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O jovem como sujeito do ensino médio Salete

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Publicado en: Educación
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O jovem como sujeito do ensino médio Salete

  1. 1. PACTO NACIONAL PELO ENSINO MÉDIO O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO: Algumas propostas e reflexões Salete Vargas Perini
  2. 2. Introdução  No cotidiano da escola e, principalmente na sala dos professores, podemos perceber que o desafio de trabalhar com os “jovens de hoje” costuma ser um tema constante nas rodas de conversa entre colegas. Nestas conversas, é comum encontrar queixas sobre como o cotidiano escolar é tumultuado por problemas provocados pelos jovens estudantes. A indisciplina costuma ser o principal problema apontado. Ela se manifesta na crítica à “falta de respeito” com os professores, nas relações agressivas entre os próprios jovens, na agressão verbal e física, na “irresponsabilidade” diante dos compromissos escolares e na “dispersão” devido ao uso de celulares ou outros aparelhos eletrônicos, mesmo na sala de aula.
  3. 3. A EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA – ENSINAR HOJE:  TENSÕES; DILEMAS; DESAFIOS. Os professores e outros, portanto, devem pensar não apenas sobre como ensinar para a sociedade do conhecimento, mas também sobre como ensinar para além dela, de forma que possamos tratar de outros valores humanos e propósitos educacionais consistentes, além do lucro, propósitos estes relacionados a caráter, comunidade, democracia e identidade cosmopolita. Devemos pensar além da educação pública que proporciona valor para o dinheiro e garantir que ela promova também valor para o bem (HARGREAVES, 2004, p.74-75).
  4. 4. 1.Construindo uma noção de juventude  A forma de se vestir dos jovens também é vista como “rebeldia” e afronta ao que se exige como uniforme escolar, são calças e blusas larguíssimas, piercings, tatuagens e o boné: ah, o boné! Este é quase sempre o pivô do conflito quando a escola define um padrão rígido de vestimenta. A lista poderia crescer infinitamente, como forma de exemplificar os pontos de tensão entre jovens e professores no ambiente escolar. Não é este o nosso objetivo.  Música
  5. 5.  De toda forma, o Brasil possui uma legislação avançada e protetiva de adolescentes e jovens. Citamos: o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) e o Estatuto da Juventude (2013). Em julho de 2010, foi aprovada a PEC da Juventude (Proposta de Emenda Constitucional nº 65), após tramitar sete anos no Congresso Nacional. A Emenda inseriu o termo “jovem” no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal, assegurando ao segmento direitos já garantidos constitucionalmente às crianças, adolescentes, idosos, indígenas e mulheres.
  6. 6. 1.1. E o que seria então a juventude?  São estas imagens alternativas ao “jovem problema” que precisam ser construídas se queremos, de fato, conhecer nossos estudantes.  Se nos apegarmos a “modelos” negativos socialmente construídos, correremos o risco de produzir imagens em negativo de nossos jovens. Este é o caminho que leva à construção de uma educação pelo “caminho da falta”. Ou seja, enfatizar os aspectos negativos e as peças idealizadas que faltariam para compor o nosso tipo ideal de jovem. Não é incomum encontrarmos uma situação em que pessoas adultas projetam nas novas gerações as lembranças, idealizações e valores de sua própria juventude.
  7. 7.  Podemos afirmar que a juventude é uma categoria socialmente produzida. Temos de levar em conta que as representações sobre a juventude, os sentidos que se atribuem a esta fase da vida, a posição social dos jovens e o tratamento que lhes é dado pela sociedade ganham contornos particulares em contextos históricos, sociais e culturais distintos. A pesquisa antropológica é rica em exemplos que demonstram etapas biológicas da vida elaboradas simbolicamente com rituais que definem fronteiras entre idades específicas de cada grupo social.
  8. 8. 2. Jovens, culturas, identidades e tecnologias  O documentário "O Desafio do passinho: Uma Forma de Expressão Corporal e Sociocultural" busca mostrar o lado bom da dança funk para jovens e crianças de favela. Além disso, o documentário mostra de forma sutil as variações e mudanças culturais que a sociedade enfrenta hoje, seja por meio das influências externas ou pela transformação do indivíduo para a sociedade. O projeto conta ainda com a participação do idealizador do Evento "A Batalha do Passinho, Júlio Ludemir; o dançarino do Bonde do Passinho, Cebolinha; e a Moderadora da Comunidade "Passinho Foda", Leandra Perfect´s. Além desses nomes diretamente ligados à dança do passinho, contamos também com a opinião e visão de alunos, professores e diretores das escolas municipais que participaram das eliminatórias do "Desafio do Passinho", evento desenvolvido especialmente para a gravação deste documentário.
  9. 9. O filme indaga jovens sobre suas experiências com o racismo e apresenta as estratégias intergeracionais e coletivas produzidas a partir de suas participações Núcleo de Cultura do Guadá, no Colégio Estadual Guadalajara (Duque de Caxias/RJ), para a superação do racismo, que passam pela identidade racial e social, pela ressignificação do território escolar e pela construção de novos projetos de vida. A produção se alia aos esforços de fortalecimento do campo de debates e formação dos educadores em torno da aplicação da lei 10.639 que institui o ensino da História e cultura da África e das diversas contribuições e lutas dos afrobrasileiros/as, nos currículos escolares.
  10. 10. 3.1. A relação dos jovens com o mundo do trabalho  Afinal, mesmo que os jovens estudantes não saibam exatamente verbalizar sobre seus projetos, o que eles e elas nos dizem, de uma forma ou de outra, é que almejam “ser alguém na vida”. Em outras palavras, demonstram de diferentes formas a busca em encontrar um lugar para si no futuro. Lugar este que já se aproxima quando o projetamos com consciência. Nós, professores e professoras, podemos ser parceiros e coconstrutores desses projetos para o futuro dos jovens e das jovens estudantes. Um caminho para isso é proporcionar chances para que os estudantes falem de si e de seus projetos. ( documentário jovem – Morro do Palácio)  Proposta: CONHECER MELHOR AS PROFISSÕES SONHADAS
  11. 11. VAMOS TRABALHAR EM GRUPO 1)Iniciamos nosso diálogo falando do “jogo de culpados” na escola. Como “virar este jogo” e construir novos relacionamentos entre professores e seus jovens estudantes? 2) Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e jovens se culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para que serve a escola nos dias de hoje? 3)Que tal promover uma conversa na escola sobre a questão dos sentidos do estar na escola para professores e estudantes? E por que não elaborar estratégias para promover o reconhecimento mútuo?

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