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Resumo sobre relações ecológicas e biomas brasileiros.

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Resumo Ecologia - Parte I

  1. 1. ESCOLA ESTADUAL “DR. ARTHUR BERNARDES” Resumo sobre Ecologia – parte I Biologia – 3º ano Profa. Aline Miranda Nome: 1- Introdução A ecologia é uma ciência multidisciplinar, que envolve biologia vegetal e animal, taxonomia, fisiologia, genética, comportamento, meteorologia, pedologia, geologia, sociologia, antropologia, física, química, matemática, entre outras. Quase sempre se torna difícil delinear a fronteira entre a ecologia e qualquer dessas ciências, pois todas têm influência sobre ela. 2- Conceitos 2.1- Biosfera terrestre: Conjunto de todos os ecossistemas da Terra. 2.2- Ecossistema: Conjunto formado pela comunidade (fatores bióticos) e pelos fatores abióticos. 2.2.1- Fatores abióticos: podem ser físicos, químicos ou geológicos – água, ar, solo, luz, calor, substâncias químicas, entre outros; 2.2.2- Fatores bióticos: o conjunto de seres vivos. 2.3- Comunidade: Conjunto de populações que habitam uma mesma área. 2.4- População: Conjunto de indivíduos da mesma espécie que convivem em uma mesma área. 2.5- Nicho ecológico x Habitat 2.5.1- Nicho ecológico: O nicho é um conjunto de condições em que o indivíduo (ou uma população) vive e se reproduz. 2.5.2- Habitat – Lugar ocupado por organismos de determinada população. 3- Relações entre seres vivos de uma comunidade Os seres vivos de uma comunidade mantêm constantes relações entre si, exercendo, assim, influências recíprocas em suas populações. Essas relações podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie (relações intraespecíficas) ou entre indivíduos de espécies distintas (relações interespecíficas). As relações harmônicas são aquelas em que não há prejuízo para nenhum dos indivíduos da associação. Já nas relações desarmônicas, pelo menos um indivíduo da associação sofre algum tipo de desvantagem. Entretanto, considerando o total das relações de uma comunidade, verifica-se que elas se revelam harmônicas, pois são importantes para o equilíbrio das populações que interagem. 3.1- Relações intraespecíficas As relações intraespecíficas harmônicas são: 3.1.1- Sociedade (+/+): Cooperação entre indivíduos da mesma espécie em que há divisão de trabalho, mantendo-se todos anatomicamente separados. Exemplo: insetos sociais, como abelhas, cupins e formigas. 3.1.2- Colônia (+/+): Associação entre indivíduos da mesma espécie anatomicamente unidos entre si. Exemplo: corais. As relações intraespecíficas desarmônicas são: 3.1.3- Canibalismo (+/-): um indivíduo mata outro da mesma espécie para se alimentar. Exemplo: louva-a-deus. 3.1.4- Competição intra-específica (+/-): ocorre em praticamente todas as populações em que indivíduos disputam recursos não disponíveis em quantidade suficiente no ecossistema, como pode se apresentar o alimento e o espaço, por exemplo. 3.2- Relações interespecíficas 3.2.1- Relações interespecíficas harmônicas 3.2.1.1- Mutualismo obrigatório (+/+): os participantes se beneficiam e mantêm uma relação de dependência. Exemplos: líquens, cupins e protozoários, ruminantes e microrganismos. 3.2.1.2- Mutualismo facultativo ou protocooperação (+/+): os participantes se beneficiam e podem viver de modo independente do que ocorre no mutualismo obrigatório. Exemplos: paguro eremita e anêmonas-do-mar,
  2. 2. pássaro anu e certos mamíferos, pássaro-palito e crocodilo. 3.2.1.3- Inquilinismo (+/0): é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que um deles procura abrigo ou suporte no corpo do outro, sem prejudicá-lo. O inquilinismo é uma forma de associação muito parecida com o comensalismo. Desta difere por não haver cessão de alimentos ao inquilino. Exemplos: peixe-agulha e holotúria, orquídea e árvore. 3.2.1.4- Comensalismo (+/0): Assim como no inquilinismo, apenas um participante se beneficia, sem causar prejuízo ao outro. A associação ocorre em busca de alimento. Exemplos: rêmora e tubarão, hiena e leão, bactérias e ser humano. 3.2.1.5- Foresia (+/0): é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que um se utiliza do outro para transporte, sem prejudicá-lo. Como exemplos, têm-se a rêmora ou peixe-piolho no tubarão e o transporte de sementes por pássaros e insetos. 3.2.2- Relações interespecíficas desarmônicas 3.2.2.1- Amensalismo ou antibiose (+/-): os indivíduos de uma espécie secretam substâncias que inibem o desenvolvimento de indivíduos de outras espécies. Exemplo: fungos que secretam antibióticos, impedindo a multiplicação de bactérias. 3.2.2.2- Predatismo (+/-): um indivíduo captura e mata outro de espécie para dele se alimentar. Exemplos: aranhas que se alimentam de insetos e gaviões que comem cobras. Quando a planta é o alimento, trata-se de uma modalidade de herbivorismo. 3.2.2.3- Parasitismo (+/-): o parasita vive no corpo de um indivíduo de outra espécie, o hospedeiro, do qual retira alimento, via de regra não matando a curto prazo seu hospedeiro. Os parasitas podem ser classificados em ectoparasitas (externos ao corpo do hospedeiro) e endoparasitas (internos). Exemplos: carrapatos, piolhos, pulgões, cipó- chumbo e erva-de-passarinho (ectoparasitas); vírus, plasmódio e tripanossomo (endoparasita). 3.2.2.4- Competição interespecífica: duas ou mais populações de espécies diferentes apresentam nichos ecológicos semelhantes e disputam o mesmo recurso do meio quando ele não é suficiente para todos. Exemplo: diferentes espécies de ciliados que disputam o mesmo tipo de alimento. 3.2.3- Simbiose O termo simbiose, criado em 1879 pelo biólogo De Bary, tem sido equivocadamente utilizado como sinônimo de mutualismo. Simbiose refere-se a toda e qualquer associação permanente entre indivíduos de espécies diferentes que, normalmente, exerce influência recíproca no metabolismo, seja ela uma interação positiva ou negativa. Assim, podemos considerar três tipos bem definidos de simbiose: o parasitismo, o comensalismo e o mutualismo obrigatório. Atualmente, a utilização do termo simbiose tem sido ampliada, aplicando-se a qualquer tipo de relação interespecífica. 3.3- Espécies exóticas Com a crescente globalização e o consequente aumento do comércio internacional, espécies exóticas são introduzidas, intencional ou não intencionalmente, para locais onde não encontram inimigos naturais e parasitas, tornando-se mais eficientes que as espécies nativas no uso dos recursos. Em virtude da agressividade e capacidade de excluir as espécies nativas, diretamente ou pela competição por recursos, as espécies exóticas invasoras apresentam o potencial de transformar a estrutura e a composição dos ecossistemas, homogeneizando os ambientes e destruindo as características peculiares que a biodiversidade local proporciona. As espécies exóticas invasoras já contribuíram, desde o ano 1600, com 39% de todos os animais extintos, cujas causas são conhecidas. Mais de 120 mil espécies exóticas de plantas, animais e microrganismos foram introduzidas nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Índia, África do Sul e Brasil. Tendo em vista o número de espécies que já invadiram esses seis países estudados, estima-se que um total aproximado de 480 mil espécies exóticas já foram introduzidas nos diversos
  3. 3. ecossistemas da Terra. Aproximadamente 20 a 30% dessas espécies são consideradas pragas e são responsáveis por grandes problemas ambientais. Isto indica o enorme desafio que deverá ser enfrentado para o controle, monitoramento e erradicação das espécies exóticas invasoras. Os custos da prevenção, controle e erradicação de espécies exóticas invasoras indicam que os danos para o ambiente e para a economia são significativos. Neste contexto, levantamentos realizados nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, África do Sul, Índia e Brasil atestam que as perdas econômicas anuais decorrentes das invasões biológicas nas culturas, pastagens e nas áreas de florestas ultrapassa os 336 bilhões de dólares. Exemplos de espécies exóticas introduzidas no Brasil: lírio-do-brejo (Hedychium coronarium), nim (Azadirachta indica), algaroba (Prosopis juliflora), braquiária (Urochloa brizantha), dinoflagelado (Alexadrium tamarense), tilápia-do- nilo (Oreochromis niloticus), mosquito da dengue (Aedes aegypti), abelha africana (Apis mellifera), coral-sol (Tubastraea coccinea), mexilhão- dourado (Limnoperna fortunei), caramujo-africano (Achatina fulica). 4- Nossos ecossistemas O Brasil é o maior país de biodiversidade terrestre, que reúne quase 12% de toda a vida natural do planeta. Isso pode ser explicado pela combinação de ampla extensão territorial, alta incidência de luz solar e um oceano (o Atlântico) que contorna todo o leste do país. Tais condições propiciaram o surgimento de duas das mais significativas florestas tropicais do mundo: a floresta amazônica e a mata atlântica. Toda essa diversidade é distribuída pelos diversos ecossistemas brasileiros, que são agrupados em biomas. Os biomas são extensas regiões de variações climáticas específicas, principalmente no que diz respeito à temperatura e às chuvas. Devido a essas características, apresentam vegetação e formação de solo peculiares, que abrigam espécies animais e vegetais adaptadas a cada um deles. O Brasil possui seis biomas principais, divididos pelas áreas onde sua concentração é predominante: Amazônia, cerrado, mata atlântica, caatinga, campos do sul e banhados e pantanal. 4.1- Cerrado É a versão brasileira da savana africana e a segunda maior formação vegetal florestal do país, superada apenas pela floresta amazônica. Originalmente, estendia-se por cerca de dois milhões de quilômetros, que ocupavam mais da metade dos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins, além de porções de seis estados. Estima-se que 19,15% do cerrado ainda possua vegetação original. Esse bioma se caracteriza por suas diferentes paisagens, que vão desde o cerradão, com árvores altas, passando pelo campo cerrado, com árvores baixas e dispersas, até os campos sujos e campos limpos. Ao longo dos rios há formações florestais, conhecidas como matas ciliares ou de galeria. A vegetação varia de um lugar para outro, ocorrendo desde plantas rasteiras até árvores, geralmente não muito altas, com aspecto típico: caules retorcidos e casca grossa. O fogo é um importante fator ecológico no Cerrado, ocorrendo geralmente nos períodos secos. Entre suas causas naturais estão os raios. O fogo regula a floração e a germinação de sementes de muitas espécies de plantas desse bioma. A casca grossa das árvores pode ser considerada uma adaptação ao fogo, assim como os caules subterrâneos, também comuns em plantas da região. Apesar de importante fator natural, o fogo também é provocado pela ação humana. Neste caso, pode atingir proporções preocupantes, motivo pelo qual precisa ser evitado. Muitas plantas possuem raízes profundas e conseguem retirar água de lençóis subterrâneos, superando, assim, a falta de água na região superficial do solo, própria da estação seca. Nas suas chapadas estão as nascentes dos principais rios da bacia Amazônica, do Prata e do São Francisco, que favorecem a manutenção de uma biodiversidade surpreendente. Espécies ameaçadas como o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro- vinagre, entre muitas outras, ainda têm no cerrado seu principal ambiente natural. De fato, cerca de 80% do cerrado já foi modificado pelo homem. Um dos impactos ambientais mais graves na região foi causado por garimpos, que contaminaram os rios com mercúrio e provocaram o assoreamento dos cursos de água.
  4. 4. Nos últimos anos, a expansão da agricultura e da pecuária tornou-se o maior risco para esse bioma. A utilização indiscriminada de agrotóxicos e fertilizantes tem contaminado também o solo e a água. O desmatamento é alarmante, chegando a três milhões de hectare/ano, equivalente a 2,6 campos de futebol/minuto. Esforços de todos os setores da sociedade são necessários para reverter esse quadro. 4.2- Caatinga É o único bioma exclusivamente brasileiro. Em outras palavras, o patrimônio biológico desse bioma não é encontrado em nenhum outro lugar do mundo. Ocupa os estados de todo o Nordeste e norte de Minas Gerais. O nome “caatinga”, de origem indígena, significa “mata branca”. Por ser uma região de clima semi-árido e de solo raso e pedregoso, a vegetação só permanece verde no inverno. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, o juazeiro, a aroeira e a maniçoba; outras se caracterizam por ter raízes praticamente na superfície do solo a fim de absorver o máximo da chuva. Destacam-se nesse ambiente cactos, bromélias e leguminosas com caules espinhosos. Os espinhos correspondem a folhas reduzidas e essa característica constitui um mecanismo de proteção contra a perda de água das plantas nesse ambiente seco. Os animais também se adaptaram às condições desse bioma (têm hábitos migratórios ou escondem-se do sol em abrigos que tenham sombra, saindo para caçar à noite). Nos últimos 20 anos, aproximadamente 40 mil quilômetros quadrados de caatinga se transformaram em deserto devido à interferência do homem. Fazendas de criação de gado começaram a ocupar o cenário; siderúrgicas foram construídas e trouxeram consigo o corte da vegetação nativa para a produção de lenha e carvão vegetal. Outro grande problema é a contaminação das águas por agrotóxicos, que, depois de ser aplicado nas lavouras, escorre das folhas para o solo, e daí para as represas, matando os peixes e contaminando outras espécies. A exploração inadequada desse bioma afeta seu equilíbrio ecológico e provoca o desaparecimento de espécies e a perda da biodiversidade. Um exemplo bastante representativo do desaparecimento de espécies é o da ararinha-azul, que vivia na caatinga até 2000; agora só existe em cativeiro e corre sério risco de desaparecer para sempre. 4.3- Campos do sul e banhados No sul do país, a vegetação é composta por campos limpos de composição uniforme, com arbustos espalhados e dispersos: os chamados campos sulinos. O solo é revestido de gramíneas e pequenos arbustos, que se estendem como um tapete verde por uma região de mais de 200 quilômetros entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Constitui a porção brasileira dos pampas sul-americanos, que se estendem pelo território do Uruguai e da Argentina. Nessa região, as chuvas distribuem-se regulamente pelo ano todo, o clima é ameno e o solo é naturalmente fértil. Descendo ao litoral do Rio Grande do Sul, a paisagem é marcada pelos banhados, que são ecossistemas alagados. A ação de caçadores e o bombeamento da água pelos fazendeiros das redondezas ameaçam o local. Na primeira metade do século XX, colonizadores alemães e italianos iniciaram a exploração indiscriminada da madeira na região; árvores gigantescas e centenárias foram derrubadas para dar lugar a plantações. Devido à riqueza e fertilidade do solo, as áreas cultivadas do Sul expandiram-se rapidamente sem um sistema adequado de preparo, resultando em erosão e outros problemas que se agravaram progressivamente. A criação de gado e ovelhas também faz parte da cultura local. Porém, repetindo o mesmo erro dos agricultores, o pastoreio está provocando a degradação do solo e, além disso, o fogo utilizado para eliminar restos de pastagens secas torna o solo ainda mais frágil. Atualmente, outra grande ameaça é o plantio de eucaliptos para indústrias de papel e madeira. 4.4- Mata Atlântica A mata atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo e o bioma brasileiro que mais sofreu impactos ambientais dos ciclos econômicos da história do país. Englobava a área hoje equivalente a 17 estados, do Ceará ao Rio Grande do Sul. Hoje, está reduzida a apenas 7% de sua área original. Nesse bioma foram desenvolvidos os ciclos econômicos do pau-brasil, da cana-de-açúcar, do
  5. 5. algodão, do café e da extração da madeira para a indústria de papel e celulose no estado do Espírito Santo. Todas essas atividades foram exercidas sem planejamento ambiental, com intenso desmatamento e destruição. A partir do século XIX e XX, a principal ameaça da mata atlântica passou a ser o intenso processo de urbanização e de expansão agrícola. As estimativas indicam que esse bioma possui cerca de 20 mil espécies vegetais, metade das quais endêmicas (que só ocorrem neste bioma). Paralelamente à riqueza vegetal, a fauna é o que mais impressiona na região. Muitos dos animais brasileiros ameaçados de extinção são originários da mata atlântica, como os micos- leões, a onça-pintada, o tatu-canastra e a arara- azul-pequena, esta última já considerada extinta por alguns pesquisadores. Composta de uma grande variedade de formações vegetais, a mata atlântica é um mosaico de vegetação. Seus representantes ainda preservam mananciais hídricos importantes, que abrangem as bacias dos rios Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. A conservação e a recuperação da mata atlântica é um grande desafio. Proteger esse bioma significa proteger os recursos naturais que mantêm a população e atividades que tornam possível sua sobrevivência. 4.4.1- Mata de Araucárias: um ecossistema especial da Mata Atlântica A Mata de Araucárias ocorre na região Sudeste e no Sul do Brasil, principalmente no Paraná e em Santa Catarina, estendendo-se até São Paulo e Rio Grande do Sul. A planta predominante nessa mata é a araucária ou pinheiro-do-paraná, mas, também há outras árvores como a canela, a erva-doce e a imbuia. O pinhão, semente do pinheiro-do-paraná, é importante alimento para alguns animais, como o serelepe, o tatu, a gralha-azul e a gralha-picaça. A Mata de Araucárias tem sido grandemente devastada pelo ser humano, principalmente pela exploração excessiva da madeira, com reposição feita com outros tipos de pinheiro. Hoje está reduzida a menos de 2% da área que ocupava originalmente. 4.4.2- Manguezais Os manguezais são ecossistemas que se desenvolvem na transição entre o mar e a terra. Ocorrem, assim, em regiões litorâneas. No Brasil, sua distribuição vai do Amapá até Santa Catarina (Amazônia e Mata Atlântica). Os manguezais são ambientes de grande importância ecológica, sendo muitas vezes comparado a um “berçário”: um grande número de animais marinhos utiliza esses ambientes para a reprodução. Existem também diversas espécies que ocorrem somente nesse ecossistema, como o caranguejo-do-mangue. As árvores características dos manguezais apresentam modificações no caule e nas raízes que permitem sua sobrevivência no solo lodoso, ou seja, pouco firme e com reduzida concentração de gás oxigênio dissolvido. 4.5- Pantanal O pantanal é a maior área úmida continental do planeta, com aproximadamente 210 mil quilômetros quadrados – 140 mil quilômetros quadrados em território brasileiro, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As chuvas fortes são comuns e os terrenos quase sempre planos permitem um importante fluxo de entrada e saída de cheias, que renovam e fertilizam a região até a vazante. Quando o terreno seca, permanece sobre a superfície uma fina mistura de areia e restos de animais, vegetais e sementes, que propiciam grande fertilidade ao solo. Grande quantidade de peixes fica retida em lagoas ou baías, sem conseguir retornar aos rios. Dessa forma, as aves e outros animais carnívoros têm um farto banquete à disposição. O Pantanal abriga grande número de aves, com mais de 700 espécies, como a arara-azul, a garça, o flamingo e sua ave símbolo, o tuiuiú, também conhecido por juburu ou jabiru. Embora boa parte da região continue inexplorada, as principais ameaças são as pastagens artificiais, a atividade pecuária e a pesca profissional e esportiva. A agricultura indiscriminada está contaminando o solo pelo uso excessivo de agrotóxicos, além de provocar sua erosão, que, por fim, resulta no assoreamento dos rios, alterando toda a dinâmica de cheias desse bioma.
  6. 6. Também causaram grande impacto nos últimos anos, o garimpo, a construção de hidrelétricas, o turismo desorganizado e a caça. 4.6- Amazônia O maior bioma brasileiro ocupa, praticamente, um terço da área do país, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e parte do Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. A região é caracterizada por dois grandes ecossistemas: a vegetação de terra firme e a de várzea, distribuída nas margens dos rios. Maior reserva de biodiversidade animal e vegetal no mundo, a Amazônia abriga cerca de 50% da biodiversidade do planeta. Porém, apesar dessa riqueza, o ecossistema local é frágil. A floresta vive do seu próprio material orgânico, em meio a um ambiente úmido, com chuvas abundantes. A menor alteração pode causar danos irreversíveis ao seu delicado equilíbrio. Mais de 12% da área original da floresta amazônica já foi destruída pelo intenso desmatamento e pelas queimadas, seja para a implantação de criações de gado, plantio de grãos ou exploração madeireira. O Governo reconhece que 80% da produção madeireira da Amazônia provém da exploração ilegal. Problemas relacionados à administração, à fiscalização e à priorização de ações nesta região dificultam a solução dos problemas. Outra ameaça à conservação do bioma são os alagamentos para a implantação de usinas hidrelétricas. Além disso, a atividade mineradora trouxe graves consequências ambientais, como a erosão do solo e a contaminação dos rios com mercúrio. Em 2004, foi medido o desmatamento anual da Amazônia. A área desmatada correspondeu ao tamanho do estado de Sergipe e têm-se mantido números semelhantes nos últimos anos. O solo amazônico já foi bem estudado e sabe-se que, ao perder sua área nativa, ele não consegue se recompor, podendo sofrer um processo de desertificação, fato que o levará a perder completamente suas características tão exuberantes, que tornam esse bioma um dos mais importantes para a manutenção do equilíbrio ambiental mundial. Referências BRASIL: Conheça as espécies invasoras que podem causar problemas. 2012. Disponível em: <https://noticias.terra.com.br/ciencia/brasil-conheca- especies-invasoras-que-podem-causar- problemas,30b900beca2da310VgnCLD200000bbcceb0 aRCRD.html>. Acesso: 09 set. 2016. BRUNO, S. F. 100 animais ameaçados de extinção – e o que você pode fazer para evitar. 1 ed. São Paulo: Ediouro, 2008. LOPES, S.; ROSSO, S. Biologia: volume único. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 2005. MENDONÇA, V. L. Biologia. 2 ed. v. 1. São Paulo: AJS, 2013. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Espécies exóticas invasoras. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biosseguranca /especies-exoticas-invasoras>. Acesso: 09 set. 2016. SANTOMAURO, B.; TREVISAN, R.; SOUZA, R. C. C. L. A Introdução de espécies exóticas é sempre nociva à natureza? Revista Nova Escola. Disponível em: <http://acervo.novaescola.org.br/fundamental- 2/introducao-especies-exoticas-sempre-nociva- natureza-656035.shtml>. Acesso: 09 set. 2016. TERMOS utilizados na Ecologia. Disponível em: <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Ecologia/Ec ologia2.php>. Acesso: 09 set. 2016. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Ecologia: conceitos fundamentais. 2005. Disponível em: <http://www.inf.ufes.br/~neyval/Gestao_ambiental/Tec nologias_Ambientais2005/Ecologia/CONC_BASICOS _ECOLOGIA_V1.pdf>. Acesso: 09 set. 2016.
  7. 7. Também causaram grande impacto nos últimos anos, o garimpo, a construção de hidrelétricas, o turismo desorganizado e a caça. 4.6- Amazônia O maior bioma brasileiro ocupa, praticamente, um terço da área do país, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e parte do Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. A região é caracterizada por dois grandes ecossistemas: a vegetação de terra firme e a de várzea, distribuída nas margens dos rios. Maior reserva de biodiversidade animal e vegetal no mundo, a Amazônia abriga cerca de 50% da biodiversidade do planeta. Porém, apesar dessa riqueza, o ecossistema local é frágil. A floresta vive do seu próprio material orgânico, em meio a um ambiente úmido, com chuvas abundantes. A menor alteração pode causar danos irreversíveis ao seu delicado equilíbrio. Mais de 12% da área original da floresta amazônica já foi destruída pelo intenso desmatamento e pelas queimadas, seja para a implantação de criações de gado, plantio de grãos ou exploração madeireira. O Governo reconhece que 80% da produção madeireira da Amazônia provém da exploração ilegal. Problemas relacionados à administração, à fiscalização e à priorização de ações nesta região dificultam a solução dos problemas. Outra ameaça à conservação do bioma são os alagamentos para a implantação de usinas hidrelétricas. Além disso, a atividade mineradora trouxe graves consequências ambientais, como a erosão do solo e a contaminação dos rios com mercúrio. Em 2004, foi medido o desmatamento anual da Amazônia. A área desmatada correspondeu ao tamanho do estado de Sergipe e têm-se mantido números semelhantes nos últimos anos. O solo amazônico já foi bem estudado e sabe-se que, ao perder sua área nativa, ele não consegue se recompor, podendo sofrer um processo de desertificação, fato que o levará a perder completamente suas características tão exuberantes, que tornam esse bioma um dos mais importantes para a manutenção do equilíbrio ambiental mundial. Referências BRASIL: Conheça as espécies invasoras que podem causar problemas. 2012. Disponível em: <https://noticias.terra.com.br/ciencia/brasil-conheca- especies-invasoras-que-podem-causar- problemas,30b900beca2da310VgnCLD200000bbcceb0 aRCRD.html>. Acesso: 09 set. 2016. BRUNO, S. F. 100 animais ameaçados de extinção – e o que você pode fazer para evitar. 1 ed. São Paulo: Ediouro, 2008. LOPES, S.; ROSSO, S. Biologia: volume único. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 2005. MENDONÇA, V. L. Biologia. 2 ed. v. 1. São Paulo: AJS, 2013. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Espécies exóticas invasoras. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biosseguranca /especies-exoticas-invasoras>. Acesso: 09 set. 2016. SANTOMAURO, B.; TREVISAN, R.; SOUZA, R. C. C. L. A Introdução de espécies exóticas é sempre nociva à natureza? Revista Nova Escola. Disponível em: <http://acervo.novaescola.org.br/fundamental- 2/introducao-especies-exoticas-sempre-nociva- natureza-656035.shtml>. Acesso: 09 set. 2016. TERMOS utilizados na Ecologia. Disponível em: <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Ecologia/Ec ologia2.php>. Acesso: 09 set. 2016. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Ecologia: conceitos fundamentais. 2005. Disponível em: <http://www.inf.ufes.br/~neyval/Gestao_ambiental/Tec nologias_Ambientais2005/Ecologia/CONC_BASICOS _ECOLOGIA_V1.pdf>. Acesso: 09 set. 2016.

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