportando em relação aos homens e ao sexo.Ou seja: os homens andam tão idiotados e tolos, sem conteúdo e sem essência,sem percepção e sem sensibilidade, que as mulheres, em estado de desespero,estão caçando qualquer um que tenha algo pendurado entre as pernas.Sinceramente acho que nunca teve uma geração de machos com tão pouco ho-mens quanto esta!Estamos num concurso de malhação de academia. É o “culto” ao corpo no “tem-plo” chamado academia de ginástica, no qual, para muitos, ainda se toma sacra-mento, que é um alterador de consciência chamado anabolizante.Nunca a humanidade foi mais corpo e menos alma do que agora!As mulheres — e não somente os homens — preferem um gatinho idiota e malhadodo que um homem lúcido e sincero. Se tiver uma barriguinha elas já estão trocan-do por um sem barriga e sem cérebro.Ora, se é assim com as mulheres — e aqui estou apenas generalizando — que sem-pre foram seres muito mais do interior e da alma, que não dizer dos homens, quesempre foram mais das exterioridades e da estética?Quanto à sua situação quero dizer o seguinte:1. É obvio que num mundo estético como o nosso a aparência virou valor absolu-to, inclusive na “igreja”. No entanto, ainda há um poder maior que o da aparên-cia, que é o poder da pessoa, da personalidade, da essência real, e que só seráreal se não for uma “fabricação” e performance. Portanto, digo-lhe que apesar detudo ainda creio que uma atitude simples, alegre, clara, desinibida, confiante, eem nada auto-acachapante, é a maior força que um homem ou uma mulher têm afim de se impor no mundo das relações inter-pessoais. Assim dizendo, quero cha-mar a sua atenção para a sua “atitude”. Pela sua carta vi que sua atitude é com-plexada. E é nesse complexo que a deficiência física vira deficiência relacional.Conheço pessoas que não são apenas um pouco tortas, mas completamente en-carquilhadas, e, nem por causa disso deixam de viver com normalidade tambémna área afetiva. Tudo está na cabeça, na atitude, e no modo como a própria pes-soa se trata. Trate-se como uma deficiente, e deficiente você será. Trate-se co-mo uma mulher, e apenas como uma mulher, e você verá como as coisas mudam.2. Tudo o que lhe digo, digo-o baseado em fatos e observações de toda minha e-xistência. Conheci uma pessoa deficiente física, a qual é desde seu primeiro anode idade. Ela teve paralisia infantil, e uma de suas pernas é menor que a outra.Sempre andou manquejando. No entanto, tão linda e simples foi sempre sua ati-tude; e tão forte foi sua reação à deficiência; e tão normal foi sua ação na vida; etão posto de cara na existência ela viveu; que quem a conhece mais intimamente
  • 141logo percebe que aquela muleta que ela carregava e carrega, não faz parte dela;posto que aquilo nunca foi impedimento para ela fazer coisa alguma. Essa pessoanunca passou recibo para a deficiência. E quando ainda jovem e solteiro ia pas-sando por debaixo de uma janela cheia de belas moças debruçadas com o corpopara fora, as ouviu dizer: “Que pena, tão bonitinho, mas anda como um carangue-jo” — sua resposta, olhando para cima, foi: “É! Vocês não sabem como caranguejoé gostoso!”. Vi essa pessoa, apesar da deficiência física, ser uma pessoa vista,olhada, admirada e até desejada por muitas mulheres que, se pudessem, o prefe-ririam à praticamente qualquer outro homem com as duas pernas. O segredo? Essapessoa sempre foi grata e confiante. E nunca achou que sua beleza vinha de seucorpo, embora, fora a perna, ele fosse um homem belo e forte.3. Em uma igreja que pastoreei, em São Paulo, há cerca de quatro anos, chegoupor lá uma jovem mulher, solteira, mais ou menos de sua idade, e também com omesmo histórico evangélico que você tem, e com todas as idiossincrasias deriva-das da cultura evangélica que você também experimenta. Não namorava há maisde uma década; e se sentia muito inferiorizada. Ela me contou tudo. Eu disse aela que ela se escondia. Que falava sem olhar nos olhos. Que entrava como quemse desculpava. Que sua atitude falava de sua deficiência. E propus um exercício aela. Sim, ela iria chegar lá bem arrumada, cheirosa, sorridente conforme a verda-de do dia, e livre para se aproximar de quem quisesse. Mas com uma condição:ela não falaria de deficiência física e nem se trataria como deficiente. E disse aela que duvidaria se no máximo em um ano ela não começaria a ter outro tipo deproblema: homens demais querendo ficar com ela. Ora, não deu outra! Hoje, qua-tro anos depois, ela anda com um sorriso de orelha a orelha, e dá testemunho decomo sua mudança de atitude mudou a sua vida. Tudo está na cabeça!4. A atitude dos dois pastores que você mencionou foi tola e infantil. No entanto,eu pergunto a você: Porventura você rejeitaria um homem por ter ele tambémuma deficiência física? Ora, se você rejeitaria, o que devo dizer é que você serárejeitada também, pois com o critério com o qual julgamos, por esse mesmo cri-tério também somos julgados.5. Seja leve, livre, alegre, espontânea, confiante, e normal para com você mes-ma, e, sinceramente, duvido que em pouco tempo as coisas não comecem a mu-dar.6. Sobre encontrar alguém que creia como você, esse é o ideal. No entanto, antesde buscar alguém que creia como você, abra-se para o amor. Casamento e namo-ro são, antes de tudo, uma questão de amor. O grande dogma do namoro e docasamento é amor; e sem amor, nenhuma comunhão de fé realiza nada além defraternidade que, com o passar do tempo, imerge a pessoa no tédio; posto quequem casa ou namora não vive num concílio, conferindo “Credos”, mas sim é umpraticante do credo do amor na relação estabelecida.7. Sobre desejar casar com o único homem com quem você vier a namorar, acholindo, porém completamente irreal. Aliás, nem é aconselhável que essa seja aexpectativa, pois que homem haverá que ao iniciar um namoro já tenha que noato também se comprometer em casar? Eu, pessoalmente, jamais entraria nessa!8. Não imponha condições à vida. Não temos esse poder. Pensar que se pode tra-tar a existência assim é puro engano; e, no futuro, gera muita amargura. O justovive pela fé também no caminho do afeto e das descobertas afetivas. Ninguém
  • 142sabe de nada. Ninguém sabe o que dará certo. Ninguém recebeu de Deus tal po-der. Ninguém há que possa dar a si mesmo tais garantias. Quem assim pensa, en-tão, que não se queixe. Se você faz disso um absoluto para a sua vida, saiba: pro-vavelmente você fique só; e, nesse caso, não deve também jamais reclamar.9. Abra-se. Efatá!Pense no que lhe disse e me escreva.Um beijão!Nele, em Quem deficiente é apenas aquele que não ama,Pr. Ronald.SOU VICIADO EM PORNOGRAFIA E PROTITUIÇÃO!Querido Reverendo,Espero que receba esse e-mail.Tenho me sentido assim meio morto de culpa por esses dias.Sou cristão desde o meu nascimento, mas o pecado tem me dominado muitas ve-zes, apesar de eu ser um crente.Tenho traído, mentido e enganado minha esposa há tempos...e por mais que euqueira...não consigo parar.Não tenho uma amante, mas sofro com a pornografia, prostituição e outros pecadossexuais.Quando os pratico, me vem um grande temor e peço perdão a Deus, prometendoque nunca mais os praticarei, passam-se alguns dias...e eu me vejo na mesma situ-ação, como um viciado, eu acho.Creio no poder de Deus para transformar o homem por inteiro...as coisas velhas jáse passaram.Se puder me ajudar, responda meu e-mail.Um grande abraço, ___________________________________________Resposta:Meu amado irmão,Seu problema é fantasia... fantasia que acontece muito com crente.Saiba de uma coisa:Sempre que a consciência é formada de Lei, ela mergulha na culpa, depois na neu-rose e se derrama na tara, na dissolução... A Lei traz a culpa à tona... e a culpagera aquilo que você chama de sua doença ou vício.Se você me dissesse que havia se apaixonado... e que estava em estado de amo-res... seria uma outra história. Mas a pornografia na vida de um homem casado... e
  • 143que supostamente teria que ter uma vida sexual ativa, prazerosa e liberta... revelauma doença, um infantilismo adolescente... e que denuncia outras coisas, a saber:1. Que sexo é algo sujo para você. Sexo-sujo é o que gera tara... e seus derivados.Se você visse sua sexualidade com olhos puros — e não me refiro à sua liberdade noato sexual com sua mulher, pois, ninguém tem que ter nada a dizer a respeito: vo-cês são livres para ter muita alegria e prazer! —, seu coração não precisaria recor-rer à compulsão como forma de prazer.2. Seu problema não é com o sexo, mas com a compulsão como forma de gratifica-ção sexual. Daí a pornografia ter se tornado essa “droga” para a sua alma.3. O fato de você recorrer a prostitutas, também revela seu medo de intimidade. Aprostituta não existe... é carne alugada. A esposa seria verdade... e até a amanteseria quase-verdade (amantes existem na sombra, existem para a pessoa, mas paramais ninguém; é, todavia, ainda realidade... existe), mas a prostituta é virtual... épornografia em um holograma feito de carne... mas não satisfaz nada além daquiloque a masturbação produz. E pior: dissolve o ser. Separa o homem de Deus.4. Seu casamento também precisa ser entendido e avaliado por você. Se você estánesse estado, provavelmente, seja também porque seu casamento tenha um papelincestuoso em sua mente — casar com uma irmã na fé, sem amor de homem e mu-lher, não ajuda nada! Fica-se sempre no incesto, na culpa e nos desprazer. Em ge-ral isso se manifesta por meio de ejaculação precoce — que geralmente denuncia omedo da intimidade —, e também por meio da dissolução promíscua...isso no casode não existir uma amante amada. Aí estaríamos falando de outra coisa... não dedoença, mas de insatisfação e falta de realização conjugal.5. Você não pode tratar disso sozinho... e eu estou apenas longe demais para lheser útil. Sugiro-lhe que busque um bom psicoterapeuta e que abra tudo... e tenhacoragem de chamar as coisas pelo nome.6. Não se entregue ao seu próprio estado mental, pois dessa entrega é que vêmtodas as demais doenças. Tome algumas decisões... e faça isto não por medo ouculpa... se essa droguinha que sou eu posso entender você... o que você acha deDeus?7. É em paz que se semeia o fruto da paz. Não adianta você fazer exercícios auto-punitivos a fim demonstrar para você mesmo a sua dignidade de um ser culpado.Isso só vai mergulhar você mais profundamente na doença.Lembre-se: Já não há nenhuma condenação para quem está em Cristo Jesus... Semcrer nisto você sentirá que há toda condenação para você, mesmo que você se con-fesse de Jesus.É a fé que muda o estado de réu em um ser justificado e que está no caminho deusufruir a libertação que já é sua... você só tem que se apossar. Até para ficar livredesse vício você precisa ficar livre da culpa. A culpa nunca libertou uma única almana Terra. Se assim fosse, o mundo estaria liberto. É a verdade que liberta... quan-do conhecida.Claro que Jesus é a Verdade! Mas a verdade de seu ser precisa ser discernida porvocê. Quando a luz acende... os morcegos da alma batem em retirada.Procure ajuda aí perto de você.Respeitosa e carinhosamente,
  • 144Pr. Ronald.UM E-MAIL DA LÍNGUA MALDOSARetirei os nomes por razões óbvias.Se for fato, não mencionarei nomes. Se não, então mais uma razão. Seja comofor, tragédias só tem dor, não têm nomes!Ontem recebi um e-mail e resolvi oferecer uma resposta e postá-la aqui noblog, porque julgo ser útil na sua mensagem. E-mails como este recebo aosmontes. Nem me dou ao trabalho de responder. Só respondo aquilo que aspróprias pessoas — com seriedade e dor — escrevem sobre si mesmas, e pedin-do ajuda. Esses têm toda minha atenção! _________________________________-----Original Message-----From: Pastoras lésbicas vivendo juntasSent: domingo, 10 de abril de 2011To: ronaldpqn@yahoo.com.brSubject: Pastoras lésbicas vivendo juntasMensagem:Pastor gostaria de saber se o senhor conhece ou se já ouviu falar da pastora L H ?Ela era ex-sapatão, ex-viciada em drogas.Eu assisti três ou mais pregações dela: uma mulher que conhece muito bem a Bí-blia; seu testemunho é bastante forte.Ela me parece que foi a primeira mulher a pregar nos Gideões em Camburiú, etambém a pregar na Assembléia de Deus.Ela está morando atualmente se eu não me engano nos USA.Só que aconteceu algo a um tempo atrás: ela voltou a praticar o lesbianismo jus-tamente com a mulher de um pastor; e esta mulher era cantora de uma voz ma-ravilhosa.E houve de tudo: separação de ambas as partes; da pastora L e da outra mulher.Segundo informações elas estão vivendo juntas em New York, e se afastaram doevangelho.Pastor o que você acha de tudo isso?É uma pena!Que Deus tenha misericórdia disto tudo.Paz em seu coração. _________________________________
  • 145Resposta:Meu amado: Paz!Conheço! Conheci a L. H. em São Paulo. Ouvi falar dela e do ocorrido.Porém, não escutei o que disseram. Pois escutar implica em ouvir, contudo, a re-cíproca não é verdadeira. Quem escuta, ouve; mas quem ouve não necessaria-mente escuta. E comigo foi assim: eu decidi não escutar o que ouvi, posto quenão dei atenção nem ouvidos ao que as pessoas e a mídia veicularam na época.Não dou ouvidos ao que dizem por aí. Apenas sei o que as pessoas me contam so-bre elas mesmas.O maior pecado nisso tudo é o da língua de quem vive de falar acerca de coisasassim.A maior Misericórdia quem precisa é quem divulga.Sobre o que aconteceu com elas tenho apenas uma coisa a dizer: QUE NINGUÉMJULGUE!Se isto aconteceu como descrito, e não é mais uma dessas fantásticas aumenta-ções “evangélicas”, elas devem estar sofrendo as agonias do inferno na alma.Portanto, reverência e silêncio!Além disso, ninguém pode dizer que elas deixaram o Evangelho.Pode até ser que somente agora elas estejam começando a conhecer o Evangelho.O Evangelho não é uma “informação”. É uma experiência de Graça no amor deDeus. E, geralmente, só acontece em profundidade quando as pessoas perdemtodas as suas presunções de justiça própria.E que todos saibam:Se isto aconteceu as famílias delas devem estar vivendo no inferno da agonia. Eelas também. Por isso, vamos deixar de ser crianças escandalizáveis, orar por to-dos eles, e saber que aquele que julga estar em pé, esse sim, cuide para que nãocaia.Tragédias demandam silêncio e quebrantamento.Escândalo é coisa de fariseu.Nele,Pr. Ronald.DESEJO SER UMA MULHER DIFÍCIL PARA OS HOMENS,MAS NÃO CONSIGO----- Original Message -----From: DESEJO SER UMA MULHER DIFÍCIL PARA OS HOMENS, MAS NÃO CONSIGO
  • 146To: ronadpqn@yahoo.com.brSent: Thursday, December 23, 2010 12:56 PMBom dia Pastor,Tudo bem?Bom..., Pastor, eu estava lendo uma postagem no seu blog na qual uma pessoafalava de sua situação sexual e emocional...; e eu me encontro numa situaçãoparecida.Não sei como lidar com o fato “ser fácil”.Do fundo do meu coração gostaria de não ser... mas sou; e me apaixono num pis-car de olhos...; e sou muito pisada e deixada de lado por conta disso.Me dói muito não ser a mulher que aparento ser...Gostaria de ser forte e decidida, e muito ciente de que não é qualquer homemque poderia chegar perto de mim, como eu tanto falo pras minhas amigas serem.Pastor, eu sei que não existe uma fórmula mágica para deixar de ser uma pessoae passar a ter um novo comportamento, mas o fato de ser assim... me sufoca, eincomoda muito.Gostaria tanto de me valorizar e não me envolver com tanta facilidade.Se eu tivesse a força do apóstolo Paulo nem me envolver... eu me envolveria.Os momentos da minha vida nos quais estou mais em paz são aqueles nos quais eunão estou envolvida com ninguém... Mas ao mesmo tempo a carência que sinto éhorrível.Não consigo ficar nem um ano com uma pessoa, pois, eu a sufoco com tanta ca-rência minha. Se eu não tiver todas as atenções da pessoa viradas pra mim o tem-po todo..., não tá bom; sem se falar nas crises de criancice e insegurança quetenho.Lido com isso desde que me envolvi a primeira vez... Sempre fui extremamentedependente dos outros...; e isso me frustra.Pensei zilhôes de vezes antes de escrever para o senhor com medo de que não meentendesse, mas estou tão aflita precisando ouvir algo que me acalme, que resol-vi escrever... Não que eu ache que o senhor tenha resposta pra tudo não...; enem exigiria que tivesse pra mim. Mas é que o considero também como meu pas-tor e tenho muito orgulho disso, apesar de morar em outra cidade e ter tido so-mente um único contato contigo quando o senhor veio pregar em minha igreja naminha cidade.Me senti sozinha durante tanto tempo que agora quero aproveitar o máximo, en-quanto tenho “contato” com o senhor pelo blog.Tá vendo como eu sou já estou pondo meus olhos no homem outra vez... e foi issoque me afastou da igreja uma vez. Ao invés de por meus olhos em Deus.O senhor deve estar me achando uma louca com tanto assunto de uma vez só...Pois é assim que me sinto o tempo inteiro... e não queria mais sentir assim.
  • 147Pastor, me ajude de alguma forma. Saiba que só de ler esse meu desabafo loucojá me sinto importante.Muito obrigada por tentar me entender e ajudar.Eu sei quais são meus problemas...,só não sei depositá-los nas mãos de meu Pai edescansar Nele.Só posso pedir que Ele me perdoe por não conseguir descansar Nele e correr parao homem.Pai me perdoe por ser tão fraca, Te amo!Ah! Um beijo Pastor Ronald! Também estou aprendendo a amar o senhor. O se-nhor deve ser muito importante pra Deus. As coisas que Ele faz o senhor ver... Elesó faz pra alguém que é realmente escolhido. Fico feliz pelo senhor, e mesmo eusendo triste por eu ser assim.... _________________________________________________Resposta:Querida amiga e filha no Senhor: Graça, Paz e Plenitude de segurança sobre a suavida!O livro de Cantares manda que não se busque o amor até que ele próprio se le-vante em nós.Parece estranho, mas é assim!Você pergunta: por quê?Parece ser em razão do fato que as pessoas felizes são aquelas que não buscamser amadas, mas apenas amar em paz. E para amar em paz é preciso que o amortenha encontrado a pessoa.Quem tem a aflição de ser amada acaba sendo usada, posto que em sua busca,sempre pensa que aquela pessoa pode ser “o cara”. E se o “171” for bom de “de-monstrar amor”, então,... lá se vai mais uma menina..., indo ser usada, pensandoque está sendo amada.Acompanho a vida de muita gente há muito tempo, e, raras vezes, vi alguém bus-cando ser amada encontrar um amor.A maioria acaba apenas experimentando o que você está declarando.E o pior: quanto mais a pessoa se entrega a tal busca, mas carente fica; posto quecada nova frustração apenas aumenta o estado de desejo de ser amada.O que está por trás de tudo isso é insegurança!Carência afetiva e insegurança emocional são a mesma coisa dentro do coração!A pessoa quer que alguém, em algum lugar, a queira mais que tudo... Parece quese não existir alguém para quem a pessoa seja tudo, nada faz sentido na vida.É na esteira desse sentir que, muitas vezes, uma moça como você vai se dando, e,angustiadamente, tentando prender o cara, como se pressão e sufocação fossemos instrumentos dessa garantia.
  • 148Conversamos apenas uma vez na porta de sua igreja minutos após ter pregadonela, e não por mais de três minutos, em pé, num lugar público, com um montede gente solicitando atenção. Porém, mesmo assim, eu senti exatamente o quevocê acabou de narrar acerca de você mesma. Sim, vi uma menina bela e simpá-tica, mas que carregava dentro de si uma imensa necessidade de ser amada.Então você pergunta: Como o senhor viu isso?Ora, é que carência vaza, exala odor, se revela no gestual, se expressa nos olhos,explicita-se mesmo quando se tenta escondê-la.Está nos seus olhinhos que você está aflita por um amor, um encontro, um encan-to, um romance.O problema é que assim como eu vi isso ao conversar tão rapidamente com você,os homens em geral vêem também; e aqueles que são do tipo que se aproveita,seduzem quem já está seduzida pela sedução.E é assim que se vai de experiência em experiência, e de frustração em frustra-ção...Na realidade, sua questão não é de natureza sexual, em contraste com a confis-são compulsiva de muitos que ouço. Digo isto porque o que você almeja não é se-xo pelo sexo, mas amor; e sua grande angústia não é sexual, mas de natureza afe-tiva e emocional: você quer ser amada, mas do que amar.Ora, aqui está o problema. Sim, é isso que torna a mulher tão facilmente “cantá-vel” quando ela sente como você.Pessoas como você amam ser amadas muito mais do que estar amando. De fato, aansiedade por ser amada é tão grande, que, depois de um tempo, praticamentenão importa por quem.Os sedutores experientes, todavia, lêem isso em seu rosto, vêem isto em seus o-lhos, e podem até sentir isso em sua pele. Então, “chegam”... e você embarca.Fácil.Depois..., como sua questão é ser amada, você fica checando o cara o dia todo,demandando carinho e amor de quem só quer sexo.Afinal, você não quer amar. Você quer ser amada, mas eles querem sua beleza eseu prazer. Apenas isto.O resultado é que o cara que chegou não porque amou, mas porque você é jovem,bonita e charmosa, não está a fim de amar ninguém, mas sim de aproveitar umamulher bonita. Portanto, na hora em que você começa a fazer demandas, elepensa: “Isso aqui justifica essa chatice?” E responde pra si mesmo que “não”; en-tão, “dispensa” você.Mais uma frustração... e que aumentará ainda mais o buraco da alma.O que fazer? — é sua pergunta.Primeiro, saiba que trata-se de algo que se atrela à sua insegurança, conformevocê mesma pode verificar.Depois, saiba que quanto mais você se entregar, mais carente ficará, e menoschances terá de ter alguém definitivo.
  • 149Terceiro, creia que a questão é mais profunda do que apenas carência feminina.De fato, trata-se de uma necessidade ainda mais essencial e profunda. É necessi-dade de amparo da vida em Deus, e não num homem; muito menos em muitosdeles.A imagem que o Evangelho usa para descrever o sentir que você expressou é a dopoço. O poço de Jacó. Lembra da historia de Jesus e a Samaritana? (Jo 4).Se você ler o texto verá que tudo ali tem a ver com a metáfora da água e da se-de. Além disso, Jesus explica à mulher que sua sucessão de buscas e fracassosafetivos vinha do fato dela buscar amor incondicional e absoluto em homens, enão em Deus. Assim, Ele oferece a ela a “água da vida”.Somente quando a gente aprende o nosso significado em Deus é que começa asegurança genuína para ser e viver.Na realidade conheço poucas pessoas que alcançaram esse estado de plenitudeem Deus e em si mesmas, de modo a ficarem acima dessa necessidade psicológi-ca, a qual se apresenta como “necessidade de um amor”... Mas, de fato, é carên-cia de um significado mais profundo para a vida.Conheço mulheres muito belas. Mulheres que permaneceram, durante anos, sozi-nhas, após a sua separação conjugal.Uma dessas — casada pela segunda vez — me relatou o nível de assédio que elasofre dos homens quando está andando nas ruas, e sempre sofreu. Homens queparam, olham insistentemente, ou até dizem algo.Pelo testemunho dessa irmã, eu observo que a despeito de quão assediada ela foidurante anos e ainda é, contudo, não teve qualquer vontade ou tentação de seamparar em alguma oferta de amor.E por quê?Porque ela tem uma vida tão profunda com Deus, e encontrou razão de ser tãomais profunda, que jamais se sentiu carente de nada que não fosse amar de ver-dade, sem migalhas, sem poços de miragem.Ora, quando uma mulher quer amar e não apenas ser desejada e amada, ela temtudo para se preservar nesta vida.Quem apenas se interessa por aquilo que ama, não corre o risco de se dar a quemnão ama.E saiba: um cara como eu jamais se interessaria por uma mulher que fosse fácil,dessas que se pega e leva. Essas mulheres, na cabeça dos homens, são pra umanoite ou uma semana para..., talvez uma quinzena ou mês. Mas nada além disso.Assim, quando um homem sério e de Deus, quer uma mulher, ele não quer alguémfácil. Afinal, quem desejará saber pro resto da vida que está casado com umapessoa que “dá mole”?Uma vez que você já sabe o que penso, tenho algumas sugestões a lhe fazer. Umaespécie de “dever de casa”. Certo?Você vai identificar essa sua necessidade de ser desejada e amada, e, “em cima”de tal constatação, você confessará a Deus sua carência.
  • 150Depois, você pedirá a Ele que a ajude a não mais se impressionar com assédios,posto que em você eles são óbvios. Afinal, você é bonita e carente.E, por último, você esvaziará o coração e não mais buscará ser amada. Sim, deixeo coração crescer e amadurecer, de tal modo que homem algum lhe seja sedutorapenas porque confessa que você é linda, atraente ou coisa do gênero. Afinal,olhe no espelho e você verá que é mesmo. Mas e daí? Você tem, porventura, aobrigação de “gastar a beleza” na feiúra?Desse modo, dê a você mesma o privilegio de amar sem ser por necessidade. “A-mores de necessidade” não são amor, mas apenas carência romântica.Por outro lado, não busque o amor. Fique quieta. Quando o amor verdadeiro qui-ser “levantar-se”, saiba, ele se levantará em sua alma.Não tema ficar só, pois, não temer ficar só é o melhor remédio para não ficar só.Quem teme ficar só, fica só. Quem não teme, jamais ficará.Mas se na sua “necessidade” de ser amada você ficar se entregando para a rapa-ziada, saiba: sempre haverá homem pra se aproveitar de você, e sempre faltaráaquele que ficará de vez.Nós vivemos num mundo que tiraniza esse negocio de “não ficar só jamais”. E seo caso tiver a ver com uma menina bonita, mais forte será a tirania.Ora, como no seu caso a tirania de fora coincide com sua carência interior, lite-ralmente é como “juntar a fome com a vontade de comer”.E assim você vai onde não quer ir... e volta como quem não gostaria de voltar...Ninguém haverá de valorizar você se você não o fizer por você mesma. Além disso— falo como homem que sou —, os homens querem todas as mulheres bonitas efáceis apenas para “correr uma milha, mas não para tirar um cria”, conforme amoçada fala.O que está lhe acontecendo é como uma espécie de Síndrome de Marilyn Monroe.A mulher é linda, mas não tem ninguém com ela para dormir e dividir a cama.Acaba saindo de casa, pegando um táxi, apenas para ver se o motorista lhe dáalguma atenção. Ora, essa é uma ilustração extrema, mas revela como é que ascoisas podem ficar se a carência não der lugar à segurança.Continue lendo os textos aqui no blog, pois, não tenho nenhuma dúvida de queem pouco tempo você estará infinitamente mais pacificada quanto a isto.Além disso, faça também o exercício de verificar como foi sua vida afetiva na in-fância e adolescência. Tais carências quase sempre vêm de pouco amor e afetivi-dade na infância; ou, paradoxalmente, do excesso de afetividade. No último caso,a pessoa fica viciada em ter no mundo o mesmo tipo de “babação” que tinha emcasa.Bom mesmo é amar e ser amado. Mas se não for assim, e o amor estiver presenteem alguém, então, melhor é amar do que ser amado sem amar. Pois amar sem seramado não gera essa carência desguarnecida. Mas apenas desejar ser amado é ocaminho da solidão, e é também o receituário para não encontrar o amor..., masapenas para se ter muitas experiências vazias, especialmente no caso da mulher.
  • 151Se você só se der a quem amar de verdade, sem pressa, com tempo de sondar ocoração, então, nenhuma cantada impressionará mais você, e nenhum homem aterá até que você de fato o queira e ame.Ora, essa é a grande segurança que uma mulher pode ter nesta vida, e a que maisprotege o coração.Receba meu carinho. E jamais tenha inibições comigo, pois já passo a te ver comominha “filha no Caminho”. Pode contar o que desejar. E também já quis muitomais ser amado que amar, até que aprendi que amar é que é o grande privilégioque a vida nos dá.Nele, em Quem temos a Água que nos salva do poço das miragens,Pr. Ronald.CONSELHOS A UM JOVEM PASTOR!----- Original Message -----From: DESÂNIMO E PORNOGRAFIATo: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Friday, May 13, 2011 12:11 AMSubject: Por favor, me ajude…Pastor,Obrigado por existir e poder eu poder te conhecer via blog.Bem, tenho 27 anos, sou pastor de jovens e co-pastor de uma igreja que se diz “re-novada”. Atualmente sou professor num seminário onde cursei o bacharelado e,paralelamente, fiz licenciatura em outra coisa. Hoje estou concluindo uma pós-graduação. Vou me casar com uma mulher maravilhosa, a quem amo.Diante do exposto tenho descoberto que não sou feliz, estou desmotivado...Tenho visitado sites eróticos e estou me tornando um viciado em pornografia.Tenho seriamente pensado em abandonar tudo, pois parece que meu chamado estáum pouco sem convicção.É engraçado, pois em apenas poucos anos de ministério já ocupo posições que mui-tos gostariam de ocupar, sou admirado por muita gente, só que pareço estar nolugar errado, e por isso não sou feliz.Estou pensando em me casar e tomar outro rumo na vida...embora tenha um lugarpra morar, um salário, uma posição social, uma mulher linda, e também quandopenso em servir a Jesus, me sinto infeliz.Pastor, sei lá!...Se puder opinar, estarei agradecido.Até em breve,Xxx _________________________________________
  • 152Resposta:Meu querido irmão: Que a Graça do desconforto lhe faça muito bem!Responda-me as seguintes questões:1. Como fica a alma de um homem que tem que viver num ambiente no qual quasetudo o que ele sente, não pode ser confessado, pois é visto como pecado?2. Como fica a alma de um homem para quem a realidade não é o que é, mas o quese diz que deve ser?3. Como fica a alma de um homem que pensa que Deus pertence ao ambiente dasdoutrinas certas e das declarações de fé que são apenas credos construídos pelointelecto?4. Como fica a alma de um homem para quem todo instinto é mal, e todo virtudesó existe como negação do belo, do prazeroso, e do que seja liberdade?5. Como fica a alma de um homem que crê que a Obra de Deus é feita por um mon-te de gente que acredita que se eles não realizarem certas programações Deus nãoterá agido no mundo?6. Como fica a alma de um homem que não vive conforme pensa e não pensa con-forme vive?7. Como fica a alma de um homem que em todo lugar se pergunta se ele está “pró-prio” para o lugar e a ocasião, e que privilegia muito mais as etiqueta-da-alma(conforme a religião), que a espontaneidade do existir?8. Como fica a alma de um homem que não pode simplesmente ser de Deus, mastem que fazer para Deus?Pense, e re-leia a sua carta. Eu lhe digo: o tal homem fica como você!Esse ser-pastor é a receita certa para a petrificação da alma!Ora, o que tenho eu a lhe dizer?Que os pastores sejam como se não fossem; e que os que ministram como se nãoministrassem; que os que pregam, como se não pregassem; os que ensinam, comose nada soubessem; que os que aprendem, como se eles mesmos fossem os únicos aaprender; que os que servem, como se não servissem; que os que dirigem, como senada dirigissem; que os que anunciam a Boa Nova sejam os mais carentes dela; queos que ensinam a Graça, não se tratem a si mesmos na Lei; que os que sobem aopúlpito considerem aquele o lugar mais baixo da reunião; que aqueles que estu-dam, percebam-se como aqueles que saberão para sempre que nada sabem; e queos que amam a Jesus sejam como aqueles que não amam nada mais...mesmo queseja um “tudo” feito em nome Dele.Meu amigo, somente quando isto acontece é que a pessoa fica livre da “possessãopastoral-de-si-mesmo”, que é uma das castas mais difíceis de se expulsar.“Pastores que a si mesmos se apascentam” — conforme Judas, é, antes de tudo, seraquele indivíduo que é para si, não para os outros.A ironia é que uma pessoa como você se sente dando tudo pelos outros, quando, narealidade, está é dando tudo a si mesmo; ou ao seu “si-mesmo”.
  • 153E por que? Porque a pessoa só é para os outros quando deixa de ser para o “si-mesmo”.Ora, o tal “modelo pastoral” é a própria gestão do “si-mesmo” como marketingpara o próximo.Neste ponto institui-se a contradição maligna. O sujeito não é ele mesmo na inten-ção de produzir um “si-mesmo” que seja para o “bem do povo”.Esta é a forma mais perversa de dissolução. Sim, é pura dis-solução. É a total perdade solução interior, enquanto a própria pessoa pensa que está construindo um “ca-ráter”.Caráter, no meio cristão, em geral, é a própria expressão da fabricação de um serformal e formol, e que existe como aparência rochosa para a percepção dos outros.Na Palavra, entretanto, caráter equivale a consciência. Assim, um homem de cará-ter é um homem de consciência. E um homem de consciência não é duro, mas flui-do como a água.O que há mais forte na Terra do que a água? E o que há na Terra mais mole que aágua? No entanto, quem pode vencê-la? Água mole em pedra dura, tanto bate atéque fura!Ora, o “modelo pastoral” propõe o tornar o ser algo rochoso, e isto em nome docaráter. E tentativa aquilo que mais promove a própria dissolução do ser. Trata-sede uma “solução rochosa”; e é ela que apascenta a alma para campos de pedernei-ra.A alma não é como pedra. A alma é como água. E sua solução é assim, metaforica-mente falando.O ser humano perde a solução interior quando vai para qualquer pólo da existênciaque não seja ele mesmo. Assim, o promíscuo se torna dissoluto em razão de queseus excessos tiram-lhe a solução interior. Já o religioso (e entre esses os chefes dareligião, os pastores) perde a solução interior na medida em que ele teme o interi-or com a consistência da água; e, assim, por achar a água mole, ele se pedra.Só que não há pedra na Terra que suporte a força da água.A consciência é como a água. Ela sempre encontra o caminho para a vida, e se a-dapta a tudo, sem perder em nada a si mesma.O caráter como pedra, entretanto, ou esmaga ou se estilhaça. É assim o caráterpastoral: quando não esmaga, se estilhaça. E, muitas vezes, enquanto esmaga elemesmo se estilhaça.Então, você me diz: Mas o que isto tem a ver com minha falta de motivação paraser pastor e meus impulsos na direção da pornografia?Meu amigo, é justamente disso que eu estive falando até agora. E se você não en-tendeu, eu tentarei ser mais simples ainda.Experimente ser você mesmo. Sim, experimente falar do que existe em você demodo verdadeiro — sem entregar pérolas aos porcos, é claro! —; experimente ex-pressar sua compreensão do Evangelho com liberdade, sem ficar se perguntando oque os seus superiores hierárquicos e o povo possam pensar; e experimente olharpara si mesmo tratando essa coisa de ser “pastor” como pura bobagem; e dando
  • 154importância não ao seu título e nem à sua formação “teológica”, mas sim, priori-zando o seu coração como lugar no qual a Palavra quer se estabelecer como bem; enão como uma informação intelectual, ou como uma capacitação profissional e per-formática.Experimente ser água, e você será sempre próprio. Será pesado sendo leve; serávisível sendo transparente; será poderoso e sendo inofensivo; será tudo sendo ina-palpável; será essencial sendo simples; será imprescindível sendo despretensioso.Experimente se esvaziar para pregar. Experimente desconsiderar as importânciasda religião e simplesmente acolher com amor a mensagem da Graça. Experimentedesconfiar de todas as coisas que todos dizem que são importantes, posto que asverdadeiras importâncias quase nunca são percebidas pela maioria.Então você insiste: E a pornografia?Ora, a pornografia é o maldito refúgio de uma alma intoxicada pelas negações detodos os instintos, e da própria realidade.Esqueça a pornografia, e ela se esquecerá de você. Lute contra a pornografia, e elavencerá você.Trate a tudo isto como um espirro. Sua pornografia é um espirro. Dê atenção morala ela e ela crescerá. Sim, crescerá como um espirro que se transforma numa gripe,e depois numa pneumonia, e depois numa grave crise respiratória.Um rapaz de 27 anos — e é isto que você é, pois pastor não é o que você é; é nomáximo como você é —, que não transa, e é um ser normal, sente as coisas quevocê sente.Ora, o fato de além de jovem você também ser um pastor promissor, conforme areligião, acentua ainda mais a sua aflição. É o choque da tal qualificação pastoralcontra a essência da natureza humana. No entanto, isso só ficará pior se você acharque você é um anormal, apenas porque é homem.A tendência da sexualidade pastoral é tornar-se “espiadora”, do verbo espiar. E porque? Ora, é que um cara que está com sede, em geral, bebe água; mas o pastortem que exorcizar a sede, e, assim, ele diz que não bebe água, mas vive para ado-rar os copos. E baba de desejo ao contemplá-los, mas não bebe. Assim, cumpre-sea adágio presidencial: “Fumei, mas não traguei”.Portanto, apenas admita que você está com sede; e se não há o que beber, sejapaciente, posto que ter sede não é pecado. Mas beba a água tão logo lhe seja pos-sível.Gente saciada não tem sede!Portanto, meu amigo, se veja como homem, não como pastor, pois como lhe escre-vi anteriormente, pastor não é o que você é, mas diz respeito ao que você faz. Namedida em que você se ver como homem — que é o que você é de fato — você en-tenderá o fenômeno psicológico do que está lhe acontecendo, e verá que sua situa-ção não difere “ao que não é pastor”. Afinal, tanto faz de quem é o conflito, se deum pastor ou de um bicheiro, pois a alma não se deixa “ordenar” ao ministério.Respeite seu coração, e você respeitará o dos outros. Trate aos outros com carinho,e você mesmo aprenderá a se tratar com carinho. Então, meu amigo, o ser pastor,
  • 155para você, será tão leve como respirar; e a sua vida não realizará a obra de Deus,mas será o lugar no qual Deus mesmo realizará a Sua obra.No dia em que os pastores pararem de ambicionar por poder, e passarem a buscarpacificação interior, então, de fato, pastores nascerão na Terra.Por enquanto, tem-se apenas uns nervosos e aflitos, e que compartilham com opovo suas próprias incapacidades e infelicidades existenciais na forma de manda-mento divino.Esqueça essa coisa de se fica ou sai do ministério. Um ministério do qual se sai,nunca entrou em nós. Assim, seja você, e será muito bom.Receba meu beijo e carinho.Nele, em Quem todos somos apenas umas ovelhinhas carentes,Pr. Ronald.ASSÉDIO MORAL E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA-----MENSAGEM ORIGINAL-----De: ASSÉDIO MORAL E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICAPara: ronaldpqn@yahoo.com.brEmitida: Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010 17:15:51Assunto: ASSÉDIO MORAL E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICAPr. Ronald, boa tarde.Paz e bem!Sou leitora assídua do seu blog, e gostaria de fazer uma sugestão de um tema quemuito me incomoda hoje que é sobre “Assédio moral “ou “Violência psicológica”,pois infelizmente são situações que nos tem acometidos tanto na igreja como emnossos lares. Gostaria de ler um artigo com uma visão pastoral sobre o assunto.Que o amor de Cristo reine sobre nós.Um abraço. _______________________________________________________Resposta:Minha querida irmã: Paz e Vida em Abundância!Para ambos os temas, há muito que poderia lhe escrever, posto que tanto os as-sédios morais, quanto as violências psicológicas, são abusos que freqüentementeacontecem a todo o momento, em todos os lugares, estão em todas as camadassociais ou religiosas e de variadas formas. No entanto, tentarei ser o mais direto econciso possível em minha abordagem.Inicialmente, entenda que, embora sejam coisas diferentes, assédio moral ou vio-lência psicológica são frutos do mesmo chão: abusos do ser abusivo.Ab-uso.
  • 156Uso externo.Uso sem sentido.Uso descarinhado.O abuso é uma ação de tirania... É fruto da doença de possuir... Expressa o ego-ísmo de modo utilitário... É covarde!Abuso é a doença do dono que só enxerga a si mesmo... Acontece contra todos,até contra aqueles que ele sabe que ama ou pensa amar...Como? Abusivos amam?Provavelmente a maioria não ame! Mas há seres abusivos que amam, amam abusi-vamente...e mal-tratam.O ser abusivo também é inseguro. Tem medo de “trocar” com o outro. Só se senteseguro se o “outro” aceita ser tratado como objeto. Sem um objeto, o ser abusivonão consegue se entregar. O preço, no entanto, é que será amado em meio aomedo — quando é! E nunca experimentará o descanso da paz que somente o amorque serve consegue experimentar.Todo abusivo é ciumento. Explode... Ofende... Esmaga... Só entende a linguagemda submissão que não opina. A única opinião que o abusivo conhece é a dele, e aúnica que o abusado conhece — bem, tem que desconhecer a sua própria! — é adaquele que diz amar enquanto abusa.Existe cura para o ser abusivo?Creio que sim!Ele precisa confiar, crer e desejar sem oprimir com seu desejo.A fé que se entrega mediante o serviço pode curá-lo.O ser abusado tem que confrontar o abusivo, se o ama e não quiser perdê-lo. Docontrário, o abusado nunca será amado; será apenas um espelho que reflete ainsegurança do abusivo como um clone dele. E o abusivo, quem sabe, sendo ame-açado pela perda, possa recuperar-se de seu surto e realizar o fato de que nin-guém amará com amor sadio a quem só aceita como amor a sua própria imagem esemelhança.A violência psicológica ou emocional dentro da religião é uma coisa muito fre-qüente, todavia, ardilosamente besuntada com jargões, mantras “evangélicos”(Ex: “Eu determino!”. Mas quem somos nós para determinar o que Deus tem quefazer? Muita arrogância!) e pano de fundo bíblico por esses “depositários mais fi-éis da Revelação da Escritura”. Todavia, eles são sepulcros pintados de brancopor fora a fim de esconder a podridão que há dentro deles.Eu afirmo que a violência psicológica religiosa é a mais silenciosa das formas deviolência porque é um problema com tantas sutilezas que, a maioria das vítimas,não tem noção de que estão a serem alvos destes tipos de abusos. Por isso, essaagressão é muito covarde e perversa. Enredado numa série de tentativas de ma-nipulação, as vítimas abusadas podem levar algum tempo até se aperceberem deque fazem parte desse tipo de violência religiosa. Outras, infelizmente, não con-seguem se aperceberem e ficam cada vez mais doentes, mais beatas, mais religio-sas e menos humanas e “Evangélicas”.
  • 157Por esta causa, importa identificar as especificidades deste tipo de violência.A manipulação é uma ferramenta que o “lobo-agressor” recorre. Nesse sentido, avítima atacada é em função dos abusos do manipulador por causa de sua sincerafé, no sentido de que as coisas para ela “não viram” pelo fato dela estar na ori-gem de todos os problemas — “você não tem fé, por isso as coisas não acontecempara você!” — diz o manipulador.E mais: através de cenas mais ou menos melodramáticas, que incluem choro, gri-tos e teatralizações de todos os tipos, o manipulador procura que a vítima se sin-ta culpada. Um dos maiores exemplos disso são as famosas maldições hereditá-rias, cuja culpa, com freqüência, recai sobre a “vítima amaldiçoada”. Vejo issoacontecer a todo momento. Esta característica estende-se a outras áreas da vida,já que estas pessoas tendem a considerar que todos os acontecimentos negativosda sua vida são conseqüências de maldições a elas acarretadas por não estaremdebaixo do guarda-chuva dessa falácia religiosa.Além disso, o agressor tende a refutar “biblicamente” todos os argumentos e crí-ticas daqueles os quais se colocam como oposição a suas idéias enquanto empo-lam suas próprias necessidades. Esses tais encaram suas idéias como mais urgen-tes ou mais importantes e, através de atitudes egocêntricas, busca a atenção con-tínua e a satisfação de todas as suas vontades.O fato de haver uma ligação de fé que envolve o emocional, impede que a vítimase aperceba de que está a ser alvo de manipulação.Mas os atos abusivos não se esgotam por aqui. Normalmente o manipulador usa asameaças religiosas verbais para com suas vítimas. Sem dar conta, a vítima acabapor acatar tais conceitos como bíblicos mesmo que o manipulador lhe apresenteconceitos heréticos. É a psicologia do medo!Isto se deve ao fato de estes atos serem normalmente seguidos de pano de fundobíblico ou pseudas-verdades onde entremeiam-se “verdade-mentira” e “mentira-verdade” em que a vítima não consegue discernir. (A verdade-mentira é a mani-pulação da verdade. É quando corrompemos a verdade de acordo com as conveni-ências do momento. Assim, ela vem carregada com as finalidades e utilidades deacordo com o nosso consumo. É a verdade para o consumo. É desvirtuar a verda-de para extrair dela algo para o próprio benefício. Ex: A arte de falar de Deuscomo produto de mercantilagem a semelhança da Teologia da Prosperidade. Ou-tro exemplo: Uma pessoa lhe envia um convite através de alguém para que vocêesteja em sua festa de aniversário. Ao passo que você responde: “Não podereiir...” — você diz isso em tom suave e lamentando-se por não poder estar presen-te —. E quando o aniversariante pergunta àquele ao qual pediu para lhe formali-zar o convite, o mesmo responde: “Ele/a disse que não vai ir!” — no entanto dizem tom despeitosamente sobrelevado e com ares de rancor —. Ou seja, esse in-termediário “não mentiu”, ele reproduziu o que você falou, todavia, torceu osentido de sua fala lançando nela um veneno dando outra conotação. A mentira-verdade é a mentira maquiada de realidades da vida, aplicadas fora do contexto,o que acontece todos os dias nas mínimas coisas do nosso cotidiano. É um sofis-ma: uma mentira com cara de verdade. É um argumento ou raciocínio concebidocom o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordocom as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsis-tente, incorreta e deliberadamente enganosa. Ex: Todo homem é mortal. Pedro é
  • 158imortal. Logo, Pedro não é homem; outro ex: Todos os insetos têm sei patas, amosca tem quatro patas, logo, a mosca não é inseto... e por aí vai). Esses atos eargumentos são tão sutis que enganam o ser abusado dadas a suas astúcias.Também as características positivas da vítima abusada podem ser alvo de manipu-lação ou chacota, do tipo: “Você não tem porque não tem fé!”. Ora, não são maisdo que golpes baixos numa tentativa de destruir a auto-imagem, a auto-estima ea própria fé do outro e, assim, conseguir controlar a situação.Estes ciclos viciosos podem agudizar-se se o manipulador conseguir alcançar umdos seus objetivos: afastar a vítima de todas as pessoas que possam ajudá-la aidentificar o problema. Se a manipulação atingir este nível, a vítima assediadapode levar mais tempo a reconhecer que está a ser alvo de abusos. Se não, é pos-sível que mais cedo ou mais tarde a vítima “dê um murro na mesa”.Lembre-se: Evangelho não é isto. Existe ajuda.Nele, que apresenta Graça e Amor em vez de abuso e culpa,Pr. Ronald.CONTRAÍ UM NOVO CASAMENTO E TEMO QUE ESTEJAACONTECENDO IDÊNTICO AO QUE EU TINHA ANTES...-----MENSAGEM ORIGINAL-----From: CONTRAÍ UM NOVO CASAMENTO E TEMO QUE ESTEJA ACONTECENDO IDÊN-TICO AO QUE EU TINHA ANTES...Sent: Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010 21:37:22To: ronaldpqn@yahoo.com.brSubject: DESEJO VIVER UM NOVO CASAMENTO DE VERDADEAmado Pastor Ronald:Não sei se o senhor poderá responder minha carta, entendo completamente senão puder, porém irei tentar te dar um “update” dos últimos acontecimentos naminha vida e pedir a ti encarecidamente luz, discernimento e ajuda emocional.Casei com meu amor no último mês, tivemos uma cerimônia bem íntima com pou-cas pessoas, fomos abençoados por um Pastor, tivemos a cerimônia religiosa comefeito civil em um belo e romântico jardim botânico, em uma bela tarde de do-mingo na primavera.Tivemos uma recepção muito aconchegante e depois viajamos para nossa lua demel nas Ilhas de Fernando de Noronha; sonho realizado; muito amor; pela primei-ra vez sentimos o que é casar de verdade, corpo, alma e espírito, já que ambosviemos de outros casamentos pudemos perceber a diferença tão claramente.Nas ultimas duas semanas, algo inesperado aconteceu...Depois de um desentendimento que tivemos me senti como se meu mundo desa-basse; eu pensei que depois que tivéssemos oficialmente casados, brigas, neuro-
  • 159ses, desconfiança, inseguranças teriam que ter ficado no PASSADO, e não nos a-companhar no presente e futuro brilhante que estamos querendo construir.Me senti tão desiludida, meu marido se retratou comigo, e mesmo assim a feridadoía muito; e deste dia em diante o relacionamento tem sido minado por coisaspequenas; sensibilidade estridente de ambos...Tenho estado deprimida e oprimida ás vezes, pensamentos se que estou pagandoagora pelo pecado que cometemos chega a pairar na minha mente. Já pedimosperdão a Deus e um ao outro pelos erros que cometemos no passado, e mesmoassim, eu, em particular, me sinto aprisionada emocionalmente; muitas vezesconfusa em meus próprios pensamentos.Pastor, por favor precisamos muito de ti. Me ajude a permanecer firme e deter-minada a viver este grande amor, pois foi somente por isto que enfrentei a grandedura jornada para poder chegar neste ponto.Não quero desanimar. Não quero ter pensamentos me confundindo a mente. Que-ro muito sentir a alegria no meu coração e a certeza que estou no caminho certo.Não quero mais viver olhando para trás, isto tem me impedido muito de sentirfirme na decisão que tomei.Me ajude pastor. Estou desorientada.Muito obrigada por ler a minha carta. ___________________________________________________Resposta:Minha amada amiga: Calma e Serenidade!Não existe o famoso “Felizes Para Sempre”.Felicidade se tece, é um crochê que se faz todos os dias; e não há dia em que“pontos” não precisem ser refeitos, e nem se acaba jamais de construir essa col-cha, com a qual ambos se cobrirão durante toda vida.Certa vez, vi o neto de um determinado casal, no dia dos 50 anos de casados dosseus avôs, dizer: “Eles provaram que podem se casar”.Ele estava certo. Casamento é como profecia: a gente vive na esperança de seucumprimento, mas só sabe se ela era verdadeira quando ela se cumpre; e, nessecaso, ela não se cumpre quando há a festa no Começo, mas sim quando há a festano Fim, muito mais distantes no tempo...bem lá...no futuro... onde ambos já sa-berão o que é felicidade.Por isso os “casados devem ser como se não fossem”, visto que é somente esseser casado como se não fosse aquilo que dá ânimo para viver a vida a dois todosos dias.Gente que já foi muito infeliz num casamento ou dois, tende a pensar que o pró-ximo não terá problemas; não diante de tudo o que já se sabe, já se sofreu e já seaprendeu. Mas não é assim.A maioria dos casais que se encontram na meia-idade, com fortes passados exis-tentes, têm que saber que seu maior problema não é o Hoje e nem o Futuro, masjustamente o Passado. É aí, na nova relação, que aparecem os traumas das rela-ções anteriores, as desconfianças, as inseguranças, os medos, e as transferências
  • 160e projeções; então, a coisa fica como está aí agora. Nada novo, pois parece queestá tudo velho.E mais: os problemas dessa nova fase — em havendo amor, como parece ser o ca-so de vocês —, são sempre relacionados à vícios adquiridos em relacionamentosanteriores.As pessoas podem até ter se separados dos cônjuges anteriores por não terem a-güentando mais, ou por se descobrirem irreconciliáveis no sentido de não se en-tenderem de modo algum e não se amarem; todavia, ainda assim, não percebemo quão afetadas foram pelo “padrão relacional” que, muitas vezes, odiavam; e,em razão do qual deixaram o vínculo anterior.Viver muitos anos com alguém — mesmo que não se goste ou mesmo que seja como inimigo, como é o caso de muitos cônjuges —, sempre deixa marcas. Ficam asreferências do bem e do mal; e é por elas que ambos — já profundamente descon-fiados — se julgam e se interpretam; ou seja: os novos cônjuges tendem a se ver àpartir de seus próprios temores; todos herdados dos vínculos anteriores.Ora, quando isto acontece os fantasmas do passado chegam como paranóia, e aobrigação de “dessa vez ser feliz” vira uma neurose. Então, acontece tudo aquiloque se temia; visto que ambas as coisas — neurose e paranóia — têm o poder derealizar justamente e apenas os nossos próprios temores.Além de tudo isto eu observo que quase todos os casais que um dia foram — porqualquer razão objetiva, subjetiva, ou meramente circunstancial — muito infeli-zes, tendem a “messianizar a nova relação”, para sua própria ruína.Nenhum casamento tem o poder de nos redimir do passado, à menos que o passa-do já esteja resolvido em nossa consciência e na Graça de Deus.Do contrário, o que acontece é a soma das inseguranças de ambos, criando nonovo casamento um novo termo de existência, e que acaba por fazer a síntese detodas as infelicidades anteriores, reunindo-as como material virtual, e que arre-benta a nova realidade.É aí que surgem os ciúmes do passado de cada um, e que é filho da nova intimi-dade, e que gostaria ser única e especial; mas, todas as vezes que fica muitobom, um dos dois, ou mesmo ambos, se deixam remeter para trás, e se pergun-tam: “Será que com a outra (o) foi assim também?”.Ora, essa comparação, na maioria das vezes equivocada, é justamente aquilo quemais bagunça toda nova relação conjugal.Acrescente-se à isso que o novo cônjuge também tende a olhar o parceiro (a),depois das primeiras desavenças, com aquela horrível pergunta: “Será que era ooutro (a) parceiro de meu cônjuge que estava certo? E eu sou apenas o herdeirodo mesmo abacaxi?”.O que você tem que fazer agora é ficar calma, deixar Hollywood de lado, e saberque casamentos dão certo não por causa da mágica da paixão, mas em razão dadisposição amorosa, generosa, e perdoadora de ambos.Essa eterna “lua-de-mel” é a melhor receita para uma cotidiana “lua-de-fel”. E arazão é simples: o espírito de magia romântica eleva tanto o padrão existencial epsicológico da nova relação que ela simplesmente não consegue competir com aprojeção idealizada e fantasiada de si mesma no cotidiano.
  • 161Cansa ficar o tempo todo com a obrigação de viver “hiper”, mantendo a freqüên-cia da nova relação no nível de sublimidade que gera suspensão da realidade.Casamento demanda não o preparo para vencer uma corrida de cem metros, massim uma maratona. Portanto, tem-se que economizar energia, e não esperar umcoquetel de adrenalina todos os dias.Corredores de cem metros precisam de explosão. Maratonistas precisam de cal-ma, serenidade, auto-controle, economia de energias, e perseverança.Vocês estão vivendo a fase mais crítica de um casamento na meia-idade, e depoisde muitas lembranças de sofrimentos oriundos das relações anteriores. Portanto,o que vocês têm que ter agora é calma e serenidade, pois, se a questão não forde maus tratos, mas apenas de rusgas e pequeninas coisas, então, basta ficar qui-eto, conversar as coisas não “em cima delas mesmas”, mas em outra hora; e, semilusão, saber que mesmo amando não é fácil se adaptar a uma nova pessoa, e fa-zer toda a jornada de descobrimento, ajustes e conciliações; e, sobretudo, cons-truir uma nova cultura conjugal, e que deve ser não a soma dos traumas de am-bos, mas um projeto novo, e que só é possível se ambos concordarem que o pas-sado não pode mais servir de referência para nada, nem para o bem e nem para omal.Dos fracassos anteriores deve ficar a sabedoria, não o medo. E mais: eu parafra-searia Paulo, dizendo: Os casados de novo sejam como se nunca antes tivessemsido casados!Se não for assim, vocês dois nunca serão um, mas muitos. “Legião é nosso nome,pois já sofremos muitos casamentos, ou relacionamentos” — vocês dirão um aooutro, porém sem resolverem nada em favor de vocês.Por tudo isto, minha querida, comece o crochê de seu casamento, e faça deleuma bela e nova tapeçaria, com motivos e cenários novos, mesmo sabendo que alinha, a agulha, e todos os aparatos são os mesmos; e sabendo também que a di-ferença é você quem faz; ou melhor, vocês farão juntos.Não conte com a ajuda da realidade. Ela nunca é companheira da felicidade. Suacompanheira nessa jornada não é a realidade, mas a sabedoria, que ajudará vocêa mudar a realidade e subjugá-la à sua consciência. Mas isto só vale quando doisquerem e se amam, visto que um só não realiza tal milagre num casamento.É isto que tenho a lhe dizer; e este é meu estímulo para que você corra a marato-na...e, pela Graça de Deus, fique tanto tempo casada, que, como disse o neto docasal de seus avôs acerca dos 50 anos de casamento deles, “vocês mereçam secasar”, por já terem provado que isto é possível.Assim, os casados sejam como se não fossem...LNele, que nos chama para o Caminho, não para a Mágica,Pr. Ronald.
  • 162SEM MEDO NÃO ENTRA DINHEIRO-----Original Message-----From: SEM MEDO NÃO ENTRA DINHEIROSent: Domingo, 7 de Novembro de 2010 00:45:41To: ronaldpqn@yahoo.com.brSubject: DAR EM “GENEROSIDADE” É FALÁCIA...Prezado Pastor,Ao ler seu “artigo” no blog “ANUNCIAR O EVANGELHO X MERCANTILAGEM”, mesurpreendi, não com a verdade sobre a Teologia da Prosperidade, mas a faláciaapresentada sobre “generosidade” e o “constrangimento em receber salário”.Aprecio a participação de todos em expressarem sua fé.Porém alguns aspectos podem causar danos sérios...Um deles é esse seu posicionamento sobre o dinheiro e os crentes. Se a idéia pe-ga, nem minha home page se sustentará.A generosidade financeira sempre será um ato de fé e amor, porém a ausênciadela será como fé sem obras... é morta.É importante apresentar a verdade, sem omitir o restante dela.Se a proposta é ser polêmico, nota 10.Se o desejo é acrescentar no reino, nota -10, porque não acrescenta, tira.Então nota 0 para o senhor.Muito cuidado “seu” Ronald!Continuo, a despeito de tudo e todos, orando por sua vida.Vai dar tudo certo!!!Deus o abençoe.Em Cristo Jesus,Pastor XXX ___________________________________________________Resposta:Meu irmão,Você acredita mais na obrigação que no amor.Eu, por exemplo, não “ganho dinheiro”...nunca ganhei...sempre fui voluntário.E trabalho mais do que a maioria dos bem remunerados.Sabe o que é isso?Amor!Mostre-me a sua fé sem obras e eu, com minhas obras, mostrarei a minha fé.
  • 163O problema é que os pastores precisam “tocar terror” para que as pessoas doemseu dinheirinho.Eu prefiro não ter nada, mas falar a verdade.À menos que você me diga que estou ensinado mentiras.Chame o melhor exegeta que você conheça e o ponha diante de mim e peça a eleque me convença de que estou ensinando o “erro”.Você quer se candidatar ou conhece alguém com essa coragem de tentar podercontra a verdade?Sinto muito: que pena que você pense que a verdade pode levar sua igreja à fa-lência...Mas que Deus seja verdadeiro...E mais: só vão à falência...as igrejas que só se sustentam pelo medo.Realmente, nesse caso, como não há amor pelas Boas Novas na Graça de Deus, oque sobra é usar o medo para conduzir as pessoas...e o caixa da igreja.Não creio que você seja assim.Acho apenas que você mergulhou num “esquemão” e não sabe como é a vida foradessa “pirâmide” de terrores.Pois lembre: Paulo e os apóstolos se sustentaram sem nada disso.Não sinto que em seu coração você seja um desses que só pensam em dinheiro.Sei que você só está com medo da sobrevivência.Pelas várias cartas que você me enviou, vi que isso deixou o irmão meio semchão.Não tenha medo.Deus é o Senhor de seu sustento.Termino esse e-mail com as suas carinhosas palavras para mim:Continuo, a despeito de tudo e todos, orando por sua vida.Vai dar tudo certo!!!Vai sim, meu amado!Um abraço,Pr. Ronald.Ps: não tenho nota nenhuma a dar a você. Estou aprovado...não sou professor deninguém. E se eu gostasse de “nota” não me faltariam só notas de Cem. Mas meunegócio é outro...meu tesouro também.ESTOU ME SENTINDO SÓ-----Original Message-----From: SOLIDÃO EM SÃO PAULOSent: Terça-feira, 2 de Novembro de 2010 10:53:05
  • 164To: ronaldpqn@yahoo.com.brSubject: ESTOU ME SENTINDO SÓBom dia, Pr. Ronald!Começo explicando um pouco quem sou e o que atravesso depois de alguns anos.Vivo em São Paulo, há 8 anos. Estou radicada nesta cidade especialmente por ra-zões profissionais. Sou cantora erudita, e o mercado profissional me “aceitou”.Não tenho do que reclamar.Sinto-me um pouco exilada, pois, na minha querida cidade natal interiorana nãopoderia exercer meu trabalho como o faço aqui. A principio vim para cá por seresposa, já em minha cidade natalícia, de um paulistano que resolveu voltar à suacidade. Hoje somos divorciados. Não me arrependo da iniciativa que tomei nestesentido, mas no meu espírito a separação seria para reconstruir uma vida afetivaverdadeira.Foi tudo muito duro! Sozinha, sem dinheiro, e sem trabalho suficiente na época.Senti que Deus esteve tão presente! Tudo se organizou. Era tão fácil lutar! Hoje étudo tão diferente!Esta noite volto de um dos concertos onde tudo se passou tão bem, mas algo meveio à mente: sinto-me tão sozinha!Como é dura esta solidão! É muito difícil conviver com a solidão. Eu rogo a Deuspra que este momento seja apenas transitório em minha vida, e não perpétuo.Por que não consegui refazer minha vida com alguém?O vazio está minando o meu espírito alegre (sou uma pessoa otimista). Estou mui-to angustiada. E o que é pior: angústia presa... pois confesso, estou tendo muitadificuldade em me abrir...Sem falar da luta para combater os ciúmes do meio artístico, que é tão ingrato: opreconceito, o aprendizado solitário do dia a dia de viver em outra cultura, etc...Não tenho filhos; tenho quase 40 anos; enfim, há tantos medos!Onde está Deus?Tenho pedido tanto pra não deixar o meu “ser” morrer pela falta de fé!! Estoucansada! Estou me sentindo sozinha! Tenho observado um certo espírito de amar-gura em mim. Às vezes sou estressada; ou faço força para não mostrar o que sin-to.O senhor poderia orar por mim?Aqui o isolamento espiritual também é forte. Tento ajudar alguns cristãos que,por motivos diversos, vieram morar nesta cidade. Eles dizem que sou um “forteexemplo” da Igreja invisível!!O senhor poderia me ajudar?Abraços, ____________________________________________________Resposta:
  • 165Minha querida amiga: Graça, Paz e Consolação!Solidão é algo inevitável num certo sentido. Sim, porque ser um indivíduo, no sen-tido existencial do termo, é ser só; a menos que a pessoa tenha a consciência quediga: “Eu porém não estou só; pois meu Pai está comigo”.A leitura de toda a Escritura nos apresenta inumeráveis narrativas de indivíduosvivendo em estado tanto de solidão em relação ao próximo; como também expe-rimentando o sentimento dos exilados; ou mesmo nos apresenta as depressõesdaqueles que, por alguma razão, ficaram tristes até a beira da morte, como se vênos Salmos e nas angustias dos profetas.Jesus conheceu solitude, que é uma escolha; e experimentou a solidão relacional,quando pediu que com Ele vigiassem, e não obteve ajuda; quando rogou que fi-cassem pelo menos uma hora acordados com Ele, antes de Sua prisão, mas Seusamigos se renderam ao sono.Jesus, também, conheceu a pior e mais insuportável forma de solidão, que é odesamparo de Deus, na Cruz; e, além disso, na morte; onde mergulhou no Abismoda Solidão: o Hades e o inferno; pois provou não apenas o inferno de cada indiví-duo, mas todos os infernos, feitos de todos infernos existenciais, e, além disso,entrou na dimensão do Inferno mesmo, conforme nos diz Pedro; e lá provou comohomem, por todos os homens, a Solidão eterna: o Inferno.Na segunda cartinha de Paulo ao seu amigo e discípulo-filho, Timóteo, o apóstolodiz de sua solidão na fria, úmida, e silenciosa prisão onde fora posto, era algodifícil para ele. Naquela prisão ele fora abandonado por quase todos, exceto Lu-cas; sem falar de um tal Alexandre o latoeiro, que o traiu em um dos julgamen-tos, tendo ido como testemunha da defesa e se tornado testemunha de acusação;enquanto os demais apenas fizeram silêncio na mesma ocasião.Então, lá está Paulo, sem amigos, na prisão, com frio e necessitado de uma capa;tomado pelo tédio e carente de livros para ler; e, sobretudo, de presenças e deamigos, como Timóteo.De fato, antes da Queda, nunca era bom que um homem estivesse só; e, agora,após ela, pode-se dizer que “quase nunca” é bom que o homem esteja só!Sim, porque até aquilo que antes era absoluto — “não é bom que o homem estejasó” —, após a Queda, passa a ter suas “exceções”; as quais, tanto acontecem demodo doentio e anti-social; como também pode acontecer como algo sadio, paradeterminados indivíduos, os quais, são seres solitários por opção. O que diferenciaum caso do outro é que o primeiro indivíduo não ama e nem se relaciona; e o se-gundo é solitário, porém, solidário e não foge de seu semelhante.Sua situação, todavia, é outra: você nem aprecia a solitude e, muito menos, asolidão. O que lhe sugiro, portanto, é que você tente transformar sua solidão emsolitude pacificada e contente, pela fé, e andando em gratidão.Entretanto, nem por isto deixará de haver dias de “frio e tédio”, conforme a-prendemos com Paulo. Todavia, se a sua solitude for em Deus, e se tornar grata ecriativa, provavelmente você prove um dos tempos mais ricos de sua existência.Até aqui, entretanto, falei de coisas conceituais e pouco práticas. Portanto, dei-xe-me lhe dizer algumas coisas sobre a sua carta.
  • 166O que percebi é que sua “sensação” de distanciamento de “Deus” é equivalente àsua sensação de solidão relacional; a qual é, sobretudo, carência de um homem,de um companheiro. Afinal, você associou o seu divórcio à esperança de “reco-meçar” a vida com outro alguém, com quem você pudesse e possa ser feliz; não émesmo?Portanto, do ponto de vista da verdade, a questão não é “Onde Deus está?” —conforme você bradou. A verdadeira questão é outra: “Deus! Onde meu homemestá?”.Ou seja:Você, de certa forma, crê que Deus pode ser o seu cupido; o que é uma visão gre-ga feita cristã. Isto porque, no V.T., tanto quanto no Novo, não se encontra emnenhum lugar esse “Deus Cupido”.Na realidade, tanto nas Escrituras como também em Jesus, não vemos uma únicaintervenção divina, que tenha sido “narrada” na Bíblia, na qual um homem e umamulher tenham sido “casados” por Deus; e com tal afirmação de que aquele casalse amou por soberania divina.Ao contrário, tanto a Escritura quanto Jesus “passam batidos” por tal temática.Assim, nas Escrituras e nos Evangelhos, quem se encontra é porque se encontrou;e não há uma única oração ou intercessão feita a Jesus do tipo: “Ó Deus! Dá-meum marido!”.Ora, com isto não digo que tal oração não foi e é feita aos trilhões! Tampouco nãoestou a dizer que Deus não pode lhe ajudar quanto a isto! O que digo é que talfato não entrou naquela lista de Paulo, na qual ele diz que “tudo o que foi escri-to; para nossa consolação foi escrito; para que pela consolação das Escrituras te-nhamos esperança”.Sabendo que seu problema não é “Deus”, não é distanciamento de Deus, mas ca-rência de ter um companheiro legal; e sabendo que você só interpelou Deus por-que seu “Deus é Cupido” — o que temos que fazer agora são algumas coisas maispráticas ainda:1. Preconceito: Ora, em quase todos as cidades grandes os imigrantes são objetode alguma forma de preconceito. Garanto-lhe, entretanto, que em geral são mu-lheres locais sendo preconceituosas com mulheres imigrantes; e o mesmo valepara os homens. Porém, na maioria das vezes, os sexos opostos acabam por setornar curiosos acerca do imigrante, razão pela qual tantos casais de cidades (oupaíses) diferentes se casam. Portanto, não internalize o preconceito natural, fa-zendo-o tornar-se algo que faça você feia e desinteressante para si mesma; pois,quando isto acontece, a pessoa, inconscientemente, passa a “espantar” qualquerinteressado. A verdadeira beleza e atração de uma pessoa é proporcional à segu-rança que ela tenha acerca de si mesma, não importando a opinião de terceiros.2. Um homem: Antes de se preocupar com um homem, busque fazer amigos. Umamulher que tem muitos amigos e amigas, atrai muito mais amigos ainda, e, porconta disso, atrai homens interessados nela também. “A quem tem se lhe dará” éum princípio existencial, psicológico, econômico, financeiro, e de qualquer outranatureza, e aplicável a qualquer área da vida. Namorar com segurança é mais di-fícil. Mas fazer amigos e ir conhecendo-os, é muito mais fácil. E é daí desse ponto
  • 167que tudo deve começar; a menos que você leve um “susto bom” da vida. Nessecaso, é o bônus; pois o normal é ser conforme estou lhe descrevendo.3. Ajuda Hoje: No mais, vá lendo as cartas aqui no blog e você também verá ooutro lado dessa história, que é se fazer acompanhar de gente doente, criandocasamentos infelizes e amargos.E conforme as atividades pastorais que me envolvem no cotidiano me permitirem,estarei postando cartas e artigos que tratam desse assunto. Assim, você poderáencontrar ajuda para “se compreender” e recomeçar a sua vida de forma saudá-vel e abençoada. No entanto, recomendo a você, em princípio, a leitura de trêsartigos no blog: “ESTOU COM PAVOR DE MULHER... O DRAMA DE UM QUAREN-TÃO!”, “VÍNCULOS ADOECIDOS” e “RECOMEÇAR”.4. Tenha calma e serenidade de espírito. Percebi sua ansiosa preocupação comrelação a sua idade. Você me escreveu: “Não tenho filhos; tenho quase 40 anos;enfim, há tantos medos”. Ora, para os padrões sociais — não da “igreja”—, vocêainda é jovem. E sua angústia é própria de crente. Afinal, somente na “igreja”uma jovem com quase 40 anos já é velha. E está na hora de conhecer pessoas,namorar, encontrar, e escolher com calma.Minha querida irmã, é claro que não é bom que o ser humano esteja só... tantoporque foi feito para se relacionar... e têm em si todos os aparatos do desejo eda carência do encontro... como também não é bom que esteja só porque é me-lhor serem dois do que um... conforme a Sabedoria.Portanto, deixe essa angústia do “medo do tempo passar” de lado, e, comece acuidar de você com amor por você mesma.Não se angustie.Essa angústia apenas poderá fazer com que você acabe por se dar a um cara erra-do. E homem fareja mulher carente... e, em geral, os crápulas têm um dom espe-cial nessa hora.Ora, no meio cristão fica ainda pior, posto que as mulheres acham que quando umhomem se interessa por elas... isso é tão especial... que é visto como “sinal deDeus”. Então... embarcam em canoas furadas!A pressa, nessa hora, apenas garante um macho, mas não um homem. Machinhoshá em toda esquina... Homens, todavia, são cada vez mais raros.Portanto, não se afobe e mantenha a calma.Quem está à procura de um relacionamento deve ser aberta e simpática, mas nãodeve permitir que homens “cheguem e levem” com facilidade. Leve os ensina-mentos da Palavra a sério e você viverá vida em abundância!Num tempo em que as pessoas vão “à night” e nem precisam mais falar umas comas outras... bastando chegar, puxar e ficar... há muita chance de beijar a boca etransar... mas não há nenhuma garantia de um relacionamento.Portanto, seja aberta, mas não abra mão de um relacionamento pautado pelosprincípios da Palavra de Deus e nem seja “fácil”. Mulher fácil leva todas... masnão fica com nada... e morre só.
  • 168É melhor ser só por um pouco HOJE, do que se fazer acompanhar de um monte depaspalhões que não têm alma para realizar uma mulher. Espere... e garanto avocê que você não deixará de encontrar alguém legal!Fique calma e você haverá de se valorizar o suficiente para encontrar um caraque não queira uma “velha”... mas sim uma jovem como você...Medite em tudo o que lhe escrevi.Receba meu carinho e abraço, bem como minhas orações no sentido de que suaatual solidão dê lugar à solitude criativa e contente, até que chegue o seu Siló; ouseja: o seu enviado pelos ventos do mistério!Nele, que cuida de nós e não nos deixa sós, nem em Sampa, nem em lugar algum,Pr. Ronald.FUI TRAÍDA E ESTOU COM MEDO DE PERDOÁ-LO!----- Original Message -----From: FUI TRAÍDA E ESTOU COM MEDO DE PERDOÁ-LO!To: ronaldpqn@yahoo.com.brSent: Friday, December 10, 2010 10:09 PMSubject: PRECISO DE AJUDAOlá Pr. Ronald,Paz!Escrevo porque preciso desesperadamente de um aconselhamento:Estava me relacionando com um homem. Ele parecia muito carinhoso e todos per-cebiam o quanto ele me amava...Entretanto, em meados de outubro passado as coisas foram mudando. Ele ficoudistante, frio, nervoso.Começamos a ter problemas com as filhas que ele tem de outro casamento. A ex-mulher sempre nos ligando, a família dele começou a insurgir-se contra mim...Então resolvi viajar para que as coisas se acalmassem. Porém, ao chegar, minhadecepção aconteceu de fato.Após ser maltratada por ele, instintivamente olhei seu celular e encontrei umamensagem (de retorno) muito, muito pornográfica.No mesmo instante deixei-o.O fato de imaginar tudo como era antes, e o que aconteceu..., me revolta. Masele tem me procurado, não pude conversar ainda, pois estou muito deprimida,mas gostaria muito de ser feliz.Quem sabe tentar novamente.Eu o amo demais, mas tenho medo que tal fato se repita.Pode parecer loucura, mas apesar de tudo sei que ele também me ama.
  • 169Mas o que devo fazer?Atenciosamente, ___________________________________________________Resposta:Minha amiga: Graça e Paz!Traição é do diabo; é do inferno sempre; é do mal.Traição abre a porta para tudo quanto seja lixo na alma.As mentiras se instalam; e mais: as raivas também.Não podendo se culpar o dia todo, o traidor transfere a culpa para o traído, comose ele só estivesse traindo por culpa do outro.Mulheres traindo tendem a ficar mais meigas e cuidadosas com os maridos. Mas oshomens em geral ficam hostis com a mulher traída.Nem toda grossura é fruto da culpa de se estar traindo, mas quase todo homemque está traindo fica hostil com a mulher.Se você crê que ele ama você, então, converse com ele, e, em havendo sinceri-dade, acolha-o outra vez.Entretanto, peça a ele que seja sincero; pois, caso não deseje continuar, nada osimpedirá de se separem com amor e respeito.A espada da traição é uma das mais agudas e dolorosas.Dê a você mesma o direito ao silêncio!Se ele quer você, então, que se ponha na posição do arrependido, e, com sinceri-dade, que dê a você a paz que você precisa para aceitá-lo de volta.Em qualquer caso, se você o acolher outra vez, faça isto sem medo.Com medo não dá nem mesmo para perdoar!No medo não haverá amor e nem perdão.Sim! No medo não há cura!A alma somente é curada na confiança!Assim, se você for acolhê-lo, faça na confiança. Se ele não aproveitar, você, to-davia, terá feito a sua parte.Deixe, no entanto, que o luto amadureça na alma dele. Por isto, não vá logo serendendo... Espere uns dias. Deixe-o refletir.Se, no entanto, você o receber, perdoando-o, perdoe-o de uma vez; pois, não va-le dizer “vem” apenas para ficar jogando na cara dele o que houve.Receba meu carinho e minha oração por você!Nele, que perdoa todas as nossas iniqüidades,Pr. Ronald.
  • 170
  • 171 ANEXOSA RESPEITO DO DIVÓRCIOComo a bíblia, de fato, trabalho o tema do divórcio?É sabido por todos nós, que a bíblia fora escrita em dois grandes idiomas: Hebrai-co (A.T.) e o Grego (N.T.). Tanto o hebraico quanto o grego tem com marco umacaracterística de linguagem figurativa, poética, metafórica e simbólica. Em con-trapartida, no ocidente, fomos colonizados pelo Latim, cuja língua é “quadrada”,literal, de categoria sistemática em excesso, apresenta os caracteres racionais,rigorosos e metódicos. Também é importante ressaltar que nossa língua (portu-guês — oriundo do latim) é imensamente pobre frente aos idiomas bíblicos (he-braico e grego).Ora, por que introduzo dessa forma? Porque essas duas línguas não retratam fiel-mente o nosso pensamento aqui no ocidente. Por exemplo: para um ocidental, 1 +1 = 2. Ou seja, o pensamento é cartesiano. Literalista. Ao passo que na mente deum hebreu, 1 + 1 = pode ser a maioria! Sim, 1 + Deus = a maioria. Basta lembra-mo-nos de Elias no cume do Carmelo: Era somente um profeta do Senhor contra450 de Baal. E como o hebreu Elias tinha essa “consciência”, ficou completamen-te tranqüilo, pois sabia que “ele + Deus” representava a maioria naquela situa-ção.Dito isto, entenda que quando nós lemos Mateus 5.31-32, nós pensamos com nos-sas categorias ocidentais, as quais são posteriores à predominância política doCristianismo sobre este lado do planeta, impondo não uma nova consciência, masapenas uma nova Moral.Todavia, quase nunca levamos em consideração o contexto no qual Jesus disseesta palavra. Naqueles dias, embora a poligamia e a bigamia — tão constantes noAntigo Testamento — ainda existissem, desde o exílio em Babilônia que ela vinhadiminuindo — por questões econômicas, como é obvio! Todavia, ainda que ambas
  • 172não fossem a norma para a maioria, na prática, no entanto, era ainda uma cons-ciência prevalecente.Prova disso é que em João 8, no episódio da mulher adúltera e Jesus, não se apre-senta o “homem” com quem essa “adúltera”, adulterara. “Ele”, o homem, estavaisento das pedradas. Mas a mulher estava lá, seminua ou nua, exposta a todos.Portanto, quando Jesus diz que a Lei dizia que um homem poderia descartar a suamulher dando-lhe uma carta de divórcio, Ele falava isto a uma assembléia machis-ta, que praticava isto com muita alegria e facilidade. Tudo era motivo para sedivorciar. Literalmente, por qualquer motivo, como vemos em vários exegetassérios. ( Mt 19.3-8)Isto para não falarmos na briga doutrinária que havia, nos dias de Jesus, entre asescolas de Shamai e Hillel em relação ao tema em questão. Era o reino da banali-dade relacional.Nesse caso, o que Jesus diz, levando-se em consideração o “contexto historio”, ébasicamente o seguinte:1) Se, para vocês, a mulher é adúltera quando trai o seu marido, dando-se fisica-mente a um homem, todavia, vocês, os homens, cometem muito mais adultériopelo modo “natural” como olham e desejam mulheres (Mt 5.28);2) Neste mundo onde o homem “descarta” a mulher — ela sem direitos a mesadase a patrimônio, estigmatizada pela moral vigente e, praticamente, entregue asobreviver como pudesse — a única cláusula, de permissão ao divorcio era se aesposa traí-se o marido; ou seja: “... em caso de adultério” (Mt 5.32b). Nessa ca-so, o homem poderia dar a ela carta de repúdio e divórcio. Naqueles dias, mulhe-res não se divorciavam dos homens. Era a Lei.3) A razão, portanto, tinha a ver com o estigma que a “repudiada”, a divorciada,carregaria, naquela sociedade, daí para frente. Ao homem era permitido — porqualquer motivo — desamparar a esposa, repudiando-a, e, então, depois disto,era-lhe “lícito” escolher outra mulher e seguir adiante com sua vida. Não erasempre bigamia, mas era sempre uma monogamia sucessiva. Ela era extremamen-te praticada até que Shamai, um rabino, se levantou contra aquela injustiça, dis-cutindo os “motivos justos para dar uma carta de divórcio”, que, à semelhança deJesus, para ele, também era o adultério.Todavia, a preocupação era com o estado de desamparo no qual ficava a mulherrepudiada-divorciada, pois, para todos, ela passava a ser fadada a nunca maisamar ninguém e nem ter ninguém, apenas porque alguém não a quis mais, porqualquer motivo.Esta é a razão pela qual Jesus — após denunciar o adultério subjetivo de todos oshomens — diz que a preocupação era com expor a mulher a tornar-se adúltera (Mt5.32c), e, também com “aquele” que, porventura, à ela se ajuntasse, pois, eletambém, passaria a ser visto como o marido da repudiada.Numa sociedade onde o homem tinha todos os privilégios, incluindo o de ter umasegunda esposa caso a pudesse sustentar, descartar a esposa e entregá-la aomundo com uma letra R, de Repudiada, escrita na testa, e, ainda, esperar que elavivesse de vento, expunha-a a tornar-se adúltera — fosse pela necessidade de ser
  • 173sustentada por alguém, fosse pela realidade de ter encontrado alguém. Assim, emMt 5.27-28, Ele iguala a todos no nível do adultério subjetivo.Já em Mt 5.31-32, Ele nos mostra como uma vítima da dureza de coração de umhomem — que descarta e não cuida da vida humana que ao seu lado esteve (sehouver necessidade) — pode, numa sociedade regida pela Teologia dos Fariseus,ser ainda mais desgraçada.O “repudio” do homem tornava a mulher, no mínimo, uma “repudiada” e, no casodela prosseguir com a vida — sem ter que se entregar à mendicância —, a exporiaa ser vista, para sempre, como adúltera. Dessa forma, Jesus afirma duas coisas:primeira, a seriedade do vínculo entre dois seres humanos numa relação de casa-mento; e, a segunda, a possibilidade de que a alma humana pudesse se endurecertanto, que usasse a do outro, e depois, simplesmente a descarta-se, sem cuidadoe sem proteção. Em outras palavras: Jesus não entrou na questão da Lei — atéMoisés teve mais de uma esposa —, mas na questão da misericórdia, e, sobretudo,no tema da descriminarão Moral do infeliz; e, também no tema da Teologia dosFariseus e a sua dureza predatória — suas Leis de causa e efeito da infelicidade —,que, naquele caso, era uma Lei animal, que tratava a companheira como lixo.E por que digo isto?Por duas razões:1) Porque é o que vejo no trato de Jesus com as mulheres de todos os tipos devida durante os Evangelhos. Quase todas elas vinham de vidas infelizes, mas todasforam absolutamente acolhidas, a Samaritana, inclusive, com seu “companheiro”,acerca de quem Jesus disse: “...chama teu marido e vem cá...”2) Minha leitura da Bíblia, toda ela, está irremediavelmente ligada à única chavehermenêutica (método de interpretação) que eu creio que é absoluta: “O Verbose fez carne” — essa é a chave hermenêutica! Logo é no Verbo Encarnado, Jesus,onde vemos o Verbo virar Vida, em todos os sentidos.Ora, isto nos leva não a ler o que Jesus disse e, para melhor entender o texto,fazermos uma exegese da passagem. Ao contrário: isto nos leva a ler e ouvir o queJesus disse, e, ver, nos Evangelhos, como Ele encarnou aquele Verbo.Ora, quando fazemos isto, não temos mais o Evangelho que Jesus falou e nós “in-terpretamos” como bem desejamos; e o Evangelho que Jesus viveu, que nós usa-mos para nos inspirar na fé. E esquecemos que são naqueles encontros com a vidaque cada um de Seus ensinos — literalmente, cada um deles —, teve sua verdadei-ra interpretação.Jesus nunca ensinou aquilo que Ele não encarnou, como manifestação da Graça!A tentativa de fazer exegese das falas de Jesus, e não levar em consideração co-mo Ele tratou as pessoas pelo caminho, é audaciosa, pois, coloca-nos como “osinterpretes da Lei”: com a chave da ciência debaixo do braço, pondo-nos numaposição na qual Jesus pode ser esquizofrenizado pelas nossas doutrinas e Teologi-as; ou seja: ensinando uma coisa — geralmente legalista em seus conteúdos —,conforme nós “interpretamos” as falas de Jesus; enquanto, também evangeliza-mos, falando do modo misericordioso como Jesus tratou com amor os pecadores.
  • 174O problema é que, na maioria das vezes, o Jesus que encontra pessoas pelo cami-nho — gente de todo tipo —, não combina com as “interpretações” que fazemosde Suas Palavras.Quem é que está com problemas? Seria Jesus um “esquizofrênico”?Seria Ele como os fariseus, que diziam e não faziam?Ou como os “intérpretes da Lei”, que punham fardos pesados sobre os homensque eles nem com o dedo queriam tocar?Ou nós é que continuamos sofrendo da doença deles?Responda-me:Crendo que Jesus é o Verbo encarnado, como você interpreta o que Ele disse?À luz dos ensinos de nossos intérpretes da Lei? Ou, quem sabe, para o seu própriobem, conforme o Verbo Encarnado em Jesus!Jesus é a Palavra sendo interpretada aos nossos olhos!Afinal, o Verbo se fez carne e habitou entre nós...e vimos a Sua Gloria...!DIVÓRCIOTem gente que pensa que eu advogo o divórcio. Pelo amor de Deus!O divórcio é uma droga, é horrível. Dói nas entranhas, arrebenta você todo. Sóadvoga o divórcio quem nunca provou um ou quem passou por um divórcio da ma-neira mais leviana possível.Porque não basta que a Palavra nos diga que o divórcio é apenas uma amputaçãopara salvar o ser de uma doença maior, e é só em casos extremos que se recorre aele como medicina, mas não é, de modo algum, uma proposta de existência.Não significa: “Olha, se não deu certo, parte pra outro, e vai partindo, vai partin-do...” Não. O indivíduo tem de fazer o possível para salvar o que tem. Só não dápara ficar se não der para suportar; se a alma estiver morrendo! Isso é uma coisa.Outra, porém, é fazer do divórcio uma proposta de vida. Quem faz dele uma pro-posta de vida é, em geral, aquele indivíduo que tem uma determinada condiçãopessoal e quer justificá-la.Então cria uma doutrina para justificar sua condição pessoal e sua doutrina passaa ser um ensino que induz outros para a mesma coisa. E isso é um perigo terrível!E cada um precisa tomar muito cuidado, prestar muita atenção — porque a tenta-ção da autojustificação é enorme — para não fazer com que a sua condição defragilidade pessoal ou da sua natureza se transforme num projeto de sedução pa-ra os outros.Se você tem o seu problema, viva o seu problema. Não transforme o seu problemanuma causa.Nele,Pr. Ronald.
  • 175VÍNCULOS ADOECIDOSTem gente que pensa que gente se entrega a outra gente e nada acontece. Temgente que se dá a outra gente sem saber que a gente é feita de gente. Tem genteque se ilude com a idéia de que gente não transfere gente para outra gente. Temgente que não entende que gente é contagiada quando se faz “um” com outra gen-te. Tem gente que pensa que é brincadeira quando Deus diz pra gente não misturaro espírito com o espírito de certas gentes.Sim, gente passa gente pra gente!“Serão os dois uma só carne...”“Faz-se um com ela...”“Grande é este mistério...”Paulo disse que na união conjugal tais “misturas” atingem seu clímax para o bem,mas também pode ser para o mal.Ele diz: “...dela cuida como de sua própria carne...”E mais: “... posto que já não são dois, porém um...”E em outro lugar: “... a mulher crente, santifica o marido incrédulo... de outrasorte seriam impuros...”Eu creio em vampiros psicológicos, em seres que comem você por dentro, em rela-cionamentos que são como o “bicho da goiaba”.Ninguém se une a ninguém sem contágio, para o bem ou para o mal.Uniões têm o poder de mudar interiores, alterar almas, atingir o espírito.Se alguém sai de casa e contrata uma prostituta, e faz isso uma vez, corre o riscode contaminar-se fisicamente, e, pode desenvolver um vício para a alma.Mas se alguém sai de casa sempre para se prostituir, essa pessoa, mesmo que mudede prostituta todas as vezes, será contaminada, não necessariamente no corpo, enão necessariamente pelo espírito de uma delas, mas com certeza o será pelo “es-pírito de prostituição”, que não é algo muito forte na prostituta — que não se en-trega por prazer —, mas o é na alma do freguês, visto que ele sim, procura “algo”com avidez física e psicológica.Amizades longas com pessoas ruins podem acabar com a gente. Mas amizades cur-tas e breves também têm o poder de contaminar, e desviar um ser humano de seucaminho.Nada, porém, é mais profundo no seu poder de contágio do que uma união conju-gal.Nesse caso, se as pessoas são de espírito bom, mesmo que não se amem, provavel-mente não se façam mal.Mas se ambas ou apenas uma delas for de “outro espírito”, então, é muito difícilque o parceiro não seja contaminado na alma.
  • 176Por esta razão nada há melhor do que a união de duas pessoas do mesmo bom espí-rito, especialmente se tiverem a ventura de se encontrar bem cedo na vida, e semanterem em união por toda a vida.Tais pessoas são as mais leves, livres, felizes, e simples!Há quem queira muita “variedade”...Meu Deus, que ilusão!Mal sabem que a tal “variedade” vai deixando gambiarras penduradas pela gente,como fios desencapados e “em curto”.Se pudéssemos ver espiritualmente tais pessoas, as veríamos como troncos cheiosde cabeças, braços, olhos, e pernas.Sim, completamente monstrificadas...Simbiotizadas de tantas formas e de tantas maneiras, que elas mesmas assustar-se-iam se pudessem se enxergar.Mas não é preciso enxergar para ver. Basta que se olhe para dentro do coração,para as legiões de seres..., para sentimentos que cada vez mais se complexificamna alma, para mentes cada vez mais compartilhadas pelos entes psicológicos queforam sendo agregados no caminho.Por isso o homem de coração simples é bem mais feliz do que aquele que sofistica-damente se auto-designa de complexo.Quando a sabedoria ordena ao jovem que guarde puro o seu coração, que simplifi-que os seus caminhos, e que seja focado em seus sentimentos, ela quer apenas di-zer o que acabei de expor.Sim, não é nada moral, como se pensa. Mas sim é algo que tem a ver com a saúdedo ser, com a paz para viver, com a unicidade existencial, com a pureza psicológi-ca.Hoje, porém, é moda ser infeliz, complexo, sensível (significando “sofrido”), inde-cifrável, misturado, multiuso..., de tal modo que essa pessoa tem que ter “seupróprio analista”.Toda gente é uma “mistura” de todas as gentes que passaram pelo coração, para obem e para o mal.Nessa viagem da formação do ser há aquelas pessoas que são inevitáveis para nós,como os pais e os irmãos — nossos primeiros e involuntários casamentos na existên-cia.Ora, muitos são os estragos que essa “mistura” pode causar quando mal discernida.As piores misturas, todavia, são aquelas que escolhemos — consciente ou inconsci-entemente — para viver e fazer parte da gente pela via da união.Junções são coisa muito séria...Sim, elas podem nos erguer ou nos afundar; podem nos abençoar ou nos amaldiço-ar; podem nos trazer paz ou podem nos trazer angústias; podem nos salvar ou nosdestruir.Por isso, se você está só, ou vindo de algo que como “união” fez mal a você, nãotenha pressa. Abrace sua solidão com respeito e dignidade, e agradeça a Deus o
  • 177livramento. E não sucumba à tirania de se fazer acompanhar. Afinal, veja bemquem vai lhe “acompanhar”.Mas se você está lendo isso e pensando: “E agora? Depois de tanto ‘experimento’,ainda haverá esperança para mim?”Eu lhe digo:Sempre há esperança. O Espírito Santo é real. O amor de Deus limpa e cura. Mas ohomem haverá de ser curado enquanto discerne cada pedaço de outros que foramlargados no baú de sua alma. E terá que ter a coragem de discerni-los e jogá-lospara fora de si mesmo.Ora, tal cura implica em discernir “qual carne e qual sangue” fazem parte de nossa“comunhão” existencial e espiritual. E obviamente isto só tem a ver com quempermitimos entrar e ter algum pedaço de nós, especialmente em junções.Tal exercício de discernimento é doloroso, porém libertador.E se você discernir tais espíritos na presente constituição de sua alma, mande-ossair... pois eles sairão.Depois disso, todavia, encha a sua “casa” do que é bom, e não a deixe vazia, postoque essas coisas se vão... mas de vez em quando voltam a fim de ver como anda olugar antes ocupado, conforme nos ensinou Jesus, tanto sobre espíritos demônios,quanto também acerca de qualquer espírito, inclusive os espíritos dos humanos quejá nos possuíram ou tentaram fazê-lo.Esses “entes”, todavia, cansam de voltar. E é assim que se vai alcançando paz maise mais...Ora, é por tudo isso que lhe peço:Veja bem com quem você está se unindo.E mais:Veja bem que espíritos você contraiu durante vínculos adoecidos.E, assim, trazendo todas as coisas para a luz, deixe que a verdade expurgue de seuser aquilo que não é você.E não esqueça:É na Luz e na Comunhão verdadeira que o Sangue de Jesus nos purifica de todo pe-cado.“Pois se andarmos na luz, como Ele na luz está; mantemos comunhão uns com osoutros, e o sangue de Jesus Seu filho, nos purifica de todo pecado”.Nele, que cura a todos quantos assim crê,Pr. Ronald.SOBRE O RECOMEÇO DE CASAMENTOS DESTRUÍDOSFico muito feliz quando ouço as pessoas me relatando seus testemunhos pessoais decasamentos que outrora desfeitos, foram restaurados e ambos os cônjuges conse-
  • 178guiram fazer o caminho da simplicidade conjugal, o qual, sem dúvida, é o ideal deDeus para a existência humana.Deus é misericordioso, e, por causa da dureza de nossas percepções, nos permitiu odivórcio. Todavia, essa é apenas uma concessão em razão de nossas doenças depercepção... tanto na escolha... e na decisão do casamento... quanto nos equívo-cos relacionais.Nada pode ser melhor para um homem e uma mulher do que amar e viver com amesma pessoa toda a sua vida; amando-se, e com ele/a tendo todos os seus filhos;sendo herdeiros e consortes na mesma graça de vida; sendo também eles aquelesque fecham os olhos um do outro... conforme a ordem da partida.Ora, casar-se bem, especialmente na juventude, é aquilo que melhor preserva aalma de um homem e de uma mulher neste mundo, bem como é a única paga quese pode ter na Terra pelo suor derramado, conforme o Eclesiastes.Afirmo isto porque a maioria dos que se casaram mais de uma vez, podem teste-munhar que a maioria não consegue ter mais a mesma simplicidade de alma parare-inventar a vida de amor... e nem tampouco a mesma certeza de vida inteira...,como costuma acontecer com as almas jovens.Uma vez rompida a barreira do primeiro divórcio, em geral, os vínculos seguintesnão chegam de “saída carregados” do peso do primeiro matrimônio. A maioria che-ga “torcendo” para dar certo... Mas pouca gente se apresenta com aquela certezaprópria da infância do amor.Sendo assim, a todos os casais que estão recomeçando e reconstruindo seus casa-mentos — os quais haviam sucumbido seja por adultérios (do homem ou da mulher),seja pelo abandono e “descarte” do homem à sua mulher deixando-a sem direitos,patrimônios, moral e quase (ou senão) entregue a mendicância, etc. — tenho al-gumas sintetizadas coisas a expor aqui. Embora, seja fruto do conhecimento damaioria, vou descrever assim mesmo. Se for útil a alguém, que o seja ainda emtempo:Aos homens, digo: Ame sua mulher, e nunca a trate apenas como “esposa”... espo-sas amam ser tratadas apenas como “mulher”...Trate-a sempre com doçura e pimenta; com gentileza e também com instintualida-de; com carinho, mas também com desejo ardente.Não basta ser um cara legal, porém frio afetivamente. Mulheres gostam de receberum tratamento mais romântico e carinhoso.Ademais, cuide por não desenvolver a síndrome dos homens casados. Ora, quesíndrome é essa? Homens casados, em geral, tratam a esposa como quem trata umamulher garantida, uma propriedade, uma rotina. Paulo disse que “os casadosdevem ser como se não fossem”. Ora, conquanto no contexto de 1 Coríntios 7 issosignifique um chamado à prontidão para encarar a necessidade da separaçãoforçada, em razão das “angústias do tempo presente” – conforme o apóstolos diz, efazendo referência à possíveis perseguições contra a igreja – , a mensagem,todavia, tem aplicativos variados. Um desses aplicativos do texto é de naturezapsicológico-existencial. Ou seja: o casamento deve ser tratado, no molho docarinho, da sedução e no caldo da cama, assim como os que não são casados setratam (me refiro aos amantes), posto que seu desejo é conquistar o outro para si.
  • 179Ora, todos os maridos deveriam tratar as suas mulheres como se fossem amantes, eo mesmo deveriam fazer as mulheres! Ou seja: a melhor receita para a manutençãodo desejo no casamento é a prática de uma psicologia de amantes! Assim lhes digo:não seja somente marido de vossas mulheres, sejam também seus amantes...As mulheres, digo: Todo relacionamento tem dificuldades. No entanto, todas elassão fomentadas pelo “ego”. Briga-se muito no relacionamento quando os egoscompetem. E tais “competições” podem ser de todas as espécies, sendo que a maiscomum de todas é saber “quem tem razão”, “quem é o certo”, “quem é o maisamado” ou o “menos amado”.Por que digo isto? Pela necessidade mais comumente na alma masculina de receberreconhecimentos sinceros e elogios pródigos de suas mulheres. É obvio que isto ser-ve para ambas as partas. Mulheres também adoram serem elogiadas. Todavia, sai-bam vocês mulheres, que da mesma maneira como Deus reage ao louvor, o maridoreage ao elogio. No Sl 34.3, por exemplo, está escrito: “Engrandecei o Senhor co-migo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome”. No hebraico, esta palavra “Engran-decei” é “fazer crescer”; ou seja, toda vez que eu adoro, exalto, magnífico a Deus,Ele vai crescendo como Deus na minha vida. Ao passo que qualquer mulher virtuosaque pretende fazer o marido crescer na relação de casal, descobre o poder, o valorde afirmações positivas em relação ao seu marido. A auto-imagem do homem estácondicionada ao que suas mulheres proferem a eles, dependem das palavras deafirmação que as esposas dizem aos seus maridos. Ou seja: aprendam a elogiar, eevite ao máximo fazerem críticas que sejam destrutivas. Pois assim sendo, lhes a-firmo: A mulher que sabe o que diz, pode fazer com que o homem ponha de lado ojornal e passe a noite em seus braços!É o poder da palavra falada que move o homem. As palavras de uma esposa podemtornar o marido impotente sexual, espiritual ou economicamente. Sim, o que sepronuncia na relação conjugal ou gera uma psicologia de vida, ou gera uma psicolo-gia de morte. É nesse sentido que diz o sábio: “A morte e a vida estão no poder dalíngua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Pv 18.21). Portanto, lembrem-se:vocês podem gerar uma psicologia de vida ou de morte...A ambos diria que, afora isso, se pode dizer que a “vingança” sempre ronda os re-lacionamentos. E também se vinga de muitos modos, desde os mais grotescos atéos mais sutis... como o jogar na cara uma “lembrança ruim”. E tudo se escondeatrás da justiça... quem é o justo e quem é o injusto... Ora, existe justiça e injus-tiça; porém, ficar viciado na busca da justiça no relacionamento conjugal é a recei-ta certa para o legalismo relacional. Sendo assim, livre-se da necessidade de provarque você está certo sempre. O que você quer: ser feliz ou ter razão? Se você quiserter razão sempre, se prepare para sofrer dentro de um inferno que você mesmoestá construindo! De vez em quando é melhor deixar o outro ganhar a disputa paraser feliz, posto que não vai aumentar nem diminuir um côvado da nossa vida.Outra coisa: A amargura é o demônio psicológico que mais conhece o caminho docoração, especialmente nos relacionamentos conjugais. Ou seja, os piores inimigosdo casamento são as pequeninas coisas, os humores que podem “despejar” aquiloque fere, e as memórias que guardam ressentimentos.Então vem o silêncio que instala o “humor” do relacionamento... e tudo cheio depensamentos que se transformam em “energias” que se tornam clima, modo, ges-to, e muitas falas silenciosas...
  • 180O humor é o meio pelo qual tais demônios se veiculam. De fato, um casamento commau humor... se não acabou ainda... está no caminho da auto-extinção.Por isso, lutem com todas as suas forças para serem gentis e não darem lugar aoressentimento e nem às grosserias (que sempre são desrespeitosas); e, mais quetudo, mantenham o bom humor e tornem tudo simples e leve.Estou cada vez mais convencido pela observação que os casamentos felizes são as-sim.Meu anseio é que todos experimentem o que aqui está sendo dito, visto que sei queé conforme o espírito do Evangelho de Cristo.Eu torço pela felicidade de todos quantos assim desejam e procuram viver. Eu oropela felicidade de todos esses. O meu desejo é que todos tenham um casamentomuito abençoado, alegre, romântico, ardente, descontraído e feliz. Meu desejo éque todos os que um dia tiveram seus casamentos ruídos e agora novamente se uni-ram em amor debaixo da égide do Evangelho, realmente descubram o segredo dafelicidade conjugal.Peçam discernimento a Deus do que não está certo e forças para mudar. Quandonecessário, não hesitem em procurarem ajuda profissional (terapia conjugal). Pe-çam a Deus a capacidade de serem flexíveis, tolerantes, compreensíveis; a habili-dade no diálogo; posto que, se existe uma porta que nunca pode ser fechada emvossas casas é a porta da comunicação; do diálogo aberto, nu e transparente.Minha oração é para que o nome do Senhor seja glorificado dentro do lar de vocês.E que os seus filhos experimentem os benefícios da presença do Senhor cultivadadentro do vosso lar.Que essas simples palavras fiquem gravadas na tábua do vosso coração.Recebam meu carinho e minhas orações em vosso favor.Um grande beijo!Nele, com a benção da conjugabilidade sadia coroa os casamentos com Alegria ePaz,Pr. Ronald.ANUNCIAR O EVANGELHO X MERCANTILAGEMPor que eu vivo do Evangelho? Teria eu outra alternativa? Pergunto isto porque eunão tenho outra alternativa na vida que pregar o Evangelho. E sobre mim não pe-sa esta obrigação, embora eu experimente uma incontrolável “obrigação desobri-gada” de pregar simplesmente porque tudo o que possa dizer respeito ao Evange-lho, pelo o bem e pelo mal, é sempre algo que afeta até as regiões atômicas equânticas das partículas sub-atômicas que compõe as moléculas que se somampara realizar meu corpo.Meu sentido de existir e volição de vida está no viver “para” e “no” Evangelho, eem pregar o Evangelho! Sim, sinto que nasci para isto, de modo que, minha vidasó faz real sentido nisto!
  • 181Prego o Evangelho porque Jesus pregou o Evangelho em mim!Assim, o Evangelho se me tornou mais que visceral. Por isto não sinto nenhumaobrigação de pregar o Evangelho, mas a compulsão essencial de anunciá-lo comoBoa Nova de reconciliação dos homens com Deus, visto que Deus com eles já estáreconciliado, em Cristo; os homens é que na sua maioria ainda não sabem disso.Os que comigo convivem e conviveram sabem que dinheiro é mercadoria contin-gencial para mim. Quando comecei a pregar, aos 17 anos de idade, nada me eramais constrangedor do que quando me ofereciam uma oferta após eu ter pregado.Lembro-me de quando um determinado irmão, me exortou, em sua Igreja Local,acerca de minha relutância quanto a aceitar a oferta que a Igreja queria me dar.Para mim era um total constrangimento. Eu queria pregar de graça. Mas eles mevenceram; e bem fizeram em me constranger.Quando fui designado como seminarista à Igreja Metodista Central em São Bernar-do do Campo e posteriormente ordenado a categoria de Pastor Acadêmico namesma, me recordo da ocasião em que a tesoureira da Igreja, irmã Juci, veio tra-zer em mãos meu primeiro auxílio pastoral... Senti grande constrangimento quan-to ao fato.Logo depois, assim que fui ordenado Pastor da Igreja Metodista do Brasil e passeia ganhar meu primeiro salário da Igreja, ainda assim senti semelhante constran-gimento quando foram entregar-me. Mesmo em se sabendo o que dizia as Escritu-ras quanto ao assunto: “Os presbíteros (pastores) que fazem um bom trabalho naigreja merecem pagamento em dobro, especialmente os que se esforçam na pre-gação do evangelho e no ensino cristão. Pois as Escrituras Sagradas dizem: ‘Nãoamarre a boca do boi quando ele estiver pisando o trigo.’ E dizem ainda: ‘O tra-balhador merece o seu salário’.”. Contudo, sentia ainda um certo desconfortoquanto à situação do salário.Porém, amparado pela Palavra e consciente de que preciso dar subsistência a mi-nha vida pessoal e familiar, continuo (hoje já mais habituado e passivo) a receberum salário pastoral da Igreja Metodista. Nunca, porém, deixando de entregar, emamor, o dízimo do Senhor da Igreja.Nunca carreguei no coração qualquer tipo de cuidado com relação ao meu futurono que diz respeito à subserviência ao dinheiro. Este, sempre me serviu. E distotenho o testemunho de todos os que convivem e conviveram comigo. Sempre crique “o justo viverá da fé” regido pela bondade e provisão de Deus.Deus nunca me deixou enganar quanto a isto: Que mesmo pelas boas causas,quando corremos sordidamente atrás de dinheiro, ele se vira com ódio contra nós.Encontramos uma potestade espiritual. Damos de frente com o poder do dinheiro.Sempre vi o que a inclinação ao dinheiro faz nas almas humanas. Vejo como al-gumas pessoas se sentem ou se tornam pelo medo de não terem dinheiro para se-rem provedoras ou consumistas, conforme elas gostam de ser.Nunca fiquei a vontade em receber para pregar, mas confesso que amava ter di-nheiro suficiente para ser provedor de muitos. No entanto, venho a cada dia des-cobrindo o que a humildade de espírito que prega por puro prazer celestial, pornão dar a mínima para dinheiro, acaba por se viciar em sutil vaidade da generosi-dade humana e cristã.
  • 182E por quê? Porque mesmo inconscientes acabamos nos deparando que vivemospara os aplausos, para as performances, para as vaidades das interpretações dosolhares adoecidos de um mundo corrompido para quem generosidade humana ecristã “tem de aparecer!”.Posto que, bem-aventurados são os que têm um caminho interior, são os discre-tos! São os que não sentem essa necessidade de aparecer! De gerar estereótipos,de viver de fachada, ou de teatralizarem o significado de suas ações para que to-dos vejam, dando esmolas divulgadas e proclamadas pra que todos percebam agenerosidade que não existe; porque o que existe é apenas a avareza que tentafazer até do momento de doação um lucro de marketing pessoal!Até nisto reside a vaidade no coração: Nos ver sem essa capacidade de provedo-res, que nos deixa inseguros. Posto que, a raiz desse padrão que se segue é vai-dade! Tem a ver com impressionismos e aparências. Mas bem-aventurados são osque têm discernimento de agirem e não se moverem por projeções imagéticas, oupor representações nenhuma, mas por consciência, princípio e valor do Evange-lho.Bem-aventurados são os que valorizam a simplicidade do fruto! (se a árvore é deamor, tem que nascer amor, bondade, misericórdia, alegria e paz).Sendo assim, no máximo, procuro ter o suficiente para me manter, e tambémmanter àqueles dos quais cuido. E me sinto absolutamente tranqüilo nessa área.Não tenho nada para amanhã. Foi assim toda a minha vida. E a cada manhã nadajamais faltou.Nunca consegui acrescentar um só côvado à minha estatura, e esta foi crescendoa cada dia. Por que, então, me inquietarei pelo dia de amanhã? Assim como sem-pre o foi, ele cuidará de si mesmo... Já basta a cada dia o seu mau! (e quão maussão os dias atuais!...). O Evangelho me ensinou a buscar antes de tudo o Reino deDeus e a Sua justiça, pois Deus sempre proveu o que necessitei.Por que escrevi tudo que escrevi até agora? Só para que você, meu amigo-irmãocompanheiro em fé, tome cuidado de onde é que você vem se alimentando espiri-tualmente. Observe se o alimento chegado à você vem de Mamom ou do Jesus doEvangelho. Caso venha de Mamom, sempre terá um preço, até que este lhe tomecada centavo sob as juras do deus ensinado pela Teologia da Prosperidade; cujoalimento não é Graça e nem “de graça”, mas é “graxa” e é a cara do diabo! Masse o alimento for “Evangélico” — no sentido do Evangelho e não da religião “e-vangélica” de mãos dadas a Potestade Mamom —, então esse Alimento se trans-formará em vida dentro de você em puro estado de Graça!Somente quem não conhece a Jesus e Sua Palavra pode pensar que minhas pala-vras são ácidas. Pois quem de fato conhece a Palavra, sabe que não digo aqui na-da que Paulo, Pedro e Judas não tenham dito em suas cartas e epístolas. E mais:somente quem não conhece o espírito do Evangelho e seu conteúdo é que pode seentregar à loucura, ao devaneio, ao surto da “Palavra apreçada” apregoada peloslobos engravatados com carinhas de ovelhas, crendo que se trata de algo genuínoou de Deus.Assim, meu irmão-amigo-leitor, não perca mais seu tempo com esses caras, comtais falácias, com alguns tele-evangelistas que estão na mídia movidos pelo di-nheiro e não pela alegria de pregar o Evangelho da Graça e de graça; pois, decer-
  • 183to, o fim deles, não será bom. O fim desses que se servem de tais práticas apenaspara enganar o povo, conforme vemos nos mundos mercantis “evangélicos” quecirculam pela mídia televisiva, rádios, livros, revistas, net, etc, será para um lu-gar onde suas riquezas não lhe comprarão um dedo de água que vos aliviem aponta da língua.Deus é Vivo! E todos eles lobos-burros, logo, logo, estarão diante do Eterno; eentão verão com quantos paus se faz uma eterna cangalha!Recebam meu carinho! Fiquem firme no Evangelho da Graça para Todos!Nele, em Quem o dinheiro e a prosperidade são a riqueza de boas obras e amor, enão grana e poder humanos, Pr. Ronald Lima — O Evangelho de Jesus é minha alegria!ACERCA DA AUSÊNCIA DE DEUSAinda não sou pai, todavia, ao longo da vida, especialmente na caminhada em fépercebo que quando um filho nasce pela primeira vez a alguém, em geral, o paiou mãe logo sentem medo de não conseguirem criar aquela criança.Com o tempo os pais aprendem que não é assim, e que não se corre o risco dematar uma criança a menos que se não a ame e deseje, do contrário, todo pai emãe sabem como criar um filho, evitando assim que morra de inanição.Depois surgem as angústias da educação, do estabelecimento de limites, e, sobre-tudo, a vigilância ante a suposta autonomia da criança, que, agora, por saber an-dar, julga que pode caminhar sozinha para todos os lugares.Assim, na medida em que o tempo passe, as crises paternas vão mudando de con-tornos.Sim! Até que se chegue ao tempo no qual o pai tenha que deixar o filho ir; e te-nha que aprender a não mais interferir como um dia fez; e, além disso, tenha queaprender a crer que assim como foi com ele, o pai, quando ainda era filho, assimserá também com o seu filho, até que se torne um homem em plenitude; e, as-sim, entenda seu pai.Desse modo, chega o tempo quando já não se fala com os filhos todos os dias enem o tempo todo quando se viaja.Sim! Pois, os pais aprendem com os filhos na lembrança de como eles mesmos [ospais] sentiam em relação aos seus pais, na mesma fase da vida, quando eram a-penas filhos.Bons pais são os que amam com senso de propriedade, sempre incentivando o fi-lho a crescer para ser homem e pai; e, por isto, também sempre praticando a sa-bedoria que mede palavras e intervenções, a fim de que o filho aprenda as tare-fas de um homem pleno, e, assim, fique preparado para as dificuldades da exis-tência.Ora, assim é Deus, assim é o Pai!
  • 184Quando éramos meninos as sarças ardiam, as colunas de nuvens nos seguiam, astorres de fogo iluminavam as nossas noites, os mares se abriam, as aves se entre-gavam a nós como refeição, as rochas nos serviam águas, os rios se abriam, asmuralhas caiam, o sol parava, os exércitos inimigos viam anjos ao nosso lado, re-lógios atrasavam em nosso favor, águas viravam vinho, peixes assaltavam nossasredes, ventos e ondas fugiam de nossa presença subitamente, via-se Deus andan-do sobre águas ao nosso encontro.Entretanto, quando deixamos de ser meninos, foi porque a Cruz nos emancipou,e, assim, tivemos que aprender a sermos filhos sem a presença do Pai como mani-festação óbvia; e, por tal razão, tivemos de crescer a fim de sustentarmos umtestemunho de ressurreição que somente nós mesmos vimos pela fé; e, mais queisto: que somente nós julgamos ter a importância das coisas essenciais, assim co-mo um filho adulto sabe o que é essencial entre ele e seu pai.... Até que se cresce para a percepção de que a presença do pai não é algo queacontece porque o pai esteja se manifestando como presente. Sim! Pois, possi-velmente, um bom pai se torne melhor ainda para o seu filho depois que se vá doque enquanto esteja presente.Pai cresce para se tornar uma presença invisível, porém, inafastável!Meu pai, graças a Deus, ainda vive; porém, ainda que se vá, jamais irá; visto quese deixará em mim com tamanha força, que com certeza sentirei todos os dias asua presença de amor e sabedoria; e, eu mesmo, muitas vezes, sinto que vou as-similando a sua semelhança de modo involuntário; e creio que muito mais será nasua ausência do que quando ele ainda estiver ao alcance do telefone ou de umavisita.Ora, assim é com o Pai!Houve tempos em que sem Sua manifestação mais óbvia eu não O via; e, assim,chorava.Hoje sei que Ele é e está. Sim! Sei que Ele vive em mim; e isto me dá liberdadesobre os dias e as horas, visto que em qualquer dia ou hora Ele vive em mim; e,por isto, sempre estou possuído Dele, até quando o vale é o da sombra da morte.Hoje quase nunca os mares se abrem ou as aves se matam como comida paramim. O sol também não pára. Os rios precisam ser atravessados. Os exércitos seacampam e ameaçam; e a vitória é apenas não temê-los.Quando Jesus chamou Deus de Pai, Ele também nos dizia que o caminho do ho-mem com Deus é como o caminho de um homem com um pai que seja bom. Istonos limites de cada coisa e conceito de bondade.Algumas vezes eu vi meu pai emocionado e já o vi por vários motivos. Mas quandoo vi chorar especialmente pela preocupação em não conseguir dar subsistência àfamília, eu disse: “Pai, porque choras? Posso ajudar?”; e ele apenas sorriu e dissecom a voz embargada: “A vida é assim mesmo!” — eu não poderia imaginar que,naquela simplicidade, ele estaria me dizendo o que vale e o que é para um ho-mem que deixou de ser criança faz tempo; pois, de fato, a gente cresce para a-prender que é assim mesmo.Ora, feliz é o pai que ensina isso e que vive para praticar o que professa. Afinal,assim fazendo, ele próprio emancipa definitivamente o seu filho.
  • 185Desse modo, a sutil presença do Pai, que, muitas vezes, é até interpretada comoausência, é um sinal de que é tempo de crescer.Nele, que nos ama conforme o sentido de nossa vocação,Pr. RonaldVÍCIO DE CULPAVocê pode ter errado muito e tomado consciência de tudo como culpa, e, porisso, senti-se culpado até quando nada faz de errado.Ou, quem sabe, você é a apenas um neurótico, oprimido por elevadas demandaspessoais de perfeição, de acerto e correção, e, assim, todas as vezes que alguémreclama algo de sua pessoa, havendo ou não razão para tal, você se sente culpadopela tristeza e frustração que possuíram o coração do outro, e, assim, se culpa esofre.Ou ainda pode ser que você sofra de um narcisismo de justiça-própria, e, por talrazão psicológica, sinta-se culpado sempre que você não seja visto com belezapelo olhar de outros.Assim é o vício da culpa; posto que desse modo ele opera esteja ou seja a pessoaculpada ou não de qualquer coisa.A culpa, porém, existe também, e, sobretudo, de modo objetivo; e, na maioriadas vezes, os verdadeiros culpados desenvolvem mecanismos de dormência e au-to-engano a fim de adiarem, se possível até a véspera da morte, a reflexão sobreo que fizeram e fazem.Em geral os culpados conseguem ir levando a existência sem muitos sentimentosde culpa, pelo menos nenhum que os perturbe e os faça mudar.Entretanto, os viciados em culpa pessoal, sejam os neuróticos, os hipersensíveisou os narcisistas éticos, em geral sentem culpa até que do que culpa não têm. E,assim, vão adoecendo de dor culpada, e, depois de um tempo, mergulhando emdepressão, ou adoecendo na incapacidade de ter alegria, ou ainda vão desenvol-vendo mecanismos de excessivas explicações, ou, então, vão se cansando, e, porfim, desistindo do verdadeiro bem, posto que o “falso bem” somente nos empurrapara longe do verdadeiro bem.Muita gente, entretanto, julga que o sentirem-se culpados é uma virtude, semsaberem que é um grande mal, isso quando nenhuma culpa está presente.Num mundo caído e para o homem caído, o sentir-se culpado quando se peca éuma das maiores dádivas do Deus de Graça. Sim! Pois, culpados e sem culpa serí-amos diabos encarnados. A culpa, porém, é uma dádiva da redenção, e, sem ela,não há processo de salvação para aquele que peca, pois, na ausência dela, eterni-zasse o pecado como parte do nosso ser finalizado.Assim, pecar e esconder-se é ainda sinal de saúde nos doentes que somos nós!Do mesmo modo a culpa é sinal de saúde no ambiente da Queda quando ela segueo pecado sinceramente; e conduz o homem ao desejo de vestir-se, mesmo que
  • 186apenas depois ele descubra que somente Deus tem o poder de vestir os culpados,não pelo encobrimento da culpa, mas sim pela sua inteira remoção.Cabe ao homem perdoado buscar viver com a seriedade e consciência de quemconhece o pecado e a culpa, e os leva a sério, ao mesmo tempo em que dele serequer que ande sem culpa, ainda que sem levezas irresponsáveis e levianas.O perdão alivia o coração de todo peso de culpa, mas não se impõe sem as gra-vidades da consciência!Assim, perdão é leve e doce, ao mesmo tempo em que é grave e denso.Digo isto apenas para concluir afirmando que homem que anda sob o signo doperdão perscruta sempre a sua consciência em cada coisa, sentimento ou ato,porém, mesmo quando busca a conciliação com alguém a quem não ofendeu, ofaz pela paz, mas não pela culpa. Afinal, não é bom confessar culpa da qual nãonos acusa o coração exposto à Palavra e ao Espírito de Deus.Sim! Pois, o vício da culpa é a dor de um “pobre diabo” em nós, mas, mesmo sen-do “pobre”, é ainda um diabo em nós.Pense nisso!A FASE DA INCAPACIDADE DE AMARJesus disse que o esfriamento do amor faria a iniqüidade se multiplicar na Terra.Por outro lado, a multiplicação da iniqüidade esfria todo amor.Portanto, seja porque o amor esfriou ou porque a iniqüidade se multiplicou, oresultado é o mesmo: a Era do Gelo Final; os homens sem afeto; a vida sem amor;a existência como arte predatória e desalmada.Hoje a Psicopatia é o mal da Era!Já foi a Histeria, depois a Depressão, depois o Pânico, e, agora, estamos na Erada Psicopatia.E pior: não há medicação para fazer amar com amor divino, sublime e verdadei-ro!E mais angustiante ainda:...De acordo com Paulo em II Timóteo 3, tal Psicopatia atingiria inclusive os crentesdos últimos dias.Inafetividade, implacabilidade, arrogância, frieza, desconsideração, irreverência,culto ao próprio ego, e, sobretudo, hipocrisia; pois, têm forma de piedade, massão filhos da impiedade; falam de Deus, porém O negam por suas próprias obrasmás; sobretudo O negam por suas ações de manipulação do próximo e de seduçãodele.Sim! Estamos vivemos num tempo de cristianismo sem Cristo, de Evangelho semCruz, de crença sem Amor. Os “membros-sócios” e “líderes-caiados” das igrejassofrem de distúrbio mental religioso grave apresentando comportamentos anti-evangélicos, anti-humanos, anti-sociais, etc, sem demonstração de arrependimen-to; uma irrestrita incapacidade de amar e de se relacionar com outras pessoascom laços afetivos profundos. Um estado de egocentrismo extremo.
  • 187Psicopatia tem graus, níveis e estágios!...Entretanto, sua maior marca é a falta de culpa quando se erra..., de arrependi-mento a fim de consertar o erro..., e de afetividade, no caso de nada se sentirquando se ofende o próximo!...Veja se apesar de todos os cultos que você freqüenta sua alma já não é a deum psicopata.Sem a prática constante do amor e sem que se exercite nele, toda alma cairá napsicopatia como doença global.Já é fato; mas ficará tão pior que o Goleiro Bruno nem no banco desse time fica-rá!Pense nisso; mas, sobretudo, olhe para o seu próprio coração.Nele, com o amor que salva da Psicopatia desta Era,Pr. Ronald