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Violencia, cultura da paz e educacao

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Apresentação em powerpoint a respeito a violência no Brasil e a necessidade de construir uma cultura da paz. Usada originalmente durante a Campanha da Fraternidade. Material destinado a educadores(as) e agentes de pastoral.

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Violencia, cultura da paz e educacao

  1. 1. FRATERNIDADE, EDUCAÇÃO E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CAMPANHA DA FRATERNIDADE- 2018 Vós sois todos irmãos(Mt 23,8) Afonso Murad
  2. 2. Por que Campanha da Fraternidade? Para vivenciar a cada ano um aspecto concreto da mudança de vida (atenção e conversão). A Campanha da Fraternidade é original do Brasil. Foi criada em 1966. Apela para mudanças pessoais, coletivas e sociais.
  3. 3. A violência - Atinge a cada um(a). - Mexe com nossos medos. - Desperta sentimentos de pavor, impotência, descrença. - Perpassa o imaginário social.
  4. 4. A partir de onde (e de quem) a violência nos toca? Ouça a música. Depois, reflita sobre a letra, em grupo.
  5. 5. Meu Guri (Chico Buarque) Quando, seu moço, nasceu meu rebento Não era o momento dele rebentar Já foi nascendo com cara de fome. E eu não tinha nem nome pra lhe dar. Como fui levando não sei lhe explicar. Fui assim levando, ele a me levar E na sua meninice, ele um dia me disse Que chegava lá Olha aí! Olha aí! Olha aí! Ai, o meu guri, olha aí! Olha aí! É o meu guri e ele chega / Chega suado e veloz do batente Traz sempre um presente pra me encabular Tanta corrente de ouro, seu moço / Que haja pescoço pra enfiar Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro/ Chave, caderneta, terço e patuá. Um lenço e uma penca de documentos/ Pra finalmente eu me identificar Olha aí! Olha aí! Ai, o meu guri, olha aí! Olha aí! É o meu guri e ele chega
  6. 6. Chega no morro com carregamento/ Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador. Rezo até ele chegar cá no alto/ Essa onda de assaltos está um horror! Eu consolo ele, ele me consola/ Boto ele no colo pra ele me ninar. De repente acordo, olho pro lado/ E o danado já foi trabalhar. Olha aí! Olha aí! Ai, o meu guri, olha aí! Olha aí! É o meu guri e ele chega Chega estampado, manchete, retrato/ Com venda nos olhos, legenda e as iniciais. Eu não entendo essa gente, seu moço/ Fazendo alvoroço demais. O guri no mato, acho que tá rindo/ Acho que tá lindo de papo pro ar. Desde o começo eu não disse, seu moço! Ele disse que chegava lá. Olha aí! Olha aí! Olha aí! Ai, o meu guri, olha aí! Olha aí! É o meu guri. O quando o morro escure, elevo a Deus uma prece: Mãe!!! É o meu guri! https://www.letras.mus.br/elza-soares/416801/
  7. 7. VER Compreender Deixar-se tocar
  8. 8. Múltiplas formas Violência direta Violência institucional Cultura da violência
  9. 9. Violência direta É a que mais chama a atenção: atos violentos que ferem, mutilam e matam! Uma pessoa (ou várias) usa a força contra outra(as). A mídia destaca a violência ligada a roubos, assassinatos, brigas de família. E esconde tantas outras.. A violência direta é a forma mais extrema de agressão. Mas não a mais letal..
  10. 10. O que leva alguém a praticar violência? Muitos fatores: - Pessoais - Histórico familiar - Oportunidades de educação e trabalho - Entorno próximo - Contexto socioeconômico *Não há relação linear de causa-efeito
  11. 11. Superar as falsas análises e soluções - A violência é produzida somente por gente malvada. - A culpa é do Estatuto da criança e do adolescente. - Todos os bandidos devem ser colocados na cadeia e apodrecerem lá para o resto da vida! - Bandido bom é bandido morto! - Deve-se aumentar a repressão policial e diminuir os defensores dos direitos humanos. - Vamos armar a população! - Vou contratar segurança privada! E o resto....
  12. 12. Uma realidade gritante O Brasil possui menos de 3% da população mundial. Mas responde por quase 13% dos assassinatos do planeta. Há mais mortes violentas do que alguns países em guerra ou sob ação do terrorismo. A cada hora, 5 pessoas morrem por arma de fogo!
  13. 13. Segurança pública Não é só questão de polícia. Inclui também: educação, esporte, assistência social, cultura, promoção da cidadania.
  14. 14. A violência que não se vê Violência institucional modelos de organização e práticas sociais que produzem e perpetuam modos de vida violentos.
  15. 15. Violência cultural Construções simbólicas coletivas que: - Consideram como naturais as enormes desigualdades, - Invertem as relações de causa-efeito, - Escondem as contradições sociais, - Aprovam a morte de jovens, negros e mulheres, porque “fizeram algo errado”.
  16. 16. Violência direta Violência institucional Cultura da violência
  17. 17. Violência como um sistema No Brasil, corre risco da vida quem atua em defesa dos direitos básicos dos mais fracos. Nos últimos dois anos, assassinaram mais de 100 lideranças. A bancada da Bala: venda de armas. A corrupção aumenta a violência e justifica a impunidade.
  18. 18. VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA -> Iniciativas em sua defesa
  19. 19. A(o) cidadã(o) comum Insegurança. Vítimas de assalto, roubo e morte em qualquer espaço público. -> Segurança pública: prevenção, punição, chance de recuperação.
  20. 20. Vítimas do Narcotráfico Um dos setores mais lucrativos da economia mundial. Movimenta mais de 400 bilhões de dólares ao ano. Matam por disputa de território ou quem não paga pela droga. Controlam vilas, favelas e presídios (facções). São presos os usuários pobres e os microtraficantes.
  21. 21. Negros/as e afrodescendentes Violência direta, estrutural e cultural. Há uma diferença de 160% a mais de negros vitimados por armas de fogo.
  22. 22. Jovens assassinados 71% negros 90% homens ->
  23. 23. Mulheres Ferimentos, mutilação, estupro e morte. Mais em casa do que na rua. Principal agressor: (ex) parceiro(a). Somente 8% foram condenados ou aguardam julgamento. Assédio sexual no ambiente de trabalho. -> Lei Maria da Penha. As vítimas rompem o silêncio. -> Coletivo de mulheres contra o assédio no transporte coletivo e no trabalho.
  24. 24. Violência doméstica contra: Mulheres Idosos Crianças: - Abuso sexual e violência física. - Falta de comida e escola de qualidade comprometem o resto da vida.
  25. 25. Tráfico humano - Comércio de órgãos - Adoção ilegal - Prostituição de meninas e mulheres. -> Rede de defesa: Thalita Kum
  26. 26. Povos tradicionais e trabalhadores rurais (Violência no campo) Genocídio de povos indígenas Assassinatos de lideranças Omissão dos poderes públicos. -> Constituição de 1988 reconhece os direitos de indígenas e quilombolas. Eles se organizam. -> Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Conselho Indigenista missionário (CIMI).
  27. 27. Alcoolismo e toxicodependência Incrementa a violência doméstica. Leva à autodestruição.
  28. 28. Violência no trânsito Brasil é o 5º país do mundo em mortes no trânsito, segundo OMS. 47 mil mortes por ano. 400 mil pessoas ficam com algum tipo de sequela.
  29. 29. Presidiários Agentes e vítimas da violência -> Analise os quadros a seguir. Perceba o perfil dos presidiários no Brasil.
  30. 30. -> Pastoral Carcerária. -> APAC (Associação de Proteção e Assistência aos condenados) e seus Centros de Recuperação. http://domtotal.com/direito/pagina/detalhe/25521/apac-associacao-de-protecao-e-assistencia-ao-condenado http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9296
  31. 31. Bullying Agressões intencionais, verbais ou físicas, de maneira repetitiva, feitas por um ou mais alunos contra o(s) colega(s). Origem na palavra inglesa bully: valentão, brigão. Entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. https://novaescola.org.br/conteudo/336/bullying-escola
  32. 32. Destruição do meio ambiente A Terra clama: perda de qualidade da água, do solo, do ar, da biodiversidade, dos alimentos...
  33. 33. Violência Religiosa Demonização da religião do outro. Intolerância.
  34. 34. Perda de direitos Violência promovida pelo poder político e econômico: reforma trabalhista e da previdência. Redução das conquistas da Constituição de 1988
  35. 35. Violência onde? Relações interpessoais EscolaSociedade
  36. 36. JULGAR e AGIR à luz da Fé
  37. 37. Hino da CF 2018
  38. 38. Símbolo das origens: Caim e Abel Afastar-se de Deus produz competição e inveja. O pecado suscita a violência. A pessoa se sente ameaçada e elimina o outro. Gera uma espiral de violência (Gn 4).
  39. 39. A bíblia não justifica a violência Compreender os textos no contexto cultural da época. Evolução no correr de 1500 anos de história do Povo da Bíblia, de Abraão a Jesus. No tempo das tribos e do reinado: é legítimo matar os inimigos do povo, que ameaçam sua existência.
  40. 40. Davi: - Mata o gigante Golias, guerreiro filisteu, que intimidava os judeus (1 Sam 17,32-51). - Poupa o Rei Saul, que buscava matá-lo (1Sam 24,3-21).
  41. 41. Os 10 mandamentos(Dt 5,6-21) - Javé nos tirou da Escravidão. Seremos fiéis a Ele. - Renunciaremos a adorar os deuses que exigem sacrifícios de sangue. - Observaremos o sábado, como celebração da liberdade. - Respeitaremos pai e mãe. - Renunciamos a matar, roubar e cometer adultério. - Respeitaremos a mulher do outro e os seus bens. - Falaremos a verdade em juízo.
  42. 42. Um longo processo... Do Deus forte, poderoso e guerreiro, para o Deus justo, bom e misericordioso. Veja nos Salmos.
  43. 43. Os preceitos religiosos... Não oprimir o membro do seu povo, nem o estrangeiro (Ex 23,9). Fazer valer a justiça e punir. Repreender quem errou, mas não guardar o ódio nem praticar vingança (Lv 19,7). Amar o próximo como a si mesmo (Lv 19,18).
  44. 44. Profetas Denunciam a violência e a injustiças contra os pobres (Am 5,24; Is 58,6-7; Jr 7,3-5). Convidam à conversão: ser fiel à aliança com Deus, praticar a justiça e a compaixão (Am 5,34; Jr 22,3).
  45. 45. Limpem-se! Tirem da minha vista as injustiças que vocês praticam. Parem de fazer o mal. Aprendam a fazer o bem. Defendam o direito do oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva (Isaías 1,16-17)
  46. 46. A grande utopia Transformar as armas de morte em instrumentos para cultivar a terra (Is 2,4)
  47. 47. Jesus Inaugura a Boa Notícia (evangelho) da reconciliação e da paz. Renuncia a violência (Lc 9,54-55). Toma a defesa dos que sofrem discriminação e violência: as crianças, as mulheres, os pobres e os pecadores públicos.
  48. 48. Jesus pede demais? Um programa de vida: as Bem-aventuranças (Mt 5,1-12). Perdoar sempre (Mt 18,21-22).
  49. 49. Perdão e superação da violência O perdão é um processo, que requer tempo e pacificação do coração. Perdoar não significa compactuar com a injustiça ou simplesmente esquecer o passado. O perdão recíproco exige novas atitudes.
  50. 50. SUPERAR A VIOLÊNCIA PROMOVER A CULTURA DA PAZ Ações individuais e coletivas
  51. 51. Eu: pessoal e profissional - Informar-me sobre as situações de violência do Brasil, com o olhar das vítimas. - Cultivar a flexibilidade. - Diminuir o espírito de competição e aumentar o de cooperação. - Defender os direitos ameaçados.
  52. 52. Nós: políticas públicas e cidadania - Participar de mobilizações pelos direitos sociais. - Exercer o voto consciente. - Manifestar opinião nas Redes Sociais.
  53. 53. Nós: práticas educativas Algumas sugestões, que não são exclusivas de cada segmento
  54. 54. Educação infantil - Promover vivências grupais entre as crianças. - Realizar dinâmicas que incentivem trocas e partilha. - Contar histórias que estimulem atitudes de respeito pelo outro e pela natureza. - Combater todas as formas de bullying.
  55. 55. Ensino Fundamental I - Apresentar o Estatuto da criança e do adolescente (ECA). - Promover dinâmicas que favoreçam o convívio com as diferenças. - Promover ações de cuidado entre as crianças. - Desenvolver a cordialidade nas relações. - Apresentar a diversidade religiosa do Brasil. - Conhecer os(as) promotores da paz no mundo (homens e mulheres).
  56. 56. Ensino Fundamental II - Promover ações de voluntariado em instituições que atuam com pessoas em situação de vulnerabilidade social. - Realizar dinâmicas de educação para a alteridade e que diminuam a incidência de bullying. - Promover jogos cooperativos. - Dar a conhecer a diversidade religiosa. - Realizar momentos orantes, como o Ofício dos Mártires da Caminhada
  57. 57. Ensino Médio - Realizar rodas de conversa com a temática da CF2018. - Pesquisar no “Atlas da violência no Brasil”. - Debater com juristas e agentes da pastoral carcerária sobre sistema penal e prisional brasileiro. - Conhecer experiências concretas (presencial e em vídeos) pela superação da violência contras as crianças e as mulheres. - Promover o voluntariado: pastoral carcerária, APAC, Centros socioeducativos nas periferias. - Identificar os discursos que justificam a violência cultural e institucional. - Cultivar o respeito às tradições religiosas afrodescendentes.
  58. 58. O que podemos fazer juntos, com outras escolas e organizações?
  59. 59. Alguns grupos que atuam para superar a violência  Pastoral Carcerária: carcerária.org.br  Federação das APACs do Brasil: http://www.fbac.org.br/index.php/pt/realidade-atual/mapas  Comissão Pastoral da Terra (CPT): https://www.cptnacional.org.br/  Conselho Indigenista missionário (CIMI): https://www.cimi.org.br/  Rede “Um grito pela vida” (tráfico de pessoas): http://gritopelavida.blogspot.com.br/  Defesa de crianças e Adolescentes: http://www.anced.org.br/  Comissão brasileira de Justiça e Paz da CNBB: https://www.facebook.com/cbjpdacnbb/
  60. 60. Dias Melhores (Jota Quest) Vivemos esperando dias melhores Dias de paz, dias a mais Dias que não deixaremos para trás. Vivemos esperando o dia em que seremos melhores Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo. Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre vivemos esperando dias melhores pra sempre Dias melhores pra sempre, pra sempre.
  61. 61. Para saber mais: -CNBB: Texto base da Campanha da Fraternidade 2018 -Atlas da violência no Brasil. Parceria: IPEA e Forum Brasileiro de Segurança Pública Vídeo de apresentação do atlas: https://www.youtube.com/watch?v=qqsl2iYycrY

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