Miura

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Miura, Bichos, Miguel Torga

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Miura

  1. 1. “Miura”
  2. 2. Pré-leitura – “Tourada”, Ary dos Santos • 1. “camarotes ou barreiras”, “toureamos”, “as feras”, “guizos chocas e capotes / e mantilhas pretas / entram espadas chifre e derrotes”, “Entram vacas depois dos forcados / que não pegam nada./ Soam brados e olés dos nabos”, “os peões de brega”.
  3. 3. • 2. --- • 3. “Miura” é a designação dada a touros ferozes e ágeis da Andaluzia. Derivam da mistura de cinco raças espanholas de touros de luta. O seu nome é proveniente de Dom Eduardo de Miura e dos seus descendentes, desde 1842.
  4. 4. Leitura • 1.1. O narrador revela que um “toiro nado e criado na lezíria ribatejana” se encontra “encurralado” e privado da sua liberdade. • 1.2. O touro, naquele momento, servia para entreter e divertir as pessoas que fossem assistir à tourada.
  5. 5. • 2.1. O touro usa de toda a sua força para se libertar dos muros que o aprisionam, contudo em vão. Percebe-se, logo desde o início, que aquele não é o seu lugar.
  6. 6. • 2.2. A expressão significa que Miura investia com imensa força contra os muros que o encurralavam, força esta que era fruto da sua revolta por não ter a liberdade a que tem direito. • 3.1. “Lá fora” estava a arena e o público que assistia ao espetáculo.
  7. 7. • 3.2.1. Miura é transportado para o espaço onde fora criado e onde era livre, o “paraíso perdido”. Estando ele preso, esta memória reforça a sua situação atual e contrasta com ela. Neste momento, a sua força e o seu porte de “rei” pareciam ser irrelevantes, era um touro que, à semelhança de outros, aguardava a sua vez para dar entrada na arena.
  8. 8. • 4. A expressão estabelece uma relação entre o ser livre que fora Miura na planície ribatejana e a sua situação atual, prisioneiro de um espetáculo que animava multidões, a tourada. É comparado com um pássaro preso na gaiola. • 4.1. Comparação. • 5.1. ---
  9. 9. • 6. A personagem coletiva é o público. • 6.1. O público manifesta o seu entusiasmo ou deceção através de aplausos, gritos, assobios, protestos ou de silêncios. • 7.1. “A figura franzina”, “aquela fragilidade de dois pés”, “o manequim de lantejoulas”, “o fantasma”, “dançarino”, “espetro doirado”. • 7.2. O homem foi atingido por um corno na “fundura da barriga mole” e ficou moribundo.
  10. 10. • 8.1. O narrador não é favorável a este tipo de espectáculo, porque é frequente referir-se com desprezo ou com ironia ao homem e à sua falta de escrúpulos, “Miura, joguete nas mãos dum Zé- Ninguém!”, “(…) era um novo palhaço”. O narrador chega a confundir-se com a personagem principal, adota o seu ponto de vista e revela o sofrimento por que passa naquela “prisão” e “martírio”.
  11. 11. Conclusão • 1. O conto alerta para o sofrimento dos toiros durante a realização de uma tourada. Chama a atenção para a desumanização do ser humano bem como para a sua capacidade de privar de liberdade ou dos seus habitats naturais outros seres vivos. Revela ainda o agrado de um conjunto da população pelas touradas, pelos trajes dos toureiros ou dos forcados, dá a conhecer o lado teatral da tourada, do espetáculo. • 2. e 3. ---
  12. 12. Gramática • 2. a) A multidão, cujas vozes exaltavam os forcados, batia palmas. • b) O bebedoiro, cuja água era límpida, espelhava os olhos de Miura. • c) Os forcados, cujos paus pareciam mágicos, observavam o toiro com ar de troça. • d) O pobre animal, cujo sangue lhe corria pelo lombo, espetou os chifre na tábua dura.
  13. 13. • Determinante relativo • a) o manequim, cujas lantejoulas brilhavam… • b) A multidão, cujos gritos ecoavam… • c) O forcado cuja capa era diabólica… • Grupo preposicional • a) do manequim; b) da multidão; c) do forcado

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