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Monografia Edmar Cialdine

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Monografia Edmar Cialdine

  1. 1. Universidade Estadual do Ceará Centro de Humanidades Curso de Letras Francisco Edmar Cialdine Arruda ELEMENTOS PARA UM GLOSSÁRIO DOS TERMOS DA TERMINOLOGIA SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DA TERMINOGRAFIA TEXTUAL Fortaleza – Ceará Dezembro – 2004
  2. 2. Universidade Estadual do Ceará Francisco Edmar Cialdine Arruda ELEMENTOS PARA UM GLOSSÁRIO DOS TERMOS DA TERMINOLOGIA SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DA TERMINOGRAFIA TEXTUAL Monografia apresentada à Coordenação do Curso de Letras da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para a obtenção do título de Graduado em Letras. Área de Concentração: Lingüística Orientador: Prof. Dr. Antônio Luciano Pontes. Fortaleza - Ceará Dezembro – 2004
  3. 3. Universidade Estadual do Ceará Curso de Letras Título do Trabalho: Elementos para um glossário dos termos da terminologia segundo os princípios da terminografia textual Autor: Francisco Edmar Cialdine Arruda Defesa em: ____/ ____/ ______ Conceito obtido:______________ Nota obtida: ________ Banca Examinadora _________________________________________ Antônio Luciano Pontes, Prof. Dr. Orientador _________________________________________ Vera Lúcia Santiago Araújo, Profa. Dra. _________________________________________ Emília Maria Peixoto Farias, Profa. Dra. _________________________________________ Aluiza Alves de Araújo, Profa. Ms. (suplente)
  4. 4. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a todos aqueles que lutam por divulgar e desenvolver os estudos terminológicos no Brasil, principalmente no Ceará. Em especial à profa. Maria da Graça Krieger, pela ajuda, ao colega Márcio Sales Santiago, pelo apoio e, principalmente, ao professor Antônio Luciano Pontes que tem sido um grande alicerce para a pesquisa terminológica no Ceará.
  5. 5. AGRADECIMENTOS Agradeço as pessoas que nunca deixaram de me apoiar desde antes do inicio do curso de Letras até hoje. Sem o apoio destas várias pessoas (seria injusto citar nomes, vocês sabem quem vocês são) este sonho jamais seria concretizado.
  6. 6. RESUMO Este trabalho – Elementos para um Glossário dos Termos da Terminologia segundo os princípios da Terminografia Textual – tem como objetivo apresentar elementos que viabilizem a produção de um glossário monolíngüe com os termos mais importantes da Terminologia para auxiliar aqueles que estão iniciando nesse tipo de pesquisa, bem como apresentar uma amostragem de 54 termos. Para tanto utilizamos os princípios metodológicos da Terminografia Textual e retiramos a nomenclatura de duas obras, Introdução à Terminologia: teoria e prática de Maria da Graça Krieger e Maria José Bocorny Finatto e também Curso básico de Terminologia de Lídia Almeida Barros. Ambas obras recentes, de 2004, em língua materna e possuem a preocupação de explorar os fundamentos teórico e práticos da Terminologia de forma clara e objetiva – o que facilita a leitura para não- especialistas.
  7. 7. “Na origem das reflexões sobre o nome e a denominação, base da Terminologia, encontra-se toda reflexão sobre a linguagem e o sentido.” Alan Rey “Os dicionários são como os relógios: o pior é melhor do que nenhum, e nem do melhor se pode esperar que seja totalmente exato.” Samuel Johnson
  8. 8. SUMÁRIO INTRODUÇÃO..................................................................................................09 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA................................................................11 1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS......................................................................11 1.2 A TERMINOLOGIA.....................................................................................12 1.2.1 Um breve histórico..............................................................................12 1.2.2 Objetos de estudo: o termo, a fraseologia e a definição......................13 1.2.3 Algumas aplicações da Terminologia.................................................14 1.3 MODELOS TEÓRICOS................................................................................15 1.3.1 Modelo Clássico..................................................................................15 1.3.2 Modelo de base lingüístico – comunicacional ...................................15 1.3.3 Perspectivas futuras.............................................................................17 2. METODOLOGIA..........................................................................................19 2.1 LIMITES DA PESQUISA.............................................................................19 2.2 O TRABALHO DOS ESPECIALISTAS......................................................19 2.3 ÁRVORE DE DOMÍNIO OU MAPA CONCEITUAL................................20 2.4 FICHA TERMINOLÓGICA..........................................................................20 2.5 ORGANIZAÇÃO DO GLOSSÁRIO............................................................22 2.5.1 Macroestrutura e nomenclatura...........................................................22 2.5.2 Microestrutura ....................................................................................23 2.5.3 Público-alvo........................................................................................23 3. GLOSSÁRIO DOS TERMOS DA TERMINOLOGIA..............................24 3.1 COMO UTILIZAR O GLOSSÁRIO.............................................................24 3.1.1 Entradas.......................................................................................................24 3.1.2 Verbetes.......................................................................................................24 3.2 O GLOSSÁRIO..............................................................................................25 4. CONCLUSÃO................................................................................................38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  9. 9. INTRODUÇÃO O século XXI chega acompanhado de um crescente desenvolvimento técnico- científico. As ciências da informação, a cada dia, tornam-se mais avançadas e, juntamente com o processo de globalização, vêm quebrando fronteiras. Diante deste contexto é impossível acompanhar o rítmo do surgimento de novas terminologias. Os vários termos e conceitos que vêm ganhando espaço necessitam passar por uma normatização e normalização – o que o que facilita o processo de comunicação internacional. Foi pensando nisto, já na década de 30 que Wüster estruturou as bases da Terminologia Moderna. Hoje, mais do que nunca, a Terminologia está consolidando seu lugar junto às ciências do léxico como uma disciplina necessária a qualquer área. Vemos hoje novas teorias surgindo corroborando para o desenvolvimento dos estudos terminológicos. No entanto, “fazer Terminologia” no Brasil, em especial no Ceará, ainda não é fácil. A falta de uma consciência em pesquisa por parte do governo impede que trabalhos de grande importância sejam feitos por falta de apoio. É necessário uma política lingüística que estimule os trabalhos de pesquisa na área. Estas pesquisas ajudariam desde o ensino até a divulgação científica brasileira no exterior, bem como a vinda das novas teorias científicas. Tais fatores e ainda a carência de bibliografia em língua materna na área, dificulta o trabalho de quem está iniciando no campo de estudos terminológicos. Dentro dos próprios cursos de Letras poucos são os estudantes que terminam o curso com uma mínima noção do que seja as ciências do léxico e sua importância para a formação de um profissional da linguagem. Quem resolve enfrentar as dificuldades e iniciar uma pesquisa na área se vê, por vezes, rodeado de manuais complexos feitos por especialistas para especialistas que nada esclarecem a quem ainda não possui aquele determinado conhecimento prévio. Tradutores, professores, estudantes que estão iniciando em um determinado domínio, profissionais da linguagem em geral teriam menos dificuldades e até mesmo um melhor desempenho se pudessem contar com manuais, dicionários técnico-científicos, glossários mono, bi e/ ou multilingües, banco de dados em seu repertório bibliográfico. Vemos, com isso, a necessidade de uma obra que não só esclareça, mas também divulgue as bases de um saber terminológico para, a partir de então, tenhamos profissionais que possam elaborar obras terminográficas de forma que cumpram sua função comunicativa de modo simples e objetivo, sem perder de vista a qualidade.
  10. 10. Diante do exposto propomos apresentar elementos para um glossário que venha reunir um conjunto terminológico ligado às ciências do léxico especializado para estudantes universitários do curso de Letras e demais profissionais interessados no campo de estudo. Inicialmente teremos uma amostra em língua materna. Temos a pretensão de dar continuidade à pesquisa acrescentando mais termos e equivalentes em L2. Nosso trabalho estará assim dividido: no primeiro capítulo abordaremos um pouco sobre a Terminologia, o que é, sua importância, bem como a fundamentação teórica de nossa pesquisa. O capítulo seguinte constará do paradigma teórico – metodológico empregado ao longo do trabalho terminológico e terminográfico. No capítulo três apresentamos nossa amostra de 54 termos dispostos alfabeticamente numa visão semasiológica. Por fim teremos as considerações finais e as referências bibliográficas. Ressaltamos que este trabalho não possui a pretensão de reunir exaustivamente os termos da área. Apresentaremos apenas elementos, como está disposto no título, para um glossário que contemple os termos preferenciais usadas no âmbito da Terminologia Moderna.
  11. 11. 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Para iniciarmos nosso trabalho é preciso deixar claro alguns conceitos. A Terminologia, disciplina de nosso estudo, está inserida de forma ampla em uma esfera maior compreendida pelas demais ciências do léxico. Tais ciências estudam as unidades lingüísticas, cada uma sob uma ótica própria. Podemos dizer, contudo, que existem dois tipos de unidades lingüísticas: o léxico comum e o léxico especializado. Este último é aquele que é empregado em contextos bem específicos, nas chamadas comunicações profissionais. É o que chamamos também de termos técnico-cientificos, como por exemplo, os jargões empregados pelos médicos entre si. Tal fato lhe confere características particulares que diferem da palavra, que seria a unidade lingüística mínima da língua comum. Aprofundaremos estas questões a posteriori. Diante do que foi exposto sobre o léxico geral, a palavra, e o léxico especializado, o termo, teríamos então as ciências do léxico comum e as ciências do léxico especializado. No primeiro caso, temos entre outras, a Lexicologia e a Lexicografia. A Lexicologia se preocupa em analisar a palavra em seus aspectos morfossintáticos, sua formação, estrutura e, principalmente, seu uso. Por conseguinte pode-se dizer que ela é a coluna vertebral de todas as ciências do léxico. É partir do tratamento que a Lexicologia dá à palavra que as demais ciências se inspiram, adaptando este tratamento de acordo com as suas necessidades. Poderíamos dizer que, enquanto a Lexicologia faz uma reflexão teórica sobre a palavra, suas conclusões são aplicadas às obras lexicográficas, isto é, dicionários de língua geral como nosso famoso Aurélio. Então, com isso, vemos que a Lexicografia possui um caráter essencialmente prático, mas não apenas prático. Hoje em dia, temos o advento da Lexicografia Teórica que faz uma análise do fazer dicionarístico empregado pela Lexicografia à luz das teorias lingüísticas. Chegamos então ao léxico especializado, o termo, e suas ciências. Tal qual a palavra, termos de modo superficial a face teórica e a prática, isto é, a Terminologia e a Terminografia. Aprofundaremos mais à frente a Terminologia, vejamos agora a Terminografia. Também conhecida como Lexicografia especializada, a Terminografia se diferencia de sua análoga, a Lexicografia, pelo caráter especializado de sua produção: obras de cunho técnico – científico que têm como objetivo inicial a normalização dos termos. Dentre as obras terminográficas temos os glossários,
  12. 12. vocabulários, dicionários técnico-científicos e, com o advento da Informática a partir da década de 60, os bancos de dados terminológicos. Através de tais obras, a Terminografia busca difundir o tipo de relação existente entre os termos, seus usos na comunicação profissional, bem como sistematizar suas formas. Além dessas, outras ciências do léxico vêm surgindo. Tais ciências fazem usos de paradigmas teóricos de outras ciências que vêm crescendo como a Análise do Discurso, as novas teorias pedagógicas, as ciências cognitivas. O resultado são disciplinas como a Metalexicografia, a Lexicografia discursiva, a Terminografia textual. Não apenas isso, existem também outras ciências que se relacionam e auxiliam no estudo do léxico como a Semântica, que dará suporte ao estudo do conceito lexical; a Documentação, com seu objetivo de organizar dados bibliográficos e, principalmente a Tradução, que fará uso de obras terminográficas e/ ou lexicográficas bi/ multilingües para complementar seus trabalhos. 1.2 A TERMINOLOGIA Depois de todo este conhecimento inicial, voltemos agora ao foco de nosso trabalho, a Terminologia, disciplina que possui, em sua face moderna, quase meio século, analisa os estudos sobre o léxico especializado ou unidade terminológica ou, simplesmente, o termo. Este se realiza no âmbito das comunicações profissionais. Antes de prosseguirmos, faz-se necessário diferenciar os dois significados empregados neste estudo sobre o termo TERMINOLOGIA. Utilizamos aqui a mesma perspectiva adotada atualmente onde terminologia é aqui grafada com “t” minúsculo quando tiver o sentido de conjunto de termos e com “T” maiúsculo quando referida como o campo de estudo ou disciplina. Tal diferença é empregada também por outros autores e é de grande importância para nosso trabalho. 1.2.1 UM BREVE HISTÓRICO: As reflexões sobre terminologias são talvez tão antigas quanto à necessidade de comunicação do homem e o uso da linguagem. Na Antigüidade temos os jargões empregados pelos filósofos e as terminologias militares. Compilações também eram comuns. Farias (2001, 16) cita como exemplo o famoso “Appendix probi” do séc. II d.C. onde se expunha o modo clássico da grafia do latim, frente ao latim vulgar que era falado. A comercialização nas regiões próximas ao Mediterrâneo criou a necessidade de comunicação em diferentes línguas gerando os dicionários bi/ multilingües. Com o tempo veio o advento de diversas ciências e ainda as mudanças pelas quais a sociedade passava: como dita Barros (2004):
  13. 13. As mudanças socioeconômicas e políticas tiveram repercussões em nível vocabular: a cada nova invenção, a cada nova situação, atitude, produto, serviço, reivindicação, lei, etc. surgiam novos termos correspondentes. O universo lexical das línguas transformou-se ampliando-se substancialmente, o mesmo sucedendo com o conjunto terminológico que, aliás, cresceu em maior proporção. (Barros, 2004, 26) A necessidade do homem, então, tornou-se sistematizar, isto é, padronizar a linguagem científica. Citamos como exemplo a contribuição do sueco Karl Von Lineu (1707-1778) que propôs um sistema universal de denominação para a Botânica e a Zoologia que, ainda hoje, com algumas pequenas diferenças, é empregado para nomear as espécies de flora e fauna no mundo todo, independente do idioma do país. Foi surgindo, então, o ideal da normalização terminológica com a finalidade de facilitar a comunicação internacional entre os especialistas. Chegamos com isso no séc XX, no qual começaram a nascer comitês terminológicos que visavam organizar normas técnicas para uma completa normalização lingüística dos termos. Todavia não podemos esquecer o trabalho do austríaco Eugen Wüster, considerado hoje como o pai da Terminologia moderna. Wüster era engenheiro e procurou sistematizar em suas obras uma teoria que delineou diretrizes pragmáticas para se normalizar as terminologias. Assim surgiu a Teoria Geral da Terminologia (TGT). Hoje em dia, novos paradigmas terminológicos vem surgindo. Eles fazem uso de conceitos de algumas ciências em advento. Tais paradigma buscam criticar e, ao mesmo tempo, complementar aquilo que Wüster preconizou. 1.2.2 OBJETOS DE ESTUDO: O TERMO, A FRASEOLOGIA E A DEFINIÇÃO. Tradicionalmente sabemos que objeto da Terminologia é o léxico especializado, restringindo-se ao termo. Mas é importante ressaltar que atualmente a Terminologia tem se desenvolvido bastante. Seus objetos de estudo, além do termo, são, de acordo com Krieger e Finatto, a definição e a fraseologia. O termo, como já explicamos, é a unidade lexical/ lingüística mínima e específica empregada nas comunicações especializadas. De acordo com as escolas clássicas o termo precisa ser unívoco, isto é, as unidades terminológicas devem possuir apenas um conceito e apenas uma designação. Porém, as escolas de base lingüístico-comunicacional afirmam que, em realidade, o léxico geral assume um estatuto de termo dentro das comunicações especializadas, o que amplia ainda o campo de estudo. Além do termo, temos também a fraseologia especializada e a definição. A fraseologia trabalha com constituintes lingüísticos mais complexos que o léxico
  14. 14. (vale lembrar que léxico é aqui compreendido como unidade mínima). São as expressões idiomáticas, frases feitas, etc. A fraseologia especializada se preocupará com estas questões dentro de textos de uma área de conhecimento, onde viu a necessidade de se reconhecer unidades maiores que o termo. Sua importância se fará presente, principalmente nos dicionários bi/ multilingües e na crescente relação Terminologia e texto. No caso da definição sua importância como objeto de estudo são várias. Através de um tipo de definição podemos perceber em que perspectiva o enunciado está inserido. Como diz Krieger e Finatto: Definições, na condição de textos particularizados, identificam facetas de compreensão de fenômenos e de determinados valores no seio das diferentes ciências e área de conhecimento. (...) Assim pelo exame cuidadoso de um conjunto de definições de uma ciência, torna-se possível uma percepção sobre o quanto de um conhecimento está sendo mobilizado e sobre como esse conhecimento pode ser multidimensional. (Krieger e Finatto, 2004, 92) 1.2.3 ALGUMAS APLICAÇÕES DA TERMINOLOGIA: Diante de tudo isso qual(is) seria(m ) a(s) aplicação(ões) da Terminologia? Ora, várias questões, além das citadas, perpassam a Terminologia, ressaltaremos as que consideramos mais relevantes para nosso estudo. Com o processo da Globalização e o avanço técnico-científico atual, a comunicação entre as ciências e entre especialistas de vários países são de grande importância. É necessário que se registre os termos novos de maneira que facilite a comunicação – daí os glossários; e, para que se tenha acesso às teorias que surgem na comunidade científica internacional, é preciso que estes mesmos termos tenham equivalentes em várias línguas – eis o trabalho do tradutor e o uso das obras terminográficas bi/ multilingües . Em se tratando, então, de países com mais de um idioma (algo extremamente comum na Europa), levanta-se a questão do respeito à língua e a identidade cultural de uma comunidade minoritária como, por exemplo, na província de Quebec, no Canadá, onde existe a maior concentração de francófonos naquele país. A política lingüística adotada faz com que haja bancos de dados terminográficos bilíngües a disposição de todos – citamos como exemplo Banco Terminológico de Quebec – e ainda comitês terminológicos como “Office de la Langue Française”. A mesma política é seguida em outros países. Com isso, percebemos a importância dos estudos terminológicos e algumas de suas inúmeras aplicações. Vejamos agora as principais escolas e teorias que existem.
  15. 15. 1.3 MODELOS TEÓRICOS Atualmente existem vários modelos teóricos que delineiam os estudos terminológicos modernos. Poderíamos enquadrá-los em dois grandes blocos: as escolas ditas clássicas (incorporadas pela de Viena, a de Praga e a russa) e as teorias de base lingüístico-comunicacional (Teoria Comunicativa da Terminologia, a socioterminologia e a Teoria Sociocognitiva da Terminologia). A partir de então exploremos cada uma em cada bloco. 1.3.1 MODELO CLÁSSICO: Como já citado anteriormente, o engenheiro Eugen Wüster (1898-1977) é tido como o pai da Terminologia moderna e criador da Teoria Geral da Terminologia (TGT). Com isso ele se torna o principal expoente das escolas clássicas, mas não o único. A escola russa deu uma forte contribuição – a ponto de alguns autores considerarem D. S. Lotte o primeiro grande terminólogo. Ambas as escolas, a russa e a de Viena, tiveram sua importância, bem como a de Praga, que sofreu influencia da Funcionalismo Lingüístico. Por uma questão apenas de tradição exporemos os princípios da TGT. As principais obras de Wüster foram: sua tese de doutorado: Internationale Sprachnormung in der Technik, besonders in der Eletrotechnik (Normalização internacional da Técnica, especialmente da Eletrotécnica) e sua obra póstuma: Einführung in die Allgemeine Terminologielehre und terminologische Lexikographie (Introdução à Teoria Geral da Terminologia e à Lexicografia terminológica). A partir delas, traça-se as principais características da TGT. A preocupação central de Wüster era a normalização das terminologias, facilitando com isso sua difusão. Assim ele se concentrou mais nos conceitos que nos termos, fazendo uma análise onomasiológica destes. Como explica Krieger e Finatto: Como se depreende a prevalência do componente conceitual sobre o lingüístico está intimamente relacionada a concepção wüsteriana de que os termos expressam conceitos e não significados. Ao contrário destes que são lingüísticos e variáveis, conforme o contexto discursivo e pragmático, os conceitos científicos são atemporais, paradigmáticos e universais. (Krieger e Finatto, 2004, 33) 1.3.2 MODELOS DE BASE LINGÜÍSTICO-COMUNICACIONAL: Como conseqüência da visão onomasiológica da TGT, teremos o princípio wüsteriano da univocidade terminológica segundo o qual “um único termo designa um conceito. Tal princípio se justifica nos trabalhos de normalização, mas não é, no entanto, a realidade encontrada nos trabalhos terminológicos descritivos” (Barros, 2004,23). Este é um ponto que será criticado pelas teorias mais recentes. Tal
  16. 16. princípio exclui polissemias, sinonímias e homonímias. Apesar destas insuficiências, a TGT foi um verdadeiro divisor de águas na história da Terminologia. Entretanto, com o advento da Pragmática e das teorias sociolingüísticas, a atenção dos estudos terminológicos foi se voltando para a variação lingüística. Gaudin critica fortemente o caráter normalizador da Terminologia e busca defender uma Terminologia que abrace as variações lingüísticas, uma socioterminologia. Strehler (1995) defende a socioterminologia ao afirmar que ignorar os aspectos variacionistas do termo é limitar o valor do mesmo a apenas uma esfera profissional e negligenciar o aspecto social inserido dentro da unidade terminológica. Como exemplo, ele utiliza a terminologia das autopeças onde o “anel de descarga” surge como “termo oficial” e “biscoito”, como sua variável popular. A partir de então, surgem as teorias de base lingüístico-comunicacional. Estas criticam fortemente alguns princípios da Terminologia tradicional. Os estudos sociotermonólogicos abriram espaços às criticas, porém até hoje, não se sistematizou uma teoria terminológica de base sociolingüística. O valor de teoria seria dado então à Teoria Comunicativa da Terminologia (TCT) encabeçada por Maria Teresa Cabré e o grupo de pesquisadores do Instituto de Lingüística Aplicada da Universidade Pompeu Farba, em Barcelona, Espanha. Dentre as críticas feitas temos o desinteresse do valor comunicacional do termo pela TGT por considerar o léxico especializado fora da realidade do léxico comum, isto é, sem sofrer influências socioculturais, socioeconômicas e o conseqüente desenvolvimento natural da língua. A TCT busca não isolamento e distanciamento entre a palavra e o termo, mas suas confluências. De modo que, para Cabré, o termo não deixa de lado seus aspectos lingüísticos, cognitivos e principalmente sociais. Aliás, vale destacar que, para a TCT não há a priori termos, nem palavras, mas apenas as unidades básicas e dentre elas aquelas que, em uma dada comunicação especializada, assume estatuto de termo. É o que Kriger chama de proceso de terminologização. O inverso também ocorre, demonstrando a fluidez do limite entre o léxico geral e o tematizado. Outro ponto que deve ficar claro é que Cabré não exclui o mérito de Wüster: Em contextos prescritivos fortemente estruturados e com o desejo prioritário de garantir uma univocidade comunicativa (padronização nacional e internacional, documentação, inteligência artificial) a TGT é inquestionável. Em situações de comunicação natural, de base social, com pretensões de identificar, a TGT se mostra insuficiente. (Cabré, [S. L.: s. n.]. Tradução livre)1 1 En contextos prescriptivos fuertemente estructurados y con la voluntad prioritária de garantir uma univocidad comunicativa (estandarización nacional e internacional, documentación, inteligência artificial),
  17. 17. Com isso ela procurou novos fundamentos embasados na linguagem e seu caráter sociocultural. 1.3.3 PERSPECTIVAS FUTURAS: Com advento das disciplinas como a Sociolingüística, Análise do Discurso, Psicolingüística, as ciências pedagógicas, as ciências cognitivas, não é de se surpreender que a Terminologia sofra influência destas disciplinas. Vemos então o surgimento de uma Teoria Sociocognitiva da Terminologia (TST) a partir de 2000 com os trabalhos de Rita Temmermann que, junto a Gaudin, na década de 90, realizou estudos socioterminológicos. A TST se embasa em um paradigma hermenêutico como dita Kriger e Finatto: Em razão do enfoque hermenêutico que privilegia, para a Teoria Sociocognitiva da Terminologia, os termos são unidades de compreensão e representação, funcionando em modelos cognitivos e culturais. Nessa perspectiva, o conhecimento corresponderia a um padrão sócio-cognitivamente modelado, constituído em diferentes módulos que podem alcançar desde informações históricas, categorias até informações relativas a procedimentos. (Krieger e Finatto, 2004, 37) Outra perspectiva que vêm ganhando espaço dentro dos modelos de base lingüístico-comunicacional, mas para a Terminografia, é a da Terminografia Textual. Relembramos apenas que a Terminografia hoje possui uma face teórica que tem contribuído ao tratamento aos termos pela Terminologia. O desenvolvimento das novas teorias lingüísticas que privilegiam o texto como situação de realização do discurso e a popularização entre os lingüistas dos estudos dos gêneros textuais, contribuíram para o surgimento desta perspectiva. Por isoo percebemos a importância de se partir do estudo do texto especializado para as terminologias. Autores como Krieger defendem que os estudos terminológicos devem acontecer onde os termos se realizam. Saímos, então, de uma abordagem puramente cognitiva e chegamos aquela que analisa a constituição e funcionamento da unidade terminológica. Corrobora para tal abordagem o fato de que muitas das novas terminologias, mesmo as antigas, são formadas por unidades mais complexas como, por exemplo, os sintagmas nominais – o que abriu espaço para as fraseologias especializadas. De igual modo as produções terminográficas sofreram com isso. A Terminografia Textual tenta operacionalizar as obras terminográficas ao fazer uso das tipologias textuais. Passa-se agora a examinar os objetos que veiculam as informações em sua forma e até marcas tipográficas. Também leva-se em la TGT es incuestionable. En situaciones de comunicación natural, de base social, con pretensiones identitarias, la TGT resulta insuficiente. (Cabré, [S. L.: s. n.])
  18. 18. consideração a situação de consulta do usuário em potencial. Acredita-se que assim a problemática do estatuto de termo possa diminuir. Com isso vemos a crescente preocupação em se abordar uma Ternimologia in vivo e não in vitro aproximando-se assim do comportamento real do léxico, em situação de comunicação. Para finalizar o capítulo, devemos afirmar que nosso estudo seguirá o modelo de base lingüístico-comunicacional da Terminografia Textual por se tratar de um dicionário com finalidades pedagógicas. A Terminologia, como disciplina multi, trans e interdiciplinar não pode se fechar a essas contribuições e confluências. A partir também de modelos utilizados pela Lingüística Aplicada, a Lingüística Textual e, mais recentemente, a Lingüística Cognitiva utilizaremos todos os artifícios que possibilitem nosso dicionário cumprir seu papel. Acreditamos que isso só será possível utilizando diretrizes metodológicas que privilegiem uma terminologia de usos; que percebam a obra terminográfica como um tipo textual estruturado de forma que facilite o alcance de seu objetivo comunicacional, o esclarecimento da consulta sem, é claro, desconsiderar o próprio consultor.
  19. 19. 2. METODOLOGIA Antes de definirmos as etapas de elaboração de nosso glossário cumpre esclarecermos alguns pontos. As principais obras terminográficas são os bancos de dados, dicionários e glossários. Estas últimas são difíceis de diferenciar por não possuírem um padrão. Contudo, de acordo com Krieger e Finatto (2004), os glossário se diferenciam dos dicionários por estes possuírem uma pretensão exaustiva de coleta termos. Isto confere, ao nosso ver, um caráter mais pedagógico ao glossário. No nosso caso, a obra será consultada não só por especialistas da linguagem, mas estudantes e demais profissionais que estão iniciando estudos terminológicos e carecem de uma obra de baixa densidade terminológica. Daí optamos por um glossário dos principais termos da Terminologia 2.1 LIMITES DA PESQUISA Nenhum trabalho terminológico é isento de dificuldades. Alguns fatores como o tempo acabam se tornando elementos limitantes da pesquisa. O que contribuiu para que nossa nomenclatura fosse bastante elementar. Também para definir os limites de nossa pesquisa, optamos por levantar os termos a partir de apenas duas obras: Introdução à Terminologia: teoria e prática de Maria da Graça Krieger e Maria José Bocorny Finatto e também Curso básico de Terminologia de Lídia Almeida Barros. Ambas obras recentes, de 2004, em língua materna sobre o domínio escolhido, a própria Terminologia, e possuem a preocupação de explorar os fundamentos teórico e práticos da Terminologia de forma clara e objetiva – o que facilita a leitura para não-especialistas. Estas características vão diretamente ao encontro de nosso proprósito. 2.2 O TRABALHO DOS ESPECIALISTAS A consulta aos especialistas do domínio foi de fundamental importância em nosso trabalho. É o especialista quem revisa a obra, avaliando sua qualidade e pertinência para o domínio escolhido. Ao mesmo tempo esta é a etapa mais lenta e difícil por não depender do terminólogo para ser concluída. Por conseguinte ela tradicionalmente é uma das últimas etapas. No entanto, em nosso trabalho tivemos o auxílio do especialista em todas as etapas, principalmente no critério de escolha dos termos onde foi avaliado o índice de fiabilidade de cada termo, isto é, se o termo é ou não pertinente para a obra, selecionando-os e fazendo as devidas considerações.
  20. 20. 2.3 ÁRVORE DE DOMÍNIO OU MAPA CONCEITUAL Para nos orientarmos melhor em nosso trabalho compomos a árvore de domínio, ou mapa conceitual. A importância da árvore é servir como meio de facilitar a compreensão da hierarquia dos termos que serão tratados pelo pesquisador. Segue a representação de nossa árvore de domínio: CIÊNCIAS DO LÉXICO CIÊNCIAS DO LÉXICO ESPECIALIZADO TERMINOLOGIA TERMINOGRAFIA TEORIAS OBJETO DE ESTUDO OBRAS METODOLOGIA 2.4 FICHA TERMINOLÓGICA A ficha terminológica é, talvez, o elemento mais importante da produção terminográfica. Nela estão registradas todas as informações sobre todos os termos que serão tratados. De acordo com cada pesquisa a ficha terá suas especificidades podendo ser feita no papel ou sob forma de registro informatizado. Para nosso trabalho utilizamos inicialmente fichas em papel para depois fazer o registro informatizado. Recolhemos os dados diretamente do corpus e os dispomos nos seguintes campos: 1. TERMO-ENTRADA 2. INFORMAÇÕES GRAMATICAIS 3. VARIANTE 4. SINÔNIMO 5. REMISSIVAS 6. CONTEXTO 7. DEFINIÇÃO 8. NOTAS No 1º. campo temos o termo-entrada que é representado pelo próprio termo ou sintagma terminológico que será tratado. Lembramos apenas que o termo ou o sintagma terminológico, mesmo sendo extraído do texto, não se isola deste como unidade lingüística que é. No 2º. campo temos as informações gramaticais na forma como é utilizada dentro do contexto. No caso de empréstimos lingüísticos, este campo só será contemplado se o mesmo for explicitado no contexto ou indicado pelo especialista. No 3º. campo temos as variantes gráficas que são formas alternativas de grafia verificadas no corpus.
  21. 21. No 4º. campo estão os sinônimos, formas lexicais que coexistem devido a variações diatópicas e diastráticas. Serão contemplados também neste campo as formas reduzidas, acrônimos e empréstimos caso tenhamos percebido uma relação de significação dentro do contexto. No 5º. campo são contempladas as remissivas que são outros termos que se relacionam com o termo-entrada por antononímia, hiperonímia ou hiponímia e sua definição auxilia a sistematização do significado do termo-entrada. No 6º. campo temos os contextos que são os trechos do corpus em que o termo se realiza. Este campo também se justifica por acrescentar aspectos conceituais que a definição não dá conta, considerando que trabalhamos as terminologias em uso. Há casos em que teremos mais de um contexto. No 7º. campo contemplamos a definição.O campo mais importante, nele apresentamos o conceito veiculado do termo baseado nos contextos. Por fim temos o 8º. Campo, a(s) nota(s), que são informações de caráter enciclopédico que buscam dar uma informação a mais, além da definição. Também são extraídas a partir dos contextos. Com isso apresentemos um exemplo de ficha terminológica utilizando o termo Terminologia: TERMO-ENTRADA: Terminologia INFORMAÇÕES GRAMATICAIS: s. f. VARIANTE: --- SINÔNIMO: Lexicologia especializada REMISSIVAS: Lexicologia, termo, terminologia CONTEXTO: “(...) a Terminologia, além da interdisciplinaridade, assume uma feição transdisciplinar. Entretanto, é seu caráter multidisciplinar que leva a alguns estudiosos a não considerá-la como uma disciplina autônoma. Isso, no entanto, não impede que o campo de estudos tenha sua própria identidade. Ao contrário, sua especificidade configura-se pela intersecção de outras disciplinas na compreensão do léxico temático, seu objeto central de investigação e tratamento”. (Krieger e Finatto, 2004, 21” CONTEXTO: “A terminologia é um campo de estudos de caráter inter e transdisciplinar, o que leva a convocar um conjunto de saberes para apreensão do fenômeno terminológico, por excelência, o termo, cuja essência situa-se na representação lexical do conhecimento especializado e na sua divulgação”. ( idem, p. 40) CONTEXTO: “ A Terminologia no século XX, como disciplina científica que estuda as línguas (ou linguagens) de especialidade e o conjunto
  22. 22. vocabular de campos específicos. Na qualidade de ciência da linguagem, ela é também uma ciência social (...) e participa do processo de consolidação (e, talvez de contestação) de uma sociedade pós-industrial”. (Barros, 2004, 28) DEFINIÇÃO: disciplina ou campo de estudo que trata das línguas (ou linguagens) de especialidade através da análise dos termos técnico- científico, das fraseologias especializadas e das definições NOTA: a Terminologia, além da interdisciplinaridade, assume uma feição transdisciplinar. Entretanto, é seu caráter multidisciplinar que leva a alguns estudiosos a não considerá-la como uma disciplina autônoma. Isso, no entanto, não impede que o campo de estudos tenha sua própria identidade. Ao contrário, sua especificidade configura-se pela intersecção de outras disciplinas na compreensão do léxico temático. 2.5 ORGANIZAÇÃO DO GLOSSÁRIO Procuramos organizar nosso glossário visando a operacionalidade e a situação de consulta de nosso usuário em potencial, como dita o modelo escolhido. 2.5.1 MACROESTRUTURA E NOMENCLATURA Consideramos a macroestrutura como a estrutura do próprio glossário da primeira a última página compreendendo três elementos: páginas iniciais, páginas finais e a própria nomenclatura. A nomenclatura definimos como conjunto de termos organizados alfabeticamente, numa perspectiva semasiológica. Optamos por esta decisão considerando que esta perspectiva se enquadra ao modelo de base lingüístico-comunicacional. Ressaltamos ainda que a nomenclatura foi delimitada, como já foi dito antes, pela escolha das obras trabalhadas de onde tiramos a amostra de 54 termos. Com isso alguns termos também importantes para a Terminologia não foram contemplados nessa amostragem, por não serem apresentados nas obras em questão. Os termos selecionados foram: 1. banco de dados terminológicos 2. conjunto de termos 3. conjunto terminológico 4. definição 5. dicionário bilíngüe 6. dicionário multilíngüe 7. dicionário técnico – científico 8. dicionário terminológico 9. enunciado definicional 10.enunciado definitório 11.Escola Checoslovaca 12.Escola de Praga 13.Escola de Viena 14.Escola Russa 15.Escola soviética 16.fraseologia 17.fraseologia especializada 18.glossário
  23. 23. 19.glossário bilíngüe 20.glossário multilíngüe 21.léxico 22.léxico comum 23.léxico especializado 24.léxico geral 25.léxico temático 26.Lexicografia 27.Lexicografia Especializada 28.Lexicografia prática 29.Lexicologia 30.Lexicologia especializada 31.língua de especialidade 32.palavra 33.Socioterminologia 34.sintagma lexical 35.sintagma terminológico 36.tecnoleto 37.Teoria Comunicativa da Terminologia 38.Teoria Geral da Terminologia 39.Teoria Sociocognitiva da Terminologia 40.teoria wüsteriana 41.Terminografia 42.Terminologia 43.terminologia 44.Terminologia de linha wüsteriana 45.termo 46.termo sintagmático 47.unidades fraseológicas 48.unidade léxica 49.unidade lexical 50.unidade lexical especializada 51.unidade terminológica 52.unidade terminológica sintagmática 53.vocabulário bilíngüe 54.vocabulário multilíngüe 2.5.2 MICROESTRUTURA A microestrutura constitui no paradigma estrutural dos verbetes. O verbete é o conjunto de acepções dispostas em uma entrada dentro da nomenclatura da obra. Os verbetes de nosso glossário seguem a seguinte microestrutura: VERBETE= entrada (em negrito) + informações gramaticais (itálico) +/- variantes gráficas (em itálico precedidas por Var.) +/-sinônimo (precedido por Sin. em negrito) + definição + contexto (em itálico com o termo em itálico e negrito com a fonte ao final) +/-Nota ( precedido pela palavra “Nota” em negrito) +/- remissiva (precedida pela sigla “V.” em negrito) A notação +/- empregada significa que nem sempre os paradigmas estarão presentes. 2.5.3 PÚBLICO ALVO Nosso glossário é destinado a estudantes universitários e demais interessados em iniciar os estudos na área da Terminologia. Vejamos, no capítulo seguinte, o produto final de nossa pesquisa, uma amostra dos verbetes que poderão compor um glossário dos termos da Terminologia.
  24. 24. 3. GLOSSÁRIO DOS TERMOS DA TERMINOLOGIA 3.1 COMO UTILIZAR O GLOSSÁRIO Para que o processo comunicativo entre o consultor e o glossário seja realizado sem dificuldades, cabe ao terminográfico explicar a melhor formar de consultar a obra. Nosso glossário está disposto da seguinte forma: 3.1.1 ENTRADAS As entradas orientam-se da seguinte forma: Termo-entrada: a) Emprego de letra minúscula; b) Emprego de letras maiúsculas para o início das entradas apenas quando os termos forem próprios como por exemplo o nome das teorias ou das escolas. No resto todas as entradas são grafadas em caixa baixa por inteiro; c) Forma lematizada Sinonímias: a) Somente um dos termos é definido – aquele indicado pelo especialista; b) No caso de não haver definição, o verbete apresentará a abreviatura referente às remissivas (V., Sin.) indicando que o termo já foi definido. 3.1.2 VERBETES Os verbetes seguem as seguintes regras: a) Fonte: Arial, tamanho: 12; b) Termo-entrada destacado sempre em negrito; c) As informações gramaticais são apresentadas com as seguintes abreviaturas em itálico: f. (feminino), m. (masculino), s. (substantivo); d) Variantes em itálico precedidas por Var.; e) Sinônimos são iniciados por Sin.; f) Definição destacada com um parágrafo e em letra normal; g) Os contextos estão entre aspas e em itálico, com o termo destacado em negrito e, ao final, a fonte; h) As notas são precedidas por Nota e estão em letra normal; i) As remissivas estão precedidas por V. j) Fórmula do verbete: VERBETE= entrada (em negrito) + informações gramaticais (itálico) +/- variantes gráficas (em itálico precedidas por Var.) +/-sinônimo (precedido por Sin. em negrito) + definição + contexto (em itálico com o termo em itálico e negrito) +/-Nota ( precedido pela palavra “Nota” em negrito) +/- remissiva (precedida pela sigla “V.” em negrito)
  25. 25. 3.2 O GLOSSÁRIO B banco de dados terminológicos s. m. Var.: banco de dados; BDT Obra terminográfica de suporte informatizado que contém uma lista de termos com uma série de informações sobre seu uso e funcionamento além de um repertório de textos de várias áreas de conhecimento, sem concentrar-se em apenas uma. “Um banco de dados terminológicos é uma estrutura informatizada que contém uma lista de termos e um repertório de termos, além de uma série de outras informações relativas ao uso e funcionamento das terminologias.” (Krieger e Finatto, 2004, 51) Nota 1: São pioneiros na criação de bancos de dados terminológicos, a União Européia com seu EURODICAUTION, o Canadá com o TERMIUM e o Banco Terminológico de Québec. Nota 2: Apesar do banco de dados terminológicos conter uma considerável quantidade de informações, hoje em dia já existem “minibancos” individuais e temáticos. V. Terminografia; termo C conjunto de termos s. m. V. terminologia conjunto terminológico s. m. V. terminologia D definição s. f. Var.: definição terminológica, DT Sin.: enunciado definitório, enunciado definicional
  26. 26. Enunciado que descreve o conteúdo semântico-conceptual de uma palavra ou de um termo através de um conjunto de informações. “O enunciado que descreve o conteúdo semântico – conceptual de uma unidade lexical ou terminológica em posição de entrada de um verbete é chamado definição ou enunciado definicional.” (Barros, 2004,159) Nota: A definição não é um elemento isolado, como qualquer resultado da ação humana, ela está inserida dentro de um contexto que envolve elementos de naturezas distintas. Através de sua análise e do conjunto de definições de uma obra é possível identificar as facetas de compreensão de fenômenos e de determinados valores dentro das diferentes ciências e áreas de conhecimento. V. fraseologia especializada; Terminologia dicionário bilíngüe s. m. V. glossário bilíngüe dicionário multilíngüe s. m. V. glossário multilíngüe dicionário técnico – científico s. m. Sin.: dicionário terminológico Obra terminográfica que registra uma grande quantidade de termos de uma ou várias especialidades, oferecendo principalmente informações conceituais e, por vezes, lingüísticas. “O dicionário terminológico ou técnico-científico é uma obra que registra o conjunto de termos de um domínio oferecendo primordialmente informações conceituais e, por vezes, lingüísticas.” Krieger e Finatto, 2004, 51) Nota: Os dicionários técnico – científicos possuem freqüentemente termos com equivalentes em uma ou mais línguas estrangeiras. V. banco de dados terminológicos; glossário; Terminografia. dicionário terminológico s. m. V. dicionário técnico – científico
  27. 27. E enunciado definicional s. m V. definição enunciado definitório s. m V. definição Escola Checoslovaca s. f. V. Escola de Praga. Escola de Praga s. f. Sin.: Escola Checoslovaca. Escola terminológica que sofreu forte influência do Funcionalismo Lingüístico de Praga, seu princípio fundamental era considerar a língua geral como instrumento de comunicação e as línguas de especialidade como parte integrante da língua geral. “As três primeiras Escolas, a de Viena, a de Praga e a Russa, são reconhecidas pelo seu pioneirismo e pela relevante contribuição de seus representantes maiores ao estabelecimento das bases da disciplina.” (Krieger e Finatto, 2004, 31) Nota: A Escola de Praga desenvolveu estudos em quatro campos: análise das línguas de especialidade a partir de textos científicos; normalização das línguas e das terminologias; aplicação da teoria da formação das palavras; aplicação de princípios lógicos para a classificação dos conceitos e dos termos. V. Escola de Viena; Escola Russa; Terminologia Escola de Viena s. f. Var.: Escola Terminológica de Viena Escola terminológica fundada por Eugen Wüster que segue os princípios da TGT. É tida como uma das pioneiras. “As três primeiras Escolas, a de Viena, a de Praga e a Russa, são reconhecidas pelo seu pioneirismo e pela relevante contribuição de seus representantes maiores ao estabelecimento das bases da disciplina.” (Krieger e Finatto, 2004, 31) V. TGT; Escola Russa; Escola de Praga.
  28. 28. Escola Russa s. f. Var.: Escola Terminológica Russa; Escola Russa de Terminologia. Sin.: Escola soviética. Escola terminológica fundada por D.S. Lotte e E.K. Drezen, contemporânea à Escola de Viena, mas que, apesar da preocupação em padronizar os termos, via estes como elementos lingüísticos de uso nos discursos técnicos e científicos e não como unidades controladas. “As três primeiras Escolas, a de Viena, a de Praga e a Russa, são reconhecidas pelo seu pioneirismo e pela relevante contribuição de seus representantes maiores ao estabelecimento das bases da disciplina.” (Krieger e Finatto, 2004, 31) Nota: Alguns autores vêm em Lotte, o verdadeiro pai da Terminologia Moderna. V. Escola de Viena; Escola de Praga; Terminologia. Escola soviética s. f. V. Escola Russa F fraseologia s. f. Var.: fraseologias V. fraseologia especializada fraseologia especializada s. f. Var.: Fraseologia Especializada Sin.: fraseologia; unidades fraseológicas Construção sintagmática que é componente integrante das comunicações profissionais e transmite conhecimento especializado. “Mais recentemente, a denominada fraseologia especializada passou a integrar as preocupações da área, pois, de alguma forma também expressa conhecimento especializado, além de caracterizar um modo de dizer típico de freqüente da comunicação profissional.” (Krieger e Finatto, 2004, 14) Nota 1: Se enquadram nas fraseologias expressões idiomáticas, frases feitas, provérbios, locuções nominais e verbais bem como outras estruturas típicas de determinado tipo de comunicação.
  29. 29. Nota 2: As fraseologias figuram em um dicionário bilíngüe não apenas na língua de partida mas também na língua de chegada. V. termo; definição; Tradução, sintagma terminológico. G glossário s. m. Obra terminográfica em que se reúne alguns termos de uma determinada especialidade com suas respectivas definições ou outras especificações sobre seus sentidos. “O termo glossário é freqüentemente confundido com vocabulário ou dicionário, o que se explica pela sua polissemia.” (Barros, 2004, 136) Nota 1: Uma das funções de obras terminográficas como o glossário é a divulgação do conhecimento especializado. Entretanto, para alguns autores a principal função de um glossário é a compilação de termos e seus equivalentes em língua(s) estrangeira(s). Nota 2: O termo glossário freqüentemente é confundido com vocabulário ou dicionário na língua corrente. glossário bilíngüe s. m. Sin.: dicionário bilíngüe; vocabulário bilíngüe Obra terminográfica em que se reúne alguns termos de uma determinada especialidade e seus equivalentes em outra língua podendo ter ou não definições. “Glossário (termo tolerado: dicionário bilíngüe, dicionário multilingüe): pode situar-se tanto no nível do sistema como no da(s) norma(s).” (Barros, 2004, 144) Nota: Tanto os glossários bilíngües quanto os multilingües são de extrema importância para o trabalho do tradutor. V. glossário; glossário multilíngüe glossário multilíngüe s. m. Sin.: dicionário multilíngüe; vocabulário multilíngüe Obra terminográfica em que se reúne alguns termos de uma determinada especialidade e seus equivalentes em várias línguas estrangeiras podendo ter ou não definições.
  30. 30. “Glossário (termo tolerado: dicionário bilíngüe, dicionário multilingüe): pode situar-se tanto no nível do sistema como no da(s) norma(s).” (Barros, 2004, 144) Nota: Tanto os glossários bilíngües quanto os multilingües são de extrema importância para o trabalho do tradutor. V. glossário; glossário bilíngüe L léxico s. m. Sin.: palavra; unidade lexical, léxico geral, léxico comum, unidade léxica Signo lingüístico composto de expressão e conteúdo, que pertence a uma das classes gramaticais. “As unidades lexicais só se tornam termos quando são definidas e empregadas em textos de especialidade.” (Kocoukek, 1991, 105 apud Barros, 2004, 41) Nota: O léxico é o objeto de estudo da Lexicologia. léxico comum s. m. V. léxico léxico especializado s. m. V. termo léxico geral s. m. V. léxico léxico temático s. m. V. termo Lexicografia s. f. Var.: lexicografia Sin.: Lexicografia prática Campo de estudos que é responsável pela produção de dicionários do léxico geral e por traçar os pressupostos teórico-metodológicos dessa produção e do tratamento dos dados lexicográficos.
  31. 31. “Apesar de seu caráter prático, a Lexicografia compreende também uma face teórica, bem mais recente, que ganha impulso no século XX, com o advento da Lingüística.” (Krieger e Finatto, 2004, 48) V. dicionário, léxico Lexicografia Especializada s. f. Var. : Lexicografia especializada V. Terminografia Lexicografia prática s. f. V. Lexicografia Lexicologia s. f. Disciplina ou campo de estudo que analisa cientificamente o léxico geral das línguas. “Central entre as Ciências do Léxico, a Lexicologia, tende a ser subsidiária de estudos que analisam as formas lexicais com vistas ao tratamento dos repertórios lexicais dos sistemas lingüísticos.” Krieger e Finatto, 2004, 45) Nota: A Lexicologia tende a ser subsidiária de estudos que analisam as formas lexicais com vistas ao tratamento dos repertórios lexicais dos sistemas lingüísticos. No caso da Terminologia, a Lexicologia contribui com o exame do comportamento morfossintático das terminologias. V. léxico, termo, Terminologia. Lexicologia especializada s. f. V. Terminologia língua de especialidade s. f. V. terminologia P palavra s. f V. léxico
  32. 32. S Socioterminologia s. f. Var.: socioterminologia Teoria terminológica de base lingüístico-comunicacional proposta por François Gaudin que faz uso da teoria variacionista da Sociolingüística. Com isso, insere nos campos de estudos terminológicos, os aspectos sociais da terminologias como forma de atender as necessidades informacionais do usuário. “Assim, para a Socioterminologia, o termo é (...) uma unidade composta de conteúdo e de expressão indissociáveis, sem que um seja prioritário ou preceda o outro.” (Barros, 2004, 70) Nota: A Socioterminologia ocupa-se, ainda, de estudos acerca dos processos de banalização de linguagem. V. Teoria Geral da Terminologia; Teoria Comunicativa da Terminologia; Teoria Sociocognitiva da Terminologia. sintagma lexical s. m. V. sintagma terminológico sintagma terminológico s. m. Var.: sintagmas terminológicos Sin.: unidade terminológica sintagmática; termos sintagmáticos; sintagmas lexicais. Unidade terminológica complexa estruturada através da combinação de lexemas que constituem uma unidade lingüística maior. “As unidades terminológicas constituídas de diversos lexemas (termos complexos são também ditas termos sintagmáticos, termos-sintagmas ou sintagmas terminológicos.” (Barros, 2004, 101) Nota: Nas combinações especializadas, a produtividade discursiva exprime-se em grande parte pela criação de sintagmas terminológicos.
  33. 33. T tecnoleto s.m. V. termo Teoria Comunicativa da Terminologia s. f. Var.: TCT Teoria terminológica da base lingüístico-comunicacional proposta por Maria Teresa Cabré do Instituto de Lingüística Aplicada da Universidade Pompeu Farba em Barcelona, Espanha. Fundamenta-se nos aspectos comunicativos das terminologias levando a postular que a priori não há termos, nem palavras, mas somente unidades lexicais, tendo em vista que estas adquirem estatuto de termo no âmbito das comunicações especializadas. “No quadro de redimensionamento dos estudos terminológicos, destaca-se a Teoria Comunicativa da Terminologia (TCT), proposta por Maria Teresa Cabré e o grupo de pesquisadores do Instituto de Lingüística Aplicada, da Universidade Pompeu Farba, em Barcelona.” (Krieger e Finatto, 2004, 35) Nota 1: A TCT, ao contrário da TGT, percebe o termo em seus aspectos lingüísticos, cognitivos e sociais. Com isso passa a tratar das sinonímias, homonímias, polissemia e das variações lingüísticas. Nota 2: A TCT fundamenta-se em três pontos: a teoria do conhecimento, que ocupa-se das possibilidades e tipos de conceitualização da realidade, e da relação conceito-designação; a teoria da comunicação, que estuda as situações comunicacionais; e em uma teoria da linguagem que analise os termos como unidades da língua geral e como unidades que designam conceitos de um dado conhecimento em uma dada situação. V. Teoria Geral da Terminologia; Teoria Sociocognitiva da Terminologia; Socioterminologia. Teoria Geral da Terminologia s. f. Var.: TGT Sin.: teoria wüsteriana; Terminologia de linha wüsteriana Teoria terminológica de fundamentação cognitiva surgida na Escola de Viena, a partir dos trabalhos do engenheiro austríaco Eugen Wüster. Seu objetivo principal é a padronização dos termos técnico-científicos eliminando a ambigüidade dentro da comunicação especializada. Para tanto rejeita a polissemia, a homonímia e a sinonímia. Possui uma visão predominantemente onomasiológica.
  34. 34. “O enfoque congnitivo e os princípios normativos presidem também os estudos de Wüster, os quais deram origem à Teoria Geral da Terminologia (TGT).” (Krieger e Finatto, 2004, 31) Nota 1: A TGT tornou-se uma marco porque a partir dela a Terminologia sistematizou-se como disciplina e campo de estudos, ganhou fundamentos epistemológicos e objeto próprio de investigação. Nota 2: A TGT vê o termo como um elemento isolado das línguas naturais não sofrendo, portanto, os mesmos processos lingüísticos que o léxico geral. Nota 3: A TGT descarta uma abordagem diacrônica da unidade terminológica. Para ela o conteúdo de um termo pode ser tratado independente de sua expressão. Dá-se prioridade ao conceito antes de buscar uma designação correspondente. V. Escola de Viena; Teoria Comunicativa da Terminologia; Teoria Sociocognitiva da Terminologia; Socioterminologia. Teoria Sociocognitiva da Terminologia s. f. Var.: TST Teoria terminológica de base lingüístico-comunicacional proposta por Rita Temmerman estruturada sobre paradigmas da hermenêutica. Percebe os termos como unidades de compreensão e de representação, funcionando em modelos cognitivos e culturais. “Em consonância com esse enfoque, alinha-se a Teoria Sociocognitiva da Terminologia, de Rita Temerman (2000), estruturado sobre paradigmas da hermenêutica.” (Krieger e Finatto, 2004, 37) Nota: A TST compreende que as terminologias estão em constante evolução, conseqüentemente ela contempla o tratamento das sinonímia e polissemia. V. Teoria Geral da Terminologia; Teoria Comunicativa da Terminologia; Socioterminologia teoria wüsteriana s. f. V. Teoria Geral da Terminologia Terminografia s. f. Sin.: Lexicografia Especializada Disciplina ou campo de estudos voltado à produção de dicionário técnicos, glossários e banco de dados terminológicos mono e/ multilingüe, bem como analisar os procedimentos metodológicos dessa produção.
  35. 35. “No conjunto das particularidades da Terminografia, é preciso salientar que essa área não se restringe a uma visão pragmática de produção de instrumentos de refrência especializada, mas é também um estudo sobre termos.” (Krieger e Finatto, 2004, 50) Nota: Hoje a Terminografia faz uso do pensamento lingüístico para fundamentar- se em princípios comunicativos. V. Terminologia; termo. Terminologia s. f. Sin.: Lexicologia especializada. Disciplina ou campo de estudos que trata das línguas ou linguagens de especialidade através de análise dos termos técnico-científicos, das fraseologias especializadas e das definições. “A Terminologia possui um caráter inter e transdisciplinar, o quer leva a convocar um conjunto de saberes para a apreensão do fenômeno terminológico, por excelência , o termo, cuja essência situa-se na representação lexical do conhecimento especializado e na sua divulgação.” (Krieger e Finatto, 2004, 40) Nota: A Terminologia possui um caráter inter e transdisciplinar por levar a convocar um conjunto de saberes para a apreensão do fenômeno terminológico. Entretanto, é seus caráter multidisciplinar que leva alguns estudiosos a não considerá-la como uma disciplina autônoma o que não impede que o campo de estudos terminológico tenha uma identidade própria. V. termo, terminologia, Lexicologia. terminologia s.m. Var. terminologias Sin.: conjunto de termos; conjunto terminológico; língua de especialidade. Conjunto de termos próprios de um domínio, de um grupo de pessoas ou de um indivíduo. “Com sentido de conjunto de termos, terminologia é grafada com t minúsculo, com T maiúsculo, quando referida como campo de estudos ou disciplina” (Krieger e Finatto, 2004, 13) V. termo, Terminologia. Terminologia de linha wüsteriana s. f. V. Teoria Geral da Terminologia
  36. 36. termo s. m. Var.: termo técnico-científico; termo especializado. Sin.: léxico especializado; unidade terminológica; unidade lexical especializada; léxico temático; tecnoleto. Objeto de estudo da Terminologia. Unidade lexical que, ao se realizar no âmbito das comunicações especializadas, tem atribuído no seu significado um conceito específico próprio de uma área de conhecimento. “O termo é portanto uma unidade lexical com conteúdo específico dentro de um domínio específico.” (Barros, 2004, 40) Nota: De acordo com a Teoria Comunicativa da Terminologia não existem termos nem palavras a priori, mas sim unidades lexicais que assumem estatuto de termo dentro das comunicações especializadas. V. Terminologia; terminologia; unidade lexical; sintagma terminológico. termo sintagmático s. m. V. sintagma terminológico U unidades fraseológicas s. f. V. fraseologia especializada unidade léxica s. f. V. léxico unidade lexical s. f. V. léxico unidade lexical especializada s. f. V. termo unidade terminológica s. f. V. termo unidade terminológica sintagmática s. f.
  37. 37. V. sintagma terminológico V vocabulário bilíngüe s. m. V. glossário bilíngüe vocabulário multilíngüe s. m. V. glossário multilíngüe
  38. 38. CONCLUSÃO Procuramos neste trabalho iniciar um estudo aprofundado dos termos da própria Terminologia como forma de contribuir na divulgação e motivação à pesquisa terminológica Infelizmente uma das maiores dificuldades de um trabalho deste porte é o tempo – o que nos levou a optar por apresentar apenas elementos de uma futura pesquisa mais densa. Contudo, a partir deste primeiro passo, é possível expandir a obra, seja em quantidade de termos, seja em equivalentes em L2 ou, talvez, sua densidade terminológica. Procuramos seguir criteriosamente as orientações teórico-metodológicas da Terminografia Textual para a confecção do glossário por tal teoria ir ao encontro de nossos objetivos. Porém poucas são as fontes a que tivemos acesso que contemplam esta abordagem. Felizmente contamos com a constante ajuda do especialista que foi de fundamental importância para esclarecer as questões que foram surgindo no decorrer da pesquisa. Partiremos agora para novas etapas da pesquisa, sem na verdade, reformular as primeiras. Este desenvolvimento, acreditamos, é o único constante dentro de um estudo terminológico, uma vez que novas teorias vem surgindo e com elas novas terminologias. Por fim, esperamos ter contribuído de forma substancial para formentar a discursão a cerca de um tema tão pouco debatido, todavia, como procuramos destacar, de fundamental importância
  39. 39. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS, Lídia Almeida. Curso Básico de Terminologia. São Paulo: EDUSP, 2004 CABRÉ, Maria Teresa. Una nueva teoria de la terminologia: de la denominación a la comunicación. (ANAIS DE CONGRESSO). [S. L.: s. n.] FARIAS, Emília Maria Peixoto. A linguagem da moda no português conteporâneo. Tese de doutorado. Recife: UFPE, 2001 KRIEGER, Maria da Graça. Do ensino da Terminologia para tradutores: diretrizes básicas. (Mimeo.) ____________. Terminografia textual: fundamentos e operacionalidade. (Mimeo.) KRIEGER, Maria da Graça & FINATTO, Maria José Bocorny. Introdução à Terminologia: teoria e prática. São Paulo: CONTEXTO, 2004 PONTES, Antônio Luciano. Os termos da cultura e da insdustrialização do caju. Tese de doutorado. Assis – SP: UNESP, 1996 SANTIAGO, Márcio Sales. Por um glossário dos termos da Educação à distância. Monografia de Graduação. Fortaleza: UNIFOR, 2003 STREHLER, René G. A socioterminologia como base de elaboração de glossários. Brasília: CADERNOS DE INFORMAÇÃO. Vol. 24. No. 03, 1995

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