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E-book gratuito Mídias Sociais na Igreja

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Livro digital gratuito da jornalista Elis Amâncio sobre o tema Mídias Sociais na Igreja. O e-book apresenta um panorama das redes sociais no Brasil, também aponta estratégias e ferramentas para um bom trabalho no meio digital para o público evangélico. Além disso, sugere perfis para acompanhar novidades do segmento.

Publicado en: Redes sociales
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E-book gratuito Mídias Sociais na Igreja

  1. 1. 3MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Projeto Editorial: Diagramação: Revisão: Capa: Elis Amâncio GSW Ana Paula Costa Luiz Queiroz Amâncio, Elis Mídias Sociais para Igrejas / Elis Amâncio. – Santa Luzia, 2016. 1ª edição: junho/2016. Referências bíblicas usadas nesta obra, exceto quando mencionadas individualmente: Nova Tradução na Linguagem de Hoje | YouVersion: http://bible.com/pt/. Copyright © Todos os direitos reservados para Elis Amâncio.
  2. 2. 4 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Às duas mulheres da minha vida, responsáveis por quem eu sou hoje. Minha mãe, Neide, e minha filha, Sarah. DEDICATÓRIA
  3. 3. 5MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Agradeço a Deus por despertar em mim este amor por comunicar. Entender que o Meio Digital é uma ferramenta excelente para a Igreja nos dias de hoje tem transformado minha vida. Agradeço à minha família, pai (Maurício), mãe (Neide), filha (Sarah), irmão (Marcelo) por sempre estarem ao meu lado. Agradeço ao amor da minha vida, Renato Lied. Você é meu melhor amigo, companheiro, confidente, incentivador e é o melhor de Deus para mim! Agradeço às minhas amigas (madrinhas): Cibelle, Karen, Nayara, Priscila e Raquel. Vocês são meu suporte para tudo. Agradeço aos pastores Leonardo e Vanessa Capochim, tudo começou com o convite de vocês para dar aulas no Carisma, nos idos de 2010. Jamais vou esquecer! Agradeço à minha amiga e jornalista Ana Paula Costa por torcer por mim, incentivar e sempre estar lá! Agradeço ao amigo Luiz Queiroz, da GSW pela competência e compromisso na diagramação deste livro digital, essenciais para que ele fosse publicado. Agradeço a todos que me levaram para palestrar ou dar aulas em todo o Brasil sobre o tema “Mídias Sociais na Igreja”. Agradeço ao pastor Márcio Valadão, visionário e grande incentivador. Agradeço aos que assistiram às minhas palestras e aulas. O feedback sincero de vocês fez com que este livro se tornasse realidade. Um obrigado muito especial a todos os meus seguidores no Facebook, Instagram e Twitter, este livro existe para vocês! AGRADECIMENTOS
  4. 4. 6 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA A tecnologia me atrai desde a infância. Assim que a coordenação motora melhorou, me tornei a fotógrafa oficial da família. Aprendi sozinha a trocar o filme e as pilhas da máquina. A primeira vez que vi uma câmera Polaroid fiquei apaixonada, uma câmera que imprimia a foto na hora (pensa que louco?). Lembro-me do meu primeiro dia na aula de Datilografia no início da década de 90, e eu pensava: “Uau! Posso me comunicar mais rápido usando isso.” Em meados da década de 90, fiz meus primeiros cursos de informática: DOS com o famoso editor de textos Edit e de Windows 3.11. Acessei a Internet pela primeira vez ainda na década de 90, meados de 94/95. Naquela época, não tinha ideia do impacto que ela teria na minha vida. Acredito que poucos de nós tínhamos ideia. Claro que tive (tenho até hoje e funcionando!) uma Agenda/Tradutora Eletrônica que traduz mais de 30 mil palavras. Fora Walkie talks, Walkman, Discman, Palmtop, PCs, notebooks, disquetes, telefones celulares e smartphones. São mais de 20 anos mergulhada no mundo digital (profissionalmente), descobrindo e testando novidades. Por diversas questões pesso- ais cursei Jornalismo um pou- co mais velha que a maioria das pessoas. Pela maturidade que tinha na época, aproveitei bastante o meu curso e a pós- graduação em Mídias Sociais e Comunicação Digital. Ainda nos tempos da Faculdade comecei a servir minha igreja local nesta área, a Igreja Batis- ta da Lagoinha (Belo Horizon- te/MG). Ali na IBL servi à Comunica- ção da Juventude Lagoinha criando um Blog. Na época, com apoio da minha liderança, os pastores Márcio, Felippe e Mariana Valadão. Por quatro anos tive a honra de servir à Comunicação dos jovens levando o que tínha- mos de melhor no meio digital. O Orkut e o Blog foram leva- dos muito a sério por nós. No Blog da Mocidade publicava textos com os resumos das pregações de cada sábado, fazia fotos e, algumas vezes, vídeos. Uma vez ao acessar o Analy- tics do Blog vi que mais de 40 países acessavam o conteúdo. Inclusive, países onde a Igreja é perseguida. Nossa, aquilo mexeu com o meu coração. Como assim alguém que está em um país com restrição re- ligiosa estava lendo as nossas postagens? E o melhor, vol- tando outras vezes lá. Diver- sas vezes li comentários com agradecimentos sobre o que era compartilhado ali. Quando fui para a faculdade não tinha ideia de que Deus APRESENTAÇÃO
  5. 5. 7MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA poderia utilizar minha profissão para propagar a mensagem do Reino. Ao ler esta palavra tive mais clareza sobre o meu chamado: “E o Senhor Deus disse: Escreva em tábuas a visão que você vai ter, escre- va com clareza o que vou lhe mostrar, para que possa ser lido com facilidade.” (Habacu- que 2.2 NTLH.) Que coisa mais linda! Deus orientou Habacu- que a fazer exatamente o que um jornalista precisa fazer. Isto é, “traduzir” uma informação e torná-la fácil de compreender, seja por meio de texto, foto, áudio ou vídeo. Independente do nível intelectual e conheci- mento do público, é preciso se fazer entender. E como jorna- lista, naquele momento, co- mecei a compreender melhor minha missão e a compartilhar sobre ela com outros. Esta possibilidade de usar a Internet para falar de Deus começou a arder em meu coração de uma maneira tão grande que comecei a pesqui- sar cada vez mais sobre Redes Sociais. Tenho estudado e implementado estratégias de Gestão de Conteúdo especifi- camente para o público digital. Assim, passei pela Comunica- ção da Lagoinha e a assesso- ria de imprensa (comunicação) de vários nomes como André Valadão, Diante do Trono, Ní- vea Soares, Mariana Valadão, Helena Tannure, Bianca Pa- gliarin, entre outros. Fui apren- dendo na teoria e na prática a importância do uso adequado e consciente de cada Rede Social. Desde 2010, venho falando por meio de aulas ministradas no Seminário Teológico Carisma e no Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono (CTMDT), ambos vinculados à IBL sobre as temáticas: Mídia e Ministério e Mídias aplicadas ao ministério pastoral. Também falo sobre o tema Mídias Sociais na Igreja como professora do Instituto Nis- si de Missões (Cia de Teatro Jeová Nissi, em Ibiúna/SP) e na Escola de Discípulos ADNA (Assembleia de Deus Nova Aliança, em Cuiabá/MT), entre outras instituições de Ensi- no Cristão em que vou como professora convidada. Palestro em todo o Brasil sobre o uso da Comunicação e das Mídias Sociais para igrejas, ministérios e membros. A ideia deste e-book gratuito é ser um ponto de partida para novas conversas entre eu e você, internauta, sobre o uso das Mídias Sociais nas Igreja. Não é simplesmente criar um passo-a-passo de sucesso no meio digital. Mas, gerar a refle- xão de que nós, como embai- xadores de Cristo (2 Coríntios 5.20), precisamos estar mais atentos com o que temos fei- to/compartilhado na Internet. Não apenas institucionalmente como igreja ou ministério, mas, em nossos perfis pessoais. Afi- nal, a árvore boa se conhece pelos frutos (Lucas 6.43-45).
  6. 6. 8 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 09 11 14 18 28 32 39 65 74 82 95 98 101 102 104 PREFÁCIO INTRODUÇÃO A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO POR QUE MINHA IGREJA PRECISA ESTAR NO MEIO DIGITAL? PLANO DE COMUNICAÇÃO | ESTRUTURA E INSIGHTS MARKETING DIGITAL MÍDIAS SOCIAIS E REDES SOCIAIS CONTEÚDO DIGITAL COBERTURA ONLINE FERRAMENTAS PÍLULAS – DOSES HOMEOPÁTICAS DIGITAIS =) FOLLOW ME POSFÁCIO REFERÊNCIAS SOBRE A AUTORA SUMÁRIO
  7. 7. 9MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA PREFÁCIOFalar da Elisandra Amâncio é voltar no tempo e revisitar o mês de julho de 2008. Foi nes- se tempo, durante a realização do “Confrajovem”, na Igreja Batista da Lagoinha (BH/MG), que tive o prazer de conhe- cê-la. A partir de então, a amizade e a admiração não se desgrudaram mais, tornou-se uma reciprocidade de carinho, respeito e admiração. Foi durante o “Confrajovem” que observei a “Elis” trabalhar como voluntária. Tirava fotos, andava para lá e para cá, subia aquelas ladeiras da Igreja da Lagoinha sempre com muita disposição. Produzia textos para o portal e fazia transmis- sões online dos eventos (a Lagoinha foi uma das precur- soras nessas transmissões no segmento gospel). É claro que eu não poderia perder aquela oportunidade! Eu a convidei para trabalhar no portal La- goinha.com, do qual eu era a jornalista responsável na épo- ca. Elisandra fez o processo seletivo e, claro, passou. Tive a alegria de liderar uma grande profissional, proativa, de ta- lento e muito futuro, que está sempre antenada, buscando seus objetivos com muito estudo, trabalho e amor pela profissão que abraçou. Poderia citar aqui muitas outras qualidades intrínsecas desta amiga que nasceu em São Paulo, mas escolheu fazer da “terra do pão de queijo”, Minas Gerais, a sua casa. Que bom! Emociono-me em ver a profis- sional que Elisandra Amâncio é hoje no mercado – referên- cia na comunição, com espe- cialização em Mídias Digitais. Esta é uma das razões pelas quais esta minha grande ami- ga tem viajado o Brasil e creio que, em breve, o mundo, pa- lestrando sobre a importância do uso dessas ferramentas na Igreja. Neste seu primeiro livro, “Mí-
  8. 8. 10 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA dias Sociais na Igreja”, ela aborda um tema muito impor- tante nos dias atuais, visto a relevância que essas mídias têm na vida das pessoas em todo o mundo, seja no âmbi- to pessoal ou no corporativo. Utilizando-se de uma lingua- gem simples, como que se estivesse conversando frente a frente com o leitor, Elisandra promove uma reflexão sobre dois pontos fundamentais: •Como embaixadores de Cristo (2 Coríntios 5.20), preci- samos estar mais atentos com o que temos feito/comparti- lhado na Internet. Não apenas institucionalmente como igreja ou ministério, mas, também, em nossos perfis pessoais. Afi- nal, a árvore boa se conhece pelos frutos (Lucas 6.43-45). •Precisamos perceber o tama- nho do alcance destas ferra- mentas e nos valer da efici- ência que elas têm para que possamos alcançar ainda mais pessoas com o Evangelho da Salvação em Jesus Cristo. Este livro é uma obra precio- sa que vai ajudar tanto quem já tem experiência quanto os calouros neste mundo digital em que vivemos. Para saber aproveitar as oportunidades que as Mídias Sociais oferecem é preciso entender como funcionam e como usá-las em nosso pro- veito. E Elisandra ensina isso muito bem neste e-book. Uma leitura que certamente abrirá a sua mente para estas questões. Elis, você é um diferencial no mercado, uma referência como ser humano e como profissio- nal. Parabéns por este e-book que, generosamente, você dis- ponibiliza gratuitamente. Com Deus, as fontes de bênçãos são inesgotáveis, e Ele terá sempre mais para você. Voe alto, cada vez mais alto! Ana Paula Costa Jornalista, Assessora de Impren- sa e Locutora Pastora voluntária na Igreja Co- munidade Batista, bairro Nova Floresta, Belo Horizonte (MG)
  9. 9. 11MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Há quase uma década tra- balho profissionalmente com Comunicação Digital e Mídias Sociais. Desde minha conver- são em 2003, utilizo a Inter- net como fonte de pesquisa e estudos para ampliar meus conhecimentos sobre Deus. Lembro-me de chegar ao trabalho diariamente e buscar por um devocional no Lagoi- nha.com – portal da Igreja Ba- tista da Lagoinha, em BH, da qual sou membro. A estrutura dos sites eram muito diferen- te do que temos nos dias de hoje. Naquela época, poucas igrejas estavam na Internet. Algumas tinham apenas (e ainda tem) uma página mais institucional com uma breve apresentação sobre a igreja, localização e, ainda, dias e horários dos cultos. “Somos e seremos educadores e estudantes durante toda a vida.” (Gil Giardelli.) “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento.” (Oséias 4.6 NVI.) INTRODUÇÃO
  10. 10. 12 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Os anos foram passando e o fato de estudar Jornalismo e Mídias Sociais para me apro- fundar mais sobre o assunto me despertou para algo: o que a Igreja tem feito com todas estas possibilidades digitais em nossa geração? Refletindo sobre a história de Jesus pude observar que em diversos momentos Ele usou das ferramentas que dispunha naquela época para alcançar as pessoas e levar a mensagem do Reino de Deus. Seja andando sobre as águas, de barco, a pé ou de jumen- to, Ele foi e cumpriu a missão Dele. Mas, e nós? Temos uti- lizado todos os recursos que temos nos dias de hoje para falar do Reino? Sempre estive bastante en- volvida em questões ministe- riais, vi e participei de diver- sos projetos evangelísticos, impactos, vigílias, entre outras atividades. Minha primeira experiência levando a men- sagem do Reino de Deus por meio da Internet foi em 2008 quando com autorização da liderança criei o Blog da Mo- cidade Lagoinha. Comecei a fotografar os cultos e eventos dos jovens e anotar as pa- lavras ministradas. Ali, fazia breves resumos para possi- bilitar àqueles que gostariam de estar fisicamente na igreja e não podiam. Seja por morar em outra cidade/estado/país ou porque não tiveram como ir ao culto naquele dia. Assim, demos a chance para que ou- tros pudessem ter acesso de “um pouquinho” do que rece- bíamos em nossa igreja local. Quando falamos de uso ade- quado das Mídias Sociais, soa como regras de certo e erra- do. Mas, não é puramente isso. A questão é, será que nossas igrejas, ministérios e nós como cristãos temos utilizado cada canal digital com consciên- cia? Você já parou para pensar que a Internet vai muito além do uso pessoal e do entrete- nimento? Você entende por que você, sua igreja ou minis- tério precisam ter um site ou blog? Sabe que é importante produzir conteúdo específico para cada Rede Social? Você sabia que as Redes Sociais possuem características bem diferentes e que o conteúdo errado no lugar errado não terá resultado? Sabia que o número de seguidores e likes não são sinônimos de “suces- so” na Internet? É exatamente por isso que tenho levado esta temática por onde tenho ido por meio de aulas ou palestras. Esta é minha missão, falar do uso
  11. 11. 13MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA das Mídias Sociais e do meio digital para e pelas Igrejas. Na importância de termos conhe- cimento da Palavra de Deus e conhecimento técnico para lidar com o meio digital. Des- de então dou aulas sobre isso em três instituições diferentes, em palestras ou com dicas pela Internet. Tenho encontra- do pessoas que entenderam a importância de utilizarmos as ferramentas certas e da maneira correta. Falo da im- portância de encontrarmos o ponto de equilíbrio na vida ON e offline (na Internet e fora dela). Refletirmos sobre a se- gurança pessoal e o excesso de exposição na Internet, bem como, de estratégias de Co- municação para falarmos com eficiência com as pessoas, seja nas Igrejas, seja na Web. Imagino o impacto que os meios de comunicação como o jornal, o rádio, a televisão e a Internet vêm causando na sociedade nas últimas dé- cadas. Costumamos discutir o lado ruim – que é tão im- portante quanto – do uso da Internet, questões como vício em Redes Sociais, pornografia, segurança e exposição em ex- cesso. Mas, além de falarmos sobre isso aqui, que possamos entender que a Internet vai ser boa ou ruim de acordo com o uso que damos a ela. Quando falo de Mídias Sociais na Igreja, não estou apenas incentivando que as igrejas e ministérios estejam na Inter- net. Nem mesmo saiam crian- do perfis em todas as Redes Sociais. Mas sim, refletir sobre o alcance destas ferramen- tas, da eficiência e de como podemos alcançar ainda mais pessoas, além daquelas que temos alcançado em nossas igrejas locais. Muitas vezes pela Internet, sua mensagem irá alcançar alguém que nun- ca pisaria em uma igreja. Já parou para pensar nisso? Eu penso todos os dias. E em nossa responsabilidade de ter algo tão extraordinário nas mãos e que usamos com tão pouco zelo. A ideia de libe- rar um E-book (livro digital) gratuitamente na Internet é justamente compartilhar co- nhecimento, possibilitar este contato, gerar esta reflexão e falar sobre experiências e ferramentas que estão dis- poníveis e muitas vezes não usamos. Espero que este livro enco- raje você e sua igreja local a cumprirem o IDE tanto na Internet como fora dela. Seja ON ou off-line. “Ide, por todo o mundo e pregai o evange- lho a toda criatura.” (Marcos 16.15.) Boa leitura!
  12. 12. 14 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração.” (Nelson Mandela.) “E o Senhor Deus disse: Escreva em tábuas a visão que você vai ter, escreva com clareza o que vou lhe mostrar, para que possa ser lido com facilidade.” (Habacuque 2.2.) A importância da Comunicação CAPÍTULO 1
  13. 13. 15MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 1 É a maneira como as pessoas demonstram que gostaram ou não de uma postagem no Facebook. Certa vez, um pastor me procurou para relatar um problema que gerou constran- gimento para a igreja local dele. Após fazer uma pesquisa no Google sobre uma igre- ja evangélica mais próxima da casa dela, uma pessoa se dirigiu ao culto na igreja deste pastor. Ao chegar lá, a igreja estava fechada. Não haveria culto. A questão é que o site da igreja estava desatualiza- do, inclusive, os horários das reuniões. A pessoa, com certeza insatisfeita, virou as costas e foi embora. Provavelmente, nun- ca mais volte lá. O que esta igreja poderia fazer (e fez)? Começou a reestruturar o site dela, começando com a atualização dos dias e horários dos cultos. Parece algo tão básico e trivial, não é mes- mo? Mas, não é. Acontece com mais fre- quência do que pensamos. O mínimo que uma igreja precisa informar no meio digital são os dias e horários de suas reuniões atualizados, endereço e telefone para con- tato. Nesta última década com olhar atento sobre como as igrejas usam a Comunica- ção, percebo que há um certo descaso ao informar o que chamo de básico. Sua igreja tem pessoas cuidando da Co- municação? Contam com um Plano de Comunicação ou realiza ações pontuais para apagar incêndios? Vejo muitos líderes e pastores em busca de uma boa presen- ça nas Redes Sociais, ostentam números de seguidores ou desesperadamente em busca de Likes 1 , sem ter ideia do que isto significa. Mas, por qual razão se quer mui- tos seguidores online se a igreja não tem uma boa estrutura de comunicação local?
  14. 14. 16 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Um exemplo prático sobre isso. Existe uma loja, desses grandes magazines que vemos propaganda na televisão dia- riamente e que tem uma ótima presença no meio digital. Para quem acompanha Facebook e Twitter é um dos melhores cases de sucesso. São diverti- dos, informativos, dão ótimos descontos para quem vai com- prar os produtos online. Mas, quando você vai até uma loja física deste grande magazine a coisa é diferente. Os vende- dores são, em sua maioria, mal humorados, mal informados e não têm a mesma “boa vonta- de” para falar com as pessoas assim como o seu correspon- dente digital. Existe uma incoe- rência aí. Como no meio digital o atendimento é tão bom e no ambiente físico é tão ruim? Trazendo este exemplo para o contexto das igrejas. Imagine uma igreja ou ministério que apresenta um lindo trabalho no digital, mas, quando as pessoas chegam até lá para receber algum tipo de suporte encontram pessoas despre- paradas e desinformadas. É muito importante enxergarmos a Comunicação de maneira global. Ela envolve tudo. Des- de as placas de sinalização dentro da igreja, dos banhei- ros, salas etc., passando pela mídia da igreja e até servindo de suporte para projetos mais complexos como um impacto evangelístico ou viagem mis- sionária. E se for preciso impri- mir panfletos? Será necessário a criação de uma arte? Será algo personalizado? São mui- tas as questões que envolvem a Comunicação dentro de um ministério e precisamos estar atentos a elas. Mas, afinal, o que é Comunica- ção? Estes dias li algo interessante. Informar é transmitir a men- sagem sem que haja diálogo. É uma via de mão única. Co- municar é diferente, é quando a mensagem gera troca de ideias, há interatividade en- tre as partes. E convenhamos, comunicar tem tudo a ver com a Era Digital na qual estamos inseridos. É um diálogo que promove crescimento para os lados envolvidos.
  15. 15. 17MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA A palavra Comunicação vem do latim Communicare e significa “partilhar algo”, “pôr em comum”. Dentro do processo de Comuni- cação há os seguintes elementos: - Código: conjunto de signos (que podem ser palavras, símbo- los etc.) usados na transmissão e recepção da mensagem. - Canal: o meio por onde circula a mensagem. - Emissor: quem envia a mensagem. - Receptor: aquele que recebe a mensagem. - Ruídos: algo dentro do processo de Comunicação que pode afetar a eficiência do entendimento da mensagem. Pensando desta forma, compreendemos que a Comunicação está relacionada a tudo na vida do ser humano. Seja nos primeiros ges- tos e sons emitidos por um bebê até a publicação de uma posta- gem na Internet. A presença digital das igrejas e ministérios no meio digital tem sido cada dia mais presente, como estratégia de Comunicação. Entre- tanto, será que nossa presença digital tem agregado valor positivo à vida das pessoas? Será que somos mais do mesmo? A presença digital tem que estar alinhada com o posicionamento e postura da igreja com coerência. É preciso ter uma presença online adequada para depois poder atuar no ambiente online com eficiência e como diferencial (GABRIEL, 2010). Uma das intenções deste livro é pontuar que um bom trabalho digital e a eficiência dele só é possível a partir de um bom trabalho de Comunicação. Ou seja, desenvolver um bom Plano de Comuni- cação que envolve: pesquisa, planejamento, produção/execução, monitoramento (acompanhamento), análise dos resultados... e o ciclo se inicia novamente. Teremos um capítulo à frente falando exclusivamente sobre Plano de Comunicação.
  16. 16. 18 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “A Internet vai ser boa ou ruim de acordo com o uso que você der a ela.” (Elis Amâncio.) “Pregue a palavra, este- ja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.” (2 Timóteo 4.2.) Por que minha igreja precisa estar no meio digital? CAPÍTULO 2
  17. 17. 19MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Quando penso na história de Jesus identifico um dos maio- res – se não, o maior – co- municador que já vimos. Com clareza e eficiência levou a mensagem que carregava para as pessoas da geração Dele. O impacto do que ele dizia era tão grande que inspirou os 12 apóstolos (contando com Matias2 e a Igreja Primitiva. Eles foram multiplicadores desta mensagem que chegou para nós nos dias de hoje e vem alcançando o planeta. Nos últimos anos a pergunta que mais ouço por onde pales- tro, em minhas aulas ou mes- mo em minhas Redes Sociais é: “Por que minha igreja precisa estar no meio digital?” A ques- tão é que independente de sua igreja ou ministério estarem ou não no meio digital, não signifi- ca que as pessoas não estejam falando sobre ela lá. A resposta não é tão simples, mas, de fácil explicação ao ler Marcos 16.15 que diz: “Então ele disse: — Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas.” Olhando para os dias de hoje o “vão pelo mun- do inteiro” fica ainda mais pos- sível considerando o alcance da Internet. As diferentes maneiras para se comunicar com texto, áudio, vídeo, fotos e toda espécie de conteúdo multimídia podem ser produ- zidos e disponibilizados para as pessoas com a mensagem do Reino. Podemos levar a mensagem do Evangelho não apenas para as pessoas que passam por nós no dia-a-dia. Mas, para milhares de pessoas online em todo o mundo.  Um ponto importan- te para quem está começando ou até já está no meio digital é entender que a Internet é moralmente neutra, ou seja, vai ser boa ou ruim, de- pendendo do uso que damos para ela. É preciso sabedoria, discernimento e estratégia para se comunicar virtualmen- te. Entretanto, fugir de algu- mas armadilhas também é essencial, como a pornografia, discussões vãs e propagação de informações falsas, sem o menor cuidado de checar a veracidade da postagem. Além disso, temos visto pessoas que se denominam cristãs entrando em discussões vãs sobre dou- trinas, religião, futebol, política, entre outros temas. Sempre me faço a pergunta: “Jesus publicaria isso em meu lugar?” E posso testemunhar que muitas vezes deixei de postar algo por ter o entendi- mento que Jesus Cristo não agiria desta forma. O objetivo deste e-book não é ser um manual de certo 2 Atos 1.26 “JESUS PUBLICARIA ISSO EM MEU LUGAR?”
  18. 18. 20 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA ou errado. Nem mesmo uma receita de bolo no estilo “como ter sucesso nas Mídias Sociais”. A ideia deste trabalho é gerar o uso consciente do meio digital pelas igrejas e ministérios com algumas dicas, reflexões e sugestões de uso de ferramentas. O nosso testemunho como Corpo de Cristo ON e Offline precisa e pode melhorar. É pensar que a mensagem do Reino de Deus ultrapassa os limites de lo- calização e geografia e pode alcançar o mundo todo. Imagine a seguinte cena: um cidadão qualquer passa em frente a uma igreja evangélica com sua família. Ao chegar em casa, sente vontade de pes- quisar no Google para saber mais sobre aquela instituição, saber que tipo de fé ela pro- clama, horários das reuniões etc. Mas, ao fazer a pesquisa, a pessoa descobre que aquela igreja tem apenas uma pági- na no Facebook. Ao entrar na página, ele encontra como foto de perfil da igreja, uma foto do pastor, ao lado de sua esposa e suas filhas, na praia. Detalhe, usando roupas de banho. Eu mesma, Elis, encontrei uma página assim na Internet. E as- sim como esta, tantas e tantas outras igrejas, ministérios, pas- tores, líderes, ministros, e gente como a gente, como eu e você, têm errado no meio digital – errando, errando feio, errando rude. A questão aqui, nem é exatamente sobre a vestimen- ta da família, mas, o contexto. Na página da igreja deveria ter apenas imagens institucionais, ou seja, a logomarca da igreja, a foto da igreja, e não a foto das férias dos atuais pastores. Faço pesquisas sobre igrejas e ministérios nos meios digitais há bastante tempo. Sempre encontro estas “preciosidades”. E para não expor ninguém, não coloquei as telas que tenho en- contrado, aqui no livro digital. E o que percebo nas buscas que faço é a falta de conhecimento e orientação para o uso cons- ciente das Redes Sociais. Lem- bro-me da história do povo de Israel, quando Deus disse que o povo sofria porque lhes falta- va conhecimento (Oséias 4.6)? Sinto que temos vivido algo parecido. Falta tanto conhe- cimento da Palavra de Deus como conhecimento técnico para lidar com as ferramentas que a igreja tem disponíveis nos dias de hoje. Os números sobre o meio digi- tal são impressionantes, quase metade da população mundial acessa a Internet de alguma maneira. No Brasil, mais da me- tade da população está online. Falamos aqui não de estatísticas, mas de pessoas a serem alcan- çadas pela mensagem da cruz. “FALTATANTO CONHECIMENTO DA PALAVRA DE DEUS COMO CONHECIMENTO TÉCNICO PARA LIDAR COM AS FERRAMENTAS QUE A IGREJATEM DISPONÍVEIS NOS DIAS DE HOJE”.
  19. 19. 21MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Mundo:..............................................7,4 bilhões de habitantes (PRB – maio/2016). Mundo na Internet:........3,2 bilhões de pessoas (PNUD – 2015). Brasil:..................................................205 milhões de habitantes (IBGE – maio/2016). Brasil na Internet:............105 milhões (IBGE – setembro/2014).
  20. 20. 22 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 2 Dados divulgados pela Nielsen: http://bit.ly/1sWzYRh Em eventos sobre Marketing Di- gital sempre ouço que o Brasil é um dos campeões no acesso a conteúdo pornográfico digital. E fico me perguntando: o que a igreja tem feito sobre isso? Não se iluda, estamos falando de mais da metade do Brasil que acessa a Internet. Como Igreja do Senhor, pouco temos feito para alcançar estas pes- soas pelo meio digital. Estamos falando de almas, não de nú- meros. Temos a responsabili- dade de pregar para todos. A tempo e fora de tempo. Uma pesquisa sobre o tem- po que as pessoas gastam na Internet no Brasil, desenvolvida pela ComScore e divulgada na Próxxima, mostram o compor- tamento dos brasileiros (http:// bit.ly/1PtwWLo). São mais de 9 horas conectados nas Redes Sociais por dia! A idade dos brasileiros online de acordo com a pesquisa tam- bém é bem variável: Menos de 15 anos..................................17% 15-24 anos......................................................22,4% 25-34 anos......................................................23,2% 35-44 anos.....................................................20,9% 45-54 anos......................................................11,6% Mais de 44 anos......................................4,9% Um dos grandes motivos para a intensa presença digital das pessoas é o acesso à Internet por meio dos smartphones e ta- blets. Os brasileiros com acesso à Internet chegou à 76,1 mi- lhões em 2015, segundo dados divulgados pela Nielsen. 3
  21. 21. 23MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Quando você vai para um restaurante, fes- ta de família ou mesmo nas igrejas, vemos muitas crianças com suas babás virtuais (os smartphones) que reproduzem vídeos do YouTube ou joguinhos para distraírem os pequenos. Isso quer dizer que estes gráficos de acesso por idade podem va- riar um pouco mais. E vem para nós como Igreja o desafio: o que nós temos deixado no meio digital para estas pessoas? Você conhece algum projeto legal cristão para alcançar crianças, adolescentes, adultos ou mesmo as pessoas idosas na Internet? Será que temos desenvolvido projetos cristãos online para edificação, seja de crianças, adolescentes, adultos ou idosos? O Brasil é o país que mais gasta tempo nas Redes Sociais, com mais de 60% a mais que o restante do planeta. À frente de Filipinas, Tailândia, Colômbia e Peru. Não é por acaso que Google, Facebook, Twitter, LinkedIn, Pinterest e outras Re- des Sociais estão com escritórios ativos no Brasil. De acordo com uma pesquisa divulgada pela ComScore (maio/2014) o tempo gasto no Brasil acessando o Facebook é mais que a soma do tempo gasto pela Argentina e México juntos em toda a Internet.
  22. 22. 24 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA PARA REFLETIR: - O que nós como igreja temos feito em relação a estes números? - Será que temos nos preocupado com a maneira e com o conteúdo que temos publicado no meio digital? - Será que a mensagem que compartilhamos nas Redes Sociais edificam? - Temos preparado estratégias para alcançar pessoas no meio digital com eficiência? Temo dizer que em sua maioria, as igrejas, lideranças e membros não pensam muito sobre isso. Vejo instituições mais preocupadas em denegrir o uso da ferramenta ao invés de orientar o bom uso dela.
  23. 23. 25MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Gosto muito desta montagem ao lado. Ela mostra a Praça São Pedro (Vaticano/Itália) em dois momentos históricos recentes. Na foto de 2005 a imagem registra as pessoas no Vaticano na morte do Papa João Paulo II. Observamos que não há câmeras fotográficas, celulares e nem tablets. Na segunda foto, em 2013, é a eleição em que o Papa Francisco foi eleito. O mesmo cenário, oito anos de diferença, e vemos o impacto do acesso à tecnologia na vida das pessoas. Migramos para a Era das Telas. A era em que usamos dispositivos móveis para fazer fotos ou vídeos. Isso não é pouco.
  24. 24. 26 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Vivemos hoje paradigmas da tecnologia, falamos de etiqueta digital, netiqueta, certo ou errado... Mas, acredito que precisamos ir além de discutir sobre o uso de equipamentos eletrônicos, usar ou não Bíblia no celular dentro das igrejas. Usar ou não Rede Social. É de Deus ou não é? E mais uma vez volto ao ponto de que a Internet é neutra. Ela vai ser boa ou ruim de acordo com o uso que damos a ela. E convenhamos. Temos usado mal e pouco para o Reino de Deus. Em minhas aulas sempre pergunto aos alunos qual foi a última vez que viram um pôr-do-sol sem tirar foto dele. Apenas contemplando o momento e se maravilhando com o espetáculo. Só ouço as risadinhas e os “iiiiiiis”. Na verdade, temos sido estimulados pelo fácil acesso à tecnologia e a exposição das Redes Sociais a tirar foto, fazer vídeo e postar tudo, inclusive, opinião sobre tudo. Imagem: Reprodução da Internet
  25. 25. 27MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA A Internet e a tecnologia podem nos servir como entretenimento e trabalho, mas, estou aqui para encorajar a igreja a encarar como missão. Os números (almas) estão aí, cada vez maiores e precisando cada vez mais da mensagem de Jesus. O meu objetivo é que você já saia deste capítulo entendendo que não podemos continuar usando as Mídias Sociais sem ter em mente o motivo para isso. Precisamos fazer o uso consciente delas. Sermos estratégicos para alcançar mais e mais pessoas com a mensagem do Reino de Deus na Internet e fora dela. Você está vivendo o momento ou fotografando o momento? Foto: Boston Globe/ Getty Images
  26. 26. 28 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “Não temos como escolher estar ou não nas Redes Sociais, a questão agora é como estaremos.” (Erik Qualman.) “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.” (2 Coríntios 5.20 NVI.) | Plano de Comunicação | Estrutura e Insights CAPÍTULO 3
  27. 27. 29MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Um dos desafios das igrejas é o mesmo de micro e peque- nas empresas: desenvolver algo técnico diante da realida- de de não ter como contratar um profissional da área para desenvolver um projeto. O que as igrejas podem fazer diante da necessidade de implantar processos de Comunicação? Invistam em conhecimento técnico. Incentive a equipe (ou “eu”quipe, como costumo brincar) a servir com excelên- cia, seriedade e compromis- so. Sermos cristãos e falar do Reino de Deus livremente é um privilégio que muitos de nossos irmãos não possuem na Igreja Perseguida. Com boa vontade e ânimo é possível sim, progredir nesta área. Seja com apoio de profis- sionais, voluntários, líderes ou interessados no assunto. Exis- tem diversos e-books (livros digitais) gratuitos sobre Co- municação e Marketing Digital. Vale a pena gastar um tempi- nho no Google e no YouTube garimpando conteúdo que gere qualificação técnica para nós em nossas igrejas. Sem- pre que encontro conteúdo relevante compartilho em meu Instagram (@elis_amancio) e em meu Blog. Sugiro que antes de investir em cursos de alto custo na área, pesquise bastante, co- nheça mais sobre a temática que deseja se aprofundar. Pesquise um pouco mais, es- gote as possibilidades gratui- tas e invista apenas em cursos de profissionais que tenham reconhecimento no mercado. Como estruturar um Plano de Comunicação e Marketing Digital? É preciso bastante pesquisa, estudos, reuniões e organização. Reúna a liderança da igreja/ ministério e entenda que tipo de imagem está construindo, que mensagem carrega e quem espera alcançar (público). Fazer o diagnóstico da marca, entender onde estão e onde querem chegar. “VALE A PENA GASTAR UM TEMPINHO NO GOOGLE E NO YOUTUBE GARIMPANDO CONTEÚDO”
  28. 28. 30 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Lendo sobre como criar um Plano de Comunicação, en- contrei alguns pontos interes- santes que podem ajudar: - O Plano de Comunica- ção nasce a partir da visão da igreja. Sabe aquela missão, visão e valores que vemos há tantos anos nas empresas? Elas nor- teiam os projetos e deve- riam nos nortear também. Sente com sua equipe ou (eu)quipe, como costumo brincar, e coloque no pa- pel (no computador). - Pontue quem é o seu público-alvo, ou seja, quem são as pessoas que pretende alcançar? Visitantes, a vizinhança, membros, funcionários, voluntários, fornecedo- res, liderança etc.. Cada ação tem o público-alvo e é preciso se comunicar de maneira que cada um deles compreenda a men- sagem. Não é tudo igual para todos. - Tenha claro quais são os objetivos que pretende alcançar. Lembre que o Plano de Comunicação é um documento que servi- rá de orientação para toda sua equipe. Não apenas para a equipe de Comu- nicação. Será auxiliar para suas lideranças, pastores, obreiros, voluntários. - Veja o que outras igrejas que inspiram o seu traba- lho estão desenvolvendo. Não significa que você irá copiar e muito menos que precisa ser igual. É preciso compreender que buscar referências possibilita criar uma maneira personaliza- da para a visão de vocês. No ambiente corporativo chamamos esta estratégia de Benchmarking. - Defina as ações que irão desenvolver. É o momen- to de colocar no “papel” o que vai ser desenvolvido e por quem. Coloque as ações globais e as espe- cíficas. Minha sugestão é categorizar, por exem- plo: Ministério de Jovens, Ministério de Mulheres, Secretaria, Liderança e por aí vai. Não se esqueça de pontuar quais são os re- sultados esperados. Para isso é importante estabe- lecer quais são os índices esperados que compro- vem isso. Nós chamamos no meio corporativo de KPIs (Key Performance Indicator). - Crie a linha editorial, ou seja, tenha claro quais temas a instituição preten- de abordar em seus ca- “TENHA CLARO QUAIS SÃO OS OBJETIVOS QUE PRETENDE ALCANÇAR”
  29. 29. 31MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA nais digitais. Por exemplo: agenda anual de eventos, versículos bíblicos, vídeos testemunhais ou mesmo testemunhos em texto, fotos, artes, divulgação da agenda dos cultos, da- tas comemorativas. Esse ponto é muito importante, pois, algumas igrejas e ministérios perdem o tom quando resolvem abor- dar em seus canais temas que não estavam na linha editorial. Correm o risco de expor a marca para situações de Crise. Como assuntos sobre política, esportes/futebol, entre- tenimento e humor etc. Independente do que a igreja opte por tema nas postagens é preciso ter o entendimento que não está ofendendo e nem sendo agressivo com o público. - Coloque sobre o or- çamento disponível para cada área. - Faça um cronograma para que as ações não fi- quem perdidas no tempo. - Encontre ferramentas que sejam úteis para de- senvolver as atividades. Se sua instituição pode con- tar com profissionais da área como jornalistas, publicitários, relações públicas, marketing, design, fotografia, entre outros, que ótimo! A Comunicação é cada vez mais multidisciplinar! Aproveite para fazer e imple- mentar este plano de Comuni- cação o quanto antes. Existem várias ferramentas de produtividade disponíveis online, algumas delas gratuitas, que podem auxiliar o trabalho da equipe e permitir ao líder da Comunicação o acompa- nhamento do trabalho desen- volvido por cada membro da equipe. Algumas ferramentas – maio- ria com versão paga e gratuita:  Evernote: aplicativo de produtividade.  Google Apps for Work: pacote de ferramentas Google para diversos tipos de geren- ciamento.  Mindmeister: produz mapas mentais online e pode ajudar amplamente na criação e organização da instituição.  Moovia: plataforma para gerenciamento de projetos.  Project Builder: software para gerenciamento de proje- tos.  Rescue Time: monitora o tempo gasto em acessos emi- tindo alertas.  Trello: organizador online que pode ser compartilhado em equipe.  Wunderlist: organizador de tarefas. Encontrei na Internet um e-book interessante falando sobre como Criar um Plano de Comunicação. Espero que ajude você. [ http://bit.ly/1Ticroj]
  30. 30. 32 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” (Albert Einstein.) “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Romanos 12.2.) Marketing Digital CAPÍTULO 4
  31. 31. 33MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA O Marketing vem passando por variações significativas nos últimos anos e vem se adequando às necessidades do público e de mercado. O público muda, o marke- ting muda (GABRIEL, 2010). Ele está cada vez mais próximo das pessoas ofe- recendo soluções e resolu- ções de problemas, do que simplesmente vendendo e gerando lucro. Uma das mais conhecidas definições tradicionais do Marketing é assinada pelo renomado autor Philip Kotler (2005): “O marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e proporcionar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com rentabilidade. O marketing identifica necessidades e desejos insatisfeitos. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado identificado e o seu potencial de lucro. Identifica com precisão quais segmentos a empresa tem capacidade de servir melhor, além de projetar e promover os produtos e ser- viços adequados.” O autor do livro “A Bíblia do Marketing Digital”, Cláudio Torres, define Marketing Digital como o conjunto de estratégias de Marketing para atingir objetivos de uma pessoa, marca ou organização, aplicadas à Internet e de- mais meios digitais. Temos visto a evolução do Marketing assim como temos visto a evolução tecnológica nas últimas décadas. O foco saiu das vendas e produtos para as pes- soas, é o chamado Marketing 3.0. No livro “Marketing na era Digital” da autora Martha Gabriel, ela aborda conceitos e temas tradicionais do Marketing e suas atualizações para o meio digital. “Cada público requer uma estratégia específica, um plano de marketing específico, pois normalmente os objetivos com cada tipo de público são diferentes, bem como suas necessidades e produtos que lhes atendem” (GABRIEL, 2010). “CADA PÚBLICO REQUER UMA ESTRATÉGIA ESPECÍFICA”.
  32. 32. 34 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Tabela 1.1 Comparação entre Marketing 1.0, 2.0 e 3.0 Marketing 1.0 Marketing centrado no produto Marketing 2.0 Marketing voltado para o consumidor Marketing 3.0 Marketing voltado para os valores Objetivo Vender produtos Satisfazer e reter os consumidores Fazer do mundo um lugar melhor Forças propulsoras Revolução Industrial Tecnologia da informação Nova onda de tecnologia Como as empresas veem o mercado Compradores de massa, com necessidades físicas Consumidor inteligente, dotado de coração e mente Ser humano pleno, com coração, mente e espírito Conceito de marketing Desenvolvimento de produto Diferenciação Valores Diretrizes de marketing da empresa Especificação do produto Posicionamento do produto e da empresa Missão, visão e valores da empresa Proposição de valor Funcional Funcional e emocional Funcional, emocional e espiritual Interação com consumidores Transação do tipo um-para-um Relacionamento um-para-um Colaboração um-para-muitos
  33. 33. 35MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Qual a importância do Marketing para as igrejas? Analisando estratégias de Marketing podemos buscar, estudar, pesquisar e compreender mais profundamente as necessidades das pessoas. Trazendo isso para nossas equipes de Comunicação e lideranças, podemos produzir conteúdos mais assertivos: pregações, vídeos, textos, devocionais e artes direcionadas às reais necessidades das pessoas. O Brasil está em crise? Por que não destacar histórias bíblicas que falam sobre crise e superação e apresentá-la para as pessoas? Escreva um devocional sobre o tema, faça um vídeo, crie uma arte. Motive pessoas.
  34. 34. 36 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA
  35. 35. 37MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Este infográfico acima é uma adaptação da Pirâmide de Maslow que fala sobre a hierar- quia das necessidades básicas do ser humano. Na imagem acima, temos uma adaptação que inclui as Mídias Sociais relacionadas às necessidades identificadas no estudo. No mínimo é uma boa reflexão de como o meio digital está relacionado diretamente com nosso dia-a-dia off-line. Não estamos nas igrejas para vender produtos e serviços, mas, estamos em busca de levar a mensagem do Reino de Deus com mais eficiência. E convenhamos, quando nos- so discurso está alinhado com a necessidade das pessoas, aumentamos a chance de que alcance ainda mais gente. Por exemplo: Quando uma igreja oferece suporte para mulheres com gravidez indesejada e se prepara para receber estas jo- vens, está de fato trabalhando a eficiência da mensagem do Reino em conformidade com a necessidade destas mulhe- res. É possível fazer um traba- lho completo de prevenção e remediação. Ter uma linha de trabalho com orientações às mulheres sobre questões rela- cionadas à gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Como, trabalhar na remedia- ção imediata de mulheres em situação de risco e gravidez indesejada. Muitas vezes a sociedade apenas recrimina, mas, a igreja pode ser suporte para orientação especializada (médico, psicólogo, pré-natal, enxoval, recolocação profis- sional, suporte espiritual). Sem pensar sobre isso, a igreja tem utilizado estratégias de Marke- ting para alcançar as pessoas com a mensagem de amor de Jesus. O resultado são vidas alcançadas e transformadas. E isso não é pouco. A Comunicação nas Igrejas tem esse papel de pensar ações e estratégias junto às lideranças e ministérios. A estrutura do Ministério de Comunicação e Marketing pode trazer resul- tados excelentes para a igreja
  36. 36. 38 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA como um todo. Seja na divulgação das ações da igreja a fim de inspi- rar outras pessoas e despertar no- vos integrantes para os projetos. Na organização de eventos e impactos – das mais variáveis formas – evan- gelísticos. Ou ainda, no acolhimento de pessoas na igreja e nos ministérios com ainda mais excelência. Como descrito no capítulo anterior, a Co- municação das igrejas é cada vez mais multidisciplinar. O background de cada membro será essencial na implementação das ações. Seria quase impossível esgotar o tema Marketing Digital neste e-book. Entretanto, nas Referências ao final deste e-book estão vários livros e links interessantes para conhecer e aprofundar seus conhecimentos sobre Marketing Digital. Invista tempo em conhecimento. Mas, não apenas isso, compartilhe conhecimento!
  37. 37. 39MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “A revolução digital é irreversível, assim como foi a chegada da eletricidade.” (Martha Gabriel.) “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4.12.) Mídias Sociais e Redes Sociais CAPÍTULO 5
  38. 38. 40 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA É impossível dar continuidade neste livro sem diferenciar dois termos bastante confundidos, Mídias Sociais e Redes Sociais. Eles não são sinônimos, são termos que possuem significados distintos. Para facilitar o entendimento, gosto da definição de Roberto A. Loureiro que encontrei há alguns anos na Internet: “Eu vejo as redes sociais como relacionamen- to e as mídias sociais como um veículo.” Gosto de dizer que as Mídias Sociais são o meio de compartilhamento enquanto as Redes Sociais representam a interação em si. Mídias Sociais – De fato, as Mídias So- ciais4 são ferramentas ou sistemas online que possibilitam a interação por meio de compartilhamento. Uma segunda definição escrita por An- dreas Kaplan e Michael Haenlein diz que as mídias sociais são um grupo de apli- cações para a Internet construídas com base nos fundamentos ideológicos e tec- nológicos da Web 2.0, e que permitem a criação e troca de Conteúdo Gerado pelo Usuário. Temos uma infinidade de Mídias Sociais e categorias dentro dela como no prisma de Social Media do Ethority. É interessan- te pensar que novas Mídias Sociais sur- gem e acabam frequentemente. Alguns exemplos: - Fóruns de discussão: Yahoo Res- postas. - Emails. - Referência: Wikipédia. - Publicações editoriais: blogs. - Redes Sociais: Facebook, Twitter, Instagram. - Compartilhamento de vídeos: You- Tube, Vimeo. - Streaming: Deezer, Spotify, Netflix. - Compartilhamento de fotos: Flickr. - Jogos. - Etc. 4 Wikipédia: http://bit.ly/1UngCNR
  39. 39. 41MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA
  40. 40. 42 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 5 Wikipédia: http://bit.ly/1Vp3wlz Redes Sociais – São redes de relacionamento em diversas esferas: família, escola, faculdade, trabalho, igreja. E o termo que vem da sociologia foi adotado para representar as interações online por meio das Redes Sociais Digitais, que é o ter- mo mais recente. Redes Sociais são estruturas sociais que existem desde a antiguidade e vêm se tornan- do mais abrangentes e com- plexas devido à evolução das tecnologias de comunicação e informação... Redes Sociais têm a ver com pessoas, rela- cionamento entre pessoas, e não com tecnologias e com- putadores. (GABRIEL, 2010). É uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que compartilham valores e objetivos comuns5 . É interessante entender que por mais amigos que tenhamos no meio digital, há pesquisas que indicam que a interação em número nas Redes Sociais segue a mes- ma lógica do off-line. Segun- do o psicólogo e antropólogo Robert Dunbar, em entrevista à Times On-line (2010), “o interessante é que você pode ter 1.500 amigos, mas quan- do você realmente observa o tráfego nos sites, você vê que as pessoas mantêm o mesmo círculo íntimo de 150 pessoas que nós observamos no mundo real”. Conhecemos várias Redes Sociais como: Facebook, Ins- tagram, LinkedIn, Pinterest, Twitter, YouTube e por aí vai. É como sempre digo, nós e nossas igrejas não precisa- mos estar em todas as Redes Sociais. Na verdade, preci- samos entender COM QUEM queremos falar e ONDE estas pessoas ESTÃO. Muitos erram ao criar perfis em todas as Redes Sociais sem qualquer estratégia. E não adianta dizer que tem perfil em Rede Social se elas não são atualizadas periodicamente, dificilmente terá bons resultados nelas. O SocialMedia – Ser um SocialMedia não é apenas ser um heavy user de Mídias Sociais. Saber “muito” so- bre Facebook, Instagram ou Snapchat ajuda, mas, é só a ponta do iceberg. ÁREAS: Tenha claro que para trabalhar com Mídias Sociais há diferentes “MUITOS ERRAM AO CRIAR PERFIS EM TODAS AS REDES SOCIAIS SEM QUALQUER ESTRATÉGIA.
  41. 41. 43MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA segmentações dentro da área: Planejamento, Gestão de Conteúdo/Criação, Men- suração, Monitoramento, Ads (publicidade) etc.. Geralmente o profissional se identifica mais com uma área e vai trabalhar nela. Mas, é importante conhecer como cada uma delas funciona. Ajudará não apenas no tra- balho em equipe, mas, nos resultados. 2º) Por onde começar? Estu- de, pesquise e aprenda con- ceitos básicos, como saber diferenciar Mídias Sociais de Redes Sociais, como vimos acima. Inclusive, ANTES de pagar caro por um curso. O YouTube tem grande acervo de palestras e aulas, tanto gerais como específicas para quem quer trabalhar no meio digital. Alguns canais legais por lá: Rock Content, Ges- tor do Marketing, Escola do Marketing Digital, Campus Party Brasil, TEDx. E nomes como Martha Gabriel, Gil Giar- delli, Ana Brambilla, Raquel Camargo, entre outros profis- sionais feras. 3º) Nas Mídias Sociais as produções/postagens são MUITO IMPORTANTES. Vamos falar mais sobre isso no capí- tulo sobre Conteúdo. Saber o que vai dizer e como vai apre- sentar. Para isso o cuidado com texto, material multimídia e artes/fotos são primordiais. Nem sempre uma arte pro- duzida em um aplicativo no celular vai ter o alcance que teria se tivesse sido desenvol- vida por um designer. 4º) Elis, não tenho grana para contratar um designer, um SocialMedia para cuidar das Mídias Sociais da minha insti- tuição/marca. Como eu faço? Minha dica é: releia o 2º item. Comecei a trabalhar com Mí- dias Sociais profissionalmente no Orkut. Ali precisei desen- volver habilidades que não ti- nha, muita pesquisa, horas de vídeos e palestras assistidas. Trabalhar com Mídias Sociais é pensar a médio e longo pra- zo. Não espere resultados rá- pidos, mas, se começar hoje, daqui a 90 dias já terá ótimos resultados. #DicasdaElis – O site canva. com é sensacional. Nele você consegue criar gratuitamente artes, infográficos, cartazes, materiais editoriais como livros e revistas e uma infinidade de outros materiais. O cadastro é gratuito e há versão em Portu- guês. Fala sério =) não temos desculpas para não fazer.
  42. 42. 44 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Também indico alguns apli- cativos para edições rápidas de Cards e Fotos no celular: Typic, Typorama, Phoster, Pho- toGrid (coloca marca d’água gratuitamente😁).  O SocialMedia não é apenas um redator, mas, a pessoa que pensa o conteúdo multimídia para a Internet para alcançar o público com eficiência. O So- cialMedia, precisa ser alguém com visão ampla da Internet. Conhecer os principais canais digitais, saber produzir bom conteúdo, conhecer ferramen- tas analíticas para um bom diagnóstico da marca. Ter vi- são estratégica para melhorar a presença online, em nosso caso neste livro, das igrejas. Mesmo que o SocialMedia ou Analista de Mídias Sociais se especialize em uma destas áreas é importante que enten- da como todas as outras fun- cionam para que suas ações sejam eficazes. As Redes Sociais podem ser algo a mais na história da sua igreja. Estar no meio digital não quer dizer que iremos priorizar o on ou o off-line, mas, utilizá-lo com inteligência complementando o trabalho que é feito pela instituição. Entenda que os canais digi- tais são um dos meios para alcançar mais pessoas e levar ações coerentes que o mi- nistério exerce off-line. É do off para o on, do on para off, sempre se complementando. As interações tela a tela não substituem as interações olho no olho. Precisamos aprender a levar a conversa do on-line para o off-line e do off para o on, como um complemento do trabalho ministerial. Os canais digitais mais aces- sados no Brasil de acordo com pesquisa da Conecta6 : 6 Acesso em maio/2016 via LinkedIn: http://conecta-i.com/ “AS REDES SOCIAIS PODEM SER ALGO A MAIS NA HISTÓRIA DA SUA IGREJA”
  43. 43. 45MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA
  44. 44. 46 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 7 https://pt.wikipedia.org/wiki/Graphics_Interchange_Format 8 http://www.mailchimp.com/ Pode parecer óbvio, mas necessário registrar, para trabalhar com Redes Sociais é preciso entender o que elas são e quais características elas tem. Muita gente confunde o trabalho eficiente no digital com compartilhar a mesma mensagem idêntica em todas as Redes Sociais. E na verdade, cada um tem características muito próprias e precisamos considerá-las ao produzir conteúdo. A ideia deste capítulo não é esgotar todas as possibilidades de cada canal, até porque, estão em constante evolução, mas, apresentar algumas de suas possibilidades. Blog – Os blogs são canais de compartilhamento de conteúdo, em sua maioria, segmentados, ou seja, blogs de nichos. Existem blogs especializados em temas como: música – dentro de música: sertanejo, gospel, funk, pagode etc.; filmes; seriados; livros, empreendedorismo; marketing digital; comunicação; esportes; entretenimento e por aí vai. Muito mais do que costumamos a ver no Jornalismo com suas editorias: Política, Cultura, Economia, Cidades, Esportes, Ciência etc. Os blogs trazem conteúdo rico e abrangente. Dentro do nosso segmento cristão vale a pena pesquisar por temas do nosso interesse, existem diversas especialidades. Um dos canais de blogs mais acessados do mundo é o Tumblr que oferece uma plataforma interativa que valoriza imagens como fotos, vídeos e gifs2 . No Marketing Digital fala-se da importância de manter um blog online e atualizado para uma marca. Pois, o conteúdo publicado facilita que ela seja encontrada em buscadores como o Google. O blog e o site podem ser estes canais catalizadores da presença digital e que direcionam para outros meios como as Redes Sociais. Uma pergunta comum é como trazer audiência para o site/blog? - Divulgando nas Redes Sociais. - E-mail marketing (ferramentas como MailChimp8 são eficientes). - Estratégias de SEO (Search Engine Optmization) que são um conjunto de boas práticas para facilitar que a marca seja encontrada na Internet.
  45. 45. 47MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Facebook – A Rede Social mais acessada no mundo foi fundada em 4 de fevereiro de 2004, nos Estados Unidos. Em novembro/2015 contava com 1,5 bilhões de usuários segundo divulgou Mark Zuckerberg, co-fundador da Rede. O Facebook também é a Rede Social mais acessada no Brasil e é para nossas igrejas e ministérios um canal extremamente importante para divulgações e interação virtual.
  46. 46. 48 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Lembre-se que marcas e pes- soas públicas devem ter uma Página (fanpage) na Rede Social e não perfis. Este é um engano muito comum. Leve com você um exemplo que vivi: certa vez uma lavanderia me enviou convite para ser minha “amiga” no Facebook. A reflexão é simples. Como eu, Elis, posso ser amiga de uma lavanderia? Realmente, não é possível, eu posso ser uma seguidora dela, mas, não faz sentido real ser amiga de uma empresa em um perfil para ter amigos. O Facebook oferece alguns aplicativos que podem facilitar a vida de quem administra a Rede Social na Internet: Men- tions, Messenger, Páginas e Negócios. Facebook Live: O Facebook liberou recentemente para que todos os usuários e pági- nas da Rede consigam fazer transmissões ao vivo. Invista nisso. Os vídeos geram grande alcance orgânico (não pago) na Rede e pode atrair pessoas que tenham interesse nos te- mas que você compartilha. Eventos: Crie eventos na Pági- na de sua igreja ou ministério para potencializar suas divul- gações. Perceba que ao criar eventos para as programações locais os próprios usuários começam a convidar outros para participar. É o boca-a- -boca que conhecemos, mas, adaptado para o meio digital. Não perca a oportunidade de divulgar gratuitamente no Facebook. Postagens orgânicas e Pos- tagens Pagas: No Facebook temos postagens orgânicas e pagas. As orgânicas são aque- las que não pagamos e que alcançam as pessoas intui- tivamente. O Facebook tem algorítimos que apresentam algumas postagens mais que outras considerando interação: likes, comentários e compar- tilhamentos. As publicações pagas, vistas como “impulsio- nar” podem ser administradas pelo link do Gerenciador de Anúncios do Facebook ou no aplicativo Negócios. É possí- vel divulgar uma postagem para públicos bem definidos e segmentados. O Facebook tem uma infinidade de planos que podem ser pagos por meio de cartão de crédito e boleto ban- cário. Esta área de anúncios do Facebook tem sido tema de diversos cursos e palestras online. Pesquise sobre isso no YouTube. Vale a pena. Agendamento: As Páginas no Facebook oferecem a função “Programar”. Ou seja, você não está online o tempo todo. Se- pare um dia da semana para programar seus posts.
  47. 47. 49MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Flickr – É um site de compartilhamento e hospedagem de fotos gratuito que é bastante usado por fotógrafos e profissionais de comunicação. Criado em fevereiro de 2004, no Canadá, tornou-se um dos mais conhecidos sites relacionados à fotografia do mundo.
  48. 48. 50 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Google + (Google Plus) – É uma Rede Social lançada pelo Google em junho de 2011. Ela agrega os serviços Google e melhora o rankeamento no buscador para quem usa o canal com frequência. Oferece o serviço conhecido como Hangout que permite transmissões ao vivo no YouTube com até 10 participantes. Em ascensão nos Estados Unidos é uma Rede sem muita relevância entre os internautas brasileiros.
  49. 49. 51MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Instagram – Lançado em outubro de 2010, o Instagram é a mais famosa Rede Social de fotografia, que também compar- tilha vídeos de até um minuto atualmente. Em novembro de 2015, Zuckerberg divul- gou que a Rede acumulava mais de 400 milhões de usuários.
  50. 50. 52 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 9 Um meme de Internet que significa: falso/fake. O Instagram é uma das Redes Sociais mais usadas no Brasil. Tem sido amplamente utili- zada por igrejas e ministérios divulgando cultos, mensagens e eventos. Uma característica importante desta Rede Social é o uso de até 30 hashtags por posta- gens. É importante ter hash- tags próprias da marca/mi- nistério, mas, também usar as tags identificando os assuntos e temas relacionados às pos- tagens. #DicasdaElis – Não aconselho o uso de aplicativos e ações que visam aumentar o número de seguidores pagando algum valor. Nem no Instagram e nem em nenhuma outra Rede Social. A importância do cres- cimento de seguidores orga- nicamente está diretamente ligado à qualidade da sua base de fãs. Ou seja, você terá seguidores reais e de pessoas que realmente se interessam pelos temas que você com- partilha. Não adianta ter se- guidores Xing Ling9 como já ouvimos e vemos por aí. É fácil identificar perfis que compram seguidores, geralmente o número de curtidas e comentários não correspondem à grandeza do número de seguidores. Sério, não vale a pena. Que você tenha 100 seguidores, mas, que sejam pessoas reais e que se interessam pelos assuntos que você compartilha. O Instagram possui outros dois aplicativos que podem tornar suas publicações ainda mais interessantes. Vale a pena tes- tar: Boomerang e Layout.
  51. 51. 53MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA LinkedIn – O LinkedIn é uma Rede Social de negócios lançada em maio de 2003. Ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma mídia social de currículos online. O objetivo do LinkedIn é promover negócios online. Daí a interação entre pessoas e empresas, páginas de corporações e a ferramenta mais recentemente lançada, o Pulse, que torna o LinkedIn um canal de compartilhamento de textos informativos, no melhor estilo blog de ser. A Tatti Maeda que é indicada ao final deste livro digital é uma das pessoas que mais curto seguir no Pulse. Ela compartilha textos sobre a experiência profissional dela no Marketing Digital, reflexões e dicas práticas para o dia- a-dia profissional e também para a vida pessoal. Já me vi repensando a vida e a profissão diversas vezes com os textos dela. Está vendo? O LinkedIn é muito mais que o “lugar onde se coloca o currículo na Internet”.
  52. 52. 54 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Periscope – É uma mídia social de Streaming ao vivo lançada pelo Twitter em março de 2015. Ela faz transmissões ao vivo em vídeo que ficam no ar por 24 horas e permite a interação do público por meio de comentários. O aplicativo pertence ao Twitter e o login pode ser feito por esta conta ou criando uma conta independente. O foco deste canal são transmissões ao vivo que aparecem tanto para seus seguidores, como em um Mapa Mundi que apresenta todas as transmissões que são realizadas ao vivo naquele momento. O interessante é que pessoas de qualquer parte do mundo podem assistir sua transmissão independente de serem ou não seu seguidor. É possível salvar o vídeo no álbum do celular e publicar posteriormente em outros canais digitais. Em agosto de 2015 a ferramenta já tinha mais de 10 milhões de usuários.
  53. 53. 55MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Pinterest – É uma Rede Social de compartilhamento de fotos lançada em março de 2010. Diferentemente do Instagram, a ideia aqui é criar quadros de inspiração, como aqueles que mantínhamos em escritórios. Em dados divulgados na Wikipédia10 , o público predominante desta Rede são mulheres entre 35-44 anos. Mais uma vez destaco como é importante analisar qual o público de cada Rede Social antes de entrar nela. O Pinterest vem sendo usado com seus “pins” para criar pastas temáticas em que as pessoas guardam imagens de seu interesse. Exemplo: Arquitetura; organização; casamento; música; filmes; seriados; frases etc.. 10 https://pt.wikipedia.org/wiki/Pinterest
  54. 54. 56 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Snapchat – O Snapchat11 é uma Rede Social baseada em imagens, criado em setembro de 2011. Ela utiliza filtros variados e também reproduz vídeos de até 10 segundos. Também possibilita o envio de mensagens privadas para outros usuários que se “autodestroem” logo após ser visualizada por seu destinatário. Ela tem atraído uma gama imensa de adolescentes e, mais recentemente, também de adultos e marcas. Evan Spiegel, um dos fundadores do Snapchat, defende que a Rede Social é uma nova maneira de contar histórias por meio de fotografias. “Antigamente, fotos eram feitas para guardar memórias. Agora, são usadas para falar e é por isso que as pessoas estão tirando e enviando milhares de fotos no Snapchat todos os dias”12 . 11 Snapchat para negócios: http://bit.ly/1X7k971 12 Entrevista no site G1: http://glo.bo/1NG3YZv
  55. 55. 57MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 13 Assista ao vídeo: http://bit.ly/22tEItw O Snapchat é visto por especialistas como uma Rede Social breve, efêmera e líquida. Ou seja, de consumo rápido. Aqueles que sabem se comunicar assim são mais bem-sucedidos no canal. Entretanto, deixo aqui uma reflexão sobre o conteúdo que postamos ali, vá além da futilidade, invista em conteúdo realmente interessante. Invista em micro-momentos13 . Sabia que 62% das pessoas estão no smartphone em busca de soluções de problemas? E se você estiver com o conteúdo certo no lugar certo? Pense nisso. O Snapchat pode ter cara de bastidores de um evento/ programação ou passo- a-passo de um processo. Enquanto pesquisas apontam que chegamos a desbloquear o smartphone cerca de 150 vezes por dia, o Snapchat recebe cerca de 8.796 fotos por segundo. “Usar o Snapchat é uma ques- tão de encontrar a sua voz, encontrar o seu nicho, seja você engraçado ou informa- cional. Encontre a sua voz e mantenha-se leal. O Snapchat é a nova televisão e a melhor parte é que os usuários estão no controle do seu próprio show.” (Julz Goddard – influen- ciadora Snapchat.) Até o fechamento deste livro digital, saiu uma notícia no G1 baseado em divulgação do Bloomberg que afirma: Snap- chat passa Twitter em número de usuários únicos. A notícia aponta que o Snap está com 150 milhões de usuários úni- cos por dia. Apesar de não terem dados oficiais da rede do pássaro azul, fizeram um cálculo e chegaram a conclu- são que o Twitter teria cerca de 136 milhões. Independente das informações serem ofi- ciais ou não, nos deixa uma luzinha acesa para pensar e repensar todos os dias sobre o uso do Snapchat para nossa vida pessoal, para os negócios e, principalmente, em nossas igrejas e ministérios. Temos visto algumas coisas legais lá em perfis pessoais, de igrejas/ marcas/ministérios ainda não encontrei nada que se desta- casse. Ao contrário, vejo muito do mesmo, sempre tendendo para a linha do entretenimen- to. Não encontrei ferramentas ainda que pudessem mensu- rar um perfil no Snapchat para falar da eficiência e alcance da Rede. Pelo contrário, sabe- mos quem está vendo nossas postagens, pelas visualizações que aparecem lá. Mas, há ou- tras maneiras de interagir com as pessoas. Solicitar que elas printem seu post pode sina- lizar algo ou mesmo o envio de mensagens diretas para o perfil. Se vai usar a Rede, use com criatividade e consciência os recursos que ela oferece.
  56. 56. 58 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Swarm – É uma Rede Social de geolocalização que pertence ao Foursquare. Lançada em 15 de maio de 2014, ela veio como substituta do então conhecido Foursquare, que se tornou uma Rede de reputação online. No Swarm é possível compartilhar a localização com amigos e, ainda, comentar e qualificar os locais visitados. Além da interação da Rede, é frequentemente usado para consultas de reputação dos locais cadastrados. Já pesquisou se sua igreja ou ministérios estão cadastrados neste canal?
  57. 57. 59MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Twitter – É uma Rede Social conhecida por microblogging por causa de sua principal característica: postagens de até 140 caracteres. Criada em 5 de julho de 2006, o Twitter é conhecido por funcionar como termômetro de assuntos em transmissões ao vivo. O Trending Topics, assuntos mais comentados do momento, repercutem programas de TV, transmissões esportivas e cobertura online de eventos. Uma das características da Rede é a timeline (linha do tempo), ela vai ser boa ou ruim de acordo com as pessoas e marcas que escolhe seguir.
  58. 58. 60 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA WhatsApp– Éuma Mídia Social de mensagens instantâneas criada em 2009. Em novembro de 2015, Mark Zuckerberg divulgou que o canal tem mais de 900 milhões de usuários em todo o mundo. É sem dúvidas uma das ferramentas mais usadas por todos nós no dia-a-dia. Uma característica interessante e explorada, muitas vezes, de maneira errada é o uso das Listas de Transmissão. Desde que com autorização dos usuários, é interessante criar uma lista para envio de mensagens devocionais em texto, áudios ou vídeos. Vi esta iniciativa em algumas igrejas e vejo que é uma possibilidade para alcançar pessoas diariamente, com baixo custo. #DicasdaElis – Abra um canal de conversa com seus membros por meio das Listas de Transmissão. Divulgue um número de telefone em sua igreja/ministério que será responsável pelo envio das mensagens. Peça para enviarem um texto parecido com este: “Gostaria de receber notícias da igreja/ministério por meio do WhatsApp”. Somente adicione pessoas que solicitaram a inclusão do número delas na lista. O WhatsApp permite até 256 pessoas em cada lista de transmissão. É um meio barato e eficiente para enviar avisos, divulgações e mensagens da igreja aos membros e interessados. Pense nisso.
  59. 59. 61MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA YouTube – É uma Mídia Social que permite o compartilhamento de vídeos em seu site e aplicativos para smartphones e tablets. Criado em 14 de fevereiro de 2015 é o maior canal de vídeos do mundo e o terceiro canal digital mais acessado no Brasil, ficando atrás apenas do WhatsApp e do Facebook. Muita gente não entende o sucesso dos YouTubers – que são os produtores de vídeos da Rede. E, na verdade, anali- sando cada um destes canais de sucesso, o que vemos são pessoas fazendo o que ninguém tinha feito antes. Ou, ainda, fazendo algo de maneira muito melhor e mais interessante. Em nosso meio cristão há alguns canais interessantes no YouTube para conhecer e se inspirar: Bianca Toledo Blog da Dé Cláudio Duarte Do Olhar ao Altar Eu Escolhi Esperar Fabíola Melo Helena Tannure Letícia Brandão Lu Alone Priscila Alcântara Vlog de Tudo
  60. 60. 62 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA E sempre vale a pena refor- çar: utilize o YouTube como canal de conhecimento. Há uma infinidade de vídeos com palestras, passo-a-passo, tes- temunhos e orientações sobre diversos temas. #DicasdaElis – Uma maneira muito bacana para colocar seu canal no YouTube para funcionar é fazer transmis- sões ao vivo dos cultos e reuniões da igreja/ministério. Outro dia me perguntaram qual é o canal mais eficien- te para transmitir vídeos ao vivo: Facebook Live, Peris- cope e YouTube? Então vai a reflexão: Facebook Live – Se você busca gerar maior interatividade, as transmissões na Página podem ser bem interessantes. Assim que a transmissão ao vivo termina, imediatamente o vídeo se transforma em publicação e pode ser assistido por todos. Sabemos que o Facebook é a Rede Social mais usada no Brasil, então, nosso público provavelmente está lá. Por outro lado, sabemos que as transmissões não conseguem alcançar todos os seguidores da Página se não pagar um impulsionamento (pagar para a postagem aparecer para mais pessoas). Periscope – As transmis- sões no Periscope são muito usadas em eventos ao vivo, nem tanto em transmissões de culto. Assim que a transmissão termina as pessoas conseguirão assistir aos vídeos dentro da Rede nas próximas 24 horas. É uma Rede focada no “ao vivo”, não na visualização dos vídeos dias depois. O diferencial desta Rede é poder alcançar imediatamente pessoas em todo o mundo por meio do Mapa Mundi oferecido dentro da ferramenta. YouTube – As transmissões ao vivo no YouTube são bem interessantes, assim como as outras ferramentas, quando o Live termina o vídeo fica publicado como postagem definitiva. No YouTube você vai alcançar os seguidores de sua página. De acordo com a interação e participação das pessoas nas transmissões, ela pode aparecer como destaque na home do YouTube. Outra questão interessante é que o YouTube monetiza os vídeos. Além da transmissão gratuita, o YouTube paga o canal pelo número de visualizações do vídeo. Avalie e entenda qual destas três ferramentas po- dem auxiliar em suas trans- missões ao vivo. O importante mesmo é você entender a importância de disponibilizar as mensagens ministradas em suas reuniões na Internet.
  61. 61. 63MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA YouVersion – O aplicativo da Bíblia mais conhecido e baixado no mundo foi desenvolvido pela Life Church (Estados Unidos). Até o fechamento deste e-book, o site youversion.com mostrava que tinha mais de 226.302.730 aplicativos baixados. Sendo que em mais de 927 línguas e 1.277 versões. Imagine só, quando eu e você poderíamos ter acesso a tantas Bíblias, em tantas línguas e versões diferentes?
  62. 62. 64 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA E não é só isso, o YouVersion é uma Rede Social. Quan- do você acessa o aplicativo logado pode adicionar até 150 amigos e interagir com eles por meio de marcações bíblicas, planos de leitura da Palavra e, ainda, na cria- ção de artes com versículos para compartilhar em outras Redes Sociais. Vale a pena conhecer e divulgar este trabalho sensacional da Life Church. Existe uma grande infinida- de de Mídias Sociais e ten- tei destacar aqui as que são usadas ou as que mais me perguntam sobre elas. Se você quer saber um pouco mais sobre outras Redes So- ciais, estou à disposição em minhas Redes Sociais: Face- book, Instagram e YouTube. #DicasdaElis – Que tal esti- mular o seu grupo de estu- do bíblico ou célula a serem amigos no aplicativo da Bíblia e fazerem planos de estudos bíblicos juntos? É possível um acompanhar o desempenho do outro na Rede Social e estudarem semanalmente os temas estudados.
  63. 63. 65MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “Se quisermos conviver com a tecnologia da melhor forma possível, precisamos reconhecer que o que importa, acima de tudo, não são os dispositivos individuais que utilizamos, mas as experiências humanas que eles são capazes de criar.” (Tom Chatfied.) Alguém vai dizer: “Eu posso fazer tudo o que quero.” Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: “Posso fazer qualquer coisa.” Mas não vou deixar que nada me escravize. (1 Coríntios 6.12.) CONTEÚDO DIGITAL CAPÍTULO 6
  64. 64. 66 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Existe um termo muito usado entre profissionais no meio digital que é Marketing de Conteúdo (Content Marke- ting). Que é a prática de pro- duzir conteúdo interessante e estratégico com o objetivo de atrair público. Ou seja, quando se publica material com qualidade no meio digi- tal você agrega valores e atrai audiência relevante. Pense sobre como seria transmitir cultos ao vivo pelo Facebook (live), Periscope ou YouTube. Agora, pen- se além disso. Por que não transmitir as reuniões pe- quenas de estudos bíblicos, células e ensaios? Fica como exercício para você: qual tipo de conteúdo a igreja/minis- tério tem e outros não estão publicando? Sempre falo sobre a impor- tância de quem trabalha nas Mídias Sociais estar total- mente alinhado com a lide- rança da igreja e do ministé- rio. O discurso no meio digital vai depender dessa boa interação. Perceba que pos- tagens sem profundidade, geralmente refletem a falta de sintonia da Comunicação com a Liderança. Para um bom trabalho no meio digital são necessárias as seguintes etapas: 1. Planejamento Para um bom planejamento é preciso alinhar a visão com a liderança da igreja/ministério. Tenha objetivos claros, saiba qual mensagem quer passar. De repente, sua igreja deseja compartilhar as mensagens dos cultos. Ou ela queira ensi- nar outros sobre princípios bíblicos, teologia etc. Atrair pessoas para o diálogo e tor- nar o nome da igreja conhe- cido na região dela e no meio digital. Também é no planejamento que vai ser definido quais são os parâmetros para saber se sua campanha digital está conseguindo os resultados almejados. Exemplo de KPI (Key Performance Indicator, em português: Indicador Cha- ve de Performance): aumento de seguidores no Facebook, “QUALTIPO DE CONTEÚDO A IGREJA/MINISTÉRIO TEM E OUTROS NÃO ESTÃO PUBLICANDO?”
  65. 65. 67MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA views no YouTube, visitas ao site, compartilhamento de posts, aumento de visitantes nas reuniões originados das Mídias Sociais. Ainda no pla- nejamento é que se define o público-alvo que parece ser uma tarefa fácil, mas, de extrema complexidade. Já vi clientes que pensavam estar falando com mulheres de 24- 34 anos e o público real era de 14-23 anos. Um bom planejamento conhe- ce bem o segmento em que atua. Pergunte, converse com as pessoas, líderes, membros, visitantes, internautas. Enten- da o que as pessoas vêm bus- cando em suas Mídias Sociais. Isso vai ajudar significativa- mente na hora de montar suas estratégias. Escolha em quais canais digi- tais vai atuar: site, blog, redes sociais, e-mail marketing etc. Não é porque todo mundo está em tal rede social que sua igreja/ministério tem que es- tar. Conheça cada mídia antes de estar nela, considere as ca- racterísticas, qual público está lá. Hoje, um fato é que a rede social mais acessada do Bra- sil é o Facebook. Então, para muitos de nós, é essencial fa- zer um trabalho construindo a reputação da sua marca por lá. É aqui no planejamento que também definimos quais ferramentas vão ser usadas para agendar, monitorar e mensurar resultados. Vamos falar um pouco mais sobre isso no capítulo sobre Redes Sociais. 2. Execução Li algo recentemente que as planilhas do Excel são bem diferentes do mundo real. E é verdade. Quantas vezes temos um planejamento e cronogra- ma “perfeito” e, de repente, precisamos refazer toda estra- tégia e cronograma de ações? É importante ter claro na equipe do ministério/igreja como vai ser feito o fluxo de trabalho. Existem ferramentas online – mencionadas aci- ma – algumas, inclusive, com aplicativos que ajudam esse acompanhamento de tarefas. “UM BOM PLANEJAMENTO CONHECE BEM O SEGMENTO EM QUE ATUA”
  66. 66. 68 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Quando falamos de conteúdo não podemos esquecer: - Briefing: faça um bom briefing com a liderança da igreja. Compreender a visão e o segmento por meio de estudos, reuniões e muita pes- quisa. - Conteúdo: defina a abordagem na apresen- tação para alcançar o objetivo. - Roteiro: torne a men- sagem clara e objetiva, por meio de história e informações lógica. - Design: traduza em imagens e elementos gráficos o conceito a ser apresentado. - Calendário editorial: com datas comemorati- vas de âmbito nacional, profissões, igreja etc. - Cronograma de posta- gens: para não perder tudo que foi e o que precisa ser agendado. Inclusive, pensar sobre as postagens ao vivo. - Tenha uma lista com os possíveis temas que irão abordar em postagens (pré-aprovados pela liderança). - Não publique conteúdo igual para todas as Redes Sociais. Cada uma tem uma linguagem (veja in- fográfico). É possível falar de um mesmo assunto de acordo com a carac- terística de cada Rede. - Quando fizer postagens no blog/site divulgue em suas Redes Sociais. Identidade visual: é mais im- portante do que parece. Man- tenha suas Redes Sociais com a mesma imagem de perfil e considere as mesmas ca- racterísticas para banners de topo e mural das Redes So- ciais que tenham ligação com a imagem da igreja/ministério. “NÃO PUBLIQUE CONTEÚDO IGUAL PARA TODAS AS REDES SOCIAIS”
  67. 67. 69MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA
  68. 68. 70 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA 3. Mensuração As métricas são tão importantes quanto o planejamento ou execução. É aqui que você vai entender se seus objetivos estão sendo alcançados. Queremos que a pessoas encontrem nossas igrejas e ministérios na Internet. Mas, será que temos feito boas postagens para que nos encontrem? O site, o blog e as Redes Sociais são atualizados com frequência e com periodicidade? E, prin- cipalmente, o conteúdo que você publica gera algum valor para as pessoas ou você copia e cola o que outros produzem? Antes de mais nada, entenda, o conteúdo de qualidade que criamos irá atrair cada vez mais pessoas para nossos canais digitais. Isso quer dizer que um profissio- nal SocialMedia não deve simplesmente publicar duas postagens por dia no Face- book e Instagram cumprindo uma tabela. É preciso planejamento, produção de posts excelentes, que se diferenciam da multidão. E, ainda, que haja monitoramen- to para analisar a eficiência do trabalho e que pode auxiliar na hora de atualizar ou refazer estratégias. Crie postagens – textos, vídeos, fotos, ar- tes, infográficos e todo tipo de conteúdo multimídia capazes de transformar a vida do internauta. É criar uma linha de pensa- mento na produção de mensagens real- mente impactantes, úteis. Por exemplo: é diferente quando você posta um vídeo divulgando uma música “cover” ou um videoclipe no YouTube. De quando você posta um vídeo ensinando a tocar a músi- ca com instrumentos diferentes. Ali você pode explorar questões como afinação de instrumento, partitura, ensaios, dificulda- des e macetes. #DicasdaElis – Qual tipo de conteúdo publicar nos canais da igreja/ministério? - Crie uma linha editorial: selecione quais assuntos vai abordar no meio digital. Será que memes tem a ver com o discurso e a reputação que pretende construir para sua marca/ igreja/ministério? - Imagens: invista em boas fotos e artes. Cuidado com a questão dos direitos autorais. Use apenas fo- tos de banco de imagens gratuitos ou pague por elas. O importante é respeitar o direito autoral de quem
  69. 69. 71MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA fez a imagem ou foto. Um dos sites que mais uso é o FreeImages. - Versículos bíblicos. - Devocionais. - Mensagens e testemunhos. - Músicas e clipes. - Divulgação de eventos. - Dicas de livros, filmes, CDs, DVDs etc. - Faça vídeos curtos com mensagens rápi- das. É muito bacana ver líderes falando aos seguidores nas Redes Sociais. - Ensine algo, crie passo-a-passo: como montar um esboço bíblico, como tocar uma música, como rea- lizar um ensaio, a aquecer a voz, a produzir um bom texto, a organizar um roteiro de estudos bíblicos etc. - Encontre um ponto de equilíbrio para o discurso no meio digital, de acordo com as características da igreja. O ideal é nem formal demais, nem informal demais. - Pense na exposição saudável da igreja/minis- tério/seu perfil pessoal. Não transforme sua mar- ca em um reality show. - Para quem trabalha com o meio digital, cui- dado com os excessos. Estar online tempo demais pode gerar improdutividade. - Faça perguntas ao seu público, en- tenda o que estão procurando em sua Rede. - Mais importante que perguntar é ouvir o seu público. Leia o que perguntam e sugerem. Crie con- teúdos a partir da dúvida dos seus seguidores. - Fale do Reino de Deus, gere fé, esperança e amor no coração das pessoas por meio das suas publicações. O que vemos com frequência no meio digital são notícias ruins, brincadeiras de mau gosto. Então, por que não fazer algo diferente? - Use sempre o meio digital como fonte de conhecimento. - Como tornar seus canais digitais e suas ações conhecidas além das Redes Sociais? Invista no e-mail Marketing: é com ele que vai avi- sar às novidades para seu público qualificado. Jamais compre lis- “NÃO TRANSFORME SUA MARCA EM UM REALITY SHOW”
  70. 70. 72 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA tas de e-mails, são ilusórias e lhe fazem perder um tempo muito precioso falando com pessoas que não são seu público-alvo. Invista sua energia para cons- truir listas qualitativas e não apenas quantitati- vas. Existem ferramentas com versões pagas e gratuitas como Mail- Chimp e LeadLovers que vão lhe ajudar neste processo. - Use as hashtags estra- tegicamente. Cuidado para #não #colocar #hashtag #em #tudo. Essa não é a maneira mais adequada de usá-la. Em outro capítulo vamos detalhar um pouco mais sobre isso. - Um recurso bastante utilizado no meio digital é a curadoria de con- teúdo. É quando vemos algo legal e resolvemos compartilhar (repostar, compartilhar, retuitar) nas Redes Sociais. Esse tipo de ação ajuda quan- do não estamos conse- guindo produzir material autoral com tanta fre- quência. O ideal é equi- librar posts autorais com curadoria. Só compartilhar conteú- do de outros não é tão interessan- te. Esteja atento a isso. - Cuidado com erros gramaticais. Eles podem “matar” sua postagem e atrapalhar na construção de sua marca na Internet. “Todos erram” é o que sempre ouço. Mas, a ideia é ler e reler antes de postar algo para evitar erros. Infelizmente, já vi transmissões online em texto no Twitter, Facebook e Instagram de igrejas que escreveram diversas palavras e frases com erros de português. Alguns, até referências bíblicas. Cuidado. - Divulgue seus canais digitais: site, blog e redes sociais na Internet e fora dela. Coloque seus canais na assinatura de e-mails e possibilite que cheguem até você. “USE AS HASHTAGS ESTRATEGICAMENTE. CUIDADO PARA #NÃO #COLOCAR #HASHTAG #EM #TUDO”
  71. 71. 73MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Uma maneira muito interessante para produzir conteúdo diferenciado para o meio digital são os Congressos online . Já participou de algum? Em menos de um ano tive oportunidade de palestrar para três congressos online cristãos. Os idealizadores possibilita- ram que internautas tivessem acesso a palestras online . Durante o evento, gratuitamente, e após o evento, acesso à plataforma por um valor simbólico. A primeira pessoa que vi realizando con- gressos cristãos online foi a blogueira formada em Moda e Estilo, Mariana Si- mionato, que realizou em novembro de 2015 o Congresso Online de Mulheres Cristãs. Quantas pessoas gostariam de participar de congressos e seminários, mas, não vão por questões financeiras (passagens, hospedagem, alimentação), profissionais (sem disponibilidade) ou pessoais (família, faculdade, filhos). Conheça e inspire-se: Conexão Mulher Contepi – Congresso Online de Tecno- logia para Igrejas #DicasdaElis 1) Indico o curso online gratuito de- senvolvido pela agência Rock Content. Chama-se Certificação em Marketing de Conteúdo. As lições online são 100% gratuitas. Ao final do curso você fará um teste, que se aprovado, gera um selo de certificação reconhecido no LinkedIn. 2) Outro curso online e gratuito é do Hubspot Brasil – Certificação Inbound. Em uma rápida definição o Inbound Marke- ting é uma estratégia usada para atrair a atenção das pessoas para sua marca/ins- tituição. E difere do Outbound Marketing, chamado por alguns de “velho marketing”, que tinha por objetivo vender produtos/ serviços. Confira lá! Deseja fazer um ótimo trabalho no meio digital? Então, coloque a casa em or- dem e siga para o próximo ponto. Na Internet conteúdo inteligente, perspi- caz, bem produzido (às vezes, nem tan- to, como os memes) e planejado terão alcance ainda maior.
  72. 72. 74 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “A Internet é uma rede de pessoas, não de computadores.” (Conrado Adolpho.) “Ide, por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura (on e off-line).” (Marcos 16.15.) Grifo meu. Cobertura online CAPÍTULO 7
  73. 73. 75MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Quando li a frase de Conrado Adolpho pela primeira vez fiquei me lembrando de quando comecei a ouvir falar sobre o que era Internet, ainda na década de 90. Uau, como os conceitos mudam! Antes dizíamos que Internet era uma Rede de computadores. Mas, Adolpho tem razão, o que seriam dos computadores sem as pessoas por trás dando vida à Internet? Que possamos usá-la cada vez mais com consciência e decência. Aprendi a trabalhar com coberturas online ao vivo, em minha igreja local, a Batista da Lagoinha, em BH/MG. A cobertura online de eventos, é um trabalho jornalístico que visa levar para os internautas o máximo de informações possíveis de um culto ou reunião para quem está acompanhando de longe. Seja por meio de texto, fotos, vídeos e a diversidade de conteúdos multimídia. A ideia é reproduzir nas Redes Sociais o que ocorre no lugar. Minha primeira experiência em cobertura online foi em um Congresso do Diante do Trono, em abril de 2009. Minha gerente de Comunicação no Lagoinha.com, na época a Ana Paula Costa, encarregou eu e outra jornalista, Vanessa Freitas, a estudar a Rede e implementar o Twitter da igreja. Foi uma experiência que transformou minha vida para sempre. “A COBERTURA ONLINE DE EVENTOS É UM TRABALHO JORNALÍSTICO QUE VISA LEVAR PARA OS INTERNAUTAS O MÁXIMO DE INFORMAÇÕES POSSÍVEIS DE UM CULTO OU REUNIÃO PARA QUEM ESTÁ ACOMPANHANDO DE LONGE”
  74. 74. 76 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA
  75. 75. 77MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Prints resgatados no site WayBackMachine: Twitter da Lagoinha, em 2010 comemorando 10.049 seguidores =)
  76. 76. 78 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA Naquela época, pesquisei e não encon- trei nenhuma igreja fazendo postagens no Twitter. O desafio era justamente aprender como usar o microblogging e ensinar os internautas do nosso site de notícias a acompanhar as informações ali. O Congresso já seria transmitido ao vivo em vídeo pelo site e pelo canal de televisão da igreja, mas, a ideia era alcançar o maior número de pessoas possível com a mensagem ministrada. A transmissão do congresso em texto, que chamamos de passo-a-passo, foi um su- cesso. As pessoas começaram a acom- panhar as reuniões por meio da Rede Social e rapidamente vimos um grande número de tuiteiros cristãos aparecerem em nossa Rede. Entendemos que havia demanda para pessoas que não conse- guiam ou não podiam acompanhar os cultos em vídeo, mas, que acompanha- vam em texto. No Twitter tivemos o cuidado de com- partilhar os dias e horários dos cultos, eventos da igreja, versículos bíblicos, mensagens devocionais, e ainda, intera- gir com os internautas. No print acima, pode-se observar que naquela época não tínhamos fotos no Twitter, apenas via site Twitpic (lembram?) e os RTs (retuítes) eram manuais. Daí em diante, passei a servir minha igre- ja local neste tipo de evento e me espe- cializei nisso. Trabalhando em diversos tipos de eventos, congressos, gravações de CD, DVD, e por aí vai. Temos uma infinidade de possibilidades para a cobertura online. Veja algumas delas: - Textos: Facebook (Página), Twitter, blogs e sites. - Transmissões ao vivo (live) em ví- deo – já falamos disso antes. Mas, para relembrar: Facebook (Página): Os lives do Fa- cebook são ótimos e geram uma grande interação para a Página. É bem bacana quando você tem alguém acompanhando e respon- dendo os comentários do inter- nauta. Periscope: transmissões ao vivo que podem alcançar pessoas ao redor do mundo inteiro. O vídeo
  77. 77. 79MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA não aparece apenas para seguido- res e pode trazer um público bem diversificado. Os vídeos ficam onli- ne apenas por 24horas e pode ser salvo na galeria de imagens do celular. Também é possí- vel acompanhar os comentários ao vivo dos internautas. YouTube: Muito usado por igrejas em transmissões ao vivo. A vantagem é que com a transmis- são finalizada, o vídeo fica publi- cado no canal do YouTube e pode gerar renda para a igreja/ministério por meio da monetização. - Fotos: fazer cobertura em fotos e vídeos para Instagram. Cuidado para não exagerar nas postagens. Inclusive nos horários de cultos e eventos. O Instagram tem um aplicativo chamado Layout. Nele você consegue editar até nove fotos em uma mes- ma montagem. Selecione os momentos mais importantes da reunião, escreva uma le- genda coerente, detalhando um pouco mais o momento e não canse seus seguidores com postagens em excesso. - Vídeos curtos: O Snapchat e o Vine possibilitam a produção de vídeos curtos que podem dar uma boa ideia de bastidores do evento. Cuidado com os exageros e humor excessivo. Principalmente quando falamos de uma igreja, ministério ou marca. - Matéria completa: escrever um tex- to/ resumo com os principais pon- tos abordados na pregação, frases e referências bíblicas para o site/ blog/Página da igreja. Claro que para desenvolver esse tipo de trabalho é importante treinar, preparar e orientar a equipe. Sabemos que nas igrejas contamos com os voluntários. É importante que entendam o uso das fer- ramentas e o material que vão produzir. E claro, usem o expertise deles para auxiliar a igreja/evento. “PARA DESENVOLVER ESSE TIPO DE TRABALHO É IMPORTANTE TREINAR, PREPARAR E ORIENTAR A EQUIPE”
  78. 78. 80 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA E foi em uma dessas coberturas online que vivi uma das experiências mais incrí- veis da minha vida. Estava trabalhando na cobertura online de um ConfraJovem (conferência anual de jovens da IBL) na época, só pelo Twit- ter, o Facebook não estava em evidência ainda. Fiquei tui- tando o culto todo. Sempre com o cuidado de colocar frases coerentes (afinal, estamos limi- tados a frases com até 140 caracteres), que não gerem dupla interpretação, contextualizando bem, para jamais expor o preletor(a). A ideia da cobertura online é dar um en- tendimento geral da mensagem ministra- da ao vivo na igreja. Geralmente, quando há o momento da reunião em que as pessoas são convidadas a reconhecer Jesus como Senhor e Salvador, costu- mo digitar a oração e pedir para quem está lendo no Twitter repetir em voz alta. Nesse dia, quando finaliza- va a cobertura pelo Twitter da Lagoinha, recebi men- sagens de uma jovem que agradecia pelo serviço da igreja em publicar a prega- ção em texto. Ela contou que estava mo- rando na Austrália e que não tinha como assistir a mensagem em vídeo, por isso acompanhava naquele momento pela Rede Social. Ela tinha ido para aquele país estudar Medicina e estava desviada dos caminhos do Senhor. “Muito obriga- da, acabei de orar aqui voltando agora para Jesus!” Nossa, aquilo mexeu comi- go. Imaginar que enquanto eu trabalhava na igreja, uma pessoa do outro lado do mundo lia o que escrevia e entregava-se para Jesus. Sim, naquele momento eu entendi 100% a minha missão e a impor- tância de falar sobre o uso consciente da Comunicação e Mídias Sociais pelas igre- jas. É um trabalho que precisa ser levado a sério, não temos ideia de onde nossas postagens irão chegar. Mesmo quando estivermos no aconchego do nosso lar, dormindo ou descansando, alguém de qualquer parte do mundo pode estar “IMAGINAR QUE ENQUANTO EU TRABALHAVA NA IGREJA, UMA PESSOA DO OUTRO LADO DO MUNDO LIA O QUE ESCREVIA E ENTREGAVA-SE PARAJESUS””
  79. 79. 81MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA acessando aquilo que deixamos publi- cado. Isso é demais! A cobertura online de cultos e even- tos das igrejas não são muito co- muns. Mas, é algo que pode ser feito. Seja por texto, fotos ou vídeos. Já falamos sobre isso anteriormente, pelo próprio smartphone você co- necta e transmite sua reunião, culto ou evento ao vivo em vídeo. Que tal tentar? Existem ótimos tutoriais na Internet ensinando o passo-a-passo de transmissões ao vivo no YouTube, Facebook e Periscope seja no celular ou pelo computador. Uma das perguntas que mais ouço em minhas palestras e eventos por onde passo é: Como estruturar uma equipe de Comunicação para minha igreja? Alguns pontos a considerar: - Convide membros para fazer parte da equipe de Comunicação. - Alinhe a visão dos voluntários, colaboradores com a liderança. - - Identifique talentos e experiências. Invista em capacitação. Convide profissionais da área para palestras e workshops em sua igreja: Fotografia, vídeos, jornalismo, publicidade, marketing digital etc. Mostre à equipe a importância de servir ao Senhor com excelência. Como em Colossenses 3.23: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração como para o Senhor e não para homens.” #DicasdaElis – Ao longo deste livro digital falamos várias vezes sobre a importância dos vídeos na Internet. Para se especializar um pouco mais, cadastre-se na Escola de Criado- res de Conteúdo do YouTube. Eles disponibilizam diversos vídeos com dicas de produção e edição, além de cursos online gratuitos para ajudar a melhorar seu canal. Acesse o link: http://bit.ly/25GAKDf.
  80. 80. 82 MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA “Não tenha medo de simplificar. Complexidade pode travar projetos.” (Bel Pesce.) “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2.15 NVI.) Ferramentas CAPÍTULO 8
  81. 81. 83MÍDIAS SOCIAIS NA IGREJA O objetivo deste capítulo é apontar algumas das ferra- mentas para otimizar a pre- sença digital e o trabalho de comunicação nas igrejas e ministérios. Teste e identifique as que mais se adequam ao seu trabalho. Não vou deta- lhar cada uma delas, mas, vou apontar aqui uma lista de pos- sibilidades para que possa ler e explorar um pouco mais. Manual de Comunicação – Os grandes veículos de Comu- nicação possuem um Manual de Redação e Estilo. Lembro- me que ainda nos tempos da faculdade me apaixonei por esses manuais. Eles trazem dicas gramaticais, certo e er- rado, sugestão e substituição no uso de algumas expressões e muitas outras orientações

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