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2014.01.03
• Os sentimentos são conquistas nobres do
processo da evolução do ser.
• Desenvolvendo-se dos instintos, libertam-se dos
a...
• Na fase inicial do desenvolvimento, o ser
possui as sensações em predomínio no
comportamento, que o vinculam ao
primitiv...
• Nesse processo, o ser é prisioneiro dos desejos imediatos e
grosseiros da sobrevivência, com insight de percepção da
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• Logo depois, embora o desenvolvimento se faça
inevitável, apresenta-se egoístico, retributivo,
ainda vinculado aos inter...
• Em razão disso, confunde-se, ainda hoje, o amor com
os jogos do sexo, em tormentosos conúbios, nos quais
sobressaem as s...
• Se desperta paixões subalternas como
– o ciúme,
– o azedume,
– a inveja,
– a ira,
– a insegurança que fomenta o medo,
• ...
• Predominando na fase de transição - do instinto para o
sentimento - o ego é o ditador que comanda as
aspirações, que se ...
• Toda vez que gera tormento de qualquer
natureza, insatisfação e posse, prejudica
aquele que o experimenta.
• Para libert...
• Gerar pensamentos de autoconfiança e gravá-los pela
repetição;
• estabelecer programas de engrandecimento moral e fixá-
...
• O amor é o grande bem a conquistar, em cujo
empenho todos devem aplicar os mais valiosos
recursos e esforços.
• Não obst...
• Quando alcança a plenitude,
• irradia-se em forma co-criadora, em
intercâmbio com as energias divinas que
mantêm o equil...
• A REVELEÇÃO ESPIRITUAL CONTA COM TRÊS
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– MOISÉS
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– ESPIRITO DA VERDADE (CONSOLADOR)
A PRIMEIRA REVELAÇÃO AS...
• o Evangelho de Jesus sofreu, através dos tempos,
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• a herança que d’Ele possuímos é caracter...
• as Suas lições morais independem das
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pelo sentido profundo e revolucionário de...
• No amor, fonte inesgotável para todas as necessidades, a
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• dessedenta-se,
• reabastece-se de esperança e alegri...
• Através desse valioso recurso que se reveste de
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• sem as nefastas expressões do egoísmo, ...
• Envolvido pelo sentimento de amor a si mesmo,
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• O Mestre acentuou com sabedoria que se
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• Ao exegeta torna-se indispensável saber
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• e o lugar onde foi enunciado,
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• Mas o fenómeno é geral,
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• cujas ideias e ensinamentos foram apresentados
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• Não se pode negar, no entanto, que os biógrafos
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• Seus discípulos Mateus e João,
• assim como aqueles que ouvi...
• Da mesma forma, os tradutores dos textos, quais S.
Jerónimo com a Vulgata Latina
• e outros que o sucederam e a aprimora...
• Assim, importa mergulhar a mente e a emoção
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• Ademais, se todos os ensinos verbais
empalidecessem ante os revestimentos
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• A extraordinária mensagem do amor é a mais
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– o desespero,
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• Tão prodigiosa a sua força,
• que o temor desaparecia ante as injunções mais
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• Temos compromisso com o amor desde o
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• Ama, portanto, sempre que te seja possível,
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Amor e auto amor

  1. 1. 2014.01.03
  2. 2. • Os sentimentos são conquistas nobres do processo da evolução do ser. • Desenvolvendo-se dos instintos, libertam-se dos atavismos fisiológicos automatistas para se transformarem em emoções que alcançam a beleza, a estesia (sensibilidade), a essência das coisas e da vida, quando superiores, • ou as expressões remanescentes do período primário como a cólera, o ciúme, as paixões perturbadoras.
  3. 3. • Na fase inicial do desenvolvimento, o ser possui as sensações em predomínio no comportamento, que o vinculam ao primitivismo, exteriorizando-se na forma de dor e prazer, de satisfação e de desgosto... • As manifestações psicológicas somente a pouco a pouco se expressam, rompendo a cadeia das necessidades físicas para se apresentarem como emoções.
  4. 4. • Nesse processo, o ser é prisioneiro dos desejos imediatos e grosseiros da sobrevivência, com insight de percepção da harmonia, do equilíbrio, das alegrias que não decorrem do estômago ou do sexo. • O largo trânsito pelos impulsos do instinto deixa condicionamentos que devem ser reprogramados, a fim de que as emoções superem as cargas dos desejos e do utilitarismo ancestrais. • O primeiro, e certamente o mais importante, sentimento a romper o presídio dos instintos, é o amor. • De começo, mediante a vinculação atávica com os genitores, os familiares, o grupo social que o protege, as pessoas que lhe propiciam o atendimento das necessidades fisiológicas.
  5. 5. • Logo depois, embora o desenvolvimento se faça inevitável, apresenta-se egoístico, retributivo, ainda vinculado aos interesses em jogo. • Somente quando canalizado pela mente e pelo conhecimento, agiganta-se, constituindo-se objetivo do mecanismo existencial, capaz de se libertar dos efeitos rigorosos dos instintos. • Face à própria historiografia, externa-se como desejo de posse, na ambição pessoal para a eleição do parceiro sexual, fraternal, amigo.
  6. 6. • Em razão disso, confunde-se, ainda hoje, o amor com os jogos do sexo, em tormentosos conúbios, nos quais sobressaem as sensações que os entorpecem e exaurem com facilidade. • O amor é o alicerce mais vigoroso para a construção de uma personalidade sadia, • por ser gerador de um comportamento equilibrado, • por propiciar a satisfação estética das aspirações • e porque emula (rivaliza) ao desenvolvimento das faculdades de engrandecimento espiritual que dormem nos tecidos subtis do eu profundo.
  7. 7. • Se desperta paixões subalternas como – o ciúme, – o azedume, – a inveja, – a ira, – a insegurança que fomenta o medo, • ainda se encontra no primarismo dos instintos em prevalência, • Somente quando é capaz de embelezar a existência, proporcionando vida psíquica e emocional enriquecedora, é que se faz legítimo, com os recursos que o libertam do ego
  8. 8. • Predominando na fase de transição - do instinto para o sentimento - o ego é o ditador que comanda as aspirações, que se convertem em conflitos, por direcionamento inadequado das forças Íntimas. • Sendo um dínamo gerador de energia criativa e reparadora, o amor-desejo pode tornar-se, pela potencialidade que possui, – instrumento sórdido de escravidão, – de transtornos emocionais, – de compromissos perturbadores. A necessidade de controlá-lo, educando as emoções, é o passo decisivo para alcançar-lhe a meta felicitadora.
  9. 9. • Toda vez que gera tormento de qualquer natureza, insatisfação e posse, prejudica aquele que o experimenta. • Para libertar-se dessa constrição faz-se imprescindível racionalizá-lo, descondicionando o subconsciente, retirando os estratos nele armazenados e substituindo- os por ideias otimistas, aspirações éticas. • Como?
  10. 10. • Gerar pensamentos de autoconfiança e gravá-los pela repetição; • estabelecer programas de engrandecimento moral e fixá- los; • corrigir os hábitos viciosos de utilizar as pessoas como coisas, tendo-as como descartáveis; • valorizar a experiência e vivenciar, – evitando a autocompaixão, – a subestima pessoal, • que escondem um mecanismo de inveja em referência às pessoas felizes, • constituem técnicas valiosas para chegar ao patamar das emoções gratificantes.
  11. 11. • O amor é o grande bem a conquistar, em cujo empenho todos devem aplicar os mais valiosos recursos e esforços. • Não obstante, a larga transição no instinto pode transformá-lo em adversário, pelos prejuízos que se originam quando se apresenta em desorganizada manifestação. • Possuidor de uma pluralidade de interesses, – expande-se em relação à Natureza, – ao próximo, – a si mesmo – e ao Poder Criador, abrangendo o Cosmo...
  12. 12. • Quando alcança a plenitude, • irradia-se em forma co-criadora, em intercâmbio com as energias divinas que mantêm o equilíbrio universal: • o sentimento de amor cresce e subtiliza-se de tal forma que o Espírito identifica-se plenamente com a Vida, fruindo; fruindo a paz e a integração nela.
  13. 13. • A REVELEÇÃO ESPIRITUAL CONTA COM TRÊS ETAPAS – MOISÉS – JESUS – ESPIRITO DA VERDADE (CONSOLADOR) A PRIMEIRA REVELAÇÃO ASSENTA NUM PRESSUPOSTO – LEI DE TALIÃO (OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE) JESUS - A LEI DO AMOR
  14. 14. • o Evangelho de Jesus sofreu, através dos tempos, adulterações e interpolações • a herança que d’Ele possuímos é caracterizada pelas interferências maldosas e desonestas dos tradutores, teólogos e demais pessoas interessadas na manutenção da ignorância, para melhor dominar as mentes incultas e desconhecedoras dos Seus postulados de amor. • restam-nos os conteúdos soberanos que não puderam ser alterados e vêm atravessando os milénios como verdadeiro desafio para a humanidade
  15. 15. • as Suas lições morais independem das formulações em que se apresentam, valendo pelo sentido profundo e revolucionário de que se revestem. • Não há como adulterar-se o ensinamento - Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo • ou fazer ao próximo tudo aquilo que desejaria lhe fosse feito. • Essas duas máximas encerram toda uma filosofia ético-moral de reflexos espirituais inamovíveis
  16. 16. • No amor, fonte inesgotável para todas as necessidades, a criatura • dessedenta-se, • reabastece-se de esperança e alegria, • a fim de continuar a áspera caminhada de aperfeiçoamento moral, enfrentando vicissitudes e confrontos, interiormente em paz. • Nessa trilogia proposta, • amar a Deus, • ao próximo, • porém, de forma análoga àquele que se devota a si mesmo, encontramos o convite sem disfarces para o auto- amor como formulação terapêutica para a felicidade
  17. 17. • Através desse valioso recurso que se reveste de auto-estima e autovalorização, • sem as nefastas expressões do egoísmo, da vaidade, da presunção, • está embutido o convite ao melhoramento interior, ao enriquecimento espiritual, à luta contra as paixões inferiores, • de forma que se torne sempre mais bem equipado de tesouros morais para a superação dos conflitos e das perturbações inerentes aos condicionamentos perversos
  18. 18. • Envolvido pelo sentimento de amor a si mesmo, o indivíduo encontra-se investido de meios que o levam a amar ao seu próximo, • sendo menos exigente para com as suas deficiências por identificá-las em si mesmo, • sabendo quanto é difícil essa batalha sem tréguas, assim compreendendo-lhe as torpezas e auxiliando-o a tornar-se mais fraterno e gentil • Graças a esse labor, passa a amar a Deus, nele próprio e no seu irmão de jornada.
  19. 19. • O Mestre acentuou com sabedoria que se alguém não ama aquilo que vê, como poderá amar ao Pai a Quem nunca viu? • Nos relacionamentos objetivos e emocionais entre duas ou mais pessoas • que se estimam ou se amam, • tolerando-se e ajudando-se, apesar das diferenças existentes, • muito mais fácil se torna a dilatação do sentimento que se dirige a Deus, o Magnânimo Pai.
  20. 20. • Ao exegeta torna-se indispensável saber • o texto, • a circunstância • e o lugar onde foi enunciado, • a fim de o examinar sob vários pontos de vista, desde a etimologia de cada palavra até o conjunto geral. • Certamente ninguém há-de esperar que aqueles que ouviram as sublimes palavras do Mestre as hajam memorizado com rigor, de forma a retransmiti-las exatamente conforme foram enunciadas.
  21. 21. • Mas o fenómeno é geral, • havendo acontecido com os grandes pensadores • cujas ideias e ensinamentos foram apresentados não necessariamente conforme expressos, • mas de acordo com o entendimento de cada qual, sem que houvessem perdido o seu significado profundo e a sua característica portadora da qualidade de quem assim os ofereceu aos discípulos, adversários ou apenas ouvintes...
  22. 22. • Não se pode negar, no entanto, que os biógrafos de Jesus, • Seus discípulos Mateus e João, • assim como aqueles que ouviram as testemunhas dos Seus feitos, • Marcos e Lucas, • estiveram inspirados por Ele mesmo, a fim de que as gerações do futuro recebessem o sustento nutriente para os momentos severos da jornada evolutiva.
  23. 23. • Da mesma forma, os tradutores dos textos, quais S. Jerónimo com a Vulgata Latina • e outros que o sucederam e a aprimoraram, ou a modificaram, adaptando-a • aos interesses de castas, • de imperadores presunçosos • e teólogos fátuos, • certamente estiveram também sob direcionamento da Espiritualidade, evitando que as mutilações se tornassem tão graves que excluíssem o Sentido libertador da revolução moral que Ele trouxe à Terra.
  24. 24. • Assim, importa mergulhar a mente e a emoção • nos enunciados insubstituíveis do Sermão da Montanha, • das parábolas ricas de significado e de sentido de vida, • dos diálogos e pregações, • de forma que sempre estará rutilante como pérola engastada na coroa dos Seus ensinamentos o amor que felicita e pode conduzir a humanidade ao seu fanal.
  25. 25. • Ademais, se todos os ensinos verbais empalidecessem ante os revestimentos grosseiros que os cobririam, • os Seus atos, • a Sua dedicação, • a Sua vida • e a Sua morte • seriam suficientes para apresentar a mais segura diretriz de paz e espiritualização de que se tem notícia.
  26. 26. • A extraordinária mensagem do amor é a mais poderosa de que se tem conhecimento. – Vence o ódio, – o desespero, – a angústia, – a guerra, – a servidão, • encorajando o ser a avançar cada vez mais no grande rumo para o encontro com a plenitude. • Foi o amor que levou mais de um milhão de homens, mulheres, crianças e idosos ao martírio em clima de entusiasmo
  27. 27. • Tão prodigiosa a sua força, • que o temor desaparecia ante as injunções mais cruéis e desumanas. • Cantando, quase sempre, aqueles que seguiam ao holocausto fortaleciam-se na compaixão para com os seus algozes impenitentes, • perdoando-os • mesmo antes de lhes sofrerem a raivosa perseguição. • O amor é de inspiração divina porque Procedente de Deus.
  28. 28. • Temos compromisso com o amor desde o momento em que abraçámos a doutrina de Jesus, pouco importando sob qual denominação se nos apresente. • O amor é o veículo de sustentação da caridade, sem cujo combustível não poderia exercer o seu ministério Socorrista. • O amor é luz que esparze claridade onde se apresenta.
  29. 29. • Ama, portanto, sempre que te seja possível, cultivando a piedade fraternal em relação àqueles que se comprazem em ser-te inamistosos ou mesmo adversários. Eles ainda não conhecem a alegria de amar, e por isso obstinam-se em criar embaraços àqueles que estão fascinados pela força irresistível do amor. • Um dia, também eles, os teus inimigos, cederão a esses impulsos sublimes que resultam do amor.
  30. 30. • Nascente de Bênçãos • Autodescobrimento – uma busca interior • Joanna de Angelis • Divaldo Pereira Franco

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