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Administração Financeira e Orçamentária Alfacastelo Moises Bagagi

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Material de aula da disciplina de Administração Financeira e Orçamentária, aplicada aos cursos de Administração de Empresas e Ciências Contábeis.

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Administração Financeira e Orçamentária Alfacastelo Moises Bagagi

  1. 1. 1
  2. 2. Entender a contextualização da gestão financeira e como as decisões tomadas na empresa afetam a situação financeira. Conhecer a importância da administração financeira diante do objetivo de maximização do valor da empresa e utilizar os conceitos e técnicas de administração financeira para auxiliar a tomada de decisões na empresa. Administrar de maneira eficaz os ativos e passivos da empresa. Fazer análises das demonstrações financeiras da empresa. Elaborar controles por meio de orçamentos. Professor Moisés Bagagi 2
  3. 3. I. Finanças II. Fluxo de Caixa III. Avaliação de Títulos e Ações IV. Fundamentos Orçamentários V. Avaliação de Projetos AGENDA I 3
  4. 4. I. Finanças 1. Função financeira das empresas 2. Demonstrações financeiras a. Balanço Patrimonial b. Demonstração dos Resultados do Exercício c. Demonstração dos Fluxos de Caixa d. Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido e. Demonstração do Valor Adicionado f. Notas Explicativas 3. Introdução às análises das demonstrações financeiras a. Conceitos e objetivos b. Análise Horizontal c. Análise Vertical 4
  5. 5. 1.Função Financeira das Empresas Empresas são organizações de pessoas que tem como objetivo atender a demanda de outras pessoas por bens e serviços, obtendo recompensas financeiras. A empresa visa o lucro. Suas operações e estratégias estão direcionadas a gerarem riquezas aos seus acionistas. O papel da Administração Financeira é garantir a eficácia dos recursos financeiros de forma sustentável. Segundo Gitman (2004), “podemos definir finanças como a arte e a ciência da gestão do dinheiro”. 5
  6. 6. 2. Demonstrações Financeiras As operações das empresas são registradas em suas demonstrações financeiras. O Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração de Resultados (DRE) e a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) são as principais demonstrações de uma empresa. Nelas estão gravadas as decisões de financiamentos, investimentos. Também as estratégias operacionais e os direcionadores da geração de caixa. Estas demonstrações devem ser feitas pela contabilidade, registrando as operações pelo regime de competência. 6
  7. 7. 2. Demonstrações Financeiras a) Balanço Patrimonial: Representa a posição financeira e patrimonial da empresa em uma determinada data (normalmente, no ultima dia de cada exercício). Confronta as informações dos ativos (bens e direitos), dos passivos (obrigações com terceiros) e do patrimônio líquido (parte dos sócios/acionistas), seja no curto prazo (circulante) ou no longo prazo (não circulante). É a demonstração que resume a posição financeira das empresas. 7
  8. 8. 2. Demonstrações Financeiras b) Demonstração dos Resultados do Exercício: Fornece informações sobre as atividades exercidas pela empresa, como vendas, custos de produção e despesas gerais em um período específico (normalmente é confeccionada mensalmente). Além de demonstrar se as atividades exercidas incorreram em resultados positivos (lucro) ou negativos (prejuízo). É a demonstração que evidencia a operação da empresa e sua eficácia operacional. 8
  9. 9. 2. Demonstrações Financeiras c) Demonstração dos Fluxos de Caixa: Relatório financeiro que evidencia o fluxo de dinheiro aplicado às diversas atividades empresariais. Há somente três atividades que consomem caixa: atividades operacionais, atividades de investimentos e atividades de financiamentos. É composto a partir dos lançamentos contábeis e confeccionado pelo regime de competência e pode ser feita de forma direta ou indireta. Apresenta a origem a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em determinado período. 9
  10. 10. 2. Demonstrações Financeiras d) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: Essa demonstração fornece as informações necessárias para se entender quais os fatores que contribuíram para o aumento ou redução do patrimônio líquido, de um período para o outro, como aportes de capital, distribuição de lucros, ajustes de avaliação patrimonial e retenção dos lucros. Normalmente, é feita anualmente. 10
  11. 11. 2. Demonstrações Financeiras e) Demonstração do Valor Adicionado: Apresenta a riqueza gerada pela empresa, a sua distribuição entre os agentes que contribuíram para a geração desta riqueza, bem como a parcela não distribuída. Entre os participantes do processo de geração de riqueza, incluem-se os empregados, financiadores, governos e os sócios/acionistas. Normalmente, é feita anualmente. 11
  12. 12. 2. Demonstrações Financeiras f) Notas Explicativas: São comentários feitos pela alta administração e pela contabilidade com o intuito de esclarecer às partes interessadas os diversos pontos de atenção que são expostos nas demonstrações contábeis. É exigência para uma análise completa e imparcial, devendo ser apresentada junto com as demais demonstrações financeiras. Ou seja, é parte integrante (e muito importante) das demonstrações financeiras exigidas. Normalmente, é feita anualmente. 12
  13. 13. 3. Análise de Demonstrações Financeiras As operações das empresas são registradas em suas demonstrações financeiras. O Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração de Resultados (DRE) e a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) são as principais demonstrações de uma empresa. Nelas estão gravadas as decisões de financiamentos, investimentos. Também as estratégias operacionais e os direcionadores da geração de caixa. Estas demonstrações devem ser feitas pela contabilidade, registrando as operações pelo regime de competência. 13
  14. 14. A área financeira têm uma perspectiva sobre as DF’s diferente da área contábil. Os financistas estão focados nas análise financeiras das demonstrações, avaliando se as decisões que foram tomadas pela alta gestão estão sendo eficientes. Por meio de indicadores de desempenho, sejam operacionais ou financeiros, é possível avaliar se as decisões tomadas no passado foram assertivas e geraram lucro à empresas. Dentre as técnicas de análise, podemos destacar as analises horizontais e verticais, que introduzem este tema. 3. Análise de Demonstrações Financeiras 14
  15. 15. A análise horizontal aplica-se na comparação entre períodos. Ano a ano, mês a mês e até dia a dia. É aplicada tanto no BP, quanto na DRE e no DFC. É utilizada para medir em termos absolutos ($) e relativos (%) a evolução da empresa de acordo com o período. Serve para identificar sazonalidades, além de outras características da empresa e do mercado. É importante usar esta técnica de análise, porém, sabendo que deve ser combinada com outras técnicas. 3. Análise de Demonstrações Financeiras 15
  16. 16. A análise vertical aplica-se na análise do desempenho por área da empresa, ou ainda, pela sequencia de atividades operacionais. É aplicada tanto no BP, quanto na DRE e no DFC. É utilizada para medir em termos absolutos ($) e relativos (%) a participação de cada atividade da empresa e suas respectivas evoluções. Serve para identificar ineficiências operacionais e administrativas, por exemplo. É um bom começo para corte de gastos, por exemplo. 3. Análise de Demonstrações Financeiras 16
  17. 17. As análises horizontais e verticais não são suficientes para entender com profundidade a situação das empresas. Contudo, já oferecem ao analista financeiro um panorama da “saúde” da empresa. Devemos entender que, há índices para suportar as mais diversas operações, como os índices de cobertura, estrutura patrimonial, alavancagem, rentabilidade, dentre outros. As análises têm fundamental importância para as tomadas de decisões nas empresas. Para isso, os números devem estar corretos e o administrador financeiro atento a qualquer situação de erro ou fraude. 3. Análise de Demonstrações Financeiras 17
  18. 18. II. Fluxo de Caixa O fluxo de caixa é um dos instrumentos de gestão financeira mais importante e utilizado. Existem duas maneiras. O DFC (feito pelo regime de competência) e o FCF (feito pelo regime de caixa). O FCF (Fluxo de Caixa Financeiro) é um instrumento gerencial, não sendo obrigatório sua confecção baseada nas regras contábeis. Contudo, o mercado adota um padrão onde são computados os saldos iniciais, as entradas de dinheiro, as saídas de dinheiro e um saldo final. 18
  19. 19. II. Fluxo de Caixa O fluxo de caixa não tem segredo. É de simples confecção, análise e gestão. Contudo, é preciso estar atento a três detalhes: 1. O regime: Regime de caixa se dá pela efetiva movimentação de dinheiro; 2. Conciliação: Será confeccionado e conciliado com base nas vendas (DRE), porém, respeitando os prazos das contas a pagar e contas a receber; 3. Caixa versus Lucro: O saldo do caixa não é igual ao lucro apurado na DRE. Caixa não é igual a lucro*. * Exceção, se, e somente se, a empresa comprar e vender a vista. 19
  20. 20. II.Fluxo de Caixa Normalmente é confeccionado e gerido em planilhas eletrônicas pelo gerente financeiro ou tesoureiro. Os saldos iniciais são compostos por todo o dinheiro disponível em caixa (espécie) e nas contas correntes (bancos). As entradas referem-se s todos os recebimentos de dinheiro, seja via banco ou caixa. As saídas, a todos os pagamentos, via banco ou caixa. O Saldo final se da somando-se as entradas ao saldo inicial e subtraindo-se as saidas. 20
  21. 21. III.Avaliação de Títulos e Ações As empresas precisam de muitos recursos. Recursos dos mais variados tipos, como tempo, capital humano, capital financeiro, matéria prima, serviços diversos, dentre outros. Contudo, um dos grandes problema das empresas está na captação de recursos financeiros. Uma das opções para esse problema está no mercado financeiro. O mercado de títulos e ações, onde as empresas negociam seus papéis com o intuito de captarem recursos para suas operações e projetos. 21
  22. 22. III. Avaliação de Títulos e Ações No mercado financeiro, há diversos produtos. Títulos, ações, debêntures e letras de câmbios são os mais comuns. Temos o mercado primário e o mercado secundário (balcão), onde as empresas e investidores negociam os produtos financeiros. No Brasil, quem regula esse mercado é a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), mediante a aplicação de sanções a quem não segue as regras. 22
  23. 23. III. Avaliação de Títulos e Ações As empresas que desejam entrar nesse mercado, precisam se submeterem as regras da CVM, fazerem uma oferta publica inicial de ações ordinárias ou preferenciais. Os mercado financeiro permite:  Angariação de Capitais (mercado de capitais)  A Transferência de Riscos (mercado de derivativos)  O Comércio Internacional (mercado de divisas) “A companhia aberta é a instituição mais democrática do mundo: não importam raça, sexo, religião ou nacionalidade, qualquer um pode se sócio de uma empresa de capital aberto, por meio da compra de ações. É um exemplo da verdadeira igualdade de oportunidade”. Peter Lynch. 23
  24. 24. IV. Fundamentos Orçamentários As empresas estão sujeitas a muitas variações no mercado. Essas variações podem acarretar muitos danos. Para isso, é preciso olhar o passado e aprender, para que no futuro, os erros possam ser minimizados. Uma ferramenta que permite tomar essa medida, é o orçamento. Há muitas definições e segmentações, porém, a que adotamos neste curso está segmentada em duas partes: Orçamento Empresarial (Operacional) e Orçamento de Caixa (capital). 24
  25. 25. Orçamento Empresarial O orçamento empresarial é uma forma de planejamento. É uma das mais eficientes ferramentas para a gestão dos recursos nas empresas. É também muito utilizado nas grandes empresas, e muito pouco nas pequenas e médias. O orçamento empresarial ou operacional, serve de parâmetro nas empresas que precisam controlar seus recursos. Ou seja, fazer uso deles da melhor maneira possível. Para isso, há algumas etapas a serem cumpridas no processo orçamentário. 25
  26. 26. Orçamento Empresarial A fase pré orçamentária se dá nas definições das premissas do negócio, índices de mercado e posicionamento estratégico da empresa. As premissas são as bases para a definição das metas e objetivos, sejam de curto, médio e longo prazo. É uma fase muito importante, já que, serão apresentadas as metodologias, os envolvidos no processo, a duração e as ferramentas de confecção, análise e controle dos orçamentos. 26
  27. 27. Orçamento Empresarial Basicamente, há duas maneiras de se fazer um orçamento empresarial: Orçamento com base histórica e orçamento de base zero (OBZ). O orçamento de base histórica leva em consideração os fatos orçados e realizados em períodos anteriores, permitindo calcular qual será o avanço esperado para os próximos períodos. Este método, até então o mais utiliza, esta caindo em desuso, principalmente por gerar ações viciosas dos gestores. Já o orçamento em base zero pressupõe que, a cada período, a empresa precisa de novas diretrizes. É a metodologia que mais ganha espaço nas empresas. 27
  28. 28. Orçamento Empresarial Definidas as premissas, a metodologia e os responsáveis pelo processo, o orçamento – de acordo com a cultura de cada empresa – inicia-se basicamente obedecendo as etapas descritas a seguir:  Orçamento de Vendas  Orçamento de Produção  Orçamento de Custos  Orçamento de Despesas  Orçamento de Investimentos  Orçamento de Financiamentos  Orçamento de Capitais (caixa) 28
  29. 29. Orçamento Empresarial Todas as etapas ocorrem quase que, ao mesmo tempo. Em média, os processos orçamentários iniciam-se entre o final de agosto e meados de setembro (fase pré orçamentária) e são concluídos e aprovados pela alta gestão entre meados de novembro e dezembro. É um processo longo, trabalhoso e muitas vezes, cansativo. Porém, fundamental para controlar os recursos (cada vez mais escassos) da empresa. Orçar as vendas é muito importante. É por elas que a empresa definirá o quanto, como e quando produzir. 29
  30. 30. Orçamento Empresarial Depois das vendas e produção, é possível definir quais serão os custos, diretos e indiretos, fixos e variáveis. Após isso, as despesas com vendas, administração e despesas não operacionais. Logo mais, teremos que orçar as receitas e despesas financeiras, os investimentos e os financiamentos. Nesse momento, partimos para o orçamento de capital, ou seja, a projeção dos fluxos de caixa da empresa no período orçado. 30
  31. 31. Orçamento de Capital Na fase pré orçamentária, quando são definidas as premissas, discute-se as políticas de investimentos, financiamentos, vendas e recebimentos. Agora, essas políticas serão utilizadas para orçar o fluxo de caixa. Será necessário tomar empréstimos? Quando? Por quanto tempo? A que custo? Podemos vender a prazo? Como? A que custo? Podemos comprar a prazo ou financiar algum bem? 31
  32. 32. Orçamento de Capital Nesse momento, a empresa está discutindo a provável geração de dinheiro em caixa, oriundo das atividades operacionais e não operacionais. As alternativas para as decisões de financiamentos (inclusive no mercado de capitais como a Bolsa de Valores), as estratégias de investimentos, o custo das operações e a forma de honrar com todos os gastos. Vai muito além do lucro. É uma discussão sobre a sustentabilidade da liquidez da empresa. É a hora de avaliar os projetos, os investimentos e os financiamentos. 32
  33. 33. V. Avaliação de Projetos 1. Payback 2. TIR – Taxa Interna de Retorno 3. VPL – Valor Presente Líquido Todas as empresas precisam de projetos para poderem crescer. E escolher um projeto em detrimento a outro, não é tarefa fácil. Para isso, há algumas técnicas financeiras que podem ser aplicadas como veremos a seguir: 33
  34. 34. Payback O payback é uma das formas de avaliar um projeto, seja operacional ou financeiro. É feito de duas maneiras: nominal ou descontado. No método nominal, calcula-se de forma simples quanto tempo a empresa precisará esperar para recuperar o valor investido. No método descontado, calcula-se com base em uma taxa de juros definida o tempo que a empresa precisará esperar para ter seus recursos de volta. 34
  35. 35. Payback Vantagens:  É muito simples de calcular;  Fornece uma ideia de liquidez e do risco do projeto  É muito bom para projetos com prazos de curto prazo Desvantagens:  Não contabiliza os fluxos de caixa gerados depois do período de recuperação dos investimentos.  Somente no modo descontado é que o valor do dinheiro no tempo é considerado 35
  36. 36. Taxa Interna de Retorno A TIR (IRR em inglês) é uma taxa de desconto hipotética, aplicada internamento quando se precisa avaliar um projeto ou investimento. Serve para analisar o retorno dos fluxos de caixa a valor presente e compará-los com a taxa mínima de atratividade (TMA). É uma taxa de desconto que faz com que o valor presente liquido do projeto analisado seja igual a zero. Ou seja, o projeto será atrativo se, a TIR for maior que o custo de capital do mesmo. 36
  37. 37. Taxa Interna de Retorno Vantagens:  Gestores acham-na mais intuitiva do que o VPL  Pode-se comparar vários projetos.  Considera o valor do dinheiro no tempo Desvantagens:  Cálculo matemático mais complexo do que o payback  Pode-se encontrar muitos valores se os fluxos de caixa deixarem de ser positivos, ou vice-versa  É hipotética e por isso, só tem aplicação se, ao negar investir no projeto a empresa conseguir outro investimento nessa taxa 37
  38. 38. Valor Presente Líquido Conhecido como VPL, é a metodologia de calcular os fluxos de caixa de um determinado investimento, considerando o valor do dinheiro no tempo. É matematicamente complexo. Aplica-se técnicas de matemática financeira, considerando o custo de capital e as taxas esperadas de retorno. Também utiliza a TMA como parâmetro. É muito aplicada para comparar projetos e determinar os fluxos de caixa a valor presente. É simples de operar, apesar da complexidade matemática-financeira. 38
  39. 39. Valor Presente Líquido Vantagens:  Fácil de calcular (com calculadora financeira ou excel)  Conceitualmente mais perfeito e complexo do que a TIR  Depois de parametrizado, é de simples aplicação. Desvantagens:  Difícil de definir a taxa de retorno  Pressupõe que os fluxos de caixas intermediários serão reinvestidos  Demanda conhecimento em matemática financeira  Supõe que o analista escolha investir ou não 39
  40. 40. I. Técnicas de Análises Financeiras II. Ponto de Equilíbrio III. Ciclo Operacional, Financeiro e Econômico IV. Planejamento Orçamentário AGENDA II 40
  41. 41. I. Técnicas de Análises Financeiras 1. Analise Horizontal e Vertical 2. Capital de Giro 3. Índices de Liquidez 4. Alavancagem 5. Analise das Margens 6. Analise do Lucro e Ações 41
  42. 42. I. Técnicas de Análises Financeiras As análise horizontais e verticais já foram apresentadas na Agenda I. Neste momento, retomamos os conceitos e junto disso, partimos para os indicadores financeiros como o ILC (Índice de Liquidez Corrente) e o ILS (Índice de Liquidez Seca), além de analisar o NCG (Necessidade de Capital de Giro) e CGL (Capital de Giro Liquido). Vamos analisar o endividamento através da alavancagem e estudar as margens que a empresa apresenta após efetuar suas operações 42
  43. 43. Capital de Giro É agora que identificamos os recursos que giram varias vezes em determinado período. O Capital de Giro (CG) corresponde aos ativos circulantes mantidos pela empresa. Isso representa a quantidade de recursos necessários à empresa para bancar seu ciclo operacional. Basicamente é formado pelas contas do BP que são: Disponível, Contas a Receber e Estoques. 43
  44. 44. Capital de Giro O Capital de Giro tem uma variação muito importante e muito útil para os gestores das empresas. É o Capital de Giro Líquido (CGL). Nada mais é do que a diferença entre os ativos circulantes e os passivos circulantes. Matematicamente temos: CGL = AC – PC Ou seja, o CGL representa a parcela de recursos de longo prazo aplicada em ativos de curto prazo. Popularmente, é o quanto sobra depois de pagar as dívidas. 44
  45. 45. Indicadores As análises produzem indicadores. Ou, produzem-se indicadores para se fazer análises? Na verdade, as duas situações acontecem. Os indicadores podem ser divididos em 4 grupos: financeiros, operacionais, de estrutura e de rentabilidade. Os índices financeiros ou de liquidez visam medir a capacidade de pagamento da empresa, ou seja, sua habilidade de honrar suas obrigações. Os índices operacionais ou de atividade servem para mensurar os ciclos operacionais da empresa. 45
  46. 46. Indicadores Os índices de estrutura e endividamento medem a composição de capital das empresas, e suas fontes de financiamento. Já os índices de rentabilidade medem os resultados da empresa. A forma de obter lucros e retornos sobre os investimentos realizados. Não há indicador mais importante e outro menos importante. Quando analisamos uma empresa, é importante combinar as análises e índices de acordo com o modelo de negócios. Fato é que, quanto mais usarmos, melhor será a análise. 46
  47. 47. Indicadores Os índices de estrutura e endividamento medem a composição de capital das empresas, e suas fontes de financiamento. Já os índices de rentabilidade medem os resultados da empresa. A forma de obter lucros e retornos sobre os investimentos realizados. Não há indicador mais importante e outro menos importante. Quando analisamos uma empresa, é importante combinar as análises e índices de acordo com o modelo de negócios. Fato é que, quanto mais usarmos, melhor será a análise. 47
  48. 48. Alavancagem Alavancagem resulta do uso de ativo de recursos de custos fixos para aumentar os retornos aos proprietários da empresa. O grau de alavancagem operacional (GAO) é a medida numérica da alavancagem operacional da empresa, ou seja, avaliar a variação percentual do lucro operacional em relação às receitas operacionais ocorridas no exercício. Alavancagem financeira se preocupa com o relacionamento entre o LAJIR (Lucro antes do Juro e do Imposto de Renda) da empresa e seus resultados por ações sobre ações ordinária ou preferencial LPA (Lucro por ações). 48
  49. 49. Alavancagem Apresentar o grau de alavancagem financeira (GAF) sabendo sempre que se o percentual de variação no LPA (Lucro por ações) resultante de uma variação percentual dada no LAJIR (Lucro antes do juro e do imposto de renda) for maior do que a percentagem de variação no LAJIR, a alavancagem financeira existe. Isso significa que sempre que o GAF é igual ou maior que 1, existe alavancagem financeira. Quanto maior for o grau de alavancagem operacional, maiores serão os riscos, pois, o resultado operacional ficará muito sensível a qualquer variação na receita bruta, tanto para mais como para menos. 49
  50. 50. Alavancagem Tipos de Alavancagem Operacional Grau de alavancagem negativa: ocorre quando um aumento na receita bruta provoca uma queda no resultado operacional. Isso acontece nas seguintes situações: a margem de contribuição é negativa ou o crescimento da receita bruta é acompanhado pelo aumento das despesas fixas. Grau de alavancagem modesta: é registrado quando a empresa opera no prejuízo e quando os seus custos fixos estão acima do dobro da margem de contribuição. Nesse caso, um aumento na receita bruta de x% colabora para diminuir o prejuízo mas, em uma percentagem menor. Grau de alavancagem em equilíbrio: ocorre quando a empresa opera no prejuízo e quando os seus custos fixos são exatamente o dobro da margem de contribuição. Nesses casos, um aumento na receita bruta de x% colabora para diminuir o prejuízo, na mesma proporção. Grau de alavancagem operacional: é o que ocorre na maioria dos casos, ou seja, um aumento ou uma diminuição da receita bruta x% gera um aumento ou uma diminuição do resultado operacional num percentual sempre maior. 50
  51. 51. Ponto de Equilíbrio Olhar para uma empresa é algo muito complexo. Lucro e Caixa são duas coisas bem diferentes. A empresa precisa gerar lucro, mas, se não conseguir obter liquidez, certamente irá a falência. Porém, se a empresa gera caixa mas não obtém lucro, o resultado não será sustentável. É muito provável que a médio prazo a empresa irá a falência. Por isso, uma das coisas que se deve analisar é o ponto de equilíbrio. Nada mais é do que o volume de vendas necessárias para cobrir os custos e despesas operacionais. Também conhecido como break-even point. 51
  52. 52. Ponto de Equilíbrio Segunda Assaf Neto (2011), podemos calcular os pontos de equilíbrio operacional, contábil, econômico e financeiro. Todos são muito importantes, mas o mais utilizado é o operacional e o contábil. P.E.O. ► q=CF/(p – CVu) ► q = CF / MC P.E.C. ► q=CF/(p – CVu) O ponto de equilíbrio em que o resultado operacional se anula, é denominado ponto de equilíbrio contábil, uma vez que é baseado no lucro contábil igual a zero. 52
  53. 53. Ciclos da Empresa Planejamento Compra Estoques Recebimento das Vendas Produção Vendas Ciclo Financeiro Ciclo Econômico Ciclo Operacional Pagamento das Compras 53
  54. 54. Ciclo Operacional O Ciclo Operacional é o período – e a forma - que a empresa consome para poder girar sua operação. Basicamente, produção de bens e serviços, a estocagem (se for o caso), a venda dos bens e serviços produzidos, os pagamentos a fornecedores e recebimentos de clientes. Aqui retomamos os índices já vistos antes, como o PME, PMP, PMR e PMF. É muito importante que os gestores tenham muito claro qual o ciclo operacional da empresa, já que, qualquer mudança nos itens citados acima podem afetar a empresa de forma definitiva e irreversível, positiva ou negativamente. 54
  55. 55. Ciclo de Caixa O Ciclo de Caixa está inserido no Ciclo Operacional. Basicamente, o período de desencaixe entre os pagamentos a fornecedores e recebimentos de clientes. É importante retomar os conceitos do fluxo de caixa, já que, o ciclo de caixa afeta diretamente a liquidez da empresa. Uma empresa sem liquidez certamente não sobreviverá. O mercado é muito competitivo e sagaz. Os gestores não podem descuidar deste assunto. Nunca. 55
  56. 56. VI. Planejamento Orçamentário Como foi citado na Agenda I deste material, fazer orçamentos é uma forma de trazer à operação o planejamento estratégico da empresa. Já vimos quais são os componentes do orçamento mas, neste momento, já com os conceitos desnudados sobre as técnicas de analisar as demonstrações financeiras, os conceitos de endividamento, ponto de equilíbrio e os ciclos empresariais, é momento de aplicarmos as técnicas e mais do que fazer, aprender a planejar as ações que direcionarão as decisões futuras da empresa. Mãos a obra? 56
  57. 57. Administração Financeira e Orçamentária As informações contidas neste material foram retiradas dos livros indicados na bibliografia a seguir. Esse material é um guia para os alunos acompanharem as aulas e estudarem e não substitui – em hipótese alguma – a leitura dos livros sugeridos. Ou seja, é apenas um roteiro de aula. Professor Moisés Bagagi. Observação do professor: 57
  58. 58. HOJI, Masakazu. Administração Financeira e Orçamentária.10ed. São Paulo:Atlas, 2012 ASSAF NETO, Alexandre. Curso de Administração Financeira. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2011 ASSAF NETO, Alexandre. Fundamentos de Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 2010 MEGLIORINI, Evandir. Administração Financeira. Pearson Prentice Hall, 2012. Virtual GITMAN, Lawrence J.; Jeff Madura. Administração Financeira: uma abordagem gerencial. Addison Wesley, 2003. Virtual GROPPELLI, A. A; NIKBAKHT, Ehsan. Administração financeira. São Paulo: Saraiva, 2002. WESTON J. Fred; BRIGHAM, Eugene F. Fundamentos da administração financeira. São Paulo: Makron Books, 2000. Bibliografia: 58 Administração Financeira e Orçamentária
  59. 59. MATARAZZO, Dante C. Análise financeira de balanços: abordagem básica e gerencial. São Paulo: Atlas, 2003. RODRIGUES, José A. Dilemas na gestão financeira empresarial. Rio de janeiro: Qualitymark, 2003. SECURATO, José Roberto. Decisões financeiras em condições de risco. São Paulo: Atlas, 2003. MÀLAGA, Flávio Kezam. Análise de demonstrativos e da performance empresarial: para empresas não financeiras. 2.ed. São Paulo: Saint Paul Editora, 2012. http://www.portaleducacao.com.br/contabilidade/artigos/25061/alavancagem-operacional-e- financeira#ixzz3U6TMjzLA Bibliografia: 59 Administração Financeira e Orçamentária

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