® BIBLIOTECA DIGITAL DE PEDAGOGÍA
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toda persona interesada en el conocimiento de la disciplina.
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proporcionando vía on-line materiales informativos y educativos como; Libros, Revistas, Manuales,
Guías y Test de relevancia para situaciones de necesidad doméstica, de formación intelectual y
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Especiales (NEE) no tienen la posibilidad de acceder a bibliotecas públicas de carácter
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DOCUMENTO SIN PREVIA AUTORIZACIÓN”
¿COMO FORMULAR
UN PROYECTO DE
T
E
SIS?
Guía para estructurar una propuesta de
investigación desde el oficio de la Historia
Alicia Salmerón
Laura Suárez de la Torre
V
Hipótesis P ro y ecto de
w e s ti¿ a c i6 n
m zym m I
Crono^ram al T ítu lo
actividades ■ t e n t a t i v o
V
p r o p u e s ta .
m e to d o tó á .^
B iblio grafía.
Esquem a o
índice
te n ta tiv o
_ J 0 0 l____
r r f i r r r
Instituto
M o ra
EDITORIAL
TRILLAS é
México, Argentina, España,
Colombia, Puerto Rico, Venezuela
m
ie la I ®
Catalogación en la fuente
f Salmerón Castro, Alicia 
¿Cómo formular un proyecto de te sis7 : guía para
estructurar una propuesta de Investigación desde el
oficio de la historia. - México : Trillas, 2015 (relmp. 2015).
156 p. : II. ; 25 cm.
Incluye bibliografías
I5BR 978-607-17-1564-5
1. Tesis - Manuales, etc. 2. Investigación - Metodología.
5. Informes, Redacción de. I. 5uárez de la Torre, Laura. II. t.
^ D- 8 0 8 .0 2 0 2 '57 1 9c LC-Pf1259.T48‘5 5 .2 5716 ^
La presentación y
disposición en conjunto de
¿CÓMO FORMULAR UR PROYECTO
DE TE5I5? Guía para estructurar
una propuesta de investigación
desde el oficio de la historia
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flinguna parte de esta obra puede se r
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la Industria Editorial Reg. núm. 158
Primera edición 1-TI
I5BR 978-607-17-1564-5
♦
(TI)
Reimpresión, febrero 2015
Impreso en México
Printed In México
Esta obra se Imprimió
el 25 de febrero de 2015,
en los talleres de
Encuadernaciones Maguntis, 5. ñ. de C. [/.
B 105 TW
Presentación
¿ C ó m o e la b o r a r u n a p r o p u e s ta d e in v e s tig a c ió n ? ¿ C ó m o h a c e r
f r e n te a la n e c e s i d a d d e f o r m u l a r u n p r o y e c t o p a r a r e a liz a r u n a
te s is ? M u c h o s e s t u d i a n t e s q u e e s t á n p o r f in a liz a r u n a c a r r e r a
u n iv e r s ita r ia o q u e e m p r e n d e n e s tu d i o s d e p o s g r a d o s e e n f r e n ­
t a n a e s te r e to . D e m a n e r a n a t u r a l, a c u d e n a l a m ig o , a l c o m ­
p a ñ e r o o a a l g ú n p r o f e s o r e n b u s c a d e c o n s e jo s . C a d a u n o le
o f r e c e r á r e s p u e s t a s d iv e r s a s ; a l g u n o s lo o r ie n t a r á n , o tr o s p o ­
d r á n c o n f u n d ir l o y d e s c o n c e r t a r lo . E l a p r e n d i z d e in v e s tig a d o r
s e p r e g u n t a r á a c e r c a d e la c o n v e n i e n c i a d e s e le c c io n a r p r im e r o
u n te m a o b i e n d e f in ir a n t e s e l p r o b le m a f u n d a m e n t a l q u e le
p r e o c u p a y q u e d a s e n ti d o a la in v e s tig a c ió n ; s e in q u i e ta r á f r e n ­
te a la e x i g e n c ia d e e n u n c i a r h i p ó t e s i s y o b je tiv o s , o a la d e
e s tr u c tu r a r u n ín d ic e y e la b o r a r u n c r o n o g r a m a d e a c tiv id a d e s ...
Y u n a e x p e r i e n c i a q u e d e b e r í a r e s u lt a r g o z o s a , c o m o la cié r e ­
f le x i o n a r e n to r n o a u n p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n y d e f in ir lo s
c a m in o s p a r a r e s o lv e r lo , c o m o la d e p r o y e c t a r u n tr a b a jo c o n
f u e n te s o r ig in a le s y p a r t i c i p a r e n la c r e a c ió n d e u n c o n o c i ­
m i e n t o n u e v o , s e t o r n a r á a n g u s ti a n te .
L o s s e m i n a r io s d e te s is q u e s e i m p a r te n e n lo s d if e r e n te s
p r o g r a m a s d o c e n t e s ti e n e n e l p r o p ó s i t o d e a p o y a r a l e s tu d i a n te
y o r ie n ta r lo p a r a a r m a r u n p r o y e c t o s u g e r e n te y , a la v e z , c o h e ­
r e n te y f a c tib le . T a m b ié n e x is te n s ó lid o s m a n u a le s p a r a a p o y a r
a l i n v e s t ig a d o r e n f o r m a c ió n . C o n t o d o , p o d r ía r e s u lt a r d e g r a n
a y u d a e l h e c h o d e c o n t a r c o n u n a g u ía e s c r ita , m á s b i e n b r e v e ,
6 ¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
a s í c o m o t e n e r a c c e s o a e j e m p lo s d e a l g u n a s d e la s p a r te s m e ­
d u la r e s d e u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n . E l p r e s e n t e lib r o e s
u n a g u ía c o n ta le s c a r a c te r ís tic a s .
E sta g u ía s o b r e c ó m o f o r m u la r u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n
c o n s ti tu y e u n a r e s p u e s t a a u n a n e c e s i d a d s u r g id a , p r e c i s a m e n ­
te , e n s e m i n a r io s d e te s is r e a l iz a d o s e n e l I n s titu to M o ra , u n a
in s titu c ió n d e c a r á c te r u n iv e r s i ta r io a d s c r ita a l C O N A C Y T . S e
tr a ta d e s e m in a r io s d e lic e n c ia tu r a , m a e s tr ía y d o c t o r a d o e n H is ­
to r ia y C ie n c ia s S o c ia le s , e n lo s q u e lo s a l u m n o s e l a b o r a n s u s
p r o y e c t o s d e te s is y lo s p r o f e s o r e s d a n s e g u im ie n t o a lo s a v a n ­
c e s y p r e s e n t a c i ó n d e r e s u lt a d o s . L o s e s t u d i a n t e s q u e r e c i b e e l
I n s titu to p r o v i e n e n d e d if e r e n te s r e g io n e s d e l p a ís o d e l e x t r a n ­
je ro , y ll e g a n a s u s a u l a s c o n f o r m a c io n e s d is c ip lin a r ia s m u y
v a r ia d a s . C o n ta r c o n u n a g u ía e s c r ita p a r a e l d i s e ñ o d e u n p r o ­
y e c t o d e in v e s t ig a c i ó n fa c ilita la la b o r d e o r i e n t a c i ó n d e te s is ta s
c o n f o r m a c ió n a c a d é m i c a ta n d iv e r s a y le s o f r e c e m á s h e r r a ­
m i e n ta s d e tr a b a jo .
D e e s ta s u e r te , e l p r o p ó s i t o d e la p r e s e n t e o b r a e s e n c a m i ­
n a r la e l a b o r a c i ó n d e p r o y e c t o s d e in v e s t ig a c i ó n y , d e m a n e r a
m u y e s p e c ia l, la d e p r o y e c t o s d e te s is d e e s t u d i a n t e s d e li c e n ­
c ia tu r a y p o s g r a d o e n la s á r e a s d e H is to r ia y C ie n c ia s S o c ia le s .
L a g u ía p u e d e s e r u tiliz a d a e n s e s io n e s d e s e m in a r io , b a jo la
o r ie n t a c i ó n d e u n p r o f e s o r ; p e r o e l e s t u d i a n t e t a m b i é n p u e d e
tr a b a ja r c o n e lla d e m a n e r a a u tó n o m a . E n c u a lq u ie r c a s o , e s c o n ­
v e n i e n te t e n e r p r e s e n t e q u e , c o m o to d a g u ía , e s te e s u n te x to
d e c o n s u lta y q u e n o n e c e s a r i a m e n t e h a d e l e e r s e d e c o r r id o .
P u e d e n e x a m in a r s e d e e n t r a d a lo s a p a r t a d o s e x p lic a tiv o s ; lo s
n u m e r o s o s e j e m p lo s q u e s e o f r e c e n p o d r á n r e v is a r s e p o c o a
p o c o , c o n f o r m e s e a v a n c e e n la r e d a c c i ó n d e c a d a a p a r t a d o
d e l p r o y e c to . C o n to d a i n t e n c ió n , lo s e j e m p lo s s e l e c c i o n a d o s
ti e n e n d iv e r s o g r a d o d e c o m p le jid a d a fin d e p o d e r m o s tr a r o p ­
c i o n e s a lo s e s t u d i a n t e s s e g ú n s u n iv e l.
L as d e f in i c io n e s y n o ta s q u e a h o r a c o m p a r tim o s s o n r e s u l ­
t a d o d e l tr a b a jo e n s e m i n a r io s d e in v e s t ig a c i ó n y lo s e j e m p lo s
q u e in c lu im o s f u e r o n e l a b o r a d o s p o r n u e s t r o s a l u m n o s e n e l
m a r c o d e e s o s s e m i n a r i o s o d e a l g u n o s o t r o s q u e h e m o s t e n i ­
d o la o p o r t u n i d a d d e im p a r ti r e n o tr a s in s ti tu c i o n e s u n iv e r s i ta ­
PRESENTACION 7
ria s ; a l g u n o s m á s s o n r e s u l t a d o d e p r o y e c t o s d e in v e s t ig a c i ó n
d e s a r r o l l a d o s e n e l p r o p i o I n s titu to M o ra . E l c o n j u n t o d e lo s
e j e m p lo s p r o p u e s t o s c o r r e s p o n d e n a la d is c ip lin a d e la H is to r ia
y , d e m a n e r a m á s e s p e c íf ic a , a lo s c a m p o s d e la H is to r ia p o lí­
tic a , s o c ia l, c u ltu r a l y e c o n ó m ic a , d e la s é p o c a s m o d e r n a y c o n ­
t e m p o r á n e a , q u e s o n e n lo s q u e s e e s p e c ia liz a e l I n s titu to . P e r o
si b i e n e s ta g u ía e s tá o r i e n t a d a a la H is to r ia , p u e d e r e s u lt a r ú til
ta m b i é n p a r a la e l a b o r a c i ó n d e p r o y e c t o s d e in v e s tig a c ió n d e
d is c ip lin a s a f in e s .
A g r a d e c e m o s a lo s e s tu d i a n te s , a l g u n o s d e e llo s a h o r a c o ­
le g a s n u e s tr o s , e l h a b e r n o s p e r m i t i d o r e p r o d u c i r p a r te s d e s u s
p r o y e c to s p a r a e je m p lif ic a r e s ta g u ía . T a m b ié n e s ta m o s e n d e u ­
d a c o n n u e s tr o s c o le g a s L illian B r is e ñ o , G ra c ie la d e G a ra y , M a ri­
s a P é r e z , E r n e s t S á n c h e z S a n tiró y M a tild e S o u to p o r s u s c o n s e jo s
y a tin a d a s o b s e r v a c io n e s p a r a a f in a r e l te x to q u e a h o r a p r e s e n ­
ta m o s .
La s a u t o r a s
índice de
contenido
P resentac ión 5
C a p ítu lo I. P r o y e c to d e in v e s tig a c ió n 11
C a p ítu lo II. T ítu lo te n ta tiv o 15
C a p ítu lo III. P r e s e n t a c i ó n d e l te m a , d e lim ita c ió n te m ­
p o r a l y e s p a c ia l 19
C a p ítu lo IV. P la n t e a m i e n to d e l p r o b le m a /j u s t if ic a c ió n
d e la in v e s tig a c ió n 31
C a p ítu lo V. E s ta d o d e la c u e s ti ó n 4 5
C a p ítu lo VI. H ip ó te s is 6 3
C a p ítu lo VIL O b je tiv o s d e la in v e s tig a c ió n 6 9
C a p ítu lo VIII. P r o p u e s t a m e to d o ló g i c a 77
C a p ítu lo IX. P r e s e n ta c ió n d e f o n d o s y f u e n te s p o r u ti­
liz a r 8 9
C a p ítu lo X. E s q u e m a o ín d i c e te n ta tiv o 9 9
C a p ítu lo XI. C r o n o g r a m a d e a c tiv id a d e s 105
C a p ítu lo XII. R e f e r e n c ia s y b ib lio g r a f ía 115
Anex os 12 3
1. R e c o m e n d a c i o n e s b ib lio g r á f ic a s , 123-
2. P r o p u e s t a s d e f o r m a t o d e f ic h a s d e
tr a b a jo , 126.
3. P r o p u e s t a s d e f o r m a t o d e r e p o r t e d e
a v a n c e s d e in v e s tig a c ió n , 1 3 3 .
9
F
Capítulo I
Proyecto de
investigación
U n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n e s u n a a g e n d a d e tr a b a jo p a r a
e l e s t u d i o s o d e u n te m a , y u n a g u ía p a r a e l le c to r a c e r c a d e la s
p r e t e n s i o n e s , lo s s u p u e s t o s y la s p r o m e s a s d e l a u to r .
El d i s e ñ o y la r e d a c c i ó n d e u n p r o y e c t o c o n s ti tu y e n e l p r i ­
m e r p a s o e n t o d a in v e s tig a c ió n . Y e n e s te p r im e r p a s o e l v e r ­
d a d e r o p u n t o d e p a r ti d a e s la id e n tif i c a c ió n d e u n p r o b l e m a
d e in v e s t i g a c i ó n , p u e s , c o m o s e ñ a l a M a r io B u n g e , “la i n v e s ­
tig a c ió n c o n s is te e n h a lla r , f o r m u l a r p r o b le m a s y lu c h a r c o n
e l l o s ” .* E l h e c h o d e id e n tif ic a r u n p r o b l e m a e s f u n d a m e n t a l
p a r a lo g r a r u n a c o m p r e n s i ó n a f o n d o d e l f e n ó m e n o o p r o c e s o
e n e s tu d i o , p a r a e v ita r q u e d a r s e e n la d e s c r ip c ió n d e s u s e l e ­
m e n t o s s in a c a b a r d e e n t e n d e r lo q u e é s to s s ig n if ic a n .
U n p r o y e c t o d e in v e s t ig a c i ó n ti e n e d iv e r s a s p a r te s y u n
c ie r to o r d e n e n s u in te r io r , p e r o s u e l a b o r a c i ó n e x ig e ir y v e n i r
e n t r e u n a s y o tr a s , d e ta l s u e r t e q u e - p o d r í a m o s a f i r m a r - s u s
p a r te s s e v a n e l a b o r a n d o d e m a n e r a s im u ltá n e a y s e re tr o a li-
m e n ta n e n t r e sí. A v e c e s s e c r e e te n e r d e f in id a u n a s e c c ió n , p e r o
ta n p r o n t o s e a v a n z a e n o tr a , e s n e c e s a r i o v o lv e r a tr á s y r e d e -
*E1 te x to d e M a rio B u n g e al q u e h a r e m o s r e f e r e n c ia s c o n s t a n te s e s La in ves­
tig a c ió n c ie n tífic a . S u estra teg ia y su filo s o fía , p u b li c a d o o r i g in a l m e n t e e n in g lé s y
tr a d u c id o a l e s p a ñ o l p o r la e d ito r ia l A rie l e n 1 9 6 6 . O tr a s o b r a s q u e h a n s id o d e g r a n
u tilid a d p a r a e s ta g u ía s o n lo s lib r o s c lá s ic o s d e L u is G o n z á le z , E l o ficio d e h isto ria r,
y d e H u m b e r t o E c o , C ó m o se h a c e u n a tesis. N o s h e m o s s e r v id o ta m b ié n d e o b r a s
c o m o E n se ñ a r a in vestig a r, d e R ic a rd o S á n c h e z P u e n te ; U na id ea d e las cie n c ia s
so cia les, d e F e r n a n d o E s c a la n te ; y El c o n o c im ie n to histórico, d e H . I. M a rro u .
11
1 2 ¿COMO FORMULAR UN PROVECTO DE TESIS?
f in ir lo p r o p u e s t o e n la a n te r io r . E s n e c e s a r i o d e s e c h a r la c r e e n ­
c ia d e q u e h a y q u e t e n e r te r m in a d o u n a p a r t a d o p a r a e m p e z a r
e l s ig u ie n te . P o r o tr o la d o , u n b u e n p r o y e c t o r e p r e s e n t a y a u n
a v a n c e im p o r ta n t e d e la p r o p ia in v e s tig a c ió n , si b ie n e s ta m is ­
m a s e v a r e d e f i n i e n d o c o n f o r m e s u r e a l i z a c i ó n p r o g r e s a y
c o m i e n z a a a r r o ja r r e s u l t a d o s : la s h i p ó t e s i s s e m o d i f i c a n o s e
r e f u e r z a n e , in c lu s o , e l p r o b l e m a d e i n v e s t ig a c i ó n s e a f in a y
s e e n r iq u e c e .
A c o n t in u a c i ó n p r e s e n t a m o s u n a r e la c ió n d e lo s p u n t o s q u e
e s c o n v e n i e n t e c o n s id e r a r e n la e l a b o r a c ió n d e u n p r o y e c t o d e
in v e s tig a c ió n , s e g u id a d e u n a b r e v e d e s c r ip c ió n d e c a d a u n o ,
a s í c o m o d e u n c o n j u n to d e e je m p lo s - e j e m p l o s d e l c a m p o d e
la H is to r ia - . El p r o y e c t o p u e d e m a n t e n e r e l o r d e n p r o p u e s t o o
m o d if ic a r lo ; ta m b ié n s e p u e d e o p t a r p o r r e u n i r lo s c o n t e n id o s
d e v a r io s a p a r t a d o s e n u n o s o l o o e s t a b l e c e r m á s s u b d i v i s i o ­
n e s d e la s a q u í s u g e r id a s , p e r o s e r á e s e n c ia l in c lu ir t o d a s la s
c u e s ti o n e s tr a ta d a s a c o n t in u a c ió n . S e rá i m p o r ta n t e c u i d a r q u e
la o r g a n iz a c ió n d e l p r o y e c t o y e l e s tilo e n q u e e s té e s c r ito s e a n
c la ro s .
P a r te c e n tr a l d e to d o p r o y e c to e s e l p la n te a m ie n to d e u n p r o ­
b le m a d e in v e s tig a c ió n y d e u n te m a d e e s tu d i o c o n c r e to q u e
p e r m ita b u s c a r r e p u e s ta s a la s c u e s ti o n e s a p u n t a d a s . El o r d e n
e n q u e e l in v e s tig a d o r d e f in e e l te m a y p r o b le m a d e in v e s tig a ­
c ió n p u e d e v a ria r: h a b r á q u ie n p a r ta d e u n a p r e o c u p a c i ó n d e
o r d e n g e n e r a l y s e a p l iq u e lu e g o a id e n tif ic a r u n a c u e s ti ó n p a r ­
tic u la r, c u y o e s tu d i o a r r o je lu z e n t o r n o a s u s p r e o c u p a c i o n e s
f u n d a m e n ta le s . A lg u ie n m á s q u iz á te n g a u n in te r é s d e f in i d o p o r
u n te m a m u y c o n c r e to y q u e lo p r o b le m a ti c e a c o n tin u a c ió n ; e s
d e c ir , q u e c o n e s t e te m a c o m o p u n t o d e p a r ti d a , lo g r e p l a n ­
t e a r p r e g u n ta s d e c a r á c te r m á s g e n e r a l q u e p r o y e c t e n y d e n
v e r d a d e r a d i m e n s i ó n a la in v e s tig a c ió n . E n c u a l q u i e r c a s o , la
d e l i m i t a c i ó n d e u n t e m a y e l p l a n t e a m i e n t o d e u n p r o b l e ­
m a e x ig e n la r e a liz a c ió n p r e v ia d e u n c o n j u n to d e le c tu r a s . D e
e s ta s u e r te , e l in ic io d e la e l a b o r a c ió n d e l e s t a d o d e la c u e s tió n
- a v a n c e e n la r e v is ió n b ib lio g r á f ic a , p r e p a r a c i ó n d e r e p o r te s d e
le c tu r a y f ic h a d o d e t e x t o s - s e r á u n a a c tiv id a d q u e p r e c e d a y
a c o m p a ñ e a la d e l im i ta c i ó n d e l te m a y a s u p r o b le m a ti z a c i ó n .
CAP. I. PROYECTO DE INVESTIGACION 1 3
E n la s s ig u ie n te s p á g in a s p r e s e n ta m o s lo s p u n to s b á s ic o s q u e
d e b e c o n s i d e r a r u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n :
• T ítu lo te n ta tiv o .
• P r e s e n t a c i ó n d e l te m a , d e lim ita c ió n te m p o r a l y e s p a c ia l.
• P l a n t e a m i e n t o d e l p r o b l e m a / j u s t i f i c a c i ó n d e la in v e s t i­
g a c i ó n .
• E s ta d o d e la c u e s tió n .
• H ip ó te s is .
• O b je tiv o s d e la in v e s tig a c ió n .
• P r o p u e s t a m e to d o ló g i c a .
• P r e s e n ta c ió n d e f o n d o s y f u e n t e s p o r u tiliz a r.
• E s q u e m a o ín d ic e te n ta tiv o .
• C r o n o g r a m a d e a c tiv id a d e s .
• R e f e r e n c ia s y b ib lio g r a f ía .
A m a n e r a d e a n e x o fin a l, h e m o s in c lu id o e n e s ta g u ía u n a s
r e c o m e n d a c i o n e s b ib lio g r á f ic a s , a s í c o m o a lg u n a s p r o p u e s ta s d e
f o r m a to d e f ic h a s d e tr a b a jo y d e r e p o r te d e a v a n c e s d e in v e s ti­
g a c ió n ; q u e p u e d e n a p o y a r la e l a b o r a c ió n , p u e s t a e n m a r c h a ,
y s e g u im ie n t o d e d e s a r r o ll o d e l p r o y e c to .
Capítulo ■■
Título tentativo
E s c o n v e n i e n t e q u e u n títu lo e v o q u e n o s ó lo e l te m a d e la
in v e s tig a c ió n , s in o ta m b ié n e l p r o b l e m a h is tó r ic o p la n te a d o . D e
e s ta m a n e r a , a u n q u e e l títu lo a p a r e z c a s ie m p r e e n e l p r im e r
lu g a r d e u n p r o y e c t o , e n r e a l id a d s e d e f in e e n e l tr a n s c u r s o d e
s u e l a b o r a c i ó n o , in c lu s o , a s u té r m in o .
E s r e c o m e n d a b l e u n títu lo s u g e s tiv o , q u e a tr a ig a la a t e n c ió n
d e l le c to r , p e r o s e r á im p o r t a n t e q u e lo g r e p r e c i s i ó n a c e r c a d e
la c u e s t i ó n q u e s e e s tu d i a r á y d e l e s p a c i o y te m p o r a l i d a d a lo s
q u e e s té r e f e r id o . P a r a lo g r a r ta l c o n c r e c ió n , s ie m p r e e s p o s i ­
b l e d i s e ñ a r u n títu lo a tr a c tiv o e i n c o r p o r a r la s p r e c i s i o n e s n e ­
c e s a r ia s e n u n s u b tít u lo o a u n e n t r e p a r é n te s is .
EJEMPLOS
I I . l . "Intelectuales dominicanos frente a la Intervención estadounidense
(1916-1924). Discurso nacionalista y resistencia política"
Isabel de León Olivares. Proyecto de tesis de maestría en Histo­
ria, Instituto Mora (2010).
I I . 2. "De colegio clerical a colegio liberal: el Instituto Campechano (1823­
1910)"
José Manuel Alcocer Bernés. Proyecto de tesis de doctorado en
Historia, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2006).
1 5
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
I I .3.
I I .4 .
I I . 5.
I I .6 .
I I .7.
I I .8 .
"La administración hacendaría de Rafael Mangino, 1830-1832. En busca
de un mejor control de los recursos públicos federales"
Josaphat Noel Peña Rangel. Proyecto de tesis de maestría en
Historia, Instituto Mora (2008).
"Los negocios de papel: comerciar libros en la Ciudad de México a fina­
les del siglo xvm"
Manuel Suárez. Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Fa­
cultad de Filosofía y Letras-UNAM (2008).
"De 'ruinas' y 'antigüedades': valoraciones en torno a los vestigios ar­
queológicos del México prehispánico (1862-1867)''
Paulina Martínez Flgueroa. Proyecto de tesis de maestría en His­
toria, Instituto Mora (2006).
"Nuevos tiempos: ¿nueva justicia? La administración de justicia en Zaca­
tecas, 1812-1835"
Águeda Goretty Venegas de la Torre. Proyecto de tesis de doc­
torado en Historia, Instituto Mora (2007).
"Edición y transferencias culturales en el siglo xix. Francia-México"
Lise Andrles y Laura Suárez de la Torre (coords.). Proyecto co­
lectivo de investigación México-Francla, ANUIES-CONACYT-ECOS
(2007).
"Salvador Quevedo y Zubieta. De la escritura errante a la medicina
mental en el Manicomio General La Castañeda, 1859-1935"
José Antonio Maya González. Proyecto de tesis de maestría en
Historia, Instituto Mora (2010).
II.9.
11.10.
CAP. II. TITULO TENTATIVO 1 7
"Una generación llena de libros: literatura infantil en M éxico a fines del
siglo xx. Estudio histórico"
M aría Fernanda García. Proyecto de tesis de licenciatura en His­
toria, Facultad de Filosofía y Letras-UNAM (2011).
"Una 'instantánea' de la ciudad de M éxico. 1883-1884"
Alicia Salm erón y Fernando Aguayo (coords.). Proyecto co lecti­
vo de investigación, Instituto Mora (2011).
Capítulo III
Presentación del tema,
delimitación temporal
y espacial
T o d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n d e b e d e lim ita r c o n c la r id a d
la c u e s tió n p a r tic u la r q u e s e h a d e c id id o e s tu d ia r: a q u e l o a q u e ­
llo s a s p e c to s d e u n c ie r to f e n ó m e n o o p r o c e s o h is tó ric o c o n c u y a
in v e s tig a c ió n m e r e c e la p e n a c o m p r o m e te r s e . E s in d is p e n s a b le
fija r a q u í lo s lím ite s te m p o r a le s y e s p a c ia le s e n q u e s e m o v e r á el
c u e r p o c e n tr a l d e l tra b a jo , a sí c o m o d e ja r e n u n c ia d o s , c u a n d o s e a
e l c a s o , lo s n o m b r e s d e lo s a c to r e s , in s titu c io n e s o lu g a r e s e s p e ­
c ífic o s e n lo s q u e s e d e te n d r á p a r tic u la r m e n te la in v e s tig a c ió n .
El p r o c e s o d e s e le c c ió n y d e lim ita c ió n d e u n te m a s e a c o m ­
p a ñ a s ie m p r e d e la r e a liz a c ió n d e u n c o n ju n to d e le c tu ra s p e r ti­
n e n te s , q u e fo r m a rá n p a rte , a s u v e z , d e l e s ta d o d e la c u e s tió n . D e
e s ta s u e r te , la d e lim ita c ió n d e l te m a y e l e s t a d o d e la c u e s tió n
s e tr a b a ja n , e n r e a lid a d , d e m a n e r a s im u ltá n e a .
R e s u lta ú til t e n e r p r e s e n te q u e la d e f in ic ió n d e l te m a r e s p o n ­
d e a p r e g u n t a s d e l t i p o d e a q u e ll a s q u e in ic ia n c o n u n q u é , u n
q u ié n , u n d ó n d e y u n c u á n d o . L as p r e g u n t a s q u e i n d a g a n a c e r ­
c a d e l p o rq u é, el có m o y e l q u é sig n ifica se u tiliz a n m á s b ie n p a ra
d e f i n ir e l p r o b l e m a d e in v e s ti g a c ió n y la s c u e s t i o n e s c e n t r a ­
le s d e l p r o y e c t o . D e s d e l u e g o q u e la d e f in ic ió n d e l te m a m a r ­
c h a t a m b ié n a la p a r d e la d e f in ic ió n d e l p r o b l e m a h is tó r ic o
q u e s e q u ie r e a b o r d a r . D e f in ic ió n d e l te m a , p la n t e a m i e n to d e l
p r o b l e m a y e s t a d o d e la c u e s t ió n s o n tre s a p a r t a d o s q u e s e tr a ­
b a ja n p r á c t ic a m e n te al m is m o tie m p o .
E s c o n v e n ie n te in s c rib ir, d e s d e e s te m o m e n to d e l p r o y e c to ,
e l te m a s e l e c c io n a d o e n e l c a m p o d e e s tu d io d e in te r é s d e l in -
19
2 0 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
v e s ti g a d o r (la h is to r ia s o c ia l, p o lític a , c u ltu r a l, e c o n ó m ic a o la
q u e c o r r e s p o n d a ) e id e n tif ic a r e l f e n ó m e n o o p r o c e s o a c u y a
c o m p r e n s i ó n b u s c a c o n t r i b u ir c o n s u s in d a g a c io n e s .
C u a n d o e l h is to r i a d o r ti e n e b i e n c la r o lo q u e q u i e r e in v e s ­
tig a r, p u e d e e n u n c i a r l o e n u n a s p o c a s lín e a s , si b i e n p o d r á
u tiliz a r a l g u n a s m á s p a r a ju s tif ic a r lo s lím ite s t e m p o r a l e s y e s ­
p a c ia le s a d o p t a d o s . D e s d e l u e g o q u e e s ta ju s tif ic a c ió n d e b e r á
h a c e r s e e n f u n c ió n d e l f e n ó m e n o o p r o c e s o h is tó r ic o e n c u e s ­
tió n y d e l a s p e c t o p a r ti c u la r p o r e s tu d ia r . A h o r a b ie n , u n a p r e ­
s e n t a c i ó n m á s e x t e n s a d e l te m a d a la o p o r t u n i d a d d e te je r m á s
f in o a c e r c a d e la s p a r ti c u la r id a d e s d e l te m a y d e la f o r m a e n
q u e s e q u i e r e a b o r d a r .
EJEMPLOS
I I I . 1. Lise Andries y Laura Suárez de la Torre (coords.), "Edición y trans­
ferencias culturales en el siglo xix. Francia-M éxico". Proyecto
colectivo de investigación México-Francia, ANUIES-CONACYT-
ECOS, (2007).
El proyecto se propone estudiar las transferencias culturales que
tuvieron lugar entre Francia y México en el siglo xix a través de las edi­
ciones. Este siglo, en el caso de México tras su independencia en 1821,
corresponde al de un extenso desarrollo de la prensa y la edición; en
Francia, corresponde igualmente a una expansión sin precedentes de
la prensa, con el surgimiento de los almanaques de modas, las revistas
literarias, las publicaciones de carácter enciclopédico, los primeros pe­
riódicos satíricos... Éste es un periodo en que se asiste a una imbrica­
ción estrecha entre el periodismo y la literatura, con la aparición de las
primeras novelas de folletín; también en el que el mundo económico y
el campo cultural están cada día más asociados. El periódico llega inclu­
so a ser una empresa comercial, como lo demuestra el éxito financiero
de Émile de Girardin, verdadero patrón de la prensa, quien lanzó en
1833 el M uséedes Familles -retomado en México con el título de El Re­
creo de las Familias- y sobre todo, Le Siéde, en 1836, el cual transformó
el concepto de la prensa.
CAP. III. PRESENTACIÓN DEL TEMA 2 1
I I I . 2. Dolores Ballesteros Páez, "De castas y esclavos a ciudadanos. Las
representaciones visuales de la población capitalina de origen afri­
cano del periodo virreinal a las primeras décadas del México inde­
pendiente". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora
(2008).
El presente proyecto trata de rastrear a un segmento de la pobla­
ción de la ciudad de México que, después de 1821, aun siendo "igual"
legalmente al resto de la población, si quería ascender en la escala so­
cial, debía distanciarse de su herencia africana, ligada al estigma de la
esclavitud. Se trata de argumentar que las representaciones visuales de
la población de origen africano en la Ciudad de México en el periodo
virreinal -pintura, grabado, litografía y escultura- hablan de su activa
colaboración en la economía de la capital y cómo, tras la independen­
cia, esta representación no se reemplaza por la igualdad entre las figu­
ras, sino más bien se caracteriza por minimizar la presencia de los
afromexicanos en las distintas imágenes de la época, siendo identifica­
dos generalmente como parte de la masa trabajadora capitalina de co­
lor de "bronce" o con las regiones costeras del país.
La investigación abarcará desde principios del siglo xvm hasta los
años cincuenta del siglo xix. Se ha elegido esta temporalidad porque
la historiografía sobre la población afronovohispana en la Ciudad de
México concentra los estudios en la época virreinal y, de manera muy
especial, en el ocaso del siglo xvm y hasta la Independencia. En este
sentido, este proyecto continúa el camino de la historiografía que se ha
dedicado al análisis de este grupo social y, al mismo tiempo, Intenta
aportar información sobre los años inmediatamente anteriores y pos­
teriores a la independencia.
I I I . 3. Olivia Moreno Gamboa, "Autores novohlspanos del siglo xvm, ¿una
sociedad de letrados?". Proyecto de tesis de doctorado en Historia,
Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2008).
El objeto de estudio de esta investigación son los autores novohis-
panos vistos como colectivo o grupo social. Considero novohlspanos
tanto a aquellos individuos que nacieron en el virreinato como a los que
tuvieron ahí una amplia trayectoria académica y profesional. Tomaré en
cuenta únicamente a los escritores que publicaron impresos en la Nue­
va España entre 1701 y 1821. Los autores de manuscritos y obras publi­
cadas en el extranjero quedarán, en principio, fuera de este análisis.
2 2 ¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
La elección del siglo xvm y principios del xix como marco histórico
para este proyecto responde a su importancia para la historia del libro
en la Nueva España y, en general, en el mundo occidental; éste fue el
siglo, nunca está de más insistir, en el que se produjo la explosión de la
producción editorial, un fenómeno al que el virreinato americano no
fue ajeno, pero el cual se debe revisar todavía a fondo. Mi investigación
arranca con el siglo xvm y se extiende hasta 1821 por dos razones: en
primer lugar, porque las fuentes seleccionadas permiten estudiar a los
autores en la larga duración, una duración acorde al análisis de fenóm e­
nos culturales, pues su gestación y sus transformaciones suceden en
un extenso periodo de tiempo; y en segundo, porque los aconteci­
mientos ocurridos en las primeras décadas del siglo xix (la ocupación de
España por el ejército napoleónico y el m ovim iento de independen­
cia en la Nueva España) sin duda provocaron cambios importantes en
la evolución de los autores y la producción impresa local.
En cuanto a la representatividad de la investigación en térm inos
del espacio geográfico a tratar, debo aclarar que si bien la gran ma­
yoría de las obras que analizaremos se publicaron México y Puebla,
esto no significa que la totalidad de los autores haya nacido o vivido
únicam ente en esas ciudades. El análisis de la distribución de los au­
tores por su origen geográfico mostrará una realidad más com pleja
y revelará aspectos interesantes sobre la difusión del impreso en el
virreinato.
I I I .4. Miguel Ángel Castro Estrada, "México a través de la ciencia. El retrato
de la identidad nacional mexicana exhibido en la primera conme­
moración del Descubrimiento de América (1892)". Proyeao de tesis
de licenciatura, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2011).
El trabajo de tesis al que sirve de andamiaje el presente proyecto de
investigación busca acercarse a la "imagen" que de México proyectaron
gobierno y élites porfiristas en dos de los múltiples eventos culturales
celebrados en España con motivo del IV Centenario del descubrimien­
to de América. Me refiero, por un lado, a la Exposición Histórico-Ameri-
cana de Madrid, de 1892;' y por el otro, al ciclo de conferencias dedicadas
al estudio, exposición y discusión de temáticas americanas, que fueron
escuchadas en el Ateneo madrileño entre 1891 -1892.
1En ella figuraron: Alemania, Argentina, Austria, Bolivia, Chile, Colombia, Costa Rica,
Dinamarca, Ecuador, España, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicaragua, Noruega,
Perú, Portugal, República Dominicana, Suecia y Uruguay.
CAR III. PRESENTACIÓN DEL TEMA 2 3
La Exposición Histórico-Americana pudo haber tenido un impacto
m enor al de las habituales exposiciones internacionales decim onó­
nicas, pero si tal pudo haber sido el caso, fue precisamente porque su
interés no era mercantil ni promocional, como el de las ferias y expo­
siciones universales de Filadelfia (1876), Nueva Orleans (1884), París
(1889), Chicago (1893), Búfalo (1901) y San Luis (1904). Por el contrario,
la de Madrid en 1892 fue, ante todo, una exposición cultural y científica.
Como parte de las "Instrucciones de la Delegación general de la Junta
directiva del Centenario a los Representantes en aquellos Estados [lati­
noamericanos]", se señalaba que:
Esta índole especial de nuestra Exposición Histórico-Americana re­
chaza toda idea de interés individual, de lucro mercantil y de beneficio
personal, aguijones poderosos que proporcionan granada concurrencia
de expositores y de objetos a otra clase de certámenes generales. En
nuestro caso, por el contrario, es preciso buscar los expositores e invitar­
les y convencerles para que envíen sus objetos o sus colecciones sin otro
estímulo que la satisfacción personal que les producirán la exhibición, la
publicidad y el renombre que puedan alcanzar sus objetos, y esta tarea,
por sí misma penosa y difícil, ha sido una de las primeras encargadas a las
Comisiones españolas en el extranjero.2
El gobierno de Porfirio Díaz aceptó la invitación y comenzó por
crear, el 9 de mayo de 1891, una comisión especial dedicada a organi­
zar, clasificar y preparar los materiales y colecciones que se presentarían
en la Exposición Histórico-Americana de Madrid. Con cerca de 17 000
piezas,3 la delegación mexicana, conformada por intelectuales y políti­
cos de la vieja guardia liberal, llegó dos meses antes de la inauguración.
Como Jefe de la Comisión quedó el General Vicente Riva Palacio, envia­
do extraordinario y Ministro Plenipotenciario en Madrid; mientras que
Francisco del Paso y Troncoso, entonces director del Museo Nacional
de México, sería el Presidente de la misma. Agapito Ortiz de Jiménez
fungió como secretario general, al lado de los siguientes comisionados:
Francisco Sosa, miembro de la Real Academia de la Lengua Española
de México y Secretario de la Junta Colombina; Manuel Payno, cónsul
general en Barcelona; Manuel Gómez Velasco, cónsul en Madrid. Y los
auxiliares generales: Presbítero doctor Francisco Planearte, cura de Ta-
2Archivo Diplomático y consular de España. Revista internacional, política, literaria y de
intereses materiales, Madrid, 8 de noviembre de 1891, año IX, núm. 380, p. 1358.
3Den¡ Ramírez Losada, "La Exposición Histórico-Americana de Madrid de 1892 y la
¿Ausencia? de México", Revista de Indias, 2009, vol. LXIX, núm. 246, p. 281.
2 4 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
cubaya; Francisco Río de la Loza, profesor de química en el Instituto
Médico Nacional de México; Fernando del Castillo, teniente de la pla­
na mayor facultativa de ingenieros; Jesús Galindo y Villa, secretario de
la Sociedad Científica "Antonio Alzate" de México.
Por su parte, el Ateneo de Madrid, institución prestigiosa que desde
hacía algunos años había agregado una sección de Historia a sus tradi­
cionales secciones de ciencias exactas, físicas, naturales, morales y políti­
cas, resolvió dedicar dos cursos completos (1891-1892) al ciclo histórico
que, difundido y publicado posteriormente bajo el título El Continente
Americano, logró sumar durante las celebraciones centenarias no menos
de 55 conferencias: la mayoría de ellas dictadas por renombrados orado­
res y abarcando un amplio abanico de épocas y temáticas, desde las
historias precolombinas hasta la conclusión del periodo colonial.
Para cumplir con este ambicioso programa se requirió la participa­
ción de hombres públicos y notables escritores u oradores peninsula­
res como eran Francisco Pi y Margall, Cesáreo Fernández Duro, Luis
Vidart, Emilia Pardo Bazán, Antonio María Fabié, Gumersindo de Az-
cárate, Rafael María de Labra, Antonio Cánovas del Castillo o el historia­
dor portugués Oliveira Martins.
El prestigio del Ateneo de Madrid era indiscutible entonces, sin
em bargo, la mayoría de los conferenciantes latinoam ericanos invi­
tados y aun los que se encontraban en Europa, no respondieron
favorablem ente al convite. Sólo tres latinoamericanos, todos ellos di­
plomáticos, acudieron a la cita del Ateneo; el mexicano Vicente Riva
Palacio, el uruguayo Juan Zorrilla de San Martín, y el ministro perua­
no, Pedro Alejandrino del Solar; tres hombres de un total de 300 re­
presentantes latinoamericanos presentes en España en 1892; tres
disertaciones americanas, una de ellas mexicana, frente a c2 discur­
sos peninsulares.
I I I . 5. Miguel Hernández Fuentes, "Discusión religiosa en el espacio públi­
co mexicano 1812-1827". Proyecto de tesis de doctorado en Histo­
ria, Instituto Mora (2005).
Dado el hecho de que, en la monarquía española, la religión se
encontraba bajo la tutela y protección del Estado, y de que todas
las cuestiones eclesiásticas se entremezclaban con las políticas, al tra­
tar cuestiones de gobierno, inevitablemente se dejaba la puerta abierta
para abordar asuntos religiosos.
Así dio inicio la discusión religiosa en el Cádiz de las Cortes, una
querella publicitaria que, dado el apasionamiento que despertó en am-
CAP. III. PRESENTACIÓN DEL TEMA 2 5
bos bandos y de la continua radicalización de lenguajes, llegó a vivirse
como una guerra de opiniones sobre el lugar que debían ocupar la re­
ligión y la Iglesia católica en la vida política y social de la monarquía. Las
resoluciones en materia religiosa tomadas por las Cortes entre 1810 y
1814 -en particular, los decretos de reforma al clero regular, de aboli­
ción del Santo Oficio y el traslado de la defensa de la fe a tribunales
diocesanos- fueron motivo de que las polémicas en los medios impre­
sos se mantuvieran vigentes a lo largo de esos años y de que se exten­
dieran a todas las provincias y dominios de la Corona, tanto en la
península como en America, en donde fueron reproducidas en los ám­
bitos publicitarios locales.
La libertad de emitir opiniones en materia religiosa en el espacio
público representó una importante transformación cultural, sin prece­
dentes en el mundo hispánico; al igual que la vida del régimen constitu­
cional, fue suprimida en 1814 y restablecida en 1820 para, a partir de
entonces, seguir un desarrollo propio en los diferentes estados naciona­
les originados del desmembramiento de la monarquía. En cada uno de
ellos, la discusión religiosa tomaría cauces específicos en buena medida
determinados por el modo en el que se presentara la convivencia de la
Iglesia con el Estado. Además, se alimentaría por la incorporación de las
nuevas ideas y conceptos críticos a la religión que se estaban generan­
do en el siglo xix en el mundo occidental.
En la Nueva España comenzaron a presentarse las novedades en el
campo de la actividad publicitaria durante la misma época en que emer­
gió la revolución liberal en la península, aunque se desarrollaron de ma­
nera más lenta debido a los controles que se imponían a los impresos en
la América española y a la situación provocada por la guerra de ¡nsurgen-
cia. Con la aplicación de la libertad de imprenta, en 1812, los publicistas
locales comenzaron a ejercer su derecho a discutir sobre las cuestiones
políticas del momento; una de ellas, la supresión del fuero eclesiástico
dictada por el virrey Venegas, dio motivo a que se desatara la primera
polémica de carácter religioso en los medios impresos novohispanos.
Las opiniones se dividieron: una parte de los eclesiásticos apoyó la
medida del virrey, mientras que otra la denunció com o el atropello de
uno de sus derechos más legítimos. Miembros del clero de ambas pos­
turas se enfrascaron en debates impresos, en los que exponían los argu­
mentos que fundaban sus posiciones. Además, en esta discusión
incursionaron publicistas laicos como Carlos María de Bustamante y
José Joaquín Fernández de Lizardi. Por otra parte, los impresos gadita­
nos circularon en el virreinato, pero ni sus temas ni el tono de la crítica
fueron emulados por los publicistas locales durante el primer periodo
de libertad de imprenta. No obstante, marcarían una fuerte influencia
2 6 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
sobre el carácter de futuras discusiones sobre temas religiosos en el
espacio público del México independiente.
El tema de esta investigación es el surgim iento y evolución de la
discusión religiosa en los medios impresos mexicanos desde la apli­
cación de la Constitución de Cádiz en la Nueva España hasta su afian­
zam iento como uno de los terrenos de la actividad publicitaria
durante los primeros años de la República Federal en el México Inde­
pendiente.
I I I .6. Alicia Salmerón y Fernando Aguayo (coords.), "Una 'instantánea' de
la Ciudad de México. 1883-1884". Proyecto colectivo de Investiga­
ción, Instituto Mora (2011).
La presente propuesta de investigación busca un acercamiento,
desde diferentes perspectivas, a la historia de la Ciudad de México en los
años de 1883-1884. Está animada por la ¡dea de aproximarnos a la ciu­
dad y proyectar una imagen de ella en un momento preciso, como si se
tratase de una fotografía Instantánea. Esta imagen estará compuesta, a la
manera de un mosaico, por miradas muy diversas que estudien la vida y
el transcurrir de la ciudad en un par de años.1 Efectivamente, como ex­
plica el historiador francés Frangois Tomas, la dudad está formada por
un conjunto de fragmentos de características muy particulares, cada
uno de los cuales tiene su propia dinámica, "sus ritmos y formas de evo­
lución", lo que obliga la confluencia de diferentes enfoques para acercar­
se a ella.2
Y siguiendo todavía a Fran^ois Tomas, agregaríamos que esta na­
turaleza fragmentaria de la ciudad define temporalidades múltiples, lo
que hace muy difícil establecer cortes que den cuenta de las principa­
les mutaciones del conjunto. Según los años que uno seleccione, se
podrán identificar sucesos significativos para ciertos procesos, mien-
1De alguna m anera, esta ¡dea de proyectar una im agen de un m om ento pre­
ciso a partir de m iradas diversas guarda una relación próxim a con lo que Gum -
brecht ha llamado "un ensayo acerca de la simultaneidad histórica" y con su propósito
de acercar al lector a "una exp eriencia directa del pasado" a partir de un esfuer­
zo por dar cuenta de las m últiples realidades que lo com p onen. Hans Ulrich
G um brecht, En 1926. Viviendo al borde del tiempo, M éxico, Universidad Iberoam eri­
cana, 2004, pp. 412-413.
2El texto referido de Tomas abre una magnífica obra colectiva, coordinada por Car­
men Collado, que constituye un acercamiento panorámico y multifacético a dos siglos
de historia de la Ciudad de México. Fran<;o¡s Tomas, "Historia de la ciudad. Problemas de
periodización", Carmen Collado, Miradas recurrentes II. La ciudad de México en los siglo xix
yxx, México, Instituto Mora/UAM, 2004, pp. 23-49. La ¡dea referida: en p. 23.
CAP. III. PRESENTACION DEL TEMA 2 7
tras que, para otros, lo que se obtendrá es la imagen de un acontecer
cotidiano y de la acompasada marcha de los procesos de los que ese
acontecer forma parte.
En cualquier caso, vale la pena considerar las periodizaciones pro­
puestas por algunos estudiosos de la historia de la Ciudad de México
para definir nuestros años. Por ejemplo, el propio Frangols Tomas Iden­
tifica una gran ruptura en la historia de la capital entre 1856-57 y 1873,
año, este último, en que se Inaugura el ferrocarril Méxlco-Veracruz.3 En
su opinión, en estas casi dos décadas tienen lugar transformaciones
profundas: por un lado, en la estructura social de la ciudad, con una
nueva burguesía por delante y un empuje liberal inédito; por otro, en la
propiedad sobre el suelo a partir de la desamortización de los bienes de
manos muertas, que remodela a la ciudad en función de estos nuevos
intereses. Para este estudioso de la historia de la Ciudad de México, to­
dos los cambios experimentados por la capital durante el porfirlato
obedecen a esta gran ruptura iniciada a mitad del siglo. Sin embargo,
en un trabajo bastante anterior al de Tomas, María Dolores Morales con­
sidera posible definir una periodlzaclon más fina de la historia de la
ciudad a partir de la consideración de uno de sus fragmentos, nada
m enor por lo dem ás: el de su expansión física. En estos cam bios
influyeron, argumenta la autora, la recuperación de la capital de su
supremacía como centro político del país tras el triunfo liberal en 1856;
también un claro crecimiento demográfico y un desarrollo tecnológico,
además de la apertura del crédito urbano y de la ya referida seguridad
sobre la propiedad del suelo.4
Entre 1858 y 1910, María Dolores Morales Identifica tres momentos
en el crecimiento de la ciudad, a saber, un primero entre 1858 y 1883,
marcado por una expansión de la ciudad hacia el norte con nuevos
centros de trabajo y nuevas colonias de clase media y obrera; un segun­
do 1884-1899, con un crecimiento hacia el noreste, poniente y sur de la
ciudad, mediante la creación de 11 fraccionamientos, también para cla­
ses medias y populares; y finalmente un tercero de 1900-1910, caracte­
rizado por un gran crecimiento hacia el sur-poniente, con colonias para
clases altas (la Teja, Condesa y Roma). Los años que hemos seleccio­
nado para construir nuestra "fotografía Instantánea" de la Ciudad de
México -1883-1884- se encuentran precisamente en la coyuntura que
marca el paso del primer al segundo momento de gran expansión
3De hecho, Tomas identifica otras dos grandes rupturas en el siglo xx: una en los
años de 1920-1930; otra en la década de 1980, Ibid., pp. 4 1-42.
4María Dolores Morales, "La expansión de la ciudad de México: el caso de los fraccio­
namientos", en Seminario de Historia Urbana. Alejandra Moreno Toscano (coord.), Ciudad
de México. Ensayo de construcción de una historia, México, SEP/INAH, 1978, pp. 189-200.
¿CÓMO FORMULAR UN PROVECTO DE TESIS?
de la ciudad y en el que confluyen otra serie de procesos políticos,
económicos, sociales y culturales que parece importante recuperar.
Efectivamente, 1883-1884 constituye una coyuntura poblada de
acontecimientos significativos que permiten asomarse a múltiples pro­
cesos. Es el caso, por ejemplo, de la inauguración de la calle de 5 de Mayo,
en 1883, que marcó, de alguna manera, el Inicio de una transformación
arquitectónica de la ciudad; o la Inauguración de obras públicas, como el
sistema de agua delgada, ese mismo año, que anunciaba innovaciones
importantes en los servicios que ofrecería el gobierno de la capital en los
años subsecuentes. De la misma manera, es el caso de la rebelión popu­
lar contra la moneda de níquel, en 1883, que tenía lugar en el contexto
de una fuerte crisis económica nacional, embrollada con la campaña de
desprestigio armada contra el Presidente Manuel González y la disputa
por la sucesión presidencial; o el de las propias elecciones para presiden­
te de la República, en 1884, que anticiparon la apuesta de las elites políti­
cas por la reelección presidencial como factor estabilizador; también de
sucesos como la quiebra del Monte de Piedad y la reorganización de las
principales casas bancarias, que revelaron la profundidad de la crisis eco­
nómica y los peligros de la euforia de construcción ferroviaria. De Igual
forma, acontecimientos como las pomposas fiestas patrias del 5 de mayo
y del 16 de septiembre de 1883, que participaron de una proyección de
la ciudad capital y que, junto con el ¡nielo, al año siguiente, de la publica­
ción por entregas de la magna obra México a través de los siglos, contribu­
yeron de manera significativa a los procesos de construcción de una
identidad nacional. Asimismo, se podría considerar la puesta en funcio­
namiento, en 1884, del edificio de la nueva aduana de Santiago, que sus­
tituía a las Instalaciones de Santo Domingo, de origen colonial, y formaba
parte de todo un proyecto para modificar el sistema de aduanas de la
ciudad; o bien la ampliación de redes tranviarias y telefónicas que recon-
formaban espacio urbano y redes comerciales. Éstos, entre muchos otros,
son acontecimientos importantes que habrá que recuperar, aunque sin
perder de vista que la imagen que se busca de la Ciudad de México en
1883-1884 tiene que ver tanto con grandes eventos y lances que movili­
zaron a sectores de la sociedad, como con el diario transcurrir de la vida
citadina en aquel tiempo.
La década de 1880 marca para la Ciudad de México, como para el
conjunto de las ciudades hispanoamericanas, un momento de cambios
importantes en sus actividades económicas, estructura social y fisono­
mía urbana.5Y los años de 1883-1884, en particular, están cargados de
sucesos elocuentes. Pero este conjunto de sucesos es tan significativo
5José Luis Romero, Latinoamérica: las ciudades y las ideas, [1976] Buenos Aires, Si­
glo XXI, 2001, cap. 6.
CAP. III. PRESENTACION DEL TEMA 2 9
como el que podríamos encontrar en muchos otros años o parejas de
años de la historia de la ciudad. De esta suerte, conviene advertir que
1883-1884 no son "años umbral" en la vida de la dudad de México, es
decir, que no son años con una relevancia especial, que amerite su
estudio de manera aislada para la comprensión de algún proceso his­
tórico específico; no son años que apuntan cambios fundamentales,
que enmarquen sucesos con gran carga simbólica.6 Nada más lejos de
nuestra intención que la de presentarlos como un parteaguas en la his­
toria de la ciudad. Lo que abren estos dos años, que muy bien podrían
haber sido otros, es la posibilidad de asomamos a la riqueza de la vida
de la Ciudad de México en las últimas décadas del siglo xix, en el porfi-
rlato temprano.
6La expresión, de acuerdo con Gumbrecht, proviene de la tradición historíográfica
alemana. Gumbrecht, op. cit., pp. 413-414.
Capítulo I I r
Planteamiento del
problema/Justificación
de la investigación
T o d a i n v e s t i g a c i ó n c o b r a s i g n i f i c a d o e n r a z ó n d e l p l a n ­
t e a m i e n t o d e u n p r o b l e m a . E l t é r m i n o p ro b le m a d e s i g n a
p r e c i s a m e n t e “u n a d if i c u l t a d q u e n o p u e d e r e s o l v e r s e a u t o ­
m á t i c a m e n t e , s i n o q u e r e q u i e r e u n a i n v e s t i g a c i ó n ” .*
U n p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n to m a fo r m a e n u n a o v a r ia s
p r e g u n ta s ; c o n s titu y e u n a in t e r r o g a n te a c e r c a d e a l g u n o o a lg u ­
n o s f e n ó m e n o s o p r o c e s o s q u e c o n s ti tu y e n e l o b je to d e e s tu d io
m is m o d e u n a d is c ip lin a . D e s d e l u e g o q u e e s te p r o b le m a p u e ­
d e s e r d iv id id o e n u n i d a d e s m á s s im p le s , e n p a s o s m á s c o r to s
y , c o n f o r m e s e a v a n z a e n e s ta d iv is ió n , s e a v a n z a e n la d e f in i­
c ió n d e “s u b p r o b l e m a s ”. É s to s p o d r á n s e r e x p r e s a d o s e n u n m a ­
y o r n ú m e r o d e p r e g u n ta s . La p r e s e n ta c ió n d e l p r o b l e m a y lo s
s u b p r o b le m a s ta m b ié n p u e d e to m a r u n a f o r m a d e c la r a tiv a , s ie m ­
p r e q u e r e m ita a u n a c u e s tió n p e n d i e n t e d e r e s o lv e r .
La H is to ria e n p a r tic u la r , c o m o to d a d is c ip lin a c ie n tíf ic a , tie ­
n e f r e n te a s í u n c o n j u n to a b i e r to d e p r o b le m a s q u e r e m i te n a
lo s g r a n d e s p r o c e s o s d e la c iv iliz a c ió n . C a b e d e c ir , d e s d e lu e g o ,
q u e e s te c o n j u n to e s tá e n c o n s ta n t e e x p a n s ió n , p u e s c a d a é p o ­
c a h a c e s u s p r o p i a s p r e g u n ta s a l p a s a d o , la s c u a le s d e p e n d e n
d e la s p r e o c u p a c i o n e s d e o r d e n s o c ia l, p o lític o , c u ltu r a l, r e lig io ­
s o , te c n o ló g ic o , a m b i e n t a l ... p r o p i a s d e l t i e m p o e n e l q u e v iv e
e l h is to r ia d o r .
* M a rio B u n g e , La in v e stig a c ió n c ie n tífic a . S u estrategia y su filo so fía , A rie l, B a r­
c e lo n a , 1 9 6 6 , p . 195.
3 1
La la b o r d e l h is to r i a d o r s e g u ía , e n a lg ú n m o m e n to , p o r p r e ­
g u n t a s a c e r c a d e l q u é , e l q u i é n , e l c u á n d o y e l d ó n d e c o n
r e la c ió n a d e t e r m in a d o s a c o n t e c i m ie n t o s , f e n ó m e n o s o p r o c e ­
s o s . E s a s p r e g u n ta s le p e r m i t e n d e lim ita r te m a s , p e r o p a r a “p r o -
b le m a tiz a r ” s u e s tu d i o e s n e c e s a r i o in te r r o g a r s e ta m b ié n a c e r c a
d e l c u á l, e l c ó m o , e l p o r q u é y e l q u é s ig n ific a . P o r e s te c a m in o
s e p u e d e n p la n te a r p r o b le m a s s u s ta n tiv o s , e s d e c ir , c u e s ti o n e s
'a c e r c a d e l c o n o c i m ie n to d e f e n ó m e n o s y p r o c e s o s h is tó r ic o s .
P e r o e l in v e s tig a d o r ta m b ié n p u e d e p r o p o n e r p r o b le m a s d e o r ­
d e n m e to d o ló g i c o , e s to e s , p r e g u n ta s a c e r c a d e c ó m o p r o c e d e r
p a r a a b o r d a r u n d e t e r m i n a d o o b je to d e e s tu d io .
La f o r m u la c ió n d e l p r o b le m a s u e le s e r la p a r te m á s d ifíc il d e
la e l a b o r a c ió n d e u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n y , s e g ú n a d v ie r ­
t e B u n g e , la c a p a c i d a d p a r a f o r m u l a r lo n o p u e d e s e r d ir ig id a
p o r re g la s : f o r m a p a r te d e la s e n s ib ilid a d y d e la c a p a c id a d c r e a ­
d o r a d e l in v e s tig a d o r . S in e m b a r g o , e l m is m o a u t o r o f r e c e a lg u ­
n o s c o n s e jo s : c ritic a r s o lu c io n e s o f r e c id a s p o r la lite r a tu r a s o b r e
e l te m a , p a r a h a l la r s u s p u n t o s d é b i le s ; a p l i c a r r e s p u e s t a s c o ­
n o c id a s a s itu a c io n e s n u e v a s y v e r si s ig u e n s i e n d o v á lid a s ; g e ­
n e r a liz a r v ie jo s p r o b le m a s in c o r p o r a n d o n u e v a s v a r ia b le s ; b u s c a r
r e la c io n e s c o n p r o b le m a s q u e p e r te n e c e n a o tr o s c a m p o s . . .* E sto
e x i g e , s i n d u d a , la l e c t u r a p r e v i a d e u n a a m p l i a b ib l io g r a f ía :
la r e la c io n a d a c o n e l e s tu d io d e l te m a p r e c is o d e la in v e s tig a c ió n ,
y o tr a q u e s e h a y a o c u p a d o d e t e m a s y p r o b l e m a s a n á l o g o s
e n o tr o s m o m e n t o s y e s p a c i o s . E n e s t e s e n t i d o - e s c o n v e n i e n ­
t e i n s i s t i r - , la f o r m u l a c i ó n d e l p r o b l e m a d e i n v e s t i g a c i ó n
s e d e b e t r a b a ja r - a l ig u a l q u e s e h a c e c o n la d e l i m i t a c i ó n d e l
t e m a - d e m a n e r a s im u ltá n e a a l e s ta d o d e la c u e s tió n .
U n tr a b a jo d e in v e s tig a c ió n s e ju s tific a e n r a z ó n d e la im p o r ­
ta n c ia d e l p r o b le m a d e in v e s tig a c ió n p l a n t e a d o y , p o r ta n to , e n
s u s p o s ib ilid a d e s d e c o n t r i b u ir a l c o n o c i m ie n to h is tó r ic o ; ta m ­
b i é n p u e d e e n c o n t r a r s u ju s tif ic a c ió n e n s u c a p a c i d a d p a r a
e x p l o r a r n u e v a s p r o p u e s t a s t e ó r i c a s y m e t o d o l ó g i c a s . D e e s ta
m a n e r a , s e r á n e c e s a r i o q u e e l p r o y e c t o p o n g a e n r e lie v e e l in ­
t e r é s d e la i n v e s t i g a c i ó n e n e l m a r c o d e d e b a t e s h is t o r i o g r á -
3 2 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
*Op. cit., p p . 1 9 2 -1 9 3 .
CAP. IV. PLANTEAMIENTO DEL PROBLEMA 3 3
f ic o s s ig n if ic a tiv o s . A d e m á s , d e s e r e l c a s o , p u e d e s e ñ a la r s u
r e le v a n c ia p a r a c u e s ti o n e s d e u n in te r é s m á s a llá d e la d is c ip li­
n a m is m a , la s c u a l e s p u e d e n o c u p a r la a t e n c i ó n d e m u y d i ­
v e r s o s s e c to r e s d e la s o c ie d a d . U n a in v e s tig a c ió n h is tó r ic a , p o r
e j e m p l o , p u e d e in c id ir e n e l d e s a r r o l l o d e o t r o s c a m p o s d e l
c o n o c i m ie n to o c o n tr ib u ir a la d is c u s ió n d e p r o b le m a s y p r o y e c ­
to s e c o n ó m ic o s , p o lític o s , s o c ia le s , c u ltu r a le s , u r b a n ís tic o s , a m ­
b i e n t a l e s ... E s i m p o r t a n t e v a l o r a r e l im p a c to q u e p u e d e te n e r
u n a in v e s tig a c ió n ; h a c e r s e u n a id e a , d e s d e s u s in ic io s , d e l in t e ­
r é s q u e p u e d e r e p r e s e n t a r p a r a la d is c ip lin a y , e n g e n e r a l, p a r a
la c o m p r e n s i ó n d e u n a r e a lid a d .
E s c o n v e n i e n te in s is tir e n q u e la ju s tific a c ió n d e l e s tu d io p r o ­
y e c t a d o e s u n a s u n t o q u e c o m ie n z a a p e r f ila r s e d e s d e e l p l a n ­
t e a m ie n to d e l p r o b le m a d e in v e s tig a c ió n m is m o . La p r e s e n ta c ió n
d e e s te ú ltim o v a d e la m a n o d e u n a a r g u m e n ta c i ó n q u e d e s ta ­
c a la im p o r ta n c ia d e la s in te r r o g a n te s f o r m u la d a s y q u e a d e la n ta
r a z o n e s c o n v i n c e n te s d e la n e c e s i d a d d e lle v a r s e a c a b o . A si­
m is m o , e l e s t a d o d e la c u e s ti ó n ti e n e e l in te r é s , p r e c is a m e n te ,
d e m o s tr a r p r e g u n t a s p e n d i e n t e s d e r e s p o n d e r , c o n t r a d ic c io n e s
q u e r e q u i e r e n s e r r e s u e lta s , v a c ío s q u e d e b e n s e r a te n d id o s . D e
e s ta s u e r te , la in v e s tig a c ió n e n c o n t r a r á s u r a z ó n d e s e r, ta m b ié n ,
e n s u s p o s ib il id a d e s d e a c e r c a s e a a lg u n a s d e e s a s r e s p u e s ta s
p e n d i e n te s . U n a b u e n a ju s tif ic a c ió n d e la in v e s tig a c ió n s e p u e ­
d e p r e s e n t a r a la p a r d e l p l a n te a m ie n t o d e l p r o b le m a y r e f o r z a r ­
s e e n e l a p a r t a d o c o r r e s p o n d i e n t e al e s ta d o d e la c u e s tió n .
EJEMPLOS
IV . 1. Fausta Gantús (coord.), "Hacia una historia de las prácticas electora­
les en México. Siglo xix". Proyecto colectivo de investigación, Institu­
to Mora (2011).
El proyecto planteado busca enriquecer un debate, quizás poco In­
formado todavía, acerca del lugar de las elecciones en la construcción
de los regímenes políticos decimonónicos, de sus posibilidades para
funcionar con las estructuras sociales heredadas por el México indepen­
3 4 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
diente y de participar de sus cambios. Interesa cuestionar el papel atri­
buido tradicionalmente a las prácticas electorales como una experiencia
fallida, para comprender la función real que tuvieron las elecciones en la
construcción del Estado mexicano durante el siglo xix.
Nuestro punto de partida para un acercamiento a esta problemática
es la idea de que las elecciones en el siglo xix, sin abrir la vida política a un
juego democrático en forma, constituyeron importantes espacios de ne­
gociación y, como tales, resultaron fundamentales para la articulación de
la sociedad política. De esta manera, el conocer quiénes y cómo votaban
en el siglo xix permitirá no sólo una mejor explicación del creciente papel
legitimador que tuvieron las elecciones en México por sobre otros meca­
nismos de "trasmisión" del poder como el pronunciamiento militar, sino
que permitirá ver con mayor claridad el lugar que tuvieron las elecciones
en la gobernabilidad política del México decimonónico.
En los procesos de transformación de la institución y de las prácti­
cas electorales a lo largo del siglo xix es posible reencontrar tradiciones
de antiguo régimen al lado de normas y prácticas que revelan los alcan­
ces de la revolución liberal. Por otra parte, estos procesos dan cuenta de
un avance nada lineal en un sentido incluyente, es decir, de apertura a la
participación política. Por el contrario, hay momentos de la historia polí­
tica del siglo xix en México de exclusivismo en materia de definición de
derechos ciudadanos, de retroceso de una actitud o espíritu democrá­
tico. Así, la investigación propuesta permitirá una mejor comprensión
de la forma en que se construyó la institución electoral para dar vida e ir
haciendo efectivo un sistema representativo.
IV .2. Carlos Alberto Ortega, "Justicia y fiscalidad en la diócesis de México
(1750-1845)". Apuntes para un proyecto de investigación presenta­
do con la solicitud de ingreso a doctorado en Historia, El Colegio de
México (2010).*
Mi propuesta de investigación plantea dos cuestiones concretas a
resolver. La primera remite a la identificación de las formas de resistencia
de los causantes de diezmos en la demarcación territorial del arzobis­
pado de México durante la segunda mitad del siglo xvm y la primera
mitad del siglo xix. Se trataría de caracterizar las distintas prácticas de re­
*Este ejemplo presenta de la mano el planteamiento del problema y las hipótesis de
trabajo. Tal situación resulta común y es natural, pues las hipótesis son propuestas de res­
puesta a los problemas planteados. Véase el capítulo VI, correspondiente a las hipótesis de
un proyecto.
CAP. IV. PLANTEAMIENTO DEL PROBLEMA 3 5
sistencia fiscal en un contexto específico y de definir sus características
históricas. Por otro lado, en el terreno de lo político, sería indispensable
seguir el discurso de los causantes y la opinión pública, y tratar de
identificar cambios de posturas ideológicas y de valores con relación al
pago de la renta decimal.
La segunda cuestión que interesa a esta propuesta de investiga­
ción se refiere a la competencia de las autoridades eclesiásticas y civiles
en materia de cobro de diezmos. Esto me lleva a plantear varios sub­
problemas que expondré com o preguntas: ¿cómo se definió la com ­
petencia jurisdiccional entre los jueces hacedores, es decir, los jueces
eclesiásticos encargados de la administración del diezmo en la catedral
metropolitana, y las autoridades civiles? ¿Las medidas aplicadas por
ambas autoridades fueron uniformes o correspondieron a situaciones
particulares? ¿Cómo reaccionaron los causantes frente a ellas? ¿Los re­
sultados obtenidos fueron favorables o nulos para eclesiásticos y civi­
les? Como se sabe, en octubre de 1833 cesó la coacción civil del cobro
del diezmo; a partir de ese momento las autoridades eclesiásticas ejer­
cieron en solitario la potestad para cobrar la renta decimal, ¿cuáles fue­
ron las medidas utilizadas por éstas para exigir el pago de diezmo? Más
aún, ¿cómo resolvieron jurídicam ente los asuntos relativos a la resisten­
cia fiscal? ¿Cuál fue el ámbito de competencia al que apelaron para en­
juiciar a los deudores?
Ante esta serie de cuestionamientos, es posible proponer una hi­
pótesis. Como hipótesis central sostengo que las medidas aplicadas por
las autoridades eclesiásticas y civiles para cobrar el diezmo perdieron
efectividad porque los causantes presentaron formas de resistencia
cada vez más complejas conforme se Iba Implantando el ideario liberal.
Aunado a lo anterior, propongo que ante tal situación, las autoridades
judiciales (jueces eclesiásticos y jueces civiles) hicieron uso de faculta­
des jurisdiccionales extraordinarias para coaccionar el cobro de la ren­
ta decimal.
IV .3 . David Adán Vázquez Valenzuela, "Mirando atrás: las com uni­
dades mexicanas y m exicoam ericanas de Los Ángeles ante la
revolución mexicana. Su participación en el floresm agonismo
(1903-1912)". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto
Mora (2011).
La formación de comunidades de migrantes mexicanos en Estados
Unidos ha sido un fenómeno que ha cobrado especial relevancia en
¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
los últimos años.1 A partir del endurecimiento de las leyes migratorias
norteamericanas durante los años noventa y la creciente importancia de
las remesas de dinero enviadas por mexicanos residentes en Estados
Unidos, ha habido voces que claman la existencia de grupos de migran­
tes de un perfil menos itinerante y, por lo tanto, la formación de encla­
ves étnicos mexicanos de carácter más numeroso.2 Así, la percepción
colectiva de estos grupos tiende a ser la de comunidades que están en
constante crecimiento y que cada vez se organizan de manera más
sistemática para tener una influencia en la economía y la sociedad nor­
teamericanas.3 Destaca, sin embargo, la poca atención que los estudio­
sos del tema han puesto al origen de dichas comunidades y sus activas
dinámicas de formación ligadas, precisamente, a ese origen.
Si bien se podrían identificar enclaves mexicanos/mexicoamerica-
nos en Estados Unidos desde la época de la anexión por parte del ve­
cino del norte de lo que fuera territorio mexicano hasta la guerra de
1846-1848, fue hasta el boom económico de la postguerra civil norte­
americana cuando estos enclaves comenzaron a crecer de manera sig­
nificativa.4 En este sentido, fueron las áreas del suroeste y el Pacífico
norteamericano las que atrajeron la mayor parte de inmigrantes mexi­
canos; y sería el área m etropolitana de la ciudad de Los Ángeles la
que eventualmente serviría de lugar de residencia a la comunidad más
grande de mexicanos fuera del país.5Lo que es más, durante la etapa de
crecimiento de esta comunidad, la ciudad se constituyó en uno de los
escenarios de mayor actividad organizativa de grupos de origen mexi­
cano en Estados Unidos.
Las comunidades que estos migrantes formaron vivieron una gra­
dual politización que los llevó a comprometerse con movimientos que
tenían demandas laborales y políticas. Poco a poco, comenzaron a en­
listarse en los sindicatos norteamericanos y llegaron a organizar algún
movimiento de huelga donde ellos mismos fueron vanguardia.6Confor­
1Rafael Alarcón, The Deveiopment of Hometown Associations in rhe United States and
the Use o f Social Remittance in México, Mimeo, 2000.
2Véase Douglas S. Massey, 'The Wall that Keeps lllegal Workers In", The New York
Times, 4 de abril de 2006 y Mariano Sana, "Growth of Remittances from the United States
to México, 1990-2004", Social Torces, vol. 86, núm. 3, marzo de 2008, pp. 995-1025.
3Marc Lacey y Julia Preston, "Some Setbacks Aside, Latinos Reached Milestones in
Midterm Races”, The New York Times, 5 de noviembre de 2010.
4George Sánchez, Becoming Mexican American: Ethnicity, Culture and Identiryin Chica-
no Los Angeles, 1900-1945, Nueva York, Oxford University Press, 1993.
5Rodolfo Acuña, Anything butMexican, Londres/Nueva York, Verso, 1996.
6Véase Juan Gómez-Quiñones, Sembradores. Ricardo flores Mogón y el Partido Liberal
Mexicano: An Eulogy and a Critique, Los Ángeles, Chicano Studies Center-University of Cali­
fornia, 1977 y Charles Wollenberg, "Working on El Traque: The Pacific Electric Strike of
1903”, Pacific Historical Review, vol. 42, núm. 3, agosto de 1973, pp. 358-369.
CAP. IV. PLANTEAMIENTO DEL PROBLEMA 3 7
me en México se agitaban las aguas políticas y, sobre todo, con el arribo
de cuadros floresmagonistas a Los Ángeles, los miembros de estas co­
munidades comenzaron a formar grupos de apoyo a la causa revolu­
cionaria en su país de origen.7 Luego del encarcelamiento de Ricardo
Flores Magón y otros líderes del Partido Liberal Mexicano (PLM), se
organizaron para ejercer presión política en las cortes en que se les juz­
gaba. Más aún, hubo miembros de la comunidad mexicana y mexi-
coamericana, e incluso anglosajona, que se Involucraron directamente
en los levantamientos organizados por el PLM en México en 1908 y,
más tarde, en el proyecto de la toma de Baja California en 1911,8 Efecti­
vamente, la conformación de organizaciones de mexicanos y mexi-
coamericanos en el área de Los Ángeles había pasado de tener un
carácter de resistencia cultural, para implicarse directamente en cues­
tiones tanto laborales como políticas. En el proceso, la comunidad an­
gelina de origen mexicano había ampliado su radio de acción hasta
abarcar su propio país de origen.
Es, pues, claro que el apoyo dado a Flores Magón por los miembros
de las comunidades mexicanas y mexicoamericanas de Los Ángeles re­
presentó un capítulo importante en la historia de la formación de estos
enclaves étnicos. Más aún, constituye en la actualidad un ejemplo
poco explorado de la manera en que mexicanos emigrados buscaron
Influir en la situación sociopolítica de su país de origen. Resulta, por lo
tanto, fundamental conocer este proceso y recuperar en él a referentes
históricos clave para la comunidad radicada en la ciudad, así como para
la historia de la propia revolución mexicana. Desconocer el compromiso
de los miembros de dichas comunidades con el floresmagonismo se­
ría dejar de lado una parte importante de su génesis organizativa, así
como diferentes tipos de vínculos que estos miembros buscaron ten­
der con la patria. En otras palabras, ignorar la transformación de la orga­
nización de dichas comunidades y los lazos que tendieron entre sí
mismas y el floresmagonismo, sería prescindir de un capítulo histórico
sobre uno de los vínculos que estas comunidades buscaron construir
con México, su país de origen; sería restarles cualquier tipo de agencia
en el desarrollo histórico mexicano. De esta manera, la investigación
propuesta atiende a un problema historiográfico relevante, tanto como
a una exigencia de carácter social en la actualidad: la del reconocimien­
to de los vínculos profundos y activos de las comunidades mexicanas
y mexicoamericanas con su país de origen, puestos de manifiesto en
momentos de profunda crisis para México, como lo fueron los años
7Se formó incluso un Club Liberal, ASRE, LE 1245, f. 240.
8William Dirk Raat, 'The Diplomacy of Suppression. Los Revoltosos, México and the
United States, 1906-1911", The Hispanic American Histórica! Review 5 6 ,1976, pp. 529-550.
de gestación de una revolución a principios del siglo xx. La contribu­
ción de trabajos que aporten, si bien de manera modesta, a la recons­
trucción en la consciencia colectiva de esos vínculos, parece ser un
imperativo académico para los estudiosos del tema en ambos lados de
la frontera.
3 8 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
IV .4 . Francisco Jesús Morales Ramírez, "La recepción de la antipsiquiatría
en algunos sectores de la salud mental en México. 1970-1980". Pro­
yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008).
Hace algunos años encontré un relato que me conmovió de forma
personal con gran fuerza. Según su expediente médico, en 1961 Frank
fue llevado de manera forzada por sus padres a un hospital psiquiátrico.
Las razones aducidas fueron que Frank comenzó a adoptar "ideas y prác­
ticas extrañas", tales com o no hacer ningún esfuerzo por encontrar
trabajo, convertirse en vegetariano estricto y dejarse crecer la barba y el
cabello. El diagnóstico psiquiátrico fue de "reacción esquizofrénica de
tipo paranoide, crónica y severa". Según los psiquiatras que lo atendie­
ron, la forma de razonar de Frank era típica de un esquizofrénico, en tan­
to que hacía "comentarios infundados", tales como que no sentía la
necesidad de hacer las cosas que hacía el común de la gente, como se­
guir una dieta general o rasurarse. La recomendación médica fue que
Frank necesitaba tratamiento en hospitalización, pues representaba "un
peligro para sí mismo y para los demás". El nuevo paciente entonces re­
cibió una terapéutica de choque que consistió en 50 comas insulínicos y
35 terapias de electroconvulsión. Tras ello, a decir de sus médicos, "sus
pensamientos se hicieron menos agudos y permitió que lo rasuraran y le
cortaran el cabello". Ocho meses más tarde, Frank fue dado de alta.
A partir de esta historia, surgió en mí un gran interés por la antipsi­
quiatría. Años más tarde me propuse hacerlo mi objeto de estudio: "La
recepción del movimiento antipsiquiátrico en México", pensé, sería un
buen tema para la tesis de maestría. Hasta donde sabía, no había ningún
estudio al respecto. Para entonces ya conocía las obras coordinadas por
Sylvia Marcos y la mayor parte de los libros publicados en nuestro país
sobre el tema. La información que encontré sobre la recepción de la an­
tipsiquiatría me pareció francamente insuficiente, por lo que creí oportu­
no recurrir a la historia oral y hacer algunas entrevistas a protagonistas
del movimiento para completar las fuentes de mi investigación. En
esos momentos supuse que las entrevistas me develarían todo un
mundo de sucesos que yo desconocía. Y así fue, pero no el sentido que
CAP. IV. PLANTEAMIENTO DEL PROBLEMA 3 9
yo esperaba. Al iniciar este trabajo, realmente yo creía que en México
habían tenido lugar, al menos, algunas experiencias prácticas como en
Kingsley Hall o en Gorizia. Pero, tras efectuar las entrevistas y hacer una
búsqueda bibliográfica y hemerográfica, me encontré con que el pano­
rama aquí había sido totalmente distinto. "En México no sucedió nada
con respecto a la antipsiquiatría", me decían algunas personas conoce­
doras del tema, "por eso no hay ninguna investigación sobre ello; qué vas
a investigar si no pasó nada".
No obstante, si bien en México no se dio un fenómeno como el
ocurrido en Inglaterra o Italia, sí había pasado algo, y mucho, con relación
a la antlpsiquiatría. Entonces, traté de dejar a un lado mis ideas preconce­
bidas sobre lo que pudo haber acaecido en nuestro país e intenté vislum­
brar lo que me decían -y lo que no- las fuentes. Encontré que el caso
mexicano había sido sumamente interesante debido a las particularida­
des que lo constituyeron y que lo diferencian de otros. En efecto, en
México no hubo antipsiquiatría; sin embargo, esto no significa que no se
haya experimentado una recepción interesante de la misma.
Podemos decir que hoy en día el movimiento antipsiquiátrico es
prácticamente desconocido. La mayoría de la gente ignora su existencia.
A excepción de quienes tienen alguna relación con la salud mental -y
aun ellos mismos-, son pocos los que guardan en su memoria que, hace
apenas medio siglo, la psiquiatría comenzó a ser duramente cuestionada
desde su propio seno y a partir de muy diferentes planteamientos.
Al iniciar la década de 1960, la psiquiatría en algunos países euro­
peos y en Estados Unidos vivió una oleada de críticas que, en un pri­
mer momento, hicieron vacilar sus más sólidos principios. Se plantearon
posturas tan sugerentes como radicales. Por ejemplo, se profetizó el
fin de la psiquiatría como ciencia médica; se planteó que la enferme­
dad mental no era más que un mito y que, por lo tanto, no existía
como tal; y que los manicomios deberían ser derribados en cuanto que
eran vistos como instrumentos de opresión y control social. Buena par­
te de los jóvenes de los sesenta y los setenta vieron con buenos ojos
estas ideas; en cambio, los psiquiatras de tendencia oficial las rechaza­
ron enfáticamente. En retrospectiva, hoy día, podemos ver que este
m ovim iento jugó un papel fundam ental para el desarrollo ulterior
de la psiquiatría occidental contemporánea.
Esta investigación, concretamente, pretende dilucidar la recepción
de la antipsiquiatría en México durante los decenios de 1970 y 1980. Nos
interesa analizar dos cuestiones fundamentales:
1. Las características que aquí adoptaron los preceptos antipsi­
quiátricos a partir tanto de las circunstancias internas de la salud
4 0 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
mental mexicana com o de los factores externos de la cultura y
la sociedad en México;
2. El grado y significado de asimilación, rechazo e influencia de
este movimiento tanto en el interior de la psiquiatría institucio­
nalizada como en otras instancias vinculadas con la salud men­
tal en nuestro país, como la psicología.
IV .5. Ornar Velasco Herrera, "De coyunturas y procesos: antecedentes
funcionales de la banca central en México 1905-1925". Proyecto de
tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010).*
El estudio y análisis de la evolución de la banca ha sido uno de los
temas recurrentes en la historiografía económica reciente, tanto en el
ámbito nacional como en el internacional.1 Para dimensionar su peso
dentro de la generación de las condiciones materiales a lo largo del
tiempo, la obra clásica de Karl Polanyi, La gran transformación, nos brin­
da un marco analítico para entenderla (junto con el patrón oro, el fun­
cionamiento del mercado autorregulador y la consolidación del Estado
liberal) como sustento y eje institucional de la civilización del largo si­
glo xix. En este sentido, Polanyi denomina al periodo como "La paz de
los cien años", una paz sustentada precisamente por el papel de la "alta
finanza" dentro de los entrecruces cada vez más complejos de las nacio­
nes y sus intereses, y cuyo punto de quiebre se da con el conflicto
armado de la primera guerra mundial.2
Si bien es cierto que se debe dimensionar la propuesta de Polanyi y
circunscribirla a la realidad europea, es innegable que el papel jugado
por la banca a nivel internacional, en contextos como el latinoamerica­
no, fue relevante en la medida en que muchos de los primeros experi­
mentos bancarios y, no menos importantes, los modelos bancarios que
llegaron a América Latina, fueron en gran parte resultado de la expan­
sión c'e esa "alta finanza" de la que nos habla Polanyi.
1Véase, para el caso mexicano, el balance historlográfico de Carlos Manchal y Gusta­
vo Del Ángel, "Poder y crisis: historiografía reciente del crédito y la banca en México, Siglos
xix y xx", Historia Mexicana, vol. Lll, núm. 3,2003, pp. 677-724.
2Karl Polanyi, La gran transformación. Los orígenes políticos y económicos de nuestro
tiempo, FCE, México, 1992.
*EI ejemplo da buena cuenta de cómo la problematización de un tema obliga a una
revisión de debates historiográficos. Así, el planteamiento del problema mismo puede ex­
ponerse entremezclado con el estado de la cuestión (Nota de las autoras).
CAP. IV. PLANTEAMIENTO DEL PROBLEMA 4 1
El surgimiento y consolidación de los bancos centrales y del pa­
trón oro, como elementos relevantes del Estado y de las economías
nacionales, se dio precisamente en ese contexto. Así pues, resulta con­
veniente hacer referencia a, por lo menos, dos puntos que nos den
perspectivas para plantear una discusión referente a los orígenes de la
banca central en México: por un lado, qué es lo que entendemos fun­
cionalm ente como un banco central y, por el otro, cóm o se ha explica­
do su surgimiento.3
Respecto al primer punto, es importante distinguir entre un banco
comercial y un banco central. Un banco comercial persigue la obtención
de utilidades a partir de negocios bancarios, el más importante de ellos
hoy día: proveer crédito. Antes de la consolidación de la banca central, el
gran negocio bancario privado era el de la emisión de billetes, emisión
sustentada en las reservas metálicas que dichos bancos poseían. Así pues,
el derecho exclusivo de emisión de billetes fue una de las tareas que his­
tóricamente fueron adquiriendo las bancas centrales, por lo que en sus
inicios hablamos de "banca única de emisión" y cuyas tareas eran regu­
lar la emisión de billetes y mantener la convertibilidad de los mismos en
oro y plata.4
Por tanto, el concepto de "banca central" es una construcción histó­
rica que se ha ido consolidando a lo largo de una senda de experiencias
particulares y de un proceso de aprendizaje, el cual puede ser visto pre­
cisamente a la luz de la retrospectiva. Al respecto, Pablo Martín Aceña
nos dice que un banco central hoy día posee cuatro funciones básicas:
"la emisión de dinero legal (billetes); actuar com o banquero del Esta­
do; ser banco de bancos o prestamista en última instancia (lenderoflast
resort); y ser conductor de la política monetaria". A lo anterior agrega algo
fundamental: "estas funciones no siempre se han entendido de la misma
form a... El aprendizaje de estas funciones por parte de un banco cen­
tral y de sus directores es un proceso extremadamente lento y difícil;
esto es, llegar a desem peñarlas de forma adecuada no es algo que se
3El planteam iento de esta perspectiva puede verse en Carlos Marichal, "Deba­
tes sobre los orígenes de la banca central en México", ponencia presentada en el
Segundo Congreso de Historia Económ ica, 2004, <http://w ww .econom ia.unam .m x/
am he/m em oria/sim posiol 1/Carlos%20M ARICHAL%20.pdf> (consultado el 25 de no­
viem bre de 2010). En este docum ento, Marichal plantea una interesante discusión
respecto a los orígenes de la banca central en México, discusión que a su vez, com o
verem os líneas abajo, se desprende de una larga senda de investigación previa del
autor respecto a las características de la banca latinoam ericana en la segunda mitad
del siglo xix.
4Emma Gabriela Aguilar Reed, "La banca central en Inglaterra, los Estados Unidos y
México", tesis de licenciatura, México, Facultad de Derecho-UNAM, 1961, p. 5.
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
logre fácilmente. Sabemos, por los estudios históricos disponibles, que cum­
plir con acierto estas funciones ha llevado mucho tiempo".5
Ahora bien, ¿cómo se ha explicado el surgimiento de los bancos
centrales? Para autores teóricos, como Charles Goodhart, existe un pro­
ceso "evolutivo" de la banca central en el que una institución bancaria
privada comercial va adquiriendo y concentrando poco a poco tareas
que, a la larga, serán características clave de un banco central. Así, en un
contexto de libre concurrencia bancaria (conocido como free banking),
en el que existe emisión libre de billetes, una Institución se va poslclo-
nando como única emisora y adquiere capacidades reguladoras sobre
otras entidades bancadas. Sin duda, Goodhart plantea un modelo teóri-
co-histórico que está acorde a la realidad del caso Inglés y que podría ser
extensivo para algunos casos en Europa; sin embargo, como el propio
Goodhart plantea, las vías para acceder al banco central divergen en
las causas: algunas de ellas emanaron directamente del Estado, como
el caso de El Banco Estatal Prusiano, o bien como respuesta a sistemas
caóticos de emisión con miras a la centralización y protección de las re­
servas metálicas que sustentaban dicha emisión, como sucedió en Italia.6
Otros casos, como el de la Reserva Federal en Estados Unidos, res­
pondieron a coyunturas tales como la crisis de 1907, que provocó la
quiebra de una cantidad Importante de bancos en un panorama de
principios del siglo xx en el que Estados Unidos poseía la red bancaria y
descentralizada más grande del mundo. Ante ello, entre 1908 y 1913, se
diseñó el Sistema de la Reserva Federal que funciona hasta la fecha, con
características muy particulares derivadas de una experiencia bancaria
propia de Estados Unidos.7
En el entorno latinoamericano, es Carlos Manchal quien ha trazado
la problemática de Investigación al respecto. En un trabajo primigenio,8
nos brinda un panorama comparativo del origen de los sistemas banca-
5Pablo Martín Aceña, "El Banco de España y las funciones de un banco central 1914­
1935", en Pedro Tedde y Carlos Marichal, La formación de los bancos centrales en España y
América Latina (siglos xixyxxi, Madrid, Banco de España-Servicio de Estudios de Historia
Económica, 1994, p. 121.
6Charles Goodhart, The Evolution of Central Banks, Cambridge, Mass., MIT Press, 1988,
pp. 4-5.
7Marichal, "Debates sobre los orígenes de la banca central en México", op. cit.,
página 2.
8Carlos Marichal, "El nacimiento de la banca mexicana en el contexto latinoameri­
cano: problemas de periodización". Este trabajo apareció publicado inicialmente en el
libro Banca y poder en México 1800-1925, Grijalbo, México, 1986, pp. 231-266. Fue pu­
blicado nuevam ente años más tarde en la serie titulada Lecturas de historia económica,
dentro del tomo Lo banca en México 1820-1920, Instituto Mora/Colegio de México/
UNAM-IIH/Colegio de Michoacán, 1998, pp. 112-141, que es precisamente al que aquí
nos referimos.
CAP. IV. PLANTEAMIENTO DEL PROBLEMA 4 3
ríos com erciales en diferentes experiencias latinoam ericanas, pero
dejando muy claro un factor común entre ellos, a saber, el hecho de
constituir sistemas bancarios en los cuales la participación de bancos
que eran parte del Estado, paraestatales o impulsados desde el gobier­
no, resultaron fundamentales en el desarrollo financiero de países como
Argentina, Brasil, Chile y México. Así, nos pone en perspectiva un hecho
que resulta importante para entender el desarrollo bancario en Latino­
américa: la existencia de instituciones bancarias que, además de cubrir
las necesidades financieras del Estado, operaron también como bancos
comerciales.
En otro de sus trabajos,9 Marichal profundiza en el tema anterior,
pero con un giro importante: un énfasis en los modelos bancarios y el
acercamiento más incisivo al tema de los antecedentes de la banca cen­
tral en América Latina. El esbozo comparativo le permite adentrarse en
una discusión teórica que es muy importante para entender la confor­
mación del sistema de bancos en Latinoamérica: la añeja y fuerte dispu­
ta entre la conveniencia de un sistema de bancos libres versus el banco
único de gobierno con monopolio de emisión, una cuestión que fue
recibida de manera distinta en los países considerados y que, como Ma­
nchal explica, tuvo implicaciones políticas y económicas heterogéneas
en cada uno de los contextos nacionales.
Tres puntos de análisis clave para plantear los orígenes de la banca
central en los contextos latinoamericanos se desprenden del estudio de
Marichal: 1) la referencia a los modelos bancarios; 2) la discusión teórica
entre bancos libres y bancos únicos de emisión; 3) la afirmación -pre­
sentada en la conclusión de su trabajo- de que, si bien el papel de los
grandes bancos impulsados por el gobierno fue, en todos ellos, fungir
en actividades que hoy ejercería un banco central, ninguno de ellos lo
fue en los hechos. Y mucho menos alguno se convertiría, años después,
en el banco central moderno que hoy día conocemos. En suma, que
para finales del siglo xix tan sólo podemos hablar de lo que fueron los
antecedentes de la banca central.
Esta conclusión es muy importante, pues representa un argumento
sostenido y matizado en otro artículo de Marichal, escrito junto con Da­
niel Díaz.10 En él discuten la idea de una experiencia evolutiva en la con­
formación de la banca central; su conclusión es que, para el entorno
“ Carlos Marichal, "Modelos y sistemas bancarios en América Latina en el siglo xix
(1850-1860)", en Tedde y Marichal, op. cit., pp. 131-157.
'“ Daniel Díaz Fuentes y Carlos Manchal, 'The Emergence of Central Banks ¡n Latin
America: are Evolutionary Models Applicable?", en Cari Holtfrerich, Jaime Reis y Tonlolo
Gianni (comps.), The Emergence o f Modern Central Banking from 1918 to the Present, Alder-
shot, Ashgate, 1999, pp. 279-319.
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
latinoamericano de finales del siglo xix, no se puede hablar del modelo
evolutivo planteado por Charles Goodhart y, más bien, es correcto ha­
blar de la conformación de bancas centrales latinoamericanas impul­
sadas por razones coyunturales, por lo que se trataron de procesos
discontinuos.
Marichal desarrolla esa última ¡dea exclusivamente para el caso
mexicano en un trabajo aún no publicado y presentado como una po­
nencia en el año de 2004. En él discute los orígenes de la banca cen­
tral en México y elabora un esquema de las instituciones que ejercieron
algunas tareas que hoy día estarían en manos de una banca central.”
Tenemos así dos planos analíticos en los cuales se desenvuelve el
tema. Por un lado, la definición conceptual con un trasfondo histórico
de lo que conocemos como banca central; por el otro, ese propio tras-
fondo que da cuenta de los antecedentes, surgimiento, cambios, adap­
tación, consolidación y aprendizaje de la institución que hoy día es
responsable de la política monetaria nacional y que representa una de
las instituciones emblemáticas de la regulación y consolidación finan­
ciera del Estado.
Es en estos dos planos en los que planteamos una Investigación
que gira en torno al análisis, estudio y problematización de los antece­
dentes del Banco de México, fundado en 1925. La investigación propo­
ne como hilo conductor el de las tareas de banca central, es decir, el de
un acercamiento analítico desde sus antecedentes funcionales. Para
ello, consideraremos a la Reforma Monetaria de 1905 como punto de
partida, porque ella, además de instaurar una variante del patrón oro en
México, discutió la idea de un "fondo regulador de la circulación mone­
taria": la Comisión de Cambios y Moneda. Esta institución se agregó a un
entorno en el que funcionaron otras dos: El Banco Nacional de México y
el Banco Central Mexicano. La interconexión de las mismas nos da la
pauta de una dinámica de banca central "atomizada" y, en esa medida,
el primer antecedente funcional de una banca central en México.
1
1Marichal, “Debates sobre los orígenes de la banca central en México", op. cit.
Capítulo V
Estado de
la cuestión
T o d o p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n p a r te d e u n c o n o c i m ie n to
p r e v io . La f o r m u la c ió n d e in t e r r o g a n te s s ig n if ic a tiv a s v a d e la
m a n o d e la id e n tif ic a c ió n d e d if ic u lta d e s , c o n tr a d ic c io n e s , d e b i ­
lid a d e s o v a c ío s c o n r e la c ió n a l c o n o c i m ie n to q u e s e tie n e d e
u n c ie r to o b je to d e e s tu d io . D e e s ta m a n e r a , e l m a n e jo d e u n a
d e t e r m in a d a b ib lio g r a f ía f o r m a p a r te ta n to d e l p r o c e s o d e s e le c ­
c ió n d e l te m a m is m o y d e l p la n te a m ie n t o d e l p r o b le m a , c o m o
d e s u p o s t e r i o r r e f o r m u l a c ió n y a f in a m ie n to . E l r e c o n o c i m i e n ­
to y v a lo r a c ió n d e e s ta lite r a tu r a e s lo q u e s e c o n o c e c o m o es­
tado de la cuestión o e s ta d o d e l a rte .
El e s ta d o d e la c u e s ti ó n e s u n b a l a n c e h is to r io g r á f ic o , u n in ­
v e n ta r io y d is c u s ió n c rític a d e lo s e s tu d io s r e a liz a d o s s o b r e u n
te m a e s p e c íf ic o , a s í c o m o d e a q u e llo s p r ó x im o s al p r o b le m a q u e
le d a s u s ig n if ic a c ió n . E s to s ú ltim o s , a u n si s e o c u p a n d e l e s tu d io
d e o tr a s é p o c a s y la titu d e s o si s o n r e s u lt a d o s d e in v e s tig a c ió n
e n e l m a r c o d e o tr a s d is c ip lin a s , c o n a t e n d e r al m is m o p r o b l e ­
m a o a u n o c e r c a n o , p u e d e n s u g e r ir p r e g u n ta s , c a m in o s p a r a
tr a ta r d e r e s o lv e r la s y f u e n te s p e r tin e n te s . E s te a p a r t a d o c o n s ti­
tu y e , e n t o n c e s , u n a p u n t e d e lo a v a n z a d o p o r in v e s tig a c io n e s
p re v ia s , u n r e c o n o c im ie n to d e s u s a p o r ta c io n e s y u n s e ñ a la m ie n ­
to a c e r c a d e s u s a lc a n c e s y lim ita c io n e s . C a b e in s is tir e n q u e el
b a l a n c e d e b e a t e n d e r ta n to a l c o n o c i m ie n to d e lo s f e n ó m e n o s
y p r o c e s o s h is tó r ic o s e n c u e s ti ó n , c o m o a lo s m é t o d o s s e g u i­
d o s y a la s f u e n te s u tiliz a d a s .
4 6 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
La e l a b o r a c ió n d e u n e s t a d o d e la c u e s ti ó n e x ig e u n a r e v i­
s ió n s is te m á tic a d e c a tá lo g o s d e b ib lio te c a s e ín d ic e s d e r e v is ta s
e s p e c ia liz a d a s . E l b a l a n c e d e lo s te x to s r e v is a d o s p u e d e to m a r
u n a f o r m a e n s a y ís tic a , e s d e c ir , la d e s u p r e s e n ta c ió n y a n á lis is
e n e l m a r c o d e u n a a r g u m e n ta c i ó n e n t o r n o al p r o b le m a p l a n ­
te a d o .
EJEMPLOS
V .l. José Antonio Maya González, "Salvador Quevedo y Zubleta. De la
escritura errante a la medicina mental en el Manicomio General
La Castañeda, 1859-1935". Proyecto de tesis de maestría en Histo­
ria, Instituto Mora (2010).
En la última década, la historia de la vida intelectual m exicana ha
despertado un profundo interés entre historiadores de las ideas, so­
ciólogos del conocim iento, antropólogos culturales y escritores de
vanguardia, interesados en la construcción de saberes, prácticas y
narrativas en torno a la identidad nacional y lo m exicano en distintas
épocas de la vida política del país. Sus objetivos generales han sido
identificar y com prender los procesos históricos que dieron fisonomía
al discurso intelectual m exicano, principalm ente durante la transición
hacia el siglo xx. Durante la segunda mitad del siglo xix en México,
em ergieron una cam ada de ilustres intelectuales que, a través de su
beligerante pluma y form ación hum anista, dejaron testim onio de una
época im portante para la proyección del Estado m oderno y las con­
tradicciones del proceso m odernizador porfirista. Salvador Q uevedo y
Zubieta (1859-1935) form ó parte de esa generación de intelectuales
(Manuel Gutiérrez Nájera, Porfirio Parra, José López Portillo, entre
otros) que incidieron, desde sus distintos intereses, en la vida política,
cultural, científica y social del México de Porfirio Díaz. Quevedo y Zu­
bieta fue médico, escritor, poeta y activista político del que no existe
un trabajo acabado que procure entender su vida y obra en el contex­
to que le tocó vivir.
Salvador Quevedo y Zubieta ha sido un personaje ciertamente olvi­
dado en la historia mexicana, la mayoría de las veces, la historiografía po­
lítica, literaria y cultural de los siglos xix-xx, lo ha mostrado com o un
CAP. V. ESTADO DE LA CUESTION 4 7
"pensador político menor",' otras veces se le ha ensalzado por su voca­
ción "naturalista" y su incansable labor literaria, al que le faltaron recursos
estilísticos para encumbrarse en el paraíso de los escritores con estrella.2
Sin embargo, Salvador Quevedo y Zubieta fue un intelectual jalisciense
del que no existe -hasta donde hemos podido indagar- un estudio aca­
bado sobre su perfil biográfico y trayectoria intelectual. La historiografía
nos ha legado a un personaje fragmentado, intermitente y dividido entre
diversos intereses científicos y literarios, sin que se rescate una visión de
conjunto que trace su mapa mental y las condiciones sociopolíticas en
que escribió. Una breve incursión de biblioteca nos entrega a un perso­
naje "enjuiciado" por los propios historiadores, caricaturizado y poco va­
lorado en su esfuerzo intelectual; es un personaje que, parafraseando a la
historiadora Martha García Amero, fue "enjuiciado por la historia"3debido
a que sus trabajos no formaron parte de "la historia patria".
Los historiadores mismos han pasado de largo la mirada y sólo han
hecho crítica de sus infundadas aseveraciones sobre Díaz, González o
Maximiliano. Al hacer un breve recuento de sus obras, nos hemos encon­
trado con que sus métodos de análisis son holísticos y humanistas, que
en cierta forma parecen novedosos para algunos lectores de la época.
Efectivamente, Quevedo y Zubieta incorporaba en sus reflexiones políti­
cas y literarias conceptos propios de la psicología, principalmente del
francés Hippolyte Taine (1828-1893), quien buscaba demostrar sus teo­
rías mediante el análisis de factores psíquicos y psicológicos responsa­
bles de la evolución histórica. Por este motivo, la crítica feroz a las
supuestas "infundadas aseveraciones" que ha resaltado la historiografía,
pueden ser leídas desde otra perspectiva, es decir, como un tipo de inge­
niería social y mental que aglutinaba distintos campos del saber con el fin
de comprender un mismo fenómeno. No se trata de enjuiciar al persona­
je con el reguardo que permite el presente, sino de entenderlo en rela­
ción a las circunstancias de su tiempo.
1José C. Valadés, El Porfirismo: historia de un régimen, México, Antigua Librería Robredo
de José Porrúa e Hijos, 1941; Laurens B. Perry, Juárezy Díaz: continuidad y ruptura en la políti­
ca mexicana, México, UAM/Era, 1996. Para Cosío Villegas, Salvador Quevedo y Zubieta fue
un hombre "aficionado" a las letras, de "pluma fácil" aunque de poco "talento”, "incapaz"
como "pensador político", Daniel Cosío Villegas, Historia Moderna de México. La vida política
interior Parte primera, México, Hermes, 1970, p. 703.
2Christopher Dom ínguez Mlchel, "Del salón a la celda”, Vuelta, núm. 149, 1989,
pp. 19-26; Emilio Carballldo, Historia de las letras mexicanas en el siglo xix, México, Universi­
dad deGuadalajara/Xalli, 1991; Pedro Ángel Palou, "Circunstancias y lenguaje en Quevedo
y Zubieta", manuscrito del mismo autor de pronta publicación.
3Martha García Amero, "José María Lafragua. El moderantismo pertinente", en Tras las
huellas de personajes mexicanos, México, BUAP, 2002, p. 133.
¿CÓMO FORMULAR UN PROVECTO DE TESIS?
A pesar de que existe cierto olvido del personaje, Quevedo y Zubie­
ta es citado por ideólogos e historiadores de la política mexicana y de la
literatura con cierta regularidad, aunque casi siempre es representado
como un personaje secundario dentro del amplio repertorio de intelec­
tuales de los siglos xix y xx. Últimamente, ha llamado la atención al ser
considerado como uno de los primeros hombres que abrió camino para
el desarrollo de "la psicología social en México".4 No obstante, el análisis
de Salvador I. Rodríguez, el historiador que así lo rescata, adolece de un
exam en más claro en cuanto a las fuentes utilizadas; tam poco hace
un rastreo de las filiaciones ideológicas y redes intelectuales que utilizó
Quevedo para hacer su "psicología histórica" y "familiar". Siguen siendo
prácticamente desconocidas sus aportaciones a la medicina mexicana5y
poco exploradas sus experiencias en la práctica psiquiátrica mexicana,
labor que, como he mencionado anteriormente, realizó durante dos es­
tancias en el Manicomio General La Castañeda.5
4Salvador Iván Rodríguez Preciado, "Salvador Quevedo y Zubieta y la primera Psicolo­
gía Social en México (1906-1935). ¿Rigor científico vs. licencia poética?", Athenea Digital,
núm. 3,2008, pp. 93-108. http://antalya.uab.es/athenea/num3/rodnguez.pdf (fecha de con­
sulta: 18/11/08).
5Ana Cecilia Rodríguez de Romo, Gabriela Castañeda López y Rita Robles Valencia,
Protagonistas de la medicina científica mexicana: 1800-2006, México, UNAM, Facultad de Me­
dicina/Plaza y Valdés, 2008, pp. 376-377. La información que ofrecen las autoras sólo se limi­
ta a una serie de datos ya conocidos sobre sus puDlicaciones, nivel de estudios y exilio a
España y Londres. Por otra parte, Rosalina Estrada Urroz, "La lucha por la hegemonía france­
sa en la medicina mexicana: el caso de los medicamentos para combatir la sífilis". Nuevo
Mundo Mundos Nuevos, 2008, puesto en línea: 18 diciembre 2006, http://nuemundo.revues.
org/index3115.html, pp. 1-11, presenta a Salvador Quevedo y Zubieta como un "defensor"
de la hegemonía francesa en la medicina mexicana, sin abundar más en el asunto.
6Archivo Histórico de la Secretaría de Salud, Fondo Manicomio General, Sección Expe­
dientes Personales, caja 45, exp. 6, en adelante AHSS, FMG, SEP, C, 45, exp. 6. Quevedo tra­
bajó por espacio de dos años, su primer ingreso fue el 21 de febrero de 1917. El segundo
ingreso como médico interno fue en 1927. Le solicitaron su renuncia ese mismo año por
asuntos de "difamación" en contra del Manicomio.
Luz ael Carmen Beltrán Cabrera, "Los Hogal y su imprenta novohis-
pana del siglo xvm". Proyecto de tesis de doctorado en Humanidades.
Estudios Históricos, Universidad Autónoma del Estado de México
(2011).
Por muchos años, lo? estudios sobre historia de la imprenta en Méxi­
co se desarrollaron desde una postura historiográfica que podríamos
llamar tradicional: se publicaron numerosos trabajos descriptivos y, en
CAP V. ESTADO DE LA CUESTIÓN 4 9
menor medida, análisis interpretativos. En su mayoría, se trata de textos
que siguen el origen y evolución de la imprenta, sistematizan datos bio­
gráficos y genealógicos de los impresores, recuperan registros de la pro­
ducción editorial... Entre este tipo de obras, tenemos los importantes
repertorios bibliográficos de autores como Antonio León Pinelo, Juan
José de Eguiara y Eguren, José Mariano Beristáin de Souza, Joaquín García
Icazbalceta, Vicente de Paul Andrade, Nicolás León, José Toribio Medina
y Francisco González de Cossío, quienes aportaron las primeras informa­
ciones sobre el arte de imprimir en México y, sobre todo, consignaron en
sus obras los registros bibliográficos de los impresos en cada uno de los
siglos del México colonial.1
Como continuación de esta obra de reconstrucción del mundo de la
imprenta novohispana, tenemos además la aportación de historiadores
com o Francisco Fernández del Castillo, com prom etido con la recopi­
lación y descripción de docum entos del siglo xvi, en particular los lo­
calizados en el Archivo General de la Nación, quien ofrece rica información
sobre el desarrollo del negocio de la impresión y venta de libros en la
época.2 Asimismo, Emilio Valton registró en su obra los primeros impre­
sos novohispanos a los que llama "incunables americanos";3y Alexandre
A. M. Stols y Francisco Pérez de Salazar aclararon información biográfica
aportada por obras previas, pero sobre todo localizaron nuevas fuentes
para el estudio de personajes y familias de impresores.4
1Antonio León Pinelo, El epítome de Pinelo. Primera bibliografía del Nuevo Mundo,
Washington, Organización de Estados Americanos, 1958; Juan José Eguiara y Eguren, Biblioteca
Mexicana, México, UNAM, 1986; José Mariano Beristáin de Souza, Biblioteca Hispanoameri­
cana Septentrional, 3a. ed., México, Ediciones Navarro, 1947; Joaquín García Icazbalceta, Biblio­
grafía Mexicana del siglo xvi. Primera parte. Catálogo razonado de libros impresos en México de
1539 a 1600. Con biografías de autores y otras ilustraciones. Precedido de una noticia acerca de la
Introducción de la Imprenta en México, México, Librería de Andrade y Morales, Sucesores, Portal
de Agustinos, Imprenta de Francisco Díaz de León, Calle de Lerdo, 1886; Vicente de Paul
Andrade, Ensayo bibliográfico mexicano del siglo xvu, México, Imprenta del Museo Nacional,
1899; Nicolás León, Bibliografía mexicana del siglo xvm, México, Imprenta de Francisco Díaz de
León, Cinco de mayo y callejón de Santa Clara, 1902-1908,6 tomos; José Torlblo Medina, La
Imprenta en México 1539-1821, Santiago de Chile, impreso en casa del autor, 1908-1912,8 vols.;
Francisco González de Cossío, La imprenta en México, 1553-1820:510 adiciones a la obra de José
Toribio Medina en homenaje al primer centenario de su nacimiento, México, UNAM, 1952.
2Francisco Fernández del Castillo (comp.), Libros y libreros en el siglo xvi, 2a. ed., México,
Archivo General de la Nación/FCE, 1982.
3Emilio Valton, Impresos mexicanos del siglo xvi, México, UNAM, 1935.
4Alexandre A. M. Stols, Antonio de Espinosa el segundo impresor mexicano, México, Bi­
blioteca Nacional, UNAM, 1989; Stols, Pedro Ocharte: el tercer impresor mexicano, México,
UNAM, 1990; Francisco Pérez de Salazar, "Dos familias de impresores m exicanos del si­
glo xvu", en Memorias y Revista de la Sociedad Científica Antonio Alzate, septiembre-octubre
de 1924.
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
En los últimos años, se ha desarrollado un Interés por conocer el pa­
pel de las mujeres en la historia de la imprenta. Porque, entre los perso­
najes involucrados en la producción de impresos, están también las
mujeres que, al quedar viudas, se convertían formalmente en las respon­
sables de los talleres de sus maridos impresores; algunas sobresalieron
como estrategas comerciales que mantuvieron los talleres por varias ge­
neraciones y obtuvieron privilegios reales para la impresión de determi­
nadas obras o para Imprimir, en exclusiva, documentos de instituciones
gubernamentales. En la familia Hogal hubo mujeres impresoras, cuestión
que me interesa rescatar particularmente.5 Así, la historiografía sobre el
tema es muy pertinente. Entre los estudios que abordan el tema de las
impresoras, tenemos el de Carolina Amor de Fournier: La mujer en la tipo­
grafía mexicana, en el que se presenta, a partir de los datos registrados
por Toribio Medina, el trabajo de 11 impresoras novohispanas, así como
imágenes de las portadas de algunos Im presosfi Otros trabajos también
interesados en las viudas impresoras parten, Igualmente, de La imprenta
en México 1539-1821, de Medina. Es el caso de los de Marina Garona Gra-
vier y de Sara Poot Herrera.7
En el mismo libro en el que publica Poot Herrera, Viudas en la histo­
ria, aparece un artículo de Carmen Castañeda titulado "Petra Manjarrés y
Padilla, viuda heredera de la imprenta en Guadalajara, 1808-1821 ".8 Cas­
tañeda analiza el contexto social en el que la viuda heredera asume la
dirección de la imprenta y la hace marchar, para posteriormente seguir
su labor com o em presaria de un taller de im presión fuera de la capi­
tal novohlspana. Castañeda destaca la trascendencia del trabajo de
esta mujer empresaria en la difusión de la cultura en Guadalajara, du­
rante las primeras décadas del siglo xix.
5Como tesis de maestría en Historia, yo misma trabajé el tema de las mujeres impre­
soras: di seguimiento a 14 casos, con especial interés en la manera en que las viudas man­
tuvieron los talleres de sus maridos una vez que ellos fallecieron y en su éxito para ampliar
el negocio a partir del establecimiento de redes familiares cimentadas en alianzas matrimo­
niales. Luz del Carmen Beltrán, "Mujeres impresoras novohispanas, 1541-1755", Tesis de
Maestría en Humanidades: Estudios Históricos, Universidad Autónoma del Estado de Méxi­
co, 2007.
6Carolina Amor de Fournier, La mujer en la tipografía mexicana, México, La Prensa Mé­
dica Mexicana, 1972.
7Marina Garone Gravier, Las otras letras. Mujeres Impresoras en la Biblioteca Palafoxia-
na, Puebla, Gobierno del Estado de Puebla, 2009; Sara Poot Herrera, "El siglo de las viu­
das impresoras y mercaderas de libros: el XVII novohispano", en Manuel Ramos Medina
(comp.), Viudas en la historia, México, Centro de Estudios de Historia de México CONDU-
MEX, 2002, pp. 113-139.
8Carmen Castañeda, "Petra Manjarrés y Padilla, viuda y heredera de imprenta en Gua­
dalajara, 1808-1821”, op.clt., pp. 167-180.
CAP. V. ESTADO DE LA CUESTION 5 1
Recientemente han salido a la luz otros estudios sobre mujeres im­
presoras, como el de Idalia García, quien se ocupa de manera especial
del personaje de Rosa Teresa de Poveda, viuda de Hogal.9 Igualmente
valioso para nuestra propuesta es el artículo de Justina Sarabia Viejo: "La
imprenta Hogal. Religión y cultura ilustrada en el México del siglo xvm."1
0
De este último texto me interesa, de manera muy especial, su esfuerzo
por establecer una relación entre la producción de la imprenta y los acon­
tecim ientos más im portantes de su tiem po. En esta dirección cam ina­
rá también el proyecto que ahora propongo.
La historiografía sobre el mundo del impreso durante el siglo xix
mexicano -el siglo del impreso por excelencia- es más vasta que la que
se ha publicado sobre el tema para la Nueva España, y los historiadores
que se han acercado a él en años recientes lo han hecho con gran origi­
nalidad." Su lectura orientará mi propuesta metodológica. De hecho,
gracias a la historiografía reciente sobre imprenta e impresores e impre­
soras, podemos proponer ahora nuevas perspectivas de análisis que
aporten nueva información, pero sobre todo que faciliten el acercamien­
to a la empresa misma y a los impresores; que estudien la producción de
las imprentas y las redes de distribución de sus impresos; que se intere­
sen por la forma en que circulan los textos y en que son recibidos, leídos
y com partidos... Por este camino, será posible acercarnos a lo que hoy
parece en verdad importante: el lugar de la imprenta en el desarrollo cul­
tural novohispano, su impacto en las prácticas sociales cotidianas, su
parte en la conservación de tradiciones y en los cambios sociales y po­
líticos.
Es necesario señalar aquí que el interés reciente por los estudios so­
bre la historia de la edición en México nació de la lectura de las propues­
tas lanzadas por los historiadores franceses Henri-Jean Martin, Roger
Chartler, Jean-Yves Mollier, entre otros, así como de los presupuestos de
Robert Darton quienes se interesan por analizar los impresos desde la
vertiente de la historia cultural.
9Idalia Garda Aguilar, "Retazos en la vida de una Impresora novohispana: Rosa Teresa
de Poveda, viuda de Hogal", en Garone, op. cit., pp. 40-48.
'“ Justina Sarabia Viejo, "La Im prenta Hogal. Religión y cultura ilustrada en el
M éxico del siglo xvm", en Jesús Ma. Nieto Ibáñez y Raúl M anchón G ó m ez (com p.),
El hum anism o pspañol entre el viejo m undo y el nuevo, León, Universidad de León
2008, pp. 455-490.
1
1Algunos ejem plos destacados se encuentran en los dos libros coordinados
por Laura Suárez de la Torre: Constructores de un cam bio cultural: impresores-editores y
libreros en la ciudad de México. 1830-1855, México, Instituto Mora, 2003; Impresiones de
México y de Francia: edición y transferencias culturales en el siglo xix (cocoordinado con
Lise Andrles), M éxico, Editlons de la Malson des Sciences de L'Hom m e/Instltuto Mora,
2009.
5 2 ¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
V .3 . Miguel Ángel Hernández, "Discusión religiosa en el espacio público
mexicano. 1812-1827". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Ins­
tituto Mora (2007).
Las discusiones religiosas han sido tratadas en la historiografía re­
ciente a partir de diferentes marcos referenciales. Primero, el de la proble­
mática de la construcción del Estado moderno en México y las querellas
que éste tuvo que mantener con la Iglesia católica. Ésta jugaba un rol
fundamental en materia financiera y como administradora de la mayor
parte de las instituciones educativas, de salud y beneficencia en México.
El Estado tenía que ganar control sobre estas actividades, si aspiraba a
unificar a la sociedad bajo su dirección. La tensión provocada por este
choque de intereses fue llevada al terreno de la política eclesiástica del
Estado, en la que se conjugó con otros asuntos pendientes como el recla­
mo del ejercicio del Patronato, las relaciones con el Vaticano y la partici­
pación política del clero. En estos trabajos, el debate religioso en los
medios impresos aparece como uno de los terrenos en los que se des­
arrolló la querella entre las potestades civil y espiritual. Se trata pues de
un enfoque político en que se atienden las ideas generadas en torno al
problema o bien, los aspectos propagandísticos de la discusión.
El segundo campo es el de los estudios sobre la prensa y la aparición
de la opinión pública en nuestro país, en los que se han contemplado
los aspectos generales del debate sobre la religión como uno de los va­
rios temas que fueron abordados por la incipiente actividad publicitaria
de tipo moderno que se estaba gestando en la época. Finalmente, tene­
mos las investigaciones sobre la Iglesia católica en México en las que se
han atendido su desarrollo institucional, su política frente al Estado y la
evolución del discurso clerical en una época de profundos cambios polí­
ticos en los que el clero tuvo que luchar por preservar sus privilegios cor­
porativos. Se puede afirmar que en todos estos trabajos las discusiones
sobre asuntos religiosos se han abordado como uno o varios elementos a
considerar para la comprensión de las problemáticas generales de la re­
lación Iglesia-Estado y del desarrollo de la cultura moderna en México.
V .4 . Paulina Martínez Figueroa, "De 'ruinas' y 'antigüedades': valoraciones
en torno a los vestigios arqueológicos del México prehispánico (1862­
1867)". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2006).
Quienes han incursionado en la cuestión de la arqueología durante
el siglo xix han sido en su mayoría profesionales de esta disciplina, pre-
CAP. V. ESTADO DE LA CUESTION 5 3
ocupados más por la génesis y desarrollo de la propia arqueología como
ciencia, que por resaltar el significado que tuvo en su momento el inte­
rés por las "ruinas" y "antigüedades". La historia de la arqueología se ha
ocupado poco, hasta ahora, del valor cultural y simbólico que tuvieron
los primeros proyectos arqueológicos.
Los pocos historiadores que se han topado con la arqueología del si­
glo xix lo han hecho gracias al estudio de otros temas, es decir, de manera
indirecta, y estos trabajos se reducen a artículos en publicaciones periódi­
cas o ponencias en mesas redondas o coloquios. Contados son los casos
que se enfocan, de manera concreta, al estudio de la arqueología y mucho
menos, los que lo abordan durante el Segundo Imperio. De igual forma,
los estudios que dan cuenta de las acciones que se llevaron a cabo en
materia de protección y recuperación de los vestigios prehispánicos
en épocas pasadas, no se proponen analizar qué había detrás de este inte­
rés: ¿por qué se preocuparon gobiernos y particulares en promover in­
vestigaciones sobre "ruinas" y "antigüedades"?
Para reforzar lo anterior, es necesario hacer un balance historio-
gráfico, aunque sea breve, para que se tenga una ¡dea más clara de las
perspectivas tan variadas desde las cuales se ha investigado el tema ar­
queológico, así como para dejar constancia de que la historia de la arqueo­
logía durante el siglo xix es una especie de rompecabezas que aún no es
armado en su totalidad. Sirva esta revisión, de igual modo, para cono­
cer ciertos textos que podrían auxiliar de manera especial el desarrollo de
este proyecto de tesis.
Para acercarnos a la valoración de los vestigios prehispánicos duran­
te el Segundo Imperio y hacer un balance de hasta qué punto se han
estudiado estos temas, es conveniente apelar a dos tipos de obras. Las
primeras, tienen que ver con nuestra temática, pero se encuentran orien­
tadas hacia otras temporalidades y lugares. Las segundas se refieren a la
historia de la arqueología en México, pero de manera muy general, ya
que el periodo que se aborda en esta tesis ha sido poco trabajado.
Dentro del primer grupo planteado arriba, resultan de especial inte­
rés obras que se ocupan de la valoración europea y trabajos de rescate de
"ruinas" y "antigüedades" en Grecia y Egipto. Entre ellas, me gustaría des­
tacar primero la que lleva por título Los primeros viajeros a Grecia y el ideal
helénico, escrita por David Constantine (1989). En este estudio, el autor se
plantea dos propósitos principales: por un lado, presentar a las figuras
europeas más importantes que viajaron a Grecia durante el siglo xvm y
que escribieron sus impresiones; por otro, definir y discutir la idea de Gre­
cia sostenida por los mismos viajeros, pero también por hombres de le­
tras que nunca realizaron ese viaje. Constantine estructura su estudio
alrededor de la vida y la obra de los distintos personajes que participaron
¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
de este interés por Grecia. Para ello analiza, entre otros aspectos, su am­
biente familiar, desarrollo profesional, intereses, motivos para realizar el
viaje, patrocinadores y, por supuesto, sus testimonios escritos de la trave­
sía. Se trata de un estudio muy interesante y completo que, a pesar de no
orientarse específicamente a la arqueología, nos da indicios del estado
que guardaba esta disciplina durante el siglo xvm; asimismo, proporciona
ejemplos que nos ayudan a entender cómo los distintos actores que par­
ticiparon en este renovado interés por Grecia, valoraron e interpretaron
los vestigios arqueológicos de acuerdo con sus preocupaciones y necesi­
dades específicas.
Por lo que toca a las obras interesadas en los viajes y valoración eu­
ropea del antiguo Egipto, me interesa destacar de manera muy especial
tres libros: Redescubrimiento del antiguo Egipto. Artistas y viajeros del siglo
xix, escrito por Peter A. Clayton (1985); El descubrimiento del antiguo Egipto,
de Alberto Siliotti (1998), y El saqueo del Nilo. Ladrones de tumbas, turistas y
arqueólogos en Egipto, de Bran Fagan (2005). Considerando que la activi­
dad de rescate de vestigios arqueológicos en Egipto fue un antecedente
básico para la labor que los extranjeros llevaron a cabo en México duran­
te el Segundo Imperio, el balance detallado de la manera en que viajeros
de distintas nacionalidades se trasladaron a Egipto y de sus motivaciones
cobra especial relevancia.
Otra publicación que amerita una consideración especial en esta
propuesta de investigación es la titulada Los viajeros franceses en busca del
Perú antiguo (1821-1914), obra de Pascal Riviale, publicada en 1996, como
resultado de su tesis doctoral. Este trabajo puede considerarse una pieza
clave para el estudio de la arqueología americana por su proyección tem­
poral (abarca todo un siglo), así como por el manejo de fuentes (el mate­
rial de archivo que presenta es muy vasto) y por la manera en que se
encuentra estructurada. La obra gira alrededor del análisis de los orígenes
y desarrollo de la investigación arqueológica en Perú e intenta esclarecer
aspectos sociológicos, ideológicos e institucionales de ese fenómeno.
Por otro lado, presenta un panorama de la discusión americanista en Eu­
ropa y de cómo, en el marco de los debates en torno al origen y desarro­
llo del hombre americano, la arqueología alimentó esa discusión.
Un trabajo más que resulta significativo para los fines del presente
proyecto es En busca de los mayas. Los primeros arqueólogos, de Robert L.
Brunhouse (1989). Esta obra estudia a aquellos hombres que allanaron el
terreno de la arqueología en México y lo cultivaron a lo largo del siglo xix.
Brunhouse califica a estos individuos de "precursores" y presenta su labor
como primaria, porque estos primeros arqueólogos ingresaron en u cam­
po de investigación que no se había trabajado antes; porque, de alguna
manera, eran sólo aficionados al rescate de vestigios antiguos, pues al no
CAP. V. ESTADO DE LA CUESTIÓN 5 5
ser la arqueología ni una ciencia ni una profesión, carecían de una prepa­
ración formal para su trabajo; porque no tenían metodología bien defini­
da; porque provenían de distintos países y ámbitos profesionales (eran
sacerdotes, abogados, artistas, militares, etc.); y porque la mayoría inter­
pretaría los vestigios prehispánicos a partir de un bagaje de conocimien­
tos sobre la antigüedad clásica. Brunhouse, Interesado en destacar los
aspectos particulares de cada Individuo, estructura su estudio a partir de
cada uno de ellos y nos presenta, para cada caso, su biografía, el contexto
histórico en el que se desenvolvió, el porqué de su interés por los vesti­
glos arqueológicos del área maya, los sitios que trabajó, la trascendencia
de sus investigaciones, etcétera.
Para concluir con la revisión de este primer tipo de obras dedicadas
al estudio del rescate de vestigios arqueológicos en temporalidades y
lugares alejados del México del Segundo Imperio, habría que decir que
éstas constituyen trabajos fundamentales para entender los valores y
preocupaciones europeas que se encontraban tras los trabajos arqueoló­
gicos, tanto de la antigüedad clásica, como del nuevo mundo. En térmi­
nos metodológicos, las obras referidas dan cuenta de las posibilidades
que ofrece el estudio de las instituciones, revistas y personalidades para
la comprensión del complejo proceso de valorización y rescate de vesti­
gios arqueológicos. Finalmente, cabe destacar que gracias a estas obras
pudimos conocer la riqueza de las fuentes que existen para hacer una
indagación como la que ellas llevaron a cabo, las cuales van desde el
documento de archivo hasta las imágenes.
Con respecto al segundo tipo de obras de interés para este proyecto,
es decir, las que se refieren a la historia de la arqueología en México, la
variedad es grande; sin embargo, mencionaremos aquí los que pueden
considerarse clásicos en el estudio de la materia. Tal es el caso del libro
Historia de la arqueología en México, escrito por Ignacio Bernal y editado
por primera vez en 1979. Con este trabajo, el arqueólogo incursiona en el
campo del historiador y se constituye efectivamente, y hasta hoy en día,
en referente obligado de la historia de la arqueología mexicana. El otro
gran libro obligado para este tema, publicado en 1987, es La antropología
en México: panorama histórico, coordinado por Carlos García Mora y for­
mado por 12 volúmenes. Ésta es una de las obras que más aportaciones
ha hecho en el campo de la historia de esta ciencia en México.
La obra coordinada por García Mora fue realizada por el INAH y
reúne el esfuerzo de alrededor de 300 antropólogos, tanto nacionales
com o extranjeros, com prom etidos con el estudio de las actividades an­
tropológicas realizadas en México desde la época colonial hasta los años
ochenta del siglo xx. La obra se encuentra formada por nueve partes;
aunque en todas ellas podemos encontrar informaciones interesantes en
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
torno a la arqueología mexicana, la primera es la que nos orienta de una
manera más significativa. En esta primera parte se reseña el desarrollo de
la antropología durante cada una de las etapas históricas por las que ha
atravesado la sociedad mexicana. Vale la pena aclarar que el propósito de
la obra es el estudio de la ciencia antropológica en general, y no sólo
de la arqueología, por eso se ocupa también de la lingüística, la etnolo­
gía, la antropología física y demás disciplinas asociadas.
El arqueólogo Eduardo Matos Moctezuma también ha incursiona-
do en estos terrenos con su obra Breve historia de la arqueología en Méxi­
co (1992). El autor nos lleva en rápido recorrido por largas centurias de
historia, desde la época prehispánica hasta el siglo xx. Por este camino
1rata de explicar cóm o, en cada etapa de la historia del país, la socie­
dad se interesó en conocer el pasado de los pueblos que le precedieron
y cómo este afán de conocimiento podía deberse a causas diferentes y
profundas. Entre estas causas considera la necesidad de legitimación a
partir de la creación de lazos (reales o ficticios) con sociedades más anti­
guas, como sucedió en la época prehispánica; la necesidad de entender
la historia y costumbres de un pueblo conquistado para someterlo me­
jor, como en la colonia; y el recurso al pasado como medio de liberación
en contra de quien ostenta el poder, como en el México independiente.
Esta valoración es de interés, aunque el libro es una síntesis un tanto
apretada.
En los meses de noviembre a diciembre de 2001, apareció en la re­
vista Arqueología Mexicana una nueva serie titulada "Historia de la ar­
queología en México”, coordinada por el mismo Eduardo Matos y
Leonardo López Luján. Los autores dividieron el trabajo en siete entregas,
las cuales abarcan desde el origen de la curiosidad del hombre por las
"antigüedades", sus usos y sus fines, hasta el estudio sistemático de los
diferentes vestigios de nuestro pasado, que deriva en la disciplina llama­
da arqueología. Los periodos y temas que se manejan comprenden des­
de la época prehispánica hasta el año 2000.
Con motivo de la exposición "Descubridores del pasado en Meso-
américa", que se presentó en el Antiguo Colegio de San Ildefonso en el
año 2002, se editó un libro con el mismo nombre, que reúne textos ela­
borados por arqueólogos, antropólogos e historiadores muy reconoci­
dos en los que se discute en torno al quehacer del arqueólogo y los
cambios que su actividad ha sufrido a lo largo del tiempo. En esta obra,
encontramos a especialistas como Beatriz de la Fuente, con un ensayo
sobre la historia de la arqueología olmeca; a Mercedes de la Garza, con un
análisis del trabajo de los arqueólogos mayistas; a Nelly M. Robles, quien
presenta un panorama de la historia de la arqueología mesoamericana a
través de la región oaxaqueña... ya muchos otros autores que hacen sus
CAP. V. ESTADO DE LA CUESTIÓN 5 7
aportaciones sobre los estudios arqueológicos que se han hecho en es­
tos territorios a lo largo del tiempo.
Como se puede observar, la cuestión de la arqueología durante el
Segundo Imperio sólo ha formado parte de obras generales y no se ha
profundizado en ella. A la vez, los estudios que en algún momento la han
tratado no ponen suficiente atención en lo que las "ruinas" y "antigüeda­
des" representaron para los Individuos del momento, en los significados
que les imprimieron, en las utilidades que les dieron...
Lucrecia Infante, "De la escritura al margen a la dirección de empresas
culturales: mujeres en la prensa literaria mexicana del siglo xix (1805­
1907)". Proyecto de tesis de doctorado en Historia, UNAM (2005).
Cabe señalar que, en todas las historias y antologías literarias realiza­
das en la primera mitad del siglo, sólo una o dos llegaron a registrar
-siem pre después de la décima musa-, el nombre (y sólo el nombre) de
no más de tres monjas del siglo xvu Identificadas como "versificadoras";
otras cuatro "escritoras de versos" lograron colarse en el recuento hecho
para el siglo xix y, finalmente, Rosas de la infancia, de la veracruzana María
Enriqueta Camarlllo, fue la única obra firmada por una mujer que se regis­
tró en el siglo xx.1
Tal y como señala Lilia Granillo en su Innovador estudio sobre la
poesía fem enina mexicana del siglo xix, ante dicho recuento parecía fá­
cil suponer que durante casi 300 años, de Sor Juana (xvu) a María Enri­
queta (xx), las m ujeres de este país no habían tenido nada que decir
o, en todo caso, no habían aprendido cóm o hacerlo.2 Sin em bargo,
la veracidad de dicho escenario com enzó a tambalearse a la luz de los
cada vez más numerosos hallazgos que, no por casualidad, en general
hicieron otras mujeres al investigar esta expresión cultural.
Los amplios estudios de la vida conventual en el México colonial rea­
lizados por Josefina Muriel fueron de los primeros en hacer constar la
presencia de una escritura femenina que, aun cuando no estaba estricta­
mente vinculada con la narrativa literaria, daba cuenta de una Insospe­
chada y estrecha relación entre aquellas mujeres y el ejercicio de la tinta
y el papel.3
1Lilia del Carm en Granillo Vázquez, "Escribir com o m ujer entre hom bres, poe­
sía fem enina m exicana del siglo xix", tesis de doctorado en Letras Españolas, FFyL-
UNAM, 2000.
2O p.dt„ pp. 16-18.
3Entre algunos de los más preciados con relación a esta temática: Conventos de mon­
jas en la Nueva España, México, Santiago, 1946: Cultura femenina novohispana, México,
UNAM, 1982
¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
Tiempo después, la creciente y diversa investigación de las publica­
ciones periódicas decimonónicas, así como el estudio de la actividad lite­
raria realizada por los escritores del siglo xix (incluidas sus antologías e
historias de la literatura y la poesía mexicanas, en las que sí aparecían las
mujeres),4 arrojaron a la luz pública una cantidad de firmas femeninas
que sobrepasaba en mucho el escueto registro realizado por el siglo xx.
La voz escrita de las mujeres comenzó entonces a escucharse por
entre los escombros del olvido. Su retorno a este escenario de la historia
trajo también nuevas interrogantes sobre las razones por las que, durante
tanto tiempo, se les había tenido por mancas o mudas. De la falsa pero
fácil idea sobre su nula o escasa apetencia de palabras, se pasó entonces
a la comprensión de los muchos factores que explicaban su prolongada
exclusión de dicha memoria cultural.
De entrada fue preciso aceptar que, al menos en términos generales,
las mujeres estuvieron por mucho tiempo marginadas del acceso a las
llaves del conocimiento: la lectura y la escritura. La explicación central de
dicha prohibición radicaba en la definición cultural de la mujer como un
ser predestinado -por su capacidad biológica- para la procreación y ca­
rente de ánima racional que necesitara expresarse intelectualmente. No
obstante, más de una mujer encontró la manera de ir más allá de aquel
unívoco destino para escuchar, mirar, decir y hacer todo aquello que
-form alm ente- le estaba impedido por su entorno social.
La recuperación de la expresión escrita de las mexicanas se benefició
al acrecentarse el estudio de la prensa periódica del siglo xix, en particular
de las llamadas "publicaciones femeninas", término que retomo para
identificar al conjunto de todas aquellas revistas dirigidas expresamente
a las mujeres.5La primera referencia al respecto data de 1935: Las mexica-
4En particular la obra realizada por José Maria Vigil, Poetisas mexicanas. Siglos xvi, xvu,
xvmy xix, editada en 1893.
5Al igual que en el caso de la "escritura femenina", el uso del término "publicaciones
femeninas" ha sido debatido por diversas estudiosas de la filosofía y la literatura. Algunas
consideran que es indebido porque caracteriza de forma esenclalista la escritura producida
por mujeres (tanto las temáticas atendidas como el estilo y propuesta narrativa en si). En el
terreno concreto de la historia de la prensa, se ha argumentado que dicha categorización es
improcedente, porque aun cuando estas revistas se dirigen a las mujeres, no todas son reali­
zadas por ellas; segundo porque los contenidos reproducen un conjunto de ideas e imagina­
rios de lo "femenino" construido desde una preceptiva masculina. Vid. esta perspectiva en
Arambel Gulñazú y Claire Emilie Martin, Las mujeres toman la palabra. Escritura femenina del
siglo xix en Hispanoamérica, Madrid, Iberoamericana-Vervuert, 2001. Desde mi punto de vista,
y de acuerdo con el propósito planteado en esta investigación, tal discusión es improcedente
puesto que son los creadores de estas publicaciones (mujeres u hombres) quienes así desig­
nan dichos proyectos editoriales. En el mismo sentido, la explicación del significado cultural y
la connotación social de las ideas sobre lo femenino/masculino presente en estas publicacio­
nes debe realizarse mediante la comprensión del contexto histórico en el que se producen
dichos discursos, pero no desde una valoración moral o ideológica contemporánea.
CAP. V. ESTADO DE LA CUESTION 5 9
ñas en el periodismo consiste en un trabajo que, además de sus muchas
imprecisiones y confusiones con respecto a las fechas y nombres de
las publicaciones citadas (a las cuales identificó com o una expresión
temprana del periodismo realizado por mujeres), interpretó el conteni­
do y estilo de la escritura de las mujeres desde una concepción esencia-
lista.6 En otras palabras, sostuvo que ambos aspectos respondían a un
"criterio femenil", es decir, a una manera particular de las mujeres para
observar e interpretar la realidad. Veintidós años después, en 1957, se
produjo el primer acercam iento académico hacia estas publicaciones,
con el breve pero conciso recuento que de ellas hizo Jane Herrick. Aun
cuando este trabajo no desarrolló un criterio de interpretación particu­
lar, sí representó el primer registro confiable de las publicaciones para
mujeres surgidas a lo largo del siglo xix, en especial de sus primeros
cincuenta años.7
Pionera en este trabajo de búsqueda y registro fue también María
del Carm en Ruiz Castañeda, autoridad en el estudio de las publicacio­
nes periódicas decim onónicas y del periodism o m exicano, y quien,
desde los años ochenta del siglo xx, incluyó en sus investigaciones a
las revistas dirigidas a la población fem enina.8 La tesis de Elvira Her­
nández Carballido sobre cuatro revistas fem eninas de la segunda mi­
tad del xix tam bién abrió brecha durante aquella década pues, aun
cuando la autora dirigió su atención a aspectos más del interés de las
ciencias de la com unicación, su investigación fue la primera que
abordó a las publicaciones para m ujeres com o un objeto de estu­
dio en sí.9
Durante la década siguiente, estas revistas fueron estudiadas desde
diferentes ópticas y con diversos propósitos. En la perspectiva de análisis
literario, Ana Rosa Domenella y Nora Pasternac abordaron, entre otras, la
narrativa de escritoras cuya obra había sido publicada por algunas re­
vistas.1
0
6Fort¡no Ibarra de Anda, Las mexicanas en el periodismo, México, Juventa, 1935.
7Jane Herrick, "Periodicals for Women in México during the Nineteenth Century", The
Americas, núm. 14, vol. 2, octubre 1957, pp. 135-144.
8María del Carmen Ruiz Castañeda, “Revistas femeninas (siglo XIX)", México, PIEM-
Colmex, 1984 (manuscrito); "Revistas literarias mexicanas del siglo XIX", Deslinde, núm. 175,
México, 1987.
9Elvira Hernández Carballido, "La prensa femenina en México durante el siglo xix",
tesis de licenciatura en Comunicación, México, Facultad de Ciencias Políticas y Sociales-
UNAM, 1986.
10Nora Pasternac, "El periodismo femenino en el siglo xix: Violetas delAnáhuac", en Ana
Rosa Domenella y Nora Pasternac (coords.), Las voces olvidadas. Antología crítica de narrado­
ras mexicanas nacidas en el siglo xix, México, PIEM-Colmex, 1991.
¿COMO FORMULAR UN PROVECTO DE TESIS?
Otro tipo de acercam iento se produjo con la biografía de colabo­
radoras y directoras de las revistas," y la com pilación de textos iden­
tificados com o antecedentes del fem inism o en M éxico.12 En mi
opinión, la asociación que estos trabajos establecieron entre los tex­
tos seleccionados y el fem inism o no fue del todo acertada. Los cues-
tionam ientos de algunas de las revistas decim onónicas sobre los
estereotipos y m odelos de lo fem enino entonces im perantes deno­
tan, en efecto, una transform ación en la identidad de género, pero no
una dem anda de las im prontas políticas que caracterizaron el surgi­
m iento del fem inism o en occidente durante los años de vida de di­
chas publicaciones.1
3
Más cercanos a esta última apreciación se encuentran otra serle de
trabajos realizados durante los años noventa sobre historia de las muje­
res en México, y en los cuales las publicaciones femeninas del XIX fueron
atendidas tangencial o indirectamente.1
'1Sin embargo, la constante refe-
1
1Los estudios referidos son: Elvira H ernández Carballido, "Dos Violetas del
Anáhuac", en María Esperanza Arenas Fuentes era/., Diez estampas de mujeres mexicanas,
México, DEMAC, 1994; Susana Montero Sánchez, "Laurenana Wright de Kleinhans: pri­
mera perspectiva feminista en la historiografía mexicana", en Jorge Ruedas de la Sema
(coord.), Historiografía de la literatura mexicana, México, UNAM, 1996.
1
2Julia Tuñón y Martha Eva Rocha, EiÁlbum de la mujer. Antología ilustrada de las mexi­
canas, vol. III y IV, México, INAH-CONACULTA, 1991-1993. Incluso en el importante y clásico
texto de Anna Macías, Contra viento y marea. El movimiento feminista en México hasta 1940,
se atribuye un sentido anacrónico al "feminismo" difundido por algunas revistas de mujeres
publicadas durante el porfiriato. Véase la edición realizada por el PUEG-Colmex/CIESAS,
México, 2002.
'3Esta reconsideración sobre la asociación entre las revistas de mujeres del XIX y el
feminismo en México ha sido esbozado por Julia Tuñón en su libro Mujeres en México. Recor­
dando una historia, 2a. ed., México CONACULTA, 1998, así como en su artículo “¿Convenci­
miento o estrategia? Del atrevimiento a la precaución en el primer feminismo mexicano"
(manuscrito). Un trabajo que ilustra la importancia de matizar la delgada línea entre historia
política y cultural de dicho tema: Francine Masiello (comp.), La mujery el espacio público. El
periodismo femenino en la Argentina del siglo xix, Buenos Aires, Feminaria Editora, 1994. Una
nueva lectura al respecto se denota asimismo en algunos de los trabajos más recientes ya
citados, como los de Lourdes Alvarado, por ejemplo.
1
4Entre los que se encuentran: Ana Lau jaiven, "Retablo costumbrista: vida cotidiana y
mujeres durante la primera mitad del siglo xix mexicano", en Regina Hernández Franyuti
(comp.), La Ciudad de México en la primera mitad del siglo xix. Tomo II Gobierno y política. Socie-
da dy cultura, México, Instituto Mora, 1994; "De usos y costumbres: aproximación a la vida
cotidiana de las mujeres en la Ciudad de México (1821-1857)", tesis de maestría en Historia,
México, FFyL-UNAM, 1993; Carmen Ramos Escandón y Ana Lau Jaiven, Mujeres y Revolución
(1900-1917), México, INEHRM, 1993; Verena Radkau, Por la debilidad de nuestro ser. Mujeres
del pueblo en lapazporfiriana, México, CIESAS, 1989 (Cuadernos de la Casa Chata, 168); Ruth
Gabriela Cano Ortega, "De la Escuela Nacional de Altos Estudios a la Facultad de Filosofía y
Letras, 1910-1929. Un proceso de feminización", tesis de doctorado en Historia, México,
FFyL-UNAM, 1996.
CAP. V. ESTADO DE LA CUESTIÓN 6 1
renda de que fueron objeto las confirmó como un valioso testimonio
para la historia de las mujeres en el México decimonónico.1
5
Una última serie de investigaciones recientes ha retomado a las
publicaciones femeninas como un objeto de estudio en sí mismo, ya
vinculándolas con un tópico particular de la estructura social y cultural
del siglo xix (como la educación y el arte), o bien profundizando en di­
versos aspectos de su especificidad dentro del conjunto de la pren­
sa periódica de aquella centuria.16 Esta perspectiva se observa, por
ejemplo, en el estudio de Montserrat Galí sobre la introducción del ro­
manticismo en México durante los primeros cincuenta años del siglo xix,
donde la autora atiende aspectos hasta entonces poco observados
sobre las mujeres como un público lector de suma importancia para el
mercado editorial de aquellos años.
15Ello se aprecia con claridad en el trabajo documental de María de la Luz Parcero,
Condiciones de la mujer en México durante el siglo xix, México, INAH, 1992 (Científica); así como
Ana Lau Jaiven, La nueva ola del feminismo en México, op.clt Carmen Ramos Escandón y Ana
Lau Jaiven, op. cit., México, INEHRM, 1993.
16Entre ellos: María del Carmen Ruiz, "Mujer y literatura en la hemerografía. Revistas
literarias femeninas del siglo xix”, Revista Fuentes Humanísticas, UAM-Azcapotzalco, 1er. Se­
mestre, 1994; Lilia Estela Romo M„ "Revistas femeninas de finales del siglo xix", Revista Fuen­
tes Humanísticas, UAM-Azcapotzalco, 1er. Semestre, 1994; Lucrecia Infante, “Las Mujeres y el
amor en Violetas delAnáhuac (1887-1889)", tesis de licenciatura en Historia, México, FFyL-
UNAM, 1996, "Mujeres y amor en revistas femeninas de la Ciudad de México, 1883-1907",
tesis de maestría en Historia, México, FFyL-UNAM, 2000; "igualdad Intelectual y género en
Violetas del Anáhuac. Periódico literario redactado por Señoras (Ciudad de México, 1887­
1889)", en Gabriela Cano y Georgette José Valenzuela (coords.), Cuatro estudios de género en
el México urbano del siglo xix, PUEG-UNAM, 2001, y "De lectoras y redactoras. Las publicacio­
nes femeninas en México durante el siglo xix", en Belem Clark de Lara y Elisa Speckman
(eds.), La República de las Letras. Asomos a la cultura escrita del México decimonónico (vol. II),
México, UNAM-IIF-IIH, 2005; Alfonso Rodríguez Arias, "Las Hijas delAnáhuac. Ensayo litera­
rio, 1873-1874. Aproximaciones a la historia de la lectura y la escritura en México", tesis de
licenciatura en Historia, México, ENAH, 2001, y "Del Águila Mexicana a La Camella-, revista
de Instrucción y entretenimiento. La presencia de la mujer mexicana como lectora (1823­
1853)”, en Laura Suárez de la Torre (coord.) y Miguel Ángel Castro (ed.), Empresa y cultura en
tinta y papel (1800-1860), México, UNAM/Instituto Mora, 2001; Carmen Ramos Escandón,
"Género e identidad femenina y nacional en ElÁlbum de la Mujer, de Concepción Gimenode
Flaquer", en Belem Clark y Elisa Speckman, op. cit.-, Blanca Rodríguez, “La Lira Chlhuahuense:
1896-1901”, en Rafael Olea (ed.). Literatura mexicana del otro fin de siglo, México, COLMEX,
2001; Flor de María Cruz Baltasar, "El Periódico de las Señoras (1896). Una empresa editorial
hecha por mujeres", tesis de licenciatura en Historia, México, FFyL-UNAM, 2006; Kenya Bello
Baños, "La educación sentimental. Editoras y lectoras porfirianas de la Ciudad de México en
El Periódico de las Señoras (1896)", tesis de maestría en Historia, México, Instituto Mora, 2007;
Janet Ortiz Nieves, "De ángeles del hogar, bachilleras, feministas y prostitutas. Imágenes de
la mujer en textos y publicaciones periódicas (Ciudad de México, 1880-1912)", tesis de licen­
ciatura en Historia, México, FFyL-UNAM, 2005
¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
Una nueva lectura fue inaugurada también por Lourdes Alvarado en
sus estudios sobre la historia del acceso de las mexicanas a la educación
formal o escolarizada. Un aspecto del modo innovador en la reconstruc­
ción de dicho proceso es su interpretación sobre el papel de las pu­
blicaciones femeninas como instancias de educación informal de las
mujeres y espacios primigenios de su expresión pública.1
7
El último estudio a comentar es el ya mencionado de Lilia Granillo
sobre la poesía escrita por las mexicanas en el siglo xix.18 Este trabajo no
sólo documentó la existencia -por lo m enos- de cien mujeres poetas en
dicho periodo, y desarrolló líneas de investigación no im aginadas an­
tes (entre otras, el uso de seudónim os fem eninos por escritores de
fama, o el seguim iento de los posibles casos de plagio de poesía feme­
nina), sino que también reflexionó sobre las implicaciones de la dinámi­
ca de género que, implícita en algunas de las instituciones culturales del
siglo xix (como por ejemplo el canon literario), segregaron el valor Inte­
lectual y artístico de la escritura femenina.
Como se observa, la mayor parte de las investigaciones citadas cen­
tró su atención en las publicaciones femeninas de la segunda mitad del
siglo xix, en particular sus últimas tres décadas (1870-1900). No sin razón,
puesto que la presencia de las mexicanas en la cultura impresa es clara­
mente manifiesta durante dicho periodo. A lo largo de estos años surgen
las primeras publicaciones periódicas escritas por mujeres, su pluma flu­
ye incansable en las páginas de éstas y muchas otras revistas e incluso la
obra de alguna de estas escritoras es publicada por importantes editoria­
les de México y España. La numerosa producción literaria de las mujeres
en dicho periodo ha motivado que, incluso, recientemente, se le bautiza­
ra como "época dorada" de las letras femeninas en México, es decir, como
el m om ento en el cual se produjo una explosión de escritura fem eni­
na, en especial en el género de la poesía.19
1
7Vid. María de Lourdes Alvarado, "Prensa y educación femenina en México en los al­
bores del siglo XIX", en Las raíces de la memoria. América Latina ayery hoy, Barcelona, Uníver-
sitat de Barcelona, 1996; "La prensa como alternativa educativa para las mujeres de principios
del siglo XIX", en Pilar Gonzalbo (coord.), Familia y educación en Iberoamérica, México,
COLMEX, 1999; y La educación superior femenina en el México del siglo XIX. Demanda social y
reto gubernamental, México, Plaza y Valdés/UNAM, 2004. Asimismo, Elizabeth Becerril Guz-
mán, "Educación y condición de la mujer mexicana a través de la prensa (1805-1842)", tesis
de licenciatura en Historia, México, FFyL-UNAM, 2000.
l8Lil¡a Granillo, "Escribir como m ujer...", op. cit.
19Lilla Granillo y Esther Hernández, "De reinas del hogar y de la patria a escritoras
profesionales: la edad de oro de las poetisas mexicanas", en Belem Clark y Elisa Speckman,
op. cit.
Capítulo VI
Hipótesis
L o s p r o b le m a s d e in v e s tig a c ió n s e r e s u e lv e n in d a g a n d o e
in t e r p r e ta n d o s o b r e la b a s e d e h ip ó te s is . L as hipótesis s o n c o n je ­
tu r a s r a z o n a b le s , r e s p u e s ta s p o s ib le s a la s p r e g u n ta s e n u n c ia d a s ,
a lo s p r o b le m a s p la n te a d o s ; s o n in te n to s d e e x p l ic a c ió n q u e s e
u tiliz a n c o m o p u n t o s d e p a r tid a d e u n a a r g u m e n ta c ió n . A sí, la s
h ip ó t e s is s o n p r o p o s i c i o n e s a f ir m a tiv a s o s u p u e s t o s q u e b u s ­
c a r á n c o n f ir m a r s e m e d i a n t e la l o c a liz a c ió n y a n á lis is d e la in ­
f o r m a c ió n p e r t i n e n t e . Y e n t a n t o q u e la i n v e s t ig a c i ó n c o n f ir m a
o m o d if ic a la s h ip ó t e s is , é s ta s h a c e n a v a n z a r e l c o n o c i m ie n to .
U n a h ip ó te s is , p a r a s e r lo , d e b e s e r u n a p r o p u e s t a a p o y a d a
e n c ie r ta s b a s e s . E n p r in c ip io , h a b r á d e s e r c o m p a t i b l e c o n u n
c u e r p o d e c o n o c i m ie n to s , o c u e s ti o n a r lo c o n c ie r to f u n d a m e n ­
to . La h ip ó t e s is c o n s ti tu y e u n s u p u e s t o a c e r c a d e h e c h o s n o
c o n o c i d o s , p e r o p r e s u m i b le s c o n b a s e e n la in f o r m a c ió n d e la
q u e s e d i s p o n e e n el m o m e n to . A h o r a b ie n , to d a h ip ó t e s is
d e b e p o d e r s e r c o n f ir m a d a , m o d i f ic a d a o d e s c a lif ic a d a m e d i a n ­
te lo s p r o c e d i m i e n t o s p r o p i o s d e la in v e s tig a c ió n h is tó r ic a , e s
d e c ir , m e d i a n t e u n a n á lis is r ig u r o s o d e la s f u e n te s .
EJEMPLOS
V I .i. Lise Andries y Laura Suárez de la Torre (coords.), "Edición y
transferencias culturales en el siglo xix. Francia-México". Proyec-
6 3
6 4 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
to co le ctivo de in vestig ació n M éxico-Francia, AN U IES-CO N ACYT-
ECO S, (2007).
El proceso de aculturación de lo escrito y de apropiación de las pala­
bras y de las imágenes implicó, necesariamente, la presencia de actores y
factores responsables de hacer llegar los impresos a las elites del país. La
formación de redes culturales y comerciales fue una característica de los
nuevos tiempos. A partir de ellas, los libreros y editores extranjeros y mexi­
canos favorecieron la llegada y la circulación de las novedades edito­
riales -libros, revistas, almanaques, folletos, periódicos, manuales
escolares, novelas, entre otros-. Los intelectuales mexicanos, en particu­
lar, recibieron estas novedades y supieron aprovecharlas para la concep­
ción y desarrollo de una cultura nacional.
V I.2. Tatlana Carolina Candelario Galicia, "Diversión: educación y crítica. El
teatro y su función social en la Ciudad de México, 1930-1940". Pro­
yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008).
Esta investigación pretende demostrar que el crecimiento de las
masas urbanas en la Ciudad de México, en la década que va de 1930 a
1940, estuvo acompañado de una búsqueda de nuevas formas de diver­
sión, pero también de educación, adoctrinamiento y politización de am­
plios grupos sociales. Propongo probar esta hipótesis a partir del estudio
del teatro en la capital y de su función social en aquellos años. La idea es
mostrar que el teatro adquirió, en esta década, un carácter más popular
en el amplio sentido de la palabra: tanto las carpas y teatros pequeños,
como los grandes recintos -el Palacio de Bellas Artes, por ejem plo- y
salas proporcionadas por las autoridades gubernamentales para las re­
presentaciones de teatro, fueron visitados por miembros de casi todos
los sectores de la sociedad capitalina. Obreros e integrantes de las clases
medias, tanto como personajes ricos y prominentes de la ciudad, visita­
ban asiduamente el teatro. Distintos sectores sociales se divirtieron en
estos espacios y, también, se informaron de los sucesos de actualidad, par­
ticiparon de la política del momento, adquirieron alguna educación lite­
raria y dramática, recibieron e hicieron suyas ideas promovidas desde el
Estado -postulados de la Revolución, valores de higiene y de sobriedad-
se contagiaron de inquietudes acerca de la formación de sindicatos y de
ideas sobre lo que podrían representar los movimientos obreros...
La función social del teatro en esta época, en la Ciudad de México,
propongo, fue la de divertir, pero también la de educar, despertar in­
CAP. VI. HIPÓTESIS 6 5
quietudes de todo tipo y operar como válvula de escape a presiones
sociales. Con el teatro como tema de estudio es posible acercarse a la
fina relación tejida entre Estado y sociedad capitalina en la década de
1930 y dar cuenta de cómo la gente de teatro y su público participaron
entonces, de forma activa, en el proceso de consolidación de la cultura
nacional y popular.
V I.3. María Fernanda García, "Una generación llena de libros: literatura in­
fantil en México a fines del siglo xx. Estudio histórico". Proyecto de
tesis de licenciatura en Historia, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM
(2011).
Lo que me propongo con esta investigación es realizar un estudio
histórico sobre lo que pasó en el mundo editorial mexicano en el periodo
de 1989-1991: ¿qué desató en esos años el crecimiento del mercado del
libro y cuáles fueron los factores que, en ese momento, hicieron del libro
infantil un producto que podía venderse bien? Esto me interesa porque
creo que este periodo contribuye a la formación de lectores por placer,
de niños que leen fuera del ámbito escolar. Mi hipótesis, por tanto, sería
que la edición de literatura infantil en México, a partir de los años 1989­
1991, fue un negocio editorial, pero también logró construir y darle fuer­
za a la idea del niño como un lector más allá de los espacios escolares.
Quiero concentrar mi estudio en la labor de editoriales que se dedi­
caron a producir libros con contenidos literarios, y no tanto libros educa­
tivos o de actividades recreativas (recortar, pegar, dibujar, etc.). Centraré
mi atención en los autores, en los editores y en sus destinatarios: los ni­
ños de entonces. Autores y editores son quienes conciben un texto y lo
transforman en un libro destinado a un niño; quienes lo forman, dise­
ñan, corrigen y distribuyen; quienes definen líneas editoriales, temáticas
y tabús; quienes lo promueven como un producto que educa y también
que dará ganancias. Por su parte, los lectores, más allá de la cadena de
producción y distribución editorial, son los receptores, son quienes usan
los textos y conservan algunas de sus líneas el resto de su vida. Tengo
un especial interés por darle voz a los usuarios de los libros infantiles de
esos años, a la generación de chicos y chicas que tuvo la oportunidad
de acercarse a aquellas ediciones desde pequeños; quiero saber qué
les gustaba y por qué, quién les daba los libros, cuáles eran sus favori­
to s... ¿Qué factores influyeron en su acercamiento al libro, más allá de
las políticas de las casas editoriales? Posiblemente la escuela misma,
con sus ferias del libros; ciertamente también los núcleos familiares.
6 6 ¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
V I.4 . Amanda Úrsula Torres Freyermuth, 'Tutelaje indígena. Ideas, dis­
curso y prácticas en torno al indio chiapaneco en el tránsito de la
colonia a la Primera República". Proyecto de tesis de maestría en
Historia, Instituto Mora (2008).
La Constitución de Cádiz, promulgada en 1812, así como la declara­
ción de independencia de España -de México y de Chiapas- decretaron
la igualdad de todos los individuos ante la ley. Aunque algunos sectores
de la sociedad mantuvieron sus fueros, como la Iglesia y la milicia, la
población indígena desapareció, jurídicamente hablando. El indio se
convirtió en un ciudadano más, en un mexicano más, en otro chiapa­
neco común y corriente, sin diferenciación de derechos.
La desaparición de esta figura jurídica, consecuentemente, dio fin a
la propiedad comunal de la tierra y a las llamadas repúblicas de Indios, lo
que implicó no sólo que los Individuos que las componían accedieran a
derechos políticos, sino que desapareciera de un plumazo la institución
y la forma de tenencia de la tierra que habían asegurado su privilegio.
Esta desaparición jurídica obliga a preguntarse cómo es que se dio
ese cambio en un espacio como el de Chiapas, pues éste fue el único
territorio que tuvo la oportunidad de elegir su destino conforme a los
Intereses de los grupos de poder local. Éste es un punto importante
para estudiar este territorio pues, a diferencia del resto de los estados
de la federación mexicana, Chiapas tuvo un proceso de transición distin­
to, único. Única también era esta provincia por sus características: rica
en recursos naturales y hum anos, atrasada económicamente, pero,
sobre todo, eminentemente indígena: para 1814, había en Chiapas 20
Indios porcada español.
La figura jurídica del indio sufrió un cambio de estatus con el cons­
titucionalismo hispano: desapareció su tutela y es reconocido como
ciudadano, con los mismos derechos y obligaciones que el resto de los
individuos que componían la sociedad. Con ello desaparecieron las insti­
tuciones que velaban por su privilegio como menor. Chiapas poseía una
población mayorltarlamente Indígena, lo que supone que este giro en
su estatus jurídico implicó grandes cambios al interior de la provincia.
En este sentido, es de suma importancia comprender cómo se dio este
cambio, cuál fue el tránsito que vivió la figura del Indio chiapaneco (jurí­
dica y discursivamente) de la colonia a la Primera República mexicana.
Como una contribución en esta dirección, la investigación propues­
ta pretende entender, en particular, cómo pensaban y actuaban los
grupos de poder frente a la población indígena en Chiapas durante
los primeros años que siguieron a la independencia de México. Se bus­
ca analizar la cultura política de la élite que definió los temas del debate
CAP. VI. HIPOTESIS 6 7
político, condujo en una dirección a la opinión pública y tomó decisio­
nes que incidieron en la estructura del sistema político chiapaneco; se
propone dilucidar la concepción que tenian las élites locales sobre el
indígena, lo que ayudará a explicarnos mejor las condiciones de vida de
este sujeto en la coyuntura de transición chiapaneca. Así, este proyecto
está animado por preguntas como: ¿cuáles eran las ideas que predomi­
naban respecto al indio y las prácticas de convivencia entre población
india y ladina? ¿Cuál era la política del gobierno local respecto a los pue­
blos de indios y qué tipo de participación política tuvo este sector de la
sociedad? ¿Qué leyes incidieron en la desaparición o conservación de
este sujeto, antes jurídicamente diferenciado, y en qué términos se defi­
nió su ciudadanía? ¿Tras la independencia de España, se mantuvo el
tradicional tutelaje indígena en Chiapas? Y frente a estos cuestionamien-
tos, se propone la siguiente hipótesis central: a pesar de que el estatus
jurídico del indio cambió con la revolución liberal y con la indepen­
dencia, y a pesar de que se formuló todo un discurso en torno a su
aniquilación cultural -dando lugar al surgimiento del ciudadano-, se ge­
neraron las condiciones necesarias para que el indio chiapaneco si­
guiera teniendo el estatus de minoría de edad y se le negó el ejercicio
de los derechos políticos adquiridos con el nuevo orden político.
V I.5. Ana Cecilia M ontiel O ntiveros, "La im prenta de María Fernández de
Jáuregui: testigo y protagonista de los cam bios en la cultura Im presa
durante el periodo 1801-1817". Proyecto de tesis de doctorado en
Am érica Latina Contem poránea, Universidad Com plutense de Madrid/
Instituto U niversitario de Investigación Ortega y G asset (2005).
La actividad de las imprentas de la Ciudad de México durante las
primeras dos décadas del siglo xix, que son las dos últimas del régimen
español, muestran justamente toda la complejidad del periodo, dejan­
do ver la práctica del sistema colonial, pero también las rupturas más
significativas, con éste. La publicación de El Diario de México, por ejem­
plo, es reveladora en este sentido, pues su presencia en el panorama
cultural del momento abre el debate de problemas sociales, con la in­
tención de reformar las costumbres y la moral de la población y, al mis­
mo tiempo, conserva su carácter de periódico literario. Las imprentas
establecidas en la Ciudad de México y sus respectivos dueños son parte
importante en este proceso por el papel que desempeñaron en tanto
mediadores culturales y agentes de cambio.
En los textos que salieron de sus prensas podemos apreciar caracte­
rísticas netamente coloniales, así como las fisuras ideológico-políticas
¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
que terminaron por resquebrajar el régimen colonial. En este sentido,
cobra importancia el estudio de la oficina de María Fernández de
Jáuregui, la cual fue la más productiva en el periodo 1800-1817. Su acti­
vidad como tal comenzó en 1801, justo con la llegada del siglo xix, y ter­
minó en 1815 -año en el que fallece la propietaria-. Estos 15 años de
prolífica actividad coinciden con los años en que inició el movimiento
que transformaría a la Nueva España en una nación independiente: Méxi­
co. Por tal razón, apreciar la actividad editorial de esta imprenta es una
buena ventana para mirar el escenario entre finales de una época y otra.
La importancia de los impresos en tanto factores de cambio políti­
co y cultural se convierte en la hipótesis principal de esta tesis. Como
señala Alfredo Ávila, "nadie niega la importancia de las ideas en el pro­
ceso de independencia de México. Incluso, para muchos autores, ha
sido su causa principal".1 Por lo mismo, con esta Investigación pre­
tendo mostrar la producción editorial de la Imprenta de María Fernán­
dez de Jáuregui y la circulación de saberes, así como conocer a través de
qué medios circularon, cuál fue su forma material y cuáles las prácticas
de sociabilidad que permitieron su apropiación.
1Alfredo Ávila, “Interpretaciones recientes en la historia del pensamiento de la eman­
cipación”, en Alfredo Ávila y Virginia Guedea, La Independencia de México. Temas e interpre­
taciones recientes, México, UNAM, 2007, p. 17.
Capítulo VII
Objetivos de la
investigación
A l c o m e n z a r u n a in v e s tig a c ió n e s c o n v e n i e n t e t e n e r c la r o s
la in t e n c i ó n c o n q u e s e e m p r e n d e y e l p r o p ó s i t o c o n e l q u e s e
in te r r o g a : e l p a r a q u é s e p r e g u n t a . La d e f in ic ió n d e la s m e ta s
q u e o r i e n t a n la in v e s tig a c ió n c o n s ti tu y e lo s o b je tiv o s y c o n t r i­
b u y e a d e f in ir la e n r a z ó n d e s u s fin e s .
La in v e s t ig a c i ó n b u s c a a l c a n z a r u n c o n o c i m ie n to m u y p r e ­
c is o s o b r e e l te m a s e le c c io n a d o , p e r o , s o b r e to d o , b u s c a c o n ­
tr i b u ir c o n é l a la m e jo r c o m p r e n s i ó n d e u n f e n ó m e n o o d e u n
p r o c e s o m á s a m p lio ; ta m b ié n p u e d e te n e r la i n t e n c i ó n d e p r o ­
b a r n u e v o s m é t o d o s p a r a a c e r c a r s e c o n m a y o r f in e z a a d e t e r ­
m i n a d o s p r o b le m a s . E s to s p r o p ó s i t o s d e b e n h a c e r s e e x p líc ito s
y p r e s e n t a r s e e n u n o r d e n q u e d é c u e n t a d e s u je r a r q u ía . A sí,
e s c o n v e n i e n t e a p u n t a r e n p r i m e r lu g a r e l o b je tiv o u o b je tiv o s
d e o r d e n g e n e r a l d e la in v e s tig a c ió n , p a r a l u e g o p a s a r a e s p e ­
c ific a r lo s p a r tic u la r e s .
L o s o b je tiv o s g e n e r a le s s o n a q u e llo s q u e g u a r d a n u n a r e la ­
c ió n m á s e s tr e c h a c o n e l p r o b le m a h is tó r ic o p la n te a d o . P o r su
p a r te , lo s p a r tic u la r e s tr a d u c e n la s s u b d iv is io n e s q u e s e v a n h a ­
c i e n d o d e é s te p a r a h a c e r lo m á s m a n e ja b le : s e c o r r e s p o n d e r í a n
c o n e l p r o b le m a d e s m e n u z a d o e n s u s u n id a d e s m á s s im p le s .
E s r e c o m e n d a b l e r e d a c ta r lo s o b je tiv o s c o n v e r b o s e n in fi­
n itiv o ( conocer, com prender, lograr, valorar, cu a n tific a r..
7 0
EJEMPLOS
V II.1. Nayelli Berenice Jacques Peña, "La orden marista frente a la revolu­
ción mexicana. Estrategias de recuperación de una congregación
religiosa después de la lucha armada de 1910-1920". Proyecto de
investigación de licenciatura en Historia, Instituto Mora (2011).
Objetivo general:
• Acercarnos a las estrategias de crecimiento y recuperación de las
congregaciones religiosas en México después de la lucha armada
de 1910-1920 y, de manera muy especial, a la de los hermanos
maristas.
Objetivos particulares:
• Conocer el alcance y actividades de la orden marista en los años
inmediatos al estallido revolucionario de 1910, así como a su
suerte entre 1910 y 1920.
• Identificar los proyectos maristas al término de la lucha armada,
como la reapertura de colegios, y a las exigencias que éstos im­
plicaban, exigencias de orden económico, pero también de cre­
cimiento de la comunidad marista, es decir, de la incorporación
de numerosos jóvenes a la orden.
• Analizar las exigencias y procedimientos para la atracción y
aceptación de nuevos miembros a la orden marista y definir el
perfil deseado por los hermanos maristas para hacer crecer a la
orden.
V II.2. Isabel de León Olivares, "Intelectuales dominicanos frente a la Inter­
vención estadounidense, 1916-1924. Discurso nacionalista y resis­
tencia política". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto
Mora (2010).
Objetivo general:
• Profundizar en el conocimiento de movimientos nacionalistas y
de resistencia frente a la intervención estadounidense en el Cari­
be y, de manera más particular, de respuesta a su ocupación de
República Dominicana de 1916 a 1924.
CAP. VII. OBJETIVOS DE LA INVESTIGACION 7 1
Objetivos particulares:
• Identificar al conjunto de intelectuales dominicanos que escri­
bieron y se movilizaron en contra de la intervención estadouni­
dense en su país y situarlos en su relación con otros sectores de
la sociedad de República Dominicana.
• Analizar la imagen que los intelectuales dominicanos tenían de
los Estados Unidos y de su propio país al iniciar el siglo xx.
• Reconstruir y analizar las acciones políticas concretas de los inte­
lectuales dominicanos contra la intervención estadounidense.
• Analizar el discurso de los intelectuales dominicanos contra el
dominio norteamericano en el Caribe y, en especial, contra su
ocupación de la isla en 1916.
• Seguir el discurso nacionalista de los intelectuales dominicanos
durante el siglo xix y valorar sus cambios de cara a la intervención
norteamericana de principios del siglo xx.
• Identificar y analizar los puntos de contacto entre el discurso na­
cionalista de los intelectuales dominicanos de principios del si­
glo xx y los de otros países del Caribe.
V II.3. Luz del Carmen Beltrán Cabrera, "Los Hogal, un ejemplo de Impren­
ta novohlspana en el siglo xvm". Proyecto de tesis de doctorado en
Humanidades. Especialidad en Estudios Históricos, Universidad Au­
tónoma del Estado de México (2011).
Objetivo general:
• Contribuir, a partir de un estudio de caso, al conocimiento del
mundo de los impresores y libreros novohispanos en la Ciudad
de México, durante el siglo xvm. Interesa conocer el tipo de redes
sociales que permiten el surgimiento y desarrollo de casas edito­
riales, así como la distribución de sus impresos.
Objetivos particulares:
• Reconstruir la genealogía familiar de los Hogal, como un primer
paso para acercarme a las redes sociales que les permitieron in-
cursionar en el mundo editorial.
• Identificar el lugar de las mujeres impresoras -m ujeres que, al
quedar viudas, se convertían formalmente en las responsables
de los talleres de sus maridos impresores- en la imprenta de la
familia Hogal.
7 2 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
• Seguir la actividad de la imprenta de la familia Hogal, en la Ciu­
dad de México, durante el siglo xvm: su producción y canales de
distribución de sus impresos.
• Identificar las redes institucionales, profesionales, intelectuales y
políticas formadas por los Hogal que favorecieron su desarrollo
como impresores y libreros.
• Situar a la imprenta de los Hogal en relación con relación a otras
casas editoriales de su época en la propia Ciudad de México.
• Analizar el significado de las relaciones familiares, sociales, polí­
ticas y económicas para el mundo de impresores y libreros de la
Ciudad de México, en el siglo xvm, a partir del caso de la imprenta
de los Hogal.
V II.4. Laura Beatriz Moreno Rodríguez, "Exilio y vigilancia en México. Nica­
ragüenses antisomocistas en la mirada de la policía secreta, 1937­
1947". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora
(2010).
Objetivo general:
• Contribuir al conocimiento de las formas en que los gobiernos
mexicanos han acogido y tratado a los exiliados latinoamerica­
nos en el siglo xx, a partir del estudio de sus políticas frente a los
nicaragüenses que se refugiaron en México entre 1937 y 1947.
Objetivos particulares:
• Analizar el contexto en el cual tuvo lugar la salida de opositores
políticos nicaragüenses de su país y su llegada a México.
• Dar seguimiento a las presiones del gobierno de Nicaragua sobre
el mexicano por ejercer un control sobre los exiliados nicara­
güenses.
• Mostrar la política mexicana de vigilancia llevada a cabo durante
los gobiernos de Lázaro Cárdenas y Manuel Ávila Camacho respec­
to de los exiliados centroamericanos que residieron en México.
Analizar el significado que la Junta Interamericana de Defensa
de 1942 tuvo para México, como uno de los elementos que po­
dría explicar el trato de la policía política mexicana hacia los
refugiados políticos nicaragüenses en México.
• Valorar la importancia para el gobierno mexicano de las redes de
refugiados centroamericanos en México y, en especial, de las del
CAP. VII. OBJETIVOS DE LA INVESTIGACIÓN 7 3
exilio nicaragüense, y estimar el significado de los recursos desti­
nados a su vigilancia y control.
VII.5. Mario V. Santiago Jiménez, "La ultraderecha mexicana: Movimiento
Universitario de Renovadora Orientación (MURO), 1970-1976". Pro­
yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010).
Objetivo general:
• Evidenciar, mediante el estudio de la actividad del MURO duran­
te el sexenio de Luis Echeverría, que la ultraderecha mexicana
no sólo es contingente sino producto de un proceso histórico
donde convergen elem entos como un nacionalismo muy par­
ticular, un catolicismo a ultranza, una defensa de privilegios de
clase e incluso una visión racial de la sociedad.
Objetivos particulares:
• Determinar el papel que desempeñó una parte del sector empre­
sarial en el desarrollo del MURO durante el periodo 1970-1976.
• Establecer el papel que desempeñó la Iglesia católica en el des­
arrollo del MURO durante el periodo 1970-1976.
• Delimitar el perfil de los integrantes del MURO durante el perio­
do 1970-1976.
• Describir la relación del Estado, a través de sus órganos de segu­
ridad, con el MURO en el periodo 1970-1976.
VII.6 . Fausta Gantús (coord.), "Hacia una historia de las prácticas electora­
les en México. Siglo xix". Proyecto colectivo de investigación, Insti­
tuto Mora (2011).
Objetivos generales y particulares:
• El objetivo central de esta investigación es lograr una mejor
comprensión de las prácticas electorales del México del siglo xix,
de su dinámica, alcances y significados. Sobre la base de un
conjunto de estudios de caso y privilegiando el análisis de la
mecánica electoral, la presente investigación tiene como mira
un acercamiento sistemático a los procesos de construcción y
ajustes de una de las instituciones liberales más importantes: la
institución electoral.
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
En función de este objetivo central, la investigación atenderá a los
siguientes objetivos particulares:
• Profundizar en el estudio de las prácticas electorales en diversas
épocas y regiones del México decimonónico, en los tres niveles
de gobierno: el municipal, el estatal y el federal.
• Analizar los procesos electorales en los ámbitos municipal y re­
gional, espacios en donde se organizaban las elecciones para los
tres niveles de gobierno.
• Conocer las diferencias en los procesos electorales entre los re­
gím enes federalistas y los centralistas, así com o entre los sis­
temas instituidos antes de la Constitución de 1857 y el que de
ella derivó.
• Analizar la legislación electoral y sus reformas como una de las
referencias a partir de la cual se organiza el juego político-electo­
ral; seguir prácticas electorales y exigencias sociales que llevaron
a ajustes normativos y redefiniciones de la institución electoral.
• Identificar las formas en que participaban los ciudadanos en las
elecciones primarias y analizar su significado, particularmente, el
acto mismo de votar; hacer lo propio con las elecciones secunda­
rias y las de tercer grado, cuando las hubo.
• Seguir la participación de los electores en los consejos distritales
y analizar su lugar en las negociaciones políticas a nivel regional
y nacional.
• Identificar la composición social de los universos de votantes en
diferentes momentos del siglo; analizar la participación de los di­
ferentes grupos sociales en los procesos electorales.
• Identificar formas y mecanismos de movilización de votantes
(clientelas, coerción, campañas de opinión, organización de clu­
b e s...) en busca de la naturaleza de la relación entre votantes,
electores y candidatos a puestos de elección popular.
• Identificar formas de control en el ámbito electoral y su relación
con las redes de control social; identificar a los principales acto­
res en los procesos electorales y sus redes de influencia y control
social.
• Identificar la presencia de irregularidades en los procesos electo­
rales: manipulación, malos manejos, fraude, intimidación de vo­
tantes, recurso a la violencia. Indagar denuncias y procesos
judiciales derivados de estas denuncias. Analizar el significado de
la corrupción electoral.
• Indagar acerca de la existencia o no de com petición electoral.
CAP. VII. OBJETIVOS DE LA INVESTIGACION 7 5
Indagar los niveles de abstencionismo y explorar el significado
de los resultados electorales.
Identificar continuidades y cambios a nivel de la dinámica y prác­
ticas electorales a lo largo del siglo.
Identificar los m omentos históricos más significativos en el si­
glo xix respecto a la cuestión electoral.
Capítulo VIII
Propuesta
metodológica
La in v e s tig a c ió n c ie n tífic a o b lig a a r e c o r r e r u n c a m in o ló g ic o
e n b ú s q u e d a d e l c o n o c i m ie n to y d e s u c o m u n ic a c ió n . E s te c a ­
m in o e s lo q u e c o n o c e m o s c o m o m é to d o . T o d a s la s d is c ip lin a s
h a n id o d e s a r r o ll a n d o s u s p r o p io s m é to d o s , s e g ú n s u o b je to d e
e s tu d io y e l tip o d e p r o b le m a s q u e s e h a n id o p la n te a n d o .
D e e s ta m a n e r a , u n rnétodo e s u n p r o c e d i m i e n t o p a r a tr a ta r
u n p r o b l e m a o u n c o n j u n to d e p r o b le m a s e s p e c íf ic o s . R e m ite
a la s o r ie n t a c i o n e s , p a s o s , té c n ic a s , in s tr u m e n to s a n a lític o s , r e ­
c u r s o s y p r e c a u c i o n e s q u e h a n d e a t e n d e r s e e n u n p r o c e s o d e
in v e s t ig a c i ó n p a r a r e u n i r y e x a m i n a r lo s d a to s , p o n e r a p r u e b a
u n c o n ju n to d e h ip ó te s is y a lc a n z a r lo s o b je tiv o s p r o p u e s to s . U n
m é t o d o c o n s t i t u y e , e n t o n c e s , u n a f o r m a e s p e c i a l d e t r a b a ­
ja r, e s d e c ir, d e o b s e r v a r la r e a lid a d d e s d e u n a c ie r ta d is ta n c ia y
c o n d e t e r m in a d o s m e d io s , a p a r tir d e lo s c u a le s s e b u s c a o f r e c e r
u n c o n o c i m i e n t o lo m á s c e r t e r o y o b je tiv o p o s ib le .
La in v e s tig a c ió n h is tó r ic a s e r e a liz a c o n b a s e e n d o c u m e n ­
to s o f u e n te s h is tó ric a s y a p e l a n d o a la h e r m e n é u tic a : al “a r te ” d e
i n t e r p r e t a r te x to s , r e g is tr o s g r á f ic o s y , e n g e n e r a l, te s t im o n i o s
d e l p a s a d o h u m a n o . P e r o si b i e n la h e r m e n é u t i c a im p lic a el
m a n e jo d e c ie r ta s r e g la s e in s tr u m e n to s d e tr a b a jo y , d e s d e l u e ­
g o , e x ig e u n a a c titu d c rític a f r e n te a la s f u e n te s , e x is te n p r o c e ­
d im ie n to s y h e r r a m ie n ta s e s p e c íf ic a s p a r a a c e r c a r s e a d if e r e n te s
p e r io d o s , f e n ó m e n o s y p r o c e s o s h is tó ric o s . E sta e s p e c if ic id a d e s tá
d a d a p o r e l c a m p o d e la h is to ria e n e l q u e s e m u e v e la in v e s tig a ­
c ió n y, s o b r e to d o , p o r la n a tu ra le z a d e lo s p ro b le m a s p la n te a d o s .
7 7
7 8 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
L a d e f in i c ió n d e la p a r t e m e t o d o l ó g i c a d e t o d o p r o y e c t o
d e in v e s t ig a c i ó n t i e n e q u e v e r c o n d e c i s i o n e s te ó r ic a s , e s d e ­
c ir, c o n c u e r p o s d e id e a s q u e p r o p o n e n u n a i n t e r p r e t a c i ó n d e
la ló g ic a y s e n t i d o d e u n c i e r to g r u p o d e h e c h o s , p r o c e s o s o
f e n ó m e n o s . E n e l c a s o d e la i n v e s t ig a c i ó n h is tó r ic a , lo s m é t o ­
d o s g u a r d a n u n a r e la c ió n d ir e c ta c o n c o m p l e j o s d e id e a s a c e r ­
c a d e la c o n d u c t a h u m a n a y d e la s in s ti t u c i o n e s s o c ia le s . Y
d ic h o s c o m p le jo s , c o m o to d a te o r ía , s e a r ti c u la n e n t o r n o a u n
c o n j u n t o d e c o n c e p t o s r e l a c i o n a d o s e n t r e sí. D e e s ta m a n e r a ,
u n a in v e s t ig a c i ó n p u e d e d is c u t ir s u s p o s i c i o n e s te ó r i c a s d e
m a n e r a m á s o m e n o s a b i e r ta , p e r o é s ta s s e h a r á n s i e m p r e p r e ­
s e n t e s a p a r ti r d e la s e l e c c i ó n d e lo s c o n c e p t o s c o n q u e d ir ig e
s u s a n á lis is .*
A sí, t o d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n d e b e e s p e c if ic a r y e s ­
c l a r e c e r lo s c o n c e p t o s c l a v e q u e g u i a r á n s u s b ú s q u e d a s , la
o r g a n i z a c i ó n d e s u s d a t o s y s u i n t e r p r e t a c i ó n . L o s c o n c e p t o s
s o n , p r e c is a m e n te , la s d e f in ic io n e s , la s p r e s c r ip c io n e s d e lo q u e
d e b e s e r o b s e r v a d o y q u e , c o n a u x ilio d e té c n ic a s d e in v e s tig a ­
c ió n p e r tin e n te s - s e m á n t ic a s , c u a n tita tiv a s , c a r t o g r á f ic a s ...- , p e r ­
m ite n id e n tif ic a r , s e le c c io n a r , o r g a n iz a r y s e p a r a r m e n ta lm e n te
la s p r o p i e d a d e s d e l o b j e t o d e e s tu d i o ; p e r m i t e n d is c r im in a r ,
m a n e ja r , c la sific a r, e s tu d ia r , r e p r e s e n ta r , c o m p a r a r ... C o n c e p to s
c o m o id e n tid a d , c la s e s o c ia l, id e o lo g ía , r e s is te n c ia , o p in i ó n p ú ­
b lic a , p o r e je m p lo , s o n n o c i o n e s a n a lític a s q u e u n p r o y e c t o d e
in v e s tig a c ió n d e b e d e f in ir d e e n tr a d a .
La d e s c r i p c i ó n d e l m é t o d o o m é t o d o s p o r s e g u ir c o m p r e n ­
d e la p r e s e n t a c i ó n d e la m a n e r a e n q u e s e p r o c e d e r á a l a n á l i ­
s is d e u n d e t e r m i n a d o ti p o d e d o c u m e n t o s o f u e n te s h is tó r ic a s
y la s té c n ic a s e n q u e h a b r á d e a p o y a r s e . E s te p r o c e d e r in c lu ir á
la f o r m a y o r d e n e n q u e h a b r á d e h a c e r s e la r e c o l e c c i ó n y s is ­
te m a ti z a c i ó n d e la in f o r m a c ió n p e r t i n e n t e , a s í c o m o la d e f in i­
c i ó n c la r a y p r e c i s a d e lo s c o n c e p t o s c la v e a lo s q u e s e a p e l a r á
p a r a s u a n á lis is . T a m b ié n h a b r á d e c o n s i d e r a r e l m o d o e n q u e
s e p r e s e n t a r á n lo s r e s u lt a d o s d e la in v e s tig a c ió n .
* E n e l c a m p o d e la s C ie n c ia s S o c ia le s , e s ta s d e c is io n e s te ó r ic a s s o n p r e s e n t a ­
d a s , a v e c e s , b a jo e l títu lo d e “m a r c o te ó r i c o ”.
CAP. VIII. PROPUESTA METODOLÓGICA 7 9
El a c e r c a m ie n to a e s tu d io s q u e s e h a n o c u p a d o , d e m a n e r a
e x ito s a , d e p r o b l e m a s h is tó r i c o s a n á l o g o s , p u e d e s e r la b a s e
p a r a e n c o n tr a r la m e to d o lo g ía m á s a d e c u a d a p a r a a t e n d e r al p r o ­
b le m a d e in v e s tig a c ió n p la n te a d o . La re v is ió n d e tr a b a jo s re a li­
z a d o s e n e l m a r c o d e o tr o s c a m p o s d e l c o n o c im ie n to a y u d a r á a
e n r iq u e c e r la p r o p u e s ta m e to d o ló g ic a , p u e s la c o m u n ic a c ió n c o n
o tra s d is c ip lin a s a m p lía el p a n o r a m a d e la in v e s tig a c ió n c ie n tífic a .
EJEMPLOS
V III.1. Kenya Bello, "La educación sentimental: editoras y lectoras porfi-
rianas de la Ciudad de México en El Periódico de las Señoras, 1896".
Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2007).
Cuando nació, mi interés por el tema sólo se alimentaba de los
trabajos de historia de la lectura que se habían realizado tanto en
México como en otras partes del mundo. Pero conforme fui avanzan­
do en la elaboración de este proyecto, era cada vez más evidente que
no llegaría a ninguna parte si no incorporaba debates historiográficos
e investigaciones relacionadas con la historia de las mujeres. Y no sólo
porque la mayor parte de las contribuciones que se han realizado so­
bre los procesos que propongo caracterizar en esta investigación per­
tenecen a ese campo, sino porque comprendí que sólo así sería
posible reconstruir parte del horizonte comunicativo en el que emer­
gió el semanario El Periódico de las Señoras, que constituye mi objeto
de estudio.
En consecuencia, la historia de la lectura es el punto de partida y
me baso en su propuesta de que estudiar objetos impresos consiste
en explicar los motivos y los objetivos que tuvieron los productores al
crear un texto determinado. Mi apuesta consiste en entender qué sig­
nificó leer en el pasado, asumiendo la idea de que las formas en que
las personas representan al mundo alimentan las practicas y las es­
tructuras que le dan sentido a ese mismo mundo. Las representacio­
nes pueden pensarse como las coacciones y convenciones que
delimitan lo que es posible pensar, decir o hacer, constituyen símbo­
los orientadores que guían la acción de los individuos. Por su parte, las
prácticas pueden entenderse, en el sentido marxista de praxis, com o
la actividad hum ana que crea el mundo y al hacerlo materializa y re­
80 ¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
produce dichos símbolos orientadores. No existen prácticas sin repre­
sentaciones, en la realidad están mezcladas, es el historiador quien las
separa a posteriori para tratar de entender la forma en que actuaron y
pensaron los hombres y mujeres de otras épocas.
Un ejemplo de lo anterior que podrá ofrecer el estudio que pro­
pongo es la práctica impulsada por el romanticismo decim onónico
de separar las lecturas en función del sexo. La representación que
guía dicha práctica es la noción de que hombres y mujeres poseen
naturalezas distintas, los primeros son racionales y las segundas emo­
cionales, por lo cual no deben leer las mismas cosas ni participar en las
mismas actividades. Lo significativo es que dichas prácticas y repre­
sentaciones muestran algunos aspectos de cómo se dio la interacción
entre hombres y mujeres. De ahí que el nivel de las representaciones
sea uno de los lentes con los que habré de observar El Periódico de las
Señoras.
Otro de los lentes que retomaré para observar el semanario será
la distinción utilizada por la historiadora estadounidense Elizabeth
Eisenstein entre público y audiencia, pues me permitirá diferenciar
entre las representaciones que guiaron la actividad editorial de sus
redactoras y los resultados que efectivamente alcanzaron, al tiempo
que me ayudará a entender con mayor precisión cómo se vincularon
ambos factores con las lecturas que se encuentran en sus páginas.
No sólo utilizaré estos enfoques, sino que me adentraré en la
investigación retomando las aportaciones realizadas por algunos
historiadores e historiadoras mexicanos al estudio de las prácticas de
lectura. Partiré del reconocimiento de que las historias de la edición,
de la lectura y de lo escrito son relativamente nuevas en M éxico ya
que recién, a finales de los años ochenta, empezaron a realizarse
trabajos cuya finalidad era entender cómo, a través del estudio de la
lectura y de lo impreso, de sus formas y agentes de producción, al
igual que de sus usos, se puede llegar a conocer más acerca de las
representaciones culturales y las relaciones sociales de una época.
V III.2. Fausta Gantús (coord.), "Hacia una historia de las prácticas elec­
torales en México. Siglo xix". Proyecto colectivo de investigación,
Instituto Mora (2011).
Preocupado por una mejor comprensión de la racionalidad po­
lítica de la época, el proyecto atenderá a la forma en que se organi­
zaban las elecciones y las prácticas que acom pañaban el proceso
CAP. VIII. PROPUESTA METODOLÓGICA 8 1
electoral. El análisis de estas prácticas está obligado con la revisión del
marco legal electoral y, de manera muy importante, con el análisis de
la estructura social. Se trabajará de manera principal con archivos lo­
cales y regionales: se habrán de analizar división de distritos, padrones
electorales, relaciones de empadronadores y casilleros; también pa­
quetes electorales, actas de sesiones de colegios y recursos de incon­
formidad para poder identificar la naturaleza de los procesos electorales
y su transformación, desentrañar su sentido y su significado. Por este
camino será posible identificar momentos de avance o retroceso en
los procesos deformación de la representación nacional, estatal y mu­
nicipal, procesos de fortalecimiento de la ciudadanía y formación de
una representación "popular" frente a la formación de cacicazgos y
prácticas clientelares. interesa identificar momentos clave del siglo en
que se crea, ensaya y reforma la institución electoral hasta alcanzar for­
mas que le permiten manejar procesos cada vez más incluyentes.
V III.3. Claudia Ximena Montes de Oca Icaza, "La transformación del espa­
cio de los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca
entre 1854-1928". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Institu­
to Mora (2008).
El presente proyecto se interesa por el estudio de los cambios y
permanencias de dos poblados que, entre 1854 y 1928, eran periféri­
cos a la Ciudad de México: Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochiman­
ca. La investigación se propone analizar la transformación de un
espacio que, con el paso del tiempo, por su ubicación, se incorporó a
la Ciudad de México; un espacio habitado por pobladores que tuvie­
ron que dejar a un lado su actividad rural para participar de la urbana.
La forma en que se propone realizar el estudio de estas poblacio­
nes que de manera relativamente rápida pasaron a formar parte del
conglomerado urbano que hoy conocemos -la transformación urbana
le tomó a la Ciudad de México siglos, pero a los pueblos de Tlacoque­
mécatl y San Lorenzo Xochimanca, este proceso les tomó menos de
cien años-, opta por un camino inverso a la manera en que, en general,
ha sido abordado. Efectivamente, más que hacer su historia como parte
de una ciudad que crece imparable, devorando todo lo que hay a su
paso, me interesa acercarme a Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochiman­
ca como entidades autónomas, que mediante diversos procesos -tanto
Internos como externos-, y por la acción de determinados agentes ur­
banos, sufrieron cambios que afectaron sus estructuras tradicionales.
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
Desde luego que el análisis de su transformación desde dentro
no puede obviar el de su relación con la Ciudad de México. De he­
cho, nos serviremos de un par de conceptos analíticos que hacen
referencia directa a esta relación: el de "periferia" y el de "suburbio".
Efectivamente, a estas pequeñas poblaciones, como las que me pro­
pongo estudiar, inevitablem ente relacionadas de cerca con una gran
urbe, se les identifica como "periferia". Es importante advertir que el
concepto de periferia tiene una connotación que puede ir mucho
más allá de una definición espacial, pues ha sido utilizado, también,
para referir subdesarrollo, dependencia y pobreza de las zonas ru­
rales en los alrededores de las ciudades (y de los países pobres
en relación con aquellos ricos con los que guardan relaciones de
dependencia económ ica). Pero en un sentido más restringido
puede ser usado para designar el lugar hacia donde se da la expan­
sión de la ciudad. De esta manera, periferia urbana implica ambos
fenómenos: dependencia y cam bio.1 Esta última condición es la
que, proponemos, corresponde a los pueblos de Tlacoquem écatl y
San Lorenzo Xochimanca.
El otro concepto de Interés para nuestro análisis, muy ligado al de
periferia, es el de suburbio. De acuerdo con Sergio Miranda, la palabra
suburbio significa literalmente "más allá de la ciudad" (beyond thecity),
por lo cual, con el término nos podemos referir a cualquier lugar en los
alrededores de una gran ciudad.2 Siguiendo a Miranda, un suburbio
representa ante todo una actitud mental y una conducta económica
y social; constituye toda una creación cultural basada en la estructu­
ra económ ica y en los valores culturales de una clase social determi­
nada -originalmente, de una burguesía que buscaba el bienestar
familiar, alejándose del hacinam iento y de la insalubridad que pri­
vaba en la gran ciudad-. Paralela a esta creación cultural, el subur­
bio respondía también a motivaciones de carácter económico: las
tierras rurales de los alrededores de la ciudad eran menos costosas
que las urbanas, de suerte que los com pradores, con relativam en­
te pocos recursos, las transformaban en lugares habitables, gene­
rando amplios márgenes de ganancia a los inversores.3
A lo largo de este trabajo, haremos uso de otros dos conceptos
que difícilmente podemos separar, uno es el de "espacio urbano" y el
otro el de "espacio rural". Ambos términos se pueden definir a partir de
'Sergio Miranda Pacheco, Tacuboya: de suburbio veraniego a ciudad, México,
UNAM-Instituto de Investigaciones Históricas, 2007 (Serie Historia Moderna y Contem­
poránea, 47), p. 13.
2Idem.
3Idem.
CAP. VIII. PROPUESTA METODOLÓGICA 8 3
algunos rasgos que sugiere Horacio Capel y de los cuales retomaré cin­
co fundamentales: tamaño del poblado, densidad, aspecto del núcleo,
actividad y modo de vida de sus pobladores.4 Así, entiendo como
espacio urbano, un área con límites espaciales definidos, de forma
más o menos regular, con dimensiones no muy extensas, con densi­
dad de población alta, que se concentra en poco espacio y que se
dedica a las actividades fundamentalmente com erciales y de servi­
cios. En contraposición definiríam os al espacio rural como un área
extensa cuyos límites, aunque definidos, tienen una forma Irregular,
su población es escasa y dispersa, y tienen como actividad principal la
agricultura y ganadería. Las diferencias enunciadas conllevan defini­
ciones espaciales particulares, comportamientos distintos y desarro­
llos aislados y paralelos, hasta que la ciudad y sus necesidades se
desbordan... Este desbordamiento provoca transform aciones en la
forma de propiedad -se da una Individualización de la propiedad raíz,
por ejem plo-, además de que el uso que se le da a las tierras poco
a poco deja de ser agropecuario para convertirse en urbano. De estas
propuestas y orientaciones partiremos para la realización de este es­
tudio; incorporaremos a él el análisis cartográfico correspondiente al
estudio de la transformación de un espacio determinado.
1
1Horacio Capel, "La definición de lo urbano", Estudios Geográficos, núm. 138-139
(febrero-mayo 1975), pp. 265-266.
V III.4. Olivia Moreno Gamboa, "Autores novohlspanos del siglo xvm, ¿una
sociedad de letrados?". Proyecto de tesis de doctorado en Historia,
Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2008).
En una revisión de los enfoques que comprende la historia del libro,
Roger Chartier señaló que en el estudio de los autores debía prevale­
cer el método prosopográfico, y que éste debía aspirar al "establecimien­
to de ficheros biobibliográficos que permitan comparar, para un medio
dado, los orígenes familiares, los estudios, las carreras, los estatus confe­
sionales, ideológicos o institucionales de los distintos autores, sean éstos
literatos célebres, periodistas o sucios plumíferos".1
El análisis cuantitativo de los autores novohispanos que este
proyecto de investigación propone se llevará a cabo, precisam en­
te, siguiendo dicha metodología que, a grandes rasgos, consiste en
' Jacques Le Goff, Roger Chartier y Jaques Revel (dirs.), La nueva historia, Bilbao,
Ediciones Mensajero, s/f (Las Enciclopedias del Saber Moderno), p. 393.
84 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
som eter a un grupo de individuos a un conjunto uniform e de pre­
guntas. Em pero, la prosopografía no se reduce a la elección de
"variables significativas" y a la construcción de series o bases de da­
tos; aspira sobre todo al análisis com parativo y a la interpretación
de los datos.2
En mi caso, el cuestionario al que som eteré a los autores esta­
rá determ inado principalm ente por la inform ación que pueda ex­
traer de las portadas de los impresos, transcritas en los repertorios
bibliográficos. Estas portadas, adem ás del título de la obra y el pie
de im prenta, suelen proporcionar valiosos datos biográficos so­
bre los autores.
El tamaño de la población y del corpus bibliográfico que anali­
zaré dependerá del núm ero de autores e im presos consignados
en los repertorios de José Toribio Medina. La serie atenderá los si­
guientes aspectos: estam ento, adscripción institucional, trayectoria
y nivel académico, origen geográfico, lugar de residencia, edad al mo­
mento de publicar la obra y si los autores considerados contaron con
el apoyo de patrocinadores para financiar la impresión de su obra.
Otra serie corresponderá a los textos publicados y recuperará datos
com o lugar y año de edición, si se trata de una reim presión, tra­
ducción o de una obra nueva; form ato del impreso, núm ero de
páginas, lengua y género literario. Cuando las bibliografías no propor­
cionen la información requerida, ésta se buscará en otras fuentes.
Además del análisis cuantitativo de los autores y de su produc­
ción, me interesa acercarm e a algunos de los escritores más prolí-
ficos del periodo, es decir, de los que ejercieron la actividad literaria
de forma regular. Con este propósito haré una revisión general y
balance de sus obras en la Biblioteca Nacional.
2Salvador Albiñana, "Biografía colectiva e historia de las universidades españolas",
en Enrique González y Margarita Menegus (coords.), Historia de las universidades moder­
nas en Hispanoamérica. Métodos y fuentes, México, UNAM-Coordinación de Humanida-
des-CESU, 1995, p. 36.
V I I I .5. José Antonio Maya González, "Salvador Quevedo y Zubleta. De la
escritura errante a la medicina mental en el Manicomio General
La Castañeda, 1859-1935". Proyecto de tesis de maestría en Histo­
ria, Instituto Mora (2010).
Como quien mira el cielo otoñal a mitad de la noche, la vida de los
hombres en el tiempo se extiende como un abanico de estrellas multi
CAR VIII. PROPUESTA METODOLÓGICA 8 5
colores, con tonalidades que hacen brillar a unos cuantos personajes
aunque a otros los empañe el tenue reflejo del olvido. Vidas arraigadas
bajo una extensa constelación de acontecim ientos, fechas, paisa­
jes, memorias o rutina, aquellos hombres y mujeres emergen entre
documentos antiquísimos como parte de una raigambre de eventos
sin aparente cohesión; surgen entre diarios de campo, libros deshoja­
dos e imágenes escondidas entre archivos celosos del tiempo. Hay per­
sonajes que por su luminiscencia acaparan la mirada de los biógrafos y
buscadores de historias y, sin embargo, existen otras vidas que por su
aparente opacidad parecen reclamar al biógrafo un espacio en la me­
moria de la historia mexicana. Entonces, ¿por qué una biografía intelec­
tual? ¿Es atractivo continuar cultivando este género para la historia? La
respuesta es afirmativa, ya que el privilegio de contar una historia de
vida y pensamiento no se reduce a la narración de los hechos, sino a
la comprensión vivida de una experiencia con el mundo, la bio-grafía,
como la vida misma, no encuentra límites en los terrenos de la histo­
ria. Por lo tanto, ¿es posible entender una época a través de la mirada
de un sólo hombre? ¿Se puede comprender la vida de un hombre co­
bijado por los brazos de una época?
La historia, nos recuerda Thomas Carlyle, es la "esencia de innume­
rables biografías"1que se tejen a través de acontecimientos variables y
llanuras socioculturales. Desde esta perspectiva, los "hombres excep­
cionales" han sido, a lo largo del tiempo, agentes y productores de la
historia humana, hombres que por sus cualidades intelectuales y
gracia virtuosa heredaron a las páginas del mundo el nombre, la obra
y el pensamiento. No es un problema trataraquí el porqué y bajo qué
estrategias se tejieron las grandes "gestas humanas"; no obstante, es­
tos hom bres de pensam iento no son resultado de su devoción
solitaria al ejercicio erudito, ni m ucho m enos caballeros "inm acu­
lados" que, por sus poderes "sobre dotados" y "personalidad arro­
lladora", construyeron los cimientos de una cultura cualquiera a partir
de su presencia en el mundo.2 La historia social y cultural ha estableci­
do que todos los hombres son producto del tiempo y de la sociedad
en que vivieron, sus vidas y pensamientos no pueden ser tratados sin
ese marco social, político y cultural en que se produjeron sus ideas y
sistemas de pensamiento.3 Incursionar en el análisis intelectual de los
'Thom as Carlyle, Biografía, México, UNAM, 2006, p. 16.
2Ver el interesante estudio introductorio sobre el tema de los héroes y la historia,
en Mílada Bazant (coord.). Ni héroes ni villanos. Retrato e imagen de personajes mexicanos
del siglo xix, México, El Colegio Mexiquense/Miguel Ángel Porrúa, 2005.
3Marc Bloch, Apología para la historia o el oficio de historiador, México, FCE, 2006,
pp. 54-58.
¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
hombres nos obliga a reflexionar brevemente sobre las considera­
ciones metodológicas de la biografía intelectual,4con la finalidad de
proporcionar al lector puntos de partida m etodológicos para leer
el presente texto.
La biografía intelectual forma parte del ejercicio mismo de hacer
historia; al escribirse en el presente, nuestra mirada al pasado puede
venir desde múltiples lugares, con renovadas preguntas y diversas
metodologías. Elucidar los pensamientos e ideas de los hombres a
partir de sus obras ha fascinado el quehacer biográfico en los últimos
años. Se ha puesto especial atención en los modos particulares en que
se construyen las ideas a través de las condiciones materiales de su
producción. El historiador francés, Frangois Dosse, lo aclara de esta
m anera:" ... el hombre de pensamiento se da a leer a través de sus
publicaciones y no en sus pormenores''.5 Entiéndase por "se da a
leer" una particular comprensión del sujeto en relación con su obra y
tiempo, una manera de asomarse a los campos de la subjetividad, el
sentido y el contexto social del biografiado. Dosse llama "héroes de
pensamiento" a aquellos hombres que pueden ser "des-cubiertos"
por encima de su producción y que, al mismo tiempo, pueden ocul­
tarse fácilmente entre sus páginas. Reconozcamos la tensión entre
individuo y sociedad. Más aún, las tensiones existentes entre la vida y
la obra. Captar la vida de un individuo o sociedad sigue fascinando a
los historiadores, ae ahí que una de las dificultades en el oficio de his-
torizar la vida sea su inevitable fragmentación, una actitud reductora a
un campo más o menos discernióle y acorde a las información que
proporcione los docum entos a la mano. Esta reducción no im plica­
ría, de ninguna manera, "trivializar" la vida sumergiéndola en unos
cuantos trazos más o menos conectados entre sí. La biografía puede
ser, según Frangois Dosse, "una vía privilegiada" para comprender "los
sueños y angustias de una sociedad en general".5 Es decir, captar la
vida individual representa, al mismo tiempo, un ejercicio de compren­
sión de la sociedad donde se encuentra.
El discurso biográfico no escapa a las determinaciones que im­
pone el presente; en el afán por entender las vidas del pasado, el
4Para una breve valoración metodológica sobre la biografía intelectual, véase
Frangois Dosse, El arte de la biografía. Entre historia y ficción, México, Universidad Ibero-
americana-Departamento de Historia, 2007; Bazant, op. cit.; y el estudio introductorio
de Carlos Marichal y Aimer Granados (comp.), Construcción de las identidades latinoa­
mericanas. Ensayos de historia intelectual siglos xixyxx, México, El Colegio de México-
CEH, 2004
5Op. cit., p. 377.
6Op. cit., p. 15.
CAP. VIII. PROPUESTA METODOLOGICA 8 7
biógrafo exhibe su voluntad de veracidad con el objeto que se rela­
ciona. Como lo apunta Frangois Dosse: "la biografía se ha convertido a
lo largo del tiempo, en un discurso de lo auténtico, y remite a una in­
tención de veracidad de parte del biógrafo, pero la tensión permane­
ce constante entre esta voluntad de verdad y una narración que debe
pasar por la ficción, y que sitúa a la biografía en un espacio, en un
vínculo entre ficción y realidad histórica, en una ficción verdadera".7
La aparente contradicción entre la ficción-verdadera no escapa al
discurso histórico; la tensión entre la realidad y la ficción pasa por los
lindes del discurso. En todo caso, lo que opera en el discurso biográfi­
co es la vocación audaz por restituir la experiencia e ideas en la vida de
un personaje, a través de narraciones "imaginarias" aunque sustenta­
das en las posibilidades que ofrece el documento, son "verdaderas" en
la medida en que producen una imagen de aquello que se Intenta
comprender. En este caso, la biografía intelectual que presento no
pretende describir la verdadera vida de Salvador Quevedo y Zubieta,
mucho menos "heroizar" su experiencia de vida y su relación con las
ideas y el contexto social de manera objetiva; mi intención es tejer
los distintos fragmentos de vida y pensamiento en un discurso media­
namente coherente y con sentido de realidad. La visión de conjunto
que propongo augura una posibilidad en que las tramas sociales en­
tronquen con el desarrollo de sus ideas.
En la historia mexicana, los nombres de Miguel Hidalgo, Anto­
nio López de Santa Anna, Benito Juárez, Maximiliano, Justo Sierra
hasta don Porfirio Díaz, entre algunos personajes del siglo xix, con­
tinúan siendo asolados por un sinfín de biógrafos ansiosos por re­
cup erar sus discursos, las vicisitudes y contrad iccio nes a la luz
del contexto de sus vidas. SI bien todavía se escribe la historia mexi­
cana en tono de "héroes y villanos",8hay muchos ejemplos biográficos
que buscan desnuaar el maniqueísmo histórico que todavía pervive
en nuestra forma de comprender a los hombres del pasado.9
Aquellos que consideramos como los 'grandes hombres" de la his­
toria mexicana de la segunda mitad del siglo xix no fueron, ni por mucho,
los únicos que idearon las gestas políticas y sociales del desarrollo histó­
7Op. cit., p. 16.
8Un buen ejemplo de ello siguen siendo los libros de texto gratuitos a nivel pri­
marla y secundaria.
9Para desnudar a esos personajes de la historia mexicana, y mostrarlos en sus más
amplias contradicciones, un buen ejemplo es el libro colectivo ya citado, Bazant, op. cii.
además se puede consultar el texto también colectivo de Carmen Aguirre Anaya y Al­
berto Carabarín Gracia (eds.), Tras la huella de personajes mexicanos, Puebla, Universidad
Autónoma de Puebla-Instituto de Ciencias Sociales y Humanidades, 2002.
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
rico mexicano, siempre estuvieron acompañados -y muchas veces cobi­
jados- por otros intelectuales, grupos sociales, redes familiares, etc., con
los que compartieron pensamientos e ideas aunque su personalidad y
pensamiento no haya figurado respecto a otros intelectuales.1
0 Muchos
de los pensadores de renombre de la segunda mitad del siglo XIX -ya
sea participando en la construcción del Estado-Nación o en la consolida­
ción de la "identidad nacional"-, fueron "hombres conscientes" de que
su accionar era decisivo para el curso de la historia que vivieron,” por lo
que consideraron indispensable registrar sus ideas y memorias de vida
en libros o en distintas publicaciones de la época. Sea colaborando en
artículos periodísticos, participando en debates políticos o generando
"opinión pública", estos hombres se enfrentaron día a día en acaloradas
disputas en torno a lo que creyeron era mejor para el país. Sus discursos
han sido retomados por un sinnúmero de historiadores para compren­
der el complejo siglo xix mexicano, ora como "testimonio de vida", ora
com o "memoria del país".12 Sin embargo, es pertinente preguntar­
se: ¿cómo es posible reconstruir una vida atravesada por cientos de
vidas, escenarios y acontecimientos? A través de sus obras. Afortunada­
mente nos quedan las letras, los testimonios, las novelas y textos memo-
rísticos con los que podemos aproximarnos a la vida y pensamiento de
Salvador Quevedo y Zubieta (1859-1935). Con los documentos a la
mano, se puede rastrear su personalidad, los años de formación, las in­
quietudes intelectuales y su inserción al ambiente intelectual de la épo­
ca; con esos vestigios podemos ofrecer al lector un trazado maso menos
visible sobre la vida de este personaje porfiriano que experimentó el agi­
tado ambiente político y cultural de los siglos xix y xx mexicanos.
10Después de 1876, surgió en México una nueva generación de "intelectuales"
encaDezados por Justo Sierra que hicieron del positivismo y las ciencias experimentales
una doctrina para el desarrollo científico en México. Esta generación se constituyó
como el "fundamento intelectual" del gobierno de Porfirio Díaz. Sin esta pléyade de
hombres con miras científicas, el "orden y progreso" de la administración de Díaz, no
hubiera sido posible. Charles Hale, La transformación del liberalismo a finales del siglo xix,
México, Vuelta, 1991, pp. 15-16. Estas ideas se analizarán con detenimiento en el capítu­
lo II de la tesis.
1
1Bazant, op.cit., p. 13.
1
2Un buen ejemplo de análisis sobre "literatura testimonial" se encuentra en la obra
de Erika Pañi, acerca del Segundo Imperio, con el que pretende esbozar "la historia de las
historias del imperio”, una suerte de diálogo entre -y con- sus protagonistas, pensado­
res y actores políticos de corte liberal y conservador. Erika Pañi, El Segundo Imperio: pasa­
dos de usos múltiples, México, CIDE/FCE, 2004 (Herramientas para la Historia), p. 23.
Capítulo IX
Presentación de fondos
y fuentes por utilizar
La m a te r ia p r im a d e la in v e s tig a c ió n h is tó r ic a s o n lo s te s ti­
m o n i o s d e l p a s a d o h u m a n o : d o c u m e n t o s m a n u s c r i t o s o im p r e ­
s o s , m o n u m e n t o s , v e s tig io s m a te r ia le s , im á g e n e s , g r a b a c io n e s
d e r a d io y film o g rá fic a s , y to d o tip o d e r e g is tro d e l q u e e l in v e s ­
ti g a d o r p u e d a o b t e n e r in f o r m a c ió n a c e r c a d e la v id a y a c tiv id a d
d e lo s s e r e s h u m a n o s q u e n o s h a n p r e c e d id o . É s ta s s o n la s f u e n ­
te s d e l h i s t o r i a d o r y t o d o p r o y e c t o d e i n v e s t i g a c i ó n d e b e p r e ­
c is a r e l ti p o d e r e g is tr o m á s r ic o y a p r o p i a d o p a r a a c e r c a r s e al
te m a y p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n e n c u e s tió n . H a b r á q u e p o ­
n e r e s p e c ia l a t e n c ió n al o r ig e n y p r o p ó s ito d e lo s te s tim o n io s
d e m o d o d e a s e g u r a r q u e p u e d e n r e s p o n d e r a la o r ie n t a c i ó n d e
la s i n t e r r o g a n t e s p l a n t e a d a s . P a r a e s t o h a b r á q u e c o n s i d e r a r
d e m a n e r a e s p e c i a l la n a t u r a le z a d e la in f o r m a c ió n q u e lo s d if e ­
r e n te s ti p o s d e f u e n t e e s tá n e n p o s ib il id a d e s d e p r o p o r c io n a r .
I d e n tif ic a d o s lo s tip o s d e la s f u e n t e s m á s p e r t i n e n t e s p a r a
p r o b a r la s h ip ó t e s is y a l c a n z a r lo s o b je tiv o s p r o p u e s t o s , e s n e ­
c e s a r io lo c a liz a r f o n d o s a s e q u ib l e s y m a n e ja b le s . H a b r á q u e in ­
d ic a r s u lu g a r e n b ib lio te c a s , h e m e r o te c a s , a r c h iv o s p ú b li c o s o
p r iv a d o s , f o to te c a s , f ilm o te c a s , f o n o te c a s , m u s e o s ... L o s a c e r ­
v o s v irtu a le s , h o y d ía , c o n s titu y e n fu e n te s m u y v a lio s a s q u e c o n v ie ­
n e c o n s id e r a r , si b ie n h a b r á q u e e v a lu a r s ie m p r e su p r o c e d e n c ia y
c o n f ia b ilid a d . T r a tá n d o s e d e te s tim o n io s d e o tr o s tip o s , h a b r á n
d e h a c e r s e r e la c io n e s d e p e r s o n a s p o r e n tre v is ta r , p o r e je m p lo ,
o d e p ie z a s y c o n ju n to s m o n u m e n ta le s id e n tific a d o s , e n el c a s o
q u e a s í s e re q u ie ra .
8 9
9 0 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
U n p r o y e c to d e in v e s tig a c ió n d e b e d e f in ir s u s f u e n te s , p e r o
ta m b ié n f u n d a m e n ta r s u s e le c c ió n , in c lu ir s u d e s c r ip c ió n , v a lo ra r
s u p e r tin e n c ia y lim ita c io n e s , c o n s id e r a r s u e x te n s ió n . C o n fo r m e
s e a v a n c e e n la e la b o r a c ió n d e l p r o y e c to s e r e c o m ie n d a id e n tif i­
c a r la s f u e n te s q u e h a b r á n d e u tiliz a r s e p a r a e la b o r a r c a d a u n o
d e lo s c a p ítu lo s q u e s e c o n s id e r e n e n e l ín d ic e te n ta tiv o . E ste
e j e r c ic i o p e r m i t i r á c o n f i r m a r s i la s f u e n t e s s e l e c c i o n a d a s s o n
a d e c u a d a s y s u f ic ie n te s p a r a c u m p lir c o n lo s o b je tiv o s y e s q u e ­
m a p r o p u e s to s ; ta m b ié n p e r m itirá id e n tif ic a r la s f u e n te s p r in c ip a ­
le s y p r io r iz a r s u re v is ió n al m o m e n to d e e la b o r a r e l c r o n o g r a m a
d e a c tiv id a d e s .
EJEMPLOS
IX . 1. Othón Nava Martínez, "La propuesta cultural del grupo conservadora
través de las páginas de las revistas católicas mexicanas, 1845-1852".
Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2002).
Las fuentes para esta investigación serán las tres primeras revistas
católicas editadas en la Ciudad de México, a saber: El Católico, en tres
tomos, 1845-1847; El Observador Católico, también en tres tomos, 1848­
1850, y El Espectador de México, en cuatro tomos, 1851-1852. Estas tres
revistas cubren el periodo comprendido entre 1845 y 1852 y las podré
consultar en la Hemeroteca Nacional, en donde se resguardan las colec­
ciones completas.
Se seleccionaron estas tres revistas por ser las primeras, pero sobre
todo por ser obra de un mismo grupo de editores motivado por las im­
plicaciones que, en el ámbito de la fidelidad de la sociedad civil hacia la
Iglesia católica, tenían los intentos liberales de formar una sociedad lai­
ca. Estas publicaciones contienen además un discurso bastante explíci­
to en torno al efecto positivo o nocivo de las lecturas en el siglo xix, y sus
editores son el ejemplo de la colaboración entre clérigos y laicos conser­
vadores en defensa de la Iglesia.
La edición de estas revistas creó un nuevo foro en el que los conser­
vadores expresaron sus inquietudes culturales, gracias a lo cual podemos
acceder a sus concepciones acerca de la lectura, de los libros y de los
autores que deberían de servir de base para la formación intelectual y
espiritual de los habitantes del país.
CAP. IX PRESENTACION DE FONDOS 9 1
I X .2. Olivia Paloma Topete Pozas, "Debates sobre la raza y colonización
en México durante el porfiriato". Proyecto de tesis de maestría en
Historia, Instituto Mora (2008).
Las fuentes que emplearemos en esta investigación serán muy di­
versas. Nos basaremos principalmente en la folletería, libros de la época
y, sobre todo, en algunas de las obras más relevantes de los intelectuales
que plantearon vínculos entre la raza y la colonización en México duran­
te el porfiriato. Revisaremos la legislación sobre colonización, referente
que consideramos necesario porque ésta da cuenta de los cambios y
permanencias del proyecto político colonizador. Además, revisaremos el
diario El Colono, que aborda exclusivamente las cuestiones que tenían
que ver con los colonos, las razas más "deseables" para poblar México y
los aspectos agrícolas de las colonias. Utilizaremos también algunas de
las memorias de los secretarios de Fomento durante el siglo xix, ministe­
rio del que dependían los proyectos de colonización.
Los repositorios biblio-hemerográficos que serán consultados para
la realización de esta investigación son: la Biblioteca Nacional de México,
el Fondo Reservado de la Hemeroteca Nacional, el Fondo Basave de la
Biblioteca México, el Fondo Reservado del Instituto de Investigaciones
Históricas y el Fondo Antiguo del Instituto Mora.
I X .3 . Carlos Alberto Ortega, "El ocaso de un impuesto, el diezmo en el
arzobispado de México, 1810-1833". Proyecto de tesis de maestría
en Historia, Instituto Mora (2009).
Los archivos clave para realizar la investigación propuesta son archi­
vos eclesiásticos, los correspondientes al Arzobispado de México.
ACCMM Archivo del Cabildo Catedral Metropolitano de México.
Series docum entales, Colecturías de diezmos, Contaduría,
Haceduría, Actas de Cabildo y Correspondencia
El repositorio documental de las Colecturías de diezmos
consta de 720 libros, 6 legajos y 20 cajas. Los libros de
cuentas que utilizaremos nos proporcionan información
sobre los nombres y propiedades de los causantes del
diezmo, el tipo de producto declarado con sus cantida­
des (agrícola, ganado y sus derivados), los totales y los
precios. También revisaremos los fondos de Contaduría, a
fin de rescatar estados de las cuentas generales y anuales
9 2 ¿COMO FORMULAR UN PROVECTO DE TESIS?
de la recolección y administración de la renta decimal,
y de Haceduría para aproximarnos a la reglamentación
puesta en práctica en la recaudación. En el fondo Actas de
Cabildo, integrado por cien libros que abarcan desde el
año 1536 hasta el de 1978, seguiré las deliberaciones
del cabildo metropolitano en torno a la recaudación y ad­
ministración del diezmo. El quinto fondo que consultaré
es el que contiene la correspondencia entre las colectu­
rías y el cabildo catedral, y las manifestaciones juradas
del colector y del administrador para adentrarnos en las
vicisitudes de la administración del diezmo a nivel territo­
rial, es decir, por colecturías.
AHAM Archivo Histórico del Arzobispado de México
El fondo documental del cabildo catedralicio metropoli­
tano resguardado en el AHAM resulta indispensable para
aproximarnos a la actividad administrativa de la Hacedu­
ría y al comportamiento de la recolección del diezmo en
diferentes diézmatenos. Este fondo está conform ado
por distintos tipos de docum entos: correspondencia
proveniente de las colecturías (tanto de colectores
como de causantes), borradores de oficios y decretos de
los jueces hacedores, escrituras de obligación y finanza
de los colectores, mapas, reglamentos e informes.
AGN Archivo General de la Nación. Serie documental Justicia
Eclesiástica
Esta serie pertenece al ramo de Justicia. Revisaré en espe­
cial expedientes relativos al cobro del diezmo, instruccio­
nes a colectores y certificados de fianzas empleados por
los colectores para garantizar la recaudación de la renta
decimal.
IX .4 . Miguel Ángel Sandoval García, "Apropiación y usos del espacio del
zócalo de Coyoacán. 1900-1954". Proyecto de investigación de li­
cenciatura en Historia, Instituto Mora (2011).
Para abordar el primer punto, que resume el objetivo principal del
proyecto -que se refiere al proceso mediante el cual el Zócalo de Co­
yoacán, antes protagonizado por la parroquia de San Juan Bautista, es
transformado a raíz de una aplicación tardía de las leyes de desamortiza­
ción de los bienes del clero-, usaré casi en su totalidad fuentes primarias
del Archivo Histórico del Arzobispado de México. Más específicamente,
haré uso de seis o siete documentos de primera mano que retratan el
lento proceso de "desprivatización" del Zócalo de Coyoacán, documentos
que contienen estadísticas, correspondencia clerical y laica, y ocursos y
demandas, escritas desde el último decenio del siglo xix hasta 1925. Apo­
yaré mi análisis sobre este proceso de publicitación del espacio en un
conjunto de fotografías localizadas en la Fototeca Nacional (la más anti­
gua es de 1900), que hacen un retrato de ese "bien público" en constante
transformación que es el Zócalo de Coyoacán.
Para conocer la historia de algunas construcciones de la zona, como
la Casa de Cortés, la parroquia de San Juan Bautista y el Jardín del Cente­
nario, testigos de esta publicitación del espacio, me apoyaré en fuentes
secundarias. Me serviré de monografías delegacionales y obras de histo­
riadores que han escrito sobre Coyoacán -por ejemplo, Antonio Pulido
Silva-, así como de documentos del propio Archivo Histórico del Arzobis­
pado de México.
Para abordar el segundo punto, el referido a los usos del Zócalo de
Coyoacán, al espacio abierto a nuevas formas de socialización a partir
de 1921, recurriré a la historia oral. Construiré mis fuentes a partir de entre­
vistas con personas que habitaron allí desde 1940 (entrevistaré a Magda­
lena Samperio Oliver y Blanca Margarita Samperio Oliver, dos de las cinco
hermanas que vivieron en la calle Francisco Sosa núm. 47, y a Germán Al­
fonso García Brlzuela, esposo de la primera, que vivió en Belisario Domín­
guez núm. 88). También utilizaré fotografías, provenientes de archivos
privados y públicos (Fototeca Nacional, especialmente de fotógrafos como
Guillermo Kahlo, Casasola, etc.); y documentos del Archivo Histórico del
Arzobispado de México, que resguarda relatos de festividades y cambios
de poder dentro de la jerarquía eclesiástica en la misma parroquia.
CAP. IX. PRESENTACION DE FONDOS 9 3
IX .5 . José Manuel Alcocer Bernés, "De colegio clerical a colegio liberal: el
Instituto Campechano (1823-1910)", Proyecto de tesis de doctorado
en Historia, Faculta de Filosofía y Letras, UNAM (2011).
Mi investigación se inscribe en los campos de la historia de las insti­
tuciones y de la historia cultural, y coincide con un interés relativamente
reciente de la historiografía mexicana por el estudio, desde esta pers­
pectiva, del proceso educativo mexicano a nivel nacional, regional y lo­
cal. La fuente principal para mi investigación será el propio Archivo del
Instituto Cam pechano, un vasto fondo docum ental prácticamente
inexplorado y muy prometedor. El archivo contiene un mundo de infor­
mación, del que me interesan en especial los expedientes referentes al
¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
largo periodo 1850-1940. Estos expedientes me permitirán una recons­
trucción de la vida y sentido del establecimiento entre el año de su fun­
dación y 1910, fecha en que cerraré mi estudio, pues tras el estallido de
la Revolución el plantel tomó otros rumbos que demandarán investiga­
ciones suplementarias. Asimismo, consultaré los Libros de Actas del Co­
legio de San Miguel de Estrada que abarcan el periodo 1823-1859 y que
me darán la pauta para entender los antecedentes de la institución edu­
cativa campechana.
De manera complementaria, consultaré otros repositorios docu­
mentales: el Archivo General del estado de Campeche, periodo yucate-
co, 1824-1857 y periodo campechano, 1857-1919; el Archivo General
del estado de Yucatán; el Archivo Histórico Municipal de Cam peche, y el
Archivo del Poder Legislativo del Estado de Cam peche. Este conjunto
de archivos, junto con el del Instituto Campechano, me permitirán re­
construir desde planes de estudio -del propio Instituto Campechano y
los establecimientos que le precedieron y explican su nacimiento-, has­
ta las políticas educativas dictadas en Campeche en distintos momen­
tos de su historia, pasando, desde luego, por la vida del Instituto que
constituye mi tema central de estudio.
La hemerografía de la época es también una fuente de consulta
obligada ya que en la prensa periódica consigna disposiciones y activida­
des de la institución educativa. Revisaré periódicos tanto de Mérida como
de Campeche: Boletín de Noticias del Departamento de Campeche, Cam­
peche, 1866-1867; El Constitucional, Mérida, 1858; La Discusión, Campe­
che, 1871 -1877; El Espíritu Público, 1859-1863 y 1867-1870; Las Garantías
Sociales, Mérida, 1855 y 1858; La Nueva Era, Campeche, 1877-1883; Perió­
dico Oficial del estado de Campeche, Campeche, 1865-1866; El Registro Yu-
cateco; Mérida, 1846; El Reproductor Campechano, Campeche, 1844; El
Republicano, Campeche, 1867; La Restauración, Campeche, 1865, y El Voto
Libre, Campeche, 1877. Asimismo, revisaré una amplia bibliografía espe­
cializada en cuestiones de educación y sin dejar de consultar la legislación
del congreso estatal y las leyes que emanaron del poder nacional.
Fundamental será la consulta de una bibliografía especializada. Par­
tiré de los trabajos de Rosalina Ríos Zúñíga, La educación de la colonia a
la república. El Colegio de San Luis Gonzaga, porque gracias a su propues­
ta se podrá visualizar y entender la transición entre el régimen colonial y
el independiente y hacer un paralelo con el fenómeno educativo en
Campeche. Sus otros trabajos, como Formar ciudadanos o ¿Nuevas insti­
tuciones, nuevos saberes?, me permitirán comprender la paulatina trans­
formación de la educación a lo largo del siglo XIX. Tampoco puedo dejar
de mencionar las investigaciones desarrolladas en este campo por Anne
Staples, Pilar Gonzalbo, Lourdes Alvarado y otras propuestas desarrolla-
CAP. IX. PRESENTACIÓN DE FONDOS 9 5
das en el Instituto de Investigaciones Sobre la Universidad y la Edu­
cación (IISUE)-UNAM, que resultarán seguramente cardinales para el
desarrollo de mi trabajo. Asimismo, revisaré la bibliografía más relevan­
te en torno a la historia de la educación local, peninsular y nacional,
para entender la lógica entre la propuesta educativa para el país y la de
Campeche.
IX .6 . Mercedes Alanís Rufino, "Entre la protección y el control. La Benefi­
cencia Pública y las campañas contra la mendicidad en la Ciudad de
México. 1920-1940". Proyecto de tesis presentado para ingresar al
doctorado en Historia, Instituto Mora (2007).
Los fondos documentales de la actividad de la Beneficencia Pública
y sus instituciones se encuentran en el Archivo Histórico de la Secretaría
de Salud (AHSSA). Acervos documentales complementarios se conser­
van en el Archivo General de la Nación (AGN), Archivo Histórico del Dis­
trito Federal (AHDF) y en el Archivo Histórico de la Facultad de Medicina
de la UNAM (AHFM-UNAM). La mayor parte de la documentación iden­
tificada se refiere a las funciones administrativas cotidianas de la Benefi­
cencia Pública y permite seguir su discurso; sin embargo, también
existen expedientes personales de los "asilados", que hacen posible un
acercamiento a las vidas de quienes ingresaron a las instituciones de
beneficencia pública y a lo qué sucedió con ellos.
Buena parte de la documentación que interesa para el estudio pro­
puesto fue generada en las altas esferas del gobierno y se compone de
leyes, decretos, reglamentos, actas de sesiones de diferentes juntas di­
rectivas y disposiciones para la Beneficencia Pública. Otra parte proviene
de los directivos de los establecimientos de la Beneficencia, quienes de­
jaban constancia de su disposición a acatar las medidas de gobierno, y
remitían informes de su gestión y movimientos diarios; también repor­
taban la situación que guardaban los establecimientos y comunicaban
las necesidades de su administración y sus inconformidades.
Además de este papeleo oficial, cada institución de beneficencia
pública generaba cotidianamente registros internos: listas de ingresos y
salidas de internos, expedientes personales de los asilados, gestión de
recursos y balances de gastos. Asimismo, cada una resguardaba regla­
mentos internos, planos, registros de acontecimientos y problemas
internos e, incluso, recortes de periódico con noticias alusivas a las insti­
tuciones de la Beneficencia. En el caso concreto del AHFM-UNAM se
encuentra, también, información administrativa acerca de los médicos
¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
que laboraron en las instituciones de la Beneficencia. Toda esta docu­
mentación resulta fundamental para mi investigación.
Los fondos a trabajar son los siguientes:
• En el AHSSA
Se revisará el fondo Beneficencia Pública:
Sección Dirección General, Serie Actas de Sesión
Sección Dirección General, Serie Diversos
Sección Administración, Serie Inventarios y Estadísticas
Sección Impresos, Serie Publicaciones Periódicas
Sección Establecimientos Hospitalarios, Serie Hospital General
Sección Dirección, Serie Dirección General
Sección Dirección, Serie Junta Directiva
Sección Dirección, Serie Secretaría General
Sección Dirección, Serie Oficialía Mayor
Sección Asistencia, Departamento de Acción Educativa y Social
Sección Asistencia, Dirección General de Asistencia
Sección Asistencia, Estadística
Sección Asistencia, Asilados y alumnos
Sección Establecimientos Educativos, Escuela Hogar Liberación
Se revisarán del fondo Salubridad Pública:
Expedientes del personal
Se revisarán del fondo Consejo de Salubridad General:
Sección Actas de Sesión
Sección Subsecretaría de Salubridad y Asistencia
• En el AGN se revisarán los fondos documentales:
Beneficencia Pública del Distrito Federal
Dirección General de Gobierno
• En el AHDF se revisarán los fondos documentales:
Fondo Cárceles: penitenciaría, expedientes de reos de 1920 a
1940
• En el AHFM-UNAM se revisará el fondo documental
FEMyA de los años de 1920 hasta 1940
CAP. IX. PRESENTACIÓN DE FONDOS 9 7
El fondo principal para esta investigación es el del AHSSA. La docu­
mentación se encuentra clasificada, lo que facilita su consulta y la mayo­
ría de los expedientes fueron escritos en máquina de escribir, cuestión
que facilita su lectura. Considero que la revisión y registro de la docu­
mentación de estos archivos en una base de datos debe llevar cerca de
un año del tiempo total de la investigación.
Aunado a las fuentes archivístlcas se encuentran la legislación, las
Memorias publicadas por la Beneficencia Pública, los boletines y las no­
tas que aparecieron en periódicos como Hoy, Novedades, El Nacional, El
Universal, El Popular, La Prensa y Excélsior. La revisión de este material
puede llevarse a cabo en cuatro meses aproximadamente. El análisis de
estas fuentes se verá complementado con la lectura de fuentes secun­
darias que se encuentran en diferentes bibliotecas y archivos de la
Ciudad de México.
Seguramente me enfrentaré con algunas limitaciones, como algu­
nos vacíos documentales. A pesar de esto, considero que los docum en­
tos brindarán elem entos suficientes para com prender las acciones de
las elites respecto a la cuestión de la mendicidad en la Ciudad de México
para el periodo propuesto.
1
Capítulo X
Esquema o
índice tentativo
P a r te d e la e s tr u c tu r a c ió n m is m a d e u n p r o y e c t o e s la d e f in i­
c ió n d e u n e s q u e m a in ic ia l d e la m a n e r a e n q u e s e p r e s e n ta r á n
lo s r e s u lta d o s d e in v e s tig a c ió n . E s te e s q u e m a f u n c io n a , e n re a li­
d a d , c o m o u n a h ip ó te s is d e tr a b a jo m á s, p u e s c o n s titu y e u n a r e ­
la c ió n o r g a n iz a d a ló g ic a m e n te d e lo s te m a s y s u b te m a s q u e s e
c o n s id e r a n n e c e s a r io s p a r a d a r u n a v is ió n c o m p le ta d e la c u e s ­
tió n e n e s tu d io . C o m o s u c e d e c o n to d a h ip ó te s is , e s m u y p o s i­
b le q u e e s ta p r o p u e s t a s e v a y a m o d if ic a n d o c o n f o r m e a v a n c e la
in v e s tig a c ió n y q u e a s u té r m in o s e h a y a v is to r e e s tr u c tu r a d a d e
m a n e r a im p o r ta n te .
U n e s q u e m a te n ta ti v o t a m b i é n ti e n e la f u n c i ó n d e u n a g u ía .
P e r m i t e ir o r d e n a n d o la i n f o r m a c i ó n c o n f o r m e s e v a h a c i e n ­
d o a c o p i o d e e lla y s is te m a ti z á n d o la p o r p a r te s ; a s im is m o , c a d a
u n a d e s u s s u b d iv is io n e s m a r c a e l m o m e n t o e n q u e e l in v e s ti­
g a d o r d e b e s e n ta r s e a r e d a c ta r e l a p a r t a d o c o r r e s p o n d i e n t e .
E l e s q u e m a d e la in v e s tig a c ió n d e b e e s ta r o r i e n t a d o p o r lo s
o b je tiv o s p r o p u e s to s ; ta m b ié n d e b e r e s p o n d e r a la s e x ig e n c ia s
d e la m e to d o lo g í a s e le c c io n a d a . E n lo q u e to c a a s u f o r m a , p o ­
d r á to m a r la d e u n ín d ic e p r o v is io n a l: u n a lista o e n u m e r a c ió n
b r e v e d e lo s c a p ítu lo s y a p a r t a d o s q u e te n d r á la te sis. C u a n to
m á s d e s a g r e g a d o s e a e l ín d ic e , m a y o r s e rá s u u tilid a d .
La r e v is ió n d e ín d ic e s d e e s t u d i o s s o b r e p r o b l e m a s a n á l o ­
g o s p u e d e s e r m u y s u g e r e n t e p a r a la e l a b o r a c i ó n d e u n e s q u e ­
m a p r o p io .
9 9
EJEMPLOS
X .l . Andrés García, "Un microcosmos llamado Fábrica de Hilados y Teji­
dos de Algodón San José Río Hondo, 1865-1910". Proyecto de tesis
de licenciatura, Facultad de Estudios Superiores de Acatlán-UNAM
(2009).
índice
Introducción
Capítulo I. El mundo de la industria textil en México
Del tallery el obraje a la "protofábrica"
La desaparición de la protofábrica y el progreso de la industria
La fábrica en el Porfiriato: consolidación y auge
La fábrica en el Porfiriato: crisis
Capítulo II. Los dueños de la fábrica
Isidoro de la Torre
Los sucesores
Capítulo III. La fábrica
La fábrica por dentro
El Río Hondo
Producción y comercialización
Capítulo IV. Radiografía social de una comunidad fabril
De molino a fábrica
El arranque de la fábrica
Cambio demográfico y social
Capítulo V. Los obreros
El trabajo
Organización obrera y huelgas
Conclusiones
Archivos y fuentes hemerográficas
Obras consultadas
X .2 . Josaphat Noel Peña Rangel, "La administración hacendaría de Rafael
Mangino, 1830-1832. En busca de un mejor control de los recursos
públicos federales". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Institu­
to Mora (2008).
índice
Introducción
CAP. X. ESQUEMA O ÍNDICE TENTATIVO 101
Capítulo 1. Rafael Mangino, una vida pública en las finanzas de gobierno
1.1. Los orígenes de los Mangino y los Mendívil
1.2. De su nacimiento y su ascenso en la administración (1788-1821)
1.3. De contador trigarante a legislador constituyente (1821-1824)
1.4. De la Contaduría Mayor al Supremo Poder Conservador (1824­
1836)
Capítulo 2. La administración hacendaria, 1700-1829
2.1. Herencia novohispana y guerra de independencia (1700-1821)
2.2. Intentos de organización en el Imperio Mexicano (1821 -1823)
2.3. La organización de la Federación (1824-1829)
Capítulo 3. Rafael Mangino y la administración hacendaria
3.1 Una visión general de la administración hacendaria (1830­
1832)
3.2. Reformas administrativas específicas: tesorería, oficina de rentas
y comisarias
3.3. La Federación en los estados: comisarías y control de recursos
Conclusiones
Bibliografía
X .3 . Olivia Paloma Topete Pozas, "Debates sobre la raza y colonización en
México durante el porfiriato". Proyecto de tesis de maestría en Histo­
ria, Instituto Mora (2008).
índice
Introducción
Capítulo 1. Raza y colonización: 1821-1967
1.1 La idea de raza y la política de colonización durante la primera
mitad del siglo xix
1.2 Raza y colonización durante la segunda mitad del siglo xix: el
Segundo Imperio
Capítulo 2. Raza y colonización: 1876-1910
2.1 El proyecto de colonización durante el porfiriato
2.2 Debates en torno a una mezcla racial "deseable"
2.3 "Colonias indígenas"
Capítulo 3. Fracaso de las políticas colonizadoras y debate en torno al
Impulso de la "raza nacional"
3.1 Francisco Bulnes: "la alimentación de las razas y la verdad sobre
América"
3.2 Luis Wistano Orozco: "capitales y negocios, no hombres, es lo
que debemos traer a México"
3.3 José Covarrubias: el ocaso de las compañías deslindadoras
102 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
3.4 Andrés Molina Enríquez: la zona fundamental de México y el
mestizo como raza nacional
Conclusiones
Fuentes documentales y bibliográficas
X .4 . Claudia Ximena Montes de Oca Icaza, "La transformación del espacio
de los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca entre
1854-1928". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora
(2008).
índice
Introducción
1.- La Ley Lerdo y sus antecedentes
2- La resistencia de las comunidades indígenas frente a la des­
amortización de bienes civiles
3- Formas de propiedad de la tierra y transformaciones de su es­
tructura por efecto de la desamortización de bienes
4 - El espacio de los pueblos
5 - Estudios con aportaciones metodológicas a la investigación
Capítulo I. Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca: dos poblados
periféricos a la Ciudad de México
1.1 El área de estudio: Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca
1.2 La época prehispánica
1.3 De la colonia a las colonias
1.4 Mixcoac y Tacubaya se integran al Distrito Federal
Capítulo II. La desamortización en los pueblos de Tlacoquemécatl y San
Lorenzo Xochimanca
2.1 La propiedad de la tierra en el porfiriato
2.2 La desamortización en los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lo­
renzo Xochimanca
2.3 La denuncia y la resistencia en Tlacoquemécatl y San Lorenzo
Capítu o III. Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca: propiedad de la
tierra y expansión urbana
3.1 La expansión de la Ciudad de México a fines del siglo xix y su
relación con la transformación del espacio de los pueblos de
Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca
3.2 Desarrollo y urbanización de las colonias
3.3 La urbanización en la Colonia Campestre Del Valle
3.4 ¿Qué pasa con Tlacoquem écatl y San Lorenzo Xochim anca?
Conclusiones
CAP. X. ESQUEMA O ÍNDICE TENTATIVO 1 0 3
Fuentes consultadas
Archivos
Bibliografía
X .5 . Francisco Jesús Morales Ramírez, "La recepción de la antlpslquiatría
en algunos sectores de la salud mental en México. 1970-1989". Pro­
yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010).
índice tentativo
Introducción general
CAPÍTULO UNO
Balance crítico de las principales corrientes de la antipsiquiatría en el mundo
1.1 Los orígenes y las particularidades de la antipsiquiatría
1.2 Los logros y limitaciones de la antipsiquiatría
CAPÍTULO DOS
La psiquiatría institucional y la antipsiqulatría en México
2.1 El perfil de la psiquiatría institucional en México
2.2 La posición de la psiquiatría institucional hacia la antipsiquiatría
en México
CAPÍTULO TRES
La recepción de la antipsiquiatría en México
3.1 El perfil de la recepción de la antipsiquiatría en México
La influencia de la antipsiquiatría en el cine mexicano
El boom editorial de obras antipsiquiátricas
Los libros de influencia antipsiquiátrica en México
Las denuncias y las polémicas en la prensa mexicana
Las reuniones académicas
3.2 La recepción de la antipsiquiatría en la psicología y la psiquiatría
en México
El caso de la psicología, María Teresa Dóring y Sylvia Marcos
María Teresa Dóring y la psicología en la UAM-Xochimilco
Sylvia Marcos y la medicina tradicional como alternativa a la
psiquiatría
Mario Campuzano Montoya y la reforma psiquiátrica
Carlos Rodríguez Ajenjo y la crítica hacia la psiquiatría institu­
cional
Consideraciones finales
Referencias y bibliografía
Capítulo XI
Cronograma
de actividades
T o d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n r e q u ie r e d e u n p r o g r a m a d e
a c tiv id a d e s : e s n e c e s a r i o e x p lic ita r la s ta r e a s p o r r e a liz a r p a r a
c u m p lir c o n lo s o b je tiv o s f ija d o s y a t e n d e r a la s p r o p u e s t a s m e ­
to d o ló g ic a s p la n te a d a s . H a y q u e o r d e n a r d ic h a s ta r e a s d e a c u e r ­
d o c o n s u p r i o r i d a d ló g ic a y / o s u g r a d o d e d if ic u lta d , p a r a
d e s p u é s p a s a r a c a le n d a r iz a r la s , e s d e c ir , a d e t e r m in a r e l tie m p o
q u e s e d e d i c a r á a lle v a r a c a b o c a d a u n a d e e lla s . T o d a in v e s ti­
g a c i ó n ti e n e s u s tie m p o s , p e r o e s n e c e s a r io p o d e r p r o g r a m a r y
fija r f e c h a s lím ite p a r a ir c o m p l e t a n d o c a d a u n a d e s u s e ta p a s .
E sta p r o g r a m a c ió n , c o n o c i d a c o m o cronogram a de activida­
des o r u ta c rític a , p e r m i te m e d ir f u e r z a s a n te s d e c o m e n z a r la
in v e s tig a c ió n y a ju s ta r lo s o b je tiv o s p r o p u e s to s a ta r e a s q u e p u e ­
d a n s e r r e a liz a d a s e n e l ti e m p o d e q u e s e d is p o n g a r e a lm e n te .
El c r o n o g r a m a d e b e r á c o n s id e r a r p la z o s r e a le s p a r a : c o m p le ta r
la le c tu r a d e lo s e s c r ito s s o b r e e l te m a y p r o b le m a p la n te a d o ;
e f e c tu a r la r e v is ió n s is te m á tic a y a n á lis is d e la s f u e n te s s e le c c io ­
n a d a s ; e n t r e g a r r e p o r te s d e a v a n c e s d e in v e s tig a c ió n , y r e d a c ta r
c a d a u n o d e lo s c a p ítu lo s q u e f o r m a r á n e l te x to fin a l d e la in ­
v e s tig a c ió n . P e r o d e n i n g u n a m a n e r a d e b e p r e t e n d e r s e c u b r ir
c a d a u n a d e la s e t a p a s a n t e s d e p a s a r a la s ig u ie n te . E n tr e q u i e ­
n e s s e in ic ia n e n la s ta r e a s d e in v e s tig a c ió n s e c r e e , c o n m u c h a
f r e c u e n c ia , q u e p r im e r o d e b e te r m in a r s e la le c tu r a d e b ib l io ­
g ra fía , lu e g o la r e v is ió n d e a r c h iv o y , a l fin a l, d e d i c a r s e a la r e ­
d a c c ió n d e lo s a p a r t a d o s d e la te s is , c o m o si c a d a f a s e p u d ie r a
1 0 5
1 0 6 ¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
r e a liz a r s e c o n d is ta n c ia d e la s o tr a s , te r m in a r s e y n o v o lv e r m á s
s o b r e e lla . P o r e l c o n tra r io , e s p r e c is o p r o g r a m a r la r e a liz a c ió n d e
le c tu r a s d e m a n e r a s im u ltá n e a a la re v is ió n d e f u e n te s y a la r e ­
d a c c i ó n d e a p a r t a d o s o s u b t e m a s d e f in i d o s e n e l ín d i c e d e la
in v e s tig a c ió n . T o d a s e s ta s ta r e a s s e r e tr o a lim e n ta n e n tr e sí.
D e ig u a l m a n e r a , a l p r o g r a m a r la r e d a c c ió n d e lo s c a p ítu lo s
d e b e te n e r s e e n c u e n t a q u e n o e s n e c e s a r i o c o n c lu ir e l p r im e r o
a n te s d e p a s a r a l s e g u n d o ; n i te r m in a r e l s e g u n d o a n te s d e p a ­
s a r a l t e r c e r o ... P u e d e a v a n z a r s e la r e d a c c ió n d e a p a r t a d o s d e
d if e r e n te s c a p ítu lo s , si a s í c o n v i e n e m e to d o ló g i c a m e n te o si a s í
lo d i c t a n la s p o s i b i l i d a d e s d e c o n s u l t a d e la s f u e n t e s . E n g e ­
n e r a l, e s r e c o m e n d a b l e d e ja r la r e d a c c ió n d e i n t r o d u c c ió n a l
fin a l, a la p a r d e la s c o n c lu s io n e s . La in t r o d u c c ió n r e to m a r á lo s
a p a r t a d o s c e n tr a le s d e l p r o p i o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n , y , si
s e r e d a c ta a l fin a l, p o d r á n h a c e r s e to d o s lo s a ju s te s n e c e s a r i o s
a la lu z d e lo s r e s u lt a d o s o b te n id o s .
EJEMPLOS
X I . 1. Andrés García Lázaro, "Los espacios urbanos en N aucalpan de Ju á­
rez, 1960-1990". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto
Mora (2010).
Cronogram a de Actividades
2o. Semestre Enero-Abril Abril-Julio
Lectura intensiva de bibliografía, tanto de
la que versa sobre Naucalpan como
de textos sobre teoría del espacio.
• Revisión hemerográfica, apoyado en la
hemeroteca virtual;
• redacción del primer capítulo de la tesis
y corrección del mismo
3er. Semestre Agosto-Noviembre Noviembre-Diciembre
Consulta de los archivos históricos de
Naucalpan y del Estado de México.
• Nueva y breve revisión de textos que
hablen sobre antropología social;
• comienzo del trabajo de campo en
Naucalpan.
1 0 7
4o. Semestre Enero-Mayo Jumo-Agosto
Recolección y selección de las entrevistas; • Redacción de conclusión e
redacción de los capítulos restantes de la introducción; entrega del trabajo a los
tesis; lectores;
búsqueda e integración al texto de fotos, • nuevas correcciones y trabajo
mapas y planos; concluido.
corrección de los capítulos
correspondientes.
Septiem bre de 2012
Defensa de la tesis
X I . 2. Kenya Bello Baños, "La fam ille nucléaire dans la Bibliothéque du foyer
de Rosa et Bouret. Transferís culturéis entre la France et le M exique
(1824-1920)". Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Escuela de
Altos Estudios en Ciencias Sociales, París (2011).
Cronograma de trabajo julio de 2011-octubre de 2012
(Este cronogram a considera ya sólo los dos últim os años de la elabora­
ción de tesis. Son p rácticam ente los años co rresp ondientes a la redacción
final.)
Mes/año Actividades
Julio 2011 Finalizar la redacción de los dos últimos apartados del primer
capítulo.
Agosto 2011 Iniciar la redacción de los dos primeros apartados del segundo
capítulo y resolver, en la Biblioteca Nacional de Francia, todos los
pendientes de archivo que hayan surgido.
Septiembre 2011 Finalizar la redacción del último apartado del segundo capítulo
Octubre 2011 Iniciar la redacción de los dos primeros apartados del tercer capítulo
y preparar reunión de trabajo con mi director de tesis.
Noviembre 2011 Redacción de los dos últimos apartados del tercer capítulo. Reunión
con mi director de tesis para la evaluación de la primera parte de
la tesis. Inscripción al cuarto año de doctorado y presentación
de mi investigación en el seminario de doctorantes de historia de
la Escuela.
Diciembre 2011 Redacción del cuarto capitulo, que inicia la segunda parte de la tesis.
Viaje a México para acopio de material y resolver pendientes de
archivo.
108
(Continuación.)
Mes/año Actividades
Enero 2012 Redacción del quinto capítulo, que concluye la segunda parte de la
tesis.
Febrero 2012 Reunión con mi director de tesis para evaluar la segunda parte de
la tesis. Iniciar la redacción del sexto capítulo, es decir, la tercera
parte de la tesis.
Marzo 2012 Redacción del séptimo capítulo. Resolver pendientes bibliográficos
y de archivo.
Abril 2012 Redacción del octavo capítulo y relectura del borrador entero de la
tesis.
Mayo 2012 Redacción de introducción y conclusiones. Redacción de un artículo
de síntesis de mi trabajo para publicarlo en una revista mexicana.
Junio 2012 Elaboración de todas las tablas, los gráficos y los anexos de la tesis.
Envío del borrador completo de la tesis a un corrector francófono.
X I . 3 . M ercedes Alanís Rufino, "La Beneficencia Pública (1861-1877). Entre
la protección y el control de m adres desvalidas y de sordom udos".
Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto Mora (2006).
Cronograma de actividades:;
2006 2007
Mor Abi May. Jun. Ju l. Ago. Sept Ocr. N
ov. Ole fnt> feb Mar Abr. May Jun. Jul. A
q
tx
Lectura de textos
metodológicos y teóricos
Lectura de textos
para contexto
histórico
Lectura de fuentes;
legislación
Lectura de fuentes
contemporáneas publicadas
Lectura de fuentes
secundarias
Mes de
reserva
para
lecturas
pendientes
Revisión
de
fuentes
AITO
Revisión defuentes
AHDF
Revisión de fuentes
AHSS
Revisión de fuentes
AGN
Mes de
reserva para
fuentes
archivo
Redacción
capítulo 1
Correcciones
cap. 1
Redacción
capítulo II
Correcciones
cap. II
Redacción
capítulo III
Correcciones
cap. III
Redacción
de
introd. y
conclusión
Revisión
del
borrador
final
• AITO: Aicbivo Ignacio Trigueres Olea
• AHDF: Aichlvo Histórico del Dr.nilo Federal
• AHSS: Archivo Histórico de la Secretaría de Salud
• AGN: Archivo General de la Nación
110 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
X I . 4 . David Adán Vázquez Valenzuela, "M irando atrás: las co m unid ades
m e xica n a s y m e x ic o a m e ric a n a s de Los Á n g e le s a n te la re v o lu ­
ció n m exican a. Su participació n en el flo resm ag o n ism o (1903­
1912)". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto Mora
(2011).
Cronograma de trabajo 2010-2011
(Este cro n o g ram a abarca hasta ag osto de 2012, fecha de en treg a del
borrador final de la Investigación, pero en este ejem plo sólo se incluye lo
planeado para 2010-2011.)
Mes/año
Revisión de
Fuentes Primarias
Revisión de
Material secundario
Redacción de
apartado y capítulos
OCT.
2010 a
ENE.
2011
Homik Bhabha, The Location ofCulture.
Pierre Bourdieu, "L'identité et la
representation", Actes de la Recherche
en Sciences Sociales,
núm. 35.
William Safran y Román Maiz, Identidad
y autogobierno en sociedades
multiculturales.
James Scott, Domination and theArts of
Resistance.
James Scott, Weapons ofthe Weak:
Everyday Forms ofPeasant Resistance.
William Sewell, "A Theory of Structure:
Duality, Agency and Transformation",
American Journal ofSocíology, vol. 90,
núm. 1.
Afinación de la
propuesta teórico-
metodológica
(apartado
correspondiente
de la
introducción).
FEB.
2011
Archivo de la
Secretaria de
Relaciones
Exteriores (A-SRE)
(Legajos, L. E. 919 a
L. E. 920).
Prensa: ios Angeles
Times (en línea)
1900-1906.
Ethel DuffyTurner,
Ricardo Flores
Magón y el Partido
Liberal Mexicano
(1960).
William Deverell, Whitewashed Adobe: the
Rise ofLos Angeles and the Remaking of
its Mexican Past.
EdwardJ. Escobar, “Mexican
Revolutionaries and the Los Angeles
Pólice. Harassment ofthe Partido Liberal
Mexicano Aztlan, a Journal ofChicano
Studies 17, (1986).
Victoria Lerner, "Los exiliados de la
Revolución Mexicana en Estados
Unidos 1910-1940", en Fernando Saúl
y Alanís Enciso (coords.). La comunidad
mexicana en Estados Unidos: aspectos
de su historia.
111
MAR.
2011
Archivo de Ricardo
Flores Magón
en línea (ARFM):
correspondencia
1900-1906.
A-SRE: sobre la toma
magonista de Baja
California.
Archivo de la
Secretaría de la
Defensa Nacional
en línea
(A-SEDENA) sobre
la toma magonista
de Baja California.
Ethel Duffy Turner,
Revolution in Baja
California: Ricardo
Flores Magon's High
Noon.
Wllliam DirkRaar, 'TheDiplom acyof
Suppression. Los Revoltosos, México
and the United States, 1906-1911", The
Hispanic American Historical Review,
num. 56.
Lowell Blaisdell, TheDesertRevolution.
Baja California, 1911.
Marco Antonio Samaniego López, "La
revolución mexicana en Baja California:
maderlsmo, magonismo, filibusterlsmo
y la pequeña revuelta local", Historia
Mexicana, vol. 56, núm. 4.
Richard Griswold del Castillo, 'The
Discredited Revolution: The Magonista
Capture ofTIjuana in 1911", The
Journal ofSan Diego History, vol. 26,
núm. 4.
Agustín Cuevas, Ricardo Flores Magón, la
Baja California y los Estados Unidos.
ABR.
2011
A-SRE (Legajos: L. E.
1245 y L. E. 934).
ARFM:
correspondencia
1906-1912
{sólo cartas a
líderes sindicales
norteamericanos).
Prensa: Regeneración
de 1906 a 1910.
Gregg Andrews, Shoulder to Shoulder?
The American Federation o f Labor,
the United States and the Mexican
Revolution, 1910-1924.
Eduardo Blanquel, "El Anarco-
magonlsmo”, Historia mexicana,
num.13 (1964)
Flarvey A. Levenstein, Labor
Organizations in the United States and
México: A History ofTheir Relations.
William Dirk Raat, 'The First Steps: Chicano
Labor Conflict and Organizing, 1900­
1920", Aztlan: a Journal o f Chicano
Studies, vol. 3.
num. 1 Spring 1972:13-49.
Capítulo IV
MAYV/
JUN.
2011
ARFM:
correspondencia
de de 1906a 1912
(enfocándose en
la toma de Baja
California)
Prensa: Los Angeles
Times de 1906 a
1912.
A-SRE (Legajo: L. E.
929 y ss.)
William Dirk Raat, Revoltosos: Mexico's
Rebels in the United States, 1903-1923.
Charles Wollenberg, "Working on El
Traque: The Pacific Electric Strlke of
1903", Pacific Historical Review,
vol. 42, num. 3.
Javier Torres Pares, La Revolución sin
Fronteras: el Partido Liberal Mexicano
y las relaciones entre el movimiento
obrero de México y el de Estados Unidos,
1900-1923.
Inciso II del
capítulo II
112
(iContinuación.)
Revisión de Revisión de Redacción de
Fuentes Primarias Material secundario apartado y capítutos
JUL.
2011
Prensa: Los Angeles
Herald{en línea)
1900-1912.
ARFM:
correspondencia.
Richard G. del Castillo, The Los Angeles
Barrio, 1850-1890. A Social Fiistory.
Linda B. Hall, "El Refugio: migración
mexicana a los Estados unidos, 1910­
1920", Históricas, enero-abril, 1982.
Douglas Monroy, Rebirth. Mexican Los
Angeles: From the Qreat Migration to the
Qreat Depression.
Ricardo Romo, "La urbanización de los
chícanos a principios del siglo xx", en
David R. Maciel, El México olvidado:
historia del pueblo chicano.
Carey McWilliams, Southern California: an
Island on the Land.
AGO.
2011
Lawrence A. Cardoso, Mexican Emigration
to the United States, 1897-1931.
Mark Wild, Street Meeting: Multiethnic
Neighborhoods in Early Twentieth
Century.
Capítulo 1
SEPT.
2011
ARFM:
correspondencia.
Ward S. Albro, Alwaysa Rebel:Ricardo
Flores Magon and the Mexican
Revolution.
Eduardo Blanquel, Ricardo Flores Mogón y
la Revolución mexicana, y otros ensayos
históricos.
Eugenia Meyer, Conciencia histórica
estadounidense sobre la revolución de
1910.
OCT.
2011
Prensa
estadounidense:
sobre
organizaciones
culturales
mexicanas y
mexicoamericanas.
Rodolfo Acuña, Anything but Mexican.
George Sánchez, Becoming Mexican
American: Ethnicity, Culture and Identity
in Chicano Los Angeles, 1900-1945.
Miguel David Tirado, "Mexican American
Community Political Organization. The
Key to Chicano Political Power", Aztlán.
International Journal o f Chicano Studies
Research, Vol. 1, No. 1 (1970).
Completar
Capítulo II
NOV./
DIC.
2011
Revisión y corrección
de los incisos
y capítulos
redactados hasta el
momento.
CAP. XI. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES 1 1 3
X I.5. Alvaro Rodríguez Luévano, 'Transferencias científicas y culturales
del sistema fotográfico judicial entre Franela y México. 1880-1940".
Proyecto de tesis de doctorado en Historia. Plan de trabajo para es­
tancia de Investigación en Francia, en el marco del Programa de mo­
vilidad del doctorado en Historia, Instituto Mora-Programa de Becas
Mixtas de CONACYT (2011).
P l a n d e t r a ba j o
Estancia de un año en la universidad panteón-sorbona parís 1, francia, para realizar
investigación documental y bibliográfica para la elaboración de tesis
Periodo
Del 7 de
junio al
30 de
septiembre
de 2011
Objetivoi
Realizar
investigación
documental
y
bibliográfica.
Actividades
Consulta de fondos y archivos
documentales:
- Archivo histórico de la
prefectura de policía de la
ciudad de parís (AHPPP).
Entre los fondos a consultar
figura el del servicio de
fotografía antropométrica en
la ciudad de parís.
- Archivos nacionales de franela
(ANF).
Se consultarán los fondos
personales del jefe del
Departamento del Servicio
de Identificación entre 1889 y
1914, y los fondos del Servido
de Identificación Policial.
- Biblioteca Nacional de Francia
(BNF).
Se consultarán documentos
biográficos, hemerogréficos
y fotografías del fondo
reservado.
Resultados esperados
La Información generada de
las consultas a los archivos
y fondos se sistematizará y
se integrarán al primer
cuerpo capitular de la
investigación.
Del 1 de
octubre de
2011 al 6
de junio de
2012
Participar en
seminarios de
investigación.
Participación semanal en
seminarios de investigación
desarrollados en varias
Instituciones universitarias
francesas:
-Sem inarlo de Historia
Social que se imparte en la
Universidad Panteón-Sorbona
Intercambio académico;
reunión de Información
aportada por las sesiones
plenarias; presentación de
avances de la investigación
y recepción de críticas y
comentarios.
1 1 4
(iContinuación.)
Periodo Objetivos Actividades Resultados esperados
París 1 y 4, como parte de
las actividades del Centro de
Historia del Sigloxix.'
- Seminarlos del Centro de
Investigaciones Sociológicas
sobre el Derecho y las
Instituciones Penales
(CESDIP), unidad mixta de
investigación del Centro
Nacional de la Investigación
Científica (CNRS). El programa
de seminarlos se intitula:
Desviacionesy control social:
aproximación interdisciplinaria
de las desviacionesy las
instituciones penales.2
- Seminarlos organizados por el
Laboratorio de Historia Visual
Contemporánea (LHIVIC)3de
la Escuela de Altos Estudios
de Ciencias Sociales (EHESS),
impartido en el Instituto
Nacional de Historia del Arte
(INHA).4
Del 1 de
octubre
de 2011 al
6 de junio
2012
Sistematizar
información:
redactar
apartados de
la tesis.
Organización e integración de
la información recabada en
archivos y de las propuestas
obtenidas en los seminarios
de investigación.
Con la información
recopilada y las ideas
surgidas de los seminarios,
se redactará la primera
parte capitular de la tesis.
Del 15 de
septiembre
de 2011 al
31 de mayo
de 2012
Recibir
asesorías
tutorales.
Evaluar semanalmente la
pertinencia de los contenidos
recabados y establecer
balances con el co-tutor
extranjero y el tutor nacional.
Corregir las dificultades en el
proceso de investigación
y precisar la metodología
para la redacción capitular
de la tesis.
'< http://www.univ-paris1.fr/centres-de-recherche/crhxix/presentation-du-centre/les-activites-de-
recherches-du-centre/>.
2<http//www,cesdip.fr/spip.php?rubrique63>.
3<http://www.lhivic.org/info/enseignement/seminaires-du-lhivic-2010-2011>.
‘ <http://www.inha.fr/>.
Capítulo
Referencias y
bibliografía
A
El r e g is tro d e l m a te r ia l im p r e s o o d ig ita l c o n s u lt a d o - t a n t o
f u e n te s p r im a r ia s c o m o s e c u n d a r i a s - c o n s titu y e la lista d e r e f e ­
r e n c ia s y b ib lio g r a f ía d e u n p r o y e c to o d e u n a in v e s tig a c ió n
te r m in a d a . S u in te g r a c ió n tie n e la f in a lid a d d e d a r c u e n ta , e n u n
a p a r t a d o e s p e c íf ic o , d e la a m p litu d y c a lid a d d e lo s m a te r ia le s
d o c u m e n ta le s c o n s id e r a d o s p a r a s u r e a liz a c ió n . E s te a p a r t a d o
s ig u e n o r m a lm e n te u n o r d e n p r e e s ta b le c id o : p r e s e n ta p r im e r o la
lista d e r e f e r e n c ia s d e a r c h iv o ; e n s e g u n d o lu g a r, la s r e f e r e n c ia s
h e m e r o g r á f ic a s y , al fin a l, la b ib lio g r a f ía p r o p ia m e n te d ic h a , e s
d e c ir, la r e la c ió n d e lo s m a te r ia le s im p r e s o s c o n s u lt a d o s - e s p e ­
c ífic a m e n te lib ro s y a rtíc u lo s .*
E s c o n v e n i e n t e ir a r m a n d o lo s lis ta d o s d e r e f e r e n c ia d o c u ­
m e n ta l y b ib lio g r á f ic a d e s d e q u e s e h a c e n la s p r im e r a s le c tu r a s .
D e s d e lu e g o , e l p r o y e c t o d e b e c o n t e n e r la s f ic h a s b ib lio g r á f ic a s
d e l m a te r ia l y a r e v is a d o . P e r o si b i e n la b ib lio g r a f ía fin a l d e la
in v e s tig a c ió n d e b e r á c o n s id e r a r s ó lo la s r e f e r e n c ia s d e f o n d o s y
te x to s u tiliz a d o s , la d e l p r o y e c t o h a b r á d e in c lu ir ta m b ié n a q u e ­
llo s q u e s e p la n e a r e v is a r p a r a a l c a n z a r lo s o b je tiv o s p l a n t e a ­
b a e s tr u c tu r a d e la s f ic h a s b ib lio g r á f ic a s , a s í c o m o d e la f o r m a d e c ita r d if e ­
r e n t e s ti p o s d e f u e n t e s ( d o c u m e n t o d e a r c h iv o , b ib lio g r a f ía , im á g e n e s , e n tr e v is ta s ,
p u b li c a c io n e s d i g i t a l e s ...) e s d e f in id a p o r la s in s titu c io n e s u n iv e r s it a r i a s e n d o n d e
s e p r e s e n ta u n a te s is , y p o r la s re v is ta s y c a s a s e d it o r i a le s q u e p u b l i c a n lo s r e s u lta ­
d o s d e la in v e s tig a c ió n . E n e l A n e x o 1 s e s u g i e r e u n a s e r ie d e m a n u a l e s c o n p r o ­
p u e s t a s d e f o r m a s d e c ita c ió n .
1 1 5
1 1 6 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS?
d o s . E n e s te s e n tid o , la s r e f e r e n c ia s y b ib lio g r a f ía d e l p r o y e c t o
s o n ta m b ié n u n p r o g r a m a d e le c tu r a s p o r r e a liz a r .
La s e c c i ó n b ib lio g r á f ic a d e e s te a p a r t a d o p u e d e e s t r u c t u r a r ­
s e d e d iv e r s a s m a n e r a s . P u e d e r e u n i r la s r e f e r e n c ia s d e to d a
o b r a c o n s u lt a d a y o r d e n a r l a s e n c il la m e n te p o r o r d e n a lf a b é tic o
d e a u to r . S in e m b a r g o , e s c o n v e n i e n t e q u e s e e s t a b l e z c a u n a
d iv is ió n e n t r e la s f u e n te s p r im a r ia s i m p r e s a s y la s s e c u n d a r i a s .
Y d e n t r o d e e s ta s s u b d iv is io n e s e s p o s i b l e h a c e r to d a v ía o tr a s
m á s : a r tíc u lo s d e p r e n s a , f o lle to s , l i b r o s ... P u e d e n in t e n ta r s e
o tr o s ti p o s d e o r d e n a m i e n t o s , d e p e n d i e n d o d e lo s o b je tiv o s
d e la in v e s tig a c ió n y d e la f o r m a e n q u e r e s u lt e m á s c la r a s u
p r e s e n t a c i ó n t a n to p a r a e l a u t o r c o m o p a r a e l le c to r . P o r e j e m ­
p lo , t r a t á n d o s e d e u n e s t u d i o s o b r e a u t o r e s m u y p r o líf ic o s , la
b ib lio g r a f ía b ie n p o d r ía c o n t e n e r u n a p a r t a d o p a r a lo e s c r ito p o r
e llo s y o tr o p a r a lo e s c r ito s o b r e e llo s ; o , e n e l c a s o d e u n a h is ­
to r ia d e la s id e a s p o lític a s e n c ie r ta é p o c a , p o d r í a in t e n ta r s e
u n a b ib lio g r a f ía q u e c o n s i d e r a r a a l g u n a d iv is ió n p a r a r e g is tr a r
lo e s c r ito d e a c u e r d o c o n d e t e r m i n a d a s t e n d e n c i a s d e p e n s a ­
m ie n to .*
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* L o s e je m p lo s p r e s e n t a n s o l a m e n t e lo s p r i m e r o s 10 títu lo s d e la b ib lio g r a f ía
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NAM , M ad rid , 1997.
Guía de archivos y bibliotecasprivados, 2a. e d ., A so c ia c ió n M e x ic a n a
d e A rc h iv o s y B ib lio te c a s P riv a d o s, M éx ico , 2000.
O so rio R o m e ro , Ig n a c io , Historia de las bibliotecas novohispanas,
D ire c c ió n G e n e ra l d e B ib lio te cas-S E P , M éx ico , 1986.
2. PROPUESTAS DE FORMATO
DE FICHAS DE TRABAJO
La e la b o r a c ió n d e to d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n e x ig e la
le c tu r a d e lib r o s y a r tíc u lo s s o b r e e l te m a q u e s e in v e s tig a y s o ­
b r e p o s ib le s a c e r c a m i e n t o s m e to d o ló g i c o s , a s í c o m o u n a c a la
d e f u e n t e s p r im a r ia s . E s ta r e v is i ó n b ib l io g r á f ic a y d e f u e n t e s
v a a c o m p a ñ a d a , in v a r ia b le m e n te , d e la to m a d e n o ta s d e tr a b a ­
jo . E s c o n v e n i e n te d e f in ir u n a e s tr a te g ia p a r a d a r f o r m a y o r g a ­
n iz a r e s a s n o ta s , d e m o d o d e p o d e r m a n e ja r la s y a p r o v e c h a r d e
la m e jo r m a n e r a la s id e a s y la in f o r m a c ió n lo c a liz a d a s .
R e s u lta r e c o m e n d a b l e e l a b o r a r b r e v e s r e p o r t e s d e le c tu r a
d e lo s a r tíc u lo s y lib ro s q u e s e v a n r e v is a n d o . E s to s r e p o r te s d e ­
b e n c o n t e n e r u n b a l a n c e d e l t e x to r e v is a d o , u n a r e la c ió n d e
s u s p r in c ip a le s p r o p u e s ta s y u n a v a lo r a c ió n d e s u im p o r ta n c ia o
u tilid a d p a r a la in v e s tig a c ió n q u e s e e s tá p r o y e c t a n d o . P e r o , d e
m a n e r a p a r a le la a la p r e p a r a c ió n d e e s to s r e p o r te s , d e b e n to m a r ­
s e n o ta s d e id e a s o in f o r m a c ió n m á s p u n t u a l e s a c e r c a d e l p r o ­
c e s o o f e n ó m e n o e n e s tu d io . A s im is m o , al tr a b a ja r c o n f u e n te s
ANEXOS 1 2 7
p r im a r ia s , s e h a c e in d i s p e n s a b le lle v a r u n r e g is tro c u i d a d o s o d e
lo s d o c u m e n to s lo c a liz a d o s y la in f o r m a c ió n q u e p r o p o r c io n a n .
P a ra e l m a n e jo d e e s ta s n o ta s y r e g is tr o s e s m u y ú til s e r v ir s e d e
f ic h a s d e tr a b a jo .
U n a fic h a d e tr a b a jo r e c u p e r a n o tic ia s e id e a s p r e c is a s d e u ti­
lid a d p a r a e l te m a q u e s e in v e s tig a . E sta in f o r m a c ió n p u e d e r e g is ­
tr a r s e b a jo la fo r m a d e c ita s te x tu a le s o b ie n m e d ia n te p e q u e ñ o s
r e s ú m e n e s . U n a f ic h a d e tr a b a jo ta m b ié n p u e d e s e r a n a lític a y
a d e l a n t a r p o s ib le s i n t e r p r e ta c io n e s d e lo s d o c u m e n t o s lo c a liz a ­
d o s . La in f o r m a c ió n o id e a s c o n t e n id a s e n c a d a f ic h a d e tr a b a jo
s e a c o m p a ñ a n d e la s r e f e r e n c ia s e x a c ta s d e l a r tíc u lo , f o lle to , li­
b r o o d o c u m e n t o d e a r c h iv o d e lo s q u e h a n s id o to m a d a s . D e
e s ta s u e r te , c u a n d o s e u tiliz a n e s a s n o ta s e n la r e d a c c ió n d e l
p r o y e c to , o d e la in v e s tig a c ió n m is m a , s e p o d r á c ita r la f u e n te
c o n e x a c titu d , s in p e r d e r ti e m p o e n b u s c a r la e n n o ta s d is p e r s a s .
E n e l c a s o d e d o c u m e n t o s d e a r c h iv o , e s i n d i s p e n s a b l e r e g is ­
tr a r e n c a d a f ic h a e l n o m b r e d e l a r c h iv o e n q u e s e e n c u e n tr a
r e s g u a r d a d o e l d o c u m e n to . P a r a te x to s c o n s u lt a d o s e n b ib l io te ­
c a , ta m b ié n e s r e c o m e n d a b l e to m a r n o ta d e l n o m b r e d e la b i­
b lio te c a u tiliz a d a . E s to ú ltim o r e s u lta p a r tic u la r m e n te ú til e n el
c a s o d e f o lle te r ía y lib r o s r a ro s .
P o r o tra p a r te , e s im p o r ta n te a s ig n a r u n o o v a rio s d e s c r ip to r e s
a c a d a fic h a , d e m a n e r a d e p o d e r o r g a n iz a r e l c o n ju n to d e n o ta s
p o r te m a s e s p e c íf ic o s . E sto s d e s c r ip to r e s d e b e n a c o m p a ñ a r s e d e l
lu g a r y a ñ o a l q u e c o r r e s p o n d e la in f o r m a c ió n r e c a b a d a . E n p r in ­
c i p io , d e b e r á e x i s t ir u n a r e l a c i ó n e n t r e e l í n d i c e t e n t a t i v o d e l
p r o y e c to y lo s d e s c r ip to r e s d e la s fic h a s d e tra b a jo , si b ie n e l p r o ­
p io ín d ic e s e irá f o r m u la n d o o r e e s tr u c tu r a n d o d e a c u e r d o c o n la
r e v is ió n y fic h a s d e b ib lio g r a f ía y m a te ria l d e a rc h iv o .
L as f ic h a s d e tr a b a jo p u e d e n e la b o r a r s e e n h o ja s ta m a ñ o m e ­
d ia c a r ta y m a n e ja r s e m a n u a lm e n te . S in e m b a r g o , h o y e x is te n
p r o g r a m a s in f o r m á tic o s q u e f a c ilita n s u p r o c e s a m ie n to .*
• H a y p r o g r a m a s p a r a W in d o w s, M a c in to sh y L in u x , e n tr e lo s q u e s e c u e n ta n ,
p o r e je m p lo , E xcel, A ccess y O neN ote, d e M icro so ft O ffice; N u m h e rs, d e IW o rk-
A p p le , y Z otero, y s o f tw a r e lib r e e q u iv a l e n te , c o m o N o te B o o k y G oogle D ocs, d e
G oogie, y O p en O ffice y L ihreO ffice.
Paulina N oem í M arín, fichas de trabajo del capítulo: Joélle Chassín, "Po­
der y prácticas epistolares en el Perú de principios del siglo xix", en Erika
Pañi y Alicia Salm erón (coord.), Conceptualizar lo que se ve, M éxico, Instituto
Mora, 2004, pp. 153-181. Proyecto de investigación de licenciatura en His­
toria (2011).
Nueva demanda social de Joélle Chassin, "Poder y prácticas
información epistolares en el Perú de principios
JHispanoamérica/Perú del siglo xix", en Erika Pañi y Alicia
Principios del siglo xix Salmerón (coord.), Conceptualizar lo
que se ve, México, 2004, Instituto Mora,
2004,
pp. 153-181
Cita en la p. 154
“E n e s te p e r i o d o t u r b u l e n t o d e la s r e v o l u c i o n e s h i s p a n o a m e r i c a n a s , e l
f a c to r d e c is i v o e n la t r a n s f o r m a c i ó n d e la r e l a c i ó n c o n lo e s c r ito e s ,
p r e c i s a m e n t e , e l i n c r e m e n t o i r r e p r im ib le d e l d e s e o d e in f o r m a r s e . AJ
t i e m p o q u e s e d e b a t e la s u e r t e d e la m o n a r q u í a c a tó lic a , la s e d d e
n o tic ia s s e p r e s e n t a c o n f u e r z a c o m o u n a n u e v a d e m a n d a s o c ia l.
”E s to a s u v e z p r o v o c a la m u lt ip lic a c ió n d e u n a c o r r e s p o n d e n c i a e n la
e s f e r a p r iv a d a , y la a p a r i c i ó n d e n u e v a s p u b l i c a c i o n e s e n la p ú b l i c a . ”
Joélle Chassin, "Poder y prácticas
epistolares en el Perú de principios del
siglo xix", en Erika Pañi y Alicia Salmerón
(coord.), Conceptualizar lo que se ve, México,
2004, Instituto Mora, 2004,
pp. 153-181
Cita en la p. 154
“A p r i n c i p i o s d e l s ig l o x ix , e n A m é r ic a c o m o e n E s p a ñ a , y e n g e n e r a l
e n t o d a E u r o p a , s e g o b i e r n a e n g r a n m e d i d a c o n c a r ta s . E l p o d e r s e
a p o y a e n la in f o r m a c i ó n y e n la p o s i b i l i d a d d e d o m i n a r l a , e n s u c a p a ­
c i d a d t a n t o d e c o n t r o l a r l a c o m o d e d if u n d ir la [ ...]
" D is tin g u ir e m o s la c o r r e s p o n d e n c i a o f ic ia l d e la p a r ti c u la r , a q u e l l a q u e
p r e t e n d e a p u n t a l a r e l o r d e n y la q u e s u r g e d e l d e s o r d e n . A l m a r g e n
d e la in f o r m a c ió n o f ic ia l, s e d e s a r r o l l a la c u r i o s i d a d p ú b lic a , c u y o p a ­
p e l e s e s e n c i a l e n e l ju e g o p o lít ic o , c o m o lo d e m u e s t r a n la s p r á c tic a s
e p i s to la r e s , g é n e r o h íb r i d o e n t r e lo e s c r ito y lo o r a l . ”
Relación información-poder
Europa/América
Principios del siglo xix
La correspondencia como Joélle Chassin, "Poder y prácticas epistolares en
acto de sociabilidad el Perú de principios del siglo xix", en Erika Pañi y
Alicia Salmerón (coord.), Conceptualizar lo que se
ve, México, 2004, Instituto Mora, 2004,
pp. 153-181
“G e s t o E p i s t o l a r ”
“E s ta a c c i ó n d e e s c r itu r a , q u e r e p r e s e n t a u n a a c c i ó n p r i m o r d i a l d e
s o c i a b i l i d a d , c o n s t i t u y e u n o b j e t o d e e s t u d i o p r iv ile g ia d o , e s p e c i a l ­
m e n t e e n s u r e l a c i ó n c o n e l p o d e r . L o s u s o s d e lo e s c r ito , e n s u s v a ­
r i a c i o n e s - l a c a r ta , e n e s t e c a s o , p e r o la h e m o s v is t o r o d e a d a c o n
f r e c u e n c i a d e o t r o s p a p e l e s - , s o n d e c is i v o s p a r a e n t e n d e r c ó m o lo s
i n d i v i d u o s y la s c o m u n i d a d e s c o n s t r u y e n la s r e p r e s e n t a c i o n e s d e l
m u n d o ; c ó m o lo p e r c i b e n y lo t r a n s f o r m a n a p a r t i r d e la s d i f e r e n t e s
s ig n i f ic a c io n e s e i n t e r p r e t a c i o n e s q u e i n t e n t a n d a r l e . ”
G lnger M argaln, "Las vicisitudes de la vida parroquial. El cam bio de ju ­
risdicción del Tem p lo de San Lorenzo Xochlm anca (1894-1901)". Proyecto
de investigación de licenciatura en Historia, Instituto Mora (2011).
Iglesia de San Lorenzo
Cambio de jurisdicción
parroquial
Tacubaya/Mixcoac, 1894
Arch. Hrico. del Arzobispado de México
Fondo; E
Sección; S.A.
Serie: Parroquia
Caja: 31
Exp. 32
ff.7
México, 31 de enero de 1894. Carta al
arzobispo de México
Información tomada de la f. 6
S o b r e q u e s e a g r e g u e a la p a r r o q u i a d e M ix c o a c e l p u e b l o d e S a n L o ­
r e n z o y s e s e g r e g u e d e la d e T a c u b a y a .
El c u r a d e M ix c o a c p l a n t e a q u e la c a u s a d e la s o lic itu d d e c a m b io d e
p a r r o q u i a e s m á s p o r c o m o d i d a d d e lo s f ie le s q u e p o r n e c e s id a d , d e b i d o
a q u e , a u n q u e S a n L o r e n z o q u e d a le jo s d e T a c u b a y a , e l tie m p o p a r a
r e c o r r e r e s a s d is ta n c ia s s e h a n r e d u c i d o g r a c ia s a l f e r r o c a r r il.
L o s f ie le s d e S a n L o r e n z o , q u e e n o tr o ti e m p o s e h a b ía o p u e s t o a l c a m ­
b io , a h o r a e s t á n d e a c u e r d o y a r g u m e n t a n la d is ta n c ia q u e lo s s e p a r a d e
T a c u b a y a .
O tr a r a z ó n p a r a s o lic ita r e l c a m b io : e n T a c u b a y a c a d a v e z h a y u n a m a ­
y o r p o b l a c i ó n y m á s d if ic u lta d p a r a q u e S a n L o r e n z o s e a a te n d id o .
S e r e f ie r e q u e N o n o a l c o e s tá e n la s m is m a s c o n d i c i o n e s q u e S a n L o ­
r e n z o , p o r lo c u a l t a m b i é n d e b e r í a d e s e r in c l u i d o e n e s t e c a m b io .
Iglesia de San Lorenzo
Cambio de jurisdicción
parroquial
Tacubaya/Mixcoac, 1901
Arch. Hrico. del Arzobispado de México
Fondo: E
Sección: S.A.
Serie: P
Caja: 174
Exp. 26
ff.3
San Lorenzo, 3 de Enero de 1901.
Carta de pobladores de San Lorenzo,
firman: Lucio López, M. Hernández,
Mateo Cedillo, Juan López.
Información tomada de la f. 3
L o s v e c i n o s d e S a n L o r e n z o y N o n o a l c o s o li c it a n a l a r z o b i s p o s e r
a n e x a d o s c o m o f e li g r e s e s d e la p a r r o q u i a d e M ix c o a c .
L o s f e l i g r e s e s d e T a c u b a y a a r g u m e n t a n q u e n e c e s i t a n a u x i lio e s p i r i ­
tu a l c o n o p o r t u n i d a d . A f ir m a n q u e s u s r a z o n e s , q u e s o n la s s ig u i e n te s ,
h a b í a n s i d o e x p u e s t a s y a d e s d e 1 8 9 9 .
S u s r a z o n e s :
1. E n A g o s to d e 1 8 9 9 f u e r o n a g r e g a d o s a l m u n i c i p i o d e T a c u b a y a , p o r
lo c u a l d e b e n d e r e c o r r e r d o b l e d i s t a n c ia p a r a r e a liz a r s u s c e r e m o ­
n ia s d e b a u t i z o , m a t r i m o n i o y s e p e l i o . E s to o c a s i o n a g a s t o s i m p o r ­
ta n te s .
2 . " . . . ja m á s h a n s i d o a t e n d i d o s p o r lo s s a c e r d o t e s d e T a c u b a y a lo s
e n f e r m o s a t a c a d o s d e e n f e r m e d a d s ú b i t a ” .
Iglesia de San Lorenzo
Cambio d e jurisdicción
parroquial
Tacubaya/Mixcoac, 1901
Arch. Hrico. del Arzobispado de México
Fondo: E
Sección: S.A.
Serie: P
Caja: 174
Exp. 26
ff.3
México, 18 de Enero de 1901.
Carta del Arzobispo
Información tomada de la foja 2
L o s v e c i n o s d e S a n L o r e n z o y N o n o a l c o s o l i c it a n a l a r z o b i s p o s e r
a n e x a d o s c o m o f e li g r e s e s d e la p a r r o q u i a d e M ix c o a c , 1 9 0 1 .
E l A r z o b i s p o c o n s i e n t e e l c a m b i o d e j u r is d ic c i ó n “p o r e l b i e n e s p i r i ­
tu a l d e lo s h a b i t a n t e s ” d e e s o s d o s p o b l a d o s .
S a n L o r e n z o d e b e p a s a r a la p a r r o q u i a d e M ix c o a c a p a r t i r d e l p r i m e ­
r o d e f e b r e r o d e 1 9 0 1 .
ANEXOS 13 1
Esteban Sánchez O eco nom o , "El día a día en la aplicación de las Leyes
de Reform a en localidades rurales del centro de M éxico (1866-1874)". Pro­
yecto de investigación de licenciatura en Historia, Instituto Mora (2011).
Conflicto Estado-Iglesia
Abusos del poder civil: uso
de dineros parroquiales
Tepelcingo, Morelos
1868
Archivo Histórico del
Arzobispado de México
Fondo: Labastida y Dávalos
Secc: Sría. Arzobispal
Serie: Santuarios
caja: 73
exp: 2
ff: 58
“El e n c a rg a d o so b re q u e la a u to rid a d civil está d is p o n ie n d o d e las
lim o sn as d e l s a n tu a rio ”, 1868, T e p e lc in g o , e s ta d o d e M o relo s.”
“La a u to rid a d d e l p u e b lo d e T e p e lc in g o ha e s ta d o d is p o n ie n d o
d e s d e el m e s p a s a d o an te rio r, d e las lim o sn as q u e lo s fieles d e ­
p o sita n a h í p a ra el s o sté n d e l c u lto d e u n cap illa q u e e x iste e n
a q u é l p u e b lo . D e e n to n c e s a c á se h a d is p u e s to ya d e m il p e so s,
in v in ié n d o s e e n o b je to s q u e e stá n m u y d ista n te s d e la m e n te d e
lo s fieles, y q u e p o r lo m ism o q u e s o n o b la c io n e s v o lu n ta ria s
c re e m o s q u e n in g u n a in te rv e n c ió n d e b e n te n e r las a u to rid a d e s
p o rq u e e sto n o so lo p u g n a sin o q u e está en ab ie rta o p o sic ió n c o n
las ley es v ig e n te s .”
Conflicto Estado-Iglesia
Retracción al juramento
de Leyes de Reforma
Tlayacapan, Morelos
1873
Archivo Histórico del Arzobispado de México
Fondo: Labastida y Dávalos
Secc: Sría. Arzobispal
Serie: Correspondencia
caja: 82
exp: 49
ff: 1
C a rta d e A g u s tín d e V e r a a l o b i s p o , T l a y a c a p a n , 1 8 7 3 : “R e tr a c ta c ió n
d e A g u s tín d e V e r a a l j u r a m e n t o q u e h iz o a la s le y e s r e la tiv a s a la r e ­
f o r m a ” :
“H ic e la p r o t e s t a d e g u a r d a r la s a d i c i o n e s a la c o n s t i t u c i ó n r e la tiv a s a
la s le y e s d e r e f o r m a , q u e p o r le y s e e s c r ib ió , y q u e lo e f e c t u é e n la
in t e lig e n c i a d e q u e ta l h e c h o n o a f e c t a b a m i fe y c r e e n c i a s r e lig io s a s ,
p e r o s u p u e s t o q u e n o e s a s í q u i t o , a p a r t o , y d e j o s in v a l o r a q u e l l a
p r o t e s t a . ”
Archivo Histórico del
Arzobispado de México
Fondo: Labastida y Dávalos
Secc: Sría. Arzobispal
Serie: Paroquias
caja: 86
exp: 81
ff: 3
cita en la f. 2
“D e l p á r r o c o M ig u e l C o a c h i tla n J o s é a l o b i s p o s o b r e q u e la a u t o r i ­
d a d m a n d ó d a r s e p u l t u r a e n e l c o m e n t e r i o d e la P a r r o q u i a a l c a d á v e r
d e u n a m u j e r p r o t e s t a n t e , C o a tli n c h á n , 1 8 7 4 .”
“H a c e i l g u n o s d ía s q u e f a lle c ió e n e s te p u e b l o u n a m u je r d e la
s e c ta p r o t e s t a n t e . L o s d e u d o s , c o n o c i e n d o d e s d e lu e g o la o p o s i c i ó n
q u e p o r p a r t e d e lo s v e c i n o s s e p r e s e n t a r í a p a r a s e p u l t a r l a e n s a g r a d o ,
s e d ir ig ie r o n a l P r e f e c to q u e j á n o s e c o n t r a a l g u n o s d e e s to s s e ñ o r e s p o r
in ju r ia s y o tr a s f a lta s c o n lo q u e f á c ilm e n te a r r a n c a r o n s e h ic ie r e la i n ­
h u m a c i ó n d e s u c a d á v e r e n e s t e c e m e n t e r i o . E n e f e c to , a u n q u e u n n ú ­
m e r o c o n s i d e r a b l e d e m u je r e s h i z o u n a s o li c it u d a l P r e f e c to p a r a
i m p e d i r e s te a c to , lo s e m is a r io s f u e r o n m a l r e c i b i d o s d e a q u e l: a p r e s ó
a l ju e z y a lo s v e c i n o s y p r e c i p i t a n d o u n a s d is p o s i c i o n e s , m a n d ó la
f u e r z a a r m a d a p a r a q u e p a t r o c i n a s e a lo s q u e j o s o s , c o n o r d e n e x p r e s a
d e h a c e r u n e j e m p l a r e n a l g u i e n q u e h ic ie s e la m is m a o p o s i c i ó n . ”
Conflicto Estado Iglesia
Secularización de pan­
teones Coatlinchán 1874
1 3 3
3. PROPUESTAS DE FORMATO
DE REPORTE DE AVANCES DE
INVESTIGACIÓN
La e l a b o r a c i ó n d e u n p r o y e c t o d e te sis, ta n to c o m o e l d e s ­
a r r o l l o d e la p r o p i a in v e s t ig a c i ó n , e x i g e u n s e g u i m i e n t o s is te ­
m á tic o d e lo s a v a n c e s q u e s e v a n r e a liz a n d o . E s te s e g u im ie n t o
v a lo r a la s a c t iv id a d e s e n la s q u e s e a v a n z a d e a c u e r d o c o n e l
c r o n o g r a m a d e tr a b a jo y s e lle v a a c a b o , s e g ú n e l c a s o , e n r e ­
u n i o n e s c o n t u t o r e s o e n s e m i n a r i o s d e in v e s tig a c ió n ; a p a r tir
d e e s te s e g u im ie n to s e r e d e f in e n tie m p o s y e s tr a te g ia s d e tr a b a ­
jo p a r a a lc a n z a r lo s o b je tiv o s e s ta b le c id o s .
E s r e c o m e n d a b l e lle v a r u n r e g is tr o d e la s ta r e a s q u e s e d e s ­
a r r o lla n m e s tr a s m e s - o , in c lu s o , q u in c e n a a q u i n c e n a - y d e
lo s r e s u l t a d o s a l c a n z a d o s . E s te r e g is t r o p u e d e t o m a r m u y d i ­
v e r s a s fo rm a s , u n a d e la s c u a le s p u e d e s e r el d is e ñ o y lle n a d o d e
u n fo rm a to c o m o e l q u e s e e je m p lif ic a a c o n tin u a c ió n .
E s te f o r m a t o p r o p u e s t o d e f in e e l ti p o d e a c tiv id a d e s q u e s e
lle v a n a c a b o d u r a n t e e l p r o c e s o d e e l a b o r a c i ó n d e u n p r o y e c ­
to ; d e ig u a l m a n e r a , p u e d e d e f in ir e l d e a q u e l la s n e c e s a r ia s
p a r a e l d e s a r r o ll o d e la p r o p i a in v e s tig a c ió n . E s ta s a c tiv id a d e s
in c lu y e n , e n t r e o tr a s : la lo c a liz a c ió n d e f u e n te s p r im a r ia s y s u
r e v is ió n ; e l a n á lis is b ib lio g r á f ic o y d e p r o p u e s t a s m e t o d o l ó g i ­
c a s ; la s is te m a tiz a c ió n d e in f o r m a c ió n ; la r e d a c c i ó n d e a p a r t a ­
d o s d e l p r o y e c t o o , e n s u c a s o , d e l c a p i tu la d o d e la in v e s tig a c ió n ;
la d is c u s ió n d e a v a n c e s e n s e m i n a r io s o r e u n i o n e s a c a d é m ic a s
a b i e r t a s ...
M ario V. Santiago Jim én ez, "Grupos de ultraderecha m exicana: Tecos
y M URO (1970-1976)". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto
Mora (2010).
1 3 4
REPORTE DE AVANCES EN LA ELABORACIÓN DEL
PROYECTO DE INVESTIGACIÓN
OCTUBRE DE 2010
Actividad Avance realizado Resultados obtenidos
Revisión
de material
bibliográfico
Sergio Aguayo Quezada,
La charola. Una historia de
los servicios de inteligencia
en México.
• Información sobre la Dirección
Federal de Seguridad en el periodo
estudiado. Esta información podrá
ser utilizada para contextualizar
la persecución de los grupos de
ultraderecha.
• Referencias de material que
podría resultar de interés para la
investigación (especialmente del
AGN).
Hugo G. Campbell, La
derecha radical en México,
1929-1949.
• Información sobre los orígenes de la
ultraderecha en México.
• Identificación de datos que no
coinciden con los de otras fuentes.
Alvaro Delgado, El
ejército de Dios. Nuevas
revelaciones sobre la
extrema derecha en
México.
• Información sobre individuos y
grupos de ultraderecha.
• Referencias de material que
podría resultar de interés para la
investigación (AGN)
Édgar González Ruiz,
Muro, memorias y
testimonios: 1861-2002.
• Información para reafirmar las cuatro
hipótesis sobre el origen del MURO.
• Información para respaldar la
hipótesis central de la investigación
que sostiene que el MURO, durante
el sexenio de Luis Echeverría, puede
ser visto como un ejemplo del
desarrollo histórico de la derecha
radical mexicana y no como un
mero accidente histórico o una
deformación política.
Alfonso Yáñez Delgado,
La manipulación de la fe:
fuas contra carolinos en la
Universidad Poblana.
• Identificación de datos que no
coinciden con los de otras fuentes.
• Información para reafirmar la
hipótesis sobre la relación
FUA-MURO.
Ilán Bizberg y Lorenzo
Meyer (coords.), Una
• Panorama sobre el periodo 1970­
1970, indispensable para definir el
1 3 5
historia contemporánea
de México (algunos
capítulos).
contexto del surgimiento y actividad
de algunos grupos de ultraderecha.
Revisión
de material
hem erográfico
Roger Bartra, "Los lastres
de la derecha mexicana",
Letras Ubres.
Revista Nexos
Periódico La Jornada
(2000-2011).
• Localización del artículo. Información
aún no procesada.
• Localización de un artículo de
Jean Meyer. Información aún no
procesada.
• Localización de artículos y notas.
Información aún no procesada.
Revisión de
archivo
Revisión y
ajustes al
prim er borrador
del proyecto de
investigación
Apartado: presentación
del tema.
• Ajustes al contexto: sobre
características del periodo de
gobierno de Luis Echeverría y de los
grupos en estudio.
Apartado: Estado de la
cuestión.
• Eliminación de textos tangenciales.
• Profundización del balance
bibliográfico.
Apartado: propuesta
metodológica.
• Definición de un referente teórico
y una posible forma de abordar el
tema a investigar.
Sistem atización
de información
Diseño de una tabla para
concentrar información
de organizaciones de
ultraderecha de acuerdo
con las siguientes
columnas:
a) Fecha de fundación
b) Nombre completo
c) Siglas o pseudónimos
d) Características
e) Actividades
f ) Presencia
g) Fuente
• Visualización de una cierta sucesión
en la creación y actividaes de las
organizaciones.
• Identificación de nudos de
organizaciones.
• Identificación de contradicciones
entre las fuentes.
1 3 6
(Continuación.)
Actividad
Presentación
de avances de
invetigación en
sem inarios o
coloquios
Avance realizado Resultados obtenidos
Diseño de una tabla para
concentrar información
sobre personajes claves
para la investigación,
de acuerdo con las
siguientes columnas:
a) Nombre
b) Alias
c) Organización de
adscripción
d) Cargo
e) Características
f ) Actividades
9) Fuente
Identificación de pesonajes centrales
de la ultraderecha mexicana.
Identificación de personajes en
distintos espacios de acción.
Identificación de contradicciones
entre las fuentes.
(Registrar aquí los comentarios
recibidos.)
Metodología de la tesis
A n to n io L u n a C astillo
D e la g r a n d iv e rs id a d d e lib ro s e s p e c ia ­
liz a d o s e n m e to d o lo g ía p a r a la e la b o r a ­
c ió n d e te sis, la m a y o ría s ó lo e x p lic a n
te ó r ic a m e n te las e ta p a s d e l tra b a jo d e
in v e s tig a c ió n , y m u y p o c o s p r o p o r c io ­
n a n e je m p lo s g rá fic o s q u e fa c ilite n el
d is e ñ o y d e s a rro llo d e d ic h o s tra b a jo s .
E l a u to r d e e s te lib ro p r o p o n e m e to d o ­
lo g ía s c o n c e b id a s p a ra d e s a rro lla rs e en
las C ie n c ia s S o c ia le s, p e ro m á s e s p e c í­
fic a m e n te e n el s e c to r e d u c a tiv o . L a
o b r a se d is e ñ ó a p a r tir d e tre s g ra n d e s
b lo q u e s : el p la n te a m ie n to d e l p ro b le m a ,
la f o r m u la c ió n d e la h ip ó te s is y la c o m ­
p ro b a c ió n e m p íric a d e é sta . A s im is m o ,
lo s e je m p lo s ilu s tra d o s a lo la rg o d e la
o b r a a y u d a n a e s tr u c tu r a r fá c ilm e n te
la m e to d o lo g ía q u e r e s p o n d a a las n e c e ­
s id a d e s d e l o b je to d e e s tu d io .
E l te x to es m u y ú til p a ra p a s a n te s , p r o ­
fe so res d e s e m in a rio s y a se so re s c o m ­
p r o m e tid o s e n la e la b o ra c ió n o e n la
a se s o ría d e u n a te sis y q u e , sin e m b a r ­
g o , n o e s té n in m e rs o s e n el c a m p o d e
la in v e s tig a c ió n . D e ig u a l m a n e r a , tie n e
el o b je tiv o d e a y u d a r a lo s p a s a n te s d e
las d ife r e n te s in s titu c io n e s d e e d u c a c ió n
s u p e r io r a q u e e la b o re n s u s tra b a jo s y
o b te n g a n así, su títu lo p ro fe s io n a l.
ADVERTENCIA
h
NOTAS FINALES
® BIBLIOTECA DIGITAL DE PEDAGOGÍA
Le recordamos al lector que estos archivos digitales han sido prestados de forma completamente
gratuita, sin obligación alguna de aportar de su parte ningún monto económico por el uso total de estos
materiales. Tenga en cuenta que los préstamos de la Biblioteca son exclusivamente para fines
educativos, bajo esta condición, le pedimos a usted de manera reflexiva y participativa, ayude a la
comunidad a seguir con este proyecto, mostrando en su totalidad la decencia correcta de borrar el
documento una vez que este ha sido leído.
Si te percatas de algún usuario irracional que dentro de la comunidad manifieste acciones inexplicables
como; el ciberbullying, la publicación de contenidos inapropiados no relacionados con la educación, la
comercialización de los materiales de la Biblioteca, la falsificación cómo alteración de nuestros
administradores y seguidores, la venta y compra de objetos y sustancias ilícitas así como de toda
persona que eternamente presuma de no ser humano, no dudes inmediatamente de informar a los
fundadores de la comunidad “Pedagogium Didáctica” sobre lo sucedido y generado por el
robot inconsciente, para que este sea expulsado permanentemente de nuestra comunidad de lectores.
YouTube (MULTIMEDIA)
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Pedagogium Didáctica (TWITTER)
pedagogiayeducacion@hotmail.com
“A TODA LA COMUNIDAD DE
LECTORES QUE NOS SIGUEN CON EL
AFÁN DE ACTUALIZARSE Y
MEJORAR SU LABOR DÍA A DÍA, LES
DAMOS LAS GRACIAS POR SER
PARTE DE NUESTRA ACTIVIDAD
COTIDIANA Y A TOD@S L@S
AMANTES DEL HÁBITO DE LA
LECTURA LES DESEAMOS ÉXITO Y
UN FELIZ AÑO CULTURAL”.
¿Cómo dfffsdddddddddddddddddddddddddddddddformular un proyecto de tesis

¿Cómo dfffsdddddddddddddddddddddddddddddddformular un proyecto de tesis

  • 2.
    ® BIBLIOTECA DIGITALDE PEDAGOGÍA “ESTIMADO LECTOR ESTE DOCUMENTO REPRESENTA UNA COPIA PRIVADA QUE SÓLO PUEDE UTILIZARSE CON FINES EXCLUSIVAMENTE EDUCATIVOS” • El servicio gratuito que brinda la Biblioteca Digital De Pedagogía; Pedagogium Didáctica, es motivo de tres objetos de estudio que a continuación se presentan:  OBJETO PRIMARIO: Difundir el conocimiento Pedagógico a los profesionales de la educación, a las nuevas generaciones académicas que se desempeñan en el estudio del campo Pedagógico y a toda persona interesada en el conocimiento de la disciplina.  OBJETO SECUNDARIO: Facilitar y fomentar en las personas el hábito cultural de la lectura proporcionando vía on-line materiales informativos y educativos como; Libros, Revistas, Manuales, Guías y Test de relevancia para situaciones de necesidad doméstica, de formación intelectual y de fortalecimiento profesional.  OBJETO TERCIARIO: Contribuir de manera voluntaria al apoyo solidario de personas nacionales e internacionales que provienen o radican en regiones y sectores más desposeídos y que por motivos de economía, de territorios geográficos, de discriminación y de Necesidades Educativas Especiales (NEE) no tienen la posibilidad de acceder a bibliotecas públicas de carácter gubernamental como a las privadas de carácter empresarial. • Una vez leído el documento digital, el lector deberá borrar permanentemente el material de su PC, Laptop, Tablet, Celular o Dispositivo USB, ya que el préstamo del ejemplar solicitado queda absolutamente vencido después de su uso. No hacerlo inmediatamente, usted se hace responsable de los perjuicios que tal incumplimiento genere. • Pedagogium Didáctica, le recomienda que en caso de que usted tenga posibilidades de financiar el material, compre la versión original en cualquiera de las librerías de su país, ya que algunos materiales publicados en la Biblioteca son ligeramente reducidos como cumplimiento del tamaño reglamentario que establece la Red Social, lo que resulta de manera inconveniente en algunas partes del material digitalizado y escaneado, estas se vean borrosas o no muy claras para el lector. Si las leyes de su país prohíben este tipo de préstamo, absténgase de seguir utilizando totalmente los servicios gratuitos de esta Biblioteca. El proyecto Pedagogium Didáctica, no genera ningún interés económico de forma directa como indirecta, ni de sus usuarios, ni de la red social ni tampoco de la publicidad de la Biblioteca. “QUEDA PROHIBIDA LA VENTA, DISTRIBUCIÓN Y COMERCIALIZACIÓN TOTAL DE ESTE DOCUMENTO SIN PREVIA AUTORIZACIÓN”
  • 4.
    ¿COMO FORMULAR UN PROYECTODE T E SIS? Guía para estructurar una propuesta de investigación desde el oficio de la Historia Alicia Salmerón Laura Suárez de la Torre V Hipótesis P ro y ecto de w e s ti¿ a c i6 n m zym m I Crono^ram al T ítu lo actividades ■ t e n t a t i v o V p r o p u e s ta . m e to d o tó á .^ B iblio grafía. Esquem a o índice te n ta tiv o _ J 0 0 l____ r r f i r r r Instituto M o ra EDITORIAL TRILLAS é México, Argentina, España, Colombia, Puerto Rico, Venezuela m ie la I ®
  • 5.
    Catalogación en lafuente f Salmerón Castro, Alicia ¿Cómo formular un proyecto de te sis7 : guía para estructurar una propuesta de Investigación desde el oficio de la historia. - México : Trillas, 2015 (relmp. 2015). 156 p. : II. ; 25 cm. Incluye bibliografías I5BR 978-607-17-1564-5 1. Tesis - Manuales, etc. 2. Investigación - Metodología. 5. Informes, Redacción de. I. 5uárez de la Torre, Laura. II. t. ^ D- 8 0 8 .0 2 0 2 '57 1 9c LC-Pf1259.T48‘5 5 .2 5716 ^ La presentación y disposición en conjunto de ¿CÓMO FORMULAR UR PROYECTO DE TE5I5? Guía para estructurar una propuesta de investigación desde el oficio de la historia son propiedad del editor, flinguna parte de esta obra puede se r reproducida o trasmitida, mediante ningún sistem a o m étodo, electrónico o mecánico (incluyendo el fotocoplado, la grabación o cualquier sistem a de recuperación y almacenamiento de Información), sin consentim iento por escrito del editor Derechos reservados © 2015, Editorial Trillas, 5. A. de C. 7 . División Administrativa, Av, Río Churubusco 585, Col. Gral. Pedro María Anaya, C. P. 05540, México, D. F. Tel. 56884255 FAX 56041564 churubusco® trillas, mx División Logística, Calzada de la Wiga 1152, C. P. 09459, México, D. F. Tel. 56550995, FAX 5 6 5 50870 lavlga@trlllas.mx (^Tienda en linea www.etrlllas.mx Miembro de la Cámara Racional de la Industria Editorial Reg. núm. 158 Primera edición 1-TI I5BR 978-607-17-1564-5 ♦ (TI) Reimpresión, febrero 2015 Impreso en México Printed In México Esta obra se Imprimió el 25 de febrero de 2015, en los talleres de Encuadernaciones Maguntis, 5. ñ. de C. [/. B 105 TW
  • 6.
    Presentación ¿ C óm o e la b o r a r u n a p r o p u e s ta d e in v e s tig a c ió n ? ¿ C ó m o h a c e r f r e n te a la n e c e s i d a d d e f o r m u l a r u n p r o y e c t o p a r a r e a liz a r u n a te s is ? M u c h o s e s t u d i a n t e s q u e e s t á n p o r f in a liz a r u n a c a r r e r a u n iv e r s ita r ia o q u e e m p r e n d e n e s tu d i o s d e p o s g r a d o s e e n f r e n ­ t a n a e s te r e to . D e m a n e r a n a t u r a l, a c u d e n a l a m ig o , a l c o m ­ p a ñ e r o o a a l g ú n p r o f e s o r e n b u s c a d e c o n s e jo s . C a d a u n o le o f r e c e r á r e s p u e s t a s d iv e r s a s ; a l g u n o s lo o r ie n t a r á n , o tr o s p o ­ d r á n c o n f u n d ir l o y d e s c o n c e r t a r lo . E l a p r e n d i z d e in v e s tig a d o r s e p r e g u n t a r á a c e r c a d e la c o n v e n i e n c i a d e s e le c c io n a r p r im e r o u n te m a o b i e n d e f in ir a n t e s e l p r o b le m a f u n d a m e n t a l q u e le p r e o c u p a y q u e d a s e n ti d o a la in v e s tig a c ió n ; s e in q u i e ta r á f r e n ­ te a la e x i g e n c ia d e e n u n c i a r h i p ó t e s i s y o b je tiv o s , o a la d e e s tr u c tu r a r u n ín d ic e y e la b o r a r u n c r o n o g r a m a d e a c tiv id a d e s ... Y u n a e x p e r i e n c i a q u e d e b e r í a r e s u lt a r g o z o s a , c o m o la cié r e ­ f le x i o n a r e n to r n o a u n p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n y d e f in ir lo s c a m in o s p a r a r e s o lv e r lo , c o m o la d e p r o y e c t a r u n tr a b a jo c o n f u e n te s o r ig in a le s y p a r t i c i p a r e n la c r e a c ió n d e u n c o n o c i ­ m i e n t o n u e v o , s e t o r n a r á a n g u s ti a n te . L o s s e m i n a r io s d e te s is q u e s e i m p a r te n e n lo s d if e r e n te s p r o g r a m a s d o c e n t e s ti e n e n e l p r o p ó s i t o d e a p o y a r a l e s tu d i a n te y o r ie n ta r lo p a r a a r m a r u n p r o y e c t o s u g e r e n te y , a la v e z , c o h e ­ r e n te y f a c tib le . T a m b ié n e x is te n s ó lid o s m a n u a le s p a r a a p o y a r a l i n v e s t ig a d o r e n f o r m a c ió n . C o n t o d o , p o d r ía r e s u lt a r d e g r a n a y u d a e l h e c h o d e c o n t a r c o n u n a g u ía e s c r ita , m á s b i e n b r e v e ,
  • 7.
    6 ¿COMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? a s í c o m o t e n e r a c c e s o a e j e m p lo s d e a l g u n a s d e la s p a r te s m e ­ d u la r e s d e u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n . E l p r e s e n t e lib r o e s u n a g u ía c o n ta le s c a r a c te r ís tic a s . E sta g u ía s o b r e c ó m o f o r m u la r u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n c o n s ti tu y e u n a r e s p u e s t a a u n a n e c e s i d a d s u r g id a , p r e c i s a m e n ­ te , e n s e m i n a r io s d e te s is r e a l iz a d o s e n e l I n s titu to M o ra , u n a in s titu c ió n d e c a r á c te r u n iv e r s i ta r io a d s c r ita a l C O N A C Y T . S e tr a ta d e s e m in a r io s d e lic e n c ia tu r a , m a e s tr ía y d o c t o r a d o e n H is ­ to r ia y C ie n c ia s S o c ia le s , e n lo s q u e lo s a l u m n o s e l a b o r a n s u s p r o y e c t o s d e te s is y lo s p r o f e s o r e s d a n s e g u im ie n t o a lo s a v a n ­ c e s y p r e s e n t a c i ó n d e r e s u lt a d o s . L o s e s t u d i a n t e s q u e r e c i b e e l I n s titu to p r o v i e n e n d e d if e r e n te s r e g io n e s d e l p a ís o d e l e x t r a n ­ je ro , y ll e g a n a s u s a u l a s c o n f o r m a c io n e s d is c ip lin a r ia s m u y v a r ia d a s . C o n ta r c o n u n a g u ía e s c r ita p a r a e l d i s e ñ o d e u n p r o ­ y e c t o d e in v e s t ig a c i ó n fa c ilita la la b o r d e o r i e n t a c i ó n d e te s is ta s c o n f o r m a c ió n a c a d é m i c a ta n d iv e r s a y le s o f r e c e m á s h e r r a ­ m i e n ta s d e tr a b a jo . D e e s ta s u e r te , e l p r o p ó s i t o d e la p r e s e n t e o b r a e s e n c a m i ­ n a r la e l a b o r a c i ó n d e p r o y e c t o s d e in v e s t ig a c i ó n y , d e m a n e r a m u y e s p e c ia l, la d e p r o y e c t o s d e te s is d e e s t u d i a n t e s d e li c e n ­ c ia tu r a y p o s g r a d o e n la s á r e a s d e H is to r ia y C ie n c ia s S o c ia le s . L a g u ía p u e d e s e r u tiliz a d a e n s e s io n e s d e s e m in a r io , b a jo la o r ie n t a c i ó n d e u n p r o f e s o r ; p e r o e l e s t u d i a n t e t a m b i é n p u e d e tr a b a ja r c o n e lla d e m a n e r a a u tó n o m a . E n c u a lq u ie r c a s o , e s c o n ­ v e n i e n te t e n e r p r e s e n t e q u e , c o m o to d a g u ía , e s te e s u n te x to d e c o n s u lta y q u e n o n e c e s a r i a m e n t e h a d e l e e r s e d e c o r r id o . P u e d e n e x a m in a r s e d e e n t r a d a lo s a p a r t a d o s e x p lic a tiv o s ; lo s n u m e r o s o s e j e m p lo s q u e s e o f r e c e n p o d r á n r e v is a r s e p o c o a p o c o , c o n f o r m e s e a v a n c e e n la r e d a c c i ó n d e c a d a a p a r t a d o d e l p r o y e c to . C o n to d a i n t e n c ió n , lo s e j e m p lo s s e l e c c i o n a d o s ti e n e n d iv e r s o g r a d o d e c o m p le jid a d a fin d e p o d e r m o s tr a r o p ­ c i o n e s a lo s e s t u d i a n t e s s e g ú n s u n iv e l. L as d e f in i c io n e s y n o ta s q u e a h o r a c o m p a r tim o s s o n r e s u l ­ t a d o d e l tr a b a jo e n s e m i n a r io s d e in v e s t ig a c i ó n y lo s e j e m p lo s q u e in c lu im o s f u e r o n e l a b o r a d o s p o r n u e s t r o s a l u m n o s e n e l m a r c o d e e s o s s e m i n a r i o s o d e a l g u n o s o t r o s q u e h e m o s t e n i ­ d o la o p o r t u n i d a d d e im p a r ti r e n o tr a s in s ti tu c i o n e s u n iv e r s i ta ­
  • 8.
    PRESENTACION 7 ria s; a l g u n o s m á s s o n r e s u l t a d o d e p r o y e c t o s d e in v e s t ig a c i ó n d e s a r r o l l a d o s e n e l p r o p i o I n s titu to M o ra . E l c o n j u n t o d e lo s e j e m p lo s p r o p u e s t o s c o r r e s p o n d e n a la d is c ip lin a d e la H is to r ia y , d e m a n e r a m á s e s p e c íf ic a , a lo s c a m p o s d e la H is to r ia p o lí­ tic a , s o c ia l, c u ltu r a l y e c o n ó m ic a , d e la s é p o c a s m o d e r n a y c o n ­ t e m p o r á n e a , q u e s o n e n lo s q u e s e e s p e c ia liz a e l I n s titu to . P e r o si b i e n e s ta g u ía e s tá o r i e n t a d a a la H is to r ia , p u e d e r e s u lt a r ú til ta m b i é n p a r a la e l a b o r a c i ó n d e p r o y e c t o s d e in v e s tig a c ió n d e d is c ip lin a s a f in e s . A g r a d e c e m o s a lo s e s tu d i a n te s , a l g u n o s d e e llo s a h o r a c o ­ le g a s n u e s tr o s , e l h a b e r n o s p e r m i t i d o r e p r o d u c i r p a r te s d e s u s p r o y e c to s p a r a e je m p lif ic a r e s ta g u ía . T a m b ié n e s ta m o s e n d e u ­ d a c o n n u e s tr o s c o le g a s L illian B r is e ñ o , G ra c ie la d e G a ra y , M a ri­ s a P é r e z , E r n e s t S á n c h e z S a n tiró y M a tild e S o u to p o r s u s c o n s e jo s y a tin a d a s o b s e r v a c io n e s p a r a a f in a r e l te x to q u e a h o r a p r e s e n ­ ta m o s . La s a u t o r a s
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    índice de contenido P resentación 5 C a p ítu lo I. P r o y e c to d e in v e s tig a c ió n 11 C a p ítu lo II. T ítu lo te n ta tiv o 15 C a p ítu lo III. P r e s e n t a c i ó n d e l te m a , d e lim ita c ió n te m ­ p o r a l y e s p a c ia l 19 C a p ítu lo IV. P la n t e a m i e n to d e l p r o b le m a /j u s t if ic a c ió n d e la in v e s tig a c ió n 31 C a p ítu lo V. E s ta d o d e la c u e s ti ó n 4 5 C a p ítu lo VI. H ip ó te s is 6 3 C a p ítu lo VIL O b je tiv o s d e la in v e s tig a c ió n 6 9 C a p ítu lo VIII. P r o p u e s t a m e to d o ló g i c a 77 C a p ítu lo IX. P r e s e n ta c ió n d e f o n d o s y f u e n te s p o r u ti­ liz a r 8 9 C a p ítu lo X. E s q u e m a o ín d i c e te n ta tiv o 9 9 C a p ítu lo XI. C r o n o g r a m a d e a c tiv id a d e s 105 C a p ítu lo XII. R e f e r e n c ia s y b ib lio g r a f ía 115 Anex os 12 3 1. R e c o m e n d a c i o n e s b ib lio g r á f ic a s , 123- 2. P r o p u e s t a s d e f o r m a t o d e f ic h a s d e tr a b a jo , 126. 3. P r o p u e s t a s d e f o r m a t o d e r e p o r t e d e a v a n c e s d e in v e s tig a c ió n , 1 3 3 . 9
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    Capítulo I Proyecto de investigación Un p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n e s u n a a g e n d a d e tr a b a jo p a r a e l e s t u d i o s o d e u n te m a , y u n a g u ía p a r a e l le c to r a c e r c a d e la s p r e t e n s i o n e s , lo s s u p u e s t o s y la s p r o m e s a s d e l a u to r . El d i s e ñ o y la r e d a c c i ó n d e u n p r o y e c t o c o n s ti tu y e n e l p r i ­ m e r p a s o e n t o d a in v e s tig a c ió n . Y e n e s te p r im e r p a s o e l v e r ­ d a d e r o p u n t o d e p a r ti d a e s la id e n tif i c a c ió n d e u n p r o b l e m a d e in v e s t i g a c i ó n , p u e s , c o m o s e ñ a l a M a r io B u n g e , “la i n v e s ­ tig a c ió n c o n s is te e n h a lla r , f o r m u l a r p r o b le m a s y lu c h a r c o n e l l o s ” .* E l h e c h o d e id e n tif ic a r u n p r o b l e m a e s f u n d a m e n t a l p a r a lo g r a r u n a c o m p r e n s i ó n a f o n d o d e l f e n ó m e n o o p r o c e s o e n e s tu d i o , p a r a e v ita r q u e d a r s e e n la d e s c r ip c ió n d e s u s e l e ­ m e n t o s s in a c a b a r d e e n t e n d e r lo q u e é s to s s ig n if ic a n . U n p r o y e c t o d e in v e s t ig a c i ó n ti e n e d iv e r s a s p a r te s y u n c ie r to o r d e n e n s u in te r io r , p e r o s u e l a b o r a c i ó n e x ig e ir y v e n i r e n t r e u n a s y o tr a s , d e ta l s u e r t e q u e - p o d r í a m o s a f i r m a r - s u s p a r te s s e v a n e l a b o r a n d o d e m a n e r a s im u ltá n e a y s e re tr o a li- m e n ta n e n t r e sí. A v e c e s s e c r e e te n e r d e f in id a u n a s e c c ió n , p e r o ta n p r o n t o s e a v a n z a e n o tr a , e s n e c e s a r i o v o lv e r a tr á s y r e d e - *E1 te x to d e M a rio B u n g e al q u e h a r e m o s r e f e r e n c ia s c o n s t a n te s e s La in ves­ tig a c ió n c ie n tífic a . S u estra teg ia y su filo s o fía , p u b li c a d o o r i g in a l m e n t e e n in g lé s y tr a d u c id o a l e s p a ñ o l p o r la e d ito r ia l A rie l e n 1 9 6 6 . O tr a s o b r a s q u e h a n s id o d e g r a n u tilid a d p a r a e s ta g u ía s o n lo s lib r o s c lá s ic o s d e L u is G o n z á le z , E l o ficio d e h isto ria r, y d e H u m b e r t o E c o , C ó m o se h a c e u n a tesis. N o s h e m o s s e r v id o ta m b ié n d e o b r a s c o m o E n se ñ a r a in vestig a r, d e R ic a rd o S á n c h e z P u e n te ; U na id ea d e las cie n c ia s so cia les, d e F e r n a n d o E s c a la n te ; y El c o n o c im ie n to histórico, d e H . I. M a rro u . 11
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    1 2 ¿COMOFORMULAR UN PROVECTO DE TESIS? f in ir lo p r o p u e s t o e n la a n te r io r . E s n e c e s a r i o d e s e c h a r la c r e e n ­ c ia d e q u e h a y q u e t e n e r te r m in a d o u n a p a r t a d o p a r a e m p e z a r e l s ig u ie n te . P o r o tr o la d o , u n b u e n p r o y e c t o r e p r e s e n t a y a u n a v a n c e im p o r ta n t e d e la p r o p ia in v e s tig a c ió n , si b ie n e s ta m is ­ m a s e v a r e d e f i n i e n d o c o n f o r m e s u r e a l i z a c i ó n p r o g r e s a y c o m i e n z a a a r r o ja r r e s u l t a d o s : la s h i p ó t e s i s s e m o d i f i c a n o s e r e f u e r z a n e , in c lu s o , e l p r o b l e m a d e i n v e s t ig a c i ó n s e a f in a y s e e n r iq u e c e . A c o n t in u a c i ó n p r e s e n t a m o s u n a r e la c ió n d e lo s p u n t o s q u e e s c o n v e n i e n t e c o n s id e r a r e n la e l a b o r a c ió n d e u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n , s e g u id a d e u n a b r e v e d e s c r ip c ió n d e c a d a u n o , a s í c o m o d e u n c o n j u n to d e e je m p lo s - e j e m p l o s d e l c a m p o d e la H is to r ia - . El p r o y e c t o p u e d e m a n t e n e r e l o r d e n p r o p u e s t o o m o d if ic a r lo ; ta m b ié n s e p u e d e o p t a r p o r r e u n i r lo s c o n t e n id o s d e v a r io s a p a r t a d o s e n u n o s o l o o e s t a b l e c e r m á s s u b d i v i s i o ­ n e s d e la s a q u í s u g e r id a s , p e r o s e r á e s e n c ia l in c lu ir t o d a s la s c u e s ti o n e s tr a ta d a s a c o n t in u a c ió n . S e rá i m p o r ta n t e c u i d a r q u e la o r g a n iz a c ió n d e l p r o y e c t o y e l e s tilo e n q u e e s té e s c r ito s e a n c la ro s . P a r te c e n tr a l d e to d o p r o y e c to e s e l p la n te a m ie n to d e u n p r o ­ b le m a d e in v e s tig a c ió n y d e u n te m a d e e s tu d i o c o n c r e to q u e p e r m ita b u s c a r r e p u e s ta s a la s c u e s ti o n e s a p u n t a d a s . El o r d e n e n q u e e l in v e s tig a d o r d e f in e e l te m a y p r o b le m a d e in v e s tig a ­ c ió n p u e d e v a ria r: h a b r á q u ie n p a r ta d e u n a p r e o c u p a c i ó n d e o r d e n g e n e r a l y s e a p l iq u e lu e g o a id e n tif ic a r u n a c u e s ti ó n p a r ­ tic u la r, c u y o e s tu d i o a r r o je lu z e n t o r n o a s u s p r e o c u p a c i o n e s f u n d a m e n ta le s . A lg u ie n m á s q u iz á te n g a u n in te r é s d e f in i d o p o r u n te m a m u y c o n c r e to y q u e lo p r o b le m a ti c e a c o n tin u a c ió n ; e s d e c ir , q u e c o n e s t e te m a c o m o p u n t o d e p a r ti d a , lo g r e p l a n ­ t e a r p r e g u n ta s d e c a r á c te r m á s g e n e r a l q u e p r o y e c t e n y d e n v e r d a d e r a d i m e n s i ó n a la in v e s tig a c ió n . E n c u a l q u i e r c a s o , la d e l i m i t a c i ó n d e u n t e m a y e l p l a n t e a m i e n t o d e u n p r o b l e ­ m a e x ig e n la r e a liz a c ió n p r e v ia d e u n c o n j u n to d e le c tu r a s . D e e s ta s u e r te , e l in ic io d e la e l a b o r a c ió n d e l e s t a d o d e la c u e s tió n - a v a n c e e n la r e v is ió n b ib lio g r á f ic a , p r e p a r a c i ó n d e r e p o r te s d e le c tu r a y f ic h a d o d e t e x t o s - s e r á u n a a c tiv id a d q u e p r e c e d a y a c o m p a ñ e a la d e l im i ta c i ó n d e l te m a y a s u p r o b le m a ti z a c i ó n .
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    CAP. I. PROYECTODE INVESTIGACION 1 3 E n la s s ig u ie n te s p á g in a s p r e s e n ta m o s lo s p u n to s b á s ic o s q u e d e b e c o n s i d e r a r u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n : • T ítu lo te n ta tiv o . • P r e s e n t a c i ó n d e l te m a , d e lim ita c ió n te m p o r a l y e s p a c ia l. • P l a n t e a m i e n t o d e l p r o b l e m a / j u s t i f i c a c i ó n d e la in v e s t i­ g a c i ó n . • E s ta d o d e la c u e s tió n . • H ip ó te s is . • O b je tiv o s d e la in v e s tig a c ió n . • P r o p u e s t a m e to d o ló g i c a . • P r e s e n ta c ió n d e f o n d o s y f u e n t e s p o r u tiliz a r. • E s q u e m a o ín d ic e te n ta tiv o . • C r o n o g r a m a d e a c tiv id a d e s . • R e f e r e n c ia s y b ib lio g r a f ía . A m a n e r a d e a n e x o fin a l, h e m o s in c lu id o e n e s ta g u ía u n a s r e c o m e n d a c i o n e s b ib lio g r á f ic a s , a s í c o m o a lg u n a s p r o p u e s ta s d e f o r m a to d e f ic h a s d e tr a b a jo y d e r e p o r te d e a v a n c e s d e in v e s ti­ g a c ió n ; q u e p u e d e n a p o y a r la e l a b o r a c ió n , p u e s t a e n m a r c h a , y s e g u im ie n t o d e d e s a r r o ll o d e l p r o y e c to .
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    Capítulo ■■ Título tentativo Es c o n v e n i e n t e q u e u n títu lo e v o q u e n o s ó lo e l te m a d e la in v e s tig a c ió n , s in o ta m b ié n e l p r o b l e m a h is tó r ic o p la n te a d o . D e e s ta m a n e r a , a u n q u e e l títu lo a p a r e z c a s ie m p r e e n e l p r im e r lu g a r d e u n p r o y e c t o , e n r e a l id a d s e d e f in e e n e l tr a n s c u r s o d e s u e l a b o r a c i ó n o , in c lu s o , a s u té r m in o . E s r e c o m e n d a b l e u n títu lo s u g e s tiv o , q u e a tr a ig a la a t e n c ió n d e l le c to r , p e r o s e r á im p o r t a n t e q u e lo g r e p r e c i s i ó n a c e r c a d e la c u e s t i ó n q u e s e e s tu d i a r á y d e l e s p a c i o y te m p o r a l i d a d a lo s q u e e s té r e f e r id o . P a r a lo g r a r ta l c o n c r e c ió n , s ie m p r e e s p o s i ­ b l e d i s e ñ a r u n títu lo a tr a c tiv o e i n c o r p o r a r la s p r e c i s i o n e s n e ­ c e s a r ia s e n u n s u b tít u lo o a u n e n t r e p a r é n te s is . EJEMPLOS I I . l . "Intelectuales dominicanos frente a la Intervención estadounidense (1916-1924). Discurso nacionalista y resistencia política" Isabel de León Olivares. Proyecto de tesis de maestría en Histo­ ria, Instituto Mora (2010). I I . 2. "De colegio clerical a colegio liberal: el Instituto Campechano (1823­ 1910)" José Manuel Alcocer Bernés. Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2006). 1 5
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? I I .3. I I .4 . I I . 5. I I .6 . I I .7. I I .8 . "La administración hacendaría de Rafael Mangino, 1830-1832. En busca de un mejor control de los recursos públicos federales" Josaphat Noel Peña Rangel. Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008). "Los negocios de papel: comerciar libros en la Ciudad de México a fina­ les del siglo xvm" Manuel Suárez. Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Fa­ cultad de Filosofía y Letras-UNAM (2008). "De 'ruinas' y 'antigüedades': valoraciones en torno a los vestigios ar­ queológicos del México prehispánico (1862-1867)'' Paulina Martínez Flgueroa. Proyecto de tesis de maestría en His­ toria, Instituto Mora (2006). "Nuevos tiempos: ¿nueva justicia? La administración de justicia en Zaca­ tecas, 1812-1835" Águeda Goretty Venegas de la Torre. Proyecto de tesis de doc­ torado en Historia, Instituto Mora (2007). "Edición y transferencias culturales en el siglo xix. Francia-México" Lise Andrles y Laura Suárez de la Torre (coords.). Proyecto co­ lectivo de investigación México-Francla, ANUIES-CONACYT-ECOS (2007). "Salvador Quevedo y Zubieta. De la escritura errante a la medicina mental en el Manicomio General La Castañeda, 1859-1935" José Antonio Maya González. Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010).
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    II.9. 11.10. CAP. II. TITULOTENTATIVO 1 7 "Una generación llena de libros: literatura infantil en M éxico a fines del siglo xx. Estudio histórico" M aría Fernanda García. Proyecto de tesis de licenciatura en His­ toria, Facultad de Filosofía y Letras-UNAM (2011). "Una 'instantánea' de la ciudad de M éxico. 1883-1884" Alicia Salm erón y Fernando Aguayo (coords.). Proyecto co lecti­ vo de investigación, Instituto Mora (2011).
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    Capítulo III Presentación deltema, delimitación temporal y espacial T o d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n d e b e d e lim ita r c o n c la r id a d la c u e s tió n p a r tic u la r q u e s e h a d e c id id o e s tu d ia r: a q u e l o a q u e ­ llo s a s p e c to s d e u n c ie r to f e n ó m e n o o p r o c e s o h is tó ric o c o n c u y a in v e s tig a c ió n m e r e c e la p e n a c o m p r o m e te r s e . E s in d is p e n s a b le fija r a q u í lo s lím ite s te m p o r a le s y e s p a c ia le s e n q u e s e m o v e r á el c u e r p o c e n tr a l d e l tra b a jo , a sí c o m o d e ja r e n u n c ia d o s , c u a n d o s e a e l c a s o , lo s n o m b r e s d e lo s a c to r e s , in s titu c io n e s o lu g a r e s e s p e ­ c ífic o s e n lo s q u e s e d e te n d r á p a r tic u la r m e n te la in v e s tig a c ió n . El p r o c e s o d e s e le c c ió n y d e lim ita c ió n d e u n te m a s e a c o m ­ p a ñ a s ie m p r e d e la r e a liz a c ió n d e u n c o n ju n to d e le c tu ra s p e r ti­ n e n te s , q u e fo r m a rá n p a rte , a s u v e z , d e l e s ta d o d e la c u e s tió n . D e e s ta s u e r te , la d e lim ita c ió n d e l te m a y e l e s t a d o d e la c u e s tió n s e tr a b a ja n , e n r e a lid a d , d e m a n e r a s im u ltá n e a . R e s u lta ú til t e n e r p r e s e n te q u e la d e f in ic ió n d e l te m a r e s p o n ­ d e a p r e g u n t a s d e l t i p o d e a q u e ll a s q u e in ic ia n c o n u n q u é , u n q u ié n , u n d ó n d e y u n c u á n d o . L as p r e g u n t a s q u e i n d a g a n a c e r ­ c a d e l p o rq u é, el có m o y e l q u é sig n ifica se u tiliz a n m á s b ie n p a ra d e f i n ir e l p r o b l e m a d e in v e s ti g a c ió n y la s c u e s t i o n e s c e n t r a ­ le s d e l p r o y e c t o . D e s d e l u e g o q u e la d e f in ic ió n d e l te m a m a r ­ c h a t a m b ié n a la p a r d e la d e f in ic ió n d e l p r o b l e m a h is tó r ic o q u e s e q u ie r e a b o r d a r . D e f in ic ió n d e l te m a , p la n t e a m i e n to d e l p r o b l e m a y e s t a d o d e la c u e s t ió n s o n tre s a p a r t a d o s q u e s e tr a ­ b a ja n p r á c t ic a m e n te al m is m o tie m p o . E s c o n v e n ie n te in s c rib ir, d e s d e e s te m o m e n to d e l p r o y e c to , e l te m a s e l e c c io n a d o e n e l c a m p o d e e s tu d io d e in te r é s d e l in - 19
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    2 0 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? v e s ti g a d o r (la h is to r ia s o c ia l, p o lític a , c u ltu r a l, e c o n ó m ic a o la q u e c o r r e s p o n d a ) e id e n tif ic a r e l f e n ó m e n o o p r o c e s o a c u y a c o m p r e n s i ó n b u s c a c o n t r i b u ir c o n s u s in d a g a c io n e s . C u a n d o e l h is to r i a d o r ti e n e b i e n c la r o lo q u e q u i e r e in v e s ­ tig a r, p u e d e e n u n c i a r l o e n u n a s p o c a s lín e a s , si b i e n p o d r á u tiliz a r a l g u n a s m á s p a r a ju s tif ic a r lo s lím ite s t e m p o r a l e s y e s ­ p a c ia le s a d o p t a d o s . D e s d e l u e g o q u e e s ta ju s tif ic a c ió n d e b e r á h a c e r s e e n f u n c ió n d e l f e n ó m e n o o p r o c e s o h is tó r ic o e n c u e s ­ tió n y d e l a s p e c t o p a r ti c u la r p o r e s tu d ia r . A h o r a b ie n , u n a p r e ­ s e n t a c i ó n m á s e x t e n s a d e l te m a d a la o p o r t u n i d a d d e te je r m á s f in o a c e r c a d e la s p a r ti c u la r id a d e s d e l te m a y d e la f o r m a e n q u e s e q u i e r e a b o r d a r . EJEMPLOS I I I . 1. Lise Andries y Laura Suárez de la Torre (coords.), "Edición y trans­ ferencias culturales en el siglo xix. Francia-M éxico". Proyecto colectivo de investigación México-Francia, ANUIES-CONACYT- ECOS, (2007). El proyecto se propone estudiar las transferencias culturales que tuvieron lugar entre Francia y México en el siglo xix a través de las edi­ ciones. Este siglo, en el caso de México tras su independencia en 1821, corresponde al de un extenso desarrollo de la prensa y la edición; en Francia, corresponde igualmente a una expansión sin precedentes de la prensa, con el surgimiento de los almanaques de modas, las revistas literarias, las publicaciones de carácter enciclopédico, los primeros pe­ riódicos satíricos... Éste es un periodo en que se asiste a una imbrica­ ción estrecha entre el periodismo y la literatura, con la aparición de las primeras novelas de folletín; también en el que el mundo económico y el campo cultural están cada día más asociados. El periódico llega inclu­ so a ser una empresa comercial, como lo demuestra el éxito financiero de Émile de Girardin, verdadero patrón de la prensa, quien lanzó en 1833 el M uséedes Familles -retomado en México con el título de El Re­ creo de las Familias- y sobre todo, Le Siéde, en 1836, el cual transformó el concepto de la prensa.
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    CAP. III. PRESENTACIÓNDEL TEMA 2 1 I I I . 2. Dolores Ballesteros Páez, "De castas y esclavos a ciudadanos. Las representaciones visuales de la población capitalina de origen afri­ cano del periodo virreinal a las primeras décadas del México inde­ pendiente". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008). El presente proyecto trata de rastrear a un segmento de la pobla­ ción de la ciudad de México que, después de 1821, aun siendo "igual" legalmente al resto de la población, si quería ascender en la escala so­ cial, debía distanciarse de su herencia africana, ligada al estigma de la esclavitud. Se trata de argumentar que las representaciones visuales de la población de origen africano en la Ciudad de México en el periodo virreinal -pintura, grabado, litografía y escultura- hablan de su activa colaboración en la economía de la capital y cómo, tras la independen­ cia, esta representación no se reemplaza por la igualdad entre las figu­ ras, sino más bien se caracteriza por minimizar la presencia de los afromexicanos en las distintas imágenes de la época, siendo identifica­ dos generalmente como parte de la masa trabajadora capitalina de co­ lor de "bronce" o con las regiones costeras del país. La investigación abarcará desde principios del siglo xvm hasta los años cincuenta del siglo xix. Se ha elegido esta temporalidad porque la historiografía sobre la población afronovohispana en la Ciudad de México concentra los estudios en la época virreinal y, de manera muy especial, en el ocaso del siglo xvm y hasta la Independencia. En este sentido, este proyecto continúa el camino de la historiografía que se ha dedicado al análisis de este grupo social y, al mismo tiempo, Intenta aportar información sobre los años inmediatamente anteriores y pos­ teriores a la independencia. I I I . 3. Olivia Moreno Gamboa, "Autores novohlspanos del siglo xvm, ¿una sociedad de letrados?". Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2008). El objeto de estudio de esta investigación son los autores novohis- panos vistos como colectivo o grupo social. Considero novohlspanos tanto a aquellos individuos que nacieron en el virreinato como a los que tuvieron ahí una amplia trayectoria académica y profesional. Tomaré en cuenta únicamente a los escritores que publicaron impresos en la Nue­ va España entre 1701 y 1821. Los autores de manuscritos y obras publi­ cadas en el extranjero quedarán, en principio, fuera de este análisis.
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    2 2 ¿COMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? La elección del siglo xvm y principios del xix como marco histórico para este proyecto responde a su importancia para la historia del libro en la Nueva España y, en general, en el mundo occidental; éste fue el siglo, nunca está de más insistir, en el que se produjo la explosión de la producción editorial, un fenómeno al que el virreinato americano no fue ajeno, pero el cual se debe revisar todavía a fondo. Mi investigación arranca con el siglo xvm y se extiende hasta 1821 por dos razones: en primer lugar, porque las fuentes seleccionadas permiten estudiar a los autores en la larga duración, una duración acorde al análisis de fenóm e­ nos culturales, pues su gestación y sus transformaciones suceden en un extenso periodo de tiempo; y en segundo, porque los aconteci­ mientos ocurridos en las primeras décadas del siglo xix (la ocupación de España por el ejército napoleónico y el m ovim iento de independen­ cia en la Nueva España) sin duda provocaron cambios importantes en la evolución de los autores y la producción impresa local. En cuanto a la representatividad de la investigación en térm inos del espacio geográfico a tratar, debo aclarar que si bien la gran ma­ yoría de las obras que analizaremos se publicaron México y Puebla, esto no significa que la totalidad de los autores haya nacido o vivido únicam ente en esas ciudades. El análisis de la distribución de los au­ tores por su origen geográfico mostrará una realidad más com pleja y revelará aspectos interesantes sobre la difusión del impreso en el virreinato. I I I .4. Miguel Ángel Castro Estrada, "México a través de la ciencia. El retrato de la identidad nacional mexicana exhibido en la primera conme­ moración del Descubrimiento de América (1892)". Proyeao de tesis de licenciatura, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2011). El trabajo de tesis al que sirve de andamiaje el presente proyecto de investigación busca acercarse a la "imagen" que de México proyectaron gobierno y élites porfiristas en dos de los múltiples eventos culturales celebrados en España con motivo del IV Centenario del descubrimien­ to de América. Me refiero, por un lado, a la Exposición Histórico-Ameri- cana de Madrid, de 1892;' y por el otro, al ciclo de conferencias dedicadas al estudio, exposición y discusión de temáticas americanas, que fueron escuchadas en el Ateneo madrileño entre 1891 -1892. 1En ella figuraron: Alemania, Argentina, Austria, Bolivia, Chile, Colombia, Costa Rica, Dinamarca, Ecuador, España, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicaragua, Noruega, Perú, Portugal, República Dominicana, Suecia y Uruguay.
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    CAR III. PRESENTACIÓNDEL TEMA 2 3 La Exposición Histórico-Americana pudo haber tenido un impacto m enor al de las habituales exposiciones internacionales decim onó­ nicas, pero si tal pudo haber sido el caso, fue precisamente porque su interés no era mercantil ni promocional, como el de las ferias y expo­ siciones universales de Filadelfia (1876), Nueva Orleans (1884), París (1889), Chicago (1893), Búfalo (1901) y San Luis (1904). Por el contrario, la de Madrid en 1892 fue, ante todo, una exposición cultural y científica. Como parte de las "Instrucciones de la Delegación general de la Junta directiva del Centenario a los Representantes en aquellos Estados [lati­ noamericanos]", se señalaba que: Esta índole especial de nuestra Exposición Histórico-Americana re­ chaza toda idea de interés individual, de lucro mercantil y de beneficio personal, aguijones poderosos que proporcionan granada concurrencia de expositores y de objetos a otra clase de certámenes generales. En nuestro caso, por el contrario, es preciso buscar los expositores e invitar­ les y convencerles para que envíen sus objetos o sus colecciones sin otro estímulo que la satisfacción personal que les producirán la exhibición, la publicidad y el renombre que puedan alcanzar sus objetos, y esta tarea, por sí misma penosa y difícil, ha sido una de las primeras encargadas a las Comisiones españolas en el extranjero.2 El gobierno de Porfirio Díaz aceptó la invitación y comenzó por crear, el 9 de mayo de 1891, una comisión especial dedicada a organi­ zar, clasificar y preparar los materiales y colecciones que se presentarían en la Exposición Histórico-Americana de Madrid. Con cerca de 17 000 piezas,3 la delegación mexicana, conformada por intelectuales y políti­ cos de la vieja guardia liberal, llegó dos meses antes de la inauguración. Como Jefe de la Comisión quedó el General Vicente Riva Palacio, envia­ do extraordinario y Ministro Plenipotenciario en Madrid; mientras que Francisco del Paso y Troncoso, entonces director del Museo Nacional de México, sería el Presidente de la misma. Agapito Ortiz de Jiménez fungió como secretario general, al lado de los siguientes comisionados: Francisco Sosa, miembro de la Real Academia de la Lengua Española de México y Secretario de la Junta Colombina; Manuel Payno, cónsul general en Barcelona; Manuel Gómez Velasco, cónsul en Madrid. Y los auxiliares generales: Presbítero doctor Francisco Planearte, cura de Ta- 2Archivo Diplomático y consular de España. Revista internacional, política, literaria y de intereses materiales, Madrid, 8 de noviembre de 1891, año IX, núm. 380, p. 1358. 3Den¡ Ramírez Losada, "La Exposición Histórico-Americana de Madrid de 1892 y la ¿Ausencia? de México", Revista de Indias, 2009, vol. LXIX, núm. 246, p. 281.
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    2 4 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? cubaya; Francisco Río de la Loza, profesor de química en el Instituto Médico Nacional de México; Fernando del Castillo, teniente de la pla­ na mayor facultativa de ingenieros; Jesús Galindo y Villa, secretario de la Sociedad Científica "Antonio Alzate" de México. Por su parte, el Ateneo de Madrid, institución prestigiosa que desde hacía algunos años había agregado una sección de Historia a sus tradi­ cionales secciones de ciencias exactas, físicas, naturales, morales y políti­ cas, resolvió dedicar dos cursos completos (1891-1892) al ciclo histórico que, difundido y publicado posteriormente bajo el título El Continente Americano, logró sumar durante las celebraciones centenarias no menos de 55 conferencias: la mayoría de ellas dictadas por renombrados orado­ res y abarcando un amplio abanico de épocas y temáticas, desde las historias precolombinas hasta la conclusión del periodo colonial. Para cumplir con este ambicioso programa se requirió la participa­ ción de hombres públicos y notables escritores u oradores peninsula­ res como eran Francisco Pi y Margall, Cesáreo Fernández Duro, Luis Vidart, Emilia Pardo Bazán, Antonio María Fabié, Gumersindo de Az- cárate, Rafael María de Labra, Antonio Cánovas del Castillo o el historia­ dor portugués Oliveira Martins. El prestigio del Ateneo de Madrid era indiscutible entonces, sin em bargo, la mayoría de los conferenciantes latinoam ericanos invi­ tados y aun los que se encontraban en Europa, no respondieron favorablem ente al convite. Sólo tres latinoamericanos, todos ellos di­ plomáticos, acudieron a la cita del Ateneo; el mexicano Vicente Riva Palacio, el uruguayo Juan Zorrilla de San Martín, y el ministro perua­ no, Pedro Alejandrino del Solar; tres hombres de un total de 300 re­ presentantes latinoamericanos presentes en España en 1892; tres disertaciones americanas, una de ellas mexicana, frente a c2 discur­ sos peninsulares. I I I . 5. Miguel Hernández Fuentes, "Discusión religiosa en el espacio públi­ co mexicano 1812-1827". Proyecto de tesis de doctorado en Histo­ ria, Instituto Mora (2005). Dado el hecho de que, en la monarquía española, la religión se encontraba bajo la tutela y protección del Estado, y de que todas las cuestiones eclesiásticas se entremezclaban con las políticas, al tra­ tar cuestiones de gobierno, inevitablemente se dejaba la puerta abierta para abordar asuntos religiosos. Así dio inicio la discusión religiosa en el Cádiz de las Cortes, una querella publicitaria que, dado el apasionamiento que despertó en am-
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    CAP. III. PRESENTACIÓNDEL TEMA 2 5 bos bandos y de la continua radicalización de lenguajes, llegó a vivirse como una guerra de opiniones sobre el lugar que debían ocupar la re­ ligión y la Iglesia católica en la vida política y social de la monarquía. Las resoluciones en materia religiosa tomadas por las Cortes entre 1810 y 1814 -en particular, los decretos de reforma al clero regular, de aboli­ ción del Santo Oficio y el traslado de la defensa de la fe a tribunales diocesanos- fueron motivo de que las polémicas en los medios impre­ sos se mantuvieran vigentes a lo largo de esos años y de que se exten­ dieran a todas las provincias y dominios de la Corona, tanto en la península como en America, en donde fueron reproducidas en los ám­ bitos publicitarios locales. La libertad de emitir opiniones en materia religiosa en el espacio público representó una importante transformación cultural, sin prece­ dentes en el mundo hispánico; al igual que la vida del régimen constitu­ cional, fue suprimida en 1814 y restablecida en 1820 para, a partir de entonces, seguir un desarrollo propio en los diferentes estados naciona­ les originados del desmembramiento de la monarquía. En cada uno de ellos, la discusión religiosa tomaría cauces específicos en buena medida determinados por el modo en el que se presentara la convivencia de la Iglesia con el Estado. Además, se alimentaría por la incorporación de las nuevas ideas y conceptos críticos a la religión que se estaban generan­ do en el siglo xix en el mundo occidental. En la Nueva España comenzaron a presentarse las novedades en el campo de la actividad publicitaria durante la misma época en que emer­ gió la revolución liberal en la península, aunque se desarrollaron de ma­ nera más lenta debido a los controles que se imponían a los impresos en la América española y a la situación provocada por la guerra de ¡nsurgen- cia. Con la aplicación de la libertad de imprenta, en 1812, los publicistas locales comenzaron a ejercer su derecho a discutir sobre las cuestiones políticas del momento; una de ellas, la supresión del fuero eclesiástico dictada por el virrey Venegas, dio motivo a que se desatara la primera polémica de carácter religioso en los medios impresos novohispanos. Las opiniones se dividieron: una parte de los eclesiásticos apoyó la medida del virrey, mientras que otra la denunció com o el atropello de uno de sus derechos más legítimos. Miembros del clero de ambas pos­ turas se enfrascaron en debates impresos, en los que exponían los argu­ mentos que fundaban sus posiciones. Además, en esta discusión incursionaron publicistas laicos como Carlos María de Bustamante y José Joaquín Fernández de Lizardi. Por otra parte, los impresos gadita­ nos circularon en el virreinato, pero ni sus temas ni el tono de la crítica fueron emulados por los publicistas locales durante el primer periodo de libertad de imprenta. No obstante, marcarían una fuerte influencia
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    2 6 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? sobre el carácter de futuras discusiones sobre temas religiosos en el espacio público del México independiente. El tema de esta investigación es el surgim iento y evolución de la discusión religiosa en los medios impresos mexicanos desde la apli­ cación de la Constitución de Cádiz en la Nueva España hasta su afian­ zam iento como uno de los terrenos de la actividad publicitaria durante los primeros años de la República Federal en el México Inde­ pendiente. I I I .6. Alicia Salmerón y Fernando Aguayo (coords.), "Una 'instantánea' de la Ciudad de México. 1883-1884". Proyecto colectivo de Investiga­ ción, Instituto Mora (2011). La presente propuesta de investigación busca un acercamiento, desde diferentes perspectivas, a la historia de la Ciudad de México en los años de 1883-1884. Está animada por la ¡dea de aproximarnos a la ciu­ dad y proyectar una imagen de ella en un momento preciso, como si se tratase de una fotografía Instantánea. Esta imagen estará compuesta, a la manera de un mosaico, por miradas muy diversas que estudien la vida y el transcurrir de la ciudad en un par de años.1 Efectivamente, como ex­ plica el historiador francés Frangois Tomas, la dudad está formada por un conjunto de fragmentos de características muy particulares, cada uno de los cuales tiene su propia dinámica, "sus ritmos y formas de evo­ lución", lo que obliga la confluencia de diferentes enfoques para acercar­ se a ella.2 Y siguiendo todavía a Fran^ois Tomas, agregaríamos que esta na­ turaleza fragmentaria de la ciudad define temporalidades múltiples, lo que hace muy difícil establecer cortes que den cuenta de las principa­ les mutaciones del conjunto. Según los años que uno seleccione, se podrán identificar sucesos significativos para ciertos procesos, mien- 1De alguna m anera, esta ¡dea de proyectar una im agen de un m om ento pre­ ciso a partir de m iradas diversas guarda una relación próxim a con lo que Gum - brecht ha llamado "un ensayo acerca de la simultaneidad histórica" y con su propósito de acercar al lector a "una exp eriencia directa del pasado" a partir de un esfuer­ zo por dar cuenta de las m últiples realidades que lo com p onen. Hans Ulrich G um brecht, En 1926. Viviendo al borde del tiempo, M éxico, Universidad Iberoam eri­ cana, 2004, pp. 412-413. 2El texto referido de Tomas abre una magnífica obra colectiva, coordinada por Car­ men Collado, que constituye un acercamiento panorámico y multifacético a dos siglos de historia de la Ciudad de México. Fran<;o¡s Tomas, "Historia de la ciudad. Problemas de periodización", Carmen Collado, Miradas recurrentes II. La ciudad de México en los siglo xix yxx, México, Instituto Mora/UAM, 2004, pp. 23-49. La ¡dea referida: en p. 23.
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    CAP. III. PRESENTACIONDEL TEMA 2 7 tras que, para otros, lo que se obtendrá es la imagen de un acontecer cotidiano y de la acompasada marcha de los procesos de los que ese acontecer forma parte. En cualquier caso, vale la pena considerar las periodizaciones pro­ puestas por algunos estudiosos de la historia de la Ciudad de México para definir nuestros años. Por ejemplo, el propio Frangols Tomas Iden­ tifica una gran ruptura en la historia de la capital entre 1856-57 y 1873, año, este último, en que se Inaugura el ferrocarril Méxlco-Veracruz.3 En su opinión, en estas casi dos décadas tienen lugar transformaciones profundas: por un lado, en la estructura social de la ciudad, con una nueva burguesía por delante y un empuje liberal inédito; por otro, en la propiedad sobre el suelo a partir de la desamortización de los bienes de manos muertas, que remodela a la ciudad en función de estos nuevos intereses. Para este estudioso de la historia de la Ciudad de México, to­ dos los cambios experimentados por la capital durante el porfirlato obedecen a esta gran ruptura iniciada a mitad del siglo. Sin embargo, en un trabajo bastante anterior al de Tomas, María Dolores Morales con­ sidera posible definir una periodlzaclon más fina de la historia de la ciudad a partir de la consideración de uno de sus fragmentos, nada m enor por lo dem ás: el de su expansión física. En estos cam bios influyeron, argumenta la autora, la recuperación de la capital de su supremacía como centro político del país tras el triunfo liberal en 1856; también un claro crecimiento demográfico y un desarrollo tecnológico, además de la apertura del crédito urbano y de la ya referida seguridad sobre la propiedad del suelo.4 Entre 1858 y 1910, María Dolores Morales Identifica tres momentos en el crecimiento de la ciudad, a saber, un primero entre 1858 y 1883, marcado por una expansión de la ciudad hacia el norte con nuevos centros de trabajo y nuevas colonias de clase media y obrera; un segun­ do 1884-1899, con un crecimiento hacia el noreste, poniente y sur de la ciudad, mediante la creación de 11 fraccionamientos, también para cla­ ses medias y populares; y finalmente un tercero de 1900-1910, caracte­ rizado por un gran crecimiento hacia el sur-poniente, con colonias para clases altas (la Teja, Condesa y Roma). Los años que hemos seleccio­ nado para construir nuestra "fotografía Instantánea" de la Ciudad de México -1883-1884- se encuentran precisamente en la coyuntura que marca el paso del primer al segundo momento de gran expansión 3De hecho, Tomas identifica otras dos grandes rupturas en el siglo xx: una en los años de 1920-1930; otra en la década de 1980, Ibid., pp. 4 1-42. 4María Dolores Morales, "La expansión de la ciudad de México: el caso de los fraccio­ namientos", en Seminario de Historia Urbana. Alejandra Moreno Toscano (coord.), Ciudad de México. Ensayo de construcción de una historia, México, SEP/INAH, 1978, pp. 189-200.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROVECTO DE TESIS? de la ciudad y en el que confluyen otra serie de procesos políticos, económicos, sociales y culturales que parece importante recuperar. Efectivamente, 1883-1884 constituye una coyuntura poblada de acontecimientos significativos que permiten asomarse a múltiples pro­ cesos. Es el caso, por ejemplo, de la inauguración de la calle de 5 de Mayo, en 1883, que marcó, de alguna manera, el Inicio de una transformación arquitectónica de la ciudad; o la Inauguración de obras públicas, como el sistema de agua delgada, ese mismo año, que anunciaba innovaciones importantes en los servicios que ofrecería el gobierno de la capital en los años subsecuentes. De la misma manera, es el caso de la rebelión popu­ lar contra la moneda de níquel, en 1883, que tenía lugar en el contexto de una fuerte crisis económica nacional, embrollada con la campaña de desprestigio armada contra el Presidente Manuel González y la disputa por la sucesión presidencial; o el de las propias elecciones para presiden­ te de la República, en 1884, que anticiparon la apuesta de las elites políti­ cas por la reelección presidencial como factor estabilizador; también de sucesos como la quiebra del Monte de Piedad y la reorganización de las principales casas bancarias, que revelaron la profundidad de la crisis eco­ nómica y los peligros de la euforia de construcción ferroviaria. De Igual forma, acontecimientos como las pomposas fiestas patrias del 5 de mayo y del 16 de septiembre de 1883, que participaron de una proyección de la ciudad capital y que, junto con el ¡nielo, al año siguiente, de la publica­ ción por entregas de la magna obra México a través de los siglos, contribu­ yeron de manera significativa a los procesos de construcción de una identidad nacional. Asimismo, se podría considerar la puesta en funcio­ namiento, en 1884, del edificio de la nueva aduana de Santiago, que sus­ tituía a las Instalaciones de Santo Domingo, de origen colonial, y formaba parte de todo un proyecto para modificar el sistema de aduanas de la ciudad; o bien la ampliación de redes tranviarias y telefónicas que recon- formaban espacio urbano y redes comerciales. Éstos, entre muchos otros, son acontecimientos importantes que habrá que recuperar, aunque sin perder de vista que la imagen que se busca de la Ciudad de México en 1883-1884 tiene que ver tanto con grandes eventos y lances que movili­ zaron a sectores de la sociedad, como con el diario transcurrir de la vida citadina en aquel tiempo. La década de 1880 marca para la Ciudad de México, como para el conjunto de las ciudades hispanoamericanas, un momento de cambios importantes en sus actividades económicas, estructura social y fisono­ mía urbana.5Y los años de 1883-1884, en particular, están cargados de sucesos elocuentes. Pero este conjunto de sucesos es tan significativo 5José Luis Romero, Latinoamérica: las ciudades y las ideas, [1976] Buenos Aires, Si­ glo XXI, 2001, cap. 6.
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    CAP. III. PRESENTACIONDEL TEMA 2 9 como el que podríamos encontrar en muchos otros años o parejas de años de la historia de la ciudad. De esta suerte, conviene advertir que 1883-1884 no son "años umbral" en la vida de la dudad de México, es decir, que no son años con una relevancia especial, que amerite su estudio de manera aislada para la comprensión de algún proceso his­ tórico específico; no son años que apuntan cambios fundamentales, que enmarquen sucesos con gran carga simbólica.6 Nada más lejos de nuestra intención que la de presentarlos como un parteaguas en la his­ toria de la ciudad. Lo que abren estos dos años, que muy bien podrían haber sido otros, es la posibilidad de asomamos a la riqueza de la vida de la Ciudad de México en las últimas décadas del siglo xix, en el porfi- rlato temprano. 6La expresión, de acuerdo con Gumbrecht, proviene de la tradición historíográfica alemana. Gumbrecht, op. cit., pp. 413-414.
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    Capítulo I Ir Planteamiento del problema/Justificación de la investigación T o d a i n v e s t i g a c i ó n c o b r a s i g n i f i c a d o e n r a z ó n d e l p l a n ­ t e a m i e n t o d e u n p r o b l e m a . E l t é r m i n o p ro b le m a d e s i g n a p r e c i s a m e n t e “u n a d if i c u l t a d q u e n o p u e d e r e s o l v e r s e a u t o ­ m á t i c a m e n t e , s i n o q u e r e q u i e r e u n a i n v e s t i g a c i ó n ” .* U n p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n to m a fo r m a e n u n a o v a r ia s p r e g u n ta s ; c o n s titu y e u n a in t e r r o g a n te a c e r c a d e a l g u n o o a lg u ­ n o s f e n ó m e n o s o p r o c e s o s q u e c o n s ti tu y e n e l o b je to d e e s tu d io m is m o d e u n a d is c ip lin a . D e s d e l u e g o q u e e s te p r o b le m a p u e ­ d e s e r d iv id id o e n u n i d a d e s m á s s im p le s , e n p a s o s m á s c o r to s y , c o n f o r m e s e a v a n z a e n e s ta d iv is ió n , s e a v a n z a e n la d e f in i­ c ió n d e “s u b p r o b l e m a s ”. É s to s p o d r á n s e r e x p r e s a d o s e n u n m a ­ y o r n ú m e r o d e p r e g u n ta s . La p r e s e n ta c ió n d e l p r o b l e m a y lo s s u b p r o b le m a s ta m b ié n p u e d e to m a r u n a f o r m a d e c la r a tiv a , s ie m ­ p r e q u e r e m ita a u n a c u e s tió n p e n d i e n t e d e r e s o lv e r . La H is to ria e n p a r tic u la r , c o m o to d a d is c ip lin a c ie n tíf ic a , tie ­ n e f r e n te a s í u n c o n j u n to a b i e r to d e p r o b le m a s q u e r e m i te n a lo s g r a n d e s p r o c e s o s d e la c iv iliz a c ió n . C a b e d e c ir , d e s d e lu e g o , q u e e s te c o n j u n to e s tá e n c o n s ta n t e e x p a n s ió n , p u e s c a d a é p o ­ c a h a c e s u s p r o p i a s p r e g u n ta s a l p a s a d o , la s c u a le s d e p e n d e n d e la s p r e o c u p a c i o n e s d e o r d e n s o c ia l, p o lític o , c u ltu r a l, r e lig io ­ s o , te c n o ló g ic o , a m b i e n t a l ... p r o p i a s d e l t i e m p o e n e l q u e v iv e e l h is to r ia d o r . * M a rio B u n g e , La in v e stig a c ió n c ie n tífic a . S u estrategia y su filo so fía , A rie l, B a r­ c e lo n a , 1 9 6 6 , p . 195. 3 1
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    La la bo r d e l h is to r i a d o r s e g u ía , e n a lg ú n m o m e n to , p o r p r e ­ g u n t a s a c e r c a d e l q u é , e l q u i é n , e l c u á n d o y e l d ó n d e c o n r e la c ió n a d e t e r m in a d o s a c o n t e c i m ie n t o s , f e n ó m e n o s o p r o c e ­ s o s . E s a s p r e g u n ta s le p e r m i t e n d e lim ita r te m a s , p e r o p a r a “p r o - b le m a tiz a r ” s u e s tu d i o e s n e c e s a r i o in te r r o g a r s e ta m b ié n a c e r c a d e l c u á l, e l c ó m o , e l p o r q u é y e l q u é s ig n ific a . P o r e s te c a m in o s e p u e d e n p la n te a r p r o b le m a s s u s ta n tiv o s , e s d e c ir , c u e s ti o n e s 'a c e r c a d e l c o n o c i m ie n to d e f e n ó m e n o s y p r o c e s o s h is tó r ic o s . P e r o e l in v e s tig a d o r ta m b ié n p u e d e p r o p o n e r p r o b le m a s d e o r ­ d e n m e to d o ló g i c o , e s to e s , p r e g u n ta s a c e r c a d e c ó m o p r o c e d e r p a r a a b o r d a r u n d e t e r m i n a d o o b je to d e e s tu d io . La f o r m u la c ió n d e l p r o b le m a s u e le s e r la p a r te m á s d ifíc il d e la e l a b o r a c ió n d e u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n y , s e g ú n a d v ie r ­ t e B u n g e , la c a p a c i d a d p a r a f o r m u l a r lo n o p u e d e s e r d ir ig id a p o r re g la s : f o r m a p a r te d e la s e n s ib ilid a d y d e la c a p a c id a d c r e a ­ d o r a d e l in v e s tig a d o r . S in e m b a r g o , e l m is m o a u t o r o f r e c e a lg u ­ n o s c o n s e jo s : c ritic a r s o lu c io n e s o f r e c id a s p o r la lite r a tu r a s o b r e e l te m a , p a r a h a l la r s u s p u n t o s d é b i le s ; a p l i c a r r e s p u e s t a s c o ­ n o c id a s a s itu a c io n e s n u e v a s y v e r si s ig u e n s i e n d o v á lid a s ; g e ­ n e r a liz a r v ie jo s p r o b le m a s in c o r p o r a n d o n u e v a s v a r ia b le s ; b u s c a r r e la c io n e s c o n p r o b le m a s q u e p e r te n e c e n a o tr o s c a m p o s . . .* E sto e x i g e , s i n d u d a , la l e c t u r a p r e v i a d e u n a a m p l i a b ib l io g r a f ía : la r e la c io n a d a c o n e l e s tu d io d e l te m a p r e c is o d e la in v e s tig a c ió n , y o tr a q u e s e h a y a o c u p a d o d e t e m a s y p r o b l e m a s a n á l o g o s e n o tr o s m o m e n t o s y e s p a c i o s . E n e s t e s e n t i d o - e s c o n v e n i e n ­ t e i n s i s t i r - , la f o r m u l a c i ó n d e l p r o b l e m a d e i n v e s t i g a c i ó n s e d e b e t r a b a ja r - a l ig u a l q u e s e h a c e c o n la d e l i m i t a c i ó n d e l t e m a - d e m a n e r a s im u ltá n e a a l e s ta d o d e la c u e s tió n . U n tr a b a jo d e in v e s tig a c ió n s e ju s tific a e n r a z ó n d e la im p o r ­ ta n c ia d e l p r o b le m a d e in v e s tig a c ió n p l a n t e a d o y , p o r ta n to , e n s u s p o s ib ilid a d e s d e c o n t r i b u ir a l c o n o c i m ie n to h is tó r ic o ; ta m ­ b i é n p u e d e e n c o n t r a r s u ju s tif ic a c ió n e n s u c a p a c i d a d p a r a e x p l o r a r n u e v a s p r o p u e s t a s t e ó r i c a s y m e t o d o l ó g i c a s . D e e s ta m a n e r a , s e r á n e c e s a r i o q u e e l p r o y e c t o p o n g a e n r e lie v e e l in ­ t e r é s d e la i n v e s t i g a c i ó n e n e l m a r c o d e d e b a t e s h is t o r i o g r á - 3 2 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? *Op. cit., p p . 1 9 2 -1 9 3 .
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    CAP. IV. PLANTEAMIENTODEL PROBLEMA 3 3 f ic o s s ig n if ic a tiv o s . A d e m á s , d e s e r e l c a s o , p u e d e s e ñ a la r s u r e le v a n c ia p a r a c u e s ti o n e s d e u n in te r é s m á s a llá d e la d is c ip li­ n a m is m a , la s c u a l e s p u e d e n o c u p a r la a t e n c i ó n d e m u y d i ­ v e r s o s s e c to r e s d e la s o c ie d a d . U n a in v e s tig a c ió n h is tó r ic a , p o r e j e m p l o , p u e d e in c id ir e n e l d e s a r r o l l o d e o t r o s c a m p o s d e l c o n o c i m ie n to o c o n tr ib u ir a la d is c u s ió n d e p r o b le m a s y p r o y e c ­ to s e c o n ó m ic o s , p o lític o s , s o c ia le s , c u ltu r a le s , u r b a n ís tic o s , a m ­ b i e n t a l e s ... E s i m p o r t a n t e v a l o r a r e l im p a c to q u e p u e d e te n e r u n a in v e s tig a c ió n ; h a c e r s e u n a id e a , d e s d e s u s in ic io s , d e l in t e ­ r é s q u e p u e d e r e p r e s e n t a r p a r a la d is c ip lin a y , e n g e n e r a l, p a r a la c o m p r e n s i ó n d e u n a r e a lid a d . E s c o n v e n i e n te in s is tir e n q u e la ju s tific a c ió n d e l e s tu d io p r o ­ y e c t a d o e s u n a s u n t o q u e c o m ie n z a a p e r f ila r s e d e s d e e l p l a n ­ t e a m ie n to d e l p r o b le m a d e in v e s tig a c ió n m is m o . La p r e s e n ta c ió n d e e s te ú ltim o v a d e la m a n o d e u n a a r g u m e n ta c i ó n q u e d e s ta ­ c a la im p o r ta n c ia d e la s in te r r o g a n te s f o r m u la d a s y q u e a d e la n ta r a z o n e s c o n v i n c e n te s d e la n e c e s i d a d d e lle v a r s e a c a b o . A si­ m is m o , e l e s t a d o d e la c u e s ti ó n ti e n e e l in te r é s , p r e c is a m e n te , d e m o s tr a r p r e g u n t a s p e n d i e n t e s d e r e s p o n d e r , c o n t r a d ic c io n e s q u e r e q u i e r e n s e r r e s u e lta s , v a c ío s q u e d e b e n s e r a te n d id o s . D e e s ta s u e r te , la in v e s tig a c ió n e n c o n t r a r á s u r a z ó n d e s e r, ta m b ié n , e n s u s p o s ib il id a d e s d e a c e r c a s e a a lg u n a s d e e s a s r e s p u e s ta s p e n d i e n te s . U n a b u e n a ju s tif ic a c ió n d e la in v e s tig a c ió n s e p u e ­ d e p r e s e n t a r a la p a r d e l p l a n te a m ie n t o d e l p r o b le m a y r e f o r z a r ­ s e e n e l a p a r t a d o c o r r e s p o n d i e n t e al e s ta d o d e la c u e s tió n . EJEMPLOS IV . 1. Fausta Gantús (coord.), "Hacia una historia de las prácticas electora­ les en México. Siglo xix". Proyecto colectivo de investigación, Institu­ to Mora (2011). El proyecto planteado busca enriquecer un debate, quizás poco In­ formado todavía, acerca del lugar de las elecciones en la construcción de los regímenes políticos decimonónicos, de sus posibilidades para funcionar con las estructuras sociales heredadas por el México indepen­
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    3 4 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? diente y de participar de sus cambios. Interesa cuestionar el papel atri­ buido tradicionalmente a las prácticas electorales como una experiencia fallida, para comprender la función real que tuvieron las elecciones en la construcción del Estado mexicano durante el siglo xix. Nuestro punto de partida para un acercamiento a esta problemática es la idea de que las elecciones en el siglo xix, sin abrir la vida política a un juego democrático en forma, constituyeron importantes espacios de ne­ gociación y, como tales, resultaron fundamentales para la articulación de la sociedad política. De esta manera, el conocer quiénes y cómo votaban en el siglo xix permitirá no sólo una mejor explicación del creciente papel legitimador que tuvieron las elecciones en México por sobre otros meca­ nismos de "trasmisión" del poder como el pronunciamiento militar, sino que permitirá ver con mayor claridad el lugar que tuvieron las elecciones en la gobernabilidad política del México decimonónico. En los procesos de transformación de la institución y de las prácti­ cas electorales a lo largo del siglo xix es posible reencontrar tradiciones de antiguo régimen al lado de normas y prácticas que revelan los alcan­ ces de la revolución liberal. Por otra parte, estos procesos dan cuenta de un avance nada lineal en un sentido incluyente, es decir, de apertura a la participación política. Por el contrario, hay momentos de la historia polí­ tica del siglo xix en México de exclusivismo en materia de definición de derechos ciudadanos, de retroceso de una actitud o espíritu democrá­ tico. Así, la investigación propuesta permitirá una mejor comprensión de la forma en que se construyó la institución electoral para dar vida e ir haciendo efectivo un sistema representativo. IV .2. Carlos Alberto Ortega, "Justicia y fiscalidad en la diócesis de México (1750-1845)". Apuntes para un proyecto de investigación presenta­ do con la solicitud de ingreso a doctorado en Historia, El Colegio de México (2010).* Mi propuesta de investigación plantea dos cuestiones concretas a resolver. La primera remite a la identificación de las formas de resistencia de los causantes de diezmos en la demarcación territorial del arzobis­ pado de México durante la segunda mitad del siglo xvm y la primera mitad del siglo xix. Se trataría de caracterizar las distintas prácticas de re­ *Este ejemplo presenta de la mano el planteamiento del problema y las hipótesis de trabajo. Tal situación resulta común y es natural, pues las hipótesis son propuestas de res­ puesta a los problemas planteados. Véase el capítulo VI, correspondiente a las hipótesis de un proyecto.
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    CAP. IV. PLANTEAMIENTODEL PROBLEMA 3 5 sistencia fiscal en un contexto específico y de definir sus características históricas. Por otro lado, en el terreno de lo político, sería indispensable seguir el discurso de los causantes y la opinión pública, y tratar de identificar cambios de posturas ideológicas y de valores con relación al pago de la renta decimal. La segunda cuestión que interesa a esta propuesta de investiga­ ción se refiere a la competencia de las autoridades eclesiásticas y civiles en materia de cobro de diezmos. Esto me lleva a plantear varios sub­ problemas que expondré com o preguntas: ¿cómo se definió la com ­ petencia jurisdiccional entre los jueces hacedores, es decir, los jueces eclesiásticos encargados de la administración del diezmo en la catedral metropolitana, y las autoridades civiles? ¿Las medidas aplicadas por ambas autoridades fueron uniformes o correspondieron a situaciones particulares? ¿Cómo reaccionaron los causantes frente a ellas? ¿Los re­ sultados obtenidos fueron favorables o nulos para eclesiásticos y civi­ les? Como se sabe, en octubre de 1833 cesó la coacción civil del cobro del diezmo; a partir de ese momento las autoridades eclesiásticas ejer­ cieron en solitario la potestad para cobrar la renta decimal, ¿cuáles fue­ ron las medidas utilizadas por éstas para exigir el pago de diezmo? Más aún, ¿cómo resolvieron jurídicam ente los asuntos relativos a la resisten­ cia fiscal? ¿Cuál fue el ámbito de competencia al que apelaron para en­ juiciar a los deudores? Ante esta serie de cuestionamientos, es posible proponer una hi­ pótesis. Como hipótesis central sostengo que las medidas aplicadas por las autoridades eclesiásticas y civiles para cobrar el diezmo perdieron efectividad porque los causantes presentaron formas de resistencia cada vez más complejas conforme se Iba Implantando el ideario liberal. Aunado a lo anterior, propongo que ante tal situación, las autoridades judiciales (jueces eclesiásticos y jueces civiles) hicieron uso de faculta­ des jurisdiccionales extraordinarias para coaccionar el cobro de la ren­ ta decimal. IV .3 . David Adán Vázquez Valenzuela, "Mirando atrás: las com uni­ dades mexicanas y m exicoam ericanas de Los Ángeles ante la revolución mexicana. Su participación en el floresm agonismo (1903-1912)". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2011). La formación de comunidades de migrantes mexicanos en Estados Unidos ha sido un fenómeno que ha cobrado especial relevancia en
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    ¿COMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? los últimos años.1 A partir del endurecimiento de las leyes migratorias norteamericanas durante los años noventa y la creciente importancia de las remesas de dinero enviadas por mexicanos residentes en Estados Unidos, ha habido voces que claman la existencia de grupos de migran­ tes de un perfil menos itinerante y, por lo tanto, la formación de encla­ ves étnicos mexicanos de carácter más numeroso.2 Así, la percepción colectiva de estos grupos tiende a ser la de comunidades que están en constante crecimiento y que cada vez se organizan de manera más sistemática para tener una influencia en la economía y la sociedad nor­ teamericanas.3 Destaca, sin embargo, la poca atención que los estudio­ sos del tema han puesto al origen de dichas comunidades y sus activas dinámicas de formación ligadas, precisamente, a ese origen. Si bien se podrían identificar enclaves mexicanos/mexicoamerica- nos en Estados Unidos desde la época de la anexión por parte del ve­ cino del norte de lo que fuera territorio mexicano hasta la guerra de 1846-1848, fue hasta el boom económico de la postguerra civil norte­ americana cuando estos enclaves comenzaron a crecer de manera sig­ nificativa.4 En este sentido, fueron las áreas del suroeste y el Pacífico norteamericano las que atrajeron la mayor parte de inmigrantes mexi­ canos; y sería el área m etropolitana de la ciudad de Los Ángeles la que eventualmente serviría de lugar de residencia a la comunidad más grande de mexicanos fuera del país.5Lo que es más, durante la etapa de crecimiento de esta comunidad, la ciudad se constituyó en uno de los escenarios de mayor actividad organizativa de grupos de origen mexi­ cano en Estados Unidos. Las comunidades que estos migrantes formaron vivieron una gra­ dual politización que los llevó a comprometerse con movimientos que tenían demandas laborales y políticas. Poco a poco, comenzaron a en­ listarse en los sindicatos norteamericanos y llegaron a organizar algún movimiento de huelga donde ellos mismos fueron vanguardia.6Confor­ 1Rafael Alarcón, The Deveiopment of Hometown Associations in rhe United States and the Use o f Social Remittance in México, Mimeo, 2000. 2Véase Douglas S. Massey, 'The Wall that Keeps lllegal Workers In", The New York Times, 4 de abril de 2006 y Mariano Sana, "Growth of Remittances from the United States to México, 1990-2004", Social Torces, vol. 86, núm. 3, marzo de 2008, pp. 995-1025. 3Marc Lacey y Julia Preston, "Some Setbacks Aside, Latinos Reached Milestones in Midterm Races”, The New York Times, 5 de noviembre de 2010. 4George Sánchez, Becoming Mexican American: Ethnicity, Culture and Identiryin Chica- no Los Angeles, 1900-1945, Nueva York, Oxford University Press, 1993. 5Rodolfo Acuña, Anything butMexican, Londres/Nueva York, Verso, 1996. 6Véase Juan Gómez-Quiñones, Sembradores. Ricardo flores Mogón y el Partido Liberal Mexicano: An Eulogy and a Critique, Los Ángeles, Chicano Studies Center-University of Cali­ fornia, 1977 y Charles Wollenberg, "Working on El Traque: The Pacific Electric Strike of 1903”, Pacific Historical Review, vol. 42, núm. 3, agosto de 1973, pp. 358-369.
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    CAP. IV. PLANTEAMIENTODEL PROBLEMA 3 7 me en México se agitaban las aguas políticas y, sobre todo, con el arribo de cuadros floresmagonistas a Los Ángeles, los miembros de estas co­ munidades comenzaron a formar grupos de apoyo a la causa revolu­ cionaria en su país de origen.7 Luego del encarcelamiento de Ricardo Flores Magón y otros líderes del Partido Liberal Mexicano (PLM), se organizaron para ejercer presión política en las cortes en que se les juz­ gaba. Más aún, hubo miembros de la comunidad mexicana y mexi- coamericana, e incluso anglosajona, que se Involucraron directamente en los levantamientos organizados por el PLM en México en 1908 y, más tarde, en el proyecto de la toma de Baja California en 1911,8 Efecti­ vamente, la conformación de organizaciones de mexicanos y mexi- coamericanos en el área de Los Ángeles había pasado de tener un carácter de resistencia cultural, para implicarse directamente en cues­ tiones tanto laborales como políticas. En el proceso, la comunidad an­ gelina de origen mexicano había ampliado su radio de acción hasta abarcar su propio país de origen. Es, pues, claro que el apoyo dado a Flores Magón por los miembros de las comunidades mexicanas y mexicoamericanas de Los Ángeles re­ presentó un capítulo importante en la historia de la formación de estos enclaves étnicos. Más aún, constituye en la actualidad un ejemplo poco explorado de la manera en que mexicanos emigrados buscaron Influir en la situación sociopolítica de su país de origen. Resulta, por lo tanto, fundamental conocer este proceso y recuperar en él a referentes históricos clave para la comunidad radicada en la ciudad, así como para la historia de la propia revolución mexicana. Desconocer el compromiso de los miembros de dichas comunidades con el floresmagonismo se­ ría dejar de lado una parte importante de su génesis organizativa, así como diferentes tipos de vínculos que estos miembros buscaron ten­ der con la patria. En otras palabras, ignorar la transformación de la orga­ nización de dichas comunidades y los lazos que tendieron entre sí mismas y el floresmagonismo, sería prescindir de un capítulo histórico sobre uno de los vínculos que estas comunidades buscaron construir con México, su país de origen; sería restarles cualquier tipo de agencia en el desarrollo histórico mexicano. De esta manera, la investigación propuesta atiende a un problema historiográfico relevante, tanto como a una exigencia de carácter social en la actualidad: la del reconocimien­ to de los vínculos profundos y activos de las comunidades mexicanas y mexicoamericanas con su país de origen, puestos de manifiesto en momentos de profunda crisis para México, como lo fueron los años 7Se formó incluso un Club Liberal, ASRE, LE 1245, f. 240. 8William Dirk Raat, 'The Diplomacy of Suppression. Los Revoltosos, México and the United States, 1906-1911", The Hispanic American Histórica! Review 5 6 ,1976, pp. 529-550.
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    de gestación deuna revolución a principios del siglo xx. La contribu­ ción de trabajos que aporten, si bien de manera modesta, a la recons­ trucción en la consciencia colectiva de esos vínculos, parece ser un imperativo académico para los estudiosos del tema en ambos lados de la frontera. 3 8 ¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? IV .4 . Francisco Jesús Morales Ramírez, "La recepción de la antipsiquiatría en algunos sectores de la salud mental en México. 1970-1980". Pro­ yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008). Hace algunos años encontré un relato que me conmovió de forma personal con gran fuerza. Según su expediente médico, en 1961 Frank fue llevado de manera forzada por sus padres a un hospital psiquiátrico. Las razones aducidas fueron que Frank comenzó a adoptar "ideas y prác­ ticas extrañas", tales com o no hacer ningún esfuerzo por encontrar trabajo, convertirse en vegetariano estricto y dejarse crecer la barba y el cabello. El diagnóstico psiquiátrico fue de "reacción esquizofrénica de tipo paranoide, crónica y severa". Según los psiquiatras que lo atendie­ ron, la forma de razonar de Frank era típica de un esquizofrénico, en tan­ to que hacía "comentarios infundados", tales como que no sentía la necesidad de hacer las cosas que hacía el común de la gente, como se­ guir una dieta general o rasurarse. La recomendación médica fue que Frank necesitaba tratamiento en hospitalización, pues representaba "un peligro para sí mismo y para los demás". El nuevo paciente entonces re­ cibió una terapéutica de choque que consistió en 50 comas insulínicos y 35 terapias de electroconvulsión. Tras ello, a decir de sus médicos, "sus pensamientos se hicieron menos agudos y permitió que lo rasuraran y le cortaran el cabello". Ocho meses más tarde, Frank fue dado de alta. A partir de esta historia, surgió en mí un gran interés por la antipsi­ quiatría. Años más tarde me propuse hacerlo mi objeto de estudio: "La recepción del movimiento antipsiquiátrico en México", pensé, sería un buen tema para la tesis de maestría. Hasta donde sabía, no había ningún estudio al respecto. Para entonces ya conocía las obras coordinadas por Sylvia Marcos y la mayor parte de los libros publicados en nuestro país sobre el tema. La información que encontré sobre la recepción de la an­ tipsiquiatría me pareció francamente insuficiente, por lo que creí oportu­ no recurrir a la historia oral y hacer algunas entrevistas a protagonistas del movimiento para completar las fuentes de mi investigación. En esos momentos supuse que las entrevistas me develarían todo un mundo de sucesos que yo desconocía. Y así fue, pero no el sentido que
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    CAP. IV. PLANTEAMIENTODEL PROBLEMA 3 9 yo esperaba. Al iniciar este trabajo, realmente yo creía que en México habían tenido lugar, al menos, algunas experiencias prácticas como en Kingsley Hall o en Gorizia. Pero, tras efectuar las entrevistas y hacer una búsqueda bibliográfica y hemerográfica, me encontré con que el pano­ rama aquí había sido totalmente distinto. "En México no sucedió nada con respecto a la antipsiquiatría", me decían algunas personas conoce­ doras del tema, "por eso no hay ninguna investigación sobre ello; qué vas a investigar si no pasó nada". No obstante, si bien en México no se dio un fenómeno como el ocurrido en Inglaterra o Italia, sí había pasado algo, y mucho, con relación a la antlpsiquiatría. Entonces, traté de dejar a un lado mis ideas preconce­ bidas sobre lo que pudo haber acaecido en nuestro país e intenté vislum­ brar lo que me decían -y lo que no- las fuentes. Encontré que el caso mexicano había sido sumamente interesante debido a las particularida­ des que lo constituyeron y que lo diferencian de otros. En efecto, en México no hubo antipsiquiatría; sin embargo, esto no significa que no se haya experimentado una recepción interesante de la misma. Podemos decir que hoy en día el movimiento antipsiquiátrico es prácticamente desconocido. La mayoría de la gente ignora su existencia. A excepción de quienes tienen alguna relación con la salud mental -y aun ellos mismos-, son pocos los que guardan en su memoria que, hace apenas medio siglo, la psiquiatría comenzó a ser duramente cuestionada desde su propio seno y a partir de muy diferentes planteamientos. Al iniciar la década de 1960, la psiquiatría en algunos países euro­ peos y en Estados Unidos vivió una oleada de críticas que, en un pri­ mer momento, hicieron vacilar sus más sólidos principios. Se plantearon posturas tan sugerentes como radicales. Por ejemplo, se profetizó el fin de la psiquiatría como ciencia médica; se planteó que la enferme­ dad mental no era más que un mito y que, por lo tanto, no existía como tal; y que los manicomios deberían ser derribados en cuanto que eran vistos como instrumentos de opresión y control social. Buena par­ te de los jóvenes de los sesenta y los setenta vieron con buenos ojos estas ideas; en cambio, los psiquiatras de tendencia oficial las rechaza­ ron enfáticamente. En retrospectiva, hoy día, podemos ver que este m ovim iento jugó un papel fundam ental para el desarrollo ulterior de la psiquiatría occidental contemporánea. Esta investigación, concretamente, pretende dilucidar la recepción de la antipsiquiatría en México durante los decenios de 1970 y 1980. Nos interesa analizar dos cuestiones fundamentales: 1. Las características que aquí adoptaron los preceptos antipsi­ quiátricos a partir tanto de las circunstancias internas de la salud
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    4 0 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? mental mexicana com o de los factores externos de la cultura y la sociedad en México; 2. El grado y significado de asimilación, rechazo e influencia de este movimiento tanto en el interior de la psiquiatría institucio­ nalizada como en otras instancias vinculadas con la salud men­ tal en nuestro país, como la psicología. IV .5. Ornar Velasco Herrera, "De coyunturas y procesos: antecedentes funcionales de la banca central en México 1905-1925". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010).* El estudio y análisis de la evolución de la banca ha sido uno de los temas recurrentes en la historiografía económica reciente, tanto en el ámbito nacional como en el internacional.1 Para dimensionar su peso dentro de la generación de las condiciones materiales a lo largo del tiempo, la obra clásica de Karl Polanyi, La gran transformación, nos brin­ da un marco analítico para entenderla (junto con el patrón oro, el fun­ cionamiento del mercado autorregulador y la consolidación del Estado liberal) como sustento y eje institucional de la civilización del largo si­ glo xix. En este sentido, Polanyi denomina al periodo como "La paz de los cien años", una paz sustentada precisamente por el papel de la "alta finanza" dentro de los entrecruces cada vez más complejos de las nacio­ nes y sus intereses, y cuyo punto de quiebre se da con el conflicto armado de la primera guerra mundial.2 Si bien es cierto que se debe dimensionar la propuesta de Polanyi y circunscribirla a la realidad europea, es innegable que el papel jugado por la banca a nivel internacional, en contextos como el latinoamerica­ no, fue relevante en la medida en que muchos de los primeros experi­ mentos bancarios y, no menos importantes, los modelos bancarios que llegaron a América Latina, fueron en gran parte resultado de la expan­ sión c'e esa "alta finanza" de la que nos habla Polanyi. 1Véase, para el caso mexicano, el balance historlográfico de Carlos Manchal y Gusta­ vo Del Ángel, "Poder y crisis: historiografía reciente del crédito y la banca en México, Siglos xix y xx", Historia Mexicana, vol. Lll, núm. 3,2003, pp. 677-724. 2Karl Polanyi, La gran transformación. Los orígenes políticos y económicos de nuestro tiempo, FCE, México, 1992. *EI ejemplo da buena cuenta de cómo la problematización de un tema obliga a una revisión de debates historiográficos. Así, el planteamiento del problema mismo puede ex­ ponerse entremezclado con el estado de la cuestión (Nota de las autoras).
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    CAP. IV. PLANTEAMIENTODEL PROBLEMA 4 1 El surgimiento y consolidación de los bancos centrales y del pa­ trón oro, como elementos relevantes del Estado y de las economías nacionales, se dio precisamente en ese contexto. Así pues, resulta con­ veniente hacer referencia a, por lo menos, dos puntos que nos den perspectivas para plantear una discusión referente a los orígenes de la banca central en México: por un lado, qué es lo que entendemos fun­ cionalm ente como un banco central y, por el otro, cóm o se ha explica­ do su surgimiento.3 Respecto al primer punto, es importante distinguir entre un banco comercial y un banco central. Un banco comercial persigue la obtención de utilidades a partir de negocios bancarios, el más importante de ellos hoy día: proveer crédito. Antes de la consolidación de la banca central, el gran negocio bancario privado era el de la emisión de billetes, emisión sustentada en las reservas metálicas que dichos bancos poseían. Así pues, el derecho exclusivo de emisión de billetes fue una de las tareas que his­ tóricamente fueron adquiriendo las bancas centrales, por lo que en sus inicios hablamos de "banca única de emisión" y cuyas tareas eran regu­ lar la emisión de billetes y mantener la convertibilidad de los mismos en oro y plata.4 Por tanto, el concepto de "banca central" es una construcción histó­ rica que se ha ido consolidando a lo largo de una senda de experiencias particulares y de un proceso de aprendizaje, el cual puede ser visto pre­ cisamente a la luz de la retrospectiva. Al respecto, Pablo Martín Aceña nos dice que un banco central hoy día posee cuatro funciones básicas: "la emisión de dinero legal (billetes); actuar com o banquero del Esta­ do; ser banco de bancos o prestamista en última instancia (lenderoflast resort); y ser conductor de la política monetaria". A lo anterior agrega algo fundamental: "estas funciones no siempre se han entendido de la misma form a... El aprendizaje de estas funciones por parte de un banco cen­ tral y de sus directores es un proceso extremadamente lento y difícil; esto es, llegar a desem peñarlas de forma adecuada no es algo que se 3El planteam iento de esta perspectiva puede verse en Carlos Marichal, "Deba­ tes sobre los orígenes de la banca central en México", ponencia presentada en el Segundo Congreso de Historia Económ ica, 2004, <http://w ww .econom ia.unam .m x/ am he/m em oria/sim posiol 1/Carlos%20M ARICHAL%20.pdf> (consultado el 25 de no­ viem bre de 2010). En este docum ento, Marichal plantea una interesante discusión respecto a los orígenes de la banca central en México, discusión que a su vez, com o verem os líneas abajo, se desprende de una larga senda de investigación previa del autor respecto a las características de la banca latinoam ericana en la segunda mitad del siglo xix. 4Emma Gabriela Aguilar Reed, "La banca central en Inglaterra, los Estados Unidos y México", tesis de licenciatura, México, Facultad de Derecho-UNAM, 1961, p. 5.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? logre fácilmente. Sabemos, por los estudios históricos disponibles, que cum­ plir con acierto estas funciones ha llevado mucho tiempo".5 Ahora bien, ¿cómo se ha explicado el surgimiento de los bancos centrales? Para autores teóricos, como Charles Goodhart, existe un pro­ ceso "evolutivo" de la banca central en el que una institución bancaria privada comercial va adquiriendo y concentrando poco a poco tareas que, a la larga, serán características clave de un banco central. Así, en un contexto de libre concurrencia bancaria (conocido como free banking), en el que existe emisión libre de billetes, una Institución se va poslclo- nando como única emisora y adquiere capacidades reguladoras sobre otras entidades bancadas. Sin duda, Goodhart plantea un modelo teóri- co-histórico que está acorde a la realidad del caso Inglés y que podría ser extensivo para algunos casos en Europa; sin embargo, como el propio Goodhart plantea, las vías para acceder al banco central divergen en las causas: algunas de ellas emanaron directamente del Estado, como el caso de El Banco Estatal Prusiano, o bien como respuesta a sistemas caóticos de emisión con miras a la centralización y protección de las re­ servas metálicas que sustentaban dicha emisión, como sucedió en Italia.6 Otros casos, como el de la Reserva Federal en Estados Unidos, res­ pondieron a coyunturas tales como la crisis de 1907, que provocó la quiebra de una cantidad Importante de bancos en un panorama de principios del siglo xx en el que Estados Unidos poseía la red bancaria y descentralizada más grande del mundo. Ante ello, entre 1908 y 1913, se diseñó el Sistema de la Reserva Federal que funciona hasta la fecha, con características muy particulares derivadas de una experiencia bancaria propia de Estados Unidos.7 En el entorno latinoamericano, es Carlos Manchal quien ha trazado la problemática de Investigación al respecto. En un trabajo primigenio,8 nos brinda un panorama comparativo del origen de los sistemas banca- 5Pablo Martín Aceña, "El Banco de España y las funciones de un banco central 1914­ 1935", en Pedro Tedde y Carlos Marichal, La formación de los bancos centrales en España y América Latina (siglos xixyxxi, Madrid, Banco de España-Servicio de Estudios de Historia Económica, 1994, p. 121. 6Charles Goodhart, The Evolution of Central Banks, Cambridge, Mass., MIT Press, 1988, pp. 4-5. 7Marichal, "Debates sobre los orígenes de la banca central en México", op. cit., página 2. 8Carlos Marichal, "El nacimiento de la banca mexicana en el contexto latinoameri­ cano: problemas de periodización". Este trabajo apareció publicado inicialmente en el libro Banca y poder en México 1800-1925, Grijalbo, México, 1986, pp. 231-266. Fue pu­ blicado nuevam ente años más tarde en la serie titulada Lecturas de historia económica, dentro del tomo Lo banca en México 1820-1920, Instituto Mora/Colegio de México/ UNAM-IIH/Colegio de Michoacán, 1998, pp. 112-141, que es precisamente al que aquí nos referimos.
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    CAP. IV. PLANTEAMIENTODEL PROBLEMA 4 3 ríos com erciales en diferentes experiencias latinoam ericanas, pero dejando muy claro un factor común entre ellos, a saber, el hecho de constituir sistemas bancarios en los cuales la participación de bancos que eran parte del Estado, paraestatales o impulsados desde el gobier­ no, resultaron fundamentales en el desarrollo financiero de países como Argentina, Brasil, Chile y México. Así, nos pone en perspectiva un hecho que resulta importante para entender el desarrollo bancario en Latino­ américa: la existencia de instituciones bancarias que, además de cubrir las necesidades financieras del Estado, operaron también como bancos comerciales. En otro de sus trabajos,9 Marichal profundiza en el tema anterior, pero con un giro importante: un énfasis en los modelos bancarios y el acercamiento más incisivo al tema de los antecedentes de la banca cen­ tral en América Latina. El esbozo comparativo le permite adentrarse en una discusión teórica que es muy importante para entender la confor­ mación del sistema de bancos en Latinoamérica: la añeja y fuerte dispu­ ta entre la conveniencia de un sistema de bancos libres versus el banco único de gobierno con monopolio de emisión, una cuestión que fue recibida de manera distinta en los países considerados y que, como Ma­ nchal explica, tuvo implicaciones políticas y económicas heterogéneas en cada uno de los contextos nacionales. Tres puntos de análisis clave para plantear los orígenes de la banca central en los contextos latinoamericanos se desprenden del estudio de Marichal: 1) la referencia a los modelos bancarios; 2) la discusión teórica entre bancos libres y bancos únicos de emisión; 3) la afirmación -pre­ sentada en la conclusión de su trabajo- de que, si bien el papel de los grandes bancos impulsados por el gobierno fue, en todos ellos, fungir en actividades que hoy ejercería un banco central, ninguno de ellos lo fue en los hechos. Y mucho menos alguno se convertiría, años después, en el banco central moderno que hoy día conocemos. En suma, que para finales del siglo xix tan sólo podemos hablar de lo que fueron los antecedentes de la banca central. Esta conclusión es muy importante, pues representa un argumento sostenido y matizado en otro artículo de Marichal, escrito junto con Da­ niel Díaz.10 En él discuten la idea de una experiencia evolutiva en la con­ formación de la banca central; su conclusión es que, para el entorno “ Carlos Marichal, "Modelos y sistemas bancarios en América Latina en el siglo xix (1850-1860)", en Tedde y Marichal, op. cit., pp. 131-157. '“ Daniel Díaz Fuentes y Carlos Manchal, 'The Emergence of Central Banks ¡n Latin America: are Evolutionary Models Applicable?", en Cari Holtfrerich, Jaime Reis y Tonlolo Gianni (comps.), The Emergence o f Modern Central Banking from 1918 to the Present, Alder- shot, Ashgate, 1999, pp. 279-319.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? latinoamericano de finales del siglo xix, no se puede hablar del modelo evolutivo planteado por Charles Goodhart y, más bien, es correcto ha­ blar de la conformación de bancas centrales latinoamericanas impul­ sadas por razones coyunturales, por lo que se trataron de procesos discontinuos. Marichal desarrolla esa última ¡dea exclusivamente para el caso mexicano en un trabajo aún no publicado y presentado como una po­ nencia en el año de 2004. En él discute los orígenes de la banca cen­ tral en México y elabora un esquema de las instituciones que ejercieron algunas tareas que hoy día estarían en manos de una banca central.” Tenemos así dos planos analíticos en los cuales se desenvuelve el tema. Por un lado, la definición conceptual con un trasfondo histórico de lo que conocemos como banca central; por el otro, ese propio tras- fondo que da cuenta de los antecedentes, surgimiento, cambios, adap­ tación, consolidación y aprendizaje de la institución que hoy día es responsable de la política monetaria nacional y que representa una de las instituciones emblemáticas de la regulación y consolidación finan­ ciera del Estado. Es en estos dos planos en los que planteamos una Investigación que gira en torno al análisis, estudio y problematización de los antece­ dentes del Banco de México, fundado en 1925. La investigación propo­ ne como hilo conductor el de las tareas de banca central, es decir, el de un acercamiento analítico desde sus antecedentes funcionales. Para ello, consideraremos a la Reforma Monetaria de 1905 como punto de partida, porque ella, además de instaurar una variante del patrón oro en México, discutió la idea de un "fondo regulador de la circulación mone­ taria": la Comisión de Cambios y Moneda. Esta institución se agregó a un entorno en el que funcionaron otras dos: El Banco Nacional de México y el Banco Central Mexicano. La interconexión de las mismas nos da la pauta de una dinámica de banca central "atomizada" y, en esa medida, el primer antecedente funcional de una banca central en México. 1 1Marichal, “Debates sobre los orígenes de la banca central en México", op. cit.
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    Capítulo V Estado de lacuestión T o d o p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n p a r te d e u n c o n o c i m ie n to p r e v io . La f o r m u la c ió n d e in t e r r o g a n te s s ig n if ic a tiv a s v a d e la m a n o d e la id e n tif ic a c ió n d e d if ic u lta d e s , c o n tr a d ic c io n e s , d e b i ­ lid a d e s o v a c ío s c o n r e la c ió n a l c o n o c i m ie n to q u e s e tie n e d e u n c ie r to o b je to d e e s tu d io . D e e s ta m a n e r a , e l m a n e jo d e u n a d e t e r m in a d a b ib lio g r a f ía f o r m a p a r te ta n to d e l p r o c e s o d e s e le c ­ c ió n d e l te m a m is m o y d e l p la n te a m ie n t o d e l p r o b le m a , c o m o d e s u p o s t e r i o r r e f o r m u l a c ió n y a f in a m ie n to . E l r e c o n o c i m i e n ­ to y v a lo r a c ió n d e e s ta lite r a tu r a e s lo q u e s e c o n o c e c o m o es­ tado de la cuestión o e s ta d o d e l a rte . El e s ta d o d e la c u e s ti ó n e s u n b a l a n c e h is to r io g r á f ic o , u n in ­ v e n ta r io y d is c u s ió n c rític a d e lo s e s tu d io s r e a liz a d o s s o b r e u n te m a e s p e c íf ic o , a s í c o m o d e a q u e llo s p r ó x im o s al p r o b le m a q u e le d a s u s ig n if ic a c ió n . E s to s ú ltim o s , a u n si s e o c u p a n d e l e s tu d io d e o tr a s é p o c a s y la titu d e s o si s o n r e s u lt a d o s d e in v e s tig a c ió n e n e l m a r c o d e o tr a s d is c ip lin a s , c o n a t e n d e r al m is m o p r o b l e ­ m a o a u n o c e r c a n o , p u e d e n s u g e r ir p r e g u n ta s , c a m in o s p a r a tr a ta r d e r e s o lv e r la s y f u e n te s p e r tin e n te s . E s te a p a r t a d o c o n s ti­ tu y e , e n t o n c e s , u n a p u n t e d e lo a v a n z a d o p o r in v e s tig a c io n e s p re v ia s , u n r e c o n o c im ie n to d e s u s a p o r ta c io n e s y u n s e ñ a la m ie n ­ to a c e r c a d e s u s a lc a n c e s y lim ita c io n e s . C a b e in s is tir e n q u e el b a l a n c e d e b e a t e n d e r ta n to a l c o n o c i m ie n to d e lo s f e n ó m e n o s y p r o c e s o s h is tó r ic o s e n c u e s ti ó n , c o m o a lo s m é t o d o s s e g u i­ d o s y a la s f u e n te s u tiliz a d a s .
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    4 6 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? La e l a b o r a c ió n d e u n e s t a d o d e la c u e s ti ó n e x ig e u n a r e v i­ s ió n s is te m á tic a d e c a tá lo g o s d e b ib lio te c a s e ín d ic e s d e r e v is ta s e s p e c ia liz a d a s . E l b a l a n c e d e lo s te x to s r e v is a d o s p u e d e to m a r u n a f o r m a e n s a y ís tic a , e s d e c ir , la d e s u p r e s e n ta c ió n y a n á lis is e n e l m a r c o d e u n a a r g u m e n ta c i ó n e n t o r n o al p r o b le m a p l a n ­ te a d o . EJEMPLOS V .l. José Antonio Maya González, "Salvador Quevedo y Zubleta. De la escritura errante a la medicina mental en el Manicomio General La Castañeda, 1859-1935". Proyecto de tesis de maestría en Histo­ ria, Instituto Mora (2010). En la última década, la historia de la vida intelectual m exicana ha despertado un profundo interés entre historiadores de las ideas, so­ ciólogos del conocim iento, antropólogos culturales y escritores de vanguardia, interesados en la construcción de saberes, prácticas y narrativas en torno a la identidad nacional y lo m exicano en distintas épocas de la vida política del país. Sus objetivos generales han sido identificar y com prender los procesos históricos que dieron fisonomía al discurso intelectual m exicano, principalm ente durante la transición hacia el siglo xx. Durante la segunda mitad del siglo xix en México, em ergieron una cam ada de ilustres intelectuales que, a través de su beligerante pluma y form ación hum anista, dejaron testim onio de una época im portante para la proyección del Estado m oderno y las con­ tradicciones del proceso m odernizador porfirista. Salvador Q uevedo y Zubieta (1859-1935) form ó parte de esa generación de intelectuales (Manuel Gutiérrez Nájera, Porfirio Parra, José López Portillo, entre otros) que incidieron, desde sus distintos intereses, en la vida política, cultural, científica y social del México de Porfirio Díaz. Quevedo y Zu­ bieta fue médico, escritor, poeta y activista político del que no existe un trabajo acabado que procure entender su vida y obra en el contex­ to que le tocó vivir. Salvador Quevedo y Zubieta ha sido un personaje ciertamente olvi­ dado en la historia mexicana, la mayoría de las veces, la historiografía po­ lítica, literaria y cultural de los siglos xix-xx, lo ha mostrado com o un
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    CAP. V. ESTADODE LA CUESTION 4 7 "pensador político menor",' otras veces se le ha ensalzado por su voca­ ción "naturalista" y su incansable labor literaria, al que le faltaron recursos estilísticos para encumbrarse en el paraíso de los escritores con estrella.2 Sin embargo, Salvador Quevedo y Zubieta fue un intelectual jalisciense del que no existe -hasta donde hemos podido indagar- un estudio aca­ bado sobre su perfil biográfico y trayectoria intelectual. La historiografía nos ha legado a un personaje fragmentado, intermitente y dividido entre diversos intereses científicos y literarios, sin que se rescate una visión de conjunto que trace su mapa mental y las condiciones sociopolíticas en que escribió. Una breve incursión de biblioteca nos entrega a un perso­ naje "enjuiciado" por los propios historiadores, caricaturizado y poco va­ lorado en su esfuerzo intelectual; es un personaje que, parafraseando a la historiadora Martha García Amero, fue "enjuiciado por la historia"3debido a que sus trabajos no formaron parte de "la historia patria". Los historiadores mismos han pasado de largo la mirada y sólo han hecho crítica de sus infundadas aseveraciones sobre Díaz, González o Maximiliano. Al hacer un breve recuento de sus obras, nos hemos encon­ trado con que sus métodos de análisis son holísticos y humanistas, que en cierta forma parecen novedosos para algunos lectores de la época. Efectivamente, Quevedo y Zubieta incorporaba en sus reflexiones políti­ cas y literarias conceptos propios de la psicología, principalmente del francés Hippolyte Taine (1828-1893), quien buscaba demostrar sus teo­ rías mediante el análisis de factores psíquicos y psicológicos responsa­ bles de la evolución histórica. Por este motivo, la crítica feroz a las supuestas "infundadas aseveraciones" que ha resaltado la historiografía, pueden ser leídas desde otra perspectiva, es decir, como un tipo de inge­ niería social y mental que aglutinaba distintos campos del saber con el fin de comprender un mismo fenómeno. No se trata de enjuiciar al persona­ je con el reguardo que permite el presente, sino de entenderlo en rela­ ción a las circunstancias de su tiempo. 1José C. Valadés, El Porfirismo: historia de un régimen, México, Antigua Librería Robredo de José Porrúa e Hijos, 1941; Laurens B. Perry, Juárezy Díaz: continuidad y ruptura en la políti­ ca mexicana, México, UAM/Era, 1996. Para Cosío Villegas, Salvador Quevedo y Zubieta fue un hombre "aficionado" a las letras, de "pluma fácil" aunque de poco "talento”, "incapaz" como "pensador político", Daniel Cosío Villegas, Historia Moderna de México. La vida política interior Parte primera, México, Hermes, 1970, p. 703. 2Christopher Dom ínguez Mlchel, "Del salón a la celda”, Vuelta, núm. 149, 1989, pp. 19-26; Emilio Carballldo, Historia de las letras mexicanas en el siglo xix, México, Universi­ dad deGuadalajara/Xalli, 1991; Pedro Ángel Palou, "Circunstancias y lenguaje en Quevedo y Zubieta", manuscrito del mismo autor de pronta publicación. 3Martha García Amero, "José María Lafragua. El moderantismo pertinente", en Tras las huellas de personajes mexicanos, México, BUAP, 2002, p. 133.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROVECTO DE TESIS? A pesar de que existe cierto olvido del personaje, Quevedo y Zubie­ ta es citado por ideólogos e historiadores de la política mexicana y de la literatura con cierta regularidad, aunque casi siempre es representado como un personaje secundario dentro del amplio repertorio de intelec­ tuales de los siglos xix y xx. Últimamente, ha llamado la atención al ser considerado como uno de los primeros hombres que abrió camino para el desarrollo de "la psicología social en México".4 No obstante, el análisis de Salvador I. Rodríguez, el historiador que así lo rescata, adolece de un exam en más claro en cuanto a las fuentes utilizadas; tam poco hace un rastreo de las filiaciones ideológicas y redes intelectuales que utilizó Quevedo para hacer su "psicología histórica" y "familiar". Siguen siendo prácticamente desconocidas sus aportaciones a la medicina mexicana5y poco exploradas sus experiencias en la práctica psiquiátrica mexicana, labor que, como he mencionado anteriormente, realizó durante dos es­ tancias en el Manicomio General La Castañeda.5 4Salvador Iván Rodríguez Preciado, "Salvador Quevedo y Zubieta y la primera Psicolo­ gía Social en México (1906-1935). ¿Rigor científico vs. licencia poética?", Athenea Digital, núm. 3,2008, pp. 93-108. http://antalya.uab.es/athenea/num3/rodnguez.pdf (fecha de con­ sulta: 18/11/08). 5Ana Cecilia Rodríguez de Romo, Gabriela Castañeda López y Rita Robles Valencia, Protagonistas de la medicina científica mexicana: 1800-2006, México, UNAM, Facultad de Me­ dicina/Plaza y Valdés, 2008, pp. 376-377. La información que ofrecen las autoras sólo se limi­ ta a una serie de datos ya conocidos sobre sus puDlicaciones, nivel de estudios y exilio a España y Londres. Por otra parte, Rosalina Estrada Urroz, "La lucha por la hegemonía france­ sa en la medicina mexicana: el caso de los medicamentos para combatir la sífilis". Nuevo Mundo Mundos Nuevos, 2008, puesto en línea: 18 diciembre 2006, http://nuemundo.revues. org/index3115.html, pp. 1-11, presenta a Salvador Quevedo y Zubieta como un "defensor" de la hegemonía francesa en la medicina mexicana, sin abundar más en el asunto. 6Archivo Histórico de la Secretaría de Salud, Fondo Manicomio General, Sección Expe­ dientes Personales, caja 45, exp. 6, en adelante AHSS, FMG, SEP, C, 45, exp. 6. Quevedo tra­ bajó por espacio de dos años, su primer ingreso fue el 21 de febrero de 1917. El segundo ingreso como médico interno fue en 1927. Le solicitaron su renuncia ese mismo año por asuntos de "difamación" en contra del Manicomio. Luz ael Carmen Beltrán Cabrera, "Los Hogal y su imprenta novohis- pana del siglo xvm". Proyecto de tesis de doctorado en Humanidades. Estudios Históricos, Universidad Autónoma del Estado de México (2011). Por muchos años, lo? estudios sobre historia de la imprenta en Méxi­ co se desarrollaron desde una postura historiográfica que podríamos llamar tradicional: se publicaron numerosos trabajos descriptivos y, en
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    CAP V. ESTADODE LA CUESTIÓN 4 9 menor medida, análisis interpretativos. En su mayoría, se trata de textos que siguen el origen y evolución de la imprenta, sistematizan datos bio­ gráficos y genealógicos de los impresores, recuperan registros de la pro­ ducción editorial... Entre este tipo de obras, tenemos los importantes repertorios bibliográficos de autores como Antonio León Pinelo, Juan José de Eguiara y Eguren, José Mariano Beristáin de Souza, Joaquín García Icazbalceta, Vicente de Paul Andrade, Nicolás León, José Toribio Medina y Francisco González de Cossío, quienes aportaron las primeras informa­ ciones sobre el arte de imprimir en México y, sobre todo, consignaron en sus obras los registros bibliográficos de los impresos en cada uno de los siglos del México colonial.1 Como continuación de esta obra de reconstrucción del mundo de la imprenta novohispana, tenemos además la aportación de historiadores com o Francisco Fernández del Castillo, com prom etido con la recopi­ lación y descripción de docum entos del siglo xvi, en particular los lo­ calizados en el Archivo General de la Nación, quien ofrece rica información sobre el desarrollo del negocio de la impresión y venta de libros en la época.2 Asimismo, Emilio Valton registró en su obra los primeros impre­ sos novohispanos a los que llama "incunables americanos";3y Alexandre A. M. Stols y Francisco Pérez de Salazar aclararon información biográfica aportada por obras previas, pero sobre todo localizaron nuevas fuentes para el estudio de personajes y familias de impresores.4 1Antonio León Pinelo, El epítome de Pinelo. Primera bibliografía del Nuevo Mundo, Washington, Organización de Estados Americanos, 1958; Juan José Eguiara y Eguren, Biblioteca Mexicana, México, UNAM, 1986; José Mariano Beristáin de Souza, Biblioteca Hispanoameri­ cana Septentrional, 3a. ed., México, Ediciones Navarro, 1947; Joaquín García Icazbalceta, Biblio­ grafía Mexicana del siglo xvi. Primera parte. Catálogo razonado de libros impresos en México de 1539 a 1600. Con biografías de autores y otras ilustraciones. Precedido de una noticia acerca de la Introducción de la Imprenta en México, México, Librería de Andrade y Morales, Sucesores, Portal de Agustinos, Imprenta de Francisco Díaz de León, Calle de Lerdo, 1886; Vicente de Paul Andrade, Ensayo bibliográfico mexicano del siglo xvu, México, Imprenta del Museo Nacional, 1899; Nicolás León, Bibliografía mexicana del siglo xvm, México, Imprenta de Francisco Díaz de León, Cinco de mayo y callejón de Santa Clara, 1902-1908,6 tomos; José Torlblo Medina, La Imprenta en México 1539-1821, Santiago de Chile, impreso en casa del autor, 1908-1912,8 vols.; Francisco González de Cossío, La imprenta en México, 1553-1820:510 adiciones a la obra de José Toribio Medina en homenaje al primer centenario de su nacimiento, México, UNAM, 1952. 2Francisco Fernández del Castillo (comp.), Libros y libreros en el siglo xvi, 2a. ed., México, Archivo General de la Nación/FCE, 1982. 3Emilio Valton, Impresos mexicanos del siglo xvi, México, UNAM, 1935. 4Alexandre A. M. Stols, Antonio de Espinosa el segundo impresor mexicano, México, Bi­ blioteca Nacional, UNAM, 1989; Stols, Pedro Ocharte: el tercer impresor mexicano, México, UNAM, 1990; Francisco Pérez de Salazar, "Dos familias de impresores m exicanos del si­ glo xvu", en Memorias y Revista de la Sociedad Científica Antonio Alzate, septiembre-octubre de 1924.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? En los últimos años, se ha desarrollado un Interés por conocer el pa­ pel de las mujeres en la historia de la imprenta. Porque, entre los perso­ najes involucrados en la producción de impresos, están también las mujeres que, al quedar viudas, se convertían formalmente en las respon­ sables de los talleres de sus maridos impresores; algunas sobresalieron como estrategas comerciales que mantuvieron los talleres por varias ge­ neraciones y obtuvieron privilegios reales para la impresión de determi­ nadas obras o para Imprimir, en exclusiva, documentos de instituciones gubernamentales. En la familia Hogal hubo mujeres impresoras, cuestión que me interesa rescatar particularmente.5 Así, la historiografía sobre el tema es muy pertinente. Entre los estudios que abordan el tema de las impresoras, tenemos el de Carolina Amor de Fournier: La mujer en la tipo­ grafía mexicana, en el que se presenta, a partir de los datos registrados por Toribio Medina, el trabajo de 11 impresoras novohispanas, así como imágenes de las portadas de algunos Im presosfi Otros trabajos también interesados en las viudas impresoras parten, Igualmente, de La imprenta en México 1539-1821, de Medina. Es el caso de los de Marina Garona Gra- vier y de Sara Poot Herrera.7 En el mismo libro en el que publica Poot Herrera, Viudas en la histo­ ria, aparece un artículo de Carmen Castañeda titulado "Petra Manjarrés y Padilla, viuda heredera de la imprenta en Guadalajara, 1808-1821 ".8 Cas­ tañeda analiza el contexto social en el que la viuda heredera asume la dirección de la imprenta y la hace marchar, para posteriormente seguir su labor com o em presaria de un taller de im presión fuera de la capi­ tal novohlspana. Castañeda destaca la trascendencia del trabajo de esta mujer empresaria en la difusión de la cultura en Guadalajara, du­ rante las primeras décadas del siglo xix. 5Como tesis de maestría en Historia, yo misma trabajé el tema de las mujeres impre­ soras: di seguimiento a 14 casos, con especial interés en la manera en que las viudas man­ tuvieron los talleres de sus maridos una vez que ellos fallecieron y en su éxito para ampliar el negocio a partir del establecimiento de redes familiares cimentadas en alianzas matrimo­ niales. Luz del Carmen Beltrán, "Mujeres impresoras novohispanas, 1541-1755", Tesis de Maestría en Humanidades: Estudios Históricos, Universidad Autónoma del Estado de Méxi­ co, 2007. 6Carolina Amor de Fournier, La mujer en la tipografía mexicana, México, La Prensa Mé­ dica Mexicana, 1972. 7Marina Garone Gravier, Las otras letras. Mujeres Impresoras en la Biblioteca Palafoxia- na, Puebla, Gobierno del Estado de Puebla, 2009; Sara Poot Herrera, "El siglo de las viu­ das impresoras y mercaderas de libros: el XVII novohispano", en Manuel Ramos Medina (comp.), Viudas en la historia, México, Centro de Estudios de Historia de México CONDU- MEX, 2002, pp. 113-139. 8Carmen Castañeda, "Petra Manjarrés y Padilla, viuda y heredera de imprenta en Gua­ dalajara, 1808-1821”, op.clt., pp. 167-180.
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    CAP. V. ESTADODE LA CUESTION 5 1 Recientemente han salido a la luz otros estudios sobre mujeres im­ presoras, como el de Idalia García, quien se ocupa de manera especial del personaje de Rosa Teresa de Poveda, viuda de Hogal.9 Igualmente valioso para nuestra propuesta es el artículo de Justina Sarabia Viejo: "La imprenta Hogal. Religión y cultura ilustrada en el México del siglo xvm."1 0 De este último texto me interesa, de manera muy especial, su esfuerzo por establecer una relación entre la producción de la imprenta y los acon­ tecim ientos más im portantes de su tiem po. En esta dirección cam ina­ rá también el proyecto que ahora propongo. La historiografía sobre el mundo del impreso durante el siglo xix mexicano -el siglo del impreso por excelencia- es más vasta que la que se ha publicado sobre el tema para la Nueva España, y los historiadores que se han acercado a él en años recientes lo han hecho con gran origi­ nalidad." Su lectura orientará mi propuesta metodológica. De hecho, gracias a la historiografía reciente sobre imprenta e impresores e impre­ soras, podemos proponer ahora nuevas perspectivas de análisis que aporten nueva información, pero sobre todo que faciliten el acercamien­ to a la empresa misma y a los impresores; que estudien la producción de las imprentas y las redes de distribución de sus impresos; que se intere­ sen por la forma en que circulan los textos y en que son recibidos, leídos y com partidos... Por este camino, será posible acercarnos a lo que hoy parece en verdad importante: el lugar de la imprenta en el desarrollo cul­ tural novohispano, su impacto en las prácticas sociales cotidianas, su parte en la conservación de tradiciones y en los cambios sociales y po­ líticos. Es necesario señalar aquí que el interés reciente por los estudios so­ bre la historia de la edición en México nació de la lectura de las propues­ tas lanzadas por los historiadores franceses Henri-Jean Martin, Roger Chartler, Jean-Yves Mollier, entre otros, así como de los presupuestos de Robert Darton quienes se interesan por analizar los impresos desde la vertiente de la historia cultural. 9Idalia Garda Aguilar, "Retazos en la vida de una Impresora novohispana: Rosa Teresa de Poveda, viuda de Hogal", en Garone, op. cit., pp. 40-48. '“ Justina Sarabia Viejo, "La Im prenta Hogal. Religión y cultura ilustrada en el M éxico del siglo xvm", en Jesús Ma. Nieto Ibáñez y Raúl M anchón G ó m ez (com p.), El hum anism o pspañol entre el viejo m undo y el nuevo, León, Universidad de León 2008, pp. 455-490. 1 1Algunos ejem plos destacados se encuentran en los dos libros coordinados por Laura Suárez de la Torre: Constructores de un cam bio cultural: impresores-editores y libreros en la ciudad de México. 1830-1855, México, Instituto Mora, 2003; Impresiones de México y de Francia: edición y transferencias culturales en el siglo xix (cocoordinado con Lise Andrles), M éxico, Editlons de la Malson des Sciences de L'Hom m e/Instltuto Mora, 2009.
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    5 2 ¿COMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? V .3 . Miguel Ángel Hernández, "Discusión religiosa en el espacio público mexicano. 1812-1827". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Ins­ tituto Mora (2007). Las discusiones religiosas han sido tratadas en la historiografía re­ ciente a partir de diferentes marcos referenciales. Primero, el de la proble­ mática de la construcción del Estado moderno en México y las querellas que éste tuvo que mantener con la Iglesia católica. Ésta jugaba un rol fundamental en materia financiera y como administradora de la mayor parte de las instituciones educativas, de salud y beneficencia en México. El Estado tenía que ganar control sobre estas actividades, si aspiraba a unificar a la sociedad bajo su dirección. La tensión provocada por este choque de intereses fue llevada al terreno de la política eclesiástica del Estado, en la que se conjugó con otros asuntos pendientes como el recla­ mo del ejercicio del Patronato, las relaciones con el Vaticano y la partici­ pación política del clero. En estos trabajos, el debate religioso en los medios impresos aparece como uno de los terrenos en los que se des­ arrolló la querella entre las potestades civil y espiritual. Se trata pues de un enfoque político en que se atienden las ideas generadas en torno al problema o bien, los aspectos propagandísticos de la discusión. El segundo campo es el de los estudios sobre la prensa y la aparición de la opinión pública en nuestro país, en los que se han contemplado los aspectos generales del debate sobre la religión como uno de los va­ rios temas que fueron abordados por la incipiente actividad publicitaria de tipo moderno que se estaba gestando en la época. Finalmente, tene­ mos las investigaciones sobre la Iglesia católica en México en las que se han atendido su desarrollo institucional, su política frente al Estado y la evolución del discurso clerical en una época de profundos cambios polí­ ticos en los que el clero tuvo que luchar por preservar sus privilegios cor­ porativos. Se puede afirmar que en todos estos trabajos las discusiones sobre asuntos religiosos se han abordado como uno o varios elementos a considerar para la comprensión de las problemáticas generales de la re­ lación Iglesia-Estado y del desarrollo de la cultura moderna en México. V .4 . Paulina Martínez Figueroa, "De 'ruinas' y 'antigüedades': valoraciones en torno a los vestigios arqueológicos del México prehispánico (1862­ 1867)". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2006). Quienes han incursionado en la cuestión de la arqueología durante el siglo xix han sido en su mayoría profesionales de esta disciplina, pre-
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    CAP. V. ESTADODE LA CUESTION 5 3 ocupados más por la génesis y desarrollo de la propia arqueología como ciencia, que por resaltar el significado que tuvo en su momento el inte­ rés por las "ruinas" y "antigüedades". La historia de la arqueología se ha ocupado poco, hasta ahora, del valor cultural y simbólico que tuvieron los primeros proyectos arqueológicos. Los pocos historiadores que se han topado con la arqueología del si­ glo xix lo han hecho gracias al estudio de otros temas, es decir, de manera indirecta, y estos trabajos se reducen a artículos en publicaciones periódi­ cas o ponencias en mesas redondas o coloquios. Contados son los casos que se enfocan, de manera concreta, al estudio de la arqueología y mucho menos, los que lo abordan durante el Segundo Imperio. De igual forma, los estudios que dan cuenta de las acciones que se llevaron a cabo en materia de protección y recuperación de los vestigios prehispánicos en épocas pasadas, no se proponen analizar qué había detrás de este inte­ rés: ¿por qué se preocuparon gobiernos y particulares en promover in­ vestigaciones sobre "ruinas" y "antigüedades"? Para reforzar lo anterior, es necesario hacer un balance historio- gráfico, aunque sea breve, para que se tenga una ¡dea más clara de las perspectivas tan variadas desde las cuales se ha investigado el tema ar­ queológico, así como para dejar constancia de que la historia de la arqueo­ logía durante el siglo xix es una especie de rompecabezas que aún no es armado en su totalidad. Sirva esta revisión, de igual modo, para cono­ cer ciertos textos que podrían auxiliar de manera especial el desarrollo de este proyecto de tesis. Para acercarnos a la valoración de los vestigios prehispánicos duran­ te el Segundo Imperio y hacer un balance de hasta qué punto se han estudiado estos temas, es conveniente apelar a dos tipos de obras. Las primeras, tienen que ver con nuestra temática, pero se encuentran orien­ tadas hacia otras temporalidades y lugares. Las segundas se refieren a la historia de la arqueología en México, pero de manera muy general, ya que el periodo que se aborda en esta tesis ha sido poco trabajado. Dentro del primer grupo planteado arriba, resultan de especial inte­ rés obras que se ocupan de la valoración europea y trabajos de rescate de "ruinas" y "antigüedades" en Grecia y Egipto. Entre ellas, me gustaría des­ tacar primero la que lleva por título Los primeros viajeros a Grecia y el ideal helénico, escrita por David Constantine (1989). En este estudio, el autor se plantea dos propósitos principales: por un lado, presentar a las figuras europeas más importantes que viajaron a Grecia durante el siglo xvm y que escribieron sus impresiones; por otro, definir y discutir la idea de Gre­ cia sostenida por los mismos viajeros, pero también por hombres de le­ tras que nunca realizaron ese viaje. Constantine estructura su estudio alrededor de la vida y la obra de los distintos personajes que participaron
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    ¿COMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? de este interés por Grecia. Para ello analiza, entre otros aspectos, su am­ biente familiar, desarrollo profesional, intereses, motivos para realizar el viaje, patrocinadores y, por supuesto, sus testimonios escritos de la trave­ sía. Se trata de un estudio muy interesante y completo que, a pesar de no orientarse específicamente a la arqueología, nos da indicios del estado que guardaba esta disciplina durante el siglo xvm; asimismo, proporciona ejemplos que nos ayudan a entender cómo los distintos actores que par­ ticiparon en este renovado interés por Grecia, valoraron e interpretaron los vestigios arqueológicos de acuerdo con sus preocupaciones y necesi­ dades específicas. Por lo que toca a las obras interesadas en los viajes y valoración eu­ ropea del antiguo Egipto, me interesa destacar de manera muy especial tres libros: Redescubrimiento del antiguo Egipto. Artistas y viajeros del siglo xix, escrito por Peter A. Clayton (1985); El descubrimiento del antiguo Egipto, de Alberto Siliotti (1998), y El saqueo del Nilo. Ladrones de tumbas, turistas y arqueólogos en Egipto, de Bran Fagan (2005). Considerando que la activi­ dad de rescate de vestigios arqueológicos en Egipto fue un antecedente básico para la labor que los extranjeros llevaron a cabo en México duran­ te el Segundo Imperio, el balance detallado de la manera en que viajeros de distintas nacionalidades se trasladaron a Egipto y de sus motivaciones cobra especial relevancia. Otra publicación que amerita una consideración especial en esta propuesta de investigación es la titulada Los viajeros franceses en busca del Perú antiguo (1821-1914), obra de Pascal Riviale, publicada en 1996, como resultado de su tesis doctoral. Este trabajo puede considerarse una pieza clave para el estudio de la arqueología americana por su proyección tem­ poral (abarca todo un siglo), así como por el manejo de fuentes (el mate­ rial de archivo que presenta es muy vasto) y por la manera en que se encuentra estructurada. La obra gira alrededor del análisis de los orígenes y desarrollo de la investigación arqueológica en Perú e intenta esclarecer aspectos sociológicos, ideológicos e institucionales de ese fenómeno. Por otro lado, presenta un panorama de la discusión americanista en Eu­ ropa y de cómo, en el marco de los debates en torno al origen y desarro­ llo del hombre americano, la arqueología alimentó esa discusión. Un trabajo más que resulta significativo para los fines del presente proyecto es En busca de los mayas. Los primeros arqueólogos, de Robert L. Brunhouse (1989). Esta obra estudia a aquellos hombres que allanaron el terreno de la arqueología en México y lo cultivaron a lo largo del siglo xix. Brunhouse califica a estos individuos de "precursores" y presenta su labor como primaria, porque estos primeros arqueólogos ingresaron en u cam­ po de investigación que no se había trabajado antes; porque, de alguna manera, eran sólo aficionados al rescate de vestigios antiguos, pues al no
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    CAP. V. ESTADODE LA CUESTIÓN 5 5 ser la arqueología ni una ciencia ni una profesión, carecían de una prepa­ ración formal para su trabajo; porque no tenían metodología bien defini­ da; porque provenían de distintos países y ámbitos profesionales (eran sacerdotes, abogados, artistas, militares, etc.); y porque la mayoría inter­ pretaría los vestigios prehispánicos a partir de un bagaje de conocimien­ tos sobre la antigüedad clásica. Brunhouse, Interesado en destacar los aspectos particulares de cada Individuo, estructura su estudio a partir de cada uno de ellos y nos presenta, para cada caso, su biografía, el contexto histórico en el que se desenvolvió, el porqué de su interés por los vesti­ glos arqueológicos del área maya, los sitios que trabajó, la trascendencia de sus investigaciones, etcétera. Para concluir con la revisión de este primer tipo de obras dedicadas al estudio del rescate de vestigios arqueológicos en temporalidades y lugares alejados del México del Segundo Imperio, habría que decir que éstas constituyen trabajos fundamentales para entender los valores y preocupaciones europeas que se encontraban tras los trabajos arqueoló­ gicos, tanto de la antigüedad clásica, como del nuevo mundo. En térmi­ nos metodológicos, las obras referidas dan cuenta de las posibilidades que ofrece el estudio de las instituciones, revistas y personalidades para la comprensión del complejo proceso de valorización y rescate de vesti­ gios arqueológicos. Finalmente, cabe destacar que gracias a estas obras pudimos conocer la riqueza de las fuentes que existen para hacer una indagación como la que ellas llevaron a cabo, las cuales van desde el documento de archivo hasta las imágenes. Con respecto al segundo tipo de obras de interés para este proyecto, es decir, las que se refieren a la historia de la arqueología en México, la variedad es grande; sin embargo, mencionaremos aquí los que pueden considerarse clásicos en el estudio de la materia. Tal es el caso del libro Historia de la arqueología en México, escrito por Ignacio Bernal y editado por primera vez en 1979. Con este trabajo, el arqueólogo incursiona en el campo del historiador y se constituye efectivamente, y hasta hoy en día, en referente obligado de la historia de la arqueología mexicana. El otro gran libro obligado para este tema, publicado en 1987, es La antropología en México: panorama histórico, coordinado por Carlos García Mora y for­ mado por 12 volúmenes. Ésta es una de las obras que más aportaciones ha hecho en el campo de la historia de esta ciencia en México. La obra coordinada por García Mora fue realizada por el INAH y reúne el esfuerzo de alrededor de 300 antropólogos, tanto nacionales com o extranjeros, com prom etidos con el estudio de las actividades an­ tropológicas realizadas en México desde la época colonial hasta los años ochenta del siglo xx. La obra se encuentra formada por nueve partes; aunque en todas ellas podemos encontrar informaciones interesantes en
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? torno a la arqueología mexicana, la primera es la que nos orienta de una manera más significativa. En esta primera parte se reseña el desarrollo de la antropología durante cada una de las etapas históricas por las que ha atravesado la sociedad mexicana. Vale la pena aclarar que el propósito de la obra es el estudio de la ciencia antropológica en general, y no sólo de la arqueología, por eso se ocupa también de la lingüística, la etnolo­ gía, la antropología física y demás disciplinas asociadas. El arqueólogo Eduardo Matos Moctezuma también ha incursiona- do en estos terrenos con su obra Breve historia de la arqueología en Méxi­ co (1992). El autor nos lleva en rápido recorrido por largas centurias de historia, desde la época prehispánica hasta el siglo xx. Por este camino 1rata de explicar cóm o, en cada etapa de la historia del país, la socie­ dad se interesó en conocer el pasado de los pueblos que le precedieron y cómo este afán de conocimiento podía deberse a causas diferentes y profundas. Entre estas causas considera la necesidad de legitimación a partir de la creación de lazos (reales o ficticios) con sociedades más anti­ guas, como sucedió en la época prehispánica; la necesidad de entender la historia y costumbres de un pueblo conquistado para someterlo me­ jor, como en la colonia; y el recurso al pasado como medio de liberación en contra de quien ostenta el poder, como en el México independiente. Esta valoración es de interés, aunque el libro es una síntesis un tanto apretada. En los meses de noviembre a diciembre de 2001, apareció en la re­ vista Arqueología Mexicana una nueva serie titulada "Historia de la ar­ queología en México”, coordinada por el mismo Eduardo Matos y Leonardo López Luján. Los autores dividieron el trabajo en siete entregas, las cuales abarcan desde el origen de la curiosidad del hombre por las "antigüedades", sus usos y sus fines, hasta el estudio sistemático de los diferentes vestigios de nuestro pasado, que deriva en la disciplina llama­ da arqueología. Los periodos y temas que se manejan comprenden des­ de la época prehispánica hasta el año 2000. Con motivo de la exposición "Descubridores del pasado en Meso- américa", que se presentó en el Antiguo Colegio de San Ildefonso en el año 2002, se editó un libro con el mismo nombre, que reúne textos ela­ borados por arqueólogos, antropólogos e historiadores muy reconoci­ dos en los que se discute en torno al quehacer del arqueólogo y los cambios que su actividad ha sufrido a lo largo del tiempo. En esta obra, encontramos a especialistas como Beatriz de la Fuente, con un ensayo sobre la historia de la arqueología olmeca; a Mercedes de la Garza, con un análisis del trabajo de los arqueólogos mayistas; a Nelly M. Robles, quien presenta un panorama de la historia de la arqueología mesoamericana a través de la región oaxaqueña... ya muchos otros autores que hacen sus
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    CAP. V. ESTADODE LA CUESTIÓN 5 7 aportaciones sobre los estudios arqueológicos que se han hecho en es­ tos territorios a lo largo del tiempo. Como se puede observar, la cuestión de la arqueología durante el Segundo Imperio sólo ha formado parte de obras generales y no se ha profundizado en ella. A la vez, los estudios que en algún momento la han tratado no ponen suficiente atención en lo que las "ruinas" y "antigüeda­ des" representaron para los Individuos del momento, en los significados que les imprimieron, en las utilidades que les dieron... Lucrecia Infante, "De la escritura al margen a la dirección de empresas culturales: mujeres en la prensa literaria mexicana del siglo xix (1805­ 1907)". Proyecto de tesis de doctorado en Historia, UNAM (2005). Cabe señalar que, en todas las historias y antologías literarias realiza­ das en la primera mitad del siglo, sólo una o dos llegaron a registrar -siem pre después de la décima musa-, el nombre (y sólo el nombre) de no más de tres monjas del siglo xvu Identificadas como "versificadoras"; otras cuatro "escritoras de versos" lograron colarse en el recuento hecho para el siglo xix y, finalmente, Rosas de la infancia, de la veracruzana María Enriqueta Camarlllo, fue la única obra firmada por una mujer que se regis­ tró en el siglo xx.1 Tal y como señala Lilia Granillo en su Innovador estudio sobre la poesía fem enina mexicana del siglo xix, ante dicho recuento parecía fá­ cil suponer que durante casi 300 años, de Sor Juana (xvu) a María Enri­ queta (xx), las m ujeres de este país no habían tenido nada que decir o, en todo caso, no habían aprendido cóm o hacerlo.2 Sin em bargo, la veracidad de dicho escenario com enzó a tambalearse a la luz de los cada vez más numerosos hallazgos que, no por casualidad, en general hicieron otras mujeres al investigar esta expresión cultural. Los amplios estudios de la vida conventual en el México colonial rea­ lizados por Josefina Muriel fueron de los primeros en hacer constar la presencia de una escritura femenina que, aun cuando no estaba estricta­ mente vinculada con la narrativa literaria, daba cuenta de una Insospe­ chada y estrecha relación entre aquellas mujeres y el ejercicio de la tinta y el papel.3 1Lilia del Carm en Granillo Vázquez, "Escribir com o m ujer entre hom bres, poe­ sía fem enina m exicana del siglo xix", tesis de doctorado en Letras Españolas, FFyL- UNAM, 2000. 2O p.dt„ pp. 16-18. 3Entre algunos de los más preciados con relación a esta temática: Conventos de mon­ jas en la Nueva España, México, Santiago, 1946: Cultura femenina novohispana, México, UNAM, 1982
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    ¿COMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? Tiempo después, la creciente y diversa investigación de las publica­ ciones periódicas decimonónicas, así como el estudio de la actividad lite­ raria realizada por los escritores del siglo xix (incluidas sus antologías e historias de la literatura y la poesía mexicanas, en las que sí aparecían las mujeres),4 arrojaron a la luz pública una cantidad de firmas femeninas que sobrepasaba en mucho el escueto registro realizado por el siglo xx. La voz escrita de las mujeres comenzó entonces a escucharse por entre los escombros del olvido. Su retorno a este escenario de la historia trajo también nuevas interrogantes sobre las razones por las que, durante tanto tiempo, se les había tenido por mancas o mudas. De la falsa pero fácil idea sobre su nula o escasa apetencia de palabras, se pasó entonces a la comprensión de los muchos factores que explicaban su prolongada exclusión de dicha memoria cultural. De entrada fue preciso aceptar que, al menos en términos generales, las mujeres estuvieron por mucho tiempo marginadas del acceso a las llaves del conocimiento: la lectura y la escritura. La explicación central de dicha prohibición radicaba en la definición cultural de la mujer como un ser predestinado -por su capacidad biológica- para la procreación y ca­ rente de ánima racional que necesitara expresarse intelectualmente. No obstante, más de una mujer encontró la manera de ir más allá de aquel unívoco destino para escuchar, mirar, decir y hacer todo aquello que -form alm ente- le estaba impedido por su entorno social. La recuperación de la expresión escrita de las mexicanas se benefició al acrecentarse el estudio de la prensa periódica del siglo xix, en particular de las llamadas "publicaciones femeninas", término que retomo para identificar al conjunto de todas aquellas revistas dirigidas expresamente a las mujeres.5La primera referencia al respecto data de 1935: Las mexica- 4En particular la obra realizada por José Maria Vigil, Poetisas mexicanas. Siglos xvi, xvu, xvmy xix, editada en 1893. 5Al igual que en el caso de la "escritura femenina", el uso del término "publicaciones femeninas" ha sido debatido por diversas estudiosas de la filosofía y la literatura. Algunas consideran que es indebido porque caracteriza de forma esenclalista la escritura producida por mujeres (tanto las temáticas atendidas como el estilo y propuesta narrativa en si). En el terreno concreto de la historia de la prensa, se ha argumentado que dicha categorización es improcedente, porque aun cuando estas revistas se dirigen a las mujeres, no todas son reali­ zadas por ellas; segundo porque los contenidos reproducen un conjunto de ideas e imagina­ rios de lo "femenino" construido desde una preceptiva masculina. Vid. esta perspectiva en Arambel Gulñazú y Claire Emilie Martin, Las mujeres toman la palabra. Escritura femenina del siglo xix en Hispanoamérica, Madrid, Iberoamericana-Vervuert, 2001. Desde mi punto de vista, y de acuerdo con el propósito planteado en esta investigación, tal discusión es improcedente puesto que son los creadores de estas publicaciones (mujeres u hombres) quienes así desig­ nan dichos proyectos editoriales. En el mismo sentido, la explicación del significado cultural y la connotación social de las ideas sobre lo femenino/masculino presente en estas publicacio­ nes debe realizarse mediante la comprensión del contexto histórico en el que se producen dichos discursos, pero no desde una valoración moral o ideológica contemporánea.
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    CAP. V. ESTADODE LA CUESTION 5 9 ñas en el periodismo consiste en un trabajo que, además de sus muchas imprecisiones y confusiones con respecto a las fechas y nombres de las publicaciones citadas (a las cuales identificó com o una expresión temprana del periodismo realizado por mujeres), interpretó el conteni­ do y estilo de la escritura de las mujeres desde una concepción esencia- lista.6 En otras palabras, sostuvo que ambos aspectos respondían a un "criterio femenil", es decir, a una manera particular de las mujeres para observar e interpretar la realidad. Veintidós años después, en 1957, se produjo el primer acercam iento académico hacia estas publicaciones, con el breve pero conciso recuento que de ellas hizo Jane Herrick. Aun cuando este trabajo no desarrolló un criterio de interpretación particu­ lar, sí representó el primer registro confiable de las publicaciones para mujeres surgidas a lo largo del siglo xix, en especial de sus primeros cincuenta años.7 Pionera en este trabajo de búsqueda y registro fue también María del Carm en Ruiz Castañeda, autoridad en el estudio de las publicacio­ nes periódicas decim onónicas y del periodism o m exicano, y quien, desde los años ochenta del siglo xx, incluyó en sus investigaciones a las revistas dirigidas a la población fem enina.8 La tesis de Elvira Her­ nández Carballido sobre cuatro revistas fem eninas de la segunda mi­ tad del xix tam bién abrió brecha durante aquella década pues, aun cuando la autora dirigió su atención a aspectos más del interés de las ciencias de la com unicación, su investigación fue la primera que abordó a las publicaciones para m ujeres com o un objeto de estu­ dio en sí.9 Durante la década siguiente, estas revistas fueron estudiadas desde diferentes ópticas y con diversos propósitos. En la perspectiva de análisis literario, Ana Rosa Domenella y Nora Pasternac abordaron, entre otras, la narrativa de escritoras cuya obra había sido publicada por algunas re­ vistas.1 0 6Fort¡no Ibarra de Anda, Las mexicanas en el periodismo, México, Juventa, 1935. 7Jane Herrick, "Periodicals for Women in México during the Nineteenth Century", The Americas, núm. 14, vol. 2, octubre 1957, pp. 135-144. 8María del Carmen Ruiz Castañeda, “Revistas femeninas (siglo XIX)", México, PIEM- Colmex, 1984 (manuscrito); "Revistas literarias mexicanas del siglo XIX", Deslinde, núm. 175, México, 1987. 9Elvira Hernández Carballido, "La prensa femenina en México durante el siglo xix", tesis de licenciatura en Comunicación, México, Facultad de Ciencias Políticas y Sociales- UNAM, 1986. 10Nora Pasternac, "El periodismo femenino en el siglo xix: Violetas delAnáhuac", en Ana Rosa Domenella y Nora Pasternac (coords.), Las voces olvidadas. Antología crítica de narrado­ ras mexicanas nacidas en el siglo xix, México, PIEM-Colmex, 1991.
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    ¿COMO FORMULAR UNPROVECTO DE TESIS? Otro tipo de acercam iento se produjo con la biografía de colabo­ radoras y directoras de las revistas," y la com pilación de textos iden­ tificados com o antecedentes del fem inism o en M éxico.12 En mi opinión, la asociación que estos trabajos establecieron entre los tex­ tos seleccionados y el fem inism o no fue del todo acertada. Los cues- tionam ientos de algunas de las revistas decim onónicas sobre los estereotipos y m odelos de lo fem enino entonces im perantes deno­ tan, en efecto, una transform ación en la identidad de género, pero no una dem anda de las im prontas políticas que caracterizaron el surgi­ m iento del fem inism o en occidente durante los años de vida de di­ chas publicaciones.1 3 Más cercanos a esta última apreciación se encuentran otra serle de trabajos realizados durante los años noventa sobre historia de las muje­ res en México, y en los cuales las publicaciones femeninas del XIX fueron atendidas tangencial o indirectamente.1 '1Sin embargo, la constante refe- 1 1Los estudios referidos son: Elvira H ernández Carballido, "Dos Violetas del Anáhuac", en María Esperanza Arenas Fuentes era/., Diez estampas de mujeres mexicanas, México, DEMAC, 1994; Susana Montero Sánchez, "Laurenana Wright de Kleinhans: pri­ mera perspectiva feminista en la historiografía mexicana", en Jorge Ruedas de la Sema (coord.), Historiografía de la literatura mexicana, México, UNAM, 1996. 1 2Julia Tuñón y Martha Eva Rocha, EiÁlbum de la mujer. Antología ilustrada de las mexi­ canas, vol. III y IV, México, INAH-CONACULTA, 1991-1993. Incluso en el importante y clásico texto de Anna Macías, Contra viento y marea. El movimiento feminista en México hasta 1940, se atribuye un sentido anacrónico al "feminismo" difundido por algunas revistas de mujeres publicadas durante el porfiriato. Véase la edición realizada por el PUEG-Colmex/CIESAS, México, 2002. '3Esta reconsideración sobre la asociación entre las revistas de mujeres del XIX y el feminismo en México ha sido esbozado por Julia Tuñón en su libro Mujeres en México. Recor­ dando una historia, 2a. ed., México CONACULTA, 1998, así como en su artículo “¿Convenci­ miento o estrategia? Del atrevimiento a la precaución en el primer feminismo mexicano" (manuscrito). Un trabajo que ilustra la importancia de matizar la delgada línea entre historia política y cultural de dicho tema: Francine Masiello (comp.), La mujery el espacio público. El periodismo femenino en la Argentina del siglo xix, Buenos Aires, Feminaria Editora, 1994. Una nueva lectura al respecto se denota asimismo en algunos de los trabajos más recientes ya citados, como los de Lourdes Alvarado, por ejemplo. 1 4Entre los que se encuentran: Ana Lau jaiven, "Retablo costumbrista: vida cotidiana y mujeres durante la primera mitad del siglo xix mexicano", en Regina Hernández Franyuti (comp.), La Ciudad de México en la primera mitad del siglo xix. Tomo II Gobierno y política. Socie- da dy cultura, México, Instituto Mora, 1994; "De usos y costumbres: aproximación a la vida cotidiana de las mujeres en la Ciudad de México (1821-1857)", tesis de maestría en Historia, México, FFyL-UNAM, 1993; Carmen Ramos Escandón y Ana Lau Jaiven, Mujeres y Revolución (1900-1917), México, INEHRM, 1993; Verena Radkau, Por la debilidad de nuestro ser. Mujeres del pueblo en lapazporfiriana, México, CIESAS, 1989 (Cuadernos de la Casa Chata, 168); Ruth Gabriela Cano Ortega, "De la Escuela Nacional de Altos Estudios a la Facultad de Filosofía y Letras, 1910-1929. Un proceso de feminización", tesis de doctorado en Historia, México, FFyL-UNAM, 1996.
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    CAP. V. ESTADODE LA CUESTIÓN 6 1 renda de que fueron objeto las confirmó como un valioso testimonio para la historia de las mujeres en el México decimonónico.1 5 Una última serie de investigaciones recientes ha retomado a las publicaciones femeninas como un objeto de estudio en sí mismo, ya vinculándolas con un tópico particular de la estructura social y cultural del siglo xix (como la educación y el arte), o bien profundizando en di­ versos aspectos de su especificidad dentro del conjunto de la pren­ sa periódica de aquella centuria.16 Esta perspectiva se observa, por ejemplo, en el estudio de Montserrat Galí sobre la introducción del ro­ manticismo en México durante los primeros cincuenta años del siglo xix, donde la autora atiende aspectos hasta entonces poco observados sobre las mujeres como un público lector de suma importancia para el mercado editorial de aquellos años. 15Ello se aprecia con claridad en el trabajo documental de María de la Luz Parcero, Condiciones de la mujer en México durante el siglo xix, México, INAH, 1992 (Científica); así como Ana Lau Jaiven, La nueva ola del feminismo en México, op.clt Carmen Ramos Escandón y Ana Lau Jaiven, op. cit., México, INEHRM, 1993. 16Entre ellos: María del Carmen Ruiz, "Mujer y literatura en la hemerografía. Revistas literarias femeninas del siglo xix”, Revista Fuentes Humanísticas, UAM-Azcapotzalco, 1er. Se­ mestre, 1994; Lilia Estela Romo M„ "Revistas femeninas de finales del siglo xix", Revista Fuen­ tes Humanísticas, UAM-Azcapotzalco, 1er. Semestre, 1994; Lucrecia Infante, “Las Mujeres y el amor en Violetas delAnáhuac (1887-1889)", tesis de licenciatura en Historia, México, FFyL- UNAM, 1996, "Mujeres y amor en revistas femeninas de la Ciudad de México, 1883-1907", tesis de maestría en Historia, México, FFyL-UNAM, 2000; "igualdad Intelectual y género en Violetas del Anáhuac. Periódico literario redactado por Señoras (Ciudad de México, 1887­ 1889)", en Gabriela Cano y Georgette José Valenzuela (coords.), Cuatro estudios de género en el México urbano del siglo xix, PUEG-UNAM, 2001, y "De lectoras y redactoras. Las publicacio­ nes femeninas en México durante el siglo xix", en Belem Clark de Lara y Elisa Speckman (eds.), La República de las Letras. Asomos a la cultura escrita del México decimonónico (vol. II), México, UNAM-IIF-IIH, 2005; Alfonso Rodríguez Arias, "Las Hijas delAnáhuac. Ensayo litera­ rio, 1873-1874. Aproximaciones a la historia de la lectura y la escritura en México", tesis de licenciatura en Historia, México, ENAH, 2001, y "Del Águila Mexicana a La Camella-, revista de Instrucción y entretenimiento. La presencia de la mujer mexicana como lectora (1823­ 1853)”, en Laura Suárez de la Torre (coord.) y Miguel Ángel Castro (ed.), Empresa y cultura en tinta y papel (1800-1860), México, UNAM/Instituto Mora, 2001; Carmen Ramos Escandón, "Género e identidad femenina y nacional en ElÁlbum de la Mujer, de Concepción Gimenode Flaquer", en Belem Clark y Elisa Speckman, op. cit.-, Blanca Rodríguez, “La Lira Chlhuahuense: 1896-1901”, en Rafael Olea (ed.). Literatura mexicana del otro fin de siglo, México, COLMEX, 2001; Flor de María Cruz Baltasar, "El Periódico de las Señoras (1896). Una empresa editorial hecha por mujeres", tesis de licenciatura en Historia, México, FFyL-UNAM, 2006; Kenya Bello Baños, "La educación sentimental. Editoras y lectoras porfirianas de la Ciudad de México en El Periódico de las Señoras (1896)", tesis de maestría en Historia, México, Instituto Mora, 2007; Janet Ortiz Nieves, "De ángeles del hogar, bachilleras, feministas y prostitutas. Imágenes de la mujer en textos y publicaciones periódicas (Ciudad de México, 1880-1912)", tesis de licen­ ciatura en Historia, México, FFyL-UNAM, 2005
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    ¿COMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? Una nueva lectura fue inaugurada también por Lourdes Alvarado en sus estudios sobre la historia del acceso de las mexicanas a la educación formal o escolarizada. Un aspecto del modo innovador en la reconstruc­ ción de dicho proceso es su interpretación sobre el papel de las pu­ blicaciones femeninas como instancias de educación informal de las mujeres y espacios primigenios de su expresión pública.1 7 El último estudio a comentar es el ya mencionado de Lilia Granillo sobre la poesía escrita por las mexicanas en el siglo xix.18 Este trabajo no sólo documentó la existencia -por lo m enos- de cien mujeres poetas en dicho periodo, y desarrolló líneas de investigación no im aginadas an­ tes (entre otras, el uso de seudónim os fem eninos por escritores de fama, o el seguim iento de los posibles casos de plagio de poesía feme­ nina), sino que también reflexionó sobre las implicaciones de la dinámi­ ca de género que, implícita en algunas de las instituciones culturales del siglo xix (como por ejemplo el canon literario), segregaron el valor Inte­ lectual y artístico de la escritura femenina. Como se observa, la mayor parte de las investigaciones citadas cen­ tró su atención en las publicaciones femeninas de la segunda mitad del siglo xix, en particular sus últimas tres décadas (1870-1900). No sin razón, puesto que la presencia de las mexicanas en la cultura impresa es clara­ mente manifiesta durante dicho periodo. A lo largo de estos años surgen las primeras publicaciones periódicas escritas por mujeres, su pluma flu­ ye incansable en las páginas de éstas y muchas otras revistas e incluso la obra de alguna de estas escritoras es publicada por importantes editoria­ les de México y España. La numerosa producción literaria de las mujeres en dicho periodo ha motivado que, incluso, recientemente, se le bautiza­ ra como "época dorada" de las letras femeninas en México, es decir, como el m om ento en el cual se produjo una explosión de escritura fem eni­ na, en especial en el género de la poesía.19 1 7Vid. María de Lourdes Alvarado, "Prensa y educación femenina en México en los al­ bores del siglo XIX", en Las raíces de la memoria. América Latina ayery hoy, Barcelona, Uníver- sitat de Barcelona, 1996; "La prensa como alternativa educativa para las mujeres de principios del siglo XIX", en Pilar Gonzalbo (coord.), Familia y educación en Iberoamérica, México, COLMEX, 1999; y La educación superior femenina en el México del siglo XIX. Demanda social y reto gubernamental, México, Plaza y Valdés/UNAM, 2004. Asimismo, Elizabeth Becerril Guz- mán, "Educación y condición de la mujer mexicana a través de la prensa (1805-1842)", tesis de licenciatura en Historia, México, FFyL-UNAM, 2000. l8Lil¡a Granillo, "Escribir como m ujer...", op. cit. 19Lilla Granillo y Esther Hernández, "De reinas del hogar y de la patria a escritoras profesionales: la edad de oro de las poetisas mexicanas", en Belem Clark y Elisa Speckman, op. cit.
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    Capítulo VI Hipótesis L os p r o b le m a s d e in v e s tig a c ió n s e r e s u e lv e n in d a g a n d o e in t e r p r e ta n d o s o b r e la b a s e d e h ip ó te s is . L as hipótesis s o n c o n je ­ tu r a s r a z o n a b le s , r e s p u e s ta s p o s ib le s a la s p r e g u n ta s e n u n c ia d a s , a lo s p r o b le m a s p la n te a d o s ; s o n in te n to s d e e x p l ic a c ió n q u e s e u tiliz a n c o m o p u n t o s d e p a r tid a d e u n a a r g u m e n ta c ió n . A sí, la s h ip ó t e s is s o n p r o p o s i c i o n e s a f ir m a tiv a s o s u p u e s t o s q u e b u s ­ c a r á n c o n f ir m a r s e m e d i a n t e la l o c a liz a c ió n y a n á lis is d e la in ­ f o r m a c ió n p e r t i n e n t e . Y e n t a n t o q u e la i n v e s t ig a c i ó n c o n f ir m a o m o d if ic a la s h ip ó t e s is , é s ta s h a c e n a v a n z a r e l c o n o c i m ie n to . U n a h ip ó te s is , p a r a s e r lo , d e b e s e r u n a p r o p u e s t a a p o y a d a e n c ie r ta s b a s e s . E n p r in c ip io , h a b r á d e s e r c o m p a t i b l e c o n u n c u e r p o d e c o n o c i m ie n to s , o c u e s ti o n a r lo c o n c ie r to f u n d a m e n ­ to . La h ip ó t e s is c o n s ti tu y e u n s u p u e s t o a c e r c a d e h e c h o s n o c o n o c i d o s , p e r o p r e s u m i b le s c o n b a s e e n la in f o r m a c ió n d e la q u e s e d i s p o n e e n el m o m e n to . A h o r a b ie n , to d a h ip ó t e s is d e b e p o d e r s e r c o n f ir m a d a , m o d i f ic a d a o d e s c a lif ic a d a m e d i a n ­ te lo s p r o c e d i m i e n t o s p r o p i o s d e la in v e s tig a c ió n h is tó r ic a , e s d e c ir , m e d i a n t e u n a n á lis is r ig u r o s o d e la s f u e n te s . EJEMPLOS V I .i. Lise Andries y Laura Suárez de la Torre (coords.), "Edición y transferencias culturales en el siglo xix. Francia-México". Proyec- 6 3
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    6 4 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? to co le ctivo de in vestig ació n M éxico-Francia, AN U IES-CO N ACYT- ECO S, (2007). El proceso de aculturación de lo escrito y de apropiación de las pala­ bras y de las imágenes implicó, necesariamente, la presencia de actores y factores responsables de hacer llegar los impresos a las elites del país. La formación de redes culturales y comerciales fue una característica de los nuevos tiempos. A partir de ellas, los libreros y editores extranjeros y mexi­ canos favorecieron la llegada y la circulación de las novedades edito­ riales -libros, revistas, almanaques, folletos, periódicos, manuales escolares, novelas, entre otros-. Los intelectuales mexicanos, en particu­ lar, recibieron estas novedades y supieron aprovecharlas para la concep­ ción y desarrollo de una cultura nacional. V I.2. Tatlana Carolina Candelario Galicia, "Diversión: educación y crítica. El teatro y su función social en la Ciudad de México, 1930-1940". Pro­ yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008). Esta investigación pretende demostrar que el crecimiento de las masas urbanas en la Ciudad de México, en la década que va de 1930 a 1940, estuvo acompañado de una búsqueda de nuevas formas de diver­ sión, pero también de educación, adoctrinamiento y politización de am­ plios grupos sociales. Propongo probar esta hipótesis a partir del estudio del teatro en la capital y de su función social en aquellos años. La idea es mostrar que el teatro adquirió, en esta década, un carácter más popular en el amplio sentido de la palabra: tanto las carpas y teatros pequeños, como los grandes recintos -el Palacio de Bellas Artes, por ejem plo- y salas proporcionadas por las autoridades gubernamentales para las re­ presentaciones de teatro, fueron visitados por miembros de casi todos los sectores de la sociedad capitalina. Obreros e integrantes de las clases medias, tanto como personajes ricos y prominentes de la ciudad, visita­ ban asiduamente el teatro. Distintos sectores sociales se divirtieron en estos espacios y, también, se informaron de los sucesos de actualidad, par­ ticiparon de la política del momento, adquirieron alguna educación lite­ raria y dramática, recibieron e hicieron suyas ideas promovidas desde el Estado -postulados de la Revolución, valores de higiene y de sobriedad- se contagiaron de inquietudes acerca de la formación de sindicatos y de ideas sobre lo que podrían representar los movimientos obreros... La función social del teatro en esta época, en la Ciudad de México, propongo, fue la de divertir, pero también la de educar, despertar in­
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    CAP. VI. HIPÓTESIS6 5 quietudes de todo tipo y operar como válvula de escape a presiones sociales. Con el teatro como tema de estudio es posible acercarse a la fina relación tejida entre Estado y sociedad capitalina en la década de 1930 y dar cuenta de cómo la gente de teatro y su público participaron entonces, de forma activa, en el proceso de consolidación de la cultura nacional y popular. V I.3. María Fernanda García, "Una generación llena de libros: literatura in­ fantil en México a fines del siglo xx. Estudio histórico". Proyecto de tesis de licenciatura en Historia, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2011). Lo que me propongo con esta investigación es realizar un estudio histórico sobre lo que pasó en el mundo editorial mexicano en el periodo de 1989-1991: ¿qué desató en esos años el crecimiento del mercado del libro y cuáles fueron los factores que, en ese momento, hicieron del libro infantil un producto que podía venderse bien? Esto me interesa porque creo que este periodo contribuye a la formación de lectores por placer, de niños que leen fuera del ámbito escolar. Mi hipótesis, por tanto, sería que la edición de literatura infantil en México, a partir de los años 1989­ 1991, fue un negocio editorial, pero también logró construir y darle fuer­ za a la idea del niño como un lector más allá de los espacios escolares. Quiero concentrar mi estudio en la labor de editoriales que se dedi­ caron a producir libros con contenidos literarios, y no tanto libros educa­ tivos o de actividades recreativas (recortar, pegar, dibujar, etc.). Centraré mi atención en los autores, en los editores y en sus destinatarios: los ni­ ños de entonces. Autores y editores son quienes conciben un texto y lo transforman en un libro destinado a un niño; quienes lo forman, dise­ ñan, corrigen y distribuyen; quienes definen líneas editoriales, temáticas y tabús; quienes lo promueven como un producto que educa y también que dará ganancias. Por su parte, los lectores, más allá de la cadena de producción y distribución editorial, son los receptores, son quienes usan los textos y conservan algunas de sus líneas el resto de su vida. Tengo un especial interés por darle voz a los usuarios de los libros infantiles de esos años, a la generación de chicos y chicas que tuvo la oportunidad de acercarse a aquellas ediciones desde pequeños; quiero saber qué les gustaba y por qué, quién les daba los libros, cuáles eran sus favori­ to s... ¿Qué factores influyeron en su acercamiento al libro, más allá de las políticas de las casas editoriales? Posiblemente la escuela misma, con sus ferias del libros; ciertamente también los núcleos familiares.
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    6 6 ¿COMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? V I.4 . Amanda Úrsula Torres Freyermuth, 'Tutelaje indígena. Ideas, dis­ curso y prácticas en torno al indio chiapaneco en el tránsito de la colonia a la Primera República". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008). La Constitución de Cádiz, promulgada en 1812, así como la declara­ ción de independencia de España -de México y de Chiapas- decretaron la igualdad de todos los individuos ante la ley. Aunque algunos sectores de la sociedad mantuvieron sus fueros, como la Iglesia y la milicia, la población indígena desapareció, jurídicamente hablando. El indio se convirtió en un ciudadano más, en un mexicano más, en otro chiapa­ neco común y corriente, sin diferenciación de derechos. La desaparición de esta figura jurídica, consecuentemente, dio fin a la propiedad comunal de la tierra y a las llamadas repúblicas de Indios, lo que implicó no sólo que los Individuos que las componían accedieran a derechos políticos, sino que desapareciera de un plumazo la institución y la forma de tenencia de la tierra que habían asegurado su privilegio. Esta desaparición jurídica obliga a preguntarse cómo es que se dio ese cambio en un espacio como el de Chiapas, pues éste fue el único territorio que tuvo la oportunidad de elegir su destino conforme a los Intereses de los grupos de poder local. Éste es un punto importante para estudiar este territorio pues, a diferencia del resto de los estados de la federación mexicana, Chiapas tuvo un proceso de transición distin­ to, único. Única también era esta provincia por sus características: rica en recursos naturales y hum anos, atrasada económicamente, pero, sobre todo, eminentemente indígena: para 1814, había en Chiapas 20 Indios porcada español. La figura jurídica del indio sufrió un cambio de estatus con el cons­ titucionalismo hispano: desapareció su tutela y es reconocido como ciudadano, con los mismos derechos y obligaciones que el resto de los individuos que componían la sociedad. Con ello desaparecieron las insti­ tuciones que velaban por su privilegio como menor. Chiapas poseía una población mayorltarlamente Indígena, lo que supone que este giro en su estatus jurídico implicó grandes cambios al interior de la provincia. En este sentido, es de suma importancia comprender cómo se dio este cambio, cuál fue el tránsito que vivió la figura del Indio chiapaneco (jurí­ dica y discursivamente) de la colonia a la Primera República mexicana. Como una contribución en esta dirección, la investigación propues­ ta pretende entender, en particular, cómo pensaban y actuaban los grupos de poder frente a la población indígena en Chiapas durante los primeros años que siguieron a la independencia de México. Se bus­ ca analizar la cultura política de la élite que definió los temas del debate
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    CAP. VI. HIPOTESIS6 7 político, condujo en una dirección a la opinión pública y tomó decisio­ nes que incidieron en la estructura del sistema político chiapaneco; se propone dilucidar la concepción que tenian las élites locales sobre el indígena, lo que ayudará a explicarnos mejor las condiciones de vida de este sujeto en la coyuntura de transición chiapaneca. Así, este proyecto está animado por preguntas como: ¿cuáles eran las ideas que predomi­ naban respecto al indio y las prácticas de convivencia entre población india y ladina? ¿Cuál era la política del gobierno local respecto a los pue­ blos de indios y qué tipo de participación política tuvo este sector de la sociedad? ¿Qué leyes incidieron en la desaparición o conservación de este sujeto, antes jurídicamente diferenciado, y en qué términos se defi­ nió su ciudadanía? ¿Tras la independencia de España, se mantuvo el tradicional tutelaje indígena en Chiapas? Y frente a estos cuestionamien- tos, se propone la siguiente hipótesis central: a pesar de que el estatus jurídico del indio cambió con la revolución liberal y con la indepen­ dencia, y a pesar de que se formuló todo un discurso en torno a su aniquilación cultural -dando lugar al surgimiento del ciudadano-, se ge­ neraron las condiciones necesarias para que el indio chiapaneco si­ guiera teniendo el estatus de minoría de edad y se le negó el ejercicio de los derechos políticos adquiridos con el nuevo orden político. V I.5. Ana Cecilia M ontiel O ntiveros, "La im prenta de María Fernández de Jáuregui: testigo y protagonista de los cam bios en la cultura Im presa durante el periodo 1801-1817". Proyecto de tesis de doctorado en Am érica Latina Contem poránea, Universidad Com plutense de Madrid/ Instituto U niversitario de Investigación Ortega y G asset (2005). La actividad de las imprentas de la Ciudad de México durante las primeras dos décadas del siglo xix, que son las dos últimas del régimen español, muestran justamente toda la complejidad del periodo, dejan­ do ver la práctica del sistema colonial, pero también las rupturas más significativas, con éste. La publicación de El Diario de México, por ejem­ plo, es reveladora en este sentido, pues su presencia en el panorama cultural del momento abre el debate de problemas sociales, con la in­ tención de reformar las costumbres y la moral de la población y, al mis­ mo tiempo, conserva su carácter de periódico literario. Las imprentas establecidas en la Ciudad de México y sus respectivos dueños son parte importante en este proceso por el papel que desempeñaron en tanto mediadores culturales y agentes de cambio. En los textos que salieron de sus prensas podemos apreciar caracte­ rísticas netamente coloniales, así como las fisuras ideológico-políticas
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    ¿COMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? que terminaron por resquebrajar el régimen colonial. En este sentido, cobra importancia el estudio de la oficina de María Fernández de Jáuregui, la cual fue la más productiva en el periodo 1800-1817. Su acti­ vidad como tal comenzó en 1801, justo con la llegada del siglo xix, y ter­ minó en 1815 -año en el que fallece la propietaria-. Estos 15 años de prolífica actividad coinciden con los años en que inició el movimiento que transformaría a la Nueva España en una nación independiente: Méxi­ co. Por tal razón, apreciar la actividad editorial de esta imprenta es una buena ventana para mirar el escenario entre finales de una época y otra. La importancia de los impresos en tanto factores de cambio políti­ co y cultural se convierte en la hipótesis principal de esta tesis. Como señala Alfredo Ávila, "nadie niega la importancia de las ideas en el pro­ ceso de independencia de México. Incluso, para muchos autores, ha sido su causa principal".1 Por lo mismo, con esta Investigación pre­ tendo mostrar la producción editorial de la Imprenta de María Fernán­ dez de Jáuregui y la circulación de saberes, así como conocer a través de qué medios circularon, cuál fue su forma material y cuáles las prácticas de sociabilidad que permitieron su apropiación. 1Alfredo Ávila, “Interpretaciones recientes en la historia del pensamiento de la eman­ cipación”, en Alfredo Ávila y Virginia Guedea, La Independencia de México. Temas e interpre­ taciones recientes, México, UNAM, 2007, p. 17.
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    Capítulo VII Objetivos dela investigación A l c o m e n z a r u n a in v e s tig a c ió n e s c o n v e n i e n t e t e n e r c la r o s la in t e n c i ó n c o n q u e s e e m p r e n d e y e l p r o p ó s i t o c o n e l q u e s e in te r r o g a : e l p a r a q u é s e p r e g u n t a . La d e f in ic ió n d e la s m e ta s q u e o r i e n t a n la in v e s tig a c ió n c o n s ti tu y e lo s o b je tiv o s y c o n t r i­ b u y e a d e f in ir la e n r a z ó n d e s u s fin e s . La in v e s t ig a c i ó n b u s c a a l c a n z a r u n c o n o c i m ie n to m u y p r e ­ c is o s o b r e e l te m a s e le c c io n a d o , p e r o , s o b r e to d o , b u s c a c o n ­ tr i b u ir c o n é l a la m e jo r c o m p r e n s i ó n d e u n f e n ó m e n o o d e u n p r o c e s o m á s a m p lio ; ta m b ié n p u e d e te n e r la i n t e n c i ó n d e p r o ­ b a r n u e v o s m é t o d o s p a r a a c e r c a r s e c o n m a y o r f in e z a a d e t e r ­ m i n a d o s p r o b le m a s . E s to s p r o p ó s i t o s d e b e n h a c e r s e e x p líc ito s y p r e s e n t a r s e e n u n o r d e n q u e d é c u e n t a d e s u je r a r q u ía . A sí, e s c o n v e n i e n t e a p u n t a r e n p r i m e r lu g a r e l o b je tiv o u o b je tiv o s d e o r d e n g e n e r a l d e la in v e s tig a c ió n , p a r a l u e g o p a s a r a e s p e ­ c ific a r lo s p a r tic u la r e s . L o s o b je tiv o s g e n e r a le s s o n a q u e llo s q u e g u a r d a n u n a r e la ­ c ió n m á s e s tr e c h a c o n e l p r o b le m a h is tó r ic o p la n te a d o . P o r su p a r te , lo s p a r tic u la r e s tr a d u c e n la s s u b d iv is io n e s q u e s e v a n h a ­ c i e n d o d e é s te p a r a h a c e r lo m á s m a n e ja b le : s e c o r r e s p o n d e r í a n c o n e l p r o b le m a d e s m e n u z a d o e n s u s u n id a d e s m á s s im p le s . E s r e c o m e n d a b l e r e d a c ta r lo s o b je tiv o s c o n v e r b o s e n in fi­ n itiv o ( conocer, com prender, lograr, valorar, cu a n tific a r..
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    7 0 EJEMPLOS V II.1.Nayelli Berenice Jacques Peña, "La orden marista frente a la revolu­ ción mexicana. Estrategias de recuperación de una congregación religiosa después de la lucha armada de 1910-1920". Proyecto de investigación de licenciatura en Historia, Instituto Mora (2011). Objetivo general: • Acercarnos a las estrategias de crecimiento y recuperación de las congregaciones religiosas en México después de la lucha armada de 1910-1920 y, de manera muy especial, a la de los hermanos maristas. Objetivos particulares: • Conocer el alcance y actividades de la orden marista en los años inmediatos al estallido revolucionario de 1910, así como a su suerte entre 1910 y 1920. • Identificar los proyectos maristas al término de la lucha armada, como la reapertura de colegios, y a las exigencias que éstos im­ plicaban, exigencias de orden económico, pero también de cre­ cimiento de la comunidad marista, es decir, de la incorporación de numerosos jóvenes a la orden. • Analizar las exigencias y procedimientos para la atracción y aceptación de nuevos miembros a la orden marista y definir el perfil deseado por los hermanos maristas para hacer crecer a la orden. V II.2. Isabel de León Olivares, "Intelectuales dominicanos frente a la Inter­ vención estadounidense, 1916-1924. Discurso nacionalista y resis­ tencia política". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010). Objetivo general: • Profundizar en el conocimiento de movimientos nacionalistas y de resistencia frente a la intervención estadounidense en el Cari­ be y, de manera más particular, de respuesta a su ocupación de República Dominicana de 1916 a 1924.
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    CAP. VII. OBJETIVOSDE LA INVESTIGACION 7 1 Objetivos particulares: • Identificar al conjunto de intelectuales dominicanos que escri­ bieron y se movilizaron en contra de la intervención estadouni­ dense en su país y situarlos en su relación con otros sectores de la sociedad de República Dominicana. • Analizar la imagen que los intelectuales dominicanos tenían de los Estados Unidos y de su propio país al iniciar el siglo xx. • Reconstruir y analizar las acciones políticas concretas de los inte­ lectuales dominicanos contra la intervención estadounidense. • Analizar el discurso de los intelectuales dominicanos contra el dominio norteamericano en el Caribe y, en especial, contra su ocupación de la isla en 1916. • Seguir el discurso nacionalista de los intelectuales dominicanos durante el siglo xix y valorar sus cambios de cara a la intervención norteamericana de principios del siglo xx. • Identificar y analizar los puntos de contacto entre el discurso na­ cionalista de los intelectuales dominicanos de principios del si­ glo xx y los de otros países del Caribe. V II.3. Luz del Carmen Beltrán Cabrera, "Los Hogal, un ejemplo de Impren­ ta novohlspana en el siglo xvm". Proyecto de tesis de doctorado en Humanidades. Especialidad en Estudios Históricos, Universidad Au­ tónoma del Estado de México (2011). Objetivo general: • Contribuir, a partir de un estudio de caso, al conocimiento del mundo de los impresores y libreros novohispanos en la Ciudad de México, durante el siglo xvm. Interesa conocer el tipo de redes sociales que permiten el surgimiento y desarrollo de casas edito­ riales, así como la distribución de sus impresos. Objetivos particulares: • Reconstruir la genealogía familiar de los Hogal, como un primer paso para acercarme a las redes sociales que les permitieron in- cursionar en el mundo editorial. • Identificar el lugar de las mujeres impresoras -m ujeres que, al quedar viudas, se convertían formalmente en las responsables de los talleres de sus maridos impresores- en la imprenta de la familia Hogal.
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    7 2 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? • Seguir la actividad de la imprenta de la familia Hogal, en la Ciu­ dad de México, durante el siglo xvm: su producción y canales de distribución de sus impresos. • Identificar las redes institucionales, profesionales, intelectuales y políticas formadas por los Hogal que favorecieron su desarrollo como impresores y libreros. • Situar a la imprenta de los Hogal en relación con relación a otras casas editoriales de su época en la propia Ciudad de México. • Analizar el significado de las relaciones familiares, sociales, polí­ ticas y económicas para el mundo de impresores y libreros de la Ciudad de México, en el siglo xvm, a partir del caso de la imprenta de los Hogal. V II.4. Laura Beatriz Moreno Rodríguez, "Exilio y vigilancia en México. Nica­ ragüenses antisomocistas en la mirada de la policía secreta, 1937­ 1947". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010). Objetivo general: • Contribuir al conocimiento de las formas en que los gobiernos mexicanos han acogido y tratado a los exiliados latinoamerica­ nos en el siglo xx, a partir del estudio de sus políticas frente a los nicaragüenses que se refugiaron en México entre 1937 y 1947. Objetivos particulares: • Analizar el contexto en el cual tuvo lugar la salida de opositores políticos nicaragüenses de su país y su llegada a México. • Dar seguimiento a las presiones del gobierno de Nicaragua sobre el mexicano por ejercer un control sobre los exiliados nicara­ güenses. • Mostrar la política mexicana de vigilancia llevada a cabo durante los gobiernos de Lázaro Cárdenas y Manuel Ávila Camacho respec­ to de los exiliados centroamericanos que residieron en México. Analizar el significado que la Junta Interamericana de Defensa de 1942 tuvo para México, como uno de los elementos que po­ dría explicar el trato de la policía política mexicana hacia los refugiados políticos nicaragüenses en México. • Valorar la importancia para el gobierno mexicano de las redes de refugiados centroamericanos en México y, en especial, de las del
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    CAP. VII. OBJETIVOSDE LA INVESTIGACIÓN 7 3 exilio nicaragüense, y estimar el significado de los recursos desti­ nados a su vigilancia y control. VII.5. Mario V. Santiago Jiménez, "La ultraderecha mexicana: Movimiento Universitario de Renovadora Orientación (MURO), 1970-1976". Pro­ yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010). Objetivo general: • Evidenciar, mediante el estudio de la actividad del MURO duran­ te el sexenio de Luis Echeverría, que la ultraderecha mexicana no sólo es contingente sino producto de un proceso histórico donde convergen elem entos como un nacionalismo muy par­ ticular, un catolicismo a ultranza, una defensa de privilegios de clase e incluso una visión racial de la sociedad. Objetivos particulares: • Determinar el papel que desempeñó una parte del sector empre­ sarial en el desarrollo del MURO durante el periodo 1970-1976. • Establecer el papel que desempeñó la Iglesia católica en el des­ arrollo del MURO durante el periodo 1970-1976. • Delimitar el perfil de los integrantes del MURO durante el perio­ do 1970-1976. • Describir la relación del Estado, a través de sus órganos de segu­ ridad, con el MURO en el periodo 1970-1976. VII.6 . Fausta Gantús (coord.), "Hacia una historia de las prácticas electora­ les en México. Siglo xix". Proyecto colectivo de investigación, Insti­ tuto Mora (2011). Objetivos generales y particulares: • El objetivo central de esta investigación es lograr una mejor comprensión de las prácticas electorales del México del siglo xix, de su dinámica, alcances y significados. Sobre la base de un conjunto de estudios de caso y privilegiando el análisis de la mecánica electoral, la presente investigación tiene como mira un acercamiento sistemático a los procesos de construcción y ajustes de una de las instituciones liberales más importantes: la institución electoral.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? En función de este objetivo central, la investigación atenderá a los siguientes objetivos particulares: • Profundizar en el estudio de las prácticas electorales en diversas épocas y regiones del México decimonónico, en los tres niveles de gobierno: el municipal, el estatal y el federal. • Analizar los procesos electorales en los ámbitos municipal y re­ gional, espacios en donde se organizaban las elecciones para los tres niveles de gobierno. • Conocer las diferencias en los procesos electorales entre los re­ gím enes federalistas y los centralistas, así com o entre los sis­ temas instituidos antes de la Constitución de 1857 y el que de ella derivó. • Analizar la legislación electoral y sus reformas como una de las referencias a partir de la cual se organiza el juego político-electo­ ral; seguir prácticas electorales y exigencias sociales que llevaron a ajustes normativos y redefiniciones de la institución electoral. • Identificar las formas en que participaban los ciudadanos en las elecciones primarias y analizar su significado, particularmente, el acto mismo de votar; hacer lo propio con las elecciones secunda­ rias y las de tercer grado, cuando las hubo. • Seguir la participación de los electores en los consejos distritales y analizar su lugar en las negociaciones políticas a nivel regional y nacional. • Identificar la composición social de los universos de votantes en diferentes momentos del siglo; analizar la participación de los di­ ferentes grupos sociales en los procesos electorales. • Identificar formas y mecanismos de movilización de votantes (clientelas, coerción, campañas de opinión, organización de clu­ b e s...) en busca de la naturaleza de la relación entre votantes, electores y candidatos a puestos de elección popular. • Identificar formas de control en el ámbito electoral y su relación con las redes de control social; identificar a los principales acto­ res en los procesos electorales y sus redes de influencia y control social. • Identificar la presencia de irregularidades en los procesos electo­ rales: manipulación, malos manejos, fraude, intimidación de vo­ tantes, recurso a la violencia. Indagar denuncias y procesos judiciales derivados de estas denuncias. Analizar el significado de la corrupción electoral. • Indagar acerca de la existencia o no de com petición electoral.
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    CAP. VII. OBJETIVOSDE LA INVESTIGACION 7 5 Indagar los niveles de abstencionismo y explorar el significado de los resultados electorales. Identificar continuidades y cambios a nivel de la dinámica y prác­ ticas electorales a lo largo del siglo. Identificar los m omentos históricos más significativos en el si­ glo xix respecto a la cuestión electoral.
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    Capítulo VIII Propuesta metodológica La inv e s tig a c ió n c ie n tífic a o b lig a a r e c o r r e r u n c a m in o ló g ic o e n b ú s q u e d a d e l c o n o c i m ie n to y d e s u c o m u n ic a c ió n . E s te c a ­ m in o e s lo q u e c o n o c e m o s c o m o m é to d o . T o d a s la s d is c ip lin a s h a n id o d e s a r r o ll a n d o s u s p r o p io s m é to d o s , s e g ú n s u o b je to d e e s tu d io y e l tip o d e p r o b le m a s q u e s e h a n id o p la n te a n d o . D e e s ta m a n e r a , u n rnétodo e s u n p r o c e d i m i e n t o p a r a tr a ta r u n p r o b l e m a o u n c o n j u n to d e p r o b le m a s e s p e c íf ic o s . R e m ite a la s o r ie n t a c i o n e s , p a s o s , té c n ic a s , in s tr u m e n to s a n a lític o s , r e ­ c u r s o s y p r e c a u c i o n e s q u e h a n d e a t e n d e r s e e n u n p r o c e s o d e in v e s t ig a c i ó n p a r a r e u n i r y e x a m i n a r lo s d a to s , p o n e r a p r u e b a u n c o n ju n to d e h ip ó te s is y a lc a n z a r lo s o b je tiv o s p r o p u e s to s . U n m é t o d o c o n s t i t u y e , e n t o n c e s , u n a f o r m a e s p e c i a l d e t r a b a ­ ja r, e s d e c ir, d e o b s e r v a r la r e a lid a d d e s d e u n a c ie r ta d is ta n c ia y c o n d e t e r m in a d o s m e d io s , a p a r tir d e lo s c u a le s s e b u s c a o f r e c e r u n c o n o c i m i e n t o lo m á s c e r t e r o y o b je tiv o p o s ib le . La in v e s tig a c ió n h is tó r ic a s e r e a liz a c o n b a s e e n d o c u m e n ­ to s o f u e n te s h is tó ric a s y a p e l a n d o a la h e r m e n é u tic a : al “a r te ” d e i n t e r p r e t a r te x to s , r e g is tr o s g r á f ic o s y , e n g e n e r a l, te s t im o n i o s d e l p a s a d o h u m a n o . P e r o si b i e n la h e r m e n é u t i c a im p lic a el m a n e jo d e c ie r ta s r e g la s e in s tr u m e n to s d e tr a b a jo y , d e s d e l u e ­ g o , e x ig e u n a a c titu d c rític a f r e n te a la s f u e n te s , e x is te n p r o c e ­ d im ie n to s y h e r r a m ie n ta s e s p e c íf ic a s p a r a a c e r c a r s e a d if e r e n te s p e r io d o s , f e n ó m e n o s y p r o c e s o s h is tó ric o s . E sta e s p e c if ic id a d e s tá d a d a p o r e l c a m p o d e la h is to ria e n e l q u e s e m u e v e la in v e s tig a ­ c ió n y, s o b r e to d o , p o r la n a tu ra le z a d e lo s p ro b le m a s p la n te a d o s . 7 7
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    7 8 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? L a d e f in i c ió n d e la p a r t e m e t o d o l ó g i c a d e t o d o p r o y e c t o d e in v e s t ig a c i ó n t i e n e q u e v e r c o n d e c i s i o n e s te ó r ic a s , e s d e ­ c ir, c o n c u e r p o s d e id e a s q u e p r o p o n e n u n a i n t e r p r e t a c i ó n d e la ló g ic a y s e n t i d o d e u n c i e r to g r u p o d e h e c h o s , p r o c e s o s o f e n ó m e n o s . E n e l c a s o d e la i n v e s t ig a c i ó n h is tó r ic a , lo s m é t o ­ d o s g u a r d a n u n a r e la c ió n d ir e c ta c o n c o m p l e j o s d e id e a s a c e r ­ c a d e la c o n d u c t a h u m a n a y d e la s in s ti t u c i o n e s s o c ia le s . Y d ic h o s c o m p le jo s , c o m o to d a te o r ía , s e a r ti c u la n e n t o r n o a u n c o n j u n t o d e c o n c e p t o s r e l a c i o n a d o s e n t r e sí. D e e s ta m a n e r a , u n a in v e s t ig a c i ó n p u e d e d is c u t ir s u s p o s i c i o n e s te ó r i c a s d e m a n e r a m á s o m e n o s a b i e r ta , p e r o é s ta s s e h a r á n s i e m p r e p r e ­ s e n t e s a p a r ti r d e la s e l e c c i ó n d e lo s c o n c e p t o s c o n q u e d ir ig e s u s a n á lis is .* A sí, t o d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n d e b e e s p e c if ic a r y e s ­ c l a r e c e r lo s c o n c e p t o s c l a v e q u e g u i a r á n s u s b ú s q u e d a s , la o r g a n i z a c i ó n d e s u s d a t o s y s u i n t e r p r e t a c i ó n . L o s c o n c e p t o s s o n , p r e c is a m e n te , la s d e f in ic io n e s , la s p r e s c r ip c io n e s d e lo q u e d e b e s e r o b s e r v a d o y q u e , c o n a u x ilio d e té c n ic a s d e in v e s tig a ­ c ió n p e r tin e n te s - s e m á n t ic a s , c u a n tita tiv a s , c a r t o g r á f ic a s ...- , p e r ­ m ite n id e n tif ic a r , s e le c c io n a r , o r g a n iz a r y s e p a r a r m e n ta lm e n te la s p r o p i e d a d e s d e l o b j e t o d e e s tu d i o ; p e r m i t e n d is c r im in a r , m a n e ja r , c la sific a r, e s tu d ia r , r e p r e s e n ta r , c o m p a r a r ... C o n c e p to s c o m o id e n tid a d , c la s e s o c ia l, id e o lo g ía , r e s is te n c ia , o p in i ó n p ú ­ b lic a , p o r e je m p lo , s o n n o c i o n e s a n a lític a s q u e u n p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n d e b e d e f in ir d e e n tr a d a . La d e s c r i p c i ó n d e l m é t o d o o m é t o d o s p o r s e g u ir c o m p r e n ­ d e la p r e s e n t a c i ó n d e la m a n e r a e n q u e s e p r o c e d e r á a l a n á l i ­ s is d e u n d e t e r m i n a d o ti p o d e d o c u m e n t o s o f u e n te s h is tó r ic a s y la s té c n ic a s e n q u e h a b r á d e a p o y a r s e . E s te p r o c e d e r in c lu ir á la f o r m a y o r d e n e n q u e h a b r á d e h a c e r s e la r e c o l e c c i ó n y s is ­ te m a ti z a c i ó n d e la in f o r m a c ió n p e r t i n e n t e , a s í c o m o la d e f in i­ c i ó n c la r a y p r e c i s a d e lo s c o n c e p t o s c la v e a lo s q u e s e a p e l a r á p a r a s u a n á lis is . T a m b ié n h a b r á d e c o n s i d e r a r e l m o d o e n q u e s e p r e s e n t a r á n lo s r e s u lt a d o s d e la in v e s tig a c ió n . * E n e l c a m p o d e la s C ie n c ia s S o c ia le s , e s ta s d e c is io n e s te ó r ic a s s o n p r e s e n t a ­ d a s , a v e c e s , b a jo e l títu lo d e “m a r c o te ó r i c o ”.
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    CAP. VIII. PROPUESTAMETODOLÓGICA 7 9 El a c e r c a m ie n to a e s tu d io s q u e s e h a n o c u p a d o , d e m a n e r a e x ito s a , d e p r o b l e m a s h is tó r i c o s a n á l o g o s , p u e d e s e r la b a s e p a r a e n c o n tr a r la m e to d o lo g ía m á s a d e c u a d a p a r a a t e n d e r al p r o ­ b le m a d e in v e s tig a c ió n p la n te a d o . La re v is ió n d e tr a b a jo s re a li­ z a d o s e n e l m a r c o d e o tr o s c a m p o s d e l c o n o c im ie n to a y u d a r á a e n r iq u e c e r la p r o p u e s ta m e to d o ló g ic a , p u e s la c o m u n ic a c ió n c o n o tra s d is c ip lin a s a m p lía el p a n o r a m a d e la in v e s tig a c ió n c ie n tífic a . EJEMPLOS V III.1. Kenya Bello, "La educación sentimental: editoras y lectoras porfi- rianas de la Ciudad de México en El Periódico de las Señoras, 1896". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2007). Cuando nació, mi interés por el tema sólo se alimentaba de los trabajos de historia de la lectura que se habían realizado tanto en México como en otras partes del mundo. Pero conforme fui avanzan­ do en la elaboración de este proyecto, era cada vez más evidente que no llegaría a ninguna parte si no incorporaba debates historiográficos e investigaciones relacionadas con la historia de las mujeres. Y no sólo porque la mayor parte de las contribuciones que se han realizado so­ bre los procesos que propongo caracterizar en esta investigación per­ tenecen a ese campo, sino porque comprendí que sólo así sería posible reconstruir parte del horizonte comunicativo en el que emer­ gió el semanario El Periódico de las Señoras, que constituye mi objeto de estudio. En consecuencia, la historia de la lectura es el punto de partida y me baso en su propuesta de que estudiar objetos impresos consiste en explicar los motivos y los objetivos que tuvieron los productores al crear un texto determinado. Mi apuesta consiste en entender qué sig­ nificó leer en el pasado, asumiendo la idea de que las formas en que las personas representan al mundo alimentan las practicas y las es­ tructuras que le dan sentido a ese mismo mundo. Las representacio­ nes pueden pensarse como las coacciones y convenciones que delimitan lo que es posible pensar, decir o hacer, constituyen símbo­ los orientadores que guían la acción de los individuos. Por su parte, las prácticas pueden entenderse, en el sentido marxista de praxis, com o la actividad hum ana que crea el mundo y al hacerlo materializa y re­
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    80 ¿COMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? produce dichos símbolos orientadores. No existen prácticas sin repre­ sentaciones, en la realidad están mezcladas, es el historiador quien las separa a posteriori para tratar de entender la forma en que actuaron y pensaron los hombres y mujeres de otras épocas. Un ejemplo de lo anterior que podrá ofrecer el estudio que pro­ pongo es la práctica impulsada por el romanticismo decim onónico de separar las lecturas en función del sexo. La representación que guía dicha práctica es la noción de que hombres y mujeres poseen naturalezas distintas, los primeros son racionales y las segundas emo­ cionales, por lo cual no deben leer las mismas cosas ni participar en las mismas actividades. Lo significativo es que dichas prácticas y repre­ sentaciones muestran algunos aspectos de cómo se dio la interacción entre hombres y mujeres. De ahí que el nivel de las representaciones sea uno de los lentes con los que habré de observar El Periódico de las Señoras. Otro de los lentes que retomaré para observar el semanario será la distinción utilizada por la historiadora estadounidense Elizabeth Eisenstein entre público y audiencia, pues me permitirá diferenciar entre las representaciones que guiaron la actividad editorial de sus redactoras y los resultados que efectivamente alcanzaron, al tiempo que me ayudará a entender con mayor precisión cómo se vincularon ambos factores con las lecturas que se encuentran en sus páginas. No sólo utilizaré estos enfoques, sino que me adentraré en la investigación retomando las aportaciones realizadas por algunos historiadores e historiadoras mexicanos al estudio de las prácticas de lectura. Partiré del reconocimiento de que las historias de la edición, de la lectura y de lo escrito son relativamente nuevas en M éxico ya que recién, a finales de los años ochenta, empezaron a realizarse trabajos cuya finalidad era entender cómo, a través del estudio de la lectura y de lo impreso, de sus formas y agentes de producción, al igual que de sus usos, se puede llegar a conocer más acerca de las representaciones culturales y las relaciones sociales de una época. V III.2. Fausta Gantús (coord.), "Hacia una historia de las prácticas elec­ torales en México. Siglo xix". Proyecto colectivo de investigación, Instituto Mora (2011). Preocupado por una mejor comprensión de la racionalidad po­ lítica de la época, el proyecto atenderá a la forma en que se organi­ zaban las elecciones y las prácticas que acom pañaban el proceso
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    CAP. VIII. PROPUESTAMETODOLÓGICA 8 1 electoral. El análisis de estas prácticas está obligado con la revisión del marco legal electoral y, de manera muy importante, con el análisis de la estructura social. Se trabajará de manera principal con archivos lo­ cales y regionales: se habrán de analizar división de distritos, padrones electorales, relaciones de empadronadores y casilleros; también pa­ quetes electorales, actas de sesiones de colegios y recursos de incon­ formidad para poder identificar la naturaleza de los procesos electorales y su transformación, desentrañar su sentido y su significado. Por este camino será posible identificar momentos de avance o retroceso en los procesos deformación de la representación nacional, estatal y mu­ nicipal, procesos de fortalecimiento de la ciudadanía y formación de una representación "popular" frente a la formación de cacicazgos y prácticas clientelares. interesa identificar momentos clave del siglo en que se crea, ensaya y reforma la institución electoral hasta alcanzar for­ mas que le permiten manejar procesos cada vez más incluyentes. V III.3. Claudia Ximena Montes de Oca Icaza, "La transformación del espa­ cio de los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca entre 1854-1928". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Institu­ to Mora (2008). El presente proyecto se interesa por el estudio de los cambios y permanencias de dos poblados que, entre 1854 y 1928, eran periféri­ cos a la Ciudad de México: Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochiman­ ca. La investigación se propone analizar la transformación de un espacio que, con el paso del tiempo, por su ubicación, se incorporó a la Ciudad de México; un espacio habitado por pobladores que tuvie­ ron que dejar a un lado su actividad rural para participar de la urbana. La forma en que se propone realizar el estudio de estas poblacio­ nes que de manera relativamente rápida pasaron a formar parte del conglomerado urbano que hoy conocemos -la transformación urbana le tomó a la Ciudad de México siglos, pero a los pueblos de Tlacoque­ mécatl y San Lorenzo Xochimanca, este proceso les tomó menos de cien años-, opta por un camino inverso a la manera en que, en general, ha sido abordado. Efectivamente, más que hacer su historia como parte de una ciudad que crece imparable, devorando todo lo que hay a su paso, me interesa acercarme a Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochiman­ ca como entidades autónomas, que mediante diversos procesos -tanto Internos como externos-, y por la acción de determinados agentes ur­ banos, sufrieron cambios que afectaron sus estructuras tradicionales.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? Desde luego que el análisis de su transformación desde dentro no puede obviar el de su relación con la Ciudad de México. De he­ cho, nos serviremos de un par de conceptos analíticos que hacen referencia directa a esta relación: el de "periferia" y el de "suburbio". Efectivamente, a estas pequeñas poblaciones, como las que me pro­ pongo estudiar, inevitablem ente relacionadas de cerca con una gran urbe, se les identifica como "periferia". Es importante advertir que el concepto de periferia tiene una connotación que puede ir mucho más allá de una definición espacial, pues ha sido utilizado, también, para referir subdesarrollo, dependencia y pobreza de las zonas ru­ rales en los alrededores de las ciudades (y de los países pobres en relación con aquellos ricos con los que guardan relaciones de dependencia económ ica). Pero en un sentido más restringido puede ser usado para designar el lugar hacia donde se da la expan­ sión de la ciudad. De esta manera, periferia urbana implica ambos fenómenos: dependencia y cam bio.1 Esta última condición es la que, proponemos, corresponde a los pueblos de Tlacoquem écatl y San Lorenzo Xochimanca. El otro concepto de Interés para nuestro análisis, muy ligado al de periferia, es el de suburbio. De acuerdo con Sergio Miranda, la palabra suburbio significa literalmente "más allá de la ciudad" (beyond thecity), por lo cual, con el término nos podemos referir a cualquier lugar en los alrededores de una gran ciudad.2 Siguiendo a Miranda, un suburbio representa ante todo una actitud mental y una conducta económica y social; constituye toda una creación cultural basada en la estructu­ ra económ ica y en los valores culturales de una clase social determi­ nada -originalmente, de una burguesía que buscaba el bienestar familiar, alejándose del hacinam iento y de la insalubridad que pri­ vaba en la gran ciudad-. Paralela a esta creación cultural, el subur­ bio respondía también a motivaciones de carácter económico: las tierras rurales de los alrededores de la ciudad eran menos costosas que las urbanas, de suerte que los com pradores, con relativam en­ te pocos recursos, las transformaban en lugares habitables, gene­ rando amplios márgenes de ganancia a los inversores.3 A lo largo de este trabajo, haremos uso de otros dos conceptos que difícilmente podemos separar, uno es el de "espacio urbano" y el otro el de "espacio rural". Ambos términos se pueden definir a partir de 'Sergio Miranda Pacheco, Tacuboya: de suburbio veraniego a ciudad, México, UNAM-Instituto de Investigaciones Históricas, 2007 (Serie Historia Moderna y Contem­ poránea, 47), p. 13. 2Idem. 3Idem.
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    CAP. VIII. PROPUESTAMETODOLÓGICA 8 3 algunos rasgos que sugiere Horacio Capel y de los cuales retomaré cin­ co fundamentales: tamaño del poblado, densidad, aspecto del núcleo, actividad y modo de vida de sus pobladores.4 Así, entiendo como espacio urbano, un área con límites espaciales definidos, de forma más o menos regular, con dimensiones no muy extensas, con densi­ dad de población alta, que se concentra en poco espacio y que se dedica a las actividades fundamentalmente com erciales y de servi­ cios. En contraposición definiríam os al espacio rural como un área extensa cuyos límites, aunque definidos, tienen una forma Irregular, su población es escasa y dispersa, y tienen como actividad principal la agricultura y ganadería. Las diferencias enunciadas conllevan defini­ ciones espaciales particulares, comportamientos distintos y desarro­ llos aislados y paralelos, hasta que la ciudad y sus necesidades se desbordan... Este desbordamiento provoca transform aciones en la forma de propiedad -se da una Individualización de la propiedad raíz, por ejem plo-, además de que el uso que se le da a las tierras poco a poco deja de ser agropecuario para convertirse en urbano. De estas propuestas y orientaciones partiremos para la realización de este es­ tudio; incorporaremos a él el análisis cartográfico correspondiente al estudio de la transformación de un espacio determinado. 1 1Horacio Capel, "La definición de lo urbano", Estudios Geográficos, núm. 138-139 (febrero-mayo 1975), pp. 265-266. V III.4. Olivia Moreno Gamboa, "Autores novohlspanos del siglo xvm, ¿una sociedad de letrados?". Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM (2008). En una revisión de los enfoques que comprende la historia del libro, Roger Chartier señaló que en el estudio de los autores debía prevale­ cer el método prosopográfico, y que éste debía aspirar al "establecimien­ to de ficheros biobibliográficos que permitan comparar, para un medio dado, los orígenes familiares, los estudios, las carreras, los estatus confe­ sionales, ideológicos o institucionales de los distintos autores, sean éstos literatos célebres, periodistas o sucios plumíferos".1 El análisis cuantitativo de los autores novohispanos que este proyecto de investigación propone se llevará a cabo, precisam en­ te, siguiendo dicha metodología que, a grandes rasgos, consiste en ' Jacques Le Goff, Roger Chartier y Jaques Revel (dirs.), La nueva historia, Bilbao, Ediciones Mensajero, s/f (Las Enciclopedias del Saber Moderno), p. 393.
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    84 ¿CÓMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? som eter a un grupo de individuos a un conjunto uniform e de pre­ guntas. Em pero, la prosopografía no se reduce a la elección de "variables significativas" y a la construcción de series o bases de da­ tos; aspira sobre todo al análisis com parativo y a la interpretación de los datos.2 En mi caso, el cuestionario al que som eteré a los autores esta­ rá determ inado principalm ente por la inform ación que pueda ex­ traer de las portadas de los impresos, transcritas en los repertorios bibliográficos. Estas portadas, adem ás del título de la obra y el pie de im prenta, suelen proporcionar valiosos datos biográficos so­ bre los autores. El tamaño de la población y del corpus bibliográfico que anali­ zaré dependerá del núm ero de autores e im presos consignados en los repertorios de José Toribio Medina. La serie atenderá los si­ guientes aspectos: estam ento, adscripción institucional, trayectoria y nivel académico, origen geográfico, lugar de residencia, edad al mo­ mento de publicar la obra y si los autores considerados contaron con el apoyo de patrocinadores para financiar la impresión de su obra. Otra serie corresponderá a los textos publicados y recuperará datos com o lugar y año de edición, si se trata de una reim presión, tra­ ducción o de una obra nueva; form ato del impreso, núm ero de páginas, lengua y género literario. Cuando las bibliografías no propor­ cionen la información requerida, ésta se buscará en otras fuentes. Además del análisis cuantitativo de los autores y de su produc­ ción, me interesa acercarm e a algunos de los escritores más prolí- ficos del periodo, es decir, de los que ejercieron la actividad literaria de forma regular. Con este propósito haré una revisión general y balance de sus obras en la Biblioteca Nacional. 2Salvador Albiñana, "Biografía colectiva e historia de las universidades españolas", en Enrique González y Margarita Menegus (coords.), Historia de las universidades moder­ nas en Hispanoamérica. Métodos y fuentes, México, UNAM-Coordinación de Humanida- des-CESU, 1995, p. 36. V I I I .5. José Antonio Maya González, "Salvador Quevedo y Zubleta. De la escritura errante a la medicina mental en el Manicomio General La Castañeda, 1859-1935". Proyecto de tesis de maestría en Histo­ ria, Instituto Mora (2010). Como quien mira el cielo otoñal a mitad de la noche, la vida de los hombres en el tiempo se extiende como un abanico de estrellas multi
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    CAR VIII. PROPUESTAMETODOLÓGICA 8 5 colores, con tonalidades que hacen brillar a unos cuantos personajes aunque a otros los empañe el tenue reflejo del olvido. Vidas arraigadas bajo una extensa constelación de acontecim ientos, fechas, paisa­ jes, memorias o rutina, aquellos hombres y mujeres emergen entre documentos antiquísimos como parte de una raigambre de eventos sin aparente cohesión; surgen entre diarios de campo, libros deshoja­ dos e imágenes escondidas entre archivos celosos del tiempo. Hay per­ sonajes que por su luminiscencia acaparan la mirada de los biógrafos y buscadores de historias y, sin embargo, existen otras vidas que por su aparente opacidad parecen reclamar al biógrafo un espacio en la me­ moria de la historia mexicana. Entonces, ¿por qué una biografía intelec­ tual? ¿Es atractivo continuar cultivando este género para la historia? La respuesta es afirmativa, ya que el privilegio de contar una historia de vida y pensamiento no se reduce a la narración de los hechos, sino a la comprensión vivida de una experiencia con el mundo, la bio-grafía, como la vida misma, no encuentra límites en los terrenos de la histo­ ria. Por lo tanto, ¿es posible entender una época a través de la mirada de un sólo hombre? ¿Se puede comprender la vida de un hombre co­ bijado por los brazos de una época? La historia, nos recuerda Thomas Carlyle, es la "esencia de innume­ rables biografías"1que se tejen a través de acontecimientos variables y llanuras socioculturales. Desde esta perspectiva, los "hombres excep­ cionales" han sido, a lo largo del tiempo, agentes y productores de la historia humana, hombres que por sus cualidades intelectuales y gracia virtuosa heredaron a las páginas del mundo el nombre, la obra y el pensamiento. No es un problema trataraquí el porqué y bajo qué estrategias se tejieron las grandes "gestas humanas"; no obstante, es­ tos hom bres de pensam iento no son resultado de su devoción solitaria al ejercicio erudito, ni m ucho m enos caballeros "inm acu­ lados" que, por sus poderes "sobre dotados" y "personalidad arro­ lladora", construyeron los cimientos de una cultura cualquiera a partir de su presencia en el mundo.2 La historia social y cultural ha estableci­ do que todos los hombres son producto del tiempo y de la sociedad en que vivieron, sus vidas y pensamientos no pueden ser tratados sin ese marco social, político y cultural en que se produjeron sus ideas y sistemas de pensamiento.3 Incursionar en el análisis intelectual de los 'Thom as Carlyle, Biografía, México, UNAM, 2006, p. 16. 2Ver el interesante estudio introductorio sobre el tema de los héroes y la historia, en Mílada Bazant (coord.). Ni héroes ni villanos. Retrato e imagen de personajes mexicanos del siglo xix, México, El Colegio Mexiquense/Miguel Ángel Porrúa, 2005. 3Marc Bloch, Apología para la historia o el oficio de historiador, México, FCE, 2006, pp. 54-58.
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    ¿COMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? hombres nos obliga a reflexionar brevemente sobre las considera­ ciones metodológicas de la biografía intelectual,4con la finalidad de proporcionar al lector puntos de partida m etodológicos para leer el presente texto. La biografía intelectual forma parte del ejercicio mismo de hacer historia; al escribirse en el presente, nuestra mirada al pasado puede venir desde múltiples lugares, con renovadas preguntas y diversas metodologías. Elucidar los pensamientos e ideas de los hombres a partir de sus obras ha fascinado el quehacer biográfico en los últimos años. Se ha puesto especial atención en los modos particulares en que se construyen las ideas a través de las condiciones materiales de su producción. El historiador francés, Frangois Dosse, lo aclara de esta m anera:" ... el hombre de pensamiento se da a leer a través de sus publicaciones y no en sus pormenores''.5 Entiéndase por "se da a leer" una particular comprensión del sujeto en relación con su obra y tiempo, una manera de asomarse a los campos de la subjetividad, el sentido y el contexto social del biografiado. Dosse llama "héroes de pensamiento" a aquellos hombres que pueden ser "des-cubiertos" por encima de su producción y que, al mismo tiempo, pueden ocul­ tarse fácilmente entre sus páginas. Reconozcamos la tensión entre individuo y sociedad. Más aún, las tensiones existentes entre la vida y la obra. Captar la vida de un individuo o sociedad sigue fascinando a los historiadores, ae ahí que una de las dificultades en el oficio de his- torizar la vida sea su inevitable fragmentación, una actitud reductora a un campo más o menos discernióle y acorde a las información que proporcione los docum entos a la mano. Esta reducción no im plica­ ría, de ninguna manera, "trivializar" la vida sumergiéndola en unos cuantos trazos más o menos conectados entre sí. La biografía puede ser, según Frangois Dosse, "una vía privilegiada" para comprender "los sueños y angustias de una sociedad en general".5 Es decir, captar la vida individual representa, al mismo tiempo, un ejercicio de compren­ sión de la sociedad donde se encuentra. El discurso biográfico no escapa a las determinaciones que im­ pone el presente; en el afán por entender las vidas del pasado, el 4Para una breve valoración metodológica sobre la biografía intelectual, véase Frangois Dosse, El arte de la biografía. Entre historia y ficción, México, Universidad Ibero- americana-Departamento de Historia, 2007; Bazant, op. cit.; y el estudio introductorio de Carlos Marichal y Aimer Granados (comp.), Construcción de las identidades latinoa­ mericanas. Ensayos de historia intelectual siglos xixyxx, México, El Colegio de México- CEH, 2004 5Op. cit., p. 377. 6Op. cit., p. 15.
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    CAP. VIII. PROPUESTAMETODOLOGICA 8 7 biógrafo exhibe su voluntad de veracidad con el objeto que se rela­ ciona. Como lo apunta Frangois Dosse: "la biografía se ha convertido a lo largo del tiempo, en un discurso de lo auténtico, y remite a una in­ tención de veracidad de parte del biógrafo, pero la tensión permane­ ce constante entre esta voluntad de verdad y una narración que debe pasar por la ficción, y que sitúa a la biografía en un espacio, en un vínculo entre ficción y realidad histórica, en una ficción verdadera".7 La aparente contradicción entre la ficción-verdadera no escapa al discurso histórico; la tensión entre la realidad y la ficción pasa por los lindes del discurso. En todo caso, lo que opera en el discurso biográfi­ co es la vocación audaz por restituir la experiencia e ideas en la vida de un personaje, a través de narraciones "imaginarias" aunque sustenta­ das en las posibilidades que ofrece el documento, son "verdaderas" en la medida en que producen una imagen de aquello que se Intenta comprender. En este caso, la biografía intelectual que presento no pretende describir la verdadera vida de Salvador Quevedo y Zubieta, mucho menos "heroizar" su experiencia de vida y su relación con las ideas y el contexto social de manera objetiva; mi intención es tejer los distintos fragmentos de vida y pensamiento en un discurso media­ namente coherente y con sentido de realidad. La visión de conjunto que propongo augura una posibilidad en que las tramas sociales en­ tronquen con el desarrollo de sus ideas. En la historia mexicana, los nombres de Miguel Hidalgo, Anto­ nio López de Santa Anna, Benito Juárez, Maximiliano, Justo Sierra hasta don Porfirio Díaz, entre algunos personajes del siglo xix, con­ tinúan siendo asolados por un sinfín de biógrafos ansiosos por re­ cup erar sus discursos, las vicisitudes y contrad iccio nes a la luz del contexto de sus vidas. SI bien todavía se escribe la historia mexi­ cana en tono de "héroes y villanos",8hay muchos ejemplos biográficos que buscan desnuaar el maniqueísmo histórico que todavía pervive en nuestra forma de comprender a los hombres del pasado.9 Aquellos que consideramos como los 'grandes hombres" de la his­ toria mexicana de la segunda mitad del siglo xix no fueron, ni por mucho, los únicos que idearon las gestas políticas y sociales del desarrollo histó­ 7Op. cit., p. 16. 8Un buen ejemplo de ello siguen siendo los libros de texto gratuitos a nivel pri­ marla y secundaria. 9Para desnudar a esos personajes de la historia mexicana, y mostrarlos en sus más amplias contradicciones, un buen ejemplo es el libro colectivo ya citado, Bazant, op. cii. además se puede consultar el texto también colectivo de Carmen Aguirre Anaya y Al­ berto Carabarín Gracia (eds.), Tras la huella de personajes mexicanos, Puebla, Universidad Autónoma de Puebla-Instituto de Ciencias Sociales y Humanidades, 2002.
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? rico mexicano, siempre estuvieron acompañados -y muchas veces cobi­ jados- por otros intelectuales, grupos sociales, redes familiares, etc., con los que compartieron pensamientos e ideas aunque su personalidad y pensamiento no haya figurado respecto a otros intelectuales.1 0 Muchos de los pensadores de renombre de la segunda mitad del siglo XIX -ya sea participando en la construcción del Estado-Nación o en la consolida­ ción de la "identidad nacional"-, fueron "hombres conscientes" de que su accionar era decisivo para el curso de la historia que vivieron,” por lo que consideraron indispensable registrar sus ideas y memorias de vida en libros o en distintas publicaciones de la época. Sea colaborando en artículos periodísticos, participando en debates políticos o generando "opinión pública", estos hombres se enfrentaron día a día en acaloradas disputas en torno a lo que creyeron era mejor para el país. Sus discursos han sido retomados por un sinnúmero de historiadores para compren­ der el complejo siglo xix mexicano, ora como "testimonio de vida", ora com o "memoria del país".12 Sin embargo, es pertinente preguntar­ se: ¿cómo es posible reconstruir una vida atravesada por cientos de vidas, escenarios y acontecimientos? A través de sus obras. Afortunada­ mente nos quedan las letras, los testimonios, las novelas y textos memo- rísticos con los que podemos aproximarnos a la vida y pensamiento de Salvador Quevedo y Zubieta (1859-1935). Con los documentos a la mano, se puede rastrear su personalidad, los años de formación, las in­ quietudes intelectuales y su inserción al ambiente intelectual de la épo­ ca; con esos vestigios podemos ofrecer al lector un trazado maso menos visible sobre la vida de este personaje porfiriano que experimentó el agi­ tado ambiente político y cultural de los siglos xix y xx mexicanos. 10Después de 1876, surgió en México una nueva generación de "intelectuales" encaDezados por Justo Sierra que hicieron del positivismo y las ciencias experimentales una doctrina para el desarrollo científico en México. Esta generación se constituyó como el "fundamento intelectual" del gobierno de Porfirio Díaz. Sin esta pléyade de hombres con miras científicas, el "orden y progreso" de la administración de Díaz, no hubiera sido posible. Charles Hale, La transformación del liberalismo a finales del siglo xix, México, Vuelta, 1991, pp. 15-16. Estas ideas se analizarán con detenimiento en el capítu­ lo II de la tesis. 1 1Bazant, op.cit., p. 13. 1 2Un buen ejemplo de análisis sobre "literatura testimonial" se encuentra en la obra de Erika Pañi, acerca del Segundo Imperio, con el que pretende esbozar "la historia de las historias del imperio”, una suerte de diálogo entre -y con- sus protagonistas, pensado­ res y actores políticos de corte liberal y conservador. Erika Pañi, El Segundo Imperio: pasa­ dos de usos múltiples, México, CIDE/FCE, 2004 (Herramientas para la Historia), p. 23.
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    Capítulo IX Presentación defondos y fuentes por utilizar La m a te r ia p r im a d e la in v e s tig a c ió n h is tó r ic a s o n lo s te s ti­ m o n i o s d e l p a s a d o h u m a n o : d o c u m e n t o s m a n u s c r i t o s o im p r e ­ s o s , m o n u m e n t o s , v e s tig io s m a te r ia le s , im á g e n e s , g r a b a c io n e s d e r a d io y film o g rá fic a s , y to d o tip o d e r e g is tro d e l q u e e l in v e s ­ ti g a d o r p u e d a o b t e n e r in f o r m a c ió n a c e r c a d e la v id a y a c tiv id a d d e lo s s e r e s h u m a n o s q u e n o s h a n p r e c e d id o . É s ta s s o n la s f u e n ­ te s d e l h i s t o r i a d o r y t o d o p r o y e c t o d e i n v e s t i g a c i ó n d e b e p r e ­ c is a r e l ti p o d e r e g is tr o m á s r ic o y a p r o p i a d o p a r a a c e r c a r s e al te m a y p r o b l e m a d e in v e s tig a c ió n e n c u e s tió n . H a b r á q u e p o ­ n e r e s p e c ia l a t e n c ió n al o r ig e n y p r o p ó s ito d e lo s te s tim o n io s d e m o d o d e a s e g u r a r q u e p u e d e n r e s p o n d e r a la o r ie n t a c i ó n d e la s i n t e r r o g a n t e s p l a n t e a d a s . P a r a e s t o h a b r á q u e c o n s i d e r a r d e m a n e r a e s p e c i a l la n a t u r a le z a d e la in f o r m a c ió n q u e lo s d if e ­ r e n te s ti p o s d e f u e n t e e s tá n e n p o s ib il id a d e s d e p r o p o r c io n a r . I d e n tif ic a d o s lo s tip o s d e la s f u e n t e s m á s p e r t i n e n t e s p a r a p r o b a r la s h ip ó t e s is y a l c a n z a r lo s o b je tiv o s p r o p u e s t o s , e s n e ­ c e s a r io lo c a liz a r f o n d o s a s e q u ib l e s y m a n e ja b le s . H a b r á q u e in ­ d ic a r s u lu g a r e n b ib lio te c a s , h e m e r o te c a s , a r c h iv o s p ú b li c o s o p r iv a d o s , f o to te c a s , f ilm o te c a s , f o n o te c a s , m u s e o s ... L o s a c e r ­ v o s v irtu a le s , h o y d ía , c o n s titu y e n fu e n te s m u y v a lio s a s q u e c o n v ie ­ n e c o n s id e r a r , si b ie n h a b r á q u e e v a lu a r s ie m p r e su p r o c e d e n c ia y c o n f ia b ilid a d . T r a tá n d o s e d e te s tim o n io s d e o tr o s tip o s , h a b r á n d e h a c e r s e r e la c io n e s d e p e r s o n a s p o r e n tre v is ta r , p o r e je m p lo , o d e p ie z a s y c o n ju n to s m o n u m e n ta le s id e n tific a d o s , e n el c a s o q u e a s í s e re q u ie ra . 8 9
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    9 0 ¿CÓMOFORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? U n p r o y e c to d e in v e s tig a c ió n d e b e d e f in ir s u s f u e n te s , p e r o ta m b ié n f u n d a m e n ta r s u s e le c c ió n , in c lu ir s u d e s c r ip c ió n , v a lo ra r s u p e r tin e n c ia y lim ita c io n e s , c o n s id e r a r s u e x te n s ió n . C o n fo r m e s e a v a n c e e n la e la b o r a c ió n d e l p r o y e c to s e r e c o m ie n d a id e n tif i­ c a r la s f u e n te s q u e h a b r á n d e u tiliz a r s e p a r a e la b o r a r c a d a u n o d e lo s c a p ítu lo s q u e s e c o n s id e r e n e n e l ín d ic e te n ta tiv o . E ste e j e r c ic i o p e r m i t i r á c o n f i r m a r s i la s f u e n t e s s e l e c c i o n a d a s s o n a d e c u a d a s y s u f ic ie n te s p a r a c u m p lir c o n lo s o b je tiv o s y e s q u e ­ m a p r o p u e s to s ; ta m b ié n p e r m itirá id e n tif ic a r la s f u e n te s p r in c ip a ­ le s y p r io r iz a r s u re v is ió n al m o m e n to d e e la b o r a r e l c r o n o g r a m a d e a c tiv id a d e s . EJEMPLOS IX . 1. Othón Nava Martínez, "La propuesta cultural del grupo conservadora través de las páginas de las revistas católicas mexicanas, 1845-1852". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2002). Las fuentes para esta investigación serán las tres primeras revistas católicas editadas en la Ciudad de México, a saber: El Católico, en tres tomos, 1845-1847; El Observador Católico, también en tres tomos, 1848­ 1850, y El Espectador de México, en cuatro tomos, 1851-1852. Estas tres revistas cubren el periodo comprendido entre 1845 y 1852 y las podré consultar en la Hemeroteca Nacional, en donde se resguardan las colec­ ciones completas. Se seleccionaron estas tres revistas por ser las primeras, pero sobre todo por ser obra de un mismo grupo de editores motivado por las im­ plicaciones que, en el ámbito de la fidelidad de la sociedad civil hacia la Iglesia católica, tenían los intentos liberales de formar una sociedad lai­ ca. Estas publicaciones contienen además un discurso bastante explíci­ to en torno al efecto positivo o nocivo de las lecturas en el siglo xix, y sus editores son el ejemplo de la colaboración entre clérigos y laicos conser­ vadores en defensa de la Iglesia. La edición de estas revistas creó un nuevo foro en el que los conser­ vadores expresaron sus inquietudes culturales, gracias a lo cual podemos acceder a sus concepciones acerca de la lectura, de los libros y de los autores que deberían de servir de base para la formación intelectual y espiritual de los habitantes del país.
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    CAP. IX PRESENTACIONDE FONDOS 9 1 I X .2. Olivia Paloma Topete Pozas, "Debates sobre la raza y colonización en México durante el porfiriato". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008). Las fuentes que emplearemos en esta investigación serán muy di­ versas. Nos basaremos principalmente en la folletería, libros de la época y, sobre todo, en algunas de las obras más relevantes de los intelectuales que plantearon vínculos entre la raza y la colonización en México duran­ te el porfiriato. Revisaremos la legislación sobre colonización, referente que consideramos necesario porque ésta da cuenta de los cambios y permanencias del proyecto político colonizador. Además, revisaremos el diario El Colono, que aborda exclusivamente las cuestiones que tenían que ver con los colonos, las razas más "deseables" para poblar México y los aspectos agrícolas de las colonias. Utilizaremos también algunas de las memorias de los secretarios de Fomento durante el siglo xix, ministe­ rio del que dependían los proyectos de colonización. Los repositorios biblio-hemerográficos que serán consultados para la realización de esta investigación son: la Biblioteca Nacional de México, el Fondo Reservado de la Hemeroteca Nacional, el Fondo Basave de la Biblioteca México, el Fondo Reservado del Instituto de Investigaciones Históricas y el Fondo Antiguo del Instituto Mora. I X .3 . Carlos Alberto Ortega, "El ocaso de un impuesto, el diezmo en el arzobispado de México, 1810-1833". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2009). Los archivos clave para realizar la investigación propuesta son archi­ vos eclesiásticos, los correspondientes al Arzobispado de México. ACCMM Archivo del Cabildo Catedral Metropolitano de México. Series docum entales, Colecturías de diezmos, Contaduría, Haceduría, Actas de Cabildo y Correspondencia El repositorio documental de las Colecturías de diezmos consta de 720 libros, 6 legajos y 20 cajas. Los libros de cuentas que utilizaremos nos proporcionan información sobre los nombres y propiedades de los causantes del diezmo, el tipo de producto declarado con sus cantida­ des (agrícola, ganado y sus derivados), los totales y los precios. También revisaremos los fondos de Contaduría, a fin de rescatar estados de las cuentas generales y anuales
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    9 2 ¿COMOFORMULAR UN PROVECTO DE TESIS? de la recolección y administración de la renta decimal, y de Haceduría para aproximarnos a la reglamentación puesta en práctica en la recaudación. En el fondo Actas de Cabildo, integrado por cien libros que abarcan desde el año 1536 hasta el de 1978, seguiré las deliberaciones del cabildo metropolitano en torno a la recaudación y ad­ ministración del diezmo. El quinto fondo que consultaré es el que contiene la correspondencia entre las colectu­ rías y el cabildo catedral, y las manifestaciones juradas del colector y del administrador para adentrarnos en las vicisitudes de la administración del diezmo a nivel territo­ rial, es decir, por colecturías. AHAM Archivo Histórico del Arzobispado de México El fondo documental del cabildo catedralicio metropoli­ tano resguardado en el AHAM resulta indispensable para aproximarnos a la actividad administrativa de la Hacedu­ ría y al comportamiento de la recolección del diezmo en diferentes diézmatenos. Este fondo está conform ado por distintos tipos de docum entos: correspondencia proveniente de las colecturías (tanto de colectores como de causantes), borradores de oficios y decretos de los jueces hacedores, escrituras de obligación y finanza de los colectores, mapas, reglamentos e informes. AGN Archivo General de la Nación. Serie documental Justicia Eclesiástica Esta serie pertenece al ramo de Justicia. Revisaré en espe­ cial expedientes relativos al cobro del diezmo, instruccio­ nes a colectores y certificados de fianzas empleados por los colectores para garantizar la recaudación de la renta decimal. IX .4 . Miguel Ángel Sandoval García, "Apropiación y usos del espacio del zócalo de Coyoacán. 1900-1954". Proyecto de investigación de li­ cenciatura en Historia, Instituto Mora (2011). Para abordar el primer punto, que resume el objetivo principal del proyecto -que se refiere al proceso mediante el cual el Zócalo de Co­ yoacán, antes protagonizado por la parroquia de San Juan Bautista, es transformado a raíz de una aplicación tardía de las leyes de desamortiza­ ción de los bienes del clero-, usaré casi en su totalidad fuentes primarias del Archivo Histórico del Arzobispado de México. Más específicamente,
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    haré uso deseis o siete documentos de primera mano que retratan el lento proceso de "desprivatización" del Zócalo de Coyoacán, documentos que contienen estadísticas, correspondencia clerical y laica, y ocursos y demandas, escritas desde el último decenio del siglo xix hasta 1925. Apo­ yaré mi análisis sobre este proceso de publicitación del espacio en un conjunto de fotografías localizadas en la Fototeca Nacional (la más anti­ gua es de 1900), que hacen un retrato de ese "bien público" en constante transformación que es el Zócalo de Coyoacán. Para conocer la historia de algunas construcciones de la zona, como la Casa de Cortés, la parroquia de San Juan Bautista y el Jardín del Cente­ nario, testigos de esta publicitación del espacio, me apoyaré en fuentes secundarias. Me serviré de monografías delegacionales y obras de histo­ riadores que han escrito sobre Coyoacán -por ejemplo, Antonio Pulido Silva-, así como de documentos del propio Archivo Histórico del Arzobis­ pado de México. Para abordar el segundo punto, el referido a los usos del Zócalo de Coyoacán, al espacio abierto a nuevas formas de socialización a partir de 1921, recurriré a la historia oral. Construiré mis fuentes a partir de entre­ vistas con personas que habitaron allí desde 1940 (entrevistaré a Magda­ lena Samperio Oliver y Blanca Margarita Samperio Oliver, dos de las cinco hermanas que vivieron en la calle Francisco Sosa núm. 47, y a Germán Al­ fonso García Brlzuela, esposo de la primera, que vivió en Belisario Domín­ guez núm. 88). También utilizaré fotografías, provenientes de archivos privados y públicos (Fototeca Nacional, especialmente de fotógrafos como Guillermo Kahlo, Casasola, etc.); y documentos del Archivo Histórico del Arzobispado de México, que resguarda relatos de festividades y cambios de poder dentro de la jerarquía eclesiástica en la misma parroquia. CAP. IX. PRESENTACION DE FONDOS 9 3 IX .5 . José Manuel Alcocer Bernés, "De colegio clerical a colegio liberal: el Instituto Campechano (1823-1910)", Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Faculta de Filosofía y Letras, UNAM (2011). Mi investigación se inscribe en los campos de la historia de las insti­ tuciones y de la historia cultural, y coincide con un interés relativamente reciente de la historiografía mexicana por el estudio, desde esta pers­ pectiva, del proceso educativo mexicano a nivel nacional, regional y lo­ cal. La fuente principal para mi investigación será el propio Archivo del Instituto Cam pechano, un vasto fondo docum ental prácticamente inexplorado y muy prometedor. El archivo contiene un mundo de infor­ mación, del que me interesan en especial los expedientes referentes al
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    ¿COMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? largo periodo 1850-1940. Estos expedientes me permitirán una recons­ trucción de la vida y sentido del establecimiento entre el año de su fun­ dación y 1910, fecha en que cerraré mi estudio, pues tras el estallido de la Revolución el plantel tomó otros rumbos que demandarán investiga­ ciones suplementarias. Asimismo, consultaré los Libros de Actas del Co­ legio de San Miguel de Estrada que abarcan el periodo 1823-1859 y que me darán la pauta para entender los antecedentes de la institución edu­ cativa campechana. De manera complementaria, consultaré otros repositorios docu­ mentales: el Archivo General del estado de Campeche, periodo yucate- co, 1824-1857 y periodo campechano, 1857-1919; el Archivo General del estado de Yucatán; el Archivo Histórico Municipal de Cam peche, y el Archivo del Poder Legislativo del Estado de Cam peche. Este conjunto de archivos, junto con el del Instituto Campechano, me permitirán re­ construir desde planes de estudio -del propio Instituto Campechano y los establecimientos que le precedieron y explican su nacimiento-, has­ ta las políticas educativas dictadas en Campeche en distintos momen­ tos de su historia, pasando, desde luego, por la vida del Instituto que constituye mi tema central de estudio. La hemerografía de la época es también una fuente de consulta obligada ya que en la prensa periódica consigna disposiciones y activida­ des de la institución educativa. Revisaré periódicos tanto de Mérida como de Campeche: Boletín de Noticias del Departamento de Campeche, Cam­ peche, 1866-1867; El Constitucional, Mérida, 1858; La Discusión, Campe­ che, 1871 -1877; El Espíritu Público, 1859-1863 y 1867-1870; Las Garantías Sociales, Mérida, 1855 y 1858; La Nueva Era, Campeche, 1877-1883; Perió­ dico Oficial del estado de Campeche, Campeche, 1865-1866; El Registro Yu- cateco; Mérida, 1846; El Reproductor Campechano, Campeche, 1844; El Republicano, Campeche, 1867; La Restauración, Campeche, 1865, y El Voto Libre, Campeche, 1877. Asimismo, revisaré una amplia bibliografía espe­ cializada en cuestiones de educación y sin dejar de consultar la legislación del congreso estatal y las leyes que emanaron del poder nacional. Fundamental será la consulta de una bibliografía especializada. Par­ tiré de los trabajos de Rosalina Ríos Zúñíga, La educación de la colonia a la república. El Colegio de San Luis Gonzaga, porque gracias a su propues­ ta se podrá visualizar y entender la transición entre el régimen colonial y el independiente y hacer un paralelo con el fenómeno educativo en Campeche. Sus otros trabajos, como Formar ciudadanos o ¿Nuevas insti­ tuciones, nuevos saberes?, me permitirán comprender la paulatina trans­ formación de la educación a lo largo del siglo XIX. Tampoco puedo dejar de mencionar las investigaciones desarrolladas en este campo por Anne Staples, Pilar Gonzalbo, Lourdes Alvarado y otras propuestas desarrolla-
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    CAP. IX. PRESENTACIÓNDE FONDOS 9 5 das en el Instituto de Investigaciones Sobre la Universidad y la Edu­ cación (IISUE)-UNAM, que resultarán seguramente cardinales para el desarrollo de mi trabajo. Asimismo, revisaré la bibliografía más relevan­ te en torno a la historia de la educación local, peninsular y nacional, para entender la lógica entre la propuesta educativa para el país y la de Campeche. IX .6 . Mercedes Alanís Rufino, "Entre la protección y el control. La Benefi­ cencia Pública y las campañas contra la mendicidad en la Ciudad de México. 1920-1940". Proyecto de tesis presentado para ingresar al doctorado en Historia, Instituto Mora (2007). Los fondos documentales de la actividad de la Beneficencia Pública y sus instituciones se encuentran en el Archivo Histórico de la Secretaría de Salud (AHSSA). Acervos documentales complementarios se conser­ van en el Archivo General de la Nación (AGN), Archivo Histórico del Dis­ trito Federal (AHDF) y en el Archivo Histórico de la Facultad de Medicina de la UNAM (AHFM-UNAM). La mayor parte de la documentación iden­ tificada se refiere a las funciones administrativas cotidianas de la Benefi­ cencia Pública y permite seguir su discurso; sin embargo, también existen expedientes personales de los "asilados", que hacen posible un acercamiento a las vidas de quienes ingresaron a las instituciones de beneficencia pública y a lo qué sucedió con ellos. Buena parte de la documentación que interesa para el estudio pro­ puesto fue generada en las altas esferas del gobierno y se compone de leyes, decretos, reglamentos, actas de sesiones de diferentes juntas di­ rectivas y disposiciones para la Beneficencia Pública. Otra parte proviene de los directivos de los establecimientos de la Beneficencia, quienes de­ jaban constancia de su disposición a acatar las medidas de gobierno, y remitían informes de su gestión y movimientos diarios; también repor­ taban la situación que guardaban los establecimientos y comunicaban las necesidades de su administración y sus inconformidades. Además de este papeleo oficial, cada institución de beneficencia pública generaba cotidianamente registros internos: listas de ingresos y salidas de internos, expedientes personales de los asilados, gestión de recursos y balances de gastos. Asimismo, cada una resguardaba regla­ mentos internos, planos, registros de acontecimientos y problemas internos e, incluso, recortes de periódico con noticias alusivas a las insti­ tuciones de la Beneficencia. En el caso concreto del AHFM-UNAM se encuentra, también, información administrativa acerca de los médicos
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    ¿CÓMO FORMULAR UNPROYECTO DE TESIS? que laboraron en las instituciones de la Beneficencia. Toda esta docu­ mentación resulta fundamental para mi investigación. Los fondos a trabajar son los siguientes: • En el AHSSA Se revisará el fondo Beneficencia Pública: Sección Dirección General, Serie Actas de Sesión Sección Dirección General, Serie Diversos Sección Administración, Serie Inventarios y Estadísticas Sección Impresos, Serie Publicaciones Periódicas Sección Establecimientos Hospitalarios, Serie Hospital General Sección Dirección, Serie Dirección General Sección Dirección, Serie Junta Directiva Sección Dirección, Serie Secretaría General Sección Dirección, Serie Oficialía Mayor Sección Asistencia, Departamento de Acción Educativa y Social Sección Asistencia, Dirección General de Asistencia Sección Asistencia, Estadística Sección Asistencia, Asilados y alumnos Sección Establecimientos Educativos, Escuela Hogar Liberación Se revisarán del fondo Salubridad Pública: Expedientes del personal Se revisarán del fondo Consejo de Salubridad General: Sección Actas de Sesión Sección Subsecretaría de Salubridad y Asistencia • En el AGN se revisarán los fondos documentales: Beneficencia Pública del Distrito Federal Dirección General de Gobierno • En el AHDF se revisarán los fondos documentales: Fondo Cárceles: penitenciaría, expedientes de reos de 1920 a 1940 • En el AHFM-UNAM se revisará el fondo documental FEMyA de los años de 1920 hasta 1940
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    CAP. IX. PRESENTACIÓNDE FONDOS 9 7 El fondo principal para esta investigación es el del AHSSA. La docu­ mentación se encuentra clasificada, lo que facilita su consulta y la mayo­ ría de los expedientes fueron escritos en máquina de escribir, cuestión que facilita su lectura. Considero que la revisión y registro de la docu­ mentación de estos archivos en una base de datos debe llevar cerca de un año del tiempo total de la investigación. Aunado a las fuentes archivístlcas se encuentran la legislación, las Memorias publicadas por la Beneficencia Pública, los boletines y las no­ tas que aparecieron en periódicos como Hoy, Novedades, El Nacional, El Universal, El Popular, La Prensa y Excélsior. La revisión de este material puede llevarse a cabo en cuatro meses aproximadamente. El análisis de estas fuentes se verá complementado con la lectura de fuentes secun­ darias que se encuentran en diferentes bibliotecas y archivos de la Ciudad de México. Seguramente me enfrentaré con algunas limitaciones, como algu­ nos vacíos documentales. A pesar de esto, considero que los docum en­ tos brindarán elem entos suficientes para com prender las acciones de las elites respecto a la cuestión de la mendicidad en la Ciudad de México para el periodo propuesto.
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    1 Capítulo X Esquema o índicetentativo P a r te d e la e s tr u c tu r a c ió n m is m a d e u n p r o y e c t o e s la d e f in i­ c ió n d e u n e s q u e m a in ic ia l d e la m a n e r a e n q u e s e p r e s e n ta r á n lo s r e s u lta d o s d e in v e s tig a c ió n . E s te e s q u e m a f u n c io n a , e n re a li­ d a d , c o m o u n a h ip ó te s is d e tr a b a jo m á s, p u e s c o n s titu y e u n a r e ­ la c ió n o r g a n iz a d a ló g ic a m e n te d e lo s te m a s y s u b te m a s q u e s e c o n s id e r a n n e c e s a r io s p a r a d a r u n a v is ió n c o m p le ta d e la c u e s ­ tió n e n e s tu d io . C o m o s u c e d e c o n to d a h ip ó te s is , e s m u y p o s i­ b le q u e e s ta p r o p u e s t a s e v a y a m o d if ic a n d o c o n f o r m e a v a n c e la in v e s tig a c ió n y q u e a s u té r m in o s e h a y a v is to r e e s tr u c tu r a d a d e m a n e r a im p o r ta n te . U n e s q u e m a te n ta ti v o t a m b i é n ti e n e la f u n c i ó n d e u n a g u ía . P e r m i t e ir o r d e n a n d o la i n f o r m a c i ó n c o n f o r m e s e v a h a c i e n ­ d o a c o p i o d e e lla y s is te m a ti z á n d o la p o r p a r te s ; a s im is m o , c a d a u n a d e s u s s u b d iv is io n e s m a r c a e l m o m e n t o e n q u e e l in v e s ti­ g a d o r d e b e s e n ta r s e a r e d a c ta r e l a p a r t a d o c o r r e s p o n d i e n t e . E l e s q u e m a d e la in v e s tig a c ió n d e b e e s ta r o r i e n t a d o p o r lo s o b je tiv o s p r o p u e s to s ; ta m b ié n d e b e r e s p o n d e r a la s e x ig e n c ia s d e la m e to d o lo g í a s e le c c io n a d a . E n lo q u e to c a a s u f o r m a , p o ­ d r á to m a r la d e u n ín d ic e p r o v is io n a l: u n a lista o e n u m e r a c ió n b r e v e d e lo s c a p ítu lo s y a p a r t a d o s q u e te n d r á la te sis. C u a n to m á s d e s a g r e g a d o s e a e l ín d ic e , m a y o r s e rá s u u tilid a d . La r e v is ió n d e ín d ic e s d e e s t u d i o s s o b r e p r o b l e m a s a n á l o ­ g o s p u e d e s e r m u y s u g e r e n t e p a r a la e l a b o r a c i ó n d e u n e s q u e ­ m a p r o p io . 9 9
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    EJEMPLOS X .l .Andrés García, "Un microcosmos llamado Fábrica de Hilados y Teji­ dos de Algodón San José Río Hondo, 1865-1910". Proyecto de tesis de licenciatura, Facultad de Estudios Superiores de Acatlán-UNAM (2009). índice Introducción Capítulo I. El mundo de la industria textil en México Del tallery el obraje a la "protofábrica" La desaparición de la protofábrica y el progreso de la industria La fábrica en el Porfiriato: consolidación y auge La fábrica en el Porfiriato: crisis Capítulo II. Los dueños de la fábrica Isidoro de la Torre Los sucesores Capítulo III. La fábrica La fábrica por dentro El Río Hondo Producción y comercialización Capítulo IV. Radiografía social de una comunidad fabril De molino a fábrica El arranque de la fábrica Cambio demográfico y social Capítulo V. Los obreros El trabajo Organización obrera y huelgas Conclusiones Archivos y fuentes hemerográficas Obras consultadas X .2 . Josaphat Noel Peña Rangel, "La administración hacendaría de Rafael Mangino, 1830-1832. En busca de un mejor control de los recursos públicos federales". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Institu­ to Mora (2008). índice Introducción
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    CAP. X. ESQUEMAO ÍNDICE TENTATIVO 101 Capítulo 1. Rafael Mangino, una vida pública en las finanzas de gobierno 1.1. Los orígenes de los Mangino y los Mendívil 1.2. De su nacimiento y su ascenso en la administración (1788-1821) 1.3. De contador trigarante a legislador constituyente (1821-1824) 1.4. De la Contaduría Mayor al Supremo Poder Conservador (1824­ 1836) Capítulo 2. La administración hacendaria, 1700-1829 2.1. Herencia novohispana y guerra de independencia (1700-1821) 2.2. Intentos de organización en el Imperio Mexicano (1821 -1823) 2.3. La organización de la Federación (1824-1829) Capítulo 3. Rafael Mangino y la administración hacendaria 3.1 Una visión general de la administración hacendaria (1830­ 1832) 3.2. Reformas administrativas específicas: tesorería, oficina de rentas y comisarias 3.3. La Federación en los estados: comisarías y control de recursos Conclusiones Bibliografía X .3 . Olivia Paloma Topete Pozas, "Debates sobre la raza y colonización en México durante el porfiriato". Proyecto de tesis de maestría en Histo­ ria, Instituto Mora (2008). índice Introducción Capítulo 1. Raza y colonización: 1821-1967 1.1 La idea de raza y la política de colonización durante la primera mitad del siglo xix 1.2 Raza y colonización durante la segunda mitad del siglo xix: el Segundo Imperio Capítulo 2. Raza y colonización: 1876-1910 2.1 El proyecto de colonización durante el porfiriato 2.2 Debates en torno a una mezcla racial "deseable" 2.3 "Colonias indígenas" Capítulo 3. Fracaso de las políticas colonizadoras y debate en torno al Impulso de la "raza nacional" 3.1 Francisco Bulnes: "la alimentación de las razas y la verdad sobre América" 3.2 Luis Wistano Orozco: "capitales y negocios, no hombres, es lo que debemos traer a México" 3.3 José Covarrubias: el ocaso de las compañías deslindadoras
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    102 ¿CÓMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? 3.4 Andrés Molina Enríquez: la zona fundamental de México y el mestizo como raza nacional Conclusiones Fuentes documentales y bibliográficas X .4 . Claudia Ximena Montes de Oca Icaza, "La transformación del espacio de los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca entre 1854-1928". Proyecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2008). índice Introducción 1.- La Ley Lerdo y sus antecedentes 2- La resistencia de las comunidades indígenas frente a la des­ amortización de bienes civiles 3- Formas de propiedad de la tierra y transformaciones de su es­ tructura por efecto de la desamortización de bienes 4 - El espacio de los pueblos 5 - Estudios con aportaciones metodológicas a la investigación Capítulo I. Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca: dos poblados periféricos a la Ciudad de México 1.1 El área de estudio: Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca 1.2 La época prehispánica 1.3 De la colonia a las colonias 1.4 Mixcoac y Tacubaya se integran al Distrito Federal Capítulo II. La desamortización en los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca 2.1 La propiedad de la tierra en el porfiriato 2.2 La desamortización en los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lo­ renzo Xochimanca 2.3 La denuncia y la resistencia en Tlacoquemécatl y San Lorenzo Capítu o III. Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca: propiedad de la tierra y expansión urbana 3.1 La expansión de la Ciudad de México a fines del siglo xix y su relación con la transformación del espacio de los pueblos de Tlacoquemécatl y San Lorenzo Xochimanca 3.2 Desarrollo y urbanización de las colonias 3.3 La urbanización en la Colonia Campestre Del Valle 3.4 ¿Qué pasa con Tlacoquem écatl y San Lorenzo Xochim anca? Conclusiones
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    CAP. X. ESQUEMAO ÍNDICE TENTATIVO 1 0 3 Fuentes consultadas Archivos Bibliografía X .5 . Francisco Jesús Morales Ramírez, "La recepción de la antlpslquiatría en algunos sectores de la salud mental en México. 1970-1989". Pro­ yecto de tesis de maestría en Historia, Instituto Mora (2010). índice tentativo Introducción general CAPÍTULO UNO Balance crítico de las principales corrientes de la antipsiquiatría en el mundo 1.1 Los orígenes y las particularidades de la antipsiquiatría 1.2 Los logros y limitaciones de la antipsiquiatría CAPÍTULO DOS La psiquiatría institucional y la antipsiqulatría en México 2.1 El perfil de la psiquiatría institucional en México 2.2 La posición de la psiquiatría institucional hacia la antipsiquiatría en México CAPÍTULO TRES La recepción de la antipsiquiatría en México 3.1 El perfil de la recepción de la antipsiquiatría en México La influencia de la antipsiquiatría en el cine mexicano El boom editorial de obras antipsiquiátricas Los libros de influencia antipsiquiátrica en México Las denuncias y las polémicas en la prensa mexicana Las reuniones académicas 3.2 La recepción de la antipsiquiatría en la psicología y la psiquiatría en México El caso de la psicología, María Teresa Dóring y Sylvia Marcos María Teresa Dóring y la psicología en la UAM-Xochimilco Sylvia Marcos y la medicina tradicional como alternativa a la psiquiatría Mario Campuzano Montoya y la reforma psiquiátrica Carlos Rodríguez Ajenjo y la crítica hacia la psiquiatría institu­ cional Consideraciones finales Referencias y bibliografía
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    Capítulo XI Cronograma de actividades To d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n r e q u ie r e d e u n p r o g r a m a d e a c tiv id a d e s : e s n e c e s a r i o e x p lic ita r la s ta r e a s p o r r e a liz a r p a r a c u m p lir c o n lo s o b je tiv o s f ija d o s y a t e n d e r a la s p r o p u e s t a s m e ­ to d o ló g ic a s p la n te a d a s . H a y q u e o r d e n a r d ic h a s ta r e a s d e a c u e r ­ d o c o n s u p r i o r i d a d ló g ic a y / o s u g r a d o d e d if ic u lta d , p a r a d e s p u é s p a s a r a c a le n d a r iz a r la s , e s d e c ir , a d e t e r m in a r e l tie m p o q u e s e d e d i c a r á a lle v a r a c a b o c a d a u n a d e e lla s . T o d a in v e s ti­ g a c i ó n ti e n e s u s tie m p o s , p e r o e s n e c e s a r io p o d e r p r o g r a m a r y fija r f e c h a s lím ite p a r a ir c o m p l e t a n d o c a d a u n a d e s u s e ta p a s . E sta p r o g r a m a c ió n , c o n o c i d a c o m o cronogram a de activida­ des o r u ta c rític a , p e r m i te m e d ir f u e r z a s a n te s d e c o m e n z a r la in v e s tig a c ió n y a ju s ta r lo s o b je tiv o s p r o p u e s to s a ta r e a s q u e p u e ­ d a n s e r r e a liz a d a s e n e l ti e m p o d e q u e s e d is p o n g a r e a lm e n te . El c r o n o g r a m a d e b e r á c o n s id e r a r p la z o s r e a le s p a r a : c o m p le ta r la le c tu r a d e lo s e s c r ito s s o b r e e l te m a y p r o b le m a p la n te a d o ; e f e c tu a r la r e v is ió n s is te m á tic a y a n á lis is d e la s f u e n te s s e le c c io ­ n a d a s ; e n t r e g a r r e p o r te s d e a v a n c e s d e in v e s tig a c ió n , y r e d a c ta r c a d a u n o d e lo s c a p ítu lo s q u e f o r m a r á n e l te x to fin a l d e la in ­ v e s tig a c ió n . P e r o d e n i n g u n a m a n e r a d e b e p r e t e n d e r s e c u b r ir c a d a u n a d e la s e t a p a s a n t e s d e p a s a r a la s ig u ie n te . E n tr e q u i e ­ n e s s e in ic ia n e n la s ta r e a s d e in v e s tig a c ió n s e c r e e , c o n m u c h a f r e c u e n c ia , q u e p r im e r o d e b e te r m in a r s e la le c tu r a d e b ib l io ­ g ra fía , lu e g o la r e v is ió n d e a r c h iv o y , a l fin a l, d e d i c a r s e a la r e ­ d a c c ió n d e lo s a p a r t a d o s d e la te s is , c o m o si c a d a f a s e p u d ie r a 1 0 5
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    1 0 6¿COMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? r e a liz a r s e c o n d is ta n c ia d e la s o tr a s , te r m in a r s e y n o v o lv e r m á s s o b r e e lla . P o r e l c o n tra r io , e s p r e c is o p r o g r a m a r la r e a liz a c ió n d e le c tu r a s d e m a n e r a s im u ltá n e a a la re v is ió n d e f u e n te s y a la r e ­ d a c c i ó n d e a p a r t a d o s o s u b t e m a s d e f in i d o s e n e l ín d i c e d e la in v e s tig a c ió n . T o d a s e s ta s ta r e a s s e r e tr o a lim e n ta n e n tr e sí. D e ig u a l m a n e r a , a l p r o g r a m a r la r e d a c c ió n d e lo s c a p ítu lo s d e b e te n e r s e e n c u e n t a q u e n o e s n e c e s a r i o c o n c lu ir e l p r im e r o a n te s d e p a s a r a l s e g u n d o ; n i te r m in a r e l s e g u n d o a n te s d e p a ­ s a r a l t e r c e r o ... P u e d e a v a n z a r s e la r e d a c c ió n d e a p a r t a d o s d e d if e r e n te s c a p ítu lo s , si a s í c o n v i e n e m e to d o ló g i c a m e n te o si a s í lo d i c t a n la s p o s i b i l i d a d e s d e c o n s u l t a d e la s f u e n t e s . E n g e ­ n e r a l, e s r e c o m e n d a b l e d e ja r la r e d a c c ió n d e i n t r o d u c c ió n a l fin a l, a la p a r d e la s c o n c lu s io n e s . La in t r o d u c c ió n r e to m a r á lo s a p a r t a d o s c e n tr a le s d e l p r o p i o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n , y , si s e r e d a c ta a l fin a l, p o d r á n h a c e r s e to d o s lo s a ju s te s n e c e s a r i o s a la lu z d e lo s r e s u lt a d o s o b te n id o s . EJEMPLOS X I . 1. Andrés García Lázaro, "Los espacios urbanos en N aucalpan de Ju á­ rez, 1960-1990". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto Mora (2010). Cronogram a de Actividades 2o. Semestre Enero-Abril Abril-Julio Lectura intensiva de bibliografía, tanto de la que versa sobre Naucalpan como de textos sobre teoría del espacio. • Revisión hemerográfica, apoyado en la hemeroteca virtual; • redacción del primer capítulo de la tesis y corrección del mismo 3er. Semestre Agosto-Noviembre Noviembre-Diciembre Consulta de los archivos históricos de Naucalpan y del Estado de México. • Nueva y breve revisión de textos que hablen sobre antropología social; • comienzo del trabajo de campo en Naucalpan.
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    1 0 7 4o.Semestre Enero-Mayo Jumo-Agosto Recolección y selección de las entrevistas; • Redacción de conclusión e redacción de los capítulos restantes de la introducción; entrega del trabajo a los tesis; lectores; búsqueda e integración al texto de fotos, • nuevas correcciones y trabajo mapas y planos; concluido. corrección de los capítulos correspondientes. Septiem bre de 2012 Defensa de la tesis X I . 2. Kenya Bello Baños, "La fam ille nucléaire dans la Bibliothéque du foyer de Rosa et Bouret. Transferís culturéis entre la France et le M exique (1824-1920)". Proyecto de tesis de doctorado en Historia, Escuela de Altos Estudios en Ciencias Sociales, París (2011). Cronograma de trabajo julio de 2011-octubre de 2012 (Este cronogram a considera ya sólo los dos últim os años de la elabora­ ción de tesis. Son p rácticam ente los años co rresp ondientes a la redacción final.) Mes/año Actividades Julio 2011 Finalizar la redacción de los dos últimos apartados del primer capítulo. Agosto 2011 Iniciar la redacción de los dos primeros apartados del segundo capítulo y resolver, en la Biblioteca Nacional de Francia, todos los pendientes de archivo que hayan surgido. Septiembre 2011 Finalizar la redacción del último apartado del segundo capítulo Octubre 2011 Iniciar la redacción de los dos primeros apartados del tercer capítulo y preparar reunión de trabajo con mi director de tesis. Noviembre 2011 Redacción de los dos últimos apartados del tercer capítulo. Reunión con mi director de tesis para la evaluación de la primera parte de la tesis. Inscripción al cuarto año de doctorado y presentación de mi investigación en el seminario de doctorantes de historia de la Escuela. Diciembre 2011 Redacción del cuarto capitulo, que inicia la segunda parte de la tesis. Viaje a México para acopio de material y resolver pendientes de archivo.
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    108 (Continuación.) Mes/año Actividades Enero 2012Redacción del quinto capítulo, que concluye la segunda parte de la tesis. Febrero 2012 Reunión con mi director de tesis para evaluar la segunda parte de la tesis. Iniciar la redacción del sexto capítulo, es decir, la tercera parte de la tesis. Marzo 2012 Redacción del séptimo capítulo. Resolver pendientes bibliográficos y de archivo. Abril 2012 Redacción del octavo capítulo y relectura del borrador entero de la tesis. Mayo 2012 Redacción de introducción y conclusiones. Redacción de un artículo de síntesis de mi trabajo para publicarlo en una revista mexicana. Junio 2012 Elaboración de todas las tablas, los gráficos y los anexos de la tesis. Envío del borrador completo de la tesis a un corrector francófono. X I . 3 . M ercedes Alanís Rufino, "La Beneficencia Pública (1861-1877). Entre la protección y el control de m adres desvalidas y de sordom udos". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto Mora (2006).
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    Cronograma de actividades:; 20062007 Mor Abi May. Jun. Ju l. Ago. Sept Ocr. N ov. Ole fnt> feb Mar Abr. May Jun. Jul. A q tx Lectura de textos metodológicos y teóricos Lectura de textos para contexto histórico Lectura de fuentes; legislación Lectura de fuentes contemporáneas publicadas Lectura de fuentes secundarias Mes de reserva para lecturas pendientes Revisión de fuentes AITO Revisión defuentes AHDF Revisión de fuentes AHSS Revisión de fuentes AGN Mes de reserva para fuentes archivo Redacción capítulo 1 Correcciones cap. 1 Redacción capítulo II Correcciones cap. II Redacción capítulo III Correcciones cap. III Redacción de introd. y conclusión Revisión del borrador final • AITO: Aicbivo Ignacio Trigueres Olea • AHDF: Aichlvo Histórico del Dr.nilo Federal • AHSS: Archivo Histórico de la Secretaría de Salud • AGN: Archivo General de la Nación
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    110 ¿CÓMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? X I . 4 . David Adán Vázquez Valenzuela, "M irando atrás: las co m unid ades m e xica n a s y m e x ic o a m e ric a n a s de Los Á n g e le s a n te la re v o lu ­ ció n m exican a. Su participació n en el flo resm ag o n ism o (1903­ 1912)". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto Mora (2011). Cronograma de trabajo 2010-2011 (Este cro n o g ram a abarca hasta ag osto de 2012, fecha de en treg a del borrador final de la Investigación, pero en este ejem plo sólo se incluye lo planeado para 2010-2011.) Mes/año Revisión de Fuentes Primarias Revisión de Material secundario Redacción de apartado y capítulos OCT. 2010 a ENE. 2011 Homik Bhabha, The Location ofCulture. Pierre Bourdieu, "L'identité et la representation", Actes de la Recherche en Sciences Sociales, núm. 35. William Safran y Román Maiz, Identidad y autogobierno en sociedades multiculturales. James Scott, Domination and theArts of Resistance. James Scott, Weapons ofthe Weak: Everyday Forms ofPeasant Resistance. William Sewell, "A Theory of Structure: Duality, Agency and Transformation", American Journal ofSocíology, vol. 90, núm. 1. Afinación de la propuesta teórico- metodológica (apartado correspondiente de la introducción). FEB. 2011 Archivo de la Secretaria de Relaciones Exteriores (A-SRE) (Legajos, L. E. 919 a L. E. 920). Prensa: ios Angeles Times (en línea) 1900-1906. Ethel DuffyTurner, Ricardo Flores Magón y el Partido Liberal Mexicano (1960). William Deverell, Whitewashed Adobe: the Rise ofLos Angeles and the Remaking of its Mexican Past. EdwardJ. Escobar, “Mexican Revolutionaries and the Los Angeles Pólice. Harassment ofthe Partido Liberal Mexicano Aztlan, a Journal ofChicano Studies 17, (1986). Victoria Lerner, "Los exiliados de la Revolución Mexicana en Estados Unidos 1910-1940", en Fernando Saúl y Alanís Enciso (coords.). La comunidad mexicana en Estados Unidos: aspectos de su historia.
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    111 MAR. 2011 Archivo de Ricardo FloresMagón en línea (ARFM): correspondencia 1900-1906. A-SRE: sobre la toma magonista de Baja California. Archivo de la Secretaría de la Defensa Nacional en línea (A-SEDENA) sobre la toma magonista de Baja California. Ethel Duffy Turner, Revolution in Baja California: Ricardo Flores Magon's High Noon. Wllliam DirkRaar, 'TheDiplom acyof Suppression. Los Revoltosos, México and the United States, 1906-1911", The Hispanic American Historical Review, num. 56. Lowell Blaisdell, TheDesertRevolution. Baja California, 1911. Marco Antonio Samaniego López, "La revolución mexicana en Baja California: maderlsmo, magonismo, filibusterlsmo y la pequeña revuelta local", Historia Mexicana, vol. 56, núm. 4. Richard Griswold del Castillo, 'The Discredited Revolution: The Magonista Capture ofTIjuana in 1911", The Journal ofSan Diego History, vol. 26, núm. 4. Agustín Cuevas, Ricardo Flores Magón, la Baja California y los Estados Unidos. ABR. 2011 A-SRE (Legajos: L. E. 1245 y L. E. 934). ARFM: correspondencia 1906-1912 {sólo cartas a líderes sindicales norteamericanos). Prensa: Regeneración de 1906 a 1910. Gregg Andrews, Shoulder to Shoulder? The American Federation o f Labor, the United States and the Mexican Revolution, 1910-1924. Eduardo Blanquel, "El Anarco- magonlsmo”, Historia mexicana, num.13 (1964) Flarvey A. Levenstein, Labor Organizations in the United States and México: A History ofTheir Relations. William Dirk Raat, 'The First Steps: Chicano Labor Conflict and Organizing, 1900­ 1920", Aztlan: a Journal o f Chicano Studies, vol. 3. num. 1 Spring 1972:13-49. Capítulo IV MAYV/ JUN. 2011 ARFM: correspondencia de de 1906a 1912 (enfocándose en la toma de Baja California) Prensa: Los Angeles Times de 1906 a 1912. A-SRE (Legajo: L. E. 929 y ss.) William Dirk Raat, Revoltosos: Mexico's Rebels in the United States, 1903-1923. Charles Wollenberg, "Working on El Traque: The Pacific Electric Strlke of 1903", Pacific Historical Review, vol. 42, num. 3. Javier Torres Pares, La Revolución sin Fronteras: el Partido Liberal Mexicano y las relaciones entre el movimiento obrero de México y el de Estados Unidos, 1900-1923. Inciso II del capítulo II
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    112 (iContinuación.) Revisión de Revisiónde Redacción de Fuentes Primarias Material secundario apartado y capítutos JUL. 2011 Prensa: Los Angeles Herald{en línea) 1900-1912. ARFM: correspondencia. Richard G. del Castillo, The Los Angeles Barrio, 1850-1890. A Social Fiistory. Linda B. Hall, "El Refugio: migración mexicana a los Estados unidos, 1910­ 1920", Históricas, enero-abril, 1982. Douglas Monroy, Rebirth. Mexican Los Angeles: From the Qreat Migration to the Qreat Depression. Ricardo Romo, "La urbanización de los chícanos a principios del siglo xx", en David R. Maciel, El México olvidado: historia del pueblo chicano. Carey McWilliams, Southern California: an Island on the Land. AGO. 2011 Lawrence A. Cardoso, Mexican Emigration to the United States, 1897-1931. Mark Wild, Street Meeting: Multiethnic Neighborhoods in Early Twentieth Century. Capítulo 1 SEPT. 2011 ARFM: correspondencia. Ward S. Albro, Alwaysa Rebel:Ricardo Flores Magon and the Mexican Revolution. Eduardo Blanquel, Ricardo Flores Mogón y la Revolución mexicana, y otros ensayos históricos. Eugenia Meyer, Conciencia histórica estadounidense sobre la revolución de 1910. OCT. 2011 Prensa estadounidense: sobre organizaciones culturales mexicanas y mexicoamericanas. Rodolfo Acuña, Anything but Mexican. George Sánchez, Becoming Mexican American: Ethnicity, Culture and Identity in Chicano Los Angeles, 1900-1945. Miguel David Tirado, "Mexican American Community Political Organization. The Key to Chicano Political Power", Aztlán. International Journal o f Chicano Studies Research, Vol. 1, No. 1 (1970). Completar Capítulo II NOV./ DIC. 2011 Revisión y corrección de los incisos y capítulos redactados hasta el momento.
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    CAP. XI. CRONOGRAMADE ACTIVIDADES 1 1 3 X I.5. Alvaro Rodríguez Luévano, 'Transferencias científicas y culturales del sistema fotográfico judicial entre Franela y México. 1880-1940". Proyecto de tesis de doctorado en Historia. Plan de trabajo para es­ tancia de Investigación en Francia, en el marco del Programa de mo­ vilidad del doctorado en Historia, Instituto Mora-Programa de Becas Mixtas de CONACYT (2011). P l a n d e t r a ba j o Estancia de un año en la universidad panteón-sorbona parís 1, francia, para realizar investigación documental y bibliográfica para la elaboración de tesis Periodo Del 7 de junio al 30 de septiembre de 2011 Objetivoi Realizar investigación documental y bibliográfica. Actividades Consulta de fondos y archivos documentales: - Archivo histórico de la prefectura de policía de la ciudad de parís (AHPPP). Entre los fondos a consultar figura el del servicio de fotografía antropométrica en la ciudad de parís. - Archivos nacionales de franela (ANF). Se consultarán los fondos personales del jefe del Departamento del Servicio de Identificación entre 1889 y 1914, y los fondos del Servido de Identificación Policial. - Biblioteca Nacional de Francia (BNF). Se consultarán documentos biográficos, hemerogréficos y fotografías del fondo reservado. Resultados esperados La Información generada de las consultas a los archivos y fondos se sistematizará y se integrarán al primer cuerpo capitular de la investigación. Del 1 de octubre de 2011 al 6 de junio de 2012 Participar en seminarios de investigación. Participación semanal en seminarios de investigación desarrollados en varias Instituciones universitarias francesas: -Sem inarlo de Historia Social que se imparte en la Universidad Panteón-Sorbona Intercambio académico; reunión de Información aportada por las sesiones plenarias; presentación de avances de la investigación y recepción de críticas y comentarios.
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    1 1 4 (iContinuación.) PeriodoObjetivos Actividades Resultados esperados París 1 y 4, como parte de las actividades del Centro de Historia del Sigloxix.' - Seminarlos del Centro de Investigaciones Sociológicas sobre el Derecho y las Instituciones Penales (CESDIP), unidad mixta de investigación del Centro Nacional de la Investigación Científica (CNRS). El programa de seminarlos se intitula: Desviacionesy control social: aproximación interdisciplinaria de las desviacionesy las instituciones penales.2 - Seminarlos organizados por el Laboratorio de Historia Visual Contemporánea (LHIVIC)3de la Escuela de Altos Estudios de Ciencias Sociales (EHESS), impartido en el Instituto Nacional de Historia del Arte (INHA).4 Del 1 de octubre de 2011 al 6 de junio 2012 Sistematizar información: redactar apartados de la tesis. Organización e integración de la información recabada en archivos y de las propuestas obtenidas en los seminarios de investigación. Con la información recopilada y las ideas surgidas de los seminarios, se redactará la primera parte capitular de la tesis. Del 15 de septiembre de 2011 al 31 de mayo de 2012 Recibir asesorías tutorales. Evaluar semanalmente la pertinencia de los contenidos recabados y establecer balances con el co-tutor extranjero y el tutor nacional. Corregir las dificultades en el proceso de investigación y precisar la metodología para la redacción capitular de la tesis. '< http://www.univ-paris1.fr/centres-de-recherche/crhxix/presentation-du-centre/les-activites-de- recherches-du-centre/>. 2<http//www,cesdip.fr/spip.php?rubrique63>. 3<http://www.lhivic.org/info/enseignement/seminaires-du-lhivic-2010-2011>. ‘ <http://www.inha.fr/>.
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    Capítulo Referencias y bibliografía A El re g is tro d e l m a te r ia l im p r e s o o d ig ita l c o n s u lt a d o - t a n t o f u e n te s p r im a r ia s c o m o s e c u n d a r i a s - c o n s titu y e la lista d e r e f e ­ r e n c ia s y b ib lio g r a f ía d e u n p r o y e c to o d e u n a in v e s tig a c ió n te r m in a d a . S u in te g r a c ió n tie n e la f in a lid a d d e d a r c u e n ta , e n u n a p a r t a d o e s p e c íf ic o , d e la a m p litu d y c a lid a d d e lo s m a te r ia le s d o c u m e n ta le s c o n s id e r a d o s p a r a s u r e a liz a c ió n . E s te a p a r t a d o s ig u e n o r m a lm e n te u n o r d e n p r e e s ta b le c id o : p r e s e n ta p r im e r o la lista d e r e f e r e n c ia s d e a r c h iv o ; e n s e g u n d o lu g a r, la s r e f e r e n c ia s h e m e r o g r á f ic a s y , al fin a l, la b ib lio g r a f ía p r o p ia m e n te d ic h a , e s d e c ir, la r e la c ió n d e lo s m a te r ia le s im p r e s o s c o n s u lt a d o s - e s p e ­ c ífic a m e n te lib ro s y a rtíc u lo s .* E s c o n v e n i e n t e ir a r m a n d o lo s lis ta d o s d e r e f e r e n c ia d o c u ­ m e n ta l y b ib lio g r á f ic a d e s d e q u e s e h a c e n la s p r im e r a s le c tu r a s . D e s d e lu e g o , e l p r o y e c t o d e b e c o n t e n e r la s f ic h a s b ib lio g r á f ic a s d e l m a te r ia l y a r e v is a d o . P e r o si b i e n la b ib lio g r a f ía fin a l d e la in v e s tig a c ió n d e b e r á c o n s id e r a r s ó lo la s r e f e r e n c ia s d e f o n d o s y te x to s u tiliz a d o s , la d e l p r o y e c t o h a b r á d e in c lu ir ta m b ié n a q u e ­ llo s q u e s e p la n e a r e v is a r p a r a a l c a n z a r lo s o b je tiv o s p l a n t e a ­ b a e s tr u c tu r a d e la s f ic h a s b ib lio g r á f ic a s , a s í c o m o d e la f o r m a d e c ita r d if e ­ r e n t e s ti p o s d e f u e n t e s ( d o c u m e n t o d e a r c h iv o , b ib lio g r a f ía , im á g e n e s , e n tr e v is ta s , p u b li c a c io n e s d i g i t a l e s ...) e s d e f in id a p o r la s in s titu c io n e s u n iv e r s it a r i a s e n d o n d e s e p r e s e n ta u n a te s is , y p o r la s re v is ta s y c a s a s e d it o r i a le s q u e p u b l i c a n lo s r e s u lta ­ d o s d e la in v e s tig a c ió n . E n e l A n e x o 1 s e s u g i e r e u n a s e r ie d e m a n u a l e s c o n p r o ­ p u e s t a s d e f o r m a s d e c ita c ió n . 1 1 5
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    1 1 6¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? d o s . E n e s te s e n tid o , la s r e f e r e n c ia s y b ib lio g r a f ía d e l p r o y e c t o s o n ta m b ié n u n p r o g r a m a d e le c tu r a s p o r r e a liz a r . La s e c c i ó n b ib lio g r á f ic a d e e s te a p a r t a d o p u e d e e s t r u c t u r a r ­ s e d e d iv e r s a s m a n e r a s . P u e d e r e u n i r la s r e f e r e n c ia s d e to d a o b r a c o n s u lt a d a y o r d e n a r l a s e n c il la m e n te p o r o r d e n a lf a b é tic o d e a u to r . S in e m b a r g o , e s c o n v e n i e n t e q u e s e e s t a b l e z c a u n a d iv is ió n e n t r e la s f u e n te s p r im a r ia s i m p r e s a s y la s s e c u n d a r i a s . Y d e n t r o d e e s ta s s u b d iv is io n e s e s p o s i b l e h a c e r to d a v ía o tr a s m á s : a r tíc u lo s d e p r e n s a , f o lle to s , l i b r o s ... P u e d e n in t e n ta r s e o tr o s ti p o s d e o r d e n a m i e n t o s , d e p e n d i e n d o d e lo s o b je tiv o s d e la in v e s tig a c ió n y d e la f o r m a e n q u e r e s u lt e m á s c la r a s u p r e s e n t a c i ó n t a n to p a r a e l a u t o r c o m o p a r a e l le c to r . P o r e j e m ­ p lo , t r a t á n d o s e d e u n e s t u d i o s o b r e a u t o r e s m u y p r o líf ic o s , la b ib lio g r a f ía b ie n p o d r ía c o n t e n e r u n a p a r t a d o p a r a lo e s c r ito p o r e llo s y o tr o p a r a lo e s c r ito s o b r e e llo s ; o , e n e l c a s o d e u n a h is ­ to r ia d e la s id e a s p o lític a s e n c ie r ta é p o c a , p o d r í a in t e n ta r s e u n a b ib lio g r a f ía q u e c o n s i d e r a r a a l g u n a d iv is ió n p a r a r e g is tr a r lo e s c r ito d e a c u e r d o c o n d e t e r m i n a d a s t e n d e n c i a s d e p e n s a ­ m ie n to .* EJEMPLOS X I I .1. Alicia Salmerón, '"El Archivo de la Reacción': el 'partido científico' ante la revolución maderista". Proyecto de investigación, Instituto Mora (2011). ARCHIVOS, HEMEROGRAFÍA Y BIBLIOGRAFÍA Archivos AGN, F. INEHRM Archivo General de la Nación, Copiadores de Rosen­ do Pineda, México, D.F. CEHM, Limantour Centro de Estudios de Historia de México CARSO, Fondo José Yves Limantour, México, D.F. * L o s e je m p lo s p r e s e n t a n s o l a m e n t e lo s p r i m e r o s 10 títu lo s d e la b ib lio g r a f ía o rig in a l.
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    CAP. XII. REFERENCIASY BIBLIOGRAFIA 1 1 7 CEHM, González Garza Centro de Estudios de Historia de México CAR- SO, Fondo Federico González Garza, México, D. F. AHGESRE Archivo Histórico Genaro Estrada de la Secretaría de Relaciones Exteriores, México, D. F. AGEV, Dehesa Archivo General del Estado de Veracruz, Archivo De­ hesa, Xalapa, Veracruz. AHSDN Archivo Histórico de la Secretaría de la Defensa Na­ cional, México, D. F. CB, Genaro García Colección Latinoamericana Nattie Lee Benson, Co­ lección Genaro García, Austin, Texas. AHUNAM, DGP Archivo Histórico de la Universidad Nacional Autó­ noma de México (IISUE), Dirección General de Per­ sonal, México, D. F. Hemerografía El Universal -1917 (sección "Archivo de la Reacción") Bibliografía ARENAL, Jaime del Hombres e historia de la Escuela Libre de Derecho, México, Escuela Libre de Derecho, 1999. ÁVILA ESPINOSA, Felipe Arturo Entre el porfiriato y la revolución. El gobierno interino de Francisco León de la Barra, México, Instituto de Investigaciones Históricas- Universidad Nacional Autónoma de México, 2005. BAILÓN, Jaime y otros El siglo de la revolución mexicana, México, Instituto Nacional de Es­ tudios Históricos de la Revolución Mexicana, 2000, t. II. BARRERA BASSOLS, Jacinto El caso Villavicencio. Violencia y poder en el porfiriato, México, Alfa­ guara, 1997. BORJA MARTÍNEZ, Francisco Joaquín D. Casasus, México, Banco de México, 1997. BULNES, Francisco Toda la verdad acerca de la revolución mexicana: la responsabilidad criminal del presidente Wilson en el desastre mexicano, México, Insur­ gentes, 1960. CALVERT, Peter The Mexican Revolution, 1910-1914. The Diplomacy o f Anglo-Ameri­ can Conflict, Cambridge, Universlty Press, 1968.
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    1 1 8¿CÓMO FORMULAR UN PROYECTO DE TESIS? CAMPOS CASTELLÓ, Alfonso de María José Yves Limantour: el caudillo mexicano de las finanzas, 1854­ 1935, México, Centro de Estudios de Historia de México Condu- mex, 1998. CERUTTI, Mario Burguesía, capitales e industria en el norte de México. Monterrey y su ámbito regional (1850-1910), México, Alianza, Universidad Autóno­ ma de Nuevo León, 1992. ESQUIVEL OBREGÚN, Toribio Una visión sobre la economía de México de 1891 a 1945. Recopilación hemerográfica, México, Universidad Iberoamericana, 1997. X I I . 2. Lise Andries y Laura Suárez de la Torre (coords.), "Edición y transfe­ rencias culturales en el siglo xix. Francia M éxico". Proyecto de inves­ tigación M éxico-Francia, AN UIES-CO N ACYT-ECO S (2007). BIBLIOGRAFÍA General • Agostoni, Claudia y Elisa Speckman (eds.), Modernidad, tradición y al- teridad, México, IIH-UNAM; 2001. • Barker, Nancy N., "Voyageurs frangais au Mexique, fourriers de l'lntervention (1830-1860)", Revue d'histoire diplomatique, janvier- juin, 1973, pp. 96-114. • Calderón de la Barca, Francés Erskine Inglis, La vida en Méx'co duran­ te una residencia de dos años en ese país, México, Porrúa, 20 J3. • Dumas, Alexandre, Diario de Mane Giovanni. Viaje de una parisiense, trad. Por J. J. Utrilla, introducción de Jacqueline Covo, México, Banco de México, 1981. • Florescano, Enrique, Etnia, Estado y Nación, México, Aguilar, 1997. • Genin, Auguste, Les Frangais au Mexique du XVIe siécle á nos jours, Pa­ rís, Argo, 1933. • Girón, Nicole (coord.), La construcción de la identidad nacionc I, un an­ helo persistente, siglos xix-xx, México, Instituto Mora, 2007. • Hobsbawn, Eric, Nations and nationalism since 1780, Cambridge, Cambridge University Press, 1990. • Lyon-Caén, Judith, La Lecture et la vié. Usages du román au temps du Balzac, Paris, Talleandier, 2006. • Meyer, Jean, Yo, el francés. Biografías y crónicas, México, Tusquets, 2002.
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    1 1 9 Prensay edición • Albert, Pierre, La Presse Frangaise, Paris, La Documentation frangaise, 2004. • Alonso, Paula (comp.), Construcciones impresas: panfletos, diarios y revistas en la formación de los estados nacionales en América Latina, 1820-1920, Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica, 2004. • Álvarez Barrientos, José, Frangois López e Inmaculada Urzainqui, La república de las Letras en la España del siglo XVIII, Madrid, Consejo Su­ perior de Investigaciones Científicas, 1995. • Barbier, Frédéric, Histoire du livre, Paris, Armand Colin, 2000. • Beller, Roger, Presse et journalism e sous le Second Empire, Paris, Arm and Colin, 1967. • Botrel, Jean-Frangois, La Diffusion du livre en Espagne (1868-1914), Ma­ drid, Casa de Velázquez, 1988. • Castro, Miguel Ángel (ed.), Tipos y caracteres: la prensa mexicana (1822-1855), México, Universidad Nacional Autónoma de México, 2001. • Cavallo, Guglielmo y Roger Chartier (dirs.), Historia de la lectura en el mundo occidental, Madrid, Taurus, 1997. • Chartier, Roger y Henri-Jean Martin, Histoire de Tédition frangaise, Pa­ ris, Fayard, 1990, 2 vols. • Clark de Lara, Belem y Elisa Speckman Guerra (eds.), La República de las letras: asomos a la cultura escrita del México decimonónico. Publi­ caciones periódicas y otros impresos, México, Universidad Nacional Autónoma de México, 2005, vol. 2. Transferencias culturales • Aceves, Patricia (coord.), Tradiciones e intercambios científicos: materia médica, farmacia y medicina, México, Universidad Nacional Autóno­ ma Metropolitana-Xochimilco/Instituto Politécnico Nacional, 2000. • Anderson, Benedict, Imagined Communities. Reflection on the Origin andSpreadof Nationalism, Londres, Verso, 1983. • Aymes, Jean-René y Javier Fernández Sebastián (eds.), La imagen de Francia en España (1808-1850). Actes du colloque tenu á París, Cen­ tre de Recherche sur les Origines de l'Espagne Contemporaine de l'Université de Paris III, Paris/Bilbao, Presses de la Sorbonne Nou- velle/Servicio Editorial Universidad del País Vasco, 1997. • Beltran, Enrique, "La Science frangaise au Mexique", Culture Frangaise, núm. 4, octubre, 1960, pp. 2-22. • Brading, David, Orbe indiano. De la monarquía católica a la república criolla, 1492-1867, México, F o n d o de Cultura Económica, 1991.
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    120 ¿COMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? • Cooper-Richet, Diana, Jean-Yves Mollier y Ahmed Silem (coords.), Passeurs culturéis dans le monde des medias et de l'édition en Europe (XlXe et XXe siécles), Presses de l'École Nationale Supérieure des Sci­ ences de Nnformation et des Bibliothéques, 2005. • Espagne, Michel, Les transferís culturéis franco-allemands, Paris, Presses Universitaires de France, 1999. • Espagne, Michel y Michael Werner (coordsj, Philologiques, t. III, "Qu'est-ce qu'une littérature nationale? Approches pour une théorie ¡nterculturelle du champlittéraire", Paris, Editions de la Maison des Sciences de rHomme, 1994. • Espagne, Michel y Michael Werner (coords.), Trasnferts. Les relations franco-allemandes dans l'espace franco-allemand XVIll-XIXe siécles, Paris, Éditions Recherchessur les Civilisations, 1988. • Galeana, Patricia, "La imagen de Europa en el México del siglo xix", Cuadernos americanos, UNAM, pp. 98-106. X I I .3 . O thón Nava M artínez, "La propuesta cultural del grupo conservador a través de las páginas de las revistas católicas m exicanas, 1845­ 1852". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto Mora (2002). HEMEROGRAFÍA Y BIBLIOGRAFÍA Hemerografía El Católico. Periódico religioso, político-cristiano, científico y literario, Méxi­ co, Imp. de José Mariano Lara, Imp. de R. Rafael, Imp. de Mariano Arévalo, 1845-1847. T. 1, 30 agosto, 1845-21 febrero, 1846; T. 2, 28 febrero-22 agosto, 1846; T. 3, 29 agosto, 1846-27 febrero, 1847. El Espectador de México. Revista semanal de religión, ciencias, literatura y bellas artes, México, Tip. de Rafael de Rafael y Vilá, 1851-1852. T. 1,4 enero-19 abril, 1851; T. 2, 26 abril-9 agosto, 1851; T. 3 ,16agosto-29 noviembre, 1851; T. 4 ,6 diciembre-3 abril, 1852. El Observador Católico. Periódico religioso, social y literario, México, Tip. de Rafael de Rafael, 1848-1850, T. 1,25 marzo-30 septiembre, 1848; T. 2, 7 octubre, 1848-12 mayo, 1849; T. 3,19 mayo-26 enero, 1850. Bibliografía Primaria Alamán, Lucas, Historia de Méjico, desde los primeros movimientos que prepararon su independencia en el año de 1808 hasta la época presen­ te, México, Instituto Cultural Helénico/Fondo de Cultura Económi-
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    CAP. XII. REFERENCIASY BIBLIOGRAFÍA 121 ca, 1985, 5 vols. (facsimilar de la primera edición, Méjico, J. Mariano Lara, 1849-1852). , Semblanzas e ideario, prólogo y selección, Arturo Arnaiz y Freg, México, Universidad Nacional Autónoma de México, 1989 (Biblio­ teca del Estudiante Universitario, 8). Bergier, Nicolás, Diccionario de Teología, París, Librería Garnier Flerma- nos, México, José María Andrade, 1854,4 tt. Mora, José María Luis, M éxicoysus revoluciones, México, Instituto Cul­ tural Flelénico/Fondo de Cultura Económica, 1986, 3 vols. (facsi­ milar de la primera edición, París, Librería de Rosa, 1836). "Disertación sobre la naturaleza y aplicación de las rentas y bienes eclesiásticos y sobre la autoridad a que se hallan sujetos en cuanto a su creación, aumento, subsistencia o supresión", en Obras com­ pletas. Política, México, Secretaría de Educación Pública/Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora, 1987, t. 3, pp.l 65-229. Pimentel, Francisco, Historia crítica de la literatura y las ciencias en México desde la conquista hasta nuestros días, México, Enseñanza, 1885. Sosa, Francisco, El Episcopado mexicano. Biografía de los tilmos. Señores arzobispos de México, México, Jus, 1962, t. II. Tornel y Mendívil, José María, Breve reseña histórica de los acontecimien­ tos más notables de la Nación Mexicana, desde el año de i821 hasta nuestros días, México, Imprenta de Ignacio Cumplido, 1852. Zavala, Lorenzo de, Ensayo histórico de las revoluciones de México des­ de 1808 hasta 1830, México, Instituto Cultural Flelénico/Fondo de Cultura Económica, 1985 (facsimilar de la segunda edición, México, Manuel N. de la Vega, 1845). Secundaria Barreré, Bernard et al., Metodología de la historia de la prensa española, Madrid, Siglo XXI, 1982. Berlin, Isaiah, Las raíces del romanticismo, edición de Flenry Ardí, traduc­ ción Silvia Mari, Madrid, Taurus, 1999. Bravo Ugarte, José, Periodistas y periódicos mexicanos hasta 1935. Selec­ ción, México, Jus, 1966 (México FHeroici, 58). Burke, Peter, Formas de historia cultural, traducción Belén Urrutia, Ma­ drid, Alianza, 1999. (ed.), Formas de hacer historia, traducción José Luis Gil Arista, Ma­ drid, Alianza, 1993. Botrel, Jean-Frangois, "La Iglesia católica y los medios de com unica­ ción impresos en España de 1847 a 1917. Doctrina y prácticas", en Bernard Barreré et al., Metodología de la historia de la prensa espa­ ñola, Madrid, Siglo XXI, 1982, pp. 119-176.
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    122 ¿COMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? Briseño Senosiain, Lillian, Laura Solares Robles y Laura Suárez de la Torre, Valentín Góm ez Farías y su lucha por el federalismo 1822­ 1858, México, Instituto M ora/Gobierno del Estado de Jalisco, 1991. Castañeda, Carmen, "Don Valentín Gómez Farías, su formación intelec­ tual", en Historia Mexicana, núm. 143, enero-marzo, 1987, pp. 507­ 525. Castro, Miguel Ángel (coord.), Tipos y caracteres. La prensa mexicana (1822-1855), México, Universidad Nacional Autónoma de México- Instituto de Investigaciones Bibliográficas, 2001. Castro, Miguel Ángel y Guadalupe Curiel (coords.), Obras monográficas mexicanas del siglo xix en la Biblioteca Nacional de México: 1822-1900, México, Universidad Nacional Autónoma de México, 1997.
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    Anexos 1. RECOMENDACIONES BIBLIOGRÁFICAS Sobremétodos de investigación en Historia y Ciencias Sociales A lia M iran d a, F ra n c isc o , Técnicas de investigación para historiado­ res: lasfuentes de la historia, S ín te sis, M ad rid , 2005. A ró ste g u i, Ju lio , La investigación histórica: teoría y método, C rítica, B a rc e lo n a , 2001. B átis, J o s é A n to n io et al., Reflexiones sobre el oficio del historiador, U N A M -In stitu to d e In v e s tig a c io n e s H istó ric as, M éx ico , 1999. B la x ter, L o rain e, Cómo se hace una investigación, G e d isa , B a rc e lo n a , 2000. B lo c h , M arc, Introducción a la historia, FCE, M éx ico , 1979- B o o th , W a y n e C., G re g o ry G . C o lo m b y J o s e p h M. W illiam s, Cómo convertirse en un hábil investigador, G e d isa , B a rc e lo n a , 2001. B ra u d e l, F e rn a n d , La historia y las ciencias sociales, A lia n za, M éx ico , 1989. B u n g e , M ario , La investigación científica, A riel, B a rc e lo n a , 1966. B u rk e , P e te r (e d .), Formas de hacer historia, A lia n za U n iv e rsid a d , M ad rid , 1 9 9 3 ­ , Historia y teoría social, Itin e ra rio s, In stitu to M o ra, M éx ico , 1997. C arcloso, C iro F., Introducción al trabajo de la investigación históri­ ca: conocimiento, método e historia, C rítica, B a rc e lo n a , 1981. 1 2 3
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    124 ¿CÓMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? , Los métodos de la historia. Introducción a los problemas, méto­ dos y técnicas de la historia demográfica, económica y social, G rijalb o , M éx ico , 1977. C arr, E d w a rd EL, ¿Qué es la historia?, B ib lio g rafía B rev e, P la n e ta /S e ix B arral, B a rc e lo n a , 1999- C u rtís, L. P. Jr., El taller del historiador, FCE, M éx ico , 1975. E co , H u m b e rto , Cómo hacer una tesis. Técnicas y procedimientos de investigación, estudio y escritura, G e d isa , M éx ico , 1989- E sc a la n te G o n z a lb o , F e rn a n d o , Una idea de las ciencias sociales, In i­ cio s e n la s C ie n c ia s S o cia les, P a id ó s, M éx ico , 1999. F e b v re , L u d e n , Combates por la historia, A riel, M éx ico , 1983- G a rc ía F e rra n d o , M an u el, El análisis de la realidad social: métodos y técnicas de investigación, A lian za, M ad rid , 2000. G arcía P allares-B u rk e, M aría Luisa, La nueva historia: nueve entrevistas, U n iv ersid ad d e G ra n a d a /U n iv e rsita t d e V alen cia, V alen cia, 2005. G o n z á le z , Luis, El oficio de historiar, El C o le g io d e M ic h o a c á n , M éx i­ co , 1988. H a n d lin , Ó sc a r, La verdad en la historia, FCE, M éx ico , 1997. H o b sb a w m , Eric, Sobre la historia, C rític a /G rija lb o /M o n d a d o ri, B a r­ c e lo n a , 1998. L ó p e z R uiz, M ig u el, Elementos para la investigación (metodología y redacción), U N A M -In stitu to d e In v e s tig a c io n e s J u ríd ic a s, M éx ico , 1992. M arro u , H e n ri-Iré n é e , El conocimiento histórico, L ab o r, B a rc e lo n a , 1968. M o rad ie llo s, E n riq u e, El oficio de historiador, S iglo XXI, M ad rid , 1994. P ro st, A n to in e, Doce lecciones sobre la historia, C áted ra, M ad rid , 2001. R u a n o -B o rb a lla n , J e a n -C la u d e (c o o rd .), L'histoire aujourd'hui, É di- tio n s S c ie n c e s H u m a in e s, P arís, 1999- S á n c h e z P u e n te s, R ic ard o , Enseñar a investigar: una didáctica nue­ va de la investigación en ciencias sociales y humanas, 2a. e d ., U N A M -C en tro d e E stu d io s s o b re la U n iv e rs id a d /P la z a y V ald és, M éx ico , 2000. S to n e, L a w re n c e , Elpasado y elpresente, FCE, M éx ico , 1986. V ilar, P ierre, Iniciación al vocabulario del análisis histórico, G rijalb o , B a rc e lo n a , 1980. , Pensar la historia, In s titu to M ora, M éx ico , 1992. W a lk e r, M elissa, Cómo escribir trabajos de investigación, G e d isa , B a rc e lo n a , 2000.
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    ANEXOS 1 25 Z á ra te , V e ró n ic a , Una docena de visiones de la historia: entrevistas con historiadores americanistas, In s titu to M ora, M éx ico , 2004. Manuales de técnicas bibliográficas, citación y referencia A n d re w s, C a th e rin e y J e s ú s H e rn á n d e z Ja im e s, Cómo citar. Normas para el aparato crítico de los ensayos de Historia, In s titu to d e In v e s tig a c io n e s H istó ric a s-U n iv e rsid a d A u tó n o m a d e T a m a u li- p a s, C iu d a d V icto ria, 2008. B o w e rs, F re d s o n , Principios de descripción bibliográfica, A rco Li­ b ro s, M ad rid , 2001. D e la T o rre V illar, E rn e sto y R am iro N a v a rro d e A n d a , Metodología de la investigación: bibliográfica, archivística y documental, M cG raw -H ill, M éx ico , 1982. E scan tilla G o n z á le z , G lo ria, M anual de metodología y técnica biblio­ gráficas, 3a. e d ., U N A M -In stitu to d e In v e s tig a c io n e s B ib lio g ráfi­ cas, M éx ico , 1988. G a rz a M e rc a d o , A rio, M anual de técnicas de investigación para estu­ diantes de ciencias sociales, C o lm e x , M éx ico , 1992. , Normas de estilo bibliográfico para ensayos semestrales y tesis, C o lm ex , M éx ico , 1995. Z av ala Ruiz, R o b erto , El libro y sus orillas: tipografía, originales, redac­ ción, corrección de estilo y depruebas, U N A M -D irección G en eral d e F o m e n to E d ito ria l-C o o rd in ació n d e H u m a n id a d e s, M éxico, 1991. Sobre obras de consulta, fuentes, archivos y bibliotecas en México B ie ñ k o d e P e ra lta , D o ris y B e re n ise B ra v o R u b io (c o o rd s .), Sendas, Brechas y Atajos. Contexto y crítica de las fuentes eclesiásticas, siglos XVI - XVIII, E N A H /IN A H /C O N A C U L T A , M éx ico , 2008. C a m a re n a , M ario y L o u rd e s V illa fu e rte (c o o rd s .), los andamios del historiador: construcción y tratamiento de fuentes, A G N /IN A H , M éx ico , 2001. C o n n a u g h to n , B ria n F. y A n d ré s Lira (c o o rd s .), las fuentes eclesiásti­ cas para la historia social de México, U A M -Iz ta p a la p a /In stitu to M o ra, M éx ico , 1996.
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    126 ¿CÓMO FORMULARUN PROYECTO DE TESIS? Entre historiadores y archivistas: el dilema de la valoración docu­ mental, p re s e n ta c ió n d e P atricia G a le a n a , A G N , M éx ico , 1995. G arcía , Id alia y B o lty C o tto m (c o o rd .), Elpatrim onio documental en México. Reflexiones sobre un problema cultural, P o rrú a /C á m a ra d e D ip u ta d o s, M éx ico , 2009. G a rz a M e rc a d o , A rio, Obras de consulta para estudiantes de ciencias sociales y humanidades, C o lm e x , M éx ico , 1992. í , Fuentes de información en ciencias sociales y humanidades, C o lm ex , M éx ico , 2001. Gestión de documentos electrónicos. Antología, p re s e n ta c ió n d e S tella M aría G o n z á le z C ic ero , A G N , M éx ico , 2002. G ó m e z C a ñ e d o , L ino, Archivos históricos de México, F u n d a c ió n H is­ tó ric a T a v e r a /lT NAM , M ad rid , 1997. Guía de archivos y bibliotecasprivados, 2a. e d ., A so c ia c ió n M e x ic a n a d e A rc h iv o s y B ib lio te c a s P riv a d o s, M éx ico , 2000. O so rio R o m e ro , Ig n a c io , Historia de las bibliotecas novohispanas, D ire c c ió n G e n e ra l d e B ib lio te cas-S E P , M éx ico , 1986. 2. PROPUESTAS DE FORMATO DE FICHAS DE TRABAJO La e la b o r a c ió n d e to d o p r o y e c t o d e in v e s tig a c ió n e x ig e la le c tu r a d e lib r o s y a r tíc u lo s s o b r e e l te m a q u e s e in v e s tig a y s o ­ b r e p o s ib le s a c e r c a m i e n t o s m e to d o ló g i c o s , a s í c o m o u n a c a la d e f u e n t e s p r im a r ia s . E s ta r e v is i ó n b ib l io g r á f ic a y d e f u e n t e s v a a c o m p a ñ a d a , in v a r ia b le m e n te , d e la to m a d e n o ta s d e tr a b a ­ jo . E s c o n v e n i e n te d e f in ir u n a e s tr a te g ia p a r a d a r f o r m a y o r g a ­ n iz a r e s a s n o ta s , d e m o d o d e p o d e r m a n e ja r la s y a p r o v e c h a r d e la m e jo r m a n e r a la s id e a s y la in f o r m a c ió n lo c a liz a d a s . R e s u lta r e c o m e n d a b l e e l a b o r a r b r e v e s r e p o r t e s d e le c tu r a d e lo s a r tíc u lo s y lib ro s q u e s e v a n r e v is a n d o . E s to s r e p o r te s d e ­ b e n c o n t e n e r u n b a l a n c e d e l t e x to r e v is a d o , u n a r e la c ió n d e s u s p r in c ip a le s p r o p u e s ta s y u n a v a lo r a c ió n d e s u im p o r ta n c ia o u tilid a d p a r a la in v e s tig a c ió n q u e s e e s tá p r o y e c t a n d o . P e r o , d e m a n e r a p a r a le la a la p r e p a r a c ió n d e e s to s r e p o r te s , d e b e n to m a r ­ s e n o ta s d e id e a s o in f o r m a c ió n m á s p u n t u a l e s a c e r c a d e l p r o ­ c e s o o f e n ó m e n o e n e s tu d io . A s im is m o , al tr a b a ja r c o n f u e n te s
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    ANEXOS 1 27 p r im a r ia s , s e h a c e in d i s p e n s a b le lle v a r u n r e g is tro c u i d a d o s o d e lo s d o c u m e n to s lo c a liz a d o s y la in f o r m a c ió n q u e p r o p o r c io n a n . P a ra e l m a n e jo d e e s ta s n o ta s y r e g is tr o s e s m u y ú til s e r v ir s e d e f ic h a s d e tr a b a jo . U n a fic h a d e tr a b a jo r e c u p e r a n o tic ia s e id e a s p r e c is a s d e u ti­ lid a d p a r a e l te m a q u e s e in v e s tig a . E sta in f o r m a c ió n p u e d e r e g is ­ tr a r s e b a jo la fo r m a d e c ita s te x tu a le s o b ie n m e d ia n te p e q u e ñ o s r e s ú m e n e s . U n a f ic h a d e tr a b a jo ta m b ié n p u e d e s e r a n a lític a y a d e l a n t a r p o s ib le s i n t e r p r e ta c io n e s d e lo s d o c u m e n t o s lo c a liz a ­ d o s . La in f o r m a c ió n o id e a s c o n t e n id a s e n c a d a f ic h a d e tr a b a jo s e a c o m p a ñ a n d e la s r e f e r e n c ia s e x a c ta s d e l a r tíc u lo , f o lle to , li­ b r o o d o c u m e n t o d e a r c h iv o d e lo s q u e h a n s id o to m a d a s . D e e s ta s u e r te , c u a n d o s e u tiliz a n e s a s n o ta s e n la r e d a c c ió n d e l p r o y e c to , o d e la in v e s tig a c ió n m is m a , s e p o d r á c ita r la f u e n te c o n e x a c titu d , s in p e r d e r ti e m p o e n b u s c a r la e n n o ta s d is p e r s a s . E n e l c a s o d e d o c u m e n t o s d e a r c h iv o , e s i n d i s p e n s a b l e r e g is ­ tr a r e n c a d a f ic h a e l n o m b r e d e l a r c h iv o e n q u e s e e n c u e n tr a r e s g u a r d a d o e l d o c u m e n to . P a r a te x to s c o n s u lt a d o s e n b ib l io te ­ c a , ta m b ié n e s r e c o m e n d a b l e to m a r n o ta d e l n o m b r e d e la b i­ b lio te c a u tiliz a d a . E s to ú ltim o r e s u lta p a r tic u la r m e n te ú til e n el c a s o d e f o lle te r ía y lib r o s r a ro s . P o r o tra p a r te , e s im p o r ta n te a s ig n a r u n o o v a rio s d e s c r ip to r e s a c a d a fic h a , d e m a n e r a d e p o d e r o r g a n iz a r e l c o n ju n to d e n o ta s p o r te m a s e s p e c íf ic o s . E sto s d e s c r ip to r e s d e b e n a c o m p a ñ a r s e d e l lu g a r y a ñ o a l q u e c o r r e s p o n d e la in f o r m a c ió n r e c a b a d a . E n p r in ­ c i p io , d e b e r á e x i s t ir u n a r e l a c i ó n e n t r e e l í n d i c e t e n t a t i v o d e l p r o y e c to y lo s d e s c r ip to r e s d e la s fic h a s d e tra b a jo , si b ie n e l p r o ­ p io ín d ic e s e irá f o r m u la n d o o r e e s tr u c tu r a n d o d e a c u e r d o c o n la r e v is ió n y fic h a s d e b ib lio g r a f ía y m a te ria l d e a rc h iv o . L as f ic h a s d e tr a b a jo p u e d e n e la b o r a r s e e n h o ja s ta m a ñ o m e ­ d ia c a r ta y m a n e ja r s e m a n u a lm e n te . S in e m b a r g o , h o y e x is te n p r o g r a m a s in f o r m á tic o s q u e f a c ilita n s u p r o c e s a m ie n to .* • H a y p r o g r a m a s p a r a W in d o w s, M a c in to sh y L in u x , e n tr e lo s q u e s e c u e n ta n , p o r e je m p lo , E xcel, A ccess y O neN ote, d e M icro so ft O ffice; N u m h e rs, d e IW o rk- A p p le , y Z otero, y s o f tw a r e lib r e e q u iv a l e n te , c o m o N o te B o o k y G oogle D ocs, d e G oogie, y O p en O ffice y L ihreO ffice.
  • 129.
    Paulina N oemí M arín, fichas de trabajo del capítulo: Joélle Chassín, "Po­ der y prácticas epistolares en el Perú de principios del siglo xix", en Erika Pañi y Alicia Salm erón (coord.), Conceptualizar lo que se ve, M éxico, Instituto Mora, 2004, pp. 153-181. Proyecto de investigación de licenciatura en His­ toria (2011). Nueva demanda social de Joélle Chassin, "Poder y prácticas información epistolares en el Perú de principios JHispanoamérica/Perú del siglo xix", en Erika Pañi y Alicia Principios del siglo xix Salmerón (coord.), Conceptualizar lo que se ve, México, 2004, Instituto Mora, 2004, pp. 153-181 Cita en la p. 154 “E n e s te p e r i o d o t u r b u l e n t o d e la s r e v o l u c i o n e s h i s p a n o a m e r i c a n a s , e l f a c to r d e c is i v o e n la t r a n s f o r m a c i ó n d e la r e l a c i ó n c o n lo e s c r ito e s , p r e c i s a m e n t e , e l i n c r e m e n t o i r r e p r im ib le d e l d e s e o d e in f o r m a r s e . AJ t i e m p o q u e s e d e b a t e la s u e r t e d e la m o n a r q u í a c a tó lic a , la s e d d e n o tic ia s s e p r e s e n t a c o n f u e r z a c o m o u n a n u e v a d e m a n d a s o c ia l. ”E s to a s u v e z p r o v o c a la m u lt ip lic a c ió n d e u n a c o r r e s p o n d e n c i a e n la e s f e r a p r iv a d a , y la a p a r i c i ó n d e n u e v a s p u b l i c a c i o n e s e n la p ú b l i c a . ” Joélle Chassin, "Poder y prácticas epistolares en el Perú de principios del siglo xix", en Erika Pañi y Alicia Salmerón (coord.), Conceptualizar lo que se ve, México, 2004, Instituto Mora, 2004, pp. 153-181 Cita en la p. 154 “A p r i n c i p i o s d e l s ig l o x ix , e n A m é r ic a c o m o e n E s p a ñ a , y e n g e n e r a l e n t o d a E u r o p a , s e g o b i e r n a e n g r a n m e d i d a c o n c a r ta s . E l p o d e r s e a p o y a e n la in f o r m a c i ó n y e n la p o s i b i l i d a d d e d o m i n a r l a , e n s u c a p a ­ c i d a d t a n t o d e c o n t r o l a r l a c o m o d e d if u n d ir la [ ...] " D is tin g u ir e m o s la c o r r e s p o n d e n c i a o f ic ia l d e la p a r ti c u la r , a q u e l l a q u e p r e t e n d e a p u n t a l a r e l o r d e n y la q u e s u r g e d e l d e s o r d e n . A l m a r g e n d e la in f o r m a c ió n o f ic ia l, s e d e s a r r o l l a la c u r i o s i d a d p ú b lic a , c u y o p a ­ p e l e s e s e n c i a l e n e l ju e g o p o lít ic o , c o m o lo d e m u e s t r a n la s p r á c tic a s e p i s to la r e s , g é n e r o h íb r i d o e n t r e lo e s c r ito y lo o r a l . ” Relación información-poder Europa/América Principios del siglo xix
  • 130.
    La correspondencia comoJoélle Chassin, "Poder y prácticas epistolares en acto de sociabilidad el Perú de principios del siglo xix", en Erika Pañi y Alicia Salmerón (coord.), Conceptualizar lo que se ve, México, 2004, Instituto Mora, 2004, pp. 153-181 “G e s t o E p i s t o l a r ” “E s ta a c c i ó n d e e s c r itu r a , q u e r e p r e s e n t a u n a a c c i ó n p r i m o r d i a l d e s o c i a b i l i d a d , c o n s t i t u y e u n o b j e t o d e e s t u d i o p r iv ile g ia d o , e s p e c i a l ­ m e n t e e n s u r e l a c i ó n c o n e l p o d e r . L o s u s o s d e lo e s c r ito , e n s u s v a ­ r i a c i o n e s - l a c a r ta , e n e s t e c a s o , p e r o la h e m o s v is t o r o d e a d a c o n f r e c u e n c i a d e o t r o s p a p e l e s - , s o n d e c is i v o s p a r a e n t e n d e r c ó m o lo s i n d i v i d u o s y la s c o m u n i d a d e s c o n s t r u y e n la s r e p r e s e n t a c i o n e s d e l m u n d o ; c ó m o lo p e r c i b e n y lo t r a n s f o r m a n a p a r t i r d e la s d i f e r e n t e s s ig n i f ic a c io n e s e i n t e r p r e t a c i o n e s q u e i n t e n t a n d a r l e . ” G lnger M argaln, "Las vicisitudes de la vida parroquial. El cam bio de ju ­ risdicción del Tem p lo de San Lorenzo Xochlm anca (1894-1901)". Proyecto de investigación de licenciatura en Historia, Instituto Mora (2011). Iglesia de San Lorenzo Cambio de jurisdicción parroquial Tacubaya/Mixcoac, 1894 Arch. Hrico. del Arzobispado de México Fondo; E Sección; S.A. Serie: Parroquia Caja: 31 Exp. 32 ff.7 México, 31 de enero de 1894. Carta al arzobispo de México Información tomada de la f. 6 S o b r e q u e s e a g r e g u e a la p a r r o q u i a d e M ix c o a c e l p u e b l o d e S a n L o ­ r e n z o y s e s e g r e g u e d e la d e T a c u b a y a . El c u r a d e M ix c o a c p l a n t e a q u e la c a u s a d e la s o lic itu d d e c a m b io d e p a r r o q u i a e s m á s p o r c o m o d i d a d d e lo s f ie le s q u e p o r n e c e s id a d , d e b i d o a q u e , a u n q u e S a n L o r e n z o q u e d a le jo s d e T a c u b a y a , e l tie m p o p a r a r e c o r r e r e s a s d is ta n c ia s s e h a n r e d u c i d o g r a c ia s a l f e r r o c a r r il. L o s f ie le s d e S a n L o r e n z o , q u e e n o tr o ti e m p o s e h a b ía o p u e s t o a l c a m ­ b io , a h o r a e s t á n d e a c u e r d o y a r g u m e n t a n la d is ta n c ia q u e lo s s e p a r a d e T a c u b a y a . O tr a r a z ó n p a r a s o lic ita r e l c a m b io : e n T a c u b a y a c a d a v e z h a y u n a m a ­ y o r p o b l a c i ó n y m á s d if ic u lta d p a r a q u e S a n L o r e n z o s e a a te n d id o . S e r e f ie r e q u e N o n o a l c o e s tá e n la s m is m a s c o n d i c i o n e s q u e S a n L o ­ r e n z o , p o r lo c u a l t a m b i é n d e b e r í a d e s e r in c l u i d o e n e s t e c a m b io .
  • 131.
    Iglesia de SanLorenzo Cambio de jurisdicción parroquial Tacubaya/Mixcoac, 1901 Arch. Hrico. del Arzobispado de México Fondo: E Sección: S.A. Serie: P Caja: 174 Exp. 26 ff.3 San Lorenzo, 3 de Enero de 1901. Carta de pobladores de San Lorenzo, firman: Lucio López, M. Hernández, Mateo Cedillo, Juan López. Información tomada de la f. 3 L o s v e c i n o s d e S a n L o r e n z o y N o n o a l c o s o li c it a n a l a r z o b i s p o s e r a n e x a d o s c o m o f e li g r e s e s d e la p a r r o q u i a d e M ix c o a c . L o s f e l i g r e s e s d e T a c u b a y a a r g u m e n t a n q u e n e c e s i t a n a u x i lio e s p i r i ­ tu a l c o n o p o r t u n i d a d . A f ir m a n q u e s u s r a z o n e s , q u e s o n la s s ig u i e n te s , h a b í a n s i d o e x p u e s t a s y a d e s d e 1 8 9 9 . S u s r a z o n e s : 1. E n A g o s to d e 1 8 9 9 f u e r o n a g r e g a d o s a l m u n i c i p i o d e T a c u b a y a , p o r lo c u a l d e b e n d e r e c o r r e r d o b l e d i s t a n c ia p a r a r e a liz a r s u s c e r e m o ­ n ia s d e b a u t i z o , m a t r i m o n i o y s e p e l i o . E s to o c a s i o n a g a s t o s i m p o r ­ ta n te s . 2 . " . . . ja m á s h a n s i d o a t e n d i d o s p o r lo s s a c e r d o t e s d e T a c u b a y a lo s e n f e r m o s a t a c a d o s d e e n f e r m e d a d s ú b i t a ” . Iglesia de San Lorenzo Cambio d e jurisdicción parroquial Tacubaya/Mixcoac, 1901 Arch. Hrico. del Arzobispado de México Fondo: E Sección: S.A. Serie: P Caja: 174 Exp. 26 ff.3 México, 18 de Enero de 1901. Carta del Arzobispo Información tomada de la foja 2 L o s v e c i n o s d e S a n L o r e n z o y N o n o a l c o s o l i c it a n a l a r z o b i s p o s e r a n e x a d o s c o m o f e li g r e s e s d e la p a r r o q u i a d e M ix c o a c , 1 9 0 1 . E l A r z o b i s p o c o n s i e n t e e l c a m b i o d e j u r is d ic c i ó n “p o r e l b i e n e s p i r i ­ tu a l d e lo s h a b i t a n t e s ” d e e s o s d o s p o b l a d o s . S a n L o r e n z o d e b e p a s a r a la p a r r o q u i a d e M ix c o a c a p a r t i r d e l p r i m e ­ r o d e f e b r e r o d e 1 9 0 1 .
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    ANEXOS 13 1 EstebanSánchez O eco nom o , "El día a día en la aplicación de las Leyes de Reform a en localidades rurales del centro de M éxico (1866-1874)". Pro­ yecto de investigación de licenciatura en Historia, Instituto Mora (2011). Conflicto Estado-Iglesia Abusos del poder civil: uso de dineros parroquiales Tepelcingo, Morelos 1868 Archivo Histórico del Arzobispado de México Fondo: Labastida y Dávalos Secc: Sría. Arzobispal Serie: Santuarios caja: 73 exp: 2 ff: 58 “El e n c a rg a d o so b re q u e la a u to rid a d civil está d is p o n ie n d o d e las lim o sn as d e l s a n tu a rio ”, 1868, T e p e lc in g o , e s ta d o d e M o relo s.” “La a u to rid a d d e l p u e b lo d e T e p e lc in g o ha e s ta d o d is p o n ie n d o d e s d e el m e s p a s a d o an te rio r, d e las lim o sn as q u e lo s fieles d e ­ p o sita n a h í p a ra el s o sté n d e l c u lto d e u n cap illa q u e e x iste e n a q u é l p u e b lo . D e e n to n c e s a c á se h a d is p u e s to ya d e m il p e so s, in v in ié n d o s e e n o b je to s q u e e stá n m u y d ista n te s d e la m e n te d e lo s fieles, y q u e p o r lo m ism o q u e s o n o b la c io n e s v o lu n ta ria s c re e m o s q u e n in g u n a in te rv e n c ió n d e b e n te n e r las a u to rid a d e s p o rq u e e sto n o so lo p u g n a sin o q u e está en ab ie rta o p o sic ió n c o n las ley es v ig e n te s .”
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    Conflicto Estado-Iglesia Retracción aljuramento de Leyes de Reforma Tlayacapan, Morelos 1873 Archivo Histórico del Arzobispado de México Fondo: Labastida y Dávalos Secc: Sría. Arzobispal Serie: Correspondencia caja: 82 exp: 49 ff: 1 C a rta d e A g u s tín d e V e r a a l o b i s p o , T l a y a c a p a n , 1 8 7 3 : “R e tr a c ta c ió n d e A g u s tín d e V e r a a l j u r a m e n t o q u e h iz o a la s le y e s r e la tiv a s a la r e ­ f o r m a ” : “H ic e la p r o t e s t a d e g u a r d a r la s a d i c i o n e s a la c o n s t i t u c i ó n r e la tiv a s a la s le y e s d e r e f o r m a , q u e p o r le y s e e s c r ib ió , y q u e lo e f e c t u é e n la in t e lig e n c i a d e q u e ta l h e c h o n o a f e c t a b a m i fe y c r e e n c i a s r e lig io s a s , p e r o s u p u e s t o q u e n o e s a s í q u i t o , a p a r t o , y d e j o s in v a l o r a q u e l l a p r o t e s t a . ” Archivo Histórico del Arzobispado de México Fondo: Labastida y Dávalos Secc: Sría. Arzobispal Serie: Paroquias caja: 86 exp: 81 ff: 3 cita en la f. 2 “D e l p á r r o c o M ig u e l C o a c h i tla n J o s é a l o b i s p o s o b r e q u e la a u t o r i ­ d a d m a n d ó d a r s e p u l t u r a e n e l c o m e n t e r i o d e la P a r r o q u i a a l c a d á v e r d e u n a m u j e r p r o t e s t a n t e , C o a tli n c h á n , 1 8 7 4 .” “H a c e i l g u n o s d ía s q u e f a lle c ió e n e s te p u e b l o u n a m u je r d e la s e c ta p r o t e s t a n t e . L o s d e u d o s , c o n o c i e n d o d e s d e lu e g o la o p o s i c i ó n q u e p o r p a r t e d e lo s v e c i n o s s e p r e s e n t a r í a p a r a s e p u l t a r l a e n s a g r a d o , s e d ir ig ie r o n a l P r e f e c to q u e j á n o s e c o n t r a a l g u n o s d e e s to s s e ñ o r e s p o r in ju r ia s y o tr a s f a lta s c o n lo q u e f á c ilm e n te a r r a n c a r o n s e h ic ie r e la i n ­ h u m a c i ó n d e s u c a d á v e r e n e s t e c e m e n t e r i o . E n e f e c to , a u n q u e u n n ú ­ m e r o c o n s i d e r a b l e d e m u je r e s h i z o u n a s o li c it u d a l P r e f e c to p a r a i m p e d i r e s te a c to , lo s e m is a r io s f u e r o n m a l r e c i b i d o s d e a q u e l: a p r e s ó a l ju e z y a lo s v e c i n o s y p r e c i p i t a n d o u n a s d is p o s i c i o n e s , m a n d ó la f u e r z a a r m a d a p a r a q u e p a t r o c i n a s e a lo s q u e j o s o s , c o n o r d e n e x p r e s a d e h a c e r u n e j e m p l a r e n a l g u i e n q u e h ic ie s e la m is m a o p o s i c i ó n . ” Conflicto Estado Iglesia Secularización de pan­ teones Coatlinchán 1874
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    1 3 3 3.PROPUESTAS DE FORMATO DE REPORTE DE AVANCES DE INVESTIGACIÓN La e l a b o r a c i ó n d e u n p r o y e c t o d e te sis, ta n to c o m o e l d e s ­ a r r o l l o d e la p r o p i a in v e s t ig a c i ó n , e x i g e u n s e g u i m i e n t o s is te ­ m á tic o d e lo s a v a n c e s q u e s e v a n r e a liz a n d o . E s te s e g u im ie n t o v a lo r a la s a c t iv id a d e s e n la s q u e s e a v a n z a d e a c u e r d o c o n e l c r o n o g r a m a d e tr a b a jo y s e lle v a a c a b o , s e g ú n e l c a s o , e n r e ­ u n i o n e s c o n t u t o r e s o e n s e m i n a r i o s d e in v e s tig a c ió n ; a p a r tir d e e s te s e g u im ie n to s e r e d e f in e n tie m p o s y e s tr a te g ia s d e tr a b a ­ jo p a r a a lc a n z a r lo s o b je tiv o s e s ta b le c id o s . E s r e c o m e n d a b l e lle v a r u n r e g is tr o d e la s ta r e a s q u e s e d e s ­ a r r o lla n m e s tr a s m e s - o , in c lu s o , q u in c e n a a q u i n c e n a - y d e lo s r e s u l t a d o s a l c a n z a d o s . E s te r e g is t r o p u e d e t o m a r m u y d i ­ v e r s a s fo rm a s , u n a d e la s c u a le s p u e d e s e r el d is e ñ o y lle n a d o d e u n fo rm a to c o m o e l q u e s e e je m p lif ic a a c o n tin u a c ió n . E s te f o r m a t o p r o p u e s t o d e f in e e l ti p o d e a c tiv id a d e s q u e s e lle v a n a c a b o d u r a n t e e l p r o c e s o d e e l a b o r a c i ó n d e u n p r o y e c ­ to ; d e ig u a l m a n e r a , p u e d e d e f in ir e l d e a q u e l la s n e c e s a r ia s p a r a e l d e s a r r o ll o d e la p r o p i a in v e s tig a c ió n . E s ta s a c tiv id a d e s in c lu y e n , e n t r e o tr a s : la lo c a liz a c ió n d e f u e n te s p r im a r ia s y s u r e v is ió n ; e l a n á lis is b ib lio g r á f ic o y d e p r o p u e s t a s m e t o d o l ó g i ­ c a s ; la s is te m a tiz a c ió n d e in f o r m a c ió n ; la r e d a c c i ó n d e a p a r t a ­ d o s d e l p r o y e c t o o , e n s u c a s o , d e l c a p i tu la d o d e la in v e s tig a c ió n ; la d is c u s ió n d e a v a n c e s e n s e m i n a r io s o r e u n i o n e s a c a d é m ic a s a b i e r t a s ... M ario V. Santiago Jim én ez, "Grupos de ultraderecha m exicana: Tecos y M URO (1970-1976)". Proyecto de tesis de m aestría en Historia, Instituto Mora (2010).
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    1 3 4 REPORTEDE AVANCES EN LA ELABORACIÓN DEL PROYECTO DE INVESTIGACIÓN OCTUBRE DE 2010 Actividad Avance realizado Resultados obtenidos Revisión de material bibliográfico Sergio Aguayo Quezada, La charola. Una historia de los servicios de inteligencia en México. • Información sobre la Dirección Federal de Seguridad en el periodo estudiado. Esta información podrá ser utilizada para contextualizar la persecución de los grupos de ultraderecha. • Referencias de material que podría resultar de interés para la investigación (especialmente del AGN). Hugo G. Campbell, La derecha radical en México, 1929-1949. • Información sobre los orígenes de la ultraderecha en México. • Identificación de datos que no coinciden con los de otras fuentes. Alvaro Delgado, El ejército de Dios. Nuevas revelaciones sobre la extrema derecha en México. • Información sobre individuos y grupos de ultraderecha. • Referencias de material que podría resultar de interés para la investigación (AGN) Édgar González Ruiz, Muro, memorias y testimonios: 1861-2002. • Información para reafirmar las cuatro hipótesis sobre el origen del MURO. • Información para respaldar la hipótesis central de la investigación que sostiene que el MURO, durante el sexenio de Luis Echeverría, puede ser visto como un ejemplo del desarrollo histórico de la derecha radical mexicana y no como un mero accidente histórico o una deformación política. Alfonso Yáñez Delgado, La manipulación de la fe: fuas contra carolinos en la Universidad Poblana. • Identificación de datos que no coinciden con los de otras fuentes. • Información para reafirmar la hipótesis sobre la relación FUA-MURO. Ilán Bizberg y Lorenzo Meyer (coords.), Una • Panorama sobre el periodo 1970­ 1970, indispensable para definir el
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    1 3 5 historiacontemporánea de México (algunos capítulos). contexto del surgimiento y actividad de algunos grupos de ultraderecha. Revisión de material hem erográfico Roger Bartra, "Los lastres de la derecha mexicana", Letras Ubres. Revista Nexos Periódico La Jornada (2000-2011). • Localización del artículo. Información aún no procesada. • Localización de un artículo de Jean Meyer. Información aún no procesada. • Localización de artículos y notas. Información aún no procesada. Revisión de archivo Revisión y ajustes al prim er borrador del proyecto de investigación Apartado: presentación del tema. • Ajustes al contexto: sobre características del periodo de gobierno de Luis Echeverría y de los grupos en estudio. Apartado: Estado de la cuestión. • Eliminación de textos tangenciales. • Profundización del balance bibliográfico. Apartado: propuesta metodológica. • Definición de un referente teórico y una posible forma de abordar el tema a investigar. Sistem atización de información Diseño de una tabla para concentrar información de organizaciones de ultraderecha de acuerdo con las siguientes columnas: a) Fecha de fundación b) Nombre completo c) Siglas o pseudónimos d) Características e) Actividades f ) Presencia g) Fuente • Visualización de una cierta sucesión en la creación y actividaes de las organizaciones. • Identificación de nudos de organizaciones. • Identificación de contradicciones entre las fuentes.
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    1 3 6 (Continuación.) Actividad Presentación deavances de invetigación en sem inarios o coloquios Avance realizado Resultados obtenidos Diseño de una tabla para concentrar información sobre personajes claves para la investigación, de acuerdo con las siguientes columnas: a) Nombre b) Alias c) Organización de adscripción d) Cargo e) Características f ) Actividades 9) Fuente Identificación de pesonajes centrales de la ultraderecha mexicana. Identificación de personajes en distintos espacios de acción. Identificación de contradicciones entre las fuentes. (Registrar aquí los comentarios recibidos.)
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    Metodología de latesis A n to n io L u n a C astillo D e la g r a n d iv e rs id a d d e lib ro s e s p e c ia ­ liz a d o s e n m e to d o lo g ía p a r a la e la b o r a ­ c ió n d e te sis, la m a y o ría s ó lo e x p lic a n te ó r ic a m e n te las e ta p a s d e l tra b a jo d e in v e s tig a c ió n , y m u y p o c o s p r o p o r c io ­ n a n e je m p lo s g rá fic o s q u e fa c ilite n el d is e ñ o y d e s a rro llo d e d ic h o s tra b a jo s . E l a u to r d e e s te lib ro p r o p o n e m e to d o ­ lo g ía s c o n c e b id a s p a ra d e s a rro lla rs e en las C ie n c ia s S o c ia le s, p e ro m á s e s p e c í­ fic a m e n te e n el s e c to r e d u c a tiv o . L a o b r a se d is e ñ ó a p a r tir d e tre s g ra n d e s b lo q u e s : el p la n te a m ie n to d e l p ro b le m a , la f o r m u la c ió n d e la h ip ó te s is y la c o m ­ p ro b a c ió n e m p íric a d e é sta . A s im is m o , lo s e je m p lo s ilu s tra d o s a lo la rg o d e la o b r a a y u d a n a e s tr u c tu r a r fá c ilm e n te la m e to d o lo g ía q u e r e s p o n d a a las n e c e ­ s id a d e s d e l o b je to d e e s tu d io . E l te x to es m u y ú til p a ra p a s a n te s , p r o ­ fe so res d e s e m in a rio s y a se so re s c o m ­ p r o m e tid o s e n la e la b o ra c ió n o e n la a se s o ría d e u n a te sis y q u e , sin e m b a r ­ g o , n o e s té n in m e rs o s e n el c a m p o d e la in v e s tig a c ió n . D e ig u a l m a n e r a , tie n e el o b je tiv o d e a y u d a r a lo s p a s a n te s d e las d ife r e n te s in s titu c io n e s d e e d u c a c ió n s u p e r io r a q u e e la b o re n s u s tra b a jo s y o b te n g a n así, su títu lo p ro fe s io n a l.
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    ADVERTENCIA h NOTAS FINALES ® BIBLIOTECADIGITAL DE PEDAGOGÍA Le recordamos al lector que estos archivos digitales han sido prestados de forma completamente gratuita, sin obligación alguna de aportar de su parte ningún monto económico por el uso total de estos materiales. Tenga en cuenta que los préstamos de la Biblioteca son exclusivamente para fines educativos, bajo esta condición, le pedimos a usted de manera reflexiva y participativa, ayude a la comunidad a seguir con este proyecto, mostrando en su totalidad la decencia correcta de borrar el documento una vez que este ha sido leído. Si te percatas de algún usuario irracional que dentro de la comunidad manifieste acciones inexplicables como; el ciberbullying, la publicación de contenidos inapropiados no relacionados con la educación, la comercialización de los materiales de la Biblioteca, la falsificación cómo alteración de nuestros administradores y seguidores, la venta y compra de objetos y sustancias ilícitas así como de toda persona que eternamente presuma de no ser humano, no dudes inmediatamente de informar a los fundadores de la comunidad “Pedagogium Didáctica” sobre lo sucedido y generado por el robot inconsciente, para que este sea expulsado permanentemente de nuestra comunidad de lectores. YouTube (MULTIMEDIA) http://pedagogiayeducacion.wix.com/didacticus Pedagogium Didáctica (FACEBOOK) Pedagogium Didáctica (ISSUU) Pedagogium Didáctica (TWITTER) pedagogiayeducacion@hotmail.com “A TODA LA COMUNIDAD DE LECTORES QUE NOS SIGUEN CON EL AFÁN DE ACTUALIZARSE Y MEJORAR SU LABOR DÍA A DÍA, LES DAMOS LAS GRACIAS POR SER PARTE DE NUESTRA ACTIVIDAD COTIDIANA Y A TOD@S L@S AMANTES DEL HÁBITO DE LA LECTURA LES DESEAMOS ÉXITO Y UN FELIZ AÑO CULTURAL”.