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Gralha azul no.82 Fevereiro - 2019

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BOLETIM GRALHA AZUL, No. 82, FEVEREIRO 2019
SOBRAMES PR

Publicado en: Educación
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Gralha azul no.82 Fevereiro - 2019

  1. 1. GRALHA AZUL - No. 82 FEVEREIRO — 2019 - SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES - SOBRAMES - GRALHA AZUL GRALHA AZUL EDITOR: SÉRGIO AUGUSTO DE MUNHOZ PITAKI - sergiopitaki@gmail.com PARABÉNS!!!!!!!!!! CENTRO DE LETRAS DO PARANÁ O Centro de Letras do Paraná lançou no final de 2018, a Coleção Literária de Autores Paranaenses, compostas por dez livros. A Coleção objetiva, primordialmente, contribuir para maior divulgação de escritores paranaenses, no sentido de valorização da literatura regional e nacional. Apollo Taborda França, incansável batalhador pela cultura e que muito apoiou e incentivou novos escritores, recebe um livro como homenagem póstuma. Convidada pelo Centro de Letras, a escritora Vânia Maria Souza Enner, sua sobrinha, é a autora. Adélica Maria Woellner, Janske Niemann Schlenker, João Manuel Simões, Orlando Wojczikosky e Paulo Roberto Walbach Prestes têm suas biografias e algumas de suas obras publicadas em livros próprios. De tradicional família de escritores, as irmãs Liamir Santos Hauer e Lygia Lopes dos Santos participaram juntas, de um dos livros, de autoria de Leilah Santiago Bufrem. A saudosa trovadora Araceli Firedrich é lembrada por seus dois filhos Luiz Hélio e Maurício Norberto Friedrich, que herdaram dela o gosto pelas trovas. A família Friedrich compõe um dos volumes. A Coleção oferece espaço para mostrar o trabalho de muitos outros escritores, alguns já consagrados e outros ainda iniciantes. Coletânea sobre Curitiba reúne a obra de 39 autores - todos alunos e ministrastes do Curso de Criação literária realizado a partir de marca de 2017. E outra coletânea apresenta obras de cronistas do Centro de letras do Paraná. Estas duas coletâneas revelam o notável potencial literário da instituição. (Para realização deste projeto houve colaboração da Lei de Incentivo à Cultura; TRADENER, Comercialização de Energia e do Ministério da Cultura.)
  2. 2. GRALHA AZUL - No. 82 FEVEREIRO — 2019 - SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES - SOBRAMES - PR 2 SOLICITUDE ALEXANDRA PIRES GROSSI Pequenino, eu te conheço Eu te conheço bem Desde que estava no útero de sua mamãe Há 20 dias você nasceu Eu escolhi o dia de seu aniversário Mas ninguém te registrou ainda Você estava dormindo tranquilo hoje na UTI Você precisa se restabelecer Eu sei pelo que você passou no útero Sei também pelo que passou logo ao nascer Você é muito valente Respondeu bem à cirurgia e a todos os procedimentos que se seguiram Você é um guerreiro valente Desde antes de nascer eu vi o que você foi capaz de suportar E hoje estava descansando Sozinho Seus pais não estavam Eles não podem te visitar Você tem irmãos que precisam ser cuidados, a passagem custa dinheiro Eles têm suas lutas diárias E você precisou travar as suas sozinho Desde antes de nascer Eu te conheço bem, pequenino Você dormia sozinho na UTI A enfermeira me perguntou se eu ia mexer em você Você estava dormindo Eu queria muito te fazer um carinho, pequenino Eu não queria ter saído dali, queria te fazer companhia Você precisava descansar Eu não quis te acordar Dormindo você não se dá conta de sua solidão Agora à noite eu orei por você, pequenino Você não está sozinho Aliás, tem muita gente boa cuidando de você aí Durma, pequenino, descanse e se recupere bem Eu te conheço bem Desde antes de nascer Eu te vi Eu sei, pequenino, eu sei.
  3. 3. GRALHA AZUL - No. 82 FEVEREIRO — 2019 - SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES - SOBRAMES - PR 3 ANDRÉA VIANNA CARVALHO PRECE Desafio superado Cabelos ao vento A vista compensa O cansaço e o tempo Silêncio no cume Pensamentos só meus Altura vencida Converso com Deus O cheiro do mato E a terra molhada Satisfazem e equilibram A alma indomada O topo do mundo Em cada ascensão A vida nos mostra Nos dá emoção Meditar desse jeito Que forma incrível Oração que se faz Consigo o impossível Serenidade bem-quista E a paz alvejada Não são utopias São obras aladas Do alto do morro Emito minha prece Universo tão grande Pequeno parece JOÃO BOSCO STROZZI NO PAÍS ONDE MORO Há enchente de água e lama Há incêndio em dormitório Todos buscam apenas fama. No país onde moro. No verão tudo solapa e desce No outono há epidemias O inverno é de frio que fenece. No país onde moro. Já não sei o que pensar Nem tenho mais o que achar Sobre a morte do Boechat. No país onde moro. Espera um pouco aí, afinal O ano só vai começar Bem depois do carnaval No país onde moro. JEANINE BERBEL DE ARAR E PLANTAR Ventos vêm... e voo, pólen. Desprendendo, me espalho... Exprimindo peito em palavras, Sendo nada além da própria natureza. Pretendendo nada além de criar Um me plantar e ir semeando alheio, Florescendo algo, quiçá, também, em outro alguém. Como pai plantou perobas, Despreocupado de vê- las vultosas, Apenas pelo prazer imenso de cultivar, mesmo sem ver crescer, Lavro a dor e a alegria. Aro minha alma, Ofereço-a, poesia, E... Futurar ? Se for pra ser. Palavra é superfície Do que importa.
  4. 4. 4GRALHA AZUL - No. 82 FEVEREIRO — 2019 - SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES - SOBRAMES - PR REUNIÃO SOBRAMES - SEGUNDA-FEIRA - 11 DE FEVEREIRO 2019 “Io non so parlare de amore, l’emozione...non ho voce” Difícil falar de amor. No caso da vida privada porque, conforme Celentano em sua canção, a emoção não deixa a voz sair – como no momento de declaração para o primeiro grande amor. No caso da poesia porque as definitivas já foram escritas e tudo que vem depois delas parece coisa de amador, quando não de babaca. No caso de Romeu e Julieta porque a história de amor mais famosa do mundo é tratada quase sempre como um mero clichê comercial. Mas Romeu e Julieta merecem o esforço desse babaca tentando falar de amor. Na casa de Julieta, em Verona, os turistas podem escrever cartas para ela, que são respondidas, se bem que, infelizmente, não por Shakespeare; mas também, convenhamos, seria excesso de atenção e honra avassaladora. No caso desse babaca, nem resposta haverá, pois não tive coragem de mandar a carta. Fica então só entre nós. Óh Julieta, meu Inominável Amor! As fagulhas que explodem dos meus olhos magnetizados por ti, repetem o que eles nunca se cansarão de expressar: antes de ti jamais vi a beleza! Em ti eles não repousam, não sossegam: são duas bailarinas que dançam tresloucadas, sob luzes de teus inebriantes perfumes, sobre o chão de tua aveludada pele. Meu coração bate como tímpanos de uma orquestra desritmada, e os acordes dos violinos das minhas juras e dos celos dos meus desejos, pulam atrás descompassados. Tu me desconstróis e não quero me recompor, outro eu quero ser, com pés alados para ir aonde fores, lábios de seda para tocar teus seios, mãos delicadas para cuidar de ti. E à fortaleza de tão estupendo amor não haverá clava que possa ameaçar, intriga que possa enfraquecer, mentira que possa dividir, anjo mau que possa sobrevoar. Em nosso Amor não cabem unidades de medida, não se toma o tempo porque é todo num instante, não se mede a dimensão pois pulsa além da estrela mais distante. E morres, e por isso morro também, mas não será como até aqui, pois todo o mundo saberá que é possível um Amor Eterno, como o que vives por mim e que eu vivo por ti. Te amo para sempre Julieta! Do seu eterno Romeu. Carlos Homero Giacomini Verona, maio de 2018

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