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Resumo do artigo “Terapia Nutricional no Paciente com
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica” do Projeto
Diretrizes.
 Doenças respiratórias ocupam 4º lugar como causas de morte
 DPOC: predominante no grupo com grande impacto econômico, na morbidade e na
mortalidade; requer prevenção, o controle e o tratamento desses doentes.
 Desnutrição na DPOC:
 Frequente;
 Associada a morbi-mortalidade aumentada;
 Vários contribuintes: diminuição na ingestão calórica (alteração da regulação do apetite),
desconforto pela dispneia (mediadores inflamatórios – resistência à insulina e ao GH),
diminuição do gasto energético (hipermetabólico, aumento do trabalho respiratório),
idade, inatividade física, hipoxia e uso de medicamentos (principalmente corticoides,
relacionados com a perda de peso e a diminuição da massa magra, inclusive do músculo
diafragma, levando à retenção de CO2).
 TN isolada não é capaz de impedir ou melhorar esse processo.
 Conjunto de medidas:
 Reabilitação pulmonar
 Correção da hipoxia
 Terapia medicamentosa
 Controle inflamatório
 Mudanças nos hábitos são necessários para o sucesso do tratamento.
 A avaliação clínica, a antropometria e a avaliação bioquímica e imunológica são
recomendadas para o diagnóstico e acompanhamento do estado nutricional do paciente
com DPOC.
 Métodos tradicionais de avaliação e acompanhamento nutricional: avaliação clínica,
antropometria, bioquímica e resposta imunológica celular.
 Porcentagem de peso ideal, pregas cutâneas do tríceps, circunferência do braço, índice
creatinina/altura (ICA), transferrina, albumina, proteína carreadora de retinol e
contagem de linfócitos.
 Bioimpedância elétrica: mostra com maior acerto variáveis de gravidade da doença
quando comparados ao IMC.
 Prediz mortalidade, porém fornece mais informações quando comparado ao IMC, e deve ser
considerado na avaliação nutricional rotineira do doente pulmonar crônico.
 IMC < 25 kg/m² menor sobrevida em pacientes com DPOC dependentes de
oxigênio domiciliar e a recuperação do EN,
 Com terapia nutricional reduz o número de óbito.
 Redução de IMC, perda não intencional de peso e a diminuição da massa magra
são analisadas fatores independentes de mau prognóstico.
 A recuperação do estado nutricional com o uso de TN está associada à redução de
mortalidade em pacientes com DPOC dependentes de oxigênio domiciliar.
 A perda de peso pode ser alterada por terapia apropriada em alguns pacientes com
DPOC.
 Hipermetabólico e Hipercatabólico: características relevantes para o planejamento
nutricional
 Dispneia e intolerância aos exercícios, além de aumento na PaCO2: maior gasto
energético em repouso nos pacientes com DPOC, com aumento na oxidação de
carboidratos, leva a aumento do trabalho respiratório e a diminuição da eficiência
respiratória.
 Maior nível sérico de substâncias catabólicas (cortisol e interleucina 6) em relação
às anabólicas (DHEAS, IGF-1 e testosterona), além de maior relação de fatores
catabólicos/anabólicos.
 Dieta rica em CHO: acrescem a produção de CO2 e do quociente respiratório, induzindo ao incremento
do trabalho respiratório
 Contribuem para elevação da PaCO2 e da dispneia, levando à redução da tolerância aos exercícios.
 Dietas Lipídicas:
 Alta: maior incidência de sintomas gastrointestinais (retardo no esvaziamento gástrico) podendo causar
desconforto respiratório;
 Estudo: associação da ingestão alimentar e a produção de CO2, recomendando concentração de gordura de 20% a
40% do total de calorias.
 Em insuficiência respiratória de diferentes causas, não se notou vantagem ou desvantagem do uso de
infusão de lipídios intravenosos, em pacientes com DPOC.
 Não existem vantagens adicionais no uso de suplemento nutricional oral (SNO) pobre em carboidratos
e rico em lipídios quando comparado a SNO padrão, rico em proteína ou em energia.
 Dieta glicídica é mais tolerada para os pacientes.
 Suplementação nutricional, enteral ou parenteral, em repouso: melhora no estado
nutricional, no balanço nitrogenado, no ganho de peso, na circunferência do braço
e na capacidade de ligação do ferro (melhora a força muscular respiratória e
resistência da musculatura periférica).
 Recomendação: oferta hipercalórica (1,7x a taxa metabólica em repouso) e
hiperprotéica (guiada pelo balanço nitrogenado) para a recuperação do estado
nutricional.
 Oferta calórica de 1,3x a taxa metabólica em repouso para o paciente com DPOC
estável é recomendada.
 Reconhecimento do estado metabólico.
 Sugerido para melhorar o balanço nitrogenado e a força muscular desses pacientes
 Aumento de massa muscular sem melhoria na tolerância ao exercício e sem aumento da
força muscular.
 Pacientes em ventilação mecânica: não diminui o tempo de ventilação mecânica e
não melhora a sobrevida.
 Não é recomendado o uso de GH como complemento à terapia nutricional.
 Estudo duplo-cego: pacientes com anorexia e abaixo do peso com o uso de acetato
de megestrol pode resultar em melhora no apetite e no ganho de peso, sem efeito
na função respiratória ou na tolerância ao exercício.
 Nandrolona: em curtos períodos pode trazer benefícios funcionais a pacientes com
DPOC, especialmente os corticodependentes, sem, entretanto, ter impacto na
mortalidade.
 Oxandrolona: bem tolerada em pacientes com DPOC com perda de peso.
 Exacerbação aguda da DPOC está acompanhada de desequilíbrio no balanço
nitrogenado, gerado pela diminuição da ingestão alimentar e pelo aumento no
gasto energético do paciente.
 Intervenção terapêutica resulta em diminuição no gasto energético.
 Necessidade maior de potássio, fósforo, magnésio, zinco e vitaminas.
 Necessidade energética = 40-45 kcal/kg/dia
 Necessidade proteica = 1,5 kg/dia
Progressão lenta e monitorada por
parâmetros metabólicos (glicemia e CO2,
de preferência com calorimetria
indireta.
 Ajudar pacientes nos diferentes estágios clínicos da doença
 Uso de dietas ricas de lipídios tem sido recomendado para facilitar o desmame da
ventilação mecânica apenas em pacientes retentores de CO2, nos quais as
medidas habituais do tratamento não reduzem o esforço respiratório.
 Reduzir o catabolismo e a perda nitrogenada
 Em períodos de estabilidade: reduzir a repleção nutricional.
 TNE é mais barata e possui menos incidência infecciosa
 Rigor para não hiperalimentar (aumenta o consumo de O2).
 Terapia mista: não traz benefícios clínicos;
 Nutrição enteral precoce com uso de glutamina, enteral ou parenteral, e o controle
glicêmico intensivo estão todos associados com a redução de mortalidade por
infecção em pacientes graves.
 Nos pacientes em que o tubo digestivo não esteja funcionante, pode-se utilizar a
via parenteral e a mista (enteral e parenteral)
 Auxilia na diminuição nos níveis de mediadores inflamatórios, como citocinas,
interleucinas, fator de necrose tumoral e leucotrienos.
 Estudo – teste de caminhada 6’: com o consumo, diminui a escala de dispneia de
Borg e na saturação arterial de oxigênio também apresentaram melhoria
significativa.
 Estudo com uso de EPA, óleo de borage e antioxidantes: efeito positivo sobre
tempo de internação, tempo de ventilação mecânica e diminuição do risco de nova
falência orgânica.
 Papel de mediador inflamatório na dinâmica respiratória.
 Não há evidência suficiente para se recomendar o uso de ômega-3 no paciente com
DPOC.

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Terapia Nutricional na DPOC

  • 1. Resumo do artigo “Terapia Nutricional no Paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica” do Projeto Diretrizes.
  • 2.  Doenças respiratórias ocupam 4º lugar como causas de morte  DPOC: predominante no grupo com grande impacto econômico, na morbidade e na mortalidade; requer prevenção, o controle e o tratamento desses doentes.  Desnutrição na DPOC:  Frequente;  Associada a morbi-mortalidade aumentada;  Vários contribuintes: diminuição na ingestão calórica (alteração da regulação do apetite), desconforto pela dispneia (mediadores inflamatórios – resistência à insulina e ao GH), diminuição do gasto energético (hipermetabólico, aumento do trabalho respiratório), idade, inatividade física, hipoxia e uso de medicamentos (principalmente corticoides, relacionados com a perda de peso e a diminuição da massa magra, inclusive do músculo diafragma, levando à retenção de CO2).
  • 3.  TN isolada não é capaz de impedir ou melhorar esse processo.  Conjunto de medidas:  Reabilitação pulmonar  Correção da hipoxia  Terapia medicamentosa  Controle inflamatório  Mudanças nos hábitos são necessários para o sucesso do tratamento.
  • 4.  A avaliação clínica, a antropometria e a avaliação bioquímica e imunológica são recomendadas para o diagnóstico e acompanhamento do estado nutricional do paciente com DPOC.  Métodos tradicionais de avaliação e acompanhamento nutricional: avaliação clínica, antropometria, bioquímica e resposta imunológica celular.  Porcentagem de peso ideal, pregas cutâneas do tríceps, circunferência do braço, índice creatinina/altura (ICA), transferrina, albumina, proteína carreadora de retinol e contagem de linfócitos.  Bioimpedância elétrica: mostra com maior acerto variáveis de gravidade da doença quando comparados ao IMC.  Prediz mortalidade, porém fornece mais informações quando comparado ao IMC, e deve ser considerado na avaliação nutricional rotineira do doente pulmonar crônico.
  • 5.  IMC < 25 kg/m² menor sobrevida em pacientes com DPOC dependentes de oxigênio domiciliar e a recuperação do EN,  Com terapia nutricional reduz o número de óbito.  Redução de IMC, perda não intencional de peso e a diminuição da massa magra são analisadas fatores independentes de mau prognóstico.  A recuperação do estado nutricional com o uso de TN está associada à redução de mortalidade em pacientes com DPOC dependentes de oxigênio domiciliar.  A perda de peso pode ser alterada por terapia apropriada em alguns pacientes com DPOC.
  • 6.  Hipermetabólico e Hipercatabólico: características relevantes para o planejamento nutricional  Dispneia e intolerância aos exercícios, além de aumento na PaCO2: maior gasto energético em repouso nos pacientes com DPOC, com aumento na oxidação de carboidratos, leva a aumento do trabalho respiratório e a diminuição da eficiência respiratória.  Maior nível sérico de substâncias catabólicas (cortisol e interleucina 6) em relação às anabólicas (DHEAS, IGF-1 e testosterona), além de maior relação de fatores catabólicos/anabólicos.
  • 7.  Dieta rica em CHO: acrescem a produção de CO2 e do quociente respiratório, induzindo ao incremento do trabalho respiratório  Contribuem para elevação da PaCO2 e da dispneia, levando à redução da tolerância aos exercícios.  Dietas Lipídicas:  Alta: maior incidência de sintomas gastrointestinais (retardo no esvaziamento gástrico) podendo causar desconforto respiratório;  Estudo: associação da ingestão alimentar e a produção de CO2, recomendando concentração de gordura de 20% a 40% do total de calorias.  Em insuficiência respiratória de diferentes causas, não se notou vantagem ou desvantagem do uso de infusão de lipídios intravenosos, em pacientes com DPOC.  Não existem vantagens adicionais no uso de suplemento nutricional oral (SNO) pobre em carboidratos e rico em lipídios quando comparado a SNO padrão, rico em proteína ou em energia.  Dieta glicídica é mais tolerada para os pacientes.
  • 8.  Suplementação nutricional, enteral ou parenteral, em repouso: melhora no estado nutricional, no balanço nitrogenado, no ganho de peso, na circunferência do braço e na capacidade de ligação do ferro (melhora a força muscular respiratória e resistência da musculatura periférica).  Recomendação: oferta hipercalórica (1,7x a taxa metabólica em repouso) e hiperprotéica (guiada pelo balanço nitrogenado) para a recuperação do estado nutricional.
  • 9.  Oferta calórica de 1,3x a taxa metabólica em repouso para o paciente com DPOC estável é recomendada.  Reconhecimento do estado metabólico.
  • 10.  Sugerido para melhorar o balanço nitrogenado e a força muscular desses pacientes  Aumento de massa muscular sem melhoria na tolerância ao exercício e sem aumento da força muscular.  Pacientes em ventilação mecânica: não diminui o tempo de ventilação mecânica e não melhora a sobrevida.  Não é recomendado o uso de GH como complemento à terapia nutricional.
  • 11.  Estudo duplo-cego: pacientes com anorexia e abaixo do peso com o uso de acetato de megestrol pode resultar em melhora no apetite e no ganho de peso, sem efeito na função respiratória ou na tolerância ao exercício.  Nandrolona: em curtos períodos pode trazer benefícios funcionais a pacientes com DPOC, especialmente os corticodependentes, sem, entretanto, ter impacto na mortalidade.  Oxandrolona: bem tolerada em pacientes com DPOC com perda de peso.
  • 12.  Exacerbação aguda da DPOC está acompanhada de desequilíbrio no balanço nitrogenado, gerado pela diminuição da ingestão alimentar e pelo aumento no gasto energético do paciente.  Intervenção terapêutica resulta em diminuição no gasto energético.  Necessidade maior de potássio, fósforo, magnésio, zinco e vitaminas.  Necessidade energética = 40-45 kcal/kg/dia  Necessidade proteica = 1,5 kg/dia Progressão lenta e monitorada por parâmetros metabólicos (glicemia e CO2, de preferência com calorimetria indireta.
  • 13.  Ajudar pacientes nos diferentes estágios clínicos da doença  Uso de dietas ricas de lipídios tem sido recomendado para facilitar o desmame da ventilação mecânica apenas em pacientes retentores de CO2, nos quais as medidas habituais do tratamento não reduzem o esforço respiratório.  Reduzir o catabolismo e a perda nitrogenada  Em períodos de estabilidade: reduzir a repleção nutricional.
  • 14.  TNE é mais barata e possui menos incidência infecciosa  Rigor para não hiperalimentar (aumenta o consumo de O2).  Terapia mista: não traz benefícios clínicos;  Nutrição enteral precoce com uso de glutamina, enteral ou parenteral, e o controle glicêmico intensivo estão todos associados com a redução de mortalidade por infecção em pacientes graves.  Nos pacientes em que o tubo digestivo não esteja funcionante, pode-se utilizar a via parenteral e a mista (enteral e parenteral)
  • 15.  Auxilia na diminuição nos níveis de mediadores inflamatórios, como citocinas, interleucinas, fator de necrose tumoral e leucotrienos.  Estudo – teste de caminhada 6’: com o consumo, diminui a escala de dispneia de Borg e na saturação arterial de oxigênio também apresentaram melhoria significativa.  Estudo com uso de EPA, óleo de borage e antioxidantes: efeito positivo sobre tempo de internação, tempo de ventilação mecânica e diminuição do risco de nova falência orgânica.  Papel de mediador inflamatório na dinâmica respiratória.  Não há evidência suficiente para se recomendar o uso de ômega-3 no paciente com DPOC.