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  1. 1. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.1UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE – FURGINSTITUTO DE MATEMÁTICA, ESTATÍSTICA E FÍSICA – IMEFGRUPO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES ARTE E MATEMÁTICA - GEIAMANAIS DO 1º SNIE – SEMINÁRIO NACIONAL INTERDISCIPLINARIDADE NA ESCOLA20, 21 E 22 DE NOVEMBRO DE 2012ORGANIZADORESTIAGO DZIEKANIAK FIGUEIREDOMARÍLIA NUNES DALL’ASTAJOSÉ ALEXANDRE FERREIRA DA COSTAJÉSSICA OLIVEIRA DIASISBN: 978-85-7566-238-0FURG/GEIAMRIO GRANDE – RS2012
  2. 2. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.2UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE – FURGINSTITUTO DE MATEMÁTICA, ESTATÍSTICA E FÍSICA – IMEFGRUPO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES ARTE E MATEMÁTICA - GEIAMANAIS DO 1º SNIE – SEMINÁRIO NACIONAL INTERDISCIPLINARIDADE NA ESCOLA20, 21 E 22 DE NOVEMBRO DE 2012
  3. 3. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.3S672a SNIE - Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola (1. :2012: Rio Grande/RS - Brasil)Anais [Dados eletrônicos]/ 1º SNIE - Seminário NacionalInterdisciplinaridade na Escola/Tiago Dziekaniak Figueiredo et al.,Rio Grande: FURG, 2012.Evento realizado na Universidade Federal do Rio Grande – FURG,no período de 20 a 22 de novembro de 2012.Modo de acesso: http://www.geiam.furg.br/anaisISBN: 978-85-7566-238-01. Educação 2. Escola 3. Interdisciplinaridade I. FURG.II. TítuloOs trabalhos publicados nos Anais do 1º SNIE – SeminárioNacional Interdisciplinaridade na Escola – no que se refere aconteúdo, correção linguística e estilo são de inteiraresponsabilidade dos respectivos autores.Ficha catalográficaCatalogação na fonte: MARIA Machado MoraesCRB 10/2142
  4. 4. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.4FICHA TÉCNICACOORDENAÇÃOMarília Nunes DallAsta – Universidade Federal do Rio Grande - FURGTiago Dziekaniak Figueiredo – Universidade Federal do Rio Grande - FURGEQUIPE DE ORGANIZAÇÃOCamila Rubira Silva – Universidade Federal do Rio Grande - FURGCarolina da Silva Rosa – Universidade Federal do Rio Grande - FURGFátima Rosana Alves da Silva – Universidade Federal do Rio Grande - FURGJéssica Oliveira Dias – Universidade Federal do Rio Grande - FURGJosé Alexandre Ferreira da Costa – Universidade Federal do Rio Grande - FURGJuliana Behling da Silva – Universidade Federal do Rio Grande - FURGJuliana de Oliveira Gonzalez – Universidade Federal do Rio Grande - FURGLuciane Rosa Monte – Universidade Federal do Rio Grande - FURGNicolli Bueno Gautério – Universidade Federal do Rio Grande - FURGSuélem Grellert da Fonseca – Universidade Federal do Rio Grande - FURGTélia Mara Lopes da Rosa – Universidade Federal do Rio Grande - FURGVanessa Silva da Luz – Universidade Federal do Rio Grande – FURGVanessa Medeiros – Universidade Federal do Rio Grande – FURGCOMITÊ CIENTÍFICOAline Machado Dorneles – Universidade Federal de Pelotas - UFPELAndréa Kochhann Machado de Moraes – Universidade do Estado de Goiás - UEGAntônio Maurício Medeiros Alves - Universidade Federal de Pelotas - UFPELCláudia Teixeira Paim – Universidade Federal do Rio Grande - FURGCláudio Tarouco de Azevedo - Universidade Federal do Rio Grande - FURGDaniel da Silva Silveira - Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPADenise de Sena Pinho - Universidade Federal do Rio Grande - FURGDenise Maria Varella Martinez - Universidade Federal do Rio Grande – FURGElisabeth Brandão Schmidt - Universidade Federal do Rio Grande – FURGFernando Augusto Treptow Brod - Universidade Federal do Rio Grande – FURGFlavia Maria Teixeira dos Santos – Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGSFrancisco Régis Vieira Alves - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCEIsis Saraiva Pinto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGSJackson Luís Martins Cacciamani - Universidade Federal do Rio Grande - FURGJoão Alberto da Silva - Universidade Federal do Rio Grande - FURGMafalda Nesi Francischett - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTEMaria Cecília Bueno Fischer – Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOSMaria de Fátima Baldez Rodrigues - Universidade Federal do Rio Grande - FURGMaria Simone Martins Hornes - Universidade Federal do Rio Grande – FURGMauren Porciuncula Moreira da Silva - Universidade Federal do Rio Grande - FURGMichele Veleda Lemos – Instituto Federal Rio-Grandense - IFRSMichelle Coelho Salort - Universidade Federal do Rio Grande - FURGRafaele Rodrigues de Araújo – Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPARaquel Pereira Quadrado - Universidade Federal do Rio Grande - FURGSheyla Costa Rodrigues - Universidade Federal do Rio Grande - FURGSuzane da Rocha Vieira Goncalves - Universidade Federal do Rio Grande - FURGTania Maria Esperon Porto - Universidade Federal de Pelotas - UFPELTanise Novello - Universidade Federal do Rio Grande – FURGTiago Dziekaniak Figueiredo – Universidade Federal do Rio Grande - FURGValmir Heckler - Universidade Federal do Rio Grande - FURGVanda Leci Bueno Gautério - Universidade Federal do Rio Grande - FURGEDITORAÇÃO ELETRÊONICAMaria Helena Machado de Moraes - Universidade Federal do Rio Grande - FURG
  5. 5. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.5APRESENTAÇÃOO 1º Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola - 1ºSNIE, com o tema "Os desafios que geram possibilidades" é umadas ações do Grupo de Estudos Interdisciplinares Arte eMatemática - GEIAM, vinculado ao Instituto de Matemática,Estatística e Física - IMEF da Universidade Federal do RioGrande - FURG. O evento tem por objetivo a constituição de umarede de formação que buscará, compreender, compartilhar ediscutir sobre as possibilidades do trabalho interdisciplinar nosmais diferenciados ambientes educativos. Por meio de palestras,apresentações de trabalhos, oficinas e exposições, pretendemosdar visibilidade as ações interdisciplinares desenvolvidas pelosprofissionais que acreditam nesta metodologia. O evento serárealizado dias 20, 21 e 22 de novembro de 2012 na cidade de RioGrande/RS, nas dependências do CIDEC-SUL da FURG.
  6. 6. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.6SumárioOFICINAS TEMÁTICAS ..............................................................................................................................................15EIXO TEMÁTICO 1UM DIÁLOGO ENTRE A ARTE E A MATEMÁTICA: O ORIGAMI NA EDUCAÇÃO........................................................16Letícia de Queiroz MaffeiJordana da Silva CorrêaMaria de Fátima Duarte Martinsduartemartinsneia@gmail.comUMA PROPOSTA DE OFICINA PARA O ENSINO DA GEOMETRIA ...................................................................................20Liliane Silva Antiqueiralilianeantiqueira@furg.brSuvania Acosta de Oliveirasuvaniaoliveira@furg.brProfª. MSc. Maritza Costa MoraesJOGO DE XADREZ: UMA ALTERNATIVA PARA O MELHORAMENTO DO DESEMPENHO ESCOLAR DOSALUNO24Genildo de Jesusgenery_matematico@hotmail.comJean Paixão Oliveirajan26oliveira@hotmail.comThaise Fernandes de Castrothaisefc51@hotmail.comEIXO TEMÁTICO 2TIC EM SALA DE AULA DESAFIA E POSSIBILITA A INTERDISCIPLINARIDADE: AO PROBLEMATIZARMODELOS E A MODELAGEM COM ATIVIDADES INVESTIGATIVAS .............................................................................28Valmir Hecklervalmirheckler@furg.brWillian Rubira da Silvawillianrubira@hotmail.comCharles dos Santos Guidotticharles.guidotti@gmail.comEIXO TEMÁTICO 4LEITURA LITERÁRIA NA ESCOLA...........................................................................................................................................31Cristina Maria RosaA IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS CONCRETOS NAS AULAS DE MATEMÁTICA........................35Janaina Borges da Silveirajanaina.borgesdasilveira@gmail.comGreice Lopes Duartegreiceduartelopes@gmail.comSabrina Silveira Schroederschroedersabrina@hotmail.comJoão Alberto da Silvajoaosilva@furg.br
  7. 7. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.7ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA: LEITURA E ESCRITA DOS NÚMEROS ...................................................................39Manoel Lima Cruz Teixeiralagoadoboi@gmail.comOFICINA DE TRANSCRIAÇÃO MATEMATICRIANDO .........................................................................................................43Núbia Lúcia Cardoso Guimarãesnubia.guimaraes@canoas.ifrs.edu.brOS NOVOS PARADIGMAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL ....................................................................................................47Swami Feijó Fonsecabioufpel@gmail.comRESUMOS ...............................................................................................................................................50EIXO TEMÁTICO 1DIFICULDADES NA IMPLANTAÇÃO DA PRÁTICA INTERDISCIPLINAR NO PROJETO HORTA: UMA PRÁTICACOTIDIANA COMO DISPOSITIVO PARA A APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA POR ALUNOS DOSEXTO ANO.....................................................................................................................................................................................51Ana Paula de Oliveira Ramosanapauladeoliveiraramos@yahoo.com.brA PESQUISA ETNOECOLÓGICA COMO SUBSÍDIO PARA ATIVIDADES INTERDISCIPLINARES.............................57Camila Alvez Islascamilaai@hotmail.comGreici Maia Behlingbiogre@gmail.comUM PROJETO COMO CATALISADOR DA INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO DE CIÊNCIAS .........................68Christian Dias Azambujachristian.dias.92@gmail.comBianca Silveirasilveirabianca41@gmail.comGeovânia dos Santosgeovania_dos_santos@hotmail.comLidiane Garcia Pereiralidianegarciapereira@gmail.comEXPERIÊNCIAS INTERDISCIPLINARES: PIBID III-GeoArtes – ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO AREAL/PELOTAS-RS ...................................................................................................................................................................................75Cláudia Werner Flachcwflach@gmail.comSimone Portelinha Rivarolisimonerivaroli@gmail.comRonaldo Campelloronaldo.campello@hotmail.comCláudia Tavaresclaudiawoziak@hotmail.comDomitila Radtkedomitilatr@gmail.comLiz Cristiane Diasliz.dias@yahoo.com.brRosa Elane Antoria Lucasrclucas.sul@terra.com.brA BIDIMENSIONALIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR: DIFICULDADES E RELEVÂNCIAS .......................................82Daiane dos Santos Beiersdorfdaiadorf@hotmail.comJanaina Borges da Silveira
  8. 8. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.8Janaina.borgesdasilveira@gmail.comFrancisca Maria Gomes Pintobelinhafran@yahoo.com.brJoão Alberto da Silvajoaosilva@furg.brOS BENEFÍCIOS OBTIDOS NA EDUCAÇÃO ATRAVÉS DA IMPLANTAÇÃO DE HORTAS ESCOLARES ..................87Eliane Lazzarilili.lazzari@yahoo.com.brCélia Artemisa Gomes Rodrigues Mirandaceliaro-drigues@hotmail.comPROPOSTA INTERDISCIPLINAR NO PIBID III – GEO/ARTES: UMA APROXIMAÇÃO.................................................95Fernanda Furtadofd-furtado@hotmail.comGuilherme Fontanamemifontana@gmail.comMauricio SilvaMauricio.ferreiradasilva@hotmail.comSuelen Novacksu-novack@hotmail.comLiz Cristiane Diasliz.dias@yahoo.com.brRosa Elena Antória Lucasrclucas.sul@terra.com.brINTERDISCIPLINARIDADE – UM CAMINHO LIVRE POR UMA TRILHA DE SURPRESAS CHEIA DE CONTEÚDOS105Gicelda Mara Ferreira da Silvagicelda_mara@yahoo.com.brPROJETO ÁFRICA: LUTAS E CULTURAS PARA ALÉM DA ESCRAVIDÃO...................................................................112Laisa dos Santos Nogueiralaisa.nog@gmail.comTania Regina Pires Torrestania50torres@gmail.comAna Lúcia Melloana_lucsil@hotmail.comJucele Devosjuceledevos@bol.com.brINTERDISCIPLINARIDADE E SUSTENTABILIDADE NA EDUCAÇÃO: CAMINHOS DE UMA EXPERIÊNCIA EMANDAMENTO................................................................................................................................................................................121Luciana Chultesluchultes@bol.com.brGlauce Stumpfglaucestumpf@hotmail.comDaiana Trarbachdaiatrarbach@gmail.comENSINAR COM SENTIDO O MAPA ..........................................................................................................................................132Mafalda Nesi Francischettmafalda@wln.com.brA ESCOLA RURAL MULTISSERIADA COMO POSSIBILIDADE DE DESENVOLVIMENTO DE PRÁTICASPEDAGÓGICAS INTERDICIPLINARES...................................................................................................................................140Mônia Gonçalves Coelhomonia@vetorial.netPROJETO EDUCATIVO NO ENSINO FUNDAMENTAL I: O USO DE TEMAS DAS GEOCIÊNCIAS COMOFERRAMENTA ARTICULADORA DA INTERDISCIPLINARIDADE..................................................................................151Wagner Marcelo Pommerwmpommer@usp.brClarice Peres Carvalho Retroz Pommerclaricepommer@usp.br
  9. 9. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.9O DESAFIO DA INTERDISCIPLINARIDADE: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID III GEO/ARTES .................................161William Pollnowwpollnow@hotmail.comCarolina RehlingGgonçalocarolrg90@hotmail.comLiz Cristiane Diasliz.dias@yahoo.com.brRosa Elena Antória Lucasrclucas.sul@terra.com.brEIXO TEMÁTICO 2ECOSSISTEMAS DA REGIÃO SUL: EXPERIÊNCIAS DE UMA TRAJETÓRIA INTERDISCIPLINAR NACONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS SOBRE O MUNICÍPIO DO RIO GRANDE........................................................168André Nunes Ferreiraandreplanta@ibest.com.brBruna Nornbergbrunanornberg@yahoo.com.brIngrid Brayer Julianoibrayer@yahoo.com.brMaria Andrea Cavalheiro Romeirodrearom@hotmail.comPIBID III GEOARTES, DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO INTERDISCIPLINAR........................................173Adriana Dal Molinadrianadalmolin@hotmail.comLusiane Farias Nunesluziane_nunes@hotmail.comRosa Elane Antória Lucasrclucas.sul@terra.com.brCAMADA DE OZÔNIO: A INTERDISCIPLINARIDADE DAS CIÊNCIAS NATURAIS.....................................................179Everton Bedine.bedin@hotmail.comBruna Carminattibruninha_carminatti@hotmail.comJanine DalagnollNatalia Zancannatalia.zancan@hotmail.comENSINO POLITÉCNICO: A INTERDISCIPLINARIDADE NO BOJO NA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO.....189Everton Bedine.bedin@hotmail.comDaliny Francescattodaliny525@hotmail.comRafaela MezzomoRafa27_97@hotmail.comSOCIEDADE, ENERGIA E CIÊNCIA: UMAPROPOSTA INTERDISCIPLINAR PARA O ENSINO MÉDIO..................199Ione dos Santos Canabarro Araujoionearaujo88@yahoo.com.brTalissa Cristini Tavares Rodriguestalissa.rodrigues@acad.pucrs.brRodrigo Cardoso Cimacardosocima@hotmail.comRegina Maria Rabello Borgesrborges@pucrs.com.brINTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO DO ENSINO MÉDIO POLITÉCNICO......................................................207Rossana Daniela Cordeiro Leiriarossanaleiria@yahoo.com.brVilmar Alves Pereira
  10. 10. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.10vilmar1972@gmail.comUMA ANÁLISE SOBRE A INTERDISCIPLINARIDADE NOS CURSOS DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICADE NÍVEL MÉDIO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS................................................................................................................216Viviane Reis LEPORACEviviane.leporace@si.ifbaiano.edu.brArlene Luttigards Oliveira Vaz SAMPAIO 1arlene.sampaio@si.ifbaiano.edu.brEIXO TEMÁTICO 3ENCONTRO COM A INTERDISCIPLINARIDADE A PARTIR DA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL EDO COLETIVO..............................................................................................................................................................................224Neusiane Chaves de Souzaneusianebio@hotmail.comDaniele Simões Borgesdaniele.uab@gmail.comEIXO TEMÁTICO 4IMAGENS COMO POTENCILIZADORAS DO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE LETRAS ..234Alessandra Amaralale82amaral@yahoo.com.brJoice Rejane Pardo Maurellmaurell5@yahoo.com.brFORMAÇÃO CONTINUADA: UM GRANDE PASSO NA CONSOLIDAÇÃO DA INTERDISCIPLINARIDADE ...........241Bruna Carminattibruninha_carminatti@hotmail.comEverton Bedine.bedin@hotmail.comTRAMAS E USOS DO PASSEIO URBANO: POR UMA ESTÉTICA PROFESSORAL ...................246Carla Gonçalves Rodriguescgrm@ufpel.tche.brSamuel Molina Schnorrschnorr_m@yahoo.com.brJosimara Silva Wikboldtjosiwikboldt@hotmail.comGRUPO FOCAL E O TRABALHO DOCENTE: UM OLHAR REFLEXIVO ENVOLVENDO A ARTICULAÇÃOCOGNIÇÃO&EMOÇÃO ..............................................................................................................................................................252Clarice Peres Carvalho Retroz Pommerclaricepommer@usp.brWagner Marcelo Pommerwmpommer@usp.brCENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA/PONTES ELACERDA – MT: REFLEXÕES ACERCA DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICAEM 2011...........................................................................................................................................................................................263Giseli Martins de Souzagiseli_martins@hotmail.comATELIÊS DE ESCRILEITURA: A PRODUÇÃO DA DIFERENÇA NO EXERCÍCO DO ESCREVER..............................273Josimara Silva Wikboldtjosiwikboldt@hotmail.comCarla Gonçalves Rodriguescgrm@ufpel.tche.brSamuel Molina SchnorrSchnorr_m@yahoo.com.brLEITURA LITERÁRIA NA ESCOLA: ABRINDO CAMINHOS E POSSIBILIDADES........................................................280
  11. 11. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.11Larissa Quintana de Oliveirampo182@yahoo.com.brMarília de Almeida Canielamalmeidacaniela@hotmail.comCarla Rosana Silveiracarlarosana_silveira@hotmail.comATELIÊ DE MATEMÁTICA: ARTE E CURRÍCULO..............................................................................................................286Manoel L. C. Teixeiramano7@ibest.com.brESTÁGIO OBRIGATÓRIO E FORMAÇÃO DOCENTE: O USO DO LIVRO DIDÁTICO X A CONSTRUÇÃO DEPRÁTICAS DIFERENCIADAS EM SALA DE AULA...............................................................................................................296Míriam Caldeira Goulartmiriam.geografia@ymail.comLiz Cristiane Diasliz.dias@yahoo.com.brUM CORPO, UM SEXO E A NECESSIDADE DO PRAZER: UM ESTUDO ACERCA DOS FATORES QUE ENVOLVEMA SEXUALIDADE DOS SUJEITOS COM DEFICIÊNCIA.......................................................................................................305Rodrigo Lemos Soaresguidodanca@hotmail.comREPENSANDO AS PRÁTICAS ESCOLARES NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM ENFOQUE NAS RELAÇÕESDE GÊNERO E SEXUALIDADE .................................................................................................................................................316Rodrigo Lemos Soaresguidodanca@hotmail.comSérgio AboudSEXUALIDADE NA ESCOLA: PROPOSIÇÕES PARA TRATAR O ASSUNTO ..................................................................326Susana Schneid SchererPÔSTER ......................................................................................................................................................................................331EIXO TEMÁTICO 1PROPOSTA DE INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO DE MATEMÁTICA: TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO XALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL.....................................................................................................................................................332Alcione Cappelinalcionecappelin@hotmail.comEmanuella Galvanemanuella_galvan@hotmail.comTeodora Pinheiro Figueroateodorapinheiro@utfpr.edu.brEliane De Bortoli Fáveroelianedb@utfpr.edu.br(RE)EDUCAÇÃO POSTURAL ESCOLAR: A INTERDISCIPLINARIEDADE OTIMIZANDO A ESCOLA PARA NOVOSDESAFIOS .....................................................................................................................................................................................334Danilo Medeiros Da Silvadanilo.rs@pop.com.brGuilherme Abreu Moreiraguiabreum@hotmail.comVanda Leci Bueno GautérioPrefeitura Municipal do Rio Grandevandaead@gmail.comPROJETO ACREDITAR É INVESTIR: APROXIMANDO O ENSINO BÁSICO A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ECOMUNICAÇÃO...........................................................................................................................................................................337Denise Bastos das Nevesdenisentx@hotmail.com
  12. 12. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.12TRABALHO DE CAMPO, COMO PRATICA METODOLÓGICA NO ENSINO DA GEOGRAFIA ..................................338Éverson Gabriel Mesquita da Marthaeversondamartha@gmail.comO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E O AMBIENTE ESCOLAR: UMA BREVE REFLEXÃO ..........340Fernando Fonseca de Freitas Netofernandoffn@yahoo.com.brAPRENDA FÍSICA CORRENDO.................................................................................................................................................342Franciele Franco Diasffd_dias@hotmail.comCacilda Dias de Freitaskacilda.df@gmail.comVanice Pasinato da Trindadevanice.t@hotmail.comA BIDIMENSIONALIDADE E A TRIDIMENSIONALIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR: DIFICULDADES ERELEVÂNCIAS .............................................................................................................................................................................344Francisca Maria Gomes Pintobelinhafran@yahoo.com.brDaiane dos Santos Beiersdorfdaiadorf@hotmail.comJanaina Borges da SilveiraJanaina.borgesdasilveira@gmail.comJoão Alberto da Silvajoãosilva@furg.brPIBID/LICENCIATURA EM MATEMÁTICA – COLABORAÇÕES NO ENSINO E APRENDIZAGEM DAMATEMÁTICA NO ENSINO FUNADAMENTAL II................................................................................................................346Genildo de Jesus Nerygenery_matematico@hotmail.comJean Paixão Oliveirajan26oliveira@hotmail.comThaise Fernandes de Castrothaisefc51@hotmail.comA CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS ESTATÍSTICOS NOS ANOS INICIAIS POR MEIO DA TECNOLOGIA...348Helena da Silva Ramoshelenanec@hotmail.comSabrina Silveira Schroederschroedersabrina@hotmail.comLara Montichel de Castrolara.montichel@furg.brJoão Alberto da Silvajoaosilva@furg.brAS PRÁTICAS DE LEITURA NO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL COMO CONTRIBUIÇÃO APRÁTICA INTERDISCIPLINAR.................................................................................................................................................350Juliane de Oliveira Alvesjututora@hotmail.comEU, MINHA INFANCIA E MEU UNIVERSO ............................................................................................................................352Katia Beatriz Martins Pereirakabemape@gmail.comNO CAMINHO DA CRÍTICA HISTÓRICA, UM ATALHO INTERDISCIPLINAR: A GUERRA-CIVIL ESPANHOLA EO CASO DA REINTEGRAÇÃO DE POSSE NA COMUNIDADE PINHEIRINHO ...............................................................353Laisa dos Santos Nogueiralaisa.nog@gmail.com“DOM QUIXOTE DE LA MANCHA” NA FEIRA DE CIÊNCIAS ..........................................................................................355Luciane Botelho MartinsEscola de Ensino Fundamental Cristo Rei
  13. 13. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.13lucianebmk@hotmail.comDESATANDO NÓS: A CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO INTERDISCIPLINAR, UM QUIPO E AETNOMATEMÁTICA...................................................................................................................................................................357Maria Andrea Cavalheiro Romeirodrearom@hotmail.comGicele Martins de Oliveiragicelemoliveira@hotmail.comFÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM PROJETO INTERDISCIPLINAR PARA A PRÁTICA DE CIÊNCIAS.....359Tatiane Fernandes da Porciúncula Azzolintatianefernandes@furg.brLetícia Moreira Hoodleticiahood@furg.brLuiz Fernando Mackedanzluismackedanz@furg.brPROPOSTA DA INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO DE MATEMÁTICA: TRATAMENTO DA INFORMAÇÃOX RECICLAGEM E SUSTENTABILIDADE..............................................................................................................................361Vanice Inês Folgiarini Perinvanice1903@hotmail.comEliane de Paula Huttelihutt@hotmail.comTeodora Pinheiro Figueroateodorapinheiro@utfpr.edu.brEliane De Bortoli Fáveroelianedb@utfpr.edu.brMaico Fernando Wilges Carneiromaicofe@gmail.comEIXO TEMÁTICO 2OLHAR MATEMÁTICO ATRAVÉS DA ARTE .......................................................................................................................363Elizabeth Coré de Carvalhobethbal@gmail.comCRIANDO ESTRATÉGIAS NO ENSINO DE BIOLOGIA: O CONHECIMENTO COMO MOTIVAÇÃO PARAAPRENDER365Raquel Nunes Vidart de Oliveiraquelvidart@hotmail.comINTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO DO PAIETS...................................................................................................367Rossana Daniela Cordeiro Leiriarossanaleiria@yahoo.com.brVilmar Alves Pereiravilmar1972@gmail.comEIXO TEMÁTICO 4DIFUNDINDO CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA REGIÃO DA CAMPANHA – PROJETO FEIRA DE CIÊNCIAS..........369Camila Trindade Lopescamila.trindade.lopes@hotmail.comAna Paula de Oliveira Ramosanapaularamos_ev@hotmail.comDiego Ferreira Passo
  14. 14. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.14legurbano@hotmail.comATELIÊ DE MATEMÁTICA:TRANSDISCIPLINARIDADE E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA..............................................................................................371Manoel L. C. Teixeiramano7@ibest.com.brIMPACTOS DA LEITURA LITERÁRIA NA ESCOLA ............................................................................................................373Marília de Almeida caniela,malmeidacaniela@hotmail.comCristina Maria RosaCris@ufpel.tche.brMATERIAL DIDÁTICO.....................................................................................................................................................375EIXO TEMÁTICO 1O JOGO COMO FERRAMENTA PARA A APRENDIZAGEM MATEMÁTICA..................................................................376Bianca Silveirasilveirabianca41@gmail.comChristian Dias Azambujachristian.dias.92@gmail.comGeovânia dos Santosgeovania_dos_santos@hotmail.comLidiane Garcia Pereiralidianegarciapereira@gmail.comO LIXO E SUAS CONSEQUÊNCIAS..........................................................................................................................................380Luciane Botelho Martinslucianebmk@hotmail.comEIXO TEMÁTICO 2APOSTILA NOVOS TALENTOS DA FÍSICA 2012: TIC CONTRIBUINDO NA COMPREENSÃO DE FENÔMENOSFÍSICOS..........................................................................................................................................................................................383Willian Rubira da Silvawillianrubira@hotmail.comValmir Hecklervalmirheckler@furg.brCharles dos Santos Guidotticharles.guidotti@gmail.comRafaele Rodrigues de Araújorafaelearaujo@unipampa.edu.brEIXO TEMÁTICO 4MATEMÁTICA E O CAMINHO DAS ARTES: ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA.........................................................387Manoel L. C. Teixeiralagoadoboi@gmail.com
  15. 15. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.15Oficinas Temáticas
  16. 16. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.16EIXO TEMÁTICO 1UM DIÁLOGO ENTRE A ARTE E A MATEMÁTICA: O ORIGAMI NAEDUCAÇÃOLetícia de Queiroz MaffeiUniversidade Federal de Pelotasletimaffei@gmail.comJordana da Silva CorrêaJordana.designer@gmail.comMaria de Fátima Duarte MartinsUniversidade Federal de Pelotasduartemartinsneia@gmail.comEIXO TEMÁTICOPráticas interdisciplinares no ensino fundamental.PALAVRAS-CHAVEOrigami, Matemática, Arte1 INTRODUÇÃOEste trabalho tem como objetivo explorar a contribuição da Arte para aEducação, mais especificamente na figura do origami aplicada à disciplina deMatemática. O origami é uma arte tradicional da cultura japonesa que consiste em fazerdobraduras a partir do papel, geralmente em formato quadrado. Podem ser produzidosanimais, objetos, figuras da natureza e elementos geométricos e abstratos a partir destasdobras. De acordo com Célia Maria Pires (apud REGO, 2004), o origami potencializa aexploração de conceitos geométricos e traz a crianças, jovens e adultos a possibilidadede desenvolver um senso estético.O papel da escola é formar indivíduos capazes de criar, discutir, compreender,refletir, criticar, aprender, ensinar. Para que tais atitudes sejam desenvolvidas énecessário pensar o processo como um todo, não fragmentando o olhar em matérias ouespecificidades. No contato com olhares e saberes de outros profissionais é possível
  17. 17. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.17ampliar o ponto de vista que se tem sobre a prática e assim agregar novos valores a ela.É desta forma que esta parceria vem acrescentando novos elementos ao trabalhorealizado com os alunos.As ideias de Herbert Read a respeito da educação e da arte retomam o já escritoacima, pois ele acreditava numa formação integral do ser humano. A educação deveriater como objetivo a formação de artistas, não necessariamente pintores, músicos ouatores, mas pessoas que tivessem ideias próprias, com habilidades e imaginação, emqualquer área de trabalho – um médico, um arquiteto ou um educador também podemser artistas (os artistas visuais não têm o domínio de exclusividade do que é artístico),porque eles também podem desenvolver suas ideias, habilidades e reflexões.2 DESENVOLVIMENTOEste estudo a partir de origamis é consequência da necessidade deaprimoramento das atividades realizadas no Projeto Clube de Matemática1,desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Cecília Meireles (Pelotas).Neste projeto, que ocorre em encontros semanais, são realizadas atividades lúdicas eartísticas que se relacionam com a Matemática (Fig. 1)Figura 1 – Alunos no Clube de MatemáticaFica evidente ao longo do trabalho que a utilização do origami para o ensino daMatemática possibilita o desenvolvimento de inúmeras habilidades. Dentre ashabilidades desenvolvidas estão: a construção de conceitos; a discriminação de forma,posição e tamanho; a leitura e interpretação de diagramas; a construção de figurasplanas e espaciais; o uso dos termos geométricos em um contexto; o desenvolvimento1http://clubedematematica.blogspot.com.br/
  18. 18. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.18da percepção e discriminação de relações planas e espaciais; a exploração de padrõesgeométricos; o desenvolvimento do raciocínio do tipo passo-a-passo; odesenvolvimento do senso de localização espacial.Além disso, o projeto tem sido levado adiante, pois verificou-se um bomrendimento dos participantes não só na matemática, mas também em outras disciplinas,já que contribuiu com seu espírito crítico e sua criatividade. Notou-se também um maiorinteresse desses alunos pelas atividades da escola.A pesquisa e trabalho realizados no momento são voltados à exploração denovos modelos e estilos de origamis, bem como das relações que podem ser explicitadascom relação a conceitos matemáticos. Percebemos que muitas vezes o origami é uminstrumento de aproximação entre o aluno e tais conceitos, porém, recentemente,começamos a refletir sobre a relação inversa. Propiciar que não só através dos origamispossam ser trabalhados conceitos matemáticos, mas que o inverso também ocorra.Muitos professores de matemática não se sentem confiantes para tentar conhecer atécnica de elaboração dos origamis e os conceitos matemáticos podem funcionar comoelementos mediadores.3 CONSIDERAÇÕES FINAISO trabalho desenvolvido com a disciplina de matemática está embebido de Arte,já que um dos elementos utilizados é o origami, além de algumas construções em papel.No Clube, a utilização de papel, de jogos e alguns desafios é feita com o intuito dedesenvolver além do raciocínio lógico, atitudes criativas e de confiança nos alunos.O que pode ser extraído como resultado do projeto é uma relação entre saberes efazeres que agregam novas perspectivas para os olhares da Arte e da Matemática. Anecessidade da presença da Arte na educação qualifica ainda mais os propósitos doprojeto com a Matemática. Buscando-se de fato uma formação integral do ser humano.4 REFERÊNCIASMIRANDA, Orlando (org.) Educação através da arte. – 1ªed. – Rio de Janeiro:Teatral, 2011.READ, Herbert. A educação pela Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1958.
  19. 19. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.19REGO, Rogéria Gaudêncio do. A geometria do origami: atividades de ensino atravésde dobraduras/Rogéria Gaudêncio do Rego, Rômulo Marinho do Rego, SeverinoGaudêncio Júnior. – João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2004.DIAS, Rosa. Cultura e Educação no pensamento de Nietzsche. Disponível em<http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/imp28art03.pdf> Acesso em 10 out. de2011.CORREA, Jordana; MAFFEI, L. Q. Arte e Matemática: entre saberes e fazeres. In: 11ºENCONTRO SOBRE O PODER ESCOLAR, Pelotas, 16-19 jul 2012. Anais...: Porentre saberes e poderes a escola exercita sua autonomia.Pelotas: Editora e GráficaUniversitária, 2012. p.217-218.
  20. 20. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.20UMA PROPOSTA DE OFICINA PARA O ENSINO DAGEOMETRIALiliane Silva AntiqueiraUniversidade Federal do Rio Grandelilianeantiqueira@furg.brSuvania Acosta de OliveiraUniversidade Federal do Rio Grande-FURGsuvaniaoliveira@furg.brProfª. MSc. Maritza Costa MoraesUniversidade Federal do Rio Grande-FURGprof.maritza@yahoo.com.brEIXO TEMÁTICOPráticas Interdisciplinares no Ensino FundamentalPALVARAS-CHAVEGeometria, Matemática, Sólidos de Platão.1 INTRODUÇÃOA proposta deste artigo é fruto de uma atividade desenvolvida no ProgramaInstitucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID. A mesma foi realizada emturmas de 8ª série de uma escola municipal e o contexto da oficina foi trabalhar com osPoliedros de Platão, por ser um assunto abordado na geometria plana e espacial. Emrazão disso, o primeiro passo foi explorar o conhecimento prévio dos alunos sobre oassunto a ser abordado, para posteriormente, ser feita a construção dos sólidosgeométricos.Nessa perspectiva, busca-se a utilização do material concreto possibilitando apercepção e problematização dos conceitos a serem trabalhados, permitindo estabelecervínculos com o contexto do cotidiano dos alunos. Segundo Rego e Rego (2006, p. 43), omaterial concreto tem fundamental importância, pois, a partir de sua utilizaçãoadequada os alunos ampliam sua concepção sobre o que é, como e para que aprendermatemática, vencendo os mitos e preconceitos negativos, favorecendo a aprendizagempela formação de ideias e modelos. Isso nos faz refletir que a utilização do materialconcreto, de forma adequada no ensino e aprendizagem, possibilita o desenvolvimentode habilidades que o aluno já possui e que muitas vezes não são exploradas peloprofessor.
  21. 21. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.21Por este motivo, o aluno pode utilizar o material concreto para manusear evisualizar o que não pode ser visto através de um desenho no quadro. Contudo sãopoucos os professores que utilizam-se do concreto para trabalharem geometria. Deacordo com Pavanello (1993, p.3-17), o gradual de abandono do Ensino da Geometria,verificado nestas últimas décadas, no Brasil, é um fato que tem preocupado bastante oseducadores matemáticos brasileiros.Neste contexto, é necessário proporcionar situações em que se possa trabalharconceitos geométricos e possibilitar aos estudantes construir seus próprios sólidosbaseados nos sólidos geométricos de Platão. Fiorentini e Miorim (1990) destacam que oconhecimento sobre os materiais como um recurso de ensino, podem promover umaprender significativo no qual o aluno pode ser estimulado a raciocinar, incorporarsoluções alternativas, acerca dos conceitos envolvidos nas situações e,consequentemente, o aprender.Em suma, esta oficina pretende resgatar a importância da geometria espacialbem como sua aplicação na construção de sólidos e se utilizará do manuseio do materialconcreto associando aos sólidos geométricos.Além disso, a metodologia utilizada será uma abordagem teórica sobre ossólidos geométricos numa perspectiva conceitual e histórica, e posteriormenteatividades práticas de experienciação que se considera a manipulação do material comoestímulo a aprendizagem. Ao término de cada atividade procura-se realizar uma análisereflexiva-crítica discutindo as possibilidades, limites e forma de articulação com osconceitos matemáticos visualizados nos sólidos construídos.2 DESENVOLVIMENTOPretende-se desenvolver a atividade durante duas etapas A primeira é compostapor dois vídeos, os quais abordam os sólidos geométricos e um pouco da história dePlatão. Nestes vídeos apresenta-se como este matemático concebia o mundo no qualpara ele foi constituído por quatro elementos básicos: a Terra, o Fogo, o Ar e a Água.Platão também estabelecia uma associação mística entre estes elementos e os sólidos.Mostra-se também a composição dos sólidos, relacionando as figuras planas comos triângulos, quadrados e hexágonos. Se forem quadradas tem-se o cubo, ao qualPlatão fazia corresponder a Terra. No caso de serem triângulos, formando um tetraedro,
  22. 22. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.22associa-se ao Fogo, cuja natureza penetrante está simbolizada na agudeza dos seusvértices. O octaedro foi associado ao Ar e o icosaedro à Água. O quinto sólido, ododecaedro, foi considerado por Platão como o símbolo do Universo.Ainda na primeira etapa da oficina, após assistirem os vídeos, será feita a divisãodos participantes em cinco grupos, onde um componente de cada grupo sorteará um doscinco poliedros. Em seguida, faz-se a distribuição de uma amostra planificada de cadasólido para os grupos realizarem a montagem. As Figuras 2.a e 2.b mostramrespectivamente, a planificação dos poliedros de Platão e os cinco poliedros de Platãorelacionados a Terra, o Fogo, ao Ar, a Água e ao Universo.Figura 2.a- Planificação dos poliedros Figura 2.b- os cinco Poliedros de PlatãoCada grupo deverá montar seu poliedro através de material concreto comopalitos de madeira os quais representam as arestas, bolinhas de isopor representando osvértices e cola de isopor. Os palitos serão pintados usando tinta de tecido de várias corespara diferenciar cada sólido. Na segunda etapa da oficina, os participantes serãoquestionados sobre os conceitos de aresta, vértice e face, sobre a associação dos sólidoscom os elementos da natureza e posteriormente, instigados a escreverem sobre a oficina,fazendo suas reflexões sobre suas aprendizagens ao construírem os sólidos geométricos.3 CONSIDERAÇÕES FINAISPretende-se que esta oficina alcance os objetivos esperados e que osparticipantes possam ter outro olhar em relação ao ensino de geometria. O materialdescrito surge como possibilidade de melhorar a qualidade das aulas de geometria.Além disso, a aprendizagem deve ser concebida como o resultado de permanentesarticulações, procurando trabalhar simultaneamente aspectos experimentais, intuitivos eteóricos. A construção de noções, a partir de situações significativas que utilizem omaterial concreto possibilita não só o estabelecimento de relações entre os sólidos
  23. 23. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.23estudados, mas também o entendimento significativo de conceitos trabalhados duranteas atividades.E ainda, que as possíveis dificuldades encontradas quanto aos conceitos degeometria e o uso do material concreto como potencializador da aprendizagem sejamamenizadas, emergindo como possibilidade de melhorar a qualidade das aulas degeometria.4 REFERÊNCIASFIORENTINI, Dario; MIORIM, Maria Ângela. Uma reflexão sobre o uso dosmateriais concretos e jogos no ensino da matemática. In: Boletim SBEM-SP, 4(7): 5-10, 1990.PAVANELLO, Regina Maria. O abandono do ensino da geometria no Brasil: causase conseqüências. In: Revista Zetetidé. Ano I – n.1- 1993 (p. 3-17).RÊGO, Rômulo Marinho do; RÊGO, Rogéria Gaudêncio do. Desenvolvimento e uso demateriais didáticos no ensino de matemática. In: LORENZATO, Sergio Apparecido(Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na Formação de Professores.Campinas: Autores Associados, 2006.
  24. 24. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.24JOGO DE XADREZ: UMA ALTERNATIVA PARA OMELHORAMENTO DO DESEMPENHO ESCOLAR DOS ALUNOSGenildo de Jesus Nery, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia,genery_matematico@hotmail.comJean Paixão Oliveira, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia,jan26oliveira@hotmail.comThaise Fernandes de Castro, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia,thaisefc51@hotmail.comEIXO TEMÁTICOPráticas Interdisciplinares no Ensino FundamentalPALVARAS-CHAVEJogo do Xadrez, Educação, Interdisciplinaridade.1 INTRODUÇÃOCom mais de mil e quinhentos anos de existência, o Xadrez ainda continua sendoobjeto de pesquisa em diversas áreas da ciência. Há muitas hipóteses a respeito dosurgimento do Xadrez, a mais aceita em livros e site especializados é que o mesmo teveorigem na Índia. De acordo com o Centro de Excelência de Xadrez (CEX) (2012), o jogoorigina-se do jogo Chaturanga, sendo praticado por duas ou quatro pessoas, em meado dosséculos VI e VII da era cristã. Nesse jogocada jogador possuía oito peças: um Ministro (hoje Dama), um Cavalo,um Elefante (hoje Bispo), um Navio (mais tarde uma Carruagem e hoje aTorre) e quatro Soldados (atualmente os Peões). O tabuleiro eramonocromático (de uma só cor) e as peças dos quatro jogadoresdiferenciavam-se pelas cores vermelha, verde, negra e amarela. A peça aser movimentada era definida por um lance de dados (CEX, 2012).Ao decorrer dos anos o jogo passou a ser difundido em alguns países Europeu eAsiático. Segundo CEX (2012), foi na renascença italiana, por volta de 1485, que surgiuo Xadrez da ―rainha enlouquecida‖. Nessa época ainda não existia a peça Rainha,substituindo-a havia a peça Ferz, que era uma espécie de Ministro, sua mobilidade era
  25. 25. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.25de uma casa por vez pelas diagonais, hoje conhecida como Dama ou Rainha, ganhandoo poder de mover-se para todas as direções.Atualmente o Xadrez é praticado por dois jogadores, sendo que cada um possuidezesseis peças, contendo oito peões, dois cavalos, dois bispos, dois torres, um rei euma dama. O tabuleiro, também conhecido como campo de batalha, contém oito linhase oito colunas, formando assim 64 quadriculados, sendo trinta e duas na cor clara etrinta e duas na escura.Segundo Silva (2004), a primeira pesquisa sobre o jogo do Xadrez se deu naPsicologia no final do século XIX, por Binet, com o objetivo de conhecer como seprocessa o pensamento do enxadrista. Desde então diversos pesquisadores estudaram oXadrez e encontraram benefícios em vários ramos do conhecimento, como apontaAngélico e Porfírio (2010), que o Xadrez facilita a aprendizagem dos conteúdos dasdisciplinas de História, Geografia, Matemática e Geometria. Resende apud ARAÚJO(2006) reforça que esse jogo é um ótimo recurso para desenvolver habilidades mentais eentender valores. Numa pesquisa sobre o jogo do Xadrez numa abordageminterdisciplinar envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História,Geografia, Artes e Educação Física, desenvolvida em uma escola Estadual do Paraná,Neto (2003) concluiu que esse jogo contribui de maneira significativa na aprendizageme na redução da agressividade dos alunos.Assim, o nosso objetivo com essa oficina é proporcionar a professores, estudantesde Licenciaturas, entre outros profissionais da educação, a oportunidade de conhecer ahistória e as regras do Xadrez e, também, resultados de pesquisas no que diz respeito àutilização desse jogo na educação. Reforçando a nossa proposta, Angélico e Porfírio(2010), afirmam que:De qualquer modo, e independente de suas origens, o jogo de xadreztem múltiplos usos na educação escolar, entre as suas possibilidades,pode-se acrescentar a sua apresentação aos alunos como tematransversal, enriquecendo suas aprendizagens e permeando a práticaeducativa em diversas áreas ou mesmo inserindo-o como disciplinadesde as séries iniciais. Em 20 de dezembro de 1996, a Lei n. 9.394estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional, cujos artigos 26e 27, incluem o xadrez nas escolas, na parte diversificada dos currículose também na parte consagrada à promoção do desporto.
  26. 26. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.262 DESENVOLVIMENTOIniciaremos a oficina abordando um pouco da história do Xadrez e mostrandoalguns benefícios apresentados por alguns pesquisadores no que se refere à educação.Em seguida, apresentaremos o tabuleiro de Xadrez, a denominação das peças esua distribuição. Essa distribuição simula um confronto entre dois reinos, o qual, oobjetivo é dá xeque mate ao Rei adversário. O Rei estará em xeque mate quando não forpossível a execução das seguintes jogadas:I – Capturar a peça que está pondo o Rei em xeque;II – Fugir com o Rei para uma casa que não está sendo ameaçada;III – Interpor uma peça entre o Rei e a peça adversária que está dando xeque.Com o auxílio de uma apresentação montada no Power point, mostraremos amobilidade das peças e como é realizada a captura nesse jogo. Por exemplo: os peõesmovimentam-se sempre para frente; os bispos movimentam-se nas diagonais; a torremovimenta tanto na horizontal quanto na vertical; a rainha é a peça com maior poder demobilidade, tanto que, tem o movimento do bispo e da torre; o cavalo movimenta-se emforma da letra ―L‖, formado por quatro casas do tabuleiro; já o rei tem a mobilidade darainha, porém movimentando-se uma casa por jogada.Para uma maior fixação desses movimentos iremos propor alguns exercícios etambém os participantes poderão jogar nos tabuleiros de Xadrez que iremosdisponibilizar.Encerraremos a oficina propondo a seguinte discussão: De que maneira podemosinserir o Xadrez nas escolas?3 CONSIDERAÇÕES FINAISPortanto, nessa oficina, apresentaremos e refletiremos sobre uma ferramentariquíssima e cheia de contribuições para a educação. Vale salientar que o Xadrez, comojogo de puro raciocínio lógico e estratégico, pode contribuir com o melhoramento daconcentração, da atenção, do comportamento e influenciar de maneira significativa naaprendizagem dos alunos.
  27. 27. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.274 REFERÊNCIASSILVA, W. Processos cognitivos no jogo de Xadrez. 2004. 184f. Dissertação(Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2004.CENTRO DE EXCELÊNCIA DE XADREZ. Disponível em http://www.cex.org.br.Acessado em 15 mar 2008.ANGÉLICO, Lays Pedro; PORFÍRIO, Luciana Cristina. O Jogo do Xadrez Modifica aEscola: Por que se deve aprender xadrez e tê-lo como eixo integrador no currículoescolar? Revista Eletrônica da Faculdade Semar/unicastelo, São Paulo, n. p.13-17,01 out. 2009.RESENDE, Antonio Carlos de. Xadrez e Matemática. Colégio Albert Sabin,Osasco/SP, 2004.BRASIL (MEC). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9.394 de20 de Dezembro de 1996. Artigos 26, 27 e 32.PAULA NETO, Manoel Batista de. O Jogo de Xadrez Numa AbordagemInterdisciplinar. Paraná, 2003.
  28. 28. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.28EIXO TEMÁTICO 2TIC em Sala de Aula Desafia e Possibilita a Interdisciplinaridade: aoProblematizar Modelos e a Modelagem com Atividades InvestigativasValmir HecklerUniversidade Federal do Rio Grande - FURGvalmirheckler@furg.brWillian Rubira da SilvaUniversidade Federal do Rio Grande - FURGwillianrubira@hotmail.comCharles dos Santos GuidottiUniversidade Federal do Rio Grande - FURGcharles.guidotti@gmail.comEIXO TEMÁTICOE.T.2: Prática Interdisciplinar no Ensino MédioPALVARAS-CHAVEProblematização, Modelagem, Diálogo Investigativo1 INTRODUÇÃOO resumo relata a proposição da oficina: ―TIC em Sala de Aula Desafia ePossibilita a Interdisciplinaridade: ao Problematizar Modelos e a Modelagem comAtividades Investigativas‖.São objetivos da proposta, criar espaço de diálogo investigativo (Wells, 1999),envolvendo os sujeitos participantes em coletivo aprendente; ao operar atividadesinvestigativas, com auxílio de ferramentas das Tecnologias de Informação eComunicação – TIC; possibilitar troca de significados (Vygosky, 2003), constituindo-seprocesso de reflexão sobre a interdisciplinaridade em sala de aula; ao problematizar aintegração de tópicos de Física e Matemática; em torno das temáticas de investigação eexploração de artefatos desenvolvidos em trabalhos anteriores que envolvem o―Modelo, Modelar e Modelagem‖ no Ensino de Ciências (Heckler e Araújo, 2012).Desde o ano de 2010, junto ao Laboratório de Educação Matemática e Física(LEMAFI) do Centro de Educação Ambiental, Ciências e Matemática (CEAMECIM) ea Secretaria de Educação a Distância (SEaD), estamos trabalhando com projetos de
  29. 29. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.29pesquisa, ensino e extensão, com oferta de cursos, oficinas para professores de Ciências,graduandos das Licenciaturas (Física e Matemática) da Universidade Federal do RioGrande ( FURG) e estudantes da educação básica da rede de ensino.Os resultados preliminares da investigação sobre o desenvolvimento da proposta(Heckler, et. al., 2012), evidenciam que geralmente professores e estudantes, nãoproblematizam a ideia de modelo, modelar e modelagem. Afirmam que não trataram dereferido tema em seus estudos, em sua formação inicial e continuada. A questão demodelo é visto como algo a ser copiado, reproduzido, perfeito, ideal, influenciando emsuas metodologias de ensino, bem como as visões sobre a natureza das Ciências. Emgeral não utilizam as ferramentas das TIC nos processos de ensinar e aprender.Resultados estes, mostram-se como justificativa à necessidade de ampliação do debatereflexivo em torno das temáticas. Para tal, propõem-se a referida oficina.2 DESENVOLVIMENTOA oficina está estruturada, com material inicial, com a expectativa de que emconjunto ministrantes e participantes, através do diálogo investigativo, escrita e fala,com problematização, tenham oportunidade de experienciar ambiente colaborativo, de(re) construção de ―pensamentos, sentimentos e ações‖ (Novak e Gowin, 1984), sobrecomo as TIC podem ser usadas em sala de aula e possibilitar a interdisciplinaridade.As atividades envolvem: Olhar para a natureza, em atividade prática deexperimentar, efetuar filmagem de um determinado evento e ao longo da oficina operarem atividade investigativa, que oportunize reflexão sobre onde acontecem os fenômenosfísicos e como são desenvolvidas as relações matemáticas; em busca de compreender oque nos acontece nos referido estudo; apoiados no trabalho com ferramentas das TIC;problematização de questões abertas e questões a serem desenvolvidos pelo coletivo,textos, vídeos, simuladores, planilha eletrônica e o diálogo investigativo constante docoletivoEntre as ferramentas computacionais utilizadas ao longo do curso estão, uso desimuladores virtuais, vídeos produzidos pelos participantes, planilha eletrônica (Excel),programa de modelagem computacional (Modellus) (Veit e Teodoro, 2002), softwareTracker (Tracker, 2012), história em quadrinhos e plataforma moodle da Secretaria deEducação a Distância - SEaD.
  30. 30. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.303 CONSIDERAÇÕES FINAISA finalizar o relato da proposição da oficina, argumentamos que o fizemos como propósito de evidenciar, que esta pode ser rota inicial, desafio e possibilidade depromoção da interdisciplinaridade em sala de aula. Organizado com uma estratégiadidática, que desafie o diálogo investigativo constante entre os sujeitos, com registrosescritos, de problematizações, trabalho prático com uso das ferramentascomputacionais, com a aposta que somos seres socioculturais e que aprendemos nainteração social (Vygosky, 2003).O curso iniciará com questionamentos aos sujeitos envolvidos, se ao longo deseus estudos já trabalharam com os conceitos de Modelo, Modelar e Modelagem,desafiando a escreverem sobre, expressando significados para as referidas palavras. Apartir da experimentação os sujeitos irão operar no desenvolvimento de modelosmatemáticos com auxilio de vídeos, simuladores, planilha eletrônica, programa demodelagem computacional. Com o diálogo, podemos enquanto professores interagir,dialogar sobre, problematizar e observar os conhecimentos prévios dos participantes e apartir dos quais poderemos criar novas estratégias e significações para a temática.4 REFERÊNCIASHECKLER, Valmir; ARAÚJO, Rafaele Rodrigues de. Caderno de Registros NovosTalentos da Física 2011: O ensino de Física a partir do contexto sociocultural e dastecnologias digitais. Rio Grande: Pluscom, 2012.HECKLER, Valmir; et.al. Problematizando a integração de Tópicos de Física eMatemática em Curso de Extensão a Distância. In: Anais do II Congresso Internacionalde Educação Cientifica e Tecnológica. URI, Santo Ângelo, 2012.NOVAK, JOSEPH D.; GOWIN, BOB D. Aprender a Aprender. Plátano EdiçõesTécnicas, Lisboa: Portugal, 1984.Tracker - Software free - Open Source Physics. Disponível em:http://www.cabrillo.edu/~dbrown/tracker/. Acesso em: 03/05/2012.VEIT, E. A.; TEODORO, V. D. Modelagem no ensino/aprendizagem de física e osnovos parâmetros curriculares nacionais para o ensino médio. Revista Brasileira deEnsino de Física. São Paulo, v. 24, n. 2, p. 87-90, jun. 2002.Vygostsky, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2003.WELLS, Gordan. Dialogic inquiry: towards a sociocultural practice and theory ofeducation. Cambridge University Press: New York, 1999.
  31. 31. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.31EIXO TEMÁTICO 4LEITURA LITERÁRIA NA ESCOLACristina Maria RosaUFPelcris@ufpel,tche.brEIXO TEMÁTICO: Práticas Pedagógicas na Formação Inicial e Continuada deProfessoresPALVARAS-CHAVE: Leitura; Literatura; Interdisciplinaridade; Formação deprofessores1 INTRODUÇÃO: Pesquisas recentes2indicam que raramente professores que atuamna educação infantil e nos primeiros anos preparam eventos de leitura literária para suascrianças. Quando o fazem, ―esquecem‖ de registrar a freqüência, o gênero escolhido,autor e ilustrador. Esse ―olvidar‖ impede que dominem o processo de aporte de textosliterários para seus alunos e, quando perguntados, não sabem informar quais os autores,gêneros e obras que as crianças mais apreciam. A leitura literária diferencia-se dasdemais por ser absolutamente interdisciplinar e ter um ―destino estético‖, de acordo comPaulino (2010). Comprometida com a arte milenar de imaginar, a literatura confundeintencionalmente o belo, o lúdico com o útil, o razoável e deve ser apresentada àscrianças logo que elas dão início ao contato com o mundo da escrita. O letramentoliterário² – processo pelo qual todos os futuros professores devem passar quando de seusestudos na Universidade – pode se iniciar antes de se saber ler e escrever e deve serpromovido na escola quando ausente nos lares. A oficina proposta tem como objetivoreconstruir o processo de letramento de professores, oferecendo-lhes um aporte teórico eliterário para a formação do leitor desde a mais tenra idade, leitor este que poderáconhecer, ampliar e criar uma capacidade seletiva quanto à obras literárias, autores,gêneros, tramas, desfechos.2 DESENVOLVIMENTOO letramento literário é um processo não espontâneo. Como resultado de umaintencionalidade, deve ter planejamento. Neste cabe algumas etapas, sem as quais oprocesso poderá não ter êxito. O objetivo do letramento literário é tornar as criançasleitores fluentes e, o processo de formação desse leitor ocorre, de acordo com Machado¹ PAULINO (2010); ROSA (2009; 2012).2De acordo com MACHADO (2008) é Estado ou condição de quem faz usos da literatura. O termo foiusado pela primeira vez no Brasil por Graça Paulino (1999) em trabalho encomendado para a ANPEd.
  32. 32. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.32(2008), quando a criança entra em contato com narrativas, provérbios, ditos populares,adivinhas, parlendas, textos ficcionais e poéticos através das vozes do universo familiare, logo depois, de forma organizada e freqüente, passa a conhecer os impressos –preponderantemente livros para crianças que apresentam em verso e em prosa, orepertório de nossa cultura escrita. A partir da alfabetização ele poderá interagir semmediadores com a cultura escrita literária que o envolve. Desse modo, passa a escolhero que quer ler, quando, com que freqüência e até mesmo indicar livros de que gosta.Mesmo nesse momento, segundo Machado (2008), ―o trabalho dos professores,continua a ser imprescindível no sentido de ampliar, a cada etapa da escolaridade, asexperiências literárias de seus alunos‖. A proposição da oficina Leitura Literária NaEscola está inserida nas relações entre a prática a ser desenvolvida pelos professores e oreferencial teórico que indica que a literatura infantil deve oferecer conhecimento paraos pequenos leitores ao mesmo tempo em que os encanta com suas tramas e desfechosinusitados, cumprindo assim, seu destino estético. Para Paulino (2010), ―ser doce e útil‖são funções inevitáveis para a literatura, mas são, ao mesmo tempo, ―difíceis decaracterizar‖. Como argumento, pondera: a ―literatura infantil contemporânea deve serdoce, isto é, deve deleitar os pequenos leitores, cumprindo um destino estético, e, aomesmo tempo, deve ser útil, atendendo as demandas históricas‖ (PAULINO, 2010, p.115). A leitura literária difere de outras leituras por possuir linguagem própria na qualhá predomínio da função poética. Com ela os desejos intrínsecos do ser humano podemser manifestados. Na leitura literária não há limites, nem moral ou ética a reger aemoção, é possível transgredir as condutas, as leis civis ou mesmo apenas pensar que sefaz isso através das tramas, personagens, desfechos... Diferentemente da leitura nãoliterária, caracterizada pela conexão com o mundo real, a leitura literária se comprometeapenas com a emoção. Desse modo, investir na leitura literária é privilegiar odesenvolvimento de criatividade e da linguagem e cabe à escola cumprir o papel deformar leitores e fazer com que os mesmos acessem o mundo da cultura. Para aorganização da oficina – leitura de obras, diálogo com o aporte teórico e apresentaçãoda metodologia de ensino – foi desenvolvida uma metodologia específica organizadaem etapas. 1ª etapa - Interação em círculo: interação com o grupo através daorganização em um círculo de leitura, do diálogo e da presença de um elemento mágico,para estabelecer uma conexão com imaginário dos presentes. O elemento mágico podeser um objeto que está inserido na obra escolhida, uma fantasia que o leitor porta oumesmo um ―segredo‖ que será revelado em algum momento. Oportuniza maior
  33. 33. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.33capacidade de concentração dos ouvintes, envolvimento com o tema, contato iminentecom as ilustrações da obra e facilidades do leitor no diálogo com o grupo maior. 2ªetapa – Pré-leitura: apresentação da obra e especulação sobre aspectos temáticos,autorais e editoriais (título e ilustração na capa, autor e ilustrador, tamanho, número depáginas, papel, cor, entre outros). Na pré-leitura questões orientadas pelo professorindicam ao ouvinte uma expectativa a partir do título e da ilustração da capa – elepoderá antever seu conteúdo – e um padrão através do qual ele poderá saber se a obra édestinada a crianças, se tem autor e ilustrador, se foi editada, entre outros aspectos. 3ªetapa: Leitura: Em voz alta, pela professor, a obra escolhida deve ser lida. Não háinvenção de palavras, expressões ou mesmo comentários; o leitor apresenta fielmente aobra aos ouvintes e, junto com eles, se deleita ao escutar as tramas inventadas peloautor. 4ª Etapa: Pós-leitura. Após a leitura, os posicionamentos dos estudantes arespeito da escolha literária, personagens, trama e desfecho são questionados em umainteração via diálogo, É nesse momento que surgem opiniões, conclusões e sugestõesdas crianças que, anotadas, passam a ser consideradas como dados de pesquisa.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS: Um evento de leitura literária demanda intenção,pesquisa, execução e continuidade. Para Coelho (2000) o ser humano é um ―aprendizdialético de cultura‖ e a ―leitura proporciona um diálogo que abre possibilidades: nocampo emocional, intelectual e da imaginação estimulando o leitor em sua totalidade‖.Segundo a estudiosa, a leitura é ―como um diálogo entre leitor e texto, atividadefundamental que estimula o ser em sua globalidade (emoções, intelecto, imaginário,etc.), e pode levá-lo da informação imediata (através da ―história‖, ―situação‖ ou―conflito‖...) à formação interior, a curto, médio ou longo prazo, pela fruição deemoções e gradativa conscientização dos valores ou desvalores que se defrontam noconvívio social‖ (COELHO, 2000, p. 18). Desse modo, a proposição da oficina éentendida como ―agente formador, por excelência‖. Acredito que desse modo, oprofessor pode vir a ficar sintonizado com as transformações que tem ocorrido nomundo da literatura para crianças e possa reorganizar seu próprio conhecimento,orientado em três direções: do letramento pessoal; do compromisso docente; daformação do leitor literário na escola.4 REFERÊNCIASCOELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: Teoria, Análise e Didática. São Paulo:Moderna, 2000.
  34. 34. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.34MACHADO, Maria Zélia Versiani Machado. Letramento Literário. Entrevista.Disponível em: http://escritabrasil.blogspot.com.br/2008/07/letramento.html Acesso em15 de julho de 2012.PAULINO, Graça. Funções e Disfunções do Livro para crianças. In: ROSA, C.M.(org.). Das leituras ao letramento literário. 1979-1999. Belo Horizonte – Pelotas:Editora FaE/UFMG - EDUFPel, 2010.ROSA, C. M. & BONAT, Ana Paula. Leituras na Escola: Quais os Títulos, Autores eGêneros mais Lidos? Resumo expandido aprovado para apresentação oral no 21ºCongresso de Iniciação Científica e 4ª Mostra Científica da UFPel. Pelotas: UFPel,setembro de 2012.ROSA, C. M. & CANIELA, Marília de Almeida. Leitura Literária na Escola.Resumo expandido aprovado para apresentação oral no 21º Congresso de IniciaçãoCientífica e 4ª Mostra Científica da UFPel. Pelotas: UFPel, setembro de 2012.ROSA, Cristina Maria. Leituras na Escola: Quais os títulos, autores e gêneros maislidos? Projeto de Pesquisa aprovado pelo COCEPE sob o nº 7.08.00.039. Pelotas:UFPel, 2009.
  35. 35. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.35A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS CONCRETOSNAS AULAS DE MATEMÁTICAJanaina Borges da SilveiraUniversidade Federal do Rio Grande – FURGjanaina.borgesdasilveira@gmail.comNúcleo de Estudos em Epistemologia e Educação em Ciências - NUEPECGreice Lopes DuarteUniversidade Federal do Rio Grande – FURGgreiceduartelopes@gmail.comNúcleo de Estudos em Epistemologia e Educação em Ciências - NUEPECSabrina Silveira SchroederUniversidade Federal do Rio Grande – FURGschroedersabrina@hotmail.comNúcleo de Estudos em Epistemologia e Educação em Ciências - NUEPECJoão Alberto da SilvaUniversidade Federal do Rio Grande – FURGjoaosilva@furg.brNúcleo de Estudos em Epistemologia e Educação em Ciências – NUEPECEIXO TEMÁTICO4: Práticas pedagógicas na formação inicial e continuada de professoresPALVARAS-CHAVE: Ensino de matemática, materiais concretos,1 INTRODUÇÃOMuitas são as dificuldades encontradas pelas crianças e professores no processode ensino e aprendizagem da matemática. De um lado o aluno que ou reprova nadisciplina ou é aprovado tendo somente memorizado conhecimentos, sem de fato teraprendido; de outro lado o professor que não conseguindo alcançar resultados aceitáveisjunto a seus alunos recorre a meras receitas de como ensinar conteúdos.2 DESENVOLVIMENTODiante disso, o objetivo dessa oficina é ofertar à esses professores instrumentospara que possam trabalhar com materiais concretos em sala de aula, possibilitando aosalunos um ensino e aprendizagem de matemática mais significativa. Pretendemosmostrar ferramentas pedagógicas que auxiliem e permitam ao professor ter autonomia e
  36. 36. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.36confiança para que possam ter clareza das razões essenciais pelas quais os materiais sãoimportantes para o ensino-aprendizagem da matemática.Segundo Piaget (1976), a aprendizagem do conhecimento físico ocorre quando oaluno manuseia, observa, analisa, identifica e opera com o material. O conhecimentológico-matemático se dá quando ela usa seus atributos ou opera sem ter o material emmãos (raciocínio abstrato). Pesquisas têm mostrado que o material concreto permite queas crianças estabeleçam relações entre situações vivenciadas na manipulação dessesobjetos e a abstração dos conteúdos. A utilização desse tipo de material propicia aulasmais dinâmicas e amplia o pensamento abstrato possibilitando a construção dediferentes níveis de elaboração do conceito (PAIS, 2006).Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Matemática, autilização dos recursos didáticos numa perspectiva problematizadora é um dosprincípios norteadores do ensino de matemática no Ensino Fundamental. Sobre estaquestão diz:Os recursos didáticos como livros, vídeos, televisão, rádio,calculadora, computadores, jogos e outros materiais têm um papelimportante no processo de ensino e aprendizagem. Contudo, elesprecisam estar integrados a situações que levem ao exercício daanálise e da reflexão (BRASIL, 1998, p. 57).O professor necessita observar a escolha de um material de acordo com acapacidade cognitiva do aluno, que deve ser o maior beneficiado no processo deaprendizagem. Este, deve ser o sujeito ativo e deve ter o direito de aprender, não aqueleaprender mecânico, repetitivo, mas um aprender significativo do qual o aluno participeraciocinando, compreendendo o saber e superando sua visão fragmentada e parcial darealidade (FIORENTINI e MIORIM, 1990).Neste sentido, ofereceremos por meio desta oficina como utilizar nos ensino damatemática os blocos lógicos, o material dourado, o ábaco e a sapateira, abordando quala forma mais correta de se trabalhar com esses materiais. Serão realizadas com osparticipantes atividades referentes aos mesmos, nas quais todos participarão.A atividade desenvolvida com a ―sapateira‖ leva as crianças a pensarem ecompreenderem essa relação unidade-dezena-centena. Este objeto é um cartaz quecontém bolsos grandes com colunas para unidade, dezena e centena. Com a ajuda destecartaz a criança pode perceber as quantidades e valores dentro do algoritmo3.³ O algoritmo diz respeito às técnicas operatórias convencionais, como por exemplo, “vai 1”, “empresta1”.
  37. 37. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.37Representamos as centenas, dezenas e unidades com canudos plásticos; na parte dasdezenas usamos ―amarradinhos‖ que eram presos com atílio, 10 unidades de canudos;isto serve para que a criança pense naquele primeiro 1 do numeral 11, como 1 dezena,para melhor compreensão no algoritmo no cartaz.O material dourado tem como maior contribuição para o ensino da matemáticalevar às crianças a compreenderem o valor posicional. Neste sentido, este material éconstituído de cubos pequenos que representam as unidades, de barras com dezunidades para representar as dezenas, placas com cem quadradinhos representando ascentenas e cubos com mil quadrados representando o milhar. Logo, mostraremos pormeio da oficina, modos de como levar as crianças a construírem o valor posicional comestes materiais, que são recursos que deveriam ser utilizados neste processo. Por meiodo material concreto há uma melhor compreensão da posição dos numerais noalgoritmo, mas só será possível se o professor souber usar essa ferramenta.Os blocos lógicos são de fácil manuseio e permitem um trabalho variado comdiferentes cores, formas, espessuras e tamanhos. Este material é indicado para que oaluno desenvolva as noções lógicas e raciocínio abstrato. Dentro da oficina serãopropostas algumas atividades de explorem estes recursos presentes neste material, comoperceber as diferenças e semelhanças presentes nas formas, espessuras, entre outras.O ábaco que será utilizado nesta oficina é o chamado ―ábaco de pinos‖ em quecada pino representa uma posição do Sistema de Numeração Decimal, sendo que o 1º dadireita para a esquerda representa a unidade e os outros respectivamente representam adezena, a centena e a unidade de milhar. Este material no ensino da matemática tem seuuso mais voltado para as operações aritméticas, principalmente os que envolvem aadição e a subtração.Neste sentido, serão propostas algumas situações problemas envolvendo cálculosaritméticos para serem realizados com o ábaco, lembrando que neste cada vez que éagrupada 10 peças em um pino, elas devem ser retiradas e trocadas por uma peça quedeverá ser colocada no pino à esquerda. Além disto, normalmente ele é colorido, sendocada cor correspondente a uma posição do Sistema de Numeração Decimal, reafirmandoainda mais esta representação, algo que deve ser utilizado pelo professor como mais umartifício para ensinar o Sistema de Numeração Decimal.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
  38. 38. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.38Percebemos de fundamental importância que o professor conheça e se aproprieda utilização de materiais concretos no ensino da matemática possibilitando as chancesde atingir seus objetivos, aumentando e os resultados desejados e favorecendo que osalunos aprendam de forma que possam abstrair seus conceitos auxiliando a suacompreensão.Enfim, declaramos que se o professor investir na metodologia dos materiaismanipuláveis como auxilio nas aulas de Matemática, a mesma se tornará maisprazerosa, o aluno participará ativamente podendo compreender a importância e damatemática, possibilitando então uma aprendizagem significativa.4 REFERÊNCIAS:BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:ensinode primeira à quarta série. Brasília: MEC/SEF, 1997.FIORENTINI, D.; MIORIM, M. Â. Uma reflexão sobre o uso de materiais concretos ejogos no Ensino de Matemática. Boletim SBEM – SP, Ano 4, nº 7 (1990). Disponívelem: <http://www.matematicahoje.com.br/telas/sala/didaticos/recursos_didaticos.asp?aux=C>. Acesso em 01/07/2012.PAIS, Luis Carlos. Ensinar e Aprender Matemática. São Paulo: Autêntica, 1º. Ed.2006.PIAGET, O raciocínio na criança. 2. Ed., Rio de Janeiro, Real, 1976.
  39. 39. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.39ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA: LEITURA E ESCRITA DOSNÚMEROSManoel Lima Cruz Teixeirauniversidade federal do rio de janeiro/ufrjlagoadoboi@gmail.comE.T.4: Práticas Pedagógicas na Formação Inicial e Continuada de ProfessoresPalavras-Chave: Alfabetização Matemática, Ateliê de Matemática, EducaçãoMatemática.INTRODUÇÃOO objeto desta oficina é desvelar a alfabetização matemática. O grande índice dereprovação em matemática em todos os níveis de ensino é preocupante. A pesquisa emensino de matemática é um caminho a ser trilhado entre outros, para se reverter oquadro das competências necessárias para enfrentamento desta questão. Usamos comobase metodológica o lúdico, o jogo, a resolução de problemas e o Ateliê de Matemática.A classificação, ordenação, correspondência um a um, noções topológicas, aspartes e o todo, leitura e escrita do número, os diversos sistemas de numeração, sãoconteúdos que dizem respeito à construção do número, e mais amplamente é o quedenominamos de alfabetização matemática, alfabetizando o educando nos diversossistemas de escritas e não só na escrita "universal" matemática.Em resumo, podemos afirmar que os objetivos principais da pesquisa são: Possibilitar às crianças competência da escrita e leitura matemática na1ª série do ensino básico. Através da alfabetização matemática; uma novaabordagem de aprendizagem das primeiras noções matemática. Capacitação dos professores das turmas de 1ª série objeto da pesquisa. Criação de uma pedagogia moderna para o ensino de Matemática, viaalfabetização matemática. Experienciação do Ateliê de Matemática, sala ambiente, lugar daconstrução da proposta teórico-metodológica em escolas da rede de ensino,pública e particular, como marco da construção didática da criação de umapedagogia moderna para o ensino de Matemática, via alfabetização matemática.Atividades do livro Teixeira (2010a) e do catálogo (2010a) serão aplicadas.
  40. 40. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.40REFERENCIAL METODOLÓGICOO Ateliê de Matemática é um espaço dinâmico para trabalhar de modo inter/transdisciplinar, arte/matemática. Também pode ser um ambiente de pesquisa paraprofessores e alunos investigarem e refletirem sobre suas ações concernentes àconstrução do conhecimento matemático e do sentido que ele faz.O ato de ler e o ato de ler a linguagem matemática foram apresentados ediscutidos por Daniluky (1998). O entendimento do que seja não só ler, mas o que é aalfabetização matemática, precisa ser explicitado. Para a autora, ler e escrever é o quechamam de alfabetização matemática e compreende, também, a interpretação dosconteúdos matemáticos das séries iniciais. Outro autor, Fonseca (2004) organizoucoletâneas de artigos sobre a alfabetização matemática e suas variantes.O Instituto Paulo Montenegro que trabalha com pesquisa de opinião pública e aONG – Ação Educativa inovou ao considerar para efeito de avaliação dos conteúdosmatemáticos, não só os alunos matriculados nas escolas do país, mas a população emgeral. Disso resultou o livro, Letramento no Brasil – habilidades matemáticas.Organizado por Maria da Conceição F. R. Fonseca (2004), que nos orienta.Neste livro, reúnem-se estudos de educadores que sedebruçaram sobre os resultados no INAF – Indicador Nacionalde Alfabetismo Funcional 2002 e, a partir deles, tecem reflexõessobre condições e repercussões das relações entreanalfabetismo e habilidades matemáticas e, entre letramento eeducação matemática. (p. 11)Alfabetização MatemáticaAo estabelecer relações entre linguagem e matemática, uma pergunta deve serfeita. Qual lógica o idioma português usa? A fala e a escrita estão intimamente ligadaspela correspondência quase sempre biunívoca entre sons e símbolos. Na palavra DOCE,os sons /d/, /o/, /c/, /e/ correspondem, biunivocamente, aos símbolos, d, o, c, e. Estacomposição é um dos pilares da construção do conhecimento dos idiomas português,mas também matemático. Esclarecemos que a notação simbólica que usamos paraescrever os sons em forma de letras é uma tentativa de aproximação. A fonética usanotação própria, em que cada som, individualmente, tem uma representação única.
  41. 41. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.41Os conceitos matemáticos, em todos os níveis de escolaridade,são construídos na perspectiva da aquisição de uma linguagem.A alfabetização matemática e o Ateliê de Matemática seapresentam como o cenário para reverter conteúdos. (Teixeira,2008, p.127)A compreensão da estrutura da língua é, então, solidária à compreensão dequalquer número natural. No idioma português, cada som que emitimos, associamos aum símbolo. Esta é a estrutura, é uma correspondência quase sempre biunívoca. Onúmero na concepção matemática vista como linguagem é uma propriedade dosconjuntos: só isso. Na concepção da alfabetização matemática, precisamos de duaslinguagens: a alfabética e a ideográfica.METODOLOGIAO lúdico e o jogoExistem diferenças entre estas três modalidades de recursos didáticos: o lúdico,o jogo e o material concreto, que se complementam na ação didática. O lúdico é obrincar sem regras. A criatividade comanda as possibilidades que o ambiente, o materialproporciona. O jogo estabelece a regra, a ordem, nos lances em cada rodada da partida.O material concreto é um jogo com regras, mas, diferente dos outros dois, por vincularcada jogada a um problema matemático.Segundo Vygotsky (1989), a brincadeira envolve desafios, desenvolve aimaginação, constrói relações reais e elabora regras de organização e convivência. Paraos sócio-interacionistas, a aprendizagem se inicia a partir da interação com situaçõesdiversificadas, o que leva o aluno a atribuir e desenvolver seus próprios conceitos esignificados. O fator social tem grande importância na formação da inteligência. Nolúdico, o jogo dos papéis, através da interação e comunicação, cria uma situaçãoimaginária em que o aluno incorpora elementos do seu contexto cultural, formando opensamento.Piaget considera o jogo como uma janela para se observar o mecanismo defuncionamento da mente da criança, uma manifestação externa dos processoscognitivos. Afirma que o jogo começa desde o nascimento da criança, sendo,
  42. 42. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.42inicialmente, egocêntrico, se tornando, depois, uma atividade social, onde as realizaçõesinter-individuais são fundamentais. Para Piaget, o jogo tem a função de aprendizagemdos conceitos, modelos utilizáveis de maneira não imediata. ―O jogo evolui, pelocontrário, por relaxamento do esforço adaptativo e por manutenção ou exercício deatividades pelo prazer único de dominá-las e delas extrair como que um sentimento deeficácia e poder‖ (PIAGET, 1975, p. 118).CONSIDERAÇÕES FINAISTrabalhos de anos na trajetória em direção da alfabetização Matemática, área tãoproblemática e pouco pesquisada. Abarcar os conhecimentos necessários aos conteúdos,números, geometria, topologia, e outros. A formação do professor, que conjuga com anecessidade de mudança a formação continuada e a pesquisa qualitativa em sala de aula.Produção de material didático, implantação do Ateliê de Matemática, entre outrasatuações, além de promover o ofício da criatividade.Este é o trabalho que sintetiza os anos de pesquisas, nascidas na relação intensaentre teoria e prática. Na maioria das vezes, produto da aproximação entre professor ealunos de escolas da rede pública particular de ensino.REFERÊNCIASDANILUKY, Ocsana. Alfabetização Matemática. O cotidiano da vida escolar. Caxiasdo Sul: EDUCS, 1991.FONSECA, M. da C. R. F. (org.). Letramento no Brasil – habilidades matemáticas.São Paulo: Global, 2004.PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Imitação, Jogo e Sonho, Imagem eRepresentação. 2. ed. Tradução Álvaro Cabral; Christiano Oiticica. Rio de Janeiro:Zahar, 1975.TEIXEIRA, Manoel L. C. Ateliê de Matemática: Transdisciplinaridade e EducaçãoMatemática. São Paulo: PUC, 2008. 150 p.Tese (Doutorado) – Programa de EstudosPós-Graduados em Educação Matemática, Pontifícia Universidade Católica de SãoPaulo, São Palulo, 2008.TEIXEIRA, Manoel L. C. Alfabetização Matemática. Rio de Janeiro: Fábrica doLivro, 2010a.TEIXEIRA, Manoel L. C. Matemática e o caminho das artes. Rio de Janeiro:Impresso, Gráfica Ao Livro Técnico, 2010b.VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. (trad. Luis Silveira Menna Barreto,Solange Castro Afeche, José Cipolla Neto, ed. orig. 1960). São Paulo: Martins Fontes,1989.
  43. 43. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.43OFICINA DE TRANSCRIAÇÃO MATEMATICRIANDONúbia Lúcia Cardoso GuimarãesInstituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Canoasnubia.guimaraes@canoas.ifrs.edu.brEIXO TEMÁTICOE.T.4: Práticas pedagógicas na formação inicial e continuada de professores.PALVARAS-CHAVEArte, matemática, investigação1 INTRODUÇÃOA oficina aqui proposta tem a finalidade de levar o aluno a aprender a pensar,investigando os conhecimentos matemáticos para descobrir e/ou (re)criar os conceitos,não se contentando em simplesmente aceitá-los.A investigação matemática é a base metodológica a ser utilizada, o recursodidático será a tecnologia e a arte, a cereja do bolo, responsável por provocar o interessedo aluno.As atividades criadas para esta oficina integrarão a Álgebra, a Geometria e aArte e, com o uso do software GraphEquation, visam possibilitar ao aluno a imersão emum campo de experimentação, proporcionando a aquisição de conhecimentos ehabilidades no exercício de pensar matematicamente.2 DESENVOLVIMENTOO conceito de transcriação no título da oficina ―OsT Matematicriando – Oficinade Transcriação Matematicriando‖ tem origem nos estudos relacionados ao ―ProjetoEscrileituras: uma modo de ler e escrever em meio à vida‖ ligado ao Observatório daEducação. Nesta oficina, o conceito de transcriação traduz-se pelo abandono dosestreitos domínios das Ciências criando, além dos tradicionais paradigmas, outradimensão, a de interpretação do presente. Todo o trajeto de criação é flexibilizado,desrespeitando ao respeitar, modificando ao compreender, criando ao entender acriação, fugindo-se da visão do objeto estudado como ícone e do autor como ídolo.
  44. 44. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.44Caracteriza-se como uma ação criativa que busca tanto liberar o pensamento quantoperceber o presente como matéria fundamental. É recriar, fazer fluir a vivência dainterioridade, buscando o espírito da vivência (o produtor de conhecimentos) e jamaisum reflexo do vivido (o reprodutor de conhecimentos). Instaurar um desequilíbrio eum estranhamento radical ao quebrar o tradicional respeito e distância entre o sujeito eo objeto de estudo (todo objeto de estudo é criação do ser social). Traduzir uma açãocriativa e uma relação viva entre as clássicas dicotomias (sujeito-objeto de estudo,aluno-professor, documento-pesquisador) necessárias a qualquer instauração científica,cedendo lugar a um sujeito e um mundo sem os limites que lhe são normalmenteimpostos.A oficina aqui proposta é oriunda do ―Projeto Laboratório de InvestigaçãoMatemática – Aprendensinar‖ que tem a finalidade de descobrir e/ou (re)criarmetodologias, estratégias e espaços de ensino-aprendizagem que leve o aluno a aprendera pensar, investigando os conhecimentos matemáticos para descobrir e/ou (re)criar osconceitos, não se contentando em aceitá-los. Almeja-se que o aluno aprenda a valorizara matemática, sentindo-se seguro em fazer matemática, resolver problemas, comunicar-se por meio dessa ciência, raciocinar matematicamente, formular e argumentar a validezde uma hipótese. A sala de aula torna-se um laboratório de experimentação einvestigação onde todos são pesquisadores. Enquanto os alunos experimentam,investigam e descobrem os conteúdos matemáticos, os professores experimentam,investigam e descobrem como se processa o aprendizado destes alunos.A investigação matemática será usada como metodologia porque corresponde aidentificar aprender matemática como fazer matemática, considerando-a como uma dasformas de produzir conhecimentos e não apenas de adquirir conhecimentos. Através dainvestigação o aluno pode desenvolver capacidades de provar conjecturas, procurarregularidades, formular, testar, justificar, refletir e generalizar, sentindo-se estimulado ajustificar e provar suas afirmações explicitando matematicamente suas argumentações,comunicando-se matematicamente.A presença da tecnologia se justifica pelo fato de que a continuidade do lápis edo papel como mídia informativa pode prejudicar aqueles que não vivem mais em ummundo midiocêntrico. No meio educacional, existem grandes esforços por parte doseducadores para que as tecnologias estejam presentes nas práticas pedagógicas de formaque possibilitem o desenvolvimento de indivíduos críticos, criativos e que consigam seintegrar às rápidas mudanças da sociedade. Além disso, no ensino de matemática a sua
  45. 45. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.45utilização pode ressignificar conceitos através da visualização geométrica de noções atéentão exploradas de forma algébrica, inovar a manipulação através da criação de umnovo padrão de exercícios antes realizados sob a ótica da repetição e ampliar a aplicaçãoatravés da possibilidade de se modelar matematicamente novos problemas e situaçõespouco explorados.A tecnologia que utilizaremos como recurso didático para o desenvolvimento daoficina, o software GraphEquation, nos permitirá obter formas, desenhos, paisagens,etc. através da sobreposição ou intersecção de superfícies planas obtidas a partir deequações e inequações de retas, circunferências, cônicas, etc. A Arte será a peça chavepara despertar o interesse do aluno pela investigação dos conceitos matemáticos. Com odesafio de utilizar a criatividade para a (re)criação de réplicas de obras de arte ou obrasde arte originais de alguns pintores cujas obras reproduziam formas geométricas comoRubem Valentim e Alfredo Volpi, o aluno será levado a investigar, experimentar edescobrir os conceitos adquirindo, com isso, mais do que conhecimentos, mas tambémhabilidades no exercício de pensar matematicamente. Com essas atividades pretende-seexplorar, investigar, descobrir, (re)criar conceitos relacionados às funções utilizadas naforma de equações e inequações no GrafEquation, de forma a levar o aluno a aprender apensar, fazer como se nada fosse evidente, espantar-se, substituir a confiança peladesconfiança das verdades existentes, não se contentando mais em somente aceitá-las,mas a investigá-las, experimentá-las, descobri-las, fabricá-las, criá-las, afirmá-las,sentindo-se persuadido a utilizá-las.3 CONSIDERAÇÕES FINAISCom a associação do uso da ferramenta gráfica aos conhecimentos matemáticose à criatividade dos alunos para a criação de réplicas de obras de arte ou obras de arteoriginais, é possível levar os alunos à desconfiança das verdades existentes e a nãoaceitação do que está supostamente pronto e acabado, mas à investigação para aconstrução de conhecimentos e habilidades matemáticas através da experimentação e dadescoberta.Os resultados já obtidos com esse trabalho mostram que a mistura da arte, damatemática e da tecnologia facilita a aquisição dos conhecimentos porque observa-seque os alunos aprendem os conceitos menos preocupados em decorá-los e de formamais intuitiva e prazerosa.
  46. 46. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.464 REFERÊNCIAS CORAZZA, Sandra Mara. Ca.Obe #1: Oficinas de Transcriação(OsT). PortoAlegre: Faculdade de Educação - UFRGS, 2011. CORAZZA, Sandra Mara. Didática da criação: a aula cheia, antes da aula. PortoAlegre: UFRGS, Faculdade de Educação, 2010. DUTRA, I.M.; LACERDA, R.P. Tecnologias na escola: algumas experiências epossibilidades. In: RENOTE - Revista Novas Tecnologias na Educação. ISSN1679-1916. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/renote/article/view/13626>. Acessoem: 20 de novembro de 2011. GRAVINA, Maria Alice. EDUMATEC: Educação matemática e Tecnologia eminformática. Disponível em: http://www.edumatec.mat.ufrgs.br/. Acesso em: 3 denovembro de 2011. PIRES, Magna et al. Metodologia do ensino da matemática. Curitiba: IESDE,2009.
  47. 47. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.47OS NOVOS PARADIGMAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTALAutor: Swami Feijó FonsecaInstituição: Secretaria de Educação e Cultura do RS/Secretaria Municipal de Educação eCultura de Rio GrandeE-mail: bioufpel@gmail.comEIXO TEMÁTICOPráticas pedagógicas na formação inicial e continuada de professoresPALAVRAS-CHAVEParadigmas, ambiente, educação1. INTRODUÇÃOUm dos maiores desafios à prática pedagógica é a atualização constante do professornum processo que começa desde o acesso a informação, ou seja, a aquisição de simplesdados soltos de diversas fontes de referência ( livros, reportagens, estatísticas ou mesmoconversas informais, dentre outros ) até a sua integração que são mediados porprocessos mentais, culturais e simbólicos ( subjetivos/afetivos ) para então evoluir comoconhecimento e alcançar a sua socialização em sala de aula. Nota-se que oconhecimento tem um percurso grande que ainda precisa ser sintetizado e adequadopara as peculiaridades da escola, série, turma e consequentemente para cada aluno eesse trabalho o professor faz sozinho, como um mediador entre o conhecimento e osalunos. Mas quando o assunto é a área ambiental, por vezes, é difícil ater-se a uma visãoholística pelo caráter disciplinar que insiste em permear a própria concepção deambiente/natureza, fato que inclusive impede a visibilidade de novos paradigmas. Umdeles é a superação da visão de mundo utilitarista que impõe a natureza a serviço dohomem através do trabalho, aliás, lugar comum; que seguidamente recai a maioria daspráticas relacionadas ao ambiente/natureza, confundindo o real sentido desustentabilidade. Daí a origem dos conflitos socioambientais e a necessidade daeducação ambiental estar sempre presente na formação integrada do professor. Por issoa presente oficina problematiza essa visão de dominação da natureza e torna visível osparadigmas emergentes da relação humano e natureza ou humanos não-humanos sobum visão biocêntrica e complexa que relê a educação ambiental quanto prática. A
  48. 48. Anais do 1º SNIE: Seminário Nacional Interdisciplinaridade na Escola. Rio Grande, RS, Brasil: FURG, 20,21 e 22 de novembro de 2012.48metodologia a ser usada será a exposição de vídeos ambientais para a sensibilização aotema e roda de conversas para troca de experiências entre os professores.2. DESENVOLVIMENTOÉ necessário que as disciplinas conectem os conhecimentos para evoluírem comosaberes no contexto da crise ambiental/civilizatória/ecológica a que estamosvivenciando e que se reflete diretamente sobre a natureza/ambiente. Essa conexão éimprescindível para que a educação exerça o seu papel transformador na sociedadeformando cidadãos e que rompa com o conhecimento disciplinar fechado que apenasreproduz informações sem sentido. Por isso a importância de ensinar para e pelacomplexidade.Nossa civilização e, por conseguinte, nosso ensino privilegiaram a separaçãoem detrimento da ligação, e a análise em detrimento da síntese. Ligação esíntese continuam subdesenvolvidos. E isso, porque a separação e aacumulação sem ligar os conhecimentos são privilegiadas em detrimento daorganização que liga os conhecimentos. ( MORIN, 2006, p. 24 )Pode-se dizer, que o grande desafio para a escola é a ligação dos conhecimentospara fugir de uma base ―conteudista‖ de herança cartesiana. Principalmente quando oassunto é a ecologia, pois não basta trabalhar as cadeias alimentares, sem acontextualização das intervenções das atividades humanas nos ecossistemas, como nocaso; a destruição das florestas em benefício humano. Segundo Guatarri ( 2006, p. 9 )para que se opere uma resposta a crise ecológica é necessário uma ―revolução política,social e cultural‖. Por isso é na educação que está o meio de processar tais mudanças,sensibilizando para os problemas ambientais através da ética. ―Mas como não há pensarcerto à margem de princípios éticos, se mudar é uma possibilidade e um direito, cabe aquem muda – exige o pensar certo – que assuma a mudança operada‖ Freire ( 2011, p.35 ).Por isso um dos instrumentos de aprendizagem que tem a capacidade de instigara sensibilização dos alunos são os vídeos. Eles fornecem segundo Trivelato et al. (2011, p. 45 ) ― a possibilidade de ver desde o infinitivamente pequeno até oimensamente grande; multiplicar pontos de vista sobre a mesma realidade (...)‖. E isto aferramenta do vídeo permite ampliar a percepção através da imagem que faz o apelovisual pela sua contextualização.Para tanto, a televisão, o cinema e o vídeo precisam ser encarados não apenascomo complemento ou entretenimento, mas como parte de um processo

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