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TEORIA CRÍTICA



  A ESCOLA DE
  FRANKFURT
Teoria Crítica - Cronologia
O  Instituto de Pesquisas Sociais (Escola
  de Frankfurt) surge em 1923 na
  Alemanha.
 A escola congrega teóricos marxistas
  heterodoxos.
 Técnica: Pesquisa empírica
 Objeto de estudo: a mensagem na
  comunicação de massa
Conceitos
 Dois conceitos importantes foram
  criados durante o exílio nos EUA:
 Dialética do Esclarecimento

 Indústria Cultural
Dialética do Esclarecimento
   Este conceito fazia uma crítica à idéia de que a razão
    libertaria a humanidade, de que a evolução tecnológica
    elevaria a sociedade a um estágio superior.
   Para os frankfurtianos, o iluminismo (movimento
    intelectual europeu do século XVIII) libertou o homem da
    emoção, do misticismo, mas o acorrentou à razão. A
    racionalidade técnica, na sociedade capitalista, em lugar
    de garantir a autodeterminação dos indivíduos, os
    submeteu à dominação ec onômica, sem condições de
    insurgir-se contra o sistema estabelecido.
Indústria Cultural
 Como   extensão, o conceito de Indústria
  Cultural trata da produção em série, da
  homogeneização e, em conseqüência,
  da deterioração dos padrões culturais.
 A exploração comercial dos bens
  considerados culturais reforça a
  dominação técnica imposta pelo
  sistema, gerando passividade e
  alienação.
O indivíduo na era da I. Cultural
   O indivíduo deixa de decidir
    autonomamente, tornado-se acrítico
    e manipulável.
   A sociedade é sempre vencedora e o
    indivíduo não passa de um fantoche
    manipulado pelas normas sociais.
    Visto como impotente, a
    individualidade é substituída pela
    pseudo-individualidade.
A AUDIÊNCIA

   A intenção dos
    pensadores alemães é
    denunciar as formas
    de dominação que não
    precisam sujeitar os
    corpos nem se impor
    pela violência física.
   Trata-se da
    dominação pela
    igualação e
    homogeneização, que
    atua no inconsciente
    dos indivíduos
Indústria Cultural como sistema
   O mercado de massas impõe
    a padronização e a
    organização do gosto público;
   Aquilo que a IC oferece como
    novo não é mais do que a
    representação de algo que é
    sempre igual;
   Os produtos oriundos desse
    sistema trazem a marca da
    indústria cultural: serialização
    – padronização – divisão do
    trabalho.
Expoentes
 Theodor  Adorno e Max Horkheimer,
  após o exílio, retornam à Alemanha e
  instalam o Instituto de Pesquisas Sociais
  novamente na Universidade de
  Frankfurt.
 Frustrados com a massificação da
  sociedade e com as perspectivas de
  transformá-la, os teóricos alemães
  voltaram-se para outros temas.
Horkheimer e Adorno




                         1965
Expoentes
 Walter Benjamin e Herbert Marcuse,
  pesquisadores notórios da primeira
  geração de Frankfurt, desenvolveram
  estudos importantes no que se refere à
  sociedade industrial e cultura de massa.
 A teoria crítica da Escola de Frankfurt
  teve continuidade nos trabalhos de
  outros pesquisadores, entre eles Jürgen
  Habermas.
Marcuse, Benjamin e Habermas
A escola de Frankfurt hoje
   Leitura da entrevista com Olivier Voirol
Como conceber os MCM hoje?
Qual o efeito dos MCM atualmente? Temos a mesma lógica
  (sistema) descrita nos estudos sobre a Indústria Cultural?
Ilustração dos conceitos




 Com base nos quadrinhos e nos conhecimentos sobre os meios de
 comunicação de massa (MCM), assinale a alternativa que explicita
 algumas posições do debate teórico sobre esse tema.
   a) As reflexões da personagem Mafalda sobre as propagandas levam-
    na a concluir que sua mãe precisa adquirir os produtos, que as
    crianças podem assistir TV e brincar, dosando suas tarefas diárias, o
    que revela a pertinência das teorias que vêem os MCM como
    mecanismos de integração social.
   b) A personagem Mafalda obedece às ordens de sua mãe, assiste à
    TV e encanta-se com as promessas das propagandas, corroborando
    com as teorias pessimistas sobre o papel dos MCM e a passividade
    dos telespectadores.
   c) A atitude da personagem Mafalda demonstra a crítica aos artifícios
    da propaganda que ressalta a magia da mercadoria, prometendo mais
    do que ela realmente pode oferecer, e que os sujeitos nem sempre
    são passivos diante dos MCM.
   d) Ao sair para brincar após assistir à TV, a personagem Mafalda
    sente-se mais livre e feliz, pois descobriu o quanto alguns produtos
    anunciados pelas propagandas melhoram a vida doméstica de sua
    mãe, reproduzindo aspectos da cultura erudita e do modo de vida
    sofisticado, como acreditam as teorias “otimistas” sobre os MCM.
   e) A mãe da personagem Mafalda admira-se da inteligência da filha,
    que compreendeu muito bem os poderes dos objetos anunciados nas
    propagandas de TV, reforçando as teorias sobre o papel educativo e
    de emancipação dos MCM.
FIM

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Teoria crítica

  • 1. TEORIA CRÍTICA A ESCOLA DE FRANKFURT
  • 2. Teoria Crítica - Cronologia O Instituto de Pesquisas Sociais (Escola de Frankfurt) surge em 1923 na Alemanha.  A escola congrega teóricos marxistas heterodoxos.  Técnica: Pesquisa empírica  Objeto de estudo: a mensagem na comunicação de massa
  • 3. Conceitos  Dois conceitos importantes foram criados durante o exílio nos EUA:  Dialética do Esclarecimento  Indústria Cultural
  • 4. Dialética do Esclarecimento  Este conceito fazia uma crítica à idéia de que a razão libertaria a humanidade, de que a evolução tecnológica elevaria a sociedade a um estágio superior.  Para os frankfurtianos, o iluminismo (movimento intelectual europeu do século XVIII) libertou o homem da emoção, do misticismo, mas o acorrentou à razão. A racionalidade técnica, na sociedade capitalista, em lugar de garantir a autodeterminação dos indivíduos, os submeteu à dominação ec onômica, sem condições de insurgir-se contra o sistema estabelecido.
  • 5. Indústria Cultural  Como extensão, o conceito de Indústria Cultural trata da produção em série, da homogeneização e, em conseqüência, da deterioração dos padrões culturais.  A exploração comercial dos bens considerados culturais reforça a dominação técnica imposta pelo sistema, gerando passividade e alienação.
  • 6. O indivíduo na era da I. Cultural  O indivíduo deixa de decidir autonomamente, tornado-se acrítico e manipulável.  A sociedade é sempre vencedora e o indivíduo não passa de um fantoche manipulado pelas normas sociais.  Visto como impotente, a individualidade é substituída pela pseudo-individualidade.
  • 7. A AUDIÊNCIA  A intenção dos pensadores alemães é denunciar as formas de dominação que não precisam sujeitar os corpos nem se impor pela violência física.  Trata-se da dominação pela igualação e homogeneização, que atua no inconsciente dos indivíduos
  • 8. Indústria Cultural como sistema  O mercado de massas impõe a padronização e a organização do gosto público;  Aquilo que a IC oferece como novo não é mais do que a representação de algo que é sempre igual;  Os produtos oriundos desse sistema trazem a marca da indústria cultural: serialização – padronização – divisão do trabalho.
  • 9. Expoentes  Theodor Adorno e Max Horkheimer, após o exílio, retornam à Alemanha e instalam o Instituto de Pesquisas Sociais novamente na Universidade de Frankfurt.  Frustrados com a massificação da sociedade e com as perspectivas de transformá-la, os teóricos alemães voltaram-se para outros temas.
  • 11. Expoentes  Walter Benjamin e Herbert Marcuse, pesquisadores notórios da primeira geração de Frankfurt, desenvolveram estudos importantes no que se refere à sociedade industrial e cultura de massa.  A teoria crítica da Escola de Frankfurt teve continuidade nos trabalhos de outros pesquisadores, entre eles Jürgen Habermas.
  • 13. A escola de Frankfurt hoje  Leitura da entrevista com Olivier Voirol
  • 14. Como conceber os MCM hoje? Qual o efeito dos MCM atualmente? Temos a mesma lógica (sistema) descrita nos estudos sobre a Indústria Cultural?
  • 15. Ilustração dos conceitos Com base nos quadrinhos e nos conhecimentos sobre os meios de comunicação de massa (MCM), assinale a alternativa que explicita algumas posições do debate teórico sobre esse tema.
  • 16. a) As reflexões da personagem Mafalda sobre as propagandas levam- na a concluir que sua mãe precisa adquirir os produtos, que as crianças podem assistir TV e brincar, dosando suas tarefas diárias, o que revela a pertinência das teorias que vêem os MCM como mecanismos de integração social.  b) A personagem Mafalda obedece às ordens de sua mãe, assiste à TV e encanta-se com as promessas das propagandas, corroborando com as teorias pessimistas sobre o papel dos MCM e a passividade dos telespectadores.  c) A atitude da personagem Mafalda demonstra a crítica aos artifícios da propaganda que ressalta a magia da mercadoria, prometendo mais do que ela realmente pode oferecer, e que os sujeitos nem sempre são passivos diante dos MCM.  d) Ao sair para brincar após assistir à TV, a personagem Mafalda sente-se mais livre e feliz, pois descobriu o quanto alguns produtos anunciados pelas propagandas melhoram a vida doméstica de sua mãe, reproduzindo aspectos da cultura erudita e do modo de vida sofisticado, como acreditam as teorias “otimistas” sobre os MCM.  e) A mãe da personagem Mafalda admira-se da inteligência da filha, que compreendeu muito bem os poderes dos objetos anunciados nas propagandas de TV, reforçando as teorias sobre o papel educativo e de emancipação dos MCM.