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Usuários e designers: quem é quem no codesign?

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Palestra sobre conceito de usuários e crítica ao usuarismo, ministrada em 18/11/2020 no evento Interações 2020 do SPIDElab da UFBA.

Publicado en: Tecnología
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Usuários e designers: quem é quem no codesign?

  1. 1. Quem é 
 no codesign? quem 
 rodrigo@gonzatto.com rodrigo gonzatto gonzatto.com Lygia Clark e Hélio Oiticica. "Diálogo de mãos”. Fotografia (1966)
  2. 2. Quem são? Quem são? “usuários” & projetistas para entender
  3. 3. rodrigo 
 freese 
 gonzatto professor 
 Design/PUCPR mentor
 Apple Developer Academy
 
 especialista
 Design de Interação doutor 
 Tecnologia e Sociedade/PPGTE
  4. 4. rodrigo 
 freese 
 gonzatto professor 
 Design/PUCPR mentor
 Apple Developer Academy
 
 especialista
 Design de Interação doutor 
 Tecnologia e Sociedade/PPGTE insights a partir da tese
 “Usuários e Produção
 da Existência” (Gonzatto, 2018)
  5. 5. esteriótipos
 de “usuários”
  6. 6. “usuários não sabem o que querem” “usuários são ignorantes/burros” “usuários não sabem usar”
  7. 7. Tumblr “Sentado no Usuário”: https://sentadonousuario.tumblr.com
  8. 8. MELO, Lafayette Batista (2012). Estereótipos sociais em piadas do profissional de informática: relações com o usuário de computador.
  9. 9. “Se eu tivesse perguntado 
 às pessoas o que elas queriam, 
 elas teriam dito cavalos mais rápidos”
  10. 10. Tumblr “Sentado no Usuário”: https://sentadonousuario.tumblr.com
  11. 11. saberes e 
 não-saberes?
  12. 12. como “usuários” foram e são alienados 
 da produção de suas existências 
 por meio da tecnologia digitais? porque lhes é negado o direito 
 de participar das tecnologias 
 do seu tempo socio-histórico?
  13. 13. como construímos uma relação
 tão desigual com as tecnologias, 
 que as pessoas podem usa-lá
 sem tomá-las para si? porque não estamos construindo a produção, educação e socialização 
 das tecnologias junto com a consciência de se saber o que se quer?
  14. 14. como projetistas foram e são alienados
 da função social de seu trabalho
 da produção social da existência? porque lhes é dado condições
 mais propícias para falar pelos “usuários” do que ser e estar 
 com estes?
  15. 15. produção 
 da existência
  16. 16. Vieira Pinto Campos dos Goytacazes 1909 ⭒ Rio de Janeiro 1987 †
 Paulo Freire ⭒ 1921 Recife † 1997 São Paulo Ler Vieira Pinto e Paulo Freire me apresentou 
 um viés dialético-existencial para IHC
  17. 17. compreensão dialética: 
 uso e produção não são opostos. 
 produção/projeto partem do uso, 
 uso direciona-se a produção/projeto
  18. 18. “Usuários” são sempre 
 pessoas concretas, 
 em um tempo histórico, 
 em sociedade: 
 produzindo suas existências
 a partir de suas amanualidades
 e em meio a opressões Gonzatto (2018)
  19. 19. Todo “usuário” 
 possui saberes e fazeres: 
 necessariamente 
 projetam, produzem e tem tecnologia 
 porquê precisam sobreviver 
 em um mundo
 que exige tecnologias digitais
  20. 20. construindo
 um “usuário”
  21. 21. O que é um “usuário”?
 • [1] uma pessoa representativa [persona], no sentido estatístico ou pragmático; • [2] uma pessoa individual em um contexto único; • [3] uma pessoa trabalhando em uma configuração colaborativa; • [4] um componente de um sistema de trabalho; • [5] uma organização, uma parte interessada; • [6] um usuário-final; • [7] uma organização representando o usuário; • [8] um consumidor. Ehn; Löwgren (1997)
  22. 22. Concepcões de utentes, 
 influentes na IHC:
 1. Usuário como uma engrenagem em uma máquina racional; 2. Usuário como uma fonte de erro; 3. Usuários como parceiros em interações sociais; 4. Usuários como consumidores. 
 • Usuários como aprendizes • Usuários como modeladores e modificadores de seus ambientes • Usuários como se tornando "algo a mais” Kuutti (2001)
  23. 23. Concepções de “usuários”:
 1. Usuário como um corpo físico 2. Usuário como alguém que compreende linguagem 3. Usuário como um processador de informação 4. Usuário como um trabalhador em uma organização 5. Usuário como um buscador de informação 6. Usuário como um ser social
 • Usuário como uma fonte de significado Winograd (2011)
  24. 24. existem tantas concepcões de “usuário” 
 quanto existem teorias, abordagens e discursos “usuário" é uma construção social não é “natural" existirem “usuários” por isso, vamos para uma
 abordagem histórica
  25. 25. Origens da palavra • Do Latim usus: ato de usar uma coisa, 
 a sua aplicação, emprego ou equivalente. 
 • Foi adaptada como o substantivo 
 agente de usus descrevendo 
 aquele que executa a acao de uso.
 • É o particípio passado de uti 
 para uso + sufixo tus de verbos de ação. • Em seguida, passa através do Francês Antigo 
 com a palavra user 
 • Entre 1175 e 1225 passa para o Inglês Médio 
 na forma Usen, que é de onde 
 herdamos a forma contemporânea Bradley et al. (2013) USUÁRIO
  26. 26. 3 usos do termo “usuário” 1. alguém que faz uso de uma coisa; que usa algo; manuais
 séc.19 influências Bradley et al. (2013)
  27. 27. 3 usos do termo “usuário” 1. alguém que faz uso de uma coisa; que usa algo 2. pessoa que usa narcóticos, 
 “usuário de drogas” manuais
 séc.19 1930- drogas influências Bradley et al. (2013)
  28. 28. 3 usos do termo “usuário” 1. alguém que faz uso de uma coisa; que usa algo 2. pessoa que usa narcóticos, 
 “usuário de drogas” 3. pessoa ou organização que 
 usa computadores manuais
 séc.19 1930- drogas PC
 revistas
 IHC
 DCU influências Bradley et al. (2013); Kerssens (2016)
  29. 29. porém, nem sempre 
 pessoas usando computadores 
 foram “usuárias” 
 
 
 depois: Fatores Humanos/Ergonomia e
 as interfaces para "diminuir custos”
 e contratar operadores 
 menos experientes no início… eram 
 as operadoras no início… eram 
 as operadoras no início… eram 
 as operadoras
  30. 30. gerência e análise de sistemas programação operação sistemas de informação
 ciências da computação fatores humanos/IHC disciplinarização dos conhecimentos 
 origens da computação Grudin (2012)
  31. 31. nem sempre “usuário” 
 foi quem opera o computador: 
 mudança:“usuário” é
 hands off ou hands on ?
 (uso delegado / uso direto) Kerssens (2016)
  32. 32. de computador como simbiose
 amplificador intelectual 
 para ferramenta doméstica
 (Personal Computer) noção atual: "usar" absorve o "operar" Kerssens (2016)
  33. 33. condição de “usuário" “usuário” é a pessoa que 
 precisa usar tecnologias computacionais 
 para sobreviver
 
 mas 
 a quem foi negada especializar-se nelas
 e foi afastada dos espaços onde poderia 
 participar em seu projeto Gonzatto (2018)
  34. 34. usuarismo
 & opressão — a condição de
 “usuário"
  35. 35. "Usuários" representados como 
 indivíduos desempoderados • Imagens ingênua de “usuários" para justificar 
 que temos que “salvar usuários” • Para “empoderar”, defende-se um fácil de usar, 
 mas que desespecializam, 
 gerando dependência “fora" de alguém lá “dentro”. • Pessoas não se “empoderam“ por 
 mero contato com tecnologias alienígenas
  36. 36. "Usuários" representados como 
 receptores de interfaces • "Usuários" vistos como “sem poder" 
 de transformar as interfaces. • Como se fosse uma condição natural, e não algo produzido intencionalmente • Interface tida como algo que está “pronto” • Nenhum artefato chega “pronto”, nem atende todas as demandas. Utentes produzem computar. Precisam fazê-lo pra produzir existência.
  37. 37. Construções sociais da relação
 entre pessoas e tecnologias que favorecem 
 a alienação da produção da existência Usuários são afastados dos espaços e tempos projetuais privilegiados Usuários foram
 desespecializados
  38. 38. • “Usuários” não são ignorantes: lhes foi negada a especialização em tecnologias computacionais • Pessoas foram historicamente desespecializadas de sua busca pelo domínio das tecnologias digitais • Nos negamos a reconhecer 
 que “usuários” podem se especializar Usuários foram
 desespecializados
  39. 39. quando “usuários” começam a dominar tecnologias paramos de chama-los de “usuários" 
 “se tornam” hackers
 everyday designer
 amateur designer
 non-expert designers
 co-designers
 não-designers 
 etc.
 
 não “usam”. fazem:
 design intuitivo
 design espontâneo
 ad hoc appropriations creative use
 creative practice
 design-by-use
 Non-Intentional Design
 etc. Gonzatto (2018)
  40. 40. Usabilidade como 
 continuidade da ideologia da gerência científica: 
 manutenção “usuários” como não-especialistas
  41. 41. • Como sociedade
 não nos educamos nem nos formamos 
 para nos especializar em tecnol. digitais • A quem interessa 
 usuários se especializando?
 Programando, projetando, criando
 propondo, reparando? • Ocultamos a pergunta: 
 designers e “usuários" 
 trabalham para quem?
  42. 42. • Utentes projetam, nos espaços que lhes são possíveis Mas esses não são espaços de projeto privilegiados pelo modo de produção capitalista. • Afastados dos espaços projetuais propícios para transformar computadores (fábrica, indústria, estúdio) • Mesmo “fora” exige-se de "usuários" uma 
 percepção do sistema que cujo espaço para 
 ter/participar é muito regulado “Usuários” afastados dos espaços projetuais privilegiados Usuários são afastados dos espaços e tempos projetuais privilegiados
  43. 43. Construção de um “dentro “ e “fora” do espaço projetual • “Não se pode projetar para si mesmo" 
 "Designer não é o usuário”
 Quem projeta deve ser distante e descompromissado com quem usa? • Projetistas constroem auto-imagem de si mesmos como “não-usuários”, por estarem “dentro” das organizações, e, os utentes, “fora”. • Essa separação não existia no inicio da computação Cooper; Bowers (1995)
  44. 44. Usuário” posto como o 
 “outro” dos projetistas projetista
 projeta
 dentro 
 especialista
 técnica razão
 sujeito usuário
 usa
 fora
 não-especialista intuição emoção objeto Gonzatto (2018)
  45. 45. origens do 
 usuarismo em IHC
  46. 46. conhecimentos especializados produção de artefatos produção de artefatos computacionais produção do projeto de artefatos computacionais produção da
 cultura material produção social
 da existência
  47. 47. divisões do trabalho do computar projeto desenvolvimento IHC Computação
  48. 48. divisões do trabalho do computar projeto teoria desenvolvimento prática IHC pesquisadores Computação praticantes
  49. 49. divisões do trabalho do computar projeto teoria produção desenvolvimento prática uso IHC pesquisadores projetistas Computação praticantes “usuários"
  50. 50. divisão internacional
 do trabalho do computar quem desenvolve quem teoriza quem produz quem projeta quem prática quem usa somos os “usuários”?
  51. 51. Heróis, Tiranos e Vítimas Quem são? Clay Spinuzzi (2003)
 Introduction: Tyrants, Heroes, and Victims in Information Design
  52. 52. Disputas disciplinares • 1970-1980: retórica das comunidades de IHC se volta 
 a legitimação de uma constituição disciplinar própria • Assume usuários e interfaces (e a interação destes) como seu domínio: • O “computador" 
 já era reinvidicado pela Computação • Não usar “operador/a”, 
 para se distanciar da Ergonomia Cooper; Bowers (1995)
  53. 53. • “Usuário" é categoria central na IHC 
 serviu ao seu reconhecimento disciplinar: • Se para projetar sistemas é preciso entender os “usuários”, então o projeto precisa de IHC, pois ela representará os “interesses dos usuários” • Profissional de IHC como
 um “advogado do usuário” 
 → seu representante no espaço de projeto Disputas disciplinares Cooper; Bowers (1995)
  54. 54. “Usuários"como algo que 
 o projetista ‘usa' para 
 vencer debates, 
 convencer clientes, etc. “Usuário” como “recurso cênico” 
 do espaço projetual: não influencia decisões de projeto, mas serve de recurso retórico e político Sharrock e Anderson (1994); van Amstel: “Usuário não é Pokémon” (2012)
  55. 55. Um conceito abstrato/genérico de "usuário"
 interessa à manutenção de uma visão de IHC “indispensável”, na qual “usuários” precisam ser continuamente representados Resultado de busca no Google:
 indivíduo genérico, bustos sem rosto Cooper; Bowers (1995)
  56. 56. Centralidade da IHC na 
 Psicologia Cognitiva • IHC assume-se“ciência aplicada das teorias cognitivas” para obter legitimidade científica Cooper; Bowers (1995)
  57. 57. “usuário" = mente de um indivíduo
 modelos sem corpo, sem mundo Igoe; O’Sullivan “How the computer sees us” (2004)
  58. 58. Frustrados Ansiosos Irritados Inseguros Estressados Confusos Desmotivados Insatisfeitos Patologização dos “usuários” Cooper; Bowers (1995)
  59. 59. quem paga e financia 
 “usuários” sendo
 
 Centrados Modelados Avaliados Testados
 
 — designers trabalham para quem? Design Centrado no Usuário mas submisso a lógica de mercado que vem antes dele?
  60. 60. que fazer?
  61. 61. Clique'aqui.' ' Clique'aqui.' ' A interface do “usuário"
 é toda a realidade do sistema
 para “usuários”?
  62. 62. Clique'aqui.' ' <código>' $programação' /**' linguagem' **/' '
  63. 63. Clique'aqui.' ' 01001010101101' 01010010101001' 10101010010101' 01010110011101' 01010101010101' 01000011110001' 10101010010101' ' ' <código>' $programação' /**' linguagem' **/' '
  64. 64. Clique'aqui.' ' 01001010101101' 01010010101001' 10101010010101' 01010110011101' 01010101010101' 01000011110001' 10101010010101' ' ' <código>' $programação' /**' linguagem' **/' '
  65. 65. diferenças entre “usuários" e "designers"
 diferentes relações com artefatos Amanualidade em Winograd e Flores (1987) baseado em Heidegger Ilustração de Alexandre Nascimento
  66. 66. Clique'aqui.' ' compartilhamos um mundo
  67. 67. Gonzatto (2018) baseado em Álvaro Vieira Pinto (1960) Ilustração de Alexandre Nascimento
  68. 68. Como surgiu 
 esse objeto? “camera cover”? “usuários” adaptando/regulando 
 com o que se tem disponível“a mão”
  69. 69. “Nuvem" dos “usuários”
 
 E-mail, Grupo,WhatsApp para si mesmo 
 para armazenamento ou notas
 ou para transferir arquivos do celular pro computador “usuários” projetando novas funções em objetos 
 que não foram “feitos para aquilo”
  70. 70. dual SIM caso de comunidades rurais no Quênia uso de mais de um SIM no mesmo celular
 (interface amanual) como criar um botão de desliga? Tirar a bateria para celular desligar quando trava= botão de desligar (interface amanual) celular como lanterna Foi observando o uso de celulares como lanternas que essa funcionalidade foi “adicionada”
  71. 71. como não negar o saber daqueles, 
 chamados de “usuários”? assumir que “usuários” sempre possuem saberes possuem IHC possuem Computação possuem Design mas podem 
 desenvolvê-las?
  72. 72. “usuários” projetam, computam e interagem
 entre
 o grau de amanualidade que lhes foi dado
 e o grau de amanualidade que criam uma amanualidade que foi
 negada, 
 constrangida, 
 subdesenvolvida
  73. 73. não com as técnicas de IHC, Computação e Design
 que nunca lhe foram ensinadas, mas com
 uso, não-uso gambiarra, adaptação resistência, contra-projeto “usuários” se especializam em criar espaço projetual 
 
 nas brechas dos 
 processos produtivos
  74. 74. uma outra imagem
 de “usuário”:
 
 “Usuários” como sujeitos 
 na pesquisa e no projeto 
 em IHC, Computação e Design
  75. 75. • “Usuários" não devem ser só “objetos" da IHC 
 (a quem o objeto se destina) • “Usuários" tem tecnologia, projetam e produzem computadores, mesmo que 
 em condições desprivilegiadas • “Usuários” produzem a IHC, e 
 a IHC deveria reconhecer a produção por utentes. Que IHC é essa que
 “usuários" produzem? Gonzatto (2018)
  76. 76. ativismo LGBT projetando inclusão de nome social em formulários https://ufmg.br/comunicacao/noticias/nome-social- pode-ser-incluido-na-plataforma-do-curriculo-lattes
  77. 77. o uso não é só
 compreender o que foi projetado fonte de bugs final do ciclo de vida de um produto
  78. 78. emoticons :) #hashtags
 @pessoa praticamente todas as funções sociais de redes sociais foram criadas pelos seus “usuários”
  79. 79. o uso não é só
 passivo
 recepção
 absorção
  80. 80. associações de “usuários”
 se assumem “usuários”
 para reinvidicar direitos SURICATO- associação dos usuários da rede de saúde mental da prefeitura de Belo Horizonte: 
 https://www.youtube.com/watch?v=6KikhmQPR5Y&feature=youtu.be
  81. 81. o uso não é só um recurso barato para gerar dados um saber para nos apropriamos por
 testes, pesquisas e etnografias
 sem oferecer contrapartida justa, sem reconhecer autoria
  82. 82. entregadores projetando apps
 com greve https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/07/01/greve-dos- entregadores-ocorre-em-diversas-capitais-do- brasil-confira.htm
  83. 83. co-design
 participação incluir-se no projeto
 dos “usuários" incluir “usuários"
 no projeto?
  84. 84. modalidade de projeto
 que é impossível de se realizar
 sem ser por “usuários" o projeto para si para nós e não apenas projeto
 “para um outro”
  85. 85. o projeto para si para nós co-participar dos
 projetos dos “usuários" “usuários” já estão projetando suas existências 
 suas condições materiais
  86. 86. quem tem que ser "incluído”
 na participação são os “projetistas” para tal, também
 precisam estar como/com “usuários” produção de existência 
 pela produção de tecnologias
  87. 87. como denominar
 “usuários”?
  88. 88. Existe diferença entre chamar alguém de: paciente consumidor público
 cliente
 espectador cidadão ?
  89. 89. público visitante leitor leitor imersivo leito-autor interator internauta cibernauta navegante agente interagente usuário ?
  90. 90. E se ao invés de “usuário" fosse: operador
 operário funcionário proletário ?
  91. 91. Se o termo “usuário” é envolto de diversas problemáticas, como denominar “usuários”? • Alguns autores propõem mudar o termo 
 para “pessoas” ou “humanos”: • Cuidado: Risco de mudar o termo 
 sem mudar seu sentido/significado objetificante • Cuidado: Risco de perder tradição crítica Exemplo de manifesto que reivindica abolir o termo “usuário”.
  92. 92. O que mudar?
 1. Mudar as condições materiais: projetar para usos que possam produzir de formas mais elaboradas 2. Preferir reconhecer as identidades assumidas 
 por aqueles ditos “usuários” 3. Ou assumir o termo como categoria política
 sem deixar de denunciar 
 o uso alienado de seu conceito ingênuo: • Usar aspas (“Usuário”) para indica suspensão e dúvida 
 de seu significado tradicional • Apontar a crítica explicitamente, textualmente Gonzatto (2018)
  93. 93. “Em lugar do cidadão 
 formou-se um consumidor, 
 que aceita ser chamado de usuário.” (MILTON SANTOS)
  94. 94. 
 rodrigo@gonzatto.com rodrigo gonzatto gonzatto.com obrigado!

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