Se ha denunciado esta presentación.
Utilizamos tu perfil de LinkedIn y tus datos de actividad para personalizar los anuncios y mostrarte publicidad más relevante. Puedes cambiar tus preferencias de publicidad en cualquier momento.
Enfrentamento daViolência Estrutural em uma
ComunidadeVulnerável na cidade do Rio de Janeiro
Helena Fernandes Ferraz
GT de...
Sobre aViolência
A corrente impetuosa é chamada de
violenta.
Mas o leito do rio que a contém
Ninguém chama de violento.
A ...
O que nos moveu…
“Recebi um relatório da diretora da
escola que dizia que minha filha de 5
anos era chefe de uma gangue da...
É o que nos angustia…
“Eu não fui contratada porque viram
no meu nada consta que eu visitava
meu filho na cadeia, e ele ai...
Papel de uma Equipe de Saúde da
Família:
 Conhecer os fatores (sociais, políticos,
econômicos, ambientais, culturais,
ind...
Papel de uma Equipe de Saúde da
Família:
 Entrar em articulação com outros setores da
sociedade e movimentos sociais orga...
DIAGNÓSTI
CO
COMUNITÁ
RIO
IDENTIFICAR
problemas e
potencialidade
s
AVALIAR
e monitorar
os serviços de
saúde
PROMOVER
parti...
Estar dentro do território:
Combate às inequidades
Lei dos Cuidados Inversos (Tudor
Hart 1971)
“A oferta de cuidados médic...
Comunidade do Salgueiro
Dados Secundários:
CMS Heitor Beltrão
Dados secundários
Salgueiro Tijuca
8-9 anos 9,6% 4,4%
10-14 anos 4,9% 1,0%
> 15 anos 6,1% 1,4%
Renda:
<1/2 sal
min
½ a 1 s...
Análises:
Microarea
REDE
ENCANADA
ATE O
DOMICILIO
POCO /
NASCENTE NO
DOMICILIO OUTRO Total geral
1 74% 26% 100%
2 89% 11% ...
Análises:
Microarea S Total geral
1 17% 100%
2 14% 100%
3 4% 100%
4 24% 100%
5 17% 100%
6 5% 100%
Total geral 13% 100%
Ape...
Área 01
Salgueiro
Cacique
Calça Larga
Caliel
EMBGD
Quadra
Palanque
da Pedra
TearTocando
emVocêBiblioteca
Jurema
CRAS
CREAS
ConsTut...
Trabalho intersetorial:
Paz e Filhos:
Entre Muros
Mulecagem
Mulecagem
Consultório avançado Caliel
Consultório avançado Área 01
OCUPA SALGUEIRO
Resiliência e empoderamento:
Dimensão 05: Violência estrutural
afetando a saúde
"Eu não consigo imaginar como é que está um corpo que espera o tiro par...
"Primeiro vocês viram referência, as pessoas não
se sentem mais a sós. E a saúde, eu costumo
dizer a saúde e assistência s...
Obrigada
Aula Abordagem Comunitária
Aula Abordagem Comunitária
Aula Abordagem Comunitária
Próxima SlideShare
Cargando en…5
×

0

Compartir

Descargar para leer sin conexión

Aula Abordagem Comunitária

Descargar para leer sin conexión

Aula realizada aos R1s no dia 13 de agosto com o tema Abordagem Comunitária

Audiolibros relacionados

Gratis con una prueba de 30 días de Scribd

Ver todo
  • Sé el primero en recomendar esto

Aula Abordagem Comunitária

  1. 1. Enfrentamento daViolência Estrutural em uma ComunidadeVulnerável na cidade do Rio de Janeiro Helena Fernandes Ferraz GT de Saúde Mental -Aula para os residentes do PRMFC –SMS/RJ 13/08/2019
  2. 2. Sobre aViolência A corrente impetuosa é chamada de violenta. Mas o leito do rio que a contém Ninguém chama de violento. A tempestade que faz dobrar as bétulas É tida como violenta; E a tempestade que faz dobrar Os dorsos dos operários na rua? Bertold Brecht
  3. 3. O que nos moveu… “Recebi um relatório da diretora da escola que dizia que minha filha de 5 anos era chefe de uma gangue da escola e que era claro que tinha puxado ao pai.” “O lugar mais seguro pra mulher é no trabalho. Em casa a gente apanha do marido, do filho, ainda tem bala perdida.” “A gente tem que ensinar nossos filhos a superar isso e aguentar a discriminação. A gente vive com isso.” “A gente nunca viveu outra coisa sem ser a violência.” “Sabe porque eu estou esperando mais de 2 anos a vaga do dentista do meu filho sair? Porque eu tenho esperança. Quem mora no morro vive disso, de esperança.”
  4. 4. É o que nos angustia… “Eu não fui contratada porque viram no meu nada consta que eu visitava meu filho na cadeia, e ele ainda me disse que era melhor pra mim, porque se alguém roubasse algo a culpa seria minha.” “Quem cuida de mim é Deus. Ninguém cuida de mim.” “Mataram ele porque ele era preto.” “Eles tem as armas na mão e eu só tenho meu corpo.” “Eles não tem bala pra todo mundo.” “Aonde eu moro eu acordo de frente para um campo, mas no meu campo tem um monte de arma e droga, eu não fico sonhando com um campo florido.”
  5. 5. Papel de uma Equipe de Saúde da Família:  Conhecer os fatores (sociais, políticos, econômicos, ambientais, culturais, individuais) que determinam a qualidade de vida da comunidade adstrita;  Diagnóstico situacional  Conhecer fatores de risco e fatores de promoção e proteção à saúde
  6. 6. Papel de uma Equipe de Saúde da Família:  Entrar em articulação com outros setores da sociedade e movimentos sociais organizados, integrando ações para a qualidade de vida da comunidade;  Estimular a participação da comunidade no planejamento e execução e avaliação das ações das Unidades de Saúde;  Articular com a rede institucional local, ações integradas para a melhoria constante da qualidade de saúde da população;  Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfrentamento conjunto dos problemas identificados.
  7. 7. DIAGNÓSTI CO COMUNITÁ RIO IDENTIFICAR problemas e potencialidade s AVALIAR e monitorar os serviços de saúde PROMOVER participação da comunidade GERAR diálogo intersetorial PLANEJAR provisão de serviços e recursos pela ESF DEFINIR ações e estratégias de promoção e prevenção da saúde
  8. 8. Estar dentro do território: Combate às inequidades Lei dos Cuidados Inversos (Tudor Hart 1971) “A oferta de cuidados médicos de qualidade tende a variar em sentido inverso ao das necessidades em saúde da população servida e que os efeitos desta lei se acentuam onde os cuidados médicos estão mais expostos às forças de mercado, atenuando-se onde esta exposição é mais reduzida". Obs: E Mary Thomas
  9. 9. Comunidade do Salgueiro
  10. 10. Dados Secundários: CMS Heitor Beltrão
  11. 11. Dados secundários Salgueiro Tijuca 8-9 anos 9,6% 4,4% 10-14 anos 4,9% 1,0% > 15 anos 6,1% 1,4% Renda: <1/2 sal min ½ a 1 sal min 1 – 2 sal min 2-3 sal min >3 sal min Salgueiro 1,2% 39,7% 27,8% 7,4% 2,3% Tijuca 0,5% 7,1% 12,9% 8,9% 63,7% Rio de Janeiro 1,3% 17,1% 24,6% 11,6% 33,3% Educação – Analfabetismo:
  12. 12. Análises: Microarea REDE ENCANADA ATE O DOMICILIO POCO / NASCENTE NO DOMICILIO OUTRO Total geral 1 74% 26% 100% 2 89% 11% 100% 3 99% 0% 1% 100% 4 98% 2% 100% 5 99% 1% 0% 100% 6 100% 100% Total geral 95% 5% 0% 100% Contagem deCASA TRATAMENTO_DE_A GUA Microarea SEM TRATAMENTO Total geral 1 28% 100% 2 5% 100% 3 6% 100% 4 7% 100% 5 2% 100% 6 9% 100% Total geral 15% 100% Contagem deCASA DESTINO_DO_L IXO Microarea COLETADO CEU ABERTO QUEIMADO Total geral 1 74% 13% 13% 100% 2 100% 100% 3 98% 1% 0% 100% 4 98% 1% 1% 100% 5 100% 100% 6 100% 0% 100% Total geral 96% 2% 2% 100%
  13. 13. Análises: Microarea S Total geral 1 17% 100% 2 14% 100% 3 4% 100% 4 24% 100% 5 17% 100% 6 5% 100% Total geral 13% 100% Apesar de maior risco e vulnerabilidade, a percentagem de BF é aquem do esperado (lei dos cuidados inversos) Total de beneficiários do Bolsa Família:
  14. 14. Área 01
  15. 15. Salgueiro Cacique Calça Larga Caliel EMBGD Quadra Palanque da Pedra TearTocando emVocêBiblioteca Jurema CRAS CREAS ConsTutelar CAPS Creche Raízes Associação de moradores Fundação Leão XIII Rádio PROINAPE Direitos Humanos UPP Lelello Vinde a mimEscola de Samba
  16. 16. Trabalho intersetorial:
  17. 17. Paz e Filhos:
  18. 18. Entre Muros
  19. 19. Mulecagem
  20. 20. Mulecagem
  21. 21. Consultório avançado Caliel
  22. 22. Consultório avançado Área 01
  23. 23. OCUPA SALGUEIRO
  24. 24. Resiliência e empoderamento:
  25. 25. Dimensão 05: Violência estrutural afetando a saúde "Eu não consigo imaginar como é que está um corpo que espera o tiro parar, cessar um pouco, pra sair do território, pra ir trabalhar, eu não posso perder o emprego. É quase uma escolha, ou você vai morrer de fome ou você vai morrer de uma bala porque se você perder seu trabalho você não tem o que comer. Como estão esse corpos?" (E9) "A gente pode pensar na mãe de um dos jovens de Costa Barros que ficou adoecida psiquicamente depois do assassinato do filho dela, depois ela chega a tentar suicídio e depois a mulher simplesmente morre de uma causa que ninguém consegue dizer qual é, e essa mulher morre de tristeza. Depois teve a Janaína, mãe de um menino de 11, 12 anos que foi morto em Manguinhos, num campo de futebol, e essa mulher com trinta e poucos anos morre, e se você for conversar com a família a família fala: morreu de tristeza. Tem a morte direta que é a bala e tem a morte indireta, eu tenho dito que a bala não cai, a bala mata um, um familiar e ela continua girando e nesse processo as pessoas vão morrendo, afetando outras pessoas, as pessoas estão morrendo, estão adoecendo, sofrimentos psíquicos graves. (E9)
  26. 26. "Primeiro vocês viram referência, as pessoas não se sentem mais a sós. E a saúde, eu costumo dizer a saúde e assistência social, mas a saúde principalmente, ela consegue chegar a pontos do território que nenhum outro serviço chega, então as pessoas tem vocês de referência de auxílio para reinvindicação de direitos, ou para vocês dizerem que aquilo é um direito." (E9)
  27. 27. Obrigada

Aula realizada aos R1s no dia 13 de agosto com o tema Abordagem Comunitária

Vistas

Total de vistas

678

En Slideshare

0

De embebidos

0

Número de embebidos

20

Acciones

Descargas

5

Compartidos

0

Comentarios

0

Me gusta

0

×