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Romeu Sassaki
romeukf@uol.com.br
Inclusão Escolar do Século 21
Demandas internacionais mínimas
das quais não podemos fugir:
2006 – Organização das Nações Unidas
(ONU)
2011 – Banco Mundial e Organização
Mundial da Saúde (OMS)
2012 – OMS/Setor de Saúde Mental
(2013-2020)
Como a
Organização
das Nações Unidas
aborda
a educação de
pessoas com deficiência
Convenção sobre os 
Direitos das Pessoas com 
Deficiência
(ONU, 13/12/06)
Trajetória da CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS
DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
13/12/06 – ONU adotou a Convenção.
30/03/07 – Brasil e outros países assinaram a
Convenção na sede da ONU.
03/05/08 – Convenção entrou em vigor no mundo.
09/07/08 – Brasil ratificou a Convenção com status
de Emenda Constitucional (Decreto
Legislativo 186).
01/08/08 – Brasil depositou a ratificação na
Secretaria-Geral da ONU.
25/08/09 – Brasil promulgou a Convenção
(Decreto 6.949)
[O Brasil] reconhece
o direito das PcD à
educação.
CDPD, Artigo 24/1
Sem discriminação
e com base na equiparação de
oportunidades,
[o Brasil] assegurará
sistema
educacional
inclusivo
(em todos os níveis).
CDPD, Artigo 24/1
[O Brasil] assegurará:
PcD não seja excluída do
sistema de ensino comum
sob alegação de
deficiência.
CDPD, Artigo 24/2-a
[O Brasil] assegurará:
PcD tenha acesso ao
ensino primário inclusivo,
de qualidade e gratuito, e
ao ensino secundário.
CDPD, Artigo 24/2-b
[O Brasil] assegurará:
PcD receba apoio
individualizado, na escola,
para facilitar sua efetiva
educação de acordo com a
meta de inclusão plena.
CDPD, Artigo 24/2-d-e
[O Brasil] assegurará:
Para a PcD a possibilidade de
adquirir competências práticas
e sociais necessárias à sua
plena e igual participação no
sistema de ensino e na vida da
comunidade.
CDPD, Artigo 24/3
[O Brasil] tomará
medidas específicas
para facilitar o
aprendizado de alunos
cegos, surdocegos e
surdos, entre outros.
CDPD, Artigo 24/3-a-b-c
[O Brasil] assegurará que
PcD possa ter acesso ao:
• ensino superior,
• treinamento profissional,
• educação de adultos,
• formação continuada.
CDPD, Artigo 24/5
Para tanto, [o Brasil]
assegurará à PcD a
provisão de
adaptações
razoáveis.
CDPD, Artigo 24/5
AFINAL,
PARA A ONU,
QUEM SÃO
CONSIDERADAS
“PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA”?
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
• Categorias de deficiência
• Tipos de deficiência
• Estruturas da deficiência
ANTES DE 2006
Classificação das Deficiências
TIPOS
Def. física (vários tipos)
Def. visual (vários tipos)
Def. auditiva (vários tipos)
Def. intelectual (vários tipos)
Def. múltipla (vários tipos)
CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Classificação das Deficiências
CATEGORIAS
Def. física (vários tipos)
Def. visual (vários tipos)
Def. auditiva (vários tipos)
Def. intelectual (vários tipos)
Def. psicossocial (vários tipos)
Def. múltipla (vários tipos)
CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Classificação das Deficiências
CATEGORIAS
Def. física (vários tipos)
Def. visual (vários tipos)
Def. auditiva (vários tipos)
Def. intelectual (vários tipos)
Def. psicossocial (vários tipos)
Def. múltipla (vários tipos)
CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Artigo 1
“Pessoas com deficiência são aquelas que têm
impedimentos de longo prazo de natureza
física,
mental [ psicossocial ],
intelectual [ antiga “deficiência mental”]
sensorial [ visual, auditiva ]
os quais,
em interação com diversas barreiras,
podem obstruir sua participação plena e efetiva
na sociedade em igualdade de condições com
as demais pessoas.”
CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Artigo 1
“Pessoas com deficiência são aquelas que têm
impedimentos de longo prazo de natureza
física,
mental [ psicossocial ],
intelectual [ antiga “deficiência mental”]
sensorial [ visual, auditiva ]
os quais,
em interação com diversas barreiras,
podem obstruir sua participação plena e efetiva
na sociedade em igualdade de condições com
as demais pessoas.”
CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Artigo 1
“Pessoas com deficiência são aquelas que têm
impedimentos de longo prazo de natureza
física,
mental [ psicossocial ],
intelectual [ antiga “deficiência mental”]
sensorial [ visual, auditiva ]
os quais,
em interação com diversas barreiras,
podem obstruir sua participação plena e efetiva
na sociedade em igualdade de condições com
as demais pessoas.”
CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Artigo 1
“Pessoas com deficiência são aquelas que têm
impedimentos de longo prazo de natureza
física,
mental [ psicossocial ],
intelectual [ antiga “deficiência mental”]
sensorial [ visual, auditiva ]
os quais,
em interação com diversas barreiras,
podem obstruir sua participação plena e efetiva
na sociedade em igualdade de condições com
as demais pessoas.”
Se uma pessoa tem
impedimentos de...
Ela é uma pessoa com...
natureza
FÍSICA
deficiência
FÍSICA
natureza
MENTAL
(saúde mental)
deficiência
PSICOSSOCIAL
natureza
INTELECTUAL
deficiência
INTELECTUAL
natureza
SENSORIAL
(audição)
deficiência
AUDITIVA
natureza
SENSORIAL
(visão)
deficiência
VISUAL
natureza
MÚLTIPLA
deficiência
MÚLTIPLA
Estrutura da deficiência
↓
Modelos inclusivos de
estrutura da deficiência
↓
Estrutura cronológica da deficiência
Estrutura da deficiência
↓
Modelos inclusivos de
estrutura da deficiência
↓
Estrutura cronológica da deficiência
Estrutura da deficiência
↓
Modelos inclusivos de
estrutura da deficiência
↓
Estrutura cronológica da deficiência
Estrutura cronológica da deficiência
1º momento: Causa: doenças e outras condições de
saúde, acidentes, guerras, violências etc.
2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica,
intelectual, visual, auditiva e múltipla.
3º momento: Deficiência (sequela do impedimento):
deficiência física, psicossocial, intelectual, visual,
auditiva, múltipla.
4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras
naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais
que, em interação com uma pessoa com
deficiência, impõem uma incapacidade (limitação,
dificuldade) sobre a pessoa.
Estrutura cronológica da deficiência
1º momento: Causa: doenças e outras condições de
saúde, acidentes, guerras, violências etc.
2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica,
intelectual, visual, auditiva e múltipla.
3º momento: Deficiência (sequela do impedimento):
deficiência física, psicossocial, intelectual, visual,
auditiva, múltipla.
4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras
naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais
que, em interação com uma pessoa com
deficiência, impõem uma incapacidade (limitação,
dificuldade) sobre a pessoa.
Estrutura cronológica da deficiência
1º momento: Causa: doenças e outras condições de
saúde, acidentes, guerras, violências etc.
2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica,
intelectual, visual, auditiva e múltipla.
3º momento: Deficiência (sequela do impedimento):
deficiência física, psicossocial, intelectual, visual,
auditiva, múltipla.
4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras
naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais
que, em interação com uma pessoa com
deficiência, impõem uma incapacidade (limitação,
dificuldade) sobre a pessoa.
Estrutura cronológica da deficiência
1º momento: Causa: doenças e outras condições de
saúde, acidentes, guerras, violências etc.
2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica,
intelectual, visual, auditiva e múltipla.
3º momento: Deficiência (sequela do impedimento):
deficiência física, psicossocial, intelectual, visual,
auditiva, múltipla.
4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras
naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais
que, em interação com uma pessoa com
deficiência, impõem uma incapacidade (limitação,
dificuldade) sobre a pessoa.
Estrutura cronológica da deficiência
1º momento: Causa: doenças e outras condições de
saúde, acidentes, guerras, violências etc.
2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica,
intelectual, visual, auditiva e múltipla.
3º momento: Deficiência (sequela do impedimento):
deficiência física, psicossocial, intelectual, visual,
auditiva, múltipla.
4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras
naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais
que, em interação com uma pessoa com
deficiência, impõem uma incapacidade (limitação,
dificuldade) sobre a pessoa.
Em outras palavras:
1º momento: O ambiente dá origem à
CAUSA.
2º momento: A causa produz
IMPEDIMENTO na pessoa.
3º momento: O impedimento se
transforma em DEFICIÊNCIA.
4º momento: A interação
“barreiras ambientais/PcD”
resulta em
INCAPACIDADE da PcD.
Em outras palavras:
1º momento: O ambiente dá origem à
CAUSA.
2º momento: A causa produz
IMPEDIMENTO na pessoa.
3º momento: O impedimento se
transforma em DEFICIÊNCIA.
4º momento: A interação
“barreiras ambientais/PcD”
resulta em
INCAPACIDADE da PcD.
Em outras palavras:
1º momento: O ambiente dá origem à
CAUSA.
2º momento: A causa produz
IMPEDIMENTO na pessoa.
3º momento: O impedimento se
transforma em DEFICIÊNCIA.
4º momento: A interação
“barreiras ambientais/PcD”
resulta em
INCAPACIDADE da PcD.
Em outras palavras:
1º momento: O ambiente dá origem à
CAUSA.
2º momento: A causa produz
IMPEDIMENTO na pessoa.
3º momento: O impedimento se
transforma em DEFICIÊNCIA.
4º momento: A interação
“barreiras ambientais/PcD”
resulta em
INCAPACIDADE da PcD.
Em outras palavras:
1º momento: O ambiente dá origem à
CAUSA.
2º momento: A causa produz
IMPEDIMENTO na pessoa.
3º momento: O impedimento se
transforma em DEFICIÊNCIA.
4º momento: A interação
“barreiras ambientais/PcD”
resulta em
INCAPACIDADE da PcD.
EXEMPLOS
aplicando a
estrutura
cronológica
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
1º. Causa: uma condição de saúde
enquanto feto.
2º. Impedimento: uma lesão de natureza
intelectual.
3º. Deficiência: deficiência intelectual.
4º. Incapacidade: barreiras atitudinais que,
em interação com uma pessoa com
deficiência intelectual, impõem uma
incapacidade, dificuldade ou limitação
para ela estudar em escolas comuns.
DEFICIÊNCIA FÍSICA
1º. Causa: um acidente rodoviário.
2º. Impedimento: uma lesão de natureza
física.
3º. Deficiência: deficiência física, do tipo
tetraplegia.
4º. Incapacidade: barreiras naturais e/ou
construídas e/ou atitudinais que, em
interação com um aluno com
deficiência física, lhe impõem a
incapacidade de utilizar escadarias ou
sanitários convencionais nas escolas.
DEFICIÊNCIA VISUAL
1º. Causa: um ato de violência urbana (facada
nos olhos).
2º. Impedimento: uma lesão de natureza visual.
3º. Deficiência: deficiência visual, do tipo
cegueira.
4º. Incapacidade: barreiras naturais e/ou
construídas e/ou atitudinais que, em
interação com um aluno cego, lhe
impõem a incapacidade ou dificuldade de
ler textos impressos em tinta ou de ver
imagens (fotos, filmes, paisagens etc.).
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
1º. Causa: uma doença que atingiu os
ouvidos.
2º. Impedimento: uma lesão de natureza
auditiva.
3º. Deficiência: deficiência auditiva, do tipo
surdez.
4º. Incapacidade: barreiras naturais e/ou
construídas e/ou atitudinais que, em
interação com um aluno surdo, lhe impõem a
incapacidade de ouvir barulhos, conversas, aulas,
música etc.
DEFICIÊNCIA PSICOSSOCIAL
1º. Causa: um trauma psiquiátrico em situação
de guerra ou conflito urbano.
2º. Impedimento: uma lesão de natureza
psíquica, do tipo transtorno bipolar.
3º. Deficiência: deficiência psicossocial.
4º. Incapacidade: barreiras atitudinais que, em
interação com um aluno com
deficiência psicossocial, lhe impõem a
incapacidade ou dificuldade de conviver
nas escolas (sistema educacional).
Como a
Organização
Mundial da Saúde
e o Banco Mundial
abordam
a educação de
pessoas com deficiência
Relatório Mundial
sobre a Deficiência
Elaborado pela Organização Mundial da Saúde
para ajudar a implementar a Convenção da ONU e
lançado em Nova York, em 9 de junho de 2011
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
Garantir que a criança com
deficiência receba educação
de boa qualidade num
ambiente inclusivo deveria
ser prioridade de todos os
países.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
Para as crianças SEM
deficiência, o contato com
crianças COM deficiência
pode, a longo prazo,
aumentar a familiaridade e
reduzir o preconceito.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
O sentido mais estrito de
inclusão é que todas as
crianças com deficiência devem
ser educadas em classes
comuns com colegas de idade
apropriada.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
Esta abordagem
[crianças COM e SEM
deficiência estudarem juntas]
enfatiza a necessidade de
mudança em todo o sistema
escolar.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
A educação inclusiva implica
em identificar e remover
barreiras e prover adaptações
razoáveis, permitindo a todos
os alunos participarem e
progredirem em cenários
comuns.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
O requisito para as escolas
inclusivas educarem todas as
crianças juntas é que as
escolas desenvolvam métodos
de ensino que respondam às
diferenças individuais.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
A educação inclusiva é
essencial para
promover sociedades
inclusivas e
equitativas.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
Meta 2015:
- Satisfação das necessidades de todas
as crianças e de todos os jovens e
adultos.
- Transformação sistêmica e
institucional necessária para
facilitar a execução da educação
inclusiva.
Barreiras à participação de alunos
com deficiência (AcD)
•Políticas e padrões inadequados (às
necessidades dos AcD)
•Atitudes negativas (expectativa baixa
ou nula para com AcD)
•Falta de oferta de serviços (educação,
reabilitação, emprego para AcD)
•Problemas na prestação de serviços
(incompetência para atender AcD)
•Financiamento inadequado (ou
nulo em programas para AcD)
•Falta de acessibilidade (ambientes,
transportes, informações,
comunicação com AcD)
•Falta de consulta e envolvimento
(exclusão de acD nos processos
de tomada de decisões)
•Falta de dados (impede
entendimento e ação em
programas para atender AcD)
Como os AcD são prejudicados pelas
barreiras
 Têm precário estado de saúde.
 São economicamente menos ativos.
 Apresentam conquistas educacionais
mais baixas.
 Vivenciam índices mais altos de
pobreza.
 Não podem sempre ter vida
independente ou participar
plenamente nas atividades da
comunidade.
RECOMENDAÇÕES
do Relatório Mundial
sobre a Deficiência
1. Adotem um plano estratégico
nacional de ação pela
deficiência.
2. Envolvam PcD.
3. Melhorem a capacidade dos
recursos humanos.
4. Ofereçam financiamento
adequado e melhorem a
disponibilidade de serviços.
5. Aumentem o conhecimento e a
compreensão do público
sobre deficiência.
6 Melhorem a coleta de dados
sobre deficiência.
7. Fortaleçam e apóiem a pesquisa
sobre deficiência.
Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011
Capítulo 7 – Educação
Recomendação 1
Possibilitem o acesso a
todos os serviços, sistemas e
políticas destinados ao
público geral.
Como a
Organização
Mundial da Saúde
aborda
a saúde mental
na educação de
pessoas com deficiência
Plano de Ação Abrangente
em Saúde Mental (2013-2020)
Aprovado na sessão 66, da
Assembleia Mundial da Saúde
(da OMS), em maio de 2012, e
revisado em fevereiro de 2013.
Instou os Países-Membros a
desenvolver e fortalecer
políticas e estratégias
abrangentes para a promoção
de saúde mental, prevenção de
transtornos mentais,
identificação precoce, cuidado,
apoio, tratamento e
recuperação de pessoas com
transtorno mental.
Saúde mental
Um estado de bem-estar em
que a pessoa realiza suas
habilidades, pode lidar com os
estresses da vida, pode
trabalhar produtiva e
proveitosamente e é capaz de
contribuir para a comunidade.
Saúde mental
Quanto às crianças, ênfase deve ser
colocada nos aspectos de
desenvolvimento, tais como:
desenvolver um positivo senso de
identidade, habilidade de trabalhar
pensamentos, emoções; construir
relacionamentos sociais, aptidão
para aprender, obter educação e
capacitar-se para participar
ativamente na sociedade.
Transtornos mentais
Os mesmos transtornos mentais
incluídos na CIF (Classificação
Internacional de Funcionalidade), tais
como: depressão, transtorno bipolar,
esquizofrenia, transtorno de
ansiedade, demência, transtornos do
uso de substâncias, transtorno do
espectro do autismo (TEA).
Grupo vulnerável a problemas
de saúde mental
Pessoas vivendo na pobreza/miséria,
pessoas com saúde precária e crônica,
crianças expostas a maus-tratos e
negligência , indígenas, adolescentes
expostos ao uso de substâncias, pessoas
expostas à violação de direitos humanos
e discriminação, pessoas consideradas
lésbicas, gays, bissexual ou transexuais,
vítimas de desastres naturais e
emergências humanitárias.
Interface transtorno mental com
deficiência
Pessoas com transtorno
mental estão sujeitas a ter
índices mais altos de
deficiência psicossocial ou
mortalidade do que aquelas
que não o tem.
Em países como o
Brasil,
entre 76% e 85% das
pessoas com transtorno
mental mais acentuado
não recebem tratamento.
Empoderamento
Pessoas com deficiência
psicossocial e com transtorno
mental deverão ser envolvidas em:
defensoria por saúde mental, política
pública, planejamento, legislação,
provisão de serviços,
monitoramento, pesquisa e avaliação
de programas ou serviços.
Desenvolvimento de RH
Introdução do tema
“Saúde Mental” nos
cursos de gradução e
pós-graduação.
Desenvolvimento de RH
Treinamento de curta duração
destinado a diversas profissões
para identificar, apoiar e
encaminhar, por exemplo,
alunos com indícios de
transtorno mental aos serviços
de atenção em saúde mental.
Desenvolver programas nas
escolas sobre: treinamento em
habilidades de vida social, combate
ao bullying, conscientização sobre
os beneficios do estilo de vida
saudável e sobre os riscos do uso
de substâncias, detecção precoce
de indícios de problemas
comportamentais ou emocionais
em crianças e adolescentes.
Conclusões para
a inclusão escolar
de acordo com
as demandas
internacionais
Escolas inclusivas hoje
(século 21):
Para muitos de nós
– adeptos, praticantes e
defensores da inclusão escolar –
,
Apesar das barreiras que sempre
ameaçaram e continuam ameaçando
o sucesso da
bandeira inclusivista,
está havendo crescimento.
Existem soluções, métodos, leis,
metodologias, tecnologias, ações,
políticas públicas, leis e outros
meios de apoio às práticas inclusivas.
Agora, precisamos de novos
olhares e entenderes sobre
as escolas inclusivas.
Olhar e entender que:
Não são apenas
as pessoas com deficiência
que a escola exclui.
Direcionar o fator
“inclusividade” para
todos os grupos da
população geral
e não apenas para o
grupo de pessoas com
deficiência.
Conduzir o conceito de
“diversidade”:
Do interior do grupo das PcD:
“diversidade de deficiências”
para a sociedade inteira:
“diversidade dos grupos populacionais”.
Aplicar o fator
“inclusividade” em
todas as áreas e
não apenas na
educação.
Romeu Sassaki
romeukf@uol.com.br

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As Demandas Internacionais para a Inclusão Escolar do Século 21 - Centro Paula Souza

  • 2. Inclusão Escolar do Século 21 Demandas internacionais mínimas das quais não podemos fugir: 2006 – Organização das Nações Unidas (ONU) 2011 – Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS) 2012 – OMS/Setor de Saúde Mental (2013-2020)
  • 3. Como a Organização das Nações Unidas aborda a educação de pessoas com deficiência
  • 5. Trajetória da CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 13/12/06 – ONU adotou a Convenção. 30/03/07 – Brasil e outros países assinaram a Convenção na sede da ONU. 03/05/08 – Convenção entrou em vigor no mundo. 09/07/08 – Brasil ratificou a Convenção com status de Emenda Constitucional (Decreto Legislativo 186). 01/08/08 – Brasil depositou a ratificação na Secretaria-Geral da ONU. 25/08/09 – Brasil promulgou a Convenção (Decreto 6.949)
  • 6. [O Brasil] reconhece o direito das PcD à educação. CDPD, Artigo 24/1
  • 7. Sem discriminação e com base na equiparação de oportunidades, [o Brasil] assegurará sistema educacional inclusivo (em todos os níveis). CDPD, Artigo 24/1
  • 8. [O Brasil] assegurará: PcD não seja excluída do sistema de ensino comum sob alegação de deficiência. CDPD, Artigo 24/2-a
  • 9. [O Brasil] assegurará: PcD tenha acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário. CDPD, Artigo 24/2-b
  • 10. [O Brasil] assegurará: PcD receba apoio individualizado, na escola, para facilitar sua efetiva educação de acordo com a meta de inclusão plena. CDPD, Artigo 24/2-d-e
  • 11. [O Brasil] assegurará: Para a PcD a possibilidade de adquirir competências práticas e sociais necessárias à sua plena e igual participação no sistema de ensino e na vida da comunidade. CDPD, Artigo 24/3
  • 12. [O Brasil] tomará medidas específicas para facilitar o aprendizado de alunos cegos, surdocegos e surdos, entre outros. CDPD, Artigo 24/3-a-b-c
  • 13. [O Brasil] assegurará que PcD possa ter acesso ao: • ensino superior, • treinamento profissional, • educação de adultos, • formação continuada. CDPD, Artigo 24/5
  • 14. Para tanto, [o Brasil] assegurará à PcD a provisão de adaptações razoáveis. CDPD, Artigo 24/5
  • 15. AFINAL, PARA A ONU, QUEM SÃO CONSIDERADAS “PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”?
  • 16. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA • Categorias de deficiência • Tipos de deficiência • Estruturas da deficiência
  • 17. ANTES DE 2006 Classificação das Deficiências TIPOS Def. física (vários tipos) Def. visual (vários tipos) Def. auditiva (vários tipos) Def. intelectual (vários tipos) Def. múltipla (vários tipos)
  • 18. CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Classificação das Deficiências CATEGORIAS Def. física (vários tipos) Def. visual (vários tipos) Def. auditiva (vários tipos) Def. intelectual (vários tipos) Def. psicossocial (vários tipos) Def. múltipla (vários tipos)
  • 19. CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Classificação das Deficiências CATEGORIAS Def. física (vários tipos) Def. visual (vários tipos) Def. auditiva (vários tipos) Def. intelectual (vários tipos) Def. psicossocial (vários tipos) Def. múltipla (vários tipos)
  • 20. CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Artigo 1 “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental [ psicossocial ], intelectual [ antiga “deficiência mental”] sensorial [ visual, auditiva ] os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.”
  • 21. CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Artigo 1 “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental [ psicossocial ], intelectual [ antiga “deficiência mental”] sensorial [ visual, auditiva ] os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.”
  • 22. CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Artigo 1 “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental [ psicossocial ], intelectual [ antiga “deficiência mental”] sensorial [ visual, auditiva ] os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.”
  • 23. CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Artigo 1 “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental [ psicossocial ], intelectual [ antiga “deficiência mental”] sensorial [ visual, auditiva ] os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.”
  • 24. Se uma pessoa tem impedimentos de... Ela é uma pessoa com... natureza FÍSICA deficiência FÍSICA natureza MENTAL (saúde mental) deficiência PSICOSSOCIAL natureza INTELECTUAL deficiência INTELECTUAL natureza SENSORIAL (audição) deficiência AUDITIVA natureza SENSORIAL (visão) deficiência VISUAL natureza MÚLTIPLA deficiência MÚLTIPLA
  • 25. Estrutura da deficiência ↓ Modelos inclusivos de estrutura da deficiência ↓ Estrutura cronológica da deficiência
  • 26. Estrutura da deficiência ↓ Modelos inclusivos de estrutura da deficiência ↓ Estrutura cronológica da deficiência
  • 27. Estrutura da deficiência ↓ Modelos inclusivos de estrutura da deficiência ↓ Estrutura cronológica da deficiência
  • 28. Estrutura cronológica da deficiência 1º momento: Causa: doenças e outras condições de saúde, acidentes, guerras, violências etc. 2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica, intelectual, visual, auditiva e múltipla. 3º momento: Deficiência (sequela do impedimento): deficiência física, psicossocial, intelectual, visual, auditiva, múltipla. 4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais que, em interação com uma pessoa com deficiência, impõem uma incapacidade (limitação, dificuldade) sobre a pessoa.
  • 29. Estrutura cronológica da deficiência 1º momento: Causa: doenças e outras condições de saúde, acidentes, guerras, violências etc. 2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica, intelectual, visual, auditiva e múltipla. 3º momento: Deficiência (sequela do impedimento): deficiência física, psicossocial, intelectual, visual, auditiva, múltipla. 4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais que, em interação com uma pessoa com deficiência, impõem uma incapacidade (limitação, dificuldade) sobre a pessoa.
  • 30. Estrutura cronológica da deficiência 1º momento: Causa: doenças e outras condições de saúde, acidentes, guerras, violências etc. 2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica, intelectual, visual, auditiva e múltipla. 3º momento: Deficiência (sequela do impedimento): deficiência física, psicossocial, intelectual, visual, auditiva, múltipla. 4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais que, em interação com uma pessoa com deficiência, impõem uma incapacidade (limitação, dificuldade) sobre a pessoa.
  • 31. Estrutura cronológica da deficiência 1º momento: Causa: doenças e outras condições de saúde, acidentes, guerras, violências etc. 2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica, intelectual, visual, auditiva e múltipla. 3º momento: Deficiência (sequela do impedimento): deficiência física, psicossocial, intelectual, visual, auditiva, múltipla. 4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais que, em interação com uma pessoa com deficiência, impõem uma incapacidade (limitação, dificuldade) sobre a pessoa.
  • 32. Estrutura cronológica da deficiência 1º momento: Causa: doenças e outras condições de saúde, acidentes, guerras, violências etc. 2º momento: Impedimento: de natureza física, psíquica, intelectual, visual, auditiva e múltipla. 3º momento: Deficiência (sequela do impedimento): deficiência física, psicossocial, intelectual, visual, auditiva, múltipla. 4º momento: Incapacidade (ação do ambiente): barreiras naturais e/ou construídas e barreiras atitudinais que, em interação com uma pessoa com deficiência, impõem uma incapacidade (limitação, dificuldade) sobre a pessoa.
  • 33. Em outras palavras: 1º momento: O ambiente dá origem à CAUSA. 2º momento: A causa produz IMPEDIMENTO na pessoa. 3º momento: O impedimento se transforma em DEFICIÊNCIA. 4º momento: A interação “barreiras ambientais/PcD” resulta em INCAPACIDADE da PcD.
  • 34. Em outras palavras: 1º momento: O ambiente dá origem à CAUSA. 2º momento: A causa produz IMPEDIMENTO na pessoa. 3º momento: O impedimento se transforma em DEFICIÊNCIA. 4º momento: A interação “barreiras ambientais/PcD” resulta em INCAPACIDADE da PcD.
  • 35. Em outras palavras: 1º momento: O ambiente dá origem à CAUSA. 2º momento: A causa produz IMPEDIMENTO na pessoa. 3º momento: O impedimento se transforma em DEFICIÊNCIA. 4º momento: A interação “barreiras ambientais/PcD” resulta em INCAPACIDADE da PcD.
  • 36. Em outras palavras: 1º momento: O ambiente dá origem à CAUSA. 2º momento: A causa produz IMPEDIMENTO na pessoa. 3º momento: O impedimento se transforma em DEFICIÊNCIA. 4º momento: A interação “barreiras ambientais/PcD” resulta em INCAPACIDADE da PcD.
  • 37. Em outras palavras: 1º momento: O ambiente dá origem à CAUSA. 2º momento: A causa produz IMPEDIMENTO na pessoa. 3º momento: O impedimento se transforma em DEFICIÊNCIA. 4º momento: A interação “barreiras ambientais/PcD” resulta em INCAPACIDADE da PcD.
  • 39. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL 1º. Causa: uma condição de saúde enquanto feto. 2º. Impedimento: uma lesão de natureza intelectual. 3º. Deficiência: deficiência intelectual. 4º. Incapacidade: barreiras atitudinais que, em interação com uma pessoa com deficiência intelectual, impõem uma incapacidade, dificuldade ou limitação para ela estudar em escolas comuns.
  • 40. DEFICIÊNCIA FÍSICA 1º. Causa: um acidente rodoviário. 2º. Impedimento: uma lesão de natureza física. 3º. Deficiência: deficiência física, do tipo tetraplegia. 4º. Incapacidade: barreiras naturais e/ou construídas e/ou atitudinais que, em interação com um aluno com deficiência física, lhe impõem a incapacidade de utilizar escadarias ou sanitários convencionais nas escolas.
  • 41. DEFICIÊNCIA VISUAL 1º. Causa: um ato de violência urbana (facada nos olhos). 2º. Impedimento: uma lesão de natureza visual. 3º. Deficiência: deficiência visual, do tipo cegueira. 4º. Incapacidade: barreiras naturais e/ou construídas e/ou atitudinais que, em interação com um aluno cego, lhe impõem a incapacidade ou dificuldade de ler textos impressos em tinta ou de ver imagens (fotos, filmes, paisagens etc.).
  • 42. DEFICIÊNCIA AUDITIVA 1º. Causa: uma doença que atingiu os ouvidos. 2º. Impedimento: uma lesão de natureza auditiva. 3º. Deficiência: deficiência auditiva, do tipo surdez. 4º. Incapacidade: barreiras naturais e/ou construídas e/ou atitudinais que, em interação com um aluno surdo, lhe impõem a incapacidade de ouvir barulhos, conversas, aulas, música etc.
  • 43. DEFICIÊNCIA PSICOSSOCIAL 1º. Causa: um trauma psiquiátrico em situação de guerra ou conflito urbano. 2º. Impedimento: uma lesão de natureza psíquica, do tipo transtorno bipolar. 3º. Deficiência: deficiência psicossocial. 4º. Incapacidade: barreiras atitudinais que, em interação com um aluno com deficiência psicossocial, lhe impõem a incapacidade ou dificuldade de conviver nas escolas (sistema educacional).
  • 44. Como a Organização Mundial da Saúde e o Banco Mundial abordam a educação de pessoas com deficiência
  • 45. Relatório Mundial sobre a Deficiência Elaborado pela Organização Mundial da Saúde para ajudar a implementar a Convenção da ONU e lançado em Nova York, em 9 de junho de 2011
  • 46. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação Garantir que a criança com deficiência receba educação de boa qualidade num ambiente inclusivo deveria ser prioridade de todos os países.
  • 47. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação Para as crianças SEM deficiência, o contato com crianças COM deficiência pode, a longo prazo, aumentar a familiaridade e reduzir o preconceito.
  • 48. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação O sentido mais estrito de inclusão é que todas as crianças com deficiência devem ser educadas em classes comuns com colegas de idade apropriada.
  • 49. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação Esta abordagem [crianças COM e SEM deficiência estudarem juntas] enfatiza a necessidade de mudança em todo o sistema escolar.
  • 50. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação A educação inclusiva implica em identificar e remover barreiras e prover adaptações razoáveis, permitindo a todos os alunos participarem e progredirem em cenários comuns.
  • 51. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação O requisito para as escolas inclusivas educarem todas as crianças juntas é que as escolas desenvolvam métodos de ensino que respondam às diferenças individuais.
  • 52. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação A educação inclusiva é essencial para promover sociedades inclusivas e equitativas.
  • 53. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação Meta 2015: - Satisfação das necessidades de todas as crianças e de todos os jovens e adultos. - Transformação sistêmica e institucional necessária para facilitar a execução da educação inclusiva.
  • 54. Barreiras à participação de alunos com deficiência (AcD) •Políticas e padrões inadequados (às necessidades dos AcD) •Atitudes negativas (expectativa baixa ou nula para com AcD) •Falta de oferta de serviços (educação, reabilitação, emprego para AcD) •Problemas na prestação de serviços (incompetência para atender AcD)
  • 55. •Financiamento inadequado (ou nulo em programas para AcD) •Falta de acessibilidade (ambientes, transportes, informações, comunicação com AcD) •Falta de consulta e envolvimento (exclusão de acD nos processos de tomada de decisões) •Falta de dados (impede entendimento e ação em programas para atender AcD)
  • 56. Como os AcD são prejudicados pelas barreiras  Têm precário estado de saúde.  São economicamente menos ativos.  Apresentam conquistas educacionais mais baixas.  Vivenciam índices mais altos de pobreza.  Não podem sempre ter vida independente ou participar plenamente nas atividades da comunidade.
  • 58. 1. Adotem um plano estratégico nacional de ação pela deficiência. 2. Envolvam PcD. 3. Melhorem a capacidade dos recursos humanos. 4. Ofereçam financiamento adequado e melhorem a disponibilidade de serviços.
  • 59. 5. Aumentem o conhecimento e a compreensão do público sobre deficiência. 6 Melhorem a coleta de dados sobre deficiência. 7. Fortaleçam e apóiem a pesquisa sobre deficiência.
  • 60. Relatório Mundial sobre a Deficiência – 2011 Capítulo 7 – Educação Recomendação 1 Possibilitem o acesso a todos os serviços, sistemas e políticas destinados ao público geral.
  • 61. Como a Organização Mundial da Saúde aborda a saúde mental na educação de pessoas com deficiência
  • 62. Plano de Ação Abrangente em Saúde Mental (2013-2020) Aprovado na sessão 66, da Assembleia Mundial da Saúde (da OMS), em maio de 2012, e revisado em fevereiro de 2013.
  • 63. Instou os Países-Membros a desenvolver e fortalecer políticas e estratégias abrangentes para a promoção de saúde mental, prevenção de transtornos mentais, identificação precoce, cuidado, apoio, tratamento e recuperação de pessoas com transtorno mental.
  • 64. Saúde mental Um estado de bem-estar em que a pessoa realiza suas habilidades, pode lidar com os estresses da vida, pode trabalhar produtiva e proveitosamente e é capaz de contribuir para a comunidade.
  • 65. Saúde mental Quanto às crianças, ênfase deve ser colocada nos aspectos de desenvolvimento, tais como: desenvolver um positivo senso de identidade, habilidade de trabalhar pensamentos, emoções; construir relacionamentos sociais, aptidão para aprender, obter educação e capacitar-se para participar ativamente na sociedade.
  • 66. Transtornos mentais Os mesmos transtornos mentais incluídos na CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade), tais como: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno de ansiedade, demência, transtornos do uso de substâncias, transtorno do espectro do autismo (TEA).
  • 67. Grupo vulnerável a problemas de saúde mental Pessoas vivendo na pobreza/miséria, pessoas com saúde precária e crônica, crianças expostas a maus-tratos e negligência , indígenas, adolescentes expostos ao uso de substâncias, pessoas expostas à violação de direitos humanos e discriminação, pessoas consideradas lésbicas, gays, bissexual ou transexuais, vítimas de desastres naturais e emergências humanitárias.
  • 68. Interface transtorno mental com deficiência Pessoas com transtorno mental estão sujeitas a ter índices mais altos de deficiência psicossocial ou mortalidade do que aquelas que não o tem.
  • 69. Em países como o Brasil, entre 76% e 85% das pessoas com transtorno mental mais acentuado não recebem tratamento.
  • 70. Empoderamento Pessoas com deficiência psicossocial e com transtorno mental deverão ser envolvidas em: defensoria por saúde mental, política pública, planejamento, legislação, provisão de serviços, monitoramento, pesquisa e avaliação de programas ou serviços.
  • 71. Desenvolvimento de RH Introdução do tema “Saúde Mental” nos cursos de gradução e pós-graduação.
  • 72. Desenvolvimento de RH Treinamento de curta duração destinado a diversas profissões para identificar, apoiar e encaminhar, por exemplo, alunos com indícios de transtorno mental aos serviços de atenção em saúde mental.
  • 73. Desenvolver programas nas escolas sobre: treinamento em habilidades de vida social, combate ao bullying, conscientização sobre os beneficios do estilo de vida saudável e sobre os riscos do uso de substâncias, detecção precoce de indícios de problemas comportamentais ou emocionais em crianças e adolescentes.
  • 74. Conclusões para a inclusão escolar de acordo com as demandas internacionais
  • 75. Escolas inclusivas hoje (século 21): Para muitos de nós – adeptos, praticantes e defensores da inclusão escolar – ,
  • 76. Apesar das barreiras que sempre ameaçaram e continuam ameaçando o sucesso da bandeira inclusivista, está havendo crescimento. Existem soluções, métodos, leis, metodologias, tecnologias, ações, políticas públicas, leis e outros meios de apoio às práticas inclusivas.
  • 77. Agora, precisamos de novos olhares e entenderes sobre as escolas inclusivas. Olhar e entender que: Não são apenas as pessoas com deficiência que a escola exclui.
  • 78. Direcionar o fator “inclusividade” para todos os grupos da população geral e não apenas para o grupo de pessoas com deficiência.
  • 79. Conduzir o conceito de “diversidade”: Do interior do grupo das PcD: “diversidade de deficiências” para a sociedade inteira: “diversidade dos grupos populacionais”.
  • 80. Aplicar o fator “inclusividade” em todas as áreas e não apenas na educação.