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Egito

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Arte egípcia

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Egito

  1. 1. História da Arte Prof. Márcio Duarte Moda - FAIP
  2. 2. A arte egípcia Arte do vale do Nilo Máscara funerária de Tutankhamon, c. 1400 a.C.
  3. 3. ARTE EGÍPCIA • ARQUITETURA: PIRÂMIDES - TEMPLOS • ESCULTURA: ESFINGE – FARAÓS • PINTURA: LEI DA FRONTALIDADE • OURIVERSARIA: JÓIAS • ESCRITA SAGRADA: HIERÓGLIFOS • CERÂMICA • MAQUIAGEM • DANÇA: RITUAIS – FERTILIDADE Os egípcios se constituíram em uma das civilizações mais ricas, longas e misteriosas da antiguidade. Aproximadamente 3000 a.C. até o século IV d.C., o Egito prosperou em torno do Rio Nilo, no norte da África, praticamente isolado, sem influência de outras culturas, até seu domínio pelos romanos. Não foi difícil construir um estilo artístico quase imutável, por mais de 3000 anos de história. Com uma organização social intricada, com a religião permeando todos os setores da vida, influindo na interpretação do universo e em toda a organização social e política do povo egípcio, as expressões artísticas só podiam estar a serviço da religião, do Estado e do Faraó, representante máximo dessa civilização.
  4. 4. Motivação e objetivos A arte do antigo Egito serve acima de tudo para objetivos políticos e religiosos. Para compreender a que nível se expressam estes objetivos é necessário ter em mente a figura do soberano absoluto, o faraó. Ele é o representante de deus na Terra e é este seu aspecto divino que vai guiar profundamente a manifestação artística. Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o faraó e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, isto porque a transição da vida à morte é vista, antecipada e preparada como um momento de passagem da vida terrena à vida após a morte, à vida eterna e suprema. O faraó é imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade têm o privilégio de poder também ter acesso à outra vida. Os túmulos são, por isto, os marcos mais representativos da arte egípcia. Ali eram depositados a múmia (corpo físico que acolhe posteriormente a alma, ka) e todos os bens físicos do quotidiano que lhe serão necessários à existência após a morte.
  5. 5. Estilo e normas A arte egípcia é profundamente simbólica. Todas as representações estão repletas de significados que ajudam a caracterizar figuras, a estabelecer níveis hierárquicos e a descrever situações. Do mesmo modo a simbologia serve à estruturação, à simplificação e clarificação da mensagem transmitida criando um forte sentido de ordem e racionalidade extremamente importantes. A harmonia e o equilíbrio devem ser mantidos, qualquer perturbação neste sistema é, consequentemente, um distúrbio na vida após a morte. Para atingir este objetivo de harmonia são utilizadas linhas simples, formas estilizadas, níveis retilíneos de estruturação de espaços, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e às quais se atribuem significados próprios. A hierarquia social e religiosa traduz-se, na representação artística, na atribuição de diferentes tamanhos às diferentes personagens, consoante a sua importância. Reforça-se assim o sentido simbólico, em que não é a noção de perspectiva (dos diferentes níveis de profundidade física), mas o poder e a importância que determinam a dimensão.
  6. 6. Tribunal de Ósiris Livro dos Mortos, papiro.
  7. 7. ARQUITETURA As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. As características gerais da arquitetura egípcia são: • solidez e durabilidade; • sentimento de eternidade; e • aspecto misterioso e impenetrável. As pirâmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.
  8. 8. Arquitetura Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. Divididos em três categorias: Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó; Mastaba - túmulo para a nobreza; e Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel: Palmiforme - flores de palmeira; Papiriforme - flores de papiro; e Lotiforme - flor de lótus. Para seu conhecimento Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos. Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.
  9. 9. Colunas
  10. 10. Colunas
  11. 11. Pirâmides As pirâmides são estruturas monumentais construídas em pedra e têm uma base rectangular e quatro faces triangulares (por vezes trapezoidais) que convergem para um vértice. As pirâmides do Egipto Antigo eram edifícios funerários, embora alguns especialistas acreditem que além de servirem de mausoléu eram também templos religiosos. Foram construídas há cerca de 2.700 anos, desde o início do antigo reinado até perto do período ptolomaico. A época do seu apogeu foi entre a III dinastia e a VI dinastia (2686-2345 a.C.). Não eram consideradas estruturas isoladas mas integradas num complexo arquitectónico. Foram encontradas cerca de 80 pirâmides no Egito mas a maior parte delas estão reduzidas a montículos de terra. A construção das pirâmides sofreu uma evolução, desde o monte de areia de forma rectangular que cobria a sepultura do faraó, na fase pré-dinástica, passando pela mastaba, uma forma de túmulo conhecida no início da era dinástica. Foi Djoser, o fundador da III dinastia, quem mandou edificar uma mastaba inteiramente de pedra. Tinha 61 m de altura e 6 degraus em toda a volta, 109 m de norte a sul e 125 m de este a oeste. As pirâmides têm uma estrutura subterrânea complexa, composta de corredores e salas onde a sala funerária é cavada no solo. Depois da IV dinastia, as pirâmides entram na sua fase clássica com a construção da ampla e maravilhosa necrópole de Gizé, na margem esquerda do Nilo, não longe do Cairo.
  12. 12. A arte egípcia era basicamente funerária, como pode ser observado nas pirâmides construídas por esse povo.
  13. 13. Pirâmides de Gizé, Egito Estas três majestosas pirâmides foram construídas como tumbas reais para os reis Kufu (ou Quéops), Quéfren, e Menkaure (ou Miquerinos) - pai, filho e neto. A maior delas, com 147 m de altura (49 andares), é chamada Grande Pirâmide, e foi construída cerca de 2.550 a.C. para Kufu, no auge do antigo reinado do Egipto.
  14. 14. Complexo de Gizé
  15. 15. ARQUITETURA Pirâmide é uma palavra de origem grega em que “piro” quer dizer fogo e “amid” quer dizer estar no centro, isto é, fogo está no centro. A pirâmide é um tipo de construção que proliferou, no Egito, muito mais do que se pensa e em alguns lugares da terra também. As pirâmedes Queóps, Qefrém e Miquerinos Há pirâmides na China, América do Sul, Central, Peru, México. As pirâmides do Egito são os mais apoteóticos e emblemáticos monumentos dessa civilização, em particular as três pirâmides de Gizé, as tumbas ou cenotáfios dos faraós Quéops, Qefrém e Miquerinos, cuja construção remonta para a maioria dos estudiosos, ao período denominado Império Antigo do Egito. “O tempo resiste a tudo, mas as Pirâmides, resistem ao tempo.” (provérbio árabe) PIRÂMIDES DE GIZÉ
  16. 16. As pirâmides mostram, em sua época, o grande conhecimento dos técnicos egípcios e a organização necessária para erigir tais monumentos com meios muitos simples. A verdade é que não se sabe ao certo como foram construídas as pirâmides, pois não há documentos da época, isto é, evidências claras que o afirmem. Nos escritos das pirâmides gravados durante o Império Antigo, existe um texto destinado ao faraó e sua pirâmide, o qual indica a função dela: conter a “essência” do faraó por toda a eternidade. Segundo o texto, o faraó ressucita e ascende aos céus para viver eternamente entre os deuses (transformado em estrela). ARQUITETURA - Pirâmides
  17. 17. ARQUITETURA Quéops, segundo faraó da IV dinastia, reinou de 2551 a 2528 a.C. Influenciado pelo tamanho da pirâmide erguida por seu pai Snefru, escolheu um planalto situado a oito quilômetros de Gizé e, ali, ergueu sua pirâmide de dimensões ainda maiores. Conhecida como a Grande Pirâmide ou Primeira Pirâmide de Gizé, monumento que marca o apogeu da época dessas construções no que se refere ao tamanho e à qualidade do trabalho. Tendo uma base que cobre quase cinquenta e três mil metros quadrados, é o monumento mais polêmico de toda a antiguidade egípcia e entrou para a história como a maior obra arquitetônica do mundo e a única das Sete Maravilhas do Mundo que chegou até nossos dias. A Grande Pirâmide tinha 145,75m de altura, mas, com o passar do tempo, perdeu dez metros do seu cume. O ângulo de inclinação dos seus lados é de 54º54′. Sua base é um quadrado com duzentos e vinte e nove de lado. Apesar desse tamanho todo, é um quadrado quase perfeito – o maior erro entre o comprimento de cada lado não passa de 0,1%, algo em torno de dois centímetros, o que é incrivelmente pequeno. A estrutura possui mais de dois milhões de blocos de pedra, cada um pesando de duas a vinte toneladas Pirâmide de Queóps
  18. 18. ARQUITETURA O faraó Qefrém (em egípcio Khaef-Re), irmão de Quéops e quarto rei da IV dinastia, reinou entre 2520 e 2494 a.C. Mandou construir o monumento que hoje é, em tamanho, a segunda maior pirâmide do Egito antigo. Imponente, era revestida de pedra calcária e granito vermelho e os antigos egípcios deram-lhe o nome de Grande é Qefrém, mas também a chamavam de A Grande Pirâmide. No seu interior, foi achado um sarcófago com dois metros e quarenta e três centímetros de comprimento por um metro de largura e sessenta e oito centímetros de profundidade, mas o corpo do rei nunca foi encontrado. Nas proximidades do monumento, um conjunto rochoso foi aproveitado para que nele se esculpisse a famosa esfinge, cuja cabeça representasse a face do faraó. Pirâmide de Qefrém
  19. 19. ARQUITETURA Pirâmide de Miquerinos Desde o século I da nossa era, a terceira, dentre as mais famosas pirâmides do mundo, teve sua construção atribuída a Miquerinos (em egípcio Men-kau-Re), filho de Qefrém e quinto soberano da IV dinastia, cujo reinado se estendeu de 2490 a 2472 a.C. No século XIX, descobriu-se seu nome escrito com ocre vermelho, no teto da câmara funerária de uma pirâmide secundária do conjunto de monumentos a ele atribuído, confirmando-se, portanto, a informação real de que ela havia sido doada por Heródoto. Ocupa menos de um quarto da área coberta pela Grande Pirâmide, mas, mesmo assim, seu tamanho é considerável e sua altura atinge mais de sessenta e seis metros, o que corresponde a um prédio de vinte e dois andares.
  20. 20. As pirâmides de Gizé à partir da esquerda a grande pirâmide de Quéops, a pirâmide de Quéfren e a pirâmide de Miquerinos
  21. 21. Pirâmide de Queóps
  22. 22. O Passo do Complexo da Pirâmide de Netjerikhet Vista aérea de Saqqara North, mostrando a posição dominante do passo da pirâmide de Netjerikhet e complexo circundante.
  23. 23. Mapa do Complexo de Netjerikhet
  24. 24. A pirâmide de degraus de Horus Netjerikhet.
  25. 25. Desenho 3D da estrutura da pirâmide - Esquerda: vista da posição relativa da estrutura na pirâmide. - Direita: Planta da estrutura. Fonte: Lehner, Complete Pyramids, p. 87.
  26. 26. Mastabas • Uma mastaba é um túmulo egípcio, cujo centro nevrálgico era uma capela, com a forma de um tronco de pirâmide (paredes inclinadas em direção a um topo plano de menores dimensões que a base), cujo comprimento era aproximadamente quatro vezes a sua largura. • Começaram-se a construir desde a primeira era dinástica (cerca de 3500 a.C.) e foi o género de edifício que precedeu e preparou as pirâmides. Quando estas começaram a ser construídas, mais exigentes do ponto de vista técnico e económico, a mastaba permaneceu a sua mais simples alternativa. • Eram construídas com tijolo de barro e/ou pedra (geralmente, calcário) talhada com uma ligeira inclinação para o interior, o que vai ao encontro da etimologia da palavra. Etimologicamente, a palavra provém do árabe maabba = banco de pedra (ou lama, segundo alguns autores), do aramaico misubb, talvez com origem persa ou grega. Efetivamente, vistos de longe, estes edifícios assemelham-se a bancos de lama, terra ou pedra.
  27. 27. Diagrama de uma mastaba Azul: a capela funerária com a porta fictícia ao fundo. Vermelho: o poço que parte do topo da mastaba e se afunda a partir daí. Verde: a câmara mortuária e o seu sarcófago. Cinzento: o tijolo de adobe que ocupa, de facto, uma grande parte da mastaba. Medidas médias de uma mastaba: Comprimento 30 m, Largura 15 m, Altura 6 m
  28. 28. Quéops
  29. 29. ARQUITETURA CONHEÇA OUTRAS PIRÂMEDES Algumas conhecidas, como a do faraó Djoser e a chamada pirâmide torta, dezenas de outras foram erguidas ao longo dos séculos pelos antigos egípcios. A pirâmide vermelha - leva esse nome porque nela foi empregado um calcário rosado; o complexo funerário de Sahure - dotado de um elaborado sistema de drenagem das águas pluviais e cujo relevo mostra a partida de navios para uma terra distante; o monumento de Wenis – destaca-se por nele terem sido encontrados os mais antigos textos das pirâmides que se conhecem, são alguns exemplos. Pirâmide Vermelha ou Pirâmide Cor-de-rosa A Pirâmide de Sahure
  30. 30. ARQUITETURA Templos Egípcios - Hórus, o deus egípcio do céu, representado na arte sob a forma de um falcão, era adorado na cidade de Edfu, onde foi construído seu templo, hoje um dos mais conservados do Antigo Egito. Sua fachada caracterizada pelos pilões é uma novidade introduzida durante o período do Novo Império. Essa longevidade das formas artísticas, que coexistem ao lado das inovações, é explicada pela necessidade de perpetuar os cultos religiosos antigos e pela valorização do imutável e do eterno, presentes em toda a civilização egípcia Templo de Hórus Hórus - deus falcão, irá se tornar mais tarde o deus da arte de curar.
  31. 31. ARQUITETURA Templos Egípcios Philae-Templo de Ísis Otemplo foi desmontado e reconstruído na Ilha Agilika, cerca de quinhentos e cinquenta metros de seu lugar original, na Ilha de Philae. O templo, que era dedicado a deusa Ísis, está localizado num belo cenário com características idênticas à do anterior. Suas várias capelas e santuários incluem o Vestíbulo de Nectanebos I, que é usado como entrada da ilha, o Templo do Imperador Adriano, o Templo de Hathor, o Quiosque de Trajano (Cama do Faraó) e dois pilonos (pórtico de antigo templo egípcio com forma de duas pirâmides truncadas) que celebram todas as verdades envolvidas no mito de Ísis e Osíris.
  32. 32. ARQUITETURA Templos Egípcios - Templo de Abu Simbel-Ramsés II Os egípcios foram grandes construtores e fizeram templos escavados nas rochas, como em Abu Simbel que Ramsés II construiu. Na entrada dos templos, existem esfinges e estátuas colossais. Os templos eram divididos em três partes: a primeira para os profanos, a segunda para o faraó e os nobres e a terceira para o Sumo sacerdote. As quatro estátuas de Ramsés II que guardam a entrada doTemplo.
  33. 33. Abou Simbel, Templo de Ramsés.
  34. 34. ARQUITETURA Templos Egípcios -Templo de Karnak O Templo de Karnak, localizado na margem leste do Nilo, deu nome às majestosas ruínas de templos- juntamente com Luxor- formavam antigamente uma parte da famosa Tebas das Mil Portas, capital do Novo Império (1580-1085 a. C.). O grande Templo de Amon, o maior santuário egípcio já construído, foi obra de muitos faraós. A maioria dos restos visíveis data das dinastias 18 e 19 (1514-1205 a. C.). Otemplo egípcio sempre foi a casa de deus. No Egito, encontramos hoje santuários conservados que datam de mais de cem gerações. Cada faraó ambicionava ser o construtor do seu templo, e os poderosos desmontavam as construções dos seus antecessores e reutilizavam os blocos de pedras lavradas, esculpidos em relevo colorido.
  35. 35. ARQUITETURA Templos Egípcios - Templo de Kom Ombo Situado às margens do Rio Nilo Otemplo de Kom Ombo foi dedicado ao deus com cabeça de crocodilo, Sobek, e ao deus com cabeça de falcão, Hórus. Aconstrução teve início no 2.º séc. a. C., quando a dinastia dos Ptolomeus imperava no Egito.
  36. 36. ARQUITETURA Templos Egípcios - Templo de Luxor O Templo de Luxor foi construído, a maior parte, por Amenhotep III. O recinto tem na frente uma enorme coluna e um obelisco, além de estátuas de Ramsés II. No interior, encontram-se vários pátios com colunas, sendo o principal e o mais belo o construído por Amenhotep III. O complexo foi ampliado por Tutancâmon, Horemheb e Ramsés II. Calcula-se que 6% dos monumentos do planeta estejam em Luxor.
  37. 37. ESCULTURA Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade. Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições. Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.
  38. 38. A escultura no antigo Egito visava dar uma forma física aos deuses e a seus representantes na terra, os faraós, como também animais. Regras rígidas deviam ser seguidas: homens eram mais escuros que mulheres; mãos de figuras sentadas deveriam estar nos joelhos; e cada deus tinha suas regras especificas de representação. Por esse motivo, poucas modificações ocorreram em mais de três mil anos, embora tivessem resultado peças maravilhosas como a cabeça de Nefertiti ou a máscara mortuária de ouro maciço do faraó Tutancâmon. Nefertiti Tutancâmon.
  39. 39. ARTE EGÍPCIA Os antigos egípcios tinham necessidade de acreditar na vida depois da morte e de conservar os corpos dos defuntos nos Sarcófagos. ESCULTURA Os Sarcófagos Pedra Tumular Os sarcófagos eram colocados dentro de Pedras tumulares. 49 Imagem:SarcophagusofKheper-Re/GorillaWarfare/CreativeCommonsCC0 1.0UniversalPublicDomainDedication Imagem: Sarcophagus of Pharaoh Merenptah / Hajor / Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 1.0 Genérica
  40. 40. Arte Egípcia ESCULTURA Na arte das esculturas, regras rígidas deveriam ser seguidas: homens eram mais escuros que mulheres, mãos de figuras sentadas deveriam estar nos joelhos e cada deus tinha suas regras específicas de serem representados.(7) A figura masculina se mostravav sentada com os joelhos rígidos e os braços cruzados em cima deles. Oss olhos eram “embutidos” e a boca a aberta. A figura da mulher sempre se mostrava ajoelhada, as mãos em cima dos joelhos. Com argila, papel machê ou sabão, etc, você também pode criar sua escultura. A arte é para experimentar, divertir e lembrar. 50 Imagem: Predynastic bearded man / Rama / Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 2.0 França Imagem:Khafrestatue/JonBodsworth/Copyrighted freeuse Imagem:Egyptelouvre288couple/GuillaumeBlanchard/GNU FreeDocumentationLicense
  41. 41. Esculturas
  42. 42. MÁSCARA FUNERÁRIA DE TUTANKHAMON A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egito localizada no vale do rio Nilo no Norte de África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na região durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo.
  43. 43. Encosto do trono de Thutankhamon, onde retrata ele e sua mulher Ankenamon sendo atingido pelos raios solares.
  44. 44. A arte do antigo Egito serve acima de tudo objetivos políticos e religiosos. Para compreender a que nível se expressam estes objetivos é necessário ter em conta a figura do soberano absoluto, o faraó. Ele é o representante de deus na Terra e é este seu aspecto divino que vai vincar profundamente a manifestação artística.
  45. 45. O faraó é imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade têm o privilégio de poder também ter acesso à outra vida. Os túmulos são, por isto, dos marcos mais representativos da arte egípcia, lá são depositados a múmia ou estátua e todos os bens físicos do quotidiano que lhe serão necessários à existência após a morte.
  46. 46. Múmia de Imhotep Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o faraó e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, isto porque a transição da vida à morte é vista, antecipada e preparada como um momento de passagem da vida terrena à vida após a morte, à vida eterna e suprema.
  47. 47. Múmia Ramsés
  48. 48. MÚMIA E ESTÁTUA DE RAMSES II
  49. 49. Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, uma das dinastias que compõem o Império Novo. Reinou entre aproximadamente 1279 e 1213 a.C.. O seu reinado foi possivelmente o mais prestigioso da história egípcia tanto no aspecto econômico, administrativo, cultural e militar.
  50. 50. Estátua no interior do Templo de RAMSÉS II
  51. 51. Estátua de RAMSÉS II com cerca de 20 metros cada uma, no templo principal de Abu Simbel.
  52. 52. Templo de Ramsés II ao entardecer, Abu Simbel
  53. 53. Templo da rainha Nefertari, construído por Ramsés II, em Abu Simbel.
  54. 54. Arte Egípcia SarCÓFAGOS Textos dos sarcófagos Passaram a ser redigidos em escrita hieroglífica cursiva na parte interna dos caixões retangulares, usados para sepultamento naquela época. Os títulos eram grafados com tinta vermelha e o restante do texto com tinta preta, imitando os manuscritos sobre papiro. Caixões de madeira podiam exibir os dois olhos de Hórus, que tanto serviam de amuleto de proteção para o corpo do morto como lhe permitiam olhar para o exterior. (8) Na Medicina – serve de amuleto de cura para restaurar a saúde. Assim como o olho e a visão de Hórus foram restaurados, os médicos também o fazem, recuperando a saúde dos pacientes. 72 Imagem:EyeofHorus/JeffDahl/GNUFree DocumentationLicense Imagem:Sarcofagoaberto/ÁngelI.JiménezdelaCruz/GNUFree DocumentationLicense
  55. 55. Mumificador
  56. 56. MÚMIAS
  57. 57. Uma equipe de radiologistas, antropólogos e cientistas forenses da Universidade de Turim revelou o rosto da múmia de um egípcio que viveu há quase 3 mil anos sem remover as bandagens de seu corpo. A reconstituição foi feita a partir de uma tomografia computadorizada utilizada pela primeira vez para produzir um molde detalhado em três dimensões da face egípcia.
  58. 58. A múmia que serviu de base para a pesquisa preserva o corpo de um artesão egípcio chamado Harwa e pertence à coleção do Museu Egípcio de Turim. Ele viveu aproximadamente entre os anos de 945 e 715 a.C. e sua múmia foi encontrada na antiga cidade de Tebas em 1903 pelo arqueólogo Ernesto Schiaparelli.
  59. 59. PINTURA A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. Suas características gerais são: * ausência de três dimensões; * ignorância da profundidade; * colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e * Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos - considerados a escrita sagrada; Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e Demótica - a escrita popular. Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.
  60. 60. As cores • A arte egípcia, à semelhança da arte grega, apreciava muito as cores. As estátuas, o interior do templos e dos túmulos eram profusamente coloridos. Porém, a passagem do tempo fez com que se perdessem as cores originais que cobriam as superfícies dos objetos e das estruturas. • As cores não cumpriam apenas a sua função primária decorativa, mas encontravam-se carregadas de simbolismo: • Preto (kem): era obtido a partir do carvão de madeira ou de pirolusite (óxido de manganésio do deserto do Sinai). Estava associado à noite e à morte, mas também poderia representar a fertilidade e a regeneração. Este último aspecto encontra-se relacionado com as inundações anuais do Nilo, que trazia uma terra que fertilizava o solo (por estão razão, os Egípcios chamavam Khemet, "A Negra", à sua terra). Na arte o preto era utilizado nas sobrancelhas, perucas, olhos e bocas. O deus Osíris era muitas vez representado com a pele negra, assim como a rainha deificada Ahmés-Nefertari. • Branco (hedj): obtido a partir da cal ou do gesso, era a cor da pureza e da verdade. Como tal era utilizado artisticamente nas vestes dos sacerdotes e nos objetos rituais. As casas, as flores e os templos eram também pintados a branco.
  61. 61. As cores • Vermelho (decher): obtido a partir de ocres. O seu significado era ambivalente: por um lado representava a energia, o poder e a sexualidade, por outro lado estava associado ao maléfico deus Set, cujos olhos e cabelo eram pintados a vermelho, bem como ao deserto, local que os Egípcios evitavam. Era a vermelho que se pintava a pele dos homens. • Amarelo (ketj): para criarem o amarelo, os Egípcios recorriam ao óxido de ferro hidratado (limonite). Dado que o sol e o ouro eram amarelos, os Egípcios associaram esta cor à eternidade. As estátuas dos deuses eram feitas a ouro, assim como os objetos funerários do faraó, como as máscaras. • Verde (uadj): era produzido a partir da malaquite do Sinai. Simboliza a regeneração e a vida; a pele do deus Osíris poderia ser também pintada a verde. • Azul (khesebedj): obtido a partir da azurite (carbonato de cobre) ou recorrendo-se ao óxido de cobalto. Estava associado ao rio Nilo e ao céu.
  62. 62. Cena de Caça Tumba de Nebamun 1400 a.C. Pintura de parede 31cm British Museum, London
  63. 63. Para seu conhecimento Hieróglifos: foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. Mumificação: a) eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. b) nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes. c) as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização. • Quando a Grande Barragem de Assuã foi concluída, em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela Unesco com recursos de vários países - um total de 40 milhões de dólares - removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós. • Queóps é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.
  64. 64. Pedra de Roseta Um bloco de granito negro (muitas vezes identificado incorretamente como "basalto") que proporcionou aos investigadores um mesmo texto escrito em egípcio demótico, grego e em hieróglifos egípcios. Como o grego era uma língua bem conhecida, a pedra serviu de chave para Jean- François Champollion decifrar os hieróglifos, em 1822 e por Thomas Young, em 1823.
  65. 65. Arte Egípcia As pinturas egípcias, em geral, eram feitas nas paredes das pirâmides ou papiros. Retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a morte e temas do cotidiano da nobreza e da vida religiosa. Além da decoração de peças cerâmicas e de objetos utilitários, encontram- se associados aos túmulos primitivos, executada sobre as paredes das câmaras funerárias. Apintura egípcia se desenvolveu com grande unidade estilística. PINTURA EGÍPCIA As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias orgânicas etc.
  66. 66. Arte Egípcia PINTURA EGÍPCIA Caracterizava-se pelo desenho chapado, sem perspectiva, sentido narrativo e descritivo, integração de imagens e de textos com escrita hieroglífica, pelo valor simbólico, hierárquico das formas e da cor e pela estilização dos objetos e do corpo humano e preocupação com a delicadeza das formas. A Lei da Frontalidade ou Frontalismo tem seu fundamento no princípio de valorizar o aspecto que mais caracteriza cada elemento do corpo humano. Desenhado de perfil, o rosto é mostrado ao máximo. De frente, se resume a forma oval. No rosto de perfil, o olho é representado de frente, por ser este seu aspecto mais característico e revelador. O tórax também se apresenta de frente, e as pernas e os pés são vistos de perfil. 87 Imagem:Re-Horakhty/JeffDahl/GNUFree DocumentationLicense Imagem:Egyptdauingevekten/AutorDesconhecido/ publicdomain
  67. 67. LEI DA FRONTALIDADE O corpo humano, especialmente o de figuras importantes, é representado utilizando dois pontos de vista simultâneos, os que oferecem maior informação e favorecem a dignidade da personagem: os olhos, ombros e peito representam-se vistos de frente; a cabeça e as pernas representam-se vistos de lado.
  68. 68. Horus e Ísis
  69. 69. Ísis era uma deusa da mitologia egípcia. Foi a mulher de Osíris. Era mãe de Hórus e cunhada de Seth. Segundo a lenda, Ísis ajudou a procurar o corpo de Osíris, que tinha sido despedaçado por seu irmão, Seth. Ísis, a deusa do amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito.
  70. 70. ÍSIS
  71. 71. • Fachada do templo de Philae, dedicado a Ísis, mostra deuses em alto-relevo. Luxor.
  72. 72. OSÍRIS
  73. 73. OSÍRIS
  74. 74. Osíris era um deus da mitologia egípcia, associado à vegetação e a vida no Além. Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito. Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração.
  75. 75. ANÚBIS
  76. 76. Anúbis, é o antigo deus egípcio da morte e dos moribundos, por vezes também considerado deus do submundo. Conhecido como deus do embalsamamento, presidia às mumificações e era também o guardião das necrópoles, das tumbas, e o juiz dos mortos. Era Anúbis, quem guiava a alma dos mortos no Além.
  77. 77. Deusa Ísis e Deus Amon no templo de Ramsés III
  78. 78. Imhotep, foi um misto de arquiteto, médico e mago. Os antigos egípcios deificaram-no, identificando-o a Esculápio, deus da medicina. É o primeiro arquiteto cujo nome é conhecido por meio de documentos históricos escritos. Viveu no século XXVII a.C., tendo sido vizir ou ministro-chefe de Djoser, o segundo rei da terceira dinastia egípcia.
  79. 79. Arquitetou a maior pirâmide do Egito - a pirâmide de Sakkara, com seis enormes degraus, e que atinge aproximadamente 62 metros. O estudioso britânico Sir. William Osler (séc. XIX) disse sobre Imhotep: a primeira figura de um médico a surgir claramente das névoas da Antigüidade.
  80. 80. Estátua de Imhotep
  81. 81. Manuscrito feito em Papiro
  82. 82. Arte Egípcia Há 4 mil anos, a tinta preta que delineava os olhos femininos era mais que uma simples maquiagem. O cosmético, acrescido de quantidades irrisórias de chumbo, funcionava ainda como remédio. Considerado um metal tóxico nos dias de hoje, o uso do chumbo no Antigo Egito foi desmistificado: em quantias pequenas, a substância aciona um mecanismo de defesa – em caso de infecção nos olhos, o chumbo limita a proliferação das bactérias. (11) MAQUIAGEM EGÍPCIA A história da maquiagem começa no antigo poderoso Império Egípcio, em que os faraós pintavam os olhos para evitar que as pessoas olhassem diretamente para ele; era um símbolo político de respeito e um símbolo religioso - olho de Rá. Filmes de época mostram que Cleópatra usou o pó khol nas pálpebras, tomou banho de leite e usava argila no rosto para se embelezar. 110 Imagem:QueenCleopatra/Eslam17/GNU FreeDocumentationLicense Imagem:1963Cleopatratrailerscreenshot/ PublicDomain
  83. 83. Arte Egípcia A maquiagem egípcia até os dias de hoje. MAQUIAGEM EGÍPCIA 111 Imagem:LizTaylor1963/Cleopatra(1963)/ PublicDomain Imagem:Glitteringeyemake-up/Andy Rennie/CreativeCommonsAttribution- ShareAlike2.0Generic Imagem:GorgeousModelwithBeautifulEyes/ChrisWillis/CreativeCommonsAttribution 2.0Generic
  84. 84. Arte Egípcia Hieróglifo ou Hieroglifo é cada um dos sinais da escrita de antigas civilizações, tais como os egípcios, os hititas e os maias. Também se aplica, depreciativamente, a qualquer escrita de difícil interpretação ou que seja enigmática. Observe o Alfabeto Egípcio: ESCRITA SAGRADA - HIERÓGLIFO Crie e desenhe seu alfabeto, escreva uma mensagem e desafie quem saberá decifrá-la. 112 Imagem:Egyptianfunerarystela/ChrisO/GNUFreeDocumentationLicense Imagem:MalerderGrabkammerderNefertari/ TheYorckProject:10.000Meisterwerkeder Malerei/DomínioPúblico Imagem:Rosettastone/MatijaPodhraški/DomínioPúblico
  85. 85. Arte Egípcia OURIVERSARIA EGÍPCIA Otrabalho dos ourives egípcios era dominado pelo uso de amuletos, contendo significados religiosos ou mágicos. O motivo ou símbolo decorativo mais comum era o escaravelho, que significava ao mesmo tempo o sol e a criação. (12) Colares, pulseiras, anéis, diademas, broches e amuletos deslumbram até hoje com as raras peças expostas nos museus de todo o mundo. Já pensou em fazer uma bijuteria? Mãos à obra! Aourivesaria egípcia nos legou peças delicadas de extrema beleza. 113 Imagem:Egyptelouvre/GuillaumeBlanchard/CreativeCommons- Atribuição-PartilhanosMesmosTermos1.0Genérica Imagem:ScarabRingBezel/AdquiridoporHenryWalters/publicdomain Imagem:ScarabRing/WaltersArtMuseum/Public Domain
  86. 86. ARTE EGÍPCIA No Teatro, a Lei da Frontalidade regeu princípios. Os atores não davam as costas ao público, os fotógrafos de jardim também estiveram presos por um bom tempo à Lei da Frontalidade. O cinema foi a primeira arte a abandonar o frontalismo, por conta da mobilidade da câmera, que permite o uso dos mais diversos ângulos de visão. ARTE EGÍPCIA 114 Imagem: Play of Knjaževsko-srpski teatar / Zoran Miljković Joe / GNU Free Documentation License Imagem: A screenshot from Dracula (1958) / Domínio Público
  87. 87. ARTE EGÍPCIA A primeira grande cultura a infundir a música em sua sociedade foi o Egito Antigo. Todos os tipos de celebração eram cheios de música e dança. Como em qualquer festa, havia dançarinas, cantores e músicos tocando flautas, harpas, tambores, címbalos e tamborins. Durante os festivais e festas religiosas, a dança e a música eram práticas bastante difundidas. A importância da música no Antigo Egito pode ser facilmente comprovada pelo número de instrumentos musicais espalhados nas coleções dos museus por todo o mundo. Você já ouviu uma música Egípcia? MÚSICA EGÍPCIA 115 Imagem:AncientEgyptianBand/EncyclopaediaBiblica/ PublicDomain
  88. 88. Arte Egípcia A dança foi muito mais do que um passatempo divertido no Antigo Egito. Durante o Período Pré-Dinástico, encontramos figuras femininas de Deusas e Sacerdotisas dançando com seus braços no alto da cabeça. O ato da dança passa a ter um objetivo específico: ele é a ligação com o divino, praticado em rituais religiosos e celebrações. A dança é a arte mais reveladora da verdade interior. Adança do ventre surgiu no Egito Antigo, praticada pelas mulheres, e influenciou as danças turcas e marroquinas. Possui movimentos que predominam no ventre e no quadril. No Egito, a dança era realizada pelas sacerdotisas que eram treinadas desde pequenas para servirem como deusas nos rituais religiosos. A dança do ventre é feita pelo do uso de instrumentos como véu, espada, bengala, snujs, que são as castanholas de metal, candelabro, jarro, taças, pandeiro, punhal e aquelas roupas específicas para a dança, que é linda, sem esquecer a maquiagem, que é maravilhosa. DANÇA EGÍPCIA 116 Imagem:TaheyaKarioca/Autor Desconhecido/PublicDomain Imagem:BellyDancingEdinburgh/ ShaunPaulJohnston/GNUFree DocumentationLicense Imagem:VeilDanceinNewJersey/ Bialy-Fox/CreativeCommons- Atribuição2.0Genérica
  89. 89. ARTE EGÍPCIA Adança teve início com as mulheres. Pinturas mostram, porém, homens batendo palmas marcando o ritmo para um grupo de dançarinos que avançam em fila, com os braços para o alto, mãos unidas pela ponta dos dedos, palmas voltadas para cima ou instrumentistas tocando harpa e uma espécie de flauta enquanto outros parecem estalar os dedos. As danças femininas eram lentas, contavam com acompanhamento vocal ou instrumental e enfatizadas por trajes transparentes, apertados e pregueados. Os homens pintados de vermelho e as mulheres de branco ou amarelo pálido. O Egito e sua cultura são considerados o berço da arte da dança histórica no Mediterrâneo. DANÇA EGÍPCIA 117 Imagem: Dancers and Flutists / The Yorck Project: 10.000 Meisterwerke der Malerei / Public Domain Imagem:CleopatraLubowska/Underwood&Underwood/ PublicDomain Imagem:RuthStDenisinEgypta1910/OttoSarony/ noknowncopyrightrestrictions
  90. 90. ARTE EGÍPCIA ADança com taças é de origem egípcia. Dançava-se em ocasiões especiais, como batizados, casamentos e aniversários. As velas simbolizam a luminosidade para a próxima etapa ou começo da vida. A dançarina exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado e utilizando o fogo das velas, que representa a vida. ADança do castiçal - Raks Al Shamadan DANÇA EGÍPCIA Dançada nas festas de matrimônio e nascimento, a bailarina precedia os convidados, entrando no salão junto com músicos. É dançada com vestido, movimentos suaves, e o castiçal é sobre a cabeça, com velas acesas. É um espetáculo de beleza e sugere introspecção e mistério. 118 Imagem:Candlestick/AlbertStanisław Jankowski/PublicDomain Imagem:CarnegieMuseumofArt–Candelabra/Piotrus/GNUFree DocumentationLicense
  91. 91. ARTE EGÍPCIA A Dança com o pandeiro No Egito antigo, uma mulher também podia acompanhar a performance da dançarina, apenas tocando um pandeiro. Com o tempo, a própria dançarina passou a tocar o pandeiro para alegrar seu público. Ele está presente ainda em apresentações de danças ciganas. O pandeiro confere vibração e alegria ao espetáculo. DANÇA EGÍPCIA 119 Imagem:Pandeiro/Alno/GNUFreeDocumentationLicense
  92. 92. ARTE EGÍPCIA Dança do Bastão ou Bengala Em sua origem, uma dança folclórica masculina da região do Alto Egito. Dança por pastores que simulavam uma luta no final do dia. No Vale dos Reis (Egito), podem-se ver beduínos dançando de pé sobre cavalos, com seus bastões. É um espetáculo que transmite força e vibração, sempre acompanhada pelo ritmo Saiid. DANÇA EGÍPCIA Dançarinas desenvolveram movimentos mais graciosos, chegando a ser chamada Raks Al Assaya - uma versão feminina da dança do Bastão. Hoje a dança da Bengala é famosa no mundo. 120 Imagem:MalebellydancerinIstanbulTurkey/SteveHopson/Creative CommonsAttribution2.5Generic
  93. 93. ARTE EGÍPCIA DANÇA EGÍPCIA Quase todos os artistas egípcios passaram anônimos pela história - salvo raras exceções porque não assinavam suas obras. Que você acha de formar um grupo, criar a sua coreografia da Dança Egípcia, com figurino, maquiagem, cenário e apresentar para seu grupo- classe, escola, eventos, festivais? E não se esqueça de sempre assinar as suas obras de arte. 121 Imagem:Turkishbellydancer/Jusmine/GNUFree DocumentationLicense Imagem:Avishagbellydancerisiswings/asafefrati/GNU FreeDocumentationLicense
  94. 94. ARTE EGÍPCIA CERÂMICA Do período pré-dinástico em diante, a cerâmica foi um dos mais importantes ofícios dos egípcios. A cerâmica egípcia pode ser dividida em dois grupos amplos, de acordo com o tipo de argila usado. As vasilhas da cultura badariana (4.500 a.C) estão entre as mais belas cerâmicas feitas no Egito antigo. Esses vasos apresentam uma bela pintura de argila colorida e motivos geométricos, além de um vaso de cerâmica com formas antropomórficas. Os desenhos parecem bem fáceis de fazer. Adquira uma vaso de cerâmica e personalize-o. Você teria uma outra ideia? Socialize e bom estudo para a produção. 122 Imagem:ÄgyptischesMuseum/EinsamerSchütze/GNUFree DocumentationLicense Imagem:Egyptianceramicpottery/F.Boudville/GNU FreeDocumentationLicense

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