1C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
2C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
3C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
4C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
5C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
6C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
7C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
8C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
9C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M...
10C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
11C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
12C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
13C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
14C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
15C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
16C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
17C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
18C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
19C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
20C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA ...
Próxima SlideShare
Cargando en…5
×

Educar en la diversidad cultural

221 visualizaciones

Publicado el

0 comentarios
0 recomendaciones
Estadísticas
Notas
  • Sé el primero en comentar

  • Sé el primero en recomendar esto

Sin descargas
Visualizaciones
Visualizaciones totales
221
En SlideShare
0
De insertados
0
Número de insertados
2
Acciones
Compartido
0
Descargas
0
Comentarios
0
Recomendaciones
0
Insertados 0
No insertados

No hay notas en la diapositiva.

Educar en la diversidad cultural

  1. 1. 1C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I ACLAVES PARA EDUCAR LADIVERSIDAD CULTURALEN LA FAMILIAMANUAL PARA PADRES Y MADRES
  2. 2. 2C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I AÍndicePRESENTACIÓN 31ª PARTE: CLAVES PARA CONSTRUIR INTERCULTURALIDAD 41. ¿INTERCULTURALIDAD? ¿ESO QUÉ ES? 42. EN TU DÍA A DÍA DEBES TENER EN CUENTA… 53. EN LA TELE O EL CINE 54. SIMPLES COMENTARIOS 65. LAS AMISTADES 76. MÚSICA 77. COMIDA 88. EVENTOS DEPORTIVOS 89. PISTAS PARA CONSTRUIR LA INTERCULTURALIDAD A TU ALREDEDOR 910. MULTICULTURALIDAD VS INTERCULTURALIDAD 911. DERRIBANDO CREENCIAS: FALSOS TÓPICOS 1012. DESMONTANDO EL MUNDO: DIFERENCIAS ENTRE PAÍSES 1113. A MODO DE RESUMEN 122ª PARTE: MISCELÁNEA 141. PARA SABER MÁS 14¿POR QUÉ ESTE MANUAL? 142. SOBRE NOSOTROS 15¿QUIÉNES SOMOS? 16LA CAMPAÑA 163. GLOSARIO 164. RECURSOS 18
  3. 3. 3C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A1. PresentaciónEste Manual pretende llamar la atención sobre algunas claves que nos ayuden a seguir acompañando y educandoa nuestro hijos e hijas para convivir en un mundo diverso y cambiante.Pretendemos dar alguna pista sobre cuestiones, que en el día a día, podemos pasar por alto en referencia a la Di-versidad Cultural. Nos ayudará a ser más conscientes de las claves educativas necesarias, para que nuestra familiamotive valores que reduzcan los estereotipos hacia los demás, y establezca relaciones de igualdad y participacióncon las personas y las culturas.Muchas de las ideas generalmente aceptadas sobre las personas inmigrantes provienen del refranero popular,de los medios de comunicación o de nuestras amistades, y que son en su mayoría falsas y perjudiciales paraotras personas.Te invitamos a compartir con nosotros y nosotras estas sencillas páginas y poner en práctica la interculturalidaden nuestra sociedad.
  4. 4. 4C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A1ª Parte: claves para construir interculturalidad1. ¿INTERCULTURALIDAD? ¿ESO QUÉ ES?La Interculturalidad busca el encuentro positivo y la relación de las diferentes culturas presentes en un lugardeterminado, bajo los valores de igualdad y justicia; plantea la construcción de la convivencia en la diversidad,y es una apuesta por construir relaciones cimentadas en el diálogo, el encuentro, el respeto y el aprendizajemutuo entre las distintas culturas presentes en una sociedad.Parte de que ninguna cultura es estática ni homogénea, que la diversidad existe incluso dentro de la propia culturay que la convivencia conflictiva no tiene por qué resultar dañina, y puede convertirse en un motor de cambio.Veámoslo en forma de esquema:Esquema 1: Taller de Educación Intercultural, ASPA. Málaga.RELACIONES DERESPETOVALORARPOSITIVAMENTEsuponelasmedianteestableceentremedianteesquecomoRELACIONES ENTRELAS CULTURASLA COMPRENSIÓNY LA ACEPTACIÓNDE LA DIVERSIDADPRÁCTICAS DEACTITUDES DE JUSTICIAY TOLERANCIALA COOPERACIÓN YLA SOLIDARIDADDIFERENTESCULTURASDESARROLLA VALORESUNIVERSALESEJE EDUCATIVOINTERCULTURALIDAD
  5. 5. 5C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A2. EN TU DÍA A DÍA DEBES TENER EN CUENTA: LOS ESTEREOTIPOS¿Qué son los estereotipos?Los estereotipos son imágenes o ideas que son comúnmente aceptadas por un grupo o sociedad y son difícilmentemodificables en el tiempo.Nos resulta mentalmente más fácil tener un pensamiento preconcebido de los demás, de otras culturas, y no mo-dificarlo, no someterlo a cuestionamiento.¿Qué se nos ocurre cuando decimos… chinos, o peruanos, o gitanos? Pues eso que pensamos de forma genéricasobre todos ellos es el estereotipo.El estereotipo que hemos fabricado entre toda la sociedad sobre una cultura, nos puede llevar a rechazarla o dis-criminarla, simplemente por el concepto comúnmente aceptado, ya sea verdadero o falso.3. EN LA TELE O EL CINEA la hora de ver la televisión debemos estar muy atentos a aquellos estereotipos que se siguen imitando y con-tinúan aportando una visión negativa de las demás personas según su color de piel, etnia, o religión.Las películas, programas, anuncios e incluso los telediarios, trasladan una imagen interesada de otras personas porel simple hecho de ser distintos al público al que se dirigen. Son mensajes que asumimos con normalidad y nosaportan una visión de la realidad muy alejada de la verdadera.Es necesario ser críticos/as, preguntarnos los porqués y acercarnos con criterio educativo a lo que vemos nosotros/as y nuestros hijos e hijas.Algunos tópicos que siguen reproduciéndose son:La típica limpiadora o “chacha” de alguna serie televisiva que es de Andalucía, por la visión de simpatía malentendida o de “graciosas” que se tiene en el resto del país.Cuando aparece una persona de color negro, suele ser un deportista de élite, cómico o músico y casi siem-pre hombre, pero no suele ocupar los oficios normalizados en los papeles de las personas de color blanco.
  6. 6. 6C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I AEn las películas norteamericanas observamos cómo los traficantes de drogas son normalmente “negros” olatinos. Por el contrario, otros temas tales como la política, la economía, el empleo o la cultura apenas seasocian con las minorías.Suele representarse con normalidad en las escenas de guerra, la muerte de miles de personas con rasgosorientales sin que pase nada, pero cuando muere alguna persona del bando de los blancos, se convierte enel gran drama de la película.4. SIMPLES COMENTARIOSMuchas veces nos acordamos de refranes o expresiones tra-dicionales que parecen encajar en la conversación, pero queen realidad, al decirlas estamos haciendo una enorme simpli-ficación de las culturas. Estas frases expresan imágenes delos demás estereotipadas que al estar acostumbrados/as aescuchar, no tratamos como tal.Por ejemplo: Trabajar más que un chino.Esto es una merienda de negros.Ir hecha una gitana.Corre como un negro.Invasión silenciosa de “moros” o chinos.Estos tópicos absurdos nos impiden ver a las personas tal ycomo son.Damos por hecho que ciertas nacionalidades solo pueden sertraficantes, o flojos, o mafiosos, y esto hace un flaco favor alencuentro con otras personas. Terminamos dando la idea deque ser de una cierta cultura es igual a algo malo o peyorativo.Aunque a veces decimos que: ¡Yo conozco a uno que no, peroen general son así!
  7. 7. 7C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A5. LAS AMISTADES¿Trasladamos a nuestros hijos e hijas nues-tros estereotipos “científicamente proba-dos” porque hemos escuchado de talo cual amigo/a que las estadísticas dicenque…? ¿Les infundimos cierto miedo paraque no se relacionen con los chicos o chicasde otras culturas, porque pensamos que vana ser amistades negativas o malas influen-cias para ellos/as?Siempre y cuando conozcamos a cada unade esas amistades personalmente, podre-mos ayudarles mejor y darles una opiniónmás objetiva, si en cambio nos movemospor prejuicios generales, sólo estaremos re-duciendo su capacidad de relación, encuen-tro y enriquecimiento con las otras personas.6. MÚSICAHoy en día tenemos acceso a escuchar música proveniente de diferentes culturas, y es importante que to-memos en consideración esta posibilidad. Otra cosa será que no nos guste o no nos aficionemos, pero elmero hecho del conocimiento de lo distinto nos ayuda a valorar a otras culturas, también en sus expresionesartísticas.Hay mundo más allá de los instrumentos musicales españoles o an-glosajones, a los que estamos más acostumbrados. Incluso hay inter-conexiones muy ricas entre instrumentos que conocemos en el sur deEspaña y el norte de África, o en Canarias y Latinoamérica, etc.Por ejemplo, ¿sabías que el mal llamado Cajón flamenco, es originariode Perú, y fue introducido en España por el famoso guitarrista Paco deLucía después de una gira por Latinoamérica?
  8. 8. 8C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A7. COMIDAAlgo a lo que estamos ya bastante acostumbrados/as esa probar la comida y platos típicos de muchas partesdel mundo.En España, además de nuestra riqueza gastronómicaconocida en el mundo entero, tenemos muchos bares yrestaurantes, donde podemos degustar platos chinos,mexicanos, peruanos, japoneses, italianos, argentinos, etc.Al ser esta una parte o aspecto de la cultura que nosatrae y nos gusta, la interiorizamos y adoptamospara nosotros/as cuando queremos, inclusoadaptándola en algunos casos; pero, sinembargo, hay otras facetas de esas otrasculturas que no tomamos tan en cuenta.Sería muy positivo saber el por qué de la comida quese come en uno u otro país, el por qué se usan esos ingredientes y no otros.Detrás de la gastronomía y alimentación de cada país o región se pueden vislumbrar muchas características de laforma de vivir de esas personas.¡Atrévete a investigar!8. EVENTOS DEPORTIVOSEn los grandes eventos deportivos tenemos la oportunidad de ver a personas de diferentes culturas jugando ocompitiendo en igualdad de condiciones.Podemos encontrar, en los Juegos Olímpicos por ejemplo, una perfecta excusa para tratar el tema en casa. Decara a poder valorar el esfuerzo de todas las personas participantes independientemente de su procedencia,costumbres, etc. Igualmente es un pretexto para buscar en el mapa los países que participan, ubicarnos en loscontinentes, conocer sus circunstancias, etc.
  9. 9. 9C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A9. PISTAS PARA CONSTRUIR LA INTERCULTURALIDAD A TU ALREDEDORTe planteamos algunas claves para un entorno intercultural:Es importante que reconozcamos la existencia de vínculos, valores y puntos en común entre las diferentesculturas, sean de donde sean.Debemos reconocer que las culturas se necesitan y dependen unas de otras, se desarrollan en la interaccióny el cambio global. Todas beben de todas o lo han hecho en algún momento, en menor o mayor medida.Debemos tratar de entender que la diversidad y la inmigración pueden ser factores positivos y enriquecedorespara la sociedad.Es fundamental examinar de manera crítica los valores y antivalores de nuestra propia cultura.Es necesario buscar puntos de unión e intereses comunes que nos ayuden a construir la unidad en ladiversidad.Por nuestra parte, hay que tener voluntad y disposición de aprender de otras personas y grupos culturales.Muy importante es prevenir los conflictos y, en el caso de que surjan, ponerlos medios necesarios para regularlos, poniendo énfasis en los aprendizajesque de ellos puedan surgir.Debemos fomentar la tolerancia y el respeto activo hacia las demás personas.Debemos tratar de luchar contra la discriminación cultural, étnica,religiosa, de género, económica o de cualquier otro tipo.10. MULTICULTURALIDAD VS INTERCULTURALIDADA veces podemos confundir la Interculturalidad con la Multiculturalidad. Muchas de las acciones que creemos quemejoran la convivencia entre personas de diferentes culturas pueden caer en saco roto, debido a que las tenemostan interiorizadas o normalizadas que las hacemos de manera monótona y forman parte de nuestro día a día.Caemos más veces en la multiculturalidad que en la interculturalidad.
  10. 10. 10C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I APor ejemplo, la Interculturalidad NO es:Celebrar solamente “jornadas” o “semanas interculturales” enel colegio de tu hijo o hija.Que el ayuntamiento diseñe o desarrolle programas dirigidosa “los/as otros/as”. A esto se le llama Discriminación positiva,pero discriminación al fin y al cabo.Evitar conflictos o relaciones con vecinos de otras culturas pormiedo a lo que pueda pasar.Simplemente vivir en el mismo barrio con gente que ha nacidoen otro país. No sólo por compartir lugar de residencia unbarrio o ciudad se convierte en intercultural.El mestizaje cultural o multiculturalismo.Ir a un restaurante chino, turco o mexicano cada semana, y sabernos de memoria toda su gastronomía.Conocer cómo viven los indios o cómo comen los africanos, sólo pulsando un botón o buscando en internet.11. DERRIBANDO CREENCIAS: FALSOS TÓPICOSA menudo, en una sociedad se mantienen falsos tópicos o creencias que se expanden sin ser ciertas. Aquí osmostramos algunos de ellos:Sobre Educación: “Los/as inmigrantes son gente sin formación“. Según el informe “Perdiendooportunidades”, dirigido por Adela Ros, las personas procedentes de Europa del Este y Latinoaméricatienen, de media, una formación superior a la española.Sobre Salud: “Los/as inmigrantes abusan de los servicios médicos de la seguridad social porque en sus paísesno tienen“. Según la Sociedad Española de Medicina Sanitaria (sem FYC), las personas inmigradas van almédico/a la mitad que las autóctonas: representan el 10% de la población española, pero sólo el 5% de lospacientes. Pese a que muchas de ellas sólo pueden acudir a urgencias (porque no tienen tarjeta sanitaria).
  11. 11. 11C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I ASobre Seguridad Social: “Los/as inmigrantes se aprovechan de la seguridad social y sacan beneficio denuestro Estado del Bienestar“. Según datos proporcionados por Joan Oliver, catedrático de la UniversitatAutónoma de Barcelona (UAB), la diferencia entre las aportaciones a la Seguridad Social y el gasto originadopor la población inmigrada, supuso en 2008 un beneficio de 5.000 millones de euros para el Estado español.Sobre Criminalidad: “Las cárceles están llenas de inmigrantes, porque delinquen más“. Explica IñakiRivera, director del Observatorio del Sistema Penal y los Derechos Humanos de la Universitat de Barcelona(UB), que es cierto que en las cárceles españolas hay un alto porcentaje de población inmigrada (35%),pero que ello no se corresponde necesariamente con un alto porcentaje de población que delinque encomparación con la autóctona: “los/as inmigrantes sufren con más rigor toda la cadena del sistema penal,desde su detención hasta el cumplimiento de la pena. Proporcionalmente, la policía los/as detiene más ylos jueces sentencian más cárcel preventiva contra ellos porque no tienen domicilio conocido, por riesgode fuga o por falta de arraigo social o laboral. Además, como no pueden pagar la responsabilidad civil deldelito, no disfrutan de permisos”.Artículo de: Jordi de Miguel, para CanalSolidario.org el 22/03/10Puedes leer más datos en: “INFORME ANUAL 2010, Sobre el racismo en el Estado español.” SOS Racismo.Federación de Asociaciones de SOS Racismo del Estado español. http://www.sosracismo.es12. LOS GESTOS: DIFERENCIAS ENTRE PAÍSESCon frecuencia ocurre que la opinión de dos personas es diferente ya menudo selectiva según las experiencias que cada cual haya vivido;podemos observar cómo en el mundo entero hay comportamientos ygestos que se interpretan de forma diferente, por ejemplo:Mostrar el pulgar sostenido hacia arriba en ciertas partesdel mundo significa autorización, correcto, bien…mientras que en algunos países islámicos se entiendecomo muestra sexual grosera.En países de Europa occidental, con la muestra delpulgar y del índice formando un “O” se quiere expresar“todo correcto”, de acuerdo o bien. Este mismo gesto,
  12. 12. 12C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I Aespecialmente cuando se entrecruzan los dedos, en Japón puede significar “ahora podemos hablar deldinero”, en cambio en Europa Oriental y Rusia es una muestra sexual indecente.En América del Sur así como en países árabes las pausas entre las palabras no son generalmente demasiadolargas, mientras que en Japón las pausas pueden dar un sentido distinto a las frases. Aguantar el silencio sepercibe como cómodo en Japón, mientras que en Europa o Norteamérica puede causar inseguridad.En países europeos mediterráneos, América latina, y África Sub-Sahariana, es tolerado extensamente elhecho de llegar tarde a una cita, mientras que en Alemania y en los Estados Unidos esto sería consideradomuy incorrecto.En África, evitar el contacto visual o mirar la tierra al hablar con tus padres o un anciano/a es una muestrade respeto. En cambio, estas mismas acciones son señales de engaño o de vergüenza en Norteamérica y lamayor parte de Europa.En África, América Latina y las culturas mediterráneas, es comúnmente aceptado hablar y reír en voz altapor las calles y lugares públicos, mientras que en algunas culturas asiáticas se considera grosero y puede servisto como marca de egocentrismo o de búsqueda de atención.13. A MODO DE RESUMENTodas estas claves nos llevan a caer en la cuenta de que la convivenciaintercultural es una apuesta por construir relaciones basadas en:el diálogo,el encuentro,el respetoy el aprendizaje mutuo entre las distintas culturas presentesen una sociedad.Sin embargo, llegar a comprender una cultura, no significa tenerque aceptar todas las prácticas, costumbres, etc. El límite está enel respeto a la dignidad de las personas, los derechos humanos, ylas normas y valores que protegen la convivencia, la igualdad deoportunidades y el bienestar social.
  13. 13. 13C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I AEs necesaria la crítica interna y externa, echar un vistazo a las culturas, a la propia y las otras, para que se produzcancambios y transformaciones sociales hacia un lugar donde haya un mayor respeto a la dignidad de las personas ya los derechos humanos, teniendo en cuenta que no siempre “todo vale”.“Para que exista interculturalidad debe haber espacios donde poder escuchar, responder,preguntar, ser preguntado, debatir, convivir…” J.M. Raymundo¡La Interculturalidad se construye entre todas las personas!
  14. 14. 14C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A2ª Parte: miscelánea1. PARA SABER MÁS¿POR QUÉ ESTE MANUAL?“La educación tendrá por objeto el pleno desarrollo de la personalidad humana y el fortale-cimiento del respeto a los derechos humanos y a las libertades fundamentales; favorecerá lacomprensión, la tolerancia y la amistad entre todas las naciones y todos los grupos étnicos oreligiosos.” Art.26.2 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos.En la actualidad…Vivimos en un mundo globalizado e interrelacionado de infinitas maneras, con continuos movimientos migratorios ymultitud de redes empresariales, sociales o personales interconectadas. Un mundo en el que los mercados, consumos eintercambios están cada vez más internacionalizados, pero no así las oportunidades y el reparto de las riquezas y alimen-tos. Las personas económicamente ricas pueden acceder a más recursos y servicios mientras las pobres soportan más lapresión, las deudas injustamente contraídas y la esquilmación de los recursos; casi siempre, de sus recursos naturales.Por ejemplo:¿Sabes qué relación hay entre tu teléfono móvil y el Congo?¿Y entre una hamburguesa y la Amazonía brasileña?¿Sabes qué países producen el cacao necesario para el chocolate que tú comes?¿Y quién ha fabricado tus vaqueros o deportivas preferidas? ¿Y bajo qué condiciones?Como en toda la historia de la humanidad, en el siglo XXI nos encontramos ante situaciones económico-financie-ras, políticas y sociales que provocan movimientos migratorios de personas, en busca del cambio o la mejora de suscondiciones de vida y la de sus familias. Esto plantea un entorno de diversidad cultural muy rico en el que debemosaprender a convivir y relacionarnos. Igualmente, existen muchas otras relaciones con culturas diferentes que notienen que ver con las migraciones, como la propia diversidad dentro de nuestro país o comunidad autónoma, elconocimiento de otras realidades o sociedades a través de internet, los medios de comunicación, etc.
  15. 15. 15C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I APara saber más…Busca las respuestas a las preguntas anteriores que no conozcas.Haz una lista de cosas que usas de forma habitual y mira en suetiqueta el país de procedencia.¿Qué recursos naturales crees que han hecho falta para produ-cirlas o fabricarlas?Haz una lista con las nacionalidades que piensas que más emi-gran a España. Puedes buscar en los datos del INE para compro-bar si estas en lo cierto.Descubre la sorprendente historia del coltán.Actualmente entre las comunidades de Andalucía, Canarias y Extremadura hay escolarizados 118.412 alumnos/as inmigrantes procedentes de todo el mundo, sobre todo de Europa pero en porcentajes muy parecidos con elresto de continentes.Esto nos plantea la necesidad de formar una Ciudadanía Global que sea responsable, no sólo con su sociedadcercana, sino que también sea crítica con los acontecimientos mundiales, que conozca y valore la diversidad cul-tural existente, y que trabaje por la integración e inclusión de todas las personas sin realizar diferenciación discri-minatoria por ningún motivo.2. SOBRE NOSOTROS¿QUIÉNES SOMOS?Solidaridad Don Bosco somos una ONG de Desarrollo promovida por los salesianos y formada por mujeres yhombres que vivimos convencidos/as de que un mundo más justo y solidario es posible y necesario. Favorecemosla promoción integral de las personas y los pueblos de los países empobrecidos, especialmente de los jóvenes ensituación de riesgo y exclusión social, promoviendo proyectos de capacitación e inserción socioprofesional. Im-pulsamos propuestas de desarrollo personal y comunitario, facilitando espacios de participación que alienten unaciudadanía activa que sea motor de cambio.
  16. 16. 16C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I ALA CAMPAÑA DE EDUCACIÓN PARA LA DIVERSIDAD CULTURALEn Solidaridad Don Bosco creemos que es fundamental llevar a cabo una campaña educativa orientada a ana-lizar la diversidad cultural existente en la actualidad en nuestra sociedad. También creemos que es necesario darun paso más allá y promover el conocimiento de las otras culturas, sus valores y actitudes, al fin de eliminar elpensamiento estereotipado y a veces prejuicioso que pueda existir en cada uno de nosotros y nosotras.Esta Campaña de Educación para la Diversidad Cultural (Educación intercultural) pretende abordar la Intercultu-ralidad y llegar a toda la comunidad educativa a través de propuestas de intervención y formación diferenciadassegún edades y niveles educativos. Tratamos de facilitar la interiorización de conocimientos y valores sobre lainterculturalidad al alumnado, a los docentes y a las madres y padres, para promover actitudes de cambio en lascomunidades educativas.3. GLOSARIOEn este Glosario encontrarás todo lo necesario para entender perfectamente este manual. Debes tener en cuentaque son definiciones propias ajustadas para la lectura de este cuadernillo.Asimilación/aculturaciónExige a los grupos minoritarios que dejen a un lado sus pautas culturales o costumbres para insertarse enla cultura mayoritaria y dominante. Favorece el contacto entre culturas pero no asegura nada a efectos deconvivencia compartida.EtnocentrismoEs la tendencia a considerar la propia cultura como supe-rior, y a partir de los propios valores culturales para juz-gar el comportamiento y creencias de las personasde otras culturas.MarginaciónGenera formación de guetos de culturas minorita-rias. Se mantiene el desequilibrio de poder y el repartodesigual de recursos y esto lleva a las desigualdades sociales.Implica la exclusión de la sociedad y la imposibilidad de participaren la misma.
  17. 17. 17C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I AMulticulturalismoParte del principio de considerar a las diferentes culturas y formar una sociedad en la que cada una sediferencia de las demás. Se respeta la discrepancia y se establecen normas básicas de convivencia. Tomadel asimilacionismo el interés por los/as otros/as y le añade el respeto por lo diferente, pero el respeto noasegura el contacto y puede conducir al folklorismo.RacismoConsidera que unas personas de determinadas características son superiores en algún aspecto a otras dis-tintas de estas, justificando las situaciones de dominio, rechazo o agresión entre ellas.XenofobiaMiedo, recelo o rechazo a la persona extranjera. Los factores que la producen o explican son rechazos deíndole laboral, racial, religioso, político... Sólo se llega a la aceptación cuando se da una acomodación a losvalores sociales y culturales del extranjero, por parte de quien los rechaza.Estereotipos (“lo que pienso”)Proceso basado en la simplificación de las percepciones que tenemos de otras culturas. Es una forma de ge-neralización de grupos humanos, etiquetando a las personas por grupos de personas similares y definiendouna serie de características para cada grupo humano.Prejuicios (“lo que siento”)Los prejuicios tienen carácter sentimental y de creencia. Corresponden a una imagen o actitud hacia ungrupo de personas, que comporta prejuzgar a una persona basándose en su pertenencia a una comunidadespecífica. Son considerados como un uso inadecuado de los estereotipos, o como un juicio previo no com-probado (favorable o desfavorable) sobre una persona o grupo.Discriminación (“lo que hago”)Tiene carácter comportamental y de acción. Es un proceso de diferenciación de personas o grupos, conside-rado como negativo y consecuencia de un prejuicio o criterio irrelevante. Comportamiento hostil hacia otrapersona en base a su pertenencia a un grupo.
  18. 18. 18C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I A4. RECURSOSAquí os dejamos algunos enlaces a páginas web con ejemplos, curiosidades, acciones de buenas prácticas eninstituciones educativas, recursos y herramientas con respecto a la educación para la diversidad cultural o la inter-culturalidad:Ejemplos de Semanas de Educación Intercultural en diferentes I.E.S.http://www.educarm.es/torre-intercultural/anexos.htm“La Atención a la Diversidad. La Escuela Intercultural”. Seminario curso 1999/2000 (Consejo Escolar del Estado)http://www.mec.es/cesces/seminario1999-2000.htmSúmate a la Convivencia (Secretaría de Políticas Sociales, Relaciones Institucionales e Internacionales de FETE-UGT)http://portales.educared.net/convivenciaescolar/index.php?option=com_docman&Itemid=41Diversiando, web con multitud de recursos relacionados con la Diversidad Culturalwww.diversiando.orgAulaintercultural, el portal de la educación interculturalhttp://www.aulaintercultural.org/Show World: Muestra un mapa que puedes modificar según la población, religión, pobreza, etc.http://show.mappingworlds.com/world/Worldmapper: Diferentes mapas donde los países son más o menos grandes según diferentes categorías.http://www.worldmapper.org/index.htmlPuertos: Comics dibujados por artistas africanos sobre inmigración.http://www.approdi.net/home.phpLos papalagis, colección de discursos que el jefe samoano Tuiavii de Tiavea dirige a sus conciudadanos, enlos que describe un supuesto viaje por Europa.http://www.sisabianovenia.com/LoLeido/Ficcion/Papalagis.htm
  19. 19. 19C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I AEditaONGD Solidaridad Don BoscoC/ Salesianos 1B, 41008 SevillaTel. +34 954 532 827Fax. +34 954 426 665www.solidaridaddonbosco.orgOrientación Pedagógica, Diseño de Contenidos y Creatividad EducativaEquipo de Educación para el Desarrollo de Solidaridad Don BoscoEsta publicación tiene una finalidad educativa en busca de la transformación social de la realidad, por lo que os invitamos a reproducir y distribuirestos materiales sin una finalidad lucrativa, citando su origen.Esta publicación ha sido realizada con el apoyo financiero de la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID). Elcontenido de dicha publicación es responsabilidad exclusiva de Solidaridad Don Bosco y no refleja necesariamente la opinión de la AECID.Impreso en papel reciclado y ecológicocon Certificado Ángel Azul
  20. 20. 20C U E N TA C O N L A D I V E R S I D A DC L AV E S PA R A E D U C A R L A D I V E R S I D A D C U LT U R A L E N L A FA M I L I AONGD SOLIDARIDAD DON BOSCO | Tel. +34 954 532 827 | info@solidaridaddonbosco.orgwww.solidaridaddonbosco.org

×