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Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos

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Parte 1- Interações medicamentosas; Classificação; Polifarmácia e Iatrogenia; Variações individuais; Fatores associados ao fármaco. Parte 2 – Tipos de Interações medicamentosas; Interações farmacotécnicas; Interações farmacodinâmicas: 1- Sinergismo; 2- Antagonismo; Processos farmacocinéticos; Interações farmacocinéticas: 1- Absorção; 2- Distribuição; 3- Metabolismo; 4- Excreção.

Publicado en: Salud y medicina
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Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos

  1. 1. AULA DE FARMACOLOGIA: PARÂMETROS FARMACOCINÉTICOS Prof. Dr. Mauro Cunha Xavier Pinto Departamento de Farmacologia Instituto de Ciências Biológicas Contato: pintomcx@ufg.br
  2. 2. Roteiro da aula – Farmacocinética 1. OBJETIVO DA FARMACOCINÉTICA 2. BIODISPONIBILIDADE 3. PARÂMETROS: 3.1. VOLUME DE DISTRIBUIÇÃO (Vd) - Definição e Utilidade Clínica - O que determina e o que altera o Vd da droga - Modelos farmacocinéticos de distrinuição da droga 3.2. DEPURAÇÃO OU CLEARENCE (Cl) -Fatores que influenciam -Utilidade clínica - Outras definições 3.3. MEIA VIDA DE ELIMINAÇÃO (t(t1/21/2)) - Definição e importância - Modelo de 1 ou 2 compartimentos - Utilidade clínica
  3. 3. Farmacocinética
  4. 4. Processos farmacocinéticos Farmacocinética (do grego: fármacon = droga; kínésis = movimento) estuda todo o percurso que a medicação faz no corpo humano (Absorção, distribuição, metabolismo e eliminação). O que o corpo faz com o fármaco.
  5. 5. Farmacocinética clínica Para a maioria dos fármacos, existe uma relação entre os efeitos farmacológicos e a concentração disponível do fármaco no sangue ou plasma.
  6. 6. Importância do entendimento dos parâmetros 1. Avaliar criticamente os esquemas de tratamentos propostos. 2. Estabelecer esquemas terapêuticos racionais. 3. Adequar os tratamentos às particularidades de cada paciente. 4. Obter eficácia terapêutica nos melhores prazos. 5. Prever a possibilidade de insucessos ou reações adversas aos tratamentos propostos. 6. Evitar o desenvolvimento de eventos que possam desencadear efeitos tóxicos durante o tratamento. Melhorar a terapia e reduzir os efeitos colaterais!
  7. 7. Objetivos dos estudos farmacocinéticos Biodisponibilidade: Fração do fármaco absorvido sem alterar na circulação sistêmica Depuração: Eficácia do organismo na eliminação dos fármacos da circulação sistêmica Volume de distribuição: Medida do espaço aparentemente disponível no organismo para conter o fármaco Meia vida de eliminação: Medida da taxa de remoção do fármaco do organismo Os estudos farmacocinéticos tentam estabelecer uma relação QUANTITATIVA entre dose e efeito. O objetivo terapêutico é promover o efeito farmacológico sem efeito adverso e o objetivo clínico é determinar e/ou ajustar a dose. Os 4 parâmetros mais estudados e importantes são
  8. 8. Biodisponibilidade
  9. 9. Biodisponibilidade (F) Fração inalterada do fármaco que alcança a circulação sistêmica após a administração por qualquer via. A concentração do fármaco no sangue em função do tempo é uma medida comum da extensão da biodisponibilidade de um Fármaco Biodisponibilidade (F) = [ ] sérica (Cp) Tempo (h) v.o. i.v.
  10. 10. Fatores que alteram a biodisponibilidade F = 1 a 0 Ex: via iv – F = 1 via oral – F < 1 O que altera a biodisponibilidade dos fármacos? 1. Pequena solubilidade do fármaco 2. Absorção incompleta no TGI 3. Metabolismo nos enterócitos 4. Metabolismo hepático (efeito de primeira passagem)
  11. 11. Absorção na parede intestinal Fármaco no sangue do Sistema Porta Fármaco no fígado Metabolismo Circulação sistêmica Excreção Biliar Fármaco também pode ser metabolizado na: 1. Parede intestinal 2. No sangue do sistema Porta 3. Fígado (+ comumente) Metabolismo hepático & biodisponibilidade Metabolismo hepático Efeito de primeira passagem Redução da biodisponibilidade
  12. 12. Depuração
  13. 13. DepuraçDepuração ou Clearence (Cl)ão ou Clearence (Cl) CL = volume do sangue que é completamente depurado da droga por unidade de tempo (ml/min ou L/h). Depuração ou Clearance (Cl) Descreve a eficiência da eliminação irreversível de uma droga da circulação sistêmica. É um parâmetro independente e o mais importante a ser conhecido para qualquer droga Determina o esquema de manutenção da dose necessária para atingir a concentração plasmática desejada no estado de equilíbrio. Estado de equilíbrio (steady state) ocorre quando a taxa de administração do fármaco é igual à taxa de eliminação
  14. 14. Depuração renal A eliminação de fármacos pelos rins é mais bem quantificada pela depuração renal, definida como o volume de plasma que contém a quantidade da substância removida pelos rins na unidade de tempo. Ela é calculada a partir da concentração plasmática, Cp, da concentração urinária, Cu, e da velocidade do fluxo urinário, Vu.
  15. 15. CLr = volume de plasma que contém a quantidade da substância removida pelos rins na unidade de tempo. CLr = Cu x Vu Cp - Cu =concentração urinaria - Vu = velocidade do fluxo urinário - Cp = concentração plasmática DepuraçDepuração ou Clearence (Cl) renalão ou Clearence (Cl) renalDepuração renal A depuração da creatinina é um indicador quantitativo útil da função renal (não sofre secreção ativa e nem reabsorção).  Depuração ou clearence total:
  16. 16. DepuraçDepuração ou Clearence (Cl)ão ou Clearence (Cl)Cinética de primeira ordem Em geral, o Cl é constante e segue uma CINÉTICA DE PRIMEIRA ORDEM, na qual uma fração constante do Fármaco presente no organismo é eliminada por unidade de tempo. SISTEMA NÃO SATURÁVEL! O metabolismo hepático e secreção tubular são os fenômenos importantes para eliminação por cinética de primeira ordem.
  17. 17. DepuraçDepuração ou Clearence (Cl)ão ou Clearence (Cl)Cinética de ordem zero CINÉTICA DE ORDEM ZERO: Sistema de eliminação do fármaco é saturável (enzimas metabólicas e/ou transportadores), não linear e dependente da dose ou da concentração do fármaco. Algumas enzimas dependem de substratos para funcionar Uma quantidade constante do fármaco será eliminada por unidade de tempo (velocidade de metabolismo permanece constante com o tempo, mesmo em alta concentração do fármaco).
  18. 18. Volume de distribuição
  19. 19. Distribuição O padrão do equilíbrio de distribuição de um fármaco entre os diversos compartimentos depende: -Permeabilidade através das barreiras teciduais; - Ligação dentro dos compartimentos; - Partição pelo pH; - Partição óleo:água
  20. 20. Vd = dose [F] Esse volume se refere ao volume de líquido que seria necessário para conter todo o Fármaco presente no corpo. Volume de distribuição aparente (Vd) É um conceito aparente que dá informação sobre como a droga é distribuída no corpo. SE o Vd é aparente, um valor não real, qual a importância da sua determinação? O maior determinante é A RELATIVA FORÇA DE LIGAÇÃO DOS FÁRMACOS AOS COMPONENTES TECIDUAIS COMPARADO COM AS PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
  21. 21. Volume de distribuição aparente (Vd) Fármaco com > Vd: > [F] nos tecidos extravasculares < [F] no sangue Fármaco com < Vd: > [F] no sangue Drogas muito lipossolúveis: Vd alto Drogas Hidrossolúveis: Vd baixo
  22. 22. O volume de distribuição aparente pode ser utilizado para calcular a dose de ataque de alguns fármacos. Dose de ataque Dose de ataque = [F] desejada x Vd
  23. 23. Volume de distribuição: Modelo de compartimento único A equação de Vd, considera o corpo como um compartimento único. E a depuração do Fármaco nesse modelo segue uma cinética de primeira ordem (exponencial). Vd = dose [F] Modelo aplicado à maioria das situações clínicas Esse modelo é aplicável quando a concentração plasmática cai exponencialmente após a administração do fármaco.
  24. 24. Volume de distribuição: Modelo de múltiplos compartimentos A cinética aqui é biexponencial. Assemelha-se mais a situação real. Este acréscimo de compartimento só afeta a evolução temporal prevista da ação da substância e não o estado de equilíbrio dinâmico. Fármacos com este perfil apresentam alto Vd e baixo Kel.
  25. 25. Cinética de saturação No caso de alguns fármacos, incluindo etanol, fenitoína e salicilato, o tempo de desaparecimento do fármaco do plasma não segue os padrões exponenciais, mas lineares. Isso é frequentemente denominado de cinética de ordem zero ou cinética de saturação Nestes casos, o fármaco é removido a uma taxa constante, que é independente da concentração plasmática devido a seu metabolismo por enzimas depender de um substrato limitado.
  26. 26. Comparação entre cinéticas
  27. 27. Meia-vida de eliminação
  28. 28. DepuraçDepuração ou Clearence (Cl)ão ou Clearence (Cl)Tempo de meia vida (T½) É o tempo necessário para que as concentrações plasmáticas ou a quantidade do Fármaco presente no organismo sejam reduzidas a 50 %. É utilizada para tomar decisões relativas à posologia dos Fármacos t1/2 = 0,7 x Vd CL t1/2 : Tempo de meia-vida Vd: Volume de distribuição Cl: Clearence renal 0,7: Constante de eliminação
  29. 29. 50% de decréscimo (conc. = 50) 50% de decréscimo (conc. = 25) 50% de decréscimo (conc. = 12,5) MEIA VIDA (t1/2) Depois de aproximadamente 4 meias vidas, a eliminação estará cerca de 94% completa. Tempo de meia vida (T½) É um parâmetro dependente do Cl e do Vd, ou seja, se estes alteram a t1/2 também altera.
  30. 30. Na prática, a Css = 3 a 5 t1/2 Tempo de meia vida (T½) & posologia É um bom indicador do tempo necessário para chegar à concentração do Fármaco no estado de equilíbrio (C) após um esquema posológico ter sido iniciado ou modificado. Css = é o ponto em que a taxa de eliminação do F é igual à taxa de biodisponibilidade, ou seja, é quando o F encontra-se em concentração constante no sangue.
  31. 31. Tempo de meia vida (T½) e aplicações repetidas Os fármacos são geralmente administrados em doses repetidas, em vez de injeções únicas ou infusão constante. Quanto menores e mais frequentes forem as doses, mais essa situação se aproximará da observada com uma infusão contínua, e menores serão as oscilações na concentração. Na prática, um estado de equilíbrio é alcançado após três a cinco meias-vidas. A dose de ataque é eventualmente utilizada no início rápida do tratamento.
  32. 32. Dúvidas? Prof. Dr. Mauro Cunha Xavier Pinto Contato: pintomcx@ufg.br

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