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Conto couto viana-versos-de-caracaca

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Couto Viana

Publicado en: Educación
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Conto couto viana-versos-de-caracaca

  1. 1. :: A _N44 : _**1.; :1.nx . Ifxíxlxfil x*likav. e›*vazs'firrv . tlã x» x A MAÇA O AMARELO ziní-. V' . '_Vw, __1 › " à' SEMELHANÇA LITEXA
  2. 2. ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA VERSOS DE GACARACÃ Ilustrações de Juan Soutullo á Êxv 3a. * §2 Litexa Portugal 1984
  3. 3. Título_ VERSOS_ DE CACARACÁ Autor ANTÓNIO MANUEL couro VIANA Ilustrações JjUAN SOUTULLO Colecção CONTOS DE ONTEM PARA CRIANÇAS DE HOJE - Vol. VI Direcção Literária ARTUR LUCENA Capa JUAN SOUTULLO Direitos reservados para a língua portuguesa LITEXA PORTUGAL Fotocomposição CORSINO & NETO ~ Gabinete de Fotocomposição, Lda. Montagem SELETEXTO Impressão e Acabamento HUMBERTIPO w Artes Gráficas, Lda.
  4. 4. PARA OS MEUS NETOS JUAN GABRIEL E GABRIELA
  5. 5. O AUTOR: Nasceu em Viana do Castelo, em 1923. Poeta, dramaturgo, ensaísta, tradutor, actor, encenador e empresário teatral. Exerce presentemente as funções de pro- fessor de cena no Teatro Nacional de S. Carlos. Publicou até hoje quinze volumes de poesia, tendo sido galardoado com os Prémios Antero de Quental (em 1949 e 1959), Prémio Nacional de Poesia (1965) e Prémio da Academia das Ciências (1971). Editou também nove peças de teatro. Os seus principais ensaios literários estão reunidos nos livros: Coração Arquivista (1977) e As (Ejvocações Literárias (1980). Dirigiu com David Mourão-Ferreira e Luís de Macedo as folhas de poesia Távola Redonda ( 1950/ 54) e foi director da revista de cultura Graal (1956/57) e da revista infantil Camarada (1949/51). Traduzíu e adaptou algumas dezenas de obras de Lite- ratura Infantil e Juvenil. Está traduzido em espanhol por Angel Crespo e em inglês por Joan R. Longland. Assinam estudos sobre a sua poesia os críticos David Mourão-Ferreira, Artur Anselmo, Tomaz de Figueiredo, Eduíno de Jesus, Rodrigo Emílio, João Maia, Franco Nogueira e João Bigotte Chorão. Director da Companhia Nacional de Tea- tro (1961/65) e, desde 1956, da companhia de teatro infantil Teatro do Gerifalto, éum dos artistas e dramaturgos que mais tem contribuído para o teatro infantil em Por- tugal. Como encenador, foi distinguido com o Prémio da Critica (19609 e, por duas vezes, com o Prémio António Pinheiro (em 1962 e 1964). 1 DO AUTOR, PARA A INFÂNCIA: ERA UMA VEZ. .. UM DRAGÃO! (teatro) AUTO DAS 3 COSTUREIRAS (teatro) DO CIMO DESSE TELHADO, com Ricardo Alberty (teatro) UMA HISTÓRIA QUE EU CÁ sEI (teatro) O NATAL DOS BONECOS (teatro) O PRÍNCIPE ORELHUDO, com Fernando de Paços (teatro) VERSOS DE CACARACÃ (poesia)
  6. 6. l . .iria ( Se fosses. .. querias ser? Se fosses um cavalo, um cavalo de raça, achavas graça usar chapéu de plumas e um colar, ou achavas feio e preferias usar rédeas, freio e um selim de “cow-boy” com pregos a brilhar? Se fosses um rato, querias ser um rato da cidade, sempre com medo do gato e da grade traiçoeira da ratoeira, ou ser um rato da aldeia, levando para a toca os grãozinhos da ceia? Se fosses um leão, 5 ? . m a~w o, 0d ç r. .. L . I. r. . r n e a nú m C CE e a md. .m m mem e, p . m u n. . f. f. V , s o, qm m o m , u . miau a fm umm a m 0% m . m e a . ma. e wúdüa o, mm o go . ..m a a ç . n U Cb m t m S 0 ü a aM w d m. m Nm amam m . m. gr. a W em a . .ru C u r Õ a e Z amam» uma? . f . a . .xwisw IN. ? . .. ..sx v _ . m. .f , c s 13.o. _M_ . . . , , . : Let: z. . . Xxa c_ 7,/ › . a . . 93,. . r ai. .., » , JJ. .. ser s* e . x , huuuu / . al/ .Ír . .. A x. .. .a t , íxc t , pra tomares banho em dias de calor? ' dia**
  7. 7. Se fosses uma árvore, planfa vx . -. as . .u . m _na L. 7 _ae . Ide of». n , m c , ,a . m. ra. ,e T0 . .da mom 1mm . I O O &wmew ahoa a › hmaa m . mm npr0mO een a saca vdao tr¡ u d HCTÉT HOm OSC m dUO momü aV h derü m0a. n . .mnmíni uenmn e nr .1 rsee Smpe 0635C eu d mudem. m». am. amqmtrcl forümC O.1a . HC 0~aeru ee m HHÓPO SSaU ou soltarias o raio e o trov ão e farias chover, chover, chover? Se fosses um avião a voar, cantavas como um pássaro CQDÍOI', ias fazer o ninho entre a folhagem, debicavas os frutos do pomar, ou descías no campo de aterragem, pra meter gasolina no motor? . m, xàu, .. Íx , z. #Faxâx e n. hmm awm mmw u «l , mm 0a mcu . .HO 7 . mpw Pmm mma MOM mam SH. . a . mam 5.11 ear Snzw s» a a_ , É l a N / . h za a a M. K x. m s M «Bird ara , . Atuou. . . .u . mm m m. . N s, .A . , x, a a mm a . um »dana _ Maxx? , Í D. O e d e 12,3,. .. . .E t m1.. a S cx, o c a . . tn r a e . m APÓWÍE . . . 5.x 3 . a . mk . .L r. r. . . e ¡u n p u n m e F01 H e . Im . e, s. C b _ m u a R r a : u a, ... e . .I S a m . _m_ u s a P P , _És , o t r x r . Or0.%a%%cm0 / . J_ u. .. . a fo. . e a . mu. u . n a e . . . . . .L . .Mu . .u . N. G31 m u Tm, 2). . u . l Ú. . a . .U q , a . _ O b 9 t m u u _. .r. .l n S a , à _ e H w . m. no» e . m . m. a. . . . S a . ... .
  8. 8. 'VYfvJ-. Éà e . Ô ; z . , N s, *à* . "3 E se fosses criança (rapariga ou rapaz) , ô . É -' viverias no campo, livre e em paz, , 4) '_ ' subrrias às árvores frondosas _ ~_ __ e O ' pra descobrir os ninhos e os esquilos, caçarias os grilos, c cheirarias as rosas, ou terias vontade de viver numa casa da cidade, bem vestido e calçado, com um livro de estampas a teu lado? - Oh, que bom ser criança! Tanto faz que seja rapariga ou que seja rapaz!
  9. 9. u¡ 1. Primavera Na Primavera, rumo ao mercado, passa a rainha dos vendedores. o, d m O g H e Oq_ . .um uo mñ as . mia al. su au eII. ha -. .m ee r. .. à O C0 Leva no carro, bem recheado, as e a m m m 0.6 mam . no Pdá mh mto mam n mes, ooo Cmw &ñm t f . mas h. m.m m: , a Hmh. . . muo Ogã tkN 7 o, d a r b u e. . SS 0m o , ad . Je r. . mr. wa me nü 0a cd 5.a o . mk, e TP - “Comprem, que é tudo do vosso agrado! Dá vida aos olhos e boas 00/5!"
  10. 10. 2. Verão Mal o Verão chega, ao Sol que cresta, a vendedeira não se a trapalha: defende os olhos, nariz e testa com um doirado chapéu de palha. no carrinho, espalha, ent _ 1' ate fresco e beringela, melão, damasco, que óptimos são nas sobremesas e na panela. ão, E chama, alegre, os seus clientes que se amontoam, logo, ao redor: - “Comam damasco, metam-lhe os dentes, pois mata a sede, mais o calor! ”
  11. 11. x" É j _iOutono Pelo Outono, a vendedeir põe um xailinho, pois ela é o sabe ser essa a melhor maneira de não ter frio nem ser reumática. a1 E o carrinho, cada manhã cheio de aromas, corno um pomar, transporta ameixa, pêra, maça e uva preta, milho pra assar. E o brado, agora, com que alegria sobe nos ares; com que vigor! - “Quem comer uma maçã por dia não necessita mais do doutor! "
  12. 12. /Lc . 4. Inverno / l a neve e a chuva tão inclementes, a vendedeira usa cachecol, barrete e botas, grossas e quentes. z “Limões, laranjas e tangerinas! Não há prá gripe fruta tão boa! Comam-lhe e bebam-lhe as vitaminas! " L o S o 0 C a ü o ã . t o. n r. . e V n I o n E No carro, agora, só há limão, laranja, couve, castanha, ervilha, mas tão viçosos, tão lindos, tão apetitosos, que é maravilha! E, pelas ruas, ela apregoa:
  13. 13. Os dias da semana Vou passar na brincadeira segunda-feira. E vou divertir-me à farta na terça e quarta. Quinta e sexta vou gozar sem mais parar. Para acabar esta festa, só o sábado me resta. Quantas horas de alegria em cada dia! ll. Segunda, brinco sozinho. Terça-feira, acompanhado. Quarta, com o meu vizinho. Quinta, contigo a meu lado. Sexta, convido outro amigo que logo brinca comigo e no sábado também. ' , . Domingo, dá-me a preguiça, . i depois da missa, =, , e : ri - i e não brinco com ninguém. Deixa-me, enfim, descansar! Estarei pronto a brincar para a semana que vem.
  14. 14. Arre, burro! Quando a sua Veloz motorizada lhe demora a pegar e começa a tossir e a espirrar, o João não faz mais nada, o. r. r. u O m m e u b 9 . i a % RAW mam e › 0 a , g . .O a CO t. ee r. k . .mor m . .m em . w eo u, m0.. m dã Hi0. , a ue , m en . mümd mw m w~a gwfwegg a . É a nba CCD¡ memam ummo u e s enamosmmqümw hmndH O.1.m~%a0q . .O _EbccnizmxwVEwmk . , . wii . , s J __ , . s, Mkt. ? . . _za tam, 4.. ./. .! , a x4,
  15. 15. O marujo Manuel O barquito de papel . d u n m om r a na C . mm r. bm em un alo m” cn sempre a vogar, a vogar, cresceu e foi ter ao mar: é hoje um grande navio. : um CI. O; ,mm . ma b bm. mümOFaO muda uábomh elamsn C sb Cí. . %S CVM r%%cem C n 9 . laamxme mmmmod . nn ma aWeOad M dachr mwucm Owa/ &oa Nf» ri. . , atwümta . . . t. f_ , . . e
  16. 16. / / f/° O peixe risonho ' êS meninos vão ao mar (ora vejam que tolice! ) j @om desejos de pescar “t ' “yum peixe que lhes sorrisse. . 7 m peixe pescaram _ *gv , Q, O (tão gordo, assim, não havia! ) › V ' 0° e ao mar o deitaram, i pois não lhes sorria. Um peixe pescaram (tin o rabo como a enguia! ) -. o mar o deitaram, pois não lhes sorria. Um peixe pescaram (grandes olhos, grandes dentes e barbatanas valentes! ) porém, que arrelia! , ao mar o deitaram pois não/ riffs sorria. m peixe escaram que tinha o focinho em for = de espeto, de espada, de espinho, que a dos feria: Ao r ar o deitaram, 's não lhes sorria.
  17. 17. Por fim, vem o dia que o peixe pescado sorria. E logo é puxado com toda a energia, pelos três à porña. Chegado ao convés, ao ver-se de papo pró Sol 1 que feia careta o peixe lhes fez! E, sem hesitar, escapa ao anzol, mergulha no mar! Era uma vez três pescadores a chorar! .
  18. 18. . e, a , J . !x , f// n/(J S m O O h C n e m V a m C i. if# tudo está diferente: A! 4 o_ . r (e _ Q. . . zm a x. ,x É z . e / a e. t H 6 U O. . r. a O n a S r. O O . Hb mm , e a . .D O W mm g a e a 0V O v n 0 o , w e m S n. ._. .O á o . .JF. E . ./. ;l #fax . nxludy › E castanha a terra onde a pá se enterra. É castanha a folha que a chuva já molha. O avô Inverno chega das montanhas, com os bolsos repletos de castanhas, e vai sentar-se ao lume da lareira, fumando o seu cachimbo de madeira. . x, 0:11/ a; j. .Í ; ks . x wA fz. . / ra r. . . , . x_ ) m m z / . d . n na. a . a, t t O | ou. . . .f r. m. . a C . . / m e , m / , mk. . s C Í, . l d &wy k . . . . _xx / , a O 0 D. . u NC , yr fr. m m o a 7 a Í D. . , ;Í PF m m __. e . j E , vt o u
  19. 19. ;sl q r x . .as s ol , 1 iu , 0.. ..) . U4 f É. . . . e . Í . Ruela. .HP. c» _Ci . s, . .tt ir _ à a , J , T u aid , . , _ u . .. , ,e c. / I . Ali. .r, An . . V ~a . .mà amm b m lee bda C00 . much éebm a à? , m, msmo R caca PPP. o e 2 _Ím 'L - E porque é tão formosa esta rosa? 1: . l, u f. .. u. Í¡ w x . 9 . , , . w m s. a_ d a g m a . um Vm . .lua . ld , mm ma. qm T. 00 Po _d D. .
  20. 20. Ir_ L mami. , . IC O O p I m raÚãs na x OZOWcamO d . r . O . .DfnmC.1f. .. G3 F0 7 . .,/ , el. éSSeâhHe~O m are. 1.o od um gmwmi , . na 0mm qmõ. mââ. l. x S . 0 U f. v m rmtwoo 950mm , t , . A OWVSÚ. H%CMÊC. M v . m a ãlaean Sta .1 gh d. /3 00H eâurlaa , Qt/ CDI nqawmm Op. amar? a , X s CJ. AMBS . . x, .x x . 363 . a . as, i, N. , H 11X , ,x , . c. .. , . . , . cc . .hn z
  21. 21. 4. Verde des, paradas, r. e VS mm. .. gá , as a S1 au a mb . wü um om PH. . agitam asas esverdeadas, finas e frágeis. Verde rã de boca enorme fecha os olhos d°oíro e dorme. Ao lento sabor do vento a folha verde balança. Até onde o olhar se perde tudo é verde! E o verde é esperança.
  22. 22. 5. Preto No papel branco faço um desenho com certo engenho. Mas um borrão de tinta preta cai da caneta! É* ç) A minha mãe que vai dizer quando souber? L-i B. " «JF . X TITO da sacola a lousa da escola: Vou desenhar um fogão e enchê-lo de carvão; á na caixa, t o carvão que es preto como o grilo e a graxa. Lá fora chove. Que escuridão! Já não preciso da mão da ama: Não tenho medo. Não há Papão! Dou boas-noites. .. Vou para a cama. . a w. . . üvNwW Ju . z . ¡lili! ,
  23. 23. 6. Cinzento Osratinhos cinzentos passam a noite toda, barulhentos, numa dança de roda! Mas quem pode estar seguro? Anda ali perto o Miau e brilham com brilho mau os olhos dele no escuro. Da cor da cinza, o elefante como é bondoso! Só aterra w o / i a e Css . .. LOS w www r r .1 . . / x . xx/ C a mmb esm dot . .na amar nnsm , , mmod 3mm m. ; not o ads m . .u a0 qÉmC . G , . . ta, CMC
  24. 24. a . m Mu. N, ... a . M @ü . m. 09% . m . A, , .m m m. ó, um am am m. a e D. . V 9. l. O l. q n m 0 . V a m m o i , A rm mdeo c e x › . Xfx a C d É % C _l m . H m C d azul. . V V ÚOua Va Raüáa . s. . O E0 , a PIO Sr. nmVugn r. .t t h d e , ü aoC, . aa 0.a a. . a o Ê . l ea . C30 C O . JD. C oaut C x m . .mwoadmp 0 l.1 cw me. mn0 0d . .5/ x T S . GC . loaü n u X a 2.x¡ / x x 0a aaa ad e S.1 eir, hm / v./ ._. ^ a x». W oemouoo VZOC . um mmmamm mo . ., / , z 1:1 r f¡ r h . .Íâxxlxt/ .mmmmcumm mmmm um amam! ? a3 em _x_ wfiitalilñlw. 7_ MweOAcC Eàkn Fu QEüaNm V_
  25. 25. 8. Sobo azul dos céus, sobre o azul do mar, dizem adeus! adeus! as velas como lenços a acenar. A farda dos marinheiros S 0 . .n e l e 'OV : es «arm . mam 1m_ maa QVa an. . ama 29h. . 30V , CVC
  26. 26. 9. Branco A neve que cai do céu como brancas penas d'asas já pôs um branco chapéu no cocuruto das casas. E sobre a terra com frio estende um lençol macio. A neve é da cor da cal, das pombas do meu pombal e do sal, o rei da mesa. o, d . .a mu em r ua pb , e md Ca mm à BI véu de noivado.
  27. 27. Concerto de insectos o, O O a . ..amo m Í ? me OWMFO. % “STC . i ei mama mmü m. ? o . &mbm 09mm. e w . lom aIPIvO O00 Oba aao . mma l. u O d a. mama Mamma am». et l ouáo icmm ou» Aasln Eaat Mza tocando violino. ñ O "uma amta d . r dtd n a S . . f. .l . amam 1o. u. .wxmv . made . nzea @nem Mai, /Ç/ .. lllnb e u I . u f. colab II. .. S9 . um tl/ sii. , s, n r dPab aéla q . 0.1. O f. . ar. .NC a. ) a. à., ... kbx% . ..M % m O , e C . ala 1X um MM O , . à wmam uma. " mman S r. O bo . .l . & fumam smáñ anmm Mmat OcLa EPQS a
  28. 28. .m m z t s e a a m . o m a e P_ S g g o .1 . i. v. .u . o. . mam, a um. .m , O . C v! l sl. a mana . ..a . m atom mmâ v amd. a w m m k ma m . m n C oBn.1 ocma nn_ aota C nTm V d ü g e a m ah a O “h n u a C . . r. ull O boom aome mmmm mmym h 0.m m m. .. m n C V 3P. e mMoe oaw, üüo ooau C u bl . C th a M o . mh O. . O n e e o . m e G o ~m o n m ü a a a m h m . .D t O rwiv. S m mh C u s, s a w a e D. .m o anmo. oaÉm ec u oo . w gümh Mma m veúm. duwsam O a 83m". a _ . .u #amd O U a 2.1.: : G L V O C a O e e D. ..? T. . M J «Í 5.. . . . , Í, ! t Í . .ÍJnsuJw . ,. nx . , l z a . .J. .u. .,, .. . . I f z M. n.1,. r a 71V. . m. . e . m _. » h a/ . ma. ,, . 2, . x - . . a , r »ua _a É : nada . a r *v . JD. 399?. ; . .WQ . UÚÚÕIKF, ., t, »à tr. , v, ; ahi a. , _ç_ ? ao Lá vai o Mocho-Bufão, pelo anel esquecido, e encontra o gordo Leitão, com seu rabinho torcido. - “Dou~te tudo o que quiseres, oiro e prata, mel e vinho, no caso de me venderes . d. , , o duma h ›l . m admd b omwo a r. d r. C010 u d hr na e w ed. mP o Vovm d obem 1 . mas m . mowm Loeb a é oet o OLBa É bata¡ D? u. ,w. U o» vp» . ..um .90- , o . tc . n. . tenor . ,900 . A.U err. ? x10 P. 4109
  29. 29. Impertinências Um peixinho atrevido escondido num rochedo resolveu meter medo a um cação resmungão e de lá do rochedo (que acção má! ) fez com voz de trgvão: - “Ao, ão, ão! ” Mas, ai dele! o cação irritado diz-lhe então: - “Malcriadol Mais respeito, por favor! " Num tremor, contrafeito, enleado, o peixinho a corar baixa o olhar: - “Oh, perdão, . eu não torno a brincar! " , wmv » L4. í. - Confiante, importante, o cação segue adiante, a nadar no alto-mar. Vendo-o então já distante, o peixinho no rochedo sem ter medo vai, num pronto, põe-se a rir, põe-se a rir, como um tonto! E e' assim que tem fim v CSÍC conto. .. É! i 'J 0
  30. 30. , . . , . . ROI-ROI Rabina Vocês sabem quem é Rói-Rói Rabina? Nervosa, cobiçosa, pequenina, remexida, renhida, feminina. .. Vocês sabem quem é Rói-Rói Rabina? Ela bebe o azeite à lamparina, foge à raça felina que a extermina. .. Vocês sabem quem é Rói-Rói Rabina? Pêlo pardo, olho vivo, cauda fina, a vasta bigodeira que se empina. .. Mas, afinal, quem é Rói-Rói Rabina? A rata roedora que arruína o celeiro da tia Rosalina.
  31. 31. A confeitaria D. Ratininha sabe de cozinha, por isso abriu uma confeitaria no Bairro da Rataria. Tem pelas estantes, em frascos gigantes, licores de mil cores, Compotas, confeitos, torrões, rebuçados. .. E nos tabuleiros doces, bolos, tortas, muito apetitosos, muito apaladados. Todos os gulosos e os lambareiros da Rataria lá m f. g e 1I. a e d m a . l. h C
  32. 32. Uma nau maravilhosa Vi um dia no mar alto uma nau maravilhosa: todo d'oiro era o costado e as velas verde e rosa. ão ao convés com caramelos, confeitos, biscoitos, bombons, bolachas. vinte e quatro marinheiros: duas dúzias de ratinhos diligentes e ligeiros. Um pato almirante, à popa, de galões e barretina, comandava a nau doirada pelo mar de prata fina. Levava, por equípagem, abarrotava de caixas Desde o por
  33. 33. A maçã Na relva cheia de pó, Ó S e a mm um. q. CO pra t : a 0,6 mw mo ua . l% a CG. começa a chorar de pena. O galo do Catavento, temendo alguma desgraça, pára logo o movimento m! .ú a d S S a _ D. . a lr_ P. a a. . o d e m , w u . a O. . U da O Mufu u Omawép TUOS _ emma . . VSCa m. mama. w. .. e »Mm g uãCe QÇSt H u mes p É O. m C au p a e a md. m eae . GTÍO nMn: J eeee p gV oaeo mmsm aéü ÍCCO. . 3.135 omo mSan uog, e mm Dmo u VCM ~ “Eu tenho uma rica ideia! ” diz o galo (e bate as asas). “Dou-te esta noite boleia para veres gentes e casas". E assim fez. Voa da igreja, ¡ põe às costas a maçã tudo o que deseja- que vê até romper a manhã.
  34. 34. - “Olha outro galo tão lindo. a voar! " - “Maçã pateta! ” responde-lhe o galo, rindo. “Aquilo é uma borboleta! “Olha uma casa amarela! Desço até ela. Já est'! Espreita pela janela e diz-me o que vês por lá”. - "Vejo uvas numa taça" diz a maçã. “Por favor, chega-te mais à vidraça, pra eu espreitar melhor”. E a maçã pôde, assim, ver, sobre a toalha engomada, o garfo, a faca, a colher. Viu tudo e ficou cansada. O galo regressa à sua torre da igreja aldeã para, aí, contar à Lua a viagem da maçã. . ..nokia . s lt t. . x. i . . ; a , x 4. ; , xx, , .. . . . , a_ , . x . y/ .. . / , _ ». . ÍX/ a. mz, . . 7 -z. i . _ . a , Kai _x. .x . .a u. . . .x x . a. F , . ~ . x . m . .. x t w . .. . . / S . x / z. .. . E a maçã muito contente, diz, na relva, pra consigo: - “Vi o Mundo, finalmente! E o 'galo é meu amigo! "
  35. 35. semelhanças Podem chamanme ignorante ou pateta, mas eu acho o Elefante semelhante à Borboleta. Abram os olhos e verão como tenho razão! Quando a Borboleta esvoaça de flor em flor e o Elefante passa pela floresta, atento a algum rumor. .. (abram os olhos e verão que vão dar-me razão! ) ela de asas a abrir e a fechar, ele de orelhas a abanar, demonstram que entre os dois não há distância: em ambos vê-se a mesma habilidade, a mesma majestade e elegância.
  36. 36. Não é impressionante? Parece até afirmação correcta que tem asas o Elefante e orelhas a Borboleta! E não é isso apenas: o Elefante tem dentes que dir-se~iam parentes a das antenas 7 r da inquieta Borboleta. Mais: repararam já que um e outro têm tromba, esse nariz comprido sempre torcido e destorcido de cá para lá? Pois as minhas razões aqui estão dadas. Há só uma diferença, apenas uma: o Elefante pesa toneladas e a Borboleta tem um peso pluma. Vá lá, ainda mais este pormenor: l L. ^ g , . v¡ J o Elefante e cinzento t , , como o cimento t " . e a Borboleta ' , T , Â H tem toda a cor - A m1,* y da paleta #JÔ N ig, ... 'Bit' f¡ de um pintor. l iiplvíhñ) . , t p fa¡ Não, não chamem tolice *X ' 1 pá” x_ a _tudo quantp disse: _ _ k _ - , ¡_: !¡¡, ¡¡_'-Q›, .« -~ ~ afirmo que sao quase iguais b ~ tratava¡ estes dois animais. ! i 'a "Vini *i l j V Wi'. . = i j E quem pensar como eu decerto não se engana. / M V t, __'. _,", _ 7 Repito: não, não são invenções, fantasias. ; lj_ Afirmo até_à semana j à e- t_ * A» É q' dos nove dias. z xx " t i s. , t. . r “t K › ^
  37. 37. J» / M¡ u / /f/ , y a x . // a A! , I/ zx, 4 . _ Í, .í «Im , X R» z/ t B; 7.a, In fl. .., . xa x1 l . x Aki/ rali». xxx, .s, z J t , sk J . .M a - KC. _k , Wu . A. , . Í Oda¡ . as x a r. . 4 . . _r _ r 1 f: N¡ . _,034 , _ u. 1 x u , , 1 _ mw , o f: s. , p. !avi w/ ,z , , . w. , »fmz Mía : NM i i . , . a , a. ? / . ; no . u J ! ida 4,7 o r , Miu, . t M , . ..tm . im 1,. . , 1 . z, / f . v. . , il! .a à u HS - Ir wz/ .x r , . s ix. . / t. . , , , x, u, , x o 9.» a , / f. e 1 4 , e ; K . .a r. z . o a m . m m d s m a oa 01 M a m a M . zu M D. . a O L e e S O 1 d . H d . . . l. g a a . l . H o m e w m m m d e 1 t s r . a p . .I u g r 0.1 n s.1 o q na OL n Í. m r a a1 T. a ul. e a ; O . .l m ; na na m : a g a a . a t l 1 m n o r. a f n a . w ppm C .1 .1 ao L O m .1 S Çh m r. .L, I. .. C m C .1 . .gug me . haoomu udol O É . H n m a rn. .. JS . .I p a q O t a . e O O r. C a . .n n r. n. . Acs Pozcc . m. adam. ? e a Nanmmam . amam. U m F O u . m. o a. Z , e
  38. 38. Quem sou eu Sim, senhor! O meu corpo é aterrador, pesado como um penedo. .. o. d e ma, ma . mm mm Se e I; .. .mm . mim Sa, wa mu so OS como a casca das árvores e mais nada, que me dá força e vigor para enfrentar quem me afronte. Sim, senhor! Eu sou o Rinoceronte! a . w . . . , _ Ó . à. , a . .Q à . n i _ . o. _r m. . e . . z x . N . .a1 g ? Í _ i. : . i t. . . r . . _ l! uma x _ _
  39. 39. .. .EJ á é . m , . mo O . r. e, rS . w o , w . m . .Mud. , L ã os al o e” lV. OC .1 zdS a . ha SSÍC e dC É . la OaaO am . .lepã r , é pe um. ? s, ,ã Hüém oamd mrmd olme oümd . musa nvw uaa . meto . .ua e Qa . mao éEeC, Orn Onta mLMt rgdo vdm . heio moc uauà Him m eaanl . .lvmd oabe n0.. a O timm . wzucmm . mmum mm ad evwm ~a modo. mágu . .DOnmio CnICaO . ..Mame a1 Ch ef tae Oetã . O C V . mam Véow m , mim . mem . uumn . whufi , C no39 UOr. m MS doüs a adév kia ãea ao a Vre a , t . it aPc o r . ..OC e mVaC Dia . .iu C.1 wcom mnum oaim anco t aw . i , O Sonu SEwa. Coda . JEoe OÀEP
  40. 40. “Lá em cima há sempre muito frio” diz a mamã. “Queres um conselho? Para voares com o teu tio vai pôr o teu cachecol vermelho". O coelhinho, sem receio, a no avião se vai sentar “Oh, como é bom dar um passeio! Já vou subir! Já estou no ar! "Voar tão alto e tão depressa faz com que a minha mãe, na estrada, com a formiga se pareça. , agora, Ja nao vej " o nada! ” 'I E O tio diz: - “Olha um castelo, dentro de um grande pinhal verde”. - “Sim, vejo, vejo! Como é belo! Mas para trás logo se perde! ” subitamente, vê o mar e, sobre a água, muito azul, barcos à vela, a navegar. Depois, o tio volta ao sul: - "Vão sendo horas de ir pra casa, a tua mãe está em cuidado. Olha de cima dessa asa a tua casa, o verde prado”. E, mal acaba de descer, beija com amor, à mãe, que o diz o coelho: - “Quero ser, quando crescer, aviador! ”
  41. 41. Para cada um seu modo de Ver Diz o carneiro: e que não! Que saltos tão altos eu dou pelo prado, se a erva está tenra e o Sol é doirado! Diz o cavalo: Trabalho é cansaço no pino do Verão. Eu gosto do Sol, tão forte ' Diz a abelha: Que venham depressa o Verão e o calor, pra haver mel mais doce do pólen da flor! Diz o porco: Nos dias chuvosos escolho uma cama, bem rica e bem fofa, nos charcos de lama! Diz o rato: Com tempo de chuva, o gato (que bom! ) não sai da lareira, fazendo rom-rom!
  42. 42. /L a m m . IU . an m, 33 au nm / om 0.o a, m o / r b um. : S0 Ow m 0m. ora 5% m! , Ia. dm um m oé 54m . m amd f. n46 06 OU ç . I. me . na m. ” mg : a _É me mm ao ? m n, a. . e mc un sn . aá au , É . im m; oe me eo «JS mn 5 SU. . InHaC pah . asm. u 5,, ar s mo . LP. 010 . .H6 50 . m6 6h. . 3mm : and run. . 3m m3 56 v, a . .nr . .m0 se u , ad SC na 6 0 H na ,601 . .ü OMS MMM wca%. â Om a0 , nm . MP0 VÍO mar. «lr Ut 0V D n. . mb D. .. ba La . Vu a mao . Mam r Wxm . MAw PT] ce 3,0 e D aum oro s um c mma ac. .. 0.0 . MOM 0.0 . O. m ma. c D 06g te; .Im DV 33h40 . HEU . Z 000:” D¡ O . D1 6 on. . um] . É coco. . .U ÍC D r aam , , . ENG C
  43. 43. ALGUNS DOS VERSOS AQUI RECOLHIDOS NÃO PODEM CONSIDERAR-SE ORIGINAIS. MAS SIM VERSÕES MUITO LIVRES DE OBRAS ESTRAN- GEIRAS DEDICADAS A INFÂNCIA.
  44. 44. Índice SE FOSSES. .. QUERIAS SER? A VENDEDEIRA DAS QUATRO ESTAÇÕES l. Primavera 2. Verão 3. Outono 4. Inverno OS DIAS DA SEMANA ARRE, BURRO O MARUJO MANUEL O PEIXE RISONHO NOVE CORES Castanho Rosa Amarelo Verde Preto Cinzento Vermelho Azul 9. Branco CONCERTO DE INSECTOS o MOCHO E A GATINHA IMPERTINÊNCIAS RÓI-RÓI RABINA A CONFEITARIA UMA NAU MARAVILHOSA A MAÇÃ SEMELHANÇAS ORIGINALIDADES QUEM SOU EU o AVIÃO PARA CADA UM SEU MODO DE VER ? °>'. °“! ~"P': ^'Nt'*
  45. 45. 0,, L E: R_ A, Mm A, O 'A BMC-CAM HI Ill I ll l LITEXA O CASTANHO Wllilllllll

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