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A Doutrina Secreta - Prefácio e Introdução

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Resumo do Prefácio e Introdução do livro "A DOUTRINA SECRETA", Vol. I de H.P.Blavatsky - Ed. Pensamento

Publicado en: Meditación
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A Doutrina Secreta - Prefácio e Introdução

  1. 1. Volume I COSMOGÊNESE Por H. P. Blavatsky Ed. Pensamento PREFÁCIO E INTRODUÇÃO
  2. 2. PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO  Os dois volumes que saem à luz ainda não completam o plano, nem esgotam o assunto que lhes constitui o objeto;  Havia a intenção de que a Doutrina Secreta representasse uma versão ampliada e corrigida de Ísis sem Véu;  Mais tarde verificou-se que as explicações a serem dadas ao mundo exigiam, por sua natureza, um método diferente de exposição. Os dois volumes da DS não continham sequer vinte páginas reproduzidas de Ísis sem Véu.
  3. 3. PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO  H.P.B. reforça que as verdades expostas não tinham o caráter de revelação; nem a autora tinha a intenção de se fazer passar por uma reveladora de conhecimentos místicos que fossem trazidos à luz pela primeira vez na história;  A matéria contida na obra pode-se encontrar esparsa nos milhares de volumes que encerram as Escrituras das grandes religiões asiáticas e das primitivas religiões européias — oculta sob hieróglifos e símbolos, e até então despercebida por causa desse véu.
  4. 4. PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO  Obra reuniu as mais antigas doutrinas e sobre elas formou um conjunto harmônico e contínuo;  Autora não precisou recorrer a especulações ou teorias pessoais. A obra é uma exposição parcial de ensinamentos recebidos de estudantes mais adiantados. Alguns poucos pormenores são apresentados como resultados do próprio estudo e observação da autora;  Obra NÃO é a Doutrina Secreta em sua totalidade. Contém apenas um número selecionado de fragmentos dos seus princípios fundamentais;
  5. 5. PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO  Os ensinamentos dos dois volumes, por mais incompletos e fragmentários que sejam, não pertencem exclusivamente nem à religião hindu, nem à de Zoroastro, nem à da Caldéia, nem à egípcia; e tampouco ao Budismo, ao Islamismo ou ao Cristianismo. A Doutrina Secreta é a essência de todas as religiões. Os diferentes sistemas religiosos tiveram sua origem na Doutrina Secreta;
  6. 6. PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO O objetivo do trabalho pode ser assim expresso:  Demonstrar que a Natureza não é 'uma aglomeração fortuita de átomos', e assinar ao homem o lugar que por direito lhe compete no plano do Universo;  Evitar que sejam desvirtuadas as verdades arcaicas que constituem a base de todas as religiões;  Descobrir, até certo ponto, a unidade fundamental que se acha na raiz de todas elas;  Mostrar que a Ciência da civilização hodierna jamais se aproximou do lado Oculto da Natureza.
  7. 7. PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO Ela escreveu a serviço da Humanidade; deve ser julgada pela Humanidade e as gerações futuras. H. P. B. Londres, outubro de 1888
  8. 8. PREFÁCIO DA TERCEIRA EDIÇÃO REVISTA  Assinado por Annie Besant e G. R. S. Mead em 1893;  Correção de frases obscuras devido ao imperfeito conhecimento do inglês;  Comprovação a exatidão da maior parte das citações e referências;  Adoção se sistema uniforme para transliteração das palavras sânscritas;  Acréscimo de um índice minucioso em volume separado (não traduzido para o português) Annie Besant G. R. S. Mead
  9. 9. PREFÁCIO DA QUARTA EDIÇÃO (Edição de Adyar)  Assinado pelo presidente da Sociedade Teosófica, George S. Arundale em 1938 em Adyar;  A quarta edição, com seis volumes, de mais fácil manuseio e de preço mais acessível, foi editada pela ”Fundação Blavatsky”;  A edição de Adyar possibilitou o concurso da experiência dos membros mais versados em Teosofia e na história da Sociedade Teosófica com freqüentes consultas aos arquivos da ST e confronto dos textos impressos com os manuscritos e cartas de H.P.B.. George S. Arundale
  10. 10. PREFÁCIO DA QUARTA EDIÇÃO (Edição de Adyar)  Nessa edição foram acrescentados o seguinte: - “Como foi escrita A DOUTRINA SECRETA”, compilação dos Anais e Registros da Sociedade; -“H. P. Blavatsky: Sinopse de sua Vida”; - Bibliografia (no fim de cada volume); - Um Glossário resumido (em aditamento ao Índice).
  11. 11. PREFÁCIO DA QUARTA EDIÇÃO (Edição de Adyar)  Índices foram revistos. Quinto volume (antigo volume III) com índice inteiramente novo;  Sra Josephine Ransom, profunda estudiosa de A Doutrina Secreta, faz exame detalhado de cada página e palavra da obra de modo a garantir que a obra fosse a vera expressão de sua autora. Ela também fundiu em uma as edições de 1888 e 1893;  Rohit Mehta coopera na organização do novo índice.
  12. 12. PREFÁCIO DA QUARTA EDIÇÃO (Edição de Adyar) “Pela influência do Segundo Logos, eles ( KH e Morya) criaram em 1875 a forma – Sociedade Teosófica. Pela influência do Terceiro Logos, eles infundiram em 1888 a vida – A Doutrina Secreta” Em 1893 esta vida foi renovada. Em 1938 opera- se mais uma renovação. George S. Arundale Adyar, 1938
  13. 13. PREFÁCIO DA QUARTA EDIÇÃO (Edição de Adyar) “H.P. Blavatsky será sempre considerada como aquele ser de quem, sob a inspiração dos Fundadores Ocultos, promanou a vida que há um dia de construir um mundo inteiramente novo”
  14. 14. Introdução  Ensinamentos da literatura teosófica surgida na Inglaterra era chamado de “Budismo Esotérico”;  Erro desce por um plano inclinado ao passo que a verdade tem que subir penosamente a escarpa da colina;  Erro restringir a Teosofia ao Budismo e confundir a filosofia religiosa de Gautama, o Buddha, com as doutrinas expostas no livro Esoteric Buddhism de A. P. Sinnet;  Naquela obra não havia “nem Esoterismo, nem Budismo”. As verdades apresentadas deixaram de ser esotéricas após serem publicadas e não se relacionavam `a religião de Buddha. Eram alguns dados de ensinamentos até então ocultos e que serão desenvolvidos e complementados nesta obra.
  15. 15. Introdução  Os volumes da DS, apesar de trazerem à luz muitos pontos fundamentais da DOUTRINA SECRETA do Oriente não fazem mais que levantar uma nesga do denso véu que os envolve;  Nenhum Adepto pode lançar ao mundo zombeteiro e incrédulo o que tão zelosamente tem sido preservado ao longo de séculos e idades sem conta;  Esoteric Buddhism é uma obra excelente com um título pouco feliz, pois aqueles que chamaram a atenção pública para o assunto esqueceram de advertir que há uma diferença entre ”Buddhism” – sistema moral e religioso fundado por Gautama Buddha (o Iluminado) e “Budhism”, de Budha, “Sabedoria ou Conhecimento (Vidya) palavra derivada da raiz sânscrita Budh, conhecer
  16. 16. Introdução  Tal esclarecimento se faz de todo indispensável no início duma obra como esta;  A “Religião-Sabedoria” é a herança comum de todas as nações do mundo;  HPB conhecia o que fora divulgado no “Esoteric Buddhism” e muitas coisas mais, varios anos antes de 1880, quando foi incumbida de transmitir uma pequena parcela da Doutrina Secreta a dois europeus, um dos quais Sinnett;  Boa parte da filosofia esotérica exposta por Sinnett foi ensinada na América antes da publicação de Isis Sem Véu (ISV) a outros dois europeus e a Olcott. Olcott, por especial permissão, divulgou alguns desses ensinamentos de várias maneiras.
  17. 17. Introdução  Âdi ou Âdi-Budha: denominação dada pelos primitivos arianos à Divindade desconhecida, o Uno, a Primeira e Suprema Sabedoria. É, para Fitzedward Hall a causa primordial incriada de todas as coisas;  Eons e eons devem ter-se passado até que o epíteto de Buddha viesse a ser aplicado aos mortais dignos desse título de “Buddha da Sabedoria Imutável”;  Bodha: posse inata da inteligência ou entendimento divino  Buddha: a aquisição de Bodha pelos esforços e méritos pessoais;  Buddhi: faculdade de conhecer o canal por onde o conhecimento divino flui até o Ego, Alma espiritual, veículo de Ãtmâ.
  18. 18. Introdução  Quando Buddhi absorve (destroi) o nosso Egotismo com todos os seus Vikâras, Avalokieteshvara se manifesta em nós, e o Nirvana ou Mukti (libertação de Maya ou ilusão) é alcançado.  Bodhi: nome de um estado particular de êxtase chamado Samâdhi, onde o indivíduo atinge o ápice do conhecimento espiritual;  O ódio ao Buddhismo e, por via reflexa, ao Budhismo, é ignorância, ódio somente porque o nome está associado a princípios e doutrinas que não são monoteístas;  O verdadeiro filósofo, o estudante da Sabedoria Esotérica, perde inteiramente de vista as personalidades, as crenças dogmáticas e as religiões particulares.
  19. 19. Introdução  A Filosofia Esotérica concilia todas as religiões, despe-as de suas vestimentas humanas exteriores e demonstra a raiz comum de todas elas;  A Filosofia Esotérica prova a necessidade de um Princípio Divino e Absoluto na Natureza, não nega a Divindade mas recusa-se a aceitar os Deuses das religiões monoteístas, tristes e ímpias caricaturas do Eterno Incognoscível;  A documentação que vamos apresentar abrange as doutrinas esotéricas do mundo inteiro, desde os primórdios da humanidade e nela o ocultismo budista ocupa o lugar que lhe corresponde.
  20. 20. Introdução  De fato, Gautama confinou seus ensinamentos ao aspecto puramente moral e fisiológico da Religião-Sabedoria, ao homem e à ética simplesmente, não se ocupando em seus ensinamentos públicos das coisas “invisíveis e incorpóreas” as quais eram destinadas somente ao circulo seleto de seus Arhats;  Há grande diferença entre o Budismo ortodoxo (ensinamentos públicos de Gautama) e o Budismo esotérico. Sua Doutrina Secreta em nada diferia da dos Brâmanes iniciados e a reforma budista consistiu em revelar parte do que havia permanecido secreto para os que estavam fora do círculo encantado.
  21. 21. Introdução  No último quartel deste século (sec XIX) apareceu no mundo uma classe especial de literatura, alegando basear- se em investigações eruditas de sanscritistas e orientalistas e que chegou a assumir foros de cientifica. Essa literatura interpretou religiões mitos e emblemas da Índia e Egito e de outras nações antigas segundo um entendimento que se aprouve dar fazendo a forma grosseira e exterior exprimir o sentido interior;  Talvez por essa razão que se tenha permitido vir hoje à luz, após milênios de silêncio e segredo, os lineamentos de algumas verdades fundamentais da Doutrina Secreta das Idades Arcaicas;
  22. 22. Introdução  Algumas verdades somente, pois o que deve permanecer em silêncio não caberia em uma centena de volumes como este e não pode ser comunicado à presente geração;  O mundo atual progride rapidamente em direção oposta à espiritualidade. Hoje as aspirações espirituais mais santas e elevadas são sepultadas nesse vale de discórdia que tornou-se o mundo;  A alma se atrofia e paralisa cada vez mais. Mas há uma nobre minoria de estudantes sérios e entusiastas que merecem aprender as poucas verdades que hoje lhe podem ser oferecidas, e agora muito mais que a dez anos atrás quando foi publicada ISV numa tentativa de explicar os mistérios da ciência esotérica.
  23. 23. Introdução  Provavelmente a mais importante objeção à veracidade do presente livro será a dúvida sobre as declarações das Estâncias, pois o LIVRO de DZYAN não figura em nenhuma das bibliotecas européias. É um livro desconhecido de nossos filólogos, coisa que não terá grande importância para o verdadeiro ocultista;  O corpo principal da doutrina exposta se encontra disseminado em centena e até milhares de manuscritos sânscritos; Todo homem de ciência tem, portanto, oportunidade de verificar os assertos e a maior parte das citações que se fazem;  Uma coisa não pode ser posta em dúvida:
  24. 24. Introdução  “Os membros das várias escolas esotéricas cujo centro está situado além dos Himalaias e de que se podem encontrar ramificações na China, Japão, Tibete , Síria e até mesmo América do Sul, afirmam que tem em seu poder a soma total das obras sagradas e filosóficas que tem sido escritas em todas as línguas”;  A partir da destruição da biblioteca de Alexandria, todas as obras que podiam levar ao conhecimento da Ciência Secreta hão sido objeto de cuidadosa buscas por membros daquela Fraternidade;  Dizem os entendidos que de cada obra encontrada, os exemplares foram destruídos, com exceção de três que foram conservados em rigorosa custódia.
  25. 25. Introdução  Em todas as grandes e ricas lamaserias existem criptas subterrâneas e bibliotecas em grutas cavadas na rocha;  Há inúmeros relatos de lugares quase inacessíveis aos homens e que possuem recintos subterrâneos, de amplas galerias e salas onde se guardam livros secretos e em grandiosíssimo número;  Atestam tal fato as investigações coletivas dos orientalistas, em especial nos últimos anos, que trouxeram a convicção de que um número incalculável de manuscritos e obras impressas, que se sabem terem existido, já não podem ser encontradas atualmente;
  26. 26. Introdução  Conforme está comprovado, a maior parte dessas obras desaparecidas continham verdadeiras chaves de outras obras que ainda existem, embora sejam de todo incompreensíveis para a maioria, por falta daqueles volumes adicionais de comentários e explicações;  Tal é o que sucede , por exemplo, com as obras de Lao-tse. Os comentários reais de suas obras há muito desapareceram e os comentários chegados ao conhecimento dos orientalistas acidentais não representam os lídimos anais ocultos senão véus intencionais;
  27. 27. Introdução  Com relação a antiga literatura das religiões semíticas, as Escrituras da Caldéia, a irmã maior e inspiradora, senão a fonte, da Bíblia Mosaica, base e ponto de partida do Cristianismo, o que os eruditos podem encontrar?;  Com exceção daqueles mais que duvidosos fragmentos, toda a literatura sagrada dos caldeus sumiu da vista dos profanos de maneira completa;  Quanto à literatura ária, o Rig Veda, que contém mais de 10580 versículos, ou 1028 hinos, não foi ainda corretamentre interpretado, apesar da contribuição dos Brâhmanas e da massa de glosas e comentários porque as Brâhmanas, os mais antigos tratados escolásticos sobre os primitivos hinos, chamam por sua vez uma chave que aos orientalistas não foi dado encontrar.
  28. 28. Introdução  Quanto à literatura budista, apesar dos 325 volumes do Kanjur e do Tanjur dos budistas do norte, nada em verdade se sabe sobre o autêntico lamaísmo;  Disse o Prof. Max Muller: “de acordo com a tradição conservada pelas escolas budistas do norte e do sul, o cânon sagrado compreendia em suas origens de 80 mil a 84 mil tratados, sendo que a maior parte deles se perdeu tendo restado apenas uns 6 mil”. Perdidos para os europeus. Mas estarão eles perdidos para os budistas e brâmanes?;  Estariam tais textos realmente perdidos, tendo-se em conta o caráter sagrado em que os budistas tinham tudo o que se escrevia sobre Buddha e a Boa Lei?
  29. 29. Introdução  Não estariam tais textos perdidos apenas para o ocidente, sendo conservados ciosamente fora do alcance dos estrangeiros?  Tendo em vista as numerosas confissões e queixas de quase todos os orientalistas, pode o público estar certo do seguinte:  1) que os estudantes das religiões antigas dispõem realmente de escassas informações em que assentar conclusões definitivas, como geralmente fazem a respeito das velhas crenças;  2) Que, não obstante a carência de dados, nada os impede de dogmatizar;
  30. 30. Introdução  Poder-se-ia supor que graças aos inúmeros anais da teogonia egípcia e dos mistérios, conservados pelos clássicos e por vários autores da antiguidade, os ritos e dogmas do Egito deviam ser mais bem compreendidos que as filosofias abstratas e o panteísmo da Índia. Entretanto assim não acontece como declarou o próprio Max Muller;  Um ilustrado cingalês asseverou à autora destas linhas ser coisa sabida que os mais importantes tratados sagrados do cânon budista permaneciam guardados em países e lugares inacessíveis aos pandits europeus;  O saudoso Swâmi Dayânand Sarasvati , o maior sanscritista indiano de seu tempo, fez idêntica declaração a alguns membros da Sociedade Teosófica a respeito de antigas obras brâmanicas.
  31. 31. Introdução  Quando o informaram de que o Prof. Max Muller havia sustentado que a teoria de uma revelação primitiva e sobrenatural outorgada aos progenitores da humanidade não encontra hoje senão um reduzido número de partidários, aquele santo e sábio homem desatou a rir e disse que, se Max Muller fosse um brâmane e que o procurasse, ele, Swami Sarasvati, poderia levá-lo a uma caverna gupta (uma cripta secreta) no Himalaias, onde ele poderia se certificar de que o que chegou à Europa vindo da Índia não representa senão fragmentos de cópias inautênticas de alguns trechos dos livros sagrados da Índia;
  32. 32. Introdução  Existiu uma ‘Revelação Primitiva’, que ainda se conserva; e não ficará perdida para o mundo, porque nele há de reaparecer;  Ainda que os resultados de estudos demonstrem que nem o Novo nem o Velho Testamento copiaram algo das religiões antigas dos brâmanes e dos budistas, não se segue daí que os judeus não tivessem ido buscar nas escrituras dos Caldeus tudo o que sabiam;  Quanto aos Caldeus, é certo que deviam sua primitiva ciência aos brâmanes;  Houve no planalto do Tibet uma civilização antiga que durou milhares de anos e que poderia revelar à humanidade os mais estranhos segredos.
  33. 33. Introdução  Dessa civilização, hoje desaparecida, sobraram no interior da terra verdes oásis, inacessíveis aos europeus e mesmo aos indígenas. Há subterrâneos construídos nas entranhas da terra que guardam tesouros inacessíveis aos homens;  O oásis de Tchertchen, situado a 4.000 pés sobre o nível do rio Tchertchen-Darya, acha-se rodeado em todas as direções pelas ruínas de vilas e cidades arcaicas. Uns 3.000 seres humanos representam ali o resto de cem raças e nações extintas. Tais seres sabem quase nada sobre seu passado e dizem que seus primitivos ascendentes foram governados pelos grandes Sábios daqueles desertos;  Pode-se admitir que, mais que superstição, tal declaração seja um eco de uma tradição antiga;
  34. 34. Introdução  Recapitulando: “A Doutrina Secreta foi a religião universalmente difundida no mundo antigo e pré- histórico. As provas de sua difusão, os anais autênticos de sua história, uma série completa de documentos que demonstram o seu caráter e a sua presença em todos os países, juntamente com os ensinamentos de seus grandes Adeptos, existem até hoje nas criptas secretas das bibliotecas pertencentes à Fraternidade Oculta”;  Fortalecem tal afirmação os seguintes fatos:  1) A tradição de que milhares de pergaminhos antigos foram salvos quando da destruição da Biblioteca de Alexandria;
  35. 35. Introdução  2) os milhares de obras sânscritas desaparecidas na Índia durante o reinado de Akbar;  3) a tradição universal, na China e no Japão, de que os verdadeiros textos antigos e comentários que os tornam inteligíveis, se encontram há muito tempo fora do alcance dos profanos;  4) o desaparecimento de vasta literatura sacra da Babilônia;  5) A perda das chaves que poderiam unicamente decifrar os mil enigmas das inscrições hieroglíficas do Egito;
  36. 36. Introdução  6) a tradição corrente na Índia de que os comentários secretos que tornam os Vedas inteligíveis, embora subtraídos aos profanos, estão disponíveis aos Iniciados e escondidos em subterrâneos e criptas secretas. E há crença idêntica entre os budistas no que se refere aos seus livros sagrados;  Todos esses documentos existem e deverão reaparecer em uma época mais esclarecida, afirmam os Ocultistas. Época que tão cedo não virá como afirmou o Swâmi Sarasvati;  Não é por culpa dos Iniciados que tais documentos se acham “perdidos” para o profano. É que há certos aspectos da Doutrina Secreta que devem permanecer ocultos a olhos profanos durante idades sem conta.
  37. 37. Introdução  Revelar segredos de tal magnitude às massas não preparadas seria o mesmo que entregar uma vela acesa a uma criança dentro de um paiol de pólvora;  O perigo em revelar doutrinas puramente filosóficas como as da Cadeia Planetária ou a das Sete Raças proporcionam, desde logo, uma chave sétupla do homem; pois cada princípio humano está em correlação com um plano, um planeta e uma raça; e os princípios humanos estão, em cada plano, em correspondência com as forças ocultas de natureza sétupla – sendo as dos planos superiores dotadas de uma potência espantosa. Assim, toda chave setenária é uma chave que pode abrir imediatemente as portas de tremendos poderes ocultos, cujo abuso traria incalculáveis males para a humanidade.
  38. 38. Introdução  Ocultavam-se os documentos, mas a ciência propriamente dita e sua existência jamais eram tratadas como segredo pelos Hierofantes do Templo, onde os Mistérios foram sempre uma disciplina e um estímulo para a virtude;  Foi confirmado à autora, por um respeitável e digno de fé cavalheiro adido a uma embaixada da Rússia durante muitos anos, a existência, nas bibliotecas imperiais de São Petesburgo, de vários documentos pelos quais se comprova que mais de um místico russo se dirigiu ao Tibet atravessando os montes Urais para adquirir o saber e a iniciação nas criptas desconhecidas da Ásia Central. E mais de um regressou com tesouros de conhecimentos que em nenhum outro lugar da Europa encontraria.
  39. 39. Introdução  É então a Teosofia uma nova religião? – eis a pergunta. De nenhum modo; não é uma “religião”, nem é “nova” a sua filosofia. Seus princípios não são agora publicados pela primeira vez, mas hão sido cautelosamente revelados e ensinados por mais de um Iniciado europeu;  Já se disse que não houve um só fundador de religião que a tivesse inventado ou um só revelador de uma verdade que fosse nova. Todos os fundadores foram mensageiros – não mestres originais – e autores de formas e interpretações novas. Mas as verdades em que se apoiavam eram tão antigas quanto o gênero humano.
  40. 40. Introdução  Desse modo, cada nação recebeu a seu tempo algumas das verdades aludidas, sob o véu de seu próprio simbolismo, local e peculiar, simbolismo que, com o tempo, evolucionou para um culto mais ou menos filosófico, um Panteão de aparência mítica;  Como dizia Confúcio: “Eu não faço mais do que transmitir; não posso criar nenhuma coisa nova. Creio nos antigos, e portanto os venero”;  A autora também os venera e neles acredita, assim como nos modernos herdeiros de sua Sabedoria. E, assim, agora transmite a todos que o desejam, o quem ela própria recebeu e aprendeu.
  41. 41. Introdução  Mas, os que negarem tal conhecimento, estarão no seu direito, o mesmo que assiste à autora o de os afirmar;  E como poderia um sábio ocidental aceitar, por ouvir dizer, coisas sobre as quais nada conhece?  O que se contém nestes volumes foi recolhido tanto de ensinamentos orais quanto escritos. Esta primeira apresentação da doutrina esotérica se acha baseada nas Estâncias que representam os anais de um povo desconhecido. Foram escritos em língua desconhecida e são agora oferecidos ao público por intermédio de uma pessoa desacreditada perante o mundo;
  42. 42. Introdução  Tais ensinamentos serão repudiados e escarnecidos a priori – tal atitude prevalecerá no século atual (XIX), mas somente neste, porque no século XX os eruditos principiarão a reconhecer que a Doutrina Secreta não foi nem inventada nem exagerada mas simplesmente delineada e que seus ensinamentos são anteriores aos Vedas;  De cem em cem anos surge uma tentativa de mostrar-se ao mundo que o Ocultismo não é uma vã superstição. Uma vez que se possa entreabrir a porta, ela ir-se-á abrindo cada vez mais nos séculos sucessivos;  Os tempos estão propícios para o advento de conhecimentos mais sérios que os permitidos até agora, se bem que ainda tenham que ser muito limitados.
  43. 43. Introdução  Os Vedas também foram tidos como “uma falsificação moderna” e o sânscrito foi considerado filho do grego. Até 1820 os livros sagrados dos brâmanes, dos magos e dos budistas eram desconhecidos e duvidava-se até mesmo de sua existência. Hoje está provado que os Vedas pertencem à mais remota antiguidade, sendo sua conservação quase uma maravilha;  Outro tanto se dirá da Doutrina Secreta Arcaica, quando se produzirem provas irrefutáveis de sua existência e de seus anais. Mas passarão ainda muitos séculos antes que se publique muita coisa mais do que agora.
  44. 44. Introdução  Em “Isis sem Véu” foi dada apenas uma volta das sete voltas que encobrem o Sistema Esotérico, para permitir uma rápida visão do mistério;  Muito mais coisas são explicadas nos presentes volumes e revelações que agora podem ser feitas, eram vedadas à autora na época de “Isis sem Véu”;  No século XX, algum discípulo mais bem informado e com qualidades mui superiores, poderá ser enviado pelos Mestres de Sabedoria para dar provas definitivas e irrefutáveis da existência da Gupta Vidyâ ou Sabedoria Secreta.
  45. 45. Introdução  A uma tal obra como esta não podia servir de introdução um simples prefácio mas antes um volume que expusesse fatos, não meras dissertações;  Seria inútil incluir na obra os pontos dos ensinamentos esotéricos que escaparam à interdição sem preliminarmente se estabelecesse a autenticidade, ou pelo menos, a probabilidade da existência de semelhantes ensinamentos;  As afirmações a serem dadas devem trazer o abono de várias autoridades (antigos filósofos, escritores clássicos etc.);  Terão que ser citados nomes históricos e de dignos de confiança, autores antigos e modernos de competência indiscutível e veracidade comprovada.
  46. 46. Introdução  Deverão ser também nomeados alguns dos mais esclarecidos e famosos discípulos das artes e ciências secretas juntamente com os mistérios destas últimas tal como apresentados ao público;  Como proceder? Qual o melhor caminho pata alcançar esse objetivo?  Como um viajante que chega à terras cheias de barreiras inacessíveis e que não pode conhecê-las mas somente tentar buscar um ponto de acesso mais elevado a partir do qual possa formar uma idéia geral da perspectiva adiante com base nos conhecimentos das paisagens que deixou para trás.
  47. 47. Introdução  Pretende-se num próximo volume ( A Edição de 1888 dizia “no volume III desta obra”) apresentar uma breve recapitulação dos principais Adeptos historicamente reconhecidos, de como os Mistérios decaíram até desaparecer da memória dos homens, a verdadeira natureza da Iniciação e da Ciência Sagrada;  Passaram desde então a ser ocultos os seus ensinamentos;  Que o leitor se detenha um instante em compania da autora no ponto de observação escolhido e concentre toda a sua atenção nos 1.000 anos que correspondendo aos períodos anteriores e posteriores ao Cristinaismo se acham divididos em duas partes pelo ano Um da Natividade;
  48. 48. Introdução  Este acontecimento, seja ou não historicamente exato, constituiu-se o primeiro de uma série de baluartes levantados para se oporem a um possível retorno, ou mesmo a simples observação retrospectiva, das tão odiadas religiões do passado, odiadas e temidas porque projetavam uma luz demasiado intensa sobre a interpretação nova e intencionalmente velada do que hoje se chama a “Nova Lei”;  A verdade jamais pode ser destruída; e por isso não surtiu efeito a tentativa de eliminar da face da Terra todo vestígio da antiga sabedoria, especialmente na nossa era (Cristã).
  49. 49. Introdução  Pouco sobrou dos anais do passado depois de milhões de manuscritos queimados e monumentos reduzidos a pó com suas indiscretas inscrições e pinturas de um simbolismo excessivamente sugestivo;  O espírito de fanatismo dos cristãos dos primeiros séculos e da Idade Média, como também ocorreu depois com os sectários do Islamismo, preferiu sempre viver no obscurantismo e na ignorância;  Ambas as religiões conquistaram seus prosélitos com a ponta da espada. Ambas construíram seus templos sobre enormes hecatombes de vítimas humanas.
  50. 50. Introdução  Mas dia chegará em que as religiões hão de saber que “Não há Religião Superior à Verdade – Satyat Nâsti Paro Dharmah – o lema o Mahârâjah de Benares, adotado pela Sociedade Teosófica;  A DS não representa outra versão de Isis de Véu, conforme era a intenção original. É antes uma obra que explica a anterior e vem trazer luz a muitos problemas que ficaram sem solução no primeiro livro;  Em ISV ocupou-se com o que tinha relação com os sistemas filosóficos compreendidos em nossos tempos históricos e com os diversos simbolismos das nações desaparecidas, tendo a obra um rápido lance de olhos sobre o panorama do Ocultismo.
  51. 51. Introdução  Na presente obra daremos, com certa minúcia, cosmogênese e a evolução das quatro Raças que precederam a nossa quinta Raça, publicando-se agora dois grandes volumes (Da primeira edição inglesa) em que se explicam o que foi dito só nas primeiras páginas de ISV;  Não caberia apresentarmos nestes volumes o vasto catálogo das Ciências Arcaicas antes de nos havermos ocupado de problemas de tanta magnitude como os da Evolução cósmica e planetária, e do gradual desenvolvimento das misteriosas humanidades e raças que precederam a nossa Humanidade Adâmica.
  52. 52. Introdução  Assim, a tentativa que ora se empreende para esclarecer alguns mistérios da Filosofia Esotérica, nada tem a ver com a obra anterior;  Outro ponto importante que é o principal dos que constituem a série de provas da existência de uma Sabedoria primitiva e universal: afirma-se com base rigorosamente histórica, que Orígenes, Sinésio e até mesmo Clemente de Alexandria haviam sido iniciados nos Mistérios, antes de reunirem sob um véu cristão, o sistema dos Gnósticos ao Neoplatonismo da Escola de Alexandria. E alguns dos ensinamentos secretos foram conservados no Vaticano e que desfiguradamente foram introduzidos no programa cristão original da Igreja Latina
  53. 53. Introdução  Como exemplo temos o dogma da Imaculada Conceição, hoje materializado. Explicam-se por isso as grandes perseguições da Igreja Católica Romana ao Ocultismo, Maçonaria e ao Misticismo heterodoxo em geral;  Os dias de Constantino foram o último ponto crítico da história, o período de luta suprema que acabou por destruir as velhas religiões do mundo acidental, em favor do novo credo, edificado sobre os corpos daquelas;  A perspectiva de um passado remoto, anterior ao Dilúvio e ao Édem foi interceptado por todos os meios, lícitos e ilícitos. Todos os documentos que podiam estar ao alcance foram destruídos;  Mas restou um saldo suficiente.
  54. 54. Introdução  Alguns documentos escaparam ao cataclismos geológicos e políticos para contar a história; e o que se salvou demonstra que a Sabedoria Secreta foi em tempos a única fonte, a fonte perene e inesgotável de que se alimentavam todas as correntes – as religiões posteriores dos diversos povos;  A fase que se inicia com o Buddha e Pitágoras, e finda com os neoplatônicos e os Gnósticos, é o único foco que a história nos depara, onde pela última vez convergem os cintilantes raios de luz emanados de idades remotíssimas e não obscurecidos pelo fanatismo.
  55. 55. Introdução  Daí a necessidade da autora de invocar fatos colhidos do mais vetusto passado com apoio em provas fornecidas pela história;  Muitos Adeptos que viveram no mundo, poetas e escritores clássicos iniciados de todos os tempos, fizeram esforços para conservar nos anais da humanidade pelo menos o conhecimento da existência de tal filosofia;  Senhores, eu fiz apenas um ramalhete de flores escolhidas: nele nada existe de meu, a não ser o laço que as prende. Rompei o cordão e desatai o laço como vos parece melhor. Quanto ao ramalhete de fatos, jamais podeis destruí-lo, no máximo ignorá-lo.
  56. 56. Introdução FIM

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