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TEMAS DE CIENCIAS PARA TRABALHOS :D

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está aki alguns documentos k a minha prof. de ciencias me deu...por favor leiam com atenção!!
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TEMAS DE CIENCIAS PARA TRABALHOS :D

  1. 1. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho1NomeN.º Turma DataVulcões – atividade vulcânicaComo se manifesta a atividade vulcânica?O que são vulcões? De que profundidade vem o magma?O termo vulcão tem origem no latim Vulcãnus – Vulcano, deus do fogo; fogo, incêndio. Os vulcões constituem umaforma de relevo que resulta da subida à superfície de materiais provenientes das regiões internas da Terra. Aacumulação dos materiais lançados pelo vulcão forma, frequentemente, uma elevação que se designa por conevulcânico. É importante fazer notar aos alunos que o cone é apenas a parte externa e visível de um sistema vulcânicoque existe em profundidade. As condições de pressão e temperatura a profundidades entre os 20 km e os 200 km sãofavoráveis à fusão parcial dos materiais, formando-se magmas. Entende-se por magma (termo de origem grega quesignifica matéria rochosa) um material de composição essencialmente silicatada, total ou parcialmente fundido e providode mobilidade.Além da fase líquida, o magma contém uma fase gasosa, composta, geralmente, por vapor de água, dióxidode carbono, dióxido de enxofre e outros compostos. Considera-se ainda que o magma comporta uma fase sólida,representada por aqueles minerais que primeiro cristalizam no banho ou que não chegaram a ser fundidos. Os magmasencontram-se a temperaturas entre os 700 ºC e os 1100 ºC e, ao subirem na crosta, podem acumular-se emreservatórios ou câmaras magmáticas, situadas a profundidades entre os 10 km e os 30 km. Uma erupção vulcânicaacontece quando o movimento na câmara magmática faz expandir os gases que saem em jato, arrastando acomponente líquida e sólida do magma. As lavas dependem do carácter dos magmas. Em função da sua composição,estas podem ser mais ou menos viscosas e conter maior ou menor quantidade de gases dissolvidos. Sabe-se que aviscosidade aumenta com o teor em sílica e que, ao contrário, a fluidez é maior nos magmas mais ricos em ferro emagnésio. A fluidez aumenta ainda com a temperatura e a quantidade de água contida no magma. Os aparelhosvulcânicos dizem-se centrais se a lava ascende por condutas do tipo chaminé ou fissurais se sobe através de fissuras.No primeiro caso, origina-se um cone vulcânico, no topo do qual existe uma depressão ou cratera, onde se abre achaminé central. As grandes extensões de lava, no geral resultantes de magmas muito fluidos (como por exemplo ostrapes ou planaltos continentais do Decão na Índia), resultam, sobretudo, de erupções fissurais.1- Faz a legenda da figura.③④⑤②①Doc. 1
  2. 2. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho2NomeN.º Turma DataComo se distribuem os vulcões na Terra?A maioria dos vulcões encontra-se nos limites das placas litosféricas.Distribuição dos vulcões: Anel de Fogo do Pacífico: abrange os Andes, a América Central, as MontanhasRochosas, o Japão, a Indonésia, a Nova Guiné e a Nova Zelândia. O oceano Pacífico é rodeado por inúmeros vulcões,e quando há alguma notícia trágica da atividade de um vulcão, nove em cada dez vezes trata-se de um vulcão situadona costa do Pacífico. Cintura Mediterrânica: inclui os vulcões da Itália, Marrocos, Argélia e Grécia. Dorsal médio-atlântica: além da Islândia e dos Açores inclui as ilhas Jan Mayen, São Paulo, Ascensão, Tristão da Cunha, Gough eBouvet.Apesar da localização dos vulcões coincidir, geralmente, com os limites das placas litosféricas, alguns, como osdo Havai, constituem os chamados vulcões de pontos quentes ou hot spots, os maiores e mais ativos que seconhecem. À medida que as placas deslizam sobre estes pontos quentes do manto, vai-se formando uma cadeia devulcões que são tanto mais antigos quanto mais longe se encontram daquele ponto. As ilhas do arquipélago havaianosão os topos de uma cadeia de vulcões que se situa sobre um ponto quente do manto que tem vindo a produzir magmahá 6 milhões de anos. O foco da atividade vulcânica parece ter-se movido mas, na realidade, manteve-se estável: foi aplaca do Pacífico que se deslocou, movendo os vulcões para noroeste.Por vezes questiona-se se um determinado vulcão está adormecido ou extinto. Estes termos têm diferentessignificados para diferentes pessoas e diferentes vulcões. Um vulcão está ativo quando teve pelo menos uma erupçãodesde a última glaciação (10 mil anos). Um vulcão está adormecido quando há 10 mil anos não tem uma erupção, masespera-se que entre de novo em atividade. Um vulcão extinto é aquele que não se espera que entre em erupção. Estasdefinições são explicações humanas para fenómenos naturais e, como tal, falíveis.Doc. 2
  3. 3. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho3NomeN.º Turma DataTipos de erupções vulcânicaComo se manifesta a atividade vulcânica durante uma erupção?Quais os tipos de erupções vulcânicas?A atividade vulcânica depende da viscosidade da lava e, consequentemente, do magma. Um magma fluido compoucos gases e em que estes se libertam suavemente origina erupções efusivas. À medida que o magma ascende, apressão diminui e, com ela, a solubilidade dos componentes voláteis que se libertam sob a forma de bolhas gasosas.Lavas pouco viscosas, pouco ácidas e pobres em gases derramam-se tranquilamente. Nestas erupções típicas dosvulcões havaianos, a lava escorre formando “rios” de lava, escoadas ou correntes de lava que cobrem grandesextensões, constituindo mantos de lava. O aparelho vulcânico é um cone baixo de vertentes suaves, constituído porcamadas de lava sobrepostas. Não há projeção de piroclastos e as erupções são relativamente silenciosas,transbordando a lava da cratera, muitas vezes transformada num lago de lava. A última erupção do vulcão Maunaloaem 1984 deu origem a uma ecoada efusiva que percorreu a distância de 53 km até ao mar em 8 dias e que se mantevedurante um ano. A atual erupção do Kilauea é em tudo muito semelhante e ainda não se sabe quando terminará.Nas erupções fissurais, ao longo de uma falha por vezes muito extensa, comum na Islândia, a lava é muito fluida eespalha-se por grandes áreas.A atividade mista tem efusões de lava, geralmente menos fluida do que do tipo efusivo, alternado com períodosexplosivos, de pouca violência, com projeção de materiais piroclásticos, geralmente bombas e lapíli. O aparelhovulcânico é cónico mas com maior declive do que os cones gerados pela atividade efusiva e é edificado com camadasalternadas de lavas e de piroclastos. Estes piroclastos, quando litificados, originam brechas vulcânicas. A erupção dosCapelinhos, na ilha do Faial, e a erupção do Pico são consideradas como sendo deste tipo. A atividade vulcânica queatingiu, sobretudo, a região de Lisboa-Mafra, no final do Mesozoico e início do Cenozoico, deve ter sido do tipo misto, aavaliar pelos testemunhos que dela nos ficaram no chamado “complexo vulcânico de Lisboa-Mafra”, no qual são visíveisalternâncias de basaltos, tufos e de brechas num ritmo que se repete muitas vezes.Nas lavas viscosas, muito ácidas, ricas em gases, estes têm grande dificuldade em libertar-se, originandoexplosões acompanhadas de projeções violentas de jatos de gás (com muito vapor de água), de gotículas líquidas, defragmentos maiores ou menores de lava ainda líquida e de blocos de rocha arrancados à própria chaminé (xenólitos)– atividade explosiva .Geralmente, os fragmentos de lava arrefecem e consolidam no trajeto (os mais pequenos) ou atingem o solo aindanão completamente consolidados, deformando-se. No conjunto, estes materiais, designados por piroclastos, possuemnomenclatura própria, em função dos respetivos tamanhos e formas, tais como poeiras, cinzas, lapíli (ou bagacina),blocos e bombas. As bombas caracterizam-se pela forma particular que adquirem no trajeto no ar. A acumulação destesmateriais está na origem de rochas com estruturas estratificadas, de que são exemplos os tufos e as brechasvulcânicasNas ilhas dos Açores e da Madeira pode ser proposta a recolha de rochas vulcânicas. As rochas que se formam apartir de uma erupção vulcânica são muito variadas. É possível encontrar vestígios destas rochas em todo o mundo,mesmo em regiões onde os vulcões já não se encontram em atividade. Chamar a atenção para a importância decatalogar cuidadosamente achados e levar as amostras apenas no caso de ter a certeza de que é permitido recolhermaterial. De qualquer forma, uma fotografia do local e a localização específica do mesmo podem revelar-se de grandeutilidade, se vier a utilizar um guia para identificar as rochas.Doc. 3
  4. 4. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho4NomeN.º Turma DataRiscos e benefícios da atividade vulcânicaQuais são os riscos da atividade vulcânica?Os geólogos têm tido bastante sucesso na previsão de episódios eruptivos, quando se concentram no estudo deum vulcão específico, após o início de uma fase eruptiva. Estes esforços de monitorização envolvem a medição demudanças na temperatura exterior do vulcão, procurando a mínima expansão do seu tamanho e prestando atenção àatividade sísmica local. Antes da erupção de um vulcão, o magma quente ascende em direção à superfície, logoqualquer manifestação de calor crescente pode significar uma erupção próxima. Observam-se novas nascentes quentese mede--se a temperatura da água e vapor nas já existentes. Se o vapor que se escapa não for muito mais quente queo ponto de ebulição da água, a água à superfície está provavelmente a ser aquecida por rochas quentes subterrâneas,ou seja, não há problema. Se, no entanto, o vapor for superaquecido, com temperaturas que podem chegar aos 500 ºC,provém, provavelmente, do magma rico em água, um sinal de que uma erupção pode estar próxima. À medida que omagma sobe, o cone vulcânico começa a aquecer. A temperatura geral de um cone vulcânico pode ser medida atravésde um satélite equipado com sensores infravermelhos preparados para detetar a mais ínfima mudança de temperaturaà superfície. Os vulcões ativos expandem-se em volume, à medida que adquirem novas reservas de magma. Umamudança de formato do cone vulcânico pode indicar uma erupção iminente. Para detetar o aumento de volume de umvulcão, usa-se um telurómetro – aparelho que calcula com precisão distâncias na terra através de sinais de microondas,em função do tempo que levam para retornar ao ponto de origem. À medida que o magma sobe, empurra as rochasfraturadas e, nesse processo, fratura outras rochas subterrâneas. Atendendo a que este processo causa tremores deterra, as erupções são muitas vezes precedidas por um padrão distinto de sismos, chamados sismos harmónicos, umacontínua batida rítmica. A altura cada vez maior do magma ascendente é determinada por um equipamento sensívelque mede a localização desses sismos. A taxa de ascensão do magma fornece uma estimativa do momento daerupção.O Eyjafjallajökull é um vulcão situado na Islândia e entrou em erupção no dia 20 de março de 2010. Após umperíodo de estabilidade, voltou a eclodir a 14 de abril, derretendo o glaciar e lançando uma enorme nuvem de cinzasque alcançou mais de 10 quilómetros de altura para a atmosfera. Por estar sob uma grande camada de gelo, a erupçãoprovocou um fenómeno em que a lava vulcânica entra em contato com o gelo e provoca inundações, enormes colunasde fumo e deslizamentos gerados pelos blocos de gelo. Quando esta nuvem começou a sobrevoar o Reino Unido, umdia depois, os aeroportos começaram a ser fechados e os meios aéreos a serem suspensos. A situação arrastou-sedurante seis dias com pessoas a ficarem retidas por toda a Europa. As erupções vulcânicas são frequentes na Islândia,cerca de um a cada três anos, pois a ilha de origem vulcânica tem muitos vulcões ativos. Os vulcões Hekla e Katla,ambos ativos, estão muito próximos do vulcão Eyjafjallajökull e os cientistas temiam que também entrassem emerupção. Em maio de 2011, o vulcão Grimsvotn, também localizado na Islândia, libertou cinzas, impedindo a circulaçãono espaço aéreo de alguns países do Norte da Europa.Doc. 4Doc. 5
  5. 5. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho5NomeN.º Turma DataFormação de caldeiras vulcânicasMuito esquematicamente, pode imaginar--se a génese das caldeiras como resultado do esvaziamento parcial dacâmara magmática existente em profundidade, na vertical do cone vulcânico. O edifício vulcânico fica instável por falta deapoio e uma parte do cone, geralmente a central, abate, dando origem a uma zona deprimida limitada por rebordos abruptos.Na sequência da atividade vulcânica podem surgir novos cones vulcânicos no interior da caldeira, que pode, eventualmente,reter águas pluviais, como é o caso da caldeira das Sete Cidades, na ilha de S. Miguel, nos Açores.Quais são os benefícios da atividade vulcânica?As fumarolas, ou emanações de vapor de água, são muitas vezes acompanhadas de outros produtos gasosos ou desubstâncias volatilizadas, que persistem para além do termo da atividade extrusiva ou, o mais frequente, que se verificamnos períodos de acalmia entre duas fases ativas. Designam-se por sulfataras, quando nelas predominam substânciassulfuradas (enxofre, dióxido de enxofre, ácido sulfídrico), ou mofetas, quando acompanhadas pela libertação de dióxido decarbono. As nascentes termais, como atividade vulcânica remanescente, umas vezes de águas magmáticas ou juvenis,outras resultantes de águas meteóricas que se infiltram no aparelho vulcânico, onde aquecem em profundidade, acabandopor ressurgir a temperatura mais elevada. Os géiseres são repuxos de água fervente. O conhecimento profundo docomportamento destas manifestações desenvolveu um ramo da Geologia – a Geotermia –, o qual procura dar resposta ànecessidade crescente de fontes de energia, cada vez mais procuradas. O método mais simples de aproveitamento destaenergia consiste na utilização das águas quentes e vapores para acionar turbinas que, à superfície, estão acopladas aalternadores. As explorações mais interessantes existem nos Açores e a mais importante é a Central Geotérmica da RibeiraGrande, em São Miguel.Doc. 6Doc. 7
  6. 6. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho6NomeN.º Turma DataErupções históricas nos AçoresAno Local Características Consequências1563São Miguel (caldeira dovulcão do Fogo e Pico doSapateiro)Atividade explosiva (subpliniana)na caldeira seguida de atividadeefusiva no Pico do Sapateiro.Uma escoada lávica oriunda do Pico doSapateiro soterrou parte da povoação daRibeira Seca.1630São Miguel (caldeira dovulcão das Furnas)Atividade magmática efreatomagmática (esta última demagnitude subpliniana)Formação de escoadas piroclásticas que terãovitimado uma centena de pessoas em PontaGarça. No total, terão perecido 195 pessoas emSão Miguel, durante esta fase vulcânica.1672 Faial (Cabeço do Fogo)Atividade explosiva, seguida deatividade efusiva prolongadaEscoadas de lava destruíram quase totalmenteas povoações de Praia do Norte e do Capelo.1808 São JorgeAtividade essencialmenteestrombolianaUma escoada lávica destruiu parcialmente apovoação da Urzelina. Uma nuvem ardente terámatado 8 pessoas.1957-1958 Faial (Capelinhos)Erupção surtseyana, de setembrode 1957 a maio de 1958. De maio aoutubro de 1958, atividadeestromboliana.Prejuízos materiais devido à forte queda decinzas, com danificação de habitações eculturas agrícolas na freguesia doCapelo. Cerca de 700 pessoas desalojadas.No quadro resumem-se as características e as consequências das principais erupções ocorridas nos Açores no tempo histórico.Assinale-se que a mais recente erupção vulcânica dos Açores ocorreu ao largo da ilha Terceira, a cerca de 9 kmdo Farol da Serreta. Descoberta por pescadores terceirences no dia 18 de maio de 1998, a atividade eruptiva só viria acessar completamente em 2001. A erupção, intermitente, foi caracterizada por uma alternância de emissão de bolas degases e de projeção de piroclastos finos e de lavas em almofada, que chegavam até à superfície das águas. Ao contráriodas duas erupções submarinas mais recentes (a dos Capelinhos e a da Serreta), as erupções históricas que ocorreramno mar dos açores parecem ter durado apenas algumas semanas, dando origem a ilhotas que foram rapidamentedestruídas pela erosão marinha ou se afundaram depois da erupção.António de Brum Ferreira, Geodinâmica e perigosidade naturalnas ilhas dos AçoresDoc. 8
  7. 7. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho7NomeN.º Turma DataCombustível do futuro? Margem sul rica em vulcões de lamaNos últimos anos, no golfo de Cádis, uma equipa de geofísicos, geólogos e biólogos portugueses, com a ajuda decientistas estrangeiros, tem investigado a ocorrência de vulcões de lama. Até à data foram descobertos 28, seis dos quaisem águas territoriais portuguesas, numa investigação financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.Estas estruturas cónicas são formadas pela libertação, para a superfície, de gás em profundidade, que chega aofundo do oceano envolvido numa massa de sedimentos. No seu interior encontram-se frequentemente hidratos demetano, resultantes da combinação de moléculas de água e metano, e hoje consideradas uma das energias do futuro,podendo mesmo funcionar como alternativa aos combustíveis fósseis – as estimativas atuais indicam que os depósitos dehidratos no planeta podem igualar ou exceder as reservas destes. Apesar de a exploração de hidratos de metano estarainda distante, “tanto o Japão como os Estados Unidos estão a investir na tecnologia para a sua extração e aplicaçõesvárias”, diz Luís Menezes Pinheiro, da Universidade de Aveiro.National Geographic Portugal, n.º 21Doc. 9Doc. 7
  8. 8. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho8NomeN.º Turma DataA 3500 metros de profundidade, esta fonte hidrotermal de“fumarolas negras” jorra água aquecida a 350 ºC pelomagma localizado sob o leito do Atlântico.Quando esta pluma entra em contacto com o mar gelado, ossulfuretos metálicos cristalizam e formam chaminésminerais, verdadeiros paraísos para bactérias e outrosorganismos.Chaminés no fundo do marSão chaminés no fundo do mar. Jorram plumas fumarentas e negras que fazem lembrar as antigas fábricas sem filtro damargem sul do Tejo. Ali concentram-se metano e enxofre emambientes extremamente tóxicos. Mas estes laboratórios depoluição natural – fontes hidrotermais – são o novo entusiasmocientífico dos Açores, uma espécie de projeto geotérmico doséculo XXI, uma nova área que se abre repleta de potencialidadescomerciais e de investigação. Ricardo Serrão, responsável peloDepartamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidadedos Açores, é um entusiasta desta causa, verdadeiro advogado dedefesa da investigação no oceano profundo. As estimativasapontam para 4 a 10 milhões de espécies neste espaço silenciosoe escuro tão mal conhecido. Fernando Barriga, responsável peloCreminer – Centro de Recursos Minerais, Mineralogia eCristalografia –, é um dos entusiastas pelo estudo dos camposhidrotermais dos Açores. “Estas fontes apresentam situaçõesmuito interessantes para a geologia.” A investigação no oceanoprofundo será um dos temas mais importantes da ciência dofuturo. São cerca de 307 milhões de quilómetros quadrados aindapor conhecer. Dois terços da superfície do Globo.Fernando Barriga tem participado também em váriasmissões do Ocean Drilling Program, um projeto internacionalarrojado, destinado a prospetar os materiais geológicos (rochas,fluidos, minérios) e biológicos (micróbios) abaixo do fundo do mar.“Sabemos que há atividade hidrotermal debaixo dos sedimentos.”Fernando Barriga coordenou a missão Seahma-I, uma missãocomposta quase na totalidade por investigadores portugueses. Nofuturo, pretende--se que os meios técnicos também sejamportugueses, e o Instituto de Sistemas e Robótica do InstitutoSuperior Técnico está a desenvolver um veículo de controloremoto (ROV) que possa trabalhar a mil metros de profundidade,de acordo com as necessidades de biólogos e geólogos.A raridade deste fenómeno natural não passou despercebida ao World Wildlife Fund, que atribuiu a duas zonas oscampos hidrotermais dos Açores a distinção de “Gift to the Earth”. O fundo do mar tem de ser preservado, através dealgumas faixas interditas à atividade humana. Os Açores têm condições naturais para a pesquisa científica e para aexploração comercial no âmbito do hidrotermalismo. Mas é fundamental preservar áreas puras, sem intervenção humana.E como não se pode proteger sem dar a conhecer, está em planificação um observatório do oceano profundo, que trará àsuperfície o fundo de mar escuro e misterioso.Doc. 10
  9. 9. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho9NomeN.º Turma DataCampos HidrotermaisEm 1992, uma equipa americana de petrologia dragava o fundo marinho ao largo dos Açores em busca debasaltos. Uma das dragas chegou à superfície repleta de chaminés e de seres vivos e assim se descobriu o primeirocampo hidrotermal em águas portuguesas. Desde então foram descobertos mais campos a sudoeste do Faial, graças aosesforços continuados de várias missões internacionais.National Geographic Portugal, n.º 23O que entendes por Petrologia?O que são fontes hidrotermais?Como foi descoberto e onde se localiza o primeiro campo hidrotermal português?Identifica o investigador:4.1. responsável pelo DOP.4.2. coordenador da missão Seahma-I.Relativamente à distinção “Gift to the Earth” a duas zonas dos campos hidrotermais:5.1. Qual a entidade que a atribuiu?5.2. Concordas com a atribuição desta distinção? Justifica.5.3. Refere um local que conheças merecedor de uma distinção.54321Doc. 11
  10. 10. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho10NomeN.º Turma DataDois rivais: Krakatoa e KatmaiUm rival do Krakatoa em escala de atividadefoi o monte Katmai das ilhas Aleutas (costanoroeste da América do Norte). Em 1912, umaárea de uns 150 km2 foi coberta, atingindo umaprofundidade de 200 m, por partículas quentesprojetadas quando um novo vulcão, o Novarupta,a 10 km de distância, esgotou o reservatório demagma do Katmai. O monte Katmaidesmoronou-se e surgiu o “vale dos dez milfumos”, onde o depósito de cinzas quentes deuorigem a vapor, à medida que estas entravamem contacto com a água do solo. A pequenacidade de Kodiak ficou envolvida por um mantode partículas finas de cinza vulcânica, a qual seacumulou em montes que atingiram 2 m deespessura.National Geographic Portugal, n.º 21Por que motivo o Katmai é considerado um rival do Krakatoa?Qual o outro nome do reservatório de magma de um vulcão?Explica o desmoronamento do Katmai.Seleciona a opção que completa corretamente a frase:“O nome da estrutura resultante do desmoronamento de um vulcão é…”A – cratera.B – caldeira.C – chaminé.D – cone.4321Doc. 12
  11. 11. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho11NomeN.º Turma DataEspécies marinhas afetadas por vulcão submarino nas CanáriasA erupção submarina registada desde o dia 10 de outubro de 2011 perto da ilha El Hierro (Canárias) afetou já 96 espécies defauna marinha na Reserva Marinha do Mar de las Calmas e não está a ser detetada vida num raio de 2,4 quilómetros à volta dofoco da erupção. Animais que se movem a grande velocidade refugiaram-se em zonas menos afetadas.Entre os animais afetados não se encontram os que se movem a grandes velocidades, como o charuteiro, amanta, o atum, o peixe-imperador ou a baleia-de-bico. Estas espécies refugiaram-se na zona de Las Playas, menosafetada pela erupção. Os efeitos da erupção na fauna marinha foram analisados por biólogos da Universidade de Lagunae do Instituto Oceanográfico das Canárias.Las Calmas tornou-se num verdadeiro laboratório científico que pode dar pistas sobre como se regenera oecossistema depois de uma erupção submarina. Os investigadores chegaram à conclusão que num raio de 2,4quilómetros não há vida, mas que nas profundidades entre 200 e 700 metros a água manteve-se estável e as condiçõesde vida melhoraram.Como a mancha do Mar de las Calmas não está a dispersar, verifica-se sedimentação, o que preocupa os investigadores.Devido à erupção já morreram, pelo menos, 1145 peixes.Os biólogos estudaram também o estado das algas e dos invertebrados na costa e a qualidade das águas atravésda análise de 17 parâmetros físico-químicos. Os pescadores e os centros de mergulho exigiram já que se estabeleça umperíodo de repouso biológico na ilha, que se lute eficazmente contra a pesca ilegal, que sejam reintroduzidas espécies eque se definam novos pontos para a prática de mergulho. Estes aspetos vão ser tratados na próxima reunião depois dese avaliar o desenvolvimento da erupção vulcânica nos próximos dias.http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51685&op=allDoc. 13
  12. 12. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho12NomeN.º Turma DataLisboa, 1755O Portugal do século XVII devia ao mar a sua grandeza. Graças às viagens aventureiras, ao longo da costa atlântica deÁfrica, promovidas pelo Infante D. Henrique, o Navegador, a passagemdo cabo da Boa Esperança por Bartolomeu Dias em 1488, a abertura docaminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama e a “descoberta” doBrasil por Pedro Álvares Cabral em 1500, pelo ano do Senhor de 1750, opequeno reino de Portugal tinha-se tornado um império, estendendo-sedesde a África às Américas e à Ásia.Livre do jugo espanhol e dos invasores mouros, Portugal era umamonarquia absoluta governada pelo débil rei D. José I, dirigida de factopelo progressista, ainda que brutal, ditador Marquês de Pombal, que tinhalutado com sucesso contra a nobreza, abolido as Cortes e enfrentado ainfluência da Igreja Católica, representada pelos poderosos Jesuítas.Lisboa, a capital do reino e um dos centros comerciais maisimportantes da Europa, era uma encantadora cidade com 275 milhabitantes onde magníficos palácios da nobreza confinavam com igrejase mosteiros, mais numerosos que em qualquer outra cidade europeia, com possível exceção de Roma.Alfama, o velho bairro da cidade, de origens romanas e mouriscas, elevava-se em socalcos pelas encostas das colinas a lestee estava pejado de casas modestas, dispostas ao longo de íngremes e sinuosos becos. O aspeto mais característico da cidade era –e ainda é – a colina rochosa circundada pelo castelo de S. Jorge, uma cidadela mourisca.A cidade, cujo antigo nome, Olissipo, faz alusão a uma cidade mítica fundada por Ulisses, não era estranha a tremores deTerra. Não obstante, embora a Sé Patriarcal, fundada em 1150 por D. Afonso Henriques, tivesse sido destruída por um tremor deterra e reconstruída em 1380, os habitantes de Lisboa não estavam preparados para os acontecimentos que se desenrolaram no dia1 de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos.Por volta das 9:30 da manhã, a sudoeste do Cabo de São Vicente (Banco de Gorringe), a tensão acumulada durante séculosnum setor da cintura alpina foi bruscamente libertada e, partindo de um ponto abaixo da superfície da Terra, chamado foco, trêsgrandes ondas de choque irradiaram em rápida sucessão, demolindo muitas casas na zona baixa da cidade. A cúpula da catedral foidestruída e o teto e o campanário arderam a seguir, ficando de pé apenas o coro e a fachada. Uma igreja gótica, a venerada Igreja doCarmo, erigida no século XIV, sofreu danos terríveis; só a abside, os pilares das naves laterais e as paredes exteriores ficaram de pé.Toda a cidade se tornou, num instante, numa ruína.Minutos passados, o tremor fez-se sentir em Fez, Argel, Madrid e Estrasburgo, enquanto as notícias levaram quase duassemanas a chegar a Londres. O tremor foi tão poderoso que as águas do lago Lomond, na Escócia, subiram e desceram quase 1 m eas dos lagos nos planaltos dos Alpes agitaram-se, baloiçando para trás e para diante, no que é chamado uma seicha. E Lisboa, comose não tivesse sido suficientemente castigada, sofreu duas réplicas devastadoras.Doc. 14
  13. 13. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho13NomeN.º Turma DataPor volta das 10 da manhã, o mar recuou, deixando a descoberto um monte de areia à entrada do estuário, mas regressousobre a forma de um tsunami, uma onda de 12 m de altura que subiu pelo estuário, submergindo os cais e afundando todos os barcosfundeados no Tejo. As águas do rio precipitaram-se então para o porto de Lisboa em três vagas sucessivas, arremessando para terraos barcos ancorados, destruindo as docas e arrasando os principais edifícios da principal praça da cidade, o Terreiro do Paço.Grandes ondas do tsunami continuaram o seumovimento de fluxo e refluxo durante dois dias,deslocando-se em todos os sentidos no Atlântico eatingindo, a norte, a Holanda, com 3 m de altura, e aocidente, com 4 m, as ilhas tão distantes de Antígua eMaritaca, nas Caraíbas.Finalmente, ao meio-dia de 1 de novembro, quandouma nuvem de pó cobriu a cidade em ruínas etransformou a manhã brilhante numa tarde tenebrosa,um último abalo atingiu a parte norte da cidade e, poucodepois, irromperam fogos por todo o lado. O palácio real, o recentemente concluído edifício da ópera e a magnificente Sé Catedral(que, ainda que danificada, tinha sobrevivido ao tremor de terra) foram consumidos pelo fogo.Nos terríveis tempos que se seguiram (no ano seguinte foram mais de 500 as réplicas sentidas), um homem usou os seuspoderes para devolver a sanidade mental aos cidadãos lisboetas; o Marquês de Pombal queria os edifícios reconstruídos e os mortosenterrados antes que a peste se instalasse. Impassível perante o desastre, ele alimentava um sonho: ver a cidade reconstruídasegundo um plano mais magnificente que o da capital destruída. Era um ditador brutal e admitia que nada podia acontecer no mundosem a vontade de Deus, mas também acreditava que o tremor de terra não tinha sido um castigo divino, mas antes um fenómenonatural e que aquele era o tempo para construir e não para ouvir os profetas da desgraça. A porta para o estudo científico dostremores de terra, a sismologia, tinha sido aberta por este homem odiado mas extraordinário. Em poucas décadas, Lisboa ficoureconstruída.Mathys Levy, Porque Treme a TerraQual o assunto do texto?Porque se considera um texto narrativo?Situa, no tempo e no espaço, o sismo, referindo:3.1. o século em que ocorreu.3.2. quem governava Portugal nessa altura.3.3. o local de Lisboa onde o primeiro tremor foi sentido.Transcreve dois excertos que descrevam:4.1. uma réplica.4.2. um tsunami.Quem ordenou a reconstrução de Lisboa?54321A seicha é uma onda estacionária que se desenvolve, porvezes, em corpos hídricos confinados (bacias portuárias,estuários, lagos, baías, mares, albufeiras, etc.). As seichaspodem ser provocadas por sismos.
  14. 14. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho14NomeN.º Turma DataEscala Macrossísmica Europeia – EMS (1998)A Escala Macrossísmica Europeia, cuja revisão mais recente data de 1998, sendo por isso mais conhecida peloacrónimo EMS-98, é uma escala destinada a avaliar os efeitos de um sismo sobre as construções. Pretende constituir umpadrão europeu de uso generalizado para avaliação da intensidade dos sismos, substituindo a escala de Mercalli e outrasescalas similares. A EMS é a primeira escala de intensidade que foi concebida com o objetivo de encorajar a cooperaçãoentre engenheiros e sismólogos, em vez de ser concebida como um mero instrumento para uso sismológico. Foiaprovada pela European Seismological Commission na sua XXIII Assembleia Geral, realizada em Praga em 1992, sendo,após um período experimental, aprovada em 1998 na sua versão final, acompanhada por um manual detalhado comdiretivas de aplicação, ilustrações e exemplos.Ao contrário das escalas de magnitude sísmica (como a escala de Richter), que expressam a energia libertadapelo sismo, a EMS-98 é uma escala de intensidade que pretende avaliar os efeitos do sismo sobre um local específico.Mantendo a estrutura clássica de graus, a Escala Macrossísmica Europeia tem 12 divisões.Graus de intensidade DescriçãoI – Não sentido Não sentido.II – Escassamente sentido Apenas sentido por muito poucas pessoas a descansar dentro de casa.III – FracoSentido no interior das casas por poucas pessoas. Pessoas em descanso sentem umbalanceamento ou um estremecimento leve.IV – Amplamente observadoSentido no interior das casas por muitas pessoas e por muito poucas fora de casa. Poucas pessoassão acordadas. As janelas, portas e pratos chocalham.V – ForteSentido no interior das casas pela maioria das pessoas e por poucas fora de casa. Muitas pessoas adormir são acordadas. Algumas pessoas assustam-se. Os prédios estremecem de formageneralizada. Objetos suspensos baloiçam consideravelmente. Pequenos objetos são deslocados.Algumas janelas ou portas abrem-se ou fecham-se.VI – Ligeiramente danificanteMuitas pessoas assustam-se e fogem para fora das casas. Alguns objetos caem. Muitas casassofrem ligeiros danos não estruturais, como fissuras e queda de pequenos pedaços de recobrimento.VII – DanificanteA maior parte das pessoas assusta-se e foge para fora das casas. Os móveis são deslocados enumerosos objetos caem das prateleiras. Muitos edifícios comuns de boa construção sofrem danosmoderados: pequenas fendas nas paredes, quedas de estuque, quedas parciais de chaminés. Osedifícios mais antigos podem apresentar grandes fendas nas paredes e rotura nas paredes deenchimento.VIII – Muito danificanteMuitas pessoas têm dificuldade em permanecer em pé. Muitas casas apresentam grandes fendasnas paredes. Alguns edifícios comuns de boa construção mostram grandes roturas nas paredes,enquanto as estruturas mais antigas e fracas podem colapsar.IX – DestrutivoPânico geral. Muitas construções fracas colapsam. Mesmo os edifícios comuns de boa construçãoapresentam danos muito severos: colapso parcial das paredes e colapsos estruturais parciais.X – Muito destrutivo Muitos edifícios comuns de boa construção colapsam.XI – DevastadorA maioria dos edifícios de boa construção colapsam. Mesmo alguns edifícios construídos com umbom projeto sismorresistente são destruídos.XII – Completamente devastador Praticamente todos os edifícios são destruídos.http://www.meteo.pt/pt/enciclopedia/sismologia/escalas.macro/ems/index.htmlA EMS é quantitativa ou qualitativa. Justifica.Explica a vantagem da existência de uma escala europeia de medição dos sismos.12Doc. 15
  15. 15. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho15NomeN.º Turma DataPortugal não tem um sistema de alerta de tsunamisO tsunami gerado pelo grande sismo do Japão veio tornar evidente que Portugal – que em 1755 também sofreu osefeitos devastadores de uma onda gigante de origem sísmica – continua sem um sistema de alerta. “Portugal tem deestar preparado. Mas não está”, diz Maria Ana Baptista, especialista em tsunamis do Instituto Superior de Engenharia deLisboa e do Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa. “Fizeram-se muitos progressos do ponto de vista da deteção.O Instituto de Meteorologia (IM) é capaz de determinar a magnitude, a localização e a profundidade de um sismo emcinco minutos.Se a magnitude for superior a 6,5 [na escala de Richter], se o epicentro for no mar e se a profundidade [na crostaterrestre] for igual ou inferior a 30 quilómetros, neste momento o IM pode enviar uma mensagem à proteção civil”, refereMaria Ana Baptista, que coordena, com o sismólogo Fernando Carrilho, do IM, o Grupo para a Implementação doSistema de Alerta de Tsunamis em Portugal.Depois de o IM lhe transmitir as mensagens de aviso, é a Autoridade Nacional de Proteção Civil que tem poderespara difundir avisos à população portuguesa. “Mas é preciso que o IM tenha nas suas atribuições legais essas funções.Temos tentado junto das autoridades que tenha esse mandato”, acrescenta Maria Ana Baptista.“O Governo ainda não disse que Portugal vai construir o seu centro de alerta. Tem havido outras prioridades.”Maria Ana Baptista foi quem simulou, pela primeira vez, o tsunami que se abateu nas costas portuguesas,espanholas, marroquinas e até das Caraíbas, em novembro de 1755. Com uma magnitude estimada de 8,7 e 8,8, estesismo está entre os mais fortes de que há memória na Terra. O tsunami demorou apenas 15 minutos até ao Cabo de SãoVicente, aí com uma onda de dez metros de altura (também agora no Japão há registo de que numa praia de Sendai, naprefeitura de Miyagi, o tsunami chegou com dez metros). E 25 minutos após o sismo, já atingia a zona de Oeiras, comuma onda de seis metros, para em seguida avançar pelo estuário do Tejo. Desde o sismo até à inundação de toda a zonaribeirinha da cidade de então, passaram-se cerca de 90 minutos. Nessa Lisboa do século XVIII, a água avançou 250metros terra adentro. As zonas mais atingidas foram o Terreiro do Paço e o que é hoje o Cais do Sodré. Estima-se que,em Lisboa, só o tsunami causou a morte a 900 pessoas.Público, 11 de março de 2011Doc. 16
  16. 16. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho16NomeN.º Turma DataOndas sísmicasAs rochas no interior da Terra, quando expostas a stress, deformam-se plasticamente. A profundidades menores,no entanto, onde as rochas estão relativamente frias e sujeitas a menor pressão litostática (pressão exercida pelo pesode uma coluna de rocha que está sobre um determinado ponto abaixo da superfície), deformam-se elasticamente até queo stresse, se não for aliviado, as rompa. Em ambos os casos há libertação de energia.A energia de um sismo, como qualquer outro tipo de energia, é transmitida de um ponto a outro sob a forma deondas. Quando lançamos uma pedra num lago, a energia da queda da pedra é transferida para a água e forma ondas emtodas as direções. Quando alguém fala, a energia sonora produzida pela vibração das cordas vocais é transmitida atravésdo ar sob a forma de ondas sonoras. Algo de semelhante se passa com as ondas sísmicas. As ondas P são as primeirasa chegar. São ondas paralelas à direção de propagação. As ondas S são mais lentas, também chamadas decisalhamento, originando movimentos para cima e para baixo perpendiculares à direção da onda. Quando ocorre umsismo, algumas das ondas anteriores movem-se do foco para o epicentro, causando a vibração da superfície. Estavibração origina as ondas de superfície ou ondas L que viajam na superfície terrestre e são as mais destruidoras.A – As ondas P, ou ondas primárias,são ondas de compressão. Resultamda contração e expansão das rochasnuma direção paralela à dapropagação da onda.B – As ondas S, ou ondas secundárias, sãoondas de cisalhamento. Geram um movimento“para cima e para baixo” que desloca as rochasnuma direção perpendicular à direção depropagação da onda.C – As ondas L são as ondas mais destrutivas. Os dois tipos maiscomuns de ondas de superfície produzem diferentes padrões demovimento das rochas: um movimento “lado a lado”, como oserpentear de uma cobra, e um movimento rotatório “para cima e parabaixo”, como as ondas do mar.Doc. 17
  17. 17. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho17NomeN.º Turma DataControlar os sismosEm certas zonas do sistema de falhas de Santo André, verificou-se que movimentos relativos ligados a falha-mento horizontal ocorrem sem abalos; este processo de falhamento parece ser, pelo menos localmente, um importantetipo de informação. Partes da falha podem mover--se, em episódios diferentes, a valores de 10 cm/ano, enquanto outraspartes permanecem estáveis. Nestas, a deformação provocada pela deslocação da litosfera conduz à acumulação deenergia que, ao libertar-se, poderá provocar um forte abalo. Os conhecimentos atuais sobre a formação de sismos nãosão suficientes para estabelecer programas de engenharia de controlo, mas subsistem esperanças na descoberta demétodos que permitam libertar a energia acumulada nas partes bloqueadas da falha, de modo que os blocos passem unspelos outros, apenas libertando energia através de pequenos sismos ou mesmo sem sismos.Uma das hipóteses para evitar tremores de terra será provocar pequenos abalos na altura conveniente, havendodados que evidenciam a possibilidade de os tremores de terra poderem ser disparados de várias maneiras.A ocorrência de tremores de terra aparece ligada àconstrução de barragens e consequente enchimento dealbufeiras com largas massas de água; parecemtambém associar-se a injeções de fluidos no subsolo eflutuações sazonais de atividade sísmica; parecemcorrelacionar-se com as chuvas, enquanto as explosõesnucleares subterrâneas parecem ativar os abalossísmicos, ao provocarem, segundo parece, a libertaçãode energia armazenada num raio de 15 km.O papel desempenhado na atividade sísmicapelos fluidos contidos nos poros já havia sido estudadoantes do aparecimento do modelo distância-difusão. Asprimeiras sugestões sérias visando o controlo sísmiconasceram, depois de estudos feitos em Denver, com ainjeção de fluidos num poço situado no arsenal doExército, nas Montanhas Rochosas. Entre 1962 e 1966injetaram-se líquidos em rochas fraturadas situadas porbaixo do arsenal. Durante 6 meses, em 1965, injetaram-se, em média, 26,6 milhões de litros por mês, tendo aatividade sísmica aumentado, atingindo, mesmo, umpico de 45 abalos/mês. Nos meses seguintes, até abombagem parar, o ritmo de injeção baixou para 12milhões/mês e a frequência de abalos baixou tambémpara 18 abalos/mês; fechou-se depois o poço, tendo afrequência passado a 10 abalos/mês.Esta experiência de causa-efeito entre injeçãode líquido e disparo de abalos é concludente para aregião de Denver. Nesta altura foram levantadas várias questões sobre a continuação dos abalos após terminar a injeção,tendo em conta que a migração da água através das rochas da região se faz de uma maneira muito lenta. Até que aelevada pressão do fluido no local de injeção não seja igual à dada pela do reservatório, a possibilidade de movimentodas rochas continua a existir. A esta experiência seguiu--se, em 1970, a do campo petrolífero de Rangly, no noroeste doColorado, que tornou evidente que os abalos podiam ser provocados ou parados conforme o desejo do Homem.Atualmente, parece que pequenas quantidades de água produzem efeitos lubrificantes nas falhas, fenómeno estediferente do processo de redução de fricção numa superfície de falha e, sendo assim, a injeção de água pode permitir odeslocamento de um sistema de falhas “bloqueado”, libertando energia acumulada antes que atinja níveis perigosos.Doc. 18
  18. 18. Escola Básica/Secundária da Bemposta, 7º ano A Professora: Ana Filipa Balancho18NomeN.º Turma DataEstes pressupostos constituem a base do esquema ilustrado na figura, elaborado para a região da falha de SantoAndré, na Califórnia, com vista a evitar sismos de grande intensidade. O primeiro passo é bombear a água dos furosexteriores, o que provocará o aumento de “resistência” da rocha em profundidade, com consequente diminuição daatividade sísmica. A falha fica bloqueada e “mais resistente”. Procede-se então à injeção de água no furo central (figuraC), o que diminuirá a resistência da rocha e possibilitará o aumento de movimentos. O objetivo pretendido é que aenergia acumulada se liberte através de pequenos abalos, à medida que a pressão da água aumenta no furo central. Oesquema seria repetido para novo grupo de furos triplos.Existem numerosos problemas teóricos e técnicos por resolver e não se sabe se o esquema será alguma vezoperativo, para além de que, neste momento, parece existir já tanta energia acumulada em certas partes da falha deSanto André que a injeção de água no furo central pode despoletar um forte abalo que é o que, no fim de contas, oesquema tenta evitar. Não há sequer garantias de que os compartimentos indicados na figura C limitem o deslocamentoda falha.O projeto envolve cerca de 500 perfurações orçamentadas em 500 milhões de dólares que, embora seja um valoralto, é baixo quando comparado com os prejuízos causados pelo terramoto de S. Fernando em 1971, estimados em milmilhões de dólares, ou com os 30 mil milhões, valor estimado para um terramoto igual ao de S. Francisco de 1906.Muitos engenheiros são de opinião que não é o abalo que mata as pessoas, mas o desmoronamento dos edifícios;daí dizerem que o melhor será construir bons edifícios e não procurar prever e controlar os sismos. Eles apontam anecessidade de estabelecer normas de construção e escolha de locais apropriados à construção.Wyllie, A Terra: Nova Geologia GlobalA figura indica uma série de perfurações triplas até 4 km, distanciadas 10 km, ao longo da zona de falha emcada abertura do conjunto. Os furos estão afastados entre si 500 m, conforme se indica na figura B.

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