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Orgânicos Campinas Café

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Alimentos Orgânicos

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Orgânicos Campinas Café

  1. 1. saúde 40 CAMPINAS CAFE ORGÂNICOS Especialista explica o equívoco da polêmica nas redes sociais e fala so- bre as regras de produção evenda R ecentemente, as redes sociais foram tomadas por mensagens sobre a proibição da venda de produtos orgânicos nos supermerca- dos e instantaneamente começaram a circular abaixo-assinados e comen- tários repudiando a medida. Mas, a questão não é bem essa. Se- gundo Sebastião Wilson Tivelli, pes- quisador científico da Agência Pau- lista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, trata-se de uma interpretação errada do Projeto de Lei (PL) 4576/16, que não se refere a questões de comercialização de or- gânicos em supermercados, mas sim da venda em feiras livres por produ- tores que se enquadram na agricul- tura familiar. O PL já aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, de acordo com a Agência Câmara Notícias, e depois vai a plenário. A Compra de por Karina Fusco Sem comprar gato por lebre O pesquisador da APTA afir- ma que há a Lei dos Orgâni- cos (10.831/03) e o Decreto 6.323/2007,que regulamenta todo o sistema de produção orgânica, desde a propriedade rural até o ponto de venda. Para o consumi- dor saber se realmente está levan- do para casa esses produtos, ele pode conferir se há na embalagem o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgâ- nica. Esta regra vale para o produ- tor que vende seus itens para os supermercados. “Mas a legislação permite também que o agricul- tor familiar venda diretamente ao consumidor sem a certificação, mas nesse caso ele precisa estar presente no Cadastro Nacional Fotos:Divulgação
  2. 2. Dados do Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) apontam crescimento desse mercado no Brasil: somente em 2016 aumentou 20% com um fatura- men- to estimado de R$ 3 bilhões. Geralmente quem prioriza esse tipo de alimento se preocupa com a saúde e com o meio ambiente e ainda consegue levar à mesa alimentos muito saborosos, já que com a ausência de agrotóxicos, o gosto original é preservado. “A prin- cipal diferença do orgânico para o convencional está no sabor. Em relação à tamanho, geralmente não há distinção. Outras vantagens são a quantidade até três vezes maior de nutrientes e a maior durabilidade, se conservado em geladeira”, diz Tivelli. de Produtores Orgânicos, disponível no site do Ministério da Agricultu- ra, Pecuária e Abastecimento, e ter a declaração do órgão ates- tando o seu método de cultivo”, explicaTivelli. Ele esclarece também que o preço desses itens costuma ser maior do que os convencionaisporqueo produtor tem custos extras, por exemplo com a conversão da propriedade (só é considerada produção orgânica com a primeira colheita após18 meses das mudanças no manejo e análises de água e do solo) e com a certificação.“Para obtê- la, o agricultor paga uma taxa anual de cerca de R$ 7 mil”,afirma. Mais sabor à mesa Abrangência dos orgânicos Não são apenas as frutas, verduras e legumes que podem ser orgânicos. Ovos, frango, arroz, feijão, mel, suco e vinho são outros exemplos de itens que podem ser encontrados na versão orgânica. Para que se enquadrem nesse tipo de produto, a regra principal é que no plantio não sejam utilizados agrotóxicos, adubos químicos solúveis e sementes transgênicas. Já no caso dos animais, eles devem ser criados sem uso de hormônios de crescimento e sem medicações, como antibióticos.

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