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TEIAS Traçando Estratégias Integradas de Ação em Saúde Uma pesquisa realizada pela CNTA-Sul, Sindicatos associados e UFRGS
Objetivos da pesquisa <ul><li>Trata-se de um esforço coletivo que busca criar condições para: </li></ul><ul><li>Um diagnós...
Metodologia e amostragem <ul><li>Foram realizadas 280 entrevistas com trabalhadores dos frigoríficos de 5 cidades (Bagé, A...
Perfil dos trabalhadores 51% são mulheres e 49% são homens 34,6% tem até 30 anos, 26,4% tem entre 30 e 40 anos e 38,6% tem...
Riscos do ambiente de trabalho Barulho    91,8% Frio    67,5% Calor    54,7% Umidade    85,4% Exposição à gases    62...
Riscos do ambiente de trabalho nos setores críticos Barulho    95,3% 77,4%* Frio    73,1% 66,9%* Calor    48,4% Umidade...
Forma de trabalhar 39,3% fazem rodízio de funções, destes 67,2% o fazem pelo menos uma vez por turno de trabalho. Porém,  ...
Acidentes mais comuns
Sintomas de LER/DORT percebidos pelo trabalhador em seu dia-a-dia Sintomas Frequência Evitar usar uma das mãos ou braços 3...
* 84% dos trabalhadores dos setores críticos.
Onde os trabalhadores sentem dor 23,9%  [cabeça] 33,6%  [pescoço/nuca] 45%  [ombros] 50,7%  [braços] 48,6%  [costas] 35,4%...
Onde os trabalhadores dos setores críticos sentem dor 24,7%  [cabeça] 38,7%  [pescoço/nuca] 54,1%  [ombros] 59,8%  [braços...
Consultas, diagnósticos e tratamentos realizados *80,2% dos trabalhadores dos setores críticos.
Qualidade de vida (Relação com o trabalho) 71,4 % afirmam que NÃO ganham o suficiente para a sua alimentação e vestuário 6...
Qualidade de vida (Relação com a comunidade) 88,2% gostam do bairro onde moram e não se mudariam 27,9% são membros de algu...
Qualidade de vida (O bem viver) 47,1% se consideram saudáveis 33,2% tem acesso à internet 76,4% possuem bem(ns) material(i...
Principais achados <ul><li>Um “conjunto sinistro” de condições de trabalho que propiciam uma significativa diminuição na q...
Ações propostas Com sindicatos e entidades <ul><li>Continuar monitorando e abastecendo o banco de dados sobre LER/DORT da ...
<ul><li>Elaborar uma campanha de divulgação dos resultados da pesquisa e de conscientização do público consumidor. </li></...
<ul><li>Divulgar os projetos na esfera do poder público em audiências nas câmaras de vereadores, deputados e no senado. </...
<ul><li>Proporcionar sempre uma relação de clareza, entendimento e respeito entre empresas, sindicatos e trabalhadores. </...
<ul><li>Manter um canal de comunicação entre trabalhadores, sindicatos e poder público para que essa situação esteja em co...
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Teias geral

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Resultados da pesquisa realiada na parceria entre UFRGS, Instituto Itapuy, CNTA/Sul e sindicatos de trabalhadores nas indústrias da alimentação de Bagé, Alegrete, Pelotas e São Gabriel

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Teias geral

  1. 1. TEIAS Traçando Estratégias Integradas de Ação em Saúde Uma pesquisa realizada pela CNTA-Sul, Sindicatos associados e UFRGS
  2. 2. Objetivos da pesquisa <ul><li>Trata-se de um esforço coletivo que busca criar condições para: </li></ul><ul><li>Um diagnóstico que permita aos sindicatos e a CNTA-Sul se apropriar da tecnologia de pesquisa afim de replicar esta ação em diferentes momentos; </li></ul><ul><li>Construir um banco de dados sobre as condições concretas de trabalho e da vida dos trabalhadores nos frigoríficos de carne bovina do RS; </li></ul><ul><li>Comparar e atualizar dados de pesquisas realizadas anteriormente no setor. </li></ul>
  3. 3. Metodologia e amostragem <ul><li>Foram realizadas 280 entrevistas com trabalhadores dos frigoríficos de 5 cidades (Bagé, Alegrete, Pelotas e São Gabriel). </li></ul><ul><li>As entrevistas foram realizadas com um instrumento (questionário) anônimo e com 48 questões, abertas e fechadas, que buscavam identificar o trabalhador (sexo, escolaridade, idade) seu setor, os riscos que ele possa estar correndo, a sua saúde e qualidade de vida. </li></ul><ul><li>Com esse método, a opinião e a experiência do trabalhador são tidos como o termômetro para a averiguação da realidade pesquisada. </li></ul>
  4. 4. Perfil dos trabalhadores 51% são mulheres e 49% são homens 34,6% tem até 30 anos, 26,4% tem entre 30 e 40 anos e 38,6% tem mais de 40 anos 76,1% não completaram os estudos 76,4% ainda não completaram 5 anos na empresa
  5. 5. Riscos do ambiente de trabalho Barulho  91,8% Frio  67,5% Calor  54,7% Umidade  85,4% Exposição à gases  62,2% Choques  55,4% Quedas  87,1% Repetição de movimentos  88,3% Exigência de rapidez  88,9% Necessidade de levantar peso  78,9% Instrumentos perigosos  78,9%
  6. 6. Riscos do ambiente de trabalho nos setores críticos Barulho  95,3% 77,4%* Frio  73,1% 66,9%* Calor  48,4% Umidade  89,7% 72,1%* Exposição à gases  59,2% Choques  52% Quedas  87,1% 62,5%* Repetição de movimentos  92,2% 87%* Exigência de rapidez  90,7% 83,6%* Necessidade de levantar peso  79,4% Instrumentos perigosos  74,7% * Comparativo com pesquisa realizada no mesmo setor em 2007
  7. 7. Forma de trabalhar 39,3% fazem rodízio de funções, destes 67,2% o fazem pelo menos uma vez por turno de trabalho. Porém, apenas 27,5% afirmam que seus movimentos mudam quando realizam o rodízio. 74,3% trabalham o tempo todo de pé. 70,7% usam predominantemente uma das mãos para realizar sua atividade. 43,9% chegam em casa sentindo um cansaço insuportável 69,3% ficam mudando de posição durante o trabalho para aliviar a dor.
  8. 8. Acidentes mais comuns
  9. 9. Sintomas de LER/DORT percebidos pelo trabalhador em seu dia-a-dia Sintomas Frequência Evitar usar uma das mãos ou braços 39,30% Trocar de mão para conseguir realizar algumas atividades 42,50% Substituir a mão por braço/ombro para carregar sacolas 45% Sentir as mãos dormentes sem motivo 62,10% Ter dificuldade de colocar roupas, abotoar uma camisa 32,50% Ter dificuldade de escovar os dentes ou pentear o cabelo 30,40% Sentir os braços muito cansados quando elevados por algum tempo 58,90% Deixar cair copos ou outros objetos 35% Ter dificuldade de lavar a roupa/louça 32,10% Ter dificuldade de abrir portas 24,30% Ter dificuldades para dormir 61,80% Sentir tremedeiras nos braços ou nas pernas 51,40%
  10. 10. * 84% dos trabalhadores dos setores críticos.
  11. 11. Onde os trabalhadores sentem dor 23,9% [cabeça] 33,6% [pescoço/nuca] 45% [ombros] 50,7% [braços] 48,6% [costas] 35,4% [pulsos] 35,4% [mãos] 19,3% [quadril] 16,1% [coxas] 22,5% [joelhos] 13,6% [canelas] 27,1% [pés]
  12. 12. Onde os trabalhadores dos setores críticos sentem dor 24,7% [cabeça] 38,7% [pescoço/nuca] 54,1% [ombros] 59,8% [braços] 53,6% [costas] 44,8% [pulsos] 43,8% [mãos] 23,2% [quadril] 15,5% [coxas] 25,3% [joelhos] 16% [canelas] 31,4% [pés]
  13. 13. Consultas, diagnósticos e tratamentos realizados *80,2% dos trabalhadores dos setores críticos.
  14. 14. Qualidade de vida (Relação com o trabalho) 71,4 % afirmam que NÃO ganham o suficiente para a sua alimentação e vestuário 67,1% fazem hora extra 62,5% utilizam o transporte da empresa 82,9% afirmam que a empresa fornece o EPI em boas condições
  15. 15. Qualidade de vida (Relação com a comunidade) 88,2% gostam do bairro onde moram e não se mudariam 27,9% são membros de algum clube ou associação Destes, 64,7% são membros de grupos ligados à religião 51,4% escolheram seus candidatos à governador e presidente na última eleição pensando APENAS na pessoa do candidato
  16. 16. Qualidade de vida (O bem viver) 47,1% se consideram saudáveis 33,2% tem acesso à internet 76,4% possuem bem(ns) material(is) 66,4% tem tempo/disposição para o lazer. Destes, 51,1% preferem atividades com os familiares, 22% praticam esportes e 13% saem para dançar. Destes, 40,4% possuem imóvel e 21,8% automóvel
  17. 17. Principais achados <ul><li>Um “conjunto sinistro” de condições de trabalho que propiciam uma significativa diminuição na qualidade de vida do trabalhador de ambos os setores </li></ul><ul><li>O resultado deste “conjunto sinistro” traduzido em dores constantes sentidas pelos trabalhadores </li></ul>
  18. 18. Ações propostas Com sindicatos e entidades <ul><li>Continuar monitorando e abastecendo o banco de dados sobre LER/DORT da CNTA-SUL e sindicatos associados. </li></ul><ul><li>Ampliar a pesquisa para outros setores. </li></ul><ul><li>Elaborar um dossiê sobre condições de trabalho e doenças do trabalhador por empresa. </li></ul><ul><li>Incluir e utilizar os resultados destes e de futuros projetos em negociações com a classe patronal. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Elaborar uma campanha de divulgação dos resultados da pesquisa e de conscientização do público consumidor. </li></ul><ul><li>Divulgar os resultados do relatório da pesquisa em entidades, rádios comunitárias, etc. </li></ul>Ações propostas Com a sociedade civil
  20. 20. <ul><li>Divulgar os projetos na esfera do poder público em audiências nas câmaras de vereadores, deputados e no senado. </li></ul><ul><li>Exigir a elaboração de projetos de lei que regulem a velocidade da produção e o tratamento dispensado ao portador de LER/DORT. </li></ul>Ações propostas Com o poder público
  21. 21. <ul><li>Proporcionar sempre uma relação de clareza, entendimento e respeito entre empresas, sindicatos e trabalhadores. </li></ul><ul><li>Apoiar empresas que respeitam seus empregados. </li></ul><ul><li>Colaborar para que empresas que queiram resolver seus problemas de saúde do trabalhador possam ter sucesso. </li></ul>Ações propostas Com as empresas
  22. 22. <ul><li>Manter um canal de comunicação entre trabalhadores, sindicatos e poder público para que essa situação esteja em constante monitoramento. </li></ul><ul><li>Ouvir e dar voz ao trabalhador, manter sempre aberto o caminho pelo qual ele possa vir a se comunicar, para que nunca mais ele tenha que ficar calado enquanto sua saúde se deteriora. </li></ul>Ações propostas Com o trabalhador

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