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O azulejo em Portugal

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Um resumo da história do azulejo em Portugal.

Publicado en: Educación

O azulejo em Portugal

  1. 1. O Azulejo em Portugal
  2. 2. Azulejaria Cerâmica cujos produtos se destinam à decoração; Aplicação: revestimento de superfícies como paredes ou pavimentos.
  3. 3. Azulejo Azulejo é o ladrilho cerâmico vidrado na face nobre. Diferente de tijolo (tijoleira) e de loiça de cerâmica (definidas pelas formas e em que os ornatos são meramente acidentais, e de pequena escala). No azulejo o desenho e a coloração são a sua própria razão de ser, sendo a escala decorativa aquilo que o caracteriza.
  4. 4. Azulejaria portuguesa O que caracteriza e individualiza a azulejaria portuguesa de entre a decoração cerâmica usada noutros países é a adequação à arquitetura numa escala de monumentalidade.
  5. 5. Técnicas de fabrico de azulejo Azulejos alicatados; Azulejos de corda seca; Azulejos de aresta; Majólica
  6. 6. Azulejos alicatados As placas vidradas de barro, de cor lisa, são recortadas e organizadas formando um painel colorido com desenho geométrico. Azulejos do Palácio Nacional de Sintra (Sala das Sereias e Sala Árabe)
  7. 7. Azulejos alicatados Mihrab, 1354--55, Isfahan, Irão (Metropolitan Museum of Art, New York)
  8. 8. Azulejos mudéjares Os azulejos hispano-mouriscos que usam relevos ou arestas para que as cores não se misturem, podem ser: - azulejos de corda seca; - azulejos de aresta.
  9. 9. Azulejos “de corda seca” Consiste em fazer relevos ou arestas no molde onde se coloca o barro que vai ficar com sulcos. Estes vão ser preenchidos com uma gordura (óleo de linhaça) que impede a mistura das cores. Estes azulejos têm ornamentação geométrica (onde predominam os entrelaçados retilíneos ou curvilíneos) e vegetalista (cardos, rosetas...).
  10. 10. Azulejos “de corda seca” Palácio Nacional de Sintra, azulejos da Sala das Pegas Foto de Joana Rodrigues/EPI. Palácio Nacional de Sintra, azulejos da Sala de Dom Sebastião
  11. 11. Azulejos “de aresta” Consiste na gravação (ou incisão) de sulcos no molde, ficando o barro com relevos ou arestas que impedem a mistura das cores.
  12. 12. Azulejo “de aresta” Palácio Nacional de Sintra, azulejos da Capela palatina
  13. 13. Majólica Técnica do século XVII que se caracteriza pela aplicação de várias cores (óxidos e esmaltes) em simultâneo na cerâmica. As cores não se misturam quando vão ao fogo para cozer. A fixação das cores dá-se a temperaturas de cerca de 980º. O azulejo apresenta-se liso, sem arestas.
  14. 14. Majólica Painel de azulejos (Grande Vista de Lisboa - Casa dos Bicos), séc. XVIII, MNA
  15. 15. Padrões e motivos decorativos Azulejos de padrão ou tapete; Albarradas e brasões; Mitologia e hagiografia; Figura avulsa; “Registos”.
  16. 16. Azulejos de padrão ou tapete Tipo de decoração herdada dos azulejos hispano- mouriscos e que foi muito desenvolvida no século XVII. Motivo que se repete criando uma padronagem ao longo de várias superfícies parietais aplicados quer no exterior (jardins palacianos), quer no interior dos edifícios religiosos e civis (altares, salas, escadarias). Os padrões mais comuns em Portugal são:
  17. 17. Azulejos de padrão ou tapete Padrão de Camélia c. 1650 a 1675, Lisboa, MNA Padrão de quadrilobo c. 1675 - 1700 MNA
  18. 18. Azulejos de padrão ou tapete Padrão de Parras, MNA Padrão de pontas de diamante c. 1601 – 1625, MNA
  19. 19. Albarradas decoração com vasos ou cestos, de onde saem muitas flores e ladeadas por figuras mitológicas ou por pássaros.
  20. 20. Albarradas Painel de azulejos de Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
  21. 21. Albarradas Painel de azulejos da Sé do Porto
  22. 22. Brasões Painel de azulejos com o brasão dos Duques de Bragança, 1558, proveniente do Paço Ducal de Vila Viçosa, MNA
  23. 23. Brasões Painel de azulejos com Armas ditas do visconde de Vila Nova de Cerdeira, Lisboa, séc XVII, MNA
  24. 24. Mitologia Painel de azulejos Minerva, Lisboa, c. 1725- 1759, MNA Painel de azulejos (detalhe), Triunfo de Anfitrite e Neptuno, MNA
  25. 25. Hagiografia Martírio de S. Bento Refeitório dos Frades, S. Bento, Painéis de azulejos com episódios da vida de S. Bento; Lisboa, c. 1770.
  26. 26. Azulejos de figura avulsa cada azulejo tem em si todo o motivo, flor ou animal. A sua figuração não obedece a uma composição fixa no painel de azulejos. Este tipo de azulejos são utilizados para revestir divisões secundárias da casa, tais como corredores ou cozinhas.
  27. 27. Azulejos de figura avulsa Mosteiro de São Vicente de Fora, Lisboa.Mosteiro de Tarouca. Igreja de S. domingos, Viana do Castelo.
  28. 28. Azulejos didáticos Azulejos didáticos, c. 1701-1725, Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra.
  29. 29. Azulejos de “Registos” Em Lisboa, depois do terramoto de 1755, surge a moda de fazer “registos” em azulejos que são colocados nas fachadas das casas para as protegerem de nova catástrofe.
  30. 30. “Registos” Painel de azulejos “Registo” S. João Baptista, séc XVIII Lisboa MNA
  31. 31. Figuras de Convite Azulejo Figura de convite feminina, MNA Azulejo Figura de convite cavalheiro 1720 a 1750, MNA
  32. 32. Evolução histórica do azulejo Século XV -Técnicas e motivos de origem muçulmana; -Lisos ou polícromos – corda seca; -Decoração: motivos geométricos, esferas armilares, cachos de uvas e parras, etc.
  33. 33. Evolução histórica do azulejo Século XVI -Majólica; -Influência da cerâmica italiana; -Motivos decorativos frequentes são as gravuras maneiristas.
  34. 34. Evolução histórica do azulejo Século XVII -Moda é o “azulejo de tapete” muitas vezes enquadrando painéis com assuntos religiosos – ralação com a exuberância da decoração barroca; -Segunda metade do século: “azulejos figurados” em que se conta uma história ao longo dos vários painéis (batalhas, cenas de género, macacos, albarradas); -Temática: religiosa (cenas bíblicas, vidas de Cristo, da Virgem e dos Santos) e profana (cenas mitológicas, do quotidiano, da vida da corte).
  35. 35. Evolução histórica do azulejo Século XVIII -“Azulejo de figura avulsa” de influência holandesa; -Temas rococó: cenas de género, ornamentação com folhagem, pássaros, conchas e tal; -Temas neoclássicos: grinaldas, cestos de flores, ornatos caligráficos, etc; -Volta a policromia: verde-azeitona, rosa, violeta (cor de vinho), amarelo e azul.
  36. 36. Evolução histórica do azulejo Século XIX -Fabrico industrial do azulejo com moivos sem valor artístico; -Revestimento de prédios de habitação é mais comum no Norte do país.
  37. 37. Evolução histórica do azulejo Século XX -Arte Nova revaloriza o azulejo na decoração arquitetónica: formas exuberantes e complexas, composições em que a cor se associa ao relevo.
  38. 38. Arte Nova Animatógrafo do Rossio, 1907.
  39. 39. Evolução histórica do azulejo Século XX e XXI Utilizações: jardins, estações de transporte públicos, cafés, casas de habitação, etc. As técnicas de execução e o tipo de decoração mudou muito adaptando-se aos novos gostos e ao espaço onde são integrados. Muitos artistas plásticos nacionais têm a realizado pinturas para serem fixadas em azulejo como por exemplo:
  40. 40. Azulejo de autor Maria Keil Painel de azulejos revestimento da estação Restauradores, Metropolitano de Lisboa 1963 FCViuva Lamego Maria Keil Painel de azulejos revestimento da estação Parque, Metropolitano de Lisboa 1959 Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego
  41. 41. Azulejo de autor Azulejo de corda seca da autoria de Maria Keil e que se encontram na estação do metro do Rossio (anos 60 do século XX):
  42. 42. Azulejo de autor Manuel Cargaleiro Painel de azulejos revestimento da estação colegio militar, Metropolitano de Lisboa 1959 FCViuva Lamego Mauel Cargaleiro Painel de azulejos revestimento da estação Colegio Militar, Metropolitano de Lisboa 1987 FCViuva Lamego
  43. 43. Azulejo de autor Maria Helena Vieira da Silva Painel de azulejos os mochos revestimento da estação Cidade Universitária, Metropolitano de Lisboa 1959 FCViuva Lamego
  44. 44. Azulejo de autor Raúl Lino painel de azulejos de padrão Lisboa fábrica de Louça de Sacavém, projeto 1915 para Casa dos Ciprestes, 1917.
  45. 45. Azulejo de autor Ivan Chermayeff , revestimento exterior do Oceanário de Lisboa, 1998.

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