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No caminho da Ciência Aberta: considerações sobre os preprints na comunicação da ciência

Apresentação realizada na 11ª ConfOA, de 06 a 08 de outubro de 2020, em formato virtual.

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No caminho da Ciência Aberta: considerações sobre os preprints na comunicação da ciência

  1. 1. No caminho da ciência aberta: considerações sobre os preprints na comunicação da ciência Eloísa Príncipe
  2. 2. O que é um preprint? • [...] é um manuscrito científico depositado pelo(s) autor(es) numa plataforma aberta e acessível, geralmente antes ou em paralelo com o processo de revisão pelos pares. (COPE, 2018). – depósitos feitos também pelas revistas científicas. – plataformas abertas, temáticas ou gerais. – o seu principal objetivo é agilizar o processo da comunicação científica, de maneira aberta, transparente, imediata e ampla.
  3. 3. Características gerais • o preprint recebe um número DOI - Digital Object Identifier; • abertos a comentários; • os servidores permitem o versionamento do preprint, mas os autores não podem retirar os documentos já depositados; • os servidores destacam, no site e nas páginas dos preprints, que esses documentos são “relatórios preliminares que não foram revisados por pares, alertando para o seu uso, pois não devem ser considerados como conclusivos.” (KIRKHAM et al., 2020);
  4. 4. Características gerais • os servidores apresentam orientações para o depósito; • os servidores fazem uma triagem, visando identificar, principalmente, problemas éticos: – para ser publicado em servidores de preprint [...] um artigo deve passar por uma avaliação básica que busca identificar plágio, conteúdo ofensivo, conteúdo não científico e material que possa representar risco à saúde. Os examinadores não avaliam os métodos, conclusões ou a qualidade de um artigo. (ORDWAY, 2020); • direcionamento do artigo publicado para o preprint.
  5. 5. Exemplos de revistam que aceitam preprints • The Journal of Clinical Investigation • Physical Review, Physics Today • Science • Nature • New England Journal of Medicine (NEJM) • Memórias do Instituto Oswaldo Cruz • Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical • Arquivos Brasileiros de Cardiologia • Arquivos Brasileiros de Cardiologia: Imagem Cardiovascular • International Journal of Cardiovascular Sciences • Revista Brasileira de História da Educação
  6. 6. AfricArxiv ChinaXiv Open Science Framework SportRχiv PaleorXiv Preprints
  7. 7. • SciELO Preprint foi lançado, em 7 de abril de 2020; • Operado pelo Open Preprint Systems (OPS), software de código aberto, desenvolvido pelo Public Knowledge Project (PKP); • A plataforma, implementada em três idiomas, está organizada em áreas temáticas; • Os autores depositam seus preprints; • Após passar por uma triagem básica, realizada pelos editores de área do manuscrito, é atribuído um DOI ao preprint e, então, é disponibilizado na ordem em que foi aprovado para publicação, sob a licença “CC BY” e sujeito à comentários; • Novas versões serão vinculadas às versões anteriores; • Link de redirecionamento para o artigo final ou versão de registro no periódico. Fonte: https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/faq
  8. 8. • A busca na plataforma pode ser feita por termos livres, e os filtros avançados permitem a delimitação temporal e por autor; • Hoje, o número de papers depositados chega a 554. Todas as áreas estão cobertas, sendo a área das Ciências da Saúde a que mais se destaca, com71%. As demais áreas apresentam os seguintes percentuais: Ciências Humanas (55/10%), Ciências Sociais Aplicadas (52/9%), Ciências Biológicas (37/7%), Ciências Agrárias (6/1%), Engenharias (7/1%) e Ciências Exatas e da Terra (1/0%) e LLA (2/0%). Fonte: https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/faq
  9. 9. • lançado oficialmente no dia 20 de maio de 2020, fruto da parceria entre a Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec Brasil) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), com o apoio da Unesco; • desenvolvido na plataforma Dspace, os documentos são organizados em comunidades, coleções e itens: revistas científicas formam a comunidade principal e cada revista é uma coleção, que abriga, como itens, os preprints depositados; • Desenvolvido em quatro idiomas; • Fonte: https://preprints.ibict.br/perguntasFrequentes.jsp
  10. 10. • diferentemente da maioria dos servidores de preprint, no EmeRI quem deposita o paper não é o autor, mas sim o editor da revista à qual foi submetido o artigo. Assim, apenas as revistas cadastradas nessa plataforma é que podem depositar preprints; • a busca: título, resumo, palavras-chaves, autor, data do depósito e outros campos; • atualmente, 8 revistas (1 Equador) estão indexadas no EmeRI. • Fonte: https://preprints.ibict.br/perguntasFrequentes.jsp
  11. 11. Preprints – benefícios (SOUZA, 2019) • Agilidade – em pouco tempo o documento estaria disponível online à comunidade científica para leitura e citação; • Acesso aberto – a publicação em preprints proveria o acesso aberto, gratuito e irrestrito às publicações científicas; • Garantia de originalidade – um preprint asseguraria ao autor (e, consequentemente, à sua instituição, laboratório ou grupo de pesquisa) a prioridade de uma descoberta ou recorte de pesquisa;
  12. 12. Preprints – benefícios (SOUZA, 2019) • Economia – a disponibilização gratuita do documento em um repositório online de acesso gratuito favoreceria autores que atualmente pagam a publicação de seus artigos através da APC (Article Processsing Charge), as chamadas taxas de submissão e publicação ou mesmo a cobrança de acesso aos artigos, os paywalls; • Melhoramento – com a possibilidade de o preprint ser comentado (por pares ou não), o documento poderia ser melhorado e suas versões posteriores, acessadas por leitores;
  13. 13. Preprints – benefícios (SOUZA, 2019) • Duplicação de estudos– a rápida disponibilização dos resultados de pesquisa evitaria o investimento financeiro em novos estudos de temáticas que já possuem estudos em curso; • Garantia de publicação – o autor garantiria que, ainda que seu manuscrito demorasse muito para ser avaliado por periódicos, ou mesmo que fosse rejeitado, o trabalho seria divulgado; • Erros – a publicação ágil possibilitaria a detecção precoce de erros e sua consequente correção nas versões posteriores do documento; • Citação – a rápida divulgação do manuscrito ampliaria a janela de citação do documento.
  14. 14. Preprints – preocupações (SOUZA, 2019) • Qualidade – questiona-se o quanto a liberdade de publicação poderia ocasionar uma superpopulação de documentos de menor qualidade submetidos a repositórios de preprints; • Avaliação prévia – caso houvesse uma avaliação prévia, questiona-se a quem seria atribuída, considerando a escassez de editores e a sobrecarga dos docentes pesquisadores; • Responsabilidade do autor – o julgamento inicial sobre a qualidade do trabalho recairia sobre o autor, por vezes um pesquisador inexperiente e nem sempre devidamente orientado;
  15. 15. Preprints – preocupações (SOUZA, 2019) • Erros – os preprints poderiam apresentar erros metodológicos, estatísticos, entre outros, que, a depender da existência ou não da pré-análise, poderiam ser divulgados indistintamente; • Avaliação duplo-cego – com os preprints, não há necessidade de se manter o processo de avaliação duplo-cego, implicando uma mudança no modus operandi vigente; • Interatividade – apesar de muitas vezes abertos a comentários, poucos preprints recebem avaliações de pares nos repositórios;
  16. 16. Preprints – preocupações (SOUZA, 2019) • Recuperação – questiona-se se os preprints seriam considerados documentos legítimos a serem incluídos em estudos documentais, bibliométricos e revisões da literatura, pois são considerados por muitos ainda literatura cinzenta; • Competitividade – questiona-se o quanto a submissão de preprints poderia incentivar uma maior competitividade entre pesquisadores e laboratórios, em decorrência da facilidade de publicação; • Especificidade – questiona-se a adoção indistinta de um modelo único, o qual desconsideraria as características de cada área;
  17. 17. Preprints – preocupações (SOUZA, 2019) • Falta de políticas – como para algumas áreas se trata de tema recente, muitos periódicos não têm políticas definidas sobre a aceitação ou não de manuscritos previamente submetidos a repositórios de preprints; • Perda da originalidade – para os periódicos, significaria a perda da prioridade de divulgação de descobertas, já que os repositórios seriam o primeiro veículo de divulgação dos manuscritos; • Risco de “roubo” (scoop)– questiona-se a possibilidade de uma pesquisa ser beneficiada com os resultados publicados num preprint e publicar um estudo similar num periódico de grande impacto, por exemplo.
  18. 18. arXiv - Número total de submissões por mês 1991 a 2020 Fonte: https://arxiv.org/stats/monthly_submissions.
  19. 19. Evolução dos depósitos de preprints de 2008 a 2018 em diferentes plataformas Fonte: http://www.prepubmed.org/monthly_stats/
  20. 20. Fonte: CrossRef, jun. 2018
  21. 21. Conclusões • os preprints vêm demarcando uma nova forma de comunicar e compartilhar a ciência; • Atualmente, a possibilidade e o interesse em publicar no formato de preprint aumenta a cada dia, com maior ou menor incidência em praticamente todas as áreas científicas. (FERREIRA; SERPA, 2018). • no cenário internacional, a aceitação de preprints como modelo de publicação parece ser irreversível; • sua aceitação pode ser atestada pelo número de servidores criados em áreas específicas e gerais, pelo número cada vez maior de depósitos realizados nessas plataformas e número de downloads realizados; • ações diretas e concretas (autores, revistas, agências) devem ser implementadas, observando as particularidades e especificidades de cada área do conhecimento; • o uso e a ampla disseminação do preprint contribuem para a ampliar e consolidar o movimento da ciência aberta.
  22. 22. Referências COPE. COPE Discussion document: Preprints. Mar. 2018. Disponível em: https://publicationethics.org/files/u7140/COPE_Preprints_Mar18.pdf. Acesso em: 1 set. 2020. KIRKHAM, Jamie J. et al. A systematic examination of preprint platforms for use in the medical and biomedical sciences setting. BioRxiv: The Preprint Server for Biology, 2020. Disponível em: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.04.27.063578v1. Acesso em: 5 set. 2020. ORDWAY, Denise-Marie. Cobertura de preprints de pesquisa biomédica em meio ao coronavírus: 6 coisas a saber. [em linha]. SciELO em Perspectiva, 2020. Disponível em: scielo.org/blog/2020/04/15/cobertura-de-preprints-de- pesquisa-biomedica-em-meio-ao-coronavirus-6-coisas-a-saber-originalmente- publicado-no-journalists-resource-em-abril-2020. Acesso em: 30 ago. 2020. SOUZA, Jonathan Renan da Silva. A emergência dos preprints para a ciência brasileira: considerações sob a ótica da Enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 53, e03534, 2019. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080- 623420190001060604&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 26 abr. 2020.
  23. 23. • Obrigada! • principe@ibict.br

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